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Centro de Educação Federal e Tecnológica de Minas Gerais

Thiago Santos – EDI 1

A conquista do ambiente terrestre pelas plantas

ao longo da evolução

Timóteo

2016
Nos dias de hoje a flora terrestre se constitui majoritariamente de
angiospermas, cerca de 90% do total de espécies. Tal discrepância pode ser
explicada devido a mecanismos evolutivos que esse grupo adquiriu a partir da
seleção natural durante milhões de anos, o que permitiu uma maior adaptação
ao ambiente.

A linhagem que originou as plantas terrestres evoluiu do ambiente


aquático, quando algas que habitavam as margens de lagos se adaptaram aos
períodos de seca com o revestimento do zigoto, o protegendo da dessecação.
Essa novidade evolutiva proporcionou a conquista do hábitat terrestre, um
ecossistema rico em nutrientes e abundante em gás carbônico e luminosidade,
colaborando para o desenvolvimento dos organismos fotossintetizantes. Além
disso, a população de herbívoros e patógenos em número reduzido aumentava
ainda mais as chances de sobrevivência das plantas nesse ambiente.

No entanto, na conquista do ambiente terrestre alguns desafios


importantes precisavam ser transpostos, como a relativa escassez de água e a
consequente dessecação das plantas, além da falta de estrutura de
sustentação fora do meio aquático, tais incompatibilidades guiaram a evolução
desses seres a fim de se adaptarem ao meio terrestre.

Para usufruir de todos os benefícios do novo ambiente as plantas se


adequaram ao caráter ambíguo do mesmo, no qual luz e CO2 precisavam ser
obtidos diretamente do meio aéreo, enquanto componentes minerais, bem
como a água, são encontrados na superfície da terra. Consequentemente, os
ramos que realizavam fotossíntese deveriam crescer em direção à luz e órgãos
responsáveis pela absorção precisariam crescer para baixo, já o transporte de
substancias entre essas duas regiões da planta ficava a encardo dos vasos
condutores de seiva. Tais fatores permitiram o desenvolvimento de indivíduos
maiores, que se beneficiavam cada vez mais de tudo que o ambiente
proporcionava.
Ao avançar para o interior do ambiente terrestre durante a transição do
Carbonífero para o Permiano as condições climáticas eram mais secas, o que
dificultava uma reprodução em que o gameta masculino dependia do meio
aquoso para chegar até o gameta feminino, tal dificuldade foi contornada com o
desenvolvimento do grão de pólen. A fim de garantir a perpetuação da espécie
e ampliar as chances de sobrevivência do embrião surgiram as sementes, que
possibilitaram uma dispersão mais eficiente e, consequentemente, aceleraram
o ritmo de colonização do território terrestre.

No limite da eficiência evolutiva surgiram as flores, que atraem os agentes


polinizadores(insetos e animais) que transferem o pólen de uma flor para outra,
tornando a polinização mais direcionada do que a dependente do vento. Das
flores, desenvolvem-se os frutos que protegem as sementes em dormência e
auxiliam na sua dispersão. Algumas se especializaram na dispersão pela água,
como o coco, já outras desenvolveram frutos comestíveis, as quais são
digeridas pelos animais que depositam a semente juntamente com suas fezes.

Dessa forma, a seleção natural guiou a evolução a fim de uma melhor


adaptação ao meio terrestre, garantindo o máximo de eficiência e a
perpetuação das espécies que desenvolveram tais mecanismos evolutivos.
Além do mais, as interações mutuamente benéficas e a influencia do
desenvolvimento de outros grupos de seres vivos contribuíram ainda mais para
o aumento e domínio das plantas com flores e frutos, as angiospermas.