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QUITILIANO. “Da imitação”. Instituciones Oratorias.

Tradução por Ignacio


Rodríguez e Pedro Sandier. Madrid: Imprenta de los Sucesores de Hernando, 1916.

No capítulo II Da imitação, do livro X, Quintiliano afirma que de todos os autores


dignos de imitação, não é apenas o influxo das palavras, a variedade das figuras e a
maneira de compor que precisam ser considerados, mas é necessário um esforço para
imitar todas as virtudes. O orador prossegue com o argumento de que é útil imitar o que
é bom, assim como as crianças imitam as formas das letras, os músicos imitam as vozes
de seus professores, e os pintores as pinturas dos antigos. Para o retor, os princípios de
qualquer ciência são formados com um objeto proposto e a precisão consistiria em
sermos iguais ou diferentes de tal objeto. Em seguida, Quintiliano pontua que a natureza
raramente faz algo semelhante a outro, ao contrário da imitação. Para o orador, ainda
que o conhecimento das coisas pela via da imitação seja mais fácil, ela se torna
prejudicial se não for feita com autoridade e descrição, pois a arte de imitar de forma
isolada, antes de tudo, não é suficiente visto que ela é própria do engenho.

Depois de propor uma série de questões que são respondidas pelo próprio autor,
Quintiliano considera que seria vergonhoso se contentar apenas com a imitação, pois se
não tivesse havido pessoas que ultrapassavam a arte de imitar, entre os poetas haveria
apenas Lívio Andrônico e entre os poemas, apenas histórias dos Anais dos pontífices. O
orador prossegue com o argumento de que não há nada que aumente apenas com a
imitação e mesmo aqueles que não aspirariam a mais alta perfeição, deveriam procurar
exceder o que se imita. Contudo, em relação à semelhança, Quintiliano adverte que esta
possui tão grande dificuldade que nem a própria natureza era capaz de fazer com que as
coisas semelhantes não possuíssem diferenças aparentes. Todavia, para o orador, “tudo
o que se parece à outra coisa, é necessário que seja inferior ao que se assemelha”,
Quintiliano, então, elenca alguns exemplos para justificar sua afirmação: a sombra em
relação ao corpo; a reviravolta em relação ao seu original; e o gesto dos comediantes
sobre os verdadeiros afetos. O mesmo aconteceria em relação às orações . O autor
considera que toda a imitação é sobreposta e acomoda a tentativa de outro e isto
resultaria em declamações com menos energia e vigor que as orações, já que nestas o
assunto seria verdadeiro e nas declamações fingido. Quintiliano afirma, então, que os
oradores possuem engenhosidade, invenção, energia e facilidade, tudo o que a arte não
ensina e não se pode imitar.

Em seguida, o orador se propõe a esclarecer os seguintes pontos: “para quem


imitar”, pois havia muitos que insistiam em imitar o feio e abominável, e “o que
tentamos imitar”. Para o retor, mesmo em grandes autores, os defeitos estavam
presentes e os que conheciam esses defeitos deveriam repreender e procurar imitar o
que era bom. Os que imitassem os defeitos, de acordo com Quintiliano, seriam
conduzidos ao pior, contudo, os que tivessem descrição suficiente para evitar os vícios,
estes não deveriam se contentar em copiar a imagem de virtude. O orador escreve que a
cópia da virtude, nesse caso, seria uma espécie de casca e cita Epicuro para justificar
que essas figuras “que saem da superfície dos corpos” são relacionadas aos que imitam
sem conhecer, de fato, a verdadeira beleza do que é proposto a ser imitado. Em seguida,
a respeito da imitação, Quitiliano pontua que os gêneros literários têm sua lei e sua
beleza, e não cabe à comédia se elevar usando “coturnos” nem a tragédia usando
“tamancos”. Para concluir, o orador adverte que a imitação não deve apenas se restringir
unicamente ao ato de imitar em palavras, mas o cuidado em refletir o decoro que os
imitados tiveram com as pessoas e as coisas, no que foi feito nos exórdios e o que se
pode observar nas narrações. A percepção destes elementos, para Quintiliano, é de fato
a verdadeira imitação.

No capítulo II Da imitação, do livro X, Quintiliano inicia a discussão sobre a


utilidade da imitação e os objetos que eram imitados pelos antigos. Em seguida, o
orador considera, durante todo o capítulo, as dificuldades de imitar que a própria
natureza, por vezes, não tem êxito e, ainda, a necessidade de procurar exceder o que é
imitado.