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MARINHA DO BRASIL

CENTRO DE INSTRUÇÃO ALMIRANTE BRAZ DE AGUIAR


SUPERINTENDÊNCIA DE ENSINO

PEDRO ERNESTO OSORIO DE ALMEIDA

A INFORMATIZAÇÃO DA NAVEGAÇÃO ESTIMADA

BELÉM
2010
PEDRO ERNESTO OSORIO DE ALMEIDA

A INFORMATIZAÇÃO DA NAVEGAÇÃO ESTIMADA

Monografia apresentada ao Centro de


Instrução Almirante Braz de Aguiar –
CIABA,como requisito para a obtenção do
grau de bacharel em Ciências Náuticas.

Orientador: C.L.C. Vivekananda.

BELÉM
2010
PEDRO ERNESTO OSORIO DE ALMEIDA

Trabalho de conclusão de curso de bacharel de Ciências Náuticas pelo Centro de


Instrução Almirante Braz de Aguiar,defendida e aprovada em ____/____/____ pela
banca examinadora constituída pelos professores

1º MEMBRO

2º MEMBRO

3º MEMBRO
Á Anny Caroline de Souza.
AGRADECIMENTOS

1. Aos meus pais que sempre me orientaram para uma vida correta.

2. À minha namorada Anny Caroline que me deu apoio durante o curso.

3. Aos meus amigos que me ajudam no dia-a-dia.

Faz um agradecimento a Deus em primeiro lugar!!!


Fora da caridade não há salvação.
(Autor desconhecido)
RESUMO

Este estudo foi criado tendo em vista a necessidade da navegação estimada,


que é a base de referencia de todos os outros meios de navegação existentes. Sua
utilidade vai desde o planejamento até o fim de uma viagem. Em grandes travessias
ela serve como dados de entrada para cálculos de astronomia náutica. Com o
advento dos computadores muitas tarefas de cálculos têm sido digitalizadas,
facilitando a vida daqueles que fazem uso constante de matemáticos em seu dia-a-
dia. Neste trabalho será abordado o uso do Microsoft Excel 2007 para a
informatização da navegação estimada, bem como será feito uma minuciosa
explicação dos conceitos que envolvem todo o uso da navegação estimada. Ao final
será mostrado como se informatizar os cálculos de estima de posição e rumo com o
uso de algoritmos. As pesquisas são todas retiradas de publicações nacionais e
estrangeiras que tratam de assuntos de navegação e lógica de programação. O
resultado do trabalho foi a criação de formulas para serem usadas por qualquer
linguagem de programação, para isso foi criada uma planilha de Excel.

Palavras-Chave: Informatização. Navegação estimada. Microsoft Excel 2007.


ABSTRACT

This study has been developed because of the necessity of the estimated
navigation, that is the base of reference to all the others kind of navigation methods
that exist. Your utility goes since the plane to the end of a travel. In long course
travels this is useful as entrance dates for nautical astronomic calculus. With the
creation of the computers lot of calculus routines has been digitalize, make easy the
life of those make constant use of calculus in your daily. In this work it will see the
use of Microsoft Excel 2007 as a tool for digitalize estimated navigation, as well it will
be made a detail explanation about of concepts that involves all the use of estimated
navigation. At the end it will be showed how to digitalize the calculus of a estimated
position and course whit computer logics. The sources are all from national and
foraging books that threat about the matter of navigation a programming. The result
of that work was the creation of a formulas to be use for any computer language, for
that it has been develop a Excel table.

Key-Words: Digitalized. Estimated navigation. Microsoft Excel 2007.


LISTA DE TABELAS

Tabela 01 - Escala Beaufort usada a bordo para a classificação do


vento e do estado do mar
Tabela 02 - Efeitos do El Niño e El Ninã no Brasil

LISTA DE FIGURAS
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO
2 OBJETIVOS
2.1 GERAL
2.2 ESPECÍFICO
3 SITUAÇÃO PROBLEMA
4 CAPÍTULO 1 - NOÇÕES DE NAVEGAÇÃO
5 CAPITULO 2 - COORDENADAS GEOGRAFICAS TERRESTRES
6 CAPITULO 3 - DERROTAS
7 CAPITULO 4 – CARTAS NAUTICAS
7.1 INTRODUÇÃO Á CARTOGRAFIA
7.2 A PROJEÇÃO DE MERCATOR
8 CAPÍTULO 5 – EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA NAVEGAÇÃO I
8.1 AGULHAS MAGNÉTICAS
8.2 AGULHA GIROSCOPICA
8.3 PILOTO AUTOMÁTICO
9 CAPÍTULO 6 – EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA NAVEGAÇÃO II
9.1 ODÔMETROS DE SUPERFÍCIE
9.2 ODÔMETROS DE FUNDO
9.3 ODÔMETRO DOPPLER
9.4 MEDIDORES DE PROFUNDIDADE
10 CAPÍTULO 7 – NAVEGAÇÃO ESTIMADA
11 CAPÍTULO 8
12 CONCLUSÃO
13 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Falta colocar as paginas

1 INTRODUÇÃO

A navegação estimada é um dos muitos métodos de navegação que existem,


porém é o mais importante. Sabendo-se um ponto de partida e um de chegada
pode-se determinar a distância entre eles e o rumo a ser navegado para tal posição.
O uso da navegação estimada é feito para o planejamento de uma viagem e
durante a viagem em si, para o navegador ter sempre uma referência para onde o
navio deve ser guiado evitando imprevistos e precisão nos tempos gastos para um
determinado percurso.
Esse método utiliza-se de todos os conceitos básicos de navegação como
cartas de Mercator e coordenadas terrestres. Os dados a serem usados na posição
estimada são retirados de equipamentos como agulhas de navegação e odômetros.
A matemática envolvida nesse método é a trigonometria plana que se
aprende no ensino médio. São as relações de triângulos retângulos, as leis de seno,
cosseno e tangente, que são aplicadas para os cálculos.
O uso do programa Excel 2007 é incluído para dar ao navegador mais uma
ferramenta de trabalho que visa facilitar a obtenção de dados triviais realizados dia-
a-dia. Com a lógica de algoritmos podemos transformar os cálculos de estima em
rápidas tabelas para o uso prático.

2 OBJETIVOS

2.1 GERAL

Conceituar a navegação estimada e sua informatização para o uso em


qualquer derrota, oferecendo um método seguro e preciso para ser usado pelo
navegador.

2.2 ESPECÍFICO

1. Explicar os conceitos necessários para que se tenha uma plena noção do que
venha ser a navegação e distinguir de forma resumida dos diversos tipos de
navegação;
2. Explanar sobre os equipamentos a bordo dos navios que servem como auxilio
a navegação;
3. Evidenciar a importância do uso de computadores a bordo como um auxilio
de navegação.

3 SITUAÇÃO PROBLEMA

Muitos profissionais se dizem adeptos da informática, porém poucos a


utilizam em seus postos de trabalho, se restringindo somente usufruir dela como um
divertimento. É preciso que haja uma maior exploração do potencial computacional a
fim de se aumentar a agilidade das tarefas e a segurança dos dados. A navegação
se baseia em diversos cálculos matemáticos dos mais simples aos mais
complicados sendo às vezes feitos exaustivamente pelo homem que acaba
cometendo erros, por isso vem à tona a questão de aumentar a informatização
desses métodos evitando erros humanos.

4 CAPITULO 1 – NOÇÕES DE NAVEGAÇÃO

A idéia básica do que venha ser a Navegação é: unir dois pontos na terra, o
de partida e o de chegada, não importando o meio de condução, levando em
consideração a melhor forma de conduzi-los com a certeza de saber para onde está
indo. Os meios de transporte que utilizam a Navegação são os mais variados
possíveis, podendo ir de pequenos barcos a navios, de ultraleves a ônibus-
espaciais, até mesmo um ciclista de aventura pode precisar da Navegação.

Da definição acima, derivam as diversas formas da navegação: navegação


marítima (de superfície ou submarina), navegação aérea, navegação
espacial e navegação terrestre. Outras classificações também aplicadas
especificam ainda mais o meio ambiente no qual o veículo se desloca,
surgindo daí categoria como navegação fluvial e navegação polar.
(ALTINEU PIRES MINGUENS, 2005)FALTA A PAGINA

Esse estudo visa à navegação marítima, que é usada em navios de diversos


tamanhos e principalmente em navios mercantes.
Quando o homem depende da navegação para se situar em algum lugar no
globo terrestre ele experimenta uma arte embasada na ciência. No começo das
grandes jornadas das antigas civilizações, saber encontrar o caminho para a terra
firme era uma arte, pois os aventureiros não dispunham de praticamente nenhum
recurso instrumental ou teórico. Hoje temos sofisticados aparelhos de precisão e
publicações auxiliando os navegantes, que nesse quesito chamamos de ciência,
mas isso não exime o fator humano que faz as devidas interpretações e assume
uma posição para o seu navio. É uma heterogeneidade de arte e ciência. Arte de
interpretar a geografia do ambiente, a ciência do conhecimento e operação de
equipamentos.
Quando se está navegando a distância da costa é um fator importantíssimo,
pois define os riscos e as determinadas rotinas a serem feitas nas embarcações.
Visto que essa disa navegação feita ao largo, quando se está navegando sem
referencial visual de terra. Emprega-se em travessias oceânicas e requer o uso
constante e sempre que possível da Navegação Estimada e Astronômica para a
localização do navio no oceano.
-Navegação Costeira: É a navegação feita nas proximidades da faixa costeira,
ela é feita a uma distância de cinqüenta a três milhas da costa ou acidente
geográfico mais próximo do navio. O navegante conta com o auxilio visual para
navegar com referenciais na terra mais próximo. Os pontos notáveis da navegação
são as ilhas, os faróis, cabos, quebra-mar, pontes e qualquer outra forma que se
destaque do ambiente a sua volta.
-Navegação em águas restritas: é a navegação executada muito próxima de
terra, ela é usada quando o navio entra em uma barra, em um porto, rios, baias,
lagos, ou qualquer proximidade excessiva de perigos à navegação. É definida pela
distância de três milhas da costa, tiradas de posição da embarcação devem ser
feitas com intervalos de tempo menores que a de navegação costeiras, são feitas de
três em três minutos. É uma navegação de precisão que requer muitos cuidados,
pois as profundidades são baixas e não existem informações suficientes para o
estudo da topografia do fundo. Geralmente essa navegação recebe o auxilio de um
navegador especializado na região, esse é o Prático.
A fim de se determinar as rotinas e cuidados a serem cumpridos no passadiço
do navio, tem que se ter plena noção da navegação usada para que se saiba o
tempo entre as determinações de posição, equipamentos utilizados e quais os
tripulantes que estarão de serviço no momento das manobras.

Vimos os tipos de navegação utilizados pelos marítimos de acordo com a


distância da costa, para que sejam feitas rotas (derrotas) com segurança existem
métodos a serem feitos para a determinação da posição do navio. Dentro dos
principais métodos de navegação temos a Navegação Astronômica, Visual,
Eletrônica e Estimada.
-Navegação Estimada é a navegação que prevê a posição que o navio estará.
Não faz uso de referencial na terra o no espaço, somente dados retirados de
instrumentos a bordo do navio. Os dados utilizados pela navegação estimada são:
rumo, velocidade e intervalo de tempo entre as marcações.
-A Navegação Visual é usada pois, nas cartas náuticas existem pontos
notáveis a navegação que podem ser visualizados pelo oficial de serviço que faz
medições para determina na carta a posição do navio. (As marcações são feitas por
alinhamentos, ângulos horizontais, etc.).
-Navegação Astronômica tem esse nome porque utiliza-se de astros para
determinar a posição do navio, o Oficial de Serviço faz a medição da altura do astro
com um instrumento chamado sextante e utiliza-se de cálculos e almanaques para o
meticuloso calculo da posição do navio.
Navegação Eletrônica é a navegação onde se tem o auxilio de instrumentos
eletrônicos para o uso na navegação. Dentre os instrumentos temos o ecobatimetro,
Radar, GPS, etc.

5 CAPITULO 2 - COORDENADAS GEOGRAFICAS TERRESTRES

Durante muitos anos os estudiosos pensavam que a Terra era plana e que as
embarcações quando chegavam num limite despencavam em abismos.
Navegadores como Colombo, descobridor da America defendiam que os mares não
tinham fim e que a Terra era redonda. A descoberta do novo continente foi uma
eventualidade, pois Colombo buscava uma rota mais rápida e segura para as Índias
e acabou descobrindo novas terras.
A superfície terrestre não pode ser representada por modelos matemáticos
por ser irregular e não assumir propriamente o formato esférico como imaginamos.
O Geóide foi um modelo idealizado na tentativa de simplificar os estudos da
superfície do nosso planeta. Ele consiste em considerar que toda a Terra é
encoberta por água e é feita uma media do nível dos mares para toda a superfície
do modelo. Não foi bem quisto, pois continuava sendo um modelo inconstante,
impossibilitando a medição precisa de dados geográficos. A Geóide não é
propriamente uma figura geométrica conhecida, a idéia era se aproximar de uma
esfera.

Nos últimos dois séculos foram feitas medições da superfície terrestre e


chegou-se a conclusão de que o solido que mais convém de ser usado é o elipsóide
de revolução. É a revolução de uma elipse fixa pelos pólos terrestre.
Na Navegação adotou-se a Terra como sendo uma esfera, é essa teoria
empregada até mesmo em Navegação Astronômica. É mais fácil considerar a terra
redonda, mas deve-se tomar cuidado com a proximidade dos pólos onde é usado
outro tipo de navegação, que não faz parte do estudo aqui abordado.
A fim de precisar as posições e determinar as coordenadas geográficas foram
criados círculos, retas e pontos notáveis na esfera terrestre. Assim facilitou a
confecção de mapas que na navegação chamam-se de cartas náuticas, serão
abordadas mais detalhadamente no decorrer desse trabalho.
A partir do Polo Norte até o Polo Sul existe uma reta que é chamada Eixo da
Terra, é a linha sobre a qual a Terra executa o movimento de rotação, que se repete
de vinte três horas e cinquenta minutos. Os Polos são as regiões no Globo Terrestre
onde o eixo da terra intercepta a superfície do planeta, eles são regiões
diametralmente opostas, existe o Polo Norte e o Polo Sul. O Eixo da Terra intercepta
uma região perpendicular a sua mediana, a qual recebe o nome de Plano Equatorial.
O Plano Equatorial se estende do centro da Terra até sua superfície, essa sua área
superficial é denominada de Equador Terrestre, o Equador serve como um divisor
geográfico que delimita o Hemisfério Norte e o Hemisfério Sul.

Se você pegar um círculo na superfície da Terra que contiver o Centro esse


será um Circulo Máximo, os demais círculos sobre a superfície terrestre que não
contem o Centro da Terra são classificados de Circulo Menor.

Os círculos paralelos ao Eixo da Terra são menores ao Equador e recebem a


nomenclatura de Paralelos.
Os círculos máximos que têm interseção com os dois Polos em pontos
diferentes são denominados de meridianos, vão do Hemisfério Norte ao Hemisfério
Sul.

Os conceitos que estudamos anteriormente se fazem fundamentais para o


entendimento das coordenadas geográficas terrestres, pois são a base dos sistemas
de posicionamento terrestre. As cartas náuticas usadas nos passadiços dos navios
mercantes seguem os conceitos de latitude, longitude e meridiano de Greenwich
para determinar pontos, distâncias, rumos e fuso horário. Iremos abordar agora
esses conceitos.
Tirando-se a distância angular de um paralelo onde se encontra um ponto até
o Equador, encontra-se a Latitude de um ponto na superfície terrestre, as latitudes
vão de zero grau no Equador até noventa graus nos Polos Norte ou Sul. O símbolo
da latitude pode ser a letra N para Norte e S para Sul, sendo determinadas pelos
hemisférios onde se encontram. As escalas de latitude servem para o calculo de
distancias nas cartas náuticas. A latitude é simbolizada pela letra “ᵠ” do alfabeto
Grego.
A Longitude de um lugar é calculada sobre o Equador tendo como ponto de
partida o meridiano de Greenwich até o meridiano do ponto a ser localizado. Sua
contagem é feita de zero grau no meridiano de Greenwich até cento e oitenta graus
na Linha de Mudança de datas. O símbolo da longitude pode ser L para Leste e W
para Oeste dependendo da direção tomada a partir do meridiano de Greenwich,
para a esquerda é oeste e para direita é leste. É através das longitudes que se
definem os fusos horários no Globo. A letra “λ” do alfabeto Grego simboliza a
longitude.

Quando se tem duas latitudes pode-se fazer necessário o calculo da diferença


de latitude entre elas, é um arco de meridiano que tem o valor da diferença entre as
longitudes. O sinal deve ser levado em conta, porque quando as longitudes estão
em hemisférios opostos é feita a soma dos valores absolutos e quando estão no
mesmo hemisfério é feita a diferença do maior pelo menor. O sinal é sempre o
comum ou o maior dos dois.
Assim como a latitude, a longitude pode ser calculada como diferença de
longitude, que consta como o mesmo método de raciocínio da diferença de latitude.
Entre duas longitudes pode-se tirar sua media, que consta na semi-soma ou
semi-diferença, o raciocínio de somar ou subtrair as longitudes é o mesmo da
latitude, se forem do mesmo lado do Greenwich subtrai-se e de lados opostos soma-
se. O sinal é o do comum ou o maior doas duas longitudes.

6 CAPITULO 3 - DERROTAS

Quando se vai de um ponto “A” a outro ponto “B” é preciso traçar um caminho
a fim de se definir o rumo, a velocidade de cruzeiro, a distância a ser percorrida e o
tempo estimado de chegada. As rotas traçadas nas cartas náuticas são chamadas
de derrotas. Iremos abordar as medições de distância, os tipos de derrotas e os
conceitos de direção numa navegação.
Na navegação é usado como medida de distância a milha náutica, seu valor é
diferente do sistema métrico. A milha náutica equivale a um minuto de latitude,
sabemos que o conceito de latitude vem do ângulo formado a partir do centro da
terra. Como a Terra não possui uma forma uniforme as medidas sofrem distorções,
por esse motivo o valor da milha náutica é fixo como mil oitocentos e cinquenta e
dois metros.
Quando se pensa em traçar uma derrota deve-se levar em consideração o
tipo de derrota que será usada podendo ser Ortodrimoca ou loxodrimica vai
depender os limites de segurança, a distância a ser percorrida e a viabilidade da
navegação.
A Ortodromia é a derrota que segue o formato curvo da terra, ou seja, é a
menor distância na face da Terra. O navio navega com constantes mudanças de
rumo para acompanhar a curvatura do globo. É a menor distância entre dois pontos
na terra. Geralmente é usada em travessias oceânicas.
A Loxodromia é a rota em que o navio possui rumo constante e seu traçado é
uma linha reta. As distâncias são maiores, pois não leva em conta o formato da
Terra. É a navegação usada em rios e perto da costa, pois não há espaço para se
executar uma navegação Ortodromica. É importante citar que se um navio mantiver
o rumo constante ele irá terminar em um dos polos da terra, pois estará cruzando
todos os meridianos a rumos constantes.

No mar usam-se medidas especiais para se definir a direção e sentido em


que um navio vai navegar. É importante que se saiba bem a diferença entre direção
e sentido. A direção é uma reta no espaço, nela podem-se admitir duas formas de
seguir sobre ela, um indo outra voltando. Saber se está indo ou voltando requer um
sentindo. Podemos citar uma direção como a leste-oeste, ou, norte-sul. Os sentidos
seriam leste, oeste, norte, sul, nordeste, etc.
Na navegação foi criando um conceito de rumo que defini um sentido sobre
uma direção a ser percorrida pelo navio. Os rumos são medidos a partir de um
sentido de referencia sobre uma reta, até a proa da embarcação, para a direita da
reta de referencia. São ângulos que variam de 000° até 360°, formando um arco.
Na navegação usam-se três linhas de referencias, tem-se o Norte Verdadeiro,
Norte Magnético e Norte da Agulha. O Norte verdadeiro é relativo ao Norte
geográfico da Terra, é o mais usado por todos navegadores e é o sistema
empregado nas cartas náuticas de Mercator. O Norte Magnético é aquele que se
tem como base referencial o Norte dos campos eletromagnéticos da Terra, nas
cartas de navegação existe uma referencia para correção dessas medidas,
chamadas de Declinação magnéticas, que são valores que se modificam
anualmente e que se devem contar a partir do Norte Verdadeiro, sendo na direção
Leste ou Oeste. O Norte da Agulha é aquele que usa a agulha magnética como
referencial, com suas devidas correções.
Quando o navio está navegando com auxilio de praticagem ou em aguas
restritas, usualmente adotam-se referenciais de marcações em terra pois em mais
seguro e rápido para se saber a posição do navio.

Nos estudos básicos de Física aprendemos o conceito de velocidade, que é a


distancia percorrida dividida pelo tempo decorrido. No mar a medida de velocidade é
padronizada pela unidade do Nó (knots em inglês), é a medida de milhas náuticas
percorridas por unidade de hora. Existe a expressão de “Velocidade de Fundo”, que
é a velocidade efetivamente navegada sobre a derrota traçada. Temos também a
“Velocidade de Avanço” que é a velocidade que se pretende prosseguir no
cumprimento de uma derrota.
Podemos concluir que existe todo um sistema de referencia para se traçar
“caminhos” sobre as águas. É bastante diferente dos referenciais usados em terra.

7 CAPITULO 4 – CARTAS NAUTICAS

7.1 INTRODUÇÃO Á CARTOGRAFIA

A Cartografia é uma ciência fundamental para a Navegação, é a ciência que


se encarrega do levantamento cartográfico de uma região. Hoje temos fotos de
satélites, imagens aéreas e outros inúmeros recursos, para a criação de mapas o
mais próximos da realidade possível.
Exemplo de carta náutica, fonte do autor.

É comum que se ocorra o erro de se considerar um mapa como sinônimo de


carta náutica. Os mapas são representação de um terreno com informações de
fronteiras, política, economia e outras informações didáticas. São normalmente
usados somente para uso didático sem qualquer fim técnico. As cartas náuticas são
representações da superfície da Terra sobre um plano. Ela é especialmente criada
para uso em navegação ou qualquer outra utilidade técnica - cientifica. Os principais
elementos geométricos utilizados graficamente nas cartas são os pontos, retas e
ângulo. Suas medidas de localização terrestres são as latitudes e as longitudes.
Quando se pensa em representação cartográfica da terra o primeiro
questionamento que surge se deve ao formato global do nosso planeta. É impossível
de se criar uma esfera em escala da Terra para ser usada na navegação, pois seria
muito grande e não serviria para uma navegação segura por falta de detalhes. A fim
de resolver os problemas para a criação de cartas náuticas foram criadas as
projeções cartográficas. As projeções são as transferências dos pontos do globo
para um cilindro ou cone.
A escolha do Sistema de Projeção de Cartas Náuticas de ser escolhido de
acordo com o uso a que se destinam. Cada projeção tem suas peculiaridades, que
se evidenciam conforme se diminuem as escalas. Escalas pequenas abrangem
maiores áreas e escalas grandes abrangem pequenas áreas. Cartas de escalas
grandes não apresentam muitas diferenças de um Sistema de Projeção para o outro.
As cartas de entrada de Barras portuárias possuem as maiores escalas, pois são
áreas de manobra restritas.
De acordo com Altineu Pires Mingues, em Navegação: A ciência e a arte,
volume I, define critérios para uma boa Projeção Cartografica:
1. Representação dos ângulos sem deformação e, em decorrência,
manutenção da verdadeira forma das áreas a serem representadas (conformidade).
2. Inalterabilidade das dimensões relativas das mesmas (equivalência).
3. Constância das relações entre as distâncias dos pontos representados e as
distâncias dos seus correspondentes na superfície da Terra (eqüidistância).
4. Representação dos círculos máximos por meio de linhas retas.
5. Representação das loxodromias (linhas de rumo) por linhas retas.
6. Facilidade de obtenção das coordenadas geográficas dos pontos e, vice-
versa, da plotagem dos pontos por meio de suas coordenadas geográficas.
Essas propriedades são os padrões que se almejam para uma perfeita
representação cartográfica. Deve-se observar o fim a que se destinam as cartas
para se souber a projeção utilizada. O principal ponto a ser mantido é relativo à
plotagem de derrotas loxodromicas nas cartas, mantendo os rumos fieis aos
meridianos. A representação loxodromicas são retas e com ângulos constantes aos
meridianos por onde passam.

7.2 A PROJEÇÃO DE MERCATOR

O navegador que trabalha com ortodromica tem que cruzar os meridianos


com azimutes diferentes, para isso ele precisa de uma derrota plotada numa carta
náutica. Quando se esta usando a ortodromica, na verdade se fazem varias
loxodromicas. A loxodromica deve ser plotada numa carta como retas que
representam os azimutes do navio.
A projeções têm propriedades que as distinguem entre si, de acordo com a
forma da projeção, ao referencial tangencial e a conformidade das formas
representadas na carta. Segundo o autor Altineu Pires Mingues, em Navegação: A
ciência e a arte, volume I, a projeção de Mercator é uma projeção cilíndrica
equatorial e conforme. É cilíndrica pois a superfície de projeção é um cilindro, ou
seja, a superfície da Terra, ou área selecionada, é projetada num cilindro. Chama-se
Equatorial, pois o paralelo de tangencia é o Equador. Nela os ângulos não se
deformam, sendo intitulada de conforme e suas figuras pequenas têm fidelidade às
formas originais.
As cartas náuticas além de uma ferramenta de trabalho são documentos
fundamentais para se fazer uma navegação. Elas são elaboradas pela Diretoria de
Hidrografia e Navegação (DHN), que faz os levantamentos de maré, profundidade e
perigos a navegação. Essas informações são essenciais em uma carta Náutica.
Existem outros tipos de projeções utilizadas na navegação como, a de
Lambert e a Gnomônica. Não são muito usadas pois são mais especificas de áreas
menos convencionais da navegação comercial. A tabela que segue serve para uma
comparação entre as três projeções.

8 CAPÍTULO 5 – EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA NAVEGAÇÃO I

Quando se define navegação são usados dois aspectos a arte e a ciência.


Para exercer a ciência o oficial de náutica necessita de equipamentos de precisão
para a determinação de sua posição e rumo numa derrota.
8.1 AGULHAS MAGNÉTICAS

A bússola magnética é um dos mais antigos equipamentos de navegação,


sua origem não esta documentada, mas há vestígios de que os Vikings usavam
bussolas rudimentares.
O principio de uma bússola é bastante simples, basta um pedaço de ferro
magnetizado um suporte para ele flutuar e um vasilhame com água para ele flutuar
livremente.
Após séculos de uso de agulhas magnéticas e novas tecnologias surgindo, as
bússolas não perderam sua importância na navegação. Nem mesmo a agulha
giroscópica(giro), que é um equipamento altamente preciso para a determinação de
azimutes verdadeiros pode substituir completamente a magnética. A giro é um
equipamento altamente complexo e funciona alimentado por energia elétrica, já no
caso da magnética, ela funciona mesmo com os geradores do navio desligados.
O navegador ao utilizar a agulha magnética de levar em contas alguns fatores
para corrigir o rumo marcado pelo equipamento. A declinação magnética é o ângulo
entre o Norte magnético e o Norte verdadeiro, podendo ser Leste ou Oeste do Norte
verdadeiro. Desvio da agulha é o ângulo compreendido entre o Norte magnético e o
Norte da agulha, sendo Lesta ou Oeste do Norte magnético. A variação da agulha é
a combinação do desvio e da declinação magnética.

8.2 AGULHA GIROSCOPICA

A giroscopica informa constantemente o rumo verdadeiro do navio, ela possui


varias repetidoras da original espalhadas pelo navio. A giro pode ser instalada em
qualquer parte do navio, diferente da magnética que deve ser o mais isolada
possível de influencias de campos eletromagnéticos.
Os ângulos informados na giroscopica são rumos ou azimutes verdadeiros e
seus dados são sempre representados com três dígitos. Vão de 000° até 360°, que
equivale ao Norte verdadeiro. Todas as marcações da giroscopica são verdadeiras.
O principio de funcionamento dela é com base num rotor girospio que roda
em altas velocidades. O efeito do rotor a altos Rpm gera duas propriedades a inercia
giroscopica e a precessão.
A inercia giroscopica é a característica que o rotor giroscopico livre tem de
manter o eixo do rotor apontando sempre numa mesma direção sem que o
movimento da base altere sua posição.
A precessão é a propriedade que ao se aplicar uma força no eixo de rotação
tendendo a tira-lo de sua direção, em vez de ceder à força ele forma um plano a 90°
da direção da força aplicada.

8.3 PILOTO AUTOMÁTICO

É o equipamento usado para manter o rumo do navio constante dispensando


o uso de um timoneiro. O referencial do rumo pode ser a magnética ou a giro, porém
é aconselhável o uso da grioscopica para a melhor operação do mesmo. Foi
comprovado por estudos que os piloto automático diminui os gastos com
combustível, ao invés de usar um timoneiro para manter o rumo.
Ele opera com tempo e sem tempo. Quando se opera com tempo o sistema
tolera as mudanças geradas pelo cabeceio do navio em vagas. Só atua quando o
cabeceio ultrapassa o limite operacional do piloto automático.
No modo sem tempo o sistema leva em consideração o trim do navio a fim de
aplicar o correto ângulo na porta do leme, de acordo com o torque necessário.

9 CAPÍTULO 6 – EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA NAVEGAÇÃO II

Quando se esta estimando uma posição é necessário saber a velocidade do


navio, a profundidade do fundo e a distância percorrida. Os aparelhos medidores
de velocidade são os odômetros. Eles podem ser de superfície, de fundo ou de
Doppler.
9.1 ODÔMETROS DE SUPERFÍCIE

Os odômetros de fundo constituíam-se de um equipamento que ficava


amarrado na popa ou em um dos bordos do navio. Ele era arrastado pelo navio
enquanto fazia as medições, porém ele não era muito confiável. Podia sofrer danos
por algas e vagas que fazia com que impossibilitavam o bom uso do equipamento.
Foram aos pouco retirados de uso aos poucos e substituídos por novos
equipamentos.

9.2 ODÔMETROS DE FUNDO

Os odômetros de fundo são de três tipos: de hélice, de tubo de pitot e


eletromagnético. Todos eles necessitam de que uma haste com sensores seja
projetadas para fora do fundo do casco do navio. Pode ser um tubo de pitot, um
hélice ou um sensor eletromagnético.
As medidas feitas pelos odômetros de hélice surgem de um dispositivo a
sessenta centímetros do fundo do navio, o movimento do hélice faz girar um sistema
elétrico que gera informações de velocidade do navio.
Os odômetros eletromagnéticos possuem dois eletrodos alimentados por uma
bobina, eles formam um campo eletromagnético no fundo do navio. O movimento do
navio faz com que aja fluxo de água entre os eletrodos, a movimentação do campo
magnético produz informações de leitura de velocidade.
Os odômetros de tubo de Pitot se constituem em dois tubos, um aberto para a
proa e o outro para a popa do navio. O tubo da proa mede a pressão dinâmica e o
da popa mede a pressão estática. A pressão total é calculada e mecanismos
eletrônicos ou mecânicos fazem a decodificação dos sinais mandados pelos tubos.

9.3 ODÔMETRO DOPPLER

Quando estamos no transito das cidades e ouvimos uma sirene de


ambulância em nossa direção, iremos perceber que o som vai ficando cada vez mais
agudo até que cruze por nós e comece a se afastar. Quando a fonte da sirene se
afasta o som vai ficando cada vez mais grave. Esse fenômeno físico é conhecido
como efeito Doppler. Quando o observador e a fonte de ondas estão em
movimentos relativos ocorre a mudança da frequência das ondas.
Os sistema Doppler utilizado em navios é formado por um emissor e um
receptor de sinais. É emitido um sinal de onda para o fundo pelo emissor e o sinal
regressa defasado do pulso original. O receptor recebe esse sinal e interpreta com
base no efeito Doppler é feita uma leitura de velocidade do fundo.
É um dos medidores de velocidade mais eficazes e precisos de velocidade
dos navios. Ele mede até mesmo velocidades pequenas.

9.4 MEDIDORES DE PROFUNDIDADE

Nos navios temos os prumos de mão que são pesos de chumbo com um cabo
amarrado a eles para serem lançados ao mar para que seja feitas leituras de
profundidade ao longo do navio. Não é um método pratico e geralmente usa-se para
casos de encalhe ou profundidades pequenas.
Atualmente vêm sendo empregados a bordo o ecobatímetro, ecômetro e
ecosonda. São aparalheos mais fáceis de utiliza e confiáveis de leitura da medição
do fundo.
Os ecobatimetros funcionam com a emissão de pulsos ultrassônicos em
direção ao fundo do mar que retornam como eco para um receptor. O intervalo entre
a emissão e recepção dos pulsos, é calculado com a velocidade do som constate e
dessas informações é resultada a distancia que a onda percorreu, do casco até o
fundo do mar. A onda vai e vou percorrendo duas vezes a profundidade local. Seu
sistema é constituído de indicador, medidor de intervalo de tempo excitador, receptor
e transdutor de emissão e recepção.
Para usar o ecobatimetro o oficial de navegação deve tomar cuidado para não
esquecer de considerar o calado da embarcação a fim de evitar encalhes por leituras
erradas.
10 CAPÍTULO 7 – NAVEGAÇÃO ESTIMADA

A navegação estimada é um tipo de navegação que se baseia na provável


posição de um navio através de cálculos matemáticos. Sua matemática é trabalhada
como vetores e trigonometria plana, pois não é levada em consideração a curvatura
da Terra.
Com o auxilio do odômetro e da agulha magnética ou giroscopica; o
navegador retira valores de velocidade media e rumo do navio. Durante uma
viagem o navegador estima uma posição a partir de uma posição conhecida, bem
como pode ser utilizada antes mesmo do navio partir do porto. A estima é a base da
previsão de duração de uma viagem. O marítimo plota a derrota na carta náutica e
calcula com a marcha media do navio o ETA. ETA quer dizer em português “tempo
estimado de chegada”. Com esses dados pode se programar o horário de atracação,
o consumo de combustível e viveres do navio.
O mar não é um meio homogêneo e nem mesmo estático, por isso deve-se
levar em consideração as correntes do mar, ventos e ação das vagas. Se forem
levados em conta os efeitos externos teremos a estima corrigida, mas ainda será
uma posição aproximada.
Durante todos os tipos de navegação nunca deve ser abandonada a Estima
da posição, pois ela serve como um parâmetro de segurança e é associada como
um planejamento de percurso. Pode-se fazer valer outro método, mas deve ser
executado simultaneamente com a navegação estimada.
Por mais fácil de ser executada a navegação estimada que seja ela tem sua
peculiaridade de não apresentar impedimentos de execução por dificuldades de
visibilidade, ventos fortes ou a interferência de fontes externas de informação.
Podemos ilustrar um exemplo, se uma determinada embarcação não possui nenhum
tipo de sistema de navegação funcionando. Se uma corrente de um nó de través agir
sobre a embarcação por um dia terá desviado ela de 24 nós da posição estimada,
porém um navio navegando a 15 nós ele pode muito bem em menos de um dia sair
do alto mar sem referencia nenhuma e começar uma navegação costeira, marcando
pontos em terra com uma ligeira margem de segurança. Não corre o risco de se
afastar drasticamente do continente.
A fim de garantir uma boa pratica de procedimentos de passadiço, foram
determinadas regras de navegação estimada. São seis ações que devem ser
obedecidos a risca, para evitar erros e padronizar fainas de navegação.
De acordo com Altineu Pires Miguens em, Navegação: A ciência e a arte,
enumera as regras de estima:
1. uma posição estimada deve ser plotada nas horas inteiras (e nas meias
horas);
2. uma posição estimada deve ser plotada a cada um dança de rumo;
3. uma posição estimada deve ser plotada a cada um dança de velocidade;
4. uma posição estimada deve ser plotada para o instante em que se obtém
uma posição determinada;
5. uma posição estimada deve ser plotada para o instante em que se obtém
uma única linha de posição;
6. uma nova linha de rumo e uma nova plotagem estimada devem ser
originadas de cada posição determinada obtida e plotada na carta.
a. Não se ajusta uma plotagem estimada com uma única linha de posição.
b. Uma LDP cruzando uma linha de rumo não constitui uma posição
determinada, pois uma linha de rumo não é LDP.

Uma observação importante, referente à regra 1, é que a freqüência de


plotagem deuma posição estimada é função da escala da carta náutica que estiver
sendo utilizada e daspeculiaridades da navegação que se pratica. Os intervalos de
tempo citados na Figura (hora ou 1/2 hora) são os normais para a navegação
oceânica e para a navegação costeira.
Entretanto, intervalos de tempo menores serão adotados na navegação em águas
restritas, ou mesmo em navegação costeira, caso a escala da carta náutica em uso
e o tipo de navegação praticado assim o exijam.
Estamos trabalhando com a consideração de nenhuma força externa sobre o
navio. Indo mais a fundo nos diversos fatores que influencia no resultado da estima,
podem se divididos em duas partes, os de forças da natureza e os do próprio navio.
Da natureza são aqueles determinas por foças externas ao navio como, as
correntes oceânicas, efeito do vento, ação de vagas e as marés. Do próprio navio
podem ser consideradas diversas falhas no maquinário e de tripulantes. Por
exemplo: navio muito adernado, trim abicado, desvio na agulha não detectado e
imperícia do timoneiro.
A bordo, para simplificar todas essas influencias, chamam-se todos esses
efeitos de corrente.
Podemos perceber que a navegação estimada tem um papel fundamental
entre os diversos tipos de navegação.
11 CAPÍTULO 8

O mundo hoje está repleto de computadores, que operam diversas tarefas.


Os sistemas de computação possuem uma lógica própria para que seja possível
informatizar um determinado calculo. A lógica de programação é simplificada como
uso de logarimos, que são a escrita da lógica de programação a ser usada.
Estudo que a navegação estimada considera a Terra como um plano onde a
distancia entre dois pontos é uma reta e se for seguido um rumo constante o
navegador pode atingir um determinado sobre a reta entre a partida e a chegada.
Sabemos que a Loxodromia é recomendada para pequenas distancias
enquanto que a Ortodromia se aplica a grandes derrotas. Fazendo uma comparação
para pequenos trechos, a Loxodromia percorre um distancia bem próxima da
Ortodromica.
Em viagem deve-se fazer uma previsão dos waypoints, a distancia entre eles
e o rumo. Os cálculos são feitos com trigonometria plana, os argumentos de entrada
são as coordenadas geográficas dos pontos de partida e de chegada. Dos valores
iniciais são calculados a variação de longitude, a latitude media, a variação de
latitude o apartamento e o ângulo agudo do triangulo retângulo da derrota. Esses
são os argumentos para pode ser determinada a distancia a se navegar e o rumo a
ser seguido.
Variação de longitude é a diferença de longitude entre os pontos de partida e
chegada. Se forem de mesmo sinal deve-se subtrair um do outro, se não deve-se
somar.
Latitude media é a media aritimetica das latitudes dos waypoints.
A variação de latitude é a diferença das latitudes. Se o forem do mesmo
hemisfério deve-se subtrair um do outro, se não forem de mesmo sinal é preciso
somar.
O apartamento é um valor que tem que ser usado devido a forma do nosso
planeta. A variação de longitude varia conforme a latitude cresce a partir do
Equador, a fim de corrigir essa diferença foi criado o conceito de apartamento.
O ângulo agudo do triangulo retângulo é a determinante do rumo a ser
seguido devendo-se somente fazer a correção de acordo com a direção do
seguimento de reta do ponto de partida com o de chegada.
Tendo todo esse conhecimento dos elementos do triangulo retângulo foram
criadas formula para cada um desses conceitos. Essas formulas podem ser
transformadas em algoritimos para serem usadas em linguagens de programação.

Variação de latitude(∆ ϕ ) ϕ ch-ptϕ


Variação de longitude(∆ λ ) λ ch-ptλ
Latitude media(ϕ m) (ϕ ch+ϕ pt)/2
Apartamento(AP) ∆ λ . cos ϕ m
Ângulo agudo Arc tg (AP/ ∆ ϕ )
Distancia Rais quadrada da soma dos
quadrados davariação de
latitude com o apartamento.

Variação de =RADIANOS(SE(E5=E9;C9+D9/60-C5-
latitude(∆ ϕ ) D5/60;C9+D9/60+C5+D5/60))
Variação de =RADIANOS(SE(E6=E10;ABS(C10+D10/60-C6-
longitude(∆ λ ) D6/60);SE((C10+D10/60+C6+D6/60)>180;360-C10-D10/60-
C6-D6/60;C10+D10/60+C6+D6/60)))
Latitude =RADIANOS(SE(E5=E9;(C9+D9/60+C5+D5/60)/2;(C9+D9/60-
media(ϕ µ ) C5-D5/60)/2))
Apartamento(AP) =F5*COS(G5)
Ângulo agudo =ABS(GRAUS(ATAN(I5/H5)))
Distancia =GRAUS(RAIZ(POTÊNCIA(I5;2)+POTÊNCIA(H5;2)))*60

Para se determinar o rumo a ser tomado foi preciso o uso de valores de texto
como N, S, E, W, NE, NW, SE e SW, fixos em células separadas para que fizesse a
lógica completa.

Célula “M8” =SE(E5=E9;SE(E5=L7;SE((C5+D5/60)>(C9+D9/60);L


8;L7);SE((C5+D5/60)>(C9+D9/60);L7;L8));E9)
Célula “M9” =SE(E6=E10;SE(E6=L9;SE((C6+D6/60)>(C10+D10/6
0);L10;L9);SE((C6+D6/60)>(C10+D10/60);L9;L10));E
10)
Célula”k8” =CONCATENAR(M8;M9)
Célula “J8” =SE(K8=N7;L5;SE(K8=N8;180-
L5;SE(K8=N9;180+L5;360-L5)))

Os algoritimos acima foram criados usando a linguagem do Microsoft Excel


2007 que é uma ferramenta bastante pratica e com muitos recursos para
programadores. Com essas formulas criei uma tabela para os cálculos de
navegação estimada.
Tendo em vista assegurar o uso da tabela foram plotados os seguintes pontos
na carta de Mosqueiro a Belém.

Lat: 01° 25`,290 S


Wp#1
Long: 048° 43`,883 W
Lat: 01° 17`,587 S
Wp#2
Long:048° 44,163 W
Lat: 01° 17`,131 S
Wp#3
Long: 048° 38`,602 W
Lat: 01° 05`,163 S
Wp#4
Long: 048° 35`,071 W
Lat: 01° 11,483 S
Wp#5
Long: 048° 28`,766 W

Os resultados foram os seguintes:

Rumo: 357,9°
Wp#1 para Wp#2
Distancia: 7,7`
Rumo:085,3°
Wp#2 para Wp#3
Distancia:13,3`
Rumo:016,4°
Wp#3 para Wp#4
Distancia: 25,8`
Rumo: 135,1°
Wp#4 para Wp#5
Distancia:34,7`
Os resultados foram bastante satisfatórios, tendo em vista que correspondem
ao que foi constatado na carta náutica. Não podemos de deixar bem claro que a
carta náutica ainda é mais segura para tais informações, as tabelas são somente
uma comparação e até uma facilidade.

12 CONCLUSÃO

Esse trabalho teve como objetivo o aprendizado da navegação estimada e


como fazer uso dela através de computadores. Pudemos observar os vários
assuntos que envolvem a ciência de navegar, bem como o método, os cálculos e os
equipamentos. Foi mostrada a importância de seu uso a bordo de navios e como
pode ser útil em situações de emergência causadas por falhas de equipamentos ou
mau-tempo. O Excel aparece como uma ferramenta pratica e bastante acessível
para simplificar a vida dos navegadores e lhes dar uma maior segurança. Para
concluir temos que lembrar que esse assunto é de fundamental valia para aqueles
que irão executar planos de viagens pois é a única forma de se ter uma previsão do
tempo , distancia e rumos a serem percorridos .
13 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS