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1.

INTRODUÇÃO

O projeto a seguir apresenta o memorial descritivo da instalação elétrica de uma


residência cuja planta baixa foi fornecida previamente pelo Professor Renato Pino.
As atividades técnicas relativas à confecção de um projeto de instalações elétricas
podem ser divididas nas seguintes etapas principais, que serão descritas nos itens
subseqüentes:
• Alocação dos pontos de consumo: consiste na distribuição de tomadas de uso
geral e específico, bem como dos pontos de luz;
• Alocação do Quadro de Distribuição: consiste na localização do quadro de
distribuição na planta civil;
• Traçado de eletrodutos: consiste na distribuição de eletrodutos, para a
alimentação dos pontos de consumo;
• Caixas de passagem: consiste na distribuição de caixas de passagem para a
instalação, para permitir conexões de condutores e sua manutenção futura;
• Definição de circuitos parciais: consiste na definição de circuitos parciais,
monofásicos ou bifásicos, que suprirão os diversos blocos de carga, nos quais a
carga total será dividida;
• Atribuição de cargas a circuitos parciais: consiste na definição de quais pontos de
consumo pertencem a cada um dos circuitos pré-definidos, de forma que cada
circuito seja dimensionado, controlado e protegido independentemente;
• Distribuição de condutores: consiste na distribuição dos condutores (fase, neutro e
proteção/terra) para cada um dos circuitos parciais, que alimentam os pontos de
consumo, através dos eletrodutos;
• Cálculo das correntes e dimensionamento dos condutores: consiste no cálculo da
corrente de cada um dos circuitos parciais, a partir da demanda dos pontos de
consumo que atende, possibilitando o dimensionamento dos condutores da
instalação, por critérios de carregamento e queda de tensão;
• Definição da proteção: que consiste no dimensionamento dos disjuntores de baixa
tensão a serem utilizados no quadro de distribuição.

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2. MEMORIAL DESCRITIVO

Com base na NBR 5410/2004 – Instalações elétricas de baixa tensão, o projeto foi
elaborado.

2.1. LEVANTAMENTO DE CARGAS

2.2. POTÊNCIAS MÍNIMAS DE ILUMINAÇÃO

Em relação a quantidade mínima de pontos de iluminação a NBR 5410 recomenda


pelo menos um ponto de luz no teto de cada cômodo comandado por um interruptor
de parede. A norma ainda determina que a potência mínima de iluminação é feita de
acordo com a área do cômodo em questão. Para cômodos com área inferior ou
igual 6m2 deve-se atribuir uma potências mínima de 100VA. Se a área for maior do
que 6m2 atribuí-se no mínimo 100VA para os primeiros 6m 2 e 60VA para cada
acréscimo de 4m2 inteiros.

No que diz respeito a Iluminação Externa da residência, adotamos uma arendela de


60 VA próxima a entrada da área de serviço. Como a Norma da NBR 5410 não
prevê sobre Iluminação Externa, este tópico fica a critério do projetista.

Com base nessas determinações da norma foram feitos os cálculos para


determinação da potência mínima de iluminação de cada cômodo da residência que
seguem abaixo:
Quarto 1 Banheiro
Área=8,96m2 Área=5,74m2
Carga=100VA Carga=100VA

Quarto 2 Haal
Área=8,96m2 Área=2,80m2
Carga=100VA Carga=100VA

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Bar Varandão
Área=2,00m2 Área=9,88m2
Carga=100VA Carga=100VA
Cozinha
Área=8,27m2 Sala de Estar
Carga=100VA Área=32,27m2
Carga= 580VA
Área de Serviço
Área=3,00m2 Gourmet
Carga=100VA Área=10,27m2
Carga da arandela=60VA Carga=160VA

2.3. QUANTIDADE E POTÊNCIA MÍNIMA DE PONTOS DE TOMADA DE USO


GERAL (TUG) E ESPECÍFICO (TUE)

Ponto de tomada é o ponto onde a conexão do equipamento à instalação elétrica é


feita através de tomada de corrente. A norma estabelece os seguintes critérios para
determinação das TUG’s:

cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6m2 → no mínimo um ponto


de tomada;
salas e dormitórios, independente da área, e cômodos ou dependências com mais
de 6m2 → no mínimo um ponto de tomada para cada 5m;
cozinhas, copas, áreas de serviço, lavanderias → no mínimo um ponto de tomada
para cada 3,5m, independentemente da área;
varanda, hall, garagem, sotãos → no mínimo um ponto de tomada;
banheiro → no mínimo um ponto de tomada junto ao lavatório com uma distância
mínima de 60 cm do limite do box.

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É recomendável prever uma quantidade de pontos de tomada maior do que o
mínimo calculado, assim deve-se acrescentar uma tomada às frações de perímetro
restantes.
Em relação às potências mínimas das tomadas a norma traz as seguintes
recomendações:
banheiros, cozinhas, copas, áreas de serviço e lavanderias → atribuir no mínimo
600VA por ponto de tomada, até três tomadas. Para as tomadas excedentes deve-
se atribuir 100VA por tomada;
demais cômodos ou dependências → atribuir no mínimo 100VA por tomada.

As tomadas de uso específico (TUE’s) são destinadas à ligação de equipamentos


fixos e estacionários, tais como chuveiro elétrico, ar condicionado, torneira elétrica e
máquina de lavar. Assim, a quantidade de TUE’s é determinada pelo número de
equipamentos que se pretende utilizar em uma dada posição fixa. Em relação à
potência deve-se atribuir a potência nominal do equipamento a ser utilizado.

Quarto 1
Perímetro= 5m+5m+2m= 12m → 3 TUG’s
Carga= 100VA+100VA=100VA= 300 VA

Quarto 2
Perímetro= 5m+5m+2m= 12m → 3 TUG’s
Carga= 100VA+100VA=100VA= 300 VA

Banheiro
1 TUG
Carga=600VA

Haal
1 TUG
Carga=100VA

6
Bar
1 TUG
Carga=100VA

Cozinha
Perímetro=3,5m+3,5m+ 3,5m+2,24m=12,74m →4 TUG’s
Carga=600VA+600VA+600VA+100VA=1900VA

Área de Serviço
Perímetro=3,5m+3,5m+ 0,20m= 7,20m →3 TUG’s
Carga=600VA+600VA+600VA=1800VA

Varandão
2 TUG’s
Carga=100VA+100VA=200VA

Sala de Estar
Perímetro= 5m+5m+5m+5m+5m+1,67m=26,67m → 6 TUG’s
Carga=100VA+100VA+100VA+100VA+100VA+100VA=600VA

Gourmet
Perímetro= 3,5m+3,5m+3,5m+ 2,65m=13,15m → 4 TUG’s
Carga=600VA+600VA+600VA+100VA=1900VA

Os dados referentes à quantidade e potência das TUG’s e TUE’s constam na tabela


1.

Tabela 1: Quantidade e potência mínima das tomadas de uso geral (TUG’s) e


específico (TUE’s).

Dimensões Quantidade Previsão de cargas

Dependências
Área Perímetro TUG’s TUE’s PTUG’s (VA) PTUE’s (W)
(m2) (m)

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Quarto 1 8,96 12 3 1 300 1400 ( ar
condicionado

Quarto 2 8,96 12 3 300

Banheiro 5,74 9,7 1 1 600 4600 (chuveiro


elétrico)

Hall 2,80 6,84 1 100

Bar 2,00 6,54 1 100

Cozinha 8,27 12,74 4 1900

Área de serviço 3,00 7,20 3 1 1800 1000(máquina


de lavar)

Varandão 9,88 2 200

Sala de Estar 38,27 26,67 6 600

Gourmet 10,27 13,15 4 1900

3. POTÊNCIA APARENTE E ATIVA

A Potência Aparente Total é a soma da potência de iluminação com a potência das


tomadas de uso geral. Já a Potência Ativa das tomadas de uso específico é a soma
das potências de todos os aparelhos que exigem seus circuitos exclusivos, ou seja,
os aparelhos de uso específico (TUE’s).

Tabela 2 - Potência Aparente Total e Potência Ativa das Tomadas de Uso específico

Potência Aparente Total (VA) Potência Ativa das TUEs (W)

9400 7000

Visto que nem todos os aparelhos são utilizados simultaneamente na residência,


devemos utilizar o fator de potência com a finalidade de correção da Potência

8
Aparente Total (VA) e da Potência Ativa das TUEs (W). Nos projetos elétricos
utilizam-se os seguintes fatores de potência (FP):

Tabela 3 - Fatores de Potência da Iluminação e das Tomadas de Uso Geral

FP de Iluminação FP de TUG’s

1,0 0,8

Potência Aparente de Iluminação = 1600 VA


Potência Aparente de Tomadas de Uso Geral = 7800 VA
Potência Ativa de Tomadas de Uso Específico = 7000 W
Potência Ativa de Iluminação = 1600 VA x 1,0 = 1600 W
Potência Ativa de Tomadas de Uso Geral = 7800 VA x 0,8 = 6240 W

Potência Ativa Total= Potência Ativa de Iluminação + Potência Ativa das TUG’s +
Potência Ativa das TUE's

Potência Ativa Total = 1600 W + 6240 W + 7000 W = 14840 W

Com o cálculo da Potência Ativa Total, podemos estabelecer o Tipo de


Fornecimento e Tensão de acordo com a NBR para o Projeto Elétrico. Desse modo,
temos a seguinte classificação:

Até 12000W
Fornecimento Monofásico
feito a dois fios: uma fase e um neutro
tensão de 127V

Acima de 12000W até 25000W


Fornecimento Bifásico
feito a três fios: duas fase e um neutro
tensões de 127V e 220V

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Acima de 25000W até 75000W
Fornecimento Trifásico
feito a quatro fios: três fase e um neutro
tensões de 127V e 220V

Como a potência ativa total obtida é de 14840 W e está no intervalo de 12kW < Pt <
25kW, o tipo de fornecimento adotado é bifásico com tensão entre fase e neutro de
127 V, e entre fase e fase de 220V, de acordo com o padrão estabelecido em
Salvador- BA. Logo, neste projeto elétrico o fornecimento será bifásico.

4. DIVISÃO DOS CIRCUITOS ELÉTRICOS

A instalação elétrica de uma residência deve ser dividida em circuitos terminais, de


forma que possa ser realizada de forma fácil a manutenção, isolamento de um
circuito defeituoso e que reduza o risco a interferência entre os pontos de luz e
tomadas de diferentes áreas, reduz a queda de tensão e corrente nominal, e facilita
no dimensionamento das seções dos condutores com menor seção.
De acordo com a ABNT NBR 5410, é necessário que os circuitos de
iluminação sejam separados dos de tomadas de uso geral, e os de tomada de uso
específico com corrente nominal superior a 10 A deve possuir um circuito
independente.
A ABNT NBR 5410, também prevê que os circuitos terminais devem ser divididos
em circuitos de iluminação, circuitos de pontos de tomadas e circuitos
independentes, de maneira separada.
Recomenda-se que circuitos de iluminação e tomadas não ultrapasse a potência de
1270 W em tensão de 127 V e 2200 W em tensão de 220 V. Além disso, todos os
pontos de tomada de cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço,
lavanderias e locais semelhantes devem ser atendidos por circuitos exclusivos.
Deve-se evitar circuitos terminais muito carregados, pois, resulta numa seção
nominal dos condutores grande, ocasionando na dificuldade de passagem
eletroduto. É aconselhável a utilização de no máximo 5 circuitos por eletroduto, pois
desta forma evitaria um maior aquecimento e um menor diâmetro para os
eletrodutos, sem causar assim nenhum dano estrutural.

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5. CÁLCULO DAS CORRENTES IB E IC

É necessário o cálculo dessas correntes para posteriormente calcular as seções


(bitolas) dos fios. Sendo IB a corrente de projeto, e IC a corrente calculada. Quando
vários fios são agrupados num mesmo eletroduto, com passagem de corrente, eles
se aquecem e há o risco de ocorrer um curto-circuito. Desta forma, é necessário que
usar cabos com maiores bitolas para evitar esse aquecimento. Então Ic é corrigida
por um fator de agrupamento (f), resultando numa maior corrente Ib, que serve para
dimensionar as bitolas.
Para iniciar o cálculo, devemos somar as potências ativas de iluminação e de
tomada de uso geral (após a utilização com o fator de potência), a fim de obtermos
o valor da Potência Instalada na residência.
Potência Instalada = 1600 W + 6240 W = 7840 W
A Potência Instalada ocorreria se todos os circuitos funcionassem ao mesmo tempo
com a carga máxima para qual foram projetados. Entretanto, como isso não ocorre
na prática devemos utilizar o fator de demanda correspondente a essa faixa de
potência. O fator de demanda representa a porcentagem do quanto das potências
previstas (instaladas) serão utilizadas simultaneamente, sendo útil para que os
componentes do circuito de distribuição não sejam superdimensionados. Assim,
multiplicou-se a potência instalada pelo fator de demanda correspondente, que pode
ser encontrado na tabela abaixo:

Tabela 4 - Fatores de Demanda para Potência Instalada

11
Com isso, temos que para o nosso projeto, a potência instalada se encontro no
intervalo entre 7001 e 8000, usou-se o fator de demanda igual a 0,35. Portanto,
obtemos que:

Demandada máxima (Iluminação e TUG’s): 7840W x 0,35 = 2744 W


Em seguida, devemos somar as potências instaladas dos circuitos independentes
(tomada de uso específico) e multiplicar pelo fator de demanda correspondente, que
pode ser obtido na tabela abaixo:
Tabela 5 - Fatores de Demanda para TUE’s

Na residência possuímos 3 tomadas de uso específico: Ar condicionado, Chuveiro


Elétrico e Máquina de Lavar Roupa. Multiplicando a Potência Ativa das TUE’s pelo
Fator de Demanda correspondente na tabela obtemos:
Demanda Máxima (TUE’s) 7000 W x 0,84 = 5880 W
Em seguida, devemos somar as demandas máximas de iluminação, pontos de
tomada e circuitos independentes.
Demanda Máxima = 2744 W + 5880W = 8624 W
A Demanda Máxima Calculada acima essa demanda máxima corresponde a
potência instalada. Para encontrar as correntes é necessário que transformar o valor
calculado para potência aparente, divide pelo fator de potência 0,95.
Potência Aparente (W) - Circ. de Distribuição = 8624 / 0,95 =9077,89
Determinada a potência aparente do circuito de distribuição, devemos calcular Ic.
Para realizar este cálculo,efetua-se a divisão da potência aparente obtida pela
tensão utilizada em cada circuito. Todos os circuitos,exceto os circuito de TUE’s
possuem 127 V. O circuito das TUE’s possui 220 V.

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Os circuitos do projeto elétrico foram divididos segundo a tabela abaixo:

Tabela 6 - Divisão dos Circuitos no Projeto Elétrico e Correntes de Projeto (Ic)

Circuito Tensão [V] Local Potência Corrente [A]

Nº Tipo Quantidade x TOTAL


Potência [VA] [VA]

1 Iluminação 127 Gourmet 1 x 160 620 4,88

Cozinha 1 x 100

Varandão 1 x 100

Á. Serviço 1 x 100

Hall 1 x 100

Arandela 1 x 60

2 Iluminação 127 Sala de Estar 1 x 100 + 8 x 60 980 7,72

Quarto 01 1 x 100

Quarto 02 1 x 100

Banheiro 1 x 100

Bar 1 x 100

3 Social ¹(TUG’s) 127 Banheiro 1 x 600 1200 9,45

Quarto 01 3 x 100

Quarto 02 3 x 100

13
4 Social²(TUG’s) 127 Varandão 2 x 100 1000 7,87

Sala de Estar 6 x 100

Hall 1 x 100

Bar 1 x 100

5 Serviço¹(TUG´s) 127 Cozinha¹ 2 x 600 1200 9,45

6 Serviço²(TUG´s) 127 Cozinha² 1 x 600 + 1 x 100 700 5,51

7 Serviço³(TUG´s) 127 Gourmet¹ 2 x 600 1200 9,45

8 Serviço4(TUG´s) 127 Gourmet² 1 x 600 + 1 x 100 700 5,51

9 Serviço5(TUG´s) 127 Área de 2 x 600 1200 9,45


Serviço¹

10 Serviço6(TUG´s) 127 Área de 1 x 600 600 4,72


Serviço²

11 PTUE´S 220 Ar 1 x 1400 1400 6,36


Condicionado

12 PTUE´S 220 Chuveiro 1 x 4600 4600 20,91


Elétrico

13 PTUE´S 220 Máquina de 1 x 1000 1000 4,55


Lavar Roupas

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5.1 CÁLCULO DA CORRENTE IB

Para determinar a corrente de projeto, de cada circuito, dividimos a corrente de


circuito calculada anteriormente (Ic) pelo fator de agrupamento correspondente, este
é determinado pela tabela a seguir:

Tabela 7 - Tabela de Fator de Agrupamento

Tabela 8 - Correntes de Projeto (Ib)

Nº de circuitos
Nº do circuito Corrente [A]
agrupados

7,51
1 4

11,03
2 3

14,54
3 4

11,24
4 3

15
13,5
5 3

7,87
6 3

13,5
7 3

7,87
8 3

14,54
9 4

7,26
10 4

9,78
11 4

32,17
12 4

13 4 7

Obs: O cálculo do Ib pode ser utilizado para dimensionar o eletroduto do trecho


mais crítico. Verificando em planta, podemos notar que trecho mais crítico, ou seja,
o trecho com maior número de condutores é o que segue da Caixa de Distribuição
direto para a Área de Serviço. Neste trecho de eletroduto, possuímos 4 circuitos
(1,9,10 e 13). Logo, pela tabela acima para 4 circuitos o fator de agrupamento é
0,65. No entanto, foram calculado o valor de Ib para todos os circuitos, como visto
na tabela acima.

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6. DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES POR CORRENTE

Dimensionar um condutor consiste em determinar a seção mínima do mesmo,


garantindo que estes suportem os limites de temperatura determinado pela
capacidade de condução de corrente em regime permanente, sobrecarga e curto
circuito por tempo limitado. Os condutores devem também suportar os esforços
quando em redes aéreas e os limites de queda de tensão. Segundo a NBR 5410 a
seção mínima para os condutores de iluminação é de 1,5mm 2 e para as tomadas de
uso geral e específico (força) a seção mínima equivale a 2,5mm2.
Para o dimensionamento dos circuitos considerou-se que os mesmos têm isolação
de PVC (Pirastic flex) embutido em alvenaria. Assim, conforme a tabela 7 o modo de
instalação de todos circuItos é B1. Por meio da Tabela 8 que apresenta dados de
seções nominais de acordo com a capacidade de condução em ampères, obteve-se
a seção nominal de cada circuito. Seguem abaixo os cálculos do dimensionamento
do condutor fase de cada circuito.

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Tabela 9: Tipo de linha elétrica versus modo de instalação.

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Tabela 10: Capacidade de condução de corrente em ampères fio pirastic, cabo
pirastic, cabo pirastic flex, cabo sintenax e cabo sintenax flex.

Circuito 1
Seção mínima=1,5mm2
Ib=7,51 A
Tabela 8 → Seção nominal= 0,5mm2

Circuito 2
Seção mínima=1,5mm2
Ib=11,03 A
Tabela 8 → Seção nominal= 1,0mm2.

Circuito 3
Seção mínima=2,5mm2
Ib=14,54 A
Tabela 8 → Seção nominal= 1,5mm2.

Circuito 4
Seção mínima=2,5mm2
Ib=11,24 A
Tabela 8 → Seção nominal= 1,0mm2.

19
Circuito 5
Seção mínima=2,5mm2
Ib=13,5 A
Tabela 8 → Seção nominal= 1,0mm2

Circuito 6
Seção mínima=2,5mm2
Ib= 7,87 A
Tabela 8 → Seção nominal= 0,5 mm2

Circuito 7
Seção mínima=2,5mm2
Ib= 13,5 A
Tabela 8 → Seção nominal= 1,0 mm2

Circuito 8
Seção mínima=2,5mm2
Ib= 7,87 A
Tabela 8 → Seção nominal= 0,5 mm2

Circuito 9
Seção mínima=2,5mm2
Ib= 14,54 A
Tabela 8 → Seção nominal= 1,5 mm2

Circuito 10
Seção mínima=2,5mm2
Ib= 7,26 A
Tabela 8 → Seção nominal= 0,5 mm2

Circuito 11
Seção mínima=2,5mm2
Ib= 9,78 A
Tabela 8 → Seção nominal= 0,75mm2

Circuito 12
Seção mínima=2,5mm2
Ib= 32,17 A
Tabela 8 → Seção nominal= 6 mm2

Circuito 13
Seção mínima=2,5mm2
Ib= 7,0 A
Tabela 8 → Seção nominal= 0,5 mm2

20
7. DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES POR TENSÃO

7.1 QUEDA DE TENSÃO UNITÁRIA

A queda de tensão não deve ser superior ao limite máximo de 7% estabelecido pela
NBR 5410 para não comprometer o funcionamento dos equipamentos conectados
aos circuitos terminais ou de utilização. A queda de tensão de uma instalação
elétrica, desde a origem até o ponto mais afastado de utilização de qualquer circuito
deve atender aos critérios estabelecidos pela norma. Assim, entre o quadro de
terminal e os pontos de iluminação e tomada adotou-se uma queda de tensão
admissível de 2%.
Para o cálculo da queda de tensão unitária utilizou-se a seguinte equação:

𝑒(%) 𝑥𝑉
△ 𝑉 𝑢𝑛𝑖𝑡 = 𝐼𝑐 𝑥 𝐿 , onde

△ 𝑉 𝑢𝑛𝑖𝑡 = queda de tensão unitária em volt/ampère.Km


e(%)= queda de tensão admissível (2%)
V= tensão (127V e 220V)
Ic= corrente de projeto em A
L= comprimento do circuito em Km.

Após o cálculo da queda de tensão unitária obtém-se o valor da seção nominal


consultando a Tabela 9 de queda de tensão em V.A/Km. Localizando a coluna do fio
pirastic, circuito monofásico com FP=0,95 encontra-se um valor inferior ao calculado para a
queda de tensão obtendo na primeira coluna o valor correspondente da seção nominal.

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Tabela 11: Queda de tensão em V.A/Km. Fio Pirastic, Cabo Pirastic e Cabo Pirastic Flex.

Tabela 12: Dimensionamento da seção nominal dos condutores fase pelo critério de queda
de tensão.

Seção
Corrente de Comprimento do ∆𝑉 𝑢𝑛𝑖𝑡(V.A/km) nominal
Circuitos Tensão (V)
projeto (A) circuito (Km)
(mm2)

1 127 4,88 0,0147 35,41 1,5

2 127 7,72 0,0109 30,18 1,5

3 127 9,45 0,01345 19,98 2,5

4 127 7,87 0,01385 23,30 2,5

5 127 9,45 0,00475 56,59 1,5

6 127 5,51 0,00575 80,17 1,5

7 127 9,45 0,00620 43,35 1,5

8 127 5,51 0,00695 66,33 1,5

9 127 9,45 0,00490 54,85 1,5

10 127 4,72 0,00615 87,50 1,5

11 220 6,36 0,00535 129,31 1,5

12 220 20,91 0,00550 38,26 1,5

22
13 220 4,55 0,00425 227,54 1,5

7.2 MÉTODO WATT.METRO

Para o dimensionamento dos condutores pelo método Watt.metro deve-se calcular o


somatório do produto da potência pelo comprimento ∑(𝑃(𝑤𝑎𝑡𝑡)𝑥 𝐿(𝑚)) e encontrar uma
valor superior a esse somatório nas tabelas que seguem abaixo. Deve-se escolher cada
tabela conforme a tensão de 127V e 220V.

Tabela 13: Seção nominal versus somatório do produto de potências para tensão de 127V.

Tabela 14: Seção nominal versus somatório do produto de potências para tensão de 127V.

Os cálculos para o dimensionamento por watt.metro por circuito para as tomadas de


uso geral e específico seguem abaixo. Não utilizamos esse método para
dimensionar os circuitos de iluminação 1 e 2. Esses circuitos foram dimensionados
apenas pela queda de tensão unitária.

● Circuito 3
Banheiro → ∑ = (4,35 𝑥480) = 2080𝑤𝑎𝑡𝑡. 𝑚

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Quarto 1 → ∑ = (3,75 𝑥80) + (4,55 𝑥80) + (5,65 𝑥80) = 1116 𝑤𝑎𝑡𝑡. 𝑚
Quarto 2 → ∑ = (4,65𝑥80) + (6,7𝑥80) + ( 7,95𝑥80) = 1544 𝑤𝑎𝑡𝑡. 𝑚
Total= 4748 watts.m → (𝑇𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎 13) 𝑆𝑒çã𝑜 𝑁𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 = 1,5 𝑚𝑚²

● Circuito 4
Sala → ∑ = (4,05𝑥80) + ( 4,55𝑥80) + (4,4𝑥80) + (5𝑥80) + (4,3𝑥80) + (4,8𝑥80) =
2168 𝑤𝑎𝑡𝑡. 𝑚

Varandão → ∑ = (5,3𝑥80) + (5,55𝑥80) = 868 𝑤𝑎𝑡𝑡. 𝑚


Hall → ∑ = (2,0𝑥80) = 160 𝑤𝑎𝑡𝑡. 𝑚
Bar → ∑ = (1,5𝑥80) = 120 𝑤𝑎𝑡𝑡. 𝑚
Total= 3316 watts.m → (𝑇𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎 13) 𝑆𝑒çã𝑜 𝑁𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 = 1,5 𝑚𝑚²

● Circuito 5
Cozinha → ∑ = (4,5𝑥 480) + ( 5𝑥480) = 4560 𝑤𝑎𝑡𝑡. 𝑚
Total= 4560 watts.m → (𝑇𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎 13) 𝑆𝑒çã𝑜 𝑁𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 = 1,5 𝑚𝑚²

● Circuito 6
Cozinha → ∑ = (5,5𝑥840) + ( 6𝑥80) = 3120 𝑤𝑎𝑡𝑡. 𝑚
Total= 3120 watts.m → (𝑇𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎 13) 𝑆𝑒çã𝑜 𝑁𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 = 1,5 𝑚𝑚²

● Circuito 7
Goumert → ∑ = (5,85𝑥480) + ( 6,45𝑥480) = 5904 𝑤𝑎𝑡𝑡. 𝑚
Total= 5904 watts.m → (𝑇𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎 13) 𝑆𝑒çã𝑜 𝑁𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 = 1,5 𝑚𝑚²
● Circuito 8
Goumert → ∑ = (7 𝑥480) + ( 7,5 𝑥80) = 3960 𝑤𝑎𝑡𝑡. 𝑚
Total= 3960 watts.m → (𝑇𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎 13) 𝑆𝑒çã𝑜 𝑁𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 = 1,5 𝑚𝑚²

● Circuito 9
Área de serviço→ ∑ = (3,8𝑥480) + ( 4,5𝑥480) = 3984 𝑤𝑎𝑡𝑡. 𝑚
Total= 3984 watts.m → (𝑇𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎 13) 𝑆𝑒çã𝑜 𝑁𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 = 1,5 𝑚𝑚²

● Circuito 10
Área de serviço→ ∑ = (4,7𝑥480) = 2256 𝑤𝑎𝑡𝑡. 𝑚
Total= 2256 watts.m → (𝑇𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎 13) 𝑆𝑒çã𝑜 𝑁𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 = 1,5 𝑚𝑚²

● Circuito 11
Ar condicionado → ∑ = (5,85𝑥1400) = 8190 𝑤𝑎𝑡𝑡. 𝑚
Total= 8190 watts.m → (𝑇𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎 14) 𝑆𝑒çã𝑜 𝑁𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 = 1,5 𝑚𝑚²

● Circuito 12
Chuveiro Elétrico → ∑ = (4𝑥4600) = 18400 𝑤𝑎𝑡𝑡. 𝑚
Total= 18400 watts.m → (𝑇𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎 14) 𝑆𝑒çã𝑜 𝑁𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 = 1,5 𝑚𝑚²

● Circuito 13
Máquina de Lavar roupas → ∑ = ( 4,3𝑥1000) = 4300 𝑤𝑎𝑡𝑡. 𝑚
Total= 4300 watts.m → (𝑇𝑎𝑏𝑒𝑙𝑎 14) 𝑆𝑒çã𝑜 𝑁𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 = 1,5 𝑚𝑚²

24
Para o dimensionamento dos condutores fase utilizamos os critérios da seção
mínima, do dimensionamento por corrente e por queda de tensão (unitária e
watts.m). A seção nominal dos condutores fase será a maior seção obtida pelos três
métodos (Tabela 15).

Tabela 15: Seção nominal do condutor fase em mm2.


Seção nominal do
Circuito
condutor fase (mm2)

1 1,5

2 1,5

3 2,5

4 2,5

5 2,5

6 2,5

7 2,5

8 2,5

9 2,5

10 2,5

11 2,5

12 6,0

13 2,5

Segundo a NBR 5410 o dimensionamento dos condutores neutro é feito com base
na seção nominal dos condutores fase. Para circuitos monofásicos e bifásicos o
condutor neutro deve possuir no mínimo a mesma seção do condutor fase. Já em
circuitos trifásicos a seção nominal do neutro pode ser a mesma do condutor fase
quando a seção nominal deste for menor ou igual a 25mm 2; para seções maiores do
que 25mm2 deve-se consultar a tabela da norma que relaciona as seções nominais
dos condutores fase e neutro. Como o fornecimento da residência em questão é
bifásico as seções mínimas dos condutores neutro serão iguais às dos condutores
fase.

25
O dimensionamento da seção mínima do condutor de proteção (Terra) também é
feito conforme a seção nominal do condutor fase conforme a tabela 16.

Tabela 16: Seções mínimas dos condutores de proteção.

Segue abaixo a tabela 17 com o dimensionamento dos condutores fase, neutro e


terra de cada circuito da residência.

Tabela 17: Seções nominais dos condutores fase, neutro e terra (proteção).

Seções nominais (mm2)


Circuito
Fase Neutro Terra

1 1,5 1,5 1,5

2 1,5 1,5 1,5

3 2,5 2,5 2,5

4 2,5 2,5 2,5

5 2,5 2,5 2,5

6 2,5 2,5 2,5

26
7 2,5 2,5 2,5

8 2,5 2,5 2,5

9 2,5 2,5 2,5

10 2,5 2,5 2,5

11 2,5 2,5 2,5

12 6,0 6,0 6,0

13 2,5 2,5 2,5

8. DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTOS

De acordo com a norma o dimensionamento do eletroduto deve permitir instalar e


retirar facilmente condutores e cabos após a instalação dos eletrodutos e
acessórios. Para isso a taxa mínima de ocupação da área da seção transversal do
eletroduto não pode ser superior a:
53% no caso de um condutor ou cabo;
31% no caso de dois condutores ou cabos;
40% no caso de três ou mais condutores ou cabos.

No caso da residência em questão será dimensionado o eletroduto mais crítico, ou


seja, aquele que comporta o maior número de circuitos. Assim, para os demais
eletrodutos da residência será adotado o mesmo diâmetro do eletroduto mais crítico.
O eletroduto que sai do quadro de distribuição para a área de serviço é o que possui
maior número de circuitos (4 circuitos: 1,9,10 e 13 com fase e neutro cada e um
condutor terra).

Eletroduto
Circuito 1: fase (1,5mm2) e neutro (1,5mm2)
Circuito 9: fase (2,5mm2) e neutro (2,5mm2)
Circuito 10: fase (2,5mm2) e neutro (2,5mm2)
Circuito 13: fase (2,5mm2) e neutro (2,5mm2)
Terra (2,5mm2)

27
De acordo com a tabela 15 obtivemos as áreas totais correspondentes às seções
nominais de 1,5 mm2 e 2,5 mm2 para o material Pirastic flex antiflan.

𝑆(1,5) = 7,1 𝑚𝑚²


𝑆(2,5) = 10,2 𝑚𝑚²

Tabela 18: Área total e diâmetro externo correspondente a cada seção nominal de acordo
com o material de isolação.

Logo, pela tabela 19 que relaciona seção nominal com a bitola do eletroduto procurou-se
uma seção nominal superior a encontrada e concluiu-se que a bitola mínima é ¾’’.

28
Tabela 19: Seção nominal versus Bitola para dimensionamento de eletrodutos.

9. DIMENSIONAMENTO DO DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO SOBRECARGA

Para que seja possível dimensionar o disjuntor do quadro do medidor é necessário


conhecer a potência total instalada que determinou o tipo de fornecimento e o tipo
de sistema de distribuição da companhia de eletricidade local.
• Potência total instalada: 14840 W
• Sistema de distribuição: Estrela com neutro aterrado

Tabela 20 - Utilizada para dimensionar o disjuntor (norma ND. 10 da Elektro)

Como 14,84 kW está entre 10 e 15 kW, a corrente nominal do disjuntor será de 60 A.

29
O Dimensionamento de Dispositivos de Proteção a Sobrecarga deve satisfazer as
seguintes condições:
Ib< In <Iz
I2 < 1,45 *Iz
I2 = K In

Sendo :
Ib = Corrente de Projeto
In = Corrente Nominal de Proteção
Iz = Capacidade de Condução dos Condutores
I2 = Corrente de Atuação
K = Fator da Corrente do Dispositivo de Proteção - NBR 5361- K =1,35
Conforme a Tabela 8, podemos encontrar o valor de Iz para cada seção nominal
dos condutores fase de cada circuito. Os resultados de dimensionamentos dos
Dispositivos de Proteção a Sobrecarga constam na Tabela 20.

Tabela 21 - Resultado do Dimensionamento dos Dispositivos de Proteção a Sobrecarga

Circuito Tensão Local Potência Corrente Seção Corrente


[V] [A] do nominal de
condu Proteção(A)

Nº Tipo Quant. x TOTAL tor

Potência [VA] (mm²)

[VA]

1 Iluminação 127 Gourmet 1 x 160 620 4,88 1,5 10

Cozinha 1 x 100

Varandão 1 x 100

Á. Serviço 1 x 100

Hall 1 x 100

30
Arandela 1 x 60

2 Iluminação 127 Sala de 1 x 100 980 7,72 1,5 10


Estar + 8 x 60

Quarto 01 1 x 100

Quarto 02 1 x 100

Banheiro 1 x 100

Bar 1 x 100

3 Social 127 Banheiro 1 x 600 1200 9,45 2,5 10


¹(TUG’s)
Quarto 01 3 x 100

Quarto 02 3 x 100

4 Social²(TU 127 Varandão 2 x 100 1000 7,87 2,5 10


G’s)
Sala de 6 x 100
Estar
1 x 100
Hall
1 x 100
Bar

5 Serviço¹(T 127 Cozinha¹ 2 x 600 1200 9,45 2,5 10


UG´s)

6 Serviço²(T 127 Cozinha² 1 x 600 700 5,51 2,5 10


UG´s) +1x

31
100

7 Serviço³(T 127 Gourmet¹ 2 x 600 1200 9,45 2,5 10


UG´s)

8 Serviço4(T 127 Gourmet² 1 x 600 700 5,51 2,5 10


UG´s) +1x
100

9 Serviço5(T 127 Área de 2 x 600 1200 9,45 2,5 10


UG´s) Serviço¹

10 Serviço6(T 127 Área de 1 x 600 600 4,72 2,5 10


UG´s) Serviço²

11 PTUE´S 220 Ar 1 x 1400 1400 6,36 2,5 10


Condicion
ado

12 PTUE´S 220 Chuveiro 1 x 4600 4600 20,91 6,0 25


Elétrico

13 PTUE´S 220 Máquina 1 x 1000 1000 4,55 2,5 10


de Lavar
Roupas

9.1 DIMENSIONAMENTO DOS DISPOSITIVOS DR

O dispositivo DR (Diferencial Residual) serve para garantir a proteção das pessoas contra
choques elétricos por contato direto ou indireto. Para dimensioná-lo, precisamos determinar
a corrente nominal e a corrente diferencial-residual de atuação.

A NBR 5410:2004 estabelece que, no caso de DRs de alta sensibilidade, o valor máximo
para a corrente diferencial nominal de atuação é de 30mA. De modo geral, as correntes
nominais típicas dos dispositivos comerciais são 25, 40, 63, 80 e 100 A.

32
Para o dimensionamento dos interruptores DR, utilizamos a seguinte tabela abaixo:
Tabela 22 - Corrente Nominal DR

Observação: A corrente nominal (In) do dispositivo DR deve ser maior ou igual à


corrente do disjuntor. Na maioria das vezes, nas instalações elétricas residenciais
ou similares, a corrente diferencial residual nominal (IDn) do dispositivo DR é de 30
mA, ou seja, se o dispositivo DR detectar uma fuga de corrente de 30 mA,
automaticamente o circuito é desligado.
Após o cálculo da corrente nominal do disjuntor, podemos obter a corrente nominal
do dispositivo DR de cada circuito:

Tabela 22 - Corrente Nominal do dispositivo DR

Circuito IDR(A)

1 25

2 25

3 25

4 25

5 25

6 25

7 25

8 25

9 25

33
10 25

11 25

12 40

13 25

34
CONCLUSÃO

O projeto de Instalações elétricas é fundamental para garantir segurança, conforto,


confiança e bem estar para o cliente e o engenheiro projetista da obra. Neste
trabalho foram apresentados o memorial descritivo e o memorial de cálculo de todo
o projeto elétrico residencial. Além, de trechos da NBR 5410 e planta baixa da
residência. Logo, após a realização de todo levantamento bibliográfico, cálculos e
dimensionamento para construção do projeto elétrico residencial, faz-se necessário
reiterar a importância de sua elaboração anteriormente a construção da casa, ou
seja, durante a fase de planejamento do projeto.

35
REFERÊNCIAS
Normais técnicas da ABNT:
NBR 5410 / 97 – Instalações elétricas de baixa tensão;
NBR 5443 / 77 – Sinais e símbolos para Eletricidade.
NBR 5443 / 05 – Símbolos gráficos para instalações elétricas prediais

36
ANEXOS

37