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NORMA ABNT NBR

BRASILEIRA ISO/IEC
17020

Segunda edição
10.08.2012

Válida a partir de
10.09.2012

Versão corrigida
11.01.2013

Avaliação de conformidade - Requisitos


para o funcionamento de diferentes tipos de
organismos que executam inspeção
C0
~
o
N Conformity assessment - Requirements for the operation of various types of
~
o bodies performinginspection
N
o
o
Cf)
Cf)

~
o..
E

,
o
> ICS 03.120.20 ISBN 978-85-07-03617-3
'êij
:J
li
x
Q)

o
Cf)
:J
~ ASSOCIAÇÃO Número de referência
ro
o.. BRASILEIRA
.... ABNT NBR ISO/IEC 17020:2012
ro DE NORMAS
Ci.. TÉCNICAS 21 páginas
E
Q)
x
W

© ISO/IEC 2012 - © ABNT 2012


ABNT NBR ISO/IEC 17020:2012

(")

~
o
N
~
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o
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Q)

© ISO/IEC 2012
Todos os direitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicação pode ser
reproduzida ou utilizada por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e microfilme, sem permissão por
escrito da ABNT, único representante da ISO no território brasileiro.

©ABNT 2012
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:J Fax: + 55 21 3974-2346
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Q)

o www.abnt.org.br
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ro
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ro
o..
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x
UJ

ii © ISO/IEC 2012 - © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados


ABNT NBR ISO/IEC17020:2012

Sumário Página

Prefácio Nacional v
Introdução vi
1 Escopo 1
2 Referência normativa 1
3 Termos e definições 1
4 Requisitos gerais 3
4.1 Imparcialidade e independência 3
4.2 Confidencial idade 4
5 Requisitos estruturais 4
5.1 Requisitos administrativos 4
5.2 Organização e gestão 5
6 Requisitos de recursos 6
6.1 Pessoal 6
(") 6.2 Instalações e equipamentos 7
~
o
N 6.3 Subcontratação 9
~
o
N
7 Requisitos de processo 9
o
o 7.1 Métodos e procedimentos de inspeção 9
rf)
rf)

o..
Q) 7.2 Tratamento de itens de inspeção e amostras 10
E 7.3 Registros de inspeção 11
o
co
l()
7.4 Relatórios de inspeção e certificados de inspeção 11
-e-'
o
'<t
7.5 Reclamações e apelações 12
o
:2 7.6 Processo de reclamações e apelações 12
""O
Q)
(L. 8 Requisitos do sistema de gestão 12
8.1 Opções 12
8.1.1 Geral 12
8.1.2 Opção A 13
8.1.3 OpçãoB 13
8.2 Documentação do sistema de gestão (Opção A) 13
8.3 Controle de documentos (Opção A) 14
8.4 Controle de registros (Opção A) 14
8.5 Análise crítica do sistema de gestão (Opção A) 14
8.5.1 Geral 14
8.5.2 Entradas da análise crítica 15
8.5.3 Saídas da análise crítica 15
, 8.6 Auditorias internas (Opção A) 15
o
>
·Vi
:J
8.7 Ações corretivas (Opção A) 16
U
X
Q)
8.8 Ações preventivas (Opção A) 16
o
rf) Bibliografia 21
:J
~
ro
Q.
~
ro
el.-
E
Q)
x
w
© ISO/lEC 2012 - © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados iii
ABNT NBR ISO/IEC 17020:2012

Anexos
Anexo A (normativo) Requisitos de independência para organismos de inspeção 17
A.1 Requisitos para organismos de inspeção (Tipo A) 17
A.2 Requisitos para organismos de inspeção (Tipo B) 18
A.3 Requisitos para organismos de inspeção (Tipo C) 18
Anexo B (informativo) Elementos opcionais de relatórios e certificados de inspeção 20

(C)
~
o
N
~
o
N
o
o
Cf)
Cf)

~
o,
E
o
CD
LO
~
o
"<;j"

o
:2
"O
Q)

~
CIJ
CIJ
~
(J)
LO
<ri
CD
"':
"<;j"
~
o
Cf)
Q)
"O
C
ro
c
Q;
u,
~
°w
02:
6
Cii
ro
'+-
ro
o:::
o
>
°Vi
:::J
(3
><
Q)
o
Cf)
:::J
~
ro
o..
ro
o.
E
Q)
><
UJ

iv © ISO/IEC 2012 - © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados


ABNT NBR ISO/lEC 17020:2012

Prefácio Nacional

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos,
delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que
alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser
considerada responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes.

A ABNT NBR ISO/IEC 17020 foi elaborada no Comitê Brasileiro da Qualidade (ABNT/CB-25),
pela Comissão de Estudo de Avaliação da Conformidade (CE-25:000.04). O Projeto circulou
em Consulta Nacional conforme Edital nº 05, de 31.05.2012 a 02.07.2012, com o número de Projeto
C0
ABNT NBR ISO/IEC 17020.
"<"""

o
N
;;:r Esta Norma é uma adoção idêntica, em conteúdo técnico, estrutura e redação, à ISO/I EC 17020:2012,
o
N que foi elaborada pelo Technical Commíttee on Conformity Assessment (CASCO), conforme
o
o ISO/IEC Guide 21-1 :2005.
C/l
C/l
~
O- Esta segunda edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR I~O/IEC 17020:2006), a qual
E
foi tecnicamente revisada.

Esta versão corrigida da ABNT NBR ISO/IEC 17020:2012 incorpora a Errata 1 de 11.01.2013.

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

Scope

This Standard contains requirements for the competence of bodies performing inspectíon and for the
impartíality and consistency of their inspection ectivities.
C/l
Q)
-o
c It applies to inspectton bodles of type A, B or C, as defined in this Standard, and it applies to any stage
ro
c of inspectíon.
W
LL

~ NOTE The stages ot inspectian include design stage, type exeminetion, initial inspectian, in-service
°w
02: inspectian ar surveillance.
O
Cii
~ro
o:::
o
>
OU)
::J
U
X
Q)

o
ia
::J
eo
ro0-
ro
Q.
E
Q)
X
LU
© ISO/IEC 2012 - © ABNT 2012 - Todos os direitos reservados v
ABNT NBR ISO/IEC 17020:2012

Introdução

Esta Norma foi elaborada com o objetivo de promover confiança em organismos que executam
inspeção.

Os organismos de inspeção fazem avaliações para clientes particulares, suas organizações


de origem, ou autoridades, com o objetivo de prover informações a respeito da conformidade
de itens inspecionados em relação a regulamentos, normas, especificações, esquemas de inspeção
ou contratos. Os parâmetros de inspeção incluem questões de quantidade, qualidade, segurança,
adequação aos propósitos e conformidade contínua da segurança das instalações ou dos sistemas em
operação. Os requisitos gerais que estes organismos são requeridos a cumprir para que seus serviços
sejam aceitos pelos clientes e por autoridades supervisoras estão harmonizados nesta Norma.

Esta Norma abrange as atividades de organismos de inspeção cujo trabalho pode incluir análise
de materiais, produtos, instalações, plantas, processos, procedimentos de trabalho ou serviços,
e a determinação de sua conformidade com requisitos e o subsequente relato dos resultados aos
clientes e, quando requerido, às autoridades. A inspeção pode se preocupar com todos os estágios
M da vida útil desses itens, incluindo o estágio de projeto. Tal trabalho normalmente requer o exercício
.,...
o do julgamento profissional na execução da inspeção, em particular ao avaliar a conformidade com
N
;: requisitos gerais.
o
N
o
o Esta Norma pode ser usada como requisito para acreditação ou avaliação de pares ou outras avaliações.
(/)
(/)

a.
Q)

Este conjunto de requisitos pode ser interpretado quando aplicado a setores particulares.
E

Atividades de inspeção podem sobrepor-se com atividades de ensaio e certificação quando essas
atividades têm características em comum. Entretanto, uma importante diferença é que muitos tipos
de inspeção envolvem julgamento profissional para determinar a aceitabilidade frente a requisitos
gerais, razão pela qual o organismo de inspeção necessita da competência necessária para executar
a tarefa.

Inspeção pode ser uma atividade embutida em um processo maior. Por exemplo, inspeção pode ser
usada como uma atividade de supervisão em um esquema de certificação de produto. Inspeção
pode ser uma atividade que precede a manutenção ou simplesmente provê informação sobre um
item inspecionado sem qualquer determinação de conformidade a requisitos. Em casos assim,
interpretações adicionais podem ser necessárias.

A categorização de organismos de inspeção como tipo A, B ou C é essencialmente uma medida


de sua independência. A independência demonstrável de um organismo de inspeção pode fortalecer
a confiança de seus clientes com relação à habilidade do organismo em executar um trabalho
de inspeção com imparcialidade.

Nesta Norma, as seguintes formas verbais são utilizadas:


o
>
'u;
"deve" indica um requisito;
::J
Ü
X
Q) "convém" indica uma recomendação;
o
(/)
::J
ro "pode" indica uma permissão, possibilidade ou capacidade.
ro
o..
ro
o.
E
Q)
x
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NORMA BRASILEIRA ABNT NBR ISO/IEC 17020:2012

Avaliação de conformidade - Requisitos para o funcionamento de


diferentes tipos de organismos que executam inspeção

1 Escopo
Esta Norma contém requisitos para a competência de organismos que executam inspeção e para
a imparcialidade e consistência de suas atividades de inspeção.

Ela se aplica a organismos de inspeção tipo A, B ou C, como definido nesta Norma, e a qualquer
estágio de inspeção.

NOTA Os estágios de inspeção incluem fase de projeto, exame de tipo, inspeção inicial, inspeção em
serviço ou acompanhamento.

2 Referência normativa
(Y)
~
o
N
o documento referenciado a seguir é indispensável para aplicação deste documento. Para referências
;: datadas aplica-se somente a edição citada. Para referências não-datadas aplica-se a última edição do
o
N documento referenciado (incluindo qualquer emenda).
o
o
CfJ
CfJ ABNT NBR ISO/IEC 17000, Avaliação da conformidade - Vocabulário e princípios gerais
~
o,
E

3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições da ABNT NBR ISO/IEC 17000
e os seguintes.

3.1
inspeção
exame de um produto (3.2), processo (3.3), serviço (3.4) ou instalação ou seu projeto e determinação
de sua conformidade com requisitos específicos ou com requisitos gerais, com base em julgamento
profissional.
CfJ
~ NOTA 1 Inspeção de processos pode incluir pessoal, instalações, tecnologia ou metodologia.
c
eu
~ NOTA 2 Procedimentos ou esquemas de inspeção podem restringir a inspeção a somente exame.
LL

~ NOTA 3 Adaptado da ABNT NBR ISO/IEC 17000:2005, definição 4.3.


<li
,,,=
o NOTA 4 O termo "item" é usado nesta Norma para abranger produto, processo, serviço ou instalação,
Q) conforme apropriado.
'o:::ffi
3.2
o
> produto
'üi
:::J resultado de um processo
"O
x
Q)

o NOTA 1 Quatro categorias genéricas de produtos são apontadas na ABNT NBR ISO 9000:2005:
CfJ
:::J
~
ro
o, serviços (por exemplo, transporte) (ver definição em 3.4);
ro
o.
E informação (por exemplo, programa de computador, dicionário);
Q)
x
UJ

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ABNT NBR ISO/IEC 17020:2012

materiais e equipamentos (por exemplo, motor, parte mecânica);

materiais processados (por exemplo, lubrificante).

Muitos produtos abrangem elementos que pertencem a diferentes categorias genéricas de produtos.
Se o produto for chamado de serviço, informações, materiais e equipamentos ou materiais processados,
isto vai depender do elemento dominante.

NOTA 2 Produtos incluem resultados de processos naturais, como o crescimento de plantas e formação
de outros recursos naturais.

NOTA 3 Adaptado da ABNT NBR ISO/IEC 17000:2005, definição 3.3.

3.3
processo
conjunto de atividades inter-relacionadas ou interativas que transforma entradas em saídas

NOTA Adaptado da ABNT NBR ISO 9000:2005, definição 3.4.1.

C"l
.,--- 3.4
o serviço
N
~
o resultado de pelo menos uma atividade necessariamente desempenhada na interface entre
i':i
o o fornecedor e o cliente, que é geralmente intangível
o
(/)
(/)

~ NOTA 1 O fornecimento de um serviço pode envolver, por exemplo, o seguinte:


o..
E
uma atividade executada em um produto tangível fornecido pelo cliente (por exemplo, automóvel
a ser reparado);

uma atividade executada em um produto intangível fornecido pelo cliente (por exemplo,
a declaração de imposto de renda necessária para receber a restituição);

a entrega de um produto intangível (por exemplo, a distribuição de informação no contexto


da transmissão de conhecimento);

a criação de um ambiente para o cliente (por exemplo, em hotéis e restaurantes).

(/)
Q) NOTA 2 Adaptado da ABNT NBR ISO 9000:2005, definição 3.4.2, Nota 2.
"O
C
eu
c 3.5
Q;
u,
organismo de inspeção
~ organismo que executa inspeção (3.1)
ãi
.2:
o
fi NOTA Um organismo de inspeção pode ser uma organização, ou parte de uma organização.
J2
eu
o::: 3.6
o sistema de inspeção
>
'üj
:::J regras, procedimentos e gerenciamento para realização das inspeções
Ü
X
Q)

o
(/)
NOTA 1 Um sistema de inspeção pode ser operado em nível internacional, regional, nacional ou subnacional.
:::J
~
eu
o.. NOTA 2 Adaptado da ABNT NBR ISO/IEC 17000:2005, definição 2.7.
ro
o..
E
Q)
x
W

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ABNT NBR ISO/IEC 17020:2012

3.7
esquema de inspeção
programa de inspeção
sistema de inspeção (3.6) ao qual se aplicam os mesmos requisitos específicos, regras específicas
e procedimentos

NOTA 1 Esquemas de inspeção podem ser operados em um nível internacional, regional, nacional
ou subnacional.

NOTA 2 Esquemas são às vezes também referenciados como "programas".

NOTA 3 Adaptado da ABNT NBR ISO/IEC 17000:2005, definição 2.8.

3.8
imparcialidade
presença de objetividade

NOTA 1 Objetividade significa que conflitos de interesse não existem ou estão resolvidos de forma a não
influenciar adversamente as atividades subsequentes do organismo de inspeção.
(")
~
o
N
NOTA 2 Outros termos que são úteis para transmitir o elemento de imparcialidade são: independência,
~
o
ausência de conflito de interesses, ausência de inclinação tendenciosa, ausência de preconceito, neutralidade,
N justiça, mente aberta, desprendimento, equilíbrio.
o
o
rJ)
sn 3.9
~
Q.
apelação
E
solicitação pelo fornecedor de um item de inspeção ao organismo de inspeção, para que este
reconsidere uma decisão tomada relativa àquele item

NOTA Adaptado da ABNT NBR ISO/IEC 17000:2005, definição 6.4.

3.10
reclamação
expressão de insatisfação, exceto apelação, por uma pessoa ou organização ao organismo de
inspeção, relativa às atividades desse organismo, em que uma resposta é esperada

NOTA Adaptado da ABNT NBR ISO/IEC 17000:2005, definição 6.5.


rJ)
Q)
"O
C
eu
c
êD
4 Requisitos gerais
u,
~ 4.1 Imparcialidade e independência
Q)

~
o
ãi 4.1.1 As atividades de inspeção devem ser realizadas com imparcialidade.
~
o::: 4.1.2 O organismo de inspeção deve ser responsável pela imparcialidade de suas atividades
o de inspeção e não pode permitir que pressões comerciais, financeiras ou outras comprometam
>
·Vi
::J a imparcialidade.
U
X
Q)

o
rJ) 4.1.3 O organismo de inspeção deve identificar os riscos à sua imparcialidade de forma contínua.
::J
~ Isto deve incluir os riscos decorrentes de suas atividades, de seus relacionamentos, ou dos rela-
eu
Q. cionamentos de seu pessoal. Entretanto, esses relacionamentos não necessariamente apresentam
ro
o.. ao organismo de inspeção riscos à imparcialidade.
E
Q)
x
W
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ABNT NBR ISO/IEC 17020:2012

NOTA Um relacionamento que ameaça a imparcialidade do organismo de inspeção pode ser baseado
em propriedade, controle, gerenciamento, pessoal, divisão de recursos, finanças, contratos, marketing
(incluindo promoção de marcas) e pagamento de comissões de vendas ou outros benefícios financeiros pela
referência de novos clientes etc.

4.1.4 Se um risco à imparcialidade for identificado, o organismo de inspeção deve ser capaz
de demonstrar como ele elimina ou minimiza tal risco.

4.1.5 O organismo de inspeção deve ter o comprometimento da Alta Administração com


a imparcialidade.

4.1.6 O organismo de inspeção deve ser independente na extensão requerida de acordo com
as condições nas quais ele realiza seus serviços. Dependendo destas condições, ele deve satisfazer
os requisitos mínimos estipulados no Anexo A, como delineado a seguir.

a) Um organismo de inspeção realizando inspeções de terceira parte deve satisfazer os requisitos


do tipo A da Seção A.1 (organismo de inspeção de terceira parte).

b) Um organismo de inspeção realizando inspeções de primeira parte, inspeções de segunda


parte, ou ambas, constituindo uma parte separada e identificável de uma organização envolvida
(Y)
~ no projeto, fabricação, fornecimento, instalação, uso ou manutenção dos itens que inspeciona
o
N e que fornece serviços de inspeção apenas para a organização da qual faz parte (organismo
~
o de inspeção interno), deve satisfazer os requisitos do tipo B da Seção A.2.
~
o
o
(j)
c) Um organismo de inspeção realizando inspeções de primeira parte, inspeções de segunda
u:
~ parte, ou ambas, que forma uma parte identificável, mas não necessariamente separada de
o..
E uma organização envolvida no projeto, fabricação, fornecimento, instalação, uso ou manutenção
dos itens que inspeciona e que fornece serviços de inspeção para a organização da qual faz
parte ou para outras partes, deve satisfazer os requisitos do tipo C da Seção A.3.

4.2 Confidencialidade
4.2.1 O organismo de inspeção deve ser responsável, por meio de compromissos legalmente
obrigatórios, pelo gerenciamento de todas as informações obtidas ou criadas durante a realização
das atividades de inspeção. O organismo de inspeção deve informar previamente ao cliente
da informação que pretende tornar pública. Todas as outras informações são consideradas
informações proprietárias e devem ser tratadas como confidenciais, exceto as informações que
o cliente disponibiliza ao público, ou quando acordado entre o organismo de inspeção e o cliente
u:
Q)
(por exemplo, para o propósito de responder a reclamações).
-o
c
til
c NOTA Compromissos legalmente obrigatórios podem ser, por exemplo, acordos contratuais.
Q;
LL

~ 4.2.2 Quando o organismo de inspeção é obrigado por lei ou autorizado por compromissos contra-
Q)
.~
tuais a divulgar informações confidenciais, o cliente ou indivíduo interessado deve, exceto se proibido
o por lei, ser notificado das informações fornecidas.
Qj
~til 4.2.3 As informações sobre o cliente obtidas por outras fontes que não sejam o próprio cliente
o::
(por exemplo, reclamantes, entidades reguladoras) devem ser tratadas como confidenciais.
o
>
'üj
::J
Ü
><
Q) 5 Requisitos estruturais
o
(j)
::J
~ 5.1 Requisitos administrativos
til
o,
ro 5.1.1 O organismo de inspeção deve ser uma entidade legal, ou parte definida de uma entidade
Ci..
E
legal, de forma que possa ser legalmente responsabilizado por todas as suas atividades de inspeção.
Q)
x
w
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ABNT NBR ISO/IEC 17020:2012

NOTA Um organismo de inspeção governamental invariavelmente é considerado uma entidade legal


com base em seu status governamental.

5.1.2 Um organismo de inspeção que é parte de uma entidade legal envolvida em outras funções
que não sejam inspeção deve ser identificável dentro dessa entidade.

5.1.3 O organismo de inspeção deve possuir documentação que descreva as atividades para as
quais é competente.

5.1.4 O organismo de inspeção deve possuir meios adequados (por exemplo, seguro ou reservas)
para cobrir as responsabilidades decorrentes de suas operações.

NOTA A responsabilidade pode ser assumida pelo Estado de acordo com leis nacionais, ou pela
organização da qual o organismo faz parte.

5.1.5 O organismo de inspeção deve possuir documentação descrevendo as condições contratuais


sob as quais fornece a inspeção, a menos que ele forneça serviços de inspeção apenas para a enti-
dade legal da qual faz parte.

..-o
C")
5.2 Organização e gestão
C"I

~
o 5.2.1 O organismo de inspeção deve ser estruturado e gerenciado de forma a salvaguardar
N
o a imparcialidade
o
Cf)
Cf)
~
o, 5.2.2 O organismo de inspeção deve ser organizado e gerenciado de forma a habilitá-Io a manter
E sua capacidade de desempenhar suas atividades de inspeção.

NOTA Esquemas de inspeção podem requerer que o organismo de inspeção participe de intercâmbios
de experiência técnica com outros organismos de inspeção para manter essa capacidade.

5.2.3 O organismo de inspeção deve definir e documentar as responsabilidades e a estrutura hierár-


quica da organização.

5.2.4 Nos casos em que o organismo de inspeção é parte de uma entidade legal que desempenha
outras atividades, a relação entre essas outras atividades e as atividades de inspeção devem
ser definidas.

5.2.5 O organismo de inspeção deve ter disponível(is) uma ou mais pessoa(s) como gerente(s)
técnico(s) que tenha(m) total responsabilidade em assegurar que as atividades de inspeção sejam
executadas de acordo com esta Norma.

NOTA A pessoa que cumpre esse papel nem sempre tem a denominação de gerente técnico.
A(s) pessoa(s) que cumpre(m) esse papel deve(m) ser tecnicamente competente(s) e experiente(s)
Q)

~ro na operação do organismo de inspeção. Nos casos em que o organismo de inspeção tem mais de um
n:: gerente técnico, as responsabilidades específicas de cada um devem ser definidas e documentadas.
o
>
-ül 5.2.6 O organismo de inspeção deve ter uma ou mais pessoa(s) nomeada(s) para substituir qualquer
::J
U
X
gerente técnico responsável pelas atividades contínuas de inspeção.
Q)
o
Cf)
::J 5.2.7 O organismo de inspeção deve ter uma descrição de cargos ou outra documentação para cada
~
ro categoria de posição dentro da organização envolvida em atividades de inspeção.
o,
eu
n.
E
Q)
x
UJ

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ABNT NBR ISO/IEC 17020:2012

6 Requisitos de recursos

6.1 Pessoal

6.1.1 O organismo de inspeção deve definir e documentar os requisitos de competência para todo
o pessoal envolvido em atividades de inspeção, incluindo requisitos de educação, treinamento, conhe-
cimento técnico, prática e experiência.

NOTA Os requisitos de competência podem ser parte da descrição do cargo ou outra documentação
mencionada em 5.2.7.

6.1.2 O organismo de inspeção deve empregar, ou ter contrato com, número suficiente de pessoas
com as competências exigidas, incluindo, onde necessário, habilidade para fazer julgamentos profis-
sionais, a fim de realizar o tipo, variedade e volume de suas atividades de inspeção.

6.1.3 O pessoal responsável pela inspeção deve ter qualificações apropriadas, treinamento, experi-
ência e conhecimento satisfatório dos requisitos das inspeções a serem executadas. Eles devem ter
também conhecimento relevante do seguinte:

(')
~ a tecnologia utilizada na fabricação dos produtos inspecionados, a operação dos processos e a
o entrega dos serviços;
N
;:
o
N a forma em que os produtos são usados, os processos são operados e os serviços são entregues;
o
o
(f)
(f)

~ quaisquer defeitos que possam ocorrer durante o uso do produto, quaisquer falhas na operação
o,
E
do processo e quaisquer deficiências na entrega dos serviços.

Eles devem entender o significado de desvios encontrados com relação ao uso normal dos produtos,
da operação dos processos e da entrega de serviços.

6.1.4 O organismo de inspeção deve deixar claro para cada pessoa seus deveres, responsabilidades
e autoridades.

6.1.5 O organismo de inspeção deve possuir procedimentos documentados para selecionar,


treinar, autorizar formalmente e monitorar os inspetores e demais pessoas envolvidas em atividades
de inspeção.

6.1.6 Os procedimentos documentados para treinamento (ver 6.1.5) devem tratar os seguintes
estágios:

a) um período de integração;

b) um período de trabalho monitorado por inspetores experientes;

c) treinamento contínuo para acompanhar o desenvolvimento tecnológico e os métodos de inspeção.

o
6.1.7 O treinamento requerido deve depender das habilidades, qualificações e experiência de cada
> inspetor e das demais pessoas envolvidas nas atividades de inspeção, e nos resultados do monitora-
'üi
:J
U mento (ver 6.1.8).
x
Q)
o
(f)
:J 6.1.8 Pessoal familiarizado com os métodos e procedimentos de inspeção deve monitorar todos
~
ro os inspetores e demais pessoal envolvido em atividades de inspeção para um desempenho satisfa-
c..
tório. Resultados de monitoramentos devem ser usados como meio de identificação de necessidades
ro
o.. de treinamento (ver 6.1.7).
E
Q)
x
w
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NOTA O monitoramento pode incluir uma combinação de técnicas, como observações no local de trabalho,
análise crítica de relatórios, entrevistas, inspeções simuladas e outras técnicas para avaliar desempenho,
e dependerá da natureza das atividades de inspeção.

6.1.9 Cada inspetor deve ser observado no local de trabalho, exceto se houver evidência suficiente
garantindo que o inspetor permanece atuando de forma competente.

NOTA Espera-se que todas as observações no local de trabalho aconteçam de forma a minimizar
a perturbação das inspeções, principalmente sob o ponto de vista do cliente.

6.1.10 O organismo de inspeção deve manter registros de monitoramento, educação, treinamento,


conhecimento técnico, prática, experiência e autorização de cada membro do seu pessoal envolvido
em atividades de inspeção.

6.1.11 O pessoal envolvido em atividades de inspeção não pode ser remunerado de uma forma que
influencie o resultado das inspeções.

6.1.12 Todo o pessoal do organismo de inspeção, tanto interno quanto externo, que possa influenciar
c;)
as atividades de inspeção deve agir de forma imparcial.
~
o
N
~ 6.1.13 Todo o pessoal do organismo de inspeção, incluindo subcontratados, pessoal de organismos
o
N externos e indivíduos atuando em nome do organismo de inspeção, deve manter sigilo sobre todas
o
o as informações obtidas ou criadas durante o desempenho das atividades de inspeção, exceto aquelas
(1)
(1) requeridas por lei.
a.
Q)

E
6.2 Instalações e equipamentos

6.2.1 O organismo de inspeção deve ter instalações e equipamentos disponíveis, apropriados e ade-
quados para permitir que todas as atividades associadas às atividades de inspeção sejam executadas
de forma competente e segura.

NOTA Não é necessário que o organismo de inspeção seja o dono das instalações e equipamentos que
utiliza. Instalações e equipamentos podem ser emprestados, alugados, contratados, arrendados ou fornecidos
por uma terceira parte (por exemplo, o fabricante ou instalado r do equipamento). Entretanto, a responsabilidade
pelo estado de adequação e de calibração dos equipamentos usados na inspeção, se de propriedade
do organismo ou não, recai somente sobre o organismo de inspeção.
(1)
Q)
""O
C
6.2.2 O organismo de inspeção deve ter regras claras para o acesso e uso das instalações e equipa-
eu
E mentos especificados usados para executar inspeções.
Q)
LL

~ 6.2.3 O organismo de inspeção deve assegurar a contínua adequação das instalações e equipamen-
Q)
~
. tos mencionados em 6.2.1 para o seu uso pretendido .
Ô
ai
~eu 6.2.4 Todo equipamento que tenha influência significativa nos resultados da inspeção deve ser defi-
o::
nido e, quando apropriado, unicamente identificado.
o
>
.u;
::::J
li
6.2.5 Todo equipamento (ver 6.2.4) deve ser mantido de acordo com procedimentos e instruções
x
Q) documentadas.
o
(1)
::::J

~ 6.2.6 Quando apropriado, equipamentos de medição que tenham influência significativa nos
eu
o. resultados da inspeção devem ser calibrados antes de serem colocados em serviço e, depois disso,
ro calibrados de acordo com um programa estabelecido.
Ci.
E
Q)
x
W
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6.2.7 O programa global de calibração de equipamentos deve ser projetado e executado de forma
a assegurar que, quando aplicável, as medições aplicáveis feitas pelo organismo de inspeção são
rastreáveis a padrões nacionais e internacionais, quando disponíveis. Quando a rastreabilidade aos
padrões nacionais ou internacionais de medição não for aplicável, o organismo de inspeção deve
manter evidências da correlação ou precisão dos resultados de inspeção .

. 6.2.8 Os padrões de referência de medição mantidos pelo organismo de inspeção devem ser
somente para calibração e para nenhum outro propósito. Os padrões de referência de medição devem
ser calibrados fornecendo rastreabilidade a um padrão nacional ou internacional de medição.

6.2.9 Quando relevante, equipamentos devem ser submetidos à verificação em serviço entre
recalibrações regulares.

6.2.10 Os materiais de referência, quando possível, devem ser rastreáveis a materiais de referência
nacionais ou internacionais, quando estes existirem.

6.2.11 Quando relevante para o resultado das atividades de inspeção, o organismo de inspeção deve
ter procedimentos para:
(")
~ a) seleção e aprovação de fornecedores;
o
N
~
o
C\j b) verificação de materiais e serviços recebidos;
o
o
(/)
(/) c) assegurar instalações apropriadas de armazenamento.
~
D-
E 6.2.12 Quando aplicável, as condições dos itens armazenados devem ser avaliadas em intervalos
o
CD
l[)
apropriados para detectar deterioração.
~
o
'<t
o 6.2.13 Se o organismo de inspeção usar computadores ou equipamentos auto matizados associados
-o
-o
Ql
às inspeções, ele deve assegurar que:
o,

a) os programas de computador sejam adequados ao uso;

NOTA Isto pode ser feito por:

validação de cálculos antes do uso;


(/)

-o
Ql
revalidação periódica nos hardwares e softwares associados;
c:::
ro
c:::

LL
(jj revalidação sempre que forem feitas mudanças nos hardwares e softwares associados;
~
·w atualizações de software implementadas como requerido .
.2:
o
ID b) procedimentos sejam estabelecidos e implementados para proteger a integridade e a segurança
~ro
o::: dos dados;
o
> c) computadores e equipamentos automatizados sejam mantidos de maneira a garantir
·üi
::J
U
X
o funcionamento adequado.
Ql
o
(/)
::J 6.2.14 O organismo de inspeção deve ter procedimentos documentados para lidar com equipamentos
~
co
defeituosos. Equipamentos defeituosos devem ser removidos de serviço por segregação, etiquetagem
D-
ou marcação visível. O organismo de inspeção deve investigar os efeitos dos defeitos em inspeções
ro
a. anteriores e, quando necessário, tomar a ação corretiva apropriada.
E
Ql
X
W

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6.2.15 Informações relevantes sobre equipamentos, incluindo softwares, devem ser registradas. Isso
deve incluir identificação e, quando apropriado, informações sobre calibração e manutenção.

6.3 Subcontratação

6.3.1 O organismo de inspeção deve normalmente executar as inspeções para as quais é contratado.
Quando um organismo de inspeção subcontrata qualquer parte da inspeção, ele deve assegurar e ser
capaz de demonstrar que o subcontratado é competente para executar os serviços em questão e,
quando aplicável, satisfaz os requisitos relevantes especificados nesta Norma ou em outras normas
relevantes de avaliação da conformidade.

NOTA 1 Razões para subcontratar podem incluir:

uma sobrecarga imprevista ou anormal;

membros-chave da equipe de inspeção incapacitados;

instalações ou itens de equipamentos-chave temporariamente impróprios ao uso;

(Y) parte do contrato com o cliente, envolvendo inspeção não coberta pelo escopo do organismo
~
o
N
de inspeção ou além da capacidade ou recursos do organismo de inspeção.
~
o
N NOTA 2 Os termos "subcontratação" e "terceirização" são considerados sinônimos.
o
o
(/)
(/) NOTA 3 Quando o organismo de inspeção emprega indivíduos ou empregados de outras organizações
~
O- para prover recursos ou especialização adicionais, estes indivíduos não são considerados subcontratados,
E contanto que eles sejam formalmente contratados para operar sob o sistema de gestão do organismo
(ver 6.1.2).

6.3.2 O organismo de inspeção deve informar ao cliente da sua intenção de subcontratar qualquer
parte da inspeção.

6.3.3 Sempre que subcontratados realizarem um trabalho que faz parte de uma inspeção, a respon-
sabilidade pela determinação da conformidade do item inspecionado com os requisitos deve perma-
necer com o organismo de inspeção.

6.3.4 O organismo de inspeção deve registrar e reter detalhes de suas investigações sobre a compe-
tência de seus subcontratados e sobre a conformidade com os requisitos aplicáveis desta Norma ou
(/)
Q)
"O
outras normas relevantes de avaliação da conformidade. O organismo de inspeção deve manter um
C
til registro de todos os seus subcontratados.
C
Q;
LL

~
·w 7 Requisitos de processo
.:::
O
Cii 7.1 Métodos e procedimentos de inspeção
~til
~
7.1.1 O organismo de inspeção deve usar métodos e procedimentos para inspeção, os quais são
o
> definidos nos requisitos com os quais a inspeção deve ser realizada. Quando estes não forem definidos,
·Vi
::J
13 o organismo de inspeção deve desenvolver métodos e procedimentos específicos a serem utilizados
x
Q)
o
(ver 7.1.3). O organismo de inspeção deve informar ao cliente se o método de inspeção proposto pelo
(/)
::J cliente for considerado inapropriado.
til
ro0-
NOTA Os requisitos com os quais a inspeção deve ser realizada são normalmente especificados
ro
Q. em regulamentos, normas ou especificações, esquemas de inspeção ou contratos. Especificações podem
E incluir requisitos de clientes ou requisitos internos.
Q)
x
UJ
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7.1.2 O organismo de inspeção deve possuir e utilizar instruções documentadas para o planejamento
da inspeção, amostragem e técnicas de inspeção, onde a falta de tais instruções pode colocar em
risco a eficácia do processo de inspeção. Quando aplicável, o organismo de inspeção deve possuir
conhecimento suficiente de técnicas estatísticas para assegurar procedimentos de amostragem
estatisticamente confiáveis e processamento e interpretação corretos dos resultados.

7.1.3 Quando o organismo de inspeção tem que usar métodos ou procedimentos de inspeção não
padronizados, estes métodos e procedimentos devem ser apropriados e inteiramente documentados.

NOTA Um método de inspeção-padrão é aquele que foi publicado, por exemplo, em Normas Internacionais,
regionais ou nacionais, ou por organizações técnicas renomadas ou por uma cooperação de vários organismos
de inspeção ou em textos ou publicações científicas relevantes. Isso significa que métodos desenvolvidos
por qualquer outro meio, incluindo pelo próprio organismo de inspeção ou pelo seu cliente, são considerados
métodos não padronizados.

7.1.4 Todas as instruções, normas ou procedimentos escritos, planilhas de trabalho, listas de veri-
ficação e dados de referência relevantes ao trabalho do organismo de inspeção devem ser mantidos
atualizados e prontamente disponíveis ao pessoal.

c;:)
-c--:
7.1.5 O organismo de inspeção deve ter um contrato ou sistema de controle de ordem de serviço
o
N
que assegure que:
~
o
N
o
a) o trabalho a ser empreendido esteja dentro de sua especialização e a organização tenha recursos
o
(/)
adequados para satisfazer os requisitos;
(/)
Q)
Q.
NOTA Recursos podem incluir, mas não estão limitados a, instalações, equipamentos, documentos
E
de referência, procedimentos ou recursos humanos.

b) os requisitos daqueles que buscam os serviços do organismo de inspeção sejam definidos


adequadamente e que condições especiais sejam entendidas, de maneira que instruções não
ambíguas possam ser emitidas ao pessoal que executa as tarefas requeridas;

c) o trabalho que está sendo desenvolvido seja controlado por análise crítica regular e ação corretiva;

d) os requisitos do contrato ou da ordem de serviço sejam atendidos.

7.1.6 Quando o organismo de inspeção usa informação fornecida por qualquer outra parte como
(/)
parte do processo de inspeção, ele deve verificar a integridade de tal informação.
Q)
"O
C
eu
c
7.1.7 Observações ou dados obtidos no transcorrer das inspeções devem ser registrados em tempo
W
LL
adequado para prevenir perda de informações relevantes.
~
'w 7.1.8 Cálculos e dados transferidos devem ser submetidos a verificações apropriadas.
.2:
o
ID NOTA Dados podem incluir textos, dados digitais e qualquer outra informação transferida de um local
~ para outro onde erros podem ser introduzidos.
n::
o
> 7.1.9 O organismo de inspeção deve ter instruções documentadas para executar de maneira segura
'u;
o
:J a inspeção.
X
Q)
o 7.2 Tratamento de itens de inspeção e amostras
(/)
:J
~
eu
0- 7.2.1 O organismo de inspeção deve assegurar que os itens e amostras a serem inspecionados
ro
Q.. sejam identificados de forma única, para evitar confusão com respeito à identificação de tais itens
E
Q)
e amostras.
x
W

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7.2.2 O organismo de inspeção deve estabelecer se os itens a serem inspecionados foram


preparados.

7.2.3 Quaisquer anomalias informadas ao inspetor ou por ele percebidas devem ser registradas.
Onde houver qualquer dúvida quanto à adequabilidade do item para a inspeção ser executada,
ou quando o item não estiver conforme com a descrição fornecida, o organismo de inspeção deve
contatar o cliente antes de prosseguir.

7.2.4 O organismo de inspeção deve ter procedimentos documentados e instalações apropriadas


para evitar a deterioração ou danos nos itens de inspeção quando sob sua responsabilidade.

7.3 Registros de inspeção

7.3.1 O organismo de inspeção deve manter um sistema de registros (ver 8.4) para demonstrar
o atendimento efetivo aos procedimentos de inspeção e para permitir uma avaliação da inspeção.

7.3.2 O relatório ou certificado de inspeção deve ser internamente rastreável ao(s) inspetor(es) que
executou(aram) a inspeção.
(")
~ 7.4 Relatórios de inspeção e certificados de inspeção
o
N
;;;
o 7.4.1 O trabalho realizado pelo organismo de inspeção deve ser contemplado por um relatório
N de inspeção ou certificado de inspeção, recuperáveis.
o
o
(/)
(/)

o..
Q) 7.4.2 Qualquer relatório/certificado de inspeção deve incluir todos os itens a seguir:
E
a) identificação do organismo de inspeção emissor;

b) identificação única e data de emissão;

c) data(s) de inspeção;

d) identificação do(s) item(s) inspecionado(s);

e) assinatura ou outra indicação de aprovação por pessoa autorizada;

f) uma afirmação da conformidade, onde aplicável;


tn
Q)
""O
g) os resultados da inspeção, exceto quando detalhado de acordo com 7.4.3.
C
ro
c
ID NOTA Elementos opcionais que podem ser incluidos em certificados ou relatórios de inspeção estão listados
LL
no Anexo B.
~
.ã)
~ 7.4.3 Um organismo de inspeção deve emitir um certificado de inspeção que não inclua os resul-
O
W tados da inspeção (ver 7.4.2 g) somente quando o organismo de inspeção também puder produzir
~ro um relatório de inspeção contendo os resultados da inspeção, e o certificado e o relatório devem ser
o:::
rastreáveis um ao outro.
o
>
.üj
::J 7.4.4 Todas as informações listadas em 7.4.2 devem ser registradas corretamente, de forma precisa
Ü
X
Q) e clara. Quando o certificado ou relatório de inspeção contiver resultados fornecidos por subcontratados,
o
(/)
::J
estes resultados devem ser claramente identificados.
~
ro
o.. 7.4.5 Correções ou adições a um certificado ou relatório de inspeção após sua emissão devem ser
ro
Ci.. registradas de acordo com os requisitos relevantes desta subseção (7.4). Um relatório ou certificado
E corrigido deve identificar o relatório ou certificado substituído.
Q)
x
w
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7.5 Reclamações e apelações

7.5.1 O organismo de inspeção deve ter um procedimento documentado para receber, avaliar
e tomar decisões relativas a reclamações e apelações.

7.5.2 Uma descrição do processo para lidar com reclamações e apelações deve estar disponível
a qualquer parte interessada, quando solicitado.

7.5.3 No recebimento de uma reclamação, o organismo de inspeção deve confirmar se a reclamação


está relacionada às atividades de inspeção pelas quais é responsável e, se for, deve tratá-Ia.

7.5.4 O organismo de inspeção deve ser responsável por todas as decisões em todos os níveis
do processo de tratamento de reclamações e apelações.

7.5.5 Investigações e decisões no tratamento de apelações não podem resultar em ações


discriminatórias.

7.6 Processo de reclamações e apelações


C')
~ 7.6.1 O procedimento para tratar reclamações e apelações deve incluir pelo menos os seguintes
o
N
;: elementos e métodos:
o
N
o
o
a) uma descrição do processo para recebimento, validação, investigação da reclamação ou apelação,
sn
If) e a decisão das ações a serem tomadas em resposta;
~
a.
E
b) rastreabilidade e registro de reclamações e apelações, incluindo ações tomadas para sua
resolução;

c) garantia da realização de todas as ações apropriadas.

7.6.2 O organismo de inspeção que recebe uma reclamação ou apelação deve ser responsável por
reunir e verificar toda informação necessária para validar a reclamação ou apelação.

7.6.3 Sempre que possível, o organismo deve acusar o recebimento da reclamação ou apelação,
e fornecer ao reclamante ou apelante relatórios de progresso e o resultado final.

7.6.4 A decisão a ser comunicada ao reclamante ou apelante deve ser tomada, ou revisada e apro-
vada, por indivíduo(s) que não esteja(m) envolvido(s) nas atividades de inspeção originais em questão.

7.6.5 Sempre que possível, o organismo de inspeção deve fornecer uma notificação formal do encer-
ramento do processo de tratamento da reclamação ou apelação ao reclamante ou apelante.

8 Requisitos do sistema de gestão


o 8.1 Opções
>
Ou;
=>
TI
x
<ll
8.1.1 Geral
o
If)
=> O organismo de inspeção deve estabelecer e manter um sistema de gestão que seja capaz de alcançar
~
(\l
o. um atendimento consistente desta Norma de acordo com a opção A ou opção B.
ro
o.
E
<ll
X
W

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ABNT NBR ISO/IEC 17020:2012

8.1.2 OpçãoA

o sistema de gestão do organismo de inspeção deve contemplar o seguinte:

documentação do sistema de gestão (por exemplo, manual, políticas, definições de responsabili-


dades; ver 8.2);

controle de documentos (ver 8.3);

controle de registros (ver 8.4);

análise crítica do sistema de gestão (ver 8.5);

auditoria interna (ver 8.6);

ações corretivas (ver 8.7);

ações preventivas (ver 8.8);

reclamações e apelações (ver 7.5 e 7.6).


(Y)
~
o
N
;: 8.1.3 Opção B
o
N
o Um organismo de inspeção que estabeleceu e mantém um sistema de gestão, de acordo com os
o
CJ) requisitos da ABNT NBR ISO 9001, e é capaz de sustentar e demonstrar um atendimento consistente
CJ)

o..
Q)
dos requisitos desta Norma, atende aos requisitos de sistema de gestão desta Seção (ver 8.2
E a 8.8).
o
co
io
~ 8.2 Documentação do sistema de gestão (Opção A)
o
<r
o
'O
'O 8.2.1 A Alta Administração do organismo de inspeção deve estabelecer, documentar e manter
Q)
D..
políticas e objetivos para o atendimento desta Norma e deve garantir que as políticas e objetivos são
conhecidos e implementados em todos os níveis de organização do organismo de inspeção.

8.2.2 A Alta Administração deve fornecer evidência de seu comprometimento com o desenvolvimento
e com a implementação do sistema de gestão e sua eficácia em atingir um atendimento consistente
desta Norma.

8.2.3 A Alta Administração do organismo de inspeção deve designar um membro da administração


que, independentemente de outras responsabilidades, deve ter responsabilidade e autoridade que
incluam o seguinte:

a) garantir que processos e procedimentos necessários ao sistema de gestão sejam estabelecidos,


implementados e mantidos;

b) reportar o desempenho do sistema de gestão e qualquer necessidade de melhoria à Alta


o
Administração.
>
'Vi
::J
Ü
8.2.4 Toda documentação, processos, sistemas, registros etc. relacionados ao atendimento dos
X
Q) requisitos desta Norma devem ser incluídos, referenciados ou associados à documentação do sistema
o
CJ)
::J de gestão.
~
til
D..
8.2.5 Todo pessoal envolvido nas atividades de inspeção deve ter acesso às partes
eu
Ci da documentação do sistema de gestão e às informações relacionadas que sejam aplicáveis às
E suas responsabilidades.
Q)
x
w
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8.3 Controle de documentos (Opção A)

8.3.1 O organismo de inspeção deve estabelecer procedimentos de controle de documentos (internos


e externos) que sejam relacionados ao atendimento desta Norma.

8.3.2 Os procedimentos devem incluir os controles necessários para:

a) aprovar a adequação dos documentos antes de sua emissão;

b) revisar e atualizar (quando necessário) e reaprovar documentos;

c) garantir que as alterações e as revisões atuais dos documentos sejam identificadas;

d) garantir que as versões relevantes dos documentos aplicáveis sejam disponíveis nos pontos
de uso;

e) garantir que os documentos mantenham-se legíveis e prontamente identificáveis;

f) garantir que documentos de origem externa sejam identificados e que sua distribuição seja
C"l
controlada;
o
N
;;:;:
o g) prevenir o uso inadvertido de documentos obsoletos e aplicar-Ihes uma identificação adequada,
N
o caso sejam mantidos por algum motivo.
o
(f)
(f)

~
o, NOTA Documentação pode estar em qualquer forma ou tipo de meio, isto inclui softwares proprietários
E e internamente desenvolvidos.

8.4 Controle de registros (Opção A)

8.4.1 O organismo de inspeção deve estabelecer procedimentos para definir os controles necessá-
rios para a identificação, armazenamento, proteção, recuperação, tempo de retenção e descarte dos
registros relacionados ao atendimento desta Norma.

8.4.2 O organismo de inspeção deve estabelecer procedimentos para retenção de registros por um
período consistente com suas obrigações contratuais e legais. O acesso a esses registros deve ser
consistente com seus arranjos de confidencial idade.
(f)
Q)
"O
8.5 Análise crítica do sistema de gestão (Opção A)
C
eu
c
LL
W 8.5.1 Geral
~
'w 8.5.1.1 A Alta Administração do organismo de inspeção deve estabelecer procedimentos para
1;
o analisar criticamente seu sistema de gestão em intervalos planejados, para garantir sua contínua
conformidade, adequação e efetividade, incluindo as políticas declaradas e os objetivos relacionados
ao atendimento desta Norma.
o
>
'u;
::J
8.5.1.2 Estas análises críticas devem ser conduzidas ao menos uma vez ao ano. Como alternativa,
Ü
X
pode ser realizada uma análise completa dividida em etapas (uma análise crítica contínua), que deve
Q)

o ser completada em um período de 12 meses.


(f)
::J
~ 8.5.1.3 Devem ser mantidos registros das análises críticas.
eu
o,
ro
a.
E Q)
x
w
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8.5.2 Entradas da análise crítica

As entradas da análise crítica do sistema de gestão devem incluir informações relacionadas a:

a) resultados de auditorias internas e externas;

b) realimentação de clientes e partes interessadas, relacionada ao atendimento desta Norma;

c) o status das ações corretivas e preventivas;

d) ações de acompanhamento das análises críticas anteriores;

e) atendimento de objetivos;

f) mudanças que possam afetar o sistema de gestão;

g) apelações e reclamações.

8.5.3 Saídas da análise crítica


(')

~ As saídas da análise crítica do sistema de gestão devem incluir decisões e ações relacionadas a:
::;r
o
§ a) melhoria da efetividade do sistema de gestão e de seus processos;
o
r/)

~ b) melhoria do organismo de inspeção relacionada ao atendimento desta Norma;


o..
E
g c) necessidades de recursos.
L()

8.6 Auditorias internas (Opção A)

8.6.1 O organismo de inspeção deve estabelecer procedimentos de auditorias internas para verificar
que atende aos requisitos desta Norma e que o sistema de gestão é efetivamente implementado
e mantido.

NOTA A ABNT NBR ISO 19011 provê diretrizes para realização de auditorias internas.

8.6.2 Um programa de auditorias internas deve ser planejado, levando em consideração a impor-
tância dos processos e áreas a serem auditadas, bem como os resultados das auditorias anteriores.

8.6.3 O organismo de inspeção deve conduzir auditorias internas periódicas, cobrindo todos os pro-
cedimentos, de forma planejada e sistemática, de forma a verificar se o sistema de gestão é imple-
mentado e efetivo.

8.6.4 As auditorias internas devem ser realizadas ao menos uma vez a cada 12 meses. A frequência
das auditorias internas pode ser ajustada dependendo da demonstração da efetividade do sistema
de gestão e sua comprovada estabilidade.
o
>
.ti)
::J
U 8.6.5 O organismo de inspeção deve garantir que:
X
Q)
o
r/)
::J
a) auditorias internas sejam conduzidas por pessoal qualificado e com conhecimento em inspeção,
~ em auditoria e nos requisitos desta Norma;
ro
o,
ro
Ci. b) auditores não auditem seu próprio trabalho;
E
Q)
x
W
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c) pessoal responsável pela área auditada seja informado sobre o resultado da auditoria;

d) quaisquer ações decorrentes da auditoria interna sejam tomadas em tempo adequado e de


maneira apropriada;

e) quaisquer oportunidades de melhoria sejam identificadas;

f) os resultados de auditorias sejam documentados.

8.7 Ações corretivas (Opção A)

8.7.1 O organismo de inspeção deve estabelecer procedimentos para identificação e gerenciamento


de não conformidades em suas operações.

8.7.2 O organismo de inspeção também deve, onde necessário, tomar ações para eliminar as causas
das não conformidades, de modo a prevenir reincidências.

8.7.3 Ações corretivas devem ser apropriadas ao impacto dos problemas encontrados.

(Y)
8.7.4 Os procedimentos devem definir requisitos para o seguinte:
~
o
N
~ a) identificação de não conformidades;
o
N
o
o
b) determinação de causas de não conformidades;
ri)
ri)
~
o.. c) correção de não conformidades;
E
d) avaliação da necessidade de ações para garantir que não conformidades não recorram;

e) determinação das ações necessárias e sua implementação em tempo adequado;

f) registro dos resultados das ações tomadas;

g) revisão da efetividade das ações corretivas.

8.8 Ações preventivas (Opção A)

8.8.1 O organismo de inspeção deve estabelecer procedimentos para tomar ações preventivas para
ri)
Q) eliminar causas de potenciais não conformidades.
"O
C
ro
c 8.8.2 Ações preventivas devem ser apropriadas ao impacto provável dos problemas potenciais.
Qj
LL

~ 8.8.3 Os procedimentos para ações preventivas devem definir requisitos para o seguinte:
Q)
.?:
o a) identificar não conformidades potenciais e suas causas;
ai
~ro
o:: b) avaliar a necessidade de ações para prevenir a ocorrência de não conformidades;
o
>
'üi c) determinar e implementar a ação necessária;
=>
(3
x
Q)
o d) registrar os resultados das ações tomadas;
ri)
=>
ro e) rever a efetividade das ações preventivas tomadas.
roo,
~ NOTA Os procedimentos de ações corretivas e de ações preventivas não precisam ser necessariamente
E
Q)
separados.
x
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ABNT NBR ISO/lEC 17020:2012

Anexo A
(normativo)

Requisitos de independência para organismos de inspeção

A.1 Requisitos para organismos de inspeção (Tipo A)


o organismo de inspeção referenciado em 4.1.6 a) deve atender aos requisitos abaixo:

a) O organismo de inspeção deve ser independente das partes envolvidas.

b) O organismo de inspeção e seu pessoal não podem se engajar em qualquer tipo de atividade
que possa causar conflito com sua independência de julgamento e integridade com relação
c;)
às suas atividades de inspeção. Em particular, eles não podem se tornar diretamente envolvidos
~ no projeto, fabricação, fornecimento, instalação, compra, propriedade, uso ou manutenção dos
o
N
~ itens inspecionados.
o
N
o NOTA 1 Isto não elimina a troca de informações técnicas entre o cliente e o organismo de inspeção
o
C/l
C/l
(por exemplo, explicação de constatações ou esclarecimento de requisitos ou treinamento).
~
D..
E NOTA 2 Isto não elimina a compra, propriedade ou uso dos itens inspecionados que são necessários para
as operações do organismo de inspeção, ou a compra, propriedade ou uso de itens para propósitos pessoais
pelo corpo de funcionários.

c) Um organismo de inspeção não pode ser parte de uma entidade legal que está engajada em
projeto, fabricação, fornecimento, instalação, compra, propriedade, uso ou manutenção dos itens
inspecionados.

NOTA 1 Isto não elimina a troca de informações técnicas entre o cliente e qualquer outra parte da mesma
entidade legal da qual o organismo de inspeção é uma parte (por exemplo, explicação de constatações,
ou esclarecimento de requisitos ou treinamento).

NOTA 2 Isto não exclui a compra, propriedade, manutenção ou uso de itens inspecionados necessários
para as operações de outra parte da mesma entidade legal, ou para os propósitos pessoais do corpo
de funcionários.

d) O organismo de inspeção não pode ser ligado a uma entidade legal separada engajada em
projeto, fabricação, fornecimento, instalação, compra, propriedade, uso ou manutenção dos itens
inspecionados no seguinte:

1) propriedade comum, exceto onde os proprietários não possuem a habilidade de influenciar


o o resultado de uma inspeção;
>
.u;
:J
"O EXEMPLO 1 Um tipo cooperativo de estrutura onde existe um grande número de acionistas,
x
Q) mas eles (individualmente ou como um grupo) não têm habilidade para influenciar o resultado
o
u: de uma inspeção.
:J
~
eu
D.. EXEMPLO 2 Uma companhia consistindo em várias entidades legais separadas (empresas
ro
Q.
irmãs) sob uma empresa mãe comum, na qual nem as empresas irmãs, nem a empresa mãe podem
E influenciar o resultadoda inspeção.
Q)
x
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2) nomeados em propriedades comuns na comissão de diretores ou equivalente das organi-


zações, exceto quando tais funções não tenham influência no resultado da inspeção;

EXEMPLO Um banco financiando uma companhia insiste em uma nomeação para a comissão
de diretores que irá avaliar como a companhia é gerenciada, mas não se envolverá em qualquer
processo de tomada de decisões.

3) diretamente se reportar para o mesmo nível superior de gerenciamento, exceto onde isso
não pode influenciar o resultado da inspeção;

NOTA Reportar-se para o mesmo nível superior de gerenciamento é permitido em questões


outras que não projeto, fabricação, fornecimento, instalação, compra, propriedade, uso ou manu-
tenção dos itens inspecionados.

4) compromissos contratuais, ou outros meios que possam ter a habilidade de influenciar


o resultado de uma inspeção.

C0
~ A.2 Requisitos para organismos de inspeção (Tipo 8)
o
N
~
o o organismo de inspeção referenciado em 4.1.6 b) deve atender aos requisitos abaixo:
N
o
o
Ul
u:
a) Serviços de inspeção devem somente ser fornecidos para a organização da qual o organismo
Q)
D.. de inspeção faz parte.
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o
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b) Uma clara separação de responsabilidades entre o pessoal de inspeção e o pessoal empregado
-e--'
o em outras funções deve ser estabelecida pela identificação organizacional e pelos métodos de
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o prestação de contas do organismo de inspeção com sua organização maior.
"O
"O
Q)
o..
c) O organismo de inspeção e seu pessoal não podem se engajar em quaisquer atividades que
co
co
..J. possam conflitar com sua independência de julgamento e integridade em relação às suas atividades
CJ)
LO
de inspeção. Em particular, eles não podem se engajar em projeto, fabricação, fornecimento,
<O
<O
instalação, uso ou manutenção dos itens inspecionados.
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~
;; NOTA 1 Isto não exclui a troca de informações técnicas entre o organismo de inspeção e outras partes
Ul
Q)
da organização das quais o organismo de inspeção faz parte, por exemplo, explicação de constatações
-g ou esclarecimento de requisitos ou treinamento.
eu
c
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LL NOTA 2 Isto não exclui a compra, propriedade ou uso de itens inspecionados necessários à operação do orga-
~ nismo de inspeção, ou a compra, propriedade ou uso de itens para propósitos pessoais do corpo de funcionários.
Q)
.2:
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A.3 Requisitos para organismos de inspeção (Tipo C)
o
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'u; O organismo de inspeção referido em 4.1.6 c) deve atender aos requisitos abaixo:
::J
li
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Q)
a) O organismo de inspeção deve prover salvaguardas dentro da organização para garantir
o
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::J segregação adequada de responsabilidades e prestação de contas entre a inspeção e outras
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eu atividades.
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b) O projeto/fabricação/fornecimento/instalação/prestação de serviços/manutenção e a inspeção


de um mesmo item realizada por um organismo de inspeção Tipo C não pode ser executado
pela mesma pessoa. Uma exceção para isso é onde um requisito regulatório explicitamente
permite que um indivíduo de um organismo de inspeção Tipo C execute tanto o projeto/
fabricação/fornecimento/ instalação/prestação de serviços/manutenção quanto a inspeção
de um mesmo item, contanto que tal exceção não comprometa os resultados da inspeção.

NOTA Inspeções realizadas por organismos de inspeção Tipo C não podem ser classificadas como
inspeções de terceira parte para as mesmas atividades de inspeção, porque elas não atendem aos requisitos
de independência de operações para organismos de inspeção Tipo A.

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Anexo B
(informativo)

Elementos opcionais de relatórios e certificados de inspeção

Os seguintes elementos opcionais podem ser incluídos nos relatórios e certificados de inspeção:

a) designação do documento, ou seja, se é relatório de inspeção ou um certificado de inspeção,


como apropriado;

b) identificação do cliente;

NOTA O proprietário do item inspecionado pode ser mencionado no relatório ou certificado,


se o proprietário não for o cliente.

c) descrição do serviço de inspeção solicitado;


C')
~
o
N
;;; d) informação daquilo que foi omitido do escopo original do trabalho;
o
N
o e) identificação ou breve descrição do(s) método(s) e procedimento(s) de inspeção usado(s),
o
(j) mencionando os desvios, adições ou exclusões em relação aos métodos e procedimentos
(j)

~
o.. acordados;
E
f) identificação do equipamento utilizado para medição/ensaio;

g) onde aplicável, e se não especificado no método ou procedimento de inspeção, referência ou


descrição do método de amostragem e informação de onde, quando, como e por quem as
amostras foram coletadas;

h) informação sobre o local onde a inspeção foi conduzida;

i) informação sobre as condições ambientais durante a inspeção, se relevante;

j) uma declaração de que os resultados da inspeção referem-se exclusivamente ao serviço solicitado


ou ao(s) item(s) ou lote inspecionado;

k) uma declaração de que não convém que o relatório de inspeção seja reproduzido, exceto por
completo;

I) marca ou carimbo do inspetor;

m) nomes (ou identificação única) dos membros do pessoal que executaram a inspeção e, nos casos
o onde autenticação eletrônica segura não seja utilizada, sua assinatura.
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Bibliografia

[1] ABNT NBR ISO 9000:2005 - Sistemas de gestão da qualidade - Fundamentos e vocabulário

[2] ABNT NBR ISO 9001 :2008 - Sistemas de gestão da qualidade - Requisitos

[3] ABNT NBR ISO/IEC 17025:2005 - Requisitos gerais para a competência de laboratórios
de ensaio e calibração

[4] ABNT NBR ISO 19011 :2012 - Diretrizes para auditoria de sistemas de gestão

[5] ISO/IEC Guide 99, International vocabulary of metrology - Basic and general concepts
and associated terms (VIM)

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