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Disciplina

:
TRATAMENTO DE ÁGUA E ESGOTO

Salvador, 2018
 DESINFECÇÃO

FLUORETAÇÃO

CORREÇÃO DE pH
TRATAMENTO CONVENCIONAL DE ÁGUAS
DE ABASTECIMENTO

Manancial Coagulação Floculação Sedimentação

Correção de pH Fluoretação Desinfecção Filtração

Alcalinizante

Água Final
DESINFECÇÃO

Consiste na eliminação dos microrganismos,
principalmente os patogénicos (transmissores de
doenças), através de um processo de oxidação, a fim
de garantir a qualidade bacteriológica da água.

• Geralmente cloração ou ozonização ou radiação UV );
• Microorganismos não retidos nas etapas anteriores;
• Adição de “cloro” (gás ou solução de hipoclorito).
DESINFECÇÃO
Cloro – Pode ser granulado, em pastilhas, líquido ou gasoso. As pastilhas
são de dissolução rápida ou lenta. O cloro, por seu efeito residual,
permanece por um longo tempo na água. O tempo de contato do cloro
com a água deve ser de no mínimo, 30 minutos, representado pelo
elemento químico Cl, é um não metal e pertence ao grupo 17 da tabela
periódica, sua forma gasosa possui a fórmula química Cl2.

Ozônio (O3) – Auxilia na eliminação ou redução de certos metais pesados
e produtos químicos. Não permanece muito tempo na água, exigindo
aplicação contínua quando no armazenamento da água por longos
períodos.

Radiação Ultravioleta (UV) – Exige uso de energia elétrica constante e
não apresenta efeito residual. A desinfecção é realizada pela contínua
passagem da água no sistema de radiação que não permanece na água.
DESINFECÇÃO
DESINFECÇÃO
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DE UM
AGENTE DESINFETANTE

 Solubilidade

 Estabilidade

 Inocuidade para o homem e os animais

 Ausência de combinação com material
orgânico estranho
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DE UM
AGENTE DESINFETANTE

Apresentar toxicidade para os microrganismos em
temperatura ambiente

 Ausência de poderes corrosivos e tintoriais

 Disponibilidade
PRINCIPAIS AGENTES DESINFETANTES
UTILIZADOS NO TRATAMENTO DE ÁGUA

Cloro (Cloro gasoso, Hipoclorito de Sódio e
Hipoclorito de cálcio)

 Cloraminas

 Dióxido de cloro

 Ozônio

 Radiação Ultra-Violeta
HISTÓRICO DO PROCESSO DE
DESINFECÇÃO
30
Taxa de mortalidade por 100.000 habitantes

Início do processo
25
de cloração
20

15

10

5

0
1900 1910 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000
Ano
Taxa de mortalidade de febre tifóide nos Estados Unidos da América
Fonte: Jacangelo, M. (2001)
EFICÁCIA DO PROCESSO DE
DESINFECÇÃO

 Monitoramento da concentração de microrganismos
patogênicos

 Monitoramento da concentração de microrganismos
indicadores
MICRORGANISMOS INDICADORES EM
ENGENHARIA AMBIENTAL

• Grupos coliformes totais
 Grupos coliformes fecais ou termotolerantes

 Contagem de bactérias heterotróficas
DESINFECÇÃO
DESINFECÇÃO
DESINFECÇÃO
DESINFECÇÃO
APLICAÇÃO DO CLORO COMO AGENTE
OXIDANTE E DESINFETANTE

• Controle de gosto e odor em águas de
abastecimento

 Oxidação de ferro, manganês e H2S
APLICAÇÃO DO CLORO COMO AGENTE
OXIDANTE E DESINFETANTE

 Controle do crescimento de algas nas
unidades componentes da ETA

 Controle do crescimento microbiológico e
desenvolvimento de biofilmes em redes de
distribuição
APLICAÇÕES DO CLORO E
DOSAGENS TÍPICAS
Aplicação Dosagem típica pH ótimo Tempo de Efetividade
Reação
Oxidação de 0,62 mg/mg Fe 7,0 < 1,0 hora Bom
ferro
Oxidação de 0,77 mg/mg Mn 7,5 a 8,5 1 a 3 horas Razoável,
manganês 9,5 Minutos função do
pH
Controle de 1 mg/l a 2 mg/l 6,0 a 8,0 Não Bom
biofilmes Disponível
Controle de Variável 6,0 a 8,0 Variável Variável
gosto e odor
Remoção de cor Variável 4,0 a 7,0 Minutos Bom
APLICAÇÃO DO CLORO EM ETA’S
HIPOCLORITO DE SÓDIO

Cilindros de 45 kg (Retirada de gás)
Cilindros de 90 kg (Retirada de gás)
Cilindros de 900 kg (Gás ou Líquido)
Carretas de 18 toneladas (Líquido)
Carretas de 20 toneladas (Líquido)
Tanque estacionário de 50 toneladas
APLICAÇÃO DO CLORO EM ETA’S
- PRÉ-CLORAÇÃO
CINÉTICA DO PROCESSO DE
DESINFECÇÃO

A quantidade de cloro a adicionar depende das
características da água e do tempo de contacto entre o
cloro e a água.

 Isto porque deve existir sempre um nível residual de
cloro, durante o transporte da água até aos
consumidores, de modo a evitar uma contaminação
bacteriológica após o seu tratamento.
CINÉTICA DO PROCESSO DE
DESINFECÇÃO

Tempo de contato 30
Eficiência = C.t minutos

 Concentração mínima de cloro residual livre após a
desinfecção: 0,5 mg/l
 Concentração mínima de cloro residual livre na rede
de distribuição: 0,2 mg/l
 Concentração máxima de cloro residual livre na rede
de distribuição: 2,0 mg/l
CINÉTICA DO PROCESSO DE
DESINFECÇÃO

 Para manter um nível residual de cloro, adiciona-se à
água, no final do tratamento, dióxido de enxofre, que se
combina com o excesso de cloro, e solução aquosa de
amoníaco, que evita a evaporação do cloro dissolvido.
FLUORETAÇÃO

O propósito do processo de fluoretação é garantir
uma concentração mínima e máxima de íon
fluoreto em águas de abastecimento a fim de que
seja possível a manutenção da saúde dental da
população.

Benefícios
Para cada $ 1,0 gasto em processos de fluoretação,
são economizados potencialmente $ 80,0 em custos
odontológicos (AWWA, 1999)
Classificação das Unidades Federativas brasileiras segundo a
porcentagem de cobertura da fluoretação da água em
municípios com mais de 50 mil habitantes (2015)

USP, 2017
FLUORETAÇÃO

 Segundo pesquisadores, pode reduzir a cárie em até 60% e é
recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo
Ministério da Saúde.

 No Brasil, a fluoretação das águas de abastecimento público, em
Estação de Tratamento da Água (ETA), é obrigatória, por lei
federal, desde 1975.

 O excesso de flúor pode causar fluorose dentária, que são
manchas esbranquiçadas que aparecem nos dentes.

 A presença do flúor na saliva protege os dentes contra a doença,
o que provoca um efeito bacteriostático, impedindo, em parte, a
multiplicação dos micro-organismos causadores da cárie.
CONCENTRAÇÕES DE FLUORETO
RECOMENDÁVEIS EM ÁGUAS DE
ABASTECIMENTO

TEMPERATURA MÉDIA LIMITES
ANUAL RECOMENDADOS DE FLUORETO (mg/l)
DAS MÁXIMAS DIÁRIAS
(C) INFERIOR ÓTIMO SUPERIOR
10 - 12,1 0,9 1,2 1,7
12,2 - 14,6 0,8 1,1 1,5
14,7 - 17,7 0,8 1,0 1,3
17,8 - 21,4 0,7 0,9 1,2
21,5 - 26,3 0,7 0,8 1,0
26,4 - 32,5 0,6 0,7 0,8
APLICAÇÃO DE FLUORETO EM
ÁGUAS DE ABASTECIMENTO

• Fluoreto de Sódio (NaF)
 Fluoreto de Cálcio (CaF2)

 Fluossilicato de sódio (Na2SiF6)

 Ácido Fluossilícico (H2SiF6)
APLICAÇÃO DE FLUORETO EM ÁGUAS DE
ABASTECIMENTO
Compostos  Fluossilicato Fluoreto de Fluoreto de Ácido
de Sódio Sódio (NaF) Cálcio (CaF2) Fluossilícico
Características  (Na2SiF6) H2SiF6
Forma pó pó pó líquido
Peso Molecular (g) 188,05 42,00 78,08 144,08
% Pureza (comercial) 98,5 90-98 85-98 22-30
% Fluoreto (composto 60,7 45,25 48,8 79,02
100% puro)
Densidade (Kg/m3) 881-1153 1041-1442 1618 1,25(Kg/L)
Solubilidade a 25C 0,762 4,05 0,0016 infinita
(g/100gH2O)
pH solução saturada 3,5 7,6 6,7 1,2 (sol. 1%)
CORREÇÃO DO pH

correção do pH é efetuada através da adição de produtos químicos
para que a água não se torne excessivamente ácida. A acidez
possibilita a corrosão de tubulações e equipamentos. No entanto,
correntes excessivamente alcalinas podem provocar incrustações.

 Efetua-se a correção do pH na passagem da água em tratamento do
tanque de contato para o reservatório de compensação.

 A cloração ocorre em pH mais baixo, o que lhe é favorável.

 A portaria de potabilidade (MS) estabelece que o pH deverá ficar situado
no intervalo de 6,5 a 8,5.

 A correção de pH tem que ter, por objetivo final, o equilíbrio químico da
água, de modo que ela saia da estação de tratamento de água sem
características corrosivas ou incrustantes.
CORREÇÃO DO pH

Para a correção do pH, é comum o uso de Cal que
pode ser aplicada em três etapas:

 na pré-alcalização (água bruta) ; ajuste da
alcalinização.
 inter alcalinização (água decantada): facilita a
remoção de compostos indesejáveis.
 e na pós alcalinização (água filtrada): ajusta-se o
pH final da água evitando a corrosão das
tubulações.
CORREÇÃO DO pH
O pH é um escala que varia de 0 a 14 sendo 7 o ponto neutro que indica
que uma substância não é ácida nem alcalina. Números acima de 7
indicam alcalinidade e abaixo de 7 indicam acidez.

O objetivo da adição da Cal no tratamento de água é estabilizar o pH para que fique
o mais próximo do indicador 7. A portaria 2.914/2011 recomenda que o pH mínimo
para água tratada deva ser 6,5 e no máximo 8,5
PRODUTOS QUÍMICOS PARA TRATAMENTO DE ÁGUA

Fonte: Revista TAE (2012)
OUTROS CUIDADOS A TER NUMA ETA

 Beneficiar as instalações.
 Verificar o estado dos equipamentos e da instalação
eléctrica, e indicar medidas para a sua beneficiação.
 Manutenção das cubas de preparação de produtos
químicos.
Verificação do sistema de distribuição de água no fundo do
decantador.
 Adquirir equipamento de laboratório, para determinar as
doses de reagentes a utilizar e para realizar determinações
de rotina de modo a otimizar o funcionamento do sistema
de tratamento.
COMO SE GARANTE A QUALIDADE DA
ÁGUA DISTRIBUÍDA?
 Adoção de medidas preventivas da contaminação dos recursos
hídricos;
 Proteção adequada das captações;
 Adequação do tratamento às características da água captada;
 Manutenção adequada do sistema de distribuição;
 Diagnóstico periódico e sistemático da qualidade da água
captada e distribuída aos consumidores;
 Atuação rápida e eficaz em face de anomalias diagnosticadas
analiticamente.
DIMENSIONAMENTO DE SISTEMAS DE
DESINFECÇÃO E FLUORETAÇÃO

• Vazão: 1,0 m3/s
• Dosagem mínima de cloro: 0,8 mg/l
• Dosagem média de cloro: 1,5 mg/l
• Dosagem máxima de cloro: 2,5 mg/l
• Tempo de contato: 30 minutos
• Concentração de flúor na água bruta: 0,1 mg/l
• Concentração de flúor na água final: 0,9 mg/l
• Profundidade da lâmina líquida=3,5 m
LAY-OUT DE ETAs
ASSOCIAÇÃO FLOCULADORES/
DECANTADORES/desinfecção
Canal de água filtrada

F1 F2 F8

CASA DE
QUÍMICA

Canal de água coagulada
REFERÊNCIA

FERREIRA FILHO, Sidney Seckler; MIERZWA, José Carlos. Tratamento
de águas de abastecimento: desinfecção e fluoretação. Notas de aula.
ESCOLA POLITÉCNICA DA USP. DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA
HIDRÁULICA E AMBIENTAL. São Paulo: USP, 2015.

FRAZÃO, Paulo; NARVAI, Paulo Capel. Á Cobertura e vigilância da
fluoretação da água no Brasil: municípios com mais de 50 mil habitantes.
São Paulo: Faculdade de Saúde Pública da USP, 2017.