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Um exemplo simples

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Um exemplo simples
Seja a função da qual queremos saber os máximos e mínimos, e seja

(1)

a condição subsidiária. No problema citado acima, teríamos


(2)

e seria dada por

(3)

Desta última relação segue que

(4)

que, levada à Eq.(2), dá:

(5)

A solução é obtida agora igualando a zero as derivadas parcias e , que são

Igualadas a zero, obtemos as equações

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Um exemplo simples

de onde se conclui que e que . Logo, temos também , ou seja, o paralelepípedo de volume
máximo, para área dada, é o cubo (existem soluções para o volume mínimo. Quais são?).

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Henrique Fleming 2003-09-24

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Multiplicadores de Lagrange

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Multiplicadores de Lagrange
A receita para achar os pontos de máximo é igualar a zero todas as derivadas parciais. Se não houvesse vínculos,
isto seria o mesmo que impor , onde , o diferencial da função , é dado por

(6)

Uma vez eliminado por meio do vínculo, temos, em lugar desta última, a equação

(7)

ou seja, não aparece mais o diferencial , indicando que a função não depende de . O método de Lagrange
oferece uma técnica mais eficiente e simétrica para eliminar a dependência em , ou seja, para se livrar do termo
em na expressão do diferencial da função cujos máximos se procura.

Considere o diferencial da função :

(8)

e, como , temos

(9)

Sejs um número qualquer, de valor a ser determinado posteriormente. Adicionemos a a quantidade , que
é zero. Logo,

Portanto, podemos escrever

(10)

Mas, como é indeterminado, podemos determiná-lo agora impondo que o coeficiente de na expressão
anterior seja nulo, ou seja, que
(11)

Com isso, temos agora um independente de , e podemos localizar seus pontos de máximo impondo que

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Multiplicadores de Lagrange

, ou, mais precisamente, que . Mas isso dá as condições

(12)

(13)

Como, adicionalmente, temos a condição dada pela Eq.(11), notamos que o conjunto das equações que determinam
os pontos de máximo (bem como o valor de ) é obtido da seguinte maneira: igualem-se a zero as derivadas
parciais da função
(14)

A generalização é imediata. Seja a função cujos pontos de máximo queremos localizar, e sejam
e condições subsidiárias. Então igualam-se a zero as derivadas parciais da
função
(15)

onde e são coeficientes a determinar. Se houver condições subsidiárias , igualem-se a zero as


derivadas parciais da função

(16)

Os são denominados multiplicadores de Lagrange.

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Henrique Fleming 2003-09-24

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Exemplo simples

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Exemplo simples
Voltemos ao problema do paralelepípedo e vamos resolvê-lo pelo método de Lagrange. A função cujos máximos
procuramos é ; o vínculo é . Logo, temos de igualar a zero as
derivadas parciais da função . Um cálculo simples leva a

(17)

(18)

(19)

Das duas primeiras temos

de onde segue imediatamente que . Das duas últimas, analogamente, segue que . Logo, ,e
se trata de um cubo. Note-se que não foi sequer necessário calcular . Assim, mesmo neste caso muito simples, é
vantajoso usar o método dos multiplicadores de Lagrange.

Henrique Fleming 2003-09-24

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Aplicações à física

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Aplicações à física
Como primeira aplicação, vamos determinar que movimentos um corpo (sistema macroscópico) pode executar no
equilíbrio termodinâmico, ou seja, sob a condição de que a entropia seja um máximo. Seguimos o tratamento do
problema dado por Landau [5]. Dividimos o corpo em um grande número de partes pequenas (mas ainda
macroscópicas), e sejam , e a massa, a energia e o momento da -ésima parte. A entropia de cada parte

é uma função de sua energia interna, isto é, da diferença entre sua energia total e sua energia cinética, dada por

. A entropia total do corpo, portanto, pode ser escrita

(20)

Supondo que o corpo seja um sistema isolado, o momento e o momento angular devem ser conservados. Temos,
portanto, dois vínculos:

(21)

(22)

onde é o vetor de posição da -ésima parte do corpo. As condições de vínculo são duas condições vetoriais,
portanto, na realidade, seis condições escalares. Logo, são necessários seis multiplicadores de Lagrange. Mas
podemos reuní-los em dois vetores, denotados por e . Para determinar o máximo da entropia na presença desses
dois vínculos vetoriais, devemos, então, igualar a zero as derivadas parciais da função

(23)

onde e são dois vetores constantes a determinar. A entropia deve ser um máximo em função das energias
internas. Derivar em relação à energia interna é equivalente a derivar em relação aos momentos, logo, para o nosso
problema, as variáveis são as componentes do momento. Por isso devemos ter

(24)

ou, mais sucintamente,


(25)

onde é o gradiente na variável , ou seja, o operador vetorial

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Aplicações à física

denotando por a velocidade da -ésima parte do corpo, temos (veja o cálculo detalhado no apêndice)

(26)

onde é a temperatura absoluta, e usamos o fato de que

considerando-se a entropia como função da energia interna e do volume. O cálculo das derivadas parciais da
função , na Eq.(23), pode agora ser feito sem maiores dificuldades. Obtém-se

(27)

onde usamos e que . Introduzindo as notações e , temos então:

(28)

O significado físico é claro: o movimento das partes do corpo que é compatível com o equilíbrio é composto de
uma translação do corpo como um todo, e de uma rotação, como um todo, com velocidade angular .

Por que, então, as massas fluidas em torno de nós não estão se movimentando apenas dessa maneira? Por que não
são um sistema isolado: tanto o bombeamento de energia do Sol quanto a ação da gravidade da Terra são ações
externas, e, nessas condições, a entropia não tem a obrigação de estar num máximo. Enquanto é fácil blindar o
sistema contra a luz do Sol, isto é muito mais difícil no caso do campo gravitacional. A ação combinada do Sol e
da gravidade da Terra produz toda a sorte de movimentos ``proibidos'', como as correntes de convecção nos mares
e ares (estas últimas popularmente conhecidas como vento...). Uma aplicação interessante do resultado que
obtivemos é o crescimento de cristais em estações espaciais. Como elas estão em queda livre, o campo
gravitacional é eliminado; sendo o ambiente fechado, a radiação solar também não está presente. Assim, se está,
nessas estações, nas condições de validade do nosso ``teorema'': como só há rotações e translações, que são fáceis
de evitar, consegue-se crescer cristais em condições de total ausência de convecção, o que permite obter cristais
perfeitos (e enormes).

Subsections

Outro exemplo : correntes elétricas estacionárias

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Henrique Fleming 2003-09-24

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Outro exemplo : correntes elétricas estacionárias

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Outro exemplo : correntes elétricas estacionárias


Seja dado um condutor ôhmico, ou seja, tal que a relação entre a corrente e o campo elétrico seja
(29)

onde é a condutividade do material. Sabemos que a potência dissipada no sistema é dada por

(30)

Há um teorema, atribuído a Lord Kelvin, que diz que a distribuição de correntes estacionárias em um condutor é
aquela que minimiza a potência dissipada. Vamos obter este resultado com os métodos que desenvolvemos até
aqui.

Uma distribuição de correntes se diz estacionária se

(31)

Para determinar completamente é suficiente, então, dar o valor de . A potência dissipada é dada pela

expressão

(32)

O vínculo, neste caso, é a condição de estacionaridade, que é


(33)

O que nós queremos saber é qual função minimiza a potência. Trata-se, portanto, de uma generalização do que

fizemos até aqui (que era, dada uma função, saber em que ponto era máxima). O problema se resolve assim: a
corrente que gera um mínimo de potência é aquela particular corrente tal que, acrescentando-se uma pequena

correção a ela, a potência não muda de valor em primeira ordem. Trata-se de uma generalização imediata do

caso anterior. De fato, o ponto em que uma função tem um mínimo (ou máximo) goza da seguinte propriedade:
mudando-se ligeiramente essa posição, o valor da função não se altera em primeira ordem (é este o significado de a
derivada se anular).Então, exigir que a ``variação'' da função seja zero em primeira ordem, é equivalente a exigir
que as derivadas primeiras se anulem. Seja a potência dissipada. Temos

(34)

Substituímos agora por , onde é um infinitésimo. Obtemos uma nova potência

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Outro exemplo : correntes elétricas estacionárias

(35)

A variação de é , com

(36)

Para a corrente que minimiza a potência, devemos ter

(37)

É claro que a corrente que minimiza a potência é a corrente zero. Mas o que nós queremos é saber qual a corrente
não-nula e estacionária que minimiza a potência. Temos então que impor o vínculo . A expressão cuja

variação em primeira ordem deve ser zero é

(38)

onde é um multiplicador de Lagrange. Porém, neste caso, o multiplicador de Lagrange deve ser uma função
em vez de um número, como no caso anterior. Acrescentando-se um à corrente e usando ,

temos :

(39)

cuja variação em primeira ordem, que devemos igualar a zero, é:

(40)

Resta colocar o último termo da integral numa forma mais reveladora. Temos

Logo, a integral (40) pode ser escrita

(41)

onde a parte do integrando que contém um divergente foi desprezada por razões bem conhecidas ( se anula no

infinito). Como é arbitrário, devemos ter

(42)

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Outro exemplo : correntes elétricas estacionárias

ou
(43)

que completa a determinação da corrente. Como estas são as equaçõeses para correntes estacionárias ôhmicas
usuais, o teorema está provado: as correntes ôhmicas estacionárias que minimizam a potência dissipada são aquelas
para as quais (em última análise, são aquelas para as quais ).

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