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Arts.

143 e 144 Constituição Federal


§ 1o Lei complementar estabelecerá as normas VIII – aplica‑se aos militares o disposto no I – apurar infrações penais contra a ordem polí‑
gerais a serem adotadas na organização, no art. 7o, incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e XXV, tica e social ou em detrimento de bens, servi‑
preparo e no emprego das Forças Armadas. e no art. 37, incisos XI, XIII, XIV e XV, bem ços e interesses da União ou de suas entidades
c LC no 97, de 9-6-1999, dispõe sobre as normas ge- como, na forma da lei e com prevalência da autárquicas e empresas públicas, assim como
rais para a organização, o preparo e o emprego das atividade militar, no art. 37, inciso XVI, alí‑ outras infrações cuja prática tenha repercus‑
Forças Armadas. nea c; são interestadual ou internacional e exija re‑
§ 2o Não caberá habeas corpus em relação a c Inciso VIII com a redação dada pela EC no 77, de pressão uniforme, segundo se dispuser em lei;
punições disciplinares militares. 11-2-2014. c Lei no 8.137, de 27-12-1990 (Lei dos Crimes contra
c Súm. Vinc. no 6 do STF. a Ordem Tributária, Econômica e con­tra as Relações
c Art. 42, § 1o, desta Constituição.
IX – Revogado. EC no 41, de 19-12-2003; de Consumo).
c Dec.‑lei n o 1.001, de 21-10-1969 (Código Penal
c Lei no 10.446, de 8-5-2002, dispõe sobre infrações
Militar). X – a lei disporá sobre o ingresso nas Forças penais de repercussão interestadual ou internacio-
c Dec. no 76.322, de 22-9-1975 (Regulamento Disci- Armadas, os limites de idade, a estabilidade nal que exigem repressão uniforme, para os fins de
plinar da Aeronáutica). e outras condições de transferência do militar aplicação do disposto neste inciso.
c Dec. no 88.545, de 26-7-1983 (Regulamento Disci- para a inatividade, os direitos, os deveres, a II – prevenir e reprimir o tráfico ilícito de en‑
plinar para a Marinha). remuneração, as prerrogativas e outras situa­ torpecentes e drogas afins, o contrabando e o
c Dec. no 4.346, de 26-8-2002 (Regulamento Discipli- ções especiais dos militares, consideradas as descaminho, sem prejuízo da ação fazendária
nar do Exército). peculiaridades de suas atividades, inclusive e de outros órgãos públicos nas respectivas
§ 3o Os membros das Forças Armadas são de‑ aquelas cumpridas por força de compromissos áreas de competência;
nominados militares, aplicando‑se‑lhes, além internacionais e de guerra. c Lei no 11.343, de 23-8-2006 (Lei Antidrogas).
das que vierem a ser fixadas em lei, as seguin‑ c Inciso X acrescido pela EC no 18, de 5-2-1998. c Dec. no 2.781, de 14-9-1998, institui o Programa Na-
tes disposições: c Arts. 40, § 20, e 42, § 1o, desta Constituição. cional de Combate ao Contrabando e o Descaminho.
c § 3o acrescido pela EC no 18, de 5-2-1998. c Súm. Vinc. no 4 do STF. III – exercer as funções de polícia marítima,
c Art. 42, § 1o, desta Constituição. Art. 143. O serviço militar é obrigatório nos aeroportuá­ria e de fronteiras;
c Lei no 9.786, de 8-2-1999, dispõe sobre o ensino do termos da lei. c Inciso III com a redação dada pela EC no 19, de
Exército Brasileiro. c Lei no 4.375, de 17-8-1964 (Lei do Serviço Militar), 4-6-1998.
c Dec. no 3.182, de 23-9-1999, regulamenta a Lei no regulamentada pelo Dec. no 57.654, de 20-1-1966. c Súm. Vinc. no 36 do STF.
9.786, de 8-2-1999, que dispõe sobre o ensino do
Exército Brasileiro. § 1o Às Forças Armadas compete, na forma da IV – exercer, com exclusividade, as funções de
lei, atribuir serviço alternativo aos que, em polícia judiciária da União.
I – as patentes, com prerrogativas, direitos e tempo de paz, após alistados, alegarem impe‑ § 2o A polícia rodoviária federal, órgão perma‑
deveres a elas inerentes, são conferidas pelo rativo de consciência, entendendo‑se como tal nente, organizado e mantido pela União e es‑
Presidente da República e asseguradas em o decorrente de crença religiosa e de convic‑ truturado em carreira, destina‑se, na forma da
plenitude aos oficiais da ativa, da reserva ou ção filosófica ou política, para se eximirem de lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias
reformados, sendo‑lhes privativos os títulos e atividades de caráter essencialmente militar. federais.
postos militares e, juntamente com os demais
c Art. 5o, VIII, desta Constituição. c Lei no 9.654, de 2-3-1998, cria a carreira de Policial
membros, o uso dos uniformes das Forças
§ 2o As mulheres e os eclesiásticos ficam isen‑ Rodoviário Federal.
Armadas;
tos do serviço militar obrigatório em tempo de § 3o A polícia ferroviária federal, órgão perma‑
c Inciso I acrescido pela EC no 18, de 5-2-1998.
paz, sujeitos, porém, a outros encargos que a nente, organizado e mantido pela União e es‑
II – o militar em atividade que tomar posse em lei lhes atribuir. truturado em carreira, destina‑se, na forma da
cargo ou emprego público civil permanente, lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias
c Lei no 8.239, de 4-10-1991, regulamenta os §§ 1o e
ressalvada a hipótese prevista no art. 37, inci‑ federais.
so XVI, alínea c, será transferido para a reser‑ 2o deste artigo.
c Súm. Vinc. no 6 do STF. c §§ 2 o e 3 o com a redação dada pela EC n o 19, de
va, nos termos da lei; 4-6-1998.
III – o militar da ativa que, de acordo com a CAPÍTULO III
§ 4o Às polícias civis, dirigidas por delegados
lei, tomar posse em cargo, emprego ou função DA SEGURANÇA PÚBLICA de polícia de carreira, incumbem, ressalvada
pública civil temporária, não eletiva, ainda c Dec. no 5.289, de 29-11-2004, disciplina a organi- a competência da União, as funções de polícia
que da administração indireta, ressalvada a zação e o funcionamento da administração pública judiciária e a apuração de infrações penais,
hipótese prevista no art. 37, inciso XVI, alí‑ federal, para o desenvolvimento do programa de exceto as Militares.
nea c, ficará agregado ao respectivo quadro e cooperação federativa denominado Força Nacional c Art. 9o do CPM.
somente poderá, enquanto permanecer nessa de Segurança Pública. c Art. 7o do CPPM.
situação, ser promovido por antiguidade, con‑
tando‑se‑lhe o tempo de serviço apenas para
Art. 144. A segurança pública, dever do Es‑ § 5o Às polícias militares cabem a polícia os‑
tado, direito e responsabilidade de todos, é tensiva e a preservação da ordem pública; aos
aquela promoção e transferência para a reser‑
exercida para a preservação da ordem pública corpos de bombeiros militares, além das atri‑
va, sendo depois de dois anos de afastamento,
e da incolumidade das pessoas e do patrimô‑ buições definidas em lei, incumbe a execução
contínuos ou não, transferido para a reserva,
nio, através dos seguintes órgãos: de atividades de defesa civil.
nos termos da lei;
c Dec. n o 4.332, de 12-8-2002, estabelece normas c Dec.‑lei no 667, de 2-7-1969, reorganiza as Polícias
c Incisos II e III com a redação dada pela EC no 77, de
para o planejamento, a coordenação e a execução Militares e os Corpos de Bombeiros Militares dos
11-2-2014. Estados, dos Território e do Distrito Federal.
de medidas de segurança a serem implementadas
IV – ao militar são proibidas a sindicalização durante as viagens presidenciais em território nacio- § 6o As polícias militares e corpos de bombeiros
e a greve; nal, ou em eventos na capital federal. militares, forças auxiliares e reserva do Exérci‑
V – o militar, enquanto em serviço ativo, não
I – polícia federal; to, subordinam‑se, juntamente com as polícias
pode estar filiado a partidos políticos;
II – polícia rodoviária federal; civis, aos Governadores dos Estados, do Distri‑
VI – o oficial só perderá o posto e a patente se to Federal e dos Territórios.
for julgado indigno do oficialato ou com ele c Dec. no 1.655, de 3-10-1995, define a competência
da Polícia Rodoviária Federal. § 7o A lei disciplinará a organização e o fun‑
incompatível, por decisão de Tribunal militar cionamento dos órgãos responsáveis pela
de caráter permanente, em tempo de paz, ou III – polícia ferroviária federal;
IV – polícias civis; segurança pública, de maneira a garantir a
de Tribunal especial, em tempo de guerra; eficiência de suas atividades.
VII – o oficial condenado na justiça comum ou V – polícias militares e corpos de bombeiros
militares. c Lei no 12.681, de 4-7-2012, institui o Sistema Nacio-
militar a pena privativa de liberdade superior nal de Informações de Segurança Pública, Prisionais
a dois anos, por sentença transitada em julga‑ § 1o A polícia federal, instituída por lei como e sobre Drogas – SINESP.
do, será submetido ao julgamento previsto no órgão permanente, organizado e mantido pela c Lei no 13. 675, de 11-6-2018 (Lei do SUSP).
inciso anterior; União e estruturado em carreira, destina‑se a: c Dec. n o  9.489, de 30-8-2018, regulamenta a Lei
c Incisos IV a VII acrescidos pela EC no 18, de 5-2-1998. c § 1o com a redação dada pela EC no 19, de 4-6-1998. no 13.675, de 11-6-2018 (Lei do SUSP).

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Arts. 617 a 625‑D Consolidação das Leis do Trabalho
§ 2o No caso de persistir a recusa à negociação Art. 620. As condições estabelecidas em acor- buição de tentar conciliar os conflitos indivi‑
coletiva, pelo desatendimento às convocações do coletivo de trabalho sempre prevalecerão duais do trabalho.
sobre as estipuladas em convenção coletiva de c Port. do MTE n  329, de 14-8-2002, estabelece pro‑
o
feitas pelo ao Departamento Nacional do Tra‑
balho ou órgãos regionais do Ministério do Tra‑ trabalho. cedimentos para a instalação e o funcionamento das
balho e Previdência Social, ou se malograr a Comissões de Conciliação Prévia e Núcleos Intersin‑
c Artigo com a redação dada pela Lei n o 13.467, de
negociação entabulada, é facultada aos Sindi‑ dicais de Conciliação Trabalhista.
13-7-2017. c Port. da SRT no 2, de 12-7-2002, dispõe sobre a forma
catos ou empresas interessadas a instauração
de dissídio coletivo. Art. 621. As Convenções e os Acordos poderão de produção de dados estatísticos, levantamentos e
c §§ 1o e 2o com a redação dada pelo Dec.‑lei no 229, incluir, entre suas cláusulas, disposição sobre identificação de irregularidades no funcionamento
de 28-2-1967. a constituição e funcionamento de comissões das Comissões de Conciliação Prévia.
c Art. 114 da CF. mistas de consulta e colaboração, no plano da Parágrafo único. As Comissões referidas no
c Art. 21 da Lei no 13.502, de 1o-11-2017, que estabe‑ empresa e sobre participação nos lucros. Estas caput deste artigo poderão ser constituí‑
lece a organização básica dos órgãos da Presidência disposições mencionarão a forma de constitui‑ das por grupos de empresas ou ter caráter
da República e dos Ministérios. ção, o modo de funcionamento e as atribuições intersindical.
c Dec. no 5.063, de 3-5-2004, aprova a Estrutura Re‑ das comissões, assim como o plano de partici‑ Art. 625‑B. A Comissão instituída no âmbito da
gimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em pação, quando for o caso. empresa será composta de, no mínimo, dois
Comissão e das Funções Gratificadas do MTE. Art. 622. Os empregados e as empresas que e, no máximo, dez membros, e observará as
§ 3o Havendo Convenção, Acordo ou sentença celebrarem contratos individuais de trabalho, seguintes normas:
normativa em vigor, o dissídio coletivo deverá estabelecendo condições contrárias ao que I – a metade de seus membros será indicada
ser instaurado dentro dos sessenta dias an‑ tiver sido ajustado em Convenção ou Acordo pelo empregador e a outra metade eleita pelos
teriores ao respectivo termo final, para que que lhes for aplicável, serão passíveis da mul‑ empregados, em escrutínio secreto, fiscaliza‑
o novo instrumento possa ter vigência no dia ta neles fixada. do pelo sindicato da categoria profissional;
imediato a esse termo.
Parágrafo único. A multa a ser imposta ao em‑ II – haverá na Comissão tantos suplentes quan‑
c § 3 o com a redação dada pelo Dec.‑lei n o 424, de
pregado não poderá exceder da metade daque‑ tos forem os representantes titulares;
21-1-1969.
la que, nas mesmas condições, seja estipulada III – o mandato dos seus membros, titulares
§ 4o Nenhum processo de dissídio coletivo de para a empresa. e suplentes, é de um ano, permitida uma
natureza econômica será admitido sem antes recondução.
se esgotarem as medidas relativas à formaliza‑ Art. 623. Será nula de pleno direito disposição
de Convenção ou Acordo que, direta ou indi‑ § 1 É vedada a dispensa dos representantes
o
ção da Convenção ou Acordo correspondente. dos empregados membros da Comissão de
c § 4 o com a redação dada pelo Dec.‑lei n o 229, de retamente, contrarie proibição ou norma dis‑
28-2-1967. ciplinadora da política econômico‑financeira Conciliação Prévia, titulares e suplentes, até
do Governo ou concernente à política salarial um ano após o final do mandato, salvo se co‑
Art. 617. Os empregados de uma ou mais em‑ vigente, não produzindo quaisquer efeitos pe‑ meterem falta grave, nos termos da lei.
presas que decidirem celebrar Acordo Coleti‑
rante autoridades e repartições públicas, in‑ § 2 o
O representante dos empregados desen‑
vo de Trabalho com as respectivas empresas
clusive para fins de revisão de preços e tarifas volverá seu trabalho normal na empresa, afas‑
darão ciência de sua resolução, por escrito, tando‑se de suas atividades apenas quando
ao Sindicato representativo da categoria pro‑ de mercadorias e serviços.
c Súm. no 375 do TST.
convocado para atuar como conciliador, sendo
fissional, que terá o prazo de oito dias para computado como tempo de trabalho efetivo o
assumir a direção dos entendimentos entre os Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, a nuli‑ despendido nessa atividade.
interessados, devendo igual procedimento ser dade será declarada, de ofício ou mediante re‑
observado pelas empresas interessadas com presentação, pelo Ministro do Trabalho e Pre‑ Art. 625‑C. A Comissão instituída no âmbito
relação ao Sindicato da respectiva categoria vidência Social, ou pela Justiça do Trabalho, do sindicato terá sua constituição e normas
econômica. em processo submetido ao seu julgamento. de funcionamento definidas em convenção ou
§ 1o Expirado o prazo de oito dias sem que o c Art. 21 da Lei no 13.502, de 1o-11-2017, que estabe‑
acordo coletivo.
Sindicato tenha se desincumbido do encargo lece a organização básica dos órgãos da Presidência Art. 625‑D. Qualquer demanda de natureza tra‑
recebido, poderão os interessados dar conhe‑ da República e dos Ministérios. balhista será submetida à Comissão de Conci‑
cimento do fato à Federação a que estiver vin‑ Art. 624. A vigência de cláusula de aumento liação Prévia se, na localidade da prestação
culado o Sindicato e, em falta dessa, à corres‑ ou reajuste salarial, que implique elevação de de serviços, houver sido instituída a Comis‑
pondente Confederação, para que, no mesmo
tarifas ou de preços sujeitos à fixação por au‑ são no âmbito da empresa ou do sindicato da
prazo, assuma a direção dos entendimentos.
toridade pública ou repartição governamental, categoria.
Esgotado esse prazo, poderão os interessados
prosseguir diretamente na negociação coletiva dependerá de prévia audiência dessa autorida‑ c O STF, por unanimidade, julgou parcialmente pro‑
até final. de ou repartição e sua expressa declaração no cedentes os pedidos das Ações Diretas de Incons‑
tocante à possibilidade de elevação da tarifa titucionalidade nos 2.139, 2.160 e 2.237, para dar
c Art. 8o, VI, da CF. interpretação conforme à CF a este artigo, assentan‑
ou do preço e quanto ao valor dessa elevação.
§ 2o Para o fim de deliberar sobre o Acordo, a do que a Comissão de Conciliação Prévia constitui
entidade sindical convocará Assembleia‑Geral Art. 625. As controvérsias resultantes da apli‑ meio legítimo, mas não obrigatório, de solução de
dos diretamente interessados, sindicalizados cação de Convenção ou de Acordo celebrado
conflitos (DOU de 7-8-2018).
ou não, nos termos do artigo 612. nos termos deste Título serão dirimidas pela c Port. da SRT no 2, de 12-7-2002, dispõe sobre a forma
Justiça do Trabalho. de produção de dados estatísticos, levantamentos e
Art. 618. As empresas e instituições que não
c Arts. 617 a 625 com a redação dada pelo Dec.‑Lei identificação de irregularidades no funcionamento
estiverem incluídas no enquadramento sindi‑
cal a que se refere o artigo 577 desta Con‑ no 229, de 28-2-1967. das Comissões de Conciliação Prévia.
c Lei n  8.984, de 7-2-1995, estende a competência da c OJ da SBDI‑I no 391 do TST.
o
solidação poderão celebrar Acordos Coletivos
Justiça do Trabalho.
de Trabalho com os Sindicatos representativos § 1o A demanda será formulada por escrito ou
c Súm. no 57 do STJ.
dos respectivos empregados, nos termos deste reduzida a termo por qualquer dos membros
Título. da Comissão, sendo entregue cópia datada e
TÍTULO VI‑A – DAS COMISSÕES DE
Art. 619. Nenhuma disposição de contrato in‑ CONCILIAÇÃO PRÉVIA assinada pelo membro aos interessados.
dividual de trabalho que contrarie normas de § 2o Não prosperando a conciliação, será for‑
Convenção ou Acordo Coletivo de Trabalho po‑ c Título VI‑A acrescido pela Lei n  9.958, de 12-1-2000.
o
necida ao empregado e ao empregador decla‑
derá prevalecer na execução do mesmo, sendo Art. 625‑A. As empresas e os sindicatos podem ração da tentativa conciliatória frustrada com
considerada nula de pleno direito. instituir Comissões de Conciliação Prévia, de a descrição de seu objeto, firmada pelos mem‑
c Art. 444 desta Consolidação. composição paritária, com representantes dos bros da Comissão, que deverá ser juntada à
c Súm. no 437 do TST. empregados e dos empregadores, com a atri‑ eventual reclamação trabalhista.

776
Lei no 6.880/1980
LEI No 6.880, b) os demais cidadãos em condições de con‑ § 1o Quando houver conveniência para o serviço
DE 9 DE DEZEMBRO DE 1980 vocação ou de mobilização para a ativa; de qualquer das Forças Armadas, o brasileiro
Dispõe sobre o Estatuto dos Militares. II – no seu conjunto: possuidor de reconhecida competência técni‑
c Publicada no DOU de 11-12-1980 e republicada no a) as polícias militares; e co‑profissional ou de notória cultura científica
DOU de 9-1-1981. b) os corpos de bombeiros militares. poderá, mediante sua aquiescência e proposta
do Ministro da Força interessada, ser incluído
ESTATUTO DOS MILITARES § 1o A Marinha Mercante, a Aviação Civil e as
nos Quadros ou Corpos da Reserva e convocado
empresas declaradas diretamente devotada
para o serviço na ativa em caráter transitório.
TÍTULO I – GENERALIDADES às finalidades precípuas das Forças Armadas,
c Dec. n o 9.455, de 1 o-8-2018, regulamenta, para o
denominada atividade efeitos de mobilização
CAPÍTULO I
e de emprego, reserva das Forças Armadas. Exército, o disposto neste parágrafo.
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
§ 2o O pessoal componente da Marinha Mer‑ § 2o A inclusão nos termos do parágrafo ante‑
Art. 1o O presente Estatuto regula a situação, cante, da Aviação Civil e das empresas decla‑ rior será feita em grau hierárquico compatível
obrigações, deveres, direitos e prerrogativas radas diretamente relacionadas com a segu‑ com sua idade, atividades civis e responsabili‑
dos membros das Forças Armadas. rança nacional, bem como os demais cidadãos dades que lhe serão atribuídas, nas condições
c EC no 18, de 5-2-1998, dispõe sobre o regime cons- em condições de convocação ou mobilização reguladas pelo Poder Executivo.
titucional dos militares. para a ativa, só serão considerados militares c Dec. n o 9.455, de 1 o-8-2018, regulamenta, para o
Art. 2o As Forças Armadas, essenciais à exe‑ quando convocados ou mobilizados para o ser‑ Exército, o disposto neste parágrafo.
cução da política de segurança nacional, são viço nas Forças Armadas. Art. 11. Para a matrícula nos estabelecimen‑
constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Art. 5o A carreira militar é caracterizada por tos de ensino militar destinados à formação de
Aeronáutica, e destinam‑se a defender a Pátria atividade continuada e inteiramente devotada oficiais, da ativa e da reserva, e de graduados,
e a garantir os poderes constituídos, a lei e a or‑ às finalidades precípuas das Forças Armadas, além das condições relativas à nacionalidade,
dem. São instituições nacionais, permanentes e denominada atividade militar. idade, aptidão intelectual, capacidade física
regulares, organizadas com base na hierarquia e § 1o A carreira militar é privativa do pessoal e idoneidade moral, é necessário que o can‑
na disciplina, sob a autoridade suprema do Pre‑ da ativa. Inicia‑se com o ingresso nas Forças didato não exerça ou não tenha exercido ati‑
sidente da República e dentro dos limites da lei. Armadas e obedece às diversas sequências de vidades prejudiciais ou perigosas à segurança
c Art. 142 da CF. graus hierárquicos. nacional.
Art. 3o Os membros das Forças Armadas, em § 2o São privativas de brasileiro nato as car‑ Parágrafo único. O disposto neste artigo e no
razão de sua destinação constitucional, for‑ reiras de oficial da Marinha, do Exército e da anterior aplica‑se, também, aos candidatos ao
mam uma categoria especial de servidores da Aeronáutica. ingresso nos Corpos ou Quadros de Oficiais em
Pátria e são denominados militares. que é exigido o diploma de estabelecimento
Art. 6o São equivalentes as expressões “na de ensino superior reconhecido pelo Governo
§ 1o Os militares encontram‑se em uma das ativa”, “da ativa”, “em serviço ativo”, “em
seguintes situações: Federal.
serviço na ativa”, “em serviço”, “em ativida‑
a) na ativa: de” ou “em atividade militar”, conferidas aos Art. 12. A convocação em tempo de paz é regu‑
I – os de carreira; militares no desempenho de cargo, comissão, lada pela legislação que trata do serviço militar.
II – os incorporados às Forças Armadas para encargo, incumbência ou missão, serviço ou § 1o Em tempo de paz e independentemente de
prestação de serviço militar inicial, durante atividade militar ou considerada de natureza convocação, os integrantes da reserva poderão
os prazos previstos na legislação que trata do militar nas organizações militares das Forças ser designados para o serviço ativo, em caráter
serviço militar, ou durante as prerrogativas da‑ Armadas, bem como na Presidência da Re‑ transitório e mediante aceitação voluntária.
queles prazos; pública, na Vice‑Presidência da República, § 2o O disposto no parágrafo anterior será regu‑
III – os componentes da reserva das Forças Ar‑ no Ministério da Defesa e nos demais órgãos lamentado pelo Poder Executivo.
madas quando convocados, reincluídos, desig‑ quando previsto em lei, ou quando incorpora‑ Art. 13. A mobilização é regulada em legisla‑
nados ou mobilizados; dos às Forças Armadas. ção específica.
IV – os alunos de órgão de formação de milita‑ c Artigo com a redação dada pela MP no 2.215-10, de Parágrafo único. A incorporação às Forças Arma‑
res da ativa e da reserva; e 31-8-2001, que até o encerramento desta edição das de deputados federais e senadores, embo‑
V – em tempo de guerra, todo cidadão brasilei‑ não havia sido convertida em Lei. ra militares e ainda que em tempo de guerra,
ro mobilizado para o serviço ativo nas Forças Art. 7o A condição jurídica dos militares é de‑ dependerá de licença da Câmara respectiva.
Armadas. finida pelos dispositivos da Constituição que CAPÍTULO III
b) na inatividade: lhes sejam aplicáveis, por este Estatuto e pela
DA HIERARQUIA MILITAR E DA DISCIPLINA
I – os da reserva remunerada, quando perten‑ legislação, que lhes outorgam direitos e prer‑
çam à reserva das Forças Armadas e percebam rogativas e lhes impõem deveres e obrigações. Art. 14. A hierarquia e a disciplina são a base
remuneração da União, porém sujeitos, ainda, Art. 8o O disposto neste Estatuto aplica‑se, no institucional das Forças Armadas. A autorida‑
à prestação de serviço na ativa, mediante con‑ que couber: de e a responsabilidade crescem com o grau
vocação ou mobilização; e hierárquico.
I – aos militares da reserva remunerada e re‑
II – os reformados, quando, tendo passado por formados; c Art. 142 da CF.
uma das situações anteriores estejam dis‑ § 1o A hierarquia militar é a ordenação da au‑
II – aos alunos de órgão de formação da reserva;
pensados, definitivamente, da prestação de
III – aos membros do Magistério Militar; e toridade, em níveis diferentes, dentro da es‑
serviço na ativa, mas continuem a perceber
IV – aos Capelães Militares. trutura das Forças Armadas. A ordenação se
remuneração da União; faz por postos ou graduações; dentro de um
III – os da reserva remunerada, e, excepcional‑ Art. 9o Os oficiais‑generais nomeados Minis‑
tros do Superior Tribunal Militar, os membros mesmo posto ou graduação se faz pela anti‑
mente, os reformados, executando tarefa por guidade no posto ou na graduação. O respeito
tempo certo, segundo regulamentação para do Magistério Militar e os Capelães Militares
são regidos por legislação específica. à hierarquia é consubstanciado no espírito de
cada Força Armada. acatamento à sequência de autoridade.
c Inciso III acrescido pela Lei no 9.442, de 14-3-1997. CAPÍTULO II
§ 2o Disciplina é a rigorosa observância e o aca‑
§ 2o Os militares de carreira são os da ativa DO INGRESSO NAS FORÇAS ARMADAS tamento integral das leis, regulamentos, nor‑
que, no desempenho voluntário e permanente Art. 10. O ingresso nas Forças Armadas é fa‑ mas e disposições fundamentam o organismo
do serviço militar, tenham vitaliciedade asse‑ cultado, mediante incorporação, matrícula ou militar e coordenam seu funcionamento regu‑
gurada ou presumida. nomeação, a todos os brasileiros que preen‑ lar e harmônico, traduzindo‑se pelo perfeito
Art. 4o São considerados reserva das Forças cham os requisitos estabelecidos em lei e nos cumprimento do dever por parte de todos e de
Armadas: regulamentos da Marinha, do Exército e da cada um dos componentes desse organismo.
I – individualmente: Aeronáutica. § 3o A disciplina e o respeito à hierarquia de‑
a) os militares da reserva remunerada; e c Art. 6o, 3, b, do Pacto de São José da Costa Rica. vem ser mantidos em todas as circunstâncias

1032
Lei no 8.036/1990
d) estabelecer o valor da remuneração da Cai‑ bitação popular, saneamento básico e infraes‑ l) alienação fiduciária de bens móveis em
xa Econômica Federal pela administração trutura urbana, estabelecidos pelo Conselho garantia;
e gestão do FI‑FGTS, inclusive a taxa de Curador com base nas normas e diretrizes de m) fiança bancária;
risco; aplicação elaboradas pelo Ministério da Ação c Alíneas a a m com a redação dada pela Lei no 9.467,
e) definir a exposição máxima de risco dos Social; de 10-7-1997.
investimentos do FI‑FGTS; IV – elaborar as análises jurídica e e­co­
nômico‑financeira dos projetos de habitação n) consignação de recebíveis, exclusivamente
f) estabelecer o limite máximo de participa‑ para operações de crédito destinadas às en‑
ção dos recursos do FI‑FGTS por setor, por popular, infraestrutura urbana e saneamento
básico a serem financiados com recursos do tidades hospitalares filantrópicas e sem fins
empreendimento e por classe de ativo, ob‑ lucrativos que participem de forma comple‑
servados os requisitos técnicos aplicáveis; FGTS;
mentar do Sistema Único de Saúde – SUS,
g) estabelecer o prazo mínimo de resgate das V – emitir Certificado de Regularidade do
em percentual máximo a ser definido pelo
cotas e de retorno dos recursos à conta vin‑ FGTS;
Ministério da Saúde; e
culada, observado o disposto no § 19 do VI – elaborar as contas do FGTS, encaminhan‑
do‑as ao Ministério da Ação Social; c Alínea n com redação dada pela MP no 848, de 16-8-
art. 20 desta Lei; 2018 (DOU de 17-8-2018), que até o encerramento
h) aprovar o regulamento do FI‑FGTS, elabo‑ VII – implementar os atos emanados do Mi‑
nistério da Ação Social relativos à alo­c ação desta edição não havia sido convertida em lei.
rado pela Caixa Econômica Federal; e o) outras, a critério do Conselho Curador do
i) autorizar a integralização de cotas do e aplicação dos recursos do FGTS, de acordo
com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho FGTS;
FI‑FGTS pelos trabalhadores, estabelecen‑
do previamente os limites globais e indivi­
Curador; c Alínea o acrescida pela MP no 848, de 16-8-2018
VIII – VETADO. Lei no 9.491, de 9-9-1997; (DOU de 17-8-2018), que até o encerramento desta
duais, parâmetros e condições de aplica‑
IX – garantir aos recursos alocados ao FI‑FGTS, edição não havia sido convertida em lei.
ção e resgate.
em cotas de titularidade do FGTS, a remune‑ II – correção monetária igual à das contas
c Inciso XIII acrescido pela Lei n o   11.491, de ração aplicável às cotas vinculadas, na forma
20-6-2007. vinculadas;
do caput do art. 13 desta Lei.
XIV – autorizar e definir as condições financeiras c Súmulas nos 450 e 454 do STJ.
c Inciso IX acrescido pela Lei no 11.491, de 20-6-2007
e contratuais a serem observadas na aplicação e com a redação retificada no DOU de 16-8-2007.
III – taxa de juros média mínima, por projeto, de
de recursos do FGTS em instrumentos de dívida três por cento ao ano;

LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR
Parágrafo único. O Ministério da Ação So­c ial e IV – prazo máximo de trinta anos.
emitidos pela Caixa Econômica Federal, observa‑
a Caixa Econômica Federal deverão dar pleno
do o disposto em lei especial e em atos editados c Inciso IV com a redação dada pela Lei no 8.692, de
cumprimento aos programas anuais em anda‑
pelo Conselho Monetário Nacional. 28-7-1993.
mento, aprovados pelo Conselho Curador, sen‑
c Inciso XIV acrescido pela Lei no 13.590, de 4-1-2018. do que eventuais alterações somente poderão §  1o A rentabilidade média das aplicações
Art. 6 o Ao Ministério da Ação Social, na ser processadas mediante prévia anuên­c ia deverá ser suficiente à cobertura de todos os
qualidade de gestor da aplicação do FGTS, daquele co­legiado. custos incorridos pelo Fundo e ainda à forma‑
compete: Art. 8o O Ministério da Ação Social, a Caixa ção de reserva técnica para o atendimento de
I – praticar todos os atos necessários à gestão Econômica Federal e o Conselho Curador do gastos eventuais não previstos, sendo da Caixa
da aplicação do Fundo, de acordo com as di‑ FGTS serão responsáveis pelo fiel cumprimen‑ Econômica Federal o risco de crédito.
retrizes e programas estabelecidos pelo Con‑ to e observância dos critérios estabelecidos c Art. 4o, II, da Lei no 10.188, de 12-2-2001, que cria
selho Curador; nesta Lei. o Programa de Arrendamento Residencial, institui o
II – expedir atos normativos relativos à alocação Art. 9o As aplicações com recursos do FGTS arrendamento residencial com opção de compra.
dos recursos para implementação dos progra‑ poderão ser realizadas diretamente pela Caixa § 2o Os recursos do FGTS deverão ser aplicados
mas aprovados pelo Conselho Curador; Econômica Federal e pelos demais órgãos inte‑ em habitação, saneamento básico, infraestrutu‑
III – elaborar orçamentos anuais e planos plu‑ grantes do Sistema Financeiro da Habitação – ra urbana e em operações de crédito destinadas
rianuais de aplicação dos recursos, discrimi‑ SFH, exclusivamente segundo critérios fixados às entidades hospitalares filantrópicas e sem
nando‑os por Unidade da Federação, subme‑ pelo Conselho Curador do FGTS, em operações fins lucrativos que participem de forma comple‑
tendo‑os até 31 de julho ao Conselho Curador que preencham os seguintes requisitos: mentar do SUS, desde que as disponibilidades
do Fundo; financeiras sejam mantidas em volume que
c Caput com a redação dada pela Lei n o 10.931, de
IV – acompanhar a execução dos programas de 2-8-2004.
satisfaça as condições de liquidez e de remune‑
ração mínima necessária à preservação do poder
habitação popular, saneamento básico e infra‑ c Súm. no 422 do STJ.
estrutura urbana, decorrentes de aplicação de aquisitivo da moeda.
I – garantias:
recursos do FGTS, implementados pela CEF; § 3o O programa de aplicações deverá destinar,
c Caput com a redação dada pela Lei n o 9.467, de
V – submeter à apreciação do Conselho Curador 10-7-1997.
no mínimo, sessenta por cento para investimen‑
as contas do FGTS; tos em habitação popular e cinco por cento para
VI – subsidiar o Conselho Curador com estudos a) hipotecária; operações de crédito destinadas às entidades
técnicos necessários ao aprimoramento ope‑ b) caução de créditos hipotecários próprios, hospitalares filantrópicas e sem fins lucrativos
racional dos programas de habitação popular, relativos a financiamentos concedidos com que participem de forma complementar do SUS.
recursos do agente financeiro;
saneamento básico e infraestrutura urbana; c §§ 2o e 3o com a redação dada pela MP n o 848, de
VII – definir as metas a serem alcançadas nos c) caução de créditos hipotecários vinculados
16-8-2018 (DOU de 17-8-2018), que até o encerra-
aos imóveis objeto do financiamento; mento desta edição não havia sido convertida em
programas de habitação popular, saneamento
d) hipoteca sobre outros imóveis de proprie‑ lei.
básico e infraestrutura urbana.
dade do agente financeiro, desde que livres c Lei no 10.188, de 12-2-2001, que cria o Programa de
Art. 7o À Caixa Econômica Federal, na qualida‑ e desembaraçados de quaisquer ônus;
de de Agente Ope­rador, cabe: Arrendamento Resi­dencial, institui o arrendamento
e) cessão de créditos do agente financeiro, residencial com opção de compra.
I – centralizar os recursos do FGTS, manter e derivados de financiamentos concedidos
controlar as contas vinculadas, e emitir regu‑ com recursos próprios, garantidos por pe‑ § 4o Os projetos de saneamento básico e infra‑
larmente os extratos individuais corresponden‑ nhor ou hipoteca; estrutura urbana, financiados com recursos do
tes às contas vinculadas e participar da rede f) hipoteca sobre imóvel de propriedade de FGTS, deverão ser complementares aos pro‑
arrecadadora dos recursos do FGTS; terceiros; gramas habitacionais.
II – expedir atos normativos referentes aos pro‑ g) seguro de crédito; § 5o As garantias, nas diversas modalidades
cedimentos administrativo‑operacionais dos h) garantia real ou vinculação de receitas, discriminadas no inciso I, do caput, deste arti‑
bancos depositários, dos agentes financeiros, inclusive tarifárias, nas aplicações con­ go, serão admitidas singular ou supletivamen‑
dos empregadores e dos trabalhadores, inte‑ tratadas com pessoa jurídica de direito pú‑ te, considerada a suficiência de cobertura para
grantes do sistema do FGTS; blico ou de direito privado a ela vinculada; os empréstimos e financiamentos concedidos.
III – definir os procedimentos operacionais i) aval em nota promissória; c §  5 o com a redação dada pela Lei n o  9.467, de
necessários à execução dos programas de ha‑ j) fiança pessoal; 10-7-1997.

1091
Lei no 8.036/1990
§ 6o Mantida a rentabilidade média de que tra‑ § 2o Até que a Caixa Econômica Federal imple‑ § 5o O Conselho Curador autorizará a distribui‑
ta o § 1o, as aplicações em habitação popular mente as disposições do caput deste artigo, as ção de parte do resultado positivo auferido pelo
poderão contemplar sistemática de desconto, contas vinculadas continuarão sendo abertas FGTS, mediante crédito nas contas vinculadas de
direcionada em função da renda familiar do em estabelecimento bancário escolhido pelo titularidade dos trabalhadores, observadas as
beneficiário, onde o valor do benefício seja em­pregador, dentre os para tanto autorizados seguintes condições, entre outras a seu critério:
conce­d ido mediante redução no valor das pelo Banco Central do Brasil, em nome do I – a distribuição alcançará todas as contas vin‑
prestações a serem pagas pelo mutuário ou trabalhador. culadas que apresentarem saldo positivo em
pagamento de parte da aquisição ou cons‑ § 3o Verificando‑se mudança de emprego, até 31 de dezembro do exercício base do resultado
trução de imóvel, dentre outras, a critério do que venha a ser implementada a centralização auferido, inclusive as contas vinculadas de que
Conselho Curador do FGTS. prevista no caput deste artigo, a conta vincu‑ trata o art. 21 desta Lei;
§ 7o Os recursos necessários para a consecução lada será transferida para o estabelecimento II – a distribuição será proporcional ao saldo de
da sistemática de desconto serão destacados, bancário da escolha do novo empregador. cada conta vinculada em 31 de dezembro do
anualmente, do orçamento de aplicação de exercício‑base e deverá ocorrer até 31 de agos‑
§ 4o Os resultados financeiros auferidos pela to do ano seguinte ao exercício de apuração do
recursos do FGTS, constituindo reserva espe‑ Caixa Econômica Federal no período entre o
cífica, com contabilização própria. resultado; e
repasse dos bancos e o depósito nas contas III – a distribuição do resultado auferido será
c §§ 6o e 7o acrescidos pela MP n o 2.197-43, de 24- vinculadas dos trabalhadores destinar‑se‑ão
8-2001, que até o encerramento desta edição não de 50% (cinquenta por cento) do resultado do
à cobertura das despesas de Administração exercício.
havia sido convertida em Lei. do FGTS e ao pagamento da tarifa aos bancos
§ 8o É da União o risco de crédito nas aplica‑ § 6o O valor de distribuição do resultado auferido
depositários, devendo os eventuais saldos ser será calculado posteriormente ao valor desem‑
ções efetuadas até 1o de junho de 2001 pelos incorporados ao patrimônio do Fundo nos ter‑
demais órgãos integrantes do Sistema Finan‑ bolsado com o desconto realizado no âmbito do
mos do artigo 2o, § 1o. Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), de
ceiro da Habitação (SFH) e pelas entidades § 5o Após a centralização das contas vincula‑ que trata a Lei no 11.977, de 7 de julho de 2009.
credenciadas pelo Banco Central do Brasil das, na Caixa Econô­mica Federal, o depósito
como agentes financeiros, sub‑rogando‑se § 7o O valor creditado nas contas vinculadas a
realizado no prazo regulamentar pas­sa a inte‑ título de distribuição de resultado, acrescido de
nas garantias prestadas à Caixa Econômica grar o saldo da conta vinculada do trabalhador
Federal. juros e atualização monetária, não integrará a
a partir do dia dez do mês de sua ocorrência. base de cálculo do depósito da multa rescisória
c § 8o acrescido pela MP no 2.196-3, de 24-8-2001, O depósito realizado fora do prazo será con‑
que até o encerramento desta edição não havia sido de que tratam os §§ 1o e 2o do art. 18 desta Lei.
tabilizado no saldo no dia dez subsequente,
convertida em Lei. c §§  5 o a 7 o acrescidos pela Lei n o   13.446, de
após atualização monetária e capitalização de 25-5-2017.
§ 9o A Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil juros.
S.A. e o Banco Nacional de Desenvolvimento Art. 14. Fica ressalvado o direito adquirido dos
Econômico e Social – BNDES poderão atuar como
Art. 13. Os depósitos efetuados nas contas vin‑ trabalhadores que, à data da promulgação da
agentes financeiros autorizados para aplicação
culadas serão cor­rigidos monetariamente com Constituição Federal de 1988, já tinham o di‑
dos recursos do FGTS em operações de crédito base nos parâmetros fixados para atualização reito à estabilidade no emprego nos termos do
destinadas às entidades hospitalares filantró‑ dos saldos dos depósitos de poupança, e capi‑ Capítulo V do Título IV da CLT.
talizarão juros de três por cento ao ano.
picas e sem fins lucrativos que participem de § 1o O tempo do trabalhador não optante do
forma complementar do SUS. § 1o Até que ocorra a centralização prevista no FGTS, anterior a 5 de outubro de 1988, em
c § 9o acrescido pela MP no 848, de 16-8-2018 (DOU
item I do artigo 7 o, a atualização monetária e caso de rescisão sem justa causa pelo empre‑
de 17-8-2018), que até o encerramento desta edição a capitalização de juros correrão à conta do gador, reger‑se‑á pelos dispositivos constantes
não havia sido convertida em lei. Fundo, e o respectivo crédito será efetuado na dos artigos 477, 478 e 497 da CLT.
Art. 10. O Conselho Curador fixará diretrizes e conta vinculada no primeiro dia útil de cada § 2o O tempo de serviço anterior à atual Cons‑
estabelecerá cri­térios técnicos para as aplica‑ mês, com base no saldo existente no primeiro tituição poderá ser transacionado entre em‑
ções dos recursos do FGTS, vi­sando a: dia útil do mês anterior, deduzidos os saques pregador e empregado, respeitado o limite
ocorridos no período.
I – exigir a participação dos contratantes de mínimo de sessenta por cento da indenização
financiamentos nos investimentos a serem § 2o Após a centralização das contas vincula‑ prevista.
­realizados; das, na Caixa Econômica Federal, a atualiza‑ § 3o É facultado ao empregador desobrigar‑se
II – assegurar o cumprimento, por parte dos ção monetária e a capitalização de juros cor‑ da responsabilidade da indenização relativa ao
contratantes ina­d im­p lentes, das obrigações rerão à conta do Fundo e o respectivo crédito tempo de serviço anterior à opção, depositan‑
decorrentes dos financiamentos ob­ti­dos; será efetuado na conta vinculada, no dia dez do na conta vinculada do trabalhador, até o
III – evitar distorções na aplicação entre as de cada mês, com base no saldo existente no último dia útil do mês previsto em lei para o
re­g iões do País, considerando para tanto a dia dez do mês anterior ou no primeiro dia pagamento de salário, o valor correspondente
demanda habitacional, a população e outros útil subsequente, caso o dia dez seja feriado à indenização, aplicando‑se ao depósito, no
indicadores sociais. bancário, deduzidos os saques ocorridos no que couber, todas as disposições desta Lei.
Art. 11. Os depósitos feitos na rede bancária, período. § 4o Os trabalhadores poderão, a qualquer mo‑
a partir de 1 o de outubro de 1989, relativos § 3o Para as contas vinculadas dos trabalha‑ mento, optar pelo FGTS com efeito retroativo
ao FGTS, serão transferidos à Caixa Econômi‑ dores optantes existentes à data de 22 de se‑ a 1o de janeiro de 1967 ou à data de sua ad‑
ca Federal no segundo dia útil subsequente à tembro de 1971, a capitalização dos juros dos missão, quando posterior àquela.
data em que tenham sido efetuados. depósitos continuará a ser feita na seguinte Art. 15. Para os fins previstos nesta Lei, todos
Art. 12. No prazo de um ano, a contar da pro‑ progressão, salvo no caso de mudança de em‑ os empregadores ficam obrigados a depositar,
mulgação desta Lei, a Caixa Econômica Fe‑ presa, quando a capitalização do juros passará até o dia sete de cada mês, em conta bancá‑
deral assumirá o controle de todas as contas a ser feita à taxa de três por cento ao ano: ria vinculada, a importância correspondente a
vinculadas, nos termos do item I do artigo 7o, I – três por cento, durante os dois primeiros oito por cento da remuneração paga ou devida,
passando os demais estabelecimentos bancá‑ anos de permanência na mesma empresa; no mês anterior, a cada trabalhador, incluídas
rios, findo esse prazo, à condição de agentes II – quatro por cento, do terceiro ao quinto ano na remuneração as parcelas de que tratam os
recebedores e pagadores do FGTS, mediante de permanência na mesma empresa; artigos 457 e 458 da CLT e a gratificação de
recebimento de tarifa, a ser fixada pelo Con‑ III – cinco por cento, do sexto ao décimo ano de Natal a que se refere a Lei n o 4.090, 13 de
selho Curador. permanência na mesma empresa; julho de 1962, com as modificações da Lei
§ 1o Enquanto não ocorrer a centralização pre‑ IV – seis por cento, a partir do décimo primeiro no 4.749, de 12 de agosto de 1965.
vista no caput deste artigo, o depósito efetu‑ ano de permanência na mesma empresa. § 1o Entende‑se por empregador a pessoa física
ado no decorrer do mês será contabilizado no § 4o O saldo das contas vinculadas é garantido ou a pessoa jurídica de direito privado ou de
saldo da conta vinculada do trabalhador, no pelo Governo Fe­deral, podendo ser instituído direito público, da administração pública di‑
primeiro dia útil do mês subsequente. seguro especial para esse fim. reta, indireta ou fundacional de qualquer dos

1092
Lei no 8.036/1990
Poderes, da União, dos Estados, do Distrito públicos civis e militares sujeitos a regime decorrentes do contrato de trabalho de que
Federal e dos Municípios, que admitir traba‑ jurídico próprio. trata o artigo 16.
lhadores a seu serviço, bem assim aquele que, § 3o Os trabalhadores domésticos poderão ter § 5o O depósito de que trata o caput deste ar‑
regido por legislação especial, encontrar‑se acesso ao regime do FGTS, na forma que vier tigo é obrigatório nos casos de afastamento
nessa condição ou figurar como fornecedor a ser prevista em lei. para prestação do serviço militar obrigatório e
ou tomador de mão de obra, independente da
responsabilidade solidária e/ou subsidiária a c Art. 7o, parágrafo único, da CF. licença por acidente do trabalho.
que eventualmente venha obrigar‑se. c LC no 150, de 1-6-2015 (Dispõe sobre o contrato de § 6o Não se incluem na remuneração, para os
§ 2o Considera‑se trabalhador toda pessoa fí‑ trabalho doméstico). fins desta Lei, as parcelas elencadas no § 9 o
sica que prestar serviços a empregador, a lo‑ § 4o Considera‑se remuneração as retiradas de do artigo 28 da Lei no 8.212, de 24-7-1991.
cador ou tomador de mão de obra, excluídos diretores não empregados, quando haja delibe‑ c §§  4 o a 6 o acrescidos pela Lei n o   9.711, de
os even­tuais, os autônomos e os servidores ração da empresa, garantindo‑lhes os direitos 20-11-1998.

1092-A
Lei Complementar no 75/1993
III – Coordenador de Câmara de Coordenação Art. 187. Poderão inscrever‑se no concurso ba‑ Art. 198. Os membros do Ministério Público da
e Revisão. charéis em Direito há pelo menos dois anos, de União, durante o estágio probatório, somente po‑
Art. 177. Os Procuradores de Justiça serão comprovada idoneidade moral. derão perder o cargo mediante decisão da maio‑
lotados nos ofícios na Procuradoria‑Geral da Art. 188. O concurso obedecerá ao regulamen‑ ria absoluta do respectivo Conselho Superior.
Justiça do Distrito Federal e Territórios. to elaborado pelo Conselho Superior compe‑ Seção V
Seção VIII tente, observado o disposto no art. 31. DAS PROMOÇÕES
DOS PROMOTORES DE JUSTIÇA Art. 189. A Comissão de Concurso será integra‑ Art. 199. As promoções far‑se‑ão, alternada‑
da pelo Procurador‑Geral, seu Presidente, por mente, por antiguidade e merecimento.
Art. 178. Os Promotores de Justiça serão de‑
dois membros do respectivo ramo do Ministé‑
signados para oficiar junto às Varas da Justiça
rio Público e por um jurista de reputação ili‑ § 1o A promoção deverá ser realizada até trinta
do Distrito Federal e Territórios. dias da ocorrência da vaga; não decretada no
bada, indicados pelo Conselho Superior e por
Parágrafo único. Os Promotores de Justiça serão prazo legal, a promoção produzirá efeitos a
um advogado indicado pelo Conselho Federal
lotados nos ofícios previstos para as Promoto‑ partir do termo final dele.
da Ordem dos Advogados do Brasil.
rias de Justiça. § 2o Para todos os efeitos, será considerado
Art. 190. O edital de abertura do concurso promovido o membro do Ministério Público
Seção IX conterá a relação dos cargos vagos, com a res‑
DOS PROMOTORES DE JUSTIÇA ADJUNTOS da União que vier a falecer ou se aposentar
pectiva lotação, e fixará, para as inscrições,
sem que tenha sido efetivada, no prazo legal,
Art. 179. Os Promotores de Justiça Adjuntos prazo não inferior a trinta dias, contado de sua a promoção que cabia por antiguidade, ou por
serão designados para oficiar junto às Varas da publicação no Diário Oficial. força do§ 3o do artigo subsequente.
Justiça do Distrito Federal e Territórios. Art. 191. Não serão nomeados os candidatos § 3o É facultada a recusa de promoção, sem
Parágrafo único. Os Promotores de Justiça Ad‑ aprovados no concurso, que tenham comple‑ prejuízo do critério de preenchimento da vaga
juntos serão lotados nos ofícios previstos para tado sessenta e cinco anos ou que venham a recusada.
as Promotorias de Justiça. ser considerados inaptos para o exercício do
cargo, em exame de higidez física e mental. § 4o É facultada a renúncia à promoção, em
Seção X qualquer tempo, desde que haja vaga na cate‑
DAS UNIDADES DE LOTAÇÃO
Art. 192. O Procurador‑Geral competente, ou‑ goria imediatamente anterior.
vido o Conselho Superior, decidirá sobre a ho‑
E DE ADMINISTRAÇÃO
mologação do concurso, dentro de trinta dias, Art. 200. O merecimento, para efeito de pro‑
Art. 180. Os ofícios na Procuradoria‑Geral da contados da publicação do resultado final. moção, será apurado mediante critérios de
Justiça do Distrito Federal e Territórios e nas ordem objetiva, fixados em regulamento ela‑
Art. 193. O prazo de eficácia do concurso, para borado pelo Conselho Superior do respectivo
Promotorias de Justiça serão unidades de lota‑ efeito de nomeação, será de dois anos conta‑
ção e de administração do Ministério Público ramo, observado o disposto no art. 31 desta
dos da publicação do ato homologatório, pror‑ lei complementar.
do Distrito Federal e Territórios. rogável uma vez pelo mesmo período.
Art. 181. A estrutura básica da Procurado‑ § 1o À promoção por merecimento só poderão
Art. 194. A nomeação dos candidatos habi‑ concorrer os membros do Ministério Público da
ria‑Geral de Justiça será organizada por regu‑ litados no concurso obedecerá à ordem de
lamento, nos termos da lei. União com pelo menos dois anos de exercício
classificação. na categoria e integrantes da primeira quin‑
TÍTULO III – DAS DISPOSIÇÕES § 1o Os candidatos aprovados, na ordem de ta parte da lista de antiguidade, salvo se não
ESTATUTÁRIAS ESPECIAIS classificação, escolherão a lotação de sua houver com tais requisitos quem aceite o lugar
preferência, na relação das vagas que, após vago; em caso de recusa, completar‑se‑á a fra‑
CAPÍTULO I o resultado do concurso, o Conselho Superior ção incluindo‑se outros integrantes da cate‑
DA CARREIRA decidir que devam ser providas inicialmente. goria, na sequência da ordem de antiguidade.
Seção I c Res. do CSMP no 184, de 10-8-2018, regulamenta § 2o Não poderá concorrer à promoção por me‑
DO PROVIMENTO
o disposto neste inciso, no âmbito do Ministério recimento quem tenha sofrido penalidade de
Público Federal. censura ou suspensão, no período de um ano
Art. 182. Os cargos do Ministério Público da § 2o O candidato aprovado poderá renunciar imediatamente anterior à ocorrência da vaga,
União, salvo os de Procurador‑Geral da Repú‑ à nomeação correspondente à sua classifica‑ em caso de censura; ou de dois anos, em caso
blica, Procurador‑Geral do Trabalho, Procura‑ ção, antecipadamente ou até o termo final do de suspensão.
dor‑Geral da Justiça Militar e Procurador‑Geral prazo de posse, caso em que o renunciante § 3o Será obrigatoriamente promovido quem
de Justiça do Distrito Federal e Territórios, são será deslocado para o último lugar na lista dos houver figurado por três vezes consecutivas,
de provimento vitalício e constituem as carrei‑ classificados. ou cinco alternadas, na lista tríplice elaborada
ras independentes de cada ramo.
Seção III pelo Conselho Superior.
Art. 183. Os cargos das classes iniciais serão Art. 201. Não poderá concorrer à promoção por
providos por nomeação, em caráter vitalício, DA POSSE E DO EXERCÍCIO
merecimento, até um dia após o regresso, o
mediante concurso público específico para Art. 195. O prazo para a posse nos cargos do membro do Ministério Público da União afas‑
cada ramo. Ministério Público da União é de trinta dias, tado da carreira para:
Art. 184. A vitaliciedade somente será alcan‑ contado da publicação do ato de nomeação,
prorrogável por mais sessenta dias, mediante I – exercer cargo eletivo ou a ele concorrer;
çada após dois anos de efetivo exercício.
comunicação do nomeado, antes de findo o II – exercer outro cargo público permitido por lei.
Art. 185. É vedada a transferência ou aprovei‑ Art. 202. VETADO.
tamento nos cargos do Ministério Público da primeiro prazo.
União, mesmo de um para outro de seus ramos. Parágrafo único. O empossado prestará compro‑ § 1o A lista de antiguidade será organizada no
misso de bem cumprir os deveres do cargo, em primeiro trimestre de cada ano, aprovada pelo
Seção II Conselho Superior e publicada no Diário Ofi‑
ato solene, presidido pelo Procurador‑Geral.
DO CONCURSO cial até o último dia do mês seguinte.
Art. 196. Para entrar no exercício do cargo, o
Art. 186. O concurso público de provas e títulos empossado terá o prazo de trinta dias, prorro‑ § 2o O prazo para reclamação contra a lista de
para ingresso em cada carreira do Ministério Pú‑ gável por igual período, mediante comunica‑ antiguidade será de trinta dias, contado da
blico da União terá âmbito nacional, destinan‑ ção, antes de findo o prazo inicial. publicação.
do‑se ao preenchimento de todas as vagas exis‑
Seção IV
§ 3o O desempate na classificação por anti‑
tentes e das que ocorrerem no prazo de eficácia. guidade será determinado, sucessivamente,
Parágrafo único. O concurso será realizado, obri‑ DO ESTÁGIO PROBATÓRIO pelo tempo de serviço na respectiva carreira
gatoriamente, quando o número de vagas ex‑ Art. 197. Estágio probatório é o período dos do Ministério Público da União, pelo tempo de
ceder a dez por cento do quadro respectivo e, dois primeiros anos de efetivo exercício do serviço público federal, pelo tempo de serviço
facultativamente, a juízo do Conselho Superior cargo pelo membro do Ministério Público da público em geral e pela idade dos candidatos,
competente. União. em favor do mais idoso; na classificação ini‑

1182
Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB
– CNA, mantendo as informações correspon‑ selho Federal da OAB, garantindo‑se o devido quando receber autorização ou substabeleci‑
dentes constantemente atualizadas. processo legal. mento do advogado.
c Caput com a redação dada pela Res. no 5 do Conse- Art. 24‑B. Aplicam‑se ao Cadastro Nacional das Art. 30. O estágio profissional de advocacia,
lho Pleno do CFOAB, de 7-6-2016. Sociedades de Advogados – CNSA as normas realizado integralmente fora da instituição de
§ 1o O CNA deve conter o nome completo de estabelecidas no Provimento no 95/2000 para ensino, compreende as atividades fixadas em
cada advogado, o nome social, o número da os advogados, assim como as restrições quanto convênio entre o escritório de advocacia ou en‑
inscrição, o Conselho Seccional e a Subseção à divulgação das informações nele inseridas. tidade que receba o estagiário e a OAB.
a que está vinculado, o número de inscrição c Arts. 24‑A e 24‑B acrescidos pela Res. no 1 do Conse- Art. 31. Cada Conselho Seccional mantém
no CPF, a filiação, o sexo, a data de inscri‑ lho Pleno do CFOAB, de 18-4-2012. uma Comissão de Estágio e Exame de Ordem,
ção na OAB e sua modalidade, a existência de Art. 25. Os pedidos de transferência de inscri‑ a quem incumbe coordenar, fiscalizar e execu‑
penalidades eventualmente aplicadas, estas ção de advogados são regulados em Provimen‑ tar as atividades decorrentes do estágio profis‑
em campo reservado, a fotografia, o endereço to do Conselho Federal. sional da advocacia.
completo e o número de telefone profissional, c Artigo com a redação dada pelo Conselho Pleno do c Caput com a redação dada pela Res. no 1 do Conse-
o endereço do correio eletrônico e o nome da CFOAB, de 17-6-1997. lho Pleno do CFOAB, de 13-6-2011.
sociedade de advogados de que eventualmen‑ Art. 26. O advogado fica dispensado de comu‑
te faça parte, ou esteja associado, e, opcio‑ § 1 o Os convênios de estágio profissional e
nicar o exercício eventual da profissão, até o suas alterações, firmados pelo Presidente
nalmente, o nome profissional, a existência total de cinco causas por ano, acima do qual
de deficiência de que seja portador, opção do Conselho ou da Subseção, quando esta
obriga‑se à inscrição suplementar. receber delegação de competência, são pre‑
para doação de órgãos, Registro Geral, data
e órgão emissor, número do título de eleitor, CAPÍTULO IV viamente elaborados pela Comissão, que tem
zona, seção, UF eleitoral, certificado militar DO ESTÁGIO PROFISSIONAL poderes para negociá‑los com as instituições
e passaporte. interessadas.
Art. 27. O estágio profissional de advocacia,
c § 1o com a redação dada pela Res. no 5 do Conselho c § 1o com a redação dada pela Res. no 1 do Conselho
inclusive para graduados, é requisito necessá‑
Pleno do CFOAB, de 7-6-2016. rio à inscrição no quadro de estagiários da OAB Pleno do CFOAB, de 13-6-2011.
§  2o No cadastro são incluídas, igualmen‑ e meio adequado de aprendizagem prática. § 2o A Comissão pode instituir subcomissões
te, informações sobre o cancelamento das § 1o O estágio profissional de advocacia pode nas Subseções.
§ 3o Revogado. Res. no 1 do Conselho Pleno do

LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR
inscrições. ser oferecido pela instituição de ensino supe‑
c §§ 1o e 2o com a redação dada pela Res. no 1 do Con- rior autorizada e credenciada, em convênio CFOAB, de 13-6-2011.
selho Pleno do CFOAB, de 18-4-2012. com a OAB, complementando‑se a carga ho‑ § 4o Compete ao Presidente do Conselho Sec‑
§ 3o O Conselho Seccional em que o advogado rária do estágio curricular supervisionado com cional designar a Comissão, que pode ser
mantenha inscrição suplementar deverá registrar a atividades práticas típicas de advogado e de composta por advogados não integrantes do
punição disciplinar imposta por outra Seccional, no estudo do Estatuto e do Código de Ética e Dis‑ Conselho.
CNA, em até 24 (vinte e quatro) horas, a contar da ciplina, observado o tempo conjunto mínimo CAPÍTULO V
comunicação de que trata o art. 70, § 2o, do EAOAB. de 300 (trezentas) horas, distribuído em dois
DA IDENTIDADE PROFISSIONAL
c § 3o acrescido pela Res. no 3 do Conselho Pleno do ou mais anos.
CFOAB, de 7-8-2018. § 2o A complementação da carga horária, no to‑ Art. 32. São documentos de identidade pro‑
Art. 24‑A. Aos Conselhos Seccionais da OAB tal estabelecido no convênio, pode ser efetiva‑ fissional a carteira e o cartão emitidos pela
incumbe alimentar, automaticamente e em da na forma de atividades jurídicas no núcleo OAB, de uso obrigatório pelos advogados e
tempo real, por via eletrônica, o Cadastro Na‑ de prática jurídica da instituição de ensino, estagiários inscritos, para o exercício de suas
cional das Sociedades de Advogados – CNSA, na Defensoria Pública, em escritórios de advo‑ atividades.
mantendo as informações correspondentes cacia ou em setores jurídicos públicos ou pri‑ Parágrafo único. O uso do cartão dispensa o da
constantemente atualizadas. vados, credenciados e fiscalizados pela OAB. carteira.
§ 1o O CNSA deve conter a razão social, o nú‑ § 3o As atividades de estágio ministrado por c Art. 34, caput, deste Regulamento Geral da OAB.
mero de registro perante a seccional, a data instituição de ensino, para fins de convênio Art. 33. A carteira de identidade do advogado,
do pedido de registro e a do efetivo registro, o com a OAB, são exclusivamente práticas, in‑ relativa à inscrição originária, tem as dimen‑
prazo de duração, o endereço completo, inclu‑ cluindo a redação de atos processuais e profis‑ sões de 7,00 (sete) x 11,00 (onze) centíme‑
sive telefone e correio eletrônico, nome, nome sionais, as rotinas processuais, a assistência e tros e observa os seguintes critérios:
social e qualificação de todos os sócios e as a atuação em audiências e sessões, as visitas I – a capa, em fundo vermelho, contém as ar‑
modificações ocorridas em seu quadro social. a órgãos judiciários, a prestação de serviços mas da República e as expressões “Ordem dos
c § 1o com a redação dada pela Res. no 5 do Conselho jurídicos e as técnicas de negociação coletiva, Advogados do Brasil” e “Carteira de Identida‑
Pleno do CFOAB, de 7-6-2016. de arbitragem e de conciliação. de de Advogado”;
§ 2o Mantendo a sociedade filiais, os dados Art. 28. O estágio realizado na Defensoria II – a primeira página repete o conteúdo da
destas, bem como os números de inscrição Pública da União, do Distrito Federal ou dos capa, acrescentado da expressão “Conselho
suplementar de seus sócios (Provimento Estados, na forma do artigo 145 da Lei Com‑ Seccional de (...)” e do inteiro teor do art. 13
n o 112/2006, art. 7 o, § 1 o), após averbados plementar n. 80, de 12 de janeiro de 1994, do Estatuto;
no Conselho Seccional no qual se localiza o é considerado válido para fins de inscrição no III – a segunda página destina‑se aos dados de
escritório sede, serão averbados no CNSA. quadro de estagiários da OAB. identificação do advogado, na seguinte ordem:
§ 3o São igualmente averbados no CNSA os Art. 29. Os atos de advocacia, previstos no art. número da inscrição, nome, nome social, fi‑
ajustes de associação ou de colaboração. 1 o do Estatuto, podem ser subscritos por es‑ liação, naturalidade, data do nascimento,
§ 4o São proibidas razões sociais iguais ou tagiário inscrito na OAB, em conjunto com o nacionalidade, data da colação de grau, data
semelhantes, prevalecendo a razão social da advogado ou o defensor público. do compromisso e data da expedição, e à assi‑
sociedade com inscrição mais antiga. § 1o O estagiário inscrito na OAB pode praticar natura do Presidente do Conselho Seccional;
§ 5o Constatando‑se semelhança ou identidade isoladamente os seguintes atos, sob a respon‑ c Inciso III com a redação dada pela Res. no 5 do Con-
de razões sociais, o Conselho Federal da OAB sabilidade do advogado: selho Pleno do CFOAB, de 7-6-2016.
solicitará, de ofício, a alteração da razão social I – retirar e devolver autos em cartório, assinan‑ IV – a terceira página é dividida para os espaços
mais recente, caso a sociedade com registro mais do a respectiva carga; de uma foto 3 (três) x 4 (quatro) centímetros,
recente não requeira a alteração da sua razão so‑ II – obter junto aos escrivães e chefes de secre‑ da impressão digital e da assinatura do portador;
cial, acrescentando ou excluindo dados que a dis‑ tarias certidões de peças ou autos de proces‑ V – as demais páginas, em branco e numeradas,
tinga da sociedade precedentemente registrada. sos em curso ou findos; destinam‑se ao reconhecimento de firma dos
§ 6o Verificado conflito de interesses envol‑ III – assinar petições de juntada de documentos signatários e às anotações da OAB, firmadas
vendo sociedades em razão de identidade ou a processos judiciais ou administrativos. pelo Secretário‑Geral ou Adjunto, incluindo
semelhança de razões sociais, em Estados § 2o Para o exercício de atos extrajudiciais, as incompatibilidades e os impedimentos, o
diversos, a questão será apreciada pelo Con‑ o estagiário pode comparecer isoladamente, exercício de mandatos, as designações para

1213
Lei no 12.681/2012
Art. 7o Esta Lei entra em vigor na data de sua § 2o O integrante que deixar de fornecer ou atu- § 4o Os dados e informações de que trata este ar-
publicação. alizar seus dados e informações no SINESP tigo deverão ser disponibilizados na rede mun-
Brasília, 5 de junho de 2012; não poderá receber recursos nem celebrar dial de computadores, com ampla transparência.
191o da Independência e parcerias com a União para financiamento de c §§  3 o e 4 o acrescidos pela Lei n o   13.604, de
124o da República. programas, projetos ou ações de segurança 9-1-2018.
Dilma Rousseff pública e do sistema prisional, na forma do Art. 7o Caberá ao Ministério da Justiça:
regulamento. c Este artigo estará revogado pela Lei n o 13.675, de
Art. 4o Os Municípios, o Poder Judiciário, a 11-6-2018 (DOU de 12-6-2018), decorridos 30 dias
Defensoria Pública e o Ministério Público po- de sua publicação.
LEI No 12.681,
derão participar do SINESP mediante adesão, I – disponibilizar sistema padronizado, infor-
na forma estabelecida pelo Conselho Gestor. matizado e seguro que permita o intercâmbio
DE 4 DE JULHO DE 2012
c Este artigo estará revogado pela Lei n o 13.675, de de informações entre os integrantes do SI-
Institui o Sistema Nacional de Informações de 11-6-2018 (DOU de 12-6-2018), decorridos 30 dias NESP, observado o disposto no § 2o do art. 6o;
Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas de sua publicação. II – auditar periodicamente a infraestrutura
– SINESP; altera as Leis nos 10.201, de 14 de Art. 5 o O SINESP contará com um Conse- tecnológica e a segurança dos processos, re-
fevereiro de 2001, e 11.530, de 24 de outubro lho Gestor, responsável pela administração, des e sistemas; e
de 2007, a Lei Complementar no 79, de 7 de coordenação e formulação de diretrizes do III – estabelecer cronograma para adequação
janeiro de 1994, e o Decreto‑Lei no 3.689, de Sistema. dos integrantes do SINESP às normas e proce-
3 de outubro de 1941 – Código de Processo c Este artigo estará revogado pela Lei n o 13.675, de dimentos de funcionamento do Sistema.
Penal; e revoga dispositivo da Lei no 10.201, de 11-6-2018 (DOU de 12-6-2018), decorridos 30 dias Parágrafo único. O integrante que fornecer da-
14 de fevereiro de 2001. de sua publicação. dos e informações atualizados no SINESP
c Publicada no DOU de 5-7-2012. § 1o A composição, a organização, o funciona- antes do término dos prazos do cronograma
c Lei n  13.675, de 11-6-2018 (Lei do SUSP).
o
mento e as competências do Conselho Gestor previsto no inciso III do caput e de acordo com
Art. 1o É instituído o Sistema Nacional de In- serão definidos em regulamento. os parâmetros estabelecidos pelo Conselho
formações de Segurança Pública, Prisionais e Gestor poderá ter preferência no recebimento
§ 2o Na composição do Conselho Gestor, será dos recursos e na celebração de parcerias com
sobre Drogas – SINESP, com a finalidade de assegurada a representação dos integrantes

LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR
armazenar, tratar e integrar dados e informa- a União relacionados com os programas, proje-
do SINESP. tos ou ações de segurança pública e prisionais,
ções para auxiliar na formulação, implementa-
ção, execução, acompanhamento e avaliação § 3o O Conselho Gestor definirá os parâmetros na forma do regulamento.
das políticas relacionadas com: de acesso aos dados e informações do SINESP, Art. 8o A União poderá apoiar os Estados e o
observadas as regras de sigilo previstas na le- Distrito Federal na implementação do SINESP.
c Este artigo estará revogado pela Lei n o 13.675, de
11-6-2018 (DOU de 12-6-2018), decorridos 30 dias gislação específica. c Este artigo estará revogado pela Lei n o 13.675, de
de sua publicação. § 4o O Conselho Gestor publicará, no mínimo 1 11-6-2018 (DOU de 12-6-2018), decorridos 30 dias
I – segurança pública; (uma) vez por ano, relatório de âmbito nacio- de sua publicação.
II – sistema prisional e execução penal; e nal que contemple estatísticas, indicadores e Parágrafo único. O apoio da União poderá se es-
III – enfrentamento do tráfico de crack e outras outras informações produzidas no âmbito do tender aos participantes de que trata o art. 4o,
drogas ilícitas. SINESP. quando estes não dispuserem de condições
Art. 6o Constarão do SINESP, sem prejuízo de técnicas e operacionais necessárias à imple-
Art. 2o O SINESP tem por objetivos: mentação do SINESP.
outros a serem definidos pelo Conselho Gestor,
c Este artigo estará revogado pela Lei n o 13.675, de
11-6-2018 (DOU de 12-6-2018), decorridos 30 dias
dados e informações relativos a: Art. 9o A Lei n o 10.201, de 14 de fevereiro
de sua publicação. c Este artigo estará revogado pela Lei n o 13.675, de de 2001, passa a vigorar com as seguintes
11-6-2018 (DOU de 12-6-2018), decorridos 30 dias alterações:
I – proceder à coleta, análise, atualização, de sua publicação. “Art. 3o.....................................................................
sistematização, integração e interpretação de ..............................................................................
dados e informações relativos às políticas de I – ocorrências criminais registradas e respec-
tivas comunicações legais; II –..........................................................................
que trata o art. 1o; ..............................................................................
II – disponibilizar estudos, estatísticas, indi- II – registro de armas de fogo;
III – entrada e saída de estrangeiros; d) Revogada;
cadores e outras informações para auxiliar na e) Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da
formulação, implementação, execução, moni- IV – pessoas desaparecidas;
V – execução penal e sistema prisional; República.
toramento e avaliação de políticas públicas; .............................................................................“
III – promover a integração das redes e sistemas VI – recursos humanos e materiais dos órgãos e
entidades de segurança pública; “Art. 4o.....................................................................
de dados e informações de segurança pública, ..............................................................................
VII – condenações, penas, mandados de prisão
criminais, do sistema prisional e sobre drogas; e § 3o.........................................................................
IV – garantir a interoperabilidade dos sistemas e contramandados de prisão; e I – o ente federado que tenha instituído, em seu
de dados e informações, conforme os padrões VIII – repressão à produção, fabricação e tráfico âmbito, plano de segurança pública;
definidos pelo Conselho Gestor. de crack e outras drogas ilícitas e a crimes co- II – os integrantes do Sistema Nacional de Infor-
nexos, bem como apreensão de drogas ilícitas; mações de Segurança Pública, Prisionais e sobre
Parágrafo único. O SINESP adotará os padrões
IX – taxas de elucidação de crimes. Drogas – SINESP que cumprirem os prazos estabe-
de integridade, disponibilidade, confidencia-
lidade, confiabilidade e tempestividade esta- c Inciso IX acrescido pela Lei no 13.604, de 9-1-2018. lecidos pelo órgão competente para o fornecimento
belecidos para os sistemas informatizados do § 1o Na divulgação dos dados e informações, de dados e informações ao Sistema; e
Governo Federal. deverá ser preservada a identificação pessoal III – o Município que mantenha guarda municipal ou
Art. 3o Integram o SINESP os Poderes Exe- dos envolvidos. realize ações de policiamento comunitário ou, ain-
cutivos da União, dos Estados e do Distrito § 2o Os dados e informações referentes à pre- da, institua Conselho de Segurança Pública, visando
Federal. à obtenção dos resultados a que se refere o § 2o.
venção, tratamento e reinserção social de usu-
..............................................................................
c Este artigo estará revogado pela Lei n o 13.675, de ários e dependentes de crack e outras drogas § 6o Não se aplica o disposto no inciso I do § 3o ao
11-6-2018 (DOU de 12-6-2018), decorridos 30 dias ilícitas serão fornecidos, armazenados e trata- Estado, ou Distrito Federal, que deixar de fornecer
de sua publicação. dos de forma agregada, de modo a preservar o ou atualizar seus dados e informações no SINESP.
§ 1o Os dados e informações de que trata esta sigilo, a confidencialidade e a identidade de § 7o Os gastos anuais com projetos que não se en-
Lei deverão ser padronizados e categorizados e usuários e dependentes, observada a nature- quadrem especificamente nos incisos I a V do caput
serão fornecidos e atualizados pelos integrantes za multidisciplinar e intersetorial prevista na ficam limitados a 10% (dez por cento) do total de
do SINESP, na forma disciplinada pelo Conselho legislação. recursos despendidos com os projetos atendidos
Gestor. § 3o Os integrantes do SINESP deverão repassar com fundamento nesses incisos.
c §  1 o com a redação dada pela Lei n o  13.604, de compulsoriamente os dados sobre homicídios § 8o Os gastos anuais com construção, aquisição,
9-1-2018. reportados e taxas de elucidação de crimes. reforma e adaptação de imóveis de propriedade

1571
Lei no 12.965/2014
I – inviolabilidade da intimidade e da vida pri‑ condição para o pleno exercício do direito de da intimidade, da vida privada, da honra e da
vada, sua proteção e indenização pelo dano acesso à internet. imagem das partes direta ou indiretamente
material ou moral decorrente de sua violação; c Art. 5o, IV, IX e X, da CF. envolvidas.
c Art. 21 do CC. c Art. 5o, X e XII, da CF.
c Art. 5o, X, da CF.
c Art. 3o, I e II, desta Lei. c Art. 21 do CC.
c Art. 21 do CC.
II – inviolabilidade e sigilo do fluxo de suas
Parágrafo único. São nulas de pleno direito as § 1o O provedor responsável pela guarda so‑
cláusulas contratuais que violem o disposto no mente será obrigado a disponibilizar os regis‑
comunicações pela internet, salvo por ordem caput, tais como aquelas que:
judicial, na forma da lei; tros mencionados no caput, de forma autôno‑
III – inviolabilidade e sigilo de suas comunica‑ I – impliquem ofensa à inviolabilidade e ao ma ou associados a dados pessoais ou a outras
sigilo das comunicações privadas, pela inter‑ informações que possam contribuir para a
ções privadas armazenadas, salvo por ordem
net; ou identificação do usuário ou do terminal, me‑
judicial;
II – em contrato de adesão, não ofereçam como diante ordem judicial, na forma do disposto na
c Art. 5o, XII, da CF. alternativa ao contratante a adoção do foro Seção IV deste Capítulo, respeitado o disposto
IV – não suspensão da conexão à internet, sal‑ brasileiro para solução de controvérsias decor‑ no art. 7o.
vo por débito diretamente decorrente de sua rentes de serviços prestados no Brasil. § 2o O conteúdo das comunicações privadas
utilização; c Art. 21, II e III, do CPC/2015. somente poderá ser disponibilizado mediante
V – manutenção da qualidade contratada da c Art. 54 do CDC. ordem judicial, nas hipóteses e na forma que
conexão à internet; CAPÍTULO III a lei estabelecer, respeitado o disposto nos in‑
VI – informações claras e completas constantes cisos II e III do art. 7o.
dos contratos de prestação de serviços, com DA PROVISÃO DE CONEXÃO E DE
APLICAÇÕES DE INTERNET c Art. 5o, XII, da CF.
detalhamento sobre o regime de proteção aos
§ 3o O disposto no caput não impede o acesso
registros de conexão e aos registros de acesso Seção I
aos dados cadastrais que informem qualifi‑
a aplicações de internet, bem como sobre prá‑ DA NEUTRALIDADE DE REDE cação pessoal, filiação e endereço, na for‑
ticas de gerenciamento da rede que possam Art. 9o O responsável pela transmissão, comu‑ ma da lei, pelas autoridades administrativas
afetar sua qualidade; tação ou roteamento tem o dever de tratar de que detenham competência legal para a sua
c Arts. 6o, III, e 31 do CDC. forma isonômica quaisquer pacotes de dados, requisição.

LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR
VII – não fornecimento a terceiros de seus da‑ sem distinção por conteúdo, origem e destino, § 4o As medidas e os procedimentos de segu‑
dos pessoais, inclusive registros de conexão, e serviço, terminal ou aplicação. rança e de sigilo devem ser informados pelo
de acesso a aplicações de internet, salvo me‑ § 1o A discriminação ou degradação do tráfego responsável pela provisão de serviços de forma
diante consentimento livre, expresso e infor‑ será regulamentada nos termos das atribui‑ clara e atender a padrões definidos em regula‑
mado ou nas hipóteses previstas em lei; ções privativas do Presidente da República mento, respeitado seu direito de confidenciali‑
VIII – informações claras e completas sobre co‑ previstas no inciso IV do art. 84 da Constitui‑ dade quanto a segredos empresariais.
leta, uso, armazenamento, tratamento e pro‑ ção Federal, para a fiel execução desta Lei, Art. 11. Em qualquer operação de coleta, ar‑
teção de seus dados pessoais, que somente ouvidos o Comitê Gestor da Internet e a Agên‑ mazenamento, guarda e tratamento de regis‑
poderão ser utilizados para finalidades que: cia Nacional de Telecomunicações, e somente tros, de dados pessoais ou de comunicações
a) justifiquem sua coleta; poderá decorrer de: por provedores de conexão e de aplicações de
b) não sejam vedadas pela legislação; e c Dec. no 4.829, de 3-9-2003 (Comitê Gestor da Inter- internet em que pelo menos um desses atos
c) estejam especificadas nos contratos de net no Brasil). ocorra em território nacional, deverão ser obri‑
prestação de serviços ou em termos de uso I – requisitos técnicos indispensáveis à pres‑ gatoriamente respeitados a legislação brasilei‑
de aplicações de internet; tação adequada dos serviços e aplicações; e ra e os direitos à privacidade, à proteção dos
IX – consentimento expresso sobre coleta, uso, II – priorização de serviços de emergência. dados pessoais e ao sigilo das comunicações
armazenamento e tratamento de dados pesso‑ § 2o Na hipótese de discriminação ou degrada‑ privadas e dos registros.
ais, que deverá ocorrer de forma destacada das ção do tráfego prevista no § 1o, o responsável § 1o O disposto no caput aplica‑se aos dados
demais cláusulas contratuais; mencionado no caput deve: coletados em território nacional e ao conteúdo
X – exclusão definitiva dos dados pessoais que I – abster‑se de causar dano aos usuários, na das comunicações, desde que pelo menos um
tiver fornecido a determinada aplicação de inter‑ forma do art. 927 da Lei no 10.406, de 10-1- dos terminais esteja localizado no Brasil.
net, a seu requerimento, ao término da relação 2002 – Código Civil; § 2o O disposto no caput aplica‑se mesmo que
entre as partes, ressalvadas as hipóteses de guar‑ II – agir com proporcionalidade, transparência as atividades sejam realizadas por pessoa jurí‑
da obrigatória de registros previstas nesta Lei; e isonomia; dica sediada no exterior, desde que oferte ser‑
c Nova redação do dispositivo alterado: “X – ex-
III – informar previamente de modo transparen‑ viço ao público brasileiro ou pelo menos uma
clusão definitiva dos dados pessoais que tiver for- te, claro e suficientemente descritivo aos seus integrante do mesmo grupo econômico possua
necido a determinada aplicação de internet, a seu usuários sobre as práticas de gerenciamento estabelecimento no Brasil.
requerimento, ao término da relação entre as partes, e mitigação de tráfego adotadas, inclusive as § 3o Os provedores de conexão e de aplicações
ressalvadas as hipóteses de guarda obrigatória de relacionadas à segurança da rede; e de internet deverão prestar, na forma da re‑
registros previstas nesta Lei e na que dispõe sobre a IV – oferecer serviços em condições comerciais gulamentação, informações que permitam a
proteção de dados pessoais;” não discriminatórias e abster‑se de praticar verificação quanto ao cumprimento da legisla‑
c Inciso X com a redação dada pela Lei n o 13.709, condutas anticoncorrenciais. ção brasileira referente à coleta, à guarda, ao
de 14-8-2018, para vigorar após 18 meses de sua c Lei no 12.529, de 30-11-2011 (Lei do Sistema Brasi- armazenamento ou ao tratamento de dados,
publicação. leiro de Defesa da Concorrência). bem como quanto ao respeito à privacidade e
XI – publicidade e clareza de eventuais políti‑ § 3o Na provisão de conexão à internet, one‑ ao sigilo de comunicações.
cas de uso dos provedores de conexão à inter‑ rosa ou gratuita, bem como na transmissão, c Art. 5o, X e XII, da CF.
net e de aplicações de internet; comutação ou roteamento, é vedado bloquear, c Art. 21 do CC.
XII – acessibilidade, consideradas as caracte‑ monitorar, filtrar ou analisar o conteúdo dos § 4o Decreto regulamentará o procedimento
rísticas físico‑motoras, perceptivas, senso‑ pacotes de dados, respeitado o disposto neste para apuração de infrações ao disposto neste
riais, intelectuais e mentais do usuário, nos artigo. artigo.
termos da lei; e Seção II Art. 12. Sem prejuízo das demais sanções
XIII – aplicação das normas de proteção e de‑ DA PROTEÇÃO AOS REGISTROS, AOS DADOS cíveis, criminais ou administrativas, as infra‑
fesa do consumidor nas relações de consumo PESSOAIS E ÀS COMUNICAÇÕES PRIVADAS ções às normas previstas nos arts. 10 e 11
realizadas na internet. Art. 10. A guarda e a disponibilização dos re‑ ficam sujeitas, conforme o caso, às seguin‑
c Lei n o 8.078, de 11-9-1990 (Código de Defesa do gistros de conexão e de acesso a aplicações tes sanções, aplicadas de forma isolada ou
Consumidor). de internet de que trata esta Lei, bem como cumulativa:
Art. 8o A garantia do direito à privacidade e de dados pessoais e do conteúdo de comuni‑ I – advertência, com indicação de prazo para
à liberdade de expressão nas comunicações é cações privadas, devem atender à preservação adoção de medidas corretivas;

1599
Lei no 12.965/2014
II – multa de até 10% (dez por cento) do fa‑ § 1o Ordem judicial poderá obrigar, por tempo demais garantias previstas no art. 5o da Cons‑
turamento do grupo econômico no Brasil no certo, os provedores de aplicações de internet tituição Federal.
seu último exercício, excluídos os tributos, que não estão sujeitos ao disposto no caput a c Art. 5o, XXVII e XXVIII, da CF.
considerados a condição econômica do infra‑ guardarem registros de acesso a aplicações de c Art. 31 desta Lei.
tor e o princípio da proporcionalidade entre a internet, desde que se trate de registros relati‑ c Lei no 9.610, de 19-2-1998 (Lei de Direitos Autorais).
gravidade da falta e a intensidade da sanção; vos a fatos específicos em período determinado. § 3o As causas que versem sobre ressarcimento
III – suspensão temporária das atividades que § 2o A autoridade policial ou administrativa ou por danos decorrentes de conteúdos disponibi‑
envolvam os atos previstos no art. 11; ou o Ministério Público poderão requerer caute‑ lizados na internet relacionados à honra, à repu‑
IV – proibição de exercício das atividades que larmente a qualquer provedor de aplicações tação ou a direitos de personalidade, bem como
envolvam os atos previstos no art. 11. de internet que os registros de acesso a apli‑ sobre a indisponibilização desses conteúdos por
Parágrafo único. Tratando‑se de empresa es‑ cações de internet sejam guardados, inclusive provedores de aplicações de internet, poderão
trangeira, responde solidariamente pelo pa‑ por prazo superior ao previsto no caput, ob‑ ser apresentadas perante os juizados especiais.
gamento da multa de que trata o caput sua servado o disposto nos §§ 3o e 4o do art. 13. c Arts. 20, 21 e 927 do CC.
filial, sucursal, escritório ou estabelecimento § 3o Em qualquer hipótese, a disponibilização c Lei n o  9.099, de 26-9-1995 (Lei dos Juizados
situado no País. ao requerente dos registros de que trata este Especiais).
Subseção I artigo deverá ser precedida de autorização ju‑ § 4o O juiz, inclusive no procedimento previsto
DA GUARDA DE REGISTROS DE CONEXÃO dicial, conforme disposto na Seção IV deste no § 3o, poderá antecipar, total ou parcialmen‑
Capítulo. te, os efeitos da tutela pretendida no pedido
Art. 13. Na provisão de conexão à internet,
cabe ao administrador de sistema autônomo § 4o Na aplicação de sanções pelo descumpri‑ inicial, existindo prova inequívoca do fato e
mento ao disposto neste artigo, serão consi‑ considerado o interesse da coletividade na dis‑
respectivo o dever de manter os registros de ponibilização do conteúdo na internet, desde
conexão, sob sigilo, em ambiente controlado derados a natureza e a gravidade da infração,
os danos dela resultantes, eventual vanta‑ que presentes os requisitos de verossimilhan‑
e de segurança, pelo prazo de 1 (um) ano, nos ça da alegação do autor e de fundado receio de
termos do regulamento. gem auferida pelo infrator, as circunstâncias
agravantes, os antecedentes do infrator e a dano irreparável ou de difícil reparação.
§ 1o A responsabilidade pela manutenção dos reincidência. c Arts. 296, 297, parágrafo único, 298, 300, caput e
registros de conexão não poderá ser transferi‑ § 3o, 311, I, 497, 499, 500, 536, § 1o, e 537, caput e
da a terceiros. Art. 16. Na provisão de aplicações de internet,
onerosa ou gratuita, é vedada a guarda: § 1o, do CPC/2015.
§ 2o A autoridade policial ou administrativa ou Art. 20. Sempre que tiver informações de con‑
o Ministério Público poderá requerer cautelar‑ I – dos registros de acesso a outras aplicações
de internet sem que o titular dos dados tenha tato do usuário diretamente responsável pelo
mente que os registros de conexão sejam guar‑ conteúdo a que se refere o art. 19, caberá ao
dados por prazo superior ao previsto no caput. consentido previamente, respeitado o disposto
no art. 7o; ou provedor de aplicações de internet comuni‑
§ 3o Na hipótese do § 2 o, a autoridade reque‑ II – de dados pessoais que sejam excessivos car‑lhe os motivos e informações relativos à
rente terá o prazo de 60 (sessenta) dias, con‑ em relação à finalidade para a qual foi dado indisponibilização de conteúdo, com informa‑
tados a partir do requerimento, para ingressar consentimento pelo seu titular. ções que permitam o contraditório e a ampla
com o pedido de autorização judicial de acesso c Nova redação do dispositivo alterado: “II – de
defesa em juízo, salvo expressa previsão legal
aos registros previstos no caput. dados pessoais que sejam excessivos em relação à ou expressa determinação judicial fundamen‑
§ 4o O provedor responsável pela guarda dos finalidade para a qual foi dado consentimento pelo tada em contrário.
registros deverá manter sigilo em relação ao seu titular, exceto nas hipóteses previstas na Lei que c Art. 5o, LV, da CF.
requerimento previsto no § 2o, que perderá sua dispõe sobre a proteção de dados pessoais.” Parágrafo único. Quando solicitado pelo usuário
eficácia caso o pedido de autorização judicial c Inciso II com a redação dada pela Lei n o 13.709, que disponibilizou o conteúdo tornado indis‑
seja indeferido ou não tenha sido protocolado de 14-8-2018, para vigorar após 18 meses de sua ponível, o provedor de aplicações de internet
no prazo previsto no § 3o. publicação. que exerce essa atividade de forma organiza‑
§ 5o Em qualquer hipótese, a disponibilização Art. 17. Ressalvadas as hipóteses previstas da, profissionalmente e com fins econômicos
ao requerente dos registros de que trata este nesta Lei, a opção por não guardar os registros substituirá o conteúdo tornado indisponível
artigo deverá ser precedida de autorização ju‑ de acesso a aplicações de internet não implica pela motivação ou pela ordem judicial que deu
dicial, conforme disposto na Seção IV deste responsabilidade sobre danos decorrentes do fundamento à indisponibilização.
Capítulo. uso desses serviços por terceiros. Art. 21. O provedor de aplicações de internet
§ 6o Na aplicação de sanções pelo descumpri‑ Seção III que disponibilize conteúdo gerado por terceiros
mento ao disposto neste artigo, serão consi‑ DA RESPONSABILIDADE POR DANOS será responsabilizado subsidiariamente pela
derados a natureza e a gravidade da infração, DECORRENTES DE CONTEÚDO GERADO POR violação da intimidade decorrente da divul‑
os danos dela resultantes, eventual vanta‑ TERCEIROS gação, sem autorização de seus participantes,
gem auferida pelo infrator, as circunstâncias de imagens, de vídeos ou de outros materiais
Art. 18. O provedor de conexão à internet não contendo cenas de nudez ou de atos sexuais de
agravantes, os antecedentes do infrator e a será responsabilizado civilmente por danos
reincidência. caráter privado quando, após o recebimento de
decorrentes de conteúdo gerado por terceiros. notificação pelo participante ou seu represen‑
Subseção II Art. 19. Com o intuito de assegurar a liberdade tante legal, deixar de promover, de forma dili‑
DA GUARDA DE REGISTROS DE ACESSO A de expressão e impedir a censura, o provedor gente, no âmbito e nos limites técnicos do seu
APLICAÇÕES DE INTERNET NA PROVISÃO DE de aplicações de internet somente poderá ser serviço, a indisponibilização desse conteúdo.
CONEXÃO responsabilizado civilmente por danos decor‑ c Arts. 20 e 21 do CC.
rentes de conteúdo gerado por terceiros se,
Art. 14. Na provisão de conexão, onerosa ou após ordem judicial específica, não tomar as Parágrafo único. A notificação prevista no caput
gratuita, é vedado guardar os registros de providências para, no âmbito e nos limites téc‑ deverá conter, sob pena de nulidade, elemen‑
acesso a aplicações de internet. nicos do seu serviço e dentro do prazo assina‑ tos que permitam a identificação específica do
Subseção III lado, tornar indisponível o conteúdo apontado material apontado como violador da intimida‑
como infringente, ressalvadas as disposições de do participante e a verificação da legitimi‑
DA GUARDA DE REGISTROS DE ACESSO A
legais em contrário. dade para apresentação do pedido.
APLICAÇÕES DE INTERNET NA PROVISÃO DE
APLICAÇÕES § 1o A ordem judicial de que trata o caput deve‑ Seção IV
Art. 15. O provedor de aplicações de internet rá conter, sob pena de nulidade, identificação DA REQUISIÇÃO JUDICIAL DE REGISTROS
constituído na forma de pessoa jurídica e que clara e específica do conteúdo apontado como Art. 22. A parte interessada poderá, com o
exerça essa atividade de forma organizada, infringente, que permita a localização inequí‑ propósito de formar conjunto probatório em
profissionalmente e com fins econômicos de‑ voca do material. processo judicial cível ou penal, em caráter
verá manter os respectivos registros de acesso § 2o A aplicação do disposto neste artigo para incidental ou autônomo, requerer ao juiz que
a aplicações de internet, sob sigilo, em am‑ infrações a direitos de autor ou a direitos cone‑ ordene ao responsável pela guarda o forneci‑
biente controlado e de segurança, pelo prazo xos depende de previsão legal específica, que mento de registros de conexão ou de registros
de 6 (seis) meses, nos termos do regulamento. deverá respeitar a liberdade de expressão e de acesso a aplicações de internet.

1600
Lei no 8.742/1993
e) a garantia de 1 (um) salário mínimo de be‑ CAPÍTULO II de, à infância, à adolescência e à velhice e,
nefício mensal à pessoa com deficiência e DOS PRINCÍPIOS E DAS DIRETRIZES como base de organização, o território.
ao idoso que comprovem não possuir meios § 2o O SUAS é integrado pelos entes federati‑
Seção I vos, pelos respectivos conselhos de assistên‑
de prover a própria manutenção ou de tê‑la
provida por sua família. DOS PRINCÍPIOS cia social e pelas entidades e organizações de
c Antigo inciso V transformado em alínea e e com a Art. 4o A assistência social rege‑se pelos se‑ assistência social abrangidas por esta Lei.
redação dada pela Lei no 12.435, de 6-7-2011. guintes princípios: c §§  1 o e 2 o acrescidos pela Lei n o   12.435, de
c Dec. no 6.214, de 26-9-2007, regulamenta o benefí- I – supremacia do atendimento às necessida‑ 6-7-2011.
cio de prestação continuada devido à pessoa porta- des sociais sobre as exigências de rentabili‑ § 3o A instância coordenadora da Política Na‑
dora de deficiência e ao idoso de que trata esta lei. dade econômica; cional de Assistência Social é o Ministério do
II – a vigilância socioassistencial, que visa a II – universalização dos direitos sociais, a fim Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
analisar territorialmente a capacidade protetiva de tornar o destinatário da ação assistencial c Antigo parágrafo único transformado em § 3o e com
das famílias e nela a ocorrência de vulnerabi‑ alcançável pelas demais políticas públicas; a redação dada pela Lei no 12.435, de 6-7-2011.
lidades, de ameaças, de vitimizações e danos; III – respeito à dignidade do cidadão, à sua § 4o Cabe à instância coordenadora da Política
III – a defesa de direitos, que visa a garantir autonomia e ao seu direito a benefícios e ser‑ Nacional de Assistência Social normatizar e pa-
o pleno acesso aos direitos no conjunto das viços de qualidade, bem como à convivência dronizar o emprego e a divulgação da identida-
provisões socioassistenciais. familiar e comunitária, vedando‑se qualquer de visual do SUAS.
c Incisos II e III com a redação dada pela Lei n o 12.435, comprovação vexatória de necessidade; § 5o A identidade visual do SUAS deverá prevale-
de 6-7-2011. IV – igualdade de direitos no acesso ao atendi‑ cer na identificação de unidades públicas esta-
Parágrafo único. Para o enfrentamento da po‑ mento, sem discriminação de qualquer nature‑ tais, entidades e organizações de assistência so-
breza, a assistência social realiza‑se de forma za, garantindo‑se equivalência às populações cial, serviços, programas, projetos e benefícios
integrada às políticas setoriais, garantindo mí‑ urbanas e rurais; vinculados ao SUAS.
nimos sociais e provimento de condições para V – divulgação ampla dos benefícios, serviços, c §§  4 o e 5 o acrescidos pela Lei n o   13.714, de
atender contingências sociais e promovendo a programas e projetos as­sisten­ciais, bem como 24-8-2018.
universalização dos direitos sociais. dos recursos oferecidos pelo Poder Público e
dos critérios para sua concessão.
Art. 6o‑A. A assistência social organiza‑se pelos
c Parágrafo único com a redação dada pela Lei seguintes tipos de proteção:
no 12.435, de 6-7-2011. Seção II I – proteção social básica: conjunto de servi‑
Art. 3o Consideram‑se entidades e organizações DAS DIRETRIZES ços, programas, projetos e benefícios da assis‑
de assistência social aquelas sem fins lucrati‑ Art. 5o A organização da assistência social tem tência social que visa a prevenir situa­ções de
vos que, isolada ou cumulativamente, prestam como base as seguintes diretrizes: vulnerabilidade e risco social por meio do de‑
atendimento e assessoramento aos beneficiá‑ senvolvimento de potencialidades e aquisições
rios abrangidos por esta Lei, bem como as que I – descentralização político‑administrativa
para os Estados, o Distrito Federal e os Mu‑ e do fortalecimento de vínculos familiares e
atuam na defesa e garantia de direitos. comunitários;
nicípios, e comando único das ações em cada
c Caput com a redação dada pela Lei n o 12.435, de II – proteção social especial: conjunto de servi‑
esfera de governo;
6-7-2011. ços, programas e projetos que tem por objeti‑
II – participação da população, por meio de
c Dec. no 6.308, de 14-12-2007, dispõe sobre as en- vo contribuir para a reconstrução de vínculos
tidades e organizações de assistência social de que organizações representativas, na formulação
das políticas e no controle das ações em todos familiares e comunitários, a defesa de direito,
trata este artigo. o fortalecimento das potencialidades e aquisi‑
os níveis;

LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA
§ 1o São de atendimento aquelas entidades que, III – primazia da responsabilidade do Estado na ções e a proteção de famílias e indivíduos para
de forma continuada, permanente e planeja‑ condução da política de assistência social em o enfrentamento das situações de violação de
da, prestam serviços, executam programas ou cada esfera de governo. direitos.
projetos e concedem benefícios de prestação Parágrafo único. A vigilância socioassistencial é
social básica ou especial, dirigidos às famílias CAPÍTULO III um dos instrumentos das proteções da assis‑
e indivíduos em situações de vulnerabilidade DA ORGANIZAÇÃO E DA GESTÃO tência social que identifica e previne as situ‑
ou risco social e pessoal, nos termos desta Lei, Art. 6o A gestão das ações na área de assis‑ ações de risco e vulnerabilidade social e seus
e respeitadas as deliberações do Conselho Na‑ tência social fica organizada sob a forma de agravos no território.
cional de Assistência Social (CNAS), de que sistema descentralizado e participativo, deno‑ Art. 6o‑B. As proteções sociais básica e especial
tratam os incisos I e II do art. 18. minado Sistema Único de Assistência Social serão ofertadas pela rede socioassistencial, de
§ 2o São de assessoramento aquelas que, de (SUAS), com os seguintes objetivos: forma integrada, diretamente pelos entes pú‑
forma continuada, permanente e planejada, c Caput com a redação dada pela Lei n o 12.435, de blicos e/ou pelas entidades e organizações de
prestam serviços e executam programas ou 6-7-2011. assistência social vinculadas ao SUAS, respei‑
projetos voltados prioritariamente para o forta‑ I – consolidar a gestão compartilhada, o co‑ tadas as especificidades de cada ação.
lecimento dos movimentos sociais e das orga‑ financiamento e a cooperação técnica entre § 1o A vinculação ao SUAS é o reconhecimento
nizações de usuários, formação e capacitação os entes federativos que, de modo articulado, pelo Ministério do Desenvolvimento Social e
de lideranças, dirigidos ao público da política operam a proteção social não contributiva; Combate à Fome de que a entidade de assis‑
de assistência social, nos termos desta Lei, e II – integrar a rede pública e privada de servi‑ tência social integra a rede socioassistencial.
respeitadas as deliberações do CNAS, de que ços, programas, projetos e benefícios de assis‑ § 2o Para o reconhecimento referido no § 1o, a
tratam os incisos I e II do art. 18. tência social, na forma do art. 6o‑C; entidade deverá cumprir os seguintes requisitos:
§ 3o São de defesa e garantia de direitos aque‑ III – estabelecer as responsabilidades dos entes I – constituir‑se em conformidade com o dis‑
las que, de forma continuada, permanente e federativos na organização, regulação, manuten‑ posto no art. 3o;
planejada, prestam serviços e executam pro‑ ção e expansão das ações de assistência social; II – inscrever‑se em Conselho Municipal ou do
gramas e projetos voltados prioritariamente IV – definir os níveis de gestão, respeitadas as Distrito Federal, na forma do art. 9o;
para a defesa e efetivação dos direitos socio‑ diversidades regionais e municipais; III – integrar o sistema de cadastro de entida‑
assistenciais, construção de novos direitos, V – implementar a gestão do trabalho e a edu‑ des de que trata o inciso XI do art. 19.
promoção da cidadania, enfrentamento das cação permanente na assistência social; § 3o As entidades e organizações de assistência
desigualdades sociais, articulação com órgãos VI – estabelecer a gestão integrada de serviços social vinculadas ao SUAS celebrarão convê‑
públicos de defesa de direitos, dirigidos ao e benefícios; e nios, contratos, acordos ou ajustes com o po‑
público da política de assistência social, nos VII – afiançar a vigilância socioassistencial e a der público para a execução, garantido finan‑
termos desta Lei, e respeitadas as delibera‑ garantia de direitos. ciamento integral, pelo Estado, de serviços,
ções do CNAS, de que tratam os incisos I e c Incisos I a VII acrescidos pela Lei n o  12.435, de programas, projetos e ações de assistência so‑
II do art. 18. 6-7-2011. cial, nos limites da capacidade instalada, aos
c §§  1 o a 3 o acrescidos pela Lei n o   12.435, de § 1o As ações ofertadas no âmbito do SUAS têm beneficiários abrangidos por esta Lei, obser‑
6-7-2011. por objetivo a proteção à família, à maternida‑ vando‑se as disponibilidades orçamentárias.

1687
Lei no 8.742/1993
Social (FNAS), de acordo com as diretrizes § 4o O benefício de que trata este artigo não de que atendidos os requisitos definidos em
estabelecidas pelo Conselho Nacional de As‑ pode ser acumulado pelo beneficiário com regulamento.
sistência Social (CNAS); qualquer outro no âmbito da seguridade so‑ c §  4 o com a redação dada pela Lei n o  12.470, de
XIV – elaborar e submeter ao Conselho Nacional cial ou de outro regime, salvo os da assistên‑ 31-8-2011.
de Assistência Social (CNAS) os programas anu‑ cia médica e da pensão especial de natureza Art. 21‑A. O benefício de prestação continuada
ais e plurianuais de aplicação dos recursos do indenizatória. será suspenso pelo órgão concedente quando
Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). a pessoa com deficiência exercer atividade
Parágrafo único. A atenção integral à saúde, § 5o A condição de acolhimento em instituições
de longa permanência não prejudica o direito remunerada, inclusive na condição de micro‑
inclusive a dispensação de medicamentos e empreendedor individual.
produtos de interesse para a saúde, às famílias do idoso ou da pessoa com deficiência ao be‑
nefício de prestação continuada. § 1o Extinta a relação trabalhista ou a atividade
e indivíduos em situações de vulnerabilidade
ou risco social e pessoal, nos termos desta Lei, c §§ 3o a 5o com a redação dada pela Lei no 12.435, de empreendedora de que trata o caput deste ar‑
dar‑se‑á independentemente da apresentação 6-7-2011. tigo e, quando for o caso, encerrado o prazo de
de documentos que comprovem domicílio ou § 6o A concessão do benefício ficará sujeita pagamento do seguro‑desemprego e não ten‑
inscrição no cadastro no Sistema Único de Saúde à avaliação da deficiência e do grau de im‑ do o beneficiário adquirido direito a qualquer
(SUS), em consonância com a diretriz de articula‑ pedimento de que trata o § 2 o, composta por benefício previdenciário, poderá ser requerida
ção das ações de assistência social e de saúde a avaliação médica e avaliação social realizadas a continuidade do pagamento do benefício
que se refere o inciso XII deste artigo. por médicos peritos e por assistentes sociais suspenso, sem necessidade de realização de
c Parágrafo único acrescido pela Lei no 13.714, de do Instituto Nacional de Seguro Social – INSS. perícia médica ou reavaliação da deficiência
24-8-2018. c §  6 o com a redação dada pela Lei n o  12.470, de
e do grau de incapacidade para esse fim, res‑
CAPÍTULO IV 31-8-2011. peitado o período de revisão previsto no caput
do art. 21.
DOS BENEFÍCIOS, DOS SERVIÇOS, § 7o Na hipótese de não existirem serviços no
DOS PROGRAMAS E DOS PROJETOS município de residência do beneficiário, fica § 2o A contratação de pessoa com deficiência
DE ASSISTÊNCIA SOCIAL assegurado, na forma prevista em regulamen‑ como aprendiz não acarreta a suspensão do
to, o seu encaminhamento ao município mais benefício de prestação continuada, limitado a
Seção I 2 (dois) anos o recebimento concomitante da
DO BENEFÍCIO DE próximo que contar com tal estrutura.
remuneração e do benefício.
PRESTAÇÃO CONTINUADA c §  7 o com a redação dada pela Lei n o  9.720, de
30-11-1998. c Art. 21‑A acrescido pela Lei no 12.470, de 31-8-2011.
Art. 20. O benefício de prestação continuada
é a garantia de um salário mínimo mensal à § 8o A renda familiar mensal a que se refere o Seção II
pessoa com deficiência e ao idoso com 65 § 3o deverá ser declarada pelo requerente ou DOS BENEFÍCIOS EVENTUAIS
(sessenta e cinco) anos ou mais que compro‑ seu representante legal, sujeitando‑se aos de‑ c Dec. no 6.307, de 14-12-2007, dispõe sobre os bene-
vem não possuir meios de prover a própria ma‑ mais procedimentos previstos no regulamento fícios eventuais de que trata este artigo.
nutenção nem de tê‑la provida por sua família. para o deferimento do pedido. Art. 22. Entendem‑se por benefícios eventuais
c Caput com a redação dada pela Lei no 12.435, de c § 8o acrescido pela Lei no 9.720, de 30-11-1998. as provisões suplementares e provisórias que
6-7-2011. § 9o Os rendimentos decorrentes de estágio integram organicamente as garantias do SUAS
c Art. 34 da Lei no 10.741, de 1o-10-2003 (Estatuto do e são prestadas aos cidadãos e às famílias em
Idoso), altera para sessenta e cinco anos a idade para supervisionado e de aprendizagem não serão
concessão do benefício de prestação continuada ao computados para os fins de cálculo da renda virtude de nascimento, morte, situações de
idoso. familiar per capita a que se refere o § 3o deste vulnerabilidade temporária e de calamidade
c Art. 18, caput, da Lei n o 13.301, 27-6-2016, que artigo. pública.
estabelece que fará jus ao benefício de prestação c §  9 o com a redação dada pela Lei n o  13.146, de § 1o A concessão e o valor dos benefícios de
continuada temporário, previsto neste artigo, pelo 6-7-2015. que trata este artigo serão definidos pelos Es‑
prazo máximo de três anos, na condição de pessoa § 10. Considera‑se impedimento de longo pra‑ tados, Distrito Federal e Municípios e previs‑
com deficiência, a criança vítima de microcefalia em tos nas respectivas leis orçamentárias anuais,
decorrência de sequelas neurológicas decorrentes zo, para os fins do § 2 o deste artigo, aquele
de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. que produza efeitos pelo prazo mínimo de 2 com base em critérios e prazos definidos pelos
c Dec. no 6.214, de 26-9-2007, regulamenta o bene- (dois) anos. respectivos Conselhos de Assistência Social.
fício de prestação continuada da assistência social c § 10 acrescido pela Lei no 12.470, de 31-8-2011. § 2o O CNAS, ouvidas as respectivas represen‑
devido à pessoa com deficiência e ao idoso de que § 11. Para concessão do benefício de que trata tações de Estados e Municípios dele partici‑
trata esta Lei, e a Lei no 10.741, de 1o-10-2003 (Esta- pantes, poderá propor, na medida das dispo‑
tuto do Idoso). o caput deste artigo, poderão ser utilizados
outros elementos probatórios da condição de nibilidades orçamentárias das 3 (três) esferas
§ 1o Para os efeitos do disposto no caput, a miserabilidade do grupo familiar e da situação de governo, a instituição de benefícios subsi‑
família é composta pelo requerente, o cônju‑ diários no valor de até 25% (vinte e cinco por
de vulnerabilidade, conforme regulamento.
ge ou companheiro, os pais e, na ausência de cento) do salário mínimo para cada criança de
um deles, a madrasta ou o padrasto, os irmãos c § 11 acrescido pela Lei no 13.146, de 6-7-2015.
Art. 21. O benefício de prestação continuada até 6 (seis) anos de idade.
solteiros, os filhos e enteados solteiros e os
menores tutelados, desde que vivam sob o deve ser revisto a cada 2 (dois) anos para ava‑ § 3o Os benefícios eventuais subsidiários não
mesmo teto. liação da continuidade das condições que lhe poderão ser cumulados com aqueles institu‑
c §  1 o com a redação dada pela Lei n o  12.435, de deram origem. ídos pelas Leis n o 10.954, de 29 de setem‑
6-7-2011. § 1o O pagamento do benefício cessa no mo‑ bro de 2004, e no 10.458, de 14 de maio de
§ 2o Para efeito de concessão do benefício de mento em que forem superadas as condições 2002.
prestação continuada, considera‑se pessoa referidas no caput, ou em caso de morte do c Art. 22 com a redação dada pela Lei no 12.435, de
com deficiência aquela que tem impedimen‑ beneficiário. 6-7-2011.
to de longo prazo de natureza física, mental, § 2o O benefício será cancelado quando se Seção III
intelectual ou sensorial, o qual, em interação constatar irregularidade na sua concessão ou DOS SERVIÇOS
com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua utilização.
participação plena e efetiva na sociedade Art. 23. Entendem‑se por serviços socioassis‑
§ 3o O desenvolvimento das capacidades cogni‑ tenciais as atividades continuadas que visem
em igualdade de condições com as demais tivas, motoras ou educacionais e a realização
pessoas. à melhoria de vida da população e cujas ações,
de atividades não remuneradas de habilitação voltadas para as necessidades básicas, obser‑
c §  2 o com a redação dada pela Lei n o  13.146, de
e reabilitação, entre outras, não constituem vem os objetivos, princípios e diretrizes esta‑
6-7-2015.
c A Lei n o 12.470, de 31-8-2011, ao modificar este motivo de suspensão ou cessação do benefício belecidos nesta Lei.
parágrafo suprimiu os incisos I e II. da pessoa com deficiência. c Caput com a redação dada pela Lei n o 12.435, de
§ 3o Considera‑se incapaz de prover a manuten‑ c § 3o acrescido pela Lei no 12.435, de 6-7-2011. 6-7-2011.
ção da pessoa com deficiência ou idosa a famí‑ § 4o A cessação do benefício de prestação con‑ §  1 o O regulamento instituirá os serviços
lia cuja renda mensal per capita seja inferior a tinuada concedido à pessoa com deficiência socioassistenciais.
1/4 (um quarto) do salário mínimo. não impede nova concessão do benefício, des‑ c § 1o acrescido pela Lei no 12.435, de 6-7-2011.

1690
Lei no 10.257/2001
XI – recuperação dos investimentos do Poder V – elaborar e executar planos nacionais e re‑ são de direito real de uso de imóveis públicos
Público de que tenha resultado a valorização gionais de ordenação do território e de desen‑ poderá ser contratada coletivamente.
de imóveis urbanos; volvimento econômico e social. § 3o Os instrumentos previstos neste artigo que
XII – proteção, preservação e recuperação do CAPÍTULO II demandam dispêndio de recursos por parte
meio ambiente natural e cons­truído, do patri‑ do Poder Público municipal devem ser objeto
DOS INSTRUMENTOS DA
mônio cultural, histórico, artístico, paisagísti‑ de controle social, garantida a participação
POLÍTICA URBANA
co e arqueológico; de comunidades, movimentos e entidades da
XIII – audiência do Poder Público municipal e Seção I sociedade civil.
da população interessada nos processos de im‑ DOS INSTRUMENTOS EM GERAL Seção II
plantação de empreendimentos ou atividades Art. 4o Para os fins desta Lei, serão utilizados, DO PARCELAMENTO, EDIFICAÇÃO OU
com efeitos potencialmente negativos sobre o entre outros instrumentos:
meio ambiente natural ou construído, o con‑ UTILIZAÇÃO COMPULSÓRIOS
forto ou a segurança da população; I – planos nacionais, regionais e estaduais de Art. 5o Lei municipal específica para área in‑
XIV – regularização fundiária e urbanização de ordenação do território e de desenvolvimento cluída no plano diretor poderá determinar o
áreas ocupadas por população de baixa ren‑ econômico e social; parcelamento, a edifica­ç ão ou a utilização
da mediante o estabelecimento de normas II – planejamento das regiões metropolitanas, compulsórios do solo urbano não edificado,
especiais de urbanização, uso e ocupação aglomerações urbanas e mi­cror­­re­giões; subutilizado ou não utilizado, devendo fixar as
do solo e edifi­ca­ção, consideradas a situação III – planejamento municipal, em especial:
condições e os prazos para implementação da
socio­e conô­m ica da população e as normas a) plano diretor; referida obrigação.
ambientais; b) disciplina do parcelamento, do uso e da
§ 1o Considera‑se subutilizado o imóvel:
XV – simplificação da legislação de parcela‑ ocupação do solo;
c) zoneamento ambiental; I – cujo aproveitamento seja inferior ao mínimo
mento, uso e ocupação do solo e das normas
edilícias, com vistas a permitir a redução dos d) plano plurianual; definido no plano diretor ou em legislação dele
custos e o aumento da oferta dos lotes e uni‑ e) diretrizes orçamentárias e orçamento decorrente;
dades habita­cionais; anual; II – VETADO.
XVI – isonomia de condições para os agentes f) gestão orçamentária participativa; § 2o O proprietário será notificado pelo Poder
públicos e privados na promoção de empre‑ g) planos, programas e projetos setoriais; Executivo municipal para o cumprimento da
endimentos e atividades relativos ao processo h) planos de desenvolvimento econômico e obrigação, devendo a notificação ser averbada
de urbanização, atendido o interesse social; social; no cartório de registro de imóveis.
XVII – estímulo à utilização, nos parcelamentos IV – institutos tributários e financeiros: § 3o A notificação far‑se‑á:
do solo e nas edificações urbanas, de sistemas a) imposto sobre a propriedade predial e ter‑ I – por funcionário do órgão competente do
operacionais, padrões construtivos e aportes ritorial urbana – IPTU; Poder Público municipal, ao proprietário do
tecnológicos que objetivem a redução de im‑ b) contribuição de melhoria; imóvel ou, no caso de este ser pessoa jurídica,
pactos ambientais e a economia de recursos c) incentivos e benefícios fiscais e financeiros; a quem tenha poderes de gerência geral ou
naturais; V – institutos jurídicos e políticos: administração;
c Inciso XVII acrescido pela Lei n o   12.836, de a) desapropriação; II – por edital quando frustrada, por três vezes,
2-7-2013. b) servidão administrativa; a tentativa de notificação na forma prevista
XVIII – tratamento prioritário às obras e edifica‑ c) limitações administrativas; pelo inciso I.
ções de infraestrutura de energia, telecomuni‑ d) tombamento de imóveis ou de mobiliário § 4o Os prazos a que se refere o caput não po‑
cações, abastecimento de água e saneamento; urbano; derão ser inferiores a:
c Inciso XVIII acrescido pela Lei n o   13.116, de e) instituição de unidades de conservação; I – um ano, a partir da notificação, para que
20-4-2015. f) instituição de zonas especiais de interesse seja protocolado o projeto no órgão municipal
XIX – garantia de condições condignas de acessi- social;
competente;
bilidade, utilização e conforto nas dependências g) concessão de direito real de uso;
II – dois anos, a partir da aprovação do projeto,
internas das edificações urbanas, inclusive nas h) concessão de uso especial para fins de
destinadas à moradia e ao serviço dos traba- moradia; para iniciar as obras do empreendimento.
lhadores domésticos, observados requisitos i) parcelamento, edificação ou utilização § 5o Em empreendimentos de grande porte, em
mínimos de dimensionamento, ventilação, ilu- compulsórios; caráter excepcional, a lei municipal específica
minação, ergonomia, privacidade e qualidade j) usucapião especial de imóvel urbano; a que se refere o caput poderá prever a con‑
dos materiais empregados. l) direito de superfície; clusão em etapas, assegurando‑se que o pro‑
c Inciso XIX acrescido pela Lei no 13.699, de 2-8-2018. m) direito de preempção; jeto aprovado compreenda o empreendimento
LEGISLAÇÃO ADMINISTRATIVA
Art. 3o Compete à União, entre outras atribui‑ n) outorga onerosa do direito de construir e de como um todo.
ções de interesse da política urbana: alteração de uso; Art. 6o A transmissão do imóvel, por ato inter
I – legislar sobre normas gerais de direito o) transferência do direito de construir; vivos ou causa mortis, posterior à data da no‑
urbanístico; p) operações urbanas consorciadas; tificação, transfere as obrigações de parcela‑
II – legislar sobre normas para a cooperação q) regularização fundiária; mento, edificação ou utilização previstas no
entre a União, os Estados, o Distrito Federal r) assistência técnica e jurídica gratuita para artigo 5o desta Lei, sem interrupção de quais‑
e os Municípios em relação à política urbana, as comunidades e grupos so­c iais menos quer prazos.
tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento favorecidos;
Seção III
s) referendo popular e plebiscito;
e do bem‑estar em âmbito nacional; DO IPTU PROGRESSIVO NO TEMPO
t) demarcação urbanística para fins de regu‑
III – promover, por iniciativa própria e em
larização fundiária; Art. 7o Em caso de descumprimento das condi‑
conjunto com os Estados, o Distrito Federal
u) legitimação de posse. ções e dos prazos previstos na forma do caput
e os Municípios, programas de construção de
c Alíneas t e u com a redação dada pela Lei no 11.977, do artigo 5o desta Lei, ou não sendo cumpridas
moradias e melhoria das condições habitacio‑
nais, de saneamento básico, das calçadas, dos de 7-7-2009. as etapas previstas no § 5o do artigo 5o desta
passeios públicos, do mobiliário urbano e dos VI – estudo prévio de impacto ambien­tal (EIA) e Lei, o Município procederá à aplicação do im‑
demais espaços de uso público; estudo prévio de impacto de vizinhança (EIV). posto sobre a propriedade predial e territorial
IV – instituir diretrizes para desenvolvimen‑ § 1o Os instrumentos mencionados neste artigo urbana (IPTU) progressivo no tempo, mediante
to urbano, inclusive habitação, saneamento regem‑se pela legislação que lhes é própria, a majoração da alí­q uota pelo prazo de cinco
básico, transporte e mobilidade urbana, que observado o disposto nesta Lei. anos consecutivos.
incluam regras de acessibilidade aos locais de § 2o Nos casos de programas e projetos habita‑ § 1o O valor da alíquota a ser aplicado a cada
uso público; cionais de interesse social, desenvolvidos por ano será fixado na lei específica a que se refe‑
c Incisos III e IV com a redação dada pela Lei no 13.146, órgãos ou entidades da Administração Pública re o caput do artigo 5o desta Lei e não excederá
de 6-7-2015. com atuação específica nessa área, a conces‑ a duas vezes o valor referente ao ano anterior,

1871
Súmulas do STJ
577. É possível reconhecer o tempo de serviço tuição da pena privativa de liberdade por restri- midores, ainda que decorrentes da prestação de
rural anterior ao documento mais antigo apre‑ tiva de direitos. serviço público.
sentado, desde que amparado em convincente 589. É inaplicável o princípio da insignificância 602. O Código de Defesa do Consumidor é apli-
prova testemunhal colhida sob o contraditório. nos crimes ou contravenções penais pratica- cável aos empreendimentos habitacionais pro-
578. Os empregados que laboram no cultivo dos contra a mulher no âmbito das relações movidos pelas sociedades cooperativas.
da cana‑de‑açúcar para empresa agroindus‑ domésticas. 603. Cancelada. DJe de 27-8-2018.
trial ligada ao setor sucroalcooleiro detêm a 590. Constitui acréscimo patrimonial a atrair 604. O mandado de segurança não se presta
qualidade de rurícola, ensejando a isenção do a incidência do imposto de renda, em caso de para atribuir efeito suspensivo a recurso crimi-
FGTS desde a edição da Lei Complementar liquidação de entidade de previdência privada, nal interposto pelo Ministério Público.
no 11/1971 até a promulgação da Constituição a quantia que couber a cada participante, por ra-
teio do patrimônio, superior ao valor das respec-
605. A superveniência da maioridade penal não
Federal de 1988. interfere na apuração de ato infracional nem na
579. Não é necessário ratificar o recurso es‑ tivas contribuições à entidade em liquidação,
aplicabilidade de medida socioeducativa em
pecial interposto na pendência do julgamento devidamente atualizadas e corrigidas. curso, inclusive na liberdade assistida, enquanto
dos embargos de declaração, quando inaltera‑ 591. É permitida a “prova emprestada” no não atingida a idade de 21 anos.
do o resultado anterior. processo administrativo disciplinar, desde que 606. Não se aplica o princípio da insignifi-
devidamente autorizada pelo juízo competente
580. A correção monetária nas indenizações e respeitados o contraditório e a ampla defesa.
cância a casos de transmissão clandestina de
do seguro DPVAT por morte ou invalidez, pre‑ sinal de internet via radiofrequência, que ca-
vista no § 7o do art. 5o da Lei no 6.194/1974, 592. O excesso de prazo para a conclusão do pro- racteriza o fato típico previsto no art. 183 da Lei
redação dada pela Lei no 11.482/2007, incide cesso administrativo disciplinar só causa nulida- no 9.472/1997.
desde a data do evento danoso. de se houver demonstração de prejuízo à defesa. 607. A majorante do tráfico transnacional de
581. A recuperação judicial do devedor prin‑ 593. O crime de estupro de vulnerável se con- drogas (art. 40, I, da Lei n. 11.343/2006) confi-
cipal não impede o prosseguimento das ações figura com a conjunção carnal ou prática de ato gura‑se com a prova da destinação internacional
e execuções ajuizadas contra terceiros deve‑ libidinoso com menor de 14 anos, sendo irrele- das drogas, ainda que não consumada a transpo-
dores solidários ou coobrigados em geral, por vante eventual consentimento da vítima para a sição de fronteiras.
prática do ato, sua experiência sexual anterior 608. Aplica‑se o Código de Defesa do Consumi-
garantia cambial, real ou fidejussória.
ou existência de relacionamento amoroso com dor aos contratos de plano de saúde, salvo os
582. Consuma‑se o crime de roubo com a in‑ o agente.
versão da posse do bem mediante emprego de administrados por entidades de autogestão.
594. O Ministério Público tem legitimidade ati- 609. A recusa de cobertura securitária, sob a
violência ou grave ameaça, ainda que por bre‑ va para ajuizar ação de alimentos em proveito
ve tempo e em seguida à perseguição imediata alegação de doença preexistente, é ilícita se não
de criança ou adolescente independentemente houve a exigência de exames médicos prévios
ao agente e recuperação da coisa roubada, do exercício do poder familiar dos pais, ou do
sendo prescindível a posse mansa e pacífica à contratação ou a demonstração de má‑fé do
fato de o menor se encontrar nas situações de segurado.
ou desvigiada. risco descritas no art. 98 do Estatuto da Criança
583. O arquivamento provisório previsto no e do Adolescente, ou de quaisquer outros ques- 610. O suicídio não é coberto nos dois primeiros
art. 20 da Lei no 10.522/2002, dirigido aos dé- tionamentos acerca da existência ou eficiência anos de vigência do contrato de seguro de vida,
bitos inscritos como dívida ativa da União pela da Defensoria Pública na comarca. ressalvado o direito do beneficiário à devolução
Procuradoria‑Geral da Fazenda Nacional ou por do montante da reserva técnica formada.
595. As instituições de ensino superior respon-
ela cobrados, não se aplica às execuções fiscais dem objetivamente pelos danos suportados
611. Desde que devidamente motivada e com
movidas pelos conselhos de fiscalização profis- amparo em investigação ou sindicância, é per-
pelo aluno/consumidor pela realização de curso
sional ou pelas autarquias federais. mitida a instauração de processo administrativo
não reconhecido pelo Ministério da Educação,
disciplinar com base em denúncia anônima, em
584. As sociedades corretoras de seguros, sobre o qual não lhe tenha sido dada prévia e
face do poder‑dever de autotutela imposto à
que não se confundem com as sociedades de adequada informação.
Administração.
valores mobiliários ou com os agentes autô- 596. A obrigação alimentar dos avós tem natu-
nomos de seguro privado, estão fora do rol de reza complementar e subsidiária, somente se
612. O certificado de entidade beneficente de
entidades constantes do art.  22, §  1 o, da Lei assistência social (CEBAS), no prazo de sua va-
configurando no caso de impossibilidade total lidade, possui natureza declaratória para fins
no 8.212/1991, não se sujeitando à majoração ou parcial de seu cumprimento pelos pais.
da alíquota da COFINS prevista no art. 18 da Lei tributários, retroagindo seus efeitos à data em
597. A cláusula contratual de plano de saúde que demonstrado o cumprimento dos requisi-
no 10.684/2003. que prevê carência para utilização dos serviços tos estabelecidos por lei complementar para a
585. A responsabilidade solidária do ex‑proprie- de assistência médica nas situações de emer- fruição da imunidade.
tário, prevista no art. 134 do Código de Trânsito gência ou de urgência é considerada abusiva 613. Não se admite a aplicação da teoria do fato
Brasileiro – CTB, não abrange o IPVA incidente se ultrapassado o prazo máximo de 24 horas consumado em tema de Direito Ambiental.
sobre o veículo automotor, no que se refere ao contado da data da contratação.
SÚMULAS

período posterior à sua alienação. 614. O locatário não possui legitimidade ativa
598. É desnecessária a apresentação de laudo para discutir a relação jurídico‑tributária de IPTU
586. A exigência de acordo entre o credor e o de- médico oficial para o reconhecimento judicial e de taxas referentes ao imóvel alugado nem
vedor na escolha do agente fiduciário aplica‑se, da isenção do imposto de renda, desde que o para repetir indébito desses tributos.
exclusivamente, aos contratos não vinculados ao magistrado entenda suficientemente demons-
Sistema Financeiro da Habitação – SFH. trada a doença grave por outros meios de prova. 615. Não pode ocorrer ou permanecer a ins-
crição do município em cadastros restritivos
587. Para a incidência da majorante prevista no 599. O princípio da insignificância é inaplicável fundada em irregularidades na gestão anterior
art. 40, V, da Lei no 11.343/2006, é desnecessária aos crimes contra a administração pública. quando, na gestão sucessora, são tomadas as
a efetiva transposição de fronteiras entre esta- 600. Para a configuração da violência do- providências cabíveis à reparação dos danos
dos da Federação, sendo suficiente a demonstra- méstica e familiar prevista no artigo 5 o da Lei eventualmente cometidos.
ção inequívoca da intenção de realizar o tráfico n o  11.340/2006 (Lei Maria da Penha) não se 616. A indenização securitária é devida quan-
interestadual. exige a coabitação entre autor e vítima. do ausente a comunicação prévia do segurado
588. A prática de crime ou contravenção penal 601. O Ministério Público tem legitimidade acerca do atraso no pagamento do prêmio, por
contra a mulher com violência ou grave ameaça ativa para atuar na defesa de direitos difusos, constituir requisito essencial para a suspensão
no ambiente doméstico impossibilita a substi- coletivos e individuais homogêneos dos consu- ou resolução do contrato de seguro.

2335
Súmulas da Turma Nacional de Uniformização-JEF
videnciário de trabalhador rural, condição que 61. Cancelada. DOU de 11-10-2013. anotação de vínculo de emprego não conste
deve ser analisada no caso concreto. no Cadastro Nacional de Informações Sociais
62. O segurado contribuinte individual pode (CNIS).
47. Uma vez reconhecida a incapacidade par- obter reconhecimento de atividade especial
cial para o trabalho, o juiz deve analisar as para fins previdenciários, desde que consiga 76. A averbação de tempo de serviço rural não
condições pessoais e sociais do segurado para comprovar exposição a agentes nocivos à saú- contributivo não permite majorar o coeficiente
a concessão de aposentadoria por invalidez. de ou à integridade física. de cálculo da renda mensal inicial de aposen-
48. A incapacidade não precisa ser permanen- tadoria por idade previsto no art. 50 da Lei
63. A comprovação de união estável para efeito no 8.213/1991.
te para fins de concessão do benefício assis- de concessão de pensão por morte prescinde
tencial de prestação continuada. de início de prova material. 77. O julgador não é obrigado a analisar as
49. Para reconhecimento de condição especial 64. Cancelada. Sessão de 18-6-2015. condições pessoais e sociais quando não re-
de trabalho antes de 29-4-1995, a exposição a conhecer a incapacidade do requerente para a
agentes nocivos à saúde ou à integridade física 65. Os benefícios de auxílio‑doença, auxí- sua atividade habitual.
não precisa ocorrer de forma permanente. lio‑acidente e aposentadoria por invalidez
concedidos no período de 28-3-2005 a 20-
78. Comprovado que o requerente de benefício
50. É possível a conversão do tempo de serviço 7-2005 devem ser calculados nos termos da é portador do vírus HIV, cabe ao julgador veri-
especial em comum do trabalho prestado em Lei no 8.213/1991, em sua redação anterior à ficar as condições pessoais, sociais, econômi-
qualquer período. vigência da Medida Provisória no 242/2005. cas e culturais, de forma a analisar a incapa-
51. Cancelada. DJe de 20-9-2017. 66. O servidor público ex‑celetista que traba-
cidade em sentido amplo, em face da elevada
52. Para fins de concessão de pensão por mor- estigmatização social da doença.
lhava sob condições especiais antes de migrar
te, é incabível a regularização do recolhimen- para o regime estatutário tem direito adquirido 79. Nas ações em que se postula benefício
to de contribuições de segurado contribuinte à conversão do tempo de atividade especial em assistencial, é necessária a comprovação das
individual posteriormente a seu óbito, exceto tempo comum com o devido acréscimo legal, condições socioeconômicas do autor por lau-
quando as contribuições devam ser arrecada- para efeito de contagem recíproca no regime do de assistente social, por auto de consta-
das por empresa tomadora de serviços. previdenciário próprio dos servidores públicos. tação lavrado por oficial de justiça ou, sendo
53. Não há direito a auxílio‑doença ou a apo- inviabilizados os referidos meios, por prova
67. O auxílio‑alimentação recebido em pecú- testemunhal.
sentadoria por invalidez quando a incapacida- nia por segurado filiado ao Regime Geral da
de para o trabalho é preexistente ao reingresso Previdência Social integra o salário de contri- 80. Nos pedidos de benefício de prestação
do segurado no Regime Geral de Previdência buição e sujeita‑se à incidência de contribui- continuada (LOAS), tendo em vista o advento
Social. ção previdenciária. da Lei no 12.470/2011, para adequada valora-
54. Para a concessão de aposentadoria por ida- 68. O laudo pericial não contemporâneo ao ção dos fatores ambientais, sociais, econômi-
de de trabalhador rural, o tempo de exercício período trabalhado é apto à comprovação da cos e pessoais que impactam na participação
de atividade equivalente à carência deve ser atividade especial do segurado. da pessoa com deficiência na sociedade, é
aferido no período imediatamente anterior ao necessária a realização de avaliação social por
69. O tempo de serviço prestado em empresa assistente social ou outras providências aptas
requerimento administrativo ou à data do im- pública ou em sociedade de economia mista
plemento da idade mínima. a revelar a efetiva condição vivida no meio so-
por servidor público federal somente pode cial pelo requerente.
55. A conversão do tempo de atividade espe- ser contado para efeitos de aposentadoria e
cial em comum deve ocorrer com aplicação do disponibilidade. 81. Não incide o prazo decadencial previsto no
fator multiplicativo em vigor na data da con- art. 103, caput, da Lei no 8.213/91, nos casos
70. A atividade de tratorista pode ser equipa- de indeferimento e cessação de benefícios,
cessão da aposentadoria. rada à de motorista de caminhão para fins de
56. O prazo de trinta anos para prescrição da bem como em relação às questões não aprecia-
reconhecimento de atividade especial median-
pretensão à cobrança de juros progressivos das pela Administração no ato da concessão.
te enquadramento por categoria profissional.
sobre saldo de conta vinculada ao FGTS tem 71. O mero contato do pedreiro com o cimento 82. O código 1.3.2 do quadro anexo ao De-
início na data em que deixou de ser feito o não caracteriza condição especial de trabalho creto no 53.831/1964, além dos profissionais
crédito e incide sobre cada prestação mensal. para fins previdenciários. da área da saúde, contempla os trabalhado-
57. O auxílio‑doença e a aposentadoria por res que exercem atividades de serviços ge-
72. É possível o recebimento de benefício por rais em limpeza e higienização de ambientes
invalidez não precedida de auxílio‑doen- incapacidade durante período em que houve
ça, quando concedidos na vigência da Lei hospitalares.
exercício de atividade remunerada quando
no 9.876/1999, devem ter o salário de bene- comprovado que o segurado estava incapaz 83. A partir da entrada em vigor da Lei n.
fício apurado com base na média aritmética para as atividades habituais na época em que 8.870/1994, o décimo terceiro salário não
simples dos maiores salários de contribuição trabalhou. integra o salário de contribuição para fins de
correspondentes a 80% do período contribu- cálculo do salário de benefício.
tivo, independentemente da data de filiação 73. O tempo de gozo de auxílio‑doença ou de
c Publicada no DOU de 21-3-2016.
do segurado ou do número de contribuições aposentadoria por invalidez não decorrentes
de acidente de trabalho só pode ser compu- 84. Comprovada a situação de desemprego
mensais no período contributivo. por mais de 3 anos, o trabalhador tem direito
tado como tempo de contribuição ou para fins
c Redação retificada no DOU de 4-7-2012. ao saque dos valores depositados em sua conta
de carência quando intercalado entre períodos
58. Não é devido o reajuste na indenização nos quais houve recolhimento de contribui- individual do PIS.
de campo por força da alteração trazida pelo ções para a previdência social. c Publicada no DOU de 14-6-2017.
Decreto no 5.554/2005. 74. O prazo de prescrição fica suspenso pela 85. É possível a conversão de tempo comum em
c Redação retificada no DOU de 4-7-2012. formulação de requerimento administrativo e especial de período(s) anterior(es) ao advento
59. A ausência de declaração do objeto posta- volta a correr pelo saldo remanescente após a da Lei n o  9.032/1995 (que alterou a redação
do não impede a condenação da ECT a indeni- ciência da decisão administrativa final. do § 3o do art. 57 da Lei no 8.213/1991), desde
zar danos decorrentes do extravio, desde que 75. A Carteira de Trabalho e Previdência So- que todas as condições legais para a concessão
o conteúdo da postagem seja demonstrado por cial (CTPS) em relação à qual não se aponta do benefício pleiteado tenham sido atendidas
outros meios de prova admitidos em direito. defeito formal que lhe comprometa a fidedig- antes da publicação da referida lei, independen-
c Redação retificada no DOU de 4-7-2012. nidade goza de presunção relativa de veraci- temente da data de entrada do requerimento
60. Cancelada. Sessão de 16-3-2016 (DOU dade, formando prova suficiente de tempo de (DER).
de 21-3-2016). serviço para fins previdenciários, ainda que a c Publicada no DOU de 29-8-2018.

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