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09 a 11 de dezembro de 2015

Auditório da Universidade UNIT


Aracaju - SE

CALIBRAÇÃO DE SONDA ARTESANAL DE USO COM TDR PARA AVALIAÇÃO DE


UMIDADE DE SOLOS

Lucas dos Santos Batista1, Eugênio Ferreira Coelho2, Francisco Adriano Pereira de Carvalho3, Amanda de Azevedo
Gonçalves1 Mairton Gomes da Silva4
1
Mestrando em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Sergipe, Aracajú, Brasil, e-mail: lucasbaptistaufrb@gmail.com,
amanda_engambiental@hotmail.com
2
Pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, Cruz das Almas, Bahia, Brasil, e-mail: eugenio.coelho@embrapa.br
3
Prof. Titular, Dr. da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Cruz das Almas, Bahia, Brasil, e-mail:fadriano64@gmail.com
4
Pós-Graduação em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Cruz das Almas, Bahia, Brasil, e-mail:
mairtong@hotmail.com

RESUMO

A técnica da reflectometria no domínio do tempo (TDR) tem sido muito importante quantificação da água no solo. É
fundamental calibrar sondas de TDR tendo em vista que há diferença entre matérias de solo no aspecto da matriz do
mesmo e na porosidade. Este trabalho teve como objetivo avaliar a influência de tipo de solo na calibração de uma
sonda de TDR com o uso do reflectrometro TDR 100. Os solos que foram utilizados apresentam uma classificação
textural (areia franca, areia, argila, franco arenoso e franco argilo e arenoso). As amostras dos solos foram coletadas
com estruturas não deformadas. A calibração foi realizada com sondas compostas de três hastes de 0,15 m, espaçadas
0,022 m e 0,05 m de resina, conectadas a um reflectometro TDR 100 da Campbell Cientific. Em relação aos modelos
testados para estimativa de umidade do solo em função da constante dielétrica, o polinômio de grau 3 apresentou um
melhor ajuste aos dados para o solo de textura média arenosa (franco arenoso), apresentando, baixo valor de RMSE
(raiz quadrada da média dos quadrados dos erros), o que sinaliza para o bom desempenho do modelo e apresentou
também valor baixo de MEA (média erros absolutos) resultando no melhor ajuste dos dados pela equação e uma melhor
eficiência do modelo.

PALAVRAS-CHAVE: umidade, solos, calibração.

INTRODUÇÃO
O uso racional dos recursos hídricos aliado ao monitoramento da água presente no solo propicia o desenvolvimento de
uma agricultura sustentável. Isso pode ser estabelecido através de instrumentos que permitam a obtenção da umidade do
solo. As informações relativas ao potencial mátrico do solo possibilitam o planejamento da produção agrícola. A
umidade é uma variável importante para determinação de diferentes características do solo, visto que tem influência
direta em aspectos como resistência a penetração de raízes, porosidade, volume, dentre outros [1]. Em escala global, sua
importância esta relacionada ao sistema solo/água/planta/atmosfera [2].
Os métodos avançados de determinação do conteúdo de água do solo, por serem precisos oportunos e de fácil execução,
contribuem decisivamente nos avanços em busca da otimização do manejo da água, seja em áreas secas ou irrigadas [3];
dentre estas técnicas, tem ganhado enorme interesse a Reflectometria no Domínio do Tempo (Time Domain
Reflectometry - TDR), que foi utilizada inicialmente por volta de 1950 na localização da posição de quebras em cabos
de linhas de transmissão e fios telefônicos subterrâneos [4], por ser dotada de uma boa precisão, não destruir a estrutura
física do solo e permitir a realização de múltiplas leituras, bem como um número infinito de repetições [3].

1
No intuito de se explicar a constante dielétrica, equações como a de [5] foram criadas e utilizadas para se estimar o
conteúdo de água no solo. Essa equação apresenta uma relação entre umidade e constante dielétrica aparente do solo
demasiadamente generalista, que poderia ser utilizada para uma ampla diversidade de solos, desconsiderando-se
praticamente toda a influência pertinente aos demais componentes do solo que concorrem para a constante dielétrica
aparente, tais como sais, textura e densidade [6].
Porém a proposta de [5] não possui aplicabilidade universal, uma vez que alguns atributos do solo podem conferir erros
às medições[7]. Por exemplo, em solos tropicais, nos quais o elevado teor de óxido de ferro frequentemente constitui-se
como fontes significativas de erros [8].

OBJETIVO
O presente trabalho tem como objetivo de calibrar e avaliar as sondas artesanais de TDR, para estimativa do conteúdo
de água em cinco tipos de diferentes solos, em condições de laboratório.

METODOLOGIA
O presente trabalho foi conduzido no Laboratório de Irrigação e Fertirrigação da Embrapa Mandioca e Fruticultura
Tropical, em Cruz das Almas - BA. Foram coletadas amostras de cincos solos indeformados de texturas diferentes,
sendo: areia franca, areia, argila, franco arenoso, e franco argilo arenoso. Classificados de acordo as premissas da [9] e
cujas características físicas (Quadro 1) foram determinadas conforme metodologia recomendada pela [10].

Quadro 1: Características físicas dos solos utilizados no trabalho.


Nº. amostra Composição granulométrica (g/kg) Dispersão com NaOH
Ar.muito Areia Areia Ar.muito Classificação textural
Lab. Identificação Areia fina Areia total Silte Argila
grossa grossa média fina
15971 1 6 107 377 265 103 858 72 70 Areia franca
15972 2 5 62 333 320 165 885 95 20 Areia
15973 3 10 14 37 63 72 196 392 412 Argila
15974 4 0 6 73 259 190 528 371 101 Franco arenoso
15975 5 26 61 147 203 73 510 238 252 Franco argilo arenoso

Foram construídas guias de onda de TDR artesanalmente, com três hastes de aço inoxidável, as sondas de TDR (guias
de onda) foram construídas para atender ao equipamento de TDR 100, da Campbell Scientific, e serem acopladas
diretamente ao equipamento. As sondas se compunham de três hastes de 0,15 m, espaçadas 0, 022 m, à semelhança das
construídas para atender aos equipamentos Tektroniks ou Trase System [3].

2
Fonte: [11]
Figura 1: Sonda artesanal para a leitura direita da TDR.

Além dos materiais mencionados, a construção de uma sonda de três hastes para uso com reflectômetros, requer os
seguintes materiais: catalisador de resina, solda elétrica, ácido fosfórico 1 %, e alicate de clipagem [11].
As amostras foram colocadas para saturação durante 48 h; posteriormente, foram inseridas as sondas artesanais em cada
amostra de solo. As colunas de solo com as sondas de TDR foram sucessivamente pesadas a partir da saturação e
ficaram expostas no laboratório até ser atingido o limite inferior de umidade disponível. As leituras de umidade foram
feitas diariamente, seguidas de pesagens das colunas. Quando a umidade do solo das colunas atingiu valores próximos
do limite inferior da disponibilidade de água, as colunas foram levadas à estufa a 105 ºC até atingirem massa constante.
As umidades em base volumétrica (Ti) foram determinadas paralelamente a cada leitura do equipamento de TDR, pela
equação (1):

em que:
PU = massa do solo úmido + PE (g);
PS = massa do solo seco em estufa + PE (g);
PE = massa da coluna de PVC + peso da guia de onda + duas telas de náilon (g); e
V = volume do solo (cm3).

O modelo ajustado aos dados de umidade volumétrica e constante dielétrica aparente foi o polinomial cúbico (2), por
apresentar melhor desempenho [12]. Em que a umidade do solo foi determinada por meio da equação (3) de [13].

(2)

(3)

3
em que,
Ɵ - teor de água no solo, cm3 cm-3, e
eb - constante dielétrica do solo.

Os resultados de umidade volumétrica estimada pelo modelo de calibração das sondas de TDR foram comparados por
meio de regressão linear simples, do tipo y=bx, em que o coeficiente angular próximo de 1,0 com R2 elevado indica
maior precisão do modelo ajustado. Os indicativos da calibração são obtidos pelas equações de RMSE (raiz quadrada da
média dos quadrados dos erros) (4), MEA (média dos erros) (5) e o cálculo da eficiência do modelo de calibração (6)
[14].

(4)

(5)

(6)

em que:
Ef = eficiência do modelo;
n = número de dados;
Oi = valor observado;
ṑ= média do valor estimado; e
Ei = valor estimado.

RESULTADO E DISCUSSÃO
A Figura 2 mostra que, o modelo descrito pela função polinomial cúbica apresentou um bom ajuste aos dados
determinados para as diferentes gravimétria para todos os cinco tipos de solo em toda faixa de conteúdo de água
avaliada, todas as curvas de calibração apresentaram coeficiente de correlação superior 0,99 que significa que a
variação da umidade do solo avaliado é diretamente proporcional aos valores da constante dielétrica relativa aparente.
Fato comprovado por [15], que obtiveram melhor estimativa do conteúdo de água no solo, em função da constante
dielétrica do solo, com o uso de um modelo descrito por uma função polinomial cúbica, trabalhando com um solo de
textura arenosa. Já [16], em seu trabalho obteve o modelo polinomial cúbico como superior a todos os outros,
apresentando os maiores valores de coeficiente de correlação para solos com textura argilosa. Esses resultados do
presente trabalho realizado corroboram em parte os encontrados por [17] ressaltam que os modelos de calibração
variam conforme o tipo de solo e que um modelo polinomial de terceiro grau pode ser calibrado com exatidão para cada
situação de solo. Justificando isso [18] relatou ser evidente que, além da textura, os componentes químicos de cada solo
podem ocasionar determinado comportamento da equação de calibração.

4
Figura 2: Relações de conteúdo de água e constate dielétrica aparente dos solos areia franca (1), areia (2), argila (3),
franco arenoso (4) e franco argilo arenoso (5). São mostradas as curvas de polinômio cúbico ajustado.

Os resultados dos indicadores de calibração (Tabela 2) demonstram que em geral, a calibração para todos os tipos
apresentaram um baixo valor de RMSE (raiz quadrada da média dos quadrados dos erros), o que sinaliza para o bom
desempenho do modelo. [19] diz que o RMSE mede basicamente o deslocamento do erro em relação ao erro médio, o
valor ideal do RMSE é zero, entretanto como todos os modelos trabalham com aproximações é muito difícil encontrar o
valor zero para o RMSE. Assim em geral quanto menor o valor do RMSE melhor o desempenho do modelo de
calibração utilizado. Consequentemente os valores da MEA (média absoluta dos erros) são baixos resultando em melhor
5
ajuste dos dados pela equação. Segundo [20] quanto menor o valor absoluto de MEA, melhor é a desempenho do
modelo testado. No que se refere a eficiência do modelo, os solos de textura média a arenosa apresentaram valores
próximos da unidade (1,00), o que sinaliza para o bom desempenho dos modelos estudados. Já o solo argiloso
apresentou uma menor eficiência no presente modelo.

Quadro 2: Apresenta a avaliação da equação de calibração obtida para os diferentes tipos de solo, com base na raiz
quadrada da média dos quadrados dos erros, média absoluta dos erros e na eficiência do modelo.

SOLO RMSE MEA EF

Areia franca 0, 032753712 1,07E-03 0, 8380

Areia 0, 012722473 0, 0001619 0, 9812

Argila 0, 549968609 0, 008292 0, 7754

Franco arenoso 0, 005161538 2,66E-05 0, 9944

Franco argilo arenoso 0, 008465841 7,17E-05 0, 9877

Em concordância com os indicadores de eficiência dos modelos os solos de textura arenosa apresentaram melhor
calibração da TDR, uma vez que os coeficientes angulares foram mais próximos da unidade (Figura 3). Sendo o solo
franco arenoso que melhor se adéquo ao modelo, subestimando a umidade simulada em relação à umidade medida em
1,8%. Sendo esses resultados contrário ao encontrado por [21], que trabalhando com um solo de textura muito argilosa,
obtiveram como modelo de melhor ajuste uma equação descrita por uma função linear. Segundo [22], o conhecimento
dessas equações é essencial para a implementação de sistemas de irrigação que utilizam-se de programas para leitura e
armazenamento de dados, que ligados aos sensores farão a leitura dos dados de umidade do solo, minimizando os
possíveis erros.

Figura 3: Apresentam os coeficientes angulares da função linear com intercepto em zero dos valores estimados e
medidos da umidade, dos solos areia franca (1), areia (2), argila (3), franco arenoso (4) e franco argilo arenoso (5).

6
CONCLUSÃO
Com base no presente trabalho, pode-se concluir que: As equações de calibração obtidas explicaram satisfatoriamente a
variação da umidade do solo. Os solos de textura arenosa apresentaram as melhores estimativas da umidade a partir de
um modelo polinomial cúbico. A eficiência do modelo comprovaram que os solos de textura arenosa apresentaram
valores que sinaliza para o bom desempenho dos modelos.

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