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Diabetes - Biologia - UOL Educação Page 1 of 2

BIOLOGIA

A porção endócrina deste órgão é formada por conjuntos de células chamados de ilhotas
de Langerhans. Cada uma destas ilhotas é formada por dois tipos de células, as células
beta, que produzem a insulina, e as células alfa, que produzem o glucagon.

A insulina permite que os diversos tecidos do corpo absorvam a glicose do sangue,


levando, portanto, a uma diminuição da glicemia. Já o glucagon estimula a quebra do
glicogênio, armazenado no fígado, em moléculas de glicose, que são liberadas na
circulação sanguínea.

Dois tipos de diabetes


Existem dois tipos de diabetes: tipo 1 e tipo 2. A diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune,
ou seja, uma enfermidade na qual o sistema imunitário não reconhece células do próprio
corpo, destruindo-as como se fossem agentes invasores. Neste caso, o sistema imunitário
destrói as células beta do pâncreas. A morte de células beta leva à queda na produção de
insulina e, conseqüentemente, ao aumento na taxa de glicose no sangue. Esse tipo de
diabetes geralmente surge na infância ou adolescência e acredita-se que tenha origem
hereditária.

A diabetes tipo 2 é mais comum em adultos e parece estar relacionada à obesidade e ao


sedentarismo. Neste caso, o pâncreas produz insulina, mas a glicose não é absorvida pelos
tecidos.

http://educacao.uol.com.br/biologia/ult1698u78.jhtm 12/9/2010
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Isto ocorre devido a uma diminuição na quantidade de receptores de insulina presentes nas

células alvo ou devido a uma redução na sensibilidade de tais receptores. Em alguns


casos, o pâncreas produz uma quantidade de insulina abaixo do normal, o que, somado à
redução da sensibilidade dos receptores, leva a uma dificuldade ainda maior no controle da
glicemia.

Tratamentos

O tratamento da diabetes tipo 1 é feito através de injeções de insulina sintética, com


dosagem e freqüência determinadas pelo médico endocrinologista, de acordo com o
metabolismo de cada paciente. Pesquisas vêm sendo realizadas a respeito da eficácia de
transplantes das ilhotas de Langerhans de indivíduos saudáveis para os diabéticos.

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um tratamento inovador, ainda em fase


experimental, que utiliza a quimioterapia aliada ao transplante de células-tronco da medula
óssea no combate da diabetes tipo 1. Inicialmente, o sistema imunológico do paciente é
atacado pela quimioterapia, o que destrói as células de defesa responsáveis pelo processo
inflamatório que leva à morte das células beta do pâncreas.

Em seguida, são injetadas células-tronco, originárias da medula óssea do próprio paciente,


na circulação sanguínea. Estas células possuem a capacidade de se diferenciar e originar
outros tipos de célula, e irão recriar o sistema imunológico que, por sua vez, deixará de
atacar as células beta, permitindo que elas produzam insulina normalmente.

A diabetes tipo 2 é controlada através de medicamentos orais que aumentam a


sensibilidade das células à insulina e, quando necessário, da aplicação de injeções de
insulina. Nos dois tipos, o cuidado com a alimentação e a prática de exercícios físicos são
essenciais para o controle eficaz da doença. Alimentos ricos em açúcar devem ser evitados
ou substituídos por similares dietéticos. Já a atividade física tem papel fundamental no
metabolismo dos açúcares e na regulação da glicemia.

Diabetes e medo de injeção


Algumas das conseqüências ocasionadas pelo tratamento inadequado dessa doença são:
problemas circulatórios, insuficiência renal, cegueira e gangrena dos membros inferiores.
Atualmente, estima-se que cerca de 10% dos brasileiros sejam diabéticos e que cerca de
75% dos portadores não controlem a doença de forma adequada.

Uma das principais barreiras impostas ao sucesso do tratamento é a rejeição e o medo dos
pacientes da aplicação diária de injeções de insulina. Com o objetivo de contornar este
problema, alternativas à insulina injetável vêm sendo pesquisadas, como a insulina em pó,
que pode ser inalada e evita a desagradável picada da agulha.

A diabetes é uma doença para a qual ainda não existe cura. Porém, quando diagnosticada
e tratada de forma correta, juntamente com a adoção de hábitos de vida saudáveis, pode
ser controlada, permitindo que o diabético leve uma vida normal.

*Alice Dantas Brites é professora de biologia.

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