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O império foi fundado menos de duas décadas após a chegada da família real portuguesa

ao Rio em 1808, fugindo de Napoleão na Europa.

A instalação da Corte requereu que 10 mil deixassem suas casas para dar lugar aos recém
chegados.

A monarquia perdeu o poder no país em 1889, com a proclamação da República.

Tendo em mente que boas ideias geralmente são simples, o brasileiro só aceita se espelhar
no jogo da imitação, do estrangeiro, do outro, pois parece que é do outro que virá a
salvação (só o outro salva), é a religião do povo “divertido”.

(divertido aqui no sentido da


palavra “divertere”, que em
tradução livre, pode ser
entendida como distração, perda
de foco, ou quem sabe, o eterno
“carnaval” cotidiano).

Mas os neotupiniquins coreografistas (de hoje) precisavam muito, mas muito, mas bota
muito nisso (tchê), muito saber que, “história da África é tão bonita quanto a da Grécia”,
e nunca parecem estarem dispostos a aprender isto, ou buscar isto. Por exemplo fátuo, a
imagem abaixo nos diz algo.

Os negros detinham profundo conhecimento em exploração de mineração, porém o povo


afro não aparece como o que ele realmente foi, um criador, um povoador do Brasil, um
introdutor de técnicas importantes de produção agrícola e de mineração do ouro.

Os primeiros fornos de mineração de ferro em Minas Gerais eram africanos. Fizemos uma
história de escravidão que foi violentíssima, atroz, das mais violentas das Américas, uma
grande ignomínia e motivo de remorso. Começamos agora a ter a noção do que devemos
ao escravo como criador e civilizador do Brasil.

Todos temos dentro de cada um de


nós um espírito africano. Podemos
não ter consciência disso, mas é
permanente.

Pensa-se que, por exemplo, Zumbi não é um nome, é um título da etnia ambundo,
significa rei, chefe. Palmares era como um Estado africano recriado no Brasil. Na África
era muito comum isso. Em torno de um núcleo de poder forte se aglomeravam vários
povos e formavam um novo povo. Rechaçar esse tipo de resistência é realizado pelo
mesmo tipo de motor que mantém a massa aos pés do “coroné”.

É o cântico do “eu quero mas num quero” (que significa nada mais que a
submissão, a escravidão), como a infinda troca de direitos por serviços e deveres, tudo
amalgamado pelo medo, que catalisa a latinidade incompetente dessa rica e burra terra.

Escravidão houve em todas as culturas no mundo. Todos nós somos descendentes de


escravos. Houve escravidão em toda a Europa, na Indonésia, entre os índios americanos,
na Inglaterra. Na África havia todos os tipos de escravidão, e até hoje em certas regiões
africanas os descendentes de escravos são discriminados. Quase toda a África teve
escravidão.

A escravidão transatlântica, da África para as Américas, a nossa, tem uma diferença


básica: pela primeira vez era uma escravidão racial. Era um especial aspecto da
perversidade dela. No início não, mas a partir de certo momento, passa a ser
exclusivamente negra. Foi o maior deslocamento forçado de gente de uma área para outra
que a história já conheceu, e o mais feroz.

O Brasil foi o último país das Américas


e do Ocidente a abolir a escravidão. O
último do mundo foi a Mauritânia (na
África), em 1981.

O preconceito é discriminatório. Ele não impede você de usar o mesmo banheiro, o


mesmo bebedouro, mas dificulta o acesso (do negro) às camadas das classes média e alta.
O pobre, o desvalido, o simplório, o “vai pra rua
com os outros”, vai começar a se sentir esmagado
quando se provar que os discursos não
correspondiam às ações (mesmo sendo coisa tão
recorrente por aqui). E se sentindo diminuto, se
identificará com esse inseto daqui do lado, aquelas
“mosquinhas” de banheiro (mal lavado). O mal
lavado aqui, tem correlação com o “mal educado”,
ou o que não foi educado (propositalmente) pelo
estado “confiscador”.

Mas estará quem, isento desta sina? Ninguém?


(O religioso fundamentalista, cego por outros
Mosca pilosa Psychoda motivos, está sim, isento... mas apenas de enxergar
tal destino torto e desdentado que o aguarda.

Enquanto houver algum espaço calmo e úmido em paredes de canos, vegetações


em decomposição, ninhos de pássaros e buracos de árvores, lá as bichinhas estarão a
infestar. É assim há milhões e milhões de verões.
Os senhores de tudo querem preservar os vassalos, na condição de vassalos, e às
vezes eliminam alguns, como se fossem moscas mesmo.

Mas conforte-se, conforme-se: nem dinossauros e predadores menores foram


capazes de conter as mosquinhas. "Como são insetos de pequeno porte, fogem fácil de
seus predadores, e acho que esse foi o sucesso deles na evolução". Havia libélulas que
tinham dez, 15 centímetros, elas não tinham mais de 20 centímetros porque senão seria
fácil do predador comê-las. Um inseto de pequeno porte pode se esconder, se abrigar em
determinados orifícios até passar a tormenta e, nisso, ele vai se adaptando." Que tenhamos
sorte, então, e escolhamos, nos esconder no esgoto da burrice ou enfrentar os dinossauros.

Ademais
O chanceler do gabinete presidencial havia mudado duas vezes em 1932. Heinrich
Brüningwas foi substituído no início de junho por Franz von Papen que, por sua vez, foi
substituído no início de dezembro por Kurt von Schleicher. As pessoas quase se
acostumaram com esse ritmo. Por que o governo de Hitler deveria ser algo mais do que
apenas um episódio? Nos noticiários de Wochenschau* exibidos nos cinemas, a
informação sobre a posse do novo gabinete foi a última, depois dos grandes eventos
esportivos. Isso, apesar do fato de Hitler ter explicado claramente em "Mein Kampf" e
em incontáveis discursos antes de 1933 o que queria fazer uma vez no poder: abolir o
“sistema" democrático da Alemanha de Weimar, "erradicar" o marxismo (pelo que ele
queria dizer social-democracia e comunismo) e "remover" os judeus da Alemanha.
Quanto à política externa, não fazia segredo do fato de que queria revisar o Tratado de
Versalhes e que seu objetivo de longo prazo era a conquista do "Lebensraum no Oriente".
A camarilha do presidente alemão Paul von Hindenburg, que o colocou no poder por meio
de uma série de intrigas, concordou com os objetivos de Hitler de impedir o retorno à
democracia parlamentar, cortar as correntes do Tratado de Versalhes, armar maciçamente
os militares e ,mais uma vez, fazer da Alemanha o poder dominante na Europa. Quanto
ao resto das intenções declaradas de Hitler, seus parceiros da coalizão conservadora
estavam inclinados a descartá-las como mera retórica. Uma vez no poder, argumentavam,
ele se tornaria mais razoável. Eles também acreditavam que haviam "enquadrado" Hitler
de uma forma que permitiria que suas ambições pelo poder e a dinâmica de seu
movimento fossem mantidas sob controle. "O que vocês querem?", perguntou aos críticos
o vice-chanceler Papen, o verdadeiro arquiteto da coalizão de 30 de janeiro. "Eu tenho a
confiança de Hindenburg! Em dois meses, teremos empurrado Hitler para tão longe que
ele vai gritar.", assegurava Papen.
A sede de poder de Hitler não poderia ter sido mais subestimada. Os nove ministros
conservadores do chamado "Gabinete de Concentração Nacional" claramente tinham
mais peso do que os três Nacional-Socialistas. Mas Hitler também tratou de garantir que
dois ministérios principais fossem preenchidos por seus homens: Wilhelm Frick assumiu
o Ministério do Interior do Reich Alemão e Hermann Göring tornou-se ministro de
gabinete sem pasta além de ministro do Interior da Prússia, adquirindo poder sobre a
polícia no maior estado da Alemanha-_ importante condição prévia para o
estabelecimento da ditadura nazista.
O magnata da mídia e chefe do Partido do Povo Nacional da Alemanha, Alfred
Hugenberg, foi visto como o homem forte no gabinete. Ele recebeu o Ministério da
Economia e Agricultura do Reich e da Prússia. O novo superministro supostamente teria
dito ao prefeito de Leipzig, Carl Goerdeler, que havia cometido o "maior erro" de sua
vida ao se alinhar ao "maior demagogo da história mundial", mas ainda hoje é difícil
acreditar que tenha falado isso. Hugenberg, como Papen e os demais ministros
conservadores, estava convencido de que poderia fazer Hitler abandonar suas próprias
idéias e seguir a orientação dos demais.
Representantes de grandes empresas compartilhavam a mesma ilusão. Em um editorial
no Deutsche Allgemeine Zeitung, que tinha laços estreitos com a indústria pesada, o
editor-chefe Fritz Klein escreveu que trabalhar junto com os nazistas seria "difícil e
cansativo" mas que as pessoas tinham que ousar "dar o salto" nas trevas "porque o
movimento de Hitler tornou-se o ator político mais forte da Alemanha. O chefe do partido
nazista teria agora que provar "se ele realmente tinha o que era necessário para se tornar
um estadista". O mercado de ações também não parecia assustado.As pessoas estavam
esperando para ver o que aconteceria.
Os conservadores que ajudaram Hitler a ascender ao poder e seus opositores no campo
republicano estavam errados em sua avaliação da verdadeira divisão do poder. Em 31 de
janeiro, Harry Graf Kessler, diplomata e patrono das artes, relatou ter conversado com
Hugo Simon, ex-colega do ministro das Relações Exteriores Walther Rathenau,
assassinado em 1922. "Ele vê Hitler como prisioneiro de Hugenberg e Papen. "
Aparentemente, Kessler via da mesma forma, porque apenas alguns dias depois
profetizou que o novo governo não duraria muito, já que só era mantido pelos “exageros
e intrigas” de Papen ”, e argumentou: "Hitler já deve ter percebido que foi vítima de uma
fraude. Ele está preso, de mãos e pés, a esse governo e não pode se mover nem para frente
nem para trás".
“Os sinais estão apontando para uma tempestade”

Raramente um projeto político foi revelado tão rapidamente como uma quimera como a
idéia de que os conservadores "domariam" os nazistas. Em termos de astúcia tática, Hitler
se elevava acima de seus aliados e oponentes. Em pouco tempo, ele os ultrapassou e os
empurrou contra a parede, desalojando Papen de sua posição preferencial com
Hindenburg e forçando Hugenberg a renunciar.
Hitler precisou de apenas cinco meses para estabelecer seu poder. No verão de 1933, os
direitos fundamentais e a Constituição foram suspensos, os estados sofreram intervenção,
os sindicatos foram esmagados, os partidos políticos banidos ou dissolvidos, a imprensa
e o rádio enquadrados e os judeus despojados de sua igualdade perante a lei. . Tudo o que
existia na Alemanha fora do Partido Nacional-Socialista havia sido "destruído, disperso,
dissolvido, anexado ou absorvido", concluiu François-Poncet no início de julho. Hitler,
afirmou, "ganhou o jogo com pouco esforço". "Ele só teve que soprar_ e o edifício da
política alemã entrou em colapso como um castelo de cartas."
A burrice hoje mostra os dentes e morde

Laerte foi feliz neste pequeno ensaio, leiam!


Antes de prosseguir, vale o aviso: burrice não é a falta de um conhecimento específico.
Um camponês de uma comunidade isolada pode não saber navegar na internet. Mas
duvido que você saiba produzir alimento a partir da terra como ele. É impossível saber
sobre tudo e a beleza de estar em sociedade é a complementaridade dos saberes, a ponto
de precisarmos uns dos outros para sobreviver.
Burro também não é quem separa sujeito e predicado por vírgula. Muita gente não entende
isso e desvaloriza a opinião do outro por não compartilhar dos mesmos padrões de fala
ou do mesmo universo simbólico. Algumas das pessoas mais sábias que conheci são
iletradas. E alguns dos maiores idiotas têm doutorado. Significa que os iletrados são
melhores que os doutores? Não. Então, o contrário? Também não. Pois é burrice achar
que usar ou não a norma culta da língua é condição para participar do debate público.
Trato aqui da burrice de quem menospreza o conhecimento, seja ele qual for, chegando a
odiar quem o detém ou quem busca aprendizado.
Da burrice prepotente e apressada, que xinga um texto ou vídeo na rede sem ter
consumido nada além de seu título ou visto o nome do autor ou autora. E, diante das
críticas sobre a superficialidade desse comportamento, rosna, dizendo – no melhor estilo
Donald Trump – que tudo o que é importante pode ser escrito em uma linha ou um tuíte.
Ou que acredita que um produto é ruim simplesmente por não ter ido com a cara do rótulo.
O burro é aquele que vê seu preconceito violento como sabedoria.
Essa burrice, montada na soberba, pensa que já sabe de tudo a ponto de tachar os que
discordam de sua visão de mundo como mal informados, comprados ou manipulados sem
apresentar dados e fatos que corroborem a crítica. Ou tenta calar as vozes diferentes da
sua por encarar a dissonância como ruído e não como música.
Pois a burrice sempre tenta destruir o conhecimento que ameaça jogar luz sobre ela
própria.
Antes, se alguém me mostrasse uma imagem de pessoas enlouquecidas em torno de
montanhas de livros em chamas, eu me lembraria de ”Fahrenheit 451”, de François
Truffaut (1966). No filme, livros são proibidos, sob o argumento de que tornam as pessoas
infelizes e improdutivas. Quem lê é preso e ”reeducado”. Se uma casa tinha livros,
”bombeiros” eram chamados para queimar tudo.
Hoje, se me mostrassem uma imagem assim, logo me perguntaria: onde foi desta vez?
Algum grupo fundamentalista islâmico, cristão, judeu ou budista? Interior dos Estados
Unidos? Neonazistas europeus? África? Coreia do Norte? China? São Paulo, Rio ou uma
grande cidade brasileira?
No dia 10 de maio de 1933, montanhas de livros foram criadas nas praças de diversas
cidades da Alemanha. O regime nazista queria fazer uma limpeza da literatura e de todos
os escritos que desviassem dos padrões impostos. Centenas de milhares queimaram até
as cinzas. Einstein, Mann, Freud, entre outros, foram perseguidos por pensarem diferente
da maioria. A Alemanha ”purificou pelo fogo” as ideias imundas deles, da mesma forma
que, durante a Contra-Reforma, a Santa Inquisição purificou com fogo a carne, o sangue
e os ossos daqueles que ousaram discordar de sua interpretação da bíblia.
A burrice também é incapaz de aceitar o próprio erro, transferindo a culpa para o outro.
Ou, diante de um questionamento, foge da autocrítica, dizendo que outra pessoa ou
partido também faz a mesma coisa. A burrice não pede desculpa.
Pois a burrice de um indivíduo acha que é absolvida pela burrice de outro indivíduo ou
do coletivo.
Nesta semana, a página de um grupo de extrema direita fez uma enquete entre seus
seguidores, questionando quem eles ”jamais” votariam para presidente. Muitos
interpretaram mal a pergunta e responderam o inverso, em quem votariam. Até aí, tudo
bem. Quem nunca?
Então, os administradores da página informaram várias vezes sobre o erro de
interpretação. O que fizeram os seguidores? Culparam o grupo por ter feito uma pergunta
”errada”. A certa seria a pergunta de sempre, sem a inversão do ”jamais”, ou seja, aquilo
que não levasse à reflexão. Neste caso, pensar foi visto como um erro e tratado como tal.
A burrice não aceita a existência de outra versão que interprete os fatos além da sua. É
incapaz de reafirmar sua visão e, ao mesmo tempo, conviver com análises divergentes.
Enxerga a opinião alheia como ”notícia falsa” não por desconhecer a diferença entre
formatos de textos narrativos e opinativos, mas por não admitir o conteúdo. A burrice de
alguns seguidores de políticos que não aceitam a existência de divergências ocorre da
direita à esquerda, ou seja, não é monopólio de ninguém.
Isso só vai ser resolvido com a qualificação do debate público. De acordo com o sociólogo
Bernard Charlot, um saber só tem valor e sentido por conta da relação que ele produz com
o mundo. Quando o debate público for mais qualificado, a pessoa se sentirá mais
motivada a procurar se informar melhor e de maneira mais plural a fim de conviver com
seus pares nas redes sociais ou mesmo na vida offline.
Ler coisas com as quais concordamos e com as quais não concordamos é um primeiro
passo. Ler fontes de informação que não sejam anônimas, ou seja, que se responsabilizam
pelo que divulgam, é outro. Preferir fontes que baseiam seus relatos em provas e não em
suposições ou teorias da conspiração. Que são gostosas, mas burras.
A escola deve promover debates e reuniões para que todos entendam que tipo de
mensagem estão passando a seus filhos – ainda mais neste ano eleitoral. Dois pais ou duas
mães que defendam o voto em um candidato X e dois pais ou duas mães que defendam o
voto em um candidato Y podem ser convidados para apresentar seus pontos de vista para
os alunos em uma turma, de forma respeitosa. Pois a aprender como fazer a discussão de
valores com respeito a ideias divergentes é tão importante quanto absorver conhecimento
técnico. Quando uma escola fecha os olhos a isso, transmite uma ideia. Em outras
palavras, o silêncio não é neutro.
A opinião pública e parte dos intelectuais alemães se acovardaram ou acharam pertinente
o fogaréu nazista descrito acima, levado a cabo por estudantes que apoiavam o regime.
Deu no que deu. Hoje, vemos muitos se acovardarem diante de ondas burras, intolerantes
e violentas frente ao conhecimento. Não, não estou comparando nossa sociedade com a
nazista. Apenas dizendo que a burrice pode ser atemporal. E universal.
Como sempre digo: falta amor no mundo, mas falta interpretação de texto. E calmante na
água de muita gente.