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Universidade Federal do Rio de Janeiro

Departamento de Engenharia Elétrica

Um breve tutorial sobre o PSCAD/EMTDC

Professor:
Robson Dias

Rio de Janeiro
c 2012
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Escola Politécnica
Departamento de Engenharia Elétrica
Prof. Robson Dias

Simulações no Domı́nio do Tempo


Simulações no domı́nio do tempo são realizadas, normalmente, utilizando programas de
análise de transitórios eletromagnéticos, conhecidos como programas do tipo EMT (Electromag-
netic Transient). Dentre os inúmeros programas do tipo EMT, o PSCAD/EMTDC é um dos
programas comerciais mais utilizado mundialmente no setor elétrico para análise no domı́nio do
tempo de sistemas de potências e circuitos de eletrônica de potência. A seguir são apresentados
os passos iniciais para realizar as simulações no PSCAD/EMTDC.

1 PSCAD/EMTDC
O PSCAD (Power System CAD) é a interface gráfica do programa, enquanto que o
EMTDC (Electromagnetic Transients including DC ) é o núcleo de solução. O PSCAD permite
que o usuário construa graficamente estruturas complexas de circuitos elétricos e de controle,
analisar os resultados utilizando gráficos e ajustar parâmetros através de funções de controle
interativos. O programa vem com uma completa biblioteca de componentes e uma interface
amigável que permite facilmente configurar os parâmetros dos mesmos. As informações inse-
ridas no PSCAD são repassadas, de forma transparente ao usuário, para o núcleo de solução
EMTDC, o qual representa e resolve as equações diferenciais no domı́nio do tempo, com passo
de integração fixo.
A versão que será utilizada é a 4.2.1 para estudantes, disponı́vel no endereço eletrônico
www.pscad.com. Essa versão é completa em termos de modelos e componentes, mas é limitada
em números de nós, sendo possı́vel simular um sistema com até 15 nós elétricos e 5 subpáginas.
Essa quantidade de nós é suficiente para modelar e simular todos os circuitos propostos em
sala.
Como o EMTDC é baseado em Fortran, é ainda necessário instalar um compilador fortran.
Para as simulações propostas, será utilizado o compilador de licença aberta GNU F77 Fortran
que vem junto com o pacote compactado do PSCAD/EMTDC para estudantes.

1.1 Instalando o PSCAD no Windows 7 64 bits


Para evitar eventuais problemas de compatibilidade com o Windows 7 64 bits, sugere-se
que o PSCAD/EMTDC seja instalado em modo de compatibilidade com o Windows XP SP3.
Para isso, após descompactar o arquivo da versão estudante, clique com o botão direito do mouse
no arquivo de instalação setup.exe, selecione propriedades (Figura 1) e, em seguida, na aba
de compatibilidade, configure para que o arquivo seja executado em modo de compatibilidade
com o Windows XP (Service Pack 3), conforme mostrado na Figura 2.
O compilador GNU F77 Fortran já vem junto com o pacote compactado do PSCAD/EMTDC
para estudantes, e não precisa ser executado em modo de compatibilidade. Porém, durante a
instalação do PSCAD, a opção de instalar o compilador GNU Fortran deve ser selecionado, ver
Figura 3.

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Figura 1

Figura 2

1.2 Biblioteca de Componentes


A Figura 4 mostra a interface do PSCAD em sua primeira utilização após a instalação.
No lado esquerdo aparece o arquivo mestre da biblioteca dos componentes (Master Library),
Figura 4. Neste arquivo, estão todos os componentes disponı́veis no PSCAD/EMTDC, e é
aconselhável que seja atualizado conforme indicado no site do PSCAD/EMTDC.
Clicando duas vezes na Master Library, tem-se acesso às sub-bibliotecas, em que os com-
ponentes são separados da acordo com o tipo e a aplicação, ver Figura 5. Para se ter acesso aos
componentes de cada subblioteca basta dar dois cliques na seta na parte inferior da biblioteca
desejada. Os componentes podem ser então copiados para o arquivo de projeto em que se está
trabalhando. Maiores detalhes são mostrados durante a explicação do exemplo apresentado da
Seção 2.

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Figura 3

2 Exemplo de Projeto no PSCAD/EMTDC


O objetivo desta seção é familiarizar os alunos com a ferramenta computacional PS-
CAD/EMTDC, dando-lhes subsı́dios básicos para realizar uma simulação no domı́nio do tempo.
Para isso, será analisado um circuito retificador a diodo de meia onda com uma carga resistiva.

2.1 Criando um Novo Caso


Para criar um novo caso no PSCAD, clique em File>New>Case, ver Figura 6a. Existe
também a opção de utilizar o atalho na barra de principal, conforme indicado na Figura 6b.
Depois de criado, o novo caso será inserido no espaço de trabalho principal com o nome
noname.psc (Figura 7a). Antes de começar a montar o circuito de simulação, é importante
salvar o novo caso, para isso, clique em File>Save Active Project (Figura 7b), ou apenas
clique com o botão direito do mouse sobre o arquivo e escolha a opção Save(Figura 7c).
Escolha um diretório adequado para salvar o novo caso e renomeie o caso. É importante
saber que o nome do arquivo não deve conter espaços, então, como sugestão, utilize underscore
“ ” caso queira dar maior legibilidade ao nome do arquivo (Figura 8).

2.2 Inserindo Componentes


Para inserir os componentes no novo projeto, dê dois cliques na biblioteca de componentes
e escolha a sub-biblioteca que contenha o componente desejado. Em seguida, copie-o e cole no
projeto aberto. Como exemplo, será mostrado como inserir a fonte ca no projeto.

1. Clique na seta da sub-biblioteca de fontes (Sources), Figura 9.

2. Selecione a fonte monofásica de tensão (Figura 10).

3. Copie e, em seguida, cole na janela de edição do projeto (Design Editor ), Figura 11.

4. Para configurar a fonte, dê dois cliques sobre o componente e configure conforme indicado
nas Figuras 12a a 12e.

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Figura 4

Alguns componentes podem ser inseridos clicando com o botão direito do mouse sobre
a área de projeto e, em seguida, selecionado a opção Add Component (Figura 13a), ou en-
tão, utilizando os atalhos que estão nas barras do lado direito da interface gráfica do PSCAD
(Figura 13b).
A conexão direta entre dois componente é feita através de um fio (Wire), para inserir
um fio mesmo procedimento da Figura 13a pode ser seguido, ou então, utilizando-se o atalho
localizado na barra superior (Figura 14). Uma terceira opção é através do teclado, teclando
CTRL+W.
Continuando com o exemplo do retificador meia ponte.

1. Insira o diodo no projeto, o qual pode ser encontrado na sub-biblioteca de Eletrônica de


Potência, denominada de HVDC, FACTS & POWER ELECTRONICS.

2. Copie o diodo e cole no projeto.

3. Configure o componente para que o circuito snubber seja removido.

4. Em seguida, insira um resistor e o rotacione para que ele fique na vertical. Utilize
os atalhos de Rotação. Para habilitar a barra com os atalhos de rotação, selecione
View>Rotation Bar. Uma outra opção é utilizar o teclado através dos atalhos:

CTRL+R⇒ Rotação no sentido horário.

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Figura 5

(a) (b)

Figura 6

CTRL+F⇒ Refletir em relação ao eixo horizontal (Flip).


CTRL+M⇒ Refletir em relação ao eixo vertical (Mirror).

5. Insira um terra adicional, localizado na barra do lado direito.

6. Conecte a fonte ao diodo com um fio.

7. Conecte o terra ao resistor com um fio.

Após esses passos o circuito deve estar parecido com o mostrado na Figura 15.

2.3 Inserindo Medidores


Medidores são elementos que permitem coletar os valores de tensão e corrente em deter-
minado ponto do circuito. Alguns medidores podem ainda fornecer o valores de potência ativa

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(a) (b) (c)

Figura 7

Figura 8

Figura 9

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Figura 10

Figura 11

e reativa, valores eficazes, conteúdo harmônico, entre outras medidas. Confira os medidores dis-
ponı́veis na sub-biblioteca Meters. A seguir será mostrado como inserir medidores de corrente
e tensão utilizando os atalhos da barra lateral.

1. Na barra lateral, clique no medidor de corrente .

2. Posicione o medidor na extremidade do fio que está conectado ao diodo (Figura 15).

3. Dê dois cliques no medidor e renomeie-o para Icarga.

4. Para os medidores de tensão, tem-se duas opções, uma que mede a tensão em relação ao
terra e outro que mede a tensão entre dois pontos. Vamos utilizar os dois. Para medir a
tensão de entrada (Fonte), vamos utilizar o medidor que mede em relação ao terra, pois,

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(a) (b) (c)

(d) (e)

Figura 12

(a) (b)

Figura 13

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Figura 14

Figura 15

a fonte está aterrada. Na barra lateral, clique no medidor de tensão para o terra .

5. Posicione o medidor antes do diodo.

6. Renomeie o medidor para Efonte. Após esses passos o circuito deve estar parecido com
o apresentado na Figura 16.

Figura 16

7. Para medir a tensão sobre o diodo, vamos utilizar o medidor de tensão entre dois pontos.

Na barra lateral, clique no medidor .

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8. Rotacione o mesmo para que fique na horizontal. Em seguida, renomeie-o para Ed.

9. Para medir a tensão de saı́da, e notando que a resistor está aterrado, temos a opção de
utilizar tanto o medir para o terra quanto o medidor entre dois pontos. Vamos utilizar
este último. Insira o medidor conforme o passo anterior, mas sem rotacionar o medidor.

10. renomeie o medidor para Ecarga.

11. Ao final desses passos o circuito deve estar parecido ao da Figura 17.

Figura 17

2.4 Exibindo os Resultados em Gráficos


Os medidores apenas permitem a coleta das grandezas elétricas, porém, não exibem e

nem exportam nenhum resultado. Para isso é necessário utilizar os canais de saı́da . A
inserção do canal de saı́da pode ser feito tanto pela barra lateral como quanto através do recurso
Add Component mostrado na Seção 2.2, ou ainda copiando da sub-biblioteca I/O Devices.
Após a inserção dos canais de entrada, um para cada grandeza que ser deseja medir, deve-
se indicar qual sinal será a entrada de cada canal. Para isso, utiliza-se o Data Label, localizado

na barra lateral direita .

1. Insira um Data Label para cada canal de saı́da.

2. Conecte-os aos canais com um fio.

3. Renomeie os Data Label de acordo com os nomes dos sinais dos medidores.

4. Renomeie também o nome de cada sinal nos canais de saı́da, dando dois cliques nos canais
e trocando o nome do tı́tulo do sinal.

Após esses passos o circuito deve estar parecido com o da Figura 18.

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Figura 18

Para exibir os resultados em gráficos, clique com o botão direito do mouse sobre o canal da
tensão Efonte e selecione Graphs/Meters/Controls>Add Overlay Graph with Signal (Fi-
gura 19).

Figura 19

Para exibir a tensão de saı́da (Ecarga) junto com a tensão de entrada, isto é, duas curvas
no mesmo gráfico. Após já ter criado um gráfico seguindo os passos anteriores, dê um clique
com o botão direito do mouse sobre o segundo canal e selecione Graphs/Meters/Controls>
Add as Curve (Figura 20). Em seguida, sobre o gráfico, clique com o botão direito e selecione
Paste Curve (Figura 21).
Crie outros dois gráficos para exibir os sinais Ed e Icarga, posicione os gráficos um sob o
outro. Mude o nome do eixo vertical de cada g’rafico de acordo com a grandeza exibida, isto
é, Tensão (kV) e Corrente (kA). Para mudar o nome do eixo vertical, dê dois cliques sobre a
parte lateral esquerda do gráfico e modifique o tı́tulo do eixo. Após esses passos o circuito deve
estar parecido com o da Figura 22.

2.5 Simulando
Antes de simular, deve-se configurar os parâmetros da simulação. Para isso:

1. Clique com o botão direito do mouse sobre uma área vazia do editor de circuito.

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Figura 20

Figura 21

Figura 22

2. Selecione Project Settings....

3. Configure o tempo de simulação, Duration of run (sec), para 0.1. Este é o tempo que
será simulado.

4. Configure o passo de integração, Solution time step (uS), para 10. Este é o intervalo
de tempo entre cada instante em que o circuito é resolvido, esse parâmetro varia de acordo
como o tipo de simulação. Deve-se considerar um passo de integração muito menor do que
o perı́odo do fenômeno de maior frequência, pelo menos dez vezes menor. Para circuitos
que envolvam eletrônica de potência em que a frequência de chaveamento é de algumas
dezenas de kilohertz, 10µs é um passo de integração razoável em termos de precisão e

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tempo de simulação.

5. Configure o passo de exibição dos pontos, Channel plot step (uS), para 20.

6. Para esse exemplo, mantenha o padrão para os outros parâmetros (Figura 23).

Figura 23

Após configurar a simulação, para simular o circuito, basta clicar em Run, é a seta verde

localizada na barra superior . O resultado deve ser parecido ao mostrado na Fi-


gura 24.

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Figura 24

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