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MECANISMOS DA FORMAÇÃO

DO CAVACO
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Corte Ortogonal
Generalidades: o mecanismo de formação do cavaco é mais fácil de
compreender e é mais acessível a cálculos quando se considera o corte
ortogonal com formação contínua de cavaco;

A formação do cavaco é considerada um fenômeno bidimensional, realizado


num plano normal à aresta cortante, ou seja, no plano de trabalho;

No deslizamento do cavaco, simplifica-se a região de cisalhamento num plano


de cisalhamento;

Admite-se uma formação lamelar do cavaco que deslizam sobre a superfície


de saída da ferramenta;

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Corte Ortogonal
O trabalho total consumido durante a usinagem é dado pela soma das
energias de deformação, de cisalhamento e da energia de atrito;

Além das considerações postas, considera-se ainda:

➢ o tipo de cavaco formado é o contínuo, sem formação de aresta postiça;

➢ a ferramenta é afiada com uma única aresta cortante, a qual é retilínea


e perpendicular ao plano de trabalho;

➢ não existe contato entre a superfície de folga da ferramenta e a peça


usinada;
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Corte Ortogonal
➢ a espessura de corte h é pequena em relação a largura de corte b;

➢ a aresta cortante é maior que a largura de corte b;

➢ a espessura de corte e a velocidade de corte são constantes com o


tempo;

➢ a largura b de corte e a largura b’ do cavaco são idênticas.

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Generalidades
• Afim de explicar cientificamente as diferentes grandezas relacionadas com
a usinagem de metais, como desgaste da ferramenta, força de corte
e aresta postiça, necessita-se de um estudo do processo de formação
do cavaco;
• O estudo experimental da usinagem se faz importante pois a teoria da
plasticidade não permite explicações satisfatórias sobre os fenômenos
observados;
• Na formação do cavaco, velocidades e deformações são muito altas
comparadas com aquelas da teoria citada;
• Com ferramentas de metal duro ou de aço rápido, a formação do cavaco
se processa da seguinte forma:

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Generalidades
a) na usinagem, devido a penetração da ferramenta na peça, uma pequena
porção de material (solidária à peça) é recalcada contra a superfície de
saída da ferramenta;
b) o material recalcado sofre uma deformação plástica, aumentando
progressivamente, até que as tensões de cisalhamento sejam grandes
para iniciar um deslizamento entre a porção recalcada e a peça. Esse
deslizamento se realiza-se nos planos de cisalhamento;
c) ao continuar a penetração da ferramenta, haverá uma ruptura parcial ou
completa na região de cisalhamento que dependerá da dutilidade do
material.

OBSERVE
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Generalidades
Nos materiais altamente deformáveis, a ruptura se realiza nas imediações
da aresta cortante (cavaco contínuo). Nos materiais frágeis, se origina o
cavaco de cisalhamento ou de ruptura;
d) com o movimento relativo entre a ferramenta e a peça, inicia-se um
escorregamento da porção de material deformada e cisalhada (cavaco)
sobre a superfície de saída da ferramenta.
Enquanto isso, uma nova porção de material (adjacente à porção anterior)
está se formando e cisalhando. A nova porção irá também escorregar
sobre a superfície de saída da ferramenta repetindo o fenômeno.

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Características dos cavacos
Tipos de cavacos:
Diversas definições de cavaco têm sido propostas pelos pesquisadores.
Uma das mais comuns propõe:
a) Cavaco contínuo: apresenta-se constituído de lamelas justapostas
numa disposição contínua e agrupadas em grupos lamelares. Lamela
serve para definir a camada de material de cavaco, constituída pelos
grãos cristalinos deformados;
Aos agrupamentos distintos de lamelas denomina-se grupos lamelares,
elementos de cavacos ou escamas;
No cavaco contínuo a distinção entre os grupos lamelares não e nítida,
como nos outros tipos.

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Características dos cavacos
b) Cavaco de cisalhamento: apresenta grupos lamelares bem distintos e
justapostos. Estes elementos de cavaco foram cisalhados na região de
cisalhamento e parcialmente soldados;
Forma-se quando há diminuição da resistência do material no plano de
cisalhamento, devido ao aumento da deformação, à heterogeneidade da
estrutura metalográfica, ou a vibrações externas que conduzem às
variações da espessura do cavaco;
c) Cavaco de ruptura: apresenta-se constituído de fragmentos arrancados
da peça usinada. Há uma ruptura completa do material em grupos
lamelares;

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Características dos cavacos
Os cavacos de ruptura formam-se na usinagem de materiais frágeis ou de
estrutura heterogênea;
Não há distinção nítida entre os tipos contínuo e de cisalhamento de
cavaco.
Formas de cavaco: pode-se diferenciar os cavacos também quanto à
forma;
Certas formas de cavaco dificultam a operação de usinagem, prejudicam
o acabamento da peça e desgastam mais ou menos a ferramenta;
Para fins de aplicação, considera-se quatro tipos de cavacos: em fita,
helicoidal, espiral e em lascas ou pedaços.

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Formas
do cavaco

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Características dos cavacos
O cavaco em fita pode provocar acidentes, ocupa muito espaço e é difícil
de ser transportado;
Geralmente a forma de cavaco mais conveniente é a helicoidal;
O cavaco em lascas é preferido somente quando houver pouco espaço
disponível, ou quando o cavaco deve ser removido por fluido refrigerante,
como na furação profunda;
O coeficiente volumétrico de cavaco ω define a relação entre o volume
ocupado pelo cavaco Ve e o volume correspondente ao seu peso Vp :

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Características dos cavacos
Assim:

𝑉𝑒
𝜔=
𝑉𝑝

A figura a seguir fornece os valores de ω para diferentes formas de cavaco.

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Valores de ω

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Características dos cavacos

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Características dos cavacos
Pode-se provocar mudança de forma do cavaco sob diferentes maneiras:

a) alterando-se as condições de usinagem;


b) dando-se uma forma especial à superfície de saída da ferramenta;
c) colocando-se elementos adicionais na superfície de saída;

O aumento da capacidade de quebra do cavaco pode ser obtido através


do aumento da deformação do cavaco no plano de cisalhamento;
As alterações para isso são:

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Características dos cavacos
1. diminuição do ângulo de saída e de inclinação da ferramenta, ou o
emprego de ambos com valores negativos;
2. aumento da espessura h de corte e diminuição da velocidade de corte.

O processo de mudança das condições de usinagem deve ser evitado o


máximo possível. Ângulos negativos de saída e de inclinação, quando
exagerados, aumentam a força de corte, podendo ocasionar vibrações na
ferramenta;

Os quebra-cavacos na superfície de saída da ferramenta permitem obter


os cavacos helicoidais e em pedaços.

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Bibliografia
Fundamentos de Usinagem dos Metais / Ferraresi, Dino – São Paulo: Editora Edgard Blücher Ltda – 1977.

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