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Dificuldades na leitura e

escrita
Profa. Dra. Kátia Regina
VYGOTSKY

 O desenvolvimento humano passa necessariamente pelo


outro; portanto, a história de cada uma das funções
psíquicas é uma história social.

 Vygotsky (1997) afirmou que poderíamos dizer que é por


meio dos outros que nos tornamos nós mesmos.

 Para Vygotsky, a inteligência é dinâmica e não estática e


inata, como apresentavam alguns teóricos da época; dessa
forma, podendo sempre ser estimulada e se desenvolver.
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PENSAMENTO E LINGUAGEM
 Um ponto central da teoria vygotskyana;
 Os processos mentais superiores que caracterizam o
pensamento humano são mediados por sistemas
simbólicos e a linguagem consiste no sistema simbólico
básico dos grupos humanos, assim, a relevância da
questão do desenvolvimento da linguagem e suas
relações com o pensamento.

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PENSAMENTO E LINGUAGEM
 Vygotsky destaca duas funções da linguagem.:

 INTERCÂMBIO SOCIAL

Motivo pelo qual a linguagem se desenvolve, tendo como


objetivo a comunicação

PENSAMENTO GENERALIZANTE

Ordenando o real, organizando numa mesma categoria de


conceitos, as ocorrências de uma mesma classe de objetos,
eventos e situações. É esta função que torna a linguagem um
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instrumento do pensamento.
PENSAMENTO E LINGUAGEM

 Pensamento e linguagem se desenvolvem de maneira


independentes, até se intercruzarem e unirem-se,
resultando num PENSAMENTO VERBAL e numa
LINGUAGEM INTELECTUAL.
 Neste processo, a INTERAÇÃO com outros sujeitos que
já possuem uma linguagem estruturada é que irá estimular
e provocar o salto qualitativo para o pensamento verbal.
 A aquisição da linguagem desenvolve funções psicológicas
superiores, construindo o PENSAMENTO.

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PENSAMENTO E LINGUAGEM
 Ex: Discurso interno: é não verbal e consiste na
incorporação da linguagem, que de início era apenas
comunicativa, como instrumento do pensamento.

Irá prevalecer o SENTIDO e não o SIGNIFICADO,


auxiliando o processamento lógico, metacognitivo e funções
como planejamento e reflexão

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 “O significado de uma palavra representa um amálgama
tão estreito do pensamento e da linguagem, que fica difícil
dizer quando se trata de um fenômeno da fala ou de um
fenômeno do pensamento.” (VYGOTSKT, 1997, p 150).

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VYGOTSKY – FUNDAMENTOS DE
DEFECTOLOGIA

VISÃO DIALÉTICA
SOBRE A DEFICIÊNCIA

INDIVÍDUO EM
FATORES CONSTANTE
SOCIAIS MUDANÇA E
DESENVOLVIMENTO

POTENCIAL
DOS SUJEITOS
COM
DEFICIÊNCIA
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DESENVOLVIMENTO E
APRENDIZAGEM

APRENDIZAGEM

Novas e mais DESENVOLVIMENTO


complexas

PROCESSO QUE SE RETRO ALIMENTA

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ZONA DE DESENVOLVIMENTO
PROXIMAL

ZDP
NÍVEL POTENCIAL
NÍVEL REAL DE DE
DESENVOLVIMENTO DESENVOLVIMENTO

O QUE A O QUE A
CRIANÇA FAZ CRIANÇA FAZ
SOZINHA COM A AJUDA

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O PROCESSO DA LEITURA E ESCRITA

A fala, a leitura e a escrita não podem ser


consideradas como funções autônomas e isoladas, mas
como elementos interdependentes que são ensinados
simultaneamente e que fazem parte do sistema
funcional da linguagem. (POPPOVIC, 1968)
DIFICULDADES NA LEITURA

As dificuldades de leitura implicam


normalmente em uma falha no reconhecimento da
palavra falada, isto é, na percepção de como começa
e termina a palavra e para diferenciar vogais de
consoantes, na compreensão do material escrito, na
conversão da letra em som e na fluidez da leitura.
( ZUCOLOTO, 2001).
CAUSAS MAIS FREQUENTES DAS DIFICULDADES
NA LEITURA
 Fatores Educacionais

Ensino Prematuro da leitura- programas de leitura


estruturados e formais à crianças da Educação
Infantil

 Ensino Inadequado – utilização de programa que


não seja compatível com as necessidades ou
fragilidades de crianças provenientes de ambientes
pouco estimulantes, com aprendizagem lenta ou
que apresentam problemas emocionais.
 Fatores Educacionais

Ensino da leitura em ritmo inadequado – ensino


em ritmo muito acelerado sem os reforços
necessários.

 Classes com grande quantidade de crianças nos


anos iniciais – são aconselhados classes com no
máximo 20 alunos, proporcionando atenção
individualizada aos mesmos.
 Transtorno de Aprendizagem
Uma criança com transtorno de aprendizagem
pode apresentar:
 déficits de percepção visual;
 auditiva;
 na sua capacidade para responder;
 na memória;
 na organização espacial;
na lateralidade;
 capacidade de análise e síntese.
 As Condições do Lar

Existe uma infinidade de situações, desde a falta de


incentivo à leitura, pais ausentes, doença ou morte
de algum familiar, crianças sem controle em casa,
que não dormem suficiente ou que não se
alimentam bem.
DISLEXIA

Conceito

Tipo de distúrbio de leitura em que o aluno


apresenta incapacidade de reconhecer os símbolos
gráficos, isto é, para distinguir ou separar os sons nas
palavras faladas. (COELHO, 2013).

Exemplo de dislexia
com erro no
reconhecimento do
som e a relação com
a letra equivalente
(fonema-grafema).
Aluno do 3º ano, 9
anos de idade.
www.dislexia-pt.com
Sinais comuns de alerta para dislexia

Apresentam dificuldade na Linguagem, nos seguintes aspectos:


• Entender instruções ou orientações;
• Repetir o que acaba de ser dito em uma sentença correta;
• Manter um assunto e entender seu ponto central (fica perdido em
detalhes);
• Nomear pessoas e objetos;
• Falar de forma precisa, com linguagem adequada, boa gramática e
vocabulário variado;
• Diferenciar entre palavras e sons semelhantes;
• Pronunciar as palavras corretamente;
• Falar de forma natural, sem muitas paradas ou “pausas cheias” (hum...);
• Fazer rimas;
• Entender humor, jogos de palavras e expressões idiomáticas.
Na leitura têm dificuldade em:

• Ler conteúdo adequado para a idade de forma fluente;


• Ler em voz alta ou silenciosamente com bom entendimento;
• Sentir-se confiante e interessado na leitura;
• Lembrar-se de palavras chave e outras palavras escritas;
• Lembrar-se e aprender novos vocábulos;
• Analisar de forma precisa palavras desconhecidas (em vez de
simplesmente adivinhar);
• Ler palavras e letras na ordem correta, sem reverter ou pulá-las;
• Entender o enunciado dos problemas de matemática.
Dificuldades na escrita:

• Ter domínio sobre as regras de ortografia;

• Escrever letras, números e símbolos na ordem correta;

• Revisar e corrigir trabalhos escritos por ele mesmo;

• Expressar ideias de forma organizada (crianças mais velhas);

• Preparar/ organizar trabalhos escritos (crianças mais velhas);

• Desenvolver com precisão ideias por escrito (crianças mais velhas);

• Ouvir e tomar notas ao mesmo tempo (crianças mais velhas).


Dificuldades na área Sócio Emocional:

• Participar em atividade de grupo e manter um status social positivo;

• Interpretar as pistas não verbais, linguagem corporal, humor e tom de


voz;

• Lidar com a pressão dos pares e situações embaraçosas e expressar os


sentimentos adequadamente;
• Estabelecer metas sociais realistas;

• Manter a autoestima positiva sobre a aprendizagem e se dar bem com


as outras crianças;

• Ter confiança de que se encaixa no grupo de seus colegas de classe e


outros amigos
Outros:

• Aprender/ lembrar-se de novas habilidades, usar muito a memória;

• Lembrar-se de fatos e de números;

• Senso de direção/ conceitos espaciais (como direita e esquerda);

• Ter desempenho consistente nas várias tarefas;

• Aplicar as mesmas habilidades em situações diferentes;

• Aprender novos jogos e dominar os quebra-cabeças.


• Uma descrição FOI feita por Boder, 1971,1973 (apud Rayner e
Pollatsek, 1989) que identificou três tipos de disléxicos: os
disfonéticos, os diseidéticos e os mistos.

• Dislexia Auditiva ou Disfonética: é a mais frequente. As crianças com


dislexia auditiva apresentam dificuldades na diferenciação, na análise e
na nomeação dos sons da fala. Têm igualmente problemas na
nomeação de séries e nas rimas. A sua principal característica é a
dificuldade de integração grafema (letra)-fonema (som). Soletrar é
uma tarefa árdua e podem não conseguir dividir uma palavra em
sílabas.
• Apresentam dificuldade em diferenciar letras e palavras cujo som é
semelhante /m/ com /n/, não percebem que os sons iniciais e finais de
certas palavras são iguais, trocam a ordem das consoantes e confundir
dígrafos /telha/ por /tenha/.
• Podem apresentar problemas na memória auditiva e são crianças que
tendem a escrever muito devagar, rasuram muito o texto, devido à sua
insegurança em soletrar as palavras.
• Dislexia Visual ou Diseidética: As crianças com dislexia visual
apresentam dificuldades sobretudo nas tarefas de perceção e
discriminação visual. Especificamente, evidenciam erros de
orientação, problemas de discriminação de tamanhos e formas,
confusões entre grupos de letras e dificuldades em transformar letras
em sons. Confundem letras e palavras parecidas, revertendo-as por
vezes – por exemplo: /b/ por /d/ ou /apartar/ por /apertar/.
• A escrita tende a ser inconstante, apresentando letras de tamanhos
diferentes, omissões, rotações, inversões, sendo as emendas e as
rasuras frequentes.
• Dislexia Mista ou Visuoauditiva: Quando existe a combinação de mais
de um tipo de dislexia. Provoca uma quase total incapacidade para a
leitura. A dificuldade das crianças verifica-se tanto na análise fonética
das palavras como na perceção de letras e palavras completas.
EAVAP-EF - Escala de avaliação das
estratégias de aprendizagem para o ensino
fundamental;

CONFIAS - Consciência fonológica


instrumento de avaliação sequencia

Avaliação da compreensão leitora de


textos expositivos: para
fonoaudiólogos e psicopedagogos.
• o TESTE POSSUI lâminas com desenhos infantis, sugerem temas
específicos como: Comunicação, Vinculação Afetiva, Receber Afeto,
Interação Familiar, Relação com a Aprendizagem e Prognóstico,
através destas lâminas pretende-se levar a criança a projetar-se nos
personagens, possibilitando detectar possíveis causas de suas
dificuldades de aprendizagem, através da análise dos aspectos
manifestos e latentes de sua elaboração, bem como a análise de sua
escrita. A criança conta uma história sobre cada lâmina, que é
devidamente anotada pelo aplicador. A correção é realizada pela
avaliação qualitativa de cada história apresentada.
Prova de avaliação dos processos de leitura

Álbum de Figuras – Avaliação ortográfica


AVALIAÇÃO DE LEITURA E ESCRITA - EMÍLIA
FERREIRO

CAIXA DA AVALIAÇÃO DO NÍVEL DA ESCRITA E


DA LEITURA

EMILIA FERRERO E ANA TEBEROSKY

Manual de aplicação, original da folha de


respostas, livro de histórias e cartões.
DISGRAFIA

Conceito

Dificuldade em passar para a escrita o estímulo


visual da palavra impressa. Caracteriza-se pelo lento
traçado das letras, que em geral são ilegíveis.
(COELHO, 2013).

Exemplo de disgrafia
com ligação entre as
letras distorcida e
ilegibilidade. (aluno
do 4º ano com 9 anos
de idade).

psico09.blogspot.com.br
DISORTOGRAFIA

Conceito:

Incapacidade de transcrever corretamente a


linguagem oral, havendo trocas e erros ortográficos e
também confusão de letras. As dificuldades centram-se
na organização, estruturação e composição de textos
escritos. (COELHO, 2013).

Exemplo de disortografia
com omissões, adição e
separação indevida de
palavra. (aluno com 9 anos,
no 4º ano).

psico09.blogspot.com.br
REFERÊNCIAS

• CIASCA, Sylvia Maria. Distúrbios de aprendizagem: proposta de avaliação


interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003.
• GÓMEZ, Ana Maria Salgado; TÉRAN, Nora Espinosa. Dificuldades de Aprendizagem:
detecção e estratégias de ajuda. Grupo Cultural.
• GOURLART, Iris B. Os distúrbios da fala. Editora Afiliada, 2002.
• MICAELO, M. Os alunos com baixa visão na sala de aula. In______ Necessidades
Educativas Especiais: Dificuldades da Criança ou da Escola? Lisboa: Coleção Educação
Hoje, 2005.
• ZUCOLOTO, Karla Aparecida. A compreensão da leitura em crianças com dificuldades
de aprendizagem na escrita . 2001. 102 f. Dissertação (Mestrado em Educação)
Universidade Estadual de Campinas, São Paulo.
• CAPOVILLA, A.G. S.; CAPOVILLA, F. C. Problemas de leitura e escrita. Ed.Memnon,
São Paulo, 2000.
• POPPOVIC, Ana Maria. Alfabetização: disfunções psiconeurológicas. Ed.269 pp. Editor
Vetor, 1968.
• COELHO, Diana Tereso. Dificuldades de aprendizagem específicas: Dislexia, Disgrafia,
Disortografia e Discalculia. Porto Alegre, Areal Editores, 2013.