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Universidade de São Paulo

1
Universidade de São Paulo
Faculdade de Odontologia de Bauru

Consanguinidade parental na fissura de lábio isolada não-sindrômica

Silva, C. M.1; Pereira, M. C. M.1; Mateo-Castillo, J. F.1; Queiroz, T. B.1; Gonçales, A. G.


B. 1, Neves, L. T.1,2

1
Departamento de Pós-Graduação, Hospital de reabilitação de Anomalias
Craniofaciais da Universidade de São Paulo– HRAC-USP
2
Departamento de Ciências Biológicas, Faculdade de Odontologia, Universidade de
São Paulo

A fissura labiopalatina é uma das anomalias congênitas mais comuns no ser humano,
cuja etiologia complexa e multifatorial, envolve fatores genéticos e ambientais. Pode
se apresentar de duas formas: como deformidades isoladas, chamadas de fissura não-
sindrômica, representando 60% a 70% dos casos; ou associadas a um quadro
sindrômico, denominada fissura sindrômica em cerca de 30% a 40% dos pacientes.
Dentre os fatores ambientais relacionados às fissuras são citados os comportamentos
e os hábitos maternos durante a gestação. Os fatores genéticos associados às
fissuras labiopalatinas incluem a recorrência familial e a consanguinidade parental. No
Brasil, a união consanguínea é heterogênea e existem poucos estudos verificando a
relação da mesma com a ocorrência de fissuras orofaciais. Assim, o objetivo desse
trabalho foi levantar a prevalência de união consanguínea entre os pais de sujeitos
com fissura de lábio isolada não-sindrômica. Foram analisados 645 sujeitos
diagnosticados com fissura de lábio isolada, a partir de prontuários arquivados no
Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo
(HRAC-USP). Dos 645 casos analisados, apenas 324 continham informações a
respeito da consanguinidade parental. Nessa amostra, foram encontrados 8 casos
positivos de união consanguínea entre pais de sujeitos com fissura de lábio isolada.
Três casos entre primos de 1º grau; dois casos entre primos de 2º grau, dois casos
entre primos de 3º grau e um caso entre primos distantes. Dessa forma, foi constatada
uma prevalência de 3,54% de consanguinidade positiva entre pais de sujeitos com
fissura de lábio isolada não-sindrômica, não sendo significativo quando comparado
com a população em geral, tendo em vista que o Brasil não é um país com altos
índices de consanguinidade parental.

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Universidade de São Paulo
Faculdade de Odontologia de Bauru

Fatores de risco associados à etiologia das fissuras labiopalatinas não


sindrômicas: revisão de literatura

Queiroz, T. B. 1; Pereira, M. C. M. 1; Silva, C. M. 1; Neves, L. T. 1,2

1
Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, Universidade de São Paulo,
HRAC-USP
2
Professora Associada ao Departamento de Ciências Biológicas da Faculdade de
Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo (FOB/USP) e do Programa de Pós-
graduação em Ciências da Reabilitação do Hospital de Reabilitação de Anomalias
Craniofaciais, Universidade de São Paulo (HRAC/USP).

O objetivo deste estudo foi apresentar uma revisão de literatura, entre os anos de
2015 e 2018, sobre os fatores ambientais envolvidos na etiologia das fissuras
labiopalatinas não sindrômicas. Busca avançada foi realizada na base de dados
PubMed/Medline utilizando as palavras-chave: “Environmental factors, cleft lip and
palate”. Apenas estudos em humanos e em língua inglesa foram incluídos, sendo 25
artigos selecionados. A maioria dos estudos foi do tipo caso-controle realizados em
Centros de Reabilitação, abrangendo um total de 11 países. Entrevista/questionário foi
o método de coleta mais utilizado, por meio do qual foram avaliados os hábitos de vida
dos participantes. Os principais fatores avaliados e associados ao risco de fissuras de
lábio (FL) com ou sem fissura de palato (± FP) e FP isolada, e que apresentaram
resultados estatisticamente significativos, foram: tabagismo (ativo e passivo) materno
e paterno; baixa escolaridade dos pais; história familial de FL ± FP e consanguinidade;
história de abortos; ingestão de bebida alcóolica; estresse materno durante a
gestação; baixo consumo de ácido fólico e outros suplementos vitamínicos; episódios
de febre, resfriado comum e infecção durante a gravidez; uso de drogas e
medicamentos (anti-inflamatórios, analgésicos e antibióticos) nesse mesmo período; e
trabalho rural, diretamente relacionado à exposição materna a pesticidas e metais
pesados. Relação positiva e significativa também foi constatada entre fissuras orais e
poluição atmosférica, quando mães foram expostas aos poluentes antes da concepção
e durante as primeira semanas de gestação. Apesar do viés de memória no relato dos
fatos e alguns resultados contraditórios da literatura, esses dados são extremamente
importantes para o entendimento dos fatores ambientais envolvidos na ocorrência das
fissuras labiopalatinas, possibilitando a elaboração de programas de orientação,
visando a prevenção dessa malformação.

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Universidade de São Paulo
Faculdade de Odontologia de Bauru

Avaliação microbiológica e identificação de flúor, chumbo e mercúrio da água do


município de Monte Negro – RO

Pereira, M. C. M.1, Pelá, V. T.2, Braga, A. S.3, Pereira, M. F. V.3, Caldana, M. L.4

1
Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, Universidade de São Paulo
2
Departamento de Genética Evolutiva e Biologia Molecular, Universidade Federal de
São Carlos
3
Departamento de Ciências Biológicas, Faculdade de Odontologia de Bauru,
Universidade de São Paulo
4
Saúde Coletiva, Faculdade de Odontologia, Universidade de São Paulo

Para contribuir na qualidade de vida da população do município de Monte Negro - RO,


a pesquisa realizada na 34ª e 35ª Expedição do Projeto FOB/USP em Rondônia
objetivou analisar a qualidade da água de consumo de seus habitantes, por meio de
avaliação microbiológica, presença de metais pesados (mercúrio e chumbo) e flúor,
considerando o tema de grande relevância em saúde pública, pelo fato de ser uma
região em que há falta de informações adequadas e questões financeiras envolvidas.
Foram coletadas um total de 28 amostras de água na área urbana (14 de rede de
abastecimento e 14 de poço), e 22 na área rural. Para a pesquisa de coliformes totais
e Escherichia coli, foi utilizado kit Aquateste Coli®, sendo coletadas 10 amostras de
água residencial, e também amostras da nascente do rio e da empresa de
abastecimento do Município, todas em triplicata. A análise de chumbo e mercúrio foi
realizada através de espectrofotometria de absorção atômica em forno de grafite. A
concentração de Flúor foi determinada utilizando-se o eletrodo íon sensível, acoplado
ao aparelho de pH/F. A análise microbiológica foi realizada através de contagem das
UFC com meio de cultura MacConkey, sendo que 7 amostras estavam contaminadas
com Gram-negativos. Chumbo não foi detectado em nenhuma das amostras. De 50
amostras analisadas para mercúrio, 19 foram positivas. Flúor não foi detectado em
nenhuma das amostras. Em relação à presença de coliformes totais, as amostras
coletadas da nascente do rio e uma amostra coletada de residência, foram positivas.
Estes resultados geram uma séria perspectiva da qualidade da água do município de
Monte Negro/RO. Tendo em vista as limitações encontradas neste projeto piloto, serão
necessários mais estudos para a confirmação destes resultados, bem como uma
resolução dos problemas encontrados na água dos munícipes de Monte Negro – RO.

847
Anais

ISBN 978-85-87666-12-3
ISSN 2318-5449

Organização: Apoio:
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GESTATIONAL HISTORY IN CASES OF NON-SYNDROMIC UNILATERAL CLEFT LIP AND


PALATE: A RETROSPECTIVE STUDY

Maria Carolina De Moraes Pereira, Thais Francini Garbieri, Jose Francisco Mateo Castillo
and Lucimara Teixeira das Neves

Aim: Cleft lip and palate (CLP) is the most common congenital craniofacial anomaly, being
considered as a public health problem by the WHO. Clefts can be syndromic, being part of
syndromes, or non-syndromic, when occurring as an independent phenotype, corresponding
to approximately 70% of CLP cases. Non-syndromic clefts present multifactorial etiology,
which is associated with genetic and environmental factors. Taking into account the
environmental aspects and risk factors for clefts, the aim of this exploratory study was to
investigate gestational history in cases of non-syndromic unilateral cleft lip and palate.
Methods and results: The following data were analyzed: maternal age at conception, prenatal
care and pregnancy complications in 105 records of patients with non-syndromic unilateral
cleft lip and palate admitted at the Hospital for Rehabilitation of Craniofacial Anomalies
(HRAC-USP). The average maternal age at conception was 26 years old, with variation
between 17 and 47 years old. Only 69 records presented information regarding prenatal
care, among which 91.3% of mothers had prenatal checkups done. Pregnancy intercurrence
was shown in 32% of 72 cases that presented this information, being infections the most
common. The use of medications such as antibiotics, antiemetics and analgesics was found
in 54% of 54 cases in which this information was described. Conclusions: In this sample,
relevant data in the gestational history were found regarding pregnancy intercurrence,
specifically the occurrence of infections and use of medications.

V Simpósio Internacional de Fissuras Orofaciais e Anomalias Relacionadas • Anais • nov 2017


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Brazilian Applied Science Review

O papel do ácido fólico na prevenção das fissuras labiopalatinas não


sindrômicas: uma revisão integrativa

The role of folic acid in the prevention of non-syndromic cleft lip and palate: an
integrative review
Recebimento dos originais: 21/10/2018
Aceitação para publicação: 27/11/2018

Carolina Maia Silva


Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação
Instituição: Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, Universidade de São Paulo
(HRAC-USP)
Endereço: Rua Silvio Marchione, 3-20 – Vila Universitária, Bauru – SP, Brasil
E-mail: carolinamaia@usp.br

Maria Carolina de Moraes Pereira


Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação
Instituição: Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, Universidade de São Paulo
(HRAC-USP)
Endereço: Rua Silvio Marchione, 3-20 – Vila Universitária, Bauru – SP, Brasil
E-mail: mcarolinapereira@usp.br

Thaís Bernardes de Queiroz


Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação
Instituição: Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, Universidade de São Paulo
(HRAC-USP)
Endereço: Rua Silvio Marchione, 3-20 – Vila Universitária, Bauru – SP, Brasil
E-mail: thaisqueiroz@usp.br

Lucimara Teixeira das Neves


Professora Associada ao Departamento de Ciências Biológicas da Faculdade de Odontologia de
Bauru, Universidade de São Paulo (FOB-USP) e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da
Reabilitação, Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, Universidade de São Paulo
(HRAC-USP)
Endereço: Alameda Dr. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75 – Vila Universitária, Bauru – SP, Brasil
E-mail: lucimaraneves@fob.usp.br

RESUMO

A fissura labiopalatina é a anomalia craniofacial congênita mais comum e, por isso, é considerada
um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde. Existem evidências de que o
consumo de ácido fólico suplementar poderia reduzir os riscos de fissuras labiopalatinas não
sindrômicas (FLPNS), entretanto, alguns estudos apresentam controvérsias em relação ao possível
efeito protetor dessa suplementação, principalmente no que se refere à dose e ao tempo de uso do
suplemento. Sendo assim, esta revisão de literatura teve como principal objetivo verificar o

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possível efeito protetor do ácido fólico na prevenção da ocorrência das FLPNS. Para tal, foi
realizada uma busca em bases de dados internacionais indexadas, por meio das quais foram
selecionados 9 artigos relacionados ao tema. Seis estudos constataram diminuição na ocorrência de
FLPNS após o uso de ácido fólico ou multivitamínicos contendo o composto durante o período
periconcepcional. Os três estudos restantes não encontraram relação entre a suplementação com
ácido fólico e a redução no número de casos de FLPNS, porém esses resultados podem estar
relacionados ao período de utilização do composto, fora do período ideal. Na presente revisão, foi
possível constatar que o ácido fólico mostrou um potencial efeito protetor na prevenção das fissuras
labiopalatinas não sindrômicas. No entanto, deve-se considerar que novas pesquisas são necessárias
para uma melhor compreensão dos mecanismos de ação do ácido fólico, especificamente para a
ocorrência de fissuras labiopalatinas. Além disso, estes achados a respeito do uso do ácido fólico na
prevenção das fissuras orais deveriam alcançar não apenas a comunidade acadêmica e científica,
mas também a população em geral, especialmente profissionais da saúde que trabalham no
atendimento a mulheres em idade reprodutiva.

Palavras-chave: folato; suplementação; fissura de lábio; fissura de palato.

ABSTRACT

The cleft lip and palate are the most common congenital craniofacial anomaly and therefore the
World Health Organization considers it a public health problem. There is evidence that additional
folic acid consumption could reduce the risk of non-syndromic cleft lip and palate (NSCLP),
however, some studies present controversies in relation to possible protective effect of this
supplementation, especially with regard to the dose and the duration of use of the supplement.
Thus, this literature review had as main objective to verify the possible protective effect of folic
acid in the prevention of the occurrence of NSCLP. So, a search was performed in indexed
international databases, whereby 9 articles related to the topic were selected. Six studies found a
decrease in the occurrence of NSCLP after the use of folic acid or multivitamins containing the
compound during the periconceptional period. The three remaining studies did not find a
relationship between folic acid supplementation and the reduction in the number of NSCLP cases,
but these results may be related to the period of use of the compound, after the ideal period. In the
present review, it was possible to verify that folic acid showed a potential protective effect in the
prevention of non-syndromic cleft lip and palate. However, it should be considered that new
research is necessary for a better understanding of the mechanisms of action of folic acid,
specifically for the occurrence of cleft lip and palate. Moreover, these findings regarding the use of
folic acid in the prevention of oral clefts should reach not only the academic and scientific
community, but also the general population, especially health professionals who work in the care of
women in reproductive age.

Keywords:folate; supplementation; cleft lip; cleft palate.

1INTRODUÇÃO
A fissura labiopalatina é o defeito craniofacial congênito mais comum e de maior gravidade
que acomete a face e a boca (MOSSEY; DAVIES; LITTLE, 2007; TOLAROVA, 2016). Por este

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motivo, é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um problema de saúde pública
(WHO, 2004). As fissuras orais apresentam distribuição variada, de acordo com os grupos étnicos,
localização geográfica e nível socioeconômico e, em geral, a prevalência está em torno de 1 para
cada 700 nascidos vivos (MOSSEY et al., 2009; DIXON et al., 2011). Cerca de 30% das fissuras
de lábio e palato são consideradas sindrômicas, como parte de um quadro mais amplo(MOSSEY et
al., 2009; LESLIE; MARAZITA, 2013). E, aproximadamente 70% delas são classificadas como
não-sindrômicas, cuja etiologia é complexa e multifatorial, com associação de fatores genéticos e
ambientais(DIXON et al., 2011; WATKINS et al., 2014).
Em relação aos fatores ambientais envolvidos na ocorrência das fissuras, a literatura discute
fatores considerados de risco para a ocorrência da anomalia, como tabagismo materno, consumo de
álcool, diabetes, uso de medicamentos e exposição a produtos tóxicos, como pesticidas(WHO,
2001; SHAW, 2004; GONZÁLEZ et al., 2008; AGBENORKU, 2013; SABBAGH et al., 2015).
Mas, também aponta a existência de fatores protetores, pois existem evidências de que o consumo
de ácido fólico possa reduzir os riscos de fissuras orais(BAILEY; BERRY, 2005; BADOVINAC et
al., 2007; MOLINA-SOLANA et al., 2013). Entretanto, alguns estudos se mostram controversos
em relação ao possível efeito protetor dessa suplementação com ácido fólico, principalmente no
que se refere à dose e ao tempo de uso do suplemento(GILDESTAD et al., 2015; ITO et al., 2019).
O uso do ácido fólico no período periconcepcional vem sendo recomendado e bem
estabelecido para prevenir a ocorrência de defeitos do tubo neural (DTN) (BADOVINAC et al.,
2007; AGBENORKU, 2013; GILDESTAD et al., 2015). Uma justificativa para utilização do ácido
fólico na prevenção das fissuras orais, seria de que os DTN e as fissura labiopalatina ocorrem em
períodos embriologicamente semelhantes, e, além disso, o desenvolvimento das estruturas faciais se
dá a partir de células oriundas da crista neural, originárias do fechamento do tubo neural
(BADOVINAC et al., 2007; DE-REGIL et al., 2015). O ácido fólico, por sua vez, desempenha
papel importante na embriogênese, atuando na síntese de DNA e RNA. Além disso, é também a
forma mais estável do folato, por isso é frequentemente utilizado em suplementos e alimentos
fortificados(DE-REGIL et al., 2015; DIEN et al., 2018). A ação do folato está relacionada a
mecanismos para a transferência de grupos metil para moléculas envolvidas em processos
biológicos, com papel importante no desenvolvimento embrionário inicial. Assim, a sua
insuficiência poderia comprometer a proliferação e diferenciação celular durante a embriogênese,
afetando as células da crista neural, que apresentam alta taxa de proliferação, e desencadeando
defeitos congênitos, como, por exemplo, as fissuras orofaciais(BLANCO et al., 2016;
MILLACURA et al., 2017).

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Diante do exposto, o presente estudo objetivou revisar criticamente a literatura disponível a
respeito do uso materno do ácido fólico, durante o período pré e pós-concepcional, como forma de
prevenção de fissuras labiopalatinas não-sindrômicas, discutindo a importância de sua
suplementação na prevenção dessa anomalia.

2 MATERIAL E MÉTODOS
2.1 Desing Do Estudo
Este estudo foi conduzido como uma revisão integrativa do uso do ácido fólico na prevenção de
fissuras labiopalatinas.

3 CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE
3.1 Critérios de inclusão
Foram incluídas pesquisas a respeito da suplementação com ácido fólico como forma
preventiva para as fissuras orofaciais não sindrômica. Os critérios PICOS (população, intervenção,
comparação, resultados e design do estudo) foram utilizados para construir a questão de pesquisa,
adotando os seguintes critérios de inclusão: (i) População: mulheres de qualquer etnia, com ou sem
histórico familiar positivo para fissuras labiopalatinas não sindrômica; (ii) Intervenção:
suplementação com ácido fólico como sendo uma forma preventiva para as fissuras orofaciais; (iii)
Comparação: verificar os benefícios desta suplementação na prevenção dessas anomalias
congênitas; (iv) Resultados: analisar a relação entre a frequência/dose utilizada na suplementação
com ácido fólico e a ocorrência das fissuras orofaciais; (v) Design do estudo: estudos
observacionais, do tipo caso-controle e coorte e estudos de casos. Também utilizamos restrição do
idioma, tendo sido selecionados apenas artigos em inglês.

3.2 Critérios de exclusão


Os estudos não aceitos foram excluídos por alguma das razões abaixo: (i) estudo da
suplementação do ácido fólico em pacientes com SPR sindrômica; (ii) estudos que não
classificavam a SPR em sindrômica e não sindrômica; (iii) pesquisas em animais; (iv) artigos com
enfoque genético; (v) estudos em idioma diferente do citado no critério de inclusão; (vi) revisões de
literatura e opiniões pessoais.

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3.3 Fontes de informação e estratégias de busca
As estratégias de busca foram realizadas na base de dados PubMed/Medline, e incluíram os
seguintes termos: “cleftlip AND cleftpalate AND folicacid”; “orofacial cleft AND folicacid”. As
buscas ocorreram no dia 26 de setembro de 2018.

3.4 Seleção de estudo


Os artigos foram selecionados em duas fases, seguindo o modelo de duplo-cego. Na primeira
fase, os autores (CMS e MCMP) leram os títulos e os resumos, e selecionaram aqueles que,
aparentemente, enquadravam-se nos critérios de inclusão. Na segunda fase, os textos completos
foram analisados, e os artigos que não estavam de acordo com os critérios de inclusão foram
descartados. Ao final, ambos autores compararam os artigos selecionados, a fim de verificar
diferenças de opiniões e eliminar duplicidades. Em relação aos artigos com divergência de
opiniões, os autores revisaram os trabalhos e chegaram a um consenso quanto sua inclusão ou não.

3.5 Processo de coleta das informações


Um autor (CMS) coletou as seguintes informações dos artigos incluídos: autores, ano de
publicação, desenho do estudo, número de amostra, origem geográfica das amostras. O segundo
autor (MCMP) verificou todas as informações analisadas. Os desacordos foram resolvidos por
discussão e concordância mútua entre ambos.

4 RESULTADOS
O fluxograma mostra detalhadamente o processo de identificação, inclusão e exclusão dos
artigos (Figura 1). Na primeira fase, denominada de identificação, selecionamos 97 artigos na base
de dados PubMed/Medline. Os artigos repetidos foram excluídos e, ao final, restaram 67 artigos.
Posteriormente, na fase de triagem, fizemos a seleção dos artigos com base na avaliação dos títulos
e resumos, permanecendo, 12 artigos. Após a leitura dos textos completos, foram excluídos 3
artigos que não condiziam com os critérios de inclusão estabelecidos (1 artigo com foco no fumo e
não na utilização do ácido fólico como medida preventiva para as fissuras orofaciais não
sindrômicas; 1 artigo cujo grupo controle consistia em crianças com FLP e outras malformações
associadas e 1 artigo que avaliava o risco de aborto, e não de FLP, após suplementação com ácido
fólico). Ao final dessas duas fases de análise, 9 artigos se enquadravam nos critérios de inclusão
estabelecidos (Dien et al., 2018; Xu et al., 2018; Neogi et al., 2017; Gildestad et al., 2015; Hao et
al., 2015; Xu et al., 2015; Lin; Shu; Tang, 2014; Souza; Raskin, 2013; Wehby et al., 2013), os quais
compuseram a revisão.
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Estudos do tipo caso-controle foram os mais prevalentes, representando 66,67% do total
avaliado. Sete dos 9 estudos revisados tinham dentre seus objetivos analisar o uso materno da
suplementação por ácido fólico ou multivitamínico contendo ácido fólico, a fim de verificar se
apresentavam ou não algum efeito protetor em relação à ocorrência das fissuras labiopalatinas.
Outros dois estudos avaliaram, respectivamente, se houve diminuição no número de casos com FLP
após a fortificação da farinha de trigo com ácido fólico dentre mulheres com fissuras de lábio e/ou
palato atendidas em centros de referência; e o efeito da alta dosagem (4 mg) e da baixa dosagem
(0,4 mg) de suplementação com ácido fólico na recorrência de fissuras orais entre filhos de
mulheres brasileiras. Em 6 artigos (66,67%), foi avaliado o uso do ácido fólico no período
periconcepcional, determinado por até 3 meses antes da concepção até o primeiro trimestre de
gestação. Enquanto nos 3 estudos restantes, 2 avaliaram esse mesmo uso no primeiro trimestre de
gestação; e 1 não detalhou o período gestacional analisado (Tabela 1). Os métodos de coleta de
informações mais utilizados (66,67%) foram as entrevistas (presenciais ou por telefone) associadas
ou não tanto à aplicação de questionário estruturado quanto à análise de registros médicos. Análise
isolada de prontuários médicos foi aplicada por 1 único estudo, assim como a coleta de dados a
partir de Banco de Registros Médicos de Nascimentos.

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Figura 1: Fluxograma da busca da literatura e os critérios de inclusão adotados (adaptado do PRISMA).

Fonte: Moheret al. (2009).

Estudos do tipo caso-controle foram os mais prevalentes, representando 66,67% do total


avaliado. Sete dos 9 estudos revisados tinham dentre seus objetivos analisar o uso materno da
suplementação por ácido fólico ou multivitamínico contendo ácido fólico, a fim de verificar se
apresentavam ou não algum efeito protetor em relação à ocorrência das fissuras labiopalatinas.
Outros dois estudos avaliaram, respectivamente, se houve diminuição no número de casos com FLP
após a fortificação da farinha de trigo com ácido fólico dentre mulheres com fissuras de lábio e/ou
palato atendidas em centros de referência; e o efeito da alta dosagem (4 mg) e da baixa dosagem
(0,4 mg) de suplementação com ácido fólico na recorrência de fissuras orais entre filhos de
mulheres brasileiras. Em 6 artigos (66,67%), foi avaliado o uso do ácido fólico no período
periconcepcional, determinado por até 3 meses antes da concepção até o primeiro trimestre de
gestação. Enquanto nos 3 estudos restantes, 2 avaliaram esse mesmo uso no primeiro trimestre de
gestação; e 1 não detalhou o período gestacional analisado (Tabela 1). Os métodos de coleta de

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informações mais utilizados (66,67%) foram as entrevistas (presenciais ou por telefone) associadas
ou não tanto à aplicação de questionário estruturado quanto à análise de registros médicos. Análise
isolada de prontuários médicos foi aplicada por 1 único estudo, assim como a coleta de dados a
partir de Banco de Registros Médicos de Nascimentos.
A Tabela 1 reúne os principais dados coletados dos artigos revisados, bem como a
conclusão quanto ao efeito protetor ou não do ácido fólico na ocorrência da FLP não sindrômica.
Seis estudos (66,67%) constataram diminuição na ocorrência de FLPNS após o uso de ácido fólico
ou multivitamínicos contendo o composto, tendo 5 deles apresentado uma associação
estatisticamente significativa (p<0,05), tanto para o uso no período periconcepcional, neste caso, 1
mês antes da concepção até o primeiro trimestre de gestação; quanto durante o primeiro trimestre
apenas. Somente 1 artigo com associação significativa entre ácido fólico e diminuição do número
de casos de FLPs não informou o período de uso considerado (Tabela 1).

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Tabela 1 – Síntese das principais informações contidas nos 9 estudos revisados, e a conclusão quanto ao efeito protetor do ácido fólico em relação às fissuras labiopalatinas não
sindrômicas.
Suplementação com
ácido fólico
Avaliação
diminuiu o risco de
fissuras orais?

Método de Coleta
Estudo País Tipo de Estudo Amostra Período Sim Não
dos Dados

Grupo caso (n= 170 bebês com


Entrevista com
Dienet al. (2018) Vietnã Caso-controle FLP±FP e FP); Grupo controle (n= Periconcepcional1 Xa
questionário
170 bebês sem FLP)

Grupo caso (n= 236 crianças com


Questionário e revisão
Xuet al. (2017) China Caso-controle FLP±FP e FP); Grupo Controle (n= Periconcepcional1 Xa
de registros médicos
209 crianças sem FLP)

Entrevista com Grupo caso (n= 150 indivíduos com


Neogiet al. (2017) Índia Caso-controle questionário e revisão FL±FP e FP); Grupo Controle (n= Periconcepcional2 X
de registros médicos 600 indivíduos sem FLP)

Banco de dados – 880568 gestações de 528220


Observacional -
Gildestadet al. (2015) Noruega registros médicos de mulheres, sendo: 1314 indivíduos Periconcepcional3 X
Populacional
nascimentos com fissuras orais isoladas

Grupo caso (n= 499 indivíduos com


Entrevista com
Haoet al. (2015) China Caso-controle FL±FP e FP); Grupo controle (n= Periconcepcional1 X
questionário
480 indivíduos sem FLP)

Grupo caso (n= 200 indivíduos com


Entrevista com Primeiro trimestre de
Xuet al. (2015) China Caso-controle FL±FP e FP); Grupo controle (n= Xa
questionário gestação
327 indivíduos sem FLP)

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Grupo caso (n= 479 crianças com
Entrevista com Primeiro trimestre de
Lin, Shu e Tang (2014) China Caso-controle FL±FP e FP); Grupo controle (n= Xa
questionário gestação
479 crianças sem FLP)

Grupo I (n= 1838 pacientes com


FL±FP e FP, atendidos de 2006 a
Observacional - 2009); Grupo II, para determinar
Souza e Raskin (2013) Brasil Prontuários médicos - Xa
Populacional prevalência de FLP (n= 1198
pacientes com FL±FP e FP, nascidos
entre 2002 e 2008).

Grupo caso (n= 1257 mulheres = 4,0


mg de ácido fólico); Grupo Controle
Entrevista presencial (n= 1251 mulheres = 0,4 mg de ácido
Wehbyet al. (2013) Brasil Coorte Periconcepcional1 X
e/ou via fone fólico), com FLPNS ou que tenha
tido na última gestação uma criança
com FLPNS.

FL±FP = Fissura de Lábio com ou sem Fissura de Palato. FP = Fissura de Palato Isolada. FLPNS = Fissura labiopalatina não sindrômica. 11 mês antes da concepção até o primeiro trimestre
de gestação; 23 meses antes da concepção até o primeiro trimestre de gestação; 3Antes da concepção (não informaram período) até o primeiro trimestre de gestação. aDados estatisticamente
significativos (p<0,05).

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5 DISCUSSÃO
O uso de ácido fólico com o objetivo de prevenir defeitos no tubo neural decorrentes de
falha em seu fechamento é um assunto bem sedimentado e difundido na literatura mundial. Além
disso, diversos estudos apoiam essa prescrição no período periconcepcional, isolado ou combinado
com outras vitaminas e minerais(BADOVINAC et al., 2007; AGBENORKU, 2013; OMS, 2013;
ALLAGH et al., 2015; GILDESTAD et al., 2015).Entretanto, em relação às fissuras labiopalatinas,
a literatura se mostra controversa em relação ao possível efeito protetor desse composto,
principalmente no que diz respeito à dose, frequência e período em que o nutriente deve ser
consumido(GILDESTAD et al., 2013; ITO et al., 2019).
Nesta revisão, alguns estudos demonstraram que o uso do ácido fólico foi associado à
diminuição do risco de fissuras orofaciais, ou seja, apresentou um efeito protetor em relação à
ocorrência da anomalia. Dentre os seis estudos que encontraram essa associação positiva, em três
deles a suplementação foi realizada durante o período periconcepcional, compreendido, nestes
estudos, a partir do primeiro mês antes da concepção até o primeiro trimestre de gestação (WEHBY
et al., 2013; DIEN et al., 2018; XU et al., 2018). O uso de suplementos contendo ácido fólico no
período periconcepcional é preconizado pela OMS uma vez ao dia, durante toda a gestação. Isso
porque esta medida é considerada relevante na prevenção de defeitos no tubo neural, estrutura que
se fecha por volta do 28º dia da gestação. O uso da suplementação após o 1º mês não teria um
efeito preventivo nos defeitos congênitos do tubo, porém poderia ter a possibilidade de interferir
em outros aspectos importantes da saúde materno-fetal(OMS, 2013). Levando em consideração que
a formação da face ocorre a partir da migração de células originadas a partir da crista neural, evento
que acontece em período embriológico concomitante ao fechamento do tubo neural, alguns estudos
apontam que essa suplementação com o ácido fólico, mesmo após o primeiro mês, teria potencial
de auxiliar da mesma forma na prevenção das fissuras orais(BADOVINAC et al., 2007; DE-REGIL
et al., 2015). Portanto, o período periconcepcional é considerado um momento determinante para
intervenções que promovam uma condição ideal do ambiente uterino no contexto da saúde materna,
aumentando, assim, a probabilidade de resultados positivos para o desenvolvimento satisfatório do
embrião. Em relação à dosagem administrada, aparentemente pareceu não influenciar nos
resultados obtidos no estudo brasileiro, realizado porWehby e colaboradores (2013), que ao
avaliarem duas dosagens diferentes (0,4 mg e 4 mg) de ácido fólico, constataram que ambas foram
eficientes em reduzir a ocorrência de fissuras labiopalatinas. No entanto, não foi encontrada
diferença estatística significativa, segundo os autores, possivelmente em razão do pequeno tamanho

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da amostra avaliada (WEHBY et al., 2013), apesar de mais de 1000 pacientes (em cada grupo)
terem sido recrutados para o estudo.
Ainda dentre os seis estudos citados acima, um deles apresentou associação significativa
entre o consumo de ácido fólico, por meio da fortificação da farinha de trigo com ácido fólico, e a
diminuição da incidência de nascimentos de crianças com FLP não sindrômica em um estado
brasileiro(SOUZA; RASKIN, 2013). Esse tipo de fortificação de cereais manufaturados, como é o
caso da farinha, foi determinado em 1998 pela FDA (FoodandDrugAdministration). Nessa
determinação foi estabelecido que os cereais recebessem fortificação de ácido fólico na
concentração de 0,14 mg/100 g, nos Estados Unidos. Essa medida foi adotada considerando a
recomendação de que as gestantes deveriam consumir ácido fólico, uma vez que durante a gestação
há uma necessidade de maior demanda desse nutriente devido ao crescimento de estruturas
embrionárias e fetais. Assim sendo, o seu déficit poderia alterar as taxas de proliferação
celular(MILLACURA et al., 2017). Posteriormente, diversos países aderiram à fortificação,
levando em consideração sua rápida efetividade, baixo custo e comprovada redução de defeitos no
tubo neural. No Brasil, a fortificação tornou-se obrigatória em 2004(SANTOS; PEREIRA, 2007;
POLETTA et al., 2018). Neste estudo de Souza e Raskin (2013), resultados satisfatórios foram
observados em relação à diminuição dos casos de fissuras não sindrômicas no Brasil após a
resolução do Ministério da Saúde que tornou obrigatória a fortificação de farinha de trigo com 1,5
mg/kg de ácido fólico. Em relação à fissura de lábio e palato, houve uma diminuição de 18,52%; e
para os casos de fissuras de lábio (FL) e fissura de palato isolada (FP) os decréscimos foram de
33,59% e 39,66%, respectivamente. Os resultados encontrados nesta pesquisa demonstram a
importância da política pública adotada pelo país, entretanto, segundo os autores, não há evidências
significativas de que a política de fortificação tenha sozinha acarretado esse efeito, uma vez que
outras variáveis não avaliadas no estudo poderiam interferir na incidência e recorrência de fissuras
orais (SOUZA; RASKIN, 2013).
Os dois últimos estudos nos quais foi constatada associação significativa entre o uso de
ácido fólico e a redução de fissuras orofaciais foram do tipo caso-controle, conduzidos na China
(LIN; SHU; TANG, 2014; XU et al., 2015). Ambos realizaram entrevistas com a aplicação de
questionários em que, dentre as questões abordadas, constava o uso de suplementação contendo
ácido fólico durante a o primeiro trimestre de gestação. O estudo realizado por Xu et al. (2015)
demonstrou que 82,6% das mães do grupo controle fizeram uso de suplemento contendo ácido
fólico no primeiro trimestre de gestação, enquanto que apenas 45,5% das mães do grupo casos o
tinham feito (p<0,001). No estudo de Lin, Shu e Tang (2014) foram encontrados resultados
similares, com 67,6% dos controles tendo utilizado suplemento de ácido fólico, contra 41,1% dos

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casos (p<0,001). Os achados de ambos estudos indicam, portanto, que o ácido fólico exibiu um
efeito protetor para a ocorrência da fissura labiopalatina não sindrômica nesta população, mesmo
tendo sido utilizado tamanho amostral distinto, com o dobro de indivíduos compondo o grupo caso
no segundo estudo. A adoção de entrevista para a coleta dos dados torna a informação mais precisa,
já que possibilita que os autores percebam a exatidão da informação relatada pelas mães. No
entanto, isso não exclui o viés de memória, tendo em vista que se trata de estudos retrospectivos, e
não foi informada a idade da criança das gestações em questão.
O estudo de Neogi et al. (2017), realizado na população indiana, não apresentou resultados
significativos para o efeito protetor do ácido fólico, tendo sido superior o número de mães do grupo
casos (30,6%) que relataram o uso do nutriente, em comparação ao grupo controle (21,6%). Os
autores defendem que o contexto particular da população deve ser considerado, já que os
suplementos utilizados pelas mulheres envolviam, além de multivitamínicos e ácido fólico, também
preparações caseiras, não tendo como mensurar e nem identificar a presença do nutriente. Além
disso, os autores reconhecem que a realidade do consumo do ácido fólico na Índia normalmente se
dá após a primeira consulta do acompanhamento pré-natal, entre a 3ª e 4ª semana de gestação
(NEOGI et al., 2017), o que seria um início tardio para a suplementação, reduzindo ou anulando o
efeito protetor do ácido fólico. No embrião, o fechamento do lábio se completa até a 8ª semana
após a concepção, enquanto que do palato finaliza por volta da 12ª semana(TRINDADE; SILVA
FILHO, 2007; MOSSEY et al., 2009; LESLIE; MARAZITA, 2013; NEOGI et al., 2017).
Considerando esse período crucial para o desenvolvimento das estruturas craniofaciais, apesar de
no estudo de Haoet al. (2015) ter sido avaliado o uso do ácido fólico no período periconcepcional, a
maioria das mulheres do grupo caso iniciaram o uso após o primeiro mês de gestação (2º ou 3º
meses), o que poderia não ter sido o suficiente para estabelecer um efeito protetor para a ocorrência
das fissuras labiopalatinas.
Igualmente, o estudo populacional realizado na Noruega porGildestad e colaboradores
(2015) também não encontrou associação significativa entre a suplementação com ácido fólico
regular ou qualquer suplemento contendo o composto durante o período periconcepcional e a
diminuição do risco de fissuras orais. Foi obtido percentual muito próximo de casos de fissuras
labiopalatinas entre mães que utilizaram ácido fólico e qualquer suplemento que o continha, seja
antes ou durante a gestação, e aquelas que não fizeram uso de alguma forma de suplementação.
Para a coleta de dados, foi utilizado o banco de registros médicos de nascimentos da Noruega,
abrangendo de 1999 a 2013, o que pode ter sido um fator limitante do estudo, já que os autores não
podem garantir a fidelidade das informações, tendo em vista que foram obtidas por terceiros. Além
disso, registros médicos podem apresentar ausência de dados ou, ainda, erros de preenchimento.

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Conforme reconhecido pelos autores do estudo, algumas mulheres podem ter sido classificadas
erroneamente quanto ao uso de suplementação (GILDESTAD et al., 2015). Acreditamos que a
melhor forma de coleta de dados quanto à história da gestação seja por entrevista com a aplicação
de questionário, o que garante a segurança e confiabilidades dos dados obtidos. Apesar disso, o
estudo é forte, por apresentar uma amostra robusta, e a prevalência estava em conformidade com as
estimativas: das 880568 gestações avaliadas, 1314 indivíduos nasceram com fissura labiopalatina
não sindrômica, o que representou uma prevalência de 0,15% de casos de FLP.
De forma geral, já é preconizado pela OMS a realização de um programa integrado de
suplementação de ferro e ácido fólico como parte da assistência pré-natal e neonatal, já que
contribui de forma geral para a saúde da mãe e do recém-nascido, principalmente em relação a
ganho de peso e prevenção da anemia (OMS, 2013). Além de fatores como dose e frequência, a
literatura relata também que o aproveitamento do ácido fólico ingerido pode sofrer influência de
alguns genes envolvidos na cascata de sinalização molecular relacionada ao metabolismo desse
composto. O primeiro gene estudado em associação com a ocorrência da fissura labiopalatina foi o
MTHFR. Polimorfismos neste gene tem o potencial de reduzir a atividade enzimática, prejudicando
o metabolismo do folato e, consequentemente, reduzindo seus níveis no organismo (JOHNSON;
LITTLE, 2008).
A presente revisão sugere que o ácido fólico apresenta um potencial efeito protetor contra a
ocorrência das fissuras labiopalatinas não sindrômicas. Contudo, como sua etiologia é multifatorial
e complexa, há ainda muitas controvérsias quanto aos fatores envolvidos nessa malformação e
quanto àqueles que poderiam atuar prevenindo sua ocorrência.
Para a elaboração de medidas preventivas para essa anomalia, o foco principal recai
especialmente nos fatores ditos ambientais, tendo em vista que são, em geral, passíveis de
modificações (MOSSEY et al., 2009). Nesse sentido, deve-se considerar entre esses fatores
ambientais, o microambiente uterino, os aspectos nutricionais e de saúde da mulher gestante,
variáveis frequentemente não analisadas nos estudos presentes na literatura. E é nesse contexto que
se insere o uso e a biodisponibilidade do ácido fólico como nutriente essencial, envolvido nos
inúmeros processos biológicos que ocorrem durante o desenvolvimento embrionário,
especificamente o fechamento do tubo neural e a migração das células da crista neural durante a
etapa de fusão dos processos faciais.
Além disso, deve-se considerar que novas pesquisas são necessárias para melhor compreensão
dos mecanismos de ação do ácido fólico, especificamente para a ocorrência de fissuras
labiopalatinas, pois, apesar de seu potencial efeito na proteção contra defeitos do tubo neural estar
bem sedimentado, não há uma base sólida quanto a sua atuação na FLP. Por fim, ressaltamos a

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importância de que estes achados alcancem não apenas a comunidade acadêmica e científica, mas
também os profissionais que trabalham no atendimento a mulheres em idade reprodutiva e aos
usuários de serviços de saúde, a fim de determinar um impacto social, norteando orientações quanto
aos aspectos nutricionais e de saúde geral na prevenção das fissuras orofaciais.

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USP - HOSPITAL DE
REABILITAÇÃO DE
ANOMALIAS CRANIOFACIAIS

PARECER CONSUBSTANCIADO DO CEP

DADOS DA EMENDA

Título da Pesquisa: Investigação de variantes genéticas nos genes AXIN2 e RUNX2 nas fissuras orofaciais
não sindrômicas associadas à agenesia dentária
Pesquisador: Jose Francisco Mateo Castillo
Área Temática: Genética Humana:
(Trata-se de pesquisa envolvendo Genética Humana que não necessita de análise
ética por parte da CONEP;);
Versão: 4
CAAE: 80927917.1.0000.5441
Instituição Proponente: Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP
Patrocinador Principal: Financiamento Próprio

DADOS DO PARECER

Número do Parecer: 2.686.068

Apresentação do Projeto:
Trata-se da quarta versão de um projeto de pesquisa de doutorado de autoria de José Francisco Mateo
Castillo sob orientação e responsabilidade da Profa. Dra. Lucimara Teixeira das Neves com a colaboração
de Maria Carolina de Moraes Pereira. Os pesquisadores realizaram emenda ao referido projeto,
encaminhando as alterações para nova análise deste Comitê.
Serão incluídos 750 indivíduos (e não mais 2100) de ambos os sexos, a partir de 18 anos de idade,
divididos em três grupos distintos: Grupo I: 250 sujeitos com diagnóstico de fissura de lábio e palato
unilateral não sindrômica que apresente também agenesia dentária de algum dente com exceção dos
terceiros molares (regularmente matriculados no HRAC-USP); Grupo II: 250 indivíduos com diagnóstico de
fissura de lábio e palato unilateral não sindrômica que não apresentem agenesia dentária (regularmente
matriculados no HRAC-USP) e Grupo III (controle): 250 indivíduos sem fissura labiopalatina não sindrômica
ou malformações craniofaciais e sem presença do fenótipo agenesia dentária (recrutados na Clínica
Odontológica do curso de ortodontia e implantodontia do Centro de Pós-graduação em Odontologia
CPOUNINGA). Para os grupos I e II, o diagnóstico de fissura labiopalatina não sindrômica e a presença de
agenesia dentária serão confirmados por meio das informações dos prontuários, laudos fotográficos e
radiografias panorâmicas pertencentes aos arquivos no HRAC-USP e, para o grupo III, a confirmação de

Endereço: Rua Silvio Marchione, 3-20


Bairro: Vila Nova Cidade Universitária CEP: 17.012-900
UF: SP Município: BAURU
Telefone: (14)3235-8421 Fax: (14)3234-7818 E-mail: cephrac@usp.br

Página 01 de 05
USP - HOSPITAL DE
REABILITAÇÃO DE
ANOMALIAS CRANIOFACIAIS
Continuação do Parecer: 2.686.068

ausência dos fenótipos será realizada mediante avaliação clínica, informações no prontuário e análise de
radiografias panorâmicas arquivadas no CPO-UNINGA. Para a composição da amostra, os indivíduos serão
abordados quando comparecerem às consultas de rotina ao HRAC e ao CPO UNINGA. Após a coleta de
saliva para extração de DNA dos voluntários dos grupos I, II e III essas amostras serão transportadas ao
Laboratório de Farmacologia e Genética, do Departamento de Ciência Biológicas da FOB-USP e todos os
procedimentos laboratoriais serão realizados sob a orientação da Profa. Dra. Lucimara Teixeira das Neves e
do técnico do laboratório Thiago José Dionísio. Serão investigadas 3 variantes polimórficas: (rs2240307 e rs
11655966) no gene AXIN2 e (rs 1934328) no gene RUNX2 através de PCR Real Time. Os resultados serão
analisados usando o software SDS 1.7 (Applied Biosystems). As frequências alélicas e os resultados serão
comparados entre os 3 grupos. Será utilizado o teste de Qui-quadrado para cada marcador genético a fim
de avaliar a significância das diferenças observadas nas frequências dos polimorfismos.

Objetivo da Pesquisa:
Investigar se existe associação dos polimorfismos (rs2240307 e rs 11655966) no gene AXIN2 e (rs
1934328) no gene RUNX2 com os fenótipos fissuras labiopalatinas não sindrômicas e agenesia dentária
combinados.
Avaliação dos Riscos e Benefícios:
Riscos: Segundo os pesquisadores, "O presente estudo pode ser considerado de risco mínimo para os
indivíduos selecionados para fazer parte do mesmo, já que a metodologia que será implementada é
baseada especificamente na coleta de material biológico (saliva) a qual propriamente dita não apresenta
risco considerável para o participante; porém a abordagem do indivíduo pode causar certo constrangimento
ou desconforto. Para isto o pesquisador responsável e a equipe de pesquisa receberão um treinamento para
saber a melhor forma de abordar o indivíduo. Cabe ressaltar que todos os indivíduos serão abordados para
o convite em participar da pesquisa em um ambiente privado em uma sala fechada e neste local será
realizada a coleta da saliva, caso o participante aceite fazer parte da pesquisa, podendo recusar ou retirar
seu consentimento em qualquer etapa da pesquisa sem que exista nenhum prejuízo. Sobre o tempo para
realizar a coleta e o preenchimento do TCLE, o individuo será convidado somente nos horários entre as
consultas tomando em consideração a prioridade dos horários de agendamento do individuo, não tendo
risco de comprometer ou atrasar o horário das consultas agendadas no hospital (HRAC).".

Benefícios: Os autores destacam que "No presente estudo, os benefícios para os participantes

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estão direcionados a comunidade para possíveis condutas preventivas e informativas sobre a possível
detecção da existência de variantes polimórficas nos genes estudados, para desta forma, conhecer
possíveis causas genéticas na etiológia dos fenótipos investigados neste estudo. Ressaltando que
compreender o aspecto genético das anomalias congênitas investigadas neste estudo podem contribuir com
a prevenção de futuros casos.".

Assim, o projeto tem maior possibilidade de trazer benefícios, do que de causar danos, sendo, portanto,
eticamente adequado.
Comentários e Considerações sobre a Pesquisa:
Trata-se de um estudo observacional prospectivo do tipo caso-controle com informações bem
fundamentadas e explanação clara. Apresenta mérito científico e os procedimentos a serem realizados não
ferem nenhuma norma ética que torne a pesquisa inviável.
Considerações sobre os Termos de apresentação obrigatória:
Os documentos abaixo foram adequadamente apresentados:
- Carta de encaminhamento
- Formulário HRAC
- Folha de Rosto da Plataforma Brasil
- Termo de Compromisso de Manuseio de Informações
- Termo de Permissão para uso de Registros para Fins Científicos
- Termo de Compromisso de Tornar Públicos os Resultados da Pesquisa e Destinação de
Materiais ou Dados Coletados
- Termo de Compromisso do Pesquisador Responsável
- Termo de Aquiescência do Departamento de Ciências Biológicas da FOB-Bauru e do Centro de Pós-
graduação em Odontologia Bauru (CPO).
Recomendações:
Não há.
Conclusões ou Pendências e Lista de Inadequações:
As alterações, tais como a redução do número de participantes da amostra (de 2100 para 750), a correção e
a substituição dos polimorfismos do gene AXIN2 e a adição do orçamento atualizado (verba PROAP) para o
desenvolvimento do presente estudo, foram devidamente acrescentadas nos documentos pertinentes.
Uma vez que estas alterações não trazem comprometimento ético, indico a aprovação da emenda.

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Considerações Finais a critério do CEP:


O pesquisador deve atentar que o projeto de pesquisa aprovado por este CEP refere-se ao protocolo
submetido para avaliação. Portanto, conforme a Resolução CNS 466/12, o pesquisador é responsável por
"desenvolver o projeto conforme delineado", se caso houver alterações nesse projeto, este CEP deverá ser
comunicado em emenda via Plataforma Brasil, para nova avaliação.
Cabe ao pesquisador notificar via Plataforma Brasil o relatório final para avaliação. Os Termos de
Consentimento Livre e Esclarecidos e/ou outros Termos obrigatórios assinados pelos participantes da
pesquisa deverão ser entregues ao CEP. Os relatórios semestrais devem ser notificados quando solicitados
no parecer.

Este parecer foi elaborado baseado nos documentos abaixo relacionados:


Tipo Documento Arquivo Postagem Autor Situação
Informações Básicas PB_INFORMAÇÕES_BÁSICAS_112889 04/05/2018 Aceito
do Projeto 4_E1.pdf 14:06:53
Projeto Detalhado / PROJETOEMENDACORRIGIDO.docx 04/05/2018 Jose Francisco Aceito
Brochura 14:02:46 Mateo Castillo
Investigador
Outros OFICIOEMENDAMATEO.pdf 04/05/2018 Jose Francisco Aceito
14:02:10 Mateo Castillo
Outros OFICIOSPENDENCIAS.PDF 06/03/2018 Jose Francisco Aceito
12:01:41 Mateo Castillo
Projeto Detalhado / PROJETO2PENDENCIAS.pdf 06/03/2018 Jose Francisco Aceito
Brochura 12:00:30 Mateo Castillo
Investigador
Outros OFICRESPOSTAPENDENCIASJAN201 24/01/2018 Jose Francisco Aceito
8.pdf 13:36:28 Mateo Castillo
Projeto Detalhado / PROJETORESPOSTASAPENDENCIAS 24/01/2018 Jose Francisco Aceito
Brochura .pdf 13:34:18 Mateo Castillo
Investigador
TCLE / Termos de TCLECONTROLEPENDENCIAS.pdf 24/01/2018 Jose Francisco Aceito
Assentimento / 13:32:08 Mateo Castillo
Justificativa de
Ausência
TCLE / Termos de TCLEGRUPOCASOPENDENCIAS.pdf 24/01/2018 Jose Francisco Aceito
Assentimento / 13:31:38 Mateo Castillo
Justificativa de
Ausência
Outros Checklist_Mateo.docx 08/12/2017 Rosemeire Aparecida Aceito
17:06:40 Gimenes Botelho

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Projeto Detalhado / PROJETOcompleto.pdf 08/12/2017 Jose Francisco Aceito


Brochura 11:02:21 Mateo Castillo
Investigador
TCLE / Termos de TERMCONSENTCASOCONTROLE.pdf 08/12/2017 Jose Francisco Aceito
Assentimento / 11:01:03 Mateo Castillo
Justificativa de
Ausência
TCLE / Termos de TERMCONSENTGRUPOCASO.pdf 08/12/2017 Jose Francisco Aceito
Assentimento / 11:00:00 Mateo Castillo
Justificativa de
Ausência
Outros Jose_manuseio_inf.pdf 08/12/2017 Jose Francisco Aceito
10:53:09 Mateo Castillo
Outros Jose_tornar_pub.pdf 08/12/2017 Jose Francisco Aceito
10:52:31 Mateo Castillo
Outros Jose_pesq_resp.pdf 08/12/2017 Jose Francisco Aceito
10:52:04 Mateo Castillo
Outros Jose_aquiesc_CPO.pdf 08/12/2017 Jose Francisco Aceito
10:51:11 Mateo Castillo
Outros Jose_aquiesc_FOB.pdf 08/12/2017 Jose Francisco Aceito
10:50:43 Mateo Castillo
Outros Jose_Form_HRAC.pdf 08/12/2017 Jose Francisco Aceito
10:49:36 Mateo Castillo
Outros Jose_carta_enc.pdf 08/12/2017 Jose Francisco Aceito
10:48:56 Mateo Castillo
Folha de Rosto Jose_Plat_Brasil.pdf 08/12/2017 Jose Francisco Aceito
10:47:41 Mateo Castillo

Situação do Parecer:
Aprovado
Necessita Apreciação da CONEP:
Não

BAURU, 30 de Maio de 2018

Assinado por:
Renata Paciello Yamashita
(Coordenador)

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CERTIFICAdo de
participação
MARIA C. DE MORAES PEREIRA
Concluiu com sucesso o treinamento
Otimizando sua pesquisa através dos ensaios
Multiplex, que aconteceu no dia 15 de Março de
2018 com duração de 2 horas.

O treinamento foi ministrado no Anfiteatro de


Odontopediatria da universidade USP Bauru e
contou com a participação do Phd Assessor
Científico - Biology - Merck Matheus Corrêa, como
palestrante.

Matheus Corrêa
Phd Assessor Científico -
Biology - Merck
PROGRAMA DE APERFEIÇOAMENTO DE ENSINO

CERTIFICADO

A Comissão Central do PROGRAMA DE APERFEIÇOAMENTO DE ENSINO da Universidade de São Paulo,


instituída pela Portaria GR-3588, de 10 de maio de 2005, modificada pelas portarias GR-4391, de 03 de
setembro de 2009 e GR-4601, de 19 de novembro de 2009, C E R T I F I C A que

MARIA CAROLINA DE MORAES PEREIRA

Aluno(a) de pós-graduação, nível Mestrado, na área de Fissuras Orofaciais e Anomalias Relacionadas,


do(a) Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, concluiu o Programa de Aperfeiçoamento de
Ensino, realizando Etapa de Preparação Pedagógica no 1º semestre de 2017, modalidade Disciplina, no(a)
Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais e o Estágio Supervisionado em Docência, com carga
horária total de 120 horas - atividade, de Fevereiro à Junho de 2018, tendo desenvolvido atividades didáticas
junto a disciplina BAB0182 - Histologia I - Histologia Básica do Departamento de Ciências Biológicas, do(a)
Faculdade de Odontologia de Bauru, aos alunos de graduação, sob supervisão do(a) Prof(a). Gerson
Francisco de Assis.

Este é um documento eletrônico dispensa carimbo e assinatura. Sua autenticidade pode ser comprovada
fornecendo-se o código de controle na seguinte página da Universidade de São Paulo:
http://uspdigital.usp.br/webdoc.

Documento emitido às 17:20:49 horas do dia 22/08/2018 (hora de Brasília).


Código de controle: RLBJ-PKAI-AQ7H-TVWT
Certificamos para os devidos fins que Maria Carolina de Moraes Pereira participou
da palestra intitulada “Como falar bem em público!” ministrada pela Dra. Perla do
Nascimento Martins, na Faculdade de Odontologia de Bauru – Universidade de
São Paulo (FOB-USP).
Pré – evento do XXV Congresso Fonoaudiológico de Bauru, “Profª Drª Lilian Cássia
Bórnia Jacob-Corteletti”.
Realizado no dia 07 de Junho de 2018, com duração de 2 horas.
Certificamos que Maria Carolina de Moraes Pereira participou do curso intitulado “Cirurgia
ortognática: cirurgia demonstrativa”, ministrado pelo Prof. Dr. Renato Y. Faria Yaedú, no 31º
Congresso Odontológico de Bauru “Prof. Dr. José Mondelli” que teve como tema “Saúde bucal:
da infância à terceira idade”, no dia 17 de Maio de 2018, na Faculdade de Odontologia de
Bauru – USP, com carga horária de 3 horas.
Certificamos que Maria Carolina de Moraes Pereira participou do curso intitulado
“Factibilidade e viabilidade de uma carreira interfederativa, única, nacional do SUS e os
profissionais de saúde bucal”, ministrado pelo Prof. Dr. Paulo Capel Narvai, no 31º Congresso
Odontológico de Bauru “Prof. Dr. José Mondelli” que teve como tema “Saúde bucal: da infância
à terceira idade”, no dia 17 de Maio de 2018, na Faculdade de Odontologia de Bauru – USP,
com carga horária de 4 horas.
CERTIFICADO

Certificamos que Maria Carolina de Moraes Pereira, participou da palestra "Saúde Mental na
Universidade", ministrada pela Profª Drª Kelly Graziani Giacchero Vedana, Docente do Departamento de
Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da
Universidade de São Paulo EERP/USP, promovidas pelas Vice-Diretorias da Faculdade de Ciências (FC),
Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) e Faculdade de Engenharia (FEB), da
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP – Bauru, em parceria com o CVV –
Centro de Valorização da Vida/Bauru, como parte da programação do “Setembro Amarelo”, realizada no
dia 17 de setembro de 2018, no Anfiteatro Guilherme Rodrigues Ferraz – Unesp – Campus de Bauru,
totalizando 2h30min.

Bauru, 26 de outubro de 2018.

Prof. Dr. José Alfredo Covolan Ulson Profa. Dra. Vera Lúcia M. F. Capellini Profa. Dra. Fernanda Henriques
Vice-Diretor - FEB Vice-Diretora - FC Vice-Diretora - FAAC
12/12/2018 UNESP: Câmpus de Botucatu - Instituto de Biociências

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Anais do Workshop de Workshop de Genética - Volume 4
Genética

Anais Workshop de Genética - Volume 4 - ISSN 2446-7367 - 2018 | vol. 4, p. 34


THE PREVALENCE OF PARENTAL CONSANGUINITY IN NON-SYNDROMIC CLEFT PALATE IN HRAC-USP

Silva, Carolina M.1, Pereira, Maria, C. M.1, Mateo-Castillo, Jose F.1, Queiroz, Thaís. B.1, Gonçales, Andréa. G. B.1, Neves,
Lucimara T.1,2

1 Hospital de reabilitação de Anomalias Craniofaciais – HRAC-USP, Departamento de Pós-Graduação, Bauru, São Paulo, Brasil.

2 Universidade de São Paulo – Faculdade de Odontologia de Bauru – USP, Departamento de Ciências Biológicas, Bauru, São
Paulo, Brasil.

E-mail: carolinamaia@usp.br

Abstract

Cleft lip and palate represent the most common congenital defects occurring in the first weeks of intrauterine life and present a
complex and multifactorial etiology involving genetic and environmental factors. The occurrence of orofacial clefts in the world
varies, being that in Brazil it is around 1 for every 650 live births. The environmental factors related to orofacial clefts have
been associated with numerous conditions, including health and maternal habits during pregnancy. Regarding
genetic/hereditary factors, the issue of familial recurrence and consanguineous marriages are highlighted. In Brazil the
consanguineous union is heterogeneous and there are few studies verifying the relation between it and the occurrence of the
orofacial clefts. So, the objective of this study was to raise the prevalence of consanguineous marriages among parents of
subjects with non-syndromic cleft palate. A total of 513 medical records were evaluated in the Hospital for Rehabilitation of
Craniofacial Anomalies (HRAC-USP). Of the 513 medical records, only 226 contained information regarding consanguineous
marriages among biological parents. In this sample were found 12 positive cases of consanguineous union between biological
parents of subjects with non-syndromic cleft palate. Six cases were of consanguineous union between first degree cousins, five
cases between cousins of 2nd degree and one case where the degree of kinship was not informed. Thus, was observed a
prevalence of 5.3% of consanguineous union among biological parents of subjects with non-syndromic cleft palate.

Keywords: Orofacial cleft, genetic factors, consanguineous mariages

Support: FAPESP

Atualizada em 17/05/2018 às 15:27 - Responsável: Herivaldo Mota Santos

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Anais Workshop de Genética - Volume 4 - ISSN 2446-7367 - 2018 | vol. 4, p. 28


INVESTIGATION OF GESTATIONAL HISTORY IN NON-SYNDROMIC CLEFT LIP AND PALATE: INTERCORRENCES AND
USE OF MEDICINES

Pereira, Maria C. M.1; Mateo-Castillo, Jose F.1; Silva, Carolina M.1; Garbieri, Thais F.2; Neves, Lucimara T.1,2

1Hospital for Rehabilitation of Craniofacial Anomalies, HRAC-USP, Bauru

2Bauru School of Dentistry, FOB-USP, Bauru

E-mail: mcarolinapereira@usp.br; lucimaraneves@fob.usp.br

Abstract

Cleft lip and palate (CLP) is the most common congenital craniofacial anomaly, being considered as a public health problem by
the WHO. Non-syndromic cleft corresponds to approximately 70% of CLP cases and have a complex etiology with an
intersection between genetic and environmental factors. Taking into account the environmental aspects and risk factors for
clefts, alcohol, ingestion of anticonvulsant drugs (such as volproic acid), antibiotics, cold or maternal flu, nutritional / vitamin
deficiencies, stress, obesity, consanguinity and history of previous maternal abortion can be cited. The aim of this study was to
investigate gestational history, specifically infections and medication use during pregnancy, in cases of non-syndromic unilateral
cleft lip and palate. 105 records of patients with non-syndromic unilateral cleft lip and palate admitted at the Hospital for
Rehabilitation of Craniofacial Anomalies (HRAC-USP) were analyzed. Pregnancy intercurrence was shown in 32% of 72 cases
that presented this information, being infections the most common. Infections, bleeding in early pregnancy, anemia,
chickenpox, hypertension, leprosy and toxoplasmosis were mentioned. The use of medications such as antibiotics, antiemetics
and analgesics was found in 54% of 54 cases in which this information was described, among which are antibiotics, antiemetics,
analgesics, antispasmotic, anticonvulsant, antihypertensive and vitamins. Data were analyzed using descriptive statistics.
Relevant data in the gestational history were found regarding pregnancy intercurrence, specifically the occurrence of infections
and use of medications. It is during the embryonic period that occurs the critical period for the action of teratogenic agents,
considering that division, cellular differentiation and formation of tissues and organs occur at this stage of intrauterine life.
Therefore, it is important to investigate the exposure to these factors during pregnancy, as these may be a risk factor for the
occurrence of malformations.

Keywords: Cleft lip and palate, etiology, gestational history

Atualizada em 17/05/2018 às 15:22 - Responsável: Herivaldo Mota Santos

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