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O que é Mito

Segundo o dicionário Michaelis, mito é uma palavra de origem grega (mythos) que tem
os seguintes significados:

1. Fábula que relata a história dos deuses, semideuses e heróis da Antiguidade pagã.
2. Interpretação primitiva e ingênua do mundo e de sua origem. 3. Tradição que, sob
forma alegórica, deixa entrever um fato natural, histórico ou filosófico. 4. Exposição
simbólica de um fato. 5. Coisa inacreditável. 6. Enigma. 7. Utopia. 8. Pessoa ou coisa
incompreensível.

De certa forma, todas essas definições estão ligadas à noção de algo que está fora da
realidade, que não apresenta uma explicação racional para sua existência. Desta
maneira, mitos configuram narrativas – que começaram a ser usadas na Grécia Antiga
– que têm por objetivo explicar fatos da realidade e fenômenos da natureza.

A simbologia e, muitas vezes, ingenuidade que envolve o mito está ligada ao fato de
que, naquela época, os gregos os utilizavam para buscar explicações para a origem do
universo e da vida humana, coisas que não compreendiam muito bem. Neste sentido,
deuses, personagens sobrenaturais e heróis passaram a se misturar aos fatos que
realmente aconteceram e a integrar as características das pessoas que realmente
existiram.

Funções do mito

Uma das razões da existência do mito é a necessidade de saciar a curiosidade dos


homens em uma época em que a ciência ainda não tinha se desenvolvido ao ponto de
explicar alguns fatos importantes – como a origem do Universo e a origem da vida.
Além disso, o mito tem a função de tornar algo público por meio de uma narrativa
marcante, que chame a atenção e desperte o interesse das pessoas.

Muitas vezes, o mito é usado, também, para designar crenças ou convenções que são
usadas no dia a dia mas não têm fundamentos corretos ou aprofundamento científico.
Por outro lado, acontecimentos históricos que tenham grande importância simbólica
para um grupo cultural pode se transformar em mito, considerando-se que esta
simbologia pode se juntar aos fatos reais, construindo o aspecto mitológico. Por sua
importância e seus efeitos ao longo da História, o mito – suas origens e significado – é
estudado pela mitologia.

Características do mito

O mito tem função explicativa ou simbólica e, geralmente, está relacionado a uma data
ou uma religião. Quando relacionado à origem do mundo ou do homem, remete a
personagens sobrenaturais, tais quais deuses, semideuses e monstros. Diferencia-se
da filosofia ao afastar-se da razão e buscar explicações no simbólico e no sagrado.
Acontecimentos reais podem ser mitificados caso a cultura permita e a comunidade
agregue a simbologia necessária para isso. Mito não é o mesmo que lenda.

Mito x Lenda
É comum que as pessoas confundam mito e lenda. No entanto, trata-se de duas
construções textuais diferentes. As lendas são narrativas orais, transmitidas de
geração para geração, que objetivam explicar mistérios e acontecimentos
sobrenaturais. Os mitos, por outro lado, se apropriam de personagens e cenários
improváveis no mundo racional para explicar acontecimentos reais, os quais não se
têm a capacidade de provar cientificamente ou por meios inteiramente sóbrios.

Mito e filosofia

Durante muito tempo, mito e filosofia foram considerados antagônicos. A Filosofia


surgiu como uma forma de busca a uma compreensão racional do que aconteceu na
Grécia Antiga; uma história disseminada para o mundo através da mitologia grega.
Nesse contexto, a palavra mito deriva do grego mythos e significa contar ou narrar algo
para alguém. Neste caso, o “dono” do discurso é atribuído com o rótulo de autoridade
sobre o assunto que narra. Por isso, para os gregos da Antiguidade, a mitologia era
uma forma de educação.

Desta maneira, autores épicos como Homero (que escreveu Ilíada e Odisseia) e
Hesíodo (autor de Teogonia e Dos trabalhos e dos dias) são vistos pela História como
educadores por excelência. Também os rapsodos (como eram chamados os
trovadores) eram conhecidos por reproduzirem as obras épicas e, por isso, possuírem
um conhecimento sobre a verdade da origem do universo.

No entanto, com a evolução política e econômica da sociedade, bem como as


descobertas que levaram ao desenvolvimento do conhecimento, começou a
questionar-se a validade do modelo mítico. Com o surgimento da Filosofia, foi colocada
em prática a busca por um modelo sistemático e racional que explicasse a origem do
universo e das coisas. Logo, a Filosofia ganhou uma conotação científica.

Mas, apesar de tudo isso, mito e Filosofia passam por um período de conciliação. Isso
porque hoje são reconhecidas tanto a importância da ciência quanto a necessidade de
considerar-se a diversidade cultural como fatores para melhoramento da vida em
sociedade.

Mito da Caverna

O mito da caverna é um dos mais conhecidos da História e integra a obra A República,


de Platão. Na narrativa, o filósofo grego conta história de pessoas que nasceram e
passaram suas vidas presas dentro de uma caverna. Elas não podem sair, mas podem
ouvir ruídos do que as pessoas que vivem do lado de fora da caverna fazem. Além
disso, eles veem suas sombras refletidas na parede da caverna e acreditam que elas
são a realidade.

Platão sugere que um dos presos consegue fugir, descobrindo o mundo que existe fora
da caverna. A narrativa desencadeia todo um discurso sobre as possibilidades que se
criariam caso o homem decidisse retornar para a caverna e contar aos outros que eles
vivem um engano e existe outra realidade. Os outros podem acreditar nele, não
acreditar ou considerá-lo um louco. Com a história, o filósofo buscava atentar para as
oportunidades que as pessoas perdem devido a preconceitos e falsas pretensões.
Mito de Narciso

O mito de Narciso é clássico da mitologia grega. Na narrativa, Narciso é um belo jovem


que rejeitou o amor da ninfa Eco. A rejeição, que destruiu o coração da ninfa, fez com
que Narciso recebesse um castigo da deusa Nêmesis. Ele, então, se apaixonou pelo
próprio reflexo no rio, fato que o levou a morrer afogado.