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Lombalgia…
Julho 10, 2012 Sergio Fonseca

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Sendo a lombalgia uma dor tão comum entre desportistas e mais ainda entre sedentários importa compreender o
funcionamento da nossa coluna e o quão importante são os movimentos e exercícios para fortalecer as estruturas
musculares que a sustentam.

A coluna é a estrutura que sustenta o homem, bípede e ereto, permite sustentação estática e a funcionalidade
dinâmica. É formada por 33 vértebras sendo 7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e 4 coccígenas. A coluna
é estabilizada por estruturas como ligamentos, músculos, e nervos e estas estruturas têm que estar em completo
equilíbrio, para estarem estáveis, ou seja, têm que estar em completo sincronismo para evitar a sua desestabilização.
A dorsalgia (dor nas costas) afeta 70% a 80% da população em alguma fase da vida, sendo a causa mais comum a
inatividade física em pessoas com 45 anos de idade e más posturas diárias e por longos períodos de tempo, quando
analisámos os dados de atletas jovens, esta percentagem sobe para 85%. A dorsalgia mais comum é a nível lombar –
Lombalgia – (62%), sendo os níveis vertebrais L4-L5 e L5-S1 os mais afetados. A dorsalgia é auto-limitante, com 44%
das pessoas a melhorar numa semana, 86% num mês e 92% em dois meses. Exames radiográficos evidenciaram
maior frequência de anormalidades vertebrais em lutadores (55%), ginastas (42%) e nadadores (15,8%).

As causas em lutadores devem-se essencialmente a altas cargas de treinos, às constantes quedas e ao grande
trabalho usando forças isométricas, e também a grandes amplitudes de movimentos (em especial em flexão do
tronco), o grande suporte de peso nas costas, fatores que sobrecarregam e muito a musculatura das costas, em
especial da região lombar, que é a região responsável pela flexão do tronco.

A dor pode afetar qualquer estrutura da coluna, mas as mais afetadas são os músculos e ligamentos.

A dor pode ser classificada de duas formas

Dor química

• É sempre constante, não é afetada por movimentos ou posições.


• Devido à irritação química dos nocioceptores (estruturas sensíveis a dor) provocada por inflamação ou infecção.
• Possui como sinais clássicos: dor, calor, rubor (vermelhidão), edema (inchaço), perda da função.

Dor mecânica

• É intermitente ou constante, pode ser afetada por posição ou movimento


• Dor mecânica constante necessita de deformação mecânica constante
• Devido às forças mecânicas que tencionam, deformam ou lesionam o tecido
• Pode causar dor sem causar lesão ou ser patológica

Com isto podemos perceber que a dor que mais incomoda os atletas, em especial os lutadores são as dores
mecânicas, pois os movimentos stressam as estruturas, causando uma instabilidade entre os tecidos.

A lombalgia pode ser aguda ou crónica de acordo com sua causa.

CAUSAS MUSCULARES

Estiramentos agudos (lombalgia aguda)


Trauma
Atividade não habitual
Forma incorreta para se levantar
Posições inadequadas para trabalhar
Falta de tónus muscular
Síndrome miofascial

A dor é localizada em áreas circunscritas de músculo ou grupos musculares e estão presentes os pontos gatilhos
(próxima coluna). Pontos gatilhos são nódulos hiper-irritáveis num músculo ou fáscia, que resultam do trauma repetido
do local que, muitas vezes, são insignificantes. A compressão do ponto provoca dor intensa, com área de dor referida,
típica daquele músculo e que não está localizado na área de intervenção do músculo.

Estiramento crónico

• Obesidade- o excesso de peso produz maior pressão sobre os discos intervertebrais, as raízes nervosas, as
articulações e os ligamentos, causando dor. Outro fator importante que contribui para lombalgia no paciente obeso é a
flacidez e a distensão da parede abdominal que impede um suporte adequado para a coluna.(abdominal fraco)
• Flacidez geral
• Doença
• Postura ruim

DOR DE ORIGEM MECÂNICA


Distensão ligamentar

• Pode ser aguda ou crónica


• Causa similar a dor de coluna miogénica (muscular)
• Fraqueza ou fadiga dos músculos resultará em stress excessivo aplicado sobre os ligamentos levando a lesão

Doença do disco

Aqui entra todas as patologias que podem afetar as vértebras, a mais comum é á hérnia discal (hérnia de disco) que
leva a um extravasamento do líquido que fica dentro do disco e causa um pinçamento de raízes nervosas, causando
as dores irradiadas para o membro inferior.

DOR DE ORIGEM PSICOSSOMÁTICA

1) Depressão e ansiedade
2) Histeria
3) Fingimento

Esta causa de dor é muito comum nas clínicas de reabilitação desportiva.

Tratamento

É importante realizar um bom alongamento da musculatura posterior do corpo (quadrado lombar, paravertebrais,
grande dorsal, trapézio, abdominais, ísquiotibiais) além de sempre manter a musculatura bem trabalhada e com boa
tonicidade. Peça um bom trabalho de alongamento com um preparador físico.

Tratamento clínico

Repouso

O repouso absoluto é contra-indicado, porém o relativo (de 2 a 4 dias) com orientação postural promove melhoria na
dor e conforto ao paciente.
Os pacientes são orientados a não carregar peso e evitar subir e descer escadas, pois esses exercícios promovem
dor lombar. Porém, o retorno às suas atividades de vida diárias deve ser estimulado gradualmente.

Medicamentos

Podem ser ministradas várias drogas com o objetivo de analgesia e diminuição da inflamação, porém elas só poderão
ser prescritas por médico e para utilização por curto período devido aos seus efeitos colaterais específicos.

Algumas drogas utilizadas são

1. Analgésicos comuns (não narcóticos) Ex.: Paracetamol, Dipirona


2. Anti-inflamatórios não hormonais (AINH) Têm boa eficácia devido a seu efeito anti-inflamatório e analgésico. Ex.:
Diclofenaco sódico, Piroxicam, Viox
3. Relaxantes musculares são eficazes nas crises de contratura muscular, porém sua eficácia na lombalgia é
controvertida, sendo, portanto pouco utilizado.
4. Analgésicos narcóticos são utilizados quando a dor não é controlada pelos métodos convencionais. O seu uso
crónico deve ser evitado, pois pode causar dependência química, particularmente em indivíduos com outros vícios,
em particular o etilismo. Ex.: Codeína, Fentanil, derivados da morfina
5. Corticosteróides não são utilizados na crise aguda de lombalgia. Podem ser indicados na compressão radicular,
com o objetivo de reduzir o processo inflamatório periradicular.
6. Antidepressivos tricíclicos são utilizados principalmente em pacientes depressivos e com manifestações clínicas
de fibromialgia. Ex.: Amitriptilina, Nortriptilina

Tratamento fisioterápico

Os dois métodos mais comuns para tratar lombalgia são os métodos propostos por Willians e por Mckenzie.
Willians recomenda a realização de exercícios e a obediência aos princípios posturais que servem para reduzir ao
mínimo a lordose lombar tendo introduzido um conjunto de exercícios denominados exercícios de flexão de Willians.

Tratamento Preventivo

Alongamentos da Musculatura Posterior do Tronco

Reforço Muscular

Boa postura ao sentar

Carregar objetos corretamente

Não ficar por mais de 2 horas de pé sem sentar.

Exercícios de Willians

Flexão bilateral das pernas

Paciente deitado em decúbito dorsal (barriga para cima) realiza flexão bilateral dos joelhos (abraçar os joelhos) e
sustenta a posição por 20 segundos.

Flexão alternada das pernas

Paciente em decúbito dorsal (barriga para cima) realiza flexão dos joelhos alternadamente (abraça uma perna de cada
vez) por 20 vezes consecutivas.

Exercícios de Mackenzie

O exercício de Mackenzie deve ser feito com acompanhamento fisioterápico, pela sua complexidade.

ESTABILIZAÇÃO E PILATES

Duas técnicas muito utilizadas e que têm-se mostrado muito eficazes hoje em dia no tratamento e profilaxia são as
técnicas de estabilização (realizada por fisioterapeutas) e de Pilates (hoje bem difundida inclusive dentro de ginásios).
Vale a pena ir atrás destas técnicas.

Estando nós corredores diariamente a submeter as nossas estruturas articulares ao stress do impacto da
corrida, nomeadamente a nossa coluna devemos ter mais cuidado e atenção, no entanto se fizermos um bom
reforço muscular (pelo menos três vezes por semana) mantivermos uma boa postura no dia-a-dia seja em
profissões mais sedentárias ou ativas, isto quer dizer evitar estar por longos períodos de tempo seja em pé ou
sentado, manter um bom nível de hidratação para que as articulações estejam bem lubrificadas e variarmos o
terreno de treino (evitar muitos quilómetros em estrada já que é o local que oferece maior impacto), teremos
uma boa coluna e um bom suporte do nosso corpo, e claro seremos fortes na corrida e rápidos.

Raquel Madeira

Personal trainer, Virgin Active – Oeiras

Bibliografia, Gustavo Braga, 2005

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