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SOROLOGIA: IMPORTANCIA E PARAMETROS IMPORTANCIA DOS TESTES SOROLOGICOS NA PATOLOGIA CLINICA Odiagnéstico de certeza de um process infeciosoéa demons seigia do paiégena ou. ses produto ns tesidas oi idos 6G ‘igions. das hospedelros, Porém nem sempre isso & possivel, quer pela anséncia do agente infeccioso, pela falta de sensiblidade dos métodos utlizados, por falhs téenices ou pos longos prio- dos exigdos para uma resposta do laboratério, Os métodos iru- nol6gicos dicts ou indicts tém sidoamplamenteutlizados para supriremas deficiéncias dos métodos parasivoldpicos ou microbio~ 16gicos, a pesquisa de antigenos anicorpos ou imunocomplexos, pelerapdez, simplicidade de execugo, pssibilidad de automago ‘ebaixo custo operacional,Oconhecimento da aplicagto dos testes Sorolégicos¢ a interpetago coreta dos resultados obidos& fun~ damental para cinicos,patolopistase loratristas oienarem 0 sea trabalho, vsando ao diagnéstco coro, assciando sempre os resultados obi s investigagzesclinicas¢epidemioligicas. Na ‘pesquisa deanicorpos, os estes sorolgicos tem sido tlizados com sucesso, como aulares importantes no diagnstico individual ou «em inguésitossoroepidemiolégicos devido&s miltipls possibili- dades com que podem ser empregados. Importancia da Pesquisa de Anticorpos no " Diagnéstico Individual ELUCIDAR PROCESSOS PATOLOGICOS COM SINTOMAS E SINAIS CLINICOS CONFUNDIVEIS Citamos, como exemplo, patologias como toxoplasmose e ‘mononucleoseinfeccios,toxoplasmose erubéola,sifilis secun- déria € dermatoviroses ou processos alérgicos, hepatite B ¢ he- patteC, ete. A pesquisa de anicorpos espectficos por testes ri -gorosamente padronizados é de grande valia na defini¢ao da sus- peta clinica prinipal DIFERENCIAR A FASE DA DOENCA Em algumas patologias,princpalmente aquelas que provo- «am fetopatia, como a toxoplasmose, asf, a citomegalia, a Antonio Walter Ferreira Sandra do Lago Moraes de Avila rubéola, a doenga de Chagas, ec. adeteceo de diferentes clas- sete immnogobalines pence an gee 68 no culag ificagdo da Tasé infecgo. A mudanga da classe de imunoglobulina ocore duran- te a resposta imine seguindo uma ordem geneticamente deter- rminada. Assim, a irmunoglobulina IgM é a primeira a ser forma- da, sendo normalmente encontrada nos processos agudos, en- quanto a imunoglobulina IgG presente no final dos provessos aqudos permanece durante loagos peciodos na cirsulagio do oped come imunoaulina de meméria, endo us ‘ezes relationada com a prote;o"d0-indivicuo. Em algumas infeegdes, como na toxoplasmase ou na citomegalia, otras imu- noglobalinas como a IgE e a IgA espectficas tém sido estuda- das, pois o tempo de permanéncia na cireulagao ap6so inicio da processo infeccioso &‘menor do que o da imunoglobulina IgM, formecendo maior precisio da fase aguda da doenca. Dada aim ortincia tados positivas on nezati: ‘ios devem-ser-evitados, bem como a correla interpretagao dos resultados deve ser devidementeconhecida, Méindos erldgices baseados na vider ov afinidade funcional dos anticorpos 120 jé esto send ullizados pra aavaliago da fase recente de dife- rentespatologias. Na toxoplasmose a utlzagio dessa metodo- Togia tem permiido caracterizar com maior recsto a fase e- cene da doenga, evitand falss interpretagdes. Quando se ut 2am métodos mas sensei, anticorps IgM anti. gondiesi- dusts permanecem por perfogs superiores aqueles detetados por immofluorescéncia indict A associagio de tests, incluindo a avez deanticopos IG, tem definido novos perfis na toxopes- DIAGNOSTICAR DOENGA CONGENITA ‘A propriedade da imunoglobulina IgM depo auavessar a barreira placentéria tem desempenhado importate papel na de- finigio de doengas congénitas. A presenca de anticorpos IgM sni- pallidum no sangue de cordio umbilical, no momento do pr™ to, tem sido considerada “patognoménica” de sfilis congénita ‘A presenga de antcorpos Is ant-T pallidum feita ap6s 0 mas- cimento pode indica um processo infeccioso congénito, ou €s- tar simplesmente relzcionada com a transmiseio materno-fetal dessa imanoglobulina, que permanece na creulagio do recs nascido até 0 5.° ou 0 6.° més de vida. O acompanhamento do rocém-nascido por vrios meses ¢ a diminuigdo segvida do au r ee 2 Diagn Laboratori ‘mento gradual dessa imunoglobulina indicam a doenga congé- nita, Porém essa definicio tardia prejudica o ratamento, que jé ddeveria ter sido instiufdo. A sensibilidade dos métodos de de tecgio de anticorpos IgM, bem como a correta interpretacao dos resultados, sto fundamentals nessa pesquisa SELECIONAR DOADORES DE SANGUE No Brasil existem normas téenicas determinadas pelo Minis- tério da Saide para selecio de doadores de sangue. Além da tri ‘agen clinica eepidemiolSgica,atriagem sorol6gica em um papel de destaque na preveneao da doenca transfusional pare doenga cde Chagas, sfilis, hpatites B ¢ C, Sindrome da Imunodeficién- cia Adquirida (SIDA), HTLY-1 e IL. Os testes utilizados deve ‘apresentar alta sensibilidade, a associagio de dois ou mais tes- tes de prinefpios diferentes tem sido recomendada em normas ‘éenicas pelo Ministério da Sade como altemnativa para obten- ‘920 de indices méximos de sensibilidade e especificidade no re~ sultado final, Muito se tem discutido sobre os eritérios de sele- ‘¢20 quando s0 utilizados testes que pesquisam anticorpos IgG contra determinados pat6genos. O enfoque da discussa0 rele- vvante, pois muitas vezes a presenga desses anticorpos refere-se a infecgdes passadas e jé tratadas, ndo implicando risco transfusional Na impossbilidade de Outras formas de seleg0,€ enquanto 0 método Polimerase Chain Reaction (PCR) ni € in- tegralmente padronizado para uso rotineiro dos bancos de san- _Zue, 08 testes soroldgicos continuam desempenhando sua fun- 60 de selecionar doadores, mesmo nos casos onde 0 patsgeno {indo esté presente na circulagio dos doadores. SELECIONAR DOADORES E RECEPTORES DE, ORGAOS PARA TRANSPLANTES: ‘Anticorpos altamente especificos para determinantes estrutu- rais individusis que caracterizam diferentes antigenos do com- plexo principal de histocompatibilidade (sistema HLA) sio uti- Tizados em testes de linfocitotoxicidade. A reagdo entre antigenos presentes nos linfécitos eos soros contendo anticorpos espectfi- 0s anti-HLA permite saber quais io os antfgenos HLA expres- 505 por diferentes individuos. A tipagem desses antigenos € im- pportante na selec de doadores e receptores de Grgios em trans- plantes, AVALIAR 0 PROGNOSTICO DA DOENCA, Anticorpos contra determinadas componentes antigénicos de icrorganismos podem ser utilizados como marcadores imuno- 6gicos para avaliagao do prognéstico de uma doenga. Tome-se como exemplo a hepatite B, Componentes estruturais do virus induzem a formagio de anticorpos que so utlizados como mar- cadores imunolgicos na avaliagao dos pacientes. Um sntigeno solivel, dencminado antigeno HBe (HBeAg), relacionado com a infectividade e a contagiosidade do virus, induz a formagao de anticorpos anti-ABe, que surgem na circulaeo do paciente, como primeiro marcador de recuperagzo de um processo patolégico trénico ¢ tem sido utilizado inclusive na avaliagao da eficécia de o- interferon como agente quimioterdpico. A auséncia desse ‘marcador durante a evolugéa do processo erdnico & sempre um ‘mau progndstico da doenga. Também na paracoccidioidomicose, 1 associagio das respostas humoral e celular tem sido utilizada ‘no apenas na avaliagdo do prognéstico da doenga, mas também. para avaliae a resposta a quimioterapia institufda, Resposta hu- ‘moral em altos iulos, com resposta celular ausente, indica um ‘mau prognéstico da doenga e auséncia de resposta medicamen- AVALIAR A EFICACIA DA TERAPRUTICA E A. SUSPENSAO DA TERAPEUTICA ‘© sucesso da terapéutica pode acompanhar-se de queda gra dual dos anticorpos na circulacio dos pacientes. Essa propried de tem sido utilizada em muitas patologias para avaliar a efica- cia e a suspensio da terapéutica institufda. No caso da sifilis, ‘anticorpos anticardiolipina detéctados no teste do VDRL tém {queda gradual quando a terapéutica é bem-sucedida, fato nfio ‘observado para os anticorpos antitreponémicos, que permanecem na circulagto por longos perfodos, de meses a anos, mesmo apés acura do paciente. Deve-seficaratento & sorologia da sffiis, pois, ‘muitas vezes um resfduo de anticorpos anticardiolipina em itu los baixos (1/2, 1/4), por perfodos maiores que dois meses, ind ca cura do paciente e possibilidade da suspensto da terapéutica. AVALIAR A IMUNIDADE ESPECIFICA NATURALMENTE ADQUIRIDA OU ARTIFICIALMENTE INDUZIDA A presenga e 0 n{vel de anticorpos IgG anticomponentes antigénicos de microrganismos podem ser utlizados como mar- cadares da imunidade especifica do individuo. Em algumas pa- fologias, como as viroses, nfo € dificil definir qual o melhor mundgeno a ser utilizado. Quanto mais complexa for a consti- tig antigénica do patSgeno, mais diftel é a definigio do com- pponienteesirutural alvo para a producto da vacina.Parasitas como plasmédios, leishménias,etc.,tém sido exaustivamente estuda- dos durante muitos anos e somente agora, com o advento da bio- logia molecular, resultados promissores tém sido alcangados, principalmente quando sio associadas as respostas celular eu ‘moral dos individuos. Niveis de anticorpos protetores determinados por testes sorol6gicos altamente sensiveis ¢ especificas t&m importincia fundamental na avaliagio da imunidade do individuo. Citem-se ‘como exemplos a rubéola, a difteria e o tétano. ‘Na rubéola, o teste feito em sistemas automatizados permite ‘estabelecer com rigor os niveis de anticorpos protetores em uni- dades internacionais. Assim, niveis menores que 20 UUml inter- pretamos como negativos, ausGncia de anticorpos; nfveis entre 20 e 30 Ul/ml sto interpretados como anticorpos prescntes, po- rémndo-protetores;eniveis maiores que 30 Ulénl interpretamos como anticorpos presentes e protetores. O exemplo serve para mostrar claramente que precisamos de testes altamente sensiveis, c ospecificos para detecgao de pequenas quantidades de anticor- pos, que na elinica médica tém grande importancia. VERIFICAR 0 AGRAVAMENTO DA PATOLOGIA ‘A presenga de auto-anticorpos durante aevalugo de um pro- ccesso patolgico estérelacionada com o agravamento da patolo- gia, Nos casos graves de esquistossomose, hepatite B, malaria, tc, observam-se anticorpos contra estruturas do préprio indivi- duo. Também a presenga de imunocomplexos depositados em nivel de glomérulos pode representar um agravamento da pato- logia e podem ser facilmente detectados por testes sorol6gicos, ‘como, por exemplo, imunofluorescéneia indireta anticomple- ‘mento. Importéncia da Pesquisa de Anticorpos em Inquéritos Soroepidemiolégicos ESTABELECER A PREVALENCIA DA DOENCA ‘A prevaléneia da doenca pode ser estabelecida pela pesquisa de anticorpos IgG em amostras de sangue coletadas com rigoro- 10 critério epidemiol6gico. Na década de 70, foi feito um traba- tho conjunto entre o Ministério da Saide e o Instituto de Medi cina Tropical de Sao Paulo, para se estabelecer a prevaléncia da ‘doenga de Chagas no pals pela pesquisa de anticorpos TgG anti- .cnzi, O trabalho teve éxito pala associaglo de laborat6rios de vio estados brasileiros credenciacos pelo IMT-SP e 396s in- ‘enso trcinamento dos tSenicos envolvidos no projeto. O Depar- tamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de Séo Paulo orientow a coleta do material, seguindo padres estatisticos definidos, e 0 Ministrio da Satide deu todo apoio logistico para o trabalho de campo. O somatsrio de esfor- {0s permitiu 0 conbecimento do niimero de individuos infecta- dos e servi de base para ages ministeriais. Foi.o maior inqué- tito sorol6gico ja realizado em todos os tempos. VERIFICAR A ERRADICACAO DA DOENCA ‘A erradicagio de determinada doengs em uma regio pode ser verificada por testes sorolégicos. A auséncia de anticorpos con- tra o patégeno em crianeas nascidas no local expostas 3s condi- 6s ambientais€ forte indicio da erradicacao da doenga. Oacom- ppanhamento sorol6gico dessas erianeas por um periodo de tem- bo€ necessério para confirmagio dos resultados. Atualmente ests sendo preparado pelo Ministério da Saiide do Brasil um novo inquétito sorolégico para determinacio da prevalencia da doen- (ga de Chagas em eriangas maiores de cinco meses. Esse inguéri- {visa detectar Areas onde a doenca jé foi totalmente erradicada. VERIFICAR A REINTRODUCAO DE NOVOS CASOS EM AREAS CONSOLIDADAS ‘A presenga de anticompos [gM ou o aumento do titulo de an- ticorpos IgG contra determinado patégeno ¢ indicio de reintrodugdo da doenga em éreas jéerradicadas. Dessa maneira, ‘o monitoramento soroldgico de uma determinada érea, desde que realizado com rigor téenico e reagentes bem padronizados, pode permitir agdes corretivas que evitem novos focos,fazendo parte cde um programa de vigilancia sanitéria, Importancia dos Testes Sorolégicos na Pesquisa de Antigenos ‘COMO CRITERIO DE CURA ‘A auséncia do pat6geno ou de seus produtos apés um proces so infeccioso estd diretamente relacionada com a cura do paci- ene Os testes sorol6gicos uilizados para definico dessa possi- bilidade devern apresentar elovados niveis de sensibilidade & ‘especificidade através da utlizactio de anticorpos altamente es- Sorolgia: Importance e Pardmetros 3 +08 de interpretago. Patologstasfranceses, estuJando biépsias de ‘Banglios de pacientes selecionados a0 acaso, encontraram toxoplasmas. Oestudo retrospectivo desses pacientes mostrou que, ‘em muitos casos, nio haviaelato de toxoplasmose, supondo-se um ‘oquilfbrio entre parasitae hospedeiro. Os métodos irmunol6gi- ‘cos ou a PCR, por serem muito sensiveis, podem detectarreagses positivas sem implicagdo com a doenea do hospedeio. NA SELECAO DE DOADORES DE SANGUE Selecionar doadores de sangue pela pesquisa do agente ctiolégico de uma parologia passivel de ser transmitida por rans- fusto de sangue é uma meta importante na sorologia. Essa pes- Guisa, indicativa de um processo agudo, poderia ser utilizada ‘mesmo na fase onde a pesquisa de anticorpos ainda é negativa, fase pré-sorol6gica. Os testes devem apresentar nfveis maximos de sensibilidade e especificidade. Como exemplo, tem-se a pes- {quisa do antfgeno de superficie da hepatte B, HBsAg. A dificul- dade dessa pesquisa para outros microrganismas, como 0s pro- ‘tozoftios, std na definig4o do antigeno alvo a ser estudado, pela ‘complexidade antigénica e pela falha, em muitos easos, da tes- posta imune aos determinantes antigénicos selecionacos. EM INQUERITOS EPIDEMIOLOGICOS Embora mais restrita, essa aplicapto tem sido feita por mui- tos laboratérios. Em 1985, realizamos um projeto em associagzo com 0 laboratério de parasitologia do Centro Médico da Univer- sidade de Nova Torque (New York University Medical Center— NYUMC), para pesquisa de esporozoitas em mosquitos captu- rados na regio amaz6nica, por teste imunoenzimatico com an- ticorpos monoclonais antiesporozotas de P. falciparum, P. vivax € P, malariaé. Os resultados serviram para mapear as regides ‘ransmissoras de maléiae para identifica as espécies infectantes, Trabalhos semelhantes foram realizados por outros autores em. diferentes partes do mundo. Plo exposto fica claro que os testes sorol6gicos desempe- ‘nham um papel fundamental na patologia clinica como auxil 10s no diagnéstico de uma suspeita clinica principal. Deve-se Jembrar, entretanto, que os resultados obtidos podem variar em fungdo de uma série de fatores relacionados com arespostaimu- ne do hospedeiro e com as variagdes antigénicas do patégeno. Esses fatores podem levar a falsos resultados positivos pela pos- sibilidade de reagBes eruzadas contra determinantes antigenicos ‘comuns presentes nos parasitas, contra antigenos ubiitirios ou devido a uma resposta exacerbada do hospedeiro pela ativacdo policlonal de células B ou falsos resultados negativos pela au- séncia de resposta imunol6gica contra epitopos dos parasitas. ‘Todos os ramos da cigncia médica caminham na busca inces- sante de um teste ou de um processo de referéncia que possa defini a presenga ou a auséncia da doenga no paciente, ou seja, ‘0 “GOLD STANDARD TEST". Porém os fatores antetiormen- te relacionados e outros a serem ainda discutidos, como os pari- _metros sorolgicos, devem ser rigorosamente analisados para que ‘a definigio do processo infeccioso seja a mais préxima do ver- ‘dadeiro estado clinic do paciente. PARAMETROS PARA VALIDACAO DE UM TESTE SOROLOGICO \Vérios parimetros devem ser analisados para a validacao de ‘A validade intrinseca de um teste, que € 0