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AGRAVO DE PETIÇÃO

Art. 897, ‘a’, CLT

Agravo vem do grego aggravare, que significa impugnar gravame.

Agravo de petição é o recurso que serve para atacar as decisões do juiz nas
execuções.

Difere do agravo de instrumento. O agravo de instrumento é cabível quando o juiz


nega seguimento ao recurso. O agravo de petição cabe para atacar as decisões do juiz na
execução.

Cabimento

É cabível na fase de execução. Não cabe na fase de conhecimento.

Nos despachos de mero expediente, não cabe nenhum recurso (regra geral) (art. 504,
CPC).

Não cabe contra decisões interlocutórias, as quais somente são recorríveis quando da
apreciação do mérito nas decisões definitivas (art. 893, § 1º c/c art. 799, CLT e Súmula
241 do TST). Exemplo: não produção de prova, recusa a nomeação de bens à penhora,
não realização de perícia.

Não cabe se não houve embargos do devedor ou impugnação à sentença de


liquidação. A sentença só pode ser impugnada por embargos à execução (art. 884, § 4º,
CLT). Não cabe contra a sentença de liquidação, pois esta não é definitiva, já que pode
ser mudada quando do exame dos embargos ou da impugnação à sentença de
liquidação. Se a parte perdeu o prazo para apresentar os embargos à execução ou
impugnação à sentença de liquidação, não pode apresentar o agravo de petição, pois
este não substitui aqueles.

Não cabe por quem não é parte no processo. Exceção: embargos de terceiro.

Não cabe na execução provisória, pois a execução para na penhora (art. 899, CLT) e
não pode prosseguir, além de poder ser modificada no recurso ordinário.

Não cabe das decisões sobre adjudicação ou arrematação, pois são decisões
interlocutórias e a decisão de eventual agravo de petição poderia ser modificada na
sentença.

Portanto, cabe agravo de petição de decisão terminativa que julgar embargos do


devedor, de terceiro, à praça, à arrematação, à adjudicação, à impugnação à
sentença de liquidação, da decisão que julga extinta a execução, da decisão que
julgar a Justiça do Trabalho incompetente.

Não cabe remessa de ofício na execução. O ente público deve apresentar agravo de
petição.
Não cabe agravo de petição se o valor da causa for até dois salários mínimos, salvo
se versar sobre matéria constitucional.

A matéria discutida no agravo de petição é a mesma que foi objeto da sentença que
julgou os embargos ou impugnação à sentença de liquidação.

Se o agravo de petição for apenas sobre as contribuições sociais, o juiz manda extrair
as cópias e autuar em separado para subir à instância superior, para poder executar o
crédito do reclamante.

Depósito

Não há depósito, pois a execução já está garantida com a penhora, além de que a lei
não menciona o valor do depósito (art. 40, § 2º, Lei n.º 8.177/91).

Instrução Normativa nº 3/93, item IV, letra c, do TST: “garantida integralmente a


execução nos embargos, só haverá exigência de depósito em qualquer recurso
subsequente ao devedor se tiver havido elevação do valor do débito.”

Hipótese 1: correção monetária: é mera atualização do valor da dívida.

Hipótese 2: penhora feita em valor inferior à condenação feita no julgamento da


impugnação à sentença de liquidação: teria que complementar.

Custas:

As custas na execução serão pagas ao final (art. 789-A, CLT).

Prazo

08 dias (art. 6º, Lei n. 5.584/70 e art. 897, a, CLT).

Condições de admissibilidade

Não pode ser interposto por simples petição. Há necessidade de delimitar as matérias
E os valores impugnados (as duas limitações cumulativamente).

Quando tratar de mais de um aspecto, dividir em tópicos, com razões de fato e de


direito. Exemplo: diferenças salariais apontadas pelo perito nos cálculos, descontos
fiscais e previdenciários,

Em primeiro grau, o juízo de admissibilidade verifica o prazo, os pressupostos do


recurso e se houve delimitação e justificação das matérias e valores impugnados. Mas
não ingressa no mérito. O juiz não pode determinar que a parte indicasse os valores. Se
não cumpriu os requisitos, o recurso não é recebido.

A parte não pode se reportar a cálculos apresentados no processo, pode apenas


mencioná- los de forma atualizada. Mas não cabe mais discutir se não foi impugnado e
foi homologado.
O recurso pode ser interposto por simples petição (art. 899, CLT). Mas essa regra se
aplica apenas às partes que postulam sem advogado por meio do ius postulandi.

Caso a exceção de pré-executividade seja rejeitada, trata-se de mera decisão


interlocutória, prosseguindo-se o processo de execução, razão pela qual não cabe
recurso de agravo de petição.

A regra da delimitação dos valores é para a empresa, mesmo se estiver sem advogado,
pois é ele quem tem interesse de protelar a execução.

Se o juiz negar seguimento ao agravo de petição, cabe agravo de instrumento.

Efeito

Não há efeito suspensivo. Tem efeito apenas devolutivo.

Permite-se a execução imediata da parte que não foi objeto do recurso, ou seja, a
execução definitiva, nos próprios autos ou por carta de sentença, motivo pelo qual não
cabe efeito suspensivo (art. 897, §2º, CLT).

Ao receber o recurso, o juiz diz se há necessidade de traslado das peças necessárias


para enviar ao tribunal, OU se remeterá os próprios autos. Dependerá da
complexidade da matéria, se a questão interferirá ou não na execução diretamente, se o
recurso abranger a maior parte da execução.

Objetivo

A possibilidade de execução imediata da parte que não foi objeto de recurso foi dar
mais celeridade às questões na Justiça do Trabalho.

Processamento

O recurso de agravo de petição é apresentado perante o juiz da execução, que recebe


o recurso se estiver de acordo com os pressupostos de admissibilidade. O agravo é
intimado para apresentar contrarrazões em 08 dias (ou em dobro, se o caso).

Após, os autos são conclusos ao juiz para reformar ou manter a decisão. Se mantiver,
os autos são enviados ao tribunal.

No tribunal, os autos são enviados à Procuradoria do Trabalho para emitir parecer


em 08 dias da distribuição do processo ao procurador.

Retornando o processo, os autos são distribuídos ao Relator, o qual prepara seu voto e
envia os autos ao Revisor. Após, o processo é colocado em pauta de julgamento.

Procedimento

O agravo de petição será apreciado pelo Pleno, se não houver divisão em turmas, ou
por estas, se houver divisão. Exceção: decisão do juiz presidente é julgada pelo Pleno
(art. 897, §3º, CLT).
O agravo de petição de decisão do juiz de direito (onde não há Vara do trabalho), é
julgado pelo TRT respectivo e não pelo TJ.

Normalmente, os Regimentos Internos costumam colocar o agravo de petição mais


rapidamente em julgamento, considerando a fase de execução.

No dia do julgamento, as partes podem fazer sustentação oral.

Da decisão que julgar o agravo de petição, não caberá recurso de revista. A Súmula
266 do TST só admite recurso de revista quando houver ofensa à Constituição Federal,
devendo a ofensa ser direta e literal e não indireta ou meramente reflexa. Não cabe de
violação de lei ou divergência jurisprudencial.

No procedimento sumaríssimo, não há tratamento diferenciado para o agravo de


petição.

Exemplos de jurisprudência:

“AGRAVO DE INSTRUMENTO. DENEGADO SEGUIMENTO AO AGRAVO


DE PETIÇÃO. INTERPOSIÇÃO DE DESPACHO OU DECISÃO
INTERLOCUTÓRIA, COM CONTEÚDO DECISÓRIO E SEM MEIO
PROCESSUAL ADEQUADO AO SEU REEXAME. PROVIMENTO. Não se pode
olvidar da relevância e necessidade de constatação do conteúdo da decisão proferida na
execução para fins de cabimento de agravo de petição, de vez que, em não sendo
meramente ordenatória do processo e não sendo previsto meio processual adequado ao
seu reexame, pode desafiar a medida recursal em comento. Assim, não havendo que se
falar em irrecorribilidade do ato judicial no caso concreto, deve ser provido o agravo de
instrumento, a fim de destrancar o agravo de petição interposto. (TRT 15ª Região –
Processo n. 00440-1992-066-15-02-0 AI-520/2008 – 4ª Câm. Distrib. 27.05.2008 – Rel.
Luiz Carlos Martins Sotero da Silva)”

“AGRAVO DE PETIÇÃO. ADMISSIBILIDADE. PRESSUPOSTOS. A


admissibilidade dos recursos está subordinada ao preenchimento de certos requisitos de
ordem objetiva e subjetiva comuns a todos. O recebimento do agravo de petição, além
de pressupor todos eles, ainda se subordina aos pressupostos objetivos próprios e
específicos determinados pelo art. 897, parágrafo 1º da CLT, ou seja, a delimitação da
matéria e dos valores impugnados.” (TRT 12ª Região – 2ª. T – AP
4993/2003.018.12.00-2 – Ac. N. 1299/06 – Relatora: Marta Fabre – DJSC 2.2.06 –
p.165).