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MANUAL DE FORMAÇÃO

Formação Modular Certificada

FB_TIPO C_PT_2017

CLC7- Fundamentos de Cultura, Língua e Comunicação

Formador: Samuel Gaspar


Form.7a/2016 – Layout do Manual de Formador
ÍNDICE
ÍNDICE ............................................................................................................................. 2
1.APRESENTAÇÃO DO CURSO .................................................................................. 3
1.1. OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM .................................................................. 3
1.1.1. OBJETIVOS GERAIS ............................................................................... 3
1.1.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ..................................................................... 3
2.INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 4
3.CONTEÚDOS ............................................................................................................... 6
4.BIBLIOGRAFIA ......................................................................................................... 32

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1.APRESENTAÇÃO DO CURSO

1.1. OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM

1.1.1. OBJETIVOS GERAIS

Permitir uma reflexão alargada sobre a língua e a literatura portuguesa no mundo,


como elemento de união e intervenção cívica, bem como o poder dos média na
expressão do pensamento critico, na construção da relação entre a opinião pessoal e a
opinião pública.

1.1.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

No final da formação os formandos deverão ser capazes de:

• Intervir de forma pertinente, convocando recursos diversificados das dimensões


cultural, linguística e comunicacional,
• Revelar competências em cultura, língua e comunicação adequadas ao contexto
profissional em que se inscreve,
• Formular opiniões críticas, mobilizando saberes vários e competências culturais,
linguísticas e comunicacionais,
• Identificar os principais fatores que influenciam a mudança social, reconhecendo
nessa mudança o papel da cultura, da língua e da comunicação.

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2.INTRODUÇÃO

Os seres humanos para comunicarem entre si, isto é, para trocarem informações,
utilizam diferentes meios - sinais visuais, sinais auditivos, gestos - mas o instrumento
por excelência da comunicação é a linguagem verbal, falada ou escrita. Esta linguagem
é exclusiva do Homem e constitui o sistema mais rico e complexo da comunicação, o
qual obedece a regras de gramática, de ortografia e de pronúncia, subjacentes através
dos elementos da comunicação.
O português é a língua que portugueses, brasileiros, muitos africanos e alguns
asiáticos aprendem no berço, reconhecem como património nacional e utilizam como
instrumento de comunicação, quer dentro da sua comunidade, quer no
relacionamento com outras comunidades lusofalantes, com carateristicas léxicas
especificas.

O conceito de tendências literárias está vinculado ao estilo de época. O estilo de


época, advém de um conjunto de normas que orienta e caracteriza as manifestações
culturais de um movimento histórico.
Num período artístico qualquer, coexistem diversos sistemas de normas
estéticas, dos quais um se destaca por motivos sociais e económicos que acaba por ser
registado historicamente, passando a ser tomado como sinónimo artístico, cultural e
literário de uma determinada época.
Neste sentido, devido à pertinência do tema no módulo, surgem os vários
géneros de literatura que se enquadram na categoria de não-ficção. Não-ficção
encontra-se em oposição direta à ficção.
Paralelamente, na interpretação e exposição de uma ideia, enquadra-se o texto
argumentativo um texto que visa convencer, persuadir ou influenciar o ouvinte/leitor
através da apresentação de uma tese (ponto de vista), cuja veracidade deve ser
demonstrada e provada através de argumentos adequados, com regras gramaticais
muito precisas através de conetores lógicos.

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Argumentar é exprimir uma convicção ou um ponto de vista, baseados na
verdade, de modo a convencer o ouvinte/leitor, por outro lado, a argumentação apela
não só à nossa racionalidade (por exemplo, o discurso político, os sermões do Padre
António Vieira), como também à nossa emotividade (por exemplo, o texto
publicitário).
Utilizamos a argumentação constantemente no nosso dia-a-dia e ao longo de
toda a nossa vida. Usamo-la, por ex., quando damos a nossa opinião acerca de algo,
quando apresentamos um desfecho para um problema, quando temos a intenção de
que os outros aceitem algo que estamos a pedir, quando pretendemos sustentar um
ponto de vista.
Na complexa transição que vivemos as tecnologias estão associadas aos aspetos
económicos, sociais, políticos e culturais mais e menos negativos, mas são os seus
aspetos mais positivos que mais atraem as pessoas e as instituições. A tecnologia é de
facto algo substancialmente diferente e muito mais potente do que a "mecanologia"
aumentando a produtividade, melhorando as condições de trabalho e podendo
contribuir em muito para a melhoria da qualidade de vida.

Por um lado, a pertinência de questões de índole literária, de interpretação e


resumo de textos, respeitante, ao poder dos média de influenciar e controlar as
massas, numa sociedade globalizada, remete-nos para temas como o fenómeno da
globalização e dos paradigmas inerentes às contantes mutações sociais, culturais,
profissionais e literárias.

Neste sentido, devido à massificação da educação e das alterações sociais, a


importância da participação cívica na sociedade civil, são conceitos relevantes para a
consciencialização individual e global do mundo globalizado.

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3.CONTEÚDOS

De forma a diferenciar os diversos tipos de textos literários, desenvolver a capacidade


de síntese e de resumo de textos para desenvolver competências escritas e
argumentativas, abordaremos os seguintes conteúdos programáticos:

1 – A língua e a literatura portuguesa no mundo como elementos de união e


intervenção cívica:

• Percursos individuais e coletivos no texto literário: realidade e ficção num texto


literário;
• Os meios de comunicação como forma de produzir e de reproduzir riqueza;
• Texto argumentativo e argumentação;
• Os elementos da comunicação;
• As diferenças lexicais na língua Portuguesa.

2 – Os sistemas de comunicação na expressão do pensamento critico, na construção


da relação entre a opinião pessoal e a opinião publica:

• O poder dos média e a alteração dos paradigmas culturais;


• A evolução das sociedades e as alterações nas práticas profissionais;
• Cultura de globalização e a cultura de preservação de identidades culturais;
• A intervenção cívica como exercício de cidadania.

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1 – A língua e a literatura portuguesa no mundo como elementos de
união e intervenção cívica:

• Percursos individuais e coletivos no texto literário: realidade e ficção num


texto literário;
As duas principais categorias que separam os diferentes tipos da literatura são
ficção e não-ficção. Existem vários géneros de literatura que se enquadram na
categoria de não-ficção. Não-ficção encontra-se em oposição direta à ficção.

Tipos de não-ficção:

A não-ficção é a narrativa baseada em informações ou factos apresentados


através de uma história

Os ensaios são uma composição literária curta que reflete a perspetiva do autor,
através de uma curta composição literária sobre um tema ou um assunto específico,
geralmente em prosa, especulativa ou interpretativa.

A biografia é um relato escrito da vida de outra pessoa.

A autobiografia a história de vida de uma pessoa, por escrito ou dito pela pessoa.
Muitas vezes, escrito em forma narrativa da vida da mesma.

Discurso é a faculdade ou capacidade de falar; comunicação oral; capacidade de


expressar os seus pensamentos e emoções através do discurso, sons e gestos.

Finalmente, existe o género geral de não-ficção. Este género de literatura oferece


opiniões ou conjeturas sobre fatos e realidade.
Tipos de ficção:

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O drama são histórias compostas em verso ou prosa, geralmente por
representação teatral, onde os conflitos e as emoções são expressas através do
diálogo e da ação.

A poesia é a escrita rítmica em verso com imagens que evoca uma resposta
emocional do leitor. A arte da poesia é rítmica na composição, escrita ou falada.

A fantasia é a formação de imagens mentais com configurações ou estranhos


caracteres mundanos ou outro; ficção que convida à suspensão da realidade.
O humor é a faculdade de perceber o que é divertido ou cómico.

A fábula é uma história sobre pessoas sobrenaturais ou extraordinários


geralmente sob a forma de narração que demonstra uma verdade útil. Em Fábulas, os
animais falam como os humanos acerca de contos lendários e sobrenaturais.

Os contos de fadas é uma espécie de conto ou fábula. Por vezes, as histórias são
sobre fadas e/ou criaturas mágicas, geralmente escritas para as crianças.

A ficção científica é uma história baseada no impacto do potencial da ciência, seja


ela real ou imaginada. A ficção científica é um dos géneros de literatura que é definida
no futuro.

A história curta é uma ficção de tal brevidade.

A ficção realista é uma história que pode realmente acontecer.

O folclore são canções, histórias, mitos e provérbios, que foi transmitida de boca
em boca. Folclore é um género de literatura que é amplamente difundida, mas falsa e
baseada em crenças infundadas.

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A ficção histórica é uma história com personagens fictícios e eventos, criadas
através de um cenário histórico.

O terror é um sentimento avassalador e doloroso causado pela literatura que é


terrivelmente chocante, aterrorizante ou revoltante.

A ficção em que os eventos evocam um sentimento de temor entre os


personagens e o leitor.

A mentira é uma história humorística com exageros.

A lenda é uma história de um herói nacional ou popular

A mitologia é um tipo de lenda ou narrativa tradicional. Isto é, muitas vezes


baseia-se em partes dos acontecimentos históricos, que revelam o comportamento
humano e os fenómenos naturais através do seu simbolismo; muitas vezes
pertencentes às ações de deuses.

Em suma , torna-se necessário distinguir os conceitos entre realidade e ficção:

Realidade – qualidade do que é real; o que existe de facto; certeza; veracidade.

Ficção – acto ou efeito de fingir; simulação; aquilo que não é verdadeiro ou não
corresponde à realidade; invenção fabulosa ou engenhosa; criação imaginária;
fantasia.

• Os meios de comunicação como forma de produzir e de reproduzir riqueza;

A designação mais "popular" para a sociedade actual, utilizada frequentemente


pelos média, parece ser a de sociedade da informação e a de "aldeia global",

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justamente por a globalização ter ocorrido/estar a ocorrer suportada pelo
extraordinário desenvolvimento das Tecnologias de Informação e de Comunicação
(TIC) o que veio opor a "revolução digital" à "revolução industrial", provocando uma
transformação paradigmática nas formas de produção, de consumo e de circulação de
bens e pessoas.

As TIC, encontrando-se na base do desenvolvimento das sociedades


contemporâneas, evoluem também por exigência da própria evolução social rápida e
geradora de muitas preocupações e simultaneamente de muitos desafios, colocando
como prioritárias as questões que têm que ver, em cada pessoa, com novos aspectos
cognitivos, axiológicos e relacionais.

Na complexa transição que vivemos as tecnologias estão associadas aos aspectos


económicos, sociais, políticos e culturais mais e menos negativos, mas são os seus
aspectos mais positivos que mais atraem as pessoas e as instituições. A tecnologia é de
facto algo substancialmente diferente e muito mais potente do que a "mecanologia"
aumentando a produtividade, melhorando as condições de trabalho e podendo
contribuir em muito para a melhoria da qualidade de vida.

Vê-se, tal como na perspectiva de Ladriére (1977), que as novas tecnologias


podem actuar como factores facilitadores e potenciadores nos mais diversos domínios,
desestruturando modos de fazer que se tornam obsoletos e induzindo mudanças
significativas, gerando consequentemente imensos desafios nos domínios da aquisição
e produção da informação, do saber e do conhecimento o que conduz naturalmente
também a uma reflexão sobre a produção de novas competências para a vivência de
uma sociedade de elevada incorporação tecnológica.

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• Texto argumentativo e argumentação;

Argumentar é exprimir uma convicção ou um ponto de vista, baseados na


verdade, de modo a convencer o ouvinte/leitor. É, então, necessário que
apresentemos um raciocínio coerente e convincente.
A argumentação apela não só à nossa racionalidade (por exemplo, o discurso
político, os sermões do Padre António Vieira), como também à nossa emotividade (por
exemplo, o texto publicitário).

0 texto argumentativo é, por isso, um texto que visa convencer, persuadir ou


influenciar o ouvinte/leitor através da apresentação de uma tese (ponto de vista), cuja
veracidade deve ser demonstrada e provada através de argumentos adequados.

Mas como se constrói um texto argumentativo?

1 - Estrutura do texto

Introdução: Parágrafo inicial no qual se apresenta a proposição [tese, opinião,


declaração). Deve ser apresentada de modo afirmativo, claro e bem definido, sem
referir quaisquer razões ou provas.
Desenvolvimento: Análise/explicitação da proposição apresentada;
apresentação dos argumentos que provam a verdade da proposição: factos, exemplos,
citações, testemunhos, dados estatísticos.
Conclusão: Parágrafo final, no qual se conclui com uma síntese da demonstração
feita no desenvolvimento.

2 - Escolha e ordenação dos argumentos


Deve-se: encontrar argumentos adequados; recorrer, sempre que possível e
desejável, à exemplificação, à citação, à analogia, às relações causa efeito; organizar os
argumentos por ordem crescente de importância.

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3 - Adequação do texto ao objetivo e ao destinatário (informar, convencer,
emocionar).

Deve-se: usar um registo adequado à situação e ao destinatário; utilizar


referências de conteúdo que o destinatário possui, de forma a que este o possa
interpretar corretamente.

4 - Articulação e progressão do discurso:

Deve-se: estabelecer uma rede de relações lógicas entre as palavras, as frases, os


períodos e os parágrafos e construir um raciocínio que se vai desenvolvendo através
de:
• da correta estruturação e ordenação das frases;
• do uso correto dos conectores do discurso;
• do respeito das regras de concordância; do uso adequado dos pronomes que
evitam as repetições do nome;
• da utilização de um vocabulário variado, com recurso a sinónimos, antónimos,
hiperónimos e hipónimos.

5 - Exemplos de conectores lógicos que podem ser utilizados:

• Copulativos: e; nem; também; não só... mas também; tanto... como.


• Adversativos (oposição): mas; porém; todavia; contudo; apesar disso; ainda
assim; não obstante; no entanto.
• Conclusivos (efeito): logo; pois; portanto; por conseguinte; por consequência;
por isso.
• Explicativos: pois.
• Causais: porque; como; visto que; pois que; já que.

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• Comparativos: como; conforme; segundo; assim como... assim também; mais...
do que; menos... do que; ao passo que.
• Temporais: quando; enquanto; apenas; mal; logo que; antes que; depois que;
assim que; à medida que.
• Concessivos (hipótese): embora; ainda que; mesmo que; se bem que; apesar
de que.
• Consecutivos (consequência): tal que; de tal modo que; tanto que; de maneira
que.

Utilizamos a argumentação constantemente no nosso dia-a-dia e ao longo de


toda a nossa vida. Usamo-la, por ex., quando damos a nossa opinião acerca de algo,
quando apresentamos um desfecho para um problema, quando temos a intenção de
que os outros aceitem algo que estamos a pedir, quando pretendemos sustentar um
ponto de vista.

No fundo, argumentar é aconselhar, persuadir, convencer plausivelmente, e tal


só é possível, através do uso da razão. Argumentamos porque pretendemos persuadir
(convencer) ou dissuadir, mediante argumentos e razões, um receptor (ouvinte ou
leitor) para que aceite as ideias do emissor. A persuasão pode centrar-se: na
credibilidade do orador (ethos); no auditório apelando às suas emoções (pathos); no
valor dos argumentos [logos). Os princípios adoptados para estruturar a argumentação
são assim fundamentais para conquistar, em primeiro lugar, a atenção e, em segundo
lugar, uma possível adesão do auditório.

Construímos um texto argumentativo quando temos, por exemplo, de realizar


um comentário, um texto escrito, uma opinião ou crítica sobre um determinado
assunto.

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• Os elementos da comunicação;

Comunicar é um acto fundamental na vida humana. Os seres humanos para


comunicarem entre si, isto é, para trocarem informações, utilizam diferentes meios -
sinais visuais, sinais auditivos, gestos - mas o instrumento por excelência da
comunicação é a linguagem verbal, falada ou escrita. Esta linguagem é exclusiva do
Homem e constitui o sistema mais rico e complexo da comunicação, o qual obedece a
regras de gramática, de ortografia e de pronúncia.

Falar e escrever é, pois, produzir enunciados que servem para transmitir uma
mensagem.

No processo da comunicação temos de ter em conta os seguintes elementos:

• Intervenientes: uma primeira pessoa que fala ou escreve (emissor), e uma


segunda pessoa que ouve ou lê (receptor), o qual, por sua vez, pode responder.

• Mensagem: é a informação transmitida.

• Código: é o conjunto de sinais ou signos organizados, segundo determinadas


regras, que são do conhecimento do emissor e do receptor. 0 código permite ao
primeiro codificar a mensagem e ao segundo descodificá-la.

• Canal: é o meio que permite o envio e a circulação da mensagem.

• Contexto: é a situação a que se refere a mensagem.

A comunicação pode ser estabelecida de um emissor para um receptor, sem


reciprocidade. Nesta situação trata-se de comunicação unilateral. Os meios de
comunicação social, como o jornal, a rádio e a televisão que difundem mensagens sem
receber resposta, são exemplos deste tipo de comunicação. Mesmo quando recebem
mensagens da parte dos seus receptores, esta comunicação só é possível através de
um novo canal (telefone, correio). 0 livro, o discurso oratório, o sermão são também
exemplos de comunicação unilateral.

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No caso de se estabelecer uma alternância de papéis entre emissor e receptor,
realizando-se, assim, um intercâmbio de mensagens, a comunicação é bilateral. É o
que acontece no diálogo, na entrevista e no debate.

A comunicação através das formas de linguagem

A linguagem é o conjunto de meios que permitem ou realizam a comunicação e na


qual há a considerar a linguagem verbal e não verbal.

A linguagem verbal é a palavra falada ou escrita, em que a primeira pode ser


utilizada na comunicação oral frente a frente ou à distância [telefone, rádio, televisão,
etc.) e a segunda na comunicação escrita através de livros, revistas e jornais, entre
outros...

Na linguagem não verbal há a considerar os sinais visuais, sonoros e visuais sonoros.


Os sinais visuais como dança, os gestos do sinaleiro, a mímica, os sinais de trânsito,
de bandeiras, de ajudas de instrução visuais, etc., permitem comunicar através de
linguagem não verbal.

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Do mesmo modo sinais sonoros de navios, sinos, sirenes, música, etc., são outra
forma de se comunicar.

• As diferenças lexicais na língua Portuguesa.

0 português é a língua que portugueses, brasileiros, muitos africanos e alguns


asiáticos aprendem no berço, reconhecem como património nacional e utilizam como
instrumento de comunicação, quer dentro da sua comunidade, quer no
relacionamento com outras comunidades lusofalantes.

É possível ter perceções diferentes quanto à unidade ou diversidade internas do


português, conforme a perspetiva do observador. Quem se concentrar na língua dos
escritores e da escola, colherá uma sensação de unidade. Quem comparar a língua
falada de duas regiões [dialectos) ou grupos sociaislsocio-. lectos) não escapará a uma
sensação de diversidade, até mesmo de divisão.

Uma língua de cultura como a nossa, portadora de longa história, que serve de
matéria prima e é produto de diversas literaturas, instrumento de afirmação mundial
de diversas sociedades, não se esgota na descrição do seu sistema linguístico: uma
língua como esta vive na história, na sociedade e no mundo. Tem uma existência que é
motivada e condicionada pelos grandes movimentos humanos e, imediatamente, pela
existência dos grupos que a falam. Significa isto que o português falado em Portugal,
no Brasil e em África pode continuar a ser sentido como uma única língua enquanto os
povos dos vários países lusofalantes sentirem necessidade de laços que os unam. A
língua é, porventura, o mais poderoso desses laços.

Dialecto: variante local ou regional de uma língua, que se distingue pelas


especificidades a nível de (fonética), do vocabulário (léxico), etc. (Do gr. diálektos,
«conversa; linguagem», pelo lat. dialectu-, «linguagem própria de uma região»)

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Quais os traços que, sem hesitação ou quase sem ela, um português do Sul (...)
reconhecerá como característicos de um português do Norte?

1 - a "troca do v pelo b": ausência de distinção fonológica entre lv/ e /b/, em


proveito de /b/, pronunciado quer oclusiva, quer fricativamente (b] e [P],
respetivamente): [b'êtu] por vento e [Pape] por fava, própria do Norte do país.

2 - a "pronúncia do s como x ou como j": realizações ápico-alveolares, mais ou


menos palatalizadas, para os fonemas /s/ e /z/ e que constituem a pronúncia
conhecida por s beirão: ou seja a pronúncia "assobiada" [s'ope] (quase xopa) de sopa e
[p'ezu] (quase pejo) de peso. É um traço próprio das Beiras e do norte de Portugal.

3 - a "pronúncia do ch como tx ou como tch": manutenção da oposição fonológica


entre a africada palatal /tJ/ (representada pelo grafema ch) e a palatal /J/
(representada pelo grafema x): a pronúncia [tfavi] e [tfrm'ar] para chave e chamar.

4 - a "pronúncia do ou como o-u ou à-u": conservação do ditongo ou em diferentes


realizações [ow], [mv], como em ['owru], ['ewru], ['owtru], I'ewtru] para ouro e outro.
Este traço é sentido como característico regionalismo nortenho.

Por outro lado, um português do Norte não terá dificuldade em reconhecer como
um dos traços mais típicos da fala de um português do Sul, uma característica:

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5-a "passagem de ei a é": monotongação do ditongo ei em [e], como em [s'efe]
ceifa, [l'eti] leite ou [ez'eti] azeite. Este traço é sentido como típico regionalismo
meridional e ocorre no Algarve, Alentejo, Estremadura e Beira Baixa.

In: Luís Filipe Lindley Cintra in http://www.clul.ul.pt/equipa/mcruz/segura.pdf e http://cvc.instituto-


camoes.pt/tempolingua/13.html, Junho 2010 (adaptado)

2 – Os sistemas de comunicação na expressão do pensamento critico,


na construção da relação entre a opinião pessoal e a opinião publica:

• O poder dos média e a alteração dos paradigmas culturais;

Vivemos numa actualidade em que a televisão aposta muito em novelas e desenhos


animados violentos. Será isto uma boa influência? Vejamos: as novelas retratam a vida
do público ou tentam criar uma imagem do dia-a-dia de cada indivíduo, mas se
analisarmos bem, quantos divórcios ocorrem em cada novela? Quantas crianças faltam
às aulas? Quantas desobedecem aos pais? Quantas fazem asneiras? No meu ponto de
vista as pessoas por vezes esquecem-se que aquilo é ficção e que a vida é a realidade.
Algumas ficam preocupadas com o que aconteceu na novela e esquecem-se dos
problemas do dia-a-dia. Outras seguem a novela como exemplo e não se preocupam se
desrespeitam os pais, os educadores e outros indivíduos.

Isto é considerado normal, pelo menos na novela. A título de exemplo, num artigo
que abordava a questão da falta de civismo visível desde os mais novos, podia ler-se
que uma criança por volta dos 13 anos colocou uma câmara de filmar nos balneários
femininos, tendo essa ideia sido retirada de uma novela que é transmitida no horário
nobre da televisão.

Por outro lado, a televisão tem um efeito preponderante na educação, como é o


caso dos documentários, debates, etc, que desenvolvem uma cultura melhor, uma

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melhor argumentação, um aprofundamento de novas linguagens e uma visão do
mundo que não está ao alcance de todos os indivíduos, podendo contribuir para
mudanças de atitude e de respeito pela diversidade.

A publicidade em ajudas humanitárias também tem uma grande importância,


porque mostra às pessoas os problemas a que a humanidade está sujeita. A televisão é
muito utilizada para efeitos de marketing, influenciando o público a comprar
determinados produtos. Na altura do Acontece que uma manifestação de um grupo,
quando analisada pelo governo, não englobará o todo (a população em geral).

A única forma de tornar esta manifestação numa dita opinião pública é recorrer aos
media, que é quem verdadeiramente exerce pressão e influência no governo e na
opinião pública.

No entanto, alguns media atendem a interesses dos grupos que as comandam,


fazendo prevalecer a opinião do grupo económico-político que controla a comunicação
e passando ao povo a versão que bem quer da opinião pública.

A televisão influencia, e muito, o consumismo da população. Em muitos dos casos só


se compra um produto porque apareceu na televisão. Por exemplo imaginemos que
estamos a comprar um perfume e hesitamos em qual das marcas escolher; muito
provavelmente vamos comprar a marca de que mais nos falaram. Ora o mesmo
acontece no caso de estarmos numa cabina de eleições. Se estivermos indecisos em
qual dos políticos votar, votamos no que mais ouvimos falar.

• A evolução das sociedades e as alterações nas práticas profissionais;

A questão da escolha da profissão e da carreira profissional parece ser um tema que


desde sempre preocupou o Homem. É comum encontrarmos nas obras dos filósofos,

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como por exemplo, Platão, referências à problemática, das ocupações e das
"habilidades" do Homem.

Ao longo da história e durante muitos séculos a escolha da profissão esteve ligada a


aspectos sócio-culturais e especialmente à profissão parental, ou seja, aquela que era
desempenhada pelo Pai de Família. Neste contexto o mundo profissional, como é
sabido, não pertencia ao sexo feminino, só os homens tinham esse dever e direito.
Assim, "filho de sapateiro, sapateiro seria", isto era verdade para todas as classes
sociais, exceptuando alguns casos de carácter pontual.

Com o passar do tempo e como consequência da evolução das sociedades, das


ciências e do próprio pensamento do Homem, as profissões, ou as ocupações, como
eram conhecidas, começaram a estar associadas às referidas "habilidades" ou "jeitos
para...". No entanto, ainda não existia uma preocupação, clara e definida, acerca da
adequação do profissional ao seu posto de trabalho, nem tão pouco se refletia nas
questões da satisfação pessoal. Era comum a utilização do termo "vocação", mas este
possuía uma conotação religiosa. Esta palavra vem do latim vocore, que quer dizer,
chamamento, tem um fundamento religioso.

Mais tarde, com a Revolução Industrial dá-se uma grande mudança nas sociedades,
aparecem novos postos de trabalho e novos locais de trabalho, estes essencialmente
localizados nos meios urbanos.
A agricultura começa a ser abandonada por alguns e os habitantes dos meios rurais
migram para as grandes cidades à procura de melhores condições de vida.

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• Cultura de globalização e a cultura de preservação de identidades culturais;

Definição de Globalização

A globalização está relacionada com a forma, de como os países interagem entre


si e se aproximam das populações, tendo em conta os aspetos económicos, sociais,
culturais e políticos.

Chama-se Globalização, ao crescimento da interdependência de todos os povos e


países do Mundo. Há quem prefira chamar à globalização de “aldeia global”, pois cada
vez mais, o nosso planeta fica mais exíguo, onde todos se conhecem, isto é, basta-nos
um simples “clic”, através da internet, ficamos a saber o que ocorre outro lado do
mundo, em questão de segundos.

Alguns historiadores, relacionam o início da Globalização, com os


Descobrimentos, em que pela primeira vez, houve contacto entre a Europa, África e a
América.

Contudo, o grande impulsionador da Globalização poderá ser apontado à


evolução da tecnologia, através dos meios de comunicação (internet, telemóvel).
Na época dos Descobrimentos, uma viagem demorava anos e era uma aventura
da qual o mais provável era não regressarem.

Hoje, em 24 horas podemos dar a volta ao mundo, fruto dos avanços


tecnológicos na industria da aviação, um avião atinge velocidades cada vez maiores e o
preço é cada vez mais acessível.

Antigamente, uma noticia demorava semanas a dar a volta ao mundo,


atualmente temos acesso aos acontecimentos (muitas vezes em direto – 11 de
setembro).

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A Globalização - Tradição e modernidade: continuidade e descontinuidade

Anthony Giddens, nascido a 18 de Janeiro de 1938, em Londres, é um sociólogo


britânico, considerado por muitos como o mais importante filósofo social inglês
contemporâneo, teórico pioneiro da Terceira via, onde se centra em reformular a
teoria social e reexaminar a compreensão do desenvolvimento e da modernidade.

Vivemos numa economia de mercado, em que se facilita a deslocalização das


grandes empresas, na procura de mão-de-obra barata e poucas exigências laborais,
atraindo-as com benefícios fiscais, fixando os nacionais o que conduz, evidentemente,
a um desnível da ordem social.

A criação da UE mostrou uma inesperada vontade de liderar a economia


mundial. Tendo em conta que se tratou da iniciativa de países democráticos - foi um
ato de coragem, muito maior, se pensarmos na perda de soberania dos Estados, que
tiveram de abdicar de ser o centro decisivo - económica e socialmente e de continuar a
trabalhar em conjunto para assegurarem o seu crescimento económico e poderem
concorrer a nível mundial com as outras grandes economias.

O mundo está fragmentado. A globalização abriu o mundo a uma


intercomunicação e interdependência entre Nações, mas ao mesmo tempo dividiu-as.
A divisão já não é física – fronteiriça, é uma divisão socioeconómica: de um lado os
ricos, poderosos, vencedores, e do outro os pobres, dependentes e perdedores.

Os problemas são agora à escala mundial, com a duplicação das dívidas dos
Países em Vias de Desenvolvimento (PVD), disputas entre grupos minoritários
linguísticos e/ou étnicos do mesmo país - xenofobia e separatismo, as guerras civis são
mais frequentes do que as guerras internacionais com 95% do crescimento
populacional concentrado nas regiões mais pobres, levando os sistemas de segurança
social a falir de um modo generalizado. Com isso a própria democracia tende a ruir e é

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essa a grande armadilha que a globalização reserva a todos. A situação, ao contrário
do que se queira acreditar, é extremamente grave. Pinta-se um quadro bastante
parecido ao que existia antes da Segunda Guerra.

Um mundo globalizado comercialmente, mas fragmentado, politicamente. Por


outro lado, vivemos numa época que aceita como um dado adquirido que os valores
estão em crise. Em todas as épocas sempre surgiram vozes manifestando idênticas
impressões. A nossa, neste ponto, parece ter assumido que se terá atingido uma crise
generalizada. Não existem atualmente critérios seguros para distinguir o justo do
injusto, o bem do mal, o belo do feio; tornou-se tudo muito relativo, subjetivo –
depende das circunstâncias e dos interesses em jogo. Não existem valores.

A família é onde, em princípio, qualquer ser humano adquire os seus primeiros


valores. Ora as estruturas familiares estão em crise, o que se reflete, por exemplo, no
aumento da dissolução de casamentos, no aparecimento de novos tipos de uniões
(casamento de homossexuais, etc.).

Por tudo isto, muitos países manifestam cada vez mais dificuldade em elegerem
um conjunto de valores que considerem fundamentais na educação dos seus filhos.

Vantagens e desvantagens da Globalização

Com a crescente globalização, as relações entre os países melhoraram, há cada


vez mais investimentos estrangeiros, o que gera emprego e traz desenvolvimento e
prosperidade para a zona onde se instala, e com isso há condições para melhorar as
tecnologias.

A globalização permite maior contacto entre culturas e partilha de muitas


informações e conhecimentos para o bem da Humanidade (ou não).

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O contraste entre os países ricos e pobres é cada vez maior, para ajudar
melhorar essas assimetrias, fizeram-se alguns Tratados, o mais conhecido foi o de
Doha, para ajudar os países pobres a desenvolverem-se. No entanto, é uma missão
complicada, pois os países com maior poder económico, como os EUA, não estão
muito interessados em ajudar e paradoxalmente, faz parte dos países que menos
ajuda.
Enquanto, existem pessoas a morrer à fome, o caso dos países africanos ou locais
de conflito, eles “investem” em armas.

As vantagens da globalização:

Forma de multiplicar os recursos financeiros mediante a expansão das empresas


para outros países;
Permite expandir os mercados de exportação dos produtos, comprar as
matérias-primas nos países, cujo preço é mais barato, deslocar as indústrias para os
paraísos fiscais, mão-de-obra e capital barata etc.
Maior facilidade de deslocação de pessoas e materiais nos espaços onde vigoram
os acordos internacionais de mobilidade (ex. Espaço Schengen)
Diminuição da poluição nos países industrializados, consequência da deslocação
das empresas;
Evolução da tecnologia (sobretudo no sector automóvel) no que toca à redução
da emissão de gases para a atmosfera.

As desvantagens da globalização são:

Exploração de mão-de-obra barata e recursos naturais dos países em vias de


desenvolvimento;
Deslocalização de grandes empresas dos países desenvolvidos e aumento do
desemprego;
Aumento da poluição nos países em vias de desenvolvimento.

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A globalização é vista a partir dos países centrais, inorando as especificidades
culturais, sociais e económicas dos países em desenvolvimento.
As globalizações envolvem conflitos e por isso, vencedores e vencidos.
A globalização resulta de um conjunto de decisões políticas identificadas no
tempo.
A condenação, já que transporta a miséria, a marginalização e a exclusão da
grande maioria da população mundial.

Três Contradições da globalização

1ª Contradição é entre a Globalização e Localização.


- Os processos de globalização ocorrem paralelamente os com processos de
localização.
- Abertura a novos direitos às opções.
- Proeminência dos direitos às raízes.

2ª Contradição é entre o Estado-nação e o não-Estado Transnacional.

- O estado é uma entidade obsoleta.


- O estado continua a ser a entidade politica central.

3ª Contradição de natureza político-ideológica.

A globalização é uma energia incontestável e imbatível do capitalismo e os que


vêm nela, uma nova oportunidade para ampliar a escala e o âmbito da solidariedade
transnacional e das lutas anticapitalistas.

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As consequências da globalização aos níveis cultural e social

Uma das consequências da globalização que ultimamente mais controvérsia tem


gerado, é a transmissão, segundo alguns autores, “forçada” da “cultura” americana,
que muitos chamam de americanização.

Arthur Koestler descreveu a americanização como “cocacolonization” no seu


livro The Lotus and the Robot.

Exemplo disso, marcas comerciais, como a MacDonald, KFC, Coca-cola, que todos
reconhecemos e identificamos como nossas, bem como, a celebração do Halloween.

Os fatores impulsionadores da globalização, são hoje de tal forma fortes que


atingiram uma elevada dinâmica, em particular o desenvolvimento tecnológico.

Para um país como Portugal, a globalização, contrariamente àquilo que alguns às


vezes parecem sugerir, não é uma opção que o poder político ou os agentes
económicos e sociais possam fazer, é sim uma realidade que se impõe a quem tem de
tomar decisões, sejam os governos, sejam as empresas ou outros agentes económicos
e sociais.

O conceito de cultura

O conceito de cultura é um pouco vasto, mas tendo em conta todos os tipos de


abordagens teóricas, chegam sempre à mesma conclusão, ou seja, consiste num
conjunto de diferentes crenças, religiões, tradições, moral, ética, línguas, entre outras.

Existem vantagens e desvantagens com a globalização, positivamente pessoas


de vários cantos do mundo, podem partilhar qualquer tipo de informação, notícia,
moda, culinária e até mesmo fatos históricos.

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O lado menos bom, é que com tudo isto, muitas culturas acabam por perder a
sua própria essência, o seu estilo de viva independente e passam a viver em função de
outras culturas.

Multiculturalismo

O fenómeno do multiculturalismo ou diversidade cultural, acontece com pessoas


de espaços culturais diversos que são muitas vezes obrigadas a relacionar-se e a
conviver entre si.

“Em sociedades cada vez mais diversificadas, torna-se indispensável garantir


uma interação harmoniosa entre pessoas e grupos com identidades culturais plurais,
variadas e dinâmicas, assim como sua vontade de conviver. As políticas que favoreçam
a inclusão e a participação de todos os cidadãos garantem a coesão social, a vitalidade
da sociedade civil e a paz.”
In: Art.2 º da Declaração Universal sobre a Diversidade Cultura

Relacionamento e inserção multicultural no trabalho

Os preconceitos surgem da falta de conhecimento e de informação, conhecer e


compreender diferentes pontos de vista, estilos e culturas torna-nos mais tolerantes e
flexíveis nos relacionamentos pessoais e profissionais.
Os ambientes profissionais, são pontos de encontro de pessoas com diferentes
estilos e diferentes procedências sociais e culturais.

O segredo, não é tentar fazer com que todos se comportem da mesma forma e
adaptem o mesmo padrão, ao invés, é preciso dar espaço para que cada um
desenvolva o que tem de melhor, num ambiente de confiança que resulte na troca de
ideias construtivas.

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No nosso local de trabalho, é cada vez mais frequente existir conjuntos de
culturas e etnias, até porque essa diversidade traz, muitas vezes, novas ideias e novas
dinâmicas à empresa.
A diversidade de culturas é sempre, uma mais valia, dentro de uma
empresa/instituição, e os empregadores sabem disso.

Diferentes ideias em confronto, geralmente, resultam num melhor fim, do que


várias pessoas a pensarem da mesma maneira.

A diversidade cultural ou racial, vai para além daquilo que conseguimos


visualizar, a identidade cultural de alguém é tão importante como a sua identidade
étnica.

O respeito, é a base da boa convivência, é a grande "arma" para combater


possíveis constrangimentos ou preconceitos. Somos todos diferentes e todos iguais,
mas não existe uma cultura una, teremos de saber respeitar o que difere dos nossos
valores, opiniões, maneira de viver e olhar o mundo.
• A intervenção cívica como exercício de cidadania.

Conceito de cidadania

Está relacionada com o conhecimento, a compreensão, as capacidades, as


atitudes e os valores que nos ajudem a desempenhar um papel ativo na comunidade
(local, nacional, internacional); estar informados e conscientes dos nossos direitos,
responsabilidades e deveres; compreender que podemos ter influência e marcar a
diferença na respetiva comunidade de pertença.

A democracia precisa de cidadãos ativos, informados e responsáveis - perante a


diversidade e complexidade das sociedades do nosso tempo a experiência de vida não

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chega para formar o cidadão. É preciso uma educação integral, inclusiva e ao longo da
vida.

A Educação para a Cidadania beneficia na medida em que nos dá uma voz e


torna-nos conscientes dos nossos direitos, desenvolve práticas e experiências
necessárias à compreensão dos direitos e responsabilidades e prepara para as
mudanças e oportunidades.

Como vivemos em sociedade e para que haja um entendimento entre todos os


cidadãos, é necessário que todos assumam responsabilidades perante a comunidade
em que vivem, a isto se chamam as responsabilidades na Cidadania significam que
devemos cumprir os nossos direitos e deveres.

Tipos de participação publica e cívica:

- Sufrágio Universal – voto


- Associações locais, nacionais e internacionais – Associações de Bairro,
Associações de bombeiros voluntários, Associações patronais, Quercus, Amnistia
Internacional, Greenpeace, etc.
- Voluntariado
- Partidos Políticos
- Sindicatos – representam trabalhadores da mesma categoria ou profissão.
- Concertação social

A concertação Social

Trata-se de debates, ou negociações conjuntas, entre o Governo e as


confederações patronais e confederações sindicais, temas como salários, políticas de

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emprego, dispositivos de proteção social, controlo da inflação, condições de melhoria
e de competitividade das empresas e da economia.

A concertação social está configura na Constituição da Republica Portuguesa, no


artigo 56º, ponto nº 2, alínea d) e no artigo 91º ponto nº 1 e também tem
enquadramento institucional próprio, a Comissão Permanente de Concertação Social,
integrada no Conselho Económico e Social.

A Concertação Social é, um mecanismo auto-regulador, através do qual as


organizações de cúpula, representativas dos trabalhadores, participam, com
intensidade variável, nos processos de decisão que cabem na competência do
Governo.
A constituição de associações patronais

A aquisição de personalidade jurídica pelas associações patronais opera-se com o


registo dos estatutos no Ministério do Trabalho (art. 7º/1 DL 215-C/75).
Não existe qualquer controlo administrativo direto da legalidade formal ou
substancial das regras estatutárias: esse controlo está reservado aos Tribunais, sob o
impulso processual do Ministério Público (art. 7º/5 e 7 DL 215-C/75). O controlo
judicial da legalidade é feito à posteriori, quer dizer, depois de consumado o registo e
publicados os estatutos. Podem as “associações de empresários constituídas ao abrigo
do regime geral do direito de associação” adquirir “estatuto de associações patronais”
(art.16º DL 215-C/75).
No ano de 2003 existiam em Portugal, 384 associações patronais,

Princípios sobre a organização e atividade das associações patronais

Vigora o princípio da auto-organização (art. 2º DL 215-C/75). No entanto, o


esquema organizativo definido nos estatutos, está legalmente condicionado em alguns
pontos, a que se refere o art. 10º/1 DL 215-C/75.

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No art. 5º DL 215-C/75, define-se a competência das associações patronais para
a celebração de convenções coletivas de trabalho, competência essa que, não constitui
seu exclusivo, pois também os empregadores podem isoladamente figurar como
sujeitos de relações coletivas de trabalho.

Sindicatos

A obrigatoriedade da contribuição sindical anual está prevista no artigo 579 da


Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, que dispõe: “A contribuição sindical é devida
por todos aqueles que participarem de uma determinada categoria económica ou
profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do sindicato representativo da
mesma categoria ou profissão, ou inexistindo este, na conformidade do disposto no
art. 591.

O significado social e jurídico da negociação coletiva

As relações coletivas constituem, a base de uma importantíssima fonte de Direito


do Trabalho: a convenção coletiva. É nesta que cristaliza juridicamente a dinâmica
social dos interesses profissionais, fazendo penetrar no círculo desregulamentação do
trabalho normas diretamente conformadas pelo jogo de forças que integram aquela
dinâmica, e, por outro ângulo, ajustadas ao particularismo das profissões, dos ramos
de atividade económica e das zonas geográficas. A negociação coletiva é também um
modo de formação de normas jurídicas. As convenções coletivas inserem-se, no elenco
das fontes de Direito. O objeto da negociação de convenções coletivas evolui, ao sabor
do próprio desenvolvimento das condições económicas e sociais da atividade
produtiva. De um modo geral, esse objeto comporta, em primeira linha, a confirmação
normativa do conteúdo dos contratos individuais de trabalho, surgidos no âmbito
pessoal, temporal e geográfico coberto pela convenção, avultando aí a sua função
regulamentar, projetada sobre uma generalidade de relações individuais, de que se
recolhe a sugestão de um “contrato criador de normas” ou “contrato normativo”.

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4.BIBLIOGRAFIA

• Costa, António F., Machado, Fernando L. e Almeida, João F.(1990) “Estudantes


e amigos: trajectórias de classe e redes de sociabilidade”, Análise Social, XXV
(105-106).
• FREIRE, João (1993). Sociologia do Trabalho: uma Introdução. Porto, Edições
Afrontamento.
• Giddens, Anthony 2004 – “O Mundo na Era da Globalização”, Editorial Presença
• Cross, M.; Waldinguer, R. (1999) – “Economic integration and labour market
change”, in: Hjarnø, J. (ed.) – From Metropolis to Cosmopolis, South Jutland
University Press, Esbjerg, p. 27-93 (Papers, migration No. 30).
• Koff, Harlan (2003) – “A Comparative evaluation”, in: Koff, Harlan (ed.), Migrant
Integration in European Cities; Ethnobarometer, Second Report, Rome
• Papademetriou, Demetrios G. (2003) – Policy considerations for Immigrant
Integration, Migration Information Source. Fresh Thought, Authoritative Data,
Global Reach, Migration Policy Institute
(www.migrationinformation.org/Feature/print.cfm?ID=171).
• Kressel, K. e Pruitt, D.G. (1985). The Mediation of Social Conflict. The Journal of
Social Issues.
• Sandercock, L. (1998) – Towards Cosmopolis. Planning for multicultural cities.
John Wiley & Sons, Chichester
• PINTO, Alexandra Guedes, A Publicidade moderna, Porto Editora, Porto, 1997.
• FILHO, Ciro Marcondes, Linguagem da sedução, Editora Perspectiva, São Paulo,
1998.

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