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Os movimentos do corpo são voluntários ou involuntários. Os músculos produzem esses movimen- tos, graças à sua capacidade de contração. Os movi- mentos voluntários são realizados sob o comando de nossa vontade e executados pelos músculos estriados esqueléticos, assim chamados por se prenderem aos ossos. Sua contração é rápida e voluntária. Os movi- mentos involuntários são executados pelos múscu- los lisos, cujas contrações são lentas e involuntárias. Os batimentos cardíacos são um caso particular, pois são de contração rápida, mas involuntária. Para realizá-los, o coração dispõe de uma musculatura es- pecial, o miocárdio ou músculo estriado cardíaco. Os movimentos voluntários dependem de um eficiente trabalho muscular, no qual se estabelece um antagonismo: quando um determinado músculo se contrai, um outro executa uma ação oposta e relaxa.

O antagonismo tem que existir, porque os músculos são capazes somente de se contrair. Para distender-se e para relaxar, precisam, antes, ser puxados. O mecanismo do antagonismo pode ser ob- servado nos movimentos de flexão e de extensão do antebraço. Esses dois movimentos dependem do antagonismo entre o músculo bíceps (na região anterior do braço) e o tríceps (na parte posterior do braço), ambos com extremidades presas, por meio de ligamentos, no ombro e no antebraço. Quando o bíceps se contrai, puxa o antebraço para cima. O movimento que o antebraço realiza es- tica o tríceps, fazendo-o voltar para a posição de re- laxamento. O inverso ocorre na extensão do ante- braço: o tríceps se contrai e puxa o antebraço para baixo, provocando o relaxamento do bíceps, que se estica.

bíceps se contrai

bíceps se distende

tríceps se distende

Luxação

triceps se contrai

Os movimentos de- pendem do antago- nismo muscular.

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Consiste na distensão ou rompimento dos ligamentos de uma articulação, permitindo que os ossos saiam do lugar. Pode ser causada por algum movimento forte e brusco, que force demais os ligamentos. Surgem dores e inchaço na articulação.

Artrite e reumatismo

A artrite é uma inflamação das articulações, que provoca muita dor e dificuldade de movi- mentos. Possui diversas causas: contusão, gonorréia, sífilis, gota ou reumatismo. O reumatismo é uma doença de tratamento difícil e prolongado, à base de antiinflamatórios e cortisona. Além da artrite, o reumatismo tem como sintomas: febre, anemia e suores durante a noite.

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Artrose

É uma degeneração dos ossos e das cartilagens, que crescem anormalmente. No caso de haver desgaste das vértebras, trata-se do bico-de-papagaio. O tratamento da artrose envolve trações para recolocar os ossos no lugar, além de calor, massagens e ginástica.

Desvios de coluna

Maus hábitos de postura podem forçar a coluna a assumir posições inadequadas. Com isso, podem surgir os desvios de coluna, que recebem nomes diferentes, de acordo com o tipo de curvatura apresentada: cifose, se for para frente, lordose, se for para trás, e escoliose, se a coluna estiver desviada para o lado.

cifose

lordose

escoliose

Os desvios de coluna, como, por exemplo, o bico-de-papagaio, provocam muitas dores.

Esses problemas podem ser evitados com alguns cuidados. O principal deles é a preocupa- ção de manter sempre a postura correta, evitando criar costumes inadequados, como "sentar com as costas" em cadeiras e poltronas ou sentar-se jogando todo o peso do corpo sobre um dos braços. Também é muito importante a escolha acertada do travesseiro e do tipo de colchão.

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Posturas incorretas, principal- mente ao carregar pesos, cau- sam dores nas costas e até desvios de coluna.

Pé chato

Os ossos da planta do pé normalmente são um pouco arqueados. Mas há pessoas que não apresentam esse arco. Essa pequena deformidade, denominada pé chato, não causa grandes problemas. Apenas quando a pessoa anda demais é que ela sente dores. O exército dispensa os jovens que apresentam esse problema, porque nessa instituição os soldados são submetidos a longas caminhadas.

fraturo

Apesar de muito resistentes, os ossos podem quebrar-se com impactos violentos. As fraturas sangram internamente e doem. No caso de fratura exposta, o osso quebrado fura a pele, criando o risco de infecções, que podem se espalhar pelo corpo. O tratamento da fratura prevê imobilização, para que as partes quebradas se soldem.

Cãibra e fadiga muscular

Quando um músculo fica "travado", mantendo-se em contração involuntária, chamamos cãibra a essa situação. A cãibra pode ocorrer por falta de cálcio no músculo, causada por má irrigação sanguínea. Um grau leve de cãibra é o formigamento que ocorre quando comprimimos um músculo, prejudicando a circulação nessa região. Toda vez que os músculos estriados trabalham continuamente, eles produzem ácido láctico e, quando essa substância se acumula, ela provoca dores-; chamamos fadiga muscular a essa situação. A fadiga muscular pode ocorrer como conseqüência da cãibra, se esta for prolongada. Quando um músculo é distendido além de sua resistência, pode ocorrer o rompimento de muitas fibras musculares. Esse problema recebe o nome de distensão muscular ou estiramento e provoca intensa dor. Pode ser curado simplesmente com repouso absoluto.

EXERCíC

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OS

Questões de revisão

Que importância têm para a vida as relações com o ambiente? No organismo, que sistemas são responsáveis por essas relações? Como o sistema nervoso interfere nas relações com o ambiente? Que tipos de ossos formam nosso esqueleto? Dê exemplos. Desenhe esquematicamente um osso longo e identifique suas partes. Onde se aloja a medula óssea? Qual é sua função? O que são articulações? Que tipos você conhece? Que ossos formam a caixa torácica, a cintura escapular e a bacia óssea? Que tipos de movimentos somos capazes de realizar e quais os tipos de musculatura responsá- veis por eles? 8. Descreva o mecanismo de antagonismo que move os ossos.

Reflexão

Leia com atenção o texto abaixo:

Correndo atrás da saúde

A vida sedentária predispõe o organismo a inúmeras doenças. Todos os esportes, em maior ou menor medida, trazem benefícios ao nosso organismo. Entretanto, é preciso haver orientação

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de médicos e professores de educação física, para adequar os exercícios às condições pessoais de idade, sexo e estado de saúde. Veja a seguir alguns dos benefícios que se obtêm com a prática de esportes:

* dilatação dos pulmões, o que melhora a eficiência respiratória e estimula a produção de gló- bulos vermelhos; * diminuição do número de batimentos cardíacos: o coração bombeia mais sangue, com maior força e menor número de batimentos; * maior oxigenação dos tecidos do corpo; * estimulação do funcionamento dos rins, diminuindo o risco de cálculos renais; * melhora da postura, o que evita problemas de coluna; * fortalecimento dos músculos, aumentando sua massa e força; * desenvolvimento da flexibilidade, da coordenação motora e da destreza corporal; * melhora da digestão, com intensificação dos movimentos peristálticos, o que evita a prisão de ventre; * abrandamento da tensão nervosa e relaxamento da mente; * desenvolvimento da sensibilidade e da autodisciplina; * estimulação da capacidade de trabalhar em grupo.

Considerando todas as vantagens da atividade física regular, analise em grupo por que pou- cas pessoas a exercem.

Que perigos há em praticar exercícios sem o devido acompanhamento? Tente determinar

que medidas o poder público deveria adotar para facilitar a toda a população o acesso à prática esportiva saudável.

Desafios

1. Localize no capítulo os termos abaixo e descubra o seu significado:

estado de coma UTI antagonismo

d) contrair e) distender f) arqueados

2. Pesquise com um farmacêutico os medicamentos citados abaixo. Procure descobrir seus tipos

e nomes comerciais. Leia as bulas para conhecer as contra-indicações e como eles atuam.

a) cortisona

b) relaxante muscular

3. Entreviste enfermeiros ou bombeiros para descobrir quais os procedimentos corretos em casos de acidentes em que ocorrem fraturas. Como os feridos devem ser transportados?

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4. Qual é o nome dos ossos apontados na ilustração?

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CAPÍTULO 12

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Sistema sensorial

O sistema sensorial é constituído por receptores sensoriais altamente especializados, capazes de iden- tificar os mais variados tipos de estímulos. Esses re- ceptores diferem basicamente quanto à natureza do estímulo ao qual são sensíveis: o estímulo luminoso sensibiliza os olhos, o estímulo sonoro sensibiliza os ouvidos, etc. A resposta de todos os receptores é a mesma: geram um impulso nervoso, que é enviado ao cérebro pelos nervos. Através do sistema sensorial, recebemos os mais variados tipos de informações, não só do ambiente exterior, como do interior do organismo. Os recepto- res nos avisam de modificações do ambiente e do corpo em relação ao ambiente, além de monitorar o funcionamento dos órgãos internos. As informações do exterior nos chegam por meio dos sentidos da vi- são, audição, olfação, paladar e tato. As informações sobre o interior do organismo são transmitidas por intermédio de um grande número de receptores inter- nos. Uma sensação dolorosa, por exemplo, é um avi- so de que algo de anormal está ocorrendo em deter- minado órgão ou estrutura do organismo.A dor, a sede, a fome, as náuseas e a distensão da bexiga urinária são exemplos de sensações internas que reconhece- mos conscientemente. Mas, dentro do corpo também existem receptores que informam sobre atividades não percebidas por nós conscientemente. É o caso dos receptores que enviam ao cérebro informações sobre a pressão sanguínea ou sobre a concentração de gás carbônico no sangue.

Visão

A recepção da luz é feita pelos olhos. Cada olho capta imagens e as transforma em impulsos nervosos (sinais elétricos), que são interpretados pelo cérebro. O exame dos globos oculares revela que o olho é constituído por três camadas: esclerótica, coróide e retina. A esclerótica é a camada mais externa do glo- bo ocular. É formada por tecido conjuntivo fibroso,

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branco, cuja função é proteger o olho. Na parte an- terior do olho, a esclerótica é transparente e saliente, re- cebendo o nome de córnea. A esclerótica é conhecida como o "branco do olho". A coróide é acamada intermediária, situada entre a esclerótica e a retina. É ricamente vascularizada e, por isso, garante o fornecimento de oxigênio a todas as célu- las do globo ocular. Na região anterior do olho, a coróide forma a íris, que é a parte colorida do olho. No centro dela, fica a pupila, um orifício por onde entra luz. O diâmetro da pupila aumenta e diminui continuamente, para regular a quantidade de luz que entra no olho. Quan- do a luminosidade é intensa, a pupila fecha-se automati- camente, reduzindo a quantidade de luz que entra. O in- verso ocorre em ambientes de pouca luz: a pupila abre- se ao máximo. A retina é a camada interna do olho. Ela só existe na parte posterior do globo ocular (no fundo do olho), apre- sentando células nervosas capazes de perceber sinais lu- minosos. Essas células geram impulsos nervosos, que são levados ao cérebro pelas fibras do nervo óptico. No ponto onde o nervo óptico sai da retina, não existem células sen- síveis à luz, daí este lugar receber o nome de ponto cego. Depois de passar pela córnea, a luz atravessa três meios transparentes antes de chegar à retina. O primeiro deles é o humor aquoso, um líquido que preenche o es- paço entre a córnea e a íris. A seguir, a luz atravessa o cristalino, uma formação sólida e transparente situada atrás da íris. O cristalino tem forma biconvexa e funciona como uma lente, convergindo os raios luminosos diretamente sobre a retina. O terceiro meio transparente é o humor vítreo, um líquido viscoso e transparente que se localiza entre o cristalino e a retina, preenchendo grande parte do interior do globo ocular. Os olhos possuem vários anexos. As pálpebras os protegem contra a luz, proporcionando-lhes repou- so. Nas bordas das pálpebras existem cílios que impe- dem a invasão de partículas estranhas. A conjuntiva é uma membrana fina, que reveste a parte interior das pálpebras e a frente do olho. As glândulas lacrimais

ee,

et

produzem as lágrimas, que lavam e lubrificam os olhos, impedindo seu ressecamento. Os pêlos das so- brancelhas funcionam como anteparo ao suor que

escorre da testa, impedindo-o de atingir os olhos. E, finalmente, os músculos oculares são os anexos res- ponsáveis pelos movimentos dos olhos.

lenteobjetiva

retina

/ cristalino

imagem

câmara escura

íris

cristalino

pupila

córnea

imagem

esclerótica

coróide

retina

interior do olho

Audição

É pelos ouvidos que nos chegam os sons. Para que possamos ouvir, os sons percorrem um caminho formado pelos ouvidos externo, médio e interno. Ao chegar neste último, os sons fazem vibrar um líqui- do, que estimula células sensoriais. Essas células ge- ram os impulsos nervosos que as fibras do nervo au- ditivo levam ao cérebro. O ouvido externo é formado pelo pavilhão au- ditivo externo ou orelha e pelo conduto auditivo externo. A orelha é uma formação cartilaginosa revestida por pele. Sua forma em concha facilita a recepção dos sons. Entrando pela orelha, os sons pe- netram no conduto auditivo externo, um canal cujas paredes possuem pêlos e glândulas.As glândulas pro-

nervo óptico

ponto cego

A luz penetra pela pupila e, ao atravessar o cristalino, converge sobre a retina, onde existem cé- lulas sensíveis à energia lumino- sa. Do mesmo modo que no filme, a imagem formada no interior do olho é invertida e menor.

duzem uma substância pastosa, o cerúmen. Pêlos e Cerúmen protegem o ouvido, retendo elementos es- tranhos. O conduto auditivo externo termina na mem- brana do tímpano. Esta membrana, de formato qua- se circular com 1 centímetro de diâmetro, tem a fun- ção de receber as vibrações sonoras vindas do ouvido externo e transmiti-las ao ouvido médio. O ouvido médio é uma espécie de caixa, deno- minada cavidade timpânica. Ele se comunica com o ouvido externo pela membrana do tímpano, e com o ouvido interno pelas janelas oval e redonda. Comu- nica-se ainda com a faringe através de um canal cha- mado trompa de Eustáquio. Este canal permite que o ar entre no ouvido médio, o que nos dá a sensação de "ouvido tampado". No interior da cavidade timpânica, existem três ossículos articulados em seqüência: o martelo, a bi-

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goma e o estribo. O martelo liga-se à membrana do tímpano, recebendo dela vibrações sonoras, que pas- sam à bigorna e, depois, ao estribo. É este último ossículo que transmite as vibrações ao ouvido inter- no, através da janela redonda. O ouvido interno é formado por canais ósseos que, em conjunto, recebem o nome de labirinto. Dentro do labirinto, encontram-se as estruturas sensoriais da audi- ção e do equilíbrio. O labirinto ósseo é formado por ves- tíbulo, canais semicirculares e cóclea ou caracol. O vestíbulo é uma cavidade que se comunica com o ouvido médio pela janela oval. Os canais se- micirculares são três tubos em forma de semicírcu-

lo. A cóclea é um canal em espiral, semelhante à con- cha de um caracol. No interior do ouvido interno, e acompanhando a sua forma, existe uma estrutura membranosa cheia de um líquido, a endolinfa. As vi- brações que chegam à janela oval pela cadeia de ossículos fazem vibrar a endolinfa, passando depois às terminações do nervo auditivo, que as encaminha ao cérebro. O ouvido também se relaciona com o sentido de equilíbrio do corpo. A endolinfa dos canais semicir- culares envia ao cerebelo, através de um nervo, informa- ções sobre a posição do corpo. O cerebelo é o órgão do sistema nervoso responsável pelo equilíbrio.

o yido externo

 

osso

temporal

tímpano

canal

auditivo

ouvido

ouvido

médio

interno

martelo

 

canais

bigorna

semicirculares

nervo

auditivo

-cóclea

ou

caracol

estribo

trompa de

Eustáquio

orelha ou

pavilhão auditivo

Olfato

O olfato é a percepção de substâncias presentes no ar. A recepção de odores é feita por células olfati- vas, localizadas na parte superior das cavidades na- sais. As células olfativas geram impulsos nervosos, que são levados ao cérebro pelo nervo olfativo.

Paladar

As vibrações sonoras fazem vi- brar a membrana do tímpano, percorrem a cadeia de cssículos e chegam ao ouvido interno, onde, na cóclea, são transmiti- das ao nervo auditivo.

Os gostos doce, salgado, ácido (azedo) e amar- go, ou uma mistura deles, são percebidos por recep- tores sensoriais presentes na superfície da língua. Esse órgão possui, em sua superfície dorsal, rugosidades chamadas papilas linguais. Nas papilas linguais, exis-

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