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20/12/2018 Julio Severo: O antimarxismo estridente de Hitler

O antimarxismo
estridente de Hitler
Antissemitismo e a luta nazista contra o marxismo soviético
Julio Severo

Como é que foi possível uma Alemanha majoritariamente cristã ser enganada pela ideologia nazista? O Rev.
Erwin W. Lutzer, em seu livro “Hitler’s Cross: How the Cross of Christ was used to promote the Nazi agenda”
(A Cruz de Hitler: Como a Cruz de Cristo era usada para promover a agenda nazista), explica como os
cristãos alemães abraçaram Adolf Hitler como um salvador contra o marxismo:

“Muitos padres e pastores foram enganados. O Padre Falkan, um padre paroquial católico, disse:
Devo confessar que fiquei contente de ver os nazistas chegarem ao poder, pois naquela época senti
que Hitler como católico era um homem temente a Deus que poderia combater o comunismo em prol
da Igreja Católica… o antissemitismo dos nazistas assim como o antimarxismo deles apelavam para
a Igreja Católica.’”

A verdade é que o antimarxismo dos nazistas apelava não somente para os católicos, mas também para os
luteranos, industrialistas e conservadores na Alemanha. Para eles, Hitler só estava usando uma capa
socialista (Nacional Socialismo) para combater uma ideologia muito popular entre as classes trabalhadoras
alemães: o comunismo.

A luta de Hitler contra o marxismo soviético


O comunismo soviético estava ameaçando a Alemanha e Hitler pôde unir alemães conservadores e cristãos
(católicos e protestantes) sob a bandeira de luta total contra o marxismo soviético. A condenação de Hitler ao
marxismo era explícita. Ele disse:

Marxismo: veneno mortal.

A face feia do marxismo.


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A democracia no Ocidente hoje é o precursor do marxismo. A democracia oferece um terreno


propicio, no qual consegue desenvolver-se a epidemia [marxista].

O problema mais importante que confronta a Alemanha: o marxismo.

Expressei pela primeira vez a convicção de que a questão do futuro da nação alemã é a questão da
destruição do marxismo.

Uma praga como o marxismo.

A obra de destruição do marxismo, a sua propaganda envenenadora, cega o povo.

O marxismo tem que ser aniquilado.

O marxismo marchará com a democracia até que consiga, por via indireta, os seus criminosos fins.

Esforçava-me, por todos os meios ao meu alcance, por convencê-los da perniciosidade dos erros do
marxismo.

O problema futuro da nação alemã devia ser o aniquilamento do marxismo. Na funesta política de
alianças da Alemanha eu via apenas o fruto da ação destruidora dessa doutrina. O pior era que esse
veneno destruía quase insensivelmente os fundamentos de uma sadia concepção do Estado e da
economia, sem que os por ele atingidos se apercebessem de que a sua maneira de agir, as
manifestações da sua vontade já eram uma consequência destruidora do marxismo… Muitas vezes
se tentou procurar um remédio para essa enfermidade, mas confundiam-se os sintomas com a
causa. Como ninguém conhecia ou queria conhecer a verdadeira causa do mal-estar da nação, a
luta contra o marxismo não passou de um charlatanismo sem eficiência.

Essas ideias espantosamente antimarxistas, sustentadas por Adolf Hitler em sua autobiografia “Mein Kampf”
(Minha Luta), publicada em 1926, conquistariam qualquer audiência antimarxista moderna.

Se, como o escritor socialista George Orwell disse, “Durante tempos de engano universal, dizer a verdade se
torna um ato revolucionário,” então Hitler demonstrou um ato revolucionário ao dizer a verdade sobre o
marxismo. Aliás, ele revolucionou sua geração com seu antimarxismo. E qualquer outro indivíduo em nossos
dias corajoso o suficiente para dizer a verdade sobre o marxismo estaria fazendo um ato revolucionário.

Com seu discurso antimarxista estridente e inflamatório, Hitler levou a Alemanha a uma euforia incrivelmente
antimarxista que acabou lhe dando total poder político por meios democráticos. O que de forma especial o
impulsionou ao poder foi o ambiente ideal: A Alemanha estava passando por uma grave crise econômica.

Richard J. Evans, em seu livro “A Chegada do Terceiro Reich” (Editora Planeta do Brasil, 2010), comentou:
“Pequenas empresas e oficinas foram especialmente atingidas. Em sua incompreensão das forças mais
amplas que estavam destruindo seu meio de vida, aqueles mais gravemente afetados acharam fácil acreditar
nas afirmações de jornalistas católicos e conservadores de que os financistas judeus eram os culpados.”

No entanto, nas suas campanhas para se eleger Hitler não focava nos judeus. Seu foco era o marxismo
soviético. “Num discurso para centenas de empresários em 1932, Hitler culpou o marxismo pelos problemas
da Alemanha, mas nem chegou a mencionar os judeus. Evans disse: ‘O antissemitismo, tão proeminente na
propaganda nazista na década de 1920, assumiu posição secundária e teve pouca influência em conquistar
apoio para os nazistas nas eleições do início da década de 1930.’” (Joseph Keysor “Hitler, the Holocaust, and
the Bible: A Scriptural Analysis of Anti-Semitism, National Socialism, and the Churches in Nazi Germany”
[Hitler, o Holocausto e a Bíblia: Uma Análise Bíblica do Antissemitismo, Nacional Socialismo e as Igrejas na
Alemanha Nazista] Athanatos Publishing Group.)

O discurso dele contra o marxismo soviético acabou lhe garantindo vitória.

Em seu livro “Hitler, God, & the Bible” (Hitler, Deus e a Bíblia), publicado por WND Books em 2012, Ray
Comfort disse: “Se Hitler era qualquer coisa, ele era um mestre da propaganda. A fim de o Partido Nazista se
levantar, ele fez campanhas em prol do fim do marxismo…”

De acordo com Comfort, ele unificou as igrejas alemãs nessa missão.

A luta de Hitler contra o marxismo judaico


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Entretanto, havia um problema. A verdade e revolução dele incluíam a demonização dos judeus. A
demonização do marxismo e a demonização dos judeus andavam de mãos dadas. A motivação dele era o
antissemitismo. Ele rejeitava o marxismo porque havia sido criado por um judeu. Ele rejeitava o marxismo
porque estava sendo liderado de modo proeminente por judeus russos. Ainda que não tivesse um foco nos
judeus em sua campanha de 1932 para se eleger, Hitler disse em sua autobiografia de 1926:

Abriram-se-me os olhos para dois perigos que eu mal conhecia pelos nomes e que, de nenhum
modo, se me apresentavam nitidamente na sua horrível significação para a existência do povo
germânico: marxismo e judaísmo.

No bolchevismo russo, precisamos ver a tentativa empreendida pelos judeus do século XX de


alcançar a dominação do mundo.

Karl Marx, autor de O Capital, era filho de pais protestantes, que haviam se convertido do
judaísmo. Como muitos outros que mais tarde se identificaram com o socialismo, conhecido
anteriormente em suas formas utópicas na França, ele foi educado na filosofia neo-hegeliana. Na
época essa doutrina destacadamente evolucionista entrou em conflito com o Cristianismo luterano
de um modo convencional e fundamentalista. Parecia não haver chance de reconciliação entre
filosofia e religião.

Por isso, o marxismo internacional é simplesmente a versão aceita pelo judeu Karl Marx de idéias e
conceitos já há muito tempo existentes de fato sob a forma de aceitação de uma determinada fé
política. Sem o alicerce de uma semelhante intoxicação geral já existente, jamais teria sido
possível o espantoso êxito político dessa doutrina. Entre os milhões de indivíduos de um mundo que
lentamente se corrompia, Karl Marx foi, de fato, um que reconheceu, com o olho seguro de um
profeta, a verdadeira substância tóxica e a apanhou para, como um feiticeiro, com ela aniquilar
rapidamente a vida das nações livres da terra. Tudo isso, porém, a serviço de sua raça.

A doutrina judaica do marxismo repele o princípio aristocrático na natureza.

A força que deu ao marxismo a sua espantosa influência sobre as massas não foi a obra intelectual
preparada pelos judeus, mas sim a formidável propaganda oral que inundou a nação, acabando pela
dominação das camadas populares… Esse livro não foi escrito para o povo mas exclusivamente para
os líderes intelectuais da máquina que os judeus montaram para a conquista do mundo.

Em seu livro “Beyond Totalitarianism: Stalinism and Nazism Compared” (Além do Totalitarismo: Stalinismo e
Nazismo Comparados), publicado pela Cambridge University Press em 2009, Michael Geyer e Sheila
Fitzpatrick revelaram que a luta nazista contra a União Soviética era uma luta racial. Eles disseram:

A intenção de Hitler era conduzir a guerra contra a União Soviética como uma guerra político-
ideológica e racial-ideológica de destruição… a prontidão de conduzir uma cruzada anti-
bolchevique implicava um acordo de prosseguir a guerra como uma guerra racial contra o
“bolchevismo judeu.”

Ao mesmo tempo, os autores admitem: “Os comissários bolcheviques… eram muitas vezes judeus.”

Proeminência dos judeus


Depois da eleição de Hitler, o antissemitismo visto em “Mein Kampf” ressuscitou com vingança e Hitler voltou
a enfatizar os judeus como uma ameaça tão importante quanto o marxismo soviético, fazendo parecer que
os judeus tinham uma proeminência exclusivamente maligna em tudo. Mas essa é uma mentira grosseira e
maliciosa. Já que Deus abençoou Abraão, Isaque e Jacó e seus descendentes, os judeus têm uma
proeminência e excelência em tudo em que se envolvem. Os judeus estavam envolvidos no nascimento dos
Estados Unidos? Sim. O resultado? Excelente! Os judeus estavam envolvidos no nascimento da União
Soviética? Sim. O resultado? Horrível.

Se os judeus tivessem proeminência exclusivamente em eventos malignos, os caluniadores teriam razão


para condená-los. Mas esse não é o caso. Como todo mundo mais, os judeus estão envolvidos em eventos
malignos e bons. E pelo fato de que eles têm uma bênção especial de Deus, tudo o que eles tocam, bom ou
mau, se torna muito melhor ou muito pior. Por isso, o jeito certo de canalizar a bênção de Deus,
especialmente bênçãos econômicas, concedidas aos judeus é uma união com cristãos verdadeiros. Tal união
e bom canal aconteceram no nascimento dos Estados Unidos. O jeito errado de canalizar as bênçãos
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judaicas é deixar que os ateus as usem para avançar sua causa. O Dr. Bernard Nathanson, o aborteiro mais
proeminente do mundo, era ateu de origem judaica. Ele havia presidido mais de 60 mil abortos nos EUA. O
caso dele poderia ser facilmente usado por antissemitas para declarar que todos os judeus são maus. No
entanto, Nathanson acabou questionando seu negócio de aborto e o abandonou. Além disso, o único
Salvador da humanidade, Jesus Cristo, é judeu. Ele é tal bom exemplo judaico colossal que facilmente
ultrapassa qualquer mau exemplo judeu, especialmente Karl Marx.

Os que odeiam os judeus deveriam se lembrar de que Jesus não é brasileiro, americano, russo ou árabe. Ele
é judeu! Os que odeiam os judeus por si odeiam também Jesus.

Por causa da aliança de Deus com os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó, os judeus sempre têm um
grande potencial para extremo bem ou mal. Contudo, nenhum judeu mau ultrapassará, em proeminência, ao
supremo Judeu Bom, Jesus.

Embora a motivação de Hitler para atacar o marxismo soviético fosse seu ódio aos judeus, a motivação dos
judeus para ajudar a fundar a União Soviética não foi ódio aos russos. O antigo governo czarista era tão
antissemita quanto a Inquisição católica ou até mesmo o sistema nazista. Os judeus russos, auxiliados por
capitalistas americanos, ajudaram a fundar o sistema soviético para salvar os judeus da perseguição e morte
do governo czarista.

Henry Ford: Judeus, os principais problemas do mundo


A crítica de Hitler ao marxismo e, simultaneamente, aos judeus não era de modo algum um trabalho pioneiro.
Seis anos antes da publicação de “Mein Kampf” na Alemanha, o magnata da indústria automobilística Henry
Ford Sr. lançou nos Estados Unidos seu livro antissemita “O Judeu Internacional: O Principal Problema do
Mundo,” publicado em 1920. “O Judeu Internacional” foi publicado em várias línguas e disseminado
amplamente nos Estados Unidos e no exterior. A primeira edição brasileira foi publicada pela Editora Globo
em 1933. Esse livro americano, muito popular hoje na internet, era muito mais estridentemente anti-judeu do
que Mein Kampf. Nele Ford disse:

Werner Sombart, em sua obra “Os Judeus e o Capitalismo Moderno,” diz que “se as condições nos
Estados Unidos continuarem a se desenvolver da mesma forma que na última geração, se as taxas
de imigração e aumento da natalidade entre as diversas nacionalidades permanecerem a mesma
coisa, nossa imaginação pode fazer um quadro mental dos Estados Unidos daqui a cinquenta ou cem
anos como um país habitado tão-somente por eslavos [russos], negros e judeus, entre os quais os
judeus naturalmente ocuparão a posição de liderança econômica.” Sombart é um escritor pró-
judeu.

A questão é: Se os judeus controlam tudo, como foi que isso aconteceu? Os EUA são um pais livre.
Os judeus perfazem apenas três por cento da população. Para cada judeu, há 97 gentios. Para os 3
milhões de judeus nos Estados Unidos, há 97 milhões de gentios. Se os judeus controlam tudo, é por
causa da capacidade superior deles, ou é por causa da inferioridade e atitude indiferente dos
gentios?

Os verdadeiros capitalistas do mundo são judeus, que são capitalistas por amor ao capital.

Os judeus criaram o capitalismo, nos dizem. Mas o capitalismo demonstrou ter mau
comportamento. Por isso, agora os criadores judeus vão destruir sua criação. Eles fizeram isso na
Rússia. E agora, o povo americano será bonzinho e deixará seus benfeitores judeus fazerem o
mesmo nos EUA?

Mas os judeus não destruíram o capitalismo na Rússia. Quando Lênin e Trotsky fizerem seu discurso
de despedida e se aposentarem sob a influência protetiva dos capitalistas judeus do mundo, todos
verão que apenas o capital dos gentios e russos foi destruído, e que o capital judeu foi
entronizado.

A conclusão, quando todos os fatos são considerados, é irresistível, de que a revolução bolchevique
foi um investimento cuidadosamente preparado pelos banqueiros judeus internacionais.

No capítulo 15, intitulado “Será que o ‘Kahal’ Judeu é o ‘Soviético’ Moderno?” de seu livro, Ford diz:

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O soviético não é uma instituição russa, mas judaica. Essa invenção dos judeus russos não é de
hoje, nem é um instrumento político novo que foi estabelecido como um canal das ideias de Lênin e
Trotsky. O soviético é de origem judaica antiga, um instrumento que os próprios judeus inventaram
para manter sua vida racial e nacional diferenciada depois que os romanos conquistaram a
Palestina. O bolchevismo moderno, que é hoje conhecido como meramente a capa exterior de um
golpe há muito tempo planejado para estabelecer a dominação de uma raça, imediatamente
fundou a forma soviética de governo porque os judeus de todos os países que contribuíram para o
bolchevismo russo haviam há muito tempo sido treinados na natureza e estrutura soviética.

Há também um capítulo inteiro, 19, intitulado “A Marca Totalmente Judaica da ‘Rússia Vermelha.’”

No capítulo 20, intitulado “Testemunho Judaico em Favor do Bolchevismo,” Ford diz:

É muito bem conhecido que “o que o idealismo judaico e o descontentamento judaico contribuíram
de forma tão potente para realizar na Rússia” vem também sendo tentado nos Estados Unidos. 

O “idealismo judaico e o descontentamento judaico” não são dirigidos contra o capital. O capital é
alistado a seu serviço. A única ordem governamental contra a qual a campanha judaica é dirigida é
a ordem governamental gentílica; e o único “capital” que ela ataca é o capital dos gentios.

Os pensamentos do capitalista Ford são espantosamente semelhantes aos pensamentos do nacional


socialista Hitler. Mais tarde, Ford pediu desculpas públicas por seu livro antissemita e Hitler tratou sua própria
biografia como bobagem.

Entretanto, “Mein Kampf” e especialmente “O Judeu Internacional” têm sido um ferramental particularmente
poderosa hoje para indivíduos antissemitas que estão tentando validar suas convicções de ódio. Embora
ambos livros outrora alcançassem milhares, seu alcance é agora ainda maior na internet. Hoje, eles podem
tocar uma geração inteira, conectada ao ódio anti-judeu através da internet. Ambos livros têm sido favoritos
entre muçulmanos.

Quase 70 anos antes desses livros, o fundador do marxismo expressou as mesmas ideias odiosas, conforme
mostrou o Rev. Richard Wurmbrand, um pastor luterano romeno de origem judaica radicado nos EUA, em
seu livreto “Marx and Satan” (Marx e Satanás). O Rev. Wurmbrand disse:

Embora fosse judeu, Marx escreveu um livro maligno anti-judeu chamado “A Questão Judaica.” Em
1856, ele escreveu no jornal The New York Tribune um artigo intitulado “O Empréstimo Russo,” em
que lemos: “Sabemos que por trás de todos os ditadores está um judeu, assim como atrás de todos
os papas está um jesuíta. Assim como o exército de jesuítas mata toda liberdade de pensamento,
assim também o desejo dos oprimidos teria chance de sucesso, a utilidade das guerras incitadas por
capitalistas cessaria, se não fosse pelos judeus, que roubam os tesouros da humanidade. Não é de
admirar que 1856 anos atrás Jesus expulsou os agiotas do templo de Jerusalém. Eles eram como os
agiotas de nossa época que estão atrás dos ditadores e das ditaduras. A maioria deles é judeu. O
fato de que os judeus ficaram tão fortes a ponto de colocar em perigo a vida do mundo faz-nos
expor a organização deles e o proposito deles, para que o fedor disso desperte os trabalhadores do
mundo para combater e eliminar tal câncer.”

Marx não expressou sua ideia na União Soviética ou na Alemanha nazista, que não existiam na década de
1850. Ele fez isso no coração da imprensa americana, Nova Iorque, na nação mais capitalista do mundo.

Marx era um homem envolvido em ocultismo que abraçou uma luta contra o capitalismo, uma luta que
acabou trazendo desastres e genocídios para a humanidade. As obras e legado de um ocultista são
confusão, enganação espiritual e morte.

Confusão: Hitler era esquerdista ou direitista?


Duas questões aparentemente contraditórias na luta de Hitler contra o marxismo soviético eram que 1) o
movimento nazista era o Partido dos Trabalhadores Alemães Nacional Socialista, e 2) a Alemanha nazista
era socialista por causa de seu tratado que durou poucos meses em 1939 com a União Soviética, a maior
potência socialista do mundo na época.

Como um homem profundamente envolvido em práticas esotéricas e ocultistas, Hitler era um mestre do
engano e espertamente criou um movimento com apelo socialista, para distanciar o povo alemão do
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marxismo soviético. O libertário inglês Tim Stanley explica melhor sua enganação e estratégia:

Então, como é que se explica a razão pela qual Hitler muitas vezes se chamava socialista? É uma
questão de moda: nas décadas de 1920 e 1930, o socialismo era a onda do futuro e tinha um efeito
enorme no discurso político. Muita gente usava a terminologia do marxismo sem necessariamente
ter ligação com ele ou até mesmo sem necessariamente compreendê-lo. E muitos governos falavam
da necessidade de levantar os padrões de vida, ajudar os pobres ou até mesmo administrar a
economia — mas nós não os chamaríamos marxistas. Os Estados Unidos tinham sua política
econômica do “New Deal”; a Suécia tinha sua democracia social. Os japoneses militarizaram seu
país inteiro, mas fizeram isso para expandir o domínio de um imperador que eles pensavam era um
deus vivo, o que dificilmente é uma conduta comunista clássica. Na Inglaterra, o governo de
Stanley Baldwin gastou milhões num programa de construção de casas e fundou a BBC, de
propriedade do Estado, Mas Stanley não era Stálin.

Que Hitler não era socialista ficou evidente semanas depois que ele se tornou chanceler da
Alemanha, quando ele começou a prender socialistas e comunistas.

O marxismo é definido por luta de classes, e o socialismo é concretizado com a vitória total do
proletariado contra as classes governantes. Em contraste, Hitler ofereceu uma aliança entre
trabalho e capital na forma de corporativismo — com o propósito expresso de impedir a luta de
classes. Os marxistas viam isso como uma das fases do desenvolvimento capitalista e poucos na
época legitimamente interpretaram o Terceiro Reich como uma sociedade socialista. O radical
George Bernard Shaw, por exemplo, certamente expressou simpatia por Hitler quando ele subiu ao
poder, mas depois descreveu o socialismo do ditador como fraudulento — como um jeito de
atrapalhar a revolução inevitável. Na opinião de Shaw, Hitler usava a “mais nova máscara do
capitalismo.”

Considerando que o ditador adorava o apoio de uma burguesia que aceitava que era necessário
fazer sacrifícios para defender seus lucros contra o socialismo, dá para definir o Terceiro Reich
como capitalismo adotando aspectos da economia socialista a fim de defender os interesses dos
capitalistas. Shaw estava certo.

Tim Stanley diz que, para Hitler, derrotar o movimento comunista “judaico” era a única coisa que era
realmente importante.

A enganação ocultista de Hitler é evidente na confusão que as pessoas enfrentam ao tentarem descrevê-lo
hoje. Por exemplo, toda vez que os ateus insistem em que ele era um exemplo de chauvinismo católico e
cristão eles esquecem o ódio intenso dele ao Cristianismo. Toda vez que os cristãos tentam retratá-lo como
ateu, eles esquecem como ele usava, com alegria, linguagem cristã ou adorava trabalhar com colaboradores
católicos e luteranos. Toda vez que os direitistas tentam retratá-lo como socialista, eles esquecem as
conexões dele com industrialistas e intenso ódio ao marxismo soviético. E toda vez que os esquerdistas
tentam retratá-lo como direitista, eles esquecem como ele socializou a economia alemã no final da década de
1930, embora não por amor à construção do socialismo, mas para preparar a Alemanha para a guerra.

A característica principal de longe do marxismo é o ateísmo. O país mais ateu do mundo, por
exemplo, foi a União Soviética. Em contraste, Hitler nunca foi ateu. Nominalmente, ele era católico,
embora na essência ele fosse esotérico.

Em comparação com Stálin, um ateu, Hitler era tão “religioso” que Mussolini havia, de acordo com
uma reportagem do The Telegraph, pedido ao papa que excomungasse Hitler da Igreja Católica, por inveja,
pois ele não gostava de ver Hitler, um católico alemão, mais perto do papa do que ele, que era italiano.

Assim como muitos em sua época, inclusive Roosevelt, o socialismo de Hitler não era original nem
ateu, mas seu antimarxismo era esotérico. Havia também outros exemplos de antimarxismo
esotérico, embora fossem menores. A Escola Tradicionalista, fundada pelo esotérico islâmico René
Guénon, misturava conservadorismo antimarxista com ideias da Nova Era. Alguns esotéricos
antimarxistas hoje são Trevor Loudon e Olavo de Carvalho.

Independente se você escolhe ver Hitler como esquerdista ou direitista, ele era um ocultista. Um homem
envolvido em ocultismo usará qualquer causa disponível, quer seja uma causa esquerdista ou direitista, para
avançar seus objetivos ocultos. No caso de Hitler, sua bandeira principal era a luta contra os judeus e contra
o marxismo soviético. Qualquer causa ou luta que ele adotasse, contra o marxismo ou contra o capitalismo,

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terminaria em desastre, porque ele era ocultista. As obras e legado de um ocultista são confusão,
enganação espiritual e morte.

Como evidência de que a Alemanha nazista era exclusivamente socialista, muitos apontam para o Pacto
Soviético-Nazista de 1939, o qual durou apenas alguns meses. Contudo, se tal união de vida curta com a
União Soviética é evidência de que a Alemanha nazista era socialista, o que os mesmos críticos diriam sobre
a aliança entre EUA e União Soviética, a qual durou de 1941 a 1945 durante a 2ª Guerra Mundial, por muito
mais tempo do que a curta aliança entre nazistas e soviéticos?

A diferença mais importante era que enquanto a Alemanha nazista massacrou milhões de judeus na Europa,
a União Soviética tinha judeus em sua liderança política e militar, inclusive no Exército Vermelho.

Embora Henry Ford tivesse pedido desculpas pelo “Judeu Internacional,” mais tarde ele aceitou a Grande
Cruz da Águia Alemã do governo nazista de Hitler em julho de 1938. Um dos capitalistas americanos mais
proeminentes sendo premiado por um governo “socialista”? Como um capitalista antimarxista e anti-judeu,
Ford estava apenas sendo premiado por um governo antimarxista e anti-judeu. Ele nunca recebeu tal prêmio
da União Soviética, que era marxista e não anti-judeu, pelo menos não enquanto Hitler estava vivo.

Raça inferior e burra: judeus e russos?


Adolf Hitler e Ford usavam o fato de que Karl Marx era judeu e que muitos defensores do marxismo na União
Soviética eram judeus como um pretexto justo para demonizar os judeus. Com Ford e Hitler, a demonização
do marxismo e a demonização dos judeus andavam de mãos dadas.

Hoje, na demonização do marxismo, o judeu foi substituído pelo russo. A demonização do marxismo e a
demonização dos russos andam de mãos dadas em muitos círculos conservadores, que parecem ver Karl
Marx como russo e, de modo semelhante, os defensores do marxismo como russos. Aliás, eles parecem ver
os russos em si como personificações do mal e do marxismo, exatamente como Hitler e Ford viam os judeus
em si como personificações do mal e do marxismo.

Se no passado havia infinitas teorias de conspiração sobre os judeus, agora há infinitas teorias de
conspiração sobre os russos. Essas teorias são interessantes, pois ao mesmo tempo em que
tradicionalmente Hitler e muitos outros retratavam os russos como eslavos inferiores e ignorantes incapazes
de elevados projetos políticos e militares, a propaganda deles apresentava as conspirações eslavas ou
russas como fenomenalmente ameaçadoras. A propósito, os judeus eram semelhantemente vistos como
inferiores e ameaçadores.

Os nazistas eram tremendamente contraditórios no modo como retratavam os russos. Para eles, os russos
eram inferiores, desprezíveis (só porque eles estavam ligados a judeus marxistas) e incompetentes em
façanhas militares e políticas. Mas eles eram, inacreditavelmente, uma ameaça extraordinária e cósmica (de
novo, só porque eles estavam ligados a judeus marxistas)!

Essa propaganda nazista sobreviveu mesmo depois que a União Soviética caiu em 1990. Hoje, a Europa
pró-homossexualismo, muitas vezes sob pressão de um governo americano igualmente pró-
homossexualismo, fica retratando os russos como inferiores, desprezíveis e uma ameaça, ainda que a
Rússia seja a única potência que protege sua sociedade contra a agenda gay agressiva. Ao mesmo tempo, a
Europa, com a bênção dos EUA, vem recebendo milhões de imigrantes muçulmanos ilegais, cujas crenças
não meramente rejeitam a agenda gay, mas matam homossexuais. Eles gostam especialmente de matar
cristãos. Esses imigrantes e seu fanatismo islâmico são uma ameaça real e a civilização europeia está em
perigo sério de extinção por causa deles. Mesmo assim, os russos são retratados como uma ameaça maior,
ainda que a oposição russa, diferente da oposição islâmica, à agenda gay não envolva o assassinato de
homossexuais.

O multiculturalismo politicamente correto na Europa e nos EUA abraça de coração os muçulmanos e sua
ideologia assassina erroneamente chamada de “religião de paz,” mas não tolera os russos, que são
majoritariamente cristãos ortodoxos.

Para o multiculturalismo europeu e americano, os russos cristãos ortodoxos são inferiores aos
muçulmanos. Não diferente do “multiculturalismo” nazista, que abraçava plenamente alianças com
muçulmanos enquanto tratava os russos como inferiores.

Em seu livreto “Marx e Satanás,” o Rev. Richard Wurmbrand explica que o fundador do marxismo tinha as
mesmas ideias nazistas sobre os eslavos e os russos. Ele disse:

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Marx escreveu na sua virada de ano novo de 1848 acerca da “ralé eslava,” que incluía russos,
checos e croatas. O destino não havia deixado nada de resto para essas raças “retrógradas,” a não
ser “a tarefa imediata de perecer na tempestade revolucionária mundial.”

“A futura guerra mundial fará com que não só classes e dinastias reacionárias, mas também povos
reacionários inteiros, desapareçam da face da terra. E isso será progresso.”

“O próprio nome deles desaparecerá.”

Hitler e Marx tinham pelo menos três preferências em comum: ambos eram ocultistas e desprezavam judeus
e russos.

Genocídio nazista de prisioneiros russos


O ódio de Hitler ao marxismo soviético e ao papel dos judeus nele era evidente no modo como os nazistas
tratavam os prisioneiros soviéticos de guerra, especialmente porque o Exército Vermelho tinha
aproximadamente 500 mil judeus militares, entre soldados e oficiais de alta patente. Crystal Rayle, no artigo
“Cativos do Inferno: O Tratamento de Prisioneiros Soviéticos de Guerra Capturados pelo Exército Nazista
1941-1942” (Greensboro Historical Review, edição 1, maio de 2008, publicado pela Universidade da Carolina
do Norte, EUA) disse:

Os russos prisioneiros de guerra capturados pela Wehrmacht (forças armadas) nazista durante a 2ª
Guerra Mundial sobreviveram a algumas das formas mais desumanas de tratamento imaginável. A
propaganda nazista decisivamente influenciou a crença de que os soviéticos estavam, juntamente
com os judeus da Europa, conspirando contra a Alemanha, resultando na captura e subsequente
genocídio de milhões de prisioneiros soviéticos de guerra.

Os historiadores tendem a concordar que os alemães trataram os prisioneiros soviéticos de guerra


com mais crueldade do que outros prisioneiros de guerra, inclusive a noção de que eles foram
deliberadamente aniquilados.

Ao lado dos judeus, os prisioneiros soviéticos de guerra foram o segundo maior grupo de vítimas
cujas vidas foram destruídas pelo regime nazista.

Os prisioneiros soviéticos de guerra, ainda que fossem as segundas maiores vítimas da 2ª Guerra
Mundial, tendem a ser considerados como as “outras” vítimas. Embora nada possa se comparar com
as experiências dos seis milhões de judeus que perderam a vida durante o Holocausto, os
prisioneiros soviéticos de guerra merecem uma presença mais forte na história do genocídio. Os
nazistas consideravam os soviéticos, diferente de outros grupos, como inimigos políticos e raciais
do Reich. Os soldados despachados para defender a União Soviética eram perseguidos por causa de
sua inferioridade racial como um povo eslavo bem como por sua ligação com o bolchevismo
[marxismo soviético].

Os prisioneiros [soviéticos] de guerra se tornaram as primeiras cobaias do uso do gás


venenoso Zyklon B [usado depois nos judeus].

O raciocínio de ódio de Hitler pelo bolchevismo e pelo comunismo surgiu de sua ideia de que o
bolchevismo era um produto dos judeus.

Hitler demonizava os soviéticos descrevendo-os como tendo um corpo eslavo-tártaro com uma
cabeça judaica. Hitler acreditava que o marxismo era um produto dos judeus. 

De acordo com Rayle, Hitler odiava os russos porque em sua mente os judeus e os marxistas soviéticos
estavam basicamente ligados.

Considerando que Hitler — que era aliado dos palestinos islâmicos e tolerava tanto o islamismo, mas não os
judeus — foi derrotado décadas atrás e que a União Soviética caiu muitos anos atrás, como explicar que os
EUA e a Europa toleram tanto o islamismo, que ameaça extinguir a civilização americana e europeia, e
sejam tão intolerantes com a Rússia, cujo Cristianismo ortodoxo poderia ser um aliado contra o islamismo, a
maior máquina assassina da história?

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20/12/2018 Julio Severo: O antimarxismo estridente de Hitler

Se queremos destruir essa máquina, não deveríamos fazer o que Hitler fez: ser inimigo dos judeus e ser
amigo dos inimigos islâmicos deles.

Comparado com o marxismo, o islamismo é uma ameaça significativamente maior. Conforme


mostrou o exemplo de Hitler, uma luta estridente contra o marxismo soviético pode ser uma cobertura
para um grande mal.

Esta é uma guerra de sobrevivência.

Se os EUA e a Europa quiserem sobreviver ao ataque islâmico e marxista violento, não deveriam fazer como
Hitler fez. Em vez disso, deveriam alistar e abraçar a colaboração de judeus e russos.

Todos eles deveriam se livrar de quaisquer sentimentos, opiniões e políticas hitleristas e islâmicos contrários
aos judeus e especialmente a Israel.

E eles deveriam ter o cuidado com uma luta estridente contra o marxismo, que foi a desculpa perfeita usada
por Hitler para lutar contra os judeus. Seu encantamento de confusão é poderoso mesmo hoje.

União com os judeus (especialmente pleno reconhecimento da Terra Prometida como presente dado por
Deus a eles e de Jerusalém como sua capital legítima) pode salvar os EUA, a Europa e a Rússia de um
futuro infernal islâmico.

Com informações da Biblioteca Virtual Judaica, Mein Kampf, The International Jewish e Telegraph.

Versão em inglês deste artigo: Hitler’s Strident Anti-Marxism

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