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1 INDEFERIMENTO DA INICIAL E RECURSOS DECORRENTES

A primeira atuação do juiz no processo é o juízo de admissibilidade da petição inicial.


Haverá três alternativas: pode encontrá-la em termos, caso em que determinará o
prosseguimento com a citação do réu (ou até com o julgamento imediato, nas hipóteses do art.
332); pode constatar a necessidade de algum esclarecimento, ou a solução de algum defeito ou
omissão, caso em que concederá prazo ao autor para emendá-la; pode verificar que há um vício
insanável, ou que não foi sanado pelo autor, no prazo que lhe foi concedido, caso em que
proferirá sentença de indeferimento da inicial. Essa última é a que nos interessa, no presente
item.
O art. 330 do CPC trata do tema, apresentando numerosas hipóteses de indeferimento.
No curso do processo, e a qualquer tempo, o juiz pode, constatada a existência de alguma
das hipóteses do art. 485, extinguir o processo sem resolução de mérito. Mas a expressão
"indeferimento de inicial" deve ficar reservada à hipótese em que o juiz põe fim ao processo
antes de determinar que o réu seja citado, no momento em que faz os primeiros exames de
admissibilidade.
As hipóteses do art. 330, de indeferimento da inicial, resultam todas na extinção do
processo sem resolução de mérito. As hipóteses são as seguintes:
a) Inépcia: é a inaptidão da inicial para produzir os resultados almejados, seja por
falta de pedidos seja por falta de fundamentação. O§ 1° do art. 330 considera
inepta a inicial quando não contiver pedido ou causa de pedir; o pedido for
indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido
genérico; da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão; ou
contiver pedidos incompatíveis entre si.
b) Quando a parte for manifestamente ilegítima. O "manifestamente" foi utilizado
pelo legislador para expressar que a ilegitimidade de parte há de ser indubitável,
podendo ser detectada prima facie no exame da inicial.
c) Quando ao autor carecer de interesse processual. Essa hipótese, somada à
anterior, completa o quadro relacionado às condições da ação, cuja falta, se
'detectável desde logo, ensejará o indeferimento da inicial, e se constatada a
posteriori, levará à extinção sem resolução de mérito.
d) Quando, postulando em causa própria, o advogado não cumprir as
determinações do art. 106, e quando o autor não emendar a inicial, na forma do
art. 321.
1.1 INDEFERIMENTO DA INICIAL

Estabelece o art. 330 os casos em que a petição inicial deve ser indeferida, o que
acarretará a extinção do processo sem resolução do mérito (art. 485, I). Vale recordar, porém,
que só se extinguirá o processo sem resolução do mérito quando não for possível corrigir-se o
vício, dado o princípio da primazia da resolução do mérito. Pois é exatamente por isso que se
afirma na lei processual, expressamente, que a petição inicial será indeferida quando não
atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321 (art. 330, IV), isto é, quando – tendo o juiz
verificado não haver sido preenchido algum requisito da petição inicial – não tenha o autor a
corrigido ou completado, emendando a inicial, no prazo de quinze dias (art. 321), ou quando,
não havendo na petição inicial a indicação dos endereços do advogado do demandante, não
tenha sido o vício corrigido em cinco dias (art. 106, § 1o).
A petição inicial será indeferida quando for inepta (art. 330, I). Considera-se inepta a
inicial quando lhe faltar pedido ou causa de pedir (art. 330, § 1o, I), quando o pedido for
indeterminado e não for caso de admissão de pedido genérico (art. 330, § 1o, II), quando da
narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão (art. 330, § 1o, III) ou quando contiver
pedidos incompatíveis entre si (art. 330, § 1o, IV).
Tem-se, ainda, por inepta a petição inicial quando, tendo a demanda por objeto a revisão
de obrigação decorrente de empréstimo, financiamento ou alienação de bens (e essa
enumeração de contratos é meramente exemplificativa, aplicando-se a regra aqui mencionada
a contratos análogos aos enumerados no texto legal: FPPC, enunciado 290), o autor não tenha
discriminado, na petição inicial, dentre as obrigações contratuais, aquelas que pretende discutir,
quantificando o valor incontroverso do débito (art. 330, § 2o). Esta exigência é feita para o fim
de assegurar que, no curso do processo, os valores incontroversos continuem a ser pagos (art.
330, § 3o).
Também será indeferida a petição inicial se o juiz verificar a ausência de alguma
“condição da ação” (art. 330, II e III), conceito que já foi anteriormente estudado neste trabalho.
Indeferida a petição inicial, é possível a interposição de apelação, facultado ao juiz o
exercício do juízo de retratação, no prazo (impróprio) de cinco dias (art. 331). Caso haja
retratação, a petição inicial não estará mais indeferida, e o processo seguirá regularmente, com
a citação do réu.
De outro lado, caso não haja retratação, mantendo o juiz sua decisão de indeferimento,
o réu será citado para oferecer contrarrazões ao recurso (art. 331, § 1o). Trata-se de dispositivo
ensejador de um retrocesso. Explique-se: este sistema já foi adotado no direito processual civil
brasileiro, até 1994. No final desse ano foi editada uma lei que reformou o CPC de 1973,
estabelecendo que no caso de haver apelação contra sentença de indeferimento da petição inicial
o réu não seria mais citado para oferecer contrarrazões, só ocorrendo a citação se o recurso
viesse a ser provido. Tratava-se de um sistema muito mais lógico. Não há qualquer razão para,
indeferida a petição inicial, trazer-se ao processo o réu, através de uma citação, para que ele
tenha oportunidade de dizer que a sentença apelada está correta e que ele realmente não deveria
ter sido citado. O réu terá sido citado para dizer que não deveria ter sido citado.
Pelo sistema inaugurado com a reforma legislativa operada em 1994, o réu só seria
citado se o recurso fosse provido (e, por conseguinte, se tivesse a petição inicial como apta para
permitir o desenvolvimento regular do processo), sendo certo que, por força do princípio do
contraditório, nada impediria que o réu, uma vez citado, tornasse a suscitar a existência do vício
da petição. Este era um procedimento cuja constitucionalidade já havia, inclusive, sido
reconhecida pelo STF (AI 427533 AgR/Rs, j. em 02.08.2004, rel. p/ acórdão Min. Cezar
Peluso). O sistema estabelecido pelo art. 331, § 1o evita o “retrabalho”, já que traz desde logo
o réu para o processo e impede que, após todo o trabalho desenvolvido pelo tribunal ao examinar
o recurso, a mesma questão seja novamente suscitada pelo réu, para quem a matéria ali discutida
não estaria superada. De outro lado, porém, ter-se-á trazido o réu para o processo
desnecessariamente em todos aqueles casos nos quais, indeferida a petição inicial, tal decisão
venha a ser considerada correta pelo tribunal julgador do recurso.
Goste-se da ideia ou não, porém, determina a lei que, não havendo retratação, seja o réu
citado para oferecer contrarrazões ao recurso, sendo este em seguida encaminhado ao tribunal.
Vindo este a reformar a sentença, o prazo para oferecimento de contestação correrá da
intimação do retorno dos autos (art. 331, § 2o).
Não tendo sido interposta a apelação, e transitando em julgado a sentença de
indeferimento da petição inicial, deverá o réu ser comunicado do trânsito em julgado da
sentença proferida em processo para o qual ele não foi citado (art. 331, § 3o).

1.2 PECULIARIDADES DA APELAÇÃO INTERPOSTA CONTRA A SENTENÇA QUE


INDEFERIU A INICIAL

O ato judicial que indefere a petição inicial é a sentença, por força do que dispõe o art.
485, I, do CPC. Contra ela o recurso adequado será o de apelação, que se processará na forma
estabelecida no CPC, art. 331: "Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao
juiz, no prazo de 5 (cinco) dias, retratar-se".
Trata-se de apelação dotada de efeito regressivo, em que o juiz tem a possibilidade de,
ponderando os argumentos apresentados pelo autor no recurso, reconsiderar a sua decisão e
determinar a citação do réu. Sempre que houver extinção sem resolução de mérito, a apelação
terá esse efeito, com a particularidade de que no caso do indeferimento da inicial o réu ainda
não foi citado, e precisará sê-lo, para oferecer contrarrazões e acompanhar o recurso.
Se o juiz a reconsiderar, a sentença de indeferimento da inicial ficará sem efeito e será
determinada a citação do réu; do contrário, mantida a sentença, será o réu citado para responder
ao recurso. Caso ele seja provido, o prazo para contestação do réu começará a correr da
intimação do retorno dos autos, observado o disposto no art. 334. Em outros termos, em regra,
com o retorno dos autos, o juiz designará audiência prévia de tentativa de conciliação, e só
depois de sua realização é que fluirá o prazo de contestação. O prazo só correrá efetivamente
da intimação do retorno dos autos se a audiência não for designada, nos casos em que o processo
não admite autocomposição.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CÂMARA, Alexandre Freitas. O novo processo civil brasileiro. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2017.

DIDIER JR. Fredie. Curso de direito processual civil: introdução ao direito processual civil,
parte geral e processo de conhecimento. 17. ed. Salvador: Ed. Jus Podivm, 2015.

GONÇALVES, Marcus Vinicius Rios. Direito processual civil esquematizado. 6. ed. São
Paulo: Saraiva, 2016.