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Introdução

Segundo Romero et al (2002), a Auto-estima surge nos primeiros anos de vida, e desenvolve-se através
de experiências de interacção com o mundo que nos rodeia. A Auto-estima necessita de ser fortalecida
desde esta altura, através de processos, pois é uma grande necessidade humana, indispensável para um
desenvolvimento normal e saudável (Branden, 1995).

Durante algum tempo, a Auto-estima foi reconhecida como um importante contributo para o bem-estar
mental (Sonstroem, 1984) e integral (Letícia Casique, 2004), e é associada a qualidades positivas como
a estabilidade emocional, forma de lidar com o stress, felicidade e satisfação de vida (Diener & Diener,
1995).

Identificação do Problema

A problemática do trabalho encere-se no estudo da auto estima em crianças sofredoras de maus-tratos no


seio familiar, sendo uma é uma pratica muito frequente, mais o seu estudo investigativo directamente no
seio familiar é difícil devido a sua complexidade, hoje as crianças são vulneráveis a este tipo de pratica.

Esta pesquisa tem como objectivos:

Objectivo geral:

1- Analisar a autoestima em crianças dos 5 aos 12 anos vítimas de vitimas de maus-tratos em suas
famílias no município de viana

Objectivos específicos

1- Avaliar a auto estima autoestima em crianças vitimas de vitimas de maustratus em suas familias.

2- Descrever as particularidades do auto estima autoestima em crianças vitimas de vitimas de maustratus


em suas familias.

3- Estabelecer um plano de intervenção psicoterapêutico para regular a autoestima das crianças vitimas
de vitimas de maustratus em suas familias.

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Importância do estudo

Este estudo é actual já que uma das prioridades da OMS é a protecção das crianças, uma
autoestima pobre pode acarretar a perda do senso de si mesmo, do seu próprio potencial, e constitui uma
limitação no processo de explorar e descobrir todas as coisas de seu mundo.

Como parte desta justificativa temos ás vezes, mensagens enviadas pelas pessoas significativas à
criança e que são recebidas por esta são muito vagas e sutis. Às vezes, a criança as ornamenta com o
próprio material fantasioso.

Às vezes, resultam de e são reforçadas por situações e eventos, sobre os quais os pais não tinham
controle, ou nem sequer tinham conhecimento.

E, além dos eventos traumáticos pelos quais as crianças se encontram submetidas na sua história
pessoal, a falta de respeito que a nossa sociedade nutre pelas crianças, como seres humanos, serve para
deteriorar o senso de valor próprio da criança. As crianças manifestam sua baixa auto-estima de muitas
maneiras diferentes. Elas podem nem estar conscientes de que não se sentem muito bem em relação a si
mesmas, embora saibam que algo está errado.

Um autoconceito negativo pode ser expresso através da necessidade de triunfar de forma


obsessiva, querer coisas demais, bulimia, anorexia, sentir-se incapaz de fazer escolhas e tomar decisões,
nunca dizer não, entre outras formas de expressão.

Delimitação de estudo

Como delimitação podemos detalhar que o estudo será realizado com crianças vítimas de vitimas de
maus-tratos em suas famílias no município de viana; Somente serão consideradas para o mesmo,
informações referentes ao tema e obtidas no campo de estudo, durante o período da pesquisa.

Definição de termos e conceitos

Auto-estima é uma implicação de valor que uma pessoa atribui aos diversos elementos do conceito que
ele tem de si mesma ( componente avaliativa e afectiva do autoconceito).

A auto-estima é um processo avaliativo estabelecido por um indivíduo acerca das suas qualidades e
performance, representa a parte afectiva do auto-conceito, sendo por isso considerada a mais importante
(Vaz Serra, 1986).

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Maus-tratos- podem ser definidos como qualquer forma de tratamento físico e (ou) emocional, não
acidental e inadequado, resultante de disfunções e (ou) carências nas relações entre crianças ou jovens e
pessoas mais velhas, num contexto de uma relação de responsabilidade, confiança e (ou) poder.

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Capitulo I. Fundamentos Teóricos / Científicos

1. A Auto-estima

A procura de uma definição de Auto-estima levou-nos a encontrar um grande leque de autores, tal como
ocorreu anteriormente com o Auto-conceito, principalmente devido ao facto desta ser um dos
constructos psicológicos que captou mais atenção ao longo do tempo, isto a nível de investigação (Fox,
2000a; Harter, 1999).

Segundo Romero et al (2002), a Auto-estima surge nos primeiros anos de vida, e desenvolve-se através
de experiências de interacção com o mundo que nos rodeia. A Auto-estima necessita de ser fortalecida
desde esta altura, através de processos, pois é uma grande necessidade humana, indispensável para um
desenvolvimento normal e saudável (Branden, 1995).

Durante algum tempo, a Auto-estima foi reconhecida como um importante contributo para o bem-estar
mental (Sonstroem, 1984) e integral (Letícia Casique, 2004), e é associada a qualidades positivas como
a estabilidade emocional, forma de lidar com o stress, felicidade e satisfação de vida (Diener & Diener,
1995).

Segundo Fox (2000), a investigação da auto-estima tem sido restritamente descritiva, e pode-se dividir
em várias fases. Na fase considerada inicial, foi adoptada a ideia simplista do self enquanto um
constructo unidimensional (Wylie, 1979). Na segunda fase, verificaram-se mais desenvolvimentos na
pesquisa da Auto-estima, e foi nesta fase que surgiu o self-fisico. Esta fase permaneceu descritiva, “Para
os investigadores descreverem apenas a teoria self ou o Auto-conceito, como uma função da idade,
etnia, grupo social, etc. é perder os muitos processos através dos quais ele se constrói” (Harter, 1996). A
terceira fase por si é considerada a mais critica.

A Auto-estima pode ser definida, de uma forma vulgar, como o valor que um individuo dá a si próprio,
quantidade de amor-próprio, julgamento sumário de como esta o self, entre muitos outros.

Segundo Blascovich e Tomaka (1991), a Auto-estima é uma “avaliação sumaria dos diferentes atributos
do self”. A verdadeira Auto-estima baseia-se no encontro de padrões definidos pessoalmente e o
comportamento é internamente regulado. É influenciada por características demográficas, pelo corpo
físico, pela dinâmica psicossocial, pelo ambiente social e cultural.

Para uma melhor compreensão da Autoestima, é necessário ter em conta a cultura predominante e o
nível de interiorização dos valores e ideais desta pelo indivíduo. Pois segundo Cooley (1902) existe uma
tendência em adoptar um Eu que reflecte a forma como os outros nos vêem. Dado que a cultura

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dominante influencia o indivíduo, este pode estar liberto de constrangimentos culturais e expressar
“individualismo” ou mostrar-se mais submisso e ser uma “vítima da moda” ou resignar-se a pressões
dos seus pares.

De acordo com Burns (1979), a auto-estima é um processo no qual cada individuo contempla a sua
performance, tal como capacidades e qualidades com base nos seus padrões pessoais e valores, que
foram influenciados pela sociedade a que este pertence e outros experiências.

A auto-estima é um processo avaliativo estabelecido por um indivíduo acerca das suas qualidades e
performance, representa a parte afectiva do auto-conceito, sendo por isso considerada a mais importante
(Vaz Serra, 1986).

A componente avaliativa é sempre mencionada em todas as definições, os seus resultados ou conclusões


influenciam os indivíduos, indicando se possuem alta Autoestima ou baixa.

A alta Auto-estima é relacionada com um grupo de qualidades positivas como:

a) A estabilidade emocional e ajuste às exigências da vida (Sonstroem, 1997);

b) Bem-estar subjectivo, felicidade, satisfação de vida, ajuste/adaptação social, independência,


adaptabilidade, liderança e um nível elevado de objectivos alcançados na educação, no trabalho como no
desporto (Diener & Diener, 1995; Wylie, 1989);

c) Comportamentos saudáveis (Torres & Fernandez, 1995).

Os indivíduos com baixa Auto-estima, ao serem comparados com os indivíduos com alta Auto-estima,
podem ser descritos como:

a) Neutros em vez de positivos em termos de Auto-estima., i.e., destes indivíduos, é menos provável que
confirmem aspectos positivos e neguem aspectos negativos seus (Baumeister, 1993);

b) Possuem uma perspectiva menos clara do seu auto-conceito e um autoconhecimento menos bem
definido (Campbell, 1990; Campbell & Lavallee, 1993; Campbell e outros., 1996; Fox, 1997).

c) Os elementos que estão ligados ao seu auto-conceito são mais simples e em menor número,
resultando assim num menos de oportunidades para a auto-afirmação quando estão sob ameaça
(Spencer, Josephs, & Steele, 1993);

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d) Possuem grandes discrepâncias entre a competência percebida e a importância agregada aos domínios
em causa (Harter, 1990);

e) A sustentação social é condicional sob as suas realizações (Harter, 1993, 1996, 1999);

f) São altamente protectoras em relação aos poucos atributos positivos, que pensam ter (Fox, 1997).

A baixa Auto-estima pode ser muitas vezes acompanhada de desordens mentais como a depressão
clínica, ansiedade (Baumeister, 1993; Watson, Suls, & Haig, 2002), neuroses, noção de “não ter poder”,
distúrbios alimentares (Polivy & Herman, 2002) e também tendências suicidas (Brow, 1993).

Hoje em dia, as pessoas investem grande parte da sua energia mental e física para legitimar quem são ou
então quem sentem que devem ser, é a chamada procura pela Auto-estima (Campbell, 1984). “Quem os
indivíduos pensam que são, afecta a sua Auto-estima e guia o seu comportamento” (Fox 1997).

Segundo Harter (1996) existe uma forte ligação entre a Auto-estima, autopercepções mais específicas, e
a forma como nos optamos por investir o nosso tempo. Incluindo assim, a escolha de desportos, o nível
de perseverança e performance nos mesmos, as nossas escolhas de comportamentos de saúde (fumar,
consumir álcool e drogas) e hábitos alimentares.

A relação entre a Auto-estima e o Auto-conceito já foi reconhecida através da revisão de literatura


realizada até ao momento, agora torna-se imprescindível saber distinguir ambos os conceitos.

1.1 Auto-conceito versus Auto-estima

Com base nos conceitos anteriormente referidos, podemos verificar que o Autoconceito e a Auto-estima
estão intimamente ligados, como já afirmou Rosenberg em 1965.

A diferenciação entre ambos não é nítida (Tomás J.M., Oliver A., 2004), sendo por isso confundidos
com frequência. Embora alguns investigadores façam uma clara distinção entre estes conceitos Segundo
Murphy (1947) o Auto-conceito pode ser definido como “o indivíduo conhecido pelo indivíduo”.
Enquanto a Auto-estima é a avaliação mantida pelo individuo acerca de si próprio, podendo exprimir
uma atitude positiva ou negativa, indicando a ideia que este tem de si (Coopersmith, 1967).

De acordo com Weinberg e Gould (2001) o Auto-conceito abrange todos os aspectos que pensamos que
possuir, sendo por isso de extrema importância na vida consciente e a medida mais importante do bem-
estar psicológico. Já a Auto-estima é vista como um indicador de estabilidade emocional e do grau de
ajustamento às exigências da vida (Sonstroem, 1997). Sendo por consequência um indicador do
bemestar

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subjectivo e um elemento primário do bem-estar mental (Fox, 1998), e da qualidade de vida (Diener,
1984).

2. Maus-tratos

2.1- Definição e âmbito do conceito de mau-tratos

Apesar das dificuldades inerentes a sua definição, vários autores tem procurado esboçar uma definição
de maltrato psicológico e, simultaneamente, diferencia-lo de outras formas de maus-tratos. O conceito
de maltrato psicológico é definido como um padrão comportamental repetido de desvalorização da
criança, que se traduz pela demonstração de que esta não é querida ou de que o seu valor se resume a dar
respostas as necessidades dos outros (Brassard e tal., 1993).

Hart, Germain & Brassard (1987, citado por Petretic- Jakson et al., 1995) cit. Cardoso P. et al ( )
propõe sete subtipos de comportamentos parentais que consideram colocar a criança em risco de dano
psicológico: a) rejeitar, b) rebaixar, c) aterrorizar, d) isolar, e) negar correspondência emocional, f)
explorar e g) corromper. Procurando organizar e clarificar os diferentes aspectos envolvidos nos maus-
tratos psicológicos. Gardarino e Vondra (1987), citado por Petretic- Jakson et al.,(1995) classificam
estes comportamentos parentais em actos de maltrato directo e acto de maltrato indirecto. Os actos
directos são mais frequentemente considerados maltrato psicológico e incluem acções que envolvem
crueldade mental, negligência emocional e privação de estímulo tais como: rejeitar, rebaixar, aterrorizar,
isolar e negar correspondência emocional. Os actos indirectos incluem proporcionar modelos negativos
ou limitadores, ambientes instáveis, abuso sexual e abuso de drogas/substancias tais como: explorar e
corromper.

2.1.1 - Tipologias de maus tratos

Segundo Magalhães T. (2002), a violência para com os menores manifesta-se por formas muito
diferentes, como maus tratos físicos (que, no limite se traduzem pelo infanticídio ou homicídio), abuso
emocional ou psicológico, abuso sexual, negligencia, abandono, exploração no trabalho, exercício
abusivo da autoridade e tráfico de crianças e jovens, entre outras formas de exploração.

De uma forma genérica, os maus tratos podem ser definidos como qualquer forma de tratamento físico e
(ou) emocional não acidental e inadequado, resultante de disfunções e (ou) carências nas relações entre

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crianças ou jovens e pessoas mais velhas num contexto de uma relação de responsabilidade, confiança e
(ou) poder. Podem manifestar-se por comportamentos activos (físicos, emocionais ou sexuais) ou
passivos (omissão ou negligencia nos cuidados e (ou) afectos). Pela reiterada como geralmente
acontecem, privam o menor dos seus direitos e liberdades afectando, de forma concreta ou potencial, a
sua saúde, desenvolvimento (físico, psicológico e social) e (ou) dignidade. Tais comportamentos
deverão ser analisados tendo em conta a cultura e época em que têm lugar.

Estes conflitos podem observar-se em diferentes contextos, designadamente o familiar, o social e o


institucional. Assim, os menores podem ser maltratados por um dos pais ou por ambos, por um
cuidador, por um irmão ou outro familiar, por uma pessoa conhecida ou por um estranho. O abusador
pode ser um adulto ou um jovem mais velho.

Apenas em situações de grande gravidade se consideram como situação de maus tratos os que
acontecem fora do contexto familiar ou institucional.

Pela sua frequência e relevância destacam-se as seguintes formas de maus tratos: negligencia, maus
tratos físicos, abuso sexual e abuso emocional.

a) - Negligencia

A negligência constitui um comportamento regular de omissão, relativamente aos cuidados a ter com
um menor, não lhe sendo proporcionada a satisfação das suas necessidades em termos de cuidados
básicos de higiene, alimentação, segurança, educação, saúde, afecto, estimulação, e apoio (no contexto
dos recursos disponíveis pela família ou cuidadores).

Deste comportamento resulta um dano na saúde e (ou) desenvolvimento físico e psicossocial do menor.

Pode ser voluntária (com a intenção de causar dano) ou involuntariamente (resultante, em geral, da
incompetência dos pais para assegurar os cuidados necessários e adequados).

Inclui diversos tipos como a negligência intra-uterina (durante a gravidez), física, emocional e escolar,
além da mendicidade e do abandono.

b) -Maus tratos físico

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Esta forma de maus tratos corresponde a qualquer acção, não acidental, por parte dos pais ou pessoa
com responsabilidade, poder ou confiança, que provoque ou possa provocar dano físico no menor.

O dano resultante pode traduzir-se em lesões físicas de natureza traumática, doença, sufocação,
intoxicação ou síndrome de Munchausen por procuração.

Pode tratar-se de uma ocorrência isolada ou repetida.

c) - Abuso sexual

O abuso sexual traduz-se pelo envolvimento do menor em práticas que visam a gratificação e satisfação
sexual do adulto ou jovem mais velho, numa posição de poder ou de autoridade sobre aquele.

Trata-se de práticas que o menor, dado o seu estádio de envolvimento, não consegue compreender e para
as quais não está preparado, às quais é incapaz de dar o seu consentimento informado e que violam a lei,
os tabus sociais e as normas familiares.

Pode ser intra ou extrafamiliar (sendo mais frequente o primeiro) e ocasional ou repetido, ao longo da
infância.

São exemplos deste tipo de abuso:

a) A obrigação do menor tomar conhecimento e presenciar conversas ou escritos obscenos,


espectáculos ou objectos pornográficos ou actos de carácter exibicionista;
b) A utilização do menor em fotografias, filmes ou gravações pornográficos, ou em práticas sexuais
de relevo (ex.: beijos na boca ou carícias nos órgãos genitais do abusador, contacto entre os
órgãos genitais de ambos);
c) A realização de coito (penetração oral, anal e (ou) vaginal).
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c) Abuso emocional

Este tipo de abuso constitui um acto de natureza intencional caracterizado pela ausência ou inadequação,
persistente ou significativa, activa ou passiva, do suporte afectivo e do reconhecimento das necessidades
emocionais do menor.

Dele resultam efeitos adversos no desenvolvimento físico e psicossocial do menor e na estabilidade das
suas competências emocionais e sociais, com consequente diminuição da sua auto-estima.

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Pode manifestar-se através de insultos verbais, humilhação, ridicularização, desvalorização,
hostilização, ameaças, indiferença, discriminação, rejeição, abandono temporário, culpabilização,
críticas, envolvimento em situações de violência doméstica extrema e (ou) repetida, etc.

Este tipo de maus tratos está presente em todas as outras situações de maus tratos, pelo que só deve ser
considerado isoladamente quando constituir a única forma de abuso.

Os profissionais que trabalham com estes casos necessitam de analisar, sistematicamente:

a) Se todas ou só algumas destas formas estão presentes;


b) Em que grau estão presentes;
c) Qual o seu impacto em cada criança ou jovem;

O diagnóstico de qualquer uma destas situações requer, em geral, um exame médico e psicológico da
vítima e uma avaliação social e do seu contexto familiar. cit Magalhães (2002) pp 54-56

2.1.2 - Violência domestica

A violência doméstica contra a criança e o adolescente se apresenta através de quatro


tipos: a violência física, violência psicológica, negligencia e violência sexual.

A violência física, pode ser definida como “o uso da força ou actos de omissão praticados pelos
pais ou responsáveis, com o objectivo claro ou não de ferir, deixando ou não marcas evidentes. São
comuns murros e tapas, agressões com diversos objectos e queimaduras causas por objectos ou líquidos
quentes.

A violência física também atinge os bebés. A Síndrome do Bebé Sacudido (Shaken Baby
Syndrome) se refere “a lesões de gravidades variáveis, que ocorrem quando uma criança, geralmente um

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latente, é severa ou violentamente sacudido”. Como consequência, pode ocorrer cegueira ou lesões
oculares, atraso no desenvolvimento, convulsões, lesões na coluna, lesões cerebrais e morte.

A violência psicológica caracteriza-se pela rejeição, discriminação, ameaças de abandono e


desrespeito. É denominada também, segundo Guerra (2004,p.1), “como tortura psicológica, e ocorre
quando o adulto constantemente deprecia a criança, bloqueia seus esforços de auto-aceitação, causando-
lhe grande sofrimento mental”.

A negligência envolve omissão de cuidados físicos e emocionais de uma criança ou adolescente,


privando-a de satisfazer as suas necessidades básicas, como alimentação, higiene, uso de vestimentas
adequadas à sua idade e estação do ano, vacinação, supervisão do adulto e suporte emocional frente as
dificuldades encontradas nas fases do seu desenvolvimento.

No que se refere à violência sexual, os estudos (DeMause, 1976, 1993, 1998,2002; Sanderson,
2005) revelam que o abuso sexual em crianças e adolescentes é de natureza social, pois é influenciado
de maneira intensa pela cultura e pelo tempo histórico em que ocorre, o que dificulta estabelecer uma
definição aceita universalmente. Portanto, os dados de pesquisa na literatura sobre o tema variam
dependendo do conceito de abuso sexual utilizado pelos pesquisadores.

2.1.3-A Exposição da criança a violência

Há quem distinga abuso emocional de abuso psicológico (e.g., O’Hagan, 1995), cit Soni, A,I (2006)
dizendo que o segundo é um comportamento sustentado e repetitivo que destrói ou impede o
desenvolvimento de importantes faculdades mentais, como a inteligência a percepção atenção, o
reconhecimento e a memória, assim como o desenvolvimento de um sentido moral. Estas faculdades são
essenciais ao desenvolvimento social, emocional e educacional da criança.

Segundo O’Hagan (1995), o abuso emocional prejudica a vida emocional e impede o desenvolvimento
emocional; o abuso psicológico afecta a vida mental e impede o desenvolvimento mental.

Segundo Iwaniec (1995) o abuso emocional define-se como um comportamento parental hostil ou
indiferente que, se severo ou persistente, prejudica a auto-estima da criança, degrada o sentido de
realização, diminui o sentimento de pertença e impede o desenvolvimento saudável e vigoroso. Iwaniec
e Nerbert (1999) consideram que o dano emocional pode ser causado por hostilidade verbal, denegrição,

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expectativas irrealistas, medo e ansiedade induzidos por ameaças de abandono, rejeição, privação
considerável da atenção e da estimulação e ainda através de poder excessivo sobre a criança. Estes e
outros autores (e.g., Álvaro, 1997, e Kent e Wallet, 1998, cit. Astor 1994) preferem o termo «abuso
psicológico», mas a nomenclatura mais útil é talvez a de mau trato psicológico (Edmundson e Collier,
1993, cit. Kashanie Allan 1998).

De facto Brassard e Hardy (1997) usam o termo «psicológico», em alternativa a «emocional», pois
consideram que incorpora melhor as dimensões cognitivas, afectivas e interpessoais, que constituem as
componentes primárias do que chamam mau trato psicológico.

Existe um consenso crescente entre os profissionais de que o maltrato psicológico é mais prevalente que
outras formas de maltrato e é mais destrutivo no seu impacto (Brassard, e Germain, & Hart, 1987;
Garbarino, Guttman, & Seeley, 1986, citado por McGee & Wolfe, 1991).

Diferentes formas de abuso infantil pode resultar em diferentes padrões de disfunção primária ou
expressão sintomática (Briere e Runtz, 1990 citado por Petretic-Jackson e tal., 1995) Estes autores
identificaram, na idade adulta 5 tipos de sintomas relacionados com o abuso na infância: a) Stress pós-
traumático; b) distorções cognitivas; c) alterações emocionais; d) problemas relacionais; e) evitamento
ao nível do auto-conceito.

Apesar dos maus tratos psicológicos co-ocorrerem, na maioria dos casos, com abusos físicos, os efeitos
das agressões verbais parecem ser independentes da agressão física, conduzindo a comportamentos
desadaptados por parte das crianças, como: agressão física, delinquência e problemas interpessoais
(Vissing, Strauss, Gelles, & Harrop, 1991) Os maus tratos psicológicos são responsáveis por défices, as
competências das crianças, podendo mesmo considerar-se a forma mais destrutiva de maus tratos
durante o seu primeiro ano de vida (Brassard et al., 1993).

As dificuldades de relacionamento vividas na infância estão associadas a comportamentos interpessoais


desadaptavas, durante adolescência e idade adulta. As crianças vítimas de abuso emocional sofrem as
piores consequências de todos os tipos de maltrato e têm maiores probabilidades de sofrer futuramente
de psicopatologia (McPherson, 2002).

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2.14-Os efeitos psicológicos de maus tratos

O mau trato psicológico, segundo Nesbit e Karagianis (1987, cit. Kashani e Allan, 1998),
consiste na negação dos nutrientes psicológicos essenciais ou na denegrição da dignidade pessoal
através de técnicas de dominação e padrões de interacção, os quais são danosos para a emergência da
personalidade. Este mau trato é muitas vezes acompanhado de violência familiar física, assim como
abuso sexual e negligência mais pode ocorrer isoladamente.

O mau trato psicológico pode incluir o abuso interparental que é observado pela criança, assim o
comportamentos dos pais para com a criança. (Briere, 1992) Esta conduta inclui comportamentos como
desprezar, ameaçar, gritar, rejeitar, ignorar, negar respostas emocionais, isolar, humilhar, chamar nomes,
corromper ou explorar, etc, (APSAC, 1995 cit, Rossman, hughes e Rosenberg, 2000; Nesbit e
karagianis, 1987, cit. Kashani e Allan, 1998).

A criança acaba por ser também ela objecto de violência quando assiste aos insultos entre os cônjuges,
queixas e lamentações reiteradas, a desvalorização das figuras parentais, as ameaças de abandono do lar
(Álvaro, 1997,1997). Tal produz na criança um sentimento de insegurança, culpa e medo permanente,
dada a incapacidade dos pais providenciarem uma atmosfera positiva e de suporte Alvaro, 1997;
Burnett, 1993).

Garbarino, Guttmon e Seeley (1986, cit. Peled e David, 1995, p.3) consideram que o testemunho
de violência doméstica pela criança deve ser definido como uma forma de mau trato psicológico,
entendido como «um ataque concreto por um adulto ao desenvolvimento do self e competência social da
criança, uma amostra de um comportamento fisicamente destrutivo». Na opinião de Peled e Davis
(1995), o mau trato psicológico pode assumir três formas: a) aterrorizar acriança, por exemplo, quando o
adulto perpetrador da violência a agride verbalmente, cria um clima de medo, a oprime, a assusta e faz
com que ela acredite que o mundo é caprichoso e hostil (Garbarino et al., 1986); b) forçar a criança a
viver em ambientes perigosos; c) expor a criança em modelos de papes negativos e limitados, porque
encorajam a rigidez, a autodestruição, os comportamentos violentos e anti-social (Brassard et al., 1983).
Estas circunstâncias são comuns nas situações de violência conjugal testemunhada.

Porem, há autores como Edleson (2000) que se questionam sobre se a exposição da criança a
violência na sua própria casa deve ser ou não considerada uma forma de mau trato. E possível
reconhecer quer benefícios, quer problemas decorrentes do facto de se definir a exposição da criança ao
abuso da mulher como uma forma de mau trato (Kerig e Fedirowicz, 1999). Uma das vantagens é

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certamente o facto de com atenção dada a este problema emergirem em alguns países leis para protecção
destas crianças (e. g., países da América do Norte).

Tal facto afectou o modo como as agências de justiça criminal, o sistema de protecção a crianças e os
programas sobre violências doméstica respondem as famílias nas quais as crianças estão expostas a
violências (Edleson, 2000). Porem, é negativo sobretudo para os investigadores preocupados em
diferenciarem os efeitos do testemunho dos efeitos produzidos pela vitimação directa da criança, dado
que a ser assim, estas duas variáveis seriam confundidas (Kerig e Fedorowicz, 1999).

A definição de maus tratos implica não atender as necessidades que cada criança tem em cada estádio de
desenvolvimento, assim como ao potencial para o dano inerente a falha parental para satisfazer as
necessidades da criança (Cichetti e Toth, 1995, cit, Kering e Fedorowicz, 1999). Para tal estes autores
(cf. Kerig e Fedorowicz, 1999) in Ana (2006), apontam um conjunto de direcções na avaliação dos maus
tratos infantis em crianças de mulheres batidas e formas de implementar a prática neste campo.

Todavia, nem todos são a favor de que devemos automaticamente definir a exposição da criança a
violência doméstica dos adultos como uma forma de mau trato. Edleson (2000) partilha esta ideia,
justificando que a variabilidade da experiencia da criança é muito grande, podendo ir de reduzida até
severa, pelo que é necessária uma avaliação muito cuidada das situações para saber se a criança esta ou
não em risco de dano.

Muitos desses comportamentos de potencial risco para a criança tem lugar em casa e a frequência,
conteúdo e intensidade da violência pode assistir directamente aos incidentes, ouvi-los noutro quarto ou
observar no outro dia as consequências do abuso (Fontes, 2000). São inúmeras as formas adicionais de a
criança experienciar a violência domestica entre adultos por exemplo, pelo bater ou ameaçar da mãe
quando está com a criança ao colo, fazer de a criança refém para forçar a mãe a voltar para casa, usar a
criança como arma física contra a vitima, usar a criança como espia ou interrogando-a acerca das
actividades da mãe (Ganley e Schechter, 1996, cit, Edleson, 1999).

Rossman, Hughes e Rosenberg (2000) referem que o desprezo e a desvalorização repetida da criança
acontecem muitas vezes quando a própria criança é o tópico da discussão conjugal. A criança e a mãe
podem culpar-se continuamente por várias coisas. O ofensor tende a isolar a criança e a família dos
contactos com o exterior, de modo a deter maior controlo e conter o segredo familiar dentro da família.

Isto pode constituir uma forma de impedir que a criança se envolva com pares e em actividades
educativas. A criança aprende também que a agressão é uma forma de satisfazer as suas necessidades e

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de obter controlo, por vezes, por exposição ao abuso de álcool e drogas. Neste ambiente, a criança pode
ter uma experiência como vítima, observadora ou ambas (Rossman, Hughes e Rosenberg, 2000).

A violência psicológica exercida pelo ofensor assume muitas vezes formas cruéis, de modo a
manter o medo em todos os membros da família. Por exemplo, a criança pode ser pedido para que
assista a vitimação da mãe como lição e aviso sobre o que pode acontecer com ela se esta desobedecer
ao pai. Com o tempo, esta experiencia associa-se ao tom de voz do ofensor ou a sua expressão facial e
estas pistas, por si só, podem desencadear níveis elevados de medo e intimidação (Jaffe, Wolfe e
Wilson, 1990). Existe muitas vezes uma atmosfera de uma grande falta de respeito pela vítima,
dominada pelo poder e controlo Wolfe, Wekerle e Scott, 1997) que caracteriza a relação abusiva. In
Ana (2006).

2.2 – O mau trato infantil

O acto de maltratar a criança na família não é novo, nem característica que distinga a nossa
sociedade de outras no passado. Como escreveu L.de Mause na introdução da sua história psico-
sociológica da infância. Uma das novidades residirá, pelo contrário, não só na “descoberta” recente
desta dimensão violenta da vida familiar e dos efeitos devastadores que pode vir a ter sobre as suas
vítimas, como também no aparecimento ou aperfeiçoamento de outras modalidades de abuso ou
negligência. É portanto, a de olhares que constituem o mal trato infantil como problema, a exigir a
resolução, que marca uma das principais diferenças relativamente ao passado.

A privatização dos comportamentos familiares, outrora fortemente condicionados e vigiados por


regras ou costumes externos aos indivíduos, pode ter efeitos perversos sobre aquele domínio. A
ideologia que consagra a família como um lugar, encoraja também a sua capacidade de resguardo em
relação à comunidade exterior e tende a legitimar uma representação da criança que, apagando a sua
qualidade pública de cidadã, a menoriza e encara como propriedade exclusiva dos pais – para o melhor e
para o pior. A família-fortaleza torna-se, assim, um lugar onde os riscos dificilmente se deixam entrever
do lado de fora; enquanto objecto de investigação, as paredes que isolam do exterior constituem
poderosos obstáculos metodológicos à própria observação.

O papel da medicina e dos pediatras foi decisivo no processo de conquista de diversidade para o
fenómeno da violência contra as crianças. O protagonismo do discurso médico na legitimação pública

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deste tema não terá sido, de resto, acidental. Embora já anteriormente pudesse ter sido aflorado em
crónicas sociais e em relatórios de trabalho de ouros peritos (designadamente os da educação ou do
serviço social), o mau trato infantil mantém-se na sombra até ao momento em que uma comunidade
profissional, influente e poderosa, se apropria dele e o coloca na sua agenda de prioridades científicas.
Esta constatação introduz-nos nalguns dos problemas do delicado enredo metodológico associado à
abordagem científica do objecto «criança maltratada».

2.3 – Factores de risco

Os factores de risco de maus tratos são quaisquer influências que aumentam a probabilidade de
ocorrência ou de manutenção de tais situações. São marcadores, correlações e, algumas vezes causas,
que se dividem por características individuais, experiências de vida especificas ou factores de ordem
contextual. Estes factores podem funcionar como indicadores inespecíficos e aparecem, frequentemente
associados. A sua associação potencia o risco de se verificarem situações de maus tratos.

Associados ao risco das crianças e jovens estão identificados alguns factores que importa conhecer. No
entanto, na sua avaliação, deve imperar sempre o bom senso do profissional, tendo em conta todo o
contexto da situação, uma vez que qualquer destes factores, isoladamente, pode não constituir um factor
de risco. É de assinalar que muitos dos factores que a seguir se descrevem, resultam de estudos
retrospectivos, desconhecendo-se ainda o grau de probabilidade de virem a construir uma situação de
risco.

2.4 – Caracteristicas individuais dos pais:

a) alcoolismo, toxicodependente;

b) perturbação da saúde mental ou física; antecedentes de comportamentos desviantes;

c) personalidade imatura e impulsiva; baixo auto-controle e reduzida tolerância às frustrações; grande


vulnerabilidade ao stress; baixo auto-estima;

d) atitude intolerante, indiferente ou excessivamente ansiosa face as responsabilidades relativas à


criação dos filhos, conduzindo à falência do sistema comunicacional de retroacção;

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e) incapacidade para admitirem que o filho foi ou possa ser maltratado e incapacidade para lhe oferecer
protecção no futuro;

f) antecedentes de terem sofrido maus tratos infantis:

g) idade muito jovem (inferior à 20 anos, sobretudo as mães);

h) gravidezes muito próximas;

i) baixo nível económico e cultural, inexperiência e falta de conhecimentos básicos sobre o processo de
desenvolvimento da criança:

j) desemprego;

k) perturbações no processo de vinculação com o filho (especialmente mãe/filho, no período pós-natal


precoce);

l) excesso de vida social ou profissional que dificulta o estabelecimento de relações positivas com os
filhos.

2.5 – Caracteristicas do menor

a) vulnerabilidade em termos de idade e de necessidades;

b) personalidade e temperamentos não ajustados aos pais;

c) prematuridade e baixo peso ao nascimento (mais frágeis, menos alerta, mais difíceis de calar);

d) perturbação da saúde mental ou física;

e) sexo.

2.6- Caracteristicas do contexto familiar (fontes de tensão):

a) gravidez indesejada:

b) família monoparental;

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c) família reconstruída com filhos de outras ligações;

d) família com muitos filhos;

e) famílias desestruturadas:

- relação disfuncional entre os pais (ex: situação de violência domestica, vínculos conjugais
pouco sólidos, mudança frequente de companheiro);

- crises na vida familiar (morte, separação, divorcio, etc);

- mudança frequente de residência ou emigração;

f) famílias com problemas socioeconómico e habitacionais (estrema pobreza, situações profissionais


instáveis e com más condições de trabalho, isolamento social – sem suporte na família alargada,
vizinhos ou amigos, ou mantendo com estes um relacionamento conflituoso).

2.7-As consequências dos traumatismos sobre o desenvolvimento psíquico

Estas consequências podem fazer sentir-se ao nível do funcionamento cerebral e fazem sempre sentir-se
ao nível psíquico.

Os bebés estão em constante evolução e interacção com o meio ambiente. Quanto mais jovem é a
criança, maior e a plasticidade do seu cérebro e maior é a sua sensibilidade aos estímulos. As reacções
do cérebro ao stress provocam alterações dos neuro-transmissores com a activação de estruturas
cerebrais. Se essas alterações se desencadeiam em períodos ditos «sensíveis» da maturação do sistema
nervoso central ou se prolongam no tempo, inscrevem-se de forma duradoura no funcionamento cerebral
e podem provocar alterações comportamentais permanentes (Prry et al., 1995)

A gravidade das consequências psíquicas dos traumatismos depende da idade da criança. Até aos 18
meses, a noção de perigo está sobretudo ligada à perda das figuras de vinculação. A partir dos 18 meses,
o desenvolvimento da linguagem, da capacidade simbólica, dos jogos, assim como da retenção mnésica
das relações e dos acontecimentos abrem caminho à representação mental dos afectos dos outros, de si
próprio dos acontecimentos. Esta recém-adquirida maturidade cognitiva e afectiva permite à criança a
partir dos 2 anos reconhecer as situações e começar a antecipá-la, nomeadamente as situações de perigo
real e externo.

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Capitulo II. Opções Metodologias do Estudo.

2.1 Hipóteses.

A autoestima em crianças vitimas de vitimas de maus-tratos em suas famílias, apresenta níveis baixos.

2.2 Variáveis:

Segundo Vaz Freixo “uma variável pode ser definida como qualquer característica da realidade que
pode tomar dois ou mais valores mutuamente exclusivos. Refere-se ainda a qualquer característica que
numa experiência é manipulada, medida ou controlada” (2011, p. 175).

Dependentes:

Autoestima

Independentes:

Maus tratos, sexo, idade

2.3 Grupo de sujeitos: 30 Crianças vitimas de maus-tratos em suas famílias no município de viana.

O nosso estudo tratar-se-á de um estudo exploratório, transversal, de natureza aplicada e de valoração


quanti-qualitativa.

2.4 Modo de investigação

A pesquisa insere-se no estudo descritivo, de corte transversal, de natureza aplicada, tendo uma
abordagem quantitativa, de carácter exploratório.

Será realizado um estudo Observacional, Descritivo, Transversal, de abordagem quantitativa e


qualitativa, de carácter exploratório, de natureza aplicada sobre o estudo da auto estima de crinças
vitimas de maus-tratos em suas familias no município de viana.

2.5 Instrumento de investigação

Para o nosso estudo usaremos como instrumentos de recolha de dados:

a) Técnica Bibliográfica ou Documental: consistiu na consulta de diversos textos e obras


científicas, que nos permitiu compreender com profundidade a problemática em estudo e a
construção sólida da base teórica do presente trabalho de investigação.
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b) A escala de auto estima: É uma modificação da escala de Pajares e Miller (1994) originalmente
desenvolvida e validada nos Estados Unidos, e posteriormente traduzida e adaptada por Brito
(2000). Foram feitas e promovidas adaptações necessárias para o melhor entendimento dos itens
que compõem os instrumentos. A escala contém 21 itens do tipo Thurstone, variando de
totalmente falsa (1 ponto) a totalmente verdadeira (8 pontos). A pontuação total na escala pode
variar de 21 a 168 pontos com ponto médio igual a 94,5, sendo que o autoconceito pode ser
classificado em: rebaixado, adequado e elevado.

2.6 Processamento tratamento de dados

Em função dos resultados obtidos, a análise e interpretação dos dados será realizada pelo programa
Microsoft Office Excel 2007. Para a organização e tratamento da informação utilizaremos gráficos
expressos respetivamente, em frequências e percentagens.

Realizaremos, finalmente, um estudo exploratório dos dados, de forma a avaliar os pressupostos


inicialmente estabelecidos.

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