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Igreja Batista de Cachoeirinha Pr.

Emanuel Sinatra

PERDÃO E RECONCILIAÇÃO A MARCA DO CRISTÃO


Estudo 2 – PERDÃO NO ANTIGO TESTAMENTO
Texto Base: Gn. 50:21.
OBJETIVOS: aprender com o perdão no Antigo Testamento e
como ter uma compreensão cristã deste
assunto, através das Escrituras Sagradas.
Introdução
Neste estudo verificaremos a forma como algumas
palavras hebraicas para o perdão. O conceito de perdão no
contexto da teologia bíblica é importante ensino para o perdão e
reconciliação no contexto de uma revelação bíblica mais ampla.
EXPOSIÇÃO
1. O DEUS QUE PERDOA
Deus é um ser ativamente perdoador. Gn. 3:15; 6:13ss;
Gn. 8: 21-22; 12ss.
Outras divindades são apaziguadas por ofertas estranhas –
2Re. 3:27; Os. 4:4; 1Re. 18:28. No AT Deus não podia nem pode
ser "comprado", só pela natureza elaborada dos sacrifícios
oferecidos, nem sua justa ira foi ou será, apaziguada só por
sacrifícios – Am. 4:4, Sl. 51:16-17.
Outras divindades, às vezes, mostraram misericórdia de
acordo com seu humor e caprichos. Mas nada há registrado na
história que se compare ao compreensivo entendimento do AT
de um Deus que perdoa: um Deus que não somente mostra
misericórdia para com o que comete erros, mas que realmente
inicia um plano cósmico de perdão e salvação.

2. PALAVRAS BÍBLICAS DO AT
Não há uma única palavra para perdão em hebraico, mas
sim uma série de imagens.
2.1 – salach – perdão é prerrogativa de Deus
Salach – perdão, libertar do poder da culpa, reconciliação.
É o uso mais comum, muitas vezes traduzido "perdão", e
sempre tem Deus como o sujeito. Uma palavra proeminente
usada exclusivamente para expressar o perdão de Deus
contribui para a crença de que um Deus que perdoa é
essencialmente diferente de Um ser humano que perdoa.
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“bara” (criar) em Gn. 1, sem exceção tem Deus como


sujeito - diferença básica e substantiva entre os atos criativos
de Deus e os atos criativos dos humanos.
Ex. 34:7ss – perdão entre outros atributos divinos.
Levítico 4-6 e Números 14, 15, 30 – a importância do
perdão na adoração, um componente essencial do sistema
sacrifical. Deus é o sujeito implícito. A partir do contexto é
claro que ninguém, a não ser ele, está em posição de perdoar.
Deus é reconhecido antes de tudo como: 1 - aquele que está
disposto a perdoar e o 2 - perdão vem por causa da disposição de
um Deus gracioso em perdoar. O perdão é uma prerrogativa de
Deus.
A maioria das ocorrências dos verbos para 'perdoar',
são encontradas em vários livros do AT. Deus é quem perdoa
(1Rs 8:30, 34, 36, 39, 50 c/c2Cr. 6:21 e ss.) – Deus "ouve do
céu e perdoa" ocorrendo no final de muitas das súplicas.
Nos Salmos – Sl. 86:5; 130:3-4. O atributo de
Deus de perdoar o distingue como sendo único e tão
completamente diferente dos humanos inconstantes e
vingativos e dos falsos deuses. Perdão é parte integrante de
tudo o que Deus é o que nos leva a pedir perdão de "grandes
iniquidades", "por causa de seu Nome". Sl. 25:11. Não perdoar
o verdadeiro penitente exigiria que Ele fosse infiel a Si
próprio como Ele se revelou. Sl. 103:3 o perdão é o primeiro
dos muitos "benefícios" (v.2). O perdão é parte integrante da
redenção da reconciliação e da cura.

2.2 – kipper - expiação


O termo kipper transmite a ideia de expiação ou o
pagamento de um preço de resgate. Ocupa um lugar
proeminente no pentateuco por causa da importância da
reconciliação para todo o sistema sacrificial. Incorpora mais do
que o perdão, referindo-se a uma reconciliação completa e
satisfatória entre duas partes - neste caso, o humano e o divino.
“kipper” quando usado junto com “salach”, mostra o
estreito vínculo entre expiação e perdão, e na relação divino-
humano. “kipper” é sempre visto como um pré-requisito para o
“salach”. A expiação deve ser feita antes de o perdão ser
esperado (Lv. 4:20, 19:22, Nm. 15:25).
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2.3 – nasa’ – eliminação de uma ofensa


Nos contextos de perdão, se trata da eliminação de uma
ofensa.
Embora normalmente Deus seja o sujeito, “nasa” é o
verbo usado em cada uma das instâncias do AT quando é
solicitada perdão pessoal. Um exemplo famoso é o de um
animal - "o bode expiatório" - Lv. 16:22. Aqui uma poderosa
ajuda visual para o povo de como seu pecado precisava ser
carregado, ou removido, e de alguma forma inserir na
consciência do povo o conceito de sofrimento vicário.

3. PERDÃO INTERPESSOAL NO AT
No AT tem Deus é o sujeito quase que exclusivo do
perdão. Retrata um Deus que não só é capaz, mas também
está disposto a perdoar.
O exemplo mais óbvio de perdão interpessoal no AT; é –
Jacó e Esaú em Gn. 33 - a frase usada é "achar mercê (graça) em
seus olhos". O vocábulo do perdão não é usado neste contexto
onde parece, de nossa perspectiva, totalmente apropriada.
Há três casos em que o vocabulário tradicional do perdão
é usado na interação humana.
A - José e seus Irmãos – Gn. 50, José diz: "... Estou eu no lugar
de Deus?" "os tranquilizou e falou-lhes amavelmente" (v.21).
"Perdoar", a única coisa a ser pedida está ausente.
José não "perdoou seus pecados" explicitamente porque
ele não está "no lugar de Deus".
B - Moisés e Faraó – Êx. 7-11, Faraó que Moisés ore por ele,
(9:28) e abençoá-lo, (12:32). Após a praga de gafanhotos
Faraó pediu a Moisés, "perdoe o meu pecado" – Ex. 10:17.
O arrependimento de Faraó (9:30). Moisés ora (9:29;
10:18), mas não pede perdão em nome de Faraó. Mesmo
que tivesse pedido, seria Deus quem estava perdoando.
Moisés chama pra si a responsabilidade de perdoar Faraó.
No ambiente religioso desta época se presumia que Faraó
não seria perdoado por Moisés, mas pelo Deus de Moisés.
Moisés age como um intermediário.
C - Samuel e Saul – 1Sm. 15. Ambos Saul e Faraó são
confrontados com a palavra de Deus através de um profeta
(Samuel, Moisés), e ambos fazem um tipo de confissão,
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incluindo o pedido de que o profeta "perdoe o meu pecado"


(1Sm. 15:25). Em ambos os casos, nenhuma resposta é
dada pelo profeta a respeito do perdão, mas o diálogo e os
eventos subsequentes mostram o perdão não concedido.
Perdão interpessoal e o Perdão de Deus
Nos três episódios, vale a pena notar a posição de cada
um dos querelantes em relação a Deus.
Os irmãos de José, em Gn. 50:17 não se referem ao
"nosso Deus", mas sim ao "Deus de seu pai". Desgarrados.
Faraó é um rei estrangeiro à comunidade da aliança cujo
coração está firmemente endurecido contra Deus.
Saul, embora Rei de Israel, foi desobediente a ponto de
ser rejeitado por Deus por causa de seu fracasso em executar
seus deveres como rei de acordo com a vontade de Deus.
José pergunta: "Estou eu no lugar de Deus?" (Gn. 50:19).
Jacó e Esaú: "ver o teu rosto é como ver o rosto de Deus"
(Gn. 33:10).
Em cada caso, o perdão devia ser pedido a um
representante de Deus. Assim, no Antigo Testamento, pedir
perdão é pedir perdão de Deus, ainda que por procuração.

4 – O ANTIGO TESTAMENTO E O CRISTÃO


No que o AT contribui para uma compreensão do perdão
cristão?
A - O perdão é originado no caráter de Deus
O perdão é uma atividade objetiva de Deus nos prepara
para o fato de que, apenas porque Deus é um Deus que está
disposto a perdoar é que o perdão entre as pessoas é tanto
POSSÍVEL quanto DESEJÁVEL. O fato de que os cristãos,
particularmente, “terem uma marca característica de perdão”,
esta se baseia no fato de que sabem o que é ser perdoado, algo
que estava na consciência do povo de Deus nos dias de Moisés.
Esse enraizar do perdão no caráter de Deus ajuda à
defini-lo e impede que o perdão seja ignorado pelos que não
veem a obrigação de perdoar ou depreciado ao aplicar o termo
de forma suave e sem distinção, em relação a uma ampla
variedade de respostas emocionais ou psicológicas. O perdão
não é uma resposta emocional. É uma resposta espiritual.
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B - O sistema sacrifical prefigura o sofrimento vicário e a


expiação de Cristo
O cumprimento do sistema sacrificial - sem o qual não
haveria perdão – na morte de Cristo, nos lembra acima de
tudo que o perdão é caro. Essa ideia de custo estava
certamente presente no AT, já que todo o conceito de sacrifício
implica custo. Mas é aumentado exponencialmente quando se
vê um homem perfeito tornar-se o sacrifício ao invés de um
cordeiro perfeito. Este mais perfeito sacrifício completa o que
faltava no AT, sobre a possibilidade de perdão para o pecado
que foi entendido e determinado após exaustivas análises.
C – O reconhecimento de que só Deus tem poder de
perdoar dá nova perspectiva com a vinda do Espírito Santo
José perguntou: "Estou eu no lugar de Deus?" Deus é o
sujeito das palavras sobre perdão no AT. O perdão interpessoal
nunca é plenamente concedido no AT. Isso nos prepara para o
fato de que somente Deus pode perdoar (Mc. 2:7).
Deus, por seu Espírito, habita em nós, e isso nos permite
usar a palavra perdão com os que nos fizeram mal, como é
usada em nossa reconciliação com Deus (Lc. 11:4). Enquanto
não estamos em posição de perdoar os pecados das pessoas,
pois cometidos contra Deus, Deus, o Espírito Santo em nós,
torna possível nós perdoarmos as ofensas contra nós.
D – Certas narrativas do AT antecipam o perdão cristão
Se o sistema de sacrifício prefigurou a expiação de
Cristo, então certas passagens narrativas indicam o que está
envolvido no perdão cristão. Como cristãos, mostramos
misericórdia para com aqueles que abusam de nós (assim
como José com seus irmãos), e estamos preparados para entregar
a Deus as ofensas, maldades e erros contra nós (assim Esaú
com Jacó e José com seus irmãos). Também disponibilizaremos
à parte perdoada os privilégios de uma nova relação
reconciliada (como José e seus irmãos).
E – A Sabedoria do AT exalta o evitar a vingança e
alcançar a cura dos relacionamentos
O Livro de Provérbios ensina a "alcançar sabedoria e
disciplina ... adquirindo uma vida disciplinada e prudente" (1:2-3)
e que a sabedoria inicia no "temor do Senhor" (1:7; 9:10).
Provérbios 17:9 ; 19:11; 10:12; 29:11; 12:18.
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O AT mostra que o tipo de vida defendida é aquele em


que os erros pessoais não são levados ao coração nem
deixados a apodrecer, levando ao aumento da dissensão e
até mesmo à violência.

CONCLUSÃO
Adotemos pelo menos dois princípios importantes:
1 - Primeiro, há uma diferença entre pecados contra Deus e
pecados ou ofensas contra nós. O primeiro só Deus pode
perdoar, este último somos chamados a não dar atenção, a
deixar passar (assim Esaú, e os Provérbios citados acima).
É Deus operando pelo Espírito Santo no crente e através
do crente que torna possível perdoar "como fomos perdoados ".
2 – Segundo, a expiação já foi consumada através de Cristo e
assim o perdão pode ser livremente oferecido por aqueles que
estão em Cristo. Não devemos exigir em nível humano pré-
condições que só se aplicam em relação ao relacionamento
divino-humano. Não devemos esperar pelo arrependimento
antes de perdoar. Fazer isso seria assumir o lugar de Deus.
O AT nos apresenta a incrível possibilidade de um Deus
que é Amor, e Misericórdia e Graça; Um Deus que perdoará
nosso pecado e iniquidade. É claro no NT que tal perdão se
aplica não apenas ao pecado acidental, mas também ao pecado
deliberado. Ele não requer mais rituais e sacrifícios complexos.
Em vez disso, exige fé no sacrifício completo do próprio Cristo,
que no momento da morte e sem esperar sinais de
arrependimento por parte de seus crucificadores, teve a graça
de orar "Pai, perdoa, eles não sabem o que fazem." (Lc. 23:34).
DEUS não nos obriga a perdoar, Ele nos capacita a perdoar.

Bibliografia:

ADAMS, Jay E. Teologia do Aconselhamento Cristão. Editora Peregrino,


2016.
GEISLER, Norman L. Fundamentos Inabaláveis: respostas aos maiores
questionamentos contemporâneos sobre a fé cristã... São Paulo: Editora
Vida, 2003.
HARRIS, R. Laird e Outros. Diconário Internacional de teologia do Antigo
Testamento. Edições vida Nova, São Paulo, 1998.