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PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU / PR

FOZ DO IGUAÇU - PR
2012
EQUIPE DE ELABORAÇÃO

Coordenação Geral
Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Obras
Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu / PR

Gestão 2009-2012: Prefeito Municipal: PAULO MAC DONALD GHISI


Vice-Prefeito: FRANCISCO LACERDA BRASILEIRO

Endereço: PÇA. GETÚLIO VARGAS, 280.


CENTRO
CEP: 85.851-340
E-mail: pmsbfoz@gmail.com
Homepage: www.pmfi.pr.gov.br
Telefone/Fax: (45) 2105-1200

Equipe de Elaboração do Plano de Água e Esgoto

Nome Vínculo Formação Profissional


Institucional
Ruberlei Santiago Domingues Secretário Municipal do Engenheiro Civil, Gestor Público.
Meio Ambiente e Obras

Equipe de Trabalho de Elaboração do Plano Municipal de Gerenciamento de


Resíduos Sólidos
Nome Vínculo Formação Profissional
Institucional
Ângela Luzia Borges de Meira Servidora concursada - Pedagoga, Especialista em
Professora Pós-graduada Metodologia do Ensino de Ciências
Sociais.
Gilberto Antônio Alberti Servidor Concursado – Técnico em Agropecuária, Engenheiro
Técnico Agrícola Sênior Ambiental, Pós-graduando em
Engenharia de Segurança do
Trabalho.
Leila Buba Servidora Concursada – Médica Veterinária, Pós-Graduada em
Médica Veterinária Administração em Saúde Pública.
Consultora
Roseli Barquez Alves de Assis Servidora concursada - Graduada em Letras, Pedagogia e
Professora Pós-graduada Gestão Pública, Especialista em
Gestão e Educação Ambiental,
Especialista em Supervisão Escolar,

i
Mestre em Ciências da Educação.
Marco Aurélio de Matos Servidor Comissionado – Jornalista, Técnico Especialista em
Alexandre Diretor do Departamento Controle de Sistema Elétrico de Alta
de Coleta Seletiva Tensão, Especialista em
Comunicação, Especialista em
Comunicação Empresarial e Pós-
Graduando em Gestão de Projetos.
Luis Carlos Souza Guimarães Servidor Comissionado – Engenheiro Ambiental, Pós-
Assessor I graduando em Engenharia de
Segurança do Trabalho
Pablo Michael Rodrigues Mendes Servidor Comissionado – Engenheiro Ambiental, Pós-
Assessor I graduando em Engenharia de
Segurança do Trabalho.
Addo Novak Francisco Estagiário Acadêmico de Tecnologia em Gestão
Ambiental
Fabiano Gonçalves de Araújo Servidor Comissionado Graduado em Educação Física,
Especialista em Avaliação Física e
Cursando Hidrologia.

Colaboradores:

AMBIENGE;
CCZ- Centro de Controle de Zoonoses;
Cia de Saneamento do Paraná – SANEPAR;
COAAFI – Cooperativa dos Agentes Ambientais de Foz do Iguaçu;
Educação Ambiental do Município: Iracema Maria Cerutti e Rosani Borba;
Vital Engenharia Ambiental.

ii
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Localização de Foz do Iguaçu – Referência Geográfica ......................... 24
Figura 2 - Acesso a Foz do Iguaçu ........................................................................... 25
Figura 3 – Mapa do Sistema Viário .......................................................................... 39
Figura 4 – Fotos do Aterro Sanitário ......................................................................... 67
Figura 5 – Fotos do Aterro Sanitário ......................................................................... 67
Figura 6 – Diagrama dos 5 Pilares do Programa “Foz Recicla”................................ 68
Figura 7 – Fotos Catadores no Aterro Controlado Porto Belo .................................. 69
Figura 8 – Divisão Geográfica para Instalação dos Centros de Triagem ................. 70
Figura 9 – Modelo de Gestão da COAAFI ................................................................ 71
Figura 10 – Centro de Triagem Profilurb .................................................................. 72
Figura 11– CT: Aterro sanitário, Prensa Hidráulica e Fardos para a Venda ........... 73
Figura 12 – Pev´s Públicos e Pev´s Locais .............................................................. 73
Figura 13 – Caminhão Exclusivo para Coleta Seletiva dos PEV´s ........................... 74
Figura 14 – Caracterização e Classificação Resíduos Sólidos................................. 77
Figura 15 – Serviço de Coleta Domiciliar Diária ....................................................... 87
Figura 16 - Células de Acondicionamento de Resíduos ........................................... 87
Figura 17 – Caracterização dos Resíduos no Aterro Sanitário Através do Método
de Quarteamento .............................................................................................. 89
Figura 18 – Composição Percentual dos Resíduos Sólidos de Foz do Iguaçu –
Região 01 – Três Lagoas. ................................................................................. 93
Figura 19 – Composição Percentual dos Resíduos Sólidos de Foz do Iguaçu –
Região 02 – Vila “C”.......................................................................................... 94
Figura 20 - Composição Percentual dos Resíduos Sólidos de Foz do Iguaçu –
Região 03 – São Francisco. .............................................................................. 96
Figura 21 – Composição Percentual dos Resíduos Sólidos de Foz do Iguaçu –
Região 05 – Jardim São Paulo. ........................................................................ 97
Figura 22 – Composição Percentual dos Resíduos Sólidos de Foz do Iguaçu –
Região 09 – Centro / Vila Yolanda. ................................................................... 99
Figura 23 – Composição Percentual dos Resíduos Sólidos de Foz do Iguaçu –
Região 10 – Campos do Iguaçu...................................................................... 100
Figura 24 Composição Percentual Média dos Resíduos Sólidos de Foz do Iguaçu.101
Figura 25 – Composição Percentual Média dos Resíduos Sólidos no Brasil. ........ 101
Figura 26: Disposição Inadequada de Resíduos Sólidos Recicláveis .................... 108
Figura 27 - Diferenciação de Valores da Venda de Material Reciclável de Forma
Cooperada e Autônoma. ................................................................................. 109
Figura 28 – Fotos Centros de Triagem ................................................................... 110
Figura 29 – Demonstrativo do número de catadores nos centros de triagem da
COAAFI .......................................................................................................... 111
Figura 30 - Número de Homens e Mulheres Existentes em Cada Unidade de
Centro de Triagem .......................................................................................... 111
Figura 31 - Distribuição de Centros de Triagem .................................................... 113
Figura 32 – Fotos centros de Triagem ................................................................... 114
Figura 33– Reconhecimento Geográfico por Sub Localidades .............................. 116
Figura 34 - Áreas Desguarnecidas de Centros de Triagem................................... 119
Figura 35 - Coleta Seletiva Traz Reflexo Direto na Economia da Cidade. ............. 121
Figura 36 – Serviço de Varrição Manual ................................................................ 122
Figura 37 – Serviço de Varrição Mecanizada ......................................................... 123
Figura 38 Serviço de Roçada Manual .................................................................... 123
iii
Figura 39 – Serviço de Roçada Mecanizada .......................................................... 124
Figura 40 – Serviço de Jardinagem nas Vias Públicas ........................................... 124
Figura 41 – Serviço de Jardinagem nas Vias Públicas ........................................... 124
Figura 42 Serviço de Corte de Árvores em Via Pública. ........................................ 125
Figura 43 – Serviço de Poda de Árvores em Via Pública. ...................................... 125
Figura 44 – Área Destinada a Compostagem no Aterro Sanitário de Foz do
Iguaçu ............................................................................................................. 126
Figura 45 – Serviço de Compostagem no Aterro Sanitário de Foz do Iguaçu ........ 126
Figura 46 Foto do Serviço de Compostagem no Aterro Sanitário de Foz do Iguaçu127
Figura 47: Geração de Resíduos de Serviço de Saúde nos Estabelecimentos
Municipais de Foz do Iguaçu, em 2011. ......................................................... 132
Figura 48: Geração de Resíduos de Saúde nos Estabelecimentos Privados que a
GAAP Presta Serviços. ................................................................................... 135
Figura 49: Geração de Resíduos de Saúde de Classe “A” nos Estabelecimentos
Privados que a SERQUIP Presta Serviços. .................................................... 136
Figura 50: Geração de Resíduos de Saúde de Classe “B” nos Estabelecimentos
Privados que a SERQUIP Presta Serviços. .................................................... 137
Figura 51: Geração Total de Resíduos de Saúde nos Estabelecimentos Privados
que a SERQUIP Presta Serviços. .................................................................. 138
Figura: 52– Depósito de Pneus .............................................................................. 146
Figura 53: Setor de Deposição de RCC Aterro Sanitário Municipal. ...................... 151
Figura 54: Gráfico Geração de RCC Foz do Iguaçu. .............................................. 152
Figura 55 - Célula RCC Recicláveis Como Agregados, 2012................................. 153
Figura: 56 - Célula RCC com Elevada Concentração de Solo, 2012. .................... 153
Figura: 57 - Célula de RCC com Materiais Diversos, 2012 .................................... 154
Figura 58: Colaborador Removendo Materiais Não Inertes, 2012.......................... 154
Figura 59 - Fluxograma da Estrutura Proposta para a Gestão dos PGRS ............. 158
Figura 60– Vista Aérea do Aterro Sanitário de Foz do Iguaçu................................ 160
Figura 61 – Localização Lixão Arroio Dourado ....................................................... 164
Figura 61 – Histórico de utilização do Lixão do Arroio Dourado ............................. 165
Figura 62 – Subdivisão da área de operação Lixão Arroio Dourado ...................... 166
Figura 63 – Armazenamento provisório de resíduos urbanos. ............................... 167
Figura 64 – Esgotamento a céu aberto .................................................................. 168
Figura 65 – Arroio Dourado .................................................................................... 168
Figura 66 – Residências sobre a área do antigo lixão ............................................ 168
Figura 67 – Residência sobre antiga célula de disposição de resíduos ................. 169
Figura 68: Receita da Coleta de Lixo e Limpeza e Conservação ........................... 172
Figura 69 Receita e despesa da Coleta de Lixo e Limpeza e Conservação .......... 172

iv
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Número de escolas e/ou instituições educacionais de educação infantil,
ensino fundamental, ensino médio e educação especial no Município ............. 37
Tabela 2 - Quadro geral da educação em Foz do Iguaçu. ........................................ 37
Tabela 3 - Profissionais da educação ....................................................................... 37
Tabela 4 – Instituições de ensino superior ................................................................ 37
Tabela 5: Economias e ligações ativas de água por categoria ................................. 41
Tabela 6: Número de economias por faixas de consumo: ........................................ 41
Tabela 7: Economias e Ligações ativas de esgoto por categoria ............................. 49
Tabela 8- Resíduos domésticos coletados entre outubro de 2001 a novembro de
2011 .................................................................................................................. 85
Tabela 9 - Contenedores e lixeiras repassadas a prefeitura no ano de 2004 ........... 86
Tabela 10 – Planilha para determinação da composição física dos resíduos
sólidos. .............................................................................................................. 92
Tabela 11 – Planilha para determinação da composição física dos resíduos
sólidos. .............................................................................................................. 94
Tabela 12 – planilha para determinação da composição física dos resíduos
sólidos. .............................................................................................................. 95
Tabela 13– Planilha para determinação da composição física dos resíduos
sólidos. .............................................................................................................. 97
Tabela 14 – Planilha para determinação da composição física dos resíduos
sólidos. .............................................................................................................. 98
Tabela 15 – Planilha para determinação da composição física dos resíduos
sólidos. ............................................................................................................ 100
Tabela 16 – Geração per capita de resíduos domésticos do Brasil ........................ 103
Tabela 17 – Produção per capita atual de resíduos sólidos domésticos do
município de Foz do Iguaçu ano de 2010 ....................................................... 104
Tabela 18 – Estrutura Física dos Centros de Triagem ............................................ 109
Tabela 19 – Reconhecimento Geográfico por sub localidades em área de
abrangência dos CT’s da COAAFI .................................................................. 115
Tabela 20 - Dados da produção mensal de coleta e venda de materiais
recicláveis dos centros de triagem (2011) ...................................................... 116
Tabela 21 – Subdivisão do aterro conforme atividade. ........................................... 159
Tabela 22 – Valor da UFFI, últimos 6 anos ............................................................. 170
Tabela 23 – Valores cobrados anualmente pela coleta diária................................. 170
Tabela 24 Valores cobrados anualmente pela coleta em dias alternados .............. 170
Tabela 25 – Valores cobrados anualmente pela coleta de três em três dias .......... 171
Tabela 26: Receita e despesas do serviço de Coleta de Lixo, Limpeza e
Conservação ................................................................................................... 172

v
LISTA DE QUADROS
Quadro 1 - Relação das Licenças de Operação das Estações de Tratamento de
Esgoto - ETEs ................................................................................................... 50
Quadro 2 - Exemplos básicos de cada categoria de resíduos sólidos urbanos........ 90
Quadro 3 – Caracterização Centros de Triagem .................................................... 112
Quadro 4 Produção diária de resíduos no município: ............................................ 119
Quadro 5: Relação dos estabelecimentos que geram ou são passíveis de gerar
resíduos do serviço de saúde no município. ................................................... 128
Quadro 6: Pontos de coleta; endereço e frequência de coleta de resíduos dos
grupos A B e E nos estabelecimentos municipais de Foz do Iguaçu. ............. 129
Quadro 7 Peso total de resíduos coletados no período de janeiro a dezembro de
2011. ............................................................................................................... 131
Quadro 8: Classificação dos RSS por grupo de resíduo segundo a RDC ANVISA
n° 306/04 e resolução CONAMA nº 358/05. ................................................... 132
Quadro 9: Peso total de resíduos Classe “A”, coletados pela empresa Serquip, no
período de janeiro a dezembro de 2011. ........................................................ 135
Quadro 10 Peso total dos resíduos Classe “B”, coletados pela empresa Serquip,
no período de janeiro a dezembro de 2011. ................................................... 136
Quadro 11: Demonstrativo do peso total de resíduos de serviços de saúde
coletados pela empresa Serquip, no período de janeiro a dezembro de 2011.137
Quadro 12: Geração de resíduos de saúde nos estabelecimentos privados que a
BIOACCESS presta serviços. ......................................................................... 139
Quadro 13: Tipo de tratamento e destinação por classe de resíduo ...................... 139
Quadro 14 - Relação dos estabelecimentos com perfil industrial, de acordo com
as atividades classificadas pela CNAE. .......................................................... 148
Quadro 15 – Leis Federais ..................................................................................... 176
Quadro 16 – Decretos Federais ............................................................................. 177
Quadro 17: Resoluções CONAMA ......................................................................... 177
Quadro 18 – Leis Estaduais ................................................................................... 178
Quadro 19 – Decretos Estaduais............................................................................ 179
Quadro 20 – Leis Municipais .................................................................................. 179
Quadro 21 - Cronograma........................................................................................ 207
Quadro 22 Cronograma de implantação da coleta modalidade B .......................... 211

vi
LISTA DE SIGLAS

ABIHPEC – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal Perfumaria e


Cosmética
ABILUX – Associação Brasileira da Indústria da Iluminação
ABINEE – Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica
ABIPLA – Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins
ABIR – Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não
Alcoólicas
ABIVIDRO – Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro
ABNT – Associação Brasileira de Normas técnicas
ABRAFATI – Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas
ABRAPEX – Associação Brasileira do Poliestireno Expandido
ACMRRN – Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Rio Negro
ADEAFI – Associação de Defesa e Educação Ambiental de Foz do Iguaçu
AMBEV – American Beverage Company (Companhia de Bebidas das Américas)
ANVISA – Agencia Nacional de Vigilância Sanitária
ARESFI – Agência Reguladora de Saneamento de Foz do Iguaçu
BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Solidário
CBO – Classificação Brasileira de Ocupações
CCZ – Centro de Controle de Zoonozes
CEASA – Central de Abastecimento da Secretaria de Agricultura
CEAI – Centro de Educação Ambiental do Iguaçu
CEBRACE – Companhia Brasileira de Cristal
CMEI – Centro Municipal de Educação Infantil
CEMPRE - Compromisso Empresarial para Reciclagem
CFa - Clima subtropical com verões quentes
COCANC - Cooperativa dos Catadores Nova Califórnia
CONESUL - Região composta pelas zonas sul da América do Sul, ao sul do Trópico
de Capricórnio
COOAFI – Cooperativa de Agentes Ambientais de Foz do Iguaçu
CT – Centro de Triagem
EA – Educação Ambiental
ECOPARANÁ - Entidade civil sem fins lucrativos, pelo governo do Estado do
Paraná. Vinculado à Secretaria de Turismo por meio de contrato de gestão,
tem a responsabilidade de idealizar projetos e ações relacionadas à
promoção da atividade turística
ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio
EPI – Equipamentos de Proteção Individual
EPS – Poliestireno expandido
ETA – Estações de Tratamento de Água
FEA – Formação de Educadores Ambientais
FEMSA – Fomento Econômico Mexicano (S.A.)
FUNDIR – Fundação Comunitária de Desenvolvimento Integrado
IBAM – Instituto Brasileiro de Administração Municipal
IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
IAP – Instituto Ambiental do Paraná

vii
ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IDEB – Índice de desenvolvimento da Educação Básica
IFPR – Instituto Federal do Paraná
IPTU – Imposto sobre a propriedade territorial predial urbano
ISO – International Organization for Standardization (Organização Internacional de
Uniformização)
ITAI – Instituto de Tecnologia em Automação e Informática
MERCOSUL – Mercado Comum do Sul
NBR – Norma Brasileira
MEC – Ministério da Educação e Cultura
PAC – Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal
PDM – Plano Diretor Municipal
PEV – Ponto de entrega Voluntária
PMGIRS – Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos
PGRR – Gerenciamento de Resíduos Recicláveis
PGRS – Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
PIB – Produto Interno Bruto
PMFI – Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu
PMGIRS – Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos
PNI – Parque Nacional do Iguaçu
RALF – Reatores Anaeróbios de Lodo Fluidizado
RCD – Resíduos de Construção e Demolição
SANEPAR – Companhia de Saneamento do Paraná
SEMA – Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos
SGA – Sistema de Gestão Ambiental
SINDICOM – Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis
SINDICOMBUSTIVEIS – Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis
SINDUSGESSO – Sindicato da Indústria do Gesso
SISNAMA – Sistema Nacional de Meio Ambiente,
SMAO – Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Obras
SMOB – Secretaria Municipal de Obras
SNVS – Sistema Nacional de Vigilância Sanitária
SUFRAMA – Superintendência da Zona Franca de Manaus
UFFI – Unidade Fiscal de Foz do Iguaçu
UNESCO - United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization
(Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura)

viii
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 15
2. OBJETIVOS E PRIORIDADES ............................................................................. 16
3. METODOLOGIA.................................................................................................... 17
4. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO ................................................................... 19
4.1 CONTEXTUALIZAÇÃO REGIONAL .................................................................... 19
4.1.1 Histórico ........................................................................................................... 19
4.1.2 Evolução Sócio-econômica .............................................................................. 20
4.1.3 Localização ...................................................................................................... 23
4.1.4 Acessos ............................................................................................................ 24
4.2 ASPECTOS FÍSICO-AMBIENTAIS ..................................................................... 25
4.2.1 Clima ................................................................................................................ 25
4.2.2 Hidrografia ........................................................................................................ 26
4.2.2.1 Lençóis Subterrâneos.................................................................................... 26
4.2.2.2 Bacias Hidrográficas...................................................................................... 27
4.2.3 Geologia ........................................................................................................... 29
4.2.4 Vegetação ........................................................................................................ 29
4.2.5 Unidade de Conservação ................................................................................. 30
4.2.5.1 Faixa de Proteção do Lago de Itaipu ............................................................. 30
4.2.5.2 Parque Nacional do Iguaçu ........................................................................... 31
4.3 ASPECTOS ANTRÓPICOS................................................................................. 35
4.3.1 Demografia ....................................................................................................... 35
4.3.2 Equipamentos Sociais ...................................................................................... 36
4.3.2.1 Educação ...................................................................................................... 36
4.3.2.2 – Sistema Viário ............................................................................................ 38
5. SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ........................................................ 40
5.1. INFORMAÇÕES GERAIS................................................................................... 40
5.1.1 Descrição do Sistema de Abastecimento de Água Existente ........................... 40
5.1.2 Sede Municipal ................................................................................................. 40
5.2.1.1 Captação ....................................................................................................... 40
5.2.1.2 Adução .......................................................................................................... 40
5.2.1.3 Tratamento .................................................................................................... 41
5.2.1.4 Reservação ................................................................................................... 41
5.2.1.5 Rede de Distribuição ..................................................................................... 41
5.2.1.6 Ligações ........................................................................................................ 41
5.2.2. Comunidades Isoladas .................................................................................... 42
5.2.2.1 Arroio Dourado .............................................................................................. 42
5.2.2.2 Alto da Boa Vista ........................................................................................... 42
5.2.2.3 Aparecidinha ................................................................................................. 43
5.2.2.4 Vila Bananal .................................................................................................. 43
5.3. ÍNDICE DE ATENDIMENTO DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA .. 43
5.3.1 Investimentos Realizados no Sistema de Abastecimento de Água .................. 44
5.3.2 Investimentos em Andamento no Sistema de Abastecimento de Água ........... 44
5.4 DIAGNÓSTICO E NECESSIDADES DE INVESTIMENTOS PARA
ATENDIMENTO DE DEMANDA POPULACIONAL FUTURA............................ 44
5.4.1 Captação .......................................................................................................... 44
5.4.2 Adução ............................................................................................................. 45
ix
5.4.3 Tratamento ....................................................................................................... 45
5.4.3 Reservação ...................................................................................................... 45
5.4.4 Distribuição....................................................................................................... 45
5.5 INVESTIMENTOS PREVISTOS NO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE
ÁGUA ................................................................................................................ 45
6 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO......................................................... 49
6.1 LIGAÇÕES .......................................................................................................... 49
6.2 REDE DE COLETA .............................................................................................. 49
6.3 INTERCEPTORES .............................................................................................. 50
6.4 ESTAÇÃO ELEVATÓRIA DE RECALQUE .......................................................... 50
6.5 ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO - ETE ............................................. 50
6.5.1 Índice de Atendimento do Sistema de Esgotamento Sanitário ......................... 50
6.5.2 Investimentos Realizados no Sistema de Esgotamento Sanitário .................... 51
6.5.3 Investimentos em Andamento no Sistema de Esgotamento Sanitário ............. 51
6.2.4 Aguardando Decisão Judicial ........................................................................... 51
6.3 DIAGNÓSTICO E NECESSIDADES DE INVESTIMENTOS PARA
ATENDIMENTO DE DEMANDA POPULACIONAL FUTURA............................ 51
6.3.1 Ligações ........................................................................................................... 51
6.3.2 Rede de Coleta ................................................................................................ 52
6.3.3 Interceptores .................................................................................................... 52
6.3.4 Estações Elevatórias de Esgoto e Linhas de Recalque ................................... 52
6.3.5 Estações de Tratamento de Esgoto ................................................................. 53
6.3.6 Emissários ........................................................................................................ 53
6.4 INVESTIMENTOS PREVISTOS NO SISTEMA DE ESGOTAMENTO
SANITÁRIO....................................................................................................... 53
7 EDUCAÇÃO AMBIENTAL ...................................................................................... 56
7.1 DIAGNÓSTICO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL MUNICIPAL ............................... 57
7.1.1 Programas e Ações Voltadas à Orientação de Grandes Geradores Quanto
ao PMSB......................................................................................................... 58
7.1.1.1 Oficinas e Palestras do Plano de Gerenciamento de Resíduos Solidos -
PGRS ......................................................................................................... 58
7.1.2 Educação Ambiental na Educação Formal....................................................... 58
7.1.2.1, Teatro de Fantoches, Coleta Solidária e Visita Técnica aos Centros de
Triagem ...................................................................................................... 58
7.1.2.2 Agenda 21 nos Centros Municipais de Educação Infantil para o PMSB ....... 59
7.1.3 Formação de Catadores de Materiais Recicláveis para o PMSB ..................... 59
7.1.3.1 Oficinas de Formação aos Catadores de Materiais Recicláveis da
COAAFI ...................................................................................................... 59
7.1.3.2 Programa Formação de Educadores Ambientais - FEA ................................ 60
7.1.3.3 Sala Verde ..................................................................................................... 60
7.1.3.4 Comitê Municipal do Programa Cultivando Água Boa ................................... 60
7.1.4 Prognóstico da Educação Ambiental ................................................................ 61
8 PLANO DE MÍDIA .................................................................................................. 62
8.1 APRESENTAÇÃO ............................................................................................... 62
8.2 PROCEDIMENTOS ............................................................................................. 63
8.3 RESPONSABILIDADES ...................................................................................... 63
8.3.1 Prefeitura Municipal: ......................................................................................... 63
8.3.2 Grandes Geradores e Comércio em Geral; ...................................................... 63
8.3.3 Munícipe: .......................................................................................................... 63
8.3.4.Possíveis Parceiros: ......................................................................................... 64
x
9.1 APRESENTAÇÃO ............................................................................................... 64
9.2. HISTÓRICO DO MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS EM FOZ DO IGUAÇU ..... 66
9.2.1 Coleta de Resíduos Sólidos ............................................................................. 66
9.2.2 Coleta Seletiva de Resíduos Sólidos Recicláveis ............................................ 67
9.2.2.1 Programa de Coleta Seletiva: “Foz Recicla” .................................................. 67
9.2.2.1.1 Cadastro dos Catadores em Atividade no Município .................................. 68
9.2.2.1.2 Recuperação e Construção de Barracões Municipais (Centros de Triagem)70
9.2.2.1.3 Formação da Cooperativa dos Catadores Nova Califórnia – COCANC ..... 72
9.2.2.2 Programa Coleta Solidária: “Coleta Seletiva sem Catador é Lixo” ................ 74
9.3. CONSIDERAÇÕES GERAIS .............................................................................. 75
9.3.1 Lixo e Resíduo Sólido....................................................................................... 75
9.3.2 Classificação dos Resíduos Sólidos Quanto aos Riscos Potenciais ao Meio
Ambiente......................................................................................................... 75
9.3.2.1 Quanto à Origem ........................................................................................... 77
9.3.2.1.1 Domiciliar.................................................................................................... 78
9.3.2.1.2 Comercial ................................................................................................... 78
9.3.2.1.3 Limpeza Pública ......................................................................................... 79
9.3.2.1.4 Serviços de Saúde ..................................................................................... 79
9.3.2.1.5 Especial ...................................................................................................... 80
9.3.2.1.6 Construção Civil/ Entulho ........................................................................... 80
9.3.2.1.7 Industrial ..................................................................................................... 81
9.3.2.1.8 Transportuários .......................................................................................... 82
9.3.2.1.9 Agrossilvopastoris ...................................................................................... 82
9.3.2.1.10 Resíduos Volumosos................................................................................ 82
9.3.2.1.11 Resíduos dos Serviços Públicos de Saneamento Básico ........................ 83
9.3.2.1.12 Resíduos da Mineração............................................................................ 83
9.4 DIAGNÓSTICO DOS SERVIÇOS DE COLETA DE RESÍDUOS SÓLIDOS ......... 83
9.4.1. Coleta Convencional – Resíduos Sólidos Domésticos e Comerciais .............. 84
9.4.1.1 Itinerário e Frequência da Coleta dos Resíduos Domésticos ........................ 85
9.4.1.2 Lixeiras Comunitárias e Contêineres ............................................................. 85
9.4.1.3 Transporte dos Resíduos Domésticos........................................................... 86
9.4.1.4 Destinação Final dos Resíduos Domésticos ................................................. 87
9.4.1.5 Histórico da Disposição Final dos Resíduos Urbanos ................................... 87
9.4.1.6 Caracterização Física dos Resíduos Sólidos Domésticos............................. 88
9.4.1.6.1 Metodologia do Experimento ...................................................................... 89
9.4.1.6.2 Resultados e Discussões do Experimento ................................................. 91
9.4.1.7 Projeção Populacional para Foz do Iguaçu ................................................. 103
9.4.1.8 Produção Per Capita de Resíduos Domésticos .......................................... 103
9.4.1.9 Taxa de Crescimento Linear de Geração de Resíduos Domésticos per
Capita ....................................................................................................... 104
9.4.1.10 Estimativa da Quantidade de Resíduos Gerados ...................................... 104
9.4.1.11 Coleta de Resíduos Orgânicos .................................................................. 104
9.4.1.12 Coleta do Mobiliário Inservível .................................................................. 104
9.4.2 Prognóstico do Serviço de Coleta Domiciliar .................................................. 105
9.4.3 Prognóstico do Serviço de Coleta de Resíduos Orgânicos ............................ 105
9.4.4 Prognóstico do Serviço de Coleta de Mobiliário Inservível ............................. 105
9.4.5 Diagnóstico Coleta Seletiva de Resíduos Recicláveis ................................... 105
9.4.5.1 Coleta Seletiva Municipal de Resíduos Recicláveis .................................... 106
9.4.5.2 Parcerias para Implementação do Programa de Coleta Seletiva ................ 106
9.4.5.4 Coleta Informal: Receptadores/ Barracões.................................................. 107
xi
9.4.5.5 Catadores Cooperados ............................................................................... 109
9.4.5.6 Distribuição Geográfica dos CT ................................................................... 111
9.4.6 Prognóstico da Coleta Seletiva de Resíduos Recicláveis .............................. 120
9.4.7 Diagnóstico dos Serviços de Limpeza Pública .............................................. 121
9.4.7.1 Varrição Manual .......................................................................................... 121
9.4.7.2 Varrição Mecanizada ................................................................................... 122
9.4.7.3 Serviço de Roçada e Capinação ................................................................. 123
9.4.7.4 Jardinagem .................................................................................................. 124
9.4.7.5 Poda e Supressão de árvores ..................................................................... 124
9.4.7.6 Compostagem de Resíduos ........................................................................ 125
9.4.7.7 Serviço de Retirada de Entulhos ................................................................. 126
9.4.8 Prognóstico do Serviço de Limpeza Pública .................................................. 127
9.4.9 Diagnóstico do Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde ........... 128
9.4.9.1 Empresas Prestadoras de Serviços no Município de Foz do Iguaçu .......... 132
9.4.9.1.1 Servioeste Soluções Ambientais Ltda ...................................................... 133
9.4.9.1.2 GAAP – Gerenciadora de Resíduos Hospitalares Ltda. .......................... 134
9.4.9.1.3 SERQUIP - Tratamento de Resíduos PR Ltda. ........................................ 135
9.4.9.1.4 BIO Resíduos Transportes Ltda. – EPP ................................................... 138
9.4.9.1.5 SELECTA – Coleta, Transporte e Tratamento de Resíduos de Saúde .... 139
9.4.9.2 Controle e Fiscalização dos Planos de Gerenciamento de Resíduos de
Serviço de Saúde - PGRSS...................................................................... 139
9.4.9.3 Coleta de Embalagens de Medicamentos e Medicamentos Vencidos
Entregues pela População........................................................................ 140
9.4.9.4 Carcaças e Cadáveres de Animais ............................................................. 140
9.4.9.5 Ações em Andamento, Objetivos, Metas e Responsabilidades Para a
Melhoria do Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde na
Rede Pública Municipal ............................................................................ 141
10 RESIDUOS ESPECIAIS ..................................................................................... 142
10.1 LOGISTICA REVERSA.................................................................................... 143
10.1.1 Diagnóstico Pilhas e Baterias ....................................................................... 143
10.1.2 Diagnóstico Lâmpadas Fluorescentes, Vapor de Sódio e Mercúrio e Luz
Mista ............................................................................................................. 145
10.1.3 Diagnóstico: Óleos e Graxas ........................................................................ 145
10.1.4 Diagnóstico: Pneus Inservíveis .................................................................... 145
10.1.5 Embalagens de Agrotóxicos ......................................................................... 146
10.1.6 Diagnóstico Lixo eletrônico........................................................................... 146
11 RESÍDUOS INDUSTRIAIS ................................................................................. 147
12 RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL .............................................................. 150
12.1 DIAGNÓSTICO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL .......................... 151
12.1.1 Operacionalização da Célula de Resíduos da Construção Civil ................... 152
12.1.2 Gestão dos Resíduos da Construção Civil no Município .............................. 154
12.1.3 Controle e Fiscalização para Geradores de Resíduos da Construção Civil . 154
13 - PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS - PGRS ............... 155
13.1 DIAGNÓSTICO DA GESTÃO DOS PLANOS DE GERENCIAMENTO DE
RESÍDUOS SÓLIDOS - PGRS........................................................................ 155
13.1.1 Atendimento aos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos –
PGRS, dos grandes geradores. .................................................................... 155
13.3 PROGNÓSTICO DA GESTÃO DOS PLANOS DE GERENCIAMENTO DE
RESÍDUOS SÓLIDOS - PGRS........................................................................ 157

xii
14 UNIDADE DE TRATAMENTO E DESTINAÇÃO FINAL DE RESÍDUOS
SÓLIDOS ........................................................................................................ 159
14.1 DIAGNÓSTICO DA UNIDADE DE TRATAMENTO E DESTINAÇÃO FINAL
DE RESÍDUOS SÓLIDOS – ATERRO SANITÁRIO ........................................ 159
14.1.1 Histórico da Destinação de Resíduos Sólidos no Aterro Sanitário de Foz
do Iguaçu ...................................................................................................... 159
14.1.2 Aspectos Construtivos do Aterro Sanitário ................................................... 160
14.1.2.1 Impermeabilização da Base ...................................................................... 160
14.1.2.2 Drenagem de Líquidos Percolados e de Gases ........................................ 160
14.1.2.3 Drenagem de águas pluviais ..................................................................... 161
14.1.2.4 Sistema de tratamento de efluentes .......................................................... 161
14.1.3 Aspectos Operacionais do Aterro ................................................................. 161
14.1.3.1 Descrição de Operação e Funcionamento do Aterro Sanitário de Foz do
Iguaçu ....................................................................................................... 161
14.1.3.2 Recebimento dos Resíduos ...................................................................... 161
14.1.3.3 Descarga dos Resíduos ............................................................................ 162
14.1.3.4 Cobertura Diária dos Resíduos ................................................................. 162
14.1.3.5 Cobertura Final do Aterro Sanitário ........................................................... 162
14.1.3.6 Manutenção das Estruturas do Aterro ....................................................... 162
14.1.3.7 Monitoramento do Sistema de Tratamento de Efluentes........................... 162
14.2 PROGNÓSTICOS DA UNIDADE DE TRATAMENTO E DESTINAÇÃO
FINAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS – ATERRO SANITÓRIO.......................... 163
15 PASSIVO AMBIENTAL ...................................................................................... 163
15.1 DIAGNÓSTICO PASSIVO AMBIENTAL .......................................................... 163
15.1.1 Lixão Arroio Dourado.................................................................................... 163
15.1.1.1 Histórico do Arroio Dourado ...................................................................... 164
15.1.1.2 Operação e Manutenção ........................................................................... 165
15.1.1.2.1 Setor Norte ............................................................................................. 166
15.1.1.2.2 Setor Sul................................................................................................. 166
15.1.1.3 Ocupação Irregular .................................................................................... 167
15.1.1.4 Recuperação Ambiental ............................................................................ 169
15.1.2 Prognóstico Passivo Ambiental .................................................................... 169
15. ASPECTOS FINANCEIROS ............................................................................. 170
15.2 TAXA DE COLETA DE RESÍDUOS EM IMÓVEL DE USO NÃO DOMICILIAR 172
15.2 TAXA DE COLETA DE RESÍDUOS EM IMÓVEL DE USO DOMICILIAR ......... 173
16. ASPECTOS LEGAIS ......................................................................................... 176
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................ 179
ANEXOS ................................................................................................................. 188
ANEXO 1 – CONTROLE MENSAL DE PESO DA COLETA SELETIVA ................... 189
ANEXO 2 – PONTOS DE COLETA SELETIVA........................................................ 190
ANEXO 3 – DEMAIS PONTOS DE COLETA SELETIVA ......................................... 191
ANEXO 4 – TOTAL DE RESÍDUOS ACONDICIONADOS NO ATERRO
SANITÁRIO DE FOZ DO IGUAÇU ENTRE OUT/2001 A NOV/2011 (TON)..... 193
ANEXO 5 – CONTEÚDO BÁSICO PARA A ELABORAÇÃO DO PGRS .................. 194
APÊNDICE .............................................................................................................. 196
APÊNDICE 1 - PROJETO DE GERENCIAMENTO DE MÓVEIS INSERVÍVEIS
“CATA TRALHA” ............................................................................................. 197
APÊNDICE 2 – PROJETO DE COLETA SELETIVA DE RESÍDUOS SÓLIDOS
RECICLÁVEIS ................................................................................................ 201

xiii
APÊNDICE 3 – PROJETO DE GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DE
SERVIÇOS DE SAÚDE (RSS) EM FOZ DO IGUAÇU ..................................... 218
APÊNDICE 4 – PROJETO “ÓLEO DE FRITURA” .................................................... 224
APÊNDICE 5 - PROJETO RESÍDUO DE CONSTRUÇÃO CIVIL ............................. 230
APÊNDICE 6 - PLANO DE CONTINGÊNCIA DO SISTEMA DE LIMPEZA
URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS ............................................ 237

xiv
1. INTRODUÇÃO
O presente trabalho foi elaborado a partir de levantamentos de campo realizados pela
Prefeitura Municipal, com o apoio da equipe técnica da Companhia de Saneamento do
Paraná – SANEPAR, em decorrência de ser essa a concessionária prestadora dos
serviços de saneamento de água e esgoto deste município desde o ano de 1981, da Vital
Engenharia Ambiental, concessionária dos serviços de limpeza pública e Cooperativa dos
Agentes Ambientais de Foz do Iguaçu – COAAFI, que possui termo de parceria com a
Prefeitura referente ao trabalho de coleta seletiva.
Vislumbra-se com este trabalho, a definição de critérios para a implementação da política
pública municipal na área de saneamento, de forma a promover a universalização do
atendimento, que compreende o conjunto de todas as atividades que propiciam à
população local o acesso aos serviços básicos de que necessita, maximizando a eficácia
das ações e resultados.
Almeja-se, também, a implantação de instrumentos norteadores de planejamento relativos
a ações que envolvam a ampliação dos serviços e a racionalização dos sistemas
existentes, obtendo-se o maior benefício em menor custo, aliado ao desafio de
oferecimento de serviço público de saneamento compatível.

15
2. OBJETIVOS E PRIORIDADES

O Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB tem por objetivo apresentar o


diagnóstico do saneamento básico no território do município e definir o planejamento para
o setor1.
Destina-se a formular as linhas de ações estruturantes e operacionais referentes ao
Saneamento Ambiental, especificamente no que se refere ao abastecimento de água em
quantidade e qualidade, a coleta, tratamento e disposição final adequada dos resíduos
sólidos e do esgoto, bem como a drenagem das águas pluviais.
O PMSB contém a definição dos objetivos e metas de curto, médio e longo prazos para a
universalização do acesso da população aos serviços de saneamento, bem como os
programas, projetos e ações necessárias para seu atendimento, nos termos da Lei
11.445/2007 - Lei do Saneamento.
O PMSB foi elaborado considerando os tópicos de Água, Esgoto, Gerenciamento
Integrado de Resíduos Sólidos, ficando para complementação o tópico de Drenagem e
Águas Pluviais.

1 Os planos de saneamento básico serão revistos periodicamente, em prazo não superior a 4


(quatro) anos, anteriormente à elaboração do Plano Plurianual. (Lei N° 11.445/2007, era. 19, § 4°).
16
3. METODOLOGIA

A metodologia utilizada partiu do levantamento de dados cadastrais das concessionárias


de saneamento e limpeza pública, da realização de reuniões técnicas com a equipe da
Prefeitura Municipal, da realização de pesquisas de campo para a atualização de
informações e dados, associadas a reuniões com representantes de entidades da
sociedade civil local, visando à apresentação e discussão das propostas e dos resultados
obtidos ao longo do desenvolvimento do trabalho, bem como a apresentação em 02
(duas) Audiências Públicas.
O Plano contempla, numa perspectiva integrada, a avaliação quali-quantitativa dos
recursos hídricos e o licenciamento ambiental das atividades específicas (água, esgoto,
resíduos sólidos, entre outros), ações locais de abastecimento de água, disposição final
dos resíduos sólidos, manejo dos resíduos sólidos urbanos, considerando, além da
sustentabilidade ambiental, a sustentabilidade administrativa, social, financeira e
operacional dos serviços e a utilização de tecnologias apropriadas.
Assim, a partir do conjunto de elementos de informação, diagnóstico, definição de
objetivos, metas e instrumentos, programas, execução, avaliação e controle social, foi
possível construir o planejamento e a execução das ações de Saneamento no âmbito
territorial do município de Foz do Iguaçu e submetê-la à apreciação da sociedade civil.
Desse modo, o produto materializado pelo relatório do PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO DO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU é de grande utilidade para o
planejamento e gestão dos serviços locais de saneamento ambiental, se constituindo em
um norteador das ações a serem implementadas.
Importante destacar que se prevê a continuidade, avaliação e complementação
permanente do presente Plano, na medida em que este é concebido como processo de
planejamento e não como um documento que se finaliza nos limites de um relatório
conclusivo.
Desdobramentos a serem propostos, ações pontuais, emergenciais, bem como outros
estudos complementares deverão ser executados e submetidos à análise conjunta de
todos os envolvidos, para que observados os princípios norteadores da elaboração
original do Plano não interrompa ou altere em demasia o processo de planejamento

17
pactuado. Quanto à utilização de novas tecnologias e unidades de tratamento a serem
aplicadas no processo de saneamento básico deverão ser submetidas à audiência
pública.

18
4. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO

4.1 CONTEXTUALIZAÇÃO REGIONAL

4.1.1 Histórico

O nome da cidade é uma alusão ao deságue do rio Iguaçu (que em tupi-guarani significa
“água grande”) no rio Paraná, ou seja, a “foz do Iguaçu”. Os primeiros habitantes da
região foram os índios caingangues. Imigrados do Paraguai eram inimigos da nação
Guarani e desapareceram sem deixar maiores vestígios.
A região foi descoberta pela expedição colonizadora do aventureiro Alvares Nunes
Cabeza de Vaca, em 1542, capitão espanhol guiado por índios Guaranis. A expedição
partiu da costa de Santa Catarina em direção a Assunção, atravessando este estado de
Leste a Oeste, até o rio Paraná, tendo então descoberto as Cataratas, batizando-as com
o nome de Salto Santa Maria.
Em 09 de abril de 1910, a Colônia Militar passou à condição de distrito do município de
Guarapuava. A 14 de março de 1914 foi criado oficialmente o Município do Iguaçu,
instalado a 10 de junho do mesmo ano. Desde essa época foram chegando novos
colonizadores, principalmente os imigrantes europeus, na sua maioria alemães e italianos,
que asseguravam sua fonte de renda através da produção da erva-mate e do corte da
madeira.
A evolução da ocupação e desenvolvimento deu-se de forma bastante irregular.
Inicialmente, em 1881, a cidade de Guarapuava era a única frente de expansão. O
desenvolvimento turístico iniciou-se em 1939, com a criação do Parque Nacional do
Iguaçu, o qual possibilitou um incremento da economia local.
A década de 60 foi marcada por diversas transformações que geraram o crescimento e
desenvolvimento para a região. Em 1965, houve a integração do sistema de
telecomunicações e a conclusão do aeroporto internacional. Em 1969, foram concluídas
as obras da BR 277, o que facilitou a integração do município com as demais regiões do
estado.

19
Um expressivo aumento populacional, 383% segundo o IBGE, deu-se entre as décadas
de 70 e 80 motivadas pela construção da Usina de Itaipu. Em meados de 80, percebe-se
um crescimento importante nas transações entre Brasil e Paraguai, quando se intensificou
o turismo de compras e o comércio atacadista exportador na região fronteiriça. Este
segmento do turismo já foi responsável por 10,6%2, em 1993, dos turistas em Foz do
Iguaçu, assumindo parte da economia local através da geração de emprego e renda, pela
movimentação de hotéis, agências de viagens, lanchonetes, restaurantes, transporte
entre outros. Entretanto, este segmento turístico sofreu uma queda de 85% nos últimos
anos, chegando, em 2003, a apenas 1,6% dos turistas que visitaram Foz do Iguaçu com o
objetivo de compras no exterior.

4.1.2 Evolução Socioeconômica

Pode-se afirmar que a evolução socioeconômica de Foz do Iguaçu contemplou quatro


ciclos distintos, e que agora vivencia o começo de uma nova etapa, com investimentos
em infraestrutura turística, integração com a comunidade e projetos diversos.
1° Ciclo (1870 a 1970): Extração da madeira e cultivo da erva-mate. Neste período, ocorre
a chegada dos primeiros desbravadores, predominando a presença de paraguaios,
argentinos e indígenas. Este ciclo caracteriza-se pela exploração de grandes
propriedades de forma predatória, com o deslocamento sazonal de trabalhadores
exclusivamente para o corte da madeira e extração da erva mate. O processo implicava
na mudança sucessiva de locais de acampamento em busca de novas frentes de
trabalho, de forma a não permitir a fixação definitiva dos trabalhadores na terra.
Esta prática dura cerca de um século, estendendo-se para toda a região oeste do Paraná
até o Município de Guarapuava, que na época era parte integrante do Município de Foz
do Iguaçu. O território de Foz do Iguaçu estendia-se pelo triângulo formado por Guaíra,
Laranjeiras do Sul e pela confluência dos rios Paraná e Iguaçu. A instalação da Colônia
Militar do Iguassu possibilitou um adensamento maior de brasileiros, dando início a um
movimento de pequeno comércio. Em 09 de abril de 1910, a Colônia Militar passou à
condição de distrito do Município de Guarapuava. Em 10 de junho de 1914 foi criado
oficialmente o Município de Vila do Iguaçu, com a nomeação do primeiro prefeito, o

2 PARANÁTURISMO, Estatística de Turismo em Foz do Iguaçu, 2003.


20
Coronel Jorge Schimmelpfeng, sendo que somente em 1918 passou a denominar-se Foz
do Iguaçu.
Em 1943, o município tornou-se território, possibilitando a intervenção direta do Governo
Federal na região, efetivando a colonização por brasileiros. Havia esta preocupação
porque o acesso à região pela Argentina era mais fácil do que por Guarapuava, por isso a
população recebia fortes influências daquele país. A moeda corrente em Foz do Iguaçu
era a mesma moeda usada na Argentina, e as crianças frequentavam suas escolas. Além
disso, grande parte da população era estrangeira, e os brasileiros resumiam-se
praticamente às autoridades locais.
Ainda neste período, com a chegada de catarinenses e gaúchos, ocorre o
desenvolvimento de uma agricultura familiar, gerado de excedentes exportados para os
países vizinhos. Isso possibilitou o surgimento da pequena propriedade rural, no momento
em que o ciclo madeireiro e da erva-mate mostrava sinais de desativação.
Com a ocupação do solo para a agricultura, foram realizadas queimas anuais regulares
nos campos para novas plantações, acelerando a destruição da vegetação nativa.
Com a implantação do sistema viário, ainda que precário, deu-se a dinamização da
agricultura, possibilitando a comercialização de seus produtos. Este comércio aumentou a
renda da população, provocando uma demanda por bens manufaturados, crescendo o
número de estabelecimentos comerciais e possibilitando maior dinamismo nos centros
urbanos existentes.
2° Ciclo (1970 a 1980): Construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu. A construção da Usina
Hidrelétrica de Itaipu foi iniciada em 1974 e afetou diretamente os municípios vizinhos à
obra, inundando terras férteis e produtivas, interrompendo vias de comunicação entre eles
e deslocando a população local.
A construção da hidrelétrica atraiu grande contingente de mão-de-obra, tanto operacional
quanto especializada. Assim, a população do município quase quadriplicou neste período,
e a cidade sofreu as consequências, procurando desde então se reestruturar e se
reorganizar. Grandes avenidas, obras de infra-estrutura e loteamentos mudaram o perfil
da cidade. O desenvolvimento urbano acelerado causou na cidade distorções e
desequilíbrios, observados também em toda a região, provocando mudanças profundas e
irreversíveis.
A conclusão das obras de Itaipu marca o final deste ciclo, iniciando no município uma
tendência de estabilização da taxa de crescimento populacional, bem como de

21
acomodação das atividades econômicas. Durante o período da construção da hidrelétrica
de Itaipu, o Paraguai consolida em sua fronteira com o Brasil, a instalação de uma Zona
de Livre Comércio, localizada em Ciudad Del Este.
3° Ciclo (1980 a 1995): Exportação e turismo de compras. Coincidindo com o término das
obras e início de operação de Itaipu, intensificou-se o comércio de exportação e o turismo
de compras com o Paraguai.
Estes fatores consolidaram-se em função de uma conjuntura de crises e transformações
sócio-econômicas que atingiram o Brasil.
O movimento do turismo de compras deu origem a um grande fluxo de pessoas da região
e de outras cidades, que foram envolvidas no processo do comércio e movimentação de
mercadorias, gerando um dinamismo aparente. Essa concentração de atividades deu-se
ao longo do eixo da BR-277 e bairros próximos a região da Ponte da Amizade, resultando
em um trânsito (pessoas, ônibus, veículos e vans brasileiras e paraguaias) totalmente
desordenado.
Apesar desta alta demanda ter gerado aumento nos serviços de transporte, hospedagem
e alimentação em estabelecimentos com pouca estrutura e qualificação, os benefícios
econômicos não foram compatíveis com os danos causados. Além disso, com o declínio
deste ciclo, o contingente envolvido e os estabelecimentos a ele direcionados, não
conseguiram adaptar-se à nova realidade econômica, resultando em um grande número
de estabelecimentos fechados e o aumento de desocupados.
O contingente de novos desempregados, mais as centenas de famílias de baixa renda
que já viviam no município contribuíram então para uma ocupação desordenada de áreas
públicas e privada.
4° Ciclo (1995 a 2003): Abertura de mercados – Globalização. Com a consolidação do
MERCOSUL - Mercado Comum do Sul tem início no Brasil o processo de abertura do
mercado econômico. Ao romper com o ciclo anterior de uma economia mais protecionista,
acentua o agravamento da situação econômica e das políticas sociais do município, pois,
culminou no desaparecimento de grande parte do setor exportador, reduzindo
significativamente o turismo de compras e a ocupação de estabelecimentos hoteleiros não
classificados.
O agravamento da situação social do município, com o crescente desemprego e
desenvolvimento de uma economia informal, resultou no aumento de favelas na área

22
urbana, nas dificuldades de inúmeros setores sociais, especialmente nas áreas de
educação, saúde e segurança pública.
Nesta fase, a abertura de postos de trabalhos não acompanha o mesmo ritmo de
crescimento da população economicamente ativa. O desaparecimento do turismo de
compras motivou a dispensa de trabalhadores informais, tanto em Foz do Iguaçu como
em Ciudad del Este – Paraguai.
Hoje, porém, Foz do Iguaçu ainda goza das vantagens de sua localização estratégica no
contexto do Mercosul, possuindo perspectivas otimistas de crescimento econômico, com
a possibilidade de atração de novos investimentos e a consolidação das empresas que
poderão usufruir desse nicho de mercado potencial.
A expansão de cursos superiores na cidade, verificada nos últimos anos, além de fator de
atração de estudantes e profissionais especializados, possibilita também a consolidação
do município como polo tecnológico de referência internacional, constituindo um novo
segmento para a economia local.
Assim, atualmente, Foz do Iguaçu consolida seu papel como polo especial da região,
devido ao crescimento ocorrido no setor terciário e à própria especialização desses
serviços, dentre eles o turismo de lazer e de eventos, projetado nacional e
internacionalmente, e a implantação do Parque Tecnológico Itaipu, com gestão do
Instituto de Tecnologia em Automação e Informática – ITAI.
As atuais ligações rodoviárias e as perspectivas da cidade de se tornar um entreposto
comercial para o mercado do CONESUL (ampliando-se, portanto a área do MERCOSUL),
fortalecem ainda mais as projeções do desenvolvimento local, baseado nos intercâmbios
da América Latina nas áreas da educação, cultura e atividades produtivas, atraindo
indústrias e serviços.

4.1.3 Localização

O Município de Foz do Iguaçu está geograficamente situado a 25° 32’ 55" de latitude sul e
54° 35’ 17" de longitude oeste, com altitude média de 173 metros, no extremo oeste do
Estado do Paraná, conforme figura 1.

23
Figura 1 – Localização de Foz do Iguaçu – Referência Geográfica
Fonte: PMFI, 2005.

4.1.4 Acessos

O principal acesso se dá pela BR-277 que culmina na ponte internacional da Amizade,


que promove a ligação com o Paraguai, em Ciudad Del Este. O acesso também se faz
por meio da Ruta Internacional 01, sentido Paraguai /Brasil, que liga Assunção à Ciudad
del Este.
A partir do centro da cidade, através da BR-469, chega-se às Cataratas do Iguaçu,
localizada dentro do Parque Nacional do Iguaçu, e à Ponte Tancredo Neves, com
passagem para a Argentina, em Puerto Iguazú. pela Ruta 12, em território argentino,
chega-se à Posadas, capital da província de Missiones, e continuando para o sul, chega-
se até Buenos Aires.
Foz do Iguaçu está distante 640 km da capital do estado, Curitiba, e 731 km do Porto de
Paranaguá. Num raio de 1.600 km, situam-se cidades como São Paulo, Rio de Janeiro,
Buenos Aires, Assunção e Montevidéu, conforme figura 2.
24
Figura 2 - Acesso a Foz do Iguaçu
Fonte: ECOPARANÁ, 2003.

4.2 ASPECTOS FÍSICO-AMBIENTAIS

4.2.1 Clima

O clima na região é temperado subtropical úmido, sem estação seca, verões quentes com
tendência de concentração das chuvas (temperatura média superior a 22°C), invernos
com geadas pouco frequentes (temperatura média inferior a 18°C). Temperatura média
anual de 40ºC para as máximas e 0ºC para as mínimas. Há chuvas em todos os meses
do ano e a precipitação média anual é de 1.798,72 mm. O mês de maior precipitação, em
geral, é maio, com média de 262,06 mm, sendo que março com 56,88 mm e agosto com
59,25mm, são os meses menos chuvosos.
Também é importante a atuação da Baixa do Chaco, principalmente no verão, quando as
temperaturas médias dos meses mais quentes ultrapassam os 22ºC. Em razão de sua
proximidade com a Bacia do Paraná, predomina o clima subtropical úmido mesotérmico
Cfa (classificado por küppen).
A média anual da umidade relativa do ar é de 73,92%, sendo uniforme ao longo do ano. A
região sofre influência dos dois grandes rios, Paraná e Iguaçu, e do lago de represamento
da Hidrelétrica de Itaipu, que provoca o aumento desta umidade.

25
As temperaturas máximas absolutas atingem aproximadamente 40ºC (janeiro) e em
qualquer mês podem ser superiores a 30ºC. As mínimas absolutas dificilmente são
inferiores a 0ºC (julho). A média do mês mais quente (janeiro) é de 28,1ºC a do mês mais
frio (julho) é de 14,6ºC. Apresenta bruscas variações de temperaturas sendo a média
anual de 27,7ºC.

4.2.2 Hidrografia

4.2.2.1 Lençóis Subterrâneos

O Brasil é o país que apresenta a maior área de ocorrência do Aquífero Guarani,


perfazendo um total de 900.000 km2, distribuídos nos estados de São Paulo, Minas
Gerais, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Sua ocorrência no Estado do Paraná é de 138.000 km 2, coincidindo com a área de todo o
terceiro planalto paranaense.
A região possui uma das maiores reservas estratégicas de água doce do mundo, o
Aquífero Guarani. Em alguns pontos, atinge temperaturas de até 80° C, e valor médio de
50°C, possibilitando um leque de usos múltiplos, tais como, secagem de grãos, geração
de vapor em caldeiras industriais, climatização de ambientes, estâncias hidrominerais,
prevenção de geadas, etc.
Considerando a vocação agropecuária da região, e uma forte vontade de se implantar
uma agroindústria consistente, que possibilite agregar um maior valor de troca à produção
primária existente, além do aspecto sócio-econômico da geração de empregos, a oferta
de água com condições apropriadas para este fim (termalizada e com baixo custo de
bombeamento), torna-se de valor estratégico para a política de desenvolvimento
pretendido. A maior parte das temperaturas utilizadas na agroindústria oscila entre 37°C e
70°C, correspondendo a águas de lavagem de carcaças e ambientes, secagem de grãos,
climatização de chocadeiras e aviários, etc., sendo atualmente conseguida mediante
queima de combustível originado na biomassa, petróleo ou energia elétrica.
Esta utilização apresenta custos significativos, além da poluição ambiental decorrente dos
produtos residuais gerados pelos combustíveis tradicionalmente utilizados, que geram
CO2, H2S, metais pesados, desmatamento e alagamentos por barragens.

26
Os poços neste aquífero apresentam produtividade média de 300.000 l/h sendo possível a
execução de até 6.000 poços no Estado do Paraná.
O surgimento do reservatório de Itaipu não parece ter afetado a qualidade das águas
subterrâneas, pois se trata de área de descarga dos aquíferos, apesar de inexistirem
dados históricos hidroquímicos das unidades de captação que permitam avaliar eventuais
mudanças.
As características hidroquímicas das águas dos aquíferos da região apresentam
diferenças em função das diversas litologias existentes. Todas as águas dos poços
tubulares, amostradas e analisadas por órgãos públicos ou entidades privadas,
revelaram-se próprias para consumo humano. Algumas águas apresentam-se
mineralizadas e são comercializadas, como pode ser observado nos Municípios de Foz do
Iguaçu e Santa Helena.

4.2.2.2 Bacias Hidrográficas

O Município de Foz do Iguaçu é delimitado pelos dois maiores rios do estado do Paraná:
o rio Iguaçu e o rio Paraná. Os seus afluentes formam o sistema de drenagem natural,
onde se podem destacar nove microbacias hidrográficas sendo sete delas circunscritas ao
perímetro municipal. Em escala decrescente de área estão:
• Da Bacia do Baixo Iguaçu: rio Tamanduá (rio Tamanduazinho), rio
Carimã, rio São João, Rios do Parque Nacional (Sanga Boqueirão,
Córrego Santa Luzia, Córrego Mingau, Córrego Apepuzinho, Córrego
Apepu – mais 6 afluentes), Arroio Corredeiras (Córrego Barra Funda -
mais 2 afluentes), Córrego L, Córrego K. O rio Carimã, situado ao sul do
município, é um rio menor, tanto em fluxo d’água quanto em extensão. O
mesmo deságua em região próxima a foz do rio Iguaçu e ao centro do
município.
• Da Bacia do Paraná: rio Mathias Almada, rio M’Boicy, rio Pomba-
Cuê, rio Guabiroba, Arroio Ouro Verde, Arroio Jupira, Arroio Monjolo,
Arroio Pé-Feio, Córrego dos Porcos, rio Passo-Cuê, rio Ocuí, rio Califórnia
(mais 3 afluentes), Córregos (entre vila “B” e rio Paraná), Córrego do
Festugato (mais10 afluentes), Córrego I.

27
Os dois maiores rios que deságuam no rio Iguaçu são o rio São João, cuja nascente situa-
se fora dos limites do município, e o rio Tamanduá, este com sua microbacia situada
dentro do município. A Bacia do rio Tamanduá se estende pelos Municípios de Foz do
Iguaçu (5.813,63 ha) e Santa Terezinha do Itaipu (8.720,46 ha).O rio Tamanduá, desde a
BR 469 (Rodovia das Cataratas), possui uma extensão (sem a contribuição dos seus
afluentes) de 27.900m, com uma largura variável entre 3m e 10m. Vem sendo utilizado ao
longo dos anos para a agricultura, pecuária, lazer, irrigação, tanque de peixes, captação
de água para consumo humano e outros fins.
Foz do Iguaçu possui um grande reservatório de água, que é o próprio lago de Itaipu,
responsável pelo abastecimento de 40% da população do município. O outro manancial é
o rio Tamanduá, que abastece os restantes 60% da população.
O rio Tamanduá, junto com o seu afluente, o Tamanduazinho, cruzam regiões periféricas
no sentido sudoeste até chegar ao rio Iguaçu, desaguando à jusante das quedas. Esta
micro bacia é a que detém maior extensão de uso agrícola (1920 ha) com nível de manejo
de baixa à média mecanização em produção de grãos.
Nessa bacia, em 2003, segundo dados da Prefeitura Municipal, predominam áreas
ocupadas com agricultura (61,35%), seguidas de áreas de pastagem, campo sujo e
agricultura de subsistência (19,27%). Cerca de 17,8% da área da bacia é ocupada por
florestas, incluindo mata ciliar e vegetação de várzea. Os locais que merecem maior
atenção ambiental estão localizados, em geral, nas porções adjacentes às drenagens dos
rios e córregos, ocupados por agricultura de subsistência, ainda que não ocupem grande
extensão na bacia.
O volume de água dos rios perenes aumenta muito nas épocas de chuvas em virtude de
uma conjugação de fatores tais como: solo pouco permeável, extinção da cobertura
vegetal primitiva, o fato de serem, na maioria, desprotegidos de mata ciliar e a ampla
impermeabilização da superfície, seja pela urbanização ou pela agricultura mecanizada.
Os rios existentes em Foz do Iguaçu apresentam diversos problemas em suas margens:
inexistência ou inadequação de mata ciliar em grande parte de suas margens e com a
utilização destas, principalmente para a exploração agropecuária agravada pelo uso de
agrotóxico.
Além da importância ambiental, os rios Paraná e Iguaçu desempenham papel importante
no desenvolvimento municipal. O primeiro pelo seu conhecido potencial hidrelétrico e o
segundo pelo potencial turístico.

28
4.2.3 Geologia
O clima mesotérmico brando é um fator que, associado ao arcabouço geológico,
determina a evolução do perfil de intemperismo e por consequência as características dos
produtos de alteração das rochas basálticas e sua subsequente e evolução pedogenética.
Assim entendido, explica-se a extensiva cobertura de solos argilosos residuais, maduros
que nas porções de topografia mais altas e aplainadas constituem-se o maior patrimônio
mineral do município, a terra roxa. É sob essas características climáticas e geológicas,
privilegiadas por uma topografia suave ondulada, com declividade pouco acentuada
apenas às margens dos grandes Paraná e Iguaçu, que se desenvolve a agricultura local.
As terras do município, em sua maioria, pertencem à classe II de fertilidade e topografia
levemente ondulada. Apresentam, no geral, boa aptidão agrícola tanto para culturas
manuais como para as mecanizadas.
Na área da pecuária o município conta com uma área de 4.000 ha destinada às
pastagens, com um total de 8.000 cabeças de gado.
Quanto às práticas conservacionistas, a partir de 1978, Foz do Iguaçu entrou no
Programa Estadual de microbacias, evitando a erosão, melhorando as condições de
textura e estrutura, mantendo a fertilidade do solo.
A partir de 1982, os agricultores aderiram ao plantio direto, onde o cultivo se dá sem o
revolvimento do solo, refazendo a camada com alto teor de matéria orgânica.

4.2.4 Vegetação

A área de abrangência deste plano está sob o domínio da fito formação Floresta
Estacional Semidecidual, especificamente a Floresta Estacional Semidecidual
Submontana, domínio que estende-se desde o sul da Bahia até o sudoeste do Paraná.
As florestas semideciduais remanescem em manchas isoladas, bastante alteradas em
termos fisionômicos e florísticos, salvo raras exceções, como o Parque Nacional do
Iguaçu. Na região, esta floresta foi substituída por cultivos anuais diversos. No Estado do
Paraná, a Floresta Estacional Semidecidual subdivide-se, de acordo com a altitude, em
montana, submontana e aluvial.
Em épocas pretéritas a Floresta Estacional Semidecidual Submontana compreendia a
maior extensão desta formação em termos de área. Sua ocorrência atual restringe-se ao

29
Parque Nacional do Iguaçu, devido às intensas intervenções humanas ocorridas em sua
faixa de domínio, para instalação de sistemas agropecuários. Tal floresta ocorre a partir
de 500m a 600m de altitude, com grande uniformidade florística, exceto por algumas
pequenas variações locais. Ocorrem nessa subformação pelo menos 213 espécies
arbóreas.
Considerando-se a potencialidade madeireira desta subformação, pode-se afirmar que ela
foi uma das florestas brasileiras mais ricas em termos de volume de madeira por unidade
de área, devido, provavelmente, aos solos derivados do basalto. Em solos oriundos de
arenito, a floresta, embora menos desenvolvida quanto ao seu porte, torna-se mais
diversificada pela presença de espécies características de ambientes secos.
A Floresta Estacional Semidecidual Aluvial caracteriza-se pela grande diversidade de
cipós, assemelhando-se às florestas de inundação de latitudes inferiores. Na área aqui
estudada, sua ocorrência é restrita, sendo mais comum entre Guaíra e a foz do rio
Paranapanema, tendo sido intensamente explorada. A formação pioneira com influência
fluvial tem ocorrência restrita às planícies aluviais sujeitas a cheias periódicas ou em
depressões alagáveis anualmente, nessas áreas, estabelecem-se plantas adaptadas aos
efeitos do excesso d’água no solo, como é o caso do Parque Nacional de Ilha Grande.
Nestes terrenos, dependendo da quantidade de água empoçada e do tempo que ela
permanece no local, as comunidades variam quanto às formas de vida e espécies.
Caracteriza-se como uma vegetação de primeira ocupação, de caráter edáfico,
estabelecida sobre solos recém expostos ou constantemente rejuvenescidos pelos
sedimentos fluviais depositados.

4.2.5 Unidade de Conservação

4.2.5.1 Faixa de Proteção do Lago de Itaipu

O Decreto n° 83.225, de 1° de março de 1979, que delimitou as áreas de terra


necessárias à formação do reservatório de ITAIPU, na margem brasileira, incluiu uma
faixa adicional considerada de preservação permanente, de acordo com o Artigo 2° da Lei
Federal n° 4.771 (Código Florestal Brasileiro). Desta forma foi criada a Faixa de Proteção
do Reservatório, que se estende por 2.919km de margem, totalizando uma área de

30
60.701 hectares, cuja largura média é de aproximadamente 200 metros. Além dessa
Faixa, também foram criadas reservas e refúgios biológicos. Ao todo, as áreas protegidas
em torno do reservatório somam 100.732 hectares, representando 42,7% da área de
domínio de ITAIPU.
Para avaliar a intensidade e o alcance da eventual modificação climática na região, em
função da formação do lago, são realizados estudos e pesquisas, incluindo análise
estatística, simulações computacionais e monitoramento de variáveis micro
meteorológicas geradas em estações automáticas instaladas em terra e no lago. Os
resultados já obtidos indicam que a influência do reservatório é muito restrita, limitando-se
a um pequeno aumento da umidade específica e da temperatura mínima, em faixas
menores que cinco quilômetros em relação às margens. Os estudos sugerem também
que a mudança nos padrões climáticos locais é resultado do desmatamento e,
especialmente, de variações globais, e não da massa de água represada. As áreas
protegidas da Itaipu incluem refúgios e reservas que somam cerca de 40 mil hectares. As
duas únicas reservas estão localizadas na margem paraguaia, perto de três refúgios. Na
margem brasileira existem ainda dois refúgios e um terceiro que é binacional.
No Município de Foz do Iguaçu, está localizado o Refúgio Biológico Bela Vista com área
de 1.920 ha.

4.2.5.2 Parque Nacional do Iguaçu

Os Parques Nacionais pertencem ao grupo de unidades de conservação de proteção


integral, e destinam-se à preservação integral de áreas naturais com características de
grande relevância sob os aspectos ecológicos, beleza cênica, científico, cultural,
educativo e recreativo, vedadas as modificações ambientais e a interferência humana
direta. Excetuam-se as medidas de recuperação de seus sistemas alterados e as ações
de manejo necessárias para recuperar e preservar o equilíbrio lógico e os processos
naturais, conforme estabelecido em seu plano de manejo.
Os Parques Nacionais comportam a visitação pública com fins turísticos, recreativos e
educacionais, regulamentada pelo plano de manejo da unidade. As pesquisas científicas,
quando autorizadas pelo órgão responsável pela sua administração, estão sujeitas às
condições e restrições determinadas por este, bem como ao que for definido em seu
plano de manejo.

31
O Parque Nacional do Iguaçu/PR, cujos objetivos específicos envolvem a proteção dos
ecossistemas existentes na unidade, em especial as Cataratas do rio Iguaçu, que
apresentam uma paisagem de grande valor, foi criado pelo Decreto Federal n.º 1.035 de
10.01.1939 e alterado pelo decreto 86.676 de 01.12.81, e formando uma unidade de
conservação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis - IBAMA, em conjunto com o Parque Nacional localizado no território
argentino.
É o mais conhecido dos parques nacionais brasileiros, com uma área de 170.086
hectares, recebe cerca de 750 mil visitantes por ano e engloba áreas dos Municípios de
Foz do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu, Matelândia, Medianeira, Lindoeste e Céu Azul.
O Parque Nacional do Iguaçu foi declarado pela UNESCO como "Patrimônio Natural da
Humanidade", em 1986, com a ajuda dos projetos desenvolvidos pela Itaipu Binacional,
na área do reservatório da hidrelétrica. Seu acesso é feito através da BR-469, do centro
de Foz do Iguaçu, numa distância de 20 km. O Parque possui superfície de 185.262
hectares e perímetro de cerca de 420 km, distribuídos da seguinte maneira: 125 km no
limite norte, 15 km no limite oeste, 180 km no limite sul e 100 km no limite leste.
Na região compreendida pelo Parque estão inseridas em uma das maiores e mais
importantes reservas mundiais de água subterrânea que é o Grupo São Bento,
principalmente no que concerne à Formação Botucatu (Aquífero Guarani). Os derrames
basálticos constituem um bom aquífero fraturado, representados pelas tramas estruturais,
configuradas pelos sistemas de fraturas tanto tectônicos como atectônicos. O referido
aquífero tem sido responsável pelo abastecimento de um grande número de comunidades
nas circunvizinhanças do PNI, apresentando, de formas relativamente frequente, a
ocorrência de água mineral em poços tubulares, mineralização essa condicionada à
presença de calcita, natrolita e escolecita. O volume extraído é variável em função da
existência ou não de extensos alinhamentos. Na região há poços tubulares profundos nos
aquíferos fraturados, com produções superiores a 60 m 3/h. Poços que atingem o aquífero
Botucatu tendem a vazões bem mais altas, podendo chegar a 300 m 3/h.
O PNI está situado na porção sudoeste do Estado do Paraná praticamente entre os
paralelos de 25º05’ e 25º40’ de latitude sul e os meridianos de 54º30’ e 54º40’ de
longitude oeste. A sua divisa norte é feita com a antiga estrada de rodagem Cascavel-Foz
do Iguaçu e a BR-277, a leste com o rio Gonçalves Dias, a oeste com o rio São João,
sendo limitado ao sul com o rio Iguaçu. A partir da foz do rio Santo Antônio faz fronteira

32
com a República Argentina. Os Municípios limítrofes são: Foz do Iguaçu, São Miguel do
Iguaçu, Medianeira, Matelândia, Céu Azul, Toledo, Cascavel, Capitão Leônidas Marques
e Capanema.
A floresta tropical cobre quase a totalidade do Parque, com árvores de grande porte como
figueiras-bravas, cedro, angico, canela, açoita-cavalo, cabreúva, pau-marfim e pau-rosa.
O Parque ainda comporta as Cataratas do Iguaçu, as quais são formadas pelo rio Iguaçu,
que percorre no sentido leste-oeste 1320 km até sua foz, 15 km antes de juntar-se ao rio
Paraná, onde vence um desnível de terreno que se precipita em aproximadamente 275
quedas de 65 m de altura em média, uma vazão média de 1500 m 3 por segundo, numa
largura de 4800 m.
Seu primeiro Plano de Manejo foi elaborado em 1981, e, em 2000, foi elaborado um
segundo Plano, readequando questões associadas à preservação dos ecossistemas
existentes e modernizando os serviços oferecidos aos visitantes em parceria com a
iniciativa privada na sua operacionalização. A previsão de implementação do Plano de
Manejo é de cinco anos e esta revisão pautou-se nos seguintes objetivos:
• Proteger amostras dos ecossistemas representativos da região, sua
biodiversidade e os recursos genéticos de que dispõe;
• Proteger a beleza cênica das Cataratas do Iguaçu, assim como a
fauna e flora nativas, com ênfase nas espécies raras, endêmicas,
ameaçadas de extinção e migratórias;
• Propiciar a manutenção dos recursos hídricos e dos patrimônios
geológico e
• Arqueológico do parque, recuperando a sua memória histórico-
cultural;
• Diversificar as opções de uso público e educação ambiental, de
forma a sensibilizar os usuários, especialmente do entorno, sobre o valor
do parque;
• Contribuir com o planejamento e o ordenamento do uso e ocupação
do solo na Zona de Transição do Parque, estimulando o desenvolvimento
regional e integrando os municípios lindeiros, com base no estímulo ao
ecoturismo e em práticas de conservação;

33
• Propiciar atividades compartilhadas entre o Parque e demais
Unidades de Conservação, de modo a atuarem como um sistema único
de áreas protegidas;
• Integrar o Parque no contexto do MERCOSUL, especialmente nas
questões relativas ao meio ambiente e assegurar a qualificação do
Parque Nacional do Iguaçu como Patrimônio Natural da Humanidade.
Para a consecução destes objetivos e à luz dos conhecimentos obtidos sobre a unidade e
seu entorno, o atual Plano de Manejo propõe um novo zoneamento, definindo ações,
agrupando-as em programas e subprogramas, e estabelecendo áreas de
desenvolvimento que atendam às necessidades atuais do parque. Ações previstas pelo
Plano de Manejo apresentam-se nos seguintes programas:
• Programa de Uso Público;
• Programa de Integração com a Área de Influência;
• Programa de Conhecimento;
• Programa de Manejo do Meio Ambiente Programa de
Operacionalização.
O Programa de Uso Público tem como objetivo geral ordenar, direcionar e estabelecer
novas atividades de uso público para o parque, realçando e valorizando os seus atributos
naturais e culturais. Este se divide em dois subprogramas:
a) Subprograma de Recreação e o Subprograma de Interpretação e
Educação: O Programa de Integração com a Área de Influência tem
como objetivo de estimular o comprometimento com a conservação da
biodiversidade entre os moradores da Zona de Transição e da área de
influência do parque. Divide-se em quatro subprogramas: Subprograma
de Relações Públicas, Subprograma de Educação Ambiental,
Subprograma de Controle Ambiental e Subprogramas Incentivos a
Alternativas de Desenvolvimento.
b) O Programa de Conhecimento tem como objetivo fornecer subsídios
para a proteção e o manejo ambiental. Relacionam-se aos estudos,
pesquisas e atividades de monitoramento ambiental desenvolvidos na
unidade. Compreende dois subprogramas: Pesquisa e Monitoramento
Ambiental.

34
c) O Programa de Manejo do Meio Ambiente visa garantir a proteção e,
em consequência, a evolução natural dos ecossistemas, e, quando
necessário, realizar intervenções capazes de corrigir ações praticadas,
facilitando a restauração das condições originais da área, sempre de
acordo com recomendações científicas. Possui dois subprogramas:
Subprograma de Manejo do Meio Ambiente e Subprograma de
Proteção.
d) O Programa de Operacionalização tem como objetivo assegurar os
meios para que os demais programas sejam desenvolvidos. Estrutura-
se nos seguintes subprogramas: Regularização Fundiária,
Administração e Manutenção e Cooperação Institucional.
O Plano de Manejo do Parque, o qual visa minimizar os aspectos negativos ora
observados, está na sua primeira fase de implementação. Suas intervenções
centralizaram-se basicamente em áreas que já sofreram algum tipo de modificação
antrópica. A implementação do Plano de Manejo pretende abordar os impactos negativos
sofridos pela unidade, minimizando-os até sua completa extinção.

4.3 ASPECTOS ANTRÓPICOS

4.3.1 Demografia

Foz do Iguaçu tem uma composição étnica muito variada e interessante, estimando-se
hoje uma população de 256.088 habitantes (IBGE, 2012)3. A cidade abriga 80 das 192
nacionalidades existentes no mundo. Além dos brasileiros, paraguaios e argentinos
(componentes da tríplice fronteira) podemos destacar residentes japoneses, chineses,
coreanos, franceses, bolivianos, chilenos, árabes, marroquinos, portugueses, indianos,
ingleses, israelenses entre outros. Os diferentes grupos étnicos residentes na cidade
fazem de Foz do Iguaçu uma das cidades mais cosmopolitas do Brasil4.
Dados demográficos:
• População da região Iguaçu: 1 milhão de habitantes;
• População municipal (Censo 2010): 256.088 mil habitantes;

3 http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1
4 http://www.iguassu.com.br/home/?pag=36&menu=2&sub=36
35
• Área total: 617,702 Km2;
• Densidade demográfica: 414,58 hab/Km²
• Área Urbana: 191,46 km2
• Área Rural: 138,17 km2
• Parque Nacional do Iguaçu: 138,60 km2
• Área do Lago Artificial de Itaipu: 149,10 km2
• Ilha Acaray: 0,38 km2
• Gentílico: Iguaçuense;
• Idioma: Português;
• Moeda Oficial: Real (R$);
• Moedas circulantes e aceitas na maioria dos estabelecimentos: dólar
americano, peso argentino, euro e guarani (Paraguai)

4.3.2 Equipamentos Sociais

4.3.2.1 Educação

Foz do Iguaçu possui o melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB


nacional entre as cidades com mais de 300 mil habitantes5; no Exame Nacional do Ensino
Médio - ENEM de 2008, a cidade esteve em 33º lugar entre os municípios com mais de
200 mil habitantes6.
Recentemente foi escolhida para alocar a Universidade Federal da Integração Latino-
Americana- UNILA. A Universidade é uma instituição de ensino superior preocupada com
a criação de um ambiente multicultural e interdisciplinar capaz de produzir profissionais e
pesquisadores voltados para o desenvolvimento econômico, social, cultural e político da
região, num espírito de igualdade entre todos os povos e culturas do continente.
A Universidade Federal da Integração Latino-Americana é um projeto que visa contribuir
para o desenvolvimento e a integração latino-americana, com ênfase no Mercosul, por
meio do conhecimento humanístico, científico e tecnológico e da cooperação solidária
entre as universidades, organismos governamentais e internacionais. Será uma

5 http://www.clickfozdoiguacu.com.br/foz-iguacu-noticias/foz-do-iguacu-aparece-em-otima-colocacao-
no-ideb-6035
6 http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u391728.shtml

36
universidade aberta para a América Latina e Caribe: a metade dos 10.000 alunos e dos
500 professores, previstos como meta, serão selecionados e recrutados nos vários países
latino-americanos e caribenhos, sendo a outra metade formada por brasileiros 7.

Tabela 1 - Número de escolas e/ou instituições educacionais de educação infantil, ensino


fundamental, ensino médio e educação especial no Município
Estabelecimentos Quantidade
Municipal 83
Estadual 82
Particular Informações incompletas para o Ano de 2011
Entidades filantrópicas/Ong’s 04
Fonte: PMFI, 2011.

Tabela 2 - Quadro geral da educação em Foz do Iguaçu.


Maternal
Educação Fundamental Fundamental Ensino Pós-Médio Educação
Instituição Ed.
Especial 1° a 4° Série 5° a 8° Série Médio Subsequente
EJA
Profissional
Total
Infantil

Municipal 6.200 418 20.191 26.809


Estadual 155 18.943 10.813 2.156 4.914 36.981
Particular* Informações incompletas para o Ano de 2011
Filantrópica 11 456 17 288 772

Total 6.211 473 20.647 18.943 10.830 2.156 4.914 288

Fonte: PMFI, 2011

Tabela 3 - Profissionais da educação


Educação Municipal
Profissionais da Educação 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Professores em salas de
aula – escolas (n° de 1.486 1.296 1.298 1.250 1.192 1.198 1.225
vínculos)
Atendentes – CMEI’s +
- 142 138 348 349 360 395
Educadores
Equipe de Apoio
Administrativo e Pedagógico
298 288 264 262 262 254 254
(direção + supervisão)
vínculos
Ajudante de Serviços Gerais
352 338 329 315 302 290 279
–Escolas
Ajudante de Serviços Gerais
- - 40 39 35 34 34
–CMEI’s
Merendeiras – Escolas 193 183 181 176 169 157 148
Merendeiras -CMEI’s - - 08 07 06 08 09
Secretários de Escolas -
66 60 60 61 58 57 55
Escolas
Fonte: PMFI, 2011.

Tabela 4 – Instituições de ensino superior


Instituição Alunos
Anglo - Americano 1.075
Cesufoz -
Cetesi -
UDC 3.607

7 Hélgio Trindade (reitor da UNILA)


37
UDC Monjolo 234
Uniamérica 2.665
Unifoz -
Unila -
Unioeste 2.139
Fonte: PMFI, 2011. * Algumas faculdades não publicaram o número de alunos.

4.3.2.2 – Sistema Viário

O principal acesso rodoviário é pela BR-277, cujo término se dá na Ponte da Amizade, via
de acesso para quem vem do Paraguai. Outro Acesso importante é pela Ponte
Internacional Tancredo neves que faz a ligação entre Brasil e Argentina. Constituem
acessos secundários a Av. Felipe Wandscheer, além dos portos ao longo dos rios Paraná
e Iguaçu entre outros.
A ocupação urbana de Foz do Iguaçu apresenta-se pouco adensada, sendo
predominantemente horizontal e com baixo coeficiente de aproveitamento. Tem-se então
uma estrutura fortemente radioconcêntrica, limitada pelas barreiras naturais a oeste e a
sul, construídas pelos rios e pela topografia.
Atualmente aproximadamente 650 km de vias existentes no quadro urbano, 447 km estão
pavimentados, correspondendo a 69% das vias. As principais vias estão cobertas por
asfalto, num total de 204 km, conforme figura 3.

38
Figura 3 – Mapa do Sistema Viário
Fonte: PMFI, 2011.

39
5. SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

5.1. INFORMAÇÕES GERAIS

O município de Foz do Iguaçu atua no setor por meio de delegação da prestação dos
serviços de água e esgoto, sendo que desde 1981 os serviços de abastecimento de água
e de coleta e tratamento de esgotos sanitários são prestados pela Companhia de
Saneamento do Paraná - SANEPAR, por meio de Contrato de Concessão de Serviços
Públicos.
No que se refere ao abastecimento das comunidades isoladas, tais localidades são
abastecidas por sistemas próprios, com poços artesianos, sendo operadas diretamente
pelas próprias comunidades, sem a intervenção da concessionária que opera o sistema
urbano.
O abastecimento público de água tem sido prestado de maneira satisfatória à população
em todas as regiões urbanas do município, dentro dos padrões de qualidade e
potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

5.1.1 Descrição do Sistema de Abastecimento de Água Existente

O sistema de abastecimento de água do município de Foz do Iguaçu é composto por:

5.1.2 Sede Municipal

5.2.1.1 Captação

São dois mananciais utilizados para abastecimento de água: o lago da barragem de Itaipu
e o rio Tamanduá.
A vazão total de captação é de 3.420m³/h suficiente para o abastecimento até o ano de
2015.

5.2.1.2 Adução

A água bruta captada é recalcada através de estação elevatória e transportada por uma
tubulação, denominada adutora, até a estação de tratamento de água.
40
5.2.1.3 Tratamento

O sistema de tratamento é composto por duas estações de tratamento de água com


capacidade total de 3.420m³/h, suficiente para o abastecimento até o ano 2015.
A qualidade da água tratada disponibilizada para o consumo humano atende aos
parâmetros estabelecidos pela portaria 2.914/2012 do Ministério da Saúde.

5.2.1.4 Reservação

O sistema de reservação é composto por 05 centros de reservação com capacidade total


de 25.660m³ localizados na Vila C, Vila A, Portal, Jardim Panorama e Três Lagoas,
suficiente para a demanda atual.

5.2.1.5 Rede de Distribuição

A rede de distribuição de água é composta por 1.379.830 metros de tubulações que


atendem as condições atuais de demanda.

5.2.1.6 Ligações

O sistema de abastecimento de água conta com 73.863 ligações, todas com hidrômetro.
Tabela 5: Economias e ligações ativas de água por categoria
Utilidade Poder
CATEGORIA Residencial Comercial Industrial TOTAL
Pública Público
Economias 82.912 7.082 131 658 401 91.184
Ligações 67.514 5.187 129 652 381 73.863
FONTE: sis – Sistema de informações sanepar. Fev/2012.

Tabela 6: Número de economias por faixas de consumo:


NÚMERO DE ECONOMIAS POR CATEGORIAS
FAIXAS DE
LIGAÇÕES
CONSUMOS
TOTAIS
MEDIDOS (m³) E POR FAIXAS DE CONSUMOS MEDIDOS

41
Economias Economias
QTDE POR Economias Economias Economias Totais
DE ATÉ Utilidades Poderes
FAIXA Residenciais Comerciais Industriais Economias
Públicas Públicos
0 5 9.771 8.894 1.454 24 215 58 10.645
6 10 16.669 16.002 954 22 113 50 17.141
11 15 17.925 17.986 761 26 90 23 18.886
16 20 11.862 12.377 623 8 58 20 13.086
21 25 6.920 7.615 438 9 32 15 8.109
26 30 3.901 4.401 376 13 30 15 4.835
31 40 3.429 4.072 540 11 37 22 4.682
41 50 1.311 1.665 321 4 25 38 2.053
51 100 1.391 2.396 801 11 34 62 3.304
101 500 560 3.212 739 3 20 74 4.048
501 1000 70 1.502 60 0 3 12 1.577
1001 9999 54 2.790 15 0 1 12 2.818
TOTAL 73.863 82.912 7.082 131 658 401 91.184
FONTE: sis – Sistema de informações sanepar. Fev/2012.

5.2.2. Comunidades Isoladas

5.2.2.1 Arroio Dourado

A população da comunidade Arroio Dourado é abastecida por um poço profundo, sendo a


água captada encaminhada ao reservatório coletivo no qual a água recebe tratamento,
para, posteriormente, ser distribuída para as 130 residências da localidade, sendo que
não há medidores individuais de consumo. A operação do sistema é realizada pela
própria comunidade, sem a intervenção da concessionária que opera a sede municipal.

5.2.2.2 Alto da Boa Vista

A população da comunidade Alto da Boa Vista é abastecida por um poço profundo, sendo
a água captada encaminhada ao reservatório coletivo no qual a água recebe tratamento,
42
para, posteriormente, ser distribuída para as 50 residências da localidade, por meio de
ligações com medidores individuais de consumo. A operação do sistema é realizada pela
própria comunidade, sem a intervenção da concessionária que opera a sede municipal.

5.2.2.3 Aparecidinha

A população da comunidade Aparecidinha é abastecida por um poço profundo, sendo a


água captada encaminhada ao reservatório coletivo no qual a água recebe tratamento,
para, posteriormente, ser distribuída para as 33 residências da localidade, por meio de
ligações com medidores individuais de consumo. A operação do sistema é realizada pela
própria comunidade, sem a intervenção da concessionária que opera a sede municipal.

5.2.2.4 Vila Bananal

A população da comunidade Vila Bananal é abastecida por poços individuais, sendo a


água captada encaminhada para reservatórios individuais, para 25 famílias e, ainda um
outro poço com reservatório coletivo para 10 famílias. A água recebe tratamento nos
reservatórios para, posteriormente, ser distribuída para as 35 residências da localidade,
sendo que não há medidores individuais de consumo. A operação do sistema é realizada
pela própria comunidade, sem a intervenção da concessionária que opera a sede
municipal.

5.3. ÍNDICE DE ATENDIMENTO DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

O sistema de abastecimento de água de Foz do Iguaçu atende a 100% da população


urbana do município8 com disponibilidade de rede de distribuição de água.

8 Percentual calculado a partir do Índice de Atendimento por Rede de Distribuição de Água -


IARDA, fonte SIS WEB Sanepar, referência Janeiro/2012
43
5.3.1 Investimentos Realizados no Sistema de Abastecimento de Água

Durante o período compreendido entre 1973 e 2012, foram realizados investimentos na


ordem de R$ 73.658.031,51 (Setenta e três milhões seiscentos e cinquenta e oito mil
trinta e um real e cinquenta centavos)9.

5.3.2 Investimentos em Andamento no Sistema de Abastecimento de Água

Encontra-se em andamento as seguintes obras:


• Execução de 01 Reservatório de 3.000m³ na Estação de Tratamento
de Água Tamanduá, no valor estimado de R$ 1.900.000,00 (um milhão
e novecentos mil reais) com recursos financiados pela Caixa
Econômica Federal – 2008, liberados para a concessionária;
• Execução da Estação Elevatória de Água Tratada - EAT-18, com
45,36 l/s, no bairro Três Lagoas no valor de R$ 675.960,00 (seiscentos
e setenta e cinco mil e novecentos e sessenta reais) com recursos da
Caixa Econômica Federal – 2008, liberados para a concessionária;

5.4 DIAGNÓSTICO E NECESSIDADES DE INVESTIMENTOS PARA


ATENDIMENTO DE DEMANDA POPULACIONAL FUTURA

5.4.1 Captação

Em 2015 será necessário ampliar a capacidade de captação do lago de Itaipu com


horizonte de atendimento da população até o ano 2027.
Em 2027 será necessário ampliar novamente a capacidade de captação do lago de Itaipu
sendo suficiente até o ano 2042.

9 Fonte: relatório do Sistema Contábil da Sanepar disponível no sistema SIS WEB, ref.
01/2012.
44
5.4.2 Adução

Não há necessidade de intervenção para atendimento da demanda futura até o ano 2027.
Em 2027 será necessário ampliar a adução em função da ampliação da captação com
horizonte de atendimento de 2042.

5.4.3 Tratamento

Necessidade de ampliação da capacidade da Estação de Tratamento de Água Vila C, em


2015 para atender a demanda futura com um horizonte até 2012.
Em 2027 será necessário ampliar a capacidade da estação de tratamento de água a fim
de atender até o ano de 2042.

5.4.4 Reservação

Necessidade de ampliação de reservação de 9.700 m³ para atender a demanda com um


horizonte de 15 anos (2027).
Em 2027 será necessário ampliar a reservação em 5.700m³, suficiente para horizonte de
atendimento até 2042.

5.4.5 Distribuição
Há necessidade de intervenção para atendimento da demanda futura até o ano 2042,
tendo em vista a previsão de crescimento populacional fora da área urbana já
consolidada.

5.5 INVESTIMENTOS PREVISTOS NO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Até o ano de 2015 estão previstas as seguintes obras e projetos:


• Execução de melhorias na Estação de Tratamento de Água Vila C no
sistema de floculação, no valor estimado de R$ 2.500.000,00 (Dois
milhões e quinhentos mil reais), sem fonte de recursos definida.
• Execução de Reservatórios na Vila Yolanda e Elevatória Estação
Elevatória de Água Tratada - 24, no valor estimado de R$
4.380.000,00 (quatro milhões, trezentos e oitenta mil reais), sem fonte
de recursos definida;

45
• Recuperação do Reservatório com capacidade de 4000m³ na Avenida
República Argentina e do 900m³ na Vila C, no valor estimado de R$
1.000.000,00 (um milhão de reais) com recursos da Caixa Econômica
Federal – 2008, liberados para a concessionária;
• Projeto de engenharia, estrutural, elétrico e geotécnico para os
reservatórios Vila Yolanda, e Portal da Foz, no valor estimado de R$
260.000,00 (duzentos e sessenta mil reais) com recursos da Caixa
Econômica Federal – 2008, liberados para a concessionária;
• Projeto para nova concepção da captação do Lago de Itaipu - garantia
de nível de sucção, no valor estimado de R$ 450.000,00 (quatrocentos
e cinquenta mil reais), sem fonte de recursos definida;
• Projeto de engenharia, estrutural e elétrico para reservatório com
capacidade de 3000m³ no bairro Portal e 1000m³ no bairro Três
Lagoas, no valor estimado de R$ 365.000,00 (trezentos e sessenta e
cinco mil reais), sem fonte de recursos definida;

• Remanejamento de 2.576 metros de Adutora de Água Tratada no valor


estimado de R$ 1.159.000,00 (um milhão, cento e cinquenta e nove
mil reais), sem fonte de recursos definida;
• Execução de obras para reestruturação do Sistema de Supervisão e
Controle no valor estimado de R$ 2.050.000,00 (dois milhões e
cinquenta mil reais), sem fonte de recursos definida;
• Ampliação da Estação Elevatória de Água Bruta no Lago Itaipu com o
objetivo de aumentar a vazão de 750 l/s para 1000 l/s, no valor
estimado de R$ 1.800.000,00 (um milhão e oitocentos mil reais), sem
fonte de recursos definida;
• Ampliação da Estação de Tratamento de Água Vila C, no valor
estimado de R$ 6.800.000,00 (Seis milhões e oitocentos mil de reais),
sem fonte de recursos definida.

Para o ano de 2018 estão previstas as seguintes obras e projetos:

46
• Ampliação do Reservatório Portal para 3.000m³ e Reservatório Três
Lagoas para 1.000m³, no valor estimado de R$ 4.280.000,00 (quatro
milhões, duzentos e oitenta mil reais), sem fonte de recursos definida;
• Obra para implantação de 13.200 metros de anéis de distribuição na
Vila Yolanda no valor estimado de R$ 3.690.000,00 (três milhões e
seiscentos e noventa mil reais), sem fonte de recursos definida;
• Obra para implantação de Adutora de Água Tratada com 3.715,60
metros no valor estimado de R$ 1.490.000,00 (um milhão,
quatrocentos e noventa mil reais), sem fonte de recursos definida.

Para o ano de 2021 estão previstas as seguintes obras e projetos:

• Obra para implantação de 9.789 metros de anéis de distribuição na


Vila A no valor estimado de R$ 2.740.000,00 (dois milhões, setecentos
e quarenta mil reais), sem fonte de recursos definida;

• Execução de 4.500 metros de Adutora de Água Tratada para conectar


a rede da Vila C à Vila A, no valor estimado de R$ 6.300.000,00 (seis
milhões e trezentos mil reais), sem fonte de recursos definida.

Para o ano de 2027 estão previstas as seguintes obras e projetos:

• Ampliação da Estação Elevatória de Água Bruta no Lago Itaipu, com o


objetivo de aumentar a vazão de 1000 l/s para 1350 l/s, no valor
estimado de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais), sem fonte de
recursos definida;
• Ampliação do Reservatório da Vila A para 5.700m³, no valor estimado
de R$ 7.000.000,00 (sete milhões de reais) sem fonte de recursos
definida;
• Implantação de Adutora de Água Bruta com 700 metros, no valor
estimado de R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais), sem fonte de
recursos definida;

47
• Ampliação da Estação de Tratamento de Água Vila C, com valor
estimado de R$ 8.200.000,00 (oito milhões e duzentos mil reais), sem
fonte de recursos definida.

48
6 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO

O sistema de esgoto sanitário do Município de Foz do Iguaçu é composto por:

6.1 LIGAÇÕES

O sistema de esgoto sanitário conta com 46.965 ligações.

Tabela 7: Economias e Ligações ativas de esgoto por categoria


Utilidade Poder
CATEGORIA Residencial Comercial Industrial TOTAL
Pública Público
Economias 55.842 5.820 54 388 267 62.371
Ligações 42.292 3.990 54 382 247 46.965
FONTE: SIS – Sistema de informações sanepar

6.2 REDE DE COLETA

A rede coletora de esgoto é composta por 983.652 metros de tubulações que atendem
66,00%10 da população urbana. O sistema de esgotamento sanitário de Foz do Iguaçu
atende as macro-regiões do município da seguinte maneira:

• Atendimento Parcial da Região de Três Lagoas;


• Atendimento Parcial da Região do São Francisco;
• Região do Porto Meira;
• Região do Jardim São Paulo;
• Atendimento Parcial da Região do Jardim América;
• Atendimento Parcial do Parque Imperatriz;
• Região da AKPL / Vila A;
• Região do Centro / Vila Yolanda;
• Região dos Campos do Iguaçu.

10 Percentual calculado a partir do Índice de Atendimento por Rede Coletora de Esgoto -


IARCE, fonte SIS WEB Sanepar, referência Fevereiro/2012.
49
6.3 INTERCEPTORES

Os interceptores de esgoto são compostos por 35.113 metros de tubulações

6.4 ESTAÇÃO ELEVATÓRIA DE RECALQUE

O sistema de esgoto sanitário conta com 13 estações elevatórias, e com uma extensão de
linhas de recalque de 8.000 metros.

6.5 ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO - ETE

O sistema de tratamento de esgoto é composto por 5 estações de tratamento - com


capacidade total de 450 l/s.
A qualidade do esgoto tratado atende aos parâmetros estabelecidos pelas licenças de
operação concedidas pelo Instituto Ambiental do Paraná - IAP, conforme numeração no
Quadro 01:

Quadro 1 - Relação das Licenças de Operação das Estações de Tratamento de Esgoto - ETEs
ETE 02 - Ouro Verde LO nº 89105480
ETE 03 - Beira Rio LO nº 5333
ETE 05 - Jupira LO nº 89105504
ETE 08 - Três Lagoas LO nº 11116
ETE 09 - Iate Clube LO nº 89105512
Fonte: Sanepar (2010)

6.5.1 Índice de Atendimento do Sistema de Esgotamento Sanitário

O sistema de esgotamento sanitário de Foz do Iguaçu atende a 66,00% da população


urbana do município11, com disponibilidade de rede coletora de esgoto.

11 Percentual calculado a partir do Índice de Atendimento por Rede Coletora de Esgoto, fonte
SIS WEB Sanepar, referência Fevereiro/2012.
50
6.5.2 Investimentos Realizados no Sistema de Esgotamento Sanitário

Durante o período compreendido entre 1973 e 2012, foram realizados investimentos na


ordem de R$ 64.236.652,25 (sessenta e quatro milhões, duzentos e trinta e seis mil,
seiscentos e cinquenta e dois reais e vinte e cinto centavos).12

6.5.3 Investimentos em Andamento no Sistema de Esgotamento Sanitário

Encontra-se em andamento as seguintes obras:


• Execução de 37.209,50 metros de rede coletora de esgoto; 2.085
ligações prediais de esgoto; para atendimento aos bairros: Jardim
Jaqueline, Jardim Ipanema, Jardim Nacional, Jardim Ipê, Jardim
Canadá e Vila Tibagi-Dourados no valor estimado de R$ 2.853.000,00
(dois milhões, oitocentos e cinqüenta e três mil reais) com recursos da
Caixa Econômica Federal – 2008, liberados para a concessionária.

6.5.4 Aguardando Decisão Judicial

• Execução de 1.430,35 metros de Interceptor; 24.786,76 metros de


rede coletora de esgotos; 1.047 ligações domiciliares de esgoto para
atender bairros Jardim Eliza I e Jardim Eliza II, no valor de R$
1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) com recursos da
Caixa Econômica Federal – 2008, liberados para a concessionária.

6.6 DIAGNÓSTICO E NECESSIDADES DE INVESTIMENTOS PARA


ATENDIMENTO DE DEMANDA POPULACIONAL FUTURA

6.6.1 Ligações

12 Fonte: relatório do Sistema Contábil da Sanepar disponível no sistema SIS WEB, ref.
02/2012.
51
O sistema de esgotamento sanitário de Foz do Iguaçu será ampliado em 6.211 ligações
de esgoto até o ano 2014, alcançando um índice de atendimento com rede coletora de
72%, utilizando-se de recursos da Caixa Econômica Federal - 2008.
Demais obras previstas devem aumentar a quantidade de ligações em 2.079 até o ano
2015, atingindo um índice de atendimento com rede coletora de 74%, obras estas sem
fonte de recursos definida.

6.6.2 Rede de Coleta

Até o ano 2013 está prevista a execução de aproximadamente 103.071 metros de rede
coletora de esgoto com recursos da Caixa Econômica Federal - 2008.
Além destes, estão previstos mais 48.880 metros de rede coletora até 2015 sem fonte de
recursos definida. Essas obras contribuirão para o alcance dos 74% de índice de
atendimento.

6.6.3 Interceptores

Para o afastamento das águas residuárias está prevista a execução de 6.125 metros de
interceptores, até 2014, com recursos da Caixa Econômica Federal - 2008.
As obras previstas, mas que ainda não possuem recursos definidos, preveem a execução
de 1.442 metros de interceptores e a ampliação do interceptor M’Boicy até 2015,
garantindo horizonte de atendimento até 2042.

6.6.4 Estações Elevatórias de Esgoto e Linhas de Recalque

Entre 2012 e 2013 serão executados 4.695 metros de linha de recalque e uma nova
estação elevatória, para atender parte da população da Vila C - recursos da Caixa
Econômica Federal - 2008.
Em 2014 serão executados 1.485 metros de linha de recalque e uma nova estação
elevatória, para atender o restante da população da Vila C – recursos da Caixa
Econômica Federal – 2008.

52
Até 2016 estão previstas quatro novas estações elevatórias e suas respectivas linhas de
recalque, para atender os bairros: Jardim Alvorada, Jardim das Flores, Ana Rouver,
Jardim Guaíra, Distrito Industrial e Conscienciologia - sem fonte de recursos definida,
garantindo horizonte de atendimento para 2042.

6.6.5 Estações de Tratamento de Esgoto

A ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto Jupira está prevista para 2013 com
recursos da Caixa Econômica Federal - 2008.
As Estações de Tratamento de Esgoto Beira Rio e Iate Clube também serão ampliadas,
com a execução de mais um módulo de reator em cada, até 2014, com recursos do
Programa de Aceleração do Crescimento - PAC 2, liberados para a Concessionária.
O número de estações de tratamento e os respectivos módulos garantem horizonte de
atendimento para 2042.

6.6.6 Emissários

Os emissários das Estações de Tratamento de Esgoto Ouro Verde, Beira Rio, Jupira e
Iate Clube serão executados até 2013, tanto a parte terrestre quanto a parte sub-aquática
com recursos da Caixa Econômica Federal - 2008. Os emissários atendem o horizonte de
atendimento para 2042.

6.7 INVESTIMENTOS PREVISTOS NO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO

Para o ano de 2012 estão previstas as seguintes obras e projetos:

• Projeto elétrico e estrutural para Estação Elevatória de Esgoto no


Jardim das Flores, no valor estimado de R$ 30.000,00 (trinta mil reais)
com recursos da Caixa Econômica Federal – 2008, liberados para a
concessionária;
• Implantação de Sistema de Esgotamento Sanitário no Terminal
Turístico Três Lagoas, através da Execução de 1.200 metros de rede
coletora de esgotos; 687 metros de Interceptores; 2.600 metros de
53
Linha de Recalque e Estação Elevatória de Esgoto no Terminal
Turístico, no valor estimado de R$ 1.360.000,00 (Um milhão, trezentos
e sessenta mil reais), sem fonte de recursos definida.

Para os anos de 2013 e 2014 estão previstas as seguintes obras e projetos:

• Execução de 35780 metros de rede coletora de esgotos; 4.367


ligações domiciliares de esgoto; 4.694 metros de Interceptores; 1.632
metros de Linha de Recalque e Estação Elevatória de Esgoto na Vila
C, no valor estimado de R$ 6.360.000,00 (seis milhões, trezentos e
sessenta mil reais) com recursos da Caixa Econômica Federal – 2008,
liberados para a concessionária;
• Execução dos emissários finais das Estações de Tratamento de
Esgoto Ouro Verde, Beira Rio, Jupira e Iate Clube (parte terrestre e
subaquática), no valor de R$ 3.560.000,00 (três milhões, quinhentos e
sessenta mil reais) com recursos da Caixa Econômica Federal – 2008,
liberados para a concessionária;
• Ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto Jupira, no valor
estimado de R$ 3.355.000,00 (três milhões, trezentos e cinqüenta e
cinco mil reais) com R$ 1.685.000,00 (um milhão, seiscentos e oitenta
e cinco mil reais) de recursos da Caixa Econômica Federal – 2008,
liberados para a concessionária e R$ 1.670.000,00 (um milhão,
seiscentos e setenta mil reais), sem fonte de recursos definida.
• Execução de 8.000 metros de Rede Coletora de Esgoto, Estação
Elevatória, com 550 Ligações Domiciliares, no Jardim das Flores, Ana
Rouver e Jardim Guaíra, no valor estimado de R$ 1.250.000,00 (um
milhão, duzentos e cinqüenta mil reais), sem fonte de recursos
definida;
• Implantação de 8.000 metros de Rede Coletora de Esgoto para
eliminar as redes que se encontram em meio de rua, no valor estimado
de R$ 1.440.000,00 (um milhão quatrocentos e quarenta mil reais),
sem fonte de recursos definida;

54
• Execução de 20.000 metros de Rede Coletora de Esgoto, no valor
estimado de R$ 2.750.000,00 (dois milhões setecentos e cinquenta mil
reais), sem fonte de recursos definida;

Para o ano de 2015 estão previstas as seguintes obras e projetos:

• Execução de 20.880 metros de Rede Coletora de Esgoto e 959


Ligações Domiciliares na Vila C; com interceptor de 1.442 metros, no
valor estimado de R$ 4.100.000,00 (quatro milhões e cem mil reais),
sem fonte de recursos definida;
• Instalação de tanque de equalização para auto-fossa e Estação
Elevatória, no valor estimado de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil
reais), sem fonte de recursos definida;
• Implantação de 4.000 metros de Rede Coletora de Esgoto para
eliminar as redes que se encontram em meio de rua, no valor estimado
de R$ 720.000,00 (setecentos e vinte mil reais), sem fonte de recursos
definida.

Para o ano de 2016 estão previstas as seguintes obras e projetos:

• Obra para ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto Beira Rio,


no valor estimado de R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil
reais) - com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento -
PAC 2, liberados para a concessionária;
• Obra para ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto Iate Clube,
no valor estimado de R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil
reais) com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento -
PAC 2, liberados para a concessionária;
• Ampliação do Interceptor M'Boicy, no valor de R$ 2.750.000,00 (dois
milhões, setecentos e cinquenta mil reais), sem fonte de recursos
definida.
• Implantação de 4.000 metros de Rede Coletora de Esgoto para
eliminar as redes que se encontram em meio de rua, no valor estimado

55
de R$ 720.000,00 (setecentos e vinte mil reais), sem fonte de recursos
definida;
• Execução de 02 Estações Elevatórias de Esgoto (Distrito Industrial e
Conscienciologia) para destinação à Estação de Tratamento de Esgoto
Iate Clube, no valor estimado de R$ 1.500.000,00 (um milhão e
quinhentos mil reais), sem fonte de recursos definida.

Para os anos de 2017 a 2032 estão previstas as seguintes obras e projetos:

• Ampliação de 30.000,00 metros de Rede Coletora de Esgoto, com


valor aproximado de 4.125.000,00 (quatro milhões cento e vinte e
cinco mil reais), sem fonte de recursos definida;
• Implantação de 20.000,00 metros de Rede Coletora de Esgoto em
substituição à redes que se encontram no meio de rua, com valor
aproximado de R$ 2.750.000,00 (dois milhões, setecentos e cinqüenta
mil reais), sem fonte de recursos definida;

• Ampliação das Estações de Tratamento de Esgoto, no valor


aproximado de R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais),
sem fonte de recursos definida.

7 EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A prática da educação ambiental a ser realizada a fim de fomentar as ações do PMSB,


está pautada na Lei 9.795, de 27 de abril de 1.999, que dispõe sobre a Educação
Ambiental e institui o Plano Nacional de Educação Ambiental – PNEA que em seu
parágrafo 1º:

“Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo
e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e
competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum
do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade” (BRASIL,
1999).

56
Sendo assim a educação ambiental é imprescindível ao PMSB, como instrumento para a
reflexão dos atores envolvidos no processo e possibilitando a mudança de atitudes para
práticas corretas e sustentáveis em se tratando de saneamento básico, recursos hídricos
e resíduos.
Neste contexto percebe-se a necessidade de levar a educação ambiental a todas as
esferas sociais sendo fundamental que a sociedade seja ouvida no momento da
elaboração do PMSB e posteriormente capacitada para implantação do mesmo.
A partir desta perspectiva, deve emergir o objetivo de mudança das representações dos
indivíduos, proporcionando as condições para estabelecer um contato com o problema
num plano mais significativo. Para tanto os programas e ações terão como comunidade
atingida e multiplicadora: agentes de saúde, profissionais da orientação de trânsito,
funcionários da prefeitura, fiscais, comunidade escolar: pais professores e alunos,
educadores infantis, Coletivo Educador, Formação de Educadores Ambientais – FEA,
Comitê Gestor Municipal do Cultivando Água Boa e outras instâncias colaborativas e
multiplicadoras.

Para efetivação dessas ações e programas, as parcerias são de fundamental importância,


algumas já efetivadas e outras a serem estabelecidas sendo: associações comunitárias e
de bairros; associação comercial; sindicatos empresariais e de trabalhadores urbanos e
rurais; associação de indústrias; associações de produtores agrícolas; cooperativas;
empresas de construção civil; empresa estadual de saneamento; empresas prestadoras
de serviços públicos em geral; associações profissionais, servidores públicos municipais,
estaduais e federais; entidades religiosas; clubes de serviço; poderes executivo,
legislativo e judiciário; organizações não governamentais.

7.1 DIAGNÓSTICO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL MUNICIPAL

A prefeitura de Foz do Iguaçu possui na SMAO uma divisão de Orientação Ambiental -


DVOAM responsável pela Educação Ambiental Formal, Não formal e Difusa e que realiza
atividades diretamente relacionadas ao saneamento, recursos hídricos e resíduos,
visando à minimização, redução ou solução para os impactos negativos gerados ao
ambiente.

57
As atividades que envolvem o saneamento básico são realizadas com a comunidade por
intermédio de: oficinas e palestras envolvendo o trabalho sobre recursos hídricos e
Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS; visitas técnicas ao Aterro Sanitário e aos
centros de triagem; apresentação de teatros de fantoches “Coleta Solidária”; cursos e
oficinas de capacitação para catadores.

7.1.1 Programas e Ações Voltadas à Orientação de Grandes Geradores Quanto


ao PMSB

7.1.1.1 Oficinas e Palestras do Plano de Gerenciamento de Resíduos Solidos -


PGRS
Os trabalhos do Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS iniciaram no
ano de 2006 a fim de atender empresas e instituições interessadas em dispor
corretamente os resíduos gerados e conhecer o modelo de coleta seletiva com inclusão
social do Município.

7.1.2 Educação Ambiental na Educação Formal

Dentre da orientação ambiental relacionadas com o saneamento básico e ambiental são


desenvolvidas a ações:

7.1.2.1 Teatro de Fantoches, Coleta Solidária e Visita Técnica aos Centros de


Triagem

Estas atividades ocorrem por solicitação das escolas e Instituições de Ensino Superior -
IES que recebem informações a respeito de resíduos sólidos por meio de palestras, da
apresentação de teatro de fantoches, e posteriormente visitação ao aterro e ao centro de
triagem da cooperativa de catadores com atendimento professores e alunos de escolas
municipais, Faculdades e Universidades e mais instituições públicas e privadas da região.
As visitas técnicas ao Aterro Sanitário e aos Centros de Triagem têm como objetivo
conhecer sua operacionalização, compreendendo o tratamento do chorume e do processo
de compostagem da matéria orgânica e visualizar o espaço de destino final dos resíduos

58
do município, além de conhecerem todo o gerenciamento da cooperativa de catadores e a
vertente socioambiental da coleta seletiva.

7.1.2.2 Agenda 21 nos Centros Municipais de Educação Infantil para o PMSB

As ações da Agenda 21 nos Centros Municipais de Educação Infantil estão focadas nos
temas de saneamento, recursos hídricos, coleta seletiva e consumo consciente. O projeto
visa à participação efetiva da comunidade escolar, envolvendo os servidores do próprio
centro de educação infantil, os pais e a comunidade em geral, além dos catadores dos
centros de triagem instalados próximos às unidades de ensino.

O projeto envolve atividades de acordo com o público:

• Oficina de Agenda 21 e Carta da Terra, informações sobre o contexto


em que está inserido o projeto de educação ambiental;
• Oficinas de elaboração de material indicativo e informativo sobre:
recursos hídricos, saneamento e destinação correta dos resíduos
gerados, tais como: o processo de decomposição do lixo;
• Oficinas sobre reciclagem e consumo consciente;
• Colaboração na orientação da comunidade para participar do projeto
decoleta seletiva;
• Apresentação da peça de teatro de fantoches “Coleta Solidária”
visando a sensibilização quanto as dificuldades cotidianas do trabalho
dos catadores e como minimizar esse problema.

7.1.3 Formação de Catadores de Materiais Recicláveis para o PMSB

7.1.3.1 Oficinas de Formação aos Catadores de Materiais Recicláveis da COAAFI

Os temas abordados nas oficinas de formação levam em consideração a


necessidade de aperfeiçoamento profissional, saúde e relacionamento dos trabalhadores
tais como: Inter-relação catador-catador catador- sociedade; Importância e
responsabilidade social; Auto-gestão do empreendimento; Organização do espaço de

59
trabalho; Auto-estima; Princípios da Economia Solidária; Noções de Administração de
Empreendimentos Solidários; Coleta Seletiva e Destinação de Resíduos.

7.1.3.2 Programa Formação de Educadores Ambientais - FEA

O programa de Formação de Educadores Ambientais - FEA foi instituído na região da


Bacia do Paraná 3, no ano de 2005, como proposta do Órgão Gestor da Política Nacional
de Educação Ambiental (MMA e MEC) tendo como instituições âncoras regionais, a
ITAIPU Binacional e Parque Nacional do Iguaçu. Seu principal objetivo é contribuir para a
formação continuada de educadores/as ambientais nos municípios e envolver diversos
segmentos da sociedade em processos reflexivos, críticos e emancipatórios,
potencializando o papel da educação nas mudanças culturais e sociais rumo à
sustentabilidade.
Nesta rede de disseminação de práticas sócio ambientais, foram constituídas
comunidades de aprendizagem ligadas ao tema de saneamento, recursos hídricos e
resíduos sólidos.

7.1.3.3 Sala Verde

O município foi contemplado por meio do edital “Manual do Processo Seletivo 01/2006 do
MMA”, com o espaço Sala Verde. Ele reúne materiais teóricos e lúdicos que são utilizados
pelos mais variados públicos no município, constituindo-se num instrumento fundamental
para os diálogos e encaminhamentos da educação ambiental do município.
A produção e divulgação de materiais e campanhas têm como finalidade orientar as
questões pertinentes aos programas de coleta seletiva, recursos hídricos e saneamento
municipal.

7.1.3.4 Comitê Municipal do Programa Cultivando Água Boa

Foz do Iguaçu possui o Comitê Municipal do Programa Cultivando Água Boa13, composto
por câmaras técnicas dentre elas: Educação Ambiental Recursos Hídricos,

13
- Cultivando Água Boa é uma ampla iniciativa socioambiental concebida a partir da mudança na missão
institucional da Itaipu Binacional, promovida em 2003. Parte do reconhecimento da água como recurso
60
Agricultura Orgânica e Coleta Seletiva Solidária e outras. Trata-se de um grupo de
aproximadamente 90 pessoas que representam a comunidade.

7.1.4 Prognóstico da Educação Ambiental

A educação ambiental é um processo no qual deve ocorrer o desenvolvimento


progressivo de um senso de preocupação com ambiente, baseado num completo e
sensível entendimento das relações processuais do homem com o ambiente a sua volta.
As ações de educação ambiental são pontos fundamentais para o desenvolvimento do
PMSB, entendida como alicerce indispensável à sustentabilidade dos processos de
mudanças de hábitos e atitudes.
A Educação Ambiental para o PMSB terá como foco a continuidade dos programas
mencionados no diagnóstico, sendo reforçado em alguns pontos, tendo em vista o
presente plano.
O programa de atividades e ações da Educação Ambiental será delineado tendo base os
temas do PMSB: água, esgotamento sanitário e resíduos sólidos.
Os programas de Educação Ambiental deverão possuir característica de disseminação de
práticas educativas e orientativas, destacando-se lideranças que venham replicar as
ações em nível local.
Ações educativas continuadas com foco em públicos específicos serão determinantes
como: professores, representantes de empresas, órgãos públicos nas três esferas
administrativas: federal, estadual e municipal, catadores de materiais recicláveis,
acadêmicos, representantes de associações de bairros e outros.

universal e, portanto, um bem pertencente a todos. Atualmente, são desenvolvidos 20 programas e 65 ações
fundamentadas nos principais documentos planetários, emanados dos mais importantes fóruns de debates a
respeito da problemática socioambiental. As ações vão desde a recuperação de microbacias e a proteção das
matas ciliares e da biodiversidade, até a disseminação de valores e saberes que contribuem para a formação
de cidadãos dentro da concepção da ética do cuidado e do respeito com o meio ambiente. Mais do que um
projeto ambiental, o Cultivando Água Boa é um movimento de participação permanente, que envolve a
atuação de aproximadamente 2 mil parceiros, dentre órgãos governamentais, ONGs, instituições de ensino,
cooperativas, associações comunitárias e empresas. 13

61
Materiais específicos, que reforcem a aplicabilidade e interesse da população em relação
ao PMSB, serão elaborados a fim de contribuir no processo de educação ambiental
continuada.

8 PLANO DE MÍDIA

8.1 APRESENTAÇÃO

Com o Plano Municipal de Saneamento Básico haverá mudanças de hábitos na


população em relação às questões ambientais, sendo a mídia uma ferramenta de
comunicação para o alcance de todas as camadas sociais.
Como instrumentos para sensibilização, serão utilizados diferentes veículos, recursos e
técnicas como: emissoras de televisão, rádio, jornais, revistas, outdoors, cartazes,
cartilhas, folders, encartes, sonorização móvel, campanhas entre outros.
A execução do Plano de Mídia trará grandes benefícios ao município, pois promoverá
ações para organização do sistema de água e esgoto, da geração, tratamento e
destinação final dos resíduos sólidos. As ações desenvolvidas estão diretamente ligadas
às atividades de educação e orientação ambiental, atinentes ao plano e demais ações
educativas.
O Plano de Mídia tem como objetivo promover a sensibilização da comunidade para a
participação comunitária em todas as etapas do Plano de Saneamento Básico.
Uma pesquisa de campo será de fundamentação importância para a elaboração do Plano,
de modo a nortear as ações, a definição do público alvo e a linguagem a ser aplicada.
62
8.2 PROCEDIMENTOS

Elaborar o Plano de Mídia contemplando todas as ações do PMSB;


O Plano de Mídia deverá levar em conta a objetividade e simplicidade na comunicação;

O Plano de Mídia deverá ser elaborado considerando os seguintes mecanismos da


comunicação:
a) Emissoras de TV;
b) Emissoras de Rádio AM e FM;
c) Jornais e Revistas;
d) Cartazes e panfletos;
e) Outdoors;
f) Cartilhas;
g) Sonorização Móvel;
h) Banners e Faixas;
i) Redes Sociais.

8.3 RESPONSABILIDADES

8.3.1 Prefeitura Municipal:

Elaborar e implantar o Plano de Mídia de modo a atender as necessidades do PMSB;


Fiscalizar a implantação do Plano de Mídia nos Bairros de acordo com o programa de
Implantação do PMSB;
Envolver as Escolas Municipais da divulgação do Plano de Mídia;

8.3.2 Grandes Geradores e Comércio em Geral;

Facilitar e colaborar na divulgação do Plano;

8.3.3 Munícipe:

63
Acatar e cumprir a determinações do Plano de Mídia;

8.3.4.Possíveis Parceiros:

Escolas Públicas e Privadas;


Faculdades;
Hospitais e Clinicas;
Empresas de Transportes Urbanos;
Cooperativas de Táxi;
Empresas do Setor de Turismo;
Comércio em Geral;
Associações de Bairros e Igrejas;
Fabricantes;
Supermercados.

9 PLANO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

9.1 APRESENTAÇÃO

O ser humano, pelo simples fato de existir, provoca modificações no ambiente em que
está inserido, sendo uma das principais características da raça humana a capacidade de
gerar resíduos. A degradação da natureza e alterações na fisiologia do planeta são
apenas alguns dos sinais dessa ação. Diferentemente dos animais irracionais, que a
princípio geram somente resíduos de seu excremento e alimentação, o homo sapiens
gera resíduos a partir de praticamente todas as suas atividades diárias. Tais resíduos
podem alterar a composição químico-físico-biológica primária do ambiente em que são
lançados ou acondicionados.
Um marco relevante na produção dos resíduos é a revolução industrial que ocorreu em
meados do século XVIII, onde as fábricas começaram a lançar os restos de sua produção
sem qualquer tipo de controle, dando início assim aos resíduos industriais. Num processo
natural de evolução tecnológica e também cultural, a produção de manufaturados
industrializados aumentou vertiginosamente ao longo dos séculos culminado

64
proporcionalmente num problema de igual tamanho no que diz respeito à produção de
resíduos. Hoje um dos maiores desafios da humanidade resume-se a uma pergunta
invariavelmente fundamental: “o que fazer com o lixo gerado por nossas atividades
diárias?”.
Neste sentido o Plano Municipal de Gestão Integrado de Resíduos Sólidos – PMGIRS
surge como um instrumento de ação onde o poder público municipal se coloca como um
interventor ativo no que diz respeito a esta questão mundial: redução na geração e
destinação adequada de resíduos sólidos.
Na elaboração do Plano PMGIRS foram realizados levantamentos e análises dos diversos
tipos de resíduos, do modo de geração, formas de acondicionamento na origem, coleta,
transporte, processamento, recuperação e disposição final utilizado atualmente, sendo
ainda apresentada neste trabalho, a caracterização dos resíduos em geral gerados no
município. Assim, esta compilação de dados constitui o diagnóstico da situação atual,
utilizado como subsídio pela equipe responsável para a definição das proposições finais.
Este documento foi elaborado em conformidade com a Lei do Saneamento Básico, nº
11.445 de 5 de janeiro de 2007, consoante à nova deliberação Lei nº 12.305, de 2 de
agosto de 2010 que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, dispondo sobre seus
princípios, objetivos e instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas à gestão
integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, às
responsabilidades dos geradores e do poder público e aos instrumentos econômicos
aplicáveis. Uma das principais características da política nacional é a proibição da
utilização de lixões, nos quais os resíduos são lançados a céu aberto, além da política de
logística reversa. Nessa legislação é introduzida a "responsabilidade compartilhada",
envolvendo a sociedade, as empresas, as prefeituras e os governos estaduais e federal
na gestão dos resíduos sólidos. A proposta estabelece que as pessoas precisam
acondicionar de forma adequada seu lixo para a coleta, inclusive fazendo a separação
onde houver coleta seletiva e ainda prevê que a União e os governos estaduais poderão
conceder incentivos à indústria de reciclagem. Pela nova política, os municípios só
receberão dinheiro do governo federal para projetos de limpeza pública e manejo de
resíduos sólidos depois de aprovarem planos de gestão. As cooperativas de
catadores de material reciclável foram incluídas na "responsabilidade compartilhada",
devendo ser incentivadas pelo poder público.

65
O município de Foz do Iguaçu apresenta o PMGIRS buscando a adequação à política
ambiental nacional, atrelando-a ao desenvolvimento industrial e econômico da cidade,
aliado a necessidade da universalização dos serviços de saneamento básico tornando o
desenvolvimento do plano uma das principais necessidades em curto prazo, sobretudo no
que se refere às questões relacionadas à sustentabilidade sócio-ambiental, a geração e
destinação final dos resíduos gerados.
Também são tratados os aspectos legais, citando a legislação vigente, nas esferas:
municipal, estadual e federal, além de detalhar os contratos relacionados à limpeza
pública no município.
Por fim foi realizada a análise integrada, que tem por objetivo apontar as principais
deficiências com relação aos serviços de limpeza pública, apontando as causas e
consequências da situação descrita.
Considerando, assim, este cenário, faz-se necessário o aperfeiçoamento da legislação no
intuito de construir a política municipal de resíduos sólidos, a partir da qual poderão ser
definidas diretrizes e normas visando à prevenção da poluição para proteção e
recuperação da qualidade do meio ambiente e da saúde pública, através da gestão
democrática e sustentável dos resíduos sólidos no Município de Foz do Iguaçu.

9.2. HISTÓRICO DO MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS EM FOZ DO IGUAÇU

9.2.1 Coleta de Resíduos Sólidos

A coleta de lixo no município de Foz do Iguaçu inicia-se na década de 60, sendo


destinado ao lixão localizado no Bairro Arroio Dourado, que possuía uma área total de
145.981,94 m², sendo encerrado oficialmente no ano de 1992.
O encerramento do lixão do Arroio Dourado deu-se em virtude da implantação do Aterro
Sanitário Municipal, inicialmente operado como aterro controlado, porém, readequado e
recuperado tornando-se um aterro sanitário em 2001.

Em 1992 o lixo do município passou a ser destinado à área do então denominado “aterro
controlado”. Em 1997 inicia-se a adequação do espaço para aterro sanitário, recebendo o
licenciamento ambiental no ano de 2001, conforme observado nas figuras 1 e 2.

66
Figura 4 – Fotos do Aterro Sanitário
Fonte: PMFI, 1998.

Figura 5 – Fotos do Aterro Sanitário


Fonte: PMFI, 1998.

No ano de 2000 foi criada a Lei Municipal 2.356, que prevê o serviço para todo o
município de forma ampla, envolvendo domicílios, instituições de ensino e comércio em
geral. Houve tentativas de adequação a lei, porém não exitosas pela ineficácia dos
programas e ausência de continuidade.

9.2.2 Coleta Seletiva de Resíduos Sólidos Recicláveis

9.2.2.1 Programa de Coleta Seletiva: “Foz Recicla”

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Serviços Urbanos 14, buscou em 2001 a


estruturação do plano de gestão municipal da coleta seletiva de resíduos sólidos,
apresentando-a então à concessionária responsável pelo serviço de limpeza pública.

14 Atual Secretaria de Meio Ambiente e Obras – SMAO


67
Após várias discussões técnicas, chegou-se a conclusão que a proposta, deveria ser
alicerçada em cinco pilares: realidade local, inclusão social, cooperativismo,
conscientização da população e benefícios socioambientais, (conforme visto na figura 5)
tendo em vista o grande número de atores sociais que viviam, e vivem, da catação de
materiais recicláveis, atividade esta, amplamente realizada no município, configurando
uma imensa crise social e merecendo assim, uma ação política pública que
proporcionasse aos envolvidos, condições autônomas e autogestionárias de trabalho.

Figura 6 – Diagrama dos 5 Pilares do Programa “Foz Recicla”


Fonte: SMAO, 2011.

Para que o programa fosse estruturado, levando-se em conta os pilares mencionados,


além das discussões técnicas internas, foram realizadas reuniões com representantes das
secretarias municipais, visitas a municípios que possuíam programas de coleta seletiva
considerados de qualidade, além de estudos técnicos e bibliográficos. Estas ações
possibilitaram o levantamento dos principais pontos do programa e as futuras ações.
Quais sejam:

9.2.2.1.1 Cadastro dos Catadores em Atividade no Município

68
Na fase de cadastro (realizado por abordagem) foi constatada a existência de 40 famílias
vivendo da catação de materiais recicláveis no antigo lixão municipal (conforme figura 7) e
de aproximadamente 850 carrinheiros que realizavam a coleta de recicláveis porta a porta
nas diversas regiões do município.

Figura 7 – Fotos Catadores no Aterro Controlado Porto Belo


Fonte: PMFI, 2001.

Além da constatação de um grande número de indivíduos que faziam do trabalho de


coleta de recicláveis uma forma de geração de renda e sustento familiar, foi possível
perceber o quanto estes indivíduos eram explorados financeiramente por sucateiros e
atravessadores.
Percebeu-se ainda, que a grande maioria dos catadores cadastrados, viviam em áreas
comuns, porém em setores geográficos distintos da cidade. Portanto, fez-se necessário a
divisão geográfica do município em 05 (cinco) regiões: região de Itaipu,

Região Central, Região Três Lagoas, Região Campos do Iguaçu e Região Porto Meira,
conforme figura 8.

69
Figura 8 – Divisão Geográfica para Instalação dos Centros de Triagem
Fonte: PMFI, 2001.

9.2.2.1.2 Recuperação e Construção de Barracões Municipais (Centros de Triagem)

Para cada uma das cinco regiões foram determinados a recuperação, adaptação ou
construção de galpões municipais, os denominados centros de triagem de materiais

70
recicláveis, os quais seriam operados por catadores cadastrados na respectiva região.
Conforme figura 9.

Figura 9 – Modelo de Gestão da COAAFI


Fonte: PMFI, 2001.

Os centros de triagem instalados em regiões determinadas fizeram-se necessários para o


atendimento de todos os catadores da região, os quais passariam a contar com um centro
de triagem próximo da sua residência, evitando o armazenamento doméstico e eventuais
problemas decorrentes desta prática, além de favorecer o aumento da renda proveniente
da venda dos recicláveis, conforme figura 10.

71
Figura 10 – Centro de Triagem Profilurb
Fonte: PMFI, 2001.

Ficou determinado que até o final do ano de 2004, os 05 (cinco) Centros de Triagem
seriam entregues por regime de comodato (cessão de uso) aos catadores, participantes
da Cooperativa dos Agentes Ambientais de Foz do Iguaçu - COAAFI.

9.2.2.1.3 Formação da Cooperativa dos Catadores Nova Califórnia – COCANC

No ano de 2001, com o início da readequação do espaço de destinação final dos resíduos
sólidos, atendendo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT,
para aterros sanitários, tornou-se necessário a organização do trabalho dos 40 catadores
de materiais recicláveis, que “garimpavam” no local e que integravam a Cooperativa dos
Catadores Nova Califórnia – COCANC. No ano de 2003, a COCANC, passa a ser
denominada Cooperativa dos Agentes Ambientais de Foz do Iguaçu – COAAFI e recebeu
em regime de comodato a cessão de uso de um barracão de 1.350 m² construído nas
dependências do Aterro Sanitário Municipal, além de equipamentos de trabalho, conforme
pode ser observado na figura 11. O trabalho no barracão consistia da triagem de materiais
provenientes da coleta convencional de resíduos, em lixo seco (reciclável) e lixo úmido
(orgânico e rejeitos), sendo que o lixo seco era vendido para empresas de reciclagem, e o
lixo úmido e rejeitos eram encaminhados para o aterramento. O resultado da venda dos
materiais era distribuído igualmente entre os cooperados de acordo com a presença diária

72
no trabalho, vale destacar que todo o processo de negociação, comercialização e divisão
da receita entre os cooperados, sempre foi de responsabilidade do conselho
administrativo da cooperativa.

Figura 11– CT: Aterro sanitário, Prensa Hidráulica e Fardos para a Venda
Fonte: PMFI, 2001.

Com a implantação de 240 Pontos de Entrega Voluntária – PEV’s, conforme figura 12,
exclusivamente instalados em centros de grande geração de resíduos, tais como: hotéis,
condomínios, colégios e pontos públicos, inicia-se uma nova fase de estruturação da
cooperativa, que em pouco tempo passou a comprar materiais recicláveis dos catadores,
que realizam a coleta seletiva porta a porta, a um valor livre de exploração.

Figura 12 – Pev´s Públicos e Pev´s Locais


Fonte: PMFI, 2001.

73
Figura 13 – Caminhão Exclusivo para Coleta Seletiva dos PEV´s
Fonte: PMFI, 2001.

9.2.2.2 Programa Coleta Solidária: “Coleta Seletiva sem Catador é Lixo”

Em 2005, com nova administração municipal, o programa de coleta seletiva de resíduos


sólidos recicláveis passou por uma fase de reestruturação. As ações de coleta seletiva,
antes realizadas apenas em pontos de grande geração de resíduos como: hotéis,
instituições de ensino, condomínios e comércio em geral, foram ampliadas, para o modelo
porta a porta.
Para possibilitar a estruturação de um programa sólido e eficiente, buscou-se a
implantação de um projeto piloto na região norte do município, compreendendo 25 bairros
e 15 instituições de ensino.
Os centros de triagem instalados nos bairros Vila C e Porto Belo que atendiam 12 e
26 cooperados, respectivamente, passaram a atender um número de 34 e 35 cooperados,
possibilitando o aumento da renda de 31 novos cooperados,que além do aumento da
renda passaram a contar com um centro de triagem próximo da sua residência, evitando o
armazenamento doméstico e eventuais problemas decorrentes desta prática.
Devido ao seu grande apelo comunitário, o programa Coleta Solidária, reuniu
parceiros de várias instituições destacando-se as instituições de ensino locais, Itaipu
Binacional, Instituto Lixo e Cidadania, Movimento Nacional dos Catadores e
Secretaria Municipal de Saúde.

74
Atualmente a Cooperativa dos Agentes Ambientais – COAAFI possui 132 cooperados e
09 centros de triagem em funcionamento, 03 construídos e 01 em construção, repassados
pelo município por cessão de uso.

9.3. CONSIDERAÇÕES GERAIS

9.3.1 Lixo e Resíduo Sólido

A palavra lixo derivada do termo em latim lix que significa "cinzas" de uma época em que
a maior parte dos resíduos de cozinha era formada por cinzas e restos de lenha
carbonizada dos fornos e fogões; e também lixare (polir, desbastar) onde lixo seria então
a sujeira, os restos, o supérfluo que a lixa arranca dos materiais. No dicionário, ela é
definida como sujeira, imundice, coisa ou coisas inúteis, velhas, sem valor. Lixo, na
linguagem técnica, é sinônimo de resíduos sólidos e é representado por materiais
descartados pelas atividades humanas. Desde os tempos mais remotos até meados do
século XVIII, quando surgiram as primeiras indústrias na Europa, o lixo era produzido em
pequena quantidade e constituído essencialmente de sobras de alimentos15
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), na NBR 1000416, define resíduo
como resto das atividades humanas, consideradas pelos geradores como inúteis,
indesejáveis ou descartáveis. Geralmente em estado sólido, semi-sólido ou
semi-líquido. Esta norma também cita que os resíduos podem ser classificados de acordo
com a sua natureza física (seco e molhado), sua composição química
(matéria orgânica e inorgânica), como também pelos riscos potenciais ao meio ambiente
(perigoso, não-inerte e inerte).

9.3.2 Classificação dos Resíduos Sólidos Quanto aos Riscos Potenciais ao


Meio Ambiente

Segundo a Norma Brasileira de Resíduos (NBR 10004) de 2004 17, que estabelece a
metodologia de classificação dos resíduos quanto a riscos potenciais ao meio ambiente e
a saúde pública pode-se verificar que, dentre outros aspectos, é considerado “Resíduo
Perigoso”, Classe I, aquele que apresentar em sua composição propriedades físicas,

15 www.lixo.com.br
16 www.aslaa.com.br/legislação
17 http://www.aslaa.com.br/legislacoes/NBR%20n%2010004-2004.pdf

75
químicas ou infecto-contagiosas podendo apresentar assim, risco à saúde pública e que
de alguma maneira contribuem para um aumento tanto da mortalidade quanto da
incidência de doenças ligadas à proliferação de agentes transmissores como moscas,
ratos, mosquitos, baratas, entre outros, quanto na incidência de riscos ambientais,
formação de fumaça e líquidos (chorume/percolado) que poluem o ar, a água e o solo.
No que se refere à Classe II, relativa a resíduos “não perigosos” (NBR10004 de 2004)
podem ser divididos em 2 subclasses:

1. Resíduos classe II A - Não inertes: Aqueles que não se enquadram nas


classificações de resíduos classe I - Perigosos ou de resíduos classe II B -
Inertes, nos termos desta Norma. Os resíduos classe II A – Não inertes
podem ter propriedades, tais como: biodegradabilidade, combustibilidade ou
solubilidade em água;
2. Resíduos classe II B – Inertes: Quaisquer resíduos que, quando amostrados
de uma forma representativa, segundo a ABNT NBR 10007, e submetidos a
um contato dinâmico e estático com água destilada ou desionizada, à
temperatura ambiente, conforme ABNT NBR 10006, não tiverem nenhum de
seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de
potabilidade de água, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor.

76
Figura 14 – Caracterização e Classificação Resíduos Sólidos
Fonte: ABNT NBR 10004, 2004.

9.3.2.1 Quanto à Origem

77
De acordo com a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 201018 a classificação quanto à origem
pode ser assim relacionada:

9.3.2.1.1 Domiciliar

São os resíduos gerados das atividades diárias nas residências, são compostos por
resíduos secos e resíduos úmidos.
Os resíduos secos são constituídos principalmente por embalagens fabricadas a partir de
plásticos, papéis, vidros e metais diversos, ocorrendo também produtos compostos como
as embalagens “longa vida” e outros.
Já os resíduos úmidos são constituídos principalmente por restos oriundos do preparo dos
alimentos, (cascas de frutas, verduras e sobras, etc.), Contém partes de alimentos in
natura, como folhas, cascas e sementes, restos de alimentos industrializados e outros.
Sendo considerado também às parcelas contaminadas dos resíduos domiciliares:
embalagens que não se preservaram secas, resíduos úmidos que não podem ser
processados em conjunto com os demais, resíduos das atividades de higiene e outros
tipos.
Serão considerados resíduos domiciliares o equivalente a geração de 150kg/mês sendo
de responsabilidade do Poder Público a coleta, transporte, tratamento e destinação
ambientalmente adequada.

9.3.2.1.2 Comercial

São os resíduos gerados em estabelecimentos comerciais e variam de acordo com a


atividade dos estabelecimentos comerciais e de serviços, cujas características dependem
da atividade ali desenvolvida. No caso de restaurantes, bares e hotéis predominam os
resíduos orgânicos, já os escritórios, bancos e lojas os resíduos predominantes são:
papel, plástico, vidro entre outros.
O grupo de lixo comercial, assim como os resíduos de construção civil, pode ser dividido
em subgrupos chamados de "pequenos geradores" e "grandes geradores".
Para os serviços de limpeza urbana do município de Foz do Iguaçu ficam definidos para
os resíduos comerciais os subgrupos, da seguinte forma:

18 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm
78
➢ Pequeno Gerador de Resíduos Comerciais: é o estabelecimento que
gera até 150 kg/mês de resíduos sólidos (úmidos e secos), podendo
ser de responsabilidade do município a coleta, transporte, tratamento e
destinação final mediante taxa de coleta.
➢ Grande Gerador de Resíduos Comerciais: é o estabelecimento que
gera um volume de resíduos superior a 150 kg/mês, sendo de
responsabilidade do próprio gerador a coleta, transporte, tratamento e
destinação final desses resíduos.
Os resíduos, não perigosos, provenientes do comércio (considerado pequeno gerador)
poderá, em razão de sua natureza, composição ou volume ser equiparado aos resíduos
domiciliares.

9.3.2.1.3 Limpeza Pública

São os resíduos provenientes dos serviços de limpeza urbana (varrição de vias públicas,
terrenos, restos de podas de árvores, corpos de animais, etc.), limpeza de feiras livres
(restos vegetais diversos, embalagens em geral, etc.). Também podem ser considerados
os resíduos descartados irregularmente pela própria população, como entulhos, papéis,
restos de embalagens e alimentos.
O Poder Público realizará a coleta, transporte, tratamento e destinação adequada dos
resíduos resultantes da limpeza pública bem como dos gerados pelo órgão da
administração pública direta e indireta.

9.3.2.1.4 Serviços de Saúde

Segundo a Resolução RDC nº 306/04 da ANVISA e a Resolução RDC nº. 358/05 do


CONAMA, os resíduos de serviços de “saúde são todos aqueles provenientes de
atividades relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal, inclusive de

assistência domiciliar e de trabalhos de campo; laboratórios analíticos de produtos para


saúde; necrotérios; funerárias e serviços onde se realizem atividades de conservação de
cadáveres; serviços de medicina legal; drogarias e farmácias inclusive as de manipulação;
estabelecimento de ensino e pesquisa na área de saúde; centros de controle de
zoonoses; distribuidores de produtos farmacêuticos; importadores, distribuidores e
produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro; unidades móveis de
79
atendimento à saúde; serviços de acupuntura; serviços de tatuagem, entre outros
similares”.
Para melhor controle e gerenciamento, estes resíduos são divididos em grupos, da
seguinte forma:
➢ Grupo A (potencialmente infectante: produtos biológicos, bolsas
transfusionais, peças anatômicas, filtros de ar, gases etc.);
➢ Grupo B (químicos);
➢ Grupo C (rejeitos radioativos);
➢ Grupo D (resíduos comuns) e;
➢ Grupo E (perfurocortantes).

9.3.2.1.5 Especial

São os resíduos com logística reversa obrigatória, este conjunto de resíduos é constituído
por produtos eletroeletrônicos; pilhas e baterias; pneus; lâmpadas (fluorescente, vapor de
sódio, mercúrio, luz mista e outras); óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens e,
por fim, os agrotóxicos, também com seus resíduos e embalagens.
Os equipamentos eletroeletrônicos são de pequeno e grande porte e incluem todos os
dispositivos de informática, som, vídeo, telefonia, brinquedos e outros, os
equipamentos da linha branca, como geladeiras, lavadoras e fogões, pequenos
dispositivos como ferros de passar, secadores, ventiladores, exaustores e outros
equipamentos dotados, em geral, de controle eletrônico ou acionamento elétrico.
As pilhas e baterias são de várias dimensões, desde os dispositivos de pequeno porte até
as baterias automotivas. Os pneus, também são de portes variados e têm condições
obrigatórias de gestão para as peças acima de 2 kg, de acordo com a Resolução
CONAMA nº 416 de 30 de setembro de 2009.

9.3.2.1.6 Construção Civil/ Entulho

Os resíduos da construção civil são uma mistura de materiais inertes provenientes de


construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, os resultantes
da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto
em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros,

80
argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação
elétrica etc., frequentemente chamados de entulhos de obras.
De acordo com o CONAMA nº. 307/02, os resíduos da construção civil são classificados
da seguinte forma:
Classe A: são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como:
➢ De construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de
outras obras de infraestrutura, inclusive solos provenientes de
terraplanagem;
➢ De construção, demolição, reformas e reparos de edificações:
componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de
revestimento, entre outros), argamassa e concreto;
➢ De processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em
concreto (blocos, tubos, meios-fios, entre outros) produzidas nos
canteiros de obras.
Classe B: são materiais recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos,
papel/papelão, metais, vidros, madeiras e outros.

Classe C: são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou


aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação, tais
como os produtos oriundos do gesso.
Classe D: são os resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como:
tintas, solventes, óleos, ou aqueles contaminados oriundos de demolições, reformas e
reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais.

9.3.2.1.7 Industrial

São os resíduos gerados pelas atividades dos ramos industriais, tais como metalúrgica,
química, petroquímica, papelaria, alimentícia, entre outras. São resíduos muito variados
que apresentam características diversificadas, podendo ser representado por cinzas,
lodos, óleos, resíduos alcalinos ou ácidos, plásticos, papel, madeira, fibras, borracha,
metal, escórias, vidros, cerâmicas etc. Nesta categoria também, inclui a grande maioria
dos resíduos considerados tóxicos. Esse tipo de resíduo necessita de um tratamento
adequado e especial pelo seu potencial poluidor. Adota-se a NBR 10.004 da ABNT para
81
classificar os resíduos industriais: Classe I (Perigosos), Classe II (Não perigosos), Classe
II A (Não perigosos - não inertes) e Classe II B (Não perigosos - inertes).

9.3.2.1.8 Transportuários

São gerados em atividades de transporte rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário,


inclusive os oriundos das instalações de trânsito de usuários como as rodoviárias, os
portos, aeroportos e passagens de fronteira. São tidos como resíduos capazes de veicular
doenças entre cidades, estados e países.
São citados entre estes resíduos: resíduos orgânicos provenientes de cozinhas, refeitórios
e serviços de bordo, sucatas e embalagens em geral, material de escritório, resíduos
infectantes, resíduos químicos, cargas em perdimento, apreendidas ou mal
acondicionadas, lâmpadas, pilhas e baterias, resíduos contaminados de óleo, e os
resíduos de atividades de manutenção dos meios de transporte.

9.3.2.1.9 Agrossilvopastoris

Estes resíduos precisam ser analisados segundo suas características orgânicas ou


inorgânicas. Dentre os de natureza orgânica deve-se considerar os resíduos de culturas
perenes (café, banana, laranja, coco, etc.) e temporárias (cana, soja, milho, mandioca,
feijão, etc.). Quanto às criações de animais, precisam ser consideradas as de bovinos,
equinos, caprinos, ovinos, suínos, aves e outros, bem como os resíduos gerados nos
abatedouros e outras atividades agroindustriais. Também estão entre estes, os resíduos
das atividades florestais.

Os resíduos de natureza inorgânica abrangem os agrotóxicos, os fertilizantes e os


produtos farmacêuticos e as suas diversas formas de embalagens.

9.3.2.1.10 Resíduos Volumosos

São constituídos por peças de grandes dimensões como móveis e utensílios domésticos
inservíveis, grandes embalagens, e outros resíduos de origem não industrial e não
coletados pelo sistema de recolhimento domiciliar convencional. Os resíduos volumosos
estão definidos nas normas brasileiras que versam sobre resíduos da construção e,
normalmente são removidos das áreas geradoras juntamente com os RCC ou com uma
coleta especifica.
82
9.3.2.1.11 Resíduos dos Serviços Públicos de Saneamento Básico

São os resíduos gerados em atividades relacionadas às seguintes modalidades do


saneamento básico: tratamento da água e do esgoto, manutenção dos sistemas de
drenagem e manejo das águas pluviais.
Os resíduos são resultantes dos processos aplicados em Estações de Tratamento de
Água (ETAs) e Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), ambos envolvendo cargas de
matéria orgânica, e resíduos dos sistemas de drenagem, com predominância de material
inerte proveniente principalmente do desassoreamento de cursos d’água.

9.3.2.1.12 Resíduos da Mineração

O manual de gerenciamento integrado define os resíduos de mineração em dois tipos


gerados em maior quantidade são os estéreis e os rejeitos. Os estéreis são os materiais
retirados da cobertura ou das porções laterais de depósitos mineralizados pelo fato de
não apresentarem concentração econômica no momento de extração. Podem também ser
constituídos por materiais rochosos de composição diversa da rocha que encerra
depósito.

Os rejeitos são os resíduos provenientes do beneficiamento dos minerais, para redução


de dimensões, incremento da pureza ou outra finalidade. Somam-se a esses, os resíduos
das atividades de suporte: materiais utilizados em desmonte de rochas, manutenção de
equipamentos pesados e veículos, atividades administrativas e outras relacionadas. Os
minerais com geração mais significativa de resíduos são as rochas ornamentais, o ferro, o
ouro, titânio, fosfato e outros.

9.4 DIAGNÓSTICO DOS SERVIÇOS DE COLETA DE RESÍDUOS SÓLIDOS

A Constituição Federal, em seu art. 30, inciso V, dispõe sobre a competência dos
municípios em "organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou
permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o transporte coletivo, que tem
caráter essencial". O que define e caracteriza o "interesse local" é a predominância do
interesse do Município sobre os interesses do Estado ou da União. No que tange aos
83
municípios, portanto, encontram-se sob a competência dos mesmos os serviços públicos
essenciais, de interesse predominantemente local e, entre esses, os serviços de limpeza
urbana (IBAM, 2001).
Nos últimos 10 anos, a média de geração de resíduos domésticos do município de Foz do
Iguaçu foi de 5369,17 toneladas/mês (VITAL, 2011), contabilizando apenas os resíduos
coletados pela coleta convencional. Neste período, a coleta, transporte e disposição final
destes resíduos foram terceirizados. O destino final dos resíduos ocorreu no aterro
sanitário municipal localizado na região noroeste do município, entre os bairros Porto Belo
e Jardim Califórnia, com 389.737,44 m² de área disponível.

A distância média de transporte ao centro de massa de coleta no município é de cerca de


15 km, sendo que o acesso à área se faz a partir do Km 4,5 da Rodovia Tancredo Neves,
sentido centro / Itaipu Binacional, seguindo na rua Vicinal Ângela Aparecida de Andrade,
situado a 10 Km do centro da cidade.
A execução dos serviços de limpeza pública de Foz do Iguaçu é terceirizada, feita pela
mesma empresa que faz a coleta e destinação dos resíduos domiciliares. Atualmente os
serviços prestados ao municio são: varrição manual e mecanizada das calçadas e ruas,
roçadas manual e mecanizada, poda e supressão de árvores em vias públicas,
jardinagem, compostagem de resíduos e retirada de entulhos.
Para um melhor entendimento da situação atual dos serviços de limpeza pública no
município de Foz do Iguaçu, os itens a seguir descrevem o diagnóstico de cada serviço:

9.4.1. Coleta Convencional – Resíduos Sólidos Domésticos e Comerciais

Atualmente, no município de Foz do Iguaçu, o serviço de coleta de resíduos domésticos e


comercias (coleta convencional) atende toda a área urbana e, semanalmente, localidades
rurais. O serviço de limpeza urbana, que compreende a coleta, transporte e destinação
final dos resíduos, foi terceirizado através de processo licitatório ocorrido no ano de 2001,
sendo de responsabilidade da empresa o destino final para o aterro sanitário municipal,
dos resíduos coletados.
No período de Outubro 2001 até Novembro de 2011, o histórico da coleta de resíduos
convencionais mostra que houve aumento contínuo na geração média mensal dos
domésticos gerados, conforme tabela 8 a seguir.

84
Tabela 8- Resíduos domésticos coletados entre outubro de 2001 a novembro de 2011
ANO QT MÊS MÉDIA/MÊS TOTAL
2001 03 4997,76 ton. 14993,30 ton.
2002 12 4896,75 ton. 58.761,04 ton.
2003 12 4736,83 ton. 56.841,99 ton.
2004 12 4914,18 ton. 58.970,17 ton.
2005 12 5167,84 ton. 62.014,08 ton.
2006 12 5542,51 ton. 66.510,19 ton.
2007 12 5390,38 ton. 64.684,57 ton.
2008 12 5537,71 ton. 66.452,55 ton.
2009 12 5597,99 ton. 67.175,97 ton.
2010 12 6018,30 ton. 72.219,63 ton.
2011 11 6199,05 ton. 68.189,63 ton.
Total Out/01 a Nov/11 655.035,54 ton.
Fonte: Vital, 2011.

9.4.1.1 Itinerário e Frequência da Coleta dos Resíduos Domésticos

A coleta dos resíduos domésticos de Foz do Iguaçu é realizada pela Vital Engenharia
Ambiental. As rotas e frequência de coleta foram definidas pela própria empresa visando
atender a todo o território urbano e parte do território rural do município. Onze caminhões
compactadores MB – 1718M Truck com capacidade de 19 m3 compactados. realizam a
coleta de resíduos, juntamente com duas equipes que se revezam entre os turnos manhã,
das 07h00min às 15h20min horas, e noturno das 17h00min à 01h20min horas.
Nos bairros: Vila Yolanda, Vila Portes, Vila Maracanã, Área comercial do Jd. Jupira,
Jardim Central, Jardim América, Jardim das Nações, Polo Centro, Jardim Eliza I, Jardim
Iguaçu, Jardim Social II e Centro, a coleta domiciliar é feita diariamente. Nos demais
bairros do perímetro urbano do município a coleta é feita de forma intercalada (2ª, 4ª e 6ª)
e (3ª, 5ª e Sáb) nos turnos diurno e noturno. A área rural é atendida parcialmente nas
quartas-feiras no período diurno.

9.4.1.2 Lixeiras Comunitárias e Contêineres

A maioria das lixeiras comunitárias existentes no município provém de iniciativa da própria


comunidade. Por se tratar de iniciativas particulares, sem interferência da Prefeitura,
não existe nenhum tipo de monitoramento quanto à localização ou situação atual das
lixeiras.
No ano de 2004, a empresa concessionária responsável pela limpeza pública
repassou a prefeitura uma série de equipamentos (lixeiras/contenedores) para

85
serem utilizados no acondicionamento de resíduos no município, conforme mostra a
tabela 9 abaixo.

Tabela 9 - Contenedores e lixeiras repassadas a prefeitura no ano de 2004


Descrição Quantidades
Contenedores Metálicos com capacidade de 5,00m³ 8 un.
Contenedores Plásticos capacidade 120 L para Lixo Úmido 20 un.
Contenedores Plásticos capacidade 240 L para Lixo Úmido 830 un.
Contenedores Plásticos capacidade 260 L para Lixo Seco 1000 un.
Contenedores Cycleas capacidade 2,50m³ para Lixo Seco 30 un.
Contenedores Metálicos capacidade 25,00m³ para Lixo Úmido 4 un.
Papeleiras capacidade 50 L 1350 un.
Fonte: Vital, 2011.

9.4.1.3 Transporte dos Resíduos Domésticos

Para a coleta e transporte dos resíduos domésticos são utilizados pela empresa
concessionária onze caminhões compactadores MB – 1718M Truck com capacidade de
19m3 compactados, que ficam a disposição de duas equipes que se revezam entre os
turnos manhã, das 07h00 às 15h20 horas, e noturno das 17h00 à 01h20 horas.
O primeiro turno atende a maioria dos bairros. Já o segundo turno atende a região central
e os bairros do seu entorno.
Verificou-se, durante visita em campo, que os funcionários responsáveis pela coleta de
resíduos se apresentavam devidamente equipados com EPI’s – Equipamentos de
Proteção Individual, como por exemplo: luvas, uniforme completo refletivo, calçado
antiderrapante.
Para a coleta e transporte de resíduos recicláveis, a Vital Engenharia Ambiental dispõem
de um caminhão especial com capacidade de 15,00m³, que recolhe estes resíduos em
alguns dos maiores geradores do município e leva até o barracão de reciclagem anexo ao
aterro sanitário.

86
Figura 15 – Serviço de Coleta Domiciliar Diária
Fonte: Vital, 2011.

9.4.1.4 Destinação Final dos Resíduos Domésticos

O destino final dos resíduos domésticos é o Aterro Sanitário Municipal, localizado no


Bairro Porto Belo no Município de Foz do Iguaçu – PR em células preparadas para tal
finalidade.
O sistema de aterramento utilizado é de células em camadas de 5 metros, (conforme o
esquema abaixo). Estas são impermeabilizadas com argila compactada. Rede de drenos
para a coleta do chorume, que é encaminhado para o processo de recirculação nas
células de resíduos.

Acesso 5,00m

Acesso 5,00m 5,00


m

5,00
m

1
2 3,00
m

Figura 16 - Células de Acondicionamento de Resíduos


Fonte: Vital, 2011.

A vida útil do aterro é estimada até o ano de 2017. A infra-estrutura do aterro é adequada,
possuindo na entrada cancela e balança rodoviária para pesagem dos caminhões, área
administrativa e operacional composto de escritório e almoxarifado. O controle ambiental
é efetuado com a utilização dos poços de monitoramento distribuídos na área.

9.4.1.5 Histórico da Disposição Final dos Resíduos Urbanos

O município de Foz do Iguaçu possui um passivo ambiental que é o extinto Lixão situado
no bairro Arroio Dourado, que será apresentado no item 5.9.1 deste projeto.
Com base em valores apresentados pela empresa responsável pela coleta, transporte e
acondicionamento dos resíduos gerados no município de Foz do Iguaçu, foi possível

87
elaborar um histórico de tudo o que foi depositado no aterro sanitário entre os meses de
Outubro de 2001 a Novembro de 201119.

9.4.1.6 Caracterização Física dos Resíduos Sólidos Domésticos

Os resíduos sólidos podem ser classificados de diversas maneiras que se baseiam em


determinadas características ou propriedades identificadas. A classificação é relevante
para a escolha da estratégia de gerenciamento mais viável. Conforme a Coletânea de
Normas ABNT-NBR 10.004/04; ABNT-NBR 10.005/04; ABNT-NBR 10.006/04; ABNT-NBR
10.007/04; "Resíduos Sólidos - Classificação", os resíduos sólidos classificam-se em:
a) Resíduos Classe I – Perigosos
São aqueles que apresentam periculosidade podendo apresentar risco à saúde pública ou
risco ao meio ambiente. Além dessa característica, poderá ser classificado em Resíduo
Classe I se apresentar inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade,
patogenicidade de acordo com a amostragem e definição das suas propriedades
b) Resíduos Classe II – Não-perigosos
Dividem-se em duas sub-classes: II A – Não Inertes e II B - Inertes.
II A – Não Inertes
Os resíduos da Classe II, Sub-classe II A são aqueles que não se enquadram nas
classificações de resíduo Classe I ou de resíduos Classe II – Sub-classe II B. Podem ter
propriedades tais como: biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água.
II B – Inertes
Os resíduos da Classe II, Sub-classe II B são quaisquer resíduos que não apresentem
seus constituintes solubilizados em água a concentrações superiores aos padrões de
potabilidade da água, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor.
Existe uma grande variabilidade das características dos resíduos sólidos. Estas podem
dar-se em função de aspectos sociais, econômicos, culturais, geográficos e climáticos.
Alguns destes aspectos podem estar inseridos em um único município, diferenciando o
resíduo conforme o local, levando em consideração aspectos sociais e econômicos. Os
resíduos utilizados para classificação na cidade de Foz do Iguaçu são de origem

19 Ver anexo 4 – Total de resíduos acondicionados no aterro sanitário de Foz do Iguaçu entre
out/2001 a nov/2011 (ton)
88
domiciliar e comercial sendo classificados conforme sua composição física, englobando
densidade aparente e composição gravimétrica.

9.4.1.6.1 Metodologia do Experimento

A - Composição Gravimétrica

A determinação da composição gravimétrica dos resíduos é um dado essencial a ser


obtido. No caso dos resíduos de origem domiciliar e comercial, normalmente dispostos em
aterros, os componentes comumente discriminados na composição gravimétrica são:
matéria orgânica putrescível, metais ferrosos, metais não ferrosos, papel, papelão,
plásticos, trapos, vidro, borracha, couro, madeira, entre outros. Na literatura são
apresentados diferentes métodos para se realizar a composição gravimétrica dos
resíduos sólidos, a maior parte baseada no quarteamento da amostra conforme a
NBR 10.007/04. O método utilizado para se obter a composição gravimétrica dos resíduos
sólidos no município de Foz do Iguaçu é o descrito por PESSIN (2002) adaptado pela
empresa Vital Engenharia Ambiental.

Figura 17 – Caracterização dos Resíduos no Aterro Sanitário Através do Método de Quarteamento


Fonte: Vital, 2008.

Em tal método escolhe-se a procedência do veículo ou veículos coletores de acordo com


critérios de representatividade. Neste caso, foram escolhidas seis amostras, ou seja, seis
cargas de resíduos, sendo que cada uma corresponde a uma região de coleta de
resíduos e engloba diversos bairros com diferentes classes sociais, para que o método se

89
apresente representativo para toda a área urbana do município. Os resíduos coletados
foram descarregados sob uma lona estendida no solo e, procedeu-se então o rompimento
do maior número sacos de resíduos, sendo coletadas quantidades em quatro pontos, uma
no topo e três nas laterais do monte de resíduos, de modo a preencher quatro tonéis de
200 litros (200 litros de cada ponto de amostragem dos montes). Os tonéis preenchidos
foram despejados em um local separado, também sob lona estendida no solo,
iniciando-se a mistura e o quarteamento da amostra, ou seja, a divisão em quatro partes
do total de 800 litros de resíduos dispostos. Duas das partes obtidas pelo quarteamento e
localizadas em posição diametralmente opostas foram descartadas. Repetiu-se o
quarteamento obtendo-se uma amostra final de 200 litros.
Nessa amostra realizou-se a separação e a pesagem dos materiais por componentes
presentes na mesma. Os componentes foram diferenciados nas seguintes categorias:
matéria orgânica; plástico; papel e papelão; vidro; metal; panos, trapos, couro e borracha;
madeira; contaminante biológico, contaminante químico e diversos. No quadro 2 a seguir,
apresentam-se exemplos de materiais que podem compor cada categoria observando-se
a grande diversidade de materiais.
Quadro 2 - Exemplos básicos de cada categoria de resíduos sólidos urbanos.
ategoria Exemplos
Matéria orgânica Restos alimentares, flores, podas de árvores.
Sacos, sacolas, embalagens de refrigerantes, água e leite,
Plástico recipientes de produtos de limpeza, esponjas, isopor, utensílios
de cozinha, látex, sacos de ráfia.
Caixas, revistas, jornais, cartões, papel, pratos, cadernos, livros,
Papel e papelão
pastas.
Copos, garrafas de bebidas, pratos, espelho, embalagens de
Vidro produtos de limpeza, embalagens de produtos de beleza,
embalagens de produtos alimentícios.
Palha de aço, alfinetes, agulhas, embalagens de produtos
Metal alimentícios, latas de bebidas, restos de cobre, restos e chumbo,
fiação elétrica.
Caixas, tábuas, palitos de fósforos, palitos de picolé, tampas,
Madeira
móveis, lenha.
Panos, trapos, couro e Roupas, panos de limpeza, pedaços de tecido, bolsas, mochilas,
borracha sapatos, tapetes, luvas, cintos, balões.
Pilhas, medicamentos, lâmpadas, inseticidas, raticida, colas em
geral, cosméticos, vidro de esmaltes, embalagens de produtos
Contaminante químico químicos, latas de óleo de motor, latas com tintas, embalagens
pressurizadas, canetas com carga, papel carbono, filme
fotográfico.
Papel higiênico, cotonetes, algodão, curativos, gazes e panos
Contaminante com sangue, fraldas descartáveis, absorventes higiênicos,
biológico seringas, lâminas de barbear, cabelos, pêlos, embalagens de
anestésicos, luvas.
Velas de cera, restos de sabão e sabonete, carvão, giz, pontas de
cigarro, rolhas, cartões de crédito, lápis de cera, embalagens
Diversos
longa vida, embalagens metalizadas, sacos de aspirador de pó,
lixas, e outros materiais de difícil identificação.
90
Fonte: adaptado de PESSIN, 2002.

B - Densidade Aparente

A densidade aparente é o peso do lixo solto em função do volume ocupado livremente,


sem qualquer compactação, expresso em Kg/m3. Sua determinação é fundamental para o
dimensionamento de equipamentos e instalações.
A densidade aparente foi obtida pesando a amostra final provinda do quarteamento
realizado em cada uma das cargas de resíduos sólidos, sabendo que o recipiente tem 0,2
m3.
Fórmula para densidade Aparente:
Densidade aparente (Kg/m3) = peso da amostra (kg) ÷ Volume do recipiente (m3)

9.4.1.6.2 Resultados e Discussões do Experimento

A - Composição Gravimétrica

Foram realizados seis quarteamentos, compreendendo seis regiões distintas da cidade de


Foz do Iguaçu. Tais regiões, seus respectivos bairros e suas análises, são citados a
seguir:
Região 01 – Três Lagoas: População 30.197 habitantes
Tal região é limitada ao norte pelo Lago de Itaipu, ao sul pela Área Rural, a leste por
Santa Terezinha de Itaipu e a oeste por Furnas e Distrito Industrial. Compreende os
seguintes bairros: Jardim Alvorada, Imóvel Foz do Iguaçu, Loteamento Pilarzinho, Arroio
Leão, Jardim Ipanema, Jardim Santa Rita, Loteamento Bandeirantes, Conjunto
Habitacional Jacqueline, Loteamento São João, Jardim Cedro, Lagoa Azul, Conjunto
Habitacional Sol de Maio, Jardim Colombelli, Loteamento Lagoa Vermelha I, Vila Tibaji,
Jardim Congonhas, Loteamento Jardim Imperial, Chácara Três Fronteiras, Loteamento
Dom Ricardo, Loteamento Jardim Madre Tereza I, Jardim Três Fronteiras, Conjunto
Residencial Dourado, Loteamento Jardim Madre Tereza II, Loteamento Residencial Três
Lagoas, Conjunto Habitacional Fernanda, Loteamento Menger, Conjunto Habitacional
Tucuruí, Conjunto Residencial Graúna, Vila Miranda, Jardim Vale do Sol, Gleba Guarani,
Jardim Mônaco, Jardim Vasco da Gama, Vila Guarani, Conjunto Habitacional Novo
91
Mundo, Loteamento Witt, Guarani Alto, Loteamento Novo Mundo, Gleba Loteamento
Guarani, Parque Três Fronteiras Imóvel M' Boicy.
A composição gravimétrica foi obtida relacionando o peso total das amostras finais de
resíduos com o peso de cada resíduo devidamente separado. A fim de evitar erros,
pesou-se o tonel vazio e descontou-se depois do peso final.

Região 01 – Três Lagoas


Peso dos resíduos (Kg) = Peso total – Peso do tonel
Peso dos resíduos (Kg) = 52,00 – 13,50
Peso dos resíduos (Kg) = 38,50
Os resíduos, depois de separados, foram pesados e utilizou-se da 9 abaixo para
preenchimento dos dados.

Tabela 10 – Planilha para determinação da composição física dos resíduos sólidos.


Componente Peso (kg) Porcentagem (%)
Madeira 1,60 4,16
Matéria orgânica 20,55 53,38
Metais 0,60 1,56
Papel/papelão 1,20 3,12
Plástico 3,90 10,13
Trapos 2,70 7,01
Vidros 0,30 0,78
Contaminante biológico 5,00 12,99
Contaminante químico 0,15 0,39
Diversos 2,50 6,49
Total 38,50 100
Fonte: Pesquisa de Campo, adaptado de CEMPRE, 2000.

Com os dados obtidos, chegou-se ao seguinte gráfico em relação à composição dos


resíduos sólidos nesta região do Município de Foz do Iguaçu.

92
R1 - TRÊS LAGOAS
53,38% 1,56%
3,12%

10,13%

4,16% 7,01%

6,49% 0,78%

0,39% 12,99%

madeira matéria orgânica metal


papel/papelão plástico trapos
vidros contaminante biológico contaminante químico
diversos

Figura 18 – Composição Percentual dos Resíduos Sólidos de Foz do Iguaçu – Região 01 – Três
Lagoas.
Fonte: Pesquisa de campo.

Região 02 – Vila “C”: População 38.912 habitantes


Tal região é limitada ao norte pela Hidrelétrica de Itaipu (Lago), a oeste pelo Rio Paraná, a
leste pela Subestação de Furnas e ao sul pelo Rio Mathias Almada.
Compreende os seguintes bairros:
Ilha Acaray, Jardim Almada, Loteamento Bela Vista de Itaipu, Loteamento Bela Vista II,
Imóvel Gleba Bela Vista, Loteamento Budel, Jardim Califórnia, Cidade Nova I, Cidade
Nova II, Loteamento Jardim Curitiba, Jardim Evangélico, Jardim Florença, Jardim Irma,
Jardim Ita, Jardim Itaipu, Parque Linear, Jardim Marisa, Jardim Nova Califórnia, Jardim
Olívia, Pólo Universitário, Porto Belo, Loteamento Princesa Diana, Parque Industrial e
Comercial São Paulo, Loteamento São Roque, Vila São Sebastião, Jardim Univ. das
Américas I, Jardim Univ. das Américas II, Jardim Veneza, Conjunto Habitacional Vila "C"
Nova, Conjunto Habitacional Vila "C" Velha, Vila Rural.
A composição gravimétrica foi obtida relacionando o peso total das amostras finais de
resíduos com o peso de cada resíduo devidamente separado. A fim de evitar erros,
pesou-se o tonel vazio e descontou-se depois do peso final.
Região 02 – Vila “C”
Peso dos resíduos (Kg) = Peso total – Peso do tonel

93
Peso dos resíduos (Kg) = 47,50 – 13,50
Peso dos resíduos (Kg) = 34,00

Os resíduos, depois de separados, foram pesados e utilizou-se da tabela 11 abaixo para


preenchimento dos dados.

Tabela 11 – Planilha para determinação da composição física dos resíduos sólidos.


Componente Peso (kg) Porcentagem (%)
Madeira 0,50 1,47
Matéria orgânica 19,60 57,65
Metais 0,60 1,76
Papel/papelão 1,70 5,00
Plástico 2,50 7,35
Trapos 2,00 5,88
Vidros 1,20 3,53
Contaminante biológico 5,00 14,71
Contaminante químico 0,20 0,59
Diversos 0,70 2,06
Total 34,00 100
Fonte: Pesquisa de Campo, adaptado de CEMPRE, 2000.

Com os dados obtidos, chegou-se ao seguinte gráfico em relação à


composição dos resíduos sólidos nesta região do Município de Foz do Iguaçu.

R2 - VILA "C"
57,65%
1,76%
5,00%

7,35%

1,47% 5,88%
14,71%
2,06% 3,53%

0,59%

madeira matéria orgânica metal


papel/papelão plástico trapos
vidros contaminante biológico contaminante químico
diversos

Figura 19 – Composição Percentual dos Resíduos Sólidos de Foz do Iguaçu – Região 02 – Vila “C”.
Fonte: Pesquisa de campo.

Região 03 – São Francisco: População 50.430 habitantes


Tal região é limitada ao norte pela BR-277, a oeste com a Rua Iapó e com o Rio M'Boicy,
a leste com o Rio Tamanduazinho e ao sul com a Avenida República Argentina.
Compreende os seguintes bairros:
94
Imóvel M'Boicy, Vila Borges, Jardim Residencial Loteamento Caiobá, Cohapar III, Jardim
Copacabana II, Vila das Batalhas, Jardim Europa, Vila Independente, Parque Residencial
Itália, Loteamento Jardim Liberdade I, Parque Residencial Morumbi I, Parque Residencial
Morumbi II, Parque Residencial Morumbi III, Parque Residencial Morumbi IV, Mutirão 1º
de Maio, Jardim Pacaembu, Portal da Foz, Parque Residencial Santa Rita, Jardim São
Miguel, Jardim São Rafael I, Jardim São Rafael II, Jardim Soledade I, Jardim Soledade II,
Jardim Tarobá II, Jardim Terra e Lar.
A composição gravimétrica foi obtida relacionando o peso total das amostras finais de
resíduos com o peso de cada resíduo devidamente separado. A fim de evitar erros,
pesou-se o tonel vazio e descontou-se depois do peso final.

Região 03 – São Francisco


Peso dos resíduos (Kg) = Peso total – Peso do tonel
Peso dos resíduos (Kg) = 49,00 – 13,50
Peso dos resíduos (Kg) = 35,50
Os resíduos, depois de separados, foram pesados e utilizou-se da tabela 12 abaixo para
preenchimento dos dados.

Tabela 12 – planilha para determinação da composição física dos resíduos sólidos.


Componente Peso (kg) Porcentagem (%)
Madeira 0,60 1,69
Matéria orgânica 17,80 50,14
Metais 0,70 1,97
Papel/papelão 2,30 6,48
Plástico 3,20 9,01
Trapos 2,60 7,32
Vidros 1,50 4,23
Contaminante biológico 5,60 15,77
Contaminante químico 0,30 0,85
Diversos 0,90 2,54
Total 35,50 100
Fonte: pesquisa de campo, adaptado de CEMPRE, 2000.

Com os dados obtidos, chegou-se ao seguinte gráfico em relação à composição dos


resíduos sólidos nesta região do Município de Foz do Iguaçu.

95
R3 - SÃO FRANCISCO
1,97%
50,14% 6,48%
9,01%

7,32%
1,69%
15,77% 4,23%
2,54%
0,85%

madeira matéria orgânica metal


papel/papelão plástico trapos
vidros contaminante biológico contaminante químico
diversos
Figura 20 - Composição Percentual dos Resíduos Sólidos de Foz do Iguaçu – Região 03 – São
Francisco.
FONTE: Pesquisa de campo.

Região 05 – Jardim São Paulo: População 18.367 habitantes

Tal região é limitada ao norte pela Avenida República Argentina, a oeste pelas Avenidas
das Cataratas e João Paulo II e Rua Harry Shinke, a leste pelo Rio Tamanduazinho e ao
sul pela Região do Carimã na altura da linha do Condomínio Mata Verde.
Compreende os seguintes bairros:
Jardim Residencial Bela Vista, Loteamento Residencial Cohiguaçu, Jardim Copacabana,
Chácara Dom Emílio, Jardim Dom Miguel Osmam, Dom Pedro I, Jardim Dona Fátima
Osmam, Jardim Dona Leila, Jardim Estrela, Linha Guarapuava, Loteamento Residencial
Conjunto Iguaçu, Loteamento Lindóia, Jardim Niterói, Jardim Niterói II, Jardim Panorama
I, Jardim Panorama II, Jardim Primavera, Jardim São Bento, Jardim São Luiz, Jardim São
Paulo I, Jardim São Paulo II, Jardim São Roque I, Jardim São Roque II, Três Pinheiros,
C.R.F. Village Iguaçu, Jardim Vitória.
A composição gravimétrica foi obtida relacionando o peso total das amostras finais de
resíduos com o peso de cada resíduo devidamente separado. A fim de evitar erros,
pesou-se o tonel vazio e descontou-se depois do peso final.
Região 05 – Jardim São Paulo
Peso dos resíduos (Kg) = Peso total – Peso do tonel
Peso dos resíduos (Kg) = 45,50 – 13,50
Peso dos resíduos (Kg) = 32,00
96
Os resíduos, depois de separados, foram pesados e utilizou-se da tabela 13 abaixo para
preenchimento dos dados.

Tabela 13– Planilha para determinação da composição física dos resíduos sólidos.
Componente Peso (kg) Porcentagem (%)
Madeira 0,40 1,25
Matéria orgânica 20,65 64,53
Metais 0,60 1,88
Papel/papelão 0,90 2,81
Plástico 3,00 9,38
Trapos 2,60 8,13
Vidros 1,00 3,13
Contaminante biológico 2,40 7,50
Contaminante químico 0,25 0,78
Diversos 0,20 0,63
Total 32,00 100
Fonte: Pesquisa de Campo, adaptado de CEMPRE, 2000.

Com os dados obtidos, chegou-se ao seguinte gráfico em relação à


composição dos resíduos sólidos nesta região do Município de Foz do Iguaçu.

R5 - JARDIM SÃO PAULO


64,53%

1,88%

1,25% 2,81%

0,63% 9,38%

0,78% 8,13%
7,50%
3,13%

madeira matéria orgânica metal


papel/papelão plástico trapos
vidros contaminante biológico contaminante químico
diversos
Figura 21 – Composição Percentual dos Resíduos Sólidos de Foz do Iguaçu – Região 05 – Jardim
São Paulo.
Fonte: Pesquisa de campo.

Região 09 – Centro / Vila Yolanda: População 37.356 habitantes


Tal região é limitada ao norte pela Avenida República Argentina, a oeste pelo Rio Paraná,
a leste pela Rua Harry Shinkler e Avenida João Paulo II e ao sul pelo Rio M' Boicy e
Avenida dos Imigrantes.

97
Compreende os seguintes bairros:
Loteamento Boicy, Vila Bom Jesus, Jardim Eldorado, Vila Esmeralda I, Vila Esmeralda II,
Loteamento Franz Roth, Jardim Guarapuava I, Jardim Guarapuava II, Jardim Iguaçu,
Jardim Itajubá, Jardim Los Angeles, Vila Maracanã, Vila Matilde, Jardim Naipi, Vila
Remigio, Jardim Social I, Jardim Social II, Jardim Tarobá (Cohapar), Vila Yolanda, Centro
Zona "A", "B", "C", "D", "E", "F".
A composição gravimétrica foi obtida relacionando o peso total das amostras finais de
resíduos com o peso de cada resíduo devidamente separado. A fim de evitar erros,
pesou-se o tonel vazio e descontou-se depois do peso final.

Região 09 – Centro / Vila Yolanda


Peso dos resíduos (Kg) = Peso total – Peso do tonel
Peso dos resíduos (Kg) = 46,00 – 13,50
Peso dos resíduos (Kg) = 32,50
Os resíduos, depois de separados, foram pesados e utilizou-se da tabela 14 abaixo para
preenchimento dos dados.

Tabela 14 – Planilha para determinação da composição física dos resíduos sólidos.


Componente Peso (kg) Porcentagem (%)
Madeira 1,10 3,38
Matéria orgânica 18,50 56,92
Metais 0,90 2,77
Papel/papelão 3,30 10,15
Plástico 4,30 13,23
Trapos 0,50 1,54
Vidros 0,80 2,46
Contaminante biológico 2,70 8,31
Contaminante químico 0,10 0,31
Diversos 0,30 0,92
Total 32,50 100
Fonte: Pesquisa de Campo, adaptado de CEMPRE, 2000.
Com os dados obtidos, chegou-se ao seguinte gráfico em relação à
composição dos resíduos sólidos nesta região do Município de Foz do Iguaçu.

98
R9 - CENTRO / VILA YOLANDA
56,92%

2,77%

10,15%

3,38% 13,23%

0,92% 1,54%

0,31% 2,46%
8,31%
madeira matéria orgânica metal
papel/papelão plástico trapos
vidros contaminante biológico contaminante químico
diversos
Figura 22 – Composição Percentual dos Resíduos Sólidos de Foz do Iguaçu – Região 09 – Centro /
Vila Yolanda.
Fonte: Pesquisa de campo.

Região 10 – Campos do Iguaçu: População 24.905 habitantes


Tal região é limitada ao norte com a BR 277, ao sul pela Avenida República Argentina, a
leste com o Rio M'Boicy e Rua Iapó e a Oeste com a Avenida Paraná.
Compreende os seguintes bairros:
Jardim Acaray, Imóvel Acaraizinho, Jardim Alice I, Jardim Alice II, Alto São Francisco,
Loteamento Amauri Rainho, Jardim Amazonas, Beverly Fall's Park, Campos do Iguaçu,
Loteamento Cappuccino, C.R.F. Castel Franco, Jardim Cláudia, Cohapar II, Vila CR – 1,
Imóvel Edmundo Weirich, Flamboyant, Jardim Itamaraty, Condomínio Hor. Fechado
Izadora, Jardim Langwinski, Loteamento Liberdade II, Conjunto Libra I, Parque Presidente
I, Conjunto Libra II, Conjunto Libra III, Conjunto Libra IV, Jardim Manaus, Vila Militar,
Jardim São Paulo II, Jardim Polo Centro, Loteamento Santos Guglielmi, Imóvel Rincão
São Francisco, Imóvel Sotelo.
A composição gravimétrica foi obtida relacionando o peso total das amostras finais de
resíduos com o peso de cada resíduo devidamente separado. A fim de evitar erros,
pesou-se o tonel vazio e descontou-se depois do peso final.
Região 10 – Campos do Iguaçu
Peso dos resíduos (Kg) = Peso total – Peso do tonel
Peso dos resíduos (Kg) = 48,00 – 13,50
Peso dos resíduos (Kg) = 34,50
99
Os resíduos, depois de separados, foram pesados e utilizou-se da tabela 15 abaixo para
preenchimento dos dados.

Tabela 15 – Planilha para determinação da composição física dos resíduos sólidos.


Componente Peso (kg) Porcentagem (%)
Madeira 0,05 0,14
Matéria orgânica 21,40 62,03
Metais 0,60 1,74
Papel/papelão 1,50 4,35
Plástico 2,80 8,12
Trapos 3,50 10,14
Vidros 2,90 8,41
Contaminante biológico 1,50 4,35
Contaminante químico 0,05 0,14
Diversos 0,20 0,58
Total 34,50 100
Fonte: Pesquisa de Campo, adaptado de CEMPRE, 2000.

Com os dados obtidos, chegou-se ao seguinte gráfico em relação à composição dos


resíduos sólidos nesta região do Município de Foz do Iguaçu.

R10 - CAMPOS DO IGUAÇU


62,03%
1,74%
4,35%

8,12%
0,14% 10,14%
8,41%
0,58%
0,14%
4,35%
madeira matéria orgânica metal
papel/papelão plástico trapos
vidros contaminante biológico contaminante químico
diversos
Figura 23 – Composição Percentual dos Resíduos Sólidos de Foz do Iguaçu – Região 10 – Campos
do Iguaçu.
Fonte: Pesquisa de campo.

Para termos de comparação com os índices brasileiros, os dados encontrados no


experimento podem gerar outro gráfico dentro dos padrões de composição, segundo
CEMPRE (2000), abordando a média entre os itens: matéria orgânica, metais,
papel/papelão, plástico, vidros e diversos.

100
% RESÍDUOS - FOZ DO IGUAÇU

57,35% 1,92%
5,26%

9,52%
3,72%
22,24%

matéria orgânica metal papel/papelão plástico vidros diversos

Figura 24 - Composição Percentual Média dos Resíduos Sólidos de Foz do Iguaçu.


Fonte: Pesquisa de campo.

% RESÍDUOS - BRASIL

2,30%
52,50%

24,50%

2,90%
16,20% 1,60%

matéria orgânica metal papel/papelão plástico vidros diversos

Figura 25 – Composição Percentual Média dos Resíduos Sólidos no Brasil.


Fonte: CEMPRE, 2000.

Nota-se, ao comparar os gráficos, que a matéria orgânica é o componente de maior


geração, caracterizado pelo desperdício existente no Brasil. O índice de metais, vidros e
diversos se mostraram bastante semelhantes, enquanto houve uma discrepância maior
em relação ao plástico e papel/papelão. O plástico é de alta incidência, devido aos
resíduos serem embalados em sacolas e também ter sido encontrada uma grande gama

101
de embalagens plásticas. O papel/papelão foi de baixa incidência no município,
provavelmente devido ao fato de existirem um grande número de colaboradores
ambientais (catadores), que dão importância maior ao papel, evitando que este chegue ao
aterro controlado da cidade.

A - Densidade Aparente

A densidade aparente tem grande importância, na parte de planejamento em relação à


frota de coleta e sistemas de armazenamento temporário, quando necessário.
1) Densidade Aparente – Região 01 – Três Lagoas
Densidade aparente (Kg/m³) = peso da amostra (kg) ÷ Volume do recipiente
(m³)

Densidade aparente (Kg/m³) = 38,50 ÷ 0,2


Densidade aparente (Kg/m³) = 192,50
2) Densidade Aparente – Região 02 – Vila “C”
Densidade aparente (Kg/m³) = peso da amostra (kg) ÷ Volume do recipiente
(m³)
Densidade aparente (Kg/m³) = 34,00 ÷ 0,2
Densidade aparente (Kg/m³) = 170,00
3) Densidade Aparente – Região 03 – São Francisco
Densidade aparente (Kg/m³) = peso da amostra (kg) ÷ Volume do recipiente
(m³)
Densidade aparente (Kg/m³) = 35,50 ÷ 0,2
Densidade aparente (Kg/m³) = 177,50
4) Densidade Aparente – Região 05 – São Paulo
Densidade aparente (Kg/m³) = peso da amostra (kg) ÷ Volume do recipiente
(m³)
Densidade aparente (Kg/m³) = 42,00 ÷ 0,2
Densidade aparente (Kg/m³) = 210,00
5) Densidade Aparente – Região 09 – Centro / Vila Yolanda
Densidade aparente (Kg/m³) = peso da amostra (kg) ÷ Volume do recipiente
(m³)
Densidade aparente (Kg/m³) = 32,50 ÷ 0,2
Densidade aparente (Kg/m³) = 162,50
102
6) Densidade Aparente – Região 10 – Campos do Iguaçu
Densidade aparente (Kg/m³) = peso da amostra (kg) ÷ Volume do recipiente
(m³)
Densidade aparente (Kg/m³) = 34,50 ÷ 0,2
Densidade aparente (Kg/m³) = 172,50

9.4.1.7 Projeção Populacional para Foz do Iguaçu

Para a estimativa da produção per capita dos resíduos sólidos, item deste relatório foi
elaborado uma pesquisa que apontou a variação populacional da cidade de Foz do
Iguaçu no intervalo entre 2010 e 2011. Os dados foram fornecidos pelo IBGE, que
apontou no censo 2010 uma população de 256.088 habitantes e também uma estimativa
populacional de 255.900 habitantes para o ano de 2011.

9.4.1.8 Produção Per Capita de Resíduos Domésticos

A geração “per capita” relaciona a quantidade de resíduos urbanos gerada diariamente e


o número de habitantes de determinada região. O Instituto CEMPRE (2000) considera de
0,50 a 1,30 hab./dia como a faixa de variação média para o Brasil conforme mostra a
tabela 16 abaixo:

Tabela 16 – Geração per capita de resíduos domésticos do Brasil


Tamanho da Cidade
Geração Per Capita Geração Per Capita
População Urbana
(kg/hab.dia) (kg/hab.dia)
(habitantes)
Pequena Até 30.000 0,50
Média De 30.000 a 500.000 De 0,50 a 0,80
Grande De 500.000 a 3.000.000 De 0,80 a 1,00
Megalópole Acima de 3.000.000 De 1,00 a 1,30
Fonte: CEMPRE, 2000.

Para o cálculo da produção per capita de resíduos domésticos do município de Foz do


Iguaçu, foram utilizadas a população urbana estimada pelo IBGE e as quantidades de
resíduos coletados, no ano de 2010 pela empresa responsável pela limpeza urbana no
município. O valor obtido para o per capita foi de 0,75kg/hab/dia. Este valor se enquadra
dentro da variável de 0,5 a 0,80 kg/hab/dia proposta para uma cidade de médio porte,
como é o caso de Foz do Iguaçu que segundo o IBGE (2010), apresenta uma população
estimada de 256.088 habitantes.

103
Para este cálculo, foram utilizados apenas os valores correspondentes a geração dos
resíduos Domiciliares (úmido e seco).

Tabela 17 – Produção per capita atual de resíduos sólidos domésticos do município de Foz do
Iguaçu ano de 2010
População Urbana Coleta Doméstica Coleta Doméstica Per capita
(hab.) (Média kg/mês) (kg/dia) (kg/hab.dia)
256.088 6018302,5 194138,79 0,75
Fonte: IBGE, 2011; Vital, 2011

9.4.1.9 Taxa de Crescimento Linear de Geração de Resíduos Domésticos per Capita

A geração per capita dos resíduos domésticos gerados no município de Foz do Iguaçu no
ano de 2009 foi de 69.039,65 toneladas (Úmido + Seco) e a do ano de 2010 foi de
72.219,63 toneladas, o que representa um crescimento de 4,60% ano.

9.4.1.10 Estimativa da Quantidade de Resíduos Gerados

Com base no histórico da quantidade de resíduos acondicionados no aterro sanitário


municipal, na variação populacional e também a geração per capita de resíduos gerados,
a empresa responsável pela limpeza urbana de Foz do Iguaçu, elaborou uma estimativa
da quantidade de resíduos gerados para os próximos anos, sendo que para o ano de
2012 a quantidade estimada de resíduos sólidos domiciliares gerados no município é de
78.619,59 ton, e para o ano de 2013 um total de 82.236,09 toneladas.

9.4.1.11 Coleta de Resíduos Orgânicos

O Município de Foz do Iguaçu não realiza a coleta específica de resíduos orgânicos,


sendo estes recolhidos no sistema da coleta domiciliar convencional, e encaminhados ao
aterro sanitário.
Para se adequar a Política Nacional, a curto e médio prazo, serão viabilizados estudos
para melhor forma de recolhimento e destinação dos resíduos orgânicos, garantindo com
isso o aumento da vida útil do aterro sanitário. Os estudos serão realizados pelo poder
público, e quando da existência de concessão, em conjunto com a prestadora de serviços
e participação da Agência Reguladora dos serviços de Saneamento Básico.

9.4.1.12 Coleta do Mobiliário Inservível

104
A cidade de Foz do Iguaçu não dispõe de nenhum programa municipal especifico para a
coleta de mobiliário inservível, fato este que colabora significativamente para o aumento
constate do lançamento impróprio destes materiais em vias publicas, lotes baldios, beiras
de rios, etc., causando um grave problema na questão de limpeza urbana.

9.4.2 Prognóstico do Serviço de Coleta Domiciliar

A coleta convencional de resíduos domiciliares é feita com abrangência de 100% do


perímetro urbano e frequência mínima de 3 vezes por semana, de forma a atender toda a
população urbana e parte da população rural da cidade.
No que se refere à coleta convencional de resíduos a meta inicial prevista neste plano é o
redimensionamento das rotas de serviço, buscando melhor atender as áreas de expansão
urbana e o crescimento populacional, dando continuidade a prestação dos serviços,
promovendo sempre que necessário o realinhamento dos planos de coleta, garantindo o
atendimento a 100% da população pertencente ao perímetro urbano de Foz do Iguaçu.
Os resíduos terão sua destinação adequada no aterro sanitário, conforme previsto na
legislação federal, sendo implantada nesse período a coleta seletiva gradativa de modo a
atender o objetivo de redução da disposição no aterro.

9.4.3 Prognóstico do Serviço de Coleta de Resíduos Orgânicos

O município tem como meta instalar um programa de coleta específico para os resíduos
orgânicos domiciliares e comerciais (considerados pequenos geradores), visando
aumentar a vida útil do aterro sanitário, além de otimizar a compostagem.

9.4.4 Prognóstico do Serviço de Coleta de Mobiliário Inservível

Acompanhando o crescente número de disposições inadequadas de mobiliários


inservíveis em áreas públicas do município, e também pela falta de um programa
específico, a prefeitura tem por meta em curto prazo, a instalação de um projeto piloto,
que vise à coleta e o reaproveitamento deste material.
O projeto será apresentado no Apêndice 2.

9.4.5 Diagnóstico Coleta Seletiva de Resíduos Recicláveis


105
9.4.5.1 Coleta Seletiva Municipal de Resíduos Recicláveis

A Coleta Seletiva de resíduos domésticos no Município de Foz do Iguaçu é realizada


formalmente pela empresa concessionária dos serviços de limpeza pública; pela
Cooperativa de Agentes Ambientais de Foz do Iguaçu – COAAFI e de maneira informal
por catadores autônomos.
A Vital Engenharia possui contrato de concessão das atividades de limpeza pública com a
Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, contendo cláusula referente aos serviços de coleta
seletiva de materiais recicláveis em pontos de grande geração de resíduos (hoje
responsável por 72 unidades - pontos de coleta seletiva, totalizando o recolhimento
mensal de 23,23 toneladas20 de materiais recicláveis, que são destinados aos barracões
de coleta seletiva utilizados pela COAAFI.
O trabalho da coleta seletiva realizado pela COAAFI, se dá por formalização de convênio
entre o município e a cooperativa, cujo objeto é a implementação gradativa do Programa
Municipal de Coleta Seletiva, cabendo obrigações recíprocas a ambas as representações
21. A participação de catadores no processo de coleta seletiva considera a preservação do
meio ambiente, a inclusão social, a economia de energia, o aumento da vida útil do aterro
sanitário e a geração de trabalho e renda aos cooperados no intuito de absorver e apoiar
os serviços executados pelos catadores.

9.4.5.2 Parcerias para Implementação do Programa de Coleta Seletiva

A busca de parcerias é de extrema importância para a implementação de um programa


efetivo de coleta seletiva, neste contexto a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e
Obras por intermédio do Departamento de Coleta Seletiva desenvolve ações específicas
de elaboração de projetos e captação de recursos, objetivando apoiar a logística do
programa de coleta e estruturação dos Centros de Triagem. Foram aprovados projetos
com aporte financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Solidário – BNDES e
recursos do Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal – PAC. A
aprovação dos projetos possibilitou a ampliação do programa municipal de coleta seletiva,

20 Ver anexo: Controle mensal de peso coleta seletiva


21 Ver anexo: Termo de Convênio nº 107/09
106
prevendo a construção e/ou ampliação de barracões a serem utilizados como Centro de
Triagem de Resíduos Recicláveis.
• Recursos do PAC: Jardim Europa, Jardim das Palmeiras e Jardim Ana
Rouver.
• Recursos do BNDES: Vila C (ampliação e construção da sede), Jardim
Graúna e Portal da Foz.
Dentre os parceiros do programa de coleta seletiva municipal destaca-se a Itaipu
Binacional que por meio do Programa Cultivando Água Boa – Coleta Solidária, que
incentiva a coleta seletiva nos 29 municípios que compõem a Bacia Paraná 3 fomentando
a inclusão social de catadores na cadeia produtiva da reciclagem.
Nesta mesma perspectiva, outras parcerias foram formalizadas e ou intensificadas, tais
como: Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, Instituto Lixo e
Cidadania, Ministério do Trabalho e Emprego, Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica
Federal, além de diversas instituições públicas e privadas âmbito municipal, estadual e
federal.

9.4.5.3 Coleta Informal: Receptadores/ Barracões

No ano de 2001 foi promovido pela Associação de Defesa e Educação Ambiental de Foz
do Iguaçu – ADEAFI um levantamento de todos os catadores de materiais recicláveis no
município, onde se verificou um total de 648 famílias de profissionais dentro desta
categoria, sendo que em alguns casos identificou-se de 2 a 3 integrantes de uma mesma
família além de crianças envolvidas no processo de catação.
Este elevado número de indivíduos vivendo da catação deve-se ao fato de Foz do Iguaçu,
ser uma cidade fronteiriça e ter passado por vários ciclos econômicos, sendo reconhecida
por muito tempo como uma cidade de grande potencial empregatício devido ao turismo e
instalação da Itaipu Binacional, fatores que atraíram um número excessivo de migrantes,
o que aumentou de forma acelerada e desorganizada a massa populacional da cidade.
Grande parte desta população não atingiu a expectativa de efetivação de um emprego
formal, tendo que buscar a subsistência na informalidade. Dentre estas atividades está a
de catador de material reciclável, que desde 2002 e com a nova publicação da
Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, passa a ser considerada uma profissão
(registro nº 5192-05) reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

107
O governo municipal reconhecendo a importância deste trabalho ambiental e atendendo a
forte vertente social vem desenvolve trabalhos na busca da melhoria da qualidade de vida
e renda destes profissionais, ao fomentar o trabalho cooperado. Porém tem encontrado
inúmeras dificuldades para inserção destes elementos ao sistema, pois os mesmos
acreditam ser mais vantajoso o trabalho individual/autônomo, afinal, podem determinar a
carga horária a ser trabalhada, dias de venda e forma de distribuição dos rendimentos.
Outro fator relevante a não inserção dos catadores autônomos no processo cooperativo é
a divisão de renda em cotas iguais pregada atualmente. Este modelo de gestão, sem
maleabilidade de horários e forma de distribuição dos rendimentos, propicia o crescimento
do trabalho informal ao invés do fortalecimento do trabalho cooperado.
O trabalho individualizado e informal prejudica o ambiente e é um problema de saúde
pública, pois o armazenamento dos materiais oriundos da catação, de maneira geral,
ocorre junto às moradias tornando-se depósitos e criadouros para vetores, além do risco
de veiculação de outros patógenos por insetos e roedores, o que requer que estes pontos
sejam constantemente monitorados pelo Centro de Controle de Zoonoses visando o
combate a dengue. Já se encontram catalogados 85 pontos de monitoramento que
despendem recursos humanos e financeiros. Na Figura 26 pode-se observar uma das
realidades da problemática da destinação incorreta dos resíduos.

Figura 26 - Disposição Inadequada de Resíduos Sólidos Recicláveis


Fonte: PMFI, 2011.

Outro fator preponderante na proposição de cooperar os catadores diz respeito a


diferença dos valores de venda dos materiais de forma individualizada e coletiva, como
pode ser observado na figura 27 seguir:

108
Comercialização de Materiais reciclaveis(KG) - Julho
de 2011

3 2,7
Série1
2,5
Venda
2
1,5 pela
1,5 COAAFI
1
1
0,4 0,35
0,5 0,15 Série2
0 Venda pelo
PET R$ Grafica Aluminio Autônomo
Branca R$ (latinha) R$

Figura 27 - Diferenciação de Valores da Venda de Material Reciclável de Forma Cooperada e


Autônoma.

Pode ser concluído que a obtenção dos melhores preços é favorecida pela acumulação
dos materiais de modo a obter volumes e fluxos relativamente estáveis que possam ser
comercializados diretamente a indústria.

9.4.5.5 Catadores Cooperados

A Cooperativa dos Agentes Ambientais de Foz do Iguaçu – COAAFI conta com a


participação direta de 132 catadores de materiais recicláveis organizados e distribuídos
em 09 Centros de Triagem disponibilizados pela prefeitura. Conforme tabela 18

Tabela 18 – Estrutura Física dos Centros de Triagem


Carros
Unidades de Situação legal Carros
Prensa Balança Manuais em
Triagem da unidade Elétricos
funcionamento
Campos do Iguaçu Concessão de 1 1 2 0
Parque Presidente uso
Locado 1 1 3 4
Cidade Nova Concessão de 1 1 0 0
Profilurb uso de
Concessão 2 1 3 4
Porto Belo uso de
Concessão 2 1 0 0
Vila C uso de
Concessão 1 1 4 4
Morumbi uso
Locado 1 1 3 1
Jardim Petrópolis Locado 1 1 6 4
Jardim Graúna Concessão de 1 1 4 1
Portal da Foz Em uso
projeto x x x x
Jardim Europa Concessão de x x x x
Jardim das Palmeiras uso de
Concessão x x x x
uso Fonte: PMFI, 2011

109
Prensa Mesa de Seleção Caminhão Baú

Carrinho Manual Funil Parque Presidente Big


Bags

Baias Triagem Porto Belo Baias Parque Presidente Carrinhos elétricos

Figura 28 – Fotos Centros de Triagem


Fonte: ABIPLA/ABIHPEC, 2011.

Nos 09 Centros de Triagem em funcionamento da COAAFI, o trabalho se dá em regime


cooperado, sendo que seus integrantes estabelecem: metas, dias, horários e regras de
trabalho próprio. A divisão da renda é feita em partes iguais, levando em consideração a
presença e dia trabalhado. Cada centro de triagem possui um coordenador eleito pelo seu
grupo.

110
Total de Catadores
25
20
15
10

5 Total de Catadores
0

Figura 29 – Demonstrativo do número de catadores nos centros de triagem da COAAFI


Fonte: COAAFI, 2011.

Cada Centro de Triagem poderia comportar até 30 integrantes e absorver mais


profissionais que trabalham de forma autônoma, entretanto isto não acontece, pois a
adaptação dos autônomos ao trabalho em grupo é dificultada devido ao trabalho ser
coletivo e a existência de regras de convivência.
A existência de poucos catadores em cada centro de triagem e grande parte dos
integrantes serem mulheres implica em uma problemática para o desenvolvimento do
trabalho, que exige esforço físico elevado.

16
14
12
10
8
6
4 Homens
2 Mulheres
0

Figura 30 - Número de Homens e Mulheres Existentes em Cada Unidade de Centro de Triagem


Fonte: COAAFI, 2011.

9.4.5.6 Distribuição Geográfica dos CT

111
Os Centros de Triagem foram implantados em regiões pré-estabelecidas do município,
levando em consideração a necessidade que os catadores possuem em contar com um
barracão para triagem e armazenamento dos resíduos recicláveis coletados na própria
região de moradia, evitando o armazenamento indevido.

Quadro 3 – Caracterização Centros de Triagem


Número Centro de Triagem Coordenador
1 Vila C - Rua Ouro Preto,12 Clementino de Jesus Nascimento
2 Profilurb - Rua Cascudo, 352 Cleusa Cordeiro da Silva Santos
Porto Belo - Rua Angela Aparecida de Andrade
3 Vera Lúcia Evangelista Dias
,1161
4 Cidade Nova - Av. Andradina Dália Antunes
5 Jardim Petrópolis – Avenida Garibaldi, 4776 Norandilia da Silva Linck
6 Jardim Graúna - Avenida Otávio Ferreira Vaz s/n Santo Augusto
7 Campos do Iguaçu - Rua Capibaribe s/n Milton Freitas
8 Parque Presidente – Avenida Celestino Castelli Santina M do Nascimento
9 Morumbi - Rua Garça, 84 Adriana Sutil de Oliveira
Jardim Europa - Rua Diógenes Alves dos Santos
10 Finalizando Construção
s/n
11 Jardim das Palmeiras - Rua Iacanga s/n Finalizando Construção
12 Portal da Foz – Rua Pavão 115 Projeto
13 Ana Rouver - Rua das Dálias s/n Finalizando Construção
Fonte: PMFI, 2011.

Entretanto podemos observar que algumas regiões da cidade ainda não foram
contempladas conforme mapa a seguir:

112
Legenda
LOCAIS
RECICLAGEM
Em atividade
Paralisado
À Construir

Figura 31 - Distribuição de Centros de Triagem


Fonte: PMFI (2011).

113
Centro de Triagem Vila C Centro de Triagem Profilurb Centro de Triagem Porto Belo

Centro de Triagem Cidade Nova Centro de Triagem Jardim Petrópolis (KLP) Centro de Triagem Jardim Graúna

Centro de Triagem Campos do Iguaçu Centro de Triagem Jardim Canadá Centro de Triagem Morumbi

Centro de Triagem Jardim Europa Centro de Triagem Jardim das Palmeiras

Figura 32 – Fotos centros de Triagem


Fonte: SMAO, 2011 (Acervo).

Atualmente a área de abrangência e/ou responsabilidade da COAAFI corresponde a


44.410 imóveis no município, mediante informações fornecidas pelos coordenadores dos

114
centros de triagem, frente à área trabalhada pelas respectivas equipes, conforme bairros
e ruas, e utilizando a base geográfica e sistematização do Controle de Dengue do
Município com dados de 2006, que são os mais recentes disponíveis.
Tabela 19 – Reconhecimento Geográfico por sub localidades em área de abrangência dos CT’s
da COAAFI
Total de
Nº de
22
Locais Nº da Sub. Sub localidade Imóveis da
Quarteirões
Sub.
Campos do Iguacu 54 Conjunto 27 768
55 Campos do Iguaçu 37 1179
Residencial Libra
Jardim Canadá 19 Vila A (50%) 75 1099
29 Pq. Presidente II 20 433
20 KLP 103 2881
Cidade Nova 21 Jardim Santa Rosa 7 257
23 Jardim Ipe 33 436
(20%)
24 Centro 30 401
17 Vila B 10 321
Universitario
84 Pq. Res. Ouro 56 3087
82 Profilurb (Parcial) 28 1163
Verde
Profilurb 86 Jardim das Flores 54 2872
78 Jd. Iguaçu 56 1389
81 Vila Adriana 61 1.394
69 Vila Portes 57 2283
79 Vila Yolanda 43 1.314
Porto Belo 0 0 0 0
Vila C 12 Vila C 191 4795
44 Jardim Europa 18 564
45 Jardim Tarobá 45 1039
Portal da Foz 46 Portal da Foz 50 1088
47 Pq Res. Morumbi I 25 822
(65%)
48 Pq Res. Morumbi II 31 1153
(30%)
49 Pq Res. Morumbi 54 1591
(%50%)
19 Vila A (50%) 75 1099
III (50%)
21 Jardim Santa Rosa 29 1028
Jardim Petrópolis 26 Jd. das Palmeiras 29 724
(80%)
27 Jd.Lancaster (40%) 11 188
20 KLP (25%) 26 746
36 Jardim 26 656
37 Jardim Vale do Sol 27 443
Bandeirantes
Jardim Graúna 38 Jardim Tucurui 31 599
39 Vila Miranda 39 1256
40 Três Lagoas 26 1186
41 Loteamento Witt 31 768
Fonte: CCZ, 2009.

Para fins de ilustração, segue o mapa da base geográfica do município apontadas as sub
localidades já referendadas.

22Dados estimados: haja vista a grande variação numérica que esta coleta de materiais sofre como qualidade da
segregação na origem, condição sócio econômica do consumidor, estação do ano, condições climáticas, idade
dos consumidores, hábitos de consumo, hábitos de segregação na origem, etc. centro de Triagem
115
Figura 33 – Reconhecimento Geográfico por Sub Localidades
Fonte: CCZ, 2011.

Nas áreas de abrangência citadas acima a COAAFI informou a produção referente ao ano
de 2011 na coleta e comercialização de materiais recicláveis. Segue planilha
demonstrativa do ano de 2011.

Tabela 20 - Dados da produção mensal de coleta e venda de materiais recicláveis dos centros
de triagem (2011)

116
Centro de Triagem (valores em Toneladas)
Pq. Portal Campo Cidad
Mês/201 Graún Profilur Porto
President da Vila C KLP s do e
1 a b Belo
e Foz Iguaçu Nova
Janeiro 0 13,523 15,2173 22,264 14,75 22,477 13,029 10,666 11,827
Fevereiro 0 11,733 11,4525 8,994 13,8625 14,138 17,8354 11,992 8,43
Março 0 0 14,401 8,853 0 16,051 15,4288 16,062 5,288
Abril 0 10,071 14,255 24,8765 16,7794 32,394 14,2086 13,4895 7,735
Maio 0 14,4382 13,9196 7,001 12,7679 18,0875 16,5436 13,899 7,21
Junho 0 0 13,7144 9,836 13,904 21,352 18,4036 11,236 7,922
Julho 0 240,223 23,1549 9,971 12,2771 28,115 22,1476 13,758 7,346
Agosto 7,441 11,528 13,0305 8,155 14,212 20,218 18,819 15,475 8,219
Setembr 11,508 18,0641 12,5583 12,659 15,4655 23,843 15,6469 14,4295 11,203
Outubro
o 8,8695 21,1549 19,3162 12,638 9,4245 16,416 21,4243 16,916 7,783
Novembr 10,641 23,1651 11,8293 10,44 10,18 19,362 21,0753 20,491 10,496
Dezembr
o 13,4635 34,7177 22,1274 14,5692 19,0965 26,519 29,0164 21,467 10,711
Total
o 51,923 398,618 184,9764 150,256 152,719 258,972 223,578 179,881 104,17
Total: 1.705,0955 7 4 5 5
Fonte: Relatórios ABIPLA/ABIPEC23

Segundo dados do quarteamento, realizado pela empresa concessionária, a média


mensal atual de resíduos sólidos domiciliares recebidos no aterro sanitário municipal é de
6000 ton, dos quais 20,42% correspondem a 1.225 ton/mês são passíveis de reciclagem,
portanto destinados indevidamente ao aterro sanitário, se somados a média mensal de
venda da COAAFI 142 ton/mês, apenas 10,38% do material produzido no município esta
sendo devidamente segregado na origem e reinserido na cadeia produtiva da reciclagem.
Esta análise partiu apenas de dados oficiais do município, devido à falta de registro do
trabalho dos catadores autônomos.

O panorama legal hoje permite a contratação de Catadores de Materiais Recicláveis


diretamente, sem processo licitatório, desde que estejam organizados em Cooperativas,
conforme Lei 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para saneamento
básico em seu Art. 57, o inciso XXVII do caput do Art. 24 da Lei Federal 8666, de 21 de
julho de 1993, com a seguinte redação:

Art. 57. O inciso XXVII do caput do art. 24 da Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993,
passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 24. É dispensável a licitação:

23 ABIPLA: Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins/ABIHPEC -


Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos.
117
XXVII - na contratação da coleta, processamento e comercialização de resíduos
sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva
de lixo, efetuados por associações ou cooperativas formadas exclusivamente por
pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores de
materiais recicláveis, com o uso de equipamentos compatíveis com as normas
técnicas, ambientais e de saúde pública. (BRASIL, 2007)

O município de Foz possui aproximadamente 256.088 habitantes, segundo dados do


censo de 2010 e apenas 09 Centros de Triagem, 03 construídos e encontra-se em fase
de finalização de projeto de construção totalizando 13 CTs, para recepção dos resíduos
sólidos recicláveis gerados.
Tomando por base dados fornecidos pela concessionária de limpeza pública, podemos
concluir que o município de Foz do Iguaçu gera aproximadamente 1.400 ton/mês de
materiais recicláveis, onde apenas 142 ton/mês são conhecidamente segregadas na
origem e devidamente reinseridas nas cadeias produtivas dos recicláveis, ampliando o
ciclo de vida destas matérias primas.
Este trabalho é realizado pela COAAFI – Cooperativa dos Agentes Ambientais de Foz do
Iguaçu e atualmente alberga mão de obra de 132 trabalhadores, pequeno contingente
comparado ao trabalho informal, como já citado, portanto há necessidade premente de
regularização da coleta destes produtos, sendo que a melhoria na logística de transporte
se faz cada vez mais presente, sendo impraticável a utilização de métodos que não
contemplem a mecanização, devido a exigência laboral que este volume/peso gerado por
dia imputa aos trabalhadores que utilizam a metodologia da propulsão humana.

Salientando que em longo prazo a instalação de novos centros de triagem com espaço e
capacidade respeitando a distância do ponto de geração são indispensáveis,
corroborando com a minimização de áreas percorridas, promovendo avanços econômicos
e aumento nos valores agregados aos produtos no final da cadeia produtiva.
Como podemos observar na figura 34 a seguir, ainda estão presentes áreas
desguarnecidas, em que a distância entre os pontos de origem e triagem excedem 2
quilômetros, o que encarece o sistema e tem ação direta sobre a modalidade de
transporte por propulsão humana.

118
MAPA DE FOZ DO IGUAÇU

Legenda
LOCAIS
RECICLAGEM
Em atividade
Paralisado
À Construir
Distância em km

Figura 34 - Áreas Desguarnecidas de Centros de Triagem


Fonte: Secretaria de Planejamento Urbano – Ano 2012

Considerando que a média de toneladas/mês recebida no Aterro: 6.000 ton, das quais a
média toneladas/mês de recicláveis recebidas é de 1.225 toneladas, segundo diagnóstico
já citado, ainda incluindo os dados da COAAFI, que processa 142 ton/mês, temos 1.367
ton/mês de produção conhecida. Utilizando cálculos de densidade aparente podemos
estimar o volume a ser mobilizado diariamente, conforme quadro 4 a seguir.
Quadro 4 Produção diária de resíduos no município:
Produção

Densidade Densidade Estimativa do Total diária de Volume


Kg/m3 ton/m3 Quarteamento resíduos estimado m3
Materiais 20% 100% recicláveis

119
57 ton/dia

Papelão 338 0,338 5.26 25,76 14,6 43,19


Plástico
filme (224)
Plástico
Duro(135) 179,5 0,1795 9,52 46,62 26,6 148,19
Metal 53 0,053 1.92 9,4 5,4 101,88
Vidro 50 0,05 3.72 18,22 10,4 208
100 57 501,5
Fonte: SILVA E SANTOS, 2010, adaptado pelo autor.

O fato desperta para a necessidade de melhoria na logística de coleta seletiva de


resíduos recicláveis municipal, bem como inserção de profissionais nesta atividade de
maneira formal.

9.4.6 Prognóstico da Coleta Seletiva de Resíduos Recicláveis

A necessidade de equacionar os impactos ambientais decorrentes da atividade humana é


cada vez mais evidente. A coleta seletiva é um dos instrumentos importantes que pode
ser utilizado para esta finalidade. Em função disso, a Política Nacional de Resíduos
Sólidos, contempla fortemente o apoio à inserção dos catadores no processo.

A Figura 35 mostra comparativamente alguns resultados da atividade de coleta seletiva e


da destinação dos resíduos ao aterro sanitário, assim como a vantagem econômica da
realização da coleta seletiva.

120
Figura 35 - Coleta Seletiva Traz Reflexo Direto na Economia da Cidade.
Fonte: Elementos para a organização da coleta seletiva e projeto dos galpões de triagem – República Federativa do
Brasil nov. 2008

A logística da coleta seletiva de resíduos recicláveis será alterada para o modelo


mecanizado visando garantir atendimento aos geradores residenciais e comerciais
(considerados pequenos geradores), sendo opcional o recolhimento em estabelecimentos
comerciais (considerados grandes geradores).
Esta modalidade agrega agilidade na logística da coleta com aumento da capacidade de
transporte da carga, área de cobertura por veículo, diminuição do número de transbordos
quando comparados carrinhos e caminhões, assiduidade na coleta, facilitando o trabalho
dos catadores que receberão os materiais diretamente nos Centros de Triagem,
reduzindo assim as atividades para triagem, enfardamento e venda dos produtos.
Conforme descrito no Apêndice 3

9.4.7 Diagnóstico dos Serviços de Limpeza Pública


Os serviços de varrição manual, varrição e limpeza mecanizada, serviço de roçada,
jardinagem, retirada de entulhos e capinação do Município de Foz do Iguaçu são
executados por empresa concessionária. Os resíduos oriundos destes serviços são
coletados e encaminhados ao Aterro Sanitário de Foz do Iguaçu.

9.4.7.1 Varrição Manual

Consiste na remoção ou retirada de resíduos, que ocorrem nas vias públicas por
fenômenos naturais, como é o caso de folhas e flores de árvores, de terra e areia trazidas
de terrenos baldios e construções, pelas chuvas, e os resíduos que surgem por motivos

121
acidentais, como papéis, embalagens e detritos atirados nos passeios ou jogados dos
veículos.
O plano de varrição manual de Foz do Iguaçu atende as vias públicas das principais
áreas comerciais, de turismo e pontos de intenso tráfego de transeuntes como o Centro,
Vila A, Vila Yolanda e as demais avenidas principais da cidade.
O serviço é executado de segunda a sábado no período diurno e aos Domingos apenas
no Centro. Atualmente a concessionária disponibiliza para a execução deste serviço 42
garis e a mesma é remunerada pela extensão de via varrida no período de um mês e tem
como média de 3.880,59 Km/mês, conforme figura 36.

Figura 36 – Serviço de Varrição Manual


Fonte: Vital, 2011.

9.4.7.2 Varrição Mecanizada

Este sistema de varrição é realizado nas vias que possuem asfalto e meio-fio e consiste
em retirar, com um caminhão varredor, os resíduos acumulados junto ao meio-fio. A
concessionária disponibiliza 1 máquina varredeira e executa a limpeza média de 1711,26
Km de meio-fio por mês. O serviço é executado diariamente de Segunda a Sábado e os
resíduos oriundos deste serviço são coletados e enviados ao aterro sanitário municipal.

122
Figura 37 – Serviço de Varrição Mecanizada
Fonte: Vital, 2011.

9.4.7.3 Serviço de Roçada e Capinação


Os serviços de roçada são executados de forma manual e mecanizada, em Ruas,
Avenidas e lotes vagos na zona urbana de todo o município. A quantidade média mensal
de metros quadrados de roçada manual é de 1.540.467,70m². A quantidade média
mensal de metros quadrados de roçada mecanizada é de 658.893,98m².
A capina é executada nas principais ruas, avenidas e corredores turísticos do Município. E
tem uma quantidade média mensal de metros de capina de meio-fio de 74.937,69 metros.

Figura 38 - Serviço de Roçada Manual


Fonte: Vital, 2011.

123
Figura 39 – Serviço de Roçada Mecanizada
Fonte: Vital, 2011.
9.4.7.4 Jardinagem
Serviço executado pela concessionária em praças, parques, jardins e canteiro central das
principais avenidas da cidade.

Figura 40 – Serviço de Jardinagem nas Vias Públicas


Fonte: Vital, 2011.

Figura 41 – Serviço de Jardinagem nas Vias Públicas


Fonte: Vital, 2011.

9.4.7.5 Poda e Supressão de árvores

124
Serviço de poda padrão em árvores em todo o município e a supressão de árvores que
coloque em risco os munícipes. Estes serviços são executados mediante a emissão da
licença ambiental fornecida pelo Órgão Ambiental Municipal.

Figura 42 - Serviço de Corte de Árvores em Via Pública.


Fonte: Vital, 2011.

Figura 43 – Serviço de Poda de Árvores em Via Pública.


Fonte: Vital, 2011.

9.4.7.6 Compostagem de Resíduos

A compostagem de resíduos é realizada nas dependências do aterro sanitário a partir dos


materiais resultantes da poda de árvores e resíduos coletados da CEASA. O processo de

125
compostagem consiste na trituração, maturação, peneiramento e carregamento do
composto em veículos para a destinação final.

Figura 44 – Área Destinada a Compostagem no Aterro Sanitário de Foz do Iguaçu


Fonte: Vital, 2011.

Figura 45 – Serviço de Compostagem no Aterro Sanitário de Foz do Iguaçu


Fonte: Vital, 2011.

O composto produzido no aterro sanitário de Foz do Iguaçu é reutilizado no processo de


jardinagem urbana e também doado a entidades e munícipes em geral mediante pedido
formal no protocolo geral do município e encaminhado ao órgão ambiental municipal.

9.4.7.7 Serviço de Retirada de Entulhos

Atualmente a concessionária presta serviço de apoio em mutirões de limpeza realizados


em terrenos públicos, bem como na retirada de entulhos em terrenos particulares, que
apresentam disposição irregular de resíduos.

126
Figura 46 Foto do Serviço de Compostagem no Aterro Sanitário de Foz do Iguaçu
Fonte: Vital, 2011.

Os resíduos oriundos dos serviços de retirada de entulhos são encaminhados ao aterro


sanitário.

9.4.8 Prognóstico do Serviço de Limpeza Pública

Entendendo que os serviços de limpeza têm como objetivo minimizar os impactos


causados pelos resíduos ao: meio ambiente, saúde pública, turismo, trânsito, entre outros,
é que o município de Foz do Iguaçu tem como meta mantê-los. Porém, faz-se necessário
uma reavaliação dos mesmos, contemplando também, a possibilidade de sua expansão
para novas áreas em decorrência do processo de urbanização. Para atingir a eficácia dos
serviços de limpeza pretende-se sistematicamente implementar ações de educação
ambiental e fiscalização, para que desta maneira reduza-se a quantidade de resíduos a
serem removidos devido a disposição inadequada feita por populares e também a
redução dos gastos com serviços de limpeza pública.
Para a elaboração deste plano foram ouvidos vários técnicos pertencentes ao quadro 5 de
carreira da prefeitura que atuam nas diversas áreas de limpeza pública, paisagismo e de
serviços urbanos do município. Com base nos relatos colhidos, foi possível elaborar um
quadro comparativo daquilo que atualmente a concessionária contratada pelo município
oferece em termos de material humano e mecânico para a realização do serviço de
limpeza e aquilo que os funcionários da prefeitura apontaram como sendo um cenário
ideal. Cabe agora, em curto prazo, a prefeitura solicitar a empresa prestadora destes
serviços, uma planilha orçamentária apontando os custos que estes serviços trariam ao
município, ficando exclusivamente a prefeitura à decisão por tais investimentos no período
em que lhe julgar necessário.

127
Desta forma é possível afirmar que o município de Foz do Iguaçu tem como meta atingir a
eficácia dos serviços de limpeza pública, mantendo os serviços atuais e buscando ampliar
sua abrangência avaliando novas tecnologias e equipamentos, promovendo a avaliação
constante dos serviços de varrição manual, varrição mecanizada, roçada, capinação,
jardinagem, retirada de entulhos, poda e supressão de árvores.

9.4.9 Diagnóstico do Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde

Verificou-se que o sistema de coleta, transporte e destinação final dos resíduos oriundos
de serviços de saúde nos estabelecimentos públicos e privados do Município de Foz do
Iguaçu é realizado por empresas terceirizadas. Sendo assim, essas empresas coletaram
em 2011 um montante de 233.365,11kg de resíduos de serviços de saúde no município.
De acordo com os dados fornecidos pela Secretaria Municipal da Saúde, foram
identificados 855 estabelecimentos relacionados com o atendimento à saúde humana ou
animal, passíveis de gerar resíduos de serviços de saúde. Esses estabelecimentos foram
classificados por tipo de atividade, conforme demonstra o quadro 4 Para tanto, utilizou-se
a Resolução CONAMA n° 358/2005, que define estabelecimento como “qualquer
edificação destinada à realização de atividades de prevenção, produção, promoção,
recuperação e pesquisa na área da saúde ou que estejam a ela relacionadas.
De acordo com a Resolução RDC ANVISA n° 306/04 e a Resolução CONAMA n°
358/2005, os geradores de resíduos de serviços de saúde são definidos como:

“todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal,


inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo; laboratórios
analíticos de produtos para a saúde; necrotérios, funerárias e serviços onde se
realizem atividades de embalsamamento, serviços de medicina legal, drogarias e
farmácias inclusive as de manipulação; estabelecimentos de ensino e pesquisa na
área da saúde, centro de controle de zoonoses; distribuidores de produtos
farmacêuticos, importadores, distribuidores, produtores de materiais e controles para
diagnóstico in vitro, unidades móveis de atendimento à saúde; serviços de
acupuntura, serviços de tatuagem, dentre outros similares”.

Quadro 5 - Relação dos estabelecimentos que geram ou são passíveis de gerar resíduos do
serviço de saúde no município.
Classificação Quantidade
Centro de nutrição infantil - CAGE 1
Centro de reabilitação 2
Clínica com cirurgia 6
Consultório de psicologia 13
Consultório médico 205
Consultório odontológico 218
Consultório odontológico com raio x 1
128
Consultório veterinário 17
Ecografia 3
Escolas 2
Escritórios 4
Esteticista 37
Farmácias 174
Farmácias de manipulação 9
Fisioterapia 59
Funerária 3
Hemoterapia 2
Hospital 9
Hospital psiquiátrico 1
Indústria de medicamentos 1
Laboratório 23
Posto de coleta 4
Posto de saúde 28
Radiodiagnóstico médico 6
Radiodiagnóstico odontológico 2
Radioterapia 1
Raio-x/ tomografia/ hemodinâmica/mamografia 8
Terapia renal 2
Terapias alternativas 1
Unidades de saúde com procedimento invasivo 10
Vacinas 1
Centro de controle de zoonoses 1
Zoológico municipal 1
Total 855
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde – Prefeitura do Município de Foz do Iguaçu, 2012.

A Prefeitura Municipal contratou a empresa Servioeste Soluções Ambientais Ltda, para


prestação de serviços de coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos
gerados nas unidades municipais de saúde, os quais são encaminhados para o aterro
de Chapecó, SC. As unidades de saúde atendidas e a frequenciade coleta, de acordo
com o contrato n°.151/2011, podem ser observadas no Quadro 6.

Quadro 6: Pontos de coleta; endereço e frequência de coleta de resíduos dos grupos A B e E


nos estabelecimentos municipais de Foz do Iguaçu.
FREQUËNCIA DE
PONTO DE COLETA ENDEREÇO
COLETA (intervalo)
USF AKLP Rua Belo Horizonte, 100 – Jd. Laranjeiras Semanal

129
USF JD. LANCASTER Rua Dois Vizinhos, 35 – Jd. Lancaster Semanal
BOMBEIROS – VILA A Ao lado do Gramadão da Vila A Semanal
ACDD Rua Mandaguari, 18 – Jd. Santa Rosa Semanal
USF PORTO BELO Av. Zacarias V. Silva, s/n – Jd. Irmã ? Semanal
USF CIDADE NOVA Rua Angelin Favassa, s/n – Cidade Nova 2 Semanal
NÚCLEO SF VILA C Rua “A”, s/n – Vila C Velha Semanal
USF VILA C NOVA Rua “O”, s/n – Vila C Nova Semanal
USF TRÊS LAGOAS Rua Camorim, 300 – Três Lagoas Semanal
USF TRÊS BANDEIRAS Rua J. Soares Araújo, 568 – Pq. Três Bandeiras Semanal
USF PORTAL DA FOZ Rua Águias, s/n – Portal da Foz Semanal
Rua Mirim, s/n (esq. Com Av. Gramado) – Jd.
USF SÃO JOÃO Semanal
São João
USF SOL DE MAIO Rua Valdemar L. Matte, s/n – Jd. Sol de Maio Semanal
APAE Rua Avaí, 107 – Jd. Itamaraty Semanal
USF PQ. PRESIDENTE Rua Venceslau Brás, s/n – Pq. Presidente Semanal
PRONTO-ATENDIMENTO Av. Mário Filho, s/n (esq. Com Rua Belfort
3x / semana
MORUMBI I Duarte) – Pq. Morumbi I
USF MORUMBI III Rua Cláudio Coutinh, s/n – Pq. Morumbi III Semanal
USF JD. SÃO PAULO I Rua Airton Ramos, s/n – Jd. São Paulo Semanal
USF CAMPOS DO Rua Tibagi, s/n (esq. Com Rua Capibaribe) –
Semanal
IGUAÇU Campos do Iguaçu
Rua Iacanga, s/n (esq. Com Av. Silvio A.
UPA 3x / semana
Sasdelli) – Jd. Das Palmeiras
BOMBEIROS – V.
Rua Bartolomeu de Gusmão – Vila Remigio Semanal
MARACANÃ
USF JD. AMÉRICA Rua Di Cavalcanti, s/n – Jd. América Semanal
USF VILA YOLANDA /
Rua Vereador Moacir Pereira, 900 – Vila
CAPS AD / VIG. Semanal
Yolanda
SANITÁRIA
USF PROFILURB I Rua Manguruju, s/n – Profilurb I Semanal
USF PROFILURB II Rua Boto, s/n – Profilurb II Semanal
USF VILA ADRIANA Rua Campânulas, s/n – Vila Adriana Semanal
USF OURO VERDE Rua Jade, s/n – Pq. Ouro Verde Semanal
USF CAIC PORTO MEIRA Av. Javier Koebel, 1.923 – Jd. Morenitas Semanal
USF VILA CARIMÃ Rua Atalaia, s/n – Vila Carimã Semanal
POLIAMBULATÓRIO NSA
Av. Morenitas, s/n – Vila Padre Monti 3x / semana
SENHORA APARECIDA
CENTRO DE NUTRIÇÃO
Rua Antonio Raposo, 642 – Centro Semanal
INFANTIL / CAGE
SERVIÇO DE
VERIFICAÇÃO DE Av. Brasil, 2.440 – Centro Semanal
ÓBITOS (SVO)
ZOOLÓGICO MUNICIPAL
Rua Tarobá, s/n – Jd. Festugato Semanal
BOSQUE GUARANI
UNIDADE EXTERNA
Rua João Ricieri Marana, 388 – Três Lagoas Semanal
JOÃO DA COSTA VIANA
CCZ Av. Maceió, s/n – Jd. Ipê Semanal

130
CAIC MORUMBI Av. Jules Rimet, s/n – Pq. Morumbi I Semanal
Rua Edgard Schimmelpfeng, 280 – Pq.
SAMU Semanal
Presidente
CAPS FLÁVIO DANTAS Av. JK, 2.853 – Jd. Cristina Semanal
USF JD. SÃO PAULO II Rua Roberto Rickler, s/n – Jd. São Paulo II Semanal
USF JD. JUPIRA Rua Gonçalves Ledo, 250 – Jd. Jupira Semanal
AAVD – CASA DE APOIO Vila A Semanal
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde – Prefeitura do Município de Foz do Iguaçu, 2012.

As unidades de saúde acondicionam os RSS conforme previsto na legislação vigente e os


armazenam no abrigo externo, local onde aguardam até os dias/horários programados
pela coleta realizada pela empresa terceirizada contratada pela prefeitura.
No momento da coleta os resíduos são pesados, registrados em planilha própria da
unidade de saúde e, ao final do mês, a empresa coletora encaminha ao Departamento de
Gestão em Saúde o comprovante de recolhimento dos resíduos de cada unidade, por tipo
e por coleta.
Conforme o contrato de prestação de serviços entre a referida empresa e a Prefeitura de
Foz do Iguaçu, a quantidade média mensal dos resíduos de serviço de saúde gerados
nos 41 estabelecimentos municipais de saúde foi estimada em no máximo 4.400 kg/mês.
Percebe-se que a geração dos resíduos não é regular, conforme o quadro 7 e na figura 47
a seguir. Considerando a coleta mensal destes resíduos, entre janeiro e dezembro de
2011, a média produzida no período foi de 3.173,083 kg/mês, abaixo da média estimada
no contrato. O total coletado nesse período foi de 38.077kg de resíduos de serviços de
saúde classes A, B e E.

Quadro 7 Peso total de resíduos coletados no período de janeiro a dezembro de 2011.

Mês Peso (kg)


Janeiro 3.317
Fevereiro 3.427
Março 4.275
Abril 3.203
Maio 4.018
Junho 2.691
Julho 3.162
Agosto 3.211
Setembro 1.529
Outubro 3.015
Novembro 3.046

131
Dezembro 3.183
TOTAL 38.077
Fonte: Adaptado de Servioeste Soluções Ambientais Ltda., 2012.

4500
4000
3500
3000
Peso (kg)

2500
2000
1500
1000
500
0
aio

lho
ril

De bro
o

Se to

No ro

o
Fe o
iro

bro
Ab

nh
arç
ir

br
os

b
Ju
ne

M
re

m
Ju

utu

m
tem
M

Ag
ve
Ja

ve

ze
O
Figura 47 - Geração de Resíduos de Serviço de Saúde nos Estabelecimentos Municipais de Foz do
Iguaçu, em 2011.
Fonte: Adaptado de Servioeste Soluções Ambientais Ltda., 2012.

Conforme a Resolução do CONAMA nº 358/2005, os resíduos de saúde são classificados


de acordo com sua classe, como mostra o Quadro 8

Quadro 8: Classificação dos RSS por grupo de resíduo segundo a RDC ANVISA n° 306/04 e
resolução CONAMA nº 358/05.
Classificação do Resíduo Descrição
Classe A Resíduos potencialmente infectantes
Classe B Resíduos químicos
Classe C Rejeitos radioativos
Classe D Resíduos equiparados aos resíduos domiciliares
Classe E Resíduos perfurocortantes ou escarificantes
Fonte: Resolução RDC ANVISA n° 306/04 e CONAMA n° 358/05.

9.4.9.1 Empresas Prestadoras de Serviços no Município de Foz do Iguaçu

Para os estabelecimentos privados, fica a critério dos mesmos a escolha e contratação da


empresa. Existem cinco empresas que realizam atualmente este serviço, que são:

• GAAP Gerenciadora de Resíduos Hospitalares Ltda.;


• Servioeste Soluções Ambientais Ltda. – que possui contrato de
comodato com a empresa GAAP;
• Selecta – Coleta, transporte e tratamento de resíduos de saúde;

132
• Serquip Tratamento de Resíduos PR Ltda.;
• Bio Resíduos Transportes Ltda. – EPP.

As coletas são efetuadas periodicamente, conforme demanda (diária, semanal, quinzenal


ou mensalmente).

9.4.9.1.1 Servioeste Soluções Ambientais Ltda


Conforme o contrato nº. 151/2011, de 26 de agosto de 2011, a empresa Servioeste
Soluções Ambientais Ltda. – que vem prestando serviços ao município desde 2006 - foi
contratada em 2011 pela Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, para a prestação dos
serviços de coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos
potencialmente infectantes, sólidos e líquidos, classificados nos grupos A, B e E da RDC
ANVISA nº 306/04, inclusive peças anatômicas, produzidas pelas unidades de saúde da
Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, conforme especifica a RDC 306/ 04 da ANVISA, e
dos resíduos provenientes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e do Zoológico
Municipal Bosque Guarani.
De acordo com o contrato, a empresa é responsável pelo fornecimento de sacos de lixo
para coleta e transportes dos resíduos e, para a Unidade de Pronto Atendimento-UPA e
Pronto atendimento do Morumbi I, de bombonas para armazenamento externo dos
resíduos. E, ainda, serviços de educação ambiental nas unidades de saúde do município,
do Centro de Controle de Zoonoses e do Zoológico Municipal Bosque Guarani,
enfatizando os processos de segregação e descarte dos resíduos de serviços de saúde e
prevenção de riscos de acidentes com os trabalhadores, conforme especificações
contidas nos Lotes 01, 02, 03 e 04 do Termo de Referência e anexos levados a efeito pela
Licitação, através do Pregão Eletrônico nº. 076/2011.
A empresa possui uma estação de transbordo em Foz do Iguaçu, em comodato com a
empresa GAAP – Gerenciadora de Resíduos Hospitalares Ltda., onde os resíduos de
Classe A, B e E são armazenados pelo prazo máximo de 8 dias, para posterior transporte
até a Unidade de Tratamento em Chapecó – SC, administrado pela empresa Servioeste.
O processo de tratamento e destinação final dos resíduos de saúde realizado pela
Servioeste é o tratamento térmico por incineração e/ou tratamento por autoclavagem. O
tratamento térmico é um processo de destruição térmica, através da combustão
controlada, no qual há redução de até 97% do peso e do volume, com a eliminação da
matéria orgânica e características de patogenicidade (capacidade de transmissão de
133
doenças). Já o processo de autoclavagem consiste na descontaminação com alta
temperatura e pressão, esterizando os resíduos.
Para a prestação de serviços no município de Foz do Iguaçu, a empresa conta com a
seguinte estrutura:
• 3 funcionários;
• 4 veículos, sendo 3 veículos Fiat Fiorino e 1 caminhão (para transporte
de Foz do Iguaçu à Chapecó);
• Ponto de transbordo em Foz do Iguaçu – administrado pela empresa
GAAP, em comodato.
O pagamento pelo serviço é feito mensalmente, de acordo com o peso total dos resíduos
coletados no mês. O valor do peso consta no contrato citado.
O valor estimado, para prestação de serviços no período de agosto de 2011 à agosto de
2012 foi de R$ 143. 535,96 (cento e quarenta e três mil quinhentos e trinta e cinco reais e
noventa e seis centavos), conforme especifica o Contrato n°.151/2011.

9.4.9.1.2 GAAP – Gerenciadora de Resíduos Hospitalares Ltda.

A empresa GAAP – Gerenciadora de Resíduos Hospitalares Ltda., localizada em Foz do


Iguaçu, iniciou a prestação de serviços para os estabelecimentos privados em 2006.
Atualmente possui contrato para gerenciamento na coleta, transporte, armazenamento
temporário e destinação final dos RSS dos grupos A, B e E, em 309 (trezentas e nove)
empresas estabelecidas no Município de Foz do Iguaçu, PR.
A frequenciade coleta pode ser mensal, quinzenal, semanal ou diária, conforme o contrato
de prestação de serviços, estabelecido de acordo com a demanda.
O pagamento pelo serviço é feito mensalmente, pelo peso do resíduo de saúde coletado
no mês.
Todo o resíduo coletado é destinado à empresa Servioeste Soluções Ambientais Ltda.
para transporte, tratamento e destinação final adequados.
No período de janeiro a dezembro de 2011, foram coletados, armazenados com
destinação final 164.611kg de resíduos de serviços de saúde, conforme a Figura 48

134
18000
16000
14000
Peso (kg) 12000
10000
8000
6000
4000
2000
0

aio

lho
ril

De bro
o

Se to

No ro

o
Fe ro
iro

bro
Ab

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arç

br
os

b
i

Ju
ne

M
re

m
Ju

utu

m
tem
M

Ag
ve
Ja

ve

ze
O
Figura 48 - Geração de Resíduos de Saúde nos Estabelecimentos Privados que a GAAP Presta
Serviços.
Fonte: GAAP – Gerenciadora de Resíduos Hospitalares Ltda., adaptado pelo autor, 2012.

9.4.9.1.3 SERQUIP - Tratamento de Resíduos PR Ltda.

A empresa SERQUIP - Tratamento de Resíduos PR Ltda., localizada na cidade de


Curitiba, iniciou a prestação de serviços para os estabelecimentos privados no ano de
2005.
Presta serviços de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinação final de
resíduos de serviços de saúde em 14 estabelecimentos de Foz do Iguaçu. A Empresa
coleta resíduos de classe A, B e E.
A frequenciada coleta é realizada semanal, quinzenal e mensalmente.
O total de resíduos de serviços de saúde coletados pela empresa no ano de 2011 foi de
6.665,81 kg.

Quadro 9: Peso total de resíduos Classe “A”, coletados pela empresa Serquip, no período de
janeiro a dezembro de 2011.
Mês Peso (kg)
Janeiro 299.23
Fevereiro 396.3
Março 486.3
Abril 489.24
Maio 626.23
Junho 411.95
Julho 417.22

135
Agosto 684.15
Setembro 526.8
Outubro 590.35
Novembro 613.33
Dezembro 447.56
Total 5.988,66
Fonte: Adaptado de Serquip Tratamento de Resíduos Ltda., 2012.

800

700

600

500
Peso (kg)

400

300

200

100

0
aio

lho
ril

o
o

to
iro

iro

ro

o
bro
Ab

nh

br
arç

br
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os
Ju
ne

M
re

m
Ju

m
tem
M

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Ja

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ze
Fe

O
Se

No

De

Figura 49 - Geração de Resíduos de Saúde de Classe “A” nos Estabelecimentos Privados que a
SERQUIP Presta Serviços.
Fonte: Serquip Tratamento de Resíduos Ltda., adptado pelo autor, 2012.

Quadro 10 - Peso total dos resíduos Classe “B”, coletados pela empresa Serquip, no período
de janeiro a dezembro de 2011.
Mês Peso (kg)
Janeiro 2.85
Fevereiro 93.15
Março 27.8
Abril 1.8
Maio 9.4
Junho 6.6
Julho 22.75
Agosto 1.5
Setembro 150.2
Outubro 19.35
Novembro 255.5

136
Dezembro 86.25
Total 677,15
Fonte: Serquip Tratamento de Resíduos Ltda., adptado pelo autor, 2012.

300

250

200
Peso (kg)

150

100

50

0
aio

lho
ril

o
o

to
iro

iro

o
bro
Ab

nh

br
arç

br

br
os
Ju
ne

M
re

m
Ju

utu

m
tem
M

Ag
ve
Ja

ve

ze
O
Fe

Se

No

De
Figura 50 - Geração de Resíduos de Saúde de Classe “B” nos Estabelecimentos Privados que a
SERQUIP Presta Serviços.
Fonte: Serquip Tratamento de Resíduos Ltda., adptado pelo autor, 2012.

Simplificando, o quadro 11 e a figura 51 demonstram o peso total dos resíduos de


serviços de saúde coletados pela empresa no ano de 2011.
Quadro 11 - Demonstrativo do peso total de resíduos de serviços de saúde coletados pela
empresa Serquip, no período de janeiro a dezembro de 2011.
Mês Peso (kg)
Janeiro 302.08
Fevereiro 489.45
Março 514.1
Abril 491.04
Maio 635.63
Junho 418.55
Julho 439.97
Agosto 685.65
Setembro 677
Outubro 609.7
Novembro 868.83
Dezembro 533.81
TOTAL 6.665,81

137
Fonte: Serquip Tratamento de Resíduos Ltda., adptado pelo autor, 2012.

1000

900

800

700

600
Peso (kg)

500

400

300

200

100

0
aio

lho
ril

o
o

to
iro

iro

o
bro
Ab

nh

br
arç

br

br
os
Ju
ne

M
re

m
Ju

utu

m
tem
M

Ag
ve
Ja

ve

ze
O
Fe

Se

No

De
Figura 51 - Geração Total de Resíduos de Saúde nos Estabelecimentos Privados que a SERQUIP
Presta Serviços.
Fonte: Serquip Tratamento de Resíduos Ltda., adptado pelo autor, 2012.

O processo de tratamento dos resíduos é por incineração e autoclave, e posteriormente


encaminhado a aterro industrial, para destinação final.

9.4.9.1.4 BIO Resíduos Transportes Ltda. – EPP

A empresa Bio Resíduos Transportes Ltda. – EPP, conhecida como BioAccess, esta
localizada no município de Cianorte-PR. A empresa iniciou a prestação de serviços para
os estabelecimentos privados de Foz do Iguaçu no ano de 2009.
Presta serviços de coleta, transporte e encaminhamento para tratamento de resíduos de
serviço de saúde em apenas 2 farmácias de Foz do Iguaçu. A empresa coleta resíduos
classe A, B e E.
A BioAccess fornece em forma de comodato aos clientes, tanto de Foz do Iguaçu bem
como os demais, bombonas de polietileno de alta densidade, sendo travada e lacrada no
ato da coleta e disponibilizada outra bombona devidamente higienizada.
A frequência da coleta é mensal e o peso total referente ao período de janeiro a dezembro
de 2011 foi de 11,3 kg, como demonstra o quadro 12 a seguir:

138
Quadro 12 - Geração de resíduos de saúde nos estabelecimentos privados que a BIOACCESS
presta serviços.
MESES Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Cliente I 0 0 0 0 0 0 0 6,8kg 0 0 0 4,5kg
Cliente II (-) (-) (-) (-) (-) (-) (-) (-) (-) 0 0 0
Observação:
1) Os meses contendo 0 (zero), significa que foi passado porém não foi gerado nenhum resíduo da
tipologia;
2) Nos meses identificados com (-), significa que esta empresa ainda não era cliente, sendo
cadastrada em outubro de 2011;
3) Como todos os resíduos coletados são encaminhados para a incineração, a empresa não
realiza e não requisita às contratantes a segregação dos resíduos gerados
Fonte: Bio Resíduos Transportes Ltda - EPP, (BIOACCESS), adaptado pelo autor, 2012.

Os resíduos são encaminhados para a empresa Serquip em Curitiba, para incineração. As


cinzas obtidas são encaminhadas ao aterro industrial para resíduos perigosos Classe 1,
administrado pela empresa Hera Sul, em Rio Negrinho- Sc.

9.4.9.1.5 SELECTA – Coleta, Transporte e Tratamento de Resíduos de Saúde

A empresa SELECTA, localizada na cidade de Maringá, iniciou no ano de 2006 a


prestação de serviços para os estabelecimentos privados de Foz do Iguaçu.
Presta serviço de coleta, transporte, tratamento e destinação final de resíduos de saúde
em 153 empresas de Foz do Iguaçu. A empresa coleta resíduos de classe A, B e E.
O acondicionamento dos RSS nos estabelecimentos de saúde é feito em bombonas com
lacre.
A frequência da coleta é realizada três vezes na semana, toda segunda, quarta e sexta e
o peso médio total da coleta é de 2.000 kg/mês.
Para a coleta dos RSS no município, a empresa dispõe de 1 veículo – caminhão Ford
Cargo 815, com baú fechado, e também 2 funcionários, sendo um motorista e o outro
ajudante, quando necessário.
O resíduo coletado é enviado à sede para tratamento e destinação adequados, conforme
classe de resíduos, de acordo com o quadro 13.
Quadro 13: Tipo de tratamento e destinação por classe de resíduo
Resíduo Tipo de tratamento Destinação Final
Aterro Sanitário Classe 2, da
Autoclavagem, trituração e
Grupo A e E empresa Hera Sul em Rio
desconfiguração
Negrinho, Sc.
Encapsulamento, coprocessamento Aterro Classe 1, da empresa
Grupo B
ou incineração Hera Sul em Rio Negrinho, Sc.
Fonte: Selecta – Coleta, transporte e tratamento de resíduos de saúde Ltda., 2012.

9.4.9.2 Controle e Fiscalização dos Planos de Gerenciamento de Resíduos de


Serviço de Saúde - PGRSS
139
O marco do gerenciamento de resíduos de serviço de saúde no Brasil se deu com a
edição das Resoluções RDC ANVISA n° 306, de 7 de dezembro de 2004, e CONAMA n°
358, de 29 de abril de 2005, segundo as quais todo estabelecimento gerador de
resíduos de serviços de saúde deve elaborar o Plano de Gerenciamento de Resíduos de
Serviços de Saúde – PGRSS. Em 2005, a Secretaria Municipal da Saúde, através da
Divisão de Vigilância Sanitária, iniciou o processo de fiscalização dos estabelecimentos
de serviços de saúde no município de Foz do Iguaçu, incorporando a apresentação do
PGRSS a sua rotina de exigências sanitárias. Atualmente, para que o estabelecimento
obtenha a concessão do Alvará de Funcionamento, deve apresentá-lo previamente para
análise da Vigilância Sanitária.
Além da necessidade de aprovação do PGRSS, durante as fiscalizações é realizado o
monitoramento da sua efetiva execução pelos estabelecimentos. São considerados
estabelecimentos de saúde todos aqueles que prestam serviços se assistência humana e
animal, públicos e privados, e os que comercializam produtos de saúde, conforme
definição das Resoluções RDC ANVISA n° 306/2004 e CONAMA no 358/2005.
Entre agosto de 2008 e dezembro de 2011, consta nos registros da Divisão de Vigilância
Sanitária, a análise de 709 PGRSS, de 323 estabelecimentos diferentes (25 públicos e
298 privados), sendo que 251 deles obtiveram parecer favorável a sua aprovação pela
Vigilância Sanitária.

9.4.9.3 Coleta de Embalagens de Medicamentos e Medicamentos Vencidos


Entregues pela População

Muito embora não haja uma campanha sistemática informando aos usuários do SUS para
que devolvam medicamentos obtidos na rede pública e que eventualmente tenham prazo
de validade expirado nos domicílios, as unidades de saúde pública municipais recebem
esses resíduos e os encaminham para a coleta feita pela empresa terceirizada
contratada. No caso de medicamentos obtidos em farmácias os resíduos deverão se
devolvidos pelo consumidor ao estabelecimento comercial da compra.

9.4.9.4 Carcaças e Cadáveres de Animais

140
O Município de Foz do Iguaçu executa a coleta de cadáveres de animais de duas formas.
Uma delas é realizada pela empresa terceirizada contratada para coletar os resíduos
sólidos domésticos, e a outra é pelo Centro de Controle de Zoonoses.
Conforme definição pela RDC 306/2004 da ANVISA “cadáveres de animais são os
animais mortos. Não oferecem risco à saúde humana, à saúde animal ou de impactos
ambientais por estarem impedidos de disseminar agentes etiológicos de doenças”. E
ainda, define carcaça de animal como “produtos de retaliação de animais, provenientes de
estabelecimentos de tratamento de saúde animal, centros de experimentação, de
universidades e unidades de controle de zoonoses e outros similares”.
Porém, os cadáveres de animais também podem ser classificados como resíduos
potencialmente infectantes. Segundo a RDC ANVISA N° 306/04 e Resolução CONAMA
358/05: “os cadáveres de animais suspeitos de serem portadores de microorganismos de
relevância epidemiológica e com risco de disseminação, que foram submetidos ou não a
estudo anátomo-patológico ou confirmação diagnóstica devem ser submetidos a
tratamento antes da disposição final”.
O Centro de Controle de Zoonoses de Foz do Iguaçu coleta animais vivos e cadáveres de
cães e gatos. Se o animal apresentar sintomatologia compatível com raiva, ou morrer com
suspeita de, são colhidas amostras de seu sistema nervoso central (SNC) e enviadas
para diagnóstico no Laboratório Central (LACEN) de Curitiba, PR. Porém, antes do
resultado das análises serem concluídas, o cadáver do animal já foi enviado ao aterro
sanitário municipal, em vala específica.

9.4.9.5 Ações em Andamento, Objetivos, Metas e Responsabilidades Para a


Melhoria do Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde na Rede Pública
Municipal

No ano de 2011 foi realizada licitação para a contratação de empresa para prestação de
serviços de coleta dos RSS. O contrato prevê um teto para a quantidade de resíduos
coletados e o pagamento de acordo com a quantidade (peso) coletado mensalmente.

141
Também em 2011, as unidades básicas de saúde implantaram um sistema de controle de
coleta dos RSS onde os mesmos são classificados e pesados no momento da coleta, é
preenchida uma planilha com essas informações e assinada pelo funcionário da empresa
coletora. Ao final do mês a empresa emite um balanço da coleta em cada unidade. O
cruzamento dessas informações (da empresa e das unidades de saúde) permite a
fiscalização do procedimento e o pagamento à empresa contratada.
O contrato com a empresa coletora prevê também a capacitação dos servidores da rede
pública de saúde em gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, como foi descrito
no início. Em novembro de 2011 foi realizada uma capacitação e no mês de março desse
ano de 2012 outras duas, envolvendo mais de 130 servidores. Até o final de 2012 deverá
haver mais 17 capacitações, com estimativa de cerca de 1.200 servidores a serem
capacitados.
No final de 2011 também foi iniciada a elaboração do Plano de Gerenciamento de
Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) das 27 unidades básicas de saúde, no modelo
simplificado, que atualmente encontra-se em fase final (devem ser aprovados pela
Vigilância Sanitária no mês de abril/2012). As unidades de assistência especializada UPA
e Pronto-Atendimento do Morumbi I, que requerem o modelo de PGRSS de grande
gerador, estão em fase inicial de elaboração do mesmo.
Após aprovação do PGRSS no órgão sanitário, o mesmo será encaminhado ao Instituto
Ambiental do Paraná (IAP) como documento exigido para a concessão da Licença
Ambiental por aquele órgão. Em nível local, nas unidades de saúde, o PGRSS será
implementado pelo respectivo responsável técnico – processo que envolve nova etapa de
capacitação dos servidores no gerenciamento dos RSS.

Por fim, as adequações necessárias em cada unidade de saúde a fim de que se ajustem
às exigências previstas no PGRSS serão levantadas e executadas pela SMSA, inclusive
quanto aos abrigos externos dos resíduos, projeto que está sendo executado em parceria
com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Obras.

10 RESIDUOS ESPECIAIS
142
10.1 LOGISTICA REVERSA

De acordo com art. 33 da Lei nº 12.305/10, são obrigados a estruturar e implementar


sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor,
de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos
sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de: agrotóxicos, pilhas
e baterias, pneus, óleos lubrificantes (seus resíduos e embalagens), lâmpadas
fluorescentes (de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista), produtos eletroeletrônicos (e
seus componentes.
As empresas que executam o serviço de coleta, transporte e destinação final de resíduos
especiais, deverão ter cadastro junto ao Órgão Ambiental Municipal e apresentar relatório
mensal dos serviços prestados.
Todos os participantes do sistema de logística reversa manterão atualizadas e
disponíveis, ao órgão municipal competente e a outras autoridades, as informações
completas sobre a realização das ações sob a logística reversa de sua responsabilidade.
As empresas que executam o serviço de coleta, transporte e destinação final de resíduos
especiais, deverão ter cadastro junto ao Órgão Ambiental Municipal e apresentar relatório
mensal dos serviços prestados.
O poder público municipal poderá estender a outros produtos e embalagens os
procedimentos estabelecidos pela logística reversa considerando prioritariamente o grau e
a extensão do impacto a saúde pública e ao meio ambiente, considerando a viabilidade
técnica e econômica.

O poder público através do setor de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos


poderá firmar com o setor empresarial, acordo ou termo de compromisso, para a
realização de atividades de responsabilidade do sistema de logística reversa onde estes
deverão ser remunerados podendo ser interrompido quando utilizar recursos do
orçamento municipal, retornado este mediatamente à responsabilidade do setor
empresarial.

10.1.1 Diagnóstico Pilhas e Baterias

143
O Município de Foz do Iguaçu não possui sistema efetivo de coleta, tampouco de
fiscalização e controle dos resíduos de pilhas e baterias, em especial as que contenham
em suas composições chumbo, cádmio e mercúrio. Na cidade não existem empresas
especializadas na reutilização, tratamento, reciclagem ou disposição final destes
produtos. Porém, observa-se que algumas empresas apresentam pontos de entrega
voluntária, cumprindo com o dever de recolher o material outrora vendido pelo
estabelecimento comercial, de acordo com a Lei Municipal 2.702/2002, a Política Nacional
de Resíduos Sólidos, sob a Lei 12.305/10 e em conformidade com a Resolução CONAMA
Nº. 401/2008.
As empresas recolhem as pilhas e baterias usadas e através de parcerias com empresas
especializadas em coleta, transporte e destinação final dessa tipologia que fazem a
destinação ambientalmente adequada. Contudo, a coleta desse material é ínfima diante
do montante gerado no município.
Percebe-se a falta de sensibilização da população, que na maioria das vezes, destina
esse tipo de resíduo na coleta convencional de resíduos domésticos, tendo por fim o
aterro sanitário municipal.
Outro agravante é a falta de fiscalização, controle e monitoramento, por parte do
município, quanto ao comércio fronteiriço e a entrada desses produtos em nosso território,
seja por volume ou quantidade. Não se sabe qual o poder de contaminação e o teor de
metais contido nas pilhas e baterias importadas do Paraguai ou Argentina pelo
consumidor iguaçuense e não estão enquadradas na resolução Conama 257.
Segundo a ABINEE – Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, existem
tecnologias que permitem que cerca de 95% dos componentes da bateria sejam
reciclados.
Diante de panorama acima exposto, o município poderá intermediar um sistema de coleta
de pilhas e baterias que não se enquadrem no programa de logística reversa. Todavia,
manterá a fiscalização do sistema logística reversa em âmbito municipal, que obriga o
fabricante, comerciante e consumidor a dar destino correto ao lixo especial ou lixo
eletrônico, conforme determina a Lei Federal N. 12305/2010 e a resolução CONAMA 257
de 30 Junho de 1999, onde afirma que os produtores e distribuidores de pilhas e baterias
são responsáveis pela adoção dos procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento
ou disposição final ambientalmente adequada. Salienta-se que as pilhas e baterias

144
provenientes do Paraguai, Argentina ou de outros países, serão recolhidas pelo sistema
de coleta paralelo ao sistema de coleta da logística reversa. Ver Apêndice 05 - Projeto
Pilhas e Baterias.

10.1.2 Diagnóstico Lâmpadas Fluorescentes, Vapor de Sódio e Mercúrio e Luz


Mista

A exemplo das pilhas e baterias não há programa municipal específico para a coleta dos
resíduos de lâmpadas, porém constata-se que há alguns pontos de entrega voluntária em
pontos comerciais da cidade que buscam atender a legislação da logística reversa.
Verifica-se também a disposição destes materiais para a coleta convencional de resíduos
domésticos do município, cuja destinação final é promovida pela concessionária de
limpeza pública ao Aterro Sanitário Municipal.
Algumas das empresas do município dispõem de pontos de entrega voluntária de
lâmpadas e destinam as mesmas para a empresa Ambiensys Gestão Ambiental – Bulbox,
de Curitiba-PR que faz a descontaminação das lâmpadas. Ver Apêndice 06 Projeto
Lâmpadas Fluorescentes.

10.1.3 Diagnóstico: Óleos e Graxas

Percebe-se que o recolhimento destes resíduos vem sendo realizado por empresas
especializadas tais como a Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Industriais e
Comerciais Ltda. (CETRIC) de Chapecó-SC, Grupo Taborda de Mandirituba-PR, Sabiá
Ecológico de Francisco Beltrão-PR, dentre outras.

10.1.4 Diagnóstico: Pneus Inservíveis

Os pneumáticos inservíveis são armazenados no barracão localizado na Avenida Dr.


Moacir Azambuja, 179, Parque Imperatriz, no município de Foz do Iguaçu. Esse ponto de
coleta é administrado pela empresa Xibiu Comércio e Reciclagem de Pneus Ltda.,
localizada e com sede em Araucária – PR. O barracão recebe os pneumáticos de
borracharias e transportadoras, que destinam os pneus ao ponto de coleta. Essas

145
empresas no ato da entrega recebem a declaração de recebimento, essa declaração tem
como função controlar a origem de pneus inservíveis, conforme exigência da
RECICLANIP e da Prefeitura de Foz do Iguaçu.
Estima-se que esse ponto de coleta armazene mensalmente cerca de 96.000 kg de pneus
inservíveis, que a cada 12.000kg são enviados à empresa Votorantin, em Rio Branco do
Sul- PR, para co-processamento em fornos de clínquer, como combustível alternativo em
substituição ao coque de petróleo.
Percebe-se a que o gerenciamento desses resíduos, em parte, esta em conformidade
com o artigo 27 do Decreto Estadual nº 6674/2002 e Lei Federal 12.305/10, em
consonância com a Resolução n°. 416/09 do CONAMA.

Figura: 52– Depósito de Pneus


Fonte: ( LUBENOW, Luana Andressa) Fotos: Depósito de pneus inservíveis administrado pela empresa Xibiu.

10.1.5 Embalagens de Agrotóxicos

A destinação das embalagens de agrotóxicos vazias deverá atender a logística reversa,


neste contexto as embalagens geradas no município de Foz do Iguaçu são destinadas à
empresa ACCO (Associação dos Comerciantes de Agroquímicos da Costa Oeste) para a
devida destinação final. A empresa receptora está localizada na Av. Adolfo Lollato, 2760,
Centro, CEP 85875-000 no município de Santa Terezinha de Itaipu – PR.
Estas embalagens devem obrigatoriamente passar pelo processo da tríplice lavagem que
é realizada a campo pelo agricultor, em atendimento à legislação vigente das leis federais
no 7.802/89 e no 9.974/00, onde dispõem sobre a destinação final destes resíduos
perigosos.

10.1.6 Diagnóstico Lixo eletrônico

146
Comprovadamente não existe no Município de Foz do Iguaçu um Plano de Ação efetivo e
sistemático para a coleta, transporte e destinação final adequada dos resíduos
provenientes dos equipamentos eletrônicos em geral. Tais resíduos são considerados
poluidores em potencial e têm como destino o aterro sanitário, prejudicando sobremaneira
sua vida útil, além de causar danos consideráveis ao meio ambiente.
A inexistência do monitoramente, por parte da Secretaria de Meio Ambiente e Obras
impossibilita a quantificação e a qualificação destes resíduos. Todavia, fica fácil imaginar
uma alta demanda reprimida, tendo em vista que em dois eventos ocorridos na cidade
foram recolhidos aproximadamente 16 toneladas, num período de três dias. Cabe
ressaltar que os resíduos foram entregues voluntariamente nos pontos de coleta e
destinado à empresa Nova Cascavel, de Cascavel, devidamente licenciada, especializada
na coleta, transporte e reciclagem do lixo eletrônico.
A problemática se amplia à medida que muitos moradores do município adquirem
produtos eletrônicos na CIldad Del Este PY, produtos estes muitas vezes não fiscalizados
ou cadastrados e desse modo, não sujeitos a legislação brasileira.

O Município conta hoje com uma empresa especializada no tratamento e reciclagem do


lixo eletrônico, aguardando licenciamento ambiental para iniciar suas atividades. Assim
sendo, o Poder Público Municipal deverá firmar Termo de Cooperação no sentido de
implantar a coleta de resíduos eletrônicos de forma oficial, garantindo o monitoramento,
controle e a destinação final ambientalmente adequada.
Nos resíduos eletroeletrônicos podem ser encotrados os contaminantes: Arsênico, Bário,
Berílio, Retardantes de Chama Bromados (BFR), Cádmio, CFCs
(clorofluorcarbonos),Cromo, Dioxinas, Chumbo, Mercúrio, Bifenilos policlorados (PCB),
Cloreto de polivinila (PVC) e Selênio,

11 RESÍDUOS INDUSTRIAIS

O gerenciamento dos resíduos sólidos industriais de Foz do Iguaçu não é de atribuição do


Serviço de Limpeza Pública. Percebe-se que atualmente não há nenhum controle sobre o
gerenciamento dessa tipologia no município.

147
De acordo com os dados coletados e em consonância com a Classificação Nacional de
Atividades Econômicas - CNAE, encontram-se no município 429 empresas com perfil
industrial. Os dados são demonstrados no Quadro 14
Quadro 14 - Relação dos estabelecimentos com perfil industrial, de acordo com as atividades
classificadas pela CNAE.
CNAE DENOMINAÇÃO QUANT.
1012-1/01 Abate de aves 1
Alvejamento, tingimento e torção em fios, tecidos, artefatos têxteis e peças
1340-5/02 1
do vestuário
Confecção de peças do vestuário, exceto roupas íntimas e as
1412-6/01 27
confeccionadas sob medida
1411-8/01 Confecção de roupas íntimas 7
1413-4/01 Confecção de roupas profissionais, exceto sob medida 3
1412-6/02 Confecção, sob medida, de peças do vestuário, exceto roupas íntimas 51
1413-4/02 Confecção, sob medida, de roupas profissionais 1
0810-0/06 Extração de areia, cascalho ou pedregulho e beneficiamento associado 1
0810-0/09 Extração de basalto e beneficiamento associado 1
0600-0/03 Extração e beneficiamento de areias betuminosas 2
Extração e britamento de pedras e outros materiais para construção e
0810-0/99 2
beneficiamento associado

1096-1/00 Fabricação de alimentos e pratos prontos 1


Fabricação de aparelhos de recepção, reprodução, gravação e amplificação
2640-0/00 1
de áudio e vídeo
2759-7/01 Fabricação de aparelhos elétricos de uso pessoal, peças e acessórios 1
Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na
2342-7/02 4
construção, exceto azulejos e pisos
2330-3/02 Fabricação de artefatos de cimento para uso na construção 4
2330-3/03 Fabricação de artefatos de fibrocimento para uso na construção 1
2229-3/01 Fabricação de artefatos de material plástico para uso pessoal e doméstico 1
1352-9/00 Fabricação de artefatos de tapeçaria 10
1629-3/01 Fabricação de artefatos diversos de madeira, exceto móveis 2
1351-1/00 Fabricação de artefatos têxteis para uso doméstico 4
2593-4/00 Fabricação de artigos de metal para uso doméstico e pessoal 9
2542-0/00 Fabricação de artigos de serralheria, exceto esquadrias 7
Fabricação de artigos para viagem, bolsas e semelhantes de qualquer
1521-1/00 1
material
2910-7/01 Fabricação de automóveis, camionetas e utilitários 1
3212-4/00 Fabricação de bijuterias e artefatos semelhantes 1
1092-9/00 Fabricação de biscoitos e bolachas 1
2392-3/00 Fabricação de cal e gesso 1
1531-9/01 Fabricação de calçados de couro 2
1539-4/00 Fabricação de calçados de materiais não especificados anteriormente 1

148
1113-5/02 Fabricação de cervejas e chopes 1
2610-8/00 Fabricação de componentes eletrônicos 2
1032-5/99 Fabricação de conservas de legumes e outros vegetais, exceto palmito 1
Fabricação de equipamentos e acessórios para segurança pessoal e
3292-2/02 1
profissional
1095-3/00 Fabricação de especiarias, molhos, temperos e condimentos 1
Fabricação de esquadrias de madeira e de peças de madeira para
1622-6/02 1
instalações industriais e comerciais
2512-8/00 Fabricação de esquadrias de metal 18
2511-0/00 Fabricação de estruturas metálicas 2
Fabricação de estruturas pré-moldadas de concreto armado, em série e sob
2330-3/01 5
encomenda
2733-3/00 Fabricação de fios, cabos e condutores elétricos isolados 1
Fabricação de fogões, refrigeradores e máquinas de lavar e secar para uso
2751-1/00 1
doméstico, peças e acessórios
Fabricação de geradores de corrente contínua e alternada, peças e
2710-4/01 1
acessórios
Fabricação de letras, letreiros e placas de qualquer material, exceto
3299-0/03 6
luminosos

2740-6/02 Fabricação de luminárias e outros equipamentos de iluminação 1


Fabricação de máquinas e equipamentos para terraplenagem,
2854-2/00 1
pavimentação e construção, peças e acessórios, exceto tratores
Fabricação de máquinas para a indústria metalúrgica, peças e acessórios,
2861-5/00 1
exceto máquinas-ferramenta
1094-5/00 Fabricação de massas alimentícias 3
5283-9/92 Fabricação de massas alimentícias 1
3240-0/03 Fabricação de mesas de bilhar, de sinuca e acessórios associada à locação 1
2680-9/00 Fabricação de mídias virgens, magnéticas e ópticas 2
3101-2/00 Fabricação de móveis com predominância de madeira 18
3102-1/00 Fabricação de móveis com predominância de metal 4
1111-9/02 Fabricação de outras aguardentes e bebidas destiladas 1
Fabricação de outras máquinas e equipamentos de uso geral não
2829-1/99 1
especificados anteriormente, peças e acessórios
Fabricação de outros aparelhos eletrodomésticos não especificados
2759-7/99 2
anteriormente, peças e acessórios
Fabricação de outros artefatos e produtos de concreto, cimento,
2330-3/99 2
fibrocimento, gesso e materiais semelhantes
1622-6/99 Fabricação de outros artigos de carpintaria para construção 1
Fabricação de outros brinquedos e jogos recreativos não especificados
3240-0/99 1
anteriormente
Fabricação de outros produtos alimentícios não especificados
1099-6/99 7
anteriormente
2599-3/99 Fabricação de outros produtos de metal não especificados anteriormente 3
3299-0/04 Fabricação de painéis e letreiros luminosos 4
Fabricação de peças e acessórios para o sistema motor de veículos
2941-7/00 1
automotores

149
2622-1/00 Fabricação de periféricos para equipamentos de informática 1
Fabricação de produtos cerâmicos não-refratários não especificados
2349-4/99 1
anteriormente
2341-9/00 Fabricação de produtos cerâmicos refratários 1
2062-2/00 Fabricação de produtos de limpeza e polimento 2
Fabricação de produtos de padaria e confeitaria com predominância de
1091-1/02 48
produção própria
1091-1/01 Fabricação de produtos de panificação industrial 1
Fabricação de produtos de papel para uso doméstico e higiênico-sanitário
1742-7/99 1
não especificados anteriormente
Fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel-cartão
1749-4/00 1
e papelão ondulado não especificados anteriormente
2592-6/01 Fabricação de produtos de trefilados de metal padronizados 1
1093-7/01 Fabricação de produtos derivados do cacau e de chocolates 3
3299-0/99 Fabricação de produtos diversos não especificados anteriormente 7
1053-8/00 Fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis 7

1354-5/00 Fabricação de tecidos especiais, inclusive artefatos 2


2311-7/00 Fabricação de vidro plano e de segurança 2
Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo
5620-1/04 11
domiciliar
Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para
5620-1/01 8
empresas
2451-2/00 Fundição de ferro e aço 1
1062-7/00 Moagem de trigo e fabricação de derivados 3
4721-1/02 Padaria e confeitaria com predominância de revenda 75
2330-3/05 Preparação de massa de concreto e argamassa para construção 2
1013-9/02 Preparação de subprodutos do abate 1
2532-2/01 Produção de artefatos estampados de metal 1
0210-1/08 Produção de carvão vegetal - florestas plantadas 1
1610-2/01 Serrarias com desdobramento de madeira 1
1610-2/02 Serrarias sem desdobramento de madeira 1
TOTAL 429
Fonte: Secretaria Municipal da Fazenda, Prefeitura do Município de Foz do Iguaçu, 2012.

Contata-se a falta de informações referentes ao porte dos estabelecimentos industriais no


município, bem como as formas de coleta, tratamento, armazenamento e destinação final.
Constata-se ainda que não há informações sobre os tipos de resíduos gerados.

12 RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

150
12.1 DIAGNÓSTICO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Os Resíduos da Construção Civil – RCC24 ou Resíduos da Construção e Demolição -


RCD, no município de Foz do Iguaçu, a sua principal destinação final é o Aterro Sanitário
Municipal, na célula de Inertes. Conforme representado na Figura 53

Figura 53: Setor de Deposição de RCC Aterro Sanitário Municipal.


Fonte: PMFI

Os RCC gerados no município possuem duas fontes distintas. Uma das fontes são as
obras públicas e privadas realizadas dentro do perímetro do município que segundo os
dados registrados no aterro sanitário representam aproximadamente 89,8 % dos RCC
dispostos no aterro, algo entorno de 6395,3 toneladas mês. A outra fonte é a Usina
Hidrelétrica de Itaipu que representa aproximadamente 10,2 % dos RCC dispostos no
aterro, cerca de 653,7 toneladas mês. Conforme figura 54.

24 RCC ou RCD: Ambas as nomenclaturas definidas pela Resolução 307/2002 Conama.


151
Resíduos da Construção Civil
Gerados em Foz do Iguaçu
6395,3
ton/mês;
89,8%

Município
Usina de Itaipu

653,7
ton/mês;
10,2%

Figura 54: Gráfico Geração de RCC Foz do Iguaçu.


Fonte: Balança Aterro Sanitário Municipal

Como alternativa para a disposição final de RCC, existe no município algumas empresas
que reciclam agregados da construção civil e os aproveitam como insumos de seu
processo produtivo, porém a capacidade de reciclagem dessas empresas ainda
representa uma pequena parcela dos resíduos gerados no município.

12.1.1 Operacionalização da Célula de Resíduos da Construção Civil

Os RCC levados ao aterro são depositados no setor de inertes, porém em células


diferenciadas devido as atuais formas de aproveitamento dos mesmos, pois os resíduos
são reutilizados no aterro para melhoria das condições das vias internas de acesso para
tráfego do maquinário e caminhões caçambas. Sendo depositados conforme figura 52.

152
Figura 55 - Célula RCC Recicláveis Como Agregados, 2012

As cargas de resíduos inertes que chegam ao aterro conforme pode ser visualizado na
Figura 56, e que possuem alta ou total concentração de solo são separadas e utilizadas
na cobertura das células, juntamente com o solo retirado da jazida.

Figura: 56 - Célula RCC com Elevada Concentração de Solo, 2012.

Quando houver a mistura de resíduos inertes e domiciliares, é executada uma triagem,


conforme demonstrado nas Figuras 54 e 55.
Levando em consideração o diagnóstico apresentado foi elaborado o prognóstico
conforme Apêndice 09:

153
Figura: 57 - Célula de RCC com Materiais Diversos, 2012

Figura 58: Colaborador Removendo Materiais Não Inertes, 2012

12.1.2 Gestão dos Resíduos da Construção Civil no Município


Atualmente o município, não possui um sistema de gestão dos RCC gerados, o único
controle realizado é a pesagem das caçambas que são depositadas no aterro sanitário na
célula de inertes. Porém por ser considerado um resíduo de responsabilidade do gerador,
a coleta e o transporte é de responsabilidade do mesmo, o município disponibiliza ao
munícipe/gerador o aterro sanitário para a disposição dos resíduos de forma gratuita,
sendo a coleta e transporte realizados por empresas especializadas (caçambas).
No município encontra-se em operação cerca de 10 empresas caçambeiras. A operação
dessas empresas é regulada por legislação específica LEI 93/2009 que dispõem sobre o
uso, a disposição e o transporte com caçambas coletoras de entulhos no município de
Foz do Iguaçu e dá outras providências. Cabendo a fiscalização das caçambas ao
Instituto de Transporte e Trânsito de Foz do Iguaçu - Foztrans.

12.1.3 Controle e Fiscalização para Geradores de Resíduos da Construção Civil


A disposição irregular de Resíduos da Construção Civil - RCC acarreta uma série de
inconvenientes para os gestores municipais, bem como para a sociedade como um todo.
Elevam-se os custos para manter o sistema de limpeza pública, ocasiona o assoreamento
154
dos cursos d’água propiciando a ocorrência de enchentes, obstrução de sistemas de
drenagem urbana, contaminação do solo e água, cria-se um ambiente propicio para a
proliferação de vetores, entre outros.
Considerando os fatores acima expostos, é imprescindível que o município adote uma
postura mais rígida, no que tange a fiscalização e controle sobre a geração, transporte e
destinação final desses resíduos.
No entanto, as ações de fiscalizações implementadas, são limitadas e insuficientes, Não
são realizadas a fiscalização e o controle sobre as empresas caçambeiras que atuam a
coleta e transporte desses resíduos no município, e nem o controle da destinação dada
ao mesmo, não há legislação que defina quais os procedimentos a serem realizados por
grandes geradores por consequência.
Considerando o valor agregado desse tipo de resíduo, seu potencial de reaproveitamento,
reciclagem e sua reinserção na indústria de construção civil aquecendo a economia e o
mercado de trabalho local, é necessário reestruturação e implementação de um sistema
de gestão de RCC por parte dos gestores municipais.

13 - PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS - PGRS

13.1 DIAGNÓSTICO DA GESTÃO DOS PLANOS DE GERENCIAMENTO DE


RESÍDUOS SÓLIDOS - PGRS

Gerenciar o resíduo é adotar um conjunto articulado de ações, normativas, operacionais,


financeiras e de planejamento, com base em critérios sanitários, ambientais e econômicos
para coletar, tratar e dispor os resíduos sólidos, que visa buscar o conhecimento
detalhado do ciclo completo do resíduo, desde a sua geração até o destino final, visando
a conservação do meio ambiente, a recuperação dos materiais potencialmente
recicláveis, qualidade de vida, entre outros.
Visando desenvolver e ampliar a política municipal de reciclagem, o Plano de
Gerenciamento de Resíduos Sólidos surgiu para que o município pudesse ter
conhecimento da quantidade produzida por empresas ou condomínios geradores e a sua
destinação final, indagando a quantidade de resíduos gerados, a sua classificação, coleta,
transporte e acondicionamento interno, a destinação final e ações de educação ambiental.

13.1.1 Atendimento aos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos –


PGRS, dos grandes geradores.

155
O Departamento de Coleta Seletiva possui uma divisão responsável pelo
acompanhamento dos programas de gerenciamento de resíduos recicláveis com base na
Lei Estadual 12.493/99 e Lei Federal 12.305/10, onde estabelece princípios,
procedimentos, normas e critérios referentes à geração identificação, segregação,
acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte e destinação final de todos os
resíduos produzidos nos empreendimentos, visando controle da poluição, contaminação e
a minimização de seus impactos ambientais, desta forma disciplinando a coleta seletiva.
As ações da divisão visam consolidar o programa de coleta seletiva o qual prevê que os
grandes geradores de resíduos sólidos devem apresentar o plano de gerenciamento de
resíduos sólidos – PGRS que se constitui num documento integrante do sistema de
gestão ambiental, baseado nos princípios da não geração e da minimização da geração
de resíduos, aponta e descreve as ações relativas ao seu manejo, tanto interno quanto
externo.
O PGRS depois de elaborado pelo gerador dos resíduos é submetido a análise da
secretaria municipal de meio ambiente e obras para sua fiscalização, aprovação e laudo
final.
A finalidade do PGRS é dotar o empreendimento de instrumento que possibilite a
diminuição ou minimização dos resíduos na fonte, adequar à segregação na origem,
controlar e reduzir os riscos ao meio ambiente e assegurar o correto manuseio e
disposição final em conformidade com a legislação vigente. Tais ações possibilitam a
ampliação da vida útil do aterro sanitário preservando e mantendo o ambiente natural e
urbano, mantendo e melhorando a imagem da cidade para os cidadãos residentes e
milhares de visitantes que movimentam a economia da região, aproveitando ao máximo
todos os materiais que possam ser encaminhados para a reciclagem criando alternativa
de emprego e renda para a população de modo a garantir vida digna a partir de atividades
relacionadas com a coleta de materiais recicláveis.
O contribuinte tem acesso a esclarecimentos pertinentes e instruções para elaboração do
PGRS pelo site da prefeitura por meio do link Secretaria do Meio Ambiente e Obras –
Departamento de Coleta Seletiva e quando solicitado agendamento de palestras pela
equipe de Educação Ambiental do Município.
De acordo com dados fornecidos pela Divisão de Coleta Seletiva, no ano de 2005 a
prefeitura começou a notificar as empresas geradoras de resíduos quanto à necessidade
de apresentação dos seus respectivos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos –

156
PGRS. Até o final de 2011 foram emitidas 6.788 (Seis mil Setecentas e Oitenta e Oito)
notificações, sendo que neste mesmo período, foram protocolados na Prefeitura um
total de 2.062 (Dois Mil e Sessenta e Dois Projetos) projetos, ou seja, um percentual de
30% de notificações atendidas.
A Divisão da Coleta Seletiva que é responsável pela emissão das notificações,
fiscalização e aprovação dos projetos protocolados na prefeitura, dispõem de um quadro
defasado tanto na estrutura física quanto na funcional, já que tem a disposição apenas um
funcionário para a realização de todos os trabalhos, fato que compromete
significativamente o funcionamento do setor.

13.2 PROGNÓSTICO DA GESTÃO DOS PLANOS DE GERENCIAMENTO DE


RESÍDUOS SÓLIDOS - PGRS

Com base nos dados apresentados no diagnóstico da divisão de coleta seletiva do


município e devido à sua grande importância para a implantação do PMGIRS, haja vista
que, se tem por objetivo que todos os grandes geradores possuam seus respectivos
PGRS, fica evidente a necessidade de uma reforma na gestão interna da divisão. Esta
ação visa um melhor aproveitamento dos dados contidos nos projetos encaminhados a
prefeitura.
Inicialmente o órgão ambiental municipal deverá ampliar, capacitar e equipar a equipe de
fiscalização da divisão responsável pela gestão dos PGRS. Esta equipe deverá aprimorar
um modelo simplificado para os micro e pequenos geradores de resíduos.
Posteriormente, a prefeitura deverá implantar um sistema informatizado para o controle
dos PGRS que possibilite a geração de informações quanto à gestão dos resíduos no
município.
Todos os PGRS deverão ser atualizados anualmente e deverão ser elaborados por
profissionais habilitados, da mesma forma que a avaliação dos mesmos com formação na
área de meio ambiente/resíduos sólidos, pertencentes ao quadro de carreira da prefeitura.
Em complemento a essas proposições, a prefeitura, por meio da divisão responsável pela
gestão dos PGRS, deverá manter um cadastro atualizado das empresas credenciadas e
licenciadas a receber os resíduos gerados no município. Deverá também divulgar de
forma oficial um extrato das atividades desenvolvidas pela divisão e viabilizar uma taxa
para a vistoria e análise dos PGRS.

157
Como demonstrativo da nova proposta de gestão da divisão de coleta seletiva, foi
elaborado um fluxograma conforme demonstrado na Figura 59

Figura 59 - Fluxograma da Estrutura Proposta para a Gestão dos PGRS

158
14 UNIDADE DE TRATAMENTO E DESTINAÇÃO FINAL DE
RESÍDUOS SÓLIDOS

14.1 DIAGNÓSTICO DA UNIDADE DE TRATAMENTO E DESTINAÇÃO FINAL DE


RESÍDUOS SÓLIDOS – ATERRO SANITÁRIO

O Aterro Sanitário de Foz do Iguaçu, localizado entre os bairros Porto Belo e Jardim
Califórnia, ao Sul com Latitude 25º27’46 ", e a Oeste com Longitude 54º36’22", ocupa
uma área total de 389.737,44 m², sendo sub-dividido em espaços próprios para cada tipo
de atividade, conforme tabela 21.

Tabela 21 – Subdivisão do aterro conforme atividade.


Área destinada a resíduos domiciliares e comercial 184.751,79 m²
Área destinada a resíduos de trato-saúde: * 7.298,00 m²
Área destinada a resíduos de inertes: 24.439,28 m²
Área destinada a compostagem de resíduos: 13.702,74 m²
Área destinada a reciclagem de resíduos: 1.779,46 m²
Área destinada a Centro de Educação Ambiental 919,15 m²
Área destinada a jazida de materiais para cobertura: 63.288,62 m²
Área destinada para tratamento de chorume (lagoas) 21.152,13 m²
Área de preservação: 45.544,79 m²
Áreas p/ instalações, acessos e depósitos 26.861,48 m²
Área Total : 389.737,44 m²
* Área destinada aos resíduos de saúde foi desativada.
Fonte: VITAL, 2011

A área destinada ao acondicionamento dos resíduos domésticos e comerciais está


dividida em três partes diferentes. A Área 1 ou célula 1, composta de 6 camadas:
58.387,15 m², está concluída; a Área 2 ou célula 2, composta de 6 camadas: 61.584,01
m² (1ª camada concluída, 2ª camada em operação); e a Área 3 ou célula 3, composta de
6 camadas: 64.780,63 m² (reservada para expansão).

14.1.1 Histórico da Destinação de Resíduos Sólidos no Aterro Sanitário de Foz


do Iguaçu

159
O Aterro Sanitário de Foz do Iguaçu, localizado na porção noroeste da cidade entre os
bairros Porto Belo e Jardim Califórnia ocupa uma área de 389.737,44 m², iniciou sua
operação de forma licenciada em Abril de 2001, e recebe exclusivamente os resíduos
gerados na própria cidade.

Figura 60– Vista Aérea do Aterro Sanitário de Foz do Iguaçu


Fonte: Vital, 2009.

A distância média de transporte ao centro de massa de coleta no município é de cerca de


15 km, sendo que o acesso à área se faz a partir do Km 4,5 da Rodovia Tancredo Neves,
sentido centro / Itaipu Binacional, seguindo na rua Vicinal Ângela Aparecida de Andrade,
situado a 10 Km do centro da cidade.

14.1.2 Aspectos Construtivos do Aterro Sanitário

14.1.2.1 Impermeabilização da Base

A base do aterro sanitário é impermeabilizada para impedir a infiltração de efluentes


líquidos no solo e a contaminação das águas subterrâneas. No aterro sanitário de Foz do
Iguaçu a impermeabilização da base é composta por três camadas de argila compactadas
de 20 cm, totalizando 60 cm de espessura.

14.1.2.2 Drenagem de Líquidos Percolados e de Gases

160
Há um sistema de drenos e coletores internos para a coleta e condução dos líquidos
percolados até o sistema de tratamento de efluentes. Este sistema é formado por drenos
principais, secundários e periféricos sobre a impermeabilização de base.
A construção dos drenos é gradual, de acordo com o avanço das frentes de trabalho. Os
gases gerados pela decomposição dos resíduos são, por sua vez, conduzidos por drenos
verticais.

14.1.2.3 Drenagem de águas pluviais

A drenagem de águas pluviais tem por objetivo conduzir as águas precipitadas e


escoadas superficialmente para fora do corpo do aterro, diminuindo desta maneira a
vazão de efluentes líquidos.

14.1.2.4 Sistema de tratamento de efluentes

A quantidade de percolado tratado apresenta o mesmo fator que a quantidade de


chorume a drenar e remover, pois dependem da quantidade da chuva.
Atualmente a técnica adotada no Aterro é a recirculação total do chorume, portanto não
há lançamento de efluente em córregos e rios da região.

14.1.3 Aspectos Operacionais do Aterro

14.1.3.1 Descrição de Operação e Funcionamento do Aterro Sanitário de Foz do


Iguaçu

Atualmente, o Aterro Sanitário recebe aproximadamente 200 toneladas/dia de resíduos


sólidos oriundos da Coleta Pública Domiciliar e da Limpeza Urbana.

Os caminhões que adentram no Aterro são previamente pesados para controle e emissão
de relatórios. Os resíduos são depositados nas células de tratamento, onde são
espalhados, compactados e cobertos diariamente com camadas de solo.

14.1.3.2 Recebimento dos Resíduos

Nesta etapa é realizado o controle dos veículos que ingressam ao aterro, quanto à fonte
geradora, à tipologia e a quantidade de resíduos. Os caminhões são pesados e todos os

161
dados são armazenados no controle da empresa responsável pela manutenção do aterro
e posteriormente encaminhados por relatórios à PMFI.

14.1.3.3 Descarga dos Resíduos


A descarga é realizada na frente de serviço em operação, dimensionada de acordo com a
altura e largura das células de trabalho e o plano de avanço do aterro. Há um colaborador
indicando a localização da frente de trabalho aos veículos, para garantir a correta
localização das descargas.

14.1.3.4 Cobertura Diária dos Resíduos

Os resíduos compactados recebem diariamente uma camada de cobertura de 0,20m de


espessura de solo, com uma declividade em direção ao sistema de drenagem pluvial.

14.1.3.5 Cobertura Final do Aterro Sanitário

Os taludes e células encerradas, que não sofrerão mais alterações de sua geometria em
função da evolução do aterro, recebem camada de cobertura de 0,50 m de solo argiloso,
além de vegetação com gramíneas.

14.1.3.6 Manutenção das Estruturas do Aterro

A manutenção das estruturas do Aterro Sanitário é realizada de forma contínua e


sistemática, consistindo na verificação da eficiência do sistema de drenagem interna de
efluentes líquidos e gases, verificação e manutenção da drenagem de águas pluviais,
manutenção do sistema de tratamento de efluentes e manutenção das vias de acesso e
instalações prediais e de apoio operacional. Além do acompanhamento topográfico da
movimentação vertical do maciço.

14.1.3.7 Monitoramento do Sistema de Tratamento de Efluentes

O sistema de captação do efluente líquido do Aterro Sanitário de Foz do Iguaçu é


periodicamente monitorado em todos os pontos de entrada e saída para a verificação da
eficácia do sistema.

162
14.2 PROGNÓSTICOS DA UNIDADE DE TRATAMENTO E DESTINAÇÃO FINAL
DE RESÍDUOS SÓLIDOS – ATERRO SANITÓRIO

O aterro sanitário de Foz do Iguaçu é referência de qualidade em todo o estado do


Paraná. Possui licença de operação expedida pelo IAP até o mês de setembro de 2012.
O município tem como principais metas a curto e médio prazo para o aterro sanitário:
• Viabilizar um estudo técnico que aponte a possibilidade de
reaproveitamento do gás metano gerado,
• Apontar uma nova jazida de solo para que se mantenha a cobertura
diária dos resíduos,
• Estipular que a troca dos equipamentos que fazem a operação do
aterro deva ocorrer a cada 5 anos,
• Direcionar os gastos com a manutenção do equipamento de pesagem
dos resíduos (Balança) e o sistema de recirculação de chorume
(Bomba) para a concessionária de limpeza contratada pelo município,
• Elaborar um plano de encerramento das atividades no local.
• Buscar novas tecnologias ambientalmente adequadas, socialmente
justas e economicamente viáveis, como alternativa para o tratamento
de resíduos no município, uma vez que a legislação define o ano de
2014 como prazo máximo para o aterramento de resíduos urbanos,
ficando estabelecido que apenas os rejeitos poderão ser destinados
ao aterro sanitário.

15 PASSIVO AMBIENTAL

15.1 DIAGNÓSTICO PASSIVO AMBIENTAL

15.1.1 Lixão Arroio Dourado

163
O Bairro denominado Arroio Dourado representa atualmente, devido ao seu histórico, um
proeminente quadro de passivo ambiental, pois, como serviu de “lixão” para o município
por volta de 3 décadas, apresenta fortes indícios de risco ao meio ambiente e a
comunidade em seu entorno.

15.1.1.1 Histórico do Arroio Dourado

O município de Foz do Iguaçu possui como área de passivo ambiental relacionada a


resíduos sólidos urbanos, o Lixão do Arroio Dourado. Esta área, situa-se na porção
sudeste do município de Foz do Iguaçu, na localidade do Arroio Dourado. O acesso é
todo pavimentado e pode ser realizado tanto pela Avenida Felipe Wandscheer quanto
pela Rodovia das Cataratas até a confluência com a Rua Itaboraí.

Figura 61 – Localização Lixão Arroio Dourado


Fonte: Google Earth, Consultado em Dezembro de 2011. Adaptado pelo autor, 2012.

O antigo lixão de resíduos urbanos e hospitalares possui uma área total de 145.981,94
m². O inicio do uso da área para a disposição de resíduos deu-se na década de 60, e seu
encerramento no ano de 1992. Nos anos 60 a população total do município era de 28.080
habitantes, aumentando consideravelmente para 190.195 habitantes em 1991 e 231.596
no censo realizado em 1996. Com o aumento da população, houve o aumento da
produção de lixo, tornando-se pequena a área para disposição. A imagem abaixo remonta
desde 1977 ao ano de 2010 representando o histórico de utilização da área.

164
Figura 61 – Histórico de utilização do Lixão do Arroio Dourado
Fonte: PMFI, 2011 (Acervo técnico Prefeitura Municipal, adaptado pelo autor)

O encerramento do lixão do Arroio Dourado se deu em virtude da implantação do Aterro


Sanitário Municipal. Com a desativação do lixão, o lixo exposto foi somente recoberto com
uma camada de terra, a qual em muitos lugares, com o adensamento natural dos
resíduos, erosão e lixiviação, fez-se insuficiente em alguns pontos e deixou exposto o lixo
na superfície.
A implantação, operação e desativação de um aterro sanitário, são regulamentadas de
acordo com a norma técnica ABNT 8419, a qual instrui a cerca dos requisitos básicos que
devem ser considerados nos projetos. No caso do Lixão Arroio Dourado, operado durante
muitos anos sob a forma de lixão, ou seja, sem os mecanismos de controle ambiental
necessário para evitar a poluição ambiental e os riscos à saúde pública, restou a
recuperação ambiental.

15.1.1.2 Operação e Manutenção

As informações apresentadas sobre a operacionalização do Lixão do Arroio Dourado


estão de acordo com os dados do estudo realizado pela empresa de Consultoria
Técnica Ambienge no ano de 2000, contratada para realizar diagnóstico e projeto de
recuperação do local.
Para melhor caracterização da operacionalização do Lixão do Arroio Dourado, foi
subdividida a área total em dois setores distintos o Setor Norte e o Setor sul.
165
Figura 62 – Subdivisão da área de operação Lixão Arroio Dourado
Fonte: PMFI, 2011 (Acervo técnico Prefeitura Municipal, adaptado pelo autor)

15.1.1.2.1 Setor Norte

Este compartimento é limitado pela estrada Itaboraí e pelo Arroio


Dourado, com uma área de 102.659,09 m² onde aproximadamente 90% encontra-se
ocupado por lixo enterrado em sistemas de Valas.
Estas valas foram abertas com tamanhos e profundidades variadas, estimadas em torno
de 2 a 4,5 metros de profundidade, 5 metros de largura e comprimentos de 25 metros. As
valas maiores e mais profundas concentram-se mais ao norte da área, após a localização
das casas.
A área apresenta-se com uma topografia bastante modificada, caracterizada por uma
encosta que foi trabalhada ao longo da operação do lixão com o recobrimento irregular e
a construção de moradias. A situação topográfica atual é de uma declividade media de
8,5% em direção ao Arroio Dourado e 8% em direção a sul e oeste.

15.1.1.2.2 Setor Sul

Esta área de 43.322,85 m², não foi utilizada para a disposição de lixo, mas para manter
uma balança e uma pequena jazida que serviu como material de cobertura.

166
15.1.1.3 Ocupação Irregular

O encerramento das atividades, do então denominado, “lixão” culminou na ação de


algumas famílias que vieram a construir suas moradias neste local, concentrando-se
principalmente na parte central da mesma. Muitos dos moradores eram catadores de lixo,
outros são parentes ou simplesmente famílias que vieram para Foz do Iguaçu em busca
de emprego e depararam-se com problemas de moradias, vindo a locar-se nesta área.
Dentre os principais impactos negativos inerentes a operação inadequada anterior é a
falta de critério técnico no processo de desativação da área, podemos citar a ocupação
irregular. Que por sua vez gerou uma comunidade de baixa renda desassistida por infra-
estrutura de saneamento básico, e serviços públicos, captando água em poços na região,
exposta a riscos a saúde pela proximidade com o lixão. Além de uma potencial
contaminação do córrego Arroio Dourado, situado em bacia de captação de água de
abastecimento da SANEPAR para o município de Foz do Iguaçu.
As Figuras 63, 64, 65, 66 e 67, demonstram a situação atual das famílias que residem na
comunidade do Arroio Dourado.

Figura 63 – Armazenamento provisório de resíduos urbanos.


Fonte: PMFI, 2011 (Acervo técnico Prefeitura Municipal).

167
Figura 64 – Esgotamento a céu aberto
Fonte: PMFI, 2011 (Acervo técnico Prefeitura Municipal).

Figura 65 – Arroio Dourado


Fonte: PMFI, 2011 (Acervo técnico Prefeitura Municipal).

Figura 66 – Residências sobre a área do antigo lixão


Fonte: PMFI, 2011 (Acervo técnico Prefeitura Municipal).

168
Figura 67 – Residência sobre antiga célula de disposição de resíduos
Fonte: PMFI, 2011 (Acervo técnico Prefeitura Municipal).

15.1.1.4 Recuperação Ambiental

A disposição inadequada de resíduos ao longo de décadas, o encerramento das


atividades sem o devido processo de recuperação ambiental e a ocupação da irregular da
área. Criou-se um quadro critico, pois não há um estudo de integridade ambiental que
apresente indícios que há ou não risco para as famílias ali residentes.
Os gestores cientes dessa problemática abriram edital no ano de 2012 para a contratação
de uma empresa especializada para a realização de estudo de integridade ambiental
diagnosticando a situação da antiga área do Lixão, e para posteriormente traçar as
ações cabíveis para o processo de recuperação e revitalização do espaço.

15.1.2 Prognóstico Passivo Ambiental

Considerando que a delimitação de medidas de remediação a serem realizadas para o


processo de recuperação ambiental da área, dependem de um parecer técnico sobre a
real situação em que se encontra o antigo lixão, e que tal estudo já foi licitado e prestes a
ser iniciado.
As ações a serem realizadas no local, vão depender da finalização do estudo, mas
independente, outras medidas podem ser implementadas paralelamente como o
acompanhamento social das famílias residentes, considerando o baixo poder aquisitivo e
de instrução das mesmas. Programas e oficinas de qualificação e aprimoramento
profissional, visando proporcionar as essas famílias, formas de transformar sua realidade.

169
16. ASPECTOS FINANCEIROS
A taxa de coleta de lixo é calculada anualmente com base no cálculo do
custo para a execução e manutenção dos serviços, para cada unidade imobiliária e
levando em consideração a função do uso (domiciliar e não domiciliar), a frequência
(coleta diária, coleta em dias alternados e coleta de três em três dias) e por rateio e
metragem quadrada de forma escalonada, podendo ser verificado nas Tabelas 22,
23, 24 e 25
A taxa tem como base o que dispõe no artigo 552 da Lei Complementar nº
082/2003 e consolidada pelo Decreto nº 19.937/2010:

Tabela 22 – Valor da UFFI, últimos 6 anos


Valor da UFFI
Ano Valor Unidade
2007 39,83 R$
2008 42,31 R$
2009 47,34 R$
2010 47,34 R$
2011 52,20 R$
2012 55,31 R$
Fonte: PMFI, 2012.

Tabela 23 – Valores cobrados anualmente pela coleta diária


UFFI
2007 2008 2009 2010 2011 2012
(s)
R$ R$ R$ R$ R$ R$
Uso Domiciliar 2,13 84,84 90,12 100,83 100,83 111,19 117,81
De uso não domiciliar
até 200m² 5 199,15 211,55 236,70 236,70 261,00 276,55
de 201m² a 500m² 9 358,47 380,79 426,06 426,06 469,80 497,79
de 501m² a 1000m² 22 876,26 930,82 1041,48 1041,48 1148,40 1216,82
de 1001m² a 2000m² 50 1991,50 2115,50 2367,00 2367,00 2610,00 2765,50
de 2001m² a 3000m² 105 4182,15 4442,55 4970,70 4970,70 5481,00 5807,55
de 3001m² a 4000m² 160 6372,80 6769,60 7574,40 7574,40 8352,00 8849,60
de 4001m² a 5000m² 215 8563,45 9096,65 10178,10 10178,10 11223,00 11891,65
acima de 5001m² 265 10554,95 11212,15 12545,10 12545,10 13833,00 14657,15
Fonte: PMFI, 2012.

Tabela 24 Valores cobrados anualmente pela coleta em dias alternados


UFFI(s) 2007 2008 2009 2010 2011 2012
R$ R$ R$ R$ R$ R$
Uso Domiciliar 1 39,83 42,31 47,34 47,34 52,20 55,31
De uso não domiciliar
170
até 200m² 3,5 139,41 148,09 165,69 165,69 182,70 193,59
de 201m² a 500m² 8 318,64 338,48 378,72 378,72 417,60 442,48
de 501m² a 1000m² 20 796,60 846,20 946,80 946,80 1044,00 1106,20
de 1001m² a 2000m² 31 1234,73 1311,61 1467,54 1467,54 1618,20 1714,61
de 2001m² a 3000m² 50 1991,50 2115,50 2367,00 2367,00 2610,00 2765,50
de 3001m² a 4000m² 65 2588,95 2750,15 3077,10 3077,10 3393,00 3595,15
de 4001m² a 5000m² 80 3186,40 3384,80 3787,20 3787,20 4176,00 4424,80
acima de 5001m² 165 6571,95 6981,15 7811,10 7811,10 8613,00 9126,15
Fonte: PMFI, 2012.

Tabela 25 – Valores cobrados anualmente pela coleta de três em três dias


UFFI(s) 2007 2008 2009 2010 2011 2012
R$ R$ R$ R$ R$ R$
Uso Domiciliar 0,5 19,92 21,16 23,67 23,67 26,10 27,66
De uso não domiciliar
até 200m² 1,5 59,75 63,47 71,01 71,01 78,30 82,97
de 201m² a 500m² 5 199,15 211,55 236,70 236,70 261,00 276,55
de 501m² a 1000m² 8 318,64 338,48 378,72 378,72 417,60 442,48
de 1001m² a 2000m² 10 398,30 423,10 473,40 473,40 522,00 553,10
de 2001m² a 3000m² 11 438,13 465,41 520,74 520,74 574,20 608,41
de 3001m² a 4000m² 13 517,79 550,03 615,42 615,42 678,60 719,03
de 4001m² a 5000m² 15 597,45 634,65 710,10 710,10 783,00 829,65
acima de 5001m² 75 2987,25 3173,25 3550,50 3550,50 3915,00 4148,25
Fonte: PMFI, 2012.

A receita para a prestação de serviços de coleta e limpeza publica é recolhida de forma


diferenciada podendo ser verificado na Figura 68.
Atualmente as despesas dos serviços prestados com a coleta de lixo e limpeza pública
superam a receita, demonstrado na Tabela 26 e Figura 69, apresentando um déficit.
A Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos e Serviços de Limpeza devem atender os custos
dos serviços prestados devendo ser a mesma adequada para que não haja a
necessidade de utilização de recursos de tributos para suprir o déficit.

Receita
10.000.000,00
8.000.000,00
Valor (R$)

6.000.000,00
4.000.000,00
2.000.000,00
0,00
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Limpeza e conservação 634.045,6 691.322,0 769.962,5 806.592,9 90.732,75 1.086.083 1.243.539 1.530.752
Coleta Lixo 2.322.702 2.340.158 3.007.879 3.250.383 488.479,9 6.123.977 5.014.362 8.380.529

171
Figura 68: Receita da Coleta de Lixo e Limpeza e Conservação
Fonte: PMFI, 2012

Tabela 26: Receita e despesas do serviço de Coleta de Lixo, Limpeza e Conservação


Ano Receita (R$) Despesa (R$)
2006 3.777.842,21 11.743.835,29
2007 4.056.976,01 13.137.035,87
2008 579.212,74 12.711.402,07
2009 7.210.060,82 18.160.645,43
2010 6.257.902,34 18.993.401,71
2011 9.911.281,70 16.175.186,91
Fonte: PMFI, 2012

R$ 20.000.000,00

R$ 18.000.000,00

R$ 16.000.000,00

R$ 14.000.000,00

R$ 12.000.000,00

R$ 10.000.000,00 Receita
R$ 8.000.000,00
Despesa
R$ 6.000.000,00

R$ 4.000.000,00

R$ 2.000.000,00

R$ -
2006 2007 2008 2009 2010 2011
ANO

Figura 69 Receita e despesa da Coleta de Lixo e Limpeza e Conservação


Fonte: PMFI, 2012

16.1 TAXA DE COLETA DE RESÍDUOS EM IMÓVEL DE USO NÃO DOMICILIAR

Após a efetiva implantação e informatização do PGRS, através da ponderação avaliação


da equipe técnica de avaliação do Plano de Saneamento podem ser utilizados os
indicativos apresentados para compor a fórmula de cálculo da taxa coleta de lixo, a qual é
parte integrante do Código Tributário Municipal.

Proposta de cálculo para ser avaliada e alterada conforme a viabilidade de


implantação e que seja de forma justa e atenda as necessidades dos serviços
prestados.
𝑇𝑎𝑥𝑎 𝑑𝑒 𝐶𝑜𝑙𝑒𝑡𝑎 𝑑𝑒 𝐿𝑖𝑥𝑜 = 𝛼 × 𝛽 × 𝛿 × 𝑥 × 𝑦 × 𝑧

Parâmetros:
172
𝛼 = 𝑚2 (á𝑟𝑒𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑟𝑢í𝑑𝑎)
𝛽 = 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒
𝛿 = 𝑃𝑜𝑡𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑔𝑒𝑟𝑎çã𝑜
𝑥 = 𝑍𝑜𝑛𝑒𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜
𝑦 = 𝐹𝑟𝑒𝑞𝑢𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑎 𝑐𝑜𝑙𝑒𝑡𝑎
𝑧 = 4,5% 𝑑𝑎 𝑈𝐹𝐹𝐼

Para a atividade será criado um índice para cada atividade considerando as informações
obtidas pelos PGRS apresentados a PMFI. Para a criação do índice será tabulado os
dados e através da média dos dados obtidos através das informações fornecidas no
PGRS. Essa media gera um indicativo que será variável de menor que 1 bem como igual
ou maior que 1 (< 1 >).
Potencial de geração e o dispositivo de segurança, pois se dentro da mesma atividade e
porte(m²) o gerador utiliza de área não caracterizada como do imóvel ou não seja usada
nos cálculos da metragem quadrada da mesma. Ex.: atividade desenvolvida no centro da
cidade e que a noite utiliza das via publica para colocação de mesas, aumentando assim
sua área de atividade e consequente maior geração de resíduos. Para o potencial de
geração o indicativo deve ser igual a 1 ou >1. Fator que será aplicado conforme
avaliações periódicas e in loco dos PGRS e através da fiscalização.
Para cada zoneamento conforme sua característica é atribuído um valor de acordo com a
vocação do mesmo que em virtude desta gera maior volume de resíduos. Valor igual ou
superior a 1
Conforme a frequência de coleta será atribuído um valor sempre superior a 1
Ex.: Coleta realizada de Três em Três dias = 1,1
Coleta realizada em dias alternados = 1,2
Coleta realizada 6 dias por semana = 1,3
A percentagem de 4,5 da UFFI, equivale ao valor atualmente utilizado para cobrança da
taxa de coleta de lixo para as áreas não residenciais com área de até 200 m². O valor da
taxa passa a ser com início da base de calculo 70m² e assim aplicado para cada metro
quadrado.

16.2 TAXA DE COLETA DE RESÍDUOS EM IMÓVEL DE USO DOMICILIAR

173
Para o cálculo da Taxa de Coleta de Resíduos são disponibilizados indicadores que
podem compor a mesma sendo estes utilizados para diferenciar a mesma conforme a
localização, periodicidade da coleta e dimensões do imóvel e edificação.

Para o cálculo da taxa de lixo pode ser usado:


- a centésima parte da área do imóvel (m²/100);
- a centésima parte da área construída (m²/100);
- número de quartos existentes (1,2 = 2 quartos na edificação)
- zoneamento
- Frequencia da coleta
- 40% da UFFI (UFFI x 0,40)

Considera-se para a o cálculo a menor área do terreno permitida na legislação


municipal (176 m²) e uma edificação domiciliar com metragem mínima de 30 m² com
um quarto. Podendo ser estipulado um limite máximo para a área do imóvel bem
como para a edificação. Onde o máximo para a área do imóvel pode ser utilizado a
área máxima permitida para o zoneamento do qual o mesmo encontra-se inserido de
acordo como o plano diretor.
Proposta de cálculo para ser avaliada e alterada conforme a viabilidade de
implantação e que seja de forma justa e atenda as necessidades dos serviços
prestados.

𝑇𝑎𝑥𝑎 𝑑𝑒 𝐶𝑜𝑙𝑒𝑡𝑎 𝑑𝑒 𝐿𝑖𝑥𝑜 = 𝛼 × 𝛽 × 𝛿 × 𝑥 × 𝑦 × 𝑧

Parâmetros:
𝑚2
𝛼= (á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑡𝑒𝑟𝑟𝑒𝑛𝑜 𝑑𝑖𝑣𝑖𝑑𝑜 𝑝𝑜𝑟 100)
100
𝑚2
𝛽= (á𝑟𝑒𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑟𝑢í𝑑𝑎 𝑛𝑜 𝑡𝑒𝑟𝑟𝑒𝑛𝑜 𝑑𝑖𝑣𝑖𝑑𝑜 𝑝𝑜𝑟 100)
100
𝛿 = 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑞𝑢𝑎𝑟𝑡𝑜𝑠
𝑥 = 𝑍𝑜𝑛𝑒𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜
𝑦 = 𝐹𝑟𝑒𝑞𝑢𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑎 𝑐𝑜𝑙𝑒𝑡𝑎
𝑧 = 40 % 𝑑𝑎 𝑈𝐹𝐹𝐼

174
175
17. ASPECTOS LEGAIS
A legislação Brasileira pertinente a resíduos sólidos avança no sentido do
possibilitar para que o agente público possa melhorar a atuação de forma
sustentável na execução dos serviços de limpeza pública e saneamento. Nesses
avanços a mesma traz referências para a responsabilidade e responsabilização dos
grandes geradores de resíduos, bem como das políticas privadas a serem adotadas
pelos mesmos.
Sendo a Educação Ambiental destacada de forma mais ampla envolvendo
assim ações dos grandes geradores e do poder público municipal.
A Lei Federal nº 11.445/2007 – Estabelece as diretrizes nacionais para o
saneamento básico e a Lei Federal nº 12.305/2010 – Institui a Política Nacional de
Resíduos Sólidos. As duas leis instituem as diretrizes norteadoras dos serviços de
limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, tratando dos princípios, objetivos,
instrumentos, definições e conceitos.
Para que seja orientada a correta destinação dos diversos resíduos gerados
pela atividade humana, tornam-se extremamente necessária a regulamentação por
parte do município, onde a atividade é iminente, através dos mais diversos
instrumentos legais que possam atingir todos os setores.
Para a regulamentação será analisadas a legislação do Município, em
paralelo com a legislação e normas tanto da esfera Estadual e Federal, bem como
as Normas e Resoluções que compões o SISNAMA – Sistema Nacional de Meio
Ambiente.
Na sequência está a relação das Leis, Decretos e Resoluções, federais ,
estaduais e municipais hoje em vigência e os temas os quais abordam.
Quadro 15 – Leis Federais
Lei Súmula
Lei nº 6.938, de 31 de agosto de Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e
1981. mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências.
Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997 Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional
de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso XIX do art.
21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de
março de 1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989.
Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e
1998 atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.
Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999 Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de
Educação Ambiental e dá outras providências.

Lei nº 9.966, de 28 de abril de 2000. Dispõe sobre a prevenção, o controle e a fiscalização da poluição causada
por lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em

176
águas sob jurisdição nacional e dá outras providências.
Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico; altera as Leis
2007. nos 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 11 de maio de 1990,
8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; revoga a
Lei no 6.528, de 11 de maio de 1978; e dá outras providências.
Lei nº 12.305, de 2 de agosto de Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12
2010. de fevereiro de 1998; e dá outras providências.

Quadro 16 – Decretos Federais


Lei Súmula
Decreto nº 99.274, de 6 de junho de Regulamenta a Lei nº 6.902, de 27 de abril de 1981, e a Lei nº 6.938, de 31
1990. de agosto de 1981, que dispõem, respectivamente sobre a criação de
Estações Ecológicas e Áreas de Proteção Ambiental e sobre a Política
Nacional do Meio Ambiente, e dá outras providências.
Decreto nº 875, de 19 de julho de Promulga o texto da Convenção sobre o Controle de Movimentos
1993 Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito
Decreto nº 4.136, de 20 de fevereiro Dispõe sobre a especificação das sanções aplicáveis às infrações às regras
de 2002 de prevenção, controle e fiscalização da poluição causada por lançamento
de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em águas sob jurisdição
nacional, prevista na Lei no 9.966, de 28 de abril de 2000, e dá outras
providências.
Decreto nº 5.940, de 25 de outubro de Institui a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e
2006. entidades da administração pública federal direta e indireta, na fonte
geradora, e a sua destinação às associações e cooperativas dos catadores
de materiais recicláveis, e dá outras providências.
Decreto nº 7.217, de 21 de junho de Regulamenta a Lei no 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que estabelece
2010. diretrizes nacionais para o saneamento básico, e dá outras providências
Decreto nº 7.404, de 23 de dezembro Regulamenta a Lei no 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a
de 2010. Política Nacional de Resíduos Sólidos, cria o Comitê Interministerial da
Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Comitê Orientador para a
Implantação dos Sistemas de Logística Reversa, e dá outras providências.

Quadro 17: Resoluções CONAMA


Lei Súmula Observação
Resolução CONAMA 237, de 19 de Dispõe sobre licenciamento
dezembro de 1997 ambiental; competência da União,
Estados e Municípios; listagem de
atividades sujeitas ao licenciamento;
Estudos Ambientais, Estudo de
Impacto Ambiental e Relatório de
Impacto Ambiental.
Resolução CONAMA nº 23, de 12 de Dispõe sobre as definições e o Correlações:
dezembro de 1996 tratamento a ser dado aos resíduos · Alterada pela Resolução n°
perigosos, conforme as normas 235/98 (alterado o anexo 10) em
adotadas pela Convenção da cumprimento ao disposto no art. 8o
Basiléia sobre o controle de da Resolução no 23/96
Movimentos Transfronteiriços de · Alterada pela Resolução nº
Resíduos perigosos e seu Depósito. 244/98 (excluído item do anexo 10)
· Complementad a pela Resolução
nº 228/97
· Revoga a Resolução nº 37/94
Resolução CONAMA nº 1, de 23 de Dispõe sobre critérios básicos e Correlações:
janeiro de 1986 diretrizes gerais para a avaliação de · Alterada pela Resolução nº 11/86
impacto ambiental (alterado o art. 2o)
· Alterada pela Resolução no 5/87
(acrescentado o inciso XVIII)
· Alterada pela Resolução nº
237/97 (revogados os art. 3o e 7o)
Resolução CONAMA nº 5, de 15 de Dispõe sobre o licenciamento
junho de 1988 ambiental de obras de saneamento.

Resolução Nº 257, de 30 de junho de "Estabelece que pilhas e baterias Correlações:


1999. que contenham em suas - Revogada pela Resolução nº
composições chumbo, cádmio, 401/08
mercúrio e seus compostos, tenham - Alterada pela Resolução n°
os procedimentos de reutilização, 263/99 (acrescentado inciso IV no
reciclagem, tratamento ou disposição art. 6o)
final ambientalmente adequados".
177
Resolução CONAMA nº 275, de 25 de Estabelece o código de cores para os
abril de 2001 diferentes tipos de resíduos, a ser
adotado na identificação de coletores
e transportadores, bem como nas
campanhas informativas para a
coleta seletiva.
Resolução CONAMA nº 306, de 5 de Estabelece os requisitos mínimos e o
julho de 2002 termo de referência para realização
de auditorias ambientais.
Resolução CONAMA nº 307, de 5 de Estabelece diretrizes, critérios e Correlações:
julho de 2002 procedimentos para agestão dos · Alterada pela Resolução no
resíduos da construção civil. 348/04 (alterado o inciso IV do art.
3o)
Resolução CONAMA nº 313, de 29 de Dispõe sobre o Inventário Nacional Correlações:
outubro de 2002 de Resíduos Sólidos Industriais. · Revoga a Resolução CONAMA
no 6/88
Resolução CONAMA nº 258, de 26 de Determina que as empresas Correlações:
agosto de 1999 fabricantes e as importadoras de · Alterada pela Resolução n°
pneumáticos ficam obrigadas a 301/02 (acrescentados
coletar e dar destinação final considerandos, alterados os arts.
ambientalmente adequada aos pneus 1o, 2o, 3o, 11 e 12, e acrescentado
inservíveis. o art. 12-A)
Resolução RDC nº 306, de 07 de Dispõe sobre o regulamento Técnico
dezembro de 2004 para o gerenciamento de resíduos de
serviços de saúde.
Quadro 18 – Leis Estaduais
Lei Súmula
Lei nº 12.493, de 22 de janeiro de Estabelece princípios, procedimentos, normas e critérios referentes a
1999 geração, acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte, tratamento
e destinação final dos resíduos sólidos no Estado do Paraná, visando
controle da poluição, da contaminação e a minimização de seus impactos
ambientais e adota outras providências.
Lei Complementar nº 118, de 14 de Altera os dispositivos que especifica, da Lei Complementar nº 107, de 11
fevereiro de 2007 de janeiro de 2005.
Lei nº 15.456, de 15 de janeiro de Altera a Lei nº 12.493, de 22 de janeiro de 1999, que dispõe sobre
2007 princípios, procedimentos, normas e critérios referentes à geração,
acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte e destinação final
dos resíduos sólidos no Estado do Paraná, visando o controle da poluição,
da contaminação e a minimização de seus impactos ambientais.
Lei nº 15.632, de 27 de setembro de Dispõe sobre instalação de coletores de lixo reciclável nas universidades,
2007 faculdades, centros universitários, escolas, colégios, estádios de futebol,
supermercados, shoppings centers e eventos onde haja concentração
pública, conforme especifica.
Lei nº 15.698, de 27 de novembro de Autoriza o Estado do Paraná a participar dos Consórcios Intermunicipais
2007 de Gestão de Resíduos Sólidos que especifica.
Lei nº 15.802, de 18 de abril de 2008 Institui o Programa Paraná Limpo, conforme especifica.
Lei nº 15.851, de 10 de junho de 2008 Dispõe que as empresas produtoras, distribuidoras e que comercializam
equipamentos de informática, instaladas no Estado do Paraná, ficam
obrigadas a criar e manter o Programa de Recolhimento, Reciclagem ou
Destruição de Equipamentos de Informática, sem causar poluição
ambiental, conforme especifica.
Lei nº 15.862, de 18 de junho de 2008 Dispõe que o artigo 10, da Lei Estadual nº 12.493/1999, passa a vigorar
acrescido dos parágrafos 1º, 2º e 3º, com a redação que especifica e
revoga a Lei nº 15.456/2007
Lei nº 16.016, de 19 de dezembro de Introduz as alterações que especifica, na Lei n°11.580 , de 14 de
2008 novembro de 1996.

Lei nº 16.075, de 01 de abril de 2009 Proíbe o descarte de pilhas, lâmpadas fluorescentes, baterias de telefone
celular e demais artefatos que contenham mercúrio metálico em lixo
doméstico ou comercial, conforme especifica e adota outras providências.
Lei nº 16.240, de 30 de setembro de Dispõe que a SANEPAR só poderá instituir cobrança pela prestação de
2009 serviços públicos de abastecimento de água, de saneamento e de resíduos
sólidos, se efetivamente executar tais serviços, conforme especifica e adota
outras providências.
Lei nº 16.242, de 13 de outubro de Cria o Instituto das Águas do Paraná, conforme especifica e adota outras
2009 providências.
Lei nº 16.393, de 02 de fevereiro de Institui, no Estado do Paraná, o Programa de Incentivo à reciclagem do
2010 óleo de cozinha para a produção de Biodiesel, através da desoneração
178
progressiva no pagamento de impostos estaduais, conforme especifica.

Quadro 19 – Decretos Estaduais


Decreto Súmula
Decreto nº 6.674, de 03 de dezembro Aprova o Regulamento da Lei nº 12.493, de 1999, que dispõe sobre
de 2002 princípios, procedimentos, normas e critérios referentes à geração,
acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte, tratamento e
destinação final dos Resíduos Sólidos no Estado do Paraná, visando o
controle da poluição, da contaminação e a minimização de seus impactos
ambientais e adota outras providências.
Decreto nº 4.167, de 20 de janeiro de Dispõe sobre a obrigatoriedade da separação seletiva dos resíduos sólidos
2009 recicláveis gerados pelos órgãos e entidades da administração pública
estadual direta e indireta

Quadro 20 – Leis Municipais


Lei Súmula
Decreto nº 19.297, de 1º dezembro de Regulamenta a Lei nº 3.340, de 4 de junho de 2007, que "Dispõe sobre o
2009. uso de embalagens biodegradáveis para o acondicionamento de produtos e
mercadorias pelos estabelecimentos comerciais localizados no Município
de Foz do Iguaçu"
Lei Complementar nº 7, de 18 de Dispõe sobre a utilização dos logradouros públicos no Município de Foz do
novembro de 1991. Iguaçu,o bem-estar , a ordem, os costumes e a segurança pública,
estabelece normas de proteção e conservação do meio ambiente,
observadas as normas federais e estaduais relativas às matérias, e revoga
a Lei nº 1780/80. (Código de Posturas Municipais)
Lei nº 1626, de 13 de dezembro de Dispõe sobre a coleta, coleta seletiva e disposição final de resíduos sólidos
1991 gerados por estabelecimentos prestadores de serviços em atividades
turísticas e comerciais de Foz do Iguaçu.
Lei nº 2356, de 22 de dezembro de Dispõe sobre a separação e coleta seletiva dos resíduos sólidos no
2000. Município de Foz do Iguaçu e dá outras providências.
Lei nº 2702, de: 03 de dezembro de Dispõe sobre a coleta, o recolhimento e o destino final de resíduos de
2002. sólidos potencialmente perigosos que menciona e adota outras
providencias.
Lei nº 3340, de 4 de junho de 2007 "Dispõe sobre o uso de embalagens biodegradáveis para o
acondicionamento de produtos e mercadorias pelos estabelecimentos
comerciais localizados no Município de Foz do Iguaçu".
Lei nº 3570, de 25 de agosto de 2009. Disciplina o uso,a disposição e o transporte com caçambas coletoras de
entulhos no Município de Foz do Iguaçu e dá outras providencias.
Lei nº 3704, de 8 de junho 2010. DIispõe sobre as sacolas plásticas utilizadas para acondicionar produtos e
dá outras providencias.
Lei nº 3813, de 9 de maio de 2011. Dispõe sobre a criação do projeto "Cidade Limpa" e dá outras providencias.
Lei nº 3878, de 8 de setembro de Dispõe sobre a coleta, transporte e destinação final de óleos utilizados na
2011. fritura de alimentos no Município de Foz do Iguaçu e dá outras
providencias.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

_____________. Resolução ANVISA RDC nº. 306, de 07 de dezembro de 2004.


Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços
de saúde. ANVISA, 2004.

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Manual de


gerenciamento de resíduos de serviços de saúde / Ministério da Saúde, Agência
179
Nacional de Vigilância Sanitária. – Brasília : Ministério da Saúde, 2006.182 p. –
(Série A. Normas e Manuais Técnicos) ISBN 85-334-1176-6

CONAMA, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 358, de 29 de abril


de 2005. Dispõe sobre o tratamento e a destinação final dos resíduos dos serviços
de saúde. CONAMA, 2005.

PMFI - Lei nº 1625, de 13 de dezembro de 1991 - Dispõe sobre a coleta, coleta


seletiva e disposição final de resíduos sólidos gerados por estabelecimentos de
serviços de saúde no município de Foz do Iguaçu. Foz do Iguaçu, 1991.

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NB 1.183. Armazenamento de


resíduos sólidos perigosos. ABNT, 1998.

_____________. NBR 10.004 – Resíduos Sólidos, de 31 de maio de 2004.


Classificação dos resíduos sólidos quanto aos seus riscos potenciais ao meio
ambiente e à saúde pública. ABNT, 2004.

_____________. NBR 10.005/2004: Lixiviação de Resíduos. ABNT, 2004.

_____________. NBR 10.006/2004. Solubilização de Resíduos. ABNT, 2004.

_____________. NBR 10.007/2004. Amostragem de Resíduos. ABNT, 2004.

_____________. NBR 10.157/ 1987. Aterros de resíduos perigosos – Critérios para


projeto, construção e operação – Procedimento. ABNT, 1987.

_____________. NBR 10.703/1989. Degradação do solo: Terminologia. ABNT,


1989.

_____________. NBR 11.174/NB1264 de 1990. Armazenamento de resíduos


classes II – não inertes e III – inertes. ABNT, 2004.

_____________. NBR 11.175/NB 1.265 de 1990. Incineração de resíduos sólidos


perigosos. Padrões de desempenho – Procedimento. ABNT, 1990.

_____________. NBR 12.235/ 1992. Procedimentos o armazenamento de Resíduos


Sólidos Perigosos. ABNT, 1992.

_____________. NBR 12.807/ 1993. Resíduos de serviços de saúde – Terminologia.


ABNT, 1993.

_____________. NBR 12.808/ 1993. Resíduos de serviços de saúde –


Classificação. ABNT, 1993.

_____________. NBR 12.809/1993. Manuseio de resíduos de serviços de saúde –


Procedimento. ABNT, 1993.

_____________. NBR 12.810/ 1993. Coleta de resíduos de serviços de saúde –


Procedimento. ABNT, 1993.
180
_____________. NBR 13.221/1995. Transporte de resíduos. ABNT, 1995.

_____________. NBR 13.894, de 16 de março de 2006. Tratamento no Solo


(landfarming). ABNT, 2006.

_____________. NBR 13.895/ 1997. Construção de poços de monitoramento e


amostragem – Procedimento. ABNT, 1997.

_____________. NBR 13.896/ 1997. Aterros de resíduos não perigosos – Critérios


para projeto, implantação e operação – Procedimento. ABNT, 1997.

_____________. NBR 13.968/ 2007. Embalagem rígida vazia de agrotóxico


Procedimento de lavagem. ABNT, 2007.

_____________. NBR 14.283/1999. Resíduos em solos - Determinação da


biodegradação pelo método respirométrico – Procedimento. ABNT, 1999.

_____________. NBR 14.719 de julho de 2001. Embalagem rígida vazia de


agrotóxico – Destinação Final da Embalagem lavada – Procedimento. ABNT, 2001.

_____________. NBR 8.418/NB 842 de dezembro de 1983. Apresentação de


projetos de aterros de resíduos industriais perigosos – Procedimento. ABNT, 1983.

_____________. NBR 8.419/NB 843 de abril de 1992. Apresentação de projetos de


aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos – Procedimento. ABNT, 1992.

_____________. NBR 8.843/1996. Tratamento do resíduo em aeroportos –


Procedimento. ABNT, 1996.

_____________. NBR 8.849/1985. Apresentação de projetos de aterros controlados


de resíduos sólidos urbanos – Procedimento. ABNT, 1985.

_____________. NBR 9.190/ 1993. Classificação de sacos plásticos para


acondicionamento do lixo. ABNT, 1993.

_____________. NBR 9.191/ 2002. Especificação de sacos plásticos para


acondicionamento de lixo. ABNT, 2002.

Agenda 21 Escolar:O enraizamento da proposta nos centros municipais de


educação infantil de Foz do Iguaçu – Paraná. Roseli Bernadete Dahlen
(organizadora). Foz do Iguaçu: Itaipu Binacional, 2011.

ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Portaria ANVISA nº. 802 de 08


de outubro de 1998. Institui o Sistema de Controle e Fiscalização em toda a cadeia
dos produtos farmacêuticos. ANVISA, 1998.

_____________. Resolução - RDC nº. 342, de 13 de dezembro de 2002. Institui e


aprova o Termo de Referência para a elaboração dos Planos de Gerenciamento de
Resíduos Sólidos a serem apresentados a ANVISA para análise e aprovação
181
relativos à Gestão de resíduos sólidos em Portos, Aeroportos e Fronteiras. ANVISA,
2002.

_____________. Resolução ANVISA RDC nº. 306, de 07 de dezembro de 2004.


Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços
de saúde. ANVISA, 2004.

_____________. Resolução ANVISA RDC nº. 33, de 25 de fevereiro de 2003.


Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços
de saúde. ANVISA, 2003.

BRASIL, Lei Federal n°11.107/2010 de 02 de agosto de 2010. Esta Lei institui a


Política Nacional de Resíduos Sólidos, dispondo sobre seus princípios, objetivos e
instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao
gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, às responsabilidades
dos geradores e do poder público e aos instrumentos econômicos aplicáveis.
Brasília, 2010.

_______, Lei Federal n°12.305/2010 de 06 de abril de 2005. Dispõe sobre normas


gerais para a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios contratarem
consórcios públicos para a realização de objetivos de interesse comum e dá outras
providências. Brasília, 2005.

_______, Lei Federal n°9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as


sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao
meio ambiente. Brasília, 1998.

_______, Lei Federal Nº7. 802, de 11 de julho de 1989. Dispõe sobre a pesquisa, a
experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o
armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a
importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a
classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus
componentes e afins, e dá outras providências. Brasil, 1989.

_______, Lei nº. 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Estabelece diretrizes nacionais


para o saneamento básico; altera as Leis nº. 6.766, de 19 de dezembro de 1979,
8.036, de 11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de
fevereiro de 1995; revoga a Lei no 6.528, de 11 de maio de 1978; e dá outras
providências. Brasil, 2007.

_______, Decreto Federal Nº. 4.074, de 04 de janeiro de 2002. Regulamenta a Lei


nº. 7.802, de 11 de julho de 1989, que dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a
produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a
comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação,
o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a
inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras
providências. Brasil, 2002.

182
_______, Decreto Federal Nº6. 017/2007 – de 17 de janeiro de 2007. Regulamenta
a Lei no 11.107, de 06 de abril de 2005, que dispõe sobre normas gerais de
contratação de consórcios públicos. Brasil, 2007.

_______, Decreto Federal Nº875, de 19 de julho de 1993. Promulga o texto da


Convenção sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos
Perigosos e seu Depósito. Brasil, 1993.

_______, Lei Federal nº. 8.666/93, de 21 de junho de 1993. Regulamenta o art. 37,
inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da
Administração Pública. Alterada pela Lei 8.883, de 8 de junho de 1993 e pela lei
8.987, de 12 de fevereiro de 1995, esta ultima dispondo sobre o regime de
concessão e permissão da prestação de serviços públicos previstos no art.l 175 da
Constituição Federal. Brasil, 1993.

_______, Lei Federal Nº5. 764, de 16 de dezembro de 1971. Define a Política


Nacional de Cooperativismo e institui o regime jurídico das sociedades cooperativas.
Brasil, 1971.

_______, Portaria MS 344, de 12 de maio 1998. Aprova o regulamento técnico


sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial. Brasil, 1998.

_______, Resolução CNEN – NE – 6.05. Gerência de rejeitos radioativos em


instalações radioativas. Brasil, 1985.
CONAMA, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução 283, de 12 de julho
de 2001. Complementa os procedimentos do gerenciamento, estabelecendo as
diretrizes para o tratamento e disposição dos resíduos de serviços de saúde.
CONAMA, 2001.

_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 001, de 23 de


janeiro de 1986. Estabelece critérios básicos e as diretrizes gerais para uso e
implementação da Avaliação de Impacto Ambiental como um dos instrumentos da
Política Nacional do Meio Ambiente. CONAMA, 1986.

_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 05, de 05 de


agosto de 1993. Dispõe sobre os resíduos sólidos gerados em Portos, aeroportos,
Terminais Ferroviários e Rodoviários e estabelecimentos prestadores de Serviços de
Saúde. CONAMA, 1993.

_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 09, de 31 de


agosto de 1993. Recolhimento e destinação adequada de óleos lubrificantes.
CONAMA, 1993.

_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 237, de 19 de


dezembro de 1997. Define procedimentos e critérios utilizados no licenciamento
ambiental, de forma a efetivar a utilização do sistema de licenciamento como
instrumento de gestão ambiental, instituído pela Política Nacional do Meio Ambiente.
CONAMA, 1997.

183
_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 257, de 30 de
junho de 1999. Dispõe sobre procedimentos especiais ou diferenciados para
destinação adequada quando do descarte de pilhas e baterias usadas, para evitar
impactos negativos ao meio ambiente. CONAMA, 1999.

_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 258, de 26 de


agosto de 1999. Alterada pela Resolução 301/02, dispõe da coleta e destinação
final adequada aos pneus inservíveis. CONAMA, 1999.

_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 263, de 12 de


novembro de 1999. Inclui o inciso IV no Artigo 6º da Resolução CONAMA 257 de
30 de junho de 1999. CONAMA, 1999.

_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 264, de 26 de


agosto de 1999. Define procedimentos, critérios e aspectos técnicos específicos de
licenciamento ambiental para o co-processamento de resíduos em fornos rotativos
de clínquer, para a fabricação de cimento. CONAMA, 1999.

_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 275, de 25 de abril


de 2001. Estabelece o código de cores para diferentes tipos de resíduos. CONAMA,
2001.

_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 301, de 21 de


março de 2002. Altera dispositivos da Resolução n. 258, de 26 de agosto de 1999,
sobre pneumáticos. CONAMA, 2002.
_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 301, de 28 de
Agosto de 2003. Altera dispositivos da Resolução CONAMA 258, relativo a passivo
pneumático. CONAMA, 2003.

_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 307, de 05 de julho


de 2002. Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos
da construção civil. CONAMA, 2002.

_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 308, de 21 de


março de 2002. Licenciamento Ambiental de sistemas de disposição final dos
resíduos sólidos urbanos gerados em municípios de pequeno porte. CONAMA,
2002.

_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 313, de 29 de


outubro de 2002. Dispõe sobre o Inventário Nacional de Resíduos Sólidos
Industriais. CONAMA, 2002.

_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 314, de 29 de


outubro de 2002. Dispõe sobre o registro de produtos destinados à remediação.
CONAMA, 2002.

_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 316, de 29 de


outubro de 2002. Dispõe sobre procedimentos e critérios para o funcionamento de
sistemas de tratamento térmico de resíduos. CONAMA ,2002.

184
_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 330, de 25 de Abril
de 2003. Institui a Câmara Técnica de Saúde, Saneamento, Ambiental e Gestão de
Resíduos. CONAMA, 2003.

_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 334, de 3 de abril


de 2003. Dispõe sobre os procedimentos de licenciamento ambiental de
estabelecimentos destinados ao recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos.
CONAMA, 2003.

_______, Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº. 358, de 29 de abril


de 2005. Dispõe sobre o tratamento e a destinação final dos resíduos dos serviços
de saúde. CONAMA, 2005.

CURITIBA, Prefeitura Municipal de Curitiba. Plano de Gestão Integrada de


Resíduos Sólidos – PMGIRS. Secretaria Municipal do Meio Ambiente, 2010.

FOZ DO IGUAÇU, Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu – PR. Dados gerais do


munic, bem como legislação existente e demais informações pertinentes ao PMGRS.
Foz do Iguaçu, 2012.

IAP, Instituto Ambiental do Paraná. Instrução Normativa DIRAM 103.002:


Estabelece os critérios, procedimentos, níveis de competência, aspectos técnicos e
premissas para a concessão de Licenciamento Ambiental para
Empreendimentos/Atividades de Gerenciamento (armazenamento, transporte,
tratamento, e disposição final) de Resíduos Sólidos (industriais, de unidades e
serviços de saúde e urbanos), bem como sistematiza o trâmite administrativo
necessário. IAP,IBAM, Instituto Brasileiro de Administração Municipal 2001.
Definição e caracterização de interesse local. IBAM,2001.

IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Dados sobre a economia do


município de Foz do Iguaçu – PR. IBGE, 2010.

_______, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Dados populacionais do


município de Foz do Iguaçu – PR. IBGE, 2010.

_______, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Dados sobre educação do


município de Foz do Iguaçu – PR. IBEG, 2010.

BRASIL , Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Instrução Normativa


Nº. 23, de 31 de agosto de 2005. Aprova as Definições e Normas Sobre as
Especificações e as Garantias, as Tolerâncias, o Registro, a Embalagem e a
Rotulagem dos Fertilizantes Orgânicos Simples, Mistos, Compostos, Organominerais
e Biofertilizantes destinados à Agricultura. MINISTÉRIO DA AGRICULTURA,
PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, 2005.

PARANÁ, CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO PARANÁ. Fundamenta-se na


Constituição Estadual a Organização dos Municípios, alcançando matéria da política
urbana e políticas agrícola e agrária. Paraná, 2011.

185
_______, Decreto Estadual Nº. 3.876, de 20 de setembro de 1984.
Regulamentação da situação dos agrotóxicos. Paraná, 1984.

_______, Decreto Estadual Nº. 6.674, de 03 de dezembro de 2002. Aprova o


Regulamento da Lei nº. 12.493, de 1999, que dispõe sobre princípios,
procedimentos, normas e critérios referentes à geração, acondicionamento,
armazenamento, coleta, transporte, tratamento e destinação final dos Resíduos
Sólidos no Estado do Paraná, visando o controle da poluição, da contaminação e a
minimização de seus impactos ambientais e adota outras providências. Paraná,
2002.

_______, Lei Estadual Nº. 12.726/1999. Institui a Política Estadual de Recursos


Hídricos, em conformidade com a Lei Federal 9.433/97(Política Nacional de
Recursos Hídricos). Paraná, 1999.

_______, Lei Estadual Nº. 13.039, de 11 de janeiro de 2001. Dispõe sobre a


responsabilidade das indústrias farmacêuticas e das empresas de distribuição de
medicamentos, prover destinação adequada a medicamentos com prazos de
validade vencidos. Paraná, 2001.

_______, Lei Estadual Nº. 7.827/1983. Regulamentam a questão dos agrotóxicos e


destino das respectivas embalagens, que devem ser observadas pelas autoridades
municipais, particulares, proprietários rurais, enfim, todos envolvidos. Paraná, 1983.

PARANÁ, Lei Estadual Nº12. 493, de 22 de janeiro 1999. Estabelece princípios,


procedimentos, normas e critérios referentes à geração, acondicionamento,
armazenamento, coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos
sólidos. Paraná, 1999.

RIO NEGRO, Prefeitura Municipal de Rio Negro – PR. Plano de Gerenciamento


Integrado de Resíduos Sólidos PMGIRS – Volume I, Diagnóstico. Plano Municipal
de Saneamento Básico PMSA, 2008.

_______, Prefeitura Municipal de Rio Negro – PR. Plano de Gerenciamento


Integrado de resíduos Sólidos PMGIRS – Volume II, Proposições. Plano Municipal
de Saneamento Básico PMSA, 2008.

RIBEIRO, W. C. (2009). Meio Ambiente e Educação Ambiental: as percepções dos


docentes do Curso de Geografia da PUC Minas – Unidade Coração Eucarístico.
Dissertação: Mestrado em Educação. Pontifícia Universidade Católica de Minas
Gerais. Belo Horizonte/MG. 229p.

SEMA, Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná. Resolução


Conjunta N° 031, de 24 de gosto de 1998. Estabelecem requisitos, critérios e
procedimentos administrativos referentes ao licenciamento ambiental, autorizações
ambientais, autorizações florestais e anuência prévia para desmembramento e
parcelamento de gleba rural, a serem cumpridos no território do Estado do Paraná.
SEMA, 1998.

186
______, Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná. Resolução
Conjunta N° 006, de 02 de maio de 2001. Dispõe sobre a importação e exportação
de resíduos no território do Estado do Paraná. SEMA, 2001.

SEMA/SESA, Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná/


Secretaria de Saúde do Estado do Paraná. Resolução Conjunta N° 001, de 28 de
março de 1994. Regulamenta a geração, o acondicionamento, o armazenamento, a
coleta, o transporte, o tratamento e a destinação final dos resíduos sólidos visando
ao controle da poluição, da contaminação e à minimização dos impactos ambientais
no território do Estado do Paraná, regidos em estrito atendimento ao disposto na Lei
nº. 12.493, de 22 de janeiro de 1.999. SEMA/SESA, 1994.

__________, Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná/


Secretaria de Saúde do Estado do Paraná. Resolução SEMA/PR Nº. 027, de 05 de
agosto de 2003. Estabelece requisitos e condições técnicas para a implantação de
cemitérios destinados ao sepultamento, no que tange à proteção e à preservação do
ambiente, em particular do solo e das águas subterrâneas. SEMA/SESA, 2003.

__________, Resolução Conjunta SEMA/SESA nº 002/2005. Adota critérios para


elaboração dos planos de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde
(PGRSS) nos estabelecimentos geradores.
TRATADOS INTERNACIONAIS. Agenda 21 Brasileira: tem por objetivo definir uma
estratégia de desenvolvimento sustentável para o País a partir de um processo de
articulação e parceria entre o governo e a sociedade.

__________. Agenda 21 Global: estabelece diretrizes para a obtenção do


desenvolvimento sustentável e para a proteção do meio ambiente. Os capítulos
19,20,21 e 22 tratam especificamente de resíduos sólidos.

__________. Carta da Terra. Rio – 92, Conferência das Nações Unidas sobre Meio
Ambiente e Desenvolvimento,1992.

__________. Protocolo de Kyoto, 10 de dezembro de 1997.

VITAL ENGENHARIA AMBIENTAL. Concessionárias de Limpeza Pública, 2012.

187
ANEXOS

188
ANEXO 1 – CONTROLE MENSAL DE PESO DA COLETA SELETIVA
Controle Mensal de Peso Coleta Seletiva set/11
Dia Peso Liquido (ton) Dia Peso Liquido (ton) Dia Peso Líquido (ton
Dia Noite Dia Noite Dia Noite
1 0,95 11 21 1,25
2 12 22
3 13 1,3 23 1,35
4 14 24
5 5,05 1,56 15 1,23 25
6 16 26 0,9
7 17 27 1,55
8 18 28
9 1,65 1,1 19 1,45 1,44 29 1,1
10 20 30 1,35
Soma 7,65 2,66 Soma 3,98 1,44 31
Soma 6,6 0,9
18,23 5
Total no mês (Ton)
23,23
Fonte: Vital, 2011.

189
ANEXO 2 – PONTOS DE COLETA SELETIVA
Frequencia Tur
Nº Nome Endereço Bairro Contenedor
Coleta no
1 Capitão Bar Av. Jorge Schimmelpfeng Centro 10 Diária Dia
Cataratas do Iguaçu
2 BR 469, Km 18 Parque Nacional 28 3º, 5º e sáb Dia
S/A
Centro de Rodovia
3 Av. das Cataratas 2 Diária Dia
Convenções Cataratas
Av Republica Argentina,
4 Colégio Adventista Centro 2 5º Dia
530
5 Foz Tintas Rua Santos Dumont, 1435 Centro 2 2º, 4º e sexta Dia
6 Helisul Táxi Aereo Av. das Cataratas, s/n Parque Nacional 2 2º, 4º e sexta Dia
7 Hospital Municipal Av.Paraná, s/n Centro 1 Diária Dia
8 Irmaos Rafgnin Ltda Rua Santos Dumont, 1489 Centro 7 2º, 4º e sexta Dia
Macuco Safari Parque Nacional do
9 Pq. Naional 2 Diária Dia
Aventura Iguaçu
10 Parque das Aves Av. das Cataratas Pq. Nacional 3 Diaria Dia
Parque Nacional
11 Pq. Nacional do Iguaçu Pq. Nacional 8 Diária Dia
(Administraçao)
Prefeitura Municipal
12 Av. JK Centro 3 Diária Dia
de Foz do Iguaçu
Tribunal Regional
13 Av. Costa e silva Centro 2 3º, 5º e sáb Dia
Eleitoral
Vital Engenharia
14 Rua Mato Grosso, 1554 Vila Maracana 2 3º, 5º e sáb Dia
Ambiental
Total Outras
14 74
Unidades
Bourbon Cataratas R. das
15 Av das Cataratas Km 2,5 13 Diária Dia
Resort e Convention Cataratas
16 Hotel Mabu Av das Cataratas, s/n R. das 2 Diaria Dia
Cataratas
17 Hotel Panorama Av. das Cataratas km 6 R. das 8 Diária Dia
Tropical Cataratas Cataratas
Rodovia das
18 Av das Cataratas, s/n Diária Dia
Eco Resort Cataratas
Total de Hoteis 4 38
Condomínio
19 Rua David Cordeiro, 988 Jd. Panorama 2 2º, 4º e sexta Dia
Horizontal West Side
20 Condominio Ypacarai Rua Mato Grosso, 125 Vila Maracana 2 2º, 4º e sexta Dia
Condominio Mega
21 Rua Oswaldo Goch, 1190 Jd. Dona Leila 15 2º, 4º e sexta Dia
Ville
Condominio esidencial
22 Rua Mato Grosso, 89 Vila Maracana 4 2º, 4º e sexta Dia
Cora Coralina
Condomínio
23 Rua Acácio Pedroso, 215 Jd. Iguaçu 10 2º, 4º e sexta Dia
Residencial Idaville I
Condominio
Pilar Pq
24 Residencial Parque Av Araucária, 331 10 3º, 5º e sáb Dia
Campestre
Campestre
Condominio
25 Rua Mato Grosso, 159 Vila Maracana 4 2º, 4º e sexta Dia
Residencial Itatiaia
Condominio
26 Rua Guido Welter Centro 4 2º, 4º e sexta Dia
Residencial Marine
Condominio Rua Padre Bernardo
27 Polo Centro 2 3º, 5º e sáb Dia
Residencial Ouro Fino Plate, 902
Condominio
28 Residencial Ouro Av. Parana, 720 Centro 2 3º, 5º e sáb Dia
Preto
Condominio
29 Rua Rodolfo Amoedo, 371 Conj. Plaza 1 3º, 5º e sáb Dia
Residencial Plaza
Condominio
30 Residencial Solar das Av. Parana, 2304 Centro 2 3º, 5º e sáb Dia
Laranjeiras
Total de
12 58
Condominios
Total Geral 30 170
Fonte: Vital, 2011.

190
ANEXO 3 – DEMAIS PONTOS DE COLETA SELETIVA
Frequência
Nº Nome Endereço Bairro Contenedor Turno
Coleta
31 Country Clube Rua Castelo Branco Centro 3 Diária Noite

32 Encopel Copy Rua Jorge Sanways, 680 Centro 2 Diária Noite

33 Encopel Paper Rua Jorge Sanways, 740 Centro 3 Diária Noite

34 Internacional Disco Club Rua Almirante Barroso, 2006 Centro 2 Diária Noite

35 Pizza Hut Rua Santos Dumont, 365 Centro 2 Diária Noite

36 Pizza Park Av. Jorge Schimmelpfeng Centro 2 Diária Noite


Sup. Mufatto (Ex Jd. Dona
37 Av. Republica Argentina, 5200 13 2ª, 4ª e sexta Noite
Panorama) Fátima
38 Tass Club Rua Marechal Floriano Centro 3 Diária Noite
Terminal Rodoviário Jd.
39 Av. Costa e Silva, 1601 15 3º, 5º e sáb Noite
Internacional Itamaraty
40 Irmaos Rafagnin Av Santos Dumont, 1489 Centro 6 Diária Noite

41 Viação Itaipu Av. Republica Argentina, 4358 Morumbi 2 Diária Noite


Total de Outras
11 53
Unidades
42 Foz Cataratas Hotel Av. Jk, 2826 Centro 1 Diária Noite

43 Hotel Foz Plaza Rua Marechal Deodoro, 1819 Centro 2 Diária Noite

44 Hotel Foz Presidente Rua Marechal Floriano, 1000 Centro 1 Diária Noite

45 Hotel Internacional Av. Almirante Barroso, 2006 Centro 15 3º, 5º e sáb Noite
Rua Bartolomeu de Gusmao,
46 Hotel Jum Palace Centro 2 Diária Noite
884
47 Hotel Taroba Rua Taroba Centro 2 Diária Noite

48 Hotel Tulipa Rua Jose Patrocinio Vila Portes 2 Diária Noite

49 San Juan Hotel Rua Marechal Deodoro, 1349 Centro 2 Diária Noite

50 Total de Hotéis 8 27
Condominio Residencial Vila
51 Rua Mato Grosso 4 Diária Noite
Mirafiori Maracana
Condominio Foz
52 Rua santos Dumont,1085 Centro 1 Diária Noite
Residence
53 Condominio Las Hadas Av. Jorge Schimmelpfeng, 355 Centro 5 Diária Noite
Condominio Portal das
54 Rua Joege Sanwais, 100 Centro 2 Diária Noite
Americas
Cond. Residencial Falls
55 Rua Mal. Floriano Peixoto, 663 Centro 3 Diária Noite
Garden
Cond. Residencial Água
56 Rua D. Pedro II, 606 Centro 2 Diária Noite
Grande
Cond. Res. Cassino
57 Rua Antonio Raposo, 350 Centro 1 Diária Noite
Iguaçu
Cond. Residencial
58 Rua Jorge Sanways, 427 Centro 2 Diária Noite
Castelo Real
Cond. Residencial Di
59 Rua Jorge Sanways, 1265 Centro 4 Diária Noite
Cavalcanti
Cond. Residencial
60 Rua Almirante Barroso, 785 Centro 3 Diária Noite
Fontane Blue
Cond. Residencial Ilie
61 Rua Bartolomeu de Gusmao, 1914 Centro 2 Diária Noite
de France
Cond. Residencial
62 Rua Pedro Basso, 218 Centro 1 Diária Noite
Imperatriz
Cond. Residencial
63 Rua Xavier da Silva, 217 Centro 3 Diária Noite
Missoes
Cond. Residencial
64 Rua Naipi, 745 Centro 3 Diária Noite
Monte Carlo
Cond. Residencial Vila
65 Rua das Missoes, 987 Torre I Centro 2 Diária Noite
Sorrento

191
Cond. Residencial
66 Rua Edmundo de Barros, 544 Centro 2 Diária Noite
Vivaldi
Cond. Residencial Vila
67 Rua Mato Grosso 4 Diária Noite
Itatiaia Maracana
Cond. Residencial Cora Vila
68 Rua Mato Grosso 4 Diária Noite
Coralina Maracana
Cond. Residencial
69 Rua das Missoes Centro 2 Diária Noite
Ipacarai
Cond. Residencial
70 Av. República Argentina Jd. Dona Leila 11 Diária Noite
Mega Vila
Condominio Residencial Jd
71 Rua das Missoes 0 Diária Noite
Rafini Festugato
Condominio Vila
72 Rua Castelo Branco, s/n Centro 2 Diária Noite
Frascati
Total de Condominios 22 63
E. Est. Ulysses Jd.
73 Rua Bartolomeu de Gusmao 7 Diária Noite
Guimaraes Panorama
74 Total escolas Estaduais 1 7

Total de Geral 42 150


Fonte: Vital, 2011.

192
ANEXO 1 – TOTAL DE RESÍDUOS ACONDICIONADOS NO ATERRO SANITÁRIO DE FOZ DO IGUAÇU ENTRE OUT/2001 A
NOV/2011 (TON)
Resíduos Sólidos
14993,30 58.761,04 56.841,99 58.970,17 62.014,08 66.510,19 64.684,57 66.452,55 67.175,97 72.219,63 68.189,63 655.035,54
Domiciliares/Comercial
Resíduos Sólidos Inertes 2.903,73 33.608,34 56.962,88 65.139,34 27.824,86 26.257,24 20.086,35 24.550,42 19.785,46 17.128,80 16.387,94 310.635,36
Resíduos Sólidos de Particulares 9.681,04 42.828,74 16.154,90 15.206,10 18.251,88 19.449,71 21.152,85 22.739,92 21.652,68 32.694,46 71.074,17 290.886,45
Resíduos Sólidos de Poda e
******* ******** 1.231,79 4.653,54 2.842,56 4.477,30 3.670,78 3.853,29 4.112,44 3.710,77 2.994,78 29.547,27
Jardinagem
Total de resíduos acondicionados (ton) 1.286.104,62
Fonte: Vital, 2011.

193
ANEXO 5 – CONTEÚDO BÁSICO PARA A ELABORAÇÃO DO PGRS
A - Descrição do empreendimento ou atividade

1 - Identificação do Gerador.
a) Razão Social.
b) CNPJ.
c) Nome Fantasia.
d) Tipo de Atividade (ramo de atividade)
e) Endereço.
f) CEP.
g) Telefone.
h) E-mail.
i) Área Total do Estabelecimento.
j) Numero total de funcionários.
k) Responsável legal.
l) Responsável técnico pelo PGRS.
B - O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos deverá conter:

1 - Apresentação.
2 - Objetivos.
3 - Legislações aplicáveis.
4 - Manejo, tratamento e destinação final dos resíduos sólidos.
5 - Classificação e quantificação dos resíduos.
6 - Segregação.
7 - Identificações dos resíduos.
8 - Coleta e transporte interno.
9 - Acondicionamento e transporte externo.
10 - Plano de contingência.
11 - Logística de movimentação dos resíduos.
12 - Administração e responsabilidade.
13 - Projeto de educação ambiental.
14 - Programa de redução na fonte geradora.
15 - Forma de acondicionamento dos resíduos.
16 - Transporte interno dos resíduos.
17 - Área de armazenamento.
18 - Coleta/Transporte Externo.
19 - Fluxograma que identifique a gestão dos resíduos gerados na atividade.
20 - Planta baixa do empreendimento com locação das lixeiras e da área
destinada ao acondicionamento final dos resíduos.
C – Anexos:
1. Termo de compromisso com empresa coletora de materiais recicláveis.
2. Termo de compromisso com empresa coletora de resíduos perigosos.
3. Cópia do licenciamento ambiental das empresas coletoras.
4. Documento que aponte a responsabilidade técnica do responsável pelo
PGRS.

D – Atualizações

194
• A empresa deverá manter seu PGRS atualizado junto ao órgão
ambiental responsável pela gestão dos projetos, anexando anualmente
cópia dos comprovantes (notas e/ou recibos) provenientes da
destinação ambientalmente adequada de cada tipo de resíduo gerado
na atividade.

195
APÊNDICE

196
APÊNDICE 1 - PROJETO DE GERENCIAMENTO DE MÓVEIS
INSERVÍVEIS “CATA TRALHA”

1 INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA

Os móveis inservíveis são resíduos volumosos gerados em residências e instituições


e em virtude de suas características não podem ser coletados pelo sistema de coleta
convencional de lixo, são exemplos: fogões, geladeiras, guarda-roupas, sofás,
mesas, cadeiras, máquinas de lavar roupas, camas, e demais móveis domiciliares.
Estes volumosos são muitas vezes dispostos pela população nas margens de
córregos, rios e áreas verdes, causando a degradação da paisagem e problema de
ordem sanitária.
Considerando o panorama acima exposto, o município deve elaborar um programa
de coleta, atendendo desse modo a Lei 12.305/2010. O serviço de coleta destes
resíduos apresenta grandes benefícios para o município quais sejam:
Eliminação de potenciais criadouros de insetos, roedores e animais peçonhentos;
Redução do assoreamento de córregos e rios, decorrentes do depósito irregular de
materiais nas encostas;
Melhorias nas condições gerais de higiene;
Envolvimento da comunidade nas tarefas e prevenção de danos à saúde e ao meio
ambiente;
Trabalho social, sendo que os materiais recolhidos em condições de uso e/ou
reformados podem ser direcionados a pessoas carentes.

2 DIAGNÓSTICO

2.1 CENÁRIO ATUAL

O Município não possui um sistema de coleta específica para móveis inservíveis


sendo que à coleta acontece apenas em situações emergenciais ou em campanhas
de recolhimento bota-fora.

3 OBJETIVOS

197
Recolhimento pela Prefeitura, de móveis inservíveis evitando a disposição
inadequada, encaminhando-os para a reutilização e ou destino final correto;
Firmar parcerias com entidades e instituições públicas ou privadas visando o
aproveitamento máximo destes materiais.

4 PROCEDIMENTOS

O Poder Público deverá implantar o Programa de Coleta Cata


Tralha, que terá como objetivo efetuar a coleta de móveis inservíveis ou objetos
domiciliares volumosos.
A coleta será feita mediante programação prévia e devidamente
divulgada, de acordo com a demanda de solicitações dos bairros e de forma
regionalizada e coordenada pelo Órgão Ambiental da Prefeitura Municipal.
O Programa deverá ter a seguinte estrutura que atenda a demanda.
O material passível de conserto e reaproveitamento será destinado adequadamente
em consonância com os programas de ação social, tanto público quanto privado. Os
resíduos oriundos do conserto e os que não possuem condições de
reaproveitamento terão a destinação adequada de acordo com o tipo do material.
Importante ressaltar que o Programa Cata Tralha não fará a coleta de resíduos
orgânicos ou volumosos de construção e demolição (entulhos).

5 RESPONSABILIDADES

5.1. PREFEITURA MUNICIPAL

Elaborar programa de divulgação – Secretaria de Comunicação Social – de modo a


sensibilizar a população sobre a importância do programa;
Incluir nas atividades de minimização de resíduos sólidos, executados pela
Secretaria do Meio Ambiente e Obras, o serviço de coleta de volumosos;
Firmar termo de parceria com empresa para coleta, transformação e destinação final
dos resíduos;
Estabelecer estruturas e orçamento necessários para colocar em prática o programa
Cata Tralha;

198
Garantir que estes materiais sejam prioritariamente reformados e reutilizados e
doados a pessoas carentes;
Fiscalizar a execução do serviço de coleta, bem como a destinação dos resíduos;

5.2 MUNÍCIPES

Armazenar os materiais inservíveis de forma adequada, para que não fiquem


expostos a intempéries, até o seu recolhimento;
Destinar corretamente materiais inservíveis acionando o programa de coleta por
meio de telefone, a ser divulgado pelo órgão ambiental do município;
Cumprir os procedimentos e a legislação municipal referente ao gerenciamento
adequado destes materiais.
Por ocasião da coleta o munícipe deverá facilitar o recolhimento dos materiais d
ispondo-os em frente da residência.

6 FLUXOGRAMA

O cidadão aciona o Coleta na


Programa de coleta Residência
Via telefone

Centro de triagem
Encaminha

Destinação adequada por tipo de


Para reutilização material

7 POSSIVEIS PARCEIROS

Secretaria de Assistência Social


Paraná Ambiental – Empresa especializada na coleta do lixo industrial;
Veículos de Comunicação;
SENAI – Curso de marcenaria e outros técnicos afins;

199
8 FONTES DE DADOS

• Plano de Saneamento de Resíduos Sólidos Urbanos de Piracicaba SP;


• Vital Engenharia Ambiental;

200
APÊNDICE 2 – PROJETO DE COLETA SELETIVA DE RESÍDUOS SÓLIDOS
RECICLÁVEIS

1 JUSTIFICATIVA

A cidade de Foz do Iguaçu ocupa lugar de destaque no cenário turístico nacional e


internacional. As Cataratas do Iguaçu tornaram-se recentemente uma das Sete
Maravilhas da Natureza, com grande projeção na mídia mundial e em todo território
brasileiro. Nos últimos anos o empenho das autoridades resultou em melhorias na
sua infraestrutura, setor educacional e de saúde, bem como, na sua estrutura viária.
Todavia, mesmo diante deste panorama, a cidade ainda apresenta déficit no
tratamento dos resíduos sólidos especialmente que se refere à coleta seletiva de
resíduos recicláveis.
A área de cobertura da coleta não atende a totalidade do município e mesmo nas
regiões instaladas acontece de forma deficitária, devido a dificuldade de logística de
recolhimento sob a responsabilidade da Cooperativa dos Agentes Ambientais de Foz
do Iguaçu – COAAFI.
Este panorama estimula e fortalece a presença de catadores autônomos, que por
não engajarem-se a associações ou cooperativas, impedem que os programas
governamentais financiadores de melhorias neste setor os alcancem, permanecendo
assim à margem do sistema, encontrando na tração animal e na deposição de
material em suas moradias uma facilitação para seu desempenho profissional.
Apesar dos inúmeros problemas advindos desta prática, este quadro se perpetua e
compromete a imagem do município e causa inúmeros danos inclusive à saúde
pública.
O processo de coleta seletiva referendados anteriormente não irá se instalar de
imediato, pois existe o trabalho contínuo de educação ambiental, para o completo
envolvimento da comunidade. Portanto destacam-se quais ações serão realizadas
de forma imediata e em curto prazo operacionalizadas sob dois modelos.

2 METODOLOGIA

2.1 AÇÕES IMEDIATAS

201
2.1.1 Coleta Mecanizada no Quadrante Central e Vila Portes

Para implantação desta coleta foram elencadas duas áreas prioritárias, com a
existência de uma grande concentração de imóveis residenciais e pequenos
comércios, e as principais avenidas da cidade que também obedecem a este perfil e
estão ilustradas na figura 70.
As áreas prioritárias foram destacadas a fim de atender de forma mais condizente as
necessidades dos contribuintes das regiões. Para priorização das áreas foram
utilizados dados do reconhecimento geográfico produzido pelo Centro de Controle
de Zoonoses em 2006, conforme quadro 1.
Todo o material reciclável coletado, quando conveniado como o poder público,
deverá ser entregue nos centros de triagem das cooperativas e/ou associação de
catadores, devidamente regulamentadas pelo poder público municipal, obedecendo
a calendário pré-estabelecido entre a concessionária e os envolvidos no setor.

202
MAPA DE FOZ DO IGUAÇU

RICC
AV.
IERI
JOÃ
MAR
O
AN
AV. SILVIO
A. SASDELLI

VILA
PORTES
AV
AV . PARAN Á

.M

AV . JOS É
M. B.
ÁR
AV. J K

IOFILHO

CENTRO AV. REP. ARGE


NTINA

AV
.
CA
TA
RA
TA
S

AV. MORENITAS

Figura 2 - Mapa das regiões prioritárias para implantação do programa de coleta a


curto prazo
Fonte - Secretaria de Planejamento Urbano, 2012

Quadro 1. Sublocalidades com maior Aptidão Comercial (pequenos geradores)


Total de
Nº da Nº de Subtotal
Sublocalidades Residencial Comercial Outro Apartº Imóveis
Sub. Quarteirões da Sub.
da Sub.
69 Vila Portes 57 175 903 234 1.312 1.039 2.351
75 Centro 73 856 1.532 289 2.677 3.327 6.004
Ponte Internacional
70 06 12 102 2436 2.550 91 2641
(Parcial)
Fonte: Reconhecimento Geográfico – CCZ 2006

A coleta poderá implantar-se nestas regiões através das seguintes modalidades:

203
Modalidade A: Coleta Seletiva Mecanizada utilizando caminhões com dispositivos
específicos, como baús abertos ou fechados, ou caminhões híbridos (que promovem
simultaneamente a coleta de todo lixo comum e material reciclável) dando uma
cobertura em 100% dos imóveis na área de abrangência, podendo ser uma coleta
diária ou de acordo com a demanda.

Figura 3 Modelo de Caminhão Baú para a Coleta Seletiva:


Fonte:http://gazetadonorte.com/?p=8813http://www.daaeararaquara.com.br/materias/mat38-
10.htm

Modalidade B: Coleta Seletiva Mecanizada com a implantação do sistema de


contêineres, para tanto, há necessidade de dispositivo específico para elevação
destes, bem como a disposição desse mobiliário urbano de forma a facilitar a
operacionalização e o sucesso do sistema. Salientamos que neste caso apenas o
motorista do veículo e um operador desempenham o serviço.

204
Figura 3 Modelo de Coleta com uso de Contêineres:

Figura 3 Modelo de Coleta com uso de Contêineres:


www.conteb.com

3 PROCEDIMENTOS

3.1. MODALIDADE A: COLETA SELETIVA MECANIZADA

3.1.1 Objetivos e Metas:

Dar atendimento a aproximadamente 2.400 comércios (pequenos geradores) e


8.000 imóveis domiciliares compreendidos nas sublocalidades elencadas, através da
disponibilização da coleta porta a porta em 100% dos imóveis da área de
abrangência.
Dar atendimento as principais vias turísticas, vias de comércio e serviços e vias
comunitárias, priorizando Avenida das Cataratas, Avenida Morenitas. Avenida
República Argentina, Avenida Mário Filho, Avenida Paraná, Avenida Paraná,
Avenida Silvio Américo Sasdelli, Avenida José Maria de Brito, Rua João Riccieri
Maran.

3.1.2 Especificações da Modalidade A

Frequência de coleta: Coleta diária ou de acordo com a demanda, por empresa


contratada em 100% dos imóveis da área destacada, sendo que todo o material
205
coletado deverá ser encaminhado aos centros de triagem de Cooperativas dos
Catadores.
Transbordo: serão utilizados como estação de transbordo o centro de triagem mais
próximo das áreas de coleta obedecendo um cronograma elaborado pelos
envolvidos no sistema. Conforme haja incremento e resultados das atividades de
educação ambiental espera-se um acréscimo do material coletado o que pode
exceder a capacidade do caminhão coletor, sendo necessário o aumento no número
de transbordos por turno.
Turnos de Trabalho nos centros de triagem: o aumento no volume da coleta em
virtude do novo sistema implantado, poderá acarretar a instauração de turnos de
trabalho, para processar os materiais recolhidos.
Depósito central: há necessidade da implantação de um local (depósito) específico
para o acolhimento do material processado e que atenda a demanda diária
proveniente dos centros de triagem.

3.1.2.1 Das Responsabilidades:

3.1.2.1.1 Prefeitura Municipal:

Fiscalizar o sistema de coleta quanto a sua eficiência e qualidade;


Intensificar as ações de fiscalização nas empresas (consideradas como pequenos
geradores) que tem a obrigatoriedade de elaboração e implantação de PGRS;
Intensificar as ações de fiscalização nas empresas grandes geradoras de resíduos
quanto a elaboração e implantação dos PGRS.
Incrementar ações de educação ambiental no sistema porta a porta incluindo a
promoção de plano de mídia objetivando sensibilizar a população à adesão ao
programa.
Elaborar e fomentar projetos para captação de recursos financeiros, buscando
aprimoramento dos serviços de coleta.

3.1.3.1.2 A contratada para os serviços de coleta de materiais recicláveis:

Efetuar a coleta de acordo com o programa definido com a Prefeitura Municipal de


Foz do Iguaçu

206
Atender as exigências contratuais inerentes a manutenção de equipamentos,
veículos, EPIs e investimentos em recursos humanos.
Destinar todo material coletado à cooperativa de catadores, obedecendo a criterioso
cronograma estabelecido pelas partes envolvidas.
Fornecer relatórios mensais do trabalho efetuado.
Readequar e direcionar os investimentos para atender as demandas oriundas do
contrato. Salientamos que este serviço poderá também ser prestado por cooperativa
de catadores desde que atendam a exigências de contrato.

3.1.2.1.3 A contratada (Cooperativa ou Associação de Catadores):

Efetuar a coleta de acordo com o programa definido com a Prefeitura Municipal de


Foz do Iguaçu;
Recepção do material coletado, seleção, valorização e venda do material;
Atender as exigências contratuais inerentes a manutenção de equipamentos,
veículos, EPIs e investimentos em recursos humanos;
Emitir relatórios mensais da coleta e do material processado;
Readequar e direcionar os investimentos para atender as demandas oriundas do
contrato.

3.1.2.1.4 Munícipe:

Participar do programa de coleta seletiva, separando e acondicionando de maneira


adequada os resíduos recicláveis na sua origem;
Dispor o material separado em local adequado para a coleta.

3.1.3 Cronograma de Implantação:


Quadro 21 - Cronograma
Mês/Atividade 01 02 03 04 05 06
Educação Ambiental X X X X X X
Procedimento de X X X X X
Coleta
Implantação PGRS X X X X X X
Fiscalização X

207
Figura 4 - Fluxograma programa de coleta Modalidade A

3.1.4 Possíveis Parceiros:

Instituições de ensino, empresas públicas e privadas, dando ênfase às secretarias


municipais que se relacionam fortemente com o tema como:
Secretaria de saúde no combate a dengue;
Secretaria da Educação no quesito educação ambiental;
Secretaria da Fazenda no quesito fiscalização e controle;
Instituições governamentais e não governamentais.
3.1.5 Fonte de Dados:

Centro de Controle de Zoonoses;


Secretaria do Planejamento
Vital Engenharia Ambiental;
http://connepi.ifal.edu.br/ocs/index.php/connepi/CONNEPI2010/paper/viewFile/167/1
57

3.2. MODALIDADE B: COLETA SELETIVA MECANIZADA COM


IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE CONTÊINERES

Havendo a necessidade de potencialização da coleta na modalidade A, poderá ser


implantada a conteinerização do quadrante central da cidade e vias turísticas. Esta
modalidade tem como objetivo a modernização do sistema de coleta; a melhoria na
qualidade de atendimento e prestação de serviços. Ainda promove melhoria da

208
imagem da cidade, garantindo melhor estética tornando-a mais aprazível não só
para os moradores, mas fundamentalmente para os turistas. Porém a implantação
demanda um alto investimento inicial, para aquisição dos mobiliários urbanos.
Estes mobiliários exigem vigilância permanente para evitar a ação de vândalos.

3.2.1. Objetivos e Metas:

Dar atendimento a aproximadamente 1.550 comércios pequenos geradores, 4.500


imóveis compreendidos no quadrante entre as Avenidas República Argentina, Jorge
Schimelpfeng, Juscelino Kubitscheck e Avenida Paraná. Esta modalidade poderá se
estender às vias turísticas, vias de comércio e serviços e vias comunitárias,
priorizando Avenida das Cataratas, Avenida Morenitas. Avenida República
Argentina, Avenida Mário Filho, Avenida Paraná, Avenida Silvio Américo Sasdelli ,
Avenida José Maria de Brito, Rua João Riccieri Maran. Sendo que, contribuinte
deverá depositar seu material nos contêineres para posterior coleta por veículos
específico adaptado ao sistema.
Ainda teremos aproximadamente 4.350 imóveis elencados na região da Vila Portes
que serão atendidos pela coleta mecanizada por veículos adequados para
complementação ao atendimento aos domicílios e comércios (considerados
pequenos geradores)

3.2.2 Especificações da Modalidade B

Coleta diária nas áreas destacadas respeitando as modalidades aplicadas (uso ou


não de contêineres) em 100% da área, com transbordo nos centros de triagem o
mais próximo possível das áreas de coleta, seguindo a mesma logística da
modalidade A.

3.2.2.1 Das responsabilidades;

3.2.2.1.1 Prefeitura Municipal:

Formalização do processo licitatório do contrato de prestação de serviço;


Fiscalizar o sistema de coleta quanto a sua eficiência e qualidade;

209
Intensificar as ações de fiscalização nas empresas (consideradas como pequenos
geradores) que tem a obrigatoriedade de elaboração e implantação de PGRS;
Aprovar anualmente o plano de trabalho e determinar pontos de coleta e destino;
Investir na aquisição de mobiliários urbanos (Contêineres);
Incrementar ações de educação ambiental no sistema porta a porta incluindo a
promoção de plano de mídia objetivando sensibilizar a população à adesão ao
programa;
Elaborar e fomentar projetos para captação de recursos financeiros, para
aprimoramento dos serviços de coleta.

3.2.2.1.2 A contratada: empresa coletora

Efetuar a coleta de acordo com o programa definido com a Prefeitura Municipal de


Foz do Iguaçu;
Atender as exigências contratuais inerentes a manutenção de equipamentos,
veículos, EPIs e investimentos em recursos humanos;
Destinar todo material coletado à cooperativa de catadores, obedecendo
cronograma estabelecido pelas partes envolvidas;
Fornecer relatórios mensais do trabalho efetuado;
Readequar e direcionar os investimentos para atender as demandas oriundas do
contrato. Salientamos que este serviço poderá também ser prestado por cooperativa
de catadores desde que atendam a exigências de contrato.

3.2.2.1.3 Cooperativa de Catadores:

Recepção do material coletado, seleção, valorização e venda do material;


Emitir relatórios mensais da coleta e do material processado;
Fornecer uniformes e EPIs adequados ao desenvolvimento da atividade.

3.2.2.1.4 Munícipe

Participar do programa de coleta seletiva, separando de maneira adequada os


resíduos recicláveis na sua origem;
Adquirir material para condicionamento dos resíduos;

210
Dispor o material selecionado devidamente identificado, através do uso de
embalagens de cor específica (preto, azul e/ou verde) e/ou dispor os resíduos em
lixeiras identificadas (seco/úmido) As orientações ao contribuinte frente a esta
metodologia serão disponibilizados através dos programas de educação ambiental
ou plano de mídia.

3.2.3 Cronograma de Implantação da Coleta na Modalidade B:

Quadro 22 Cronograma de implantação da coleta modalidade B


Mês/Atividade 01 02 03 04 05 06
Educação Ambiental X X X X X X
Procedimento de Coleta X X X X X
Implantação PGRS X X X X X X
Fiscalização X

Figura 5 - Fluxograma

3.2.4 Possíveis Parceiros:

Instituições de ensino, empresas públicas e privadas, dando ênfase às secretarias


municipais que se relacionam fortemente com o tema como:
Secretaria de saúde no combate a dengue;
Secretaria de educação no quesito educação ambiental,

211
Secretaria da fazenda no quesito fiscalização e controle, e
Instituições governamentais e não governamentais.

3.3 AÇOES EM CURTO PRAZO

3.3.1 Implantação Progressiva da Coleta Mecanizada Porta a Porta

O Município de Foz do Iguaçu carece de um programa de coleta seletiva planejado,


de modo a garantir atendimento a todos os munícipes, diminuir o impacto ambiental
hoje existente, bem como, garantir maior tempo de vida útil ao aterro sanitário.
Coleta Seletiva Mecanizada utilizando caminhões com dispositivo específico como
baús abertos ou fechados, ou veículo híbrido que promove a coleta simultânea de
lixo comum e materiais recicláveis.
Esta coleta poderá ser realizada por meio de empresa especializada, seja esta uma
cooperativa de catadores ou não, desde que atendam a demanda e cumpram as
cláusulas contratuais formalizadas para o processo. Sendo que deverão ser
atendidos 100% dos imóveis na área de abrangência, com coleta semanal ou diária
conforme equipamento utilizado e demanda.

3.3.2 Justificativa

Além dos dispositivos legais a serem atendidos e levando em conta o princípio da


isonomia, considerando que todo o munícipe tem direito ao atendimento de coleta
seletiva, faz-se necessário a elaboração de um programa que atenda a demanda
instalada. Tal afirmação leva a analisar o panorama atual de modo a planejar as
ações futuras, onde a coleta deverá ser executada com extremada responsabilidade
aplicando-se um cronograma de coleta, de acordo com demanda instaurada.

3.3.3 Objetivos e Metas:

Implantar a coleta seletiva mecanizada de forma progressiva no município


contemplando no mínimo 25.000 imóveis por semestre na coleta porta a porta,
formatada pela Prefeitura Municipal, até atingir 100% do município;
Fortalecer e fomentar o sistema cooperado buscando parcerias com a iniciativa
privada;
212
Dividir a cidade em regiões priorizando os bairros mais populosos, como Porto
Meira, Morumbi, Três Lagoas, Vila C e Vila A, para iniciar a implantação do
programa.

3.3.4 Procedimentos:

Fazer o mapeamento e o planejamento de coleta por região;


Promover Educação Ambiental e Conscientização nas áreas elencadas, utilizando
recursos de educação disponíveis;
Implantar sistema de coleta porta a porta, obedecendo ao planejamento elaborado
pelo órgão ambiental da Prefeitura Municipal posterior aos trabalhos de educação
ambiental e conscientização, visando maior adesão ao programa;
A base do planejamento será a inserção de no mínimo 25.000 imóveis por semestre
até que sejam contemplados todos os imóveis do município;
Frequência de coleta: duas vezes na semana, em dias alternados à coleta
convencional de resíduos, atendendo a 100% dos imóveis da área de abrangência;
No caso de uso de caminhão híbrido a coleta será simultânea, podendo-se aumentar
esta frequência;
Todo o material coletado deverá ser destinado aos catadores de materiais
recicláveis devidamente regularizados e em cooperativas, obedecendo a calendários
pré-estabelecidos pelas partes envolvidas, primando pela isonomia e eficiência na
logística;
Implantação de turnos de trabalho: caso a demanda ultrapassar a capacidade
instalada dos Centros de Triagem;

3.3.4.1 Responsabilidades:

3.3.4.1.1 Prefeitura Municipal:


Formalização do processo licitatório do contrato de prestação de serviço;
Fiscalizar o sistema de coleta quanto a sua eficiência e qualidade;
Intensificar as ações de fiscalização dos PGRS de empresas instaladas no
município;
Aprovar anualmente o plano de trabalho e determinar pontos de coleta e destino;
Incrementar ações de educação ambiental no modelo porta a porta;

213
Elaboração e financiamento de plano de mídia de modo a promover a
conscientização do contribuinte e adesão ao programa (mídia falada e escrita);
Elaborar e fomentar projetos de captação de recursos financeiros, para
aprimoramento dos serviços de coleta.

3.3.4.1.2 A contratada (empresa específica para coleta):


Efetuar a coleta de acordo com o programa definido com a Prefeitura Municipal de
Foz do Iguaçu;
Atender as exigências contratuais inerentes a manutenção de equipamentos,
veículos, EPIs e investimentos em recursos humanos;
Destinar todo material coletado à cooperativa de catadores, obedecendo a criterioso
calendário estabelecido pelas partes envolvidas;
Fornecer relatórios mensais do trabalho efetuado;
Readequar e direcionar os investimentos para atender as demandas oriundas do
contrato. Salientamos que este serviço poderá também ser prestado por cooperativa
de catadores desde que atendam a exigências de contrato.

3.3.4.1.3 A contratada (Cooperativa de Catadores):

Efetuar a coleta de acordo com o programa definido com a Prefeitura Municipal de


Foz do Iguaçu caso seja destinado a ela esta função;
Recepção do material coletado, seleção, valorização e venda do material;
Atender as exigências contratuais inerentes à manutenção de equipamentos,
veículos, EPIs e investimentos em recursos humanos;
Emitir relatórios mensais da coleta e do material processado;
Fornecer uniformes e EPIs adequados ao desenvolvimento da atividade;
Readequar e direcionar os investimentos para atender as demandas oriundas do
contrato.

3.3.4.1.4 Munícipe:

Participar assiduamente do programa de coleta seletiva, separando de maneira


adequada os resíduos recicláveis na sua origem;
Acondicionar adequadamente os resíduos;

214
Dispor o material separado em local adequado para a coleta.

3.3.4.2 Cronograma

Quadro 23 Cronograma de coleta modelo porta a porta

Período Semestre 1 Semestre 2 Semestre 3 Semestre 4


Mês/Atividade Trim. 1 Trim. 2 Trim. 1 Trim. 2 Trim. 1 Trim. 2 Trim. 1 Trim. 2
Mapeamento e Planejamento x x x x

Educação Ambiental x x x x x x X x
Procedimento de Coleta x x x x x X x

Implantação do Procedimento de Coleta x x x x

Fiscalização x x x x

3.3.4.3 Fluxograma:

Figura 6 Planificação das etapas do trabalho

3.3.4.4.Possíveis Parceiros:

215
Instituições de ensino, empresas públicas e privadas, dando ênfase as secretarias
municipais que se relacionam fortemente com o tema como:
Secretaria de saúde no combate a dengue;
Secretaria de educação no quesito educação ambiental;
Secretaria da fazenda no quesito fiscalização e controle, e
Instituições governamentais e não governamentais.

3.3.4.5.Controle e Acompanhamento

O Município deverá investir em recursos humanos de modo a ampliar a estrutura de


fiscalização de PGRS, bem como, elaborar um software e um programa de código
de barras para ser aplicado na Coleta Seletiva.
O Programa código de barras é uma ferramenta de monitoramento da participação
da população na coleta por meio de informatização.
O programa conta com um kit de material: cartilha, cartela contendo o código de
barras específico sequenciado para cada morador.
A cartela contendo código de barras (material adesivo) deverá ser inclusa na cartilha
do PMGIRS de cada morador do bairro, atendido pelo programa de coleta.
A cartilha deverá conter informações de como o morador deverá proceder na
separação e como colar o adesivo de código de barras no saco do material
reciclável.
Os Centros de Triagem da Cooperativa de Catadores contratada deverão estar
munidos de computador e máquinas leitoras de código de barras para fazer a
identificação do material no momento da recepção dos mesmos.
Uma vez feita à identificação, a prefeitura passa a ter um controle real e eficaz do
programa da coleta seletiva. Permite saber se o cronograma está sendo cumprido
conforme determinado e ainda se há participação do morador.

216
Figura 7 Fluxograma coleta seletiva com código de barras

3.3.4.6. Vantagens do Programa

O sistema de controle por meio de código barras possibilita ao município promover o


acompanhamento e controle eficaz do programa de coleta seletiva porta a porta,
tendo uma visão total sobre o sistema, além de possibilitar a compilação de dados e
estratificação da coleta quanto à quantidade de material gerado em determinado
período, por bairro ou região;
A logística do programa de coleta e atendimento do cronograma será acompanhada
pelo órgão ambiental do município em conjunto com a empresa coletora;
O baixo custo de implantação, tendo em vista que o programa pode ser
desenvolvido pela Secretaria da Tecnologia da Informação da Prefeitura Municipal;
O benefício elevado em relação ao custo de implantação, nos 13 barracões, desde a
compra de equipamentos e o desenvolvimento do software;

3.3.4.7 Orçamento

Quadro 24 Orçamento de implantação


Equipamento Quantidade Preço Unitário Total
Leitor Código de 26 R$ 390,00 R$ 10.140,00
Barras
Computador 13 R$ 1.078,00 R$ 14.014,00
Total R$ 24.154,00

217
APÊNDICE 3 – PROJETO DE GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DE
SERVIÇOS DE SAÚDE (RSS) EM FOZ DO IGUAÇU

1 INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA

O gerenciamento dos RSS constitui-se em um conjunto de procedimentos de gestão,


planejados e implementados a partir de bases científicas e técnicas, normativas e
legais, com o objetivo de minimizar a produção de resíduos e proporcionar aos
resíduos gerados, um encaminhamento seguro, de forma eficiente, visando à
proteção dos trabalhadores, a preservação da saúde pública, dos recursos naturais
e do meio ambiente.
O gerenciamento deve abranger todas as etapas de planejamento: dos recursos
físicos, dos recursos materiais e da capacitação dos recursos humanos envolvidos
no manejo dos RSS.
A legislação e normativa brasileira responsabiliza o próprio gerador quanto ao
gerenciamento dos RSS. Sendo assim, é ele quem determina qual empresa prestará
serviços para destinar corretamente os RSS gerados.
De acordo com a Resolução RDC ANVISA n° 306/04 e a Resolução CONAMA n°
358/2005, os geradores de resíduos de serviços de saúde são definidos como:

“todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou


animal, inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de
campo; laboratórios analíticos de produtos para a saúde; necrotérios,
funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento,
serviços de medicina legal, drogarias e farmácias inclusive as de
manipulação; estabelecimentos de ensino e pesquisa na área da saúde,
centro de controle de zoonoses; distribuidores de produtos farmacêuticos,
importadores, distribuidores, produtores de materiais e controles para
diagnóstico in vitro, unidades móveis de atendimento à saúde; serviços de
acupuntura, serviços de tatuagem, dentre outros similares”.

No Paraná, segundo as resoluções do Instituto Ambiental do Paraná, todo gerador


de resíduos de serviços de saúde deve elaborar o Plano de Gerenciamento de
Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS, embasado nas características dos
resíduos gerados e na classificação constante na Resolução RDC ANVISA n°
306/04, que estabelece as diretrizes para o manejo dos RSS.
Conforme a Resolução do CONAMA nº 358/2005, os RSS são classificados de
acordo com o Quadro 25.

218
QUADRO 25: Classificação dos Resíduos Sólidos de Saúde por grupo de
resíduo.
Classificação do Resíduo Descrição
Classe A Resíduos potencialmente infectantes:
Tais como:
Classe B Resíduos químicos
Classe C Rejeitos radioativos
Classe D Resíduos equiparados aos resíduos
domiciliares
Classe E Resíduos perfurocortantes ou
escarificantes
Fonte: Resolução RDC ANVISA n° 306/04 e CONAMA n° 358/05.

2 ASPECTOS DA LEGISLAÇÃO

As resoluções RDC ANVISA nº. 306/04, CONAMA nº. 358/05 e a Resolução


Conjunta SEMA/SESA nº 002/2005 determinam que todos os geradores de resíduos
de serviços de saúde devem apresentar um Plano de Gerenciamento de Resíduos
de Serviços de Saúde – PGRSS, instrumento fundamental para que os geradores
sejam sensibilizados sobre a importância do manejo correto dos RSS, considerando
que as condições de segurança ambiental e ocupacional são requisitos
imprescindíveis a serem observados por todos os responsáveis pelos
estabelecimentos de saúde.
Observa-se que em Foz do Iguaçu, o controle, monitoramento e fiscalização dos
geradores de resíduos de serviços de saúde estão sendo realizados, conforme
preconiza a legislação. O trabalho vem sendo realizado desde 2006, logo após a
publicação das resoluções citadas. Sendo assim, os objetivos principais de requisitar
aos geradores a elaboração do PGRSS são, para além de atender a legislação
vigente, também monitorar o gerenciamento desses resíduos no município como
processo de melhoria contínua.

3 OBJETIVOS

• Regularizar o gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde que são


gerados no município de Foz do Iguaçu;
• Identificar e cadastrar os geradores de resíduos de serviços de saúde;

219
• Identificar e cadastrar as empresas que coletam, transportam e fazem a
destinação final dos RSS;
• Manter o controle da geração, transporte e destinação dos RSS, dos
entes públicos e privados.

4 RESPONSABILIDADES

4.1 DA PREFEITURA MUNICIPAL

▪ Coletar ou contratar empresa para a coleta, transporte e destinação final


ambientalmente adequada dos resíduos de serviços de saúde, quando
estes forem pertencentes aos estabelecimentos públicos do município;
▪ Requisitar o Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de
Saúde – PGRSS aos estabelecimentos de serviços de saúde existentes
no município, obedecendo a critérios técnicos, legislação ambiental e
sanitária e outras orientações regulamentares vigentes.
▪ Compartilhar informações relativas ao PGRSS entre o Órgão Ambiental
Municipal e a Secretária Municipal da Saúde;
▪ A designação de profissionais habilitados para exercerem a fiscalização
da implantação dos PGRSS e pela correta execução dos serviços de
gerenciamento desses resíduos nos estabelecimentos de saúde
públicos e privados;
▪ A continuidade dos trabalhos de capacitação, treinamento e melhoria do
programa de educação continuada nos estabelecimentos públicos de
saúde do município.

4.2 DA EMPRESA COLETORA:

▪ Cadastrar-se no Órgão Ambiental Municipal;


▪ Coletar, transportar e destinar adequadamente os RSS;
▪ Emitir laudo, ao contratante, referente ao tratamento e destinação final
dos RSS;

4.3 DOS GERADORES:

220
▪ Elaborar e implantar o PGRSS na unidade;
▪ Apresentar ao Poder Público Municipal o comprovante de tratamento e
destinação final dos Resíduos Sólidos;
▪ Atualizar os dados do PGRSS conforme exigência do Poder Público
Municipal.

5 FLUXOGRAMA

221
IDENTIFICAÇÃO DAS
FONTES GERADORAS

FONTE GERADORA

SEGREGAÇÃO ACONDICIONAMENTO IDENTIFICAÇÃO


DOS RESÍDUOS

COLETA INTERNA

ARMAZENAMENTO
TEMPORÁRIO

TRANSPORTE
INTERNO

ARMAZENAMENTO
COLETA E TRANSPORTE EXTERNO

EXTERNO

TRATAMENTO E DISPOSIÇÃO FINAL

Figura 8 Fluxograma de Manejo dos Resíduos de Serviços de Saúde.

6 RESUMO DAS PROPOSIÇÕES

TIPO DE TIPO DE PLANO DE ÓRGÃO RESPONSÁVEL

222
ESTABELECIMENTO GERENCIAMENTO DE PELA AVALIAÇÃO /
RESÍDUOS APROVAÇÃO DO PLANO
Estabelecimentos de alto e PGRSS Vigilância Sanitária e IAP
médio risco ambiental
Estabelecimentos de baixo PGRSS Vigilância Sanitária / SMSA
risco ambiental, geradores de
RSS dos grupos A e E

Para concessão do alvará de funcionamento da empresa deve ser


apresentado ao poder público o PGRSS.

223
APÊNDICE 4 – PROJETO “ÓLEO DE FRITURA”

1 INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA

O óleo seja de origem vegetal ou animal, quando atinge o meio ambiente, causa
impactos consideráveis. Segundo a Sabesp – Companhia de Saneamento Básico do
Estado de São Paulo, em seu material gráfico de campanha de conscientização, um
litro de óleo de fritura contamina aproximadamente 25 mil litros de água.
Para óleos de graxas de origem vegetal e animal, a legislação federal (Res.
CONAMA 357/05 - art. 34) estabelece o limite de 50 mg/l e a partir deste valor se
obtém que o óleo de fritura polui mais de 25.000 litros de água, o que, aliás, já
constitui um grande volume. Na utilização de outros critérios como a DBO5 máxima
de 60 mg/l poderão ser obtidos outros números. Neste caso a questão não é
simples, pois a DBO5 depende do tipo de óleo e contaminantes (restos de
alimentos). O mais importante na verdade não é estimar quantos litros são afetados,
mas sim entender que o óleo é um produto bastante poluente e que por outro lado,
pode ser reaproveitado, com ganho ambiental e social.
Ainda segundo a Sabesp, o óleo de fritura causa danos sérios ao meio ambiente,
contaminando rios e bacias hidrográficas, bem como, à rede coletora de esgoto,
provocando o travamento de bombas submersas e a obstrução de coletores troncos,
principalmente em regiões onde há predominância de bares e restaurantes.
De acordo com estudos da BIOSANTOS, o consumo de óleo de fritura é de 6
litros/hab/ano.
Considerando a população de Foz do Iguaçu em torno de 258.000 habitantes,
teríamos um consumo estimado em torno de 1.548.000 litros/ano.
A prefeitura municipal, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Obras, vem
buscando parceria com empresas especializadas de modo a atender a demanda do
município, baseada na Lei Municipal Nº. 3.878 de 08 setembro de 2011 que dispõe
sobre a coleta, transporte e destinação final de óleos utilizados na fritura de
alimentos no município de Foz do Iguaçu e dá outras providências.
A reciclagem do óleo de fritura tem importância fundamental para o Município de Foz
do Iguaçu, além de gerar emprego e renda, deixa de poluir o meio ambiente, bem
como as redes de esgoto da cidade.

224
2 DIAGNÓSTICO

A coleta de Óleo de Fritura no município de Foz do Iguaçu é realizada por empresas


especializadas e atende apenas aos grandes geradores. Uma das empresas possui
em torno de 250 pontos e coleta, aproximadamente, 23 mil litros de óleo de fritura
por mês.
O óleo de fritura coletado é filtrado, tratado e vendido às indústrias de biodiesel e de
sabão.

3 OBJETIVO GERAL
• Beneficiar os domicílios e demais pontos comerciais, com o
encaminhamento adequado do óleo de cozinha usado.

4 ASPECTOS DA LEGISLAÇÃO

Lei Municipal nº 3.878 de 08 de setembro de 2011, que dispõe sobre a destinação


final de óleo vegetal utilizado por bares, buffets, cozinhas industriais, restaurantes e
congêneres existentes no município.
Lei Federal nº 12.305 que trata da logística reversa e das responsabilidades
compartilhada de toda a cadeia produtiva.
Lei Estadual nº 16.393 DE 02/02/2010 - Institui, no Estado do Paraná, o Programa
de Incentivo à reciclagem do óleo de cozinha para a produção de Biodiesel, através
da desoneração progressiva no pagamento de impostos estaduais, conforme
especifica.
O governo Federal por meio da Lei Federal nº 12305/2010 no seu artigo 3º,
estabelece o compartilhamento das responsabilidades em relação ao ciclo de vida
do produto até o seu destino final.
“Art. 3º - I – Acordo setorial: ato de natureza contratual firmado entre o poder
público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, tendo em
vista a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do
produto”.

5 PROGNÓSTICO

• O poder Público deverá regulamentar a coleta de óleo de fritura


no município, firmando termo de parceria, sem ônus, com
empresas especializadas, devidamente licenciadas;

225
• Elaborar Plano de Divulgação e campanha de modo a sensibilizar
e conscientizar a população quanto ao sistema de coleta
implantado no município;
• O sistema de coleta a ser implantado deverá atender aos grandes
geradores e residências em geral.

6 RESPONSABILIDADES

6.1 DA PREFEITURA MUNICIPAL

• O poder público municipal deverá firmar termo de parceria, sem


ônus, com empresa especializada, devidamente licenciada, para a
coleta de óleo de fritura oriundo das residências e grandes
geradores.
• Estimular, por meio do trabalho de Educação Ambiental,
mudanças de hábitos aos cidadãos iguaçuenses de modo a
contribuir na preservação do meio ambiente;
• Promover palestras de Educação Ambiental, oficinas, bem como a
confecção e a distribuição de panfletos, cartazes, tendo como
foco principal os malefícios que o óleo de fritura causa ao meio
ambiente e à saúde pública;
• Estimular as instituições públicas e privadas a instituir novos
pontos de coleta no município;
• Fiscalizar e validar a legislação referente ao gerenciamento do
óleo usado;
• Cobrar a participação das indústrias de óleo de fritura no
programa de coleta do município, contribuindo, de algum modo,
com recurso financeiro ou material, no fortalecimento do programa
de educação ambiental e ou na campanha de divulgação e
conscientização.
• Promover a fiscalização e o controle quanto ao transporte e ao
destino final do produto e a qualidade do serviço prestado;

226
6.2 EMPRESAS CONVENIADAS RESPONSÁVEIS PELA COLETA DE ÓLEO
DE FRITURA

• As empresas conveniadas deverão firmar contrato com os


grandes geradores, disponibilizando bombonas (contêiner) para o
armazenamento do óleo de fritura;
• A logística de coleta, bem como, a periodicidade será de
responsabilidade da empresa coletora, de acordo com a
demanda;
• A empresa conveniada deverá instalar bombonas especiais, nas
unidades de educação do município, de acordo com projeto
aprovado;
• A empresa conveniada, em parceria com a equipe de Educação
Ambiental do Município, deverá promover palestras de educação
e conscientização ambiental nas escolas, quanto ao impacto do
óleo de fritura no meio ambiente e ao sistema de coleta
implantado, tendo como público alvo, alunos, professores e pais
de alunos.

6.3 DOS CIDADÃOS E/OU PEQUENOS GERADORES


• Separar na fonte geradora o óleo usado destinando-o
corretamente aos postos pré-estabelecidos no Município para
reaproveitamento e reciclagem;
• Cumprir a legislação Municipal referente ao gerenciamento
adequado do óleo de fritura usado.

6.4 DO COMÉRCIO E GRANDES GERADORES

• Separar na fonte geradora o óleo usado destinando-o


corretamente nos postos pré-estabelecidos no Município para
reaproveitamento e reciclagem;
• Cumprir a legislação Municipal referente ao gerenciamento
adequado do óleo de fritura usado;

227
• Estimular a instalação de pontos de entrega voluntária em seus
estabelecimentos e ou fortalecer a divulgação de postos de coleta
do óleo.
• Quando da elaboração dos PGRS, os grandes geradores
deverão informar a empresa coletora e o destino final do óleo
coletado,

6.5 DO FABRICANTE

• Contribuir de modo a fortalecer o programa de educação


ambiental, bem como na divulgação do programa de coleta de
óleo fritura.
7 FLUXOGRAMA

Coleta em
Pontos de entrega grandes
Empresa coletora Voluntária Reciclagem
geradores

8 POSSÍVEIS PARCEIROS

• ACIFI – Associação Comercial de Foz do Iguaçu;


• ABIOVE - Associação Brasileira das Indústrias de óleos
Vegetais;
• SEMA - Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos –
Estado do Paraná;
• Escolas Municipais, Estaduais e Particulares;
• Associação de Moradores e igrejas;
• Ambiental Vitare – Empresa devidamente licenciada,
especializada na coleta, transporte e reciclagem do óleo de
cozinha.

9 FONTES DE DADOS

www.biosantos.com.br

228
www.vitare.ind.br
www.sabesp.com.br
Plano de Saneamento de Resíduos Sólidos de Piracicaba – SP;
PGRS Municipal de Rio Negro PR;
Assembléia Legislativa do Paraná.

229
APÊNDICE 5 - PROJETO RESÍDUO DE CONSTRUÇÃO CIVIL

1 JUSTIFICATIVA

Visando mudar a forma atual de gerenciamento de RCC no município e em


consonância com as legislações ambientais vigentes serão apresentadas algumas
ações para obter uma maior sustentabilidade na operacionalização dos RCC no
município de Foz do Iguaçu. Bem como criar mecanismos de incentivos a utilização
e reinserção de agregados reciclados nas obras civis, e consequentemente estimular
a economia local, com a criação de novos postos de trabalho e a comercialização
dos agregados.
Conforme estabelecido na legislação federal, é de competência do município
desenvolver o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil,
como estabelece a Resolução 307/2002 Conama em seu Art. 6º:

Art. 6o Deverão constar do Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos


da Construção Civil:
I - as diretrizes técnicas e procedimentos para o Programa Municipal
de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil e para os
Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil a serem
elaborados pelos grandes geradores, possibilitando o exercício das
responsabilidades de todos os geradores.
II - o cadastramento de áreas, públicas ou privadas, aptas para
recebimento, triagem e armazenamento temporário de pequenos
volumes, em conformidade com o porte da área urbana municipal,
possibilitando a destinação posterior dos resíduos oriundos de
pequenos geradores às áreas de beneficiamento;
III - o estabelecimento de processos de licenciamento para as áreas
de beneficiamento e de disposição final de resíduos;
IV - a proibição da disposição dos resíduos de construção em áreas
não licenciadas;
V - o incentivo à reinserção dos resíduos reutilizáveis ou reciclados
no ciclo produtivo;
VI - a definição de critérios para o cadastramento de transportadores;
VII - as ações de orientação, de fiscalização e de controle dos
agentes envolvidos;
VIII - as ações educativas visando reduzir a geração de resíduos e
possibilitar a sua segregação.

Considerando também que a legislação estabelece que há uma diferenciação entre


pequeno e grande gerador de RCC. O Art. 7º define que para os pequenos
geradores cabe ao município estabelecer as diretrizes:

230
Art. 7o O Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção
Civil será elaborado, implementado e coordenado pelos municípios e pelo
Distrito Federal, e deverá estabelecer diretrizes técnicas e procedimentos
para o exercício das responsabilidades dos pequenos geradores, em
conformidade com os critérios técnicos do sistema de limpeza urbana local.

E no Art. 8º a legislação estabelece que se deve criar os Projetos de Gerenciamento


de Resíduos da Construção Civil – PGRCC pelos grandes geradores, bem como os
procedimentos necessários:

Art. 8o Os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil serão


elaborados e implementados pelos geradores não enquadrados no artigo
anterior e terão como objetivo estabelecer os procedimentos necessários
para o manejo e destinação ambientalmente adequados dos resíduos.

Cabe ao município criar legislação municipal, que regulamente a legislação federal e


estabeleça padrões para classificar pequenos e grandes geradores, juntamente com
as responsabilidades concernentes a cada um.

2 LEGISLAÇÃO PERTINENTE

A principal legislação federal que estabelece diretrizes para o gerenciamento de


Resíduos oriundos da Construção Civil é a Resolução nº 307 do CONAMA, de 5 de
julho de 2002, que Dispõe sobre diretrizes para a gestão dos resíduos da construção
e demolição, direcionando responsabilidades para os geradores de RCC, tanto do
poder público como da iniciativa privada, e classifica no seu Art. 3º RCC como:
Classe A - são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais
como:
a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de
outras obras de infraestrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem;
b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações:
componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc.),
argamassa e concreto;
c) de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em
concreto (blocos, tubos, meios-fios etc. produzidas nos canteiros de obras;
Classe B - são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como:
plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras e outros;
Classe C - são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas
tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua
reciclagem/recuperação, tais como os produtos oriundos do gesso;
Classe D - são os resíduos perigosos oriundos do processo de construção,
tais como: tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados
oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas,
instalações industriais e outros.

Com a classificação definida pela resolução, cabe ao gerador obrigatoriamente


realizar a separação dos resíduos de acordo com suas respectivas classificações.

231
Para isso a legislação estabeleceu instrumentos de controle. A Legislação Federal
por meio da Resolução 307/2002 Conama, estabelece em seu art. 5º que:

Art. 5o É instrumento para a implementação da gestão dos resíduos da


construção civil o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da
Construção Civil, a ser elaborado pelos Municípios e pelo Distrito Federal, o
qual deverá incorporar:

I - Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da


Construção Civil; e
II - Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil.

Com essa definição das classificações aplicáveis aos RCC, e dos instrumentos de
implementação da gestão dos RCC, a prioridade é sempre a não geração dos
resíduos, e se gerar, deve estabelecer procedimentos para sua reutilização, e o por
fim não sendo possível reutilizar deve-se realizar a reciclagem e destinação final
correta. Cabendo a cada município a responsabilidade de estabelecer ações para
que seja cumprida a resolução do 302/2002 do Conama.

3 OBJETIVOS

3.1 OBJETIVO GERAL

Estabelecer uma política municipal de gerenciamento integrado de Resíduos da


Construção Civil, criando mecanismos de incentivo a reciclagem e reinserção desses
resíduos na economia. Estabelecendo-se para isso responsabilidades a todos os
atores do processo.
3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Incentivar e intermediar a implantação de usinas RCC no município; estabelecer


Taxa de Serviço por m³ caçamba depositada no aterro, e emissão de guia de
autorização para despejo; vincular PGRCC a emissão do Alvará de Construção;
instituir fiscalização e penalidades a infrações, com vistas a orientar o gerador;
promover incentivos ao pequeno Gerador; estabelecer percentual obrigatório em
obras públicas, como pavimentações, casas populares, manilhas, postes de
iluminação e afins e criar um sistema Integrado de Gerenciamento de Resíduos,
sendo criados módulos separados para cada classificação;

4 PROCEDIMENTOS

232
Para a implantação das ações propostas, primeiramente se faz necessário a criação
de uma legislação municipal regulamente e implemente o Sistema de Gestão
Sustentável de Resíduos da Construção Civil, conforme previsto na Resolução Nº
307/2002 do Conama. Estabelecendo as diretrizes para pequenos, grandes
geradores, poder publico e a iniciativa privada, pois somente após definido as
responsabilidades especificas de cada parte, será possível desenvolver as ações
propostas.
Posteriormente a criação da legislação, com as definições das responsabilidades,
inicia-se a campanha de divulgação e orientação para os pequenos e grandes
geradores, paralelamente intensifica-se a fiscalização dos mesmos. Conforme
descriminado no cronograma de execução, mais a frente no tópico.
A cobrança pela M³ de RCC despejada no aterro é uma forma de conscientizar o
gerador de sua responsabilidade quanto aos resíduos gerados, pois o mesmo é de
responsabilidade o gerador, cabendo ao município à fiscalização. No município de
Foz do Iguaçu atualmente é disponibilizado aos geradores o aterro sanitário como
local de disposição final dos RCC de forma gratuita, porem isso vai em contradição a
legislação federal que proíbe o aterro sanitário de receber resíduos dessa ordem.
Com a implantação do sistema de gestão, e da usina de reciclagem comentada na
sequência, automaticamente cessa a disposição desses resíduos nos aterro
sanitário, sendo eles direcionados para uma usina para ser beneficiado.
Considerando o valor agregado dos RCC, suas inúmeras formas de reutilização e
reciclagem e o correto gerenciamento dos RCC, é indispensável no município à
implantação de usinas de reciclagens, seja elas municipais ou privadas, no caso das
ultimas sendo instituídos convênios com o município e incentivos as implantações
das mesmas. Pois mediante a implantação da usina, será possível realizar o
beneficiamento dos resíduos e sua reinserção na economia.
Após o beneficiamento o RCC, passa a ser matéria prima e/ou produto, podendo ser
reutilizado para nas novas edificações. Considerando isso, estabelece um
percentual obrigatório de materiais reciclados da construção civil nas obras publicas,
pois assim incentiva-se a reciclagem por meio do exemplo, e também fomenta a/as
usinas implantadas. Nas obras privadas como forma de incentivo a utilização de
materiais ecológicos, cria-se incentivos fiscais para as edificações que comprovarem
a utilização dos materiais ecológicos na sua execução.

233
5 FLUXOGRAMA

Para a implantação dessa nova política de gestão dos RCC, apresentamos a


seguinte proposta de estrutura de implantação das ações:

Figura 1: Fluxograma Estrutura Implantação Gestão de RCC.

6 RESPONSABILIDADES

Para a realização dessa mudança na forma de gestão dos RCC que está sendo
proposta neste estudo. De forma haja realmente uma integração entre as partes
interessadas, e assim transformar a realidade atual. É imprescindível que cada
stakeholder25 assuma sua responsabilidade no processo.

Sendo então delimitadas as seguintes responsabilidades:

➢ Gerador de resíduos: Gerenciar os resíduos desde a geração


até sua destinação final, com adoção de métodos, técnicas,
processos de manejo compatíveis com os estabelecidos nas
legislações ambientais.

25 O termo inglês stakeholder que designa uma pessoa, grupo ou entidade com legítimos
interesses nas ações e no desempenho de uma organização e cujas decisões e atuações
possam afetar, direta ou indiretamente, essa outra organização.

234
➢ Prestador de Serviços / transportador: Cumprir e fazer cumprir
as determinações normativas que disciplinam os procedimentos e
operações do processo de gerenciamento de resíduos sólidos e
de resíduos de obra civil em especial.
➢ Aterro de Inertes: Cumprir e fazer cumprir as determinações
normativas que disciplinam os procedimentos e operações de
aterros de inertes, em especial, o seu controle ambiental.
➢ Poder publico: Normatizar, orientar, controlar, fiscalizar a
conformidade da execução dos processos de gerenciamento do
Plano Integrado de Gerenciamento dos Resíduos Sólidos, em
especial aos Resíduos da Construção Civil. Cabendo também,
criar soluções e alternativas, que priorizem o uso mais nobre
desses resíduos considerando seu valor agregado e adotar
medidas para estruturação da rede de áreas para recebimento,
triagem e armazenamento temporário de pequenos volumes de
resíduos de obra civil para posterior destinação as áreas de
beneficiamento.

7 CRONOGRAMA

Considerando a complexidade das ações a serem propostas, principalmente pela


atual inexistência de legislações municipais relativas ao tema, e politicas publicas
que priorizem o uso e reciclagem dos RCC e sua reinserção na economia. O
cronograma para implantação das ações propostas, estende-se de um período de
curto a médio prazo, porem os benefícios econômicos e ambientais das ações
implementadas irão ter retorno imediato.
Propõe-se então o seguinte cronograma de implantação das ações a serem
tomadas pelo poder publico municipal.

Quadro 26 Cronograma implantação sistema de gestão RCC.


Ação Intervalo de Tempo (meses)
6 12 18 24 30 36 42 48 54

235
Criar legislação
Orientação e Divulgação
Sistema de Gerenciamento Integrado
Implantar ações grandes geradores
Implantar ações pequenos geradores
Fiscalização
Cobrança Despejo M³ RCC
Implantação Usina RCC
Percentual Obras Publicas
Percentual Obras Privadas

8 P0SSÍVEIS PARCEIROS

As ações a serem implementadas, são de interesse de vários setores da economia e


também de entidades no município. Considerando isso, compete ao município como
gestor do sistema, estabelecer critérios para possíveis parcerias a serem
desenvolvidas ao longo da implantação e operação do novo sistema de gestão dos
RCC.

236
APÊNDICE 6 - PLANO DE CONTINGÊNCIA DO SISTEMA DE LIMPEZA
URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

1 INTRODUÇÃO

O principal objetivo de um plano de contingência voltado para os serviços de limpeza


pública e gestão dos resíduos sólidos urbanos é assegurar a continuidade dos
procedimentos originais, de modo a não expor a comunidade a impactos
relacionados ao meio ambiente e, principalmente, à saúde pública.
Normalmente, a descontinuidade dos procedimentos se origina a partir de eventos
que podem ser evitados através de negociações prévias, como greves de pequena
duração e paralisações por tempo indeterminado das prestadoras de serviços ou
dos próprios trabalhadores.
Porém, tal descontinuidade também pode ser gerada a partir de outros tipos de
ocorrência de maior gravidade e, portanto, de maior dificuldade de solução, como
explosões, incêndios, desmoronamentos, tempestades, inundações e outros.
Assim, para que um plano de contingência seja realmente aplicável é necessário,
primeiramente, identificarem-se os agentes envolvidos sem o que não é possível
definirem-se as responsabilidades pelas ações a serem promovidas. Além dos
agentes, também é recomendável que o plano de contingência seja focado para os
procedimentos cuja paralisação pode causar os maiores impactos, relegando os
demais para serem atendidos após o controle total sobre os primeiros.

2 AGENTES ENVOLVIDOS

Para a elaboração do plano de contingência, tendo em vista, a estrutura operacional


dos serviços de limpeza pública e gestão dos resíduos sólidos urbanos no município,
podem-se definir como principais agentes envolvidos no processo:

2.1 PREFEITURA MUNICIPAL


A municipalidade se constitui agente envolvido no Plano de Contingência quando
seus próprios funcionários públicos são os responsáveis diretos pela execução dos
procedimentos. Evidentemente que, no caso da Prefeitura Municipal, o agente nem
sempre é a própria municipalidade e sim secretarias, departamentos ou até mesmo

237
empresas autônomas que respondem pelos serviços de limpeza pública e/ou pela
gestão dos resíduos sólidos.

2.2 PRESTADORA DE SERVIÇOS EM REGIME NORMAL

As empresas prestadoras de serviços são consideradas agentes envolvidos quando,


mediante contrato decorrente de licitação pública, seus funcionários assumem a
responsabilidade pela execução dos procedimentos.

2.3 CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇOS

As empresas executantes dos procedimentos, mediante contrato formal de


concessão ou de Participação público-privada, são igualmente consideradas
agentes uma vez que seus funcionários estão diretamente envolvidos na execução
dos procedimentos.

2.4 PRESTADORA DE SERVIÇOS EM REGIME DE EMERGÊNCIA

As empresas prestadoras de serviços também podem ser consideradas agentes


envolvidos quando, justificada legalmente a necessidade, seus funcionários são
mobilizados através de contrato de emergência sem tempo para a realização de
licitação pública, geralmente por prazos de curta duração.

2.5 ÓRGÃOS PÚBLICOS

Alguns órgãos públicos também são considerados agentes passam a se constituir


agentes quando, em função do tipo de ocorrência, são mobilizados para controlar ou
atenuar eventuais impactos decorrentes das ocorrências, como é o caso do IAP, da
Polícia Ambiental, das Concessionárias de Saneamento Básico e de Energia e Luz e
outros.
2.6 ENTIDADES PÚBLICAS

Algumas entidades públicas também passam a se constituir agentes do plano a


partir do momento em que, como reforço adicional aos recursos já mobilizados, são
acionadas para minimizar os impactos decorrentes das ocorrências, como é o caso
da Defesa Civil, dos Bombeiros e outros. Portanto, o presente Plano de Contingência

238
deve ser devidamente adaptado às estruturas funcionais com que operam os
municípios.

3 PLANO DE EMERGÊNCIA E CONTINGÊNCIA

Considerando os diversos níveis dos agentes envolvidos e as suas respectivas


competências e dando prioridade aos procedimentos cuja paralisação pode causar
os maiores impactos à saúde pública e ao meio ambiente, apresentam-se a seguir o
plano de emergência e contingência para cada tipo de serviço:

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Quadro: Medidas de emergência e contingência aplicáveis aos serviços públicos de limpeza urbana.
SERVIÇO ORIGEM AÇÃO EMERGÊNCIA E DE CONTINGÊNCIA
Greves de pequena duração; ➢ Identificação dos pontos mais críticos e o escalonamento de funcionários
Paralisações por tempo indeterminado municipais, que possam efetuar o serviço através de mutirões.
Varrição Manual
das prestadoras de serviços ou dos ➢ Contratação de empresa especializada prestadora de serviço em regime
próprios trabalhadores. emergencial
Greves de pequena duração; ➢ Identificação dos pontos mais críticos e o escalonamento de funcionários
Paralisações por tempo indeterminado municipais, que possam efetuar o serviço através de mutirões.
Limpeza Pós Feiras Livres
das prestadoras de serviços ou dos ➢ Contratação de empresa especializada prestadora de serviço em regime
próprios trabalhadores. emergencial
➢ O Plano de Contingência para este tipo de procedimento se concentra nos
serviços esporádicos, decorrentes da queda de árvores.
➢ O maior problema a ser equacionado está no tombamento de árvores
Greves de pequena duração; causado por tempestades e/ou ventanias atípicas, que atingem inclusive
Paralisações por tempo indeterminado espécimes saudáveis. Neste caso, os prejuízos podem atingir perdas
Manutenção de Áreas das prestadoras de serviços ou dos incalculáveis, não só diretamente pela perda de vidas humanas, veículos e
Públicas próprios trabalhadores. edificações, mas também indiretamente pela interrupção dos sistemas de
Intempéres. energia, telefonia e tráfego em regiões inteiras;
➢ Em função da amplitude do cenário de devastação, além de órgãos e
entidades que cuidam do tráfego, da energia elétrica e, conforme a gravidade,
o sistema de resgate dos Bombeiros, ainda pode ser acionada recursos das
regiões vizinhas e, numa última instância, a Defesa Civil.
➢ Contratação de empresa especializada prestadora de serviço em regime
emergencial
➢ No caso de paralisação apenas da coleta seletiva de materiais recicláveis, pelo
fato do "lixo seco" não conter matéria orgânica sujeita à deterioração, os
materiais recicláveis podem aguardar por um tempo maior nos próprios
Greves de pequena duração;
domicílios geradores.
Paralisações por tempo indeterminado
➢ Na hipótese da paralisação se manter por um tempo maior que o previsto,
Coleta Domiciliar de RSD das prestadoras de serviços ou dos
impossibilitando a estocagem dos materiais nos domicílios e a prestadora de
próprios trabalhadores.
serviço em regime emergencial ainda não estiver em operação, os materiais
devem ser recolhidos pela equipe de coleta regular e conduzidos para a
unidade de disposição final dos rejeitos dos resíduos sólidos domiciliares.
➢ Porém, é da maior importância à comunicação através de panfletos
distribuídos pela própria equipe de coleta domiciliar regular, informando sobre

240
a situação e solicitando colaboração da população.
➢ No caso da compostagem da matéria orgânica, o Plano de Contingência recomenda
os mesmos procedimentos aplicados à prestação de serviços públicos, ou seja, a
mobilização de equipes de outros setores da municipalidade ou, se a paralisação
Desvalorização do preço de venda persistir, a contratação de empresa especializada prestadora de serviço em regime
Pré-Beneficiamento e/ou
desses materiais no mercado emergencial.
Tratamento dos RSD ➢ No caso dos materiais recicláveis, é importante que a cessão das instalações e
consumidor.
equipamentos para uso das cooperativas de catadores tenha em contrapartida a
assunção do compromisso por parte deles de receber e processar os materiais
independentemente dos preços de mercado.
➢ Considerando a ocorrência de greves de pequena duração, é possível deslocar
equipes de outros setores da própria municipalidade.
➢ Para o caso da paralisação persistir por tempo indeterminado, é recomendável trocar a
solução doméstica pela contratação de empresa prestadora de serviço em regime
emergencial, pois ela poderá também dar conta dos serviços mais especializados de
manutenção e monitoramento ambiental.
A paralisação do serviço de operação ➢ Enquanto isto não acontece, os resíduos poderão ser enviados para disposição final
de um aterro sanitário pode ocorrer por em outra unidade similar existente na região. Esta mesma providência poderá ser
diversos fatores, desde greves de usada no caso de demora na obtenção do licenciamento ambiental para sobre elevação
pequena duração ou paralisações por e/ou ampliação das células existentes.
tempo indeterminado até ocorrências ➢ A ruptura dos taludes engloba medidas de reparos para recomposição da configuração
que requerem maiores cuidados e até topográfica, recolocação dos dispositivos de drenagem superficial e reposição da
mesmo por demora na obtenção das cobertura de solo e gramíneas, de modo a assegurar a perfeita estabilidade do maciço,
licenças ambientais necessárias. após a devida comunicação da não conformidade ao IAP.
Paralisação na Disposição ➢ Explosões decorrentes do biogás são eventos mais raros, que também podem ser
Devido às características específicas evitados por um sistema de drenagem bem planejado e um monitoramento direcionado
Final de Rejeitos dos RSD
dos resíduos recebidos pelos aterros para detectar com antecipação a formação de eventuais bolsões no interior do maciço.
sanitários, os motivos de paralisação ➢ Com relação a explosão ou mesmo incêndio, o Plano de Contingência prevê a
podem exceder a simples greves, evacuação imediata da área e a adoção dos procedimentos de segurança,
tomando dimensões mais simultaneamente ao acionamento dos Bombeiros, e a comunicação ao IAP.
preocupantes, como, ruptura dos ➢ Os vazamentos de chorume também não são comuns, já que o aterro sanitário é
taludes, falta de material de cobertura, dotado de uma base impermeável, que evita o contato direto dos efluentes com o solo e
explosões provocadas pelo biogás, as águas subterrâneas. Portanto, eles têm mais chance de extravasar nas lagoas e/ou
vazamentos de chorume e outros. nas tubulações de recalque, seja por problemas operacionais ou mesmo por excesso
de chuvas de grandes proporções no caso das lagoas.
➢ A primeira medida do Plano de Contingência diz respeito à contenção do vazamento
e/ou transbordamento, para estancar a origem do problema e, em seguida, a
transferência do chorume estocado para uma ETE mais próxima através de caminhão
limpa fossa.
➢ Caso a ocorrência resulte na contaminação do solo e/ou das águas subterrâneas, o

241
passivo ambiental poderá ser equacionado através das orientações do órgão ambiental
estadual, ou na ausência, as prescritas no Manual de Gerenciamento de Áreas
Contaminadas, emitido pela CETESB.
Devido à alta periculosidade no
manuseio desse tipo de resíduos, sua
coleta, transporte e tratamento são
sempre realizados por equipes
treinadas e devidamente equipadas ➢ Por tratar-se de atividades altamente especializadas, que requerem recursos
com os EPI's necessários e dotadas de materiais e humanos especiais, não é recomendável que se desloquem
veículos e equipamentos especialmente equipes da própria municipalidade ou, no caso de consórcios, das
Coleta, Transporte e
adequados para essas funções. Logo, a municipalidades consorciadas para cobrir qualquer deficiência de atendimento.
Tratamento dos RSS
tarefa da municipalidade limita-se ao ➢ Portanto, se isso vier a acontecer, o Plano de Contingência recomenda a
gerenciamento administrativo do contratação de empresa prestadora deste tipo de serviço em regime
contrato com essas empresas e o risco emergencial.
de descontinuidade se resume a greves
de pequena duração ou paralisações
por tempo indeterminado das
prestadoras de serviços.

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