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                                                              CE3 – Estruturas de Concreto I 

Verificação de flechas em lajes 
 

EXEMPLOS DE VERIFICAÇÃO DE FLECHAS EM LAJES 
1. INTRODUÇÃO 
O  objetivo  dos  três  exemplos  é  a  aplicação  dos  conceitos  abordados  nas  normas  técnicas  de 
referência NBR 6118:2014 (ABNT) e NBR 8681:2003 (ABNT). Para a primeira norma, são tratados os 
aspectos  apresentados  na  Seção  13  (deslocamentos‐limites),  na  Seção  14  (premissas  adotadas  na 
análise  estrutural),  Seção  17  na  (Verificação  no  Estado  Limite  de  Serviço  para  Deformações 
Excessivas de elementos lineares) e na Seção 19 (dimensionamento e verificação de lajes). A norma 
de Ações e Segurança nas Estruturas (ABNT, 2003) apresenta na Seção 5 os coeficientes de segurança 
e os fatores de combinação para ações quase‐permanentes de serviço utilizados para as verificações 
de deformações excessivas. 

Para  o  atendimento  das  verificações  no  Estado  Limite  de  Serviço  para  Deformações  Excessivas  
(ELS‐DEF) são apresentados exemplos simples de lajes armadas em duas direções e em uma direção, 
considerando os elementos fissurados e não‐fissurados: 

I. Laje fissurada armada em duas direções; 
II. Laje não‐fissurada armada em duas direções; 
III. Laje fissurada armada em uma direção. 
 
2. CONCEITUAÇÃO 
 

Para  as  verificações  no  Estado  Limite  de  Serviço  (ELS)  considera‐se  que  as  estruturas  tanto  podem 
trabalhar no Estádio I quanto no Estádio II. 
 

2.1 Momento de fissuração 
 

Segundo  o  Item  17.3.1,  a  separação  entre  os  dois  comportamentos  é  definida  pelo  Momento  de 
Fissuração, estado em que ocorre a abertura da primeira fissura no elemento estrutural. Segundo o 
Item 8.2.5, o início do Estádio II ocorre quando o elemento estrutural de concreto simples atinge um 
estado de tensão igual à resistência à tração do concreto. Na falta de ensaios mecânicos, o valor da 
resistência à tração do concreto pode ser avaliado pelo seu valor médio, dado pelas expressões: 
 

 
2/3
fct ,m  0,3 fck       para concretos de classes C20 até C50; 
 

fct,m  2,12  ln 1  0,11 fck      para concretos de classes C55 até C90. 


 

Deste  modo, o valor do  momento de fissuração, expresso em  (kN  m / m ) , pode ser  calculado para 


uma  seção  retangular  de  largura  unitária  (1  metro)  de  concreto  convencional,  pela  expressão 
aproximada: 
 

bh 2
0,3  f ck 2 / 3  h2
Mr    f ct   1,5   
6 6
 

sendo    =  1,5  o  fator  que  correlaciona  a  resistência  à  tração  na  flexão  com  a  resistência  à  tração 
direta. Simplificadamente, pode‐se escrever: 
 

Mr  75 f ck2 / 3  h2  
 
com resistência característica  fck em MPa e a espessura da laje h em (m). 
 

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2.2 Módulo de Elasticidade 

O valor do módulo de elasticidade inicial do concreto (Item 8.2.8) é estimado pelas expressões: 
 
 E  5600 fck para 20MPa  fck  50MPa;
E ci  
 21500  E  fck  3
 1,25  para 55MPa  fck  90MPa.
 10 
 
sendo E   o fator que leva em conta o tipo de agregado graúdo utilizado na produção do concreto, 
assumindo os valores 1,2 para basalto e diabásio, 1,0 para granito e gnaisse, 0,9 para calcário e 0,7 
para arenito. 
 

O valor do módulo de elasticidade secante do concreto, dado por: 
 

Ecs  i  E ci  
onde: 
f
 i  0,8  0,2 ck  1,0  é o fator de ajuste para contemplar os concretos de alta resistência (Grupo II). 
80
 
2.3 Combinações de Ações 

Os coeficientes de segurança das ações são criteriosamente  definidos, cujas especificações possam 
ser  discriminadas  em  função  de  peculiaridades  dos  diferentes  tipos  de  estruturas.  A  escolha  dos 
coeficientes de segurança: (i) leva em conta a variabilidade das ações, (ii) avalia a simultaneidade das 
ações  e  (iii)  considera  as  aproximações  de  projeto  devidas  aos  possíveis  erros  de  avaliação  dos 
efeitos das ações, seja por problemas construtivos, seja por deficiência do método e das hipóteses de 
cálculo empregados. 

A verificação do Estado Limite de Serviço para Deformações Excessivas (ELS‐DEF) é analisada para a 
combinação  de  ações  quase‐permanentes,  situação  que  corresponde  a  carregamentos  que  atuam 
por um período superior a 50% da vida útil da estrutura. As ações podem ser classificadas em dois 
grupos:  (a)  as  ações  de  caráter  permanente  e  (b)  as  ações  de  origem  variável.  Dentre  as  ações 
permanentes  diretas  pode‐se  destacar:  peso  próprio  da  estrutura,  peso  de  elementos  construtivos 
(alvenaria, revestimentos), equipamentos, empuxo de terra e dentre outras. As ações permanentes 
indiretas  são  retração,  fluência,  recalque  de  apoio,  imperfeições  geométricas,  protensão  e  dentre 
outras.  Por  outro  lado,  dentre  as  ações  variáveis  diretas  pode‐se  citar  sobrecargas  de  utilização, 
vento, empuxo d´água e ações variáveis indiretas como variação da temperatura, ações dinâmicas de 
diversas origens. 

AÇÕES   AÇÕES 
PERMANENTES  VARIÁVEIS 

m n
Fd,ser   Fgik   2j Fqjk
i1 j1

 
 

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Tabela 1  Coeficiente de simultaneidade ações para combinações de ações no ELS  
fatores de redução 1 para a combinação frequente e de redução 2  para  
combinação quase permanente 

     
 

      Fonte: ABNT NBR 8681:2003 Ações e segurança nas estruturas – Procedimento. Rio de Janeiro, 2003. 

A combinação quase permanente para a verificação de flechas em lajes ou vigas, é dada por: 
 
Fd,ser  Fg   2  Fq  
 
No entanto, para verificação de flechas em lajes em que há predominância de pesos e equipamentos 
que  permanecem  fixos  por  longos  períodos  de  tempo  ou  de  elevadas  concentrações  de  pessoas, 
considera‐se a expressão: 
 
Fd,ser  Fg  0 ,4  Fq  
 
2.4 Deslocamentos‐limites 

Os  deslocamentos‐limites  são  valores  práticos  utilizados  para  as  verificações  em  serviço  do  Estado 
Limite  de  Deformações  Excessivas  (ELS‐DEF)  dos  elementos  que  compõe  uma  estrutura.    Os 
deslocamentos‐limites são prescritos na Tabela 13.3 do Item 13.3, reproduzida na Tabela 2, mostrada 
a seguir. 

   

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Tabela 2  Deslocamentos‐limites da norma NBR 6118:2014 

 
          Fonte: ABNT NBR 6118:2014 Projeto de estruturas de concreto – Procedimento. Rio de Janeiro, 2014. 

 
   

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Tabela 2  Deslocamentos‐limites da norma NBR 6118:2014 (continuação) 

 
             Fonte: ABNT NBR 6118:2014 Projeto de estruturas de concreto – Procedimento. Rio de Janeiro, 2014. 

   

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3 VERIFICAÇÃO DE DEFORMAÇÕES EXCESSIVAS 
 
3.1  Elementos estruturais não‐fissurados 
 

Considera‐se elementos estruturais não‐fissurados quando for satisfeita a expressão:  
 
Ma  M r  
3.1.1  Deformações elásticas 
 

O  valor  da  flecha  imediata,  devida  às  ações  de  longa  duração  que  atuam  durante  a  vida  útil  da 
estrutura,  pode  ser  obtido  para  elementos  estruturais  não‐fissurados  de  comportamento  elástico‐
linear, por meio das expressões clássicas da Teoria das Estruturas, na forma genérica: 
 
C
a 0   
Ec  Ic
 
Nesta avaliação, considere o momento de inércia da seção bruta de concreto, conforme disposto no 
Item 17.3.1, dado para uma seção retangular o valor: 
 
b  h3
Ic    
12
 

O  Item  17.3.2.1  prescreve  que  deve  ser  utilizado  o  valor  do  módulo  de  elasticidade  secante  do 
concreto aos 28 dias, dado por: 
 

Ec  Ecs  i  Eci  
 
3.1.2  Deformações diferidas no tempo (fluência) 
 
O valor da flecha adicional devida à fluência do concreto 
 
a cc  a 0   (t , t0 )  
 

onde    (t,t0)  é o coeficiente de fluência do concreto  entre os instantes  t e  t0, que  corresponde ao 


tempo  de  aplicação  dos  carregamentos  atuantes  para  a  combinação  quase  permanente. 
Simplificadamente, pode‐se adotar  (  ,t0)=2,5. 
 
3.1.3  Flecha total 
 

O valor da flecha total para elementos estruturais não‐fissurados é estimado pela expressão: 
 
a  a 0  1   (t , t0 )  
 
3.2  Elementos estruturais fissurados 
 

Considera‐se elementos estruturais fissurados quando for satisfeita a expressão:  
 
Ma  M r  
 

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3.2.1  Deformações elasto‐frágeis 
 

O  valor  da  flecha  imediata,  devida  às  ações  de  longa  duração  que  atuam  durante  a  vida  útil  da 
estrutura, pode ser obtido para elementos estruturais fissurados de comportamento elástico‐frágil, 
por meio da expressão, dada forma genérica: 
 

C
a 0   
Ec  Ieq
 

Nesta avaliação, adota‐se o momento de inércia efetivo que leva em conta a influência do grau de 
fissuração  e  da  presença  da  armadura  sobre  as  deformações  do  elemento  estrutural.  Conforme 
disposto  no  Item  17.3.2.1.1,  o  valor  do  momento  de  inércia  equivalente  é  dado  pela  Fórmula  de 
Branson: 
 Mr 
3   M 3 
I eq     Ic  1   r    I II  Ic   
 a
M   Ma  
 

sendo: 
b h3
Ic    momento de inércia no Estádio I (seção íntegra); 
12
 

b xII3
I II   15 As  d  x II 2  momento de inércia no Estádio II (seção totalmente fissurada); 
3
 

15 As  2bd 
x II     1  1    profundidade da linha neutra no Estádio II. 
b  15 As 
 
Para  validação  das  hipóteses  do  estádio  II  deve‐se  determinar  as  tensões  de  compressão  no 
concreto,  que  não  deverão  exceder  limite  elástico‐linear  do  concreto  comprimido.  O  Item  17.3.3.2 
estabelece que para tensões menores que 0,5.fc pode‐se admitir uma relação linear entre tensão e 
deformação.   
 

A tensão de compressão no Estádio II na fibra mais comprimida é dada pela expressão: 
Ma
c   x  0 ,5  f  
I II II c

sendo limitada a 50% resistência à compressão do concreto. Por outro lado, a tensão de tração no 
Estádio II junto a armadura longitudinal de flexão é dada por uma expressão análoga a anterior: 
15  Ma
s   (d  x )  f  
II y
I II
 

sendo, neste caso, limitada ao valor da resistência ao escoamento do aço da armadura longitudinal. 
 
O  Item  17.3.2.1  prescreve  que  deve  ser  utilizado  o  valor  do  módulo  de  elasticidade  secante  do 
concreto aos 28 dias, dado por: 
 

Ec  Ecs  i  Eci  
 
   

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3.2.2  Deformações diferidas no tempo (fluência) 
 

O valor do termo adicional decorrente dos efeitos da deformação lenta do concreto, entre os 
instantes t e t0, dado no Item 17.3.2.1.2 é expresso por: 
 

  (t ,t0 ) 
a cc  a 0    
 1  50  
 

sendo  1  50  o  fator  que  considera  a  redução  da  deformação  pela  presença  da  armadura  de 
compressão (armadura dupla) em vigas. Nos casos práticos de lajes de concreto armado, não haverá 
a necessidade de armadura dupla. O valor do termo   (t , t 0 ) , que corresponde a um coeficiente em 
função do tempo que leva em conta a fluência do concreto, é dado por: 
 
 (t )  0,68  (0,996t )  t 0 ,32 para t  70 meses
 (t , t0 )   (t )   (t0 )  
 (t )  2 para t  70 meses
 

3.2.3  Flecha total 
 

O valor da flecha total para elementos estruturais fissurados é obtido pela expressão: 
 
a  a 0  1   (t )   (t0 )   
 

4 FLUXOGRAMA DE CÁLCULO 

    Combinação freqüente de serviço


Ações permanentes diretas Ações variáveis diretas

0,7  Fqk)
Fd,ser  (1 f )( Fgk  0,4
1/8   ()  (0)
  2,0  0,0  2,0
f 
5/384 1 50   As
 
Coeficiente bd
pd L4
de fluência
2/384

f   (EI)eq Mr 
1,5  fctm  I0
h/ 2

3  fck2 / 3  b  h2
40
1/384
Momento de fck [MPa]
fissuração
b,h [mm]
M r [N.mm]
Ecs
 4760  3   M 3  
i 5600 fck [MPa]  M 
.
(EI)eq  Ecs   r   I0  1   r    III Momento de inércia à flexão
M
 a    Ma    da seção fissurada (ESTÁDIO II)
1 MPa=1 MN/m2=1000 kN/m2   

b  x3
Módulo de elasticidade I II    e  A s  (d  x)2
secante do concreto 3
Eco
 Ecs
Momento fletor para a combinação
freqüente de serviço: Fd,ser=Fgk+0,7Fqk Profundidade LN (ESTÁDIO II)
seç ã o c rític a
40%fcd Ma
Ma  e  As  2 b d 
x    1 1 
b   e  As 
 seç ã o c rític a
seç ã o c rític a
 
Ma
b  h3
 e = Es =15
I0 
12 M1 M2
Ec
Momento de inércia à Mv
seç ã o c rític a Relação entre os módulos
flexão da seção íntegra do aço e do concreto

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5 EXEMPLOS DE APLICAÇÃO 
 
5.1 Laje fissurada armada em duas direções  

Verifique  a  flecha  na  laje  isolada  de  concreto  armado,  simplesmente  apoiada  nas  quatro  vigas  de 
borda, cujas dimensões são indicadas na planta de formas esquematizada a seguir. Dados: concreto 
CLASSE C25, aço TIPO CA‐50, sobrecarga de utilização 4 kN/m2 e cobrimento das armaduras c=2,0 cm. 
Considere  o  peso  dos  elementos  construtivos  de  acabamento  (revestimento  cerâmico  e  forro  de 
gesso) igual a 1 kN/m2. 

P1 (80/20) P2 (80/20)

20
V1 (20/60)

20 800 20

L1 610

630
h=12
V3 (20/60)

V4 (20/60)
20

V2 (20/60)

P3 (80/20) P4 (80/20)

820

ELEMENTOS CONSTRUTIVOS

PAREDE REVESTIMENTO
CERÂMICO

FORRO DE
GESSO  
5.1.1 Carregamentos nas Lajes 

Peso próprio        = 25.h = 25 . 0,12 = 3,0 kN/m2 
Peso dos elementos construtivos  = 1,0 kN/m2 
Sobrecarga de utilização    = 4,0 kN/m2 
 
5.1.2 Combinação quase permanente (ELS) 

Fd,ser = (3,0 + 1,0 + 0,4.4,0) = 5,6 kN/m2 

5.1.3 Combinação última (ELU) 

Fd = 1,4.(3,0 + 1,0 + 4,0) = 11,2 kN/m2 

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5.1.4 Momento de fissuração 

Mr  75 f ck2 / 3  h2  75 252 / 3  0,122  

Mr  9,23kNm/m  

5.1.4 Momento atuante (Tabela de Czerny) 

2  13,0
Ly / Lx  820 / 630  1,3  x  16,8  

 y  30,9

Fd ,ser  Lx 2 5,6  6,32


Ma    
x 16,8

Ma  13,23 kNm/m  

Ma  13,23 kNm/m  Mr  9,23kNm/m  FISSUROU! 

5.1.5 Dimensionamento das armaduras principais (ELU) 

‐ Concreto Classe C25: 

fcd = fck /1,4 = 2,5/ 1,4 = 1,79 kN/cm2 

‐ Aço Tipo CA‐50:  

fyd = fyk /1,15 = 50/ 1,15 = 43,48 kN/cm2 

‐ Altura útil (direção x): 

dx = h  c  /2 = 12,0 2,0 1,0/2 = 9,5 cm 
 

Dimensionamento da armadura principal (maior): 

  2646 
x  1,25  9 ,5  1  1      2,6 cm (D3)
2
  0,425  100  9 ,5  1,79  

F  l 2 11,2  6,32 2646  


Md,x  d x   26,46 kNm/m A s,x   7,2 cm2 /m
x 16,8 43,48  9,5  0,4  2,6 

Amín 2
s,x  0 ,10  h  0 ,10  12  1,2 cm /m

Detalhamento da armadura principal (maior): 

100  A s,1 100  0,8


ex    10 cm  N1 φ 10mm c/ 10 cm  
As,x 7,2

100  A s,1 100  0,8


A exist
s,x    8 cm2 /m  
ex 10

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‐ Altura útil (direção y): 

dy = h  c   x  y /2 = 12,0 2,0 1,0 1,0/2 = 8,5 cm 
 

Dimensionamento da armadura principal (maior): 

  1439 
x  1,25  8,5  1  1      1,5 cm (D2)
2
  0,425  100  8,5  1,79  

F  l 2 11,2  6,32 1439  


Md,y  d x   14 ,39 kNm/m A s,y   4 ,2 cm2 /m
y 30,9 43,48  8,5  0,4  1,5

Amín 2
s,y  0 ,10  h  0 ,10  12  1,2 cm /m

 
Detalhamento da armadura principal (maior): 

100  A s,1 100  0,5


ey    10 cm  N2 φ 8mm c/ 10 cm  
As,y 4 ,2

100  A s,1 100  0,5


Aexist
s, y    5 cm2 /m  
ey 10

N2 60  8 c/ 10 C=828
N1 79  10 c/ 10 C=638

 
Figura 1  Armaduras longitudinais devidas à flexão 

   

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5.1.6 Momento de inércia equivalente  

‐ Profundidade da linha neutra no Estádio II: 

15 As  2bd 
x II     1  1   
b  15 As 
 

15  8  2  100  9,5 
x II  1  1   3,7 cm  
100  15  8 
 

‐ Momento de inércia no Estádio I (seção íntegra): 
b  h3 100 123
Ic    14400 cm4   
12 12
 

‐ Momento de inércia no Estádio II (seção totalmente fissurada); 
b xII3
I II   15 As  d  x II 2  
3
 

100  3,73
I II   15  8  9,5  3,7 2  5725 cm4  
3
 

‐ Tensão de compressão mínima no concreto no Estádio II: 
Ma
c   x  0 ,5  f  
I II II c

1323 2 2
c   3,7  0 ,86 kN/cm  0 ,5  2 ,5  1,25 kN/cm (OK! )  
5725
 

‐ Tensão de tração máxima na armadura no Estádio II: 
15  Ma
s   (d  x )  f  
II y
I II

15  1323
s 
2 2
 (9 ,5  3 ,7)  20 kN/cm  f  50 kN/cm (OK! )  
y
5725

O valor do momento de inércia equivalente é dado por: 
 

 Mr 
3   M 3 
I eq     Ic  1   r    I II  Ic  

 Ma    Ma  
 

923 3   923 3 
I eq     14400  1  
4 4
   5725  8671cm  Ic  14400 cm   
 1323    1323  
 

O  valor  do  módulo  de  elasticidade  secante  do  concreto  aos  28  dias,  considerando‐se  agregado 
graúdo de granito, é dado por: 
 

Ec  Ecs   0,8  0,2  ck   5600  fck  


f
 80 
 

Ec  Ecs   0,8  0,2    5600  25  24150 MPa  


25
 80 

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5.1.7 Flecha total para tempo t > 70 meses 

Segundo a Tabela de Czerny, o valor da flecha imediata na laje é dado por: 

Fd , ser  Lx 4 Ieq 8671


a0  fiss 3
      onde:  f fiss    0 ,60  
2  Ecs  f h Ic 14400

permite‐se  afirmar  que  será  considerado  60%  do  valor  do  momento  de  inércia  bruto  devido  ao 
fenômeno da fissuração. 

5,6  6,34
a0  3
 27,5  10 3 m  
13,0  24150000  0,60  0,12

O valor da flecha total na laje, para o tempo t > 70 meses,  é dado por: 

a  a 0  1   (t )   (t0 )   

a  27,5  103  1  2,0  0)   82,5  103 m  

L 6,3
a  82,5  10 3 m  a lim  x   25  10 3 m     
250 250
NÃO ATENDE A VERIFICAÇÃO DE DESLOCAMENTOS EXCESSIVOS!!! 
       AUMENTAR A ESPESSURA DA LAJE PARA h=16 cm. 
 

5.2 Laje não‐fissurada armada em duas direções  

Verifique  a  flecha  na  laje  isolada  de  concreto  armado,  simplesmente  apoiada  nas  quatro  vigas  de 
borda, cujas dimensões são indicadas na planta de formas esquematizada a seguir. Dados: concreto 
CLASSE C25, aço TIPO CA‐50, sobrecarga de utilização 4 kN/m2 e cobrimento das armaduras c=2,0 cm. 
Considere  o  peso  dos  elementos  construtivos  de  acabamento  (revestimento  cerâmico  e  forro  de 
gesso) igual a 1 kN/m2. 

 
P1 (80/20) P2 (80/20)
20

V1 (20/60)

20 800 20

L1
610

630

h=16
V3 (20/60)

V4 (20/60)
20

V2 (20/60)

P3 (80/20) P4 (80/20)

820

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Verificação de flechas em lajes 
 

5.2.1 Carregamentos nas Lajes 

Peso próprio        = 25.h = 25 . 0,16 = 4,0 kN/m2 
Peso dos elementos construtivos  = 1,0 kN/m2 
Sobrecarga de utilização    = 4,0 kN/m2 
 
5.2.2 Combinação quase permanente (ELS) 

Fd,ser = (4,0 + 1,0 + 0,4.4,0) = 6,6 kN/m2 

5.2.3 Momento de fissuração 

Mr  75 fck2 / 3  h2  75 252 / 3  0,162  

Mr  16,42 kNm/m  

5.2.4 Momento atuante (Tabela de Czerny) 

F  L 2 6,6  6,32
Ma  d , ser x   15,59 kNm/m  
x 16,8

Ma  15,59 kNm/m  Mr  16,42kNm/m  NÃO FISSUROU! 

5.2.5 Flecha imediata  

6,6  6,34
a0  3
 8  103 m  
13,0  24150000  0,16

5.2.6 Flecha total para tempo t > 70 meses  

 
L 6,3
a  8  103  1  2,0  0)   24 ,3  10 3 m  a lim  x   25  103 m    
250 250
OK!!! ATENDE A VERIFICAÇÃO DE DESLOCAMENTOS EXCESSIVOS. 

 
 

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5.3 Laje fissurada armada em uma direção  

Verifique a flecha diferida no tempo após a construção da parede de alvenaria ocorrida três meses 
após  a  desforma  das  lajes,  sem  re‐escoramento.  As  lajes  de  concreto  armado  são  contínuas  e 
apoiadas  em  uma  direção  sobre  três  vigas,  cujas  dimensões  são  indicadas  na  planta  de  formas 
esquematizada  abaixo.  Dados:  concreto  CLASSE  C20,  aço  TIPO  CA‐50,  classe  de  agressividade  I, 
sobrecarga de utilização 2 kN/m2, carga da parede acabada 5,5 kN/m e cobrimento das armaduras 
c=2,0 cm. Considere o peso dos elementos construtivos de acabamento igual a 1,0 kN/m2.  

 
P1 (14/30) P2 (14/30) P3 (14/30)

14 186 186 14 186 186 14


14 14
400

400
V1 (14/40)

V2 (14/40)

V3 (14/40)
L1 L2
h=10 h=10

P4 (14/30) P5 (14/30) P6 (14/30)

200 200

400 400

                 
 
p W
a=L/2

a1 a2

0,42L 2 pL4 0,45L 5 Wa 3


a1  a2 
384EI 30 EI
L L
                        
 
 
5.3.1 Carregamentos nas Lajes 

Peso próprio        = 25.h = 25 . 0,10 = 2,5 kN/m2 
Peso dos elementos construtivos  = 1,0 kN/m2 
Sobrecarga de utilização    = 2,0 kN/m2 
 
5.3.2 Combinação quase permanente (ELS) 

Fd,ser = (3,5 + 0,4 . 2,0) = 4,3 kN/m2 

   

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5.3.3 Momento de fissuração 

Mr  75 f ck 2 / 3  h2  75 202 / 3  0,102  

Mr  5,53 kNm/m  

5.3.4 Momento atuante (Tabela de Czerny) 

Fd , ser  Lx 2 4 ,3  4 ,02
Ma    4 ,85 kNm/m  
14 ,2 14 ,2

Ma  4,85 kNm/m  Mr  5,53kNm/m  NÃO FISSUROU! 


 

5.3.5 Momento de inércia bruto (seção íntegra) 

b  h 3 100  10 3
Ic    8,33  10 3 cm4  83,3  10 6 mm4   
12 12
 
5.3.6  Módulo de elasticidade secante 

O  valor  do  módulo  de  elasticidade  secante  do  concreto  aos  28  dias,  considerando‐se  agregado 
graúdo de granito, é dado por: 
 

E c  E cs   0,8  0,2  ck   5600  fck  


f
 80 
 
E c  E cs   0,8  0 ,2    5600  20  21287 MPa  
20
 80 
 

5.3.5 Flecha imediata  

2  4 ,3  10 3  4000 4 5  5,5  20003


a 0  a1  a2    3,23  1,85  5 mm  
384  21287  10 3  8,3  10 6 30  21287  10 3  83,3  10 6
 
5,5 kN 5,5 kN
2m 2m
4,3 kN/m 4,3 kN/m

4m 4m
 
4,3 kN/m 5,5 kN
2m

a1 a2

1,68m 1,80m

4m 4m
 

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5.3.6 Flecha total para tempo t > 70 meses  

 
flecha total no tempo infinito flecha total no tempo infinito para to
(1+f). fi (1+f). fi
L
flecha ocorrida após a
construção da parade
< 500
flecha total no tempo infinito para t1

flecha total imediata


fi fi
flecha total imediata
ou instantânea

to=3 t(meses) t0 t1 t2 t(meses)


         

OBS: Quanto maior o tempo para aplicação do carregamento 
menor será a deformação diferida no tempo (fluência) 

Coeficiente de fluência (NBR 6118:2003/17.3.2.1.2) 
 
(70)  0,68  (0,996)70  700 ,32  2,00
70,3  (70)  (3)   
(3)  0,68  (0,996)3  30 ,32  0,95
 

acc  a 0   (70 ,3)  

L 4
acc  5  10 3  2,0  0,95  5,3  10 3 m  a lim  x   8  10 3 m    
500 500
OK!!! ATENDE A VERIFICAÇÃO DE DESLOCAMENTOS EXCESSIVOS. 

 
6  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8681: Ações e segurança nas estruturas –
Procedimento. Rio de Janeiro, 2003. Versão Corrigida: 2004. 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118: Projeto de estruturas de concreto – 
Procedimento. Rio de Janeiro: 2014. Versão Corrigida: 2014. 

INSTITUTO BRASILEIRO DO CONCRETO. ABNT NBR 6118:2014 Comentários e Exemplos de Aplicação. 
ABECE/IBRACON. São Paulo, IBRACON, 2015. 

INSTITUTO BRASILEIRO DO CONCRETO. Prática recomendada IBRACON para estruturas de edifícios 
nível 1 – Estruturas de pequeno porte. São Paulo, Comitê Técnico CT‐301 Concreto Estrutural, s.d. 

 
 

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