Anda di halaman 1dari 15

REDAÇÃO

PRODUÇÃO DE
TEXTOS DISSETATIVOS
PARA CONCURSOS

Professora: Conceição Almeida da Silva

Niterói – 2017
A linguagem apropriada à dissertação (nível e grau de pessoalidade)

Compare as seguintes frases:

1) Eu acho que a criminalidade é um abacaxi que ninguém tá a fim de descascar.

2) A criminalidade é um problema de difícil resolução que ninguém está disposto a resolver de


modo efetivo.

 FRASE 1  FRASE 2
Uso coloquial da língua: “tá a fim” Uso do padrão culto da língua
Jargão popular: “descascar um abacaxi” Ausência de gírias ou jargão
Uso da primeira pessoa: “eu acho” Uso da 3ª pessoa do singular que
(imprime um grau máximo de imprime maior grau de impessoalidade ao
pessoalidade ao texto). texto.

Observe que a frase 1 apresenta algumas características que são impróprias para uma redação cuja
proposta seja a elaboração de um texto dissertativo-argumentativo.

Isto porque a dissertação é um texto que pode se prestar a duas finalidades principais:
- expor ideias;
- argumentar em defesa de uma opinião.

Em ambos os casos, há a necessidade de:


 Utilizar o padrão culto formal da língua portuguesa – correção ortográfica e gramatical, e
adequação vocabular;
 Empregar uma linguagem objetiva e impessoal.

Essas características, que garantem maior credibilidade ao texto produzido, estão contempladas na frase
2, mas não estão na frase 1.

Emprego de linguagem impessoal

Observe os exemplos a seguir e observe os graus de pessoalidade presentes em cada frase:

Analisei todos os fatos e concluí que o réu é É preciso tomar decisões para coibir a
culpado. (presença do eu – grau máximo de criminalidade.
pessoalidade)
É indispensável que as autoridades esclareçam
Após todos os fatos terem sido analisados, os recentes casos de corrupção no país.
concluímos que o réu é culpado. (presença do
nós – grau intermediário de pessoalidade) A diretoria da empresa elegeu um novo
coordenador executivo.
Após a análise de todos os fatos, concluiu-se que
o réu é culpado. (presença da terceira pessoa Os deputados votaram um projeto de lei que vai
do singular + partícula se – grau máximo de de encontro aos interesses da população.
impessoalidade).
As autoridades competentes devem garantir ao
Preciso tomar decisões para que isso não cidadão o direito de ir e vir.
aconteça de novo com a gente.
Está sendo comprovada a importância da escrita
Precisamos tomar decisões para que isso não à mão no processo de aprendizado.
volte a acontecer.
O uso de operadores argumentativos para organizar os argumentos

As conjunções ou operadores argumentativos são palavras ou expressões que são


responsáveis pela ligação, pela coesão de duas orações. Outra função é mostrar a
força argumentativa dos enunciados, a direção (sentido) para o qual apontam.
Portanto, ao fazer essa ligação, eles indicam que tipo de relação: causa e consequência,
conclusão, oposição ou ressalva, soma de duas ideias, objetivo ou finalidade, e assim por
diante.
Por isso, há vários tipos desses operadores argumentativos, que indicam argumentos diferentes e
sentidos diferentes no texto. Vejamos o esquema:

Período composto Operador argumentativo


indica:

João quer ir à ...porque quer ter uma profissão porque indica causa
escola... melhor. explicação ou justificativa.

... portanto terá empregos melhores. portanto indica conclusão.

... mas terá de se esforçar para mas indica argumento


aprender. contrário, e mais forte.

... apesar de trabalhar muito. apesar indica ressalva, mas o


seu argumento é mais fraco
que o outro.

... para ter um futuro melhor. para indica finalidade, objetivo.

... se tiver tempo. se indica implicação (= relação


de uma coisa com outra).

... quando mudar para a cidade. quando não indica argumento,


mas tempo.

PRINCIPAIS OPERADORES ARGUMENTATIVOS


Operadores que somam argumentos a favor de uma mesma conclusão, isto é, eles indicam a
soma de duas ideias: e, também, ainda, não só... mas também, além de..., além disso...,
aliás... Exemplo:
a) João é o melhor candidato: além de ter boa formação em Economia, tem experiência no
cargo, e também não se envolve em negociatas.
Observe que além de e e também dão ideia de soma. Somam as ideias de boa formação em
Economia + não se envolver em negociatas.
Outro exemplo para melhor fixação do assunto:
b) João é o melhor candidato: a par de uma boa formação em Economia, também tem experiência
no cargo; além de que, não se envolver em negociatas.
Novamente temos operadores - a par de, também e além de - que somam argumentos a favor
de uma mesma conclusão.
Operadores que indicam a conclusão relativamente a argumentos apresentados em
enunciados (= frases, orações) anteriores: portanto, logo, por conseguinte, pois, em
decorrência, consequentemente...
Exemplo:
a) O custo de vida continua subindo bastante; as condições de saúde do povo brasileiro são
péssimas e a educação vai de mal a pior portanto (= logo, por consequinte, consequentemente) o
Brasil não é um país de primeiro mundo.
Operadores que indicam comparação entre elementos, com vista a uma dada
conclusão: mais... que, menos... que, tão... como, etc. Exemplos:
Antônio propõe:
_Vamos convocar Lúcia para redigir o contrato.
Jorge responde:
_ Márcia é tão competente quanto Lúcia.
Operadores que indicam uma causa, justificativa ou explicação relativamente ao
enunciado (= frase, oração) anterior: porque, que, já que, pois (= porque), por causa de,
por... Exemplo:
Estou alegre porque fiz um bom exame.
Fiz isso por você.

Observação:
De acordo com Garcia (1988), legitimamente, só os fatos ou fenômenos físicos têm causa;
os atos ou atitudes praticados ou assumidos pelo homem têm razões, motivos ou
explicações. Da mesma maneira, os primeiros têm efeitos; e os segundos, consequências.

Operadores que apresentam argumentos que indicam ideias contrárias, ou seja, operadores
que ligam enunciados (= orações, frases) de sentido contrário, aqui temos dois grupos:
Grupo A : mas, porém, contudo, todavia, no entanto, etc;
Grupo B : embora, ainda que, posto que, apesar de (que),...
Toda oração que vem à direita dos operadores: mas, porém, contudo, todavia e no
entanto sempre tem o argumento mais forte, o argumento que predomina. Exemplo:
a) O candidato esforçou-se para causar boa impressão mas ele não foi selecionado.
Observe que o argumento que está à direita do mas é o mais forte, podemos dizer que ele
vence o argumento anterior.
É diferente, porém, o que acontece com os operadores: embora, ainda que, posto que, apesar
de (que). Esses operadores admitem o outro argumento, colocando apenas uma ressalva. Por
isso, o argumento introduzido por eles não predomina sobre o outro argumento.
Exemplos:
a) Embora o time tenha jogado bem, perdeu.
Mesmo trocando a ordem das orações, não mudaria o efeito de sentido.
b) O time perdeu, embora tenha jogado bem.
Operadores que indicam o argumento mais forte de um enunciado (= frase, oração): até,
mesmo, até mesmo, inclusive, pelo menos, no mínimo.
Exemplos:
a) A apresentação foi coroada de sucesso: estiveram presentes personalidades do mundo artístico,
pessoas influentes nos meios políticos e até o Presidente da República.
b) O homem teme o pensamento como nada mais sobre a terra, mais ainda que a ruína e mesmo
mais que a morte. (Bertrand Russel) - O filósofo usou o operador mesmo para indicar o que seria
(para ele) o argumento mais forte neste enunciado.
c) O rapaz era dotado de grandes ambições; pensava em ser, no mínimo, prefeito da cidade onde
tinha nascido.
Operadores que se distribuem em escalas opostas: quase: o argumento indica
maioria; apenas (só, somente, poucos): o argumento aponta para a negação da
totalidade. Exemplos:
A maioria dos alunos estuda bastante: quase 80%.
São poucos os alunos que não estudam, apenas 20%.

Operadores que indicam uma relação de condição, de condicionalidade, de implicação entre


um antecedente e um consequente: se, caso. Exemplo:
Se o aluno estudar, (então) fará uma boa prova.
A condição de o aluno estudar, implica numa boa prova.

Os operadores que indicam uma relação de tempo no enunciado: quando, assim que, logo
que. no momento em que... Exemplo:
a) Assim que Antonio chegar, peça para ele vir a minha sala.

Operadores que indicam finalidade, objetivo no enunciado: para, para que, a fim de (que)...
Exemplo:
a) Eu estudo para entender melhor a minha profissão. (Eu estudo com que objetivo? com
que finalidade?)
Informações disponíveis em: https://portuguesemdestaque.blogspot.com.br/2013/06/operadores-argumentativos_12.html. (adaptado)

Lista com alguns dos principais operadores:

E, também, nem, tanto... como, não só... mas também, além de, além disso, ainda:
operadores que estabelecem relação de conjunção, ligação, adição. Os argumentos levam para
uma mesma conclusão. Alguns ligam argumentos de mesma força argumentativa, outros
acentuam o argumento de maior relevância.

Mesmo, até mesmo, até, inclusive: estabelecem hierarquia dos elementos numa escala e
assinalam o argumento mais forte.

Mas (porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto), embora (ainda que, apesar de (que), por
mais que, mesmo que): assinalam oposição entre elementos semânticos.

Isto é, quer dizer, ou seja, em outras palavras, ou melhor, de fato, pelo/ao contrário, ao
invés de, ou: estabelecem relações de correção ou redefinição e colaboram para o ajustamento
da precisão de sentido, enfatizando um argumento mais forte, mais claro, orientando para uma
determinada conclusão. Semanticamente, reforça-se o enunciado anterior.

Portanto, então, logo, por conseguinte, pois, em decorrência, consequentemente, enfim,


assim, afinal: operadores que estabelecem relações de conclusão, encaminhando o leitor e
buscando a adesão deste para uma dada conclusão, sendo, assim, responsáveis também pela
progressão textual.

Ou, ou então, quer...quer, seja... seja, seja... ou: estabelecem relação de disjunção
argumentativa. Constituem dois enunciados distintos, com orientações discursivas diferentes, em
que um tem por função provocar o interlocutor de forma a levá-lo a modificar sua opinião, ou, no
mínimo, aceitar a opinião expressa pelo outro enunciado.

Mais... (do) que, menos... (do) que, (tanto, tão, tal, assim)... como, (tanto, tão)... quanto, de
longe: operadores que estabelecem relação de comparação, apontando inferioridade,
superioridade ou igualdade. Têm caráter argumentativo por serem aplicados quando se tem em
vista uma dada conclusão; os enunciados tendem a favorecer ou desfavorecer algo ou alguém.

Porque, que, já que, pois: estabelecem relações de explicação ou justificativa. “Porque” é


utilizado para introduzir argumento desconhecido. “Já que” parece encabeçar argumentos
caracterizados como conhecidos e de caráter consensual. “Pois”, por sua vez, apresenta um
argumento tido, pelo locutor, como obviamente conhecido.

Um pouco, pouco, quase, apenas, só, somente: “Pouco” limita, restringe, assim como as
diferentes formas de negação. “Um pouco” aponta para uma direção positiva, no sentido da
afirmação. “Apenas”, “só” e “somente” argumentam com caráter de restrição, de exclusão e
valorizam o argumento apresentado. “Quase” restringe, e direciona para a negação.

Lá, aqui, ali, aí, é que: palavras realçam e enfatizam os argumentos apresentados. Sem essas
marcas, os enunciados tornar-se-iam despercebidos.

Por exemplo: intoduz especificações, particularizações, esclarecimentos e/ou exemplificações,


que tendem a servir de suporte à argumentação.

Na verdade: Permite acentuar e confirmar a veracidade do fato ou ideia, colocando-os como


inquestionáveis.

O/a melhor: põe em evidência as qualidades, sendo de valor essencialmente comparativo,


contrapondo a outros possíveis argumentos.

Tão/tanto (a)... que: relação de comprovação.

Quanto mais/mais, quanto mais/maior: ideia de proporção.

Ao menos, pelo menos, no mínimo: hierarquia dos elementos numa

escala e assinalam o argumento mais fraco.

DICA:
O emprego de operadores argumentativos, além de enriquecer a
qualidade do texto, também ajuda a construir a argumentação.

A melhor forma de aprender a usar os operadores argumentativos é


observar como eles aparecem nos mais variados textos, como nos
editoriais, artigos de opinião e outros textos de cunho argumentativo.
O TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO

O mundo pode ser comentado de duas formas diferentes:

 Por meio de exposição de ideias: DISSERTAÇÃO EXPOSITIVA

Tipo textual predominante: expositivo.

Características:
 expor, definir, enumerar ou explicar fatos e elementos de informação;
 razoável grau de objetividade;
 linguagem cuidada, com estruturas lexicais e sintáticas corretas e adequadas;
 clareza, simplicidade e rigor;
 uso de estruturas impessoais, de nominalizações e modalidades de possibilidade, certeza ou
probabilidade, em vez de juízos de valor ou sentimentos de apreciação.

Estrutura:
introdução: apresentação do tema (referência ao percurso seguido no texto; objetivos e intenção do
autor) ou constatação;
desenvolvimento do tema (explicação, demonstração e estabelecimento lógico entre os dados
enunciados);
conclusão (síntese do exposto).

 Por meio de defesa de opiniões: DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA

Tipo textual predominante: argumentativo.

Características:
 o argumentador se propõe a convencer ou a persuadir seu destinatário sobre algum tema
polêmico;
 há uma tese/opinião defendida que é claramente identificada pelo destinatário;
 o texto usa um registo adequado ao destinatário e ao tema tratado;
 os argumentos utilizados podem ser diversificados: proverbiais, universais, experiência pessoal,
históricos, exemplares, científicos …

Estrutura:
O texto argumentativo deve começar por uma introdução, normalmente um parágrafo; segue-se o
desenvolvimento, em parágrafos, com os respectivos argumentos e contra-argumentos, seguidos de
exemplos; finalmente, uma conclusão, de parágrafo único, que retoma a afirmação inicial provada ou
contrariada.

Os vários parágrafos devem estar encadeados uns nos outros pelos articuladores do discurso ou
conectores lógicos (de causa-efeito-consequência, hipótese-solução, etc.).

Qualidades do parágrafo dissertativo

1 – Unidade: deve trazer apenas uma ideia central;


2 – Coerência: ordenação lógica de ideias;
Coesão: relação linguística entre as ideias;
3 – Concisão: não deve falar nem demais nem de menos, apenas o necessário;
4 – Clareza: precisa comunicar exatamente o que precisa comunicar, sem confusões.

O PARÁGRAFO-PADRÃO (para textos dissertativo-argumentativos)

Veja a seguir o modelo de parágrafo apresentdo por Othon Moacir Garcia, conhecido como parágrafo
padrão:

1 – Tópico frasal ou tópico de parágrafo: apresenta a ideia principal, o núcleo do parágrafo;


“Ora, o tópico frasal lhe facilita a tarefa [de escrever], porque nele está a síntese do seu pensamento,
restando-lhe fundamentá-lo.” (GARCICA, 1976, p. 194)
2 – Desenvolvimento do parágrafo: desdobra o tópico frasal expondo as ideias nele apresentadas;
“Desenvolvimento é a explanação mesma da ideia principal do parágrafo. (...) a preocupação maior do
autor deve ser sempre a de fundamentar de maneira clara e convincente as ideias que defende ou
expõe(...).” (GARCICA, 1976, p. 194)
3 – Conclusão (opcional): encerra a ideia central do parágrafo.

Em outras palavras:

Tópico frasal ou tópico de parágrafo = Frase-resumo da ideia-núcleo. Resumo do argumento a


ser defendido.
Desenvolvimento = Comentários que desenvolvem a ideia núcleo, que acrescentam informações
à argumentação.
Conclusão (opcional) = fechamento do parágrafo. Pode ser um reforço da tese inicial, uma
forma de relacionar o argumento apresentado à opinião defendida.

EXEMPLO:
DICA:
Sempre que for fazer uma redação, leia com atenção as orientações dadas na prova.

Se estiver pedindo para escrever um texto dissertativo-argumentativo, você precisará


apresentar uma tese (opinião) e argumentos (comprovação da tese).

Se estiver pedindo apenas que se escreva um texto dissertativo, sem solicitar a defesa de um
ponto de vista, você poderá apresentar apenas fatos relacionados ao tema, sem se posicionar
sobre eles.

A tese deve ser formulada em uma frase, em geral, afirmativa, na qual se emita um juízo de valor
sobre o tema a ser tratado.
O argumento é uma comprovação da tese, é a reunião do ponto de vista defendido com fatos que
o justificam, como esquematizado a seguir:
ARGUMENTO = OPINIÃO + FATOS (dados, informações, exemplos, citações etc.)

Veja, a seguir, alguns exemplos de teses e argumentos:

Argumento de autoridade = fala de especialistas, estudiosos ou pesquisadores, informações divulgadas por


instituições confiáveis, textos de leis etc.

Veja um exemplo:

TESE: A família não pode ser considerada a única responsável pelos menores infratores que interferem no bom
funcionamento na máquina social.
FATO: “Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta
prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade,
ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de
negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”
ARGUMENTO: Como previsto não só no ECA mas também na própria Constituição, se algo não vai bem na
educação e no cuidado de uma criança ou um adolescente, a responsabilidade não deve ser atribuída
exclusivamente à família, visto que a sociedade e o Estado também têm sua parcela de responsabilidade.

NO PARÁGRAFO:

O número de jovens e até mesmo crianças que estão envolvidos com práticas criminosas na atualidade é
alarmante. Basta caminhar pelos centros urbanos das principais capitais do país, como Rio, São
Paulo e Salvador, para constatar essa triste realidade. Diante desse cenário, muitos brasileiros
acabam atribuindo o problema a uma família negligente. Isso, de fato, não é totalmente incorreto.
Entretanto, há de se considerar, que, como previsto não só no ECA mas também na própria
Constituição, em seu art. 227, se algo não vai bem na educação e no cuidado de uma criança ou um
adolescente, a responsabilidade não deve ser atribuída exclusivamente à família, visto que a
sociedade e o Estado também têm sua parcela de responsabilidade. Portanto, se a família negligencia
seus dependentes, tal tarefa precisa ser assumida por esses outros corresponsáveis.
Argumento por exemplificação = informações históricas ou do cotidiano, divulgadas pelas mídias, exemplos reais
de conhecimento de todos, informações retiradas da literatura ou de outras áreas não científicas para servir como
ilustração etc.

Veja um exemplo:

TESE: A liberação da arma de fogo para civis pode aumentar os problemas com a violência no Brasil.
FATO: Policial atira contra grupo de adolescentes e mata um menor de idade com um tiro pelas costas.
ARGUMENTO: Se um policial que é treinado para o uso de armas de fogo acaba cometendo um ato criminoso como
esse, imagina um civil, que não recebe treinamento nenhum.

NO PARÁGRAFO:

Não é difícil perceber que a liberação da arma de fogo para o uso por civis pode ocasionar um problema
ainda maior para a sociedade. Recentemente, um fato divulgado nos noticiários chocou a população:
um policial atirou em direção a um grupo de jovens e acabou matando um adolescente de 16 anos
com um tipo pelas costas. Se um profissional treinado para o ofício age com tal descontrole,
imagina um cidadão comum que não recebe preparo nenhum? Desse modo, torna-se difícil sustentar
o argumento de que a liberação da arma diminuirá o número de casos de violência, visto que, como
demonstrado, pode acabar provocando ainda mais mortes.

Argumento por meio da relação causa x efeito = um fato que teve uma causa e um efeito.

Veja um exemplo:

TESE: É importante a implantação de outros modais no Brasil, além do rodoviário.


FATO: O aumento no preço dos combustíveis provocou a greve dos caminhoneiros, o que fez o país parar.
ARGUMENTO: A greve dos caminhoneiros, que fez o país parar, demonstra que o país é dependente do sistema
rodoviário para funcionar. Logo, é importante investir em outros modais, como o ferroviário e o aquático para que se
disponha de outras opções de transporte tanto para a população quanto para a circulação de mercadorias.

NO PARÁGRAFO:

O Brasil tem potencial para investir em diversos tipos de transportes metropolitanos, desafogando a malha
rodoviária que já se encontra saturada a muito tempo. A greve dos caminhoneiros, que fez o país
parar, demonstra que o funcionamento do país é dependente do sistema rodoviário: são os
caminhões que transportam a comida, as pessoas, os produtos em geral. Logo, é importante investir
em outros modais, como o ferroviário e o aquático para que se disponha de outras opções de transporte
tanto para a população quanto para a circulação de mercadorias.

Veja a seguir a construção de dois textos dissertativo-argumentativos. Observe a tese, os argumentos, os operadores
argumentativos empregados etc. As redações apresentadas obedecem ao padrão Enem, que se enquadra no tipo
dissertativo-argumentativo.
INTRODUÇÃO Tema: “Se a Constituição Cidadã fosse respeitada, a sociedade brasileira viveria uma real cidadania? Por quê?”

CONTEXTUALIZAÇÃO
Corrupção. Pobreza extrema. Violência. São vários os fatores que violam a Constituição e levam o Brasil a
TESE viver um momento de sua história que preocupa a todos os brasileiros. Apesar disso, a Constituição de
(pelo menos 2 frases) 1988, denominada de Cidadã, pode garantir que uma real cidadania seja vivida na sociedade
brasileira, pois ela trouxe de volta o Estado Democrático e garantiu direitos básicos fundamentais.

Primeiramente, vale lembrar que essa Constituição trouxe de volta o Estado Democrático, que havia
sido abolido pelo regime militar. Com isso, práticas como a tortura e a censura deixaram de ser
DESENVOLVIMENTO

praticadas, e a sociedade usufrui de mais liberdade. Além disso, o voto direto e secreto passou a vigorar,
ARGUMENTOS
(dois ou três parágrafos o que aumentou a participação popular no processo democrático. Essas medidas garantiram ao
no estilo padrão): cidadão seu pleno exercício da cidadania.
 tópico frasal
 comentário Em segundo lugar, a Constituição também garante direitos básicos fundamentais como o direito à vida,
 conclusão.
à igualdade, à educação etc. Desse modo, qualquer ação que viole tais fundamentos, passa a ser tratada
como crime, sob o regimento legal. Assim, tanto as instituições quanto os indivíduos precisam agir de
acordo com a lei, o que propicia que toda ação seja pensada com cuidado. Nesse sentido, a Carta
Magna também acaba contribuindo para que a ocorrência de crimes diminua.

Diante do exposto, comprova-se que o respeito à Constituição tem potencial para garantir o pleno
CONCLUSÃO

retomada e confirmação exercício da cidadania. Logo, para que essa cidadania seja recuperada, é necessário que os três poderes
da tese: 1 frase
PROPOSTAS (ENEM): 1 ou instituídos (Executivo, Legislativo e Judiciário) sejam os primeiros a respeitarem a lei, evitando a
duas frases elaboração de emendas com o propósito de atenderem a seus próprios interesses, colocando as
FECHAMENTO DO TEXTO:
1 frase necessidades da população em primeiro lugar. Essa e outras medidas podem trazer de volta a real
cidadania e minimizar os fatores que violam a constituição.

Tema: “O Brasil e suas inúmeras crises”


INTRODUÇÃO

A quantidade de problemas enfrentados pela sociedade brasileira atual só aumenta. Seja na saúde, na
CONTEXTUALIZAÇÃO
TESE educação, nos transportes, na segurança, seja na política e na economia, os desafios parecem
(pelo menos 2 frases) insuperáveis. Entretanto, uma análise atenta revela que a culpa por essas crises frequentes é não os do
governo mas também da própria sociedade.

Embora sejam eleitos para defender os interesses dos cidadãos, os políticos não priorizam os interesses
dos cidadãos. Ao contrário, o orçamento que deveria ser destinado aos setores que precisam de
DESENVOLVIMENTO

atenção é desviado pela corrupção, como tem sido mostrado nos principais noticiários. Nem mesmo as
ARGUMENTOS
(dois ou três parágrafos CPIs, como a Lava Jato, conseguem dar conta de reduzir tal delinquência política. Nesse sentido, o
no estilo padrão): governo deixar de cumprir com eficiência suas obrigações.
 tópico frasal
 comentário Ademais, muitos desses problemas ocorrem em função de a sociedade não se mobilizar para exigir que
 conclusão.
seus direitos sejam cumpridos. Antes das manifestações de 2013, a última grande mobilização popular
havia sido o movimento “Caras Pintadas” que depôs o presidente Collor. Mesmo assim, após 2013, o
desejo de luta da população esfriou. Embora os problemas persistam, a sociedade está calada, assistindo
a tudo pela televisão. Desse modo, a própria população corrobora a perpetuação das mazelas sociais.

Considerando tudo isso, há de se concordar que os infortúnios sociais são mantidos por aqueles que
CONCLUSÃO

retomada e confirmação
da tese: 1 frase deviam resolvê-los. Para mudar esse cenário e garantir o perfeito funcionamento dos serviços básicos, a
PROPOSTAS (ENEM): 1 ou
duas frases sociedade precisa cobrar que os gestores públicos cumpram suas obrigações, distribuindo as verbas
FECHAMENTO DO TEXTO: adequadamente pelos diversos setores. Somente assim o país encontrará soluções para suas inúmeras
1 frase
crises.
A seguir, serão apresentadas cinco propostas de redação. Leia-as com atenção. Depois, eleja
um tema e escreva sua redação.
1) Proposta UNESP – 2009 (15-20 linhas)

2) Proposta CESPE/CEBRASPE – 2014 (15-20 linhas):


3) Proposta Enade 2017, questão discursiva 2 (15-20 linhas):
4) Proposta de redação Enem 2018 (20-30 linhas):
5) Proposta vestibular a distancia Cederj 2018-2 (20-30 linhas)