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Trabalho Esotérico de Fortalecimento Interior “13 dias”

Ativando as forças ígneas através da primeira Encruzilhada de Fogo


Dez/2017

Ao longo dos meses temos proposto fortes trabalhos de desenvolvimento


espiritual e, com muito júbilo, acompanhamos o desenvolvimento dos adeptos
49. As atividades comunais encerram-se oficialmente no dia 16 de dezembro,
porém, inicia-se um período de atividades individuais que serão postadas
semanalmente até a data de retorno.

O trabalho que estamos propondo tem exatos 13 dias de duração. Trata-se de algo
materialmente simples, mas com um poder muito incisivo em nossos interiores.
Para que todos possam entender a ação do que estamos propondo, um breve
resumo sobre os “chacras/portais obscuros” será transcrito antes da atividade
em si.
Chacras (resumo)
O corpo físico/material é um conjunto de sistemas interligados. Esses sistemas
se dividem em: Digestivo, respiratório, circulatório, nervoso, muscular, urinário,
reprodutor/sexual, ósseo ou esquelético e tegumentar. A cultura hindu
subdivide denomina esses sistemas como dhatus (carne, ossos, tecido
reprodutivo, sangue, gordura, medula e fluídos), assim como entende a divisão
elementar (fogo, ar, água, terra e akasha – “vazio ou espaço”). Fisicamente, o
corpo recebe a energia necessária para o funcionamento através dos alimentos
onde a quebra das moléculas é absorvida pelas células (semicondutores) e a
energia é distribuídas aos órgãos (sistema elétrico). O corpo (máquina) é
composto 64% de solução salina; um excelente condutor elétrico para distribuir
a bioeletricidade química. Enquanto a matéria armazena e condensa a energia
(coagula) a energia desintegra a matéria (solve). Isso faz do corpo humano um
modulador. Entretanto, concebemos que dentro do nosso corpo físico habita
nosso corpo astral, que por sua vez, protege a Fagulha Espiritual.
Exemplificando, seria como uma tradicional boneca russa Matrioskas com
diferentes densidades energéticas.

Assim como o corpo físico/material necessita de alimentos para gerar


energia/eletricidade, o corpo astral também necessita de uma fonte externa para
supri-lo. Dessa forma, a energia/eletricidade de um corpo interfere no
funcionamento do outro de maneira sadia ou nociva.
“Partimos do pressuposto que o corpo humano é uma casca que abriga uma fagulha
(espírito). Essa casca, também chamada de invólucro ou corpo denso possui um “sistema”
elétrico que regula dezenas de funções primordiais. Esse sistema é alimentado de duas
maneiras:
A- Por nutrientes físicos (comida e bebida);
B- Por nutrientes espirituais (energias). ” Coppini, Danilo. Quimbanda – O Culto da
Chama Vermelha e Preta. Pág. 53. Editora Capelobo. São Paulo – 2015.

No nosso corpo possuímos diversos pontos de armazenamento e movimentação


energética que são denominados exotericamente de Chacras. Tais vórtices,
apesar de não pertencerem ao corpo material, tem poder de influenciá-lo de
diversas maneiras. Como o corpo (espiritual, astral e físico/material) é um
reflexo de toda Criação Macro, o sistema cerebrospinal também foi dividido em
sete principais pontos, chamados de sete chacras ou ‘ilhas’. Esses são os
principais pontos de intercessão das nadis. Nadis (palavra de origem hindu), são
os canais (feixes) que movimentam toda energia através dos chacras.

Os chacras são vórtices energéticos e centros psíquicos que absorvem, catalisam


e expurgam energias. Para a Quimbanda são ‘Portais’ que conectam o corpo
Físico, Astral e a Fagulha Espiritual. Entende-se que no corpo humano existam
sete pontos principais (outros secundários) e esses se relacionam fisicamente às
glândulas e ao sistema imunológico. Um desiquilíbrio desses vórtices pode
ocasionar diversos males físicos, psicológicos, mentais e espirituais. Dessa forma
compreendemos que a absorção energética dos Chacras pode gerar energias
benignas ou malignas.

Os chacras vibram intensamente e tem como maior fundamento conectar os


vórtices até que os mesmos atinjam o ápice propiciando ao ser humano a
comunhão com a ‘Luz Suprema’ e a conexão com o infinito.
Os Sete Principais Chacras e os Sete Principais Portais Obscuros

Alguns adeptos de nossa Corrente possuem vasto conhecimento sobre a ação dos
chacras e estamos preparando um artigo iniciado em 2015 sobre toda ação desses
centros e como podemos manipular essas energias, mas no momento (e para o
atual momento), desejamos que os adeptos compreendam que nossos chacras
também agem como portais obscuros e podem ampliar a força interior.

A ação dos chacras (centros energéticos) está diretamente conectada com a


formação do escudo energético que rodeia nosso corpo físico. Escudos fortes e
densos impedem o compartilhamento pleno (espírito X matéria) fazendo com
que nossa incorporação e a própria troca energética não atinja os níveis desejados
por nós. Acompanhando as giras de desenvolvimento percebemos que se os
adeptos realizarem certos procedimentos poderão sentir mais profundamente o
compartilhamento favorecendo a abertura das “portas corta-fogo” (mentais).

Nos próximos estudos mostraremos a ação dos portais obscuros em teoria e


prática e como os adeptos poderão se beneficiar de tal conhecimento. Quando
chamamos os centros energéticos de “portais” estamos demonstrando que esses
pontos podem nos conectar com planos astrais e captar as energias necessárias
para nossa evolução espiritual. Obviamente que ao adentrarmos em terras negras
temos que estar preparados para as consequências desses compartilhamentos,
porém, como não somos irresponsáveis, prepararemos os interessados para que
tenham completo domínio sobre tais emanações.
Que os adeptos saibam nesse primeiro momento:
- O corpo humano possui centros de energias. Essa energia circula por todo corpo físico,
astral e espiritual através das nadis.
- Os chacras influenciam nossos corpos físico, astral e material.
- A principal vis energética está alinhada com nossa coluna vertebral.
- Os chacras também podem agir como portais e captar energias tanto em planos sutis
como em densos (obscuros).
- O Escudo Energético é a defesa que nosso corpo físico possui para repelir vampirismo,
ataques e compartilhamentos indesejados. Nos momentos de incorporação é extremamente
necessário permitirmos que essa troca (espírito X matéria) ocorra de forma programada.
Relação da Coluna Vertebral com a Serpente

O adepto 49 pode pesquisar em livros ou na rede mundial sobre a sacralidade


das serpentes em várias culturas. Para a Quimbanda Brasileira, formada
multiculturalmente, a serpente trata-se do marco que define a ascensão e a
própria transcendência humana. A relação da serpente com a coluna vertebral foi
uma herança dos nossos povos nativos, afinal, esse símbolo de libertação é o
mediador entre vivos e mortos (6º e 7º mundos). Para os Guaranis, esse animal é
o eixo por onde se ergue o ser humano, a coluna vertebral. Na sua base, está o
poder gerador de vida da Grande Mãe. Nossos Mestres Espirituais (Exus e
Pombagiras) nos ensinaram que a serpente está relacionada à evolução do
homem, ao fato de andarmos equilibrados em duas pernas, ereto, acima do chão.
A serpente simboliza o processo evolutivo, a inserção da razão sob a fé cega, da
força sob a escravidão, do domínio sobre a terra.

Seguindo o pensamento dos Guaranis, na base da serpente se encontra o poder


gerador da vida, ou seja, o chacra raiz. Localizado no períneo, abaixo dos genitais
e acima do ânus dentro do cóccix – Plexo pélvico, base da coluna vertebral e as
três primeiras vértebras. Esse Chacra está conectado ao Elemento Terra/plano
físico e à estabilidade de um quadrado, por isso seu número esotérico é o ‘4’. O
quadrado está associado à estabilidade, às quatro dimensões e direções. A Yoga
alega que a Deusa Kundalini reside/adormece no centro desse quadrado.

O trabalho de fortalecimento que estamos propondo baseia-se nesse conceito, ou


seja, o despertar energético de nossas serpentes e a condução dela através de
nossa coluna vertebral a fim de que nos tornemos fortes, despertos e possamos
dominar a intensidade de nossos Escudos Energéticos.
O Trabalho
Materiais necessários:
01 vela fina;
01 imagem desenhada/impressa do Ponto Riscado do Poder da Primeira
Encruzilhada de Fogo.

O Ponto demonstra claramente todos os conceitos transcritos. Os planos (sub e terrestre


7º e 6º) representados pelos círculos, as quatro direções, o dinamismo que fecunda, as
serpentes energéticas (que também podem ser comparadas às Nadis), o centro de poder
na Primeira Encruzilhada de Fogo.
A Ritualística

Observações:
A partir dessa data (03/12) os adeptos prepararão essa ritualística conforme suas
possibilidades físicas. O importante é que estejam focados no trabalho. Pode ser
realizado defronte às firmações /assentamentos ou em qualquer ambiente onde
possa se concentrar o suficiente.

Importante é que usem seus fios-de-conta (para proteção e continuidade


energética) e estejam de mente e corpo limpo. Nesses treze dias de busca, não
recomendamos o excesso de bebidas alcoólicas, drogas, estimulantes e a prática
do sexo não deve anteceder o ritual.

O uso de incensos/defumadores, banhos com plantas quentes (antecedem o


ritual), óleos e pós no corpo, técnicas pessoais de respiração, uso de tochas, enfim,
esse trabalho esotérico é bem aberto a inserção de elementos.

O ideal é que seja realizado ao longo dos 13 dias, porém, compreendemos que
por vezes torna-se inviável. Sendo assim, fica a critério de cada adepto o número
de vezes que irá realizar esse trabalho mágico.

A mesma vela será usada todos os dias, pois, será apagada ao término da prática.
A cor de vela para essa prática deverá necessariamente ser vermelha e preta –
para estimular nosso sensorial visual.
01- O início

Sentado confortavelmente o adepto iniciará uma respiração polarizada. Essa


respiração (já descrita em outros artigos) desobstrui os canais energéticos e
prepara o adepto para fortes conexões.
Como fazer:
Essa respiração, como o próprio nome indica, diz respeito ao masculino e ao
feminino e, por isso, os homens devem iniciá-la e terminá-la pela narina direita e
as mulheres, pela esquerda. Tanto na respiração masculina como na feminina
usamos a mão direita.

Respiração masculina - Tape a narina esquerda com o dedo indicador da mão


direita; os dedos anelar e mínimo ficam dobrados, encostando-se à palma da mão
e o polegar fica esticado. Inspire o ar pela narina direita, pressione-a com o
polegar e segure o ar pelo tempo que lhe for confortável. Afaste o dedo indicador
da narina esquerda para que você possa soltar vagarosamente todo o ar através
dela. Imediatamente, inspire pela narina esquerda, tape-a com o dedo indicador
e retenha o ar nos pulmões pelo mesmo tempo do ciclo anterior. Afaste o polegar
da narina direita e deixe o ar sair lentamente através dela.
Toda essa sequência é uma respiração: inspira pela direita, retém tapando as duas
narinas, solta pela esquerda, inspira pela esquerda, retém tapando as duas
narinas, solta pela direita.

A respiração feminina é exatamente o oposto: Dá-se início inspirando pela narina


esquerda, retém tapando as duas narinas, solta pela direita, inspira pela direita,
retém tapando as duas narinas, solta pela esquerda, completando uma
respiração.

Repita esse ciclo sete vezes seguidas. Certamente a energia do corpo irá sofrer
modificações perceptíveis. Esvazie bem os pulmões, pois, dessa forma o ciclo será
perfeito.
02- Acendendo a vela

Feita a respiração polarizada o adepto preparará a vela. Recomendamos sempre


o uso de tinturas ou bebida alcoólica para “limpar” a vela antes do uso
ritualístico.

Com ambas as mãos o adepto segura as velas e visualiza uma ‘tocha inflamada’.
Após a visualização proclama a seguinte oração:

“Ó poderes absorvidos pelo meu corpo carnal e astral, pela Luz da Serpente de Fogo que
habita na Primeira Encruzilhada de Fogo que crepita em minha essência imortal,
transformo esse objeto em um poderoso portador do fogo infernal! Que ao ser desperta,
essa chama seja uma ponte entre os vivos e os Poderosos Mortos, consumindo minhas
fraquezas e exaltando meus poderes obscuros! Que essa vela represente as três pontas dos
Tridentes de meus Mestres Exus e possam direcionar e conduzir, assim como a
Carruagem de Lúcifer, minhas intensões para o além! ”

01- O adepto pegará a vela com a mão esquerda e a passará em torno da


cabeça no sentido anti-horário sete vezes.
02- Passará a vela em toda extensão do corpo.
03- Baterá o fundo da vela três vezes no chão e a acenderá do lado direito da
Firmação de Exu/Pombagira ou do próprio corpo (para aqueles que não
possuem firmações).
04- Proferirá a seguinte oração:

“Ó Fogo, Transportador das Transformações, Destruidor do Mundo, Incinerador das


Paixões e Condutor da Luz, faço dessa vela uma Tocha de Serpentina que despertará todo
potencial trancafiado em minha própria essência. Erga-se do abismo ó serpente infinita!”
03- Visualizando o Símbolo
O adepto segurará o Ponto de Poder da Primeira Encruzilhada de Fogo e fixará os
olhos nele até que a visão turve. A mente deve estar o mais vazia possível. Repita
esse procedimento até que ao fechar os olhos consiga visualizar o símbolo com
nitidez.
04- Iniciando a meditação da Serpente de Fogo

Provavelmente essa seja a parte mais difícil do trabalho proposto, todavia, em


treze dias é impossível não obter êxito ao menos uma vez.

Após visualizarmos o ponto, nosso corpo estará vibrando de outra forma.


Devemos nos aproveitar dessa energia para incitar nossa serpente pessoal. Para
corroborar com a visualização podemos dar forma a essa serpente.

Exemplo de Serpente de Fogo


Obs.: Algumas escolas esotéricas despertam a serpente a partir do chacra coronário
descendo até o chacra raiz, entretanto, na nossa Tradição fazemos o caminho da tocha
ascendente, ou seja, despertamos a partir da base (seguindo o conceito Guarani) donde
serpente sobe até o coronário.

A visualização consiste em sentir uma serpente de fogo subir pela nossa coluna
até a região da cabeça. Quando começamos a visualizar devemos imaginar que
essa serpente está enrolada, pronta para dar um bote. Ao desejarmos seu veneno
ela pulará e se enrolará em nossa coluna. Essa serpente passará por todos os
nossos centros de poder (chacras) purificando-nos das energias escravistas e
concedendo-nos visões espirituais. Devemos sentir esse animal quente enrolado
escalando-nos até chegar em nossa mente.

Pode parecer difícil, mas a prática fará com que isso se torne natural. Essa
serpente vai ficando cada vez mais densa, mais real, palpável até. Nesse primeiro
momento a meditação consiste em visualizar a serpente sair do chacra raiz (bote)
e escalar a coluna vertebral até chegar até nossas mentes. Precisamos do veneno
dela para aprender controlar nossas próprias energias.
Todas as formas de visualização são válidas. Use-as, explore-as sem medo.
Alguns tolos creem que a Serpente de Fogo possui ligações apenas de cunho
sexual e que sua energia nos leva a uma excitação. Essa afirmativa não está
completamente errada, mas limitar a serpente de fogo a isso é no mínimo uma
tolice arquétipa espelhada no “pecado original”. A Serpente de Fogo é um dos
mais poderosos caminhos da Magia e sua energia está além de qualquer
limitação. Necessitamos do fogo, pois nosso Culto (Quimbanda Brasileira) é o
fogo ancestral, assim, essa chama ampliará nossos horizontes em amplos
sentidos.

O objetivo desse contato ofídico e ígneo é aprender controlar nossos escudos


energéticos. Quando a serpente chega em nossas mentes solicitamos controle
sobre nossas próprias energias/limitações. Precisamos dominar nossos escudos
ao ponto de reforçarmos ou diminuirmos a intensidade de acordo com nossas
necessidades.
2ª parte da Meditação

Com a serpente em nossa mente, visualizamos uma energia em volta do nosso


corpo físico. Através da visualização daremos uma forma e uma coloração à
mesma.

Exemplo de Escudo Energético

Através do nosso desejo a forte concentração começaremos a manipular a


espessura desse escudo. Visualizaremos aumentar e diminuir diversas vezes.
Conforme formos diminuindo sentiremos a forte presença de nossos Mestres
Espirituais (Exu e Pombagira) e ao aumentarmos esse a intensidade desse escudo
essa presença diminui até se tornar quase imperceptível. Podemos até medir isso
por meio das energias/”arrepios” dos pelos corporais.
Quando conseguimos êxito, agradecemos a serpente de fogo e visualizamos ela
retornar a sua origem. Não encerrem o ritual sem o retorno, sob pena de
desregularmos a energia do nosso corpo.

Lentamente abrimos os olhos e antes de apagar a vela realizamos a seguinte


oração:

“Em nome do Grande Dragão Negro Maioral, Senhor da Primeira Encruzilhada de Fogo,
Dono dos Sete Infernos e dos Sete Reinos, Pai e Mãe de Toda Quimbanda, clamo para que
eu possa encontrar minha Chama Vermelha e Preta!
Os quatro elementos se fundem ao meu espírito e incendeiam meus corpos, como um tacho
de epô fervendo, sou sangue que não se bebe, sou óleo que destrói a vida! Exu, meu Mestre,
que eu saiba ser forte como o ferro e paciente como as rochas, mas que meu tempo de Luta
seja ao teu lado, pois juro-te que não serei sepultado pelos meus inimigos e não vagarei
perdido em teus campos! Se beber de vossa Fonte, serei unido a Ti com a força das Palavras
de Maioral e nada nesse mundo, nem em outros mundos terá poder de corromper essa
aliança!
Eu comungo os Sete Reinos de Exu e busco na sabedoria dos Mortos as forças para meu
renascer! Livre, sou livre dos vícios dessa Terra maldita e uso-a como pretender, sorvendo
seus tesouros e benesses sem me corromper ao fascínio dos idólatras! Laroyê Exu! Salve a
Grande Mamba de Fogo Maioral! ”

Apague a vela e siga adiante.


Força e Honra!