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Língua Portuguesa para o INSS (Teoria e Exercícios)

Prof. Albert Iglésia


Aula 3 – Morfossintaxe dos Termos da Oração

Olá! Espero que você esteja aí bem disposto para estudar, pois
ainda temos que aprender muita coisa importante.
Nesta aula, trataremos da sintaxe dos termos da oração. Na
aula seguinte, estudaremos as relações entre as orações do período.
E por falar em oração e período, você sabe identificá-los? Sabe
também diferenciar oração de frase? Veja os exemplos seguintes e responda
ao que se pede.

a) – Bom dia, senhor Miguel! Como vai?


b) – Eu vou bem, obrigado.

Então, quantas frases, orações e períodos existem no diálogo


acima? Se você respondeu: “três frases, duas orações e dois períodos”
acertou. Se respondeu algo diferente disso, precisa entender que: frase é
todo enunciado que possui sentido completo, capaz de transmitir uma
informação satisfatória para a situação em que é utilizado.
Assim sendo, na fala da primeira personagem existem duas frases:
a primeira é encerrada pelo ponto de exclamação; a segunda, pelo ponto de
interrogação. Na fala do senhor Miguel, existe apenas um enunciado, isto é,
uma frase, que é delimitada pelo ponto.
O conceito de frase é, portanto, bastante abrangente, incluindo
desde estruturas linguísticas muito simples até estruturas complexas:

– Ai!
– Durante algum tempo, vivi no Rio de Janeiro.

As frases de maior complexidade normalmente se organizam a


partir de um ou mais verbos (locuções verbais). À frase que se organiza ao
redor de um verbo ou locução verbal damos o nome de oração (frase
verbal). Portanto o primeiro enunciado não caracteriza uma oração, já que
nele não há verbo (é uma frase nominal). Na sequência, ainda na fala da
primeira personagem, surge a primeira oração: “Como vai?”. A segunda fala,
observe, se organiza em torno da forma verbal “vou” e constitui a segunda
oração do diálogo.

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A frase organizada em orações constitui o período, que pode


ser simples (formado apenas por uma oração) ou composto (formado por
mais de uma oração). Atente para o fato de que o final do período é marcado
por ponto, ponto de exclamação, ponto de interrogação (e mais rarametne por
reticências), e não por vírgula ou ponto e vírgula. Veja os exemplos:

Vive-se um momento social delicado. (período simples, uma


oração).
Ele estuda, trabalha e pratica esporte. (período composto, três
orações).

Guarde esses conceitos, principalmente o de período, pois na aula


4, ao estudarmos detalhadamente as orações, estabeleceremos distinção entre
período composto por coordenação, por subordinação e período misto.
Por enquanto, limitemo-nos aos termos da oração. E só faz sentido falar deles
quando estivermos diante de uma oração.
O organograma abaixo é uma apresentação sistemática e resumida
do que entendemos por termos da oração.

Termos da Oração

Essenciais Integrantes Acessórios


1 – Sujeito 1 – Complemento verbal 1 – Adjunto adverbial
2 – Predicado 2 – Complemento nominal 2 – Adjunto adnominal
3 – Agente da passiva 3 – Aposto

Eis os termos da oração! Sentiu a falta do vocativo? É que ele, na


verdade, não faz parte desse grupo, isto é, não faz parte da oração, é um
termo independente dela. Não fique espantado. Os livros somente o
apresentam na mesma seção em que tratam dos termos da oração por uma
questão meramente didática. É isso que também farei aqui, principalmente
porque, em prova, é comum as bancas examinadoras induzirem os
candidatos a confundi-lo com o sujeito da oração.

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Termos Essenciais da Oração

1. Sujeito  é o termo do qual, geralmente, se declara alguma


coisa; concorda em número e pessoa com o verbo da oração (concordância
verbal). Frise-se que só faz sentido falar em sujeito quando estamos lidando
com orações, ou seja, quando é possível perceber uma relação entre um
determinado termo de uma oração e o verbo dessa mesma oração.

Nós estudamos muito.


José e Maria estudam muito.

Sujeito é uma função substantiva da oração, ou seja, são os


substantivos e as palavras de valor substantivo que atuam como
núcleos dessa função nas orações da Língua Portuguesa. Observe:

Os cidadãos
Todos
manifestaram sua insatisfação.
Ambos
Os covardes

Na sequência, temos: substantivo, pronome substantivo, numeral


substantivo e adjetivo substantivado exercendo a função de núcleo do sujeito.
Também é possível que o sujeito seja representado por uma oração inteira.

Era forçoso que fosse assim.

[...]
e não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no
jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e
principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho
e Jiguê na força do homem.

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1. (Cespe/IRBr/Diplomata/2012) Na linha 12 do fragmento I, a oração “que


tinha”, sintática e semanticamente dispensável para o texto, caracteriza-
se por ter um pronome relativo como sujeito sintático.

Comentário – Primeiro erro: dizer que a oração “que tinha” é dispensável.


Trata-se de uma oração subordinada adjetiva restritiva (observe que ela não é
separada por vírgula do substantivo “manos”). As adjetivas explicativas
(separadas por vírgula do substantivo) são dispensáveis; mas as restritivas
não. Segundo erro: atribuir ao pronome relativo “que” a função de sujeito.
Para verificar a real função sintática dele, você deve substituí-lo pelo
antecedente a que ele se refere e reorganizar a oração adjetiva: [ele] tinha
manos. Perceba que o sujeito está oculto e o termo manos completa o
sentido do verbo transitivo direto tinha.
Resposta – Item errado.

2. (Cespe/IRBr/Diplomata/2012) Admite-se como forma alternativa de


reescrita da expressão coloquial “o diabo do homem só faltou me chamar
de” (L.4-5) a estrutura só faltou o diabo do homem me chamar de, na
qual o verbo faltar é empregado como impessoal e, portanto, integra
uma oração sem sujeito.

Comentário – No original, o sujeito do verbo faltar é a expressão “o diabo do


homem” (sujeito simples). Observe que o verbo, conjugado na terceira pessoa
do singular, tem que variar para concordar com o sujeito. Exemplo: Ele só
faltou me chamar de; Eles só faltaram me chamar de.
Na reescritura, o sujeito passa a ser a oração sublinhada: só
faltou o diabo do homem me chamar de. Faça a clássica pergunta ao verbo: “O
que faltou?” Resposta: “Isso” (pronome que representa a oração sublinhada).
A dificuldade, para alguns, está no fato de o sujeito ter surgido
depois do verbo, numa posição que geralmente é ocupada pelo objeto.
Resposta – Item errado.

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[...]
O consumismo é um processo eticamente condenável,
pois faz que as pessoas comprem mais coisas do que realmente
7 necessitam. Com sistemas complexos de propaganda, que
envolvem sutilezas psicológicas e recursos espetaculares,
industriais e produtores em geral convencem a população a
10 adquirir sempre os novos modelos de carros, geladeiras,
relógios, calculadoras e outras utilidades, levando-a a lançar
fora o que já possui. [...]

Samuel M. Branco. O meio ambiente em debate. São


Paulo: Moderna, 1988, p. 42-3 (com adaptações).

3. (Cespe/Ibama/Técnico Administrativo/2012) O referente do sujeito da


forma verbal “levando” (L.11) é a expressão “industriais e produtores em
geral” (L.9), que exerce a função de sujeito da forma verbal “convencem”
(L.9).

Comentário – O examinador tem razão. Uma simples análise sintática


comprova essa relação entre os termos envolvidos. Ressalto apenas que, na
linha 9, o sujeito do verbo “convencem” está explicito; na linha 11, o sujeito
do verbo “levando” está oculto na oração, mas o referente textual dele é, de
fato, a expressão “industriais e produtores em geral”.
Resposta – Item certo.

[...]
7 corresponde à realização de ao menos uma operação de
natureza monetária junto a um intermediário financeiro, em
regra, um banco comercial que recebe um depósito, paga um
10 cheque, desconta um título ou antecipa a realização de um
crédito futuro. [...]
Atuação do Banco Central na sua função de zelar pela
estabilidade do Sistema Financeiro Nacional.
Internet: <www.bcb.gov.br> (com adaptações).

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4. (Cespe/Bacen/Técnico/2013) Os sujeitos das formas verbais “recebe”


(l.9), “paga” (l.9), “desconta” (l.10) e “antecipa” (l.10) têm um mesmo
referente: “um banco comercial” (l.9).

Comentário – Cuidado! Sujeito é um termo sintático. Referente tem a ver


com o aspecto semântico. O sujeito das formas verbais destacadas é o
pronome relativo “que” (l. 9). Como esse pronome substitui o antecedente “um
banco comercial”, dizemos que este é, de fato, o referente do pronome relativo
(ou do sujeito). Portanto a banca tem razão.
Resposta – Item certo.

[...]
no assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos
4 mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura
brasileira: o linguístico”.
[...]
Língua Portuguesa, 1/2015. Internet: <www.revistalingua.uol.com.br> (com adaptações).

5. (Cespe/2015/FUB/Nível Médio) O termo “o brasileiro” (l.3) exerce a


função de sujeito da oração em que se insere.

Comentário – Para alguns, a análise tornou-se difícil porque o enunciado


apresenta três verbos que podem confundir a resposta. Observe:
I. Em relação ao verbo “dizer”, a oração “que o brasileiro
não sabe português” funciona como seu objeto direto.
II. Em relação ao verbo “é”, o segmento “dizer que o
brasileiro não sabe português” funciona como sujeito.
III. Em relação ao verbo “sabe” (é isso que nos interessa!),
o termo “o brasileiro” funciona como sujeito.
Resposta – Item certo.

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 TIPOS DE SUJEITO
1.1 Simples  possui apenas um núcleo e está materialmente
expresso na oração.

Todos aqueles estudantes participaram da manifestação.

[...]
degradação intensiva das torrentes. De sorte que, saindo das
10 insolações demoradas para as inundações subitâneas, a terra,
mal protegida por uma vegetação decídua, que as primeiras
requeimam e as segundas erradicam, se deixa, a pouco e pouco,
13 invadir pelo regime francamente desértico.
[...]
Euclides da Cunha. Os Sertões (Campanha de Canudos).
São Paulo: Martin Claret, 2007, p. 95-6 (com adaptações).

6. (Cespe/Câmara dos Deputados/Analista Legislativo/2012) Os sujeitos das


formas verbais “requeimam” e “erradicam”, ambas na linha 12, são “as
primeiras” (l.11) e “as segundas” (l.12), nessa ordem, elementos esses
que se referem, respectivamente, às expressões “insolações demoradas” e
“inundações subitâneas”, ambas na linha 10.

Comentário – A análise está perfeita. Basta um pouquinho de atenção para


perceber isso.
Resposta – Item certo.

[...]
19 requisitos de notável saber jurídico e idoneidade moral. Dentre
seus membros, elegia o Tribunal Superior, em escrutínio
secreto, por meio de cédulas com o nome do juiz e a
22 designação do cargo, um vice-presidente e um procurador para
exercer as funções do Ministério Público, tendo este último a

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denominação de procurador-geral da justiça eleitoral. Em


[...]
As formas de composição do TSE: de 1932 aos dias atuais.
Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, Secretaria de Gestão da Informação,
2008, p. 11. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações).

7. (Cespe/2015/TRE-GO/Técnico Judiciário) Na linha 20, o sujeito da forma


verbal “elegia" é o termo “o Tribunal Superior".

Comentário – Sim, é isso mesmo! Cuidado apenas com o fato de o sujeito às


vezes surgir posposto ao verbo, no lugar que naturalmente é ocupado pelo
objeto.
Resposta – Item certo.

1.2 Oculto, elíptico, implícito, desinencial  é aquele que não está


materialmente expresso na oração, mas pode ser identificado pela desinência
verbal ou pelo contexto.

Ficamos algum tempo sem falar. (o sujeito da oração é “nós”,


indicado pela desinência de primeira pessoa do plural “mos”).

“Soropita ali viera; na véspera, lá dormira”. (o contexto nos


permite afirmar que o sujeito da forma verbal “dormira” tem sua referência em
“Soropita”).

Hoje estudei muito. (o sujeito agora é representado pelo pronome


de primeira pessoa do singular “eu”).

“Guilhermina bocejou. Iria adormecer?” (outra vez, o contexto nos


auxilia na identificação do sujeito, que tem como referência o termo
“Guilhermina”)

1 Denomina-se política ambiental o conjunto de


decisões e ações estratégicas que visam promover a
conservação e o uso sustentável dos recursos naturais. A
[...]

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Adriana Ramos. Política ambiental. In: Almanaque Brasil


socioambiental. São Paulo: ISA, 2008 (com adaptações).

8. (Cespe/Ibama/Analista Ambiental/2013) A expressão “política ambiental”


(L.1) exerce a função de sujeito da oração em que se insere.

Comentário – Belíssima questão! Muitos comentários sobre ela foram


publicados nos fóruns, mas alguns analisavam erroneamente a função sintática
do termo “política ambiental”.
Para começo de conversa, é preciso reordenar os termos, o
que nos facilitará a perceber o verdadeiro sujeito da forma verbal
“denomina-se”:
O conjunto de decisões e ações estratégicas que visam
promover a conservação e o uso sustentável dos
recursos naturais denomina-se política ambiental.

Agora, já podemos garantir que o item está errado! Mas qual


é a função sintática do termo “política ambiental”? Nossa resposta depende de
outras análises. Note que temos um caso de voz passiva sintética formada por
verbo transitivo direto e pronome apassivador: “denomina-se”. Se você
preferir, transforme-a em voz passiva analítica:
O conjunto de decisões e ações estratégicas que visam
promover a conservação e o uso sustentável dos
recursos naturais é denominado política ambiental.

A expressão “política ambiental” claramente qualifica o


sujeito, portanto funciona como predicativo dele. Simples, não é verdade?
Então, por que muitos estudantes disseram que o termo funciona como
predicativo do objeto? Eis abaixo a explicação.
Sabe-se que o sujeito da voz passiva funciona como objeto
direto na voz ativa. Veja a transformação:
Denominam política ambiental o conjunto de decisões e
ações estratégicas que visam promover a conservação
e o uso sustentável dos recursos naturais.

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Agora, o sujeito é indeterminado. O que está em negrito


passou a funcionar como objeto direto da forma verbal “Denominam”. A
expressão “política ambiental” continua qualificando o mesmo termo; mas este
agora funciona sintaticamente como objeto direto, e não como sujeito.
Concluímos, portanto, que o erro de alguns comentaristas foi
analisar o termo “política ambiental” como se ele estivesse inserido numa
oração na voz ativa. Na verdade, a oração apresentada no texto da prova está
na voz passiva, o que deveria ter sido levado em conta.
Resposta – Item errado.

[...]
13 a criminalidade e a violência. Esses fatores ameaçam a
soberania nacional e afetam a estrutura social e econômica
interna, devendo o governo adotar uma postura firme de
16 combate ao tráfico de drogas, articulando-se internamente e
com a sociedade, de forma a aperfeiçoar e otimizar seus
mecanismos de prevenção e repressão e garantir o
19 envolvimento e a aprovação dos cidadãos.
Internet: <www.direitoshumanos.usp.br>.

9. (Cespe/DPF/Agente/2014) O referente do sujeito da oração


“articulando-se internamente e com a sociedade” (L. 16 e 17), que está
elíptico no texto, é “o governo” (L.15).

Comentário – Embora esteja oculto no segmento destacado, as relações entre


os elementos do texto deixam claro que o sujeito do verbo articular é mesmo
o “governo”.
Resposta – Item certo.

1.3 Composto  possui mais de um núcleo.

O professor, a diretora e eu saímos cedo.


O lazer e o esporte conduzem à saúde mental e física.

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[...]

Em 1985, foi criado o Ministério do Desenvolvimento


Urbano e Meio Ambiente e, em 1989, o Instituto Brasileiro
25 do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(IBAMA), originado da fusão da SEMA com a
[...]

Adriana Ramos. Política ambiental. In: Almanaque Brasil


socioambiental. São Paulo: ISA, 2008 (com adaptações).

10. (Cespe/Ibama/Analista Ambiental/2013) A locução verbal “foi criado”


(L.23), empregada no singular para concordar com o núcleo do sujeito
mais próximo a ela — “o Ministério do Desenvolvimento Urbano e Meio
Ambiente” (L.23-24) —, poderia ser corretamente substituída por foram
criados, caso em que passaria a concordar com ambos os núcleos do
sujeito composto da oração.

Comentário – Muito cuidado aqui! Esta questão é perigosíssima!


Na verdade, não existe o tal sujeito composto mencionado pela
banca. O que temos, primeiramente, é uma oração com sujeito simples e
núcleo no singular (em negrito): “Em 1985, foi criado o Ministério do
Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente”.
Em seguida, surge o que muitos candidatos não perceberam
durante a prova: a existência de outra oração com a locução verbal oculta,
com sujeito simples e núcleo (em negrito) no singular. Observe: “e, em 1989,
[foi criado] o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (IBAMA)”.
Recebe o nome de zeugma a figura de linguagem que se
caracteriza por apagar um termo facilmente subentendido e já mencionado
anteriormente.
Portanto não é possível a pluralização da locução verbal sob a
alegação de “que passaria a concordar com ambos os núcleos do sujeito
composto da oração”.
Resposta – Item errado.

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1.4 Indeterminado  é aquele que não se pode ou não se quer


determinar, podendo ocorrer de duas maneiras basicamente:
a) colocando-se o verbo na terceira pessoa do plural, sem que
haja referência a outro termo anteriormente identificado.

Telefonaram para você.


Gritaram muito.

b) colocando o pronome oblíquo se junto a verbos de ligação,


intransitivos, transitivos indiretos ou transitivos diretos cujos objetos
diretos estejam preposicionados; os verbos ficam sempre na terceira
pessoa do singular:

Ficou-se feliz.
Vive-se bem.
Gosta-se de você.
Bebeu-se do vinho. (caso a preposição fosse retirada
– bebeu-se o vinho –, teríamos uma voz passiva sintética com
sujeito representado pelo termo “o vinho”).

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11. (Cespe/Banco da Amazônia/Técnico Científico/2012) O sujeito da forma


verbal “destacou” (L.5), cujo referente é “o vice-presidente executivo da
FEBRABAN” (L.4), é indeterminado.

Comentário – Observe a inexistência das condições básicas para a


indeterminação do sujeito: I) verbo na terceira pessoa do plural, sem que haja
referência a outro termo anteriormente identificado (o verbo “destacou” está
na terceira pessoa do singular e o referente está corretamente indicado pela
banca); II) pronome oblíquo se junto a verbos de ligação, intransitivos,
transitivos indiretos ou transitivos diretos cujos objetos diretos estejam
preposicionados.
Na verdade, o sujeito da forma verbal “destacou” é o
pronome relativo “que”, o qual retoma a expressão “o vice-presidente
executivo da FEBRABAN”.
Resposta – Item errado.

[...]
governo. A democracia representativa pressupõe um conjunto
de instituições que disciplinam a participação popular no
13 processo político, que formam os direitos políticos que
qualificam a cidadania, como, por exemplo, as eleições, o
sistema eleitoral, os partidos políticos; enfim, mecanismos
16 disciplinadores para a escolha dos representantes do povo. Na
[...]

Internet: <www.planalto.gov.br> (com adaptações).

12. (Cespe/TRE-MS/Técnico Judiciário/2013) O sujeito da oração cujo núcleo


do predicado é a forma verbal “formam” (L.13) é

a) a expressão “os direitos políticos” (L.13).


b) o pronome “que” imediatamente antecedente.
c) oculto.
d) indeterminado.

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e) a expressão “um conjunto de instituições” (L.11-12).

Comentário – A oração referida pelo examinador é “que formam os direitos


políticos”. Nela existe o pronome relativo “que”, muito bem expresso no trecho
e substituto do termo antecedente “instituições” (l. 12). Repare o trecho já
com a substituição feita: instituições formam os direitos políticos.
Portanto concluímos que o pronome relativo “que” é o sujeito do verbo
“formam”.
Resposta – B

[...]
empresas de conteúdo. Pela Internet são compradas passagens
10 aéreas, entradas de cinema e pizzas; acompanham-se as notícias
do dia, as ações do governo, os gols e os capítulos das novelas;
e são postadas as fotos da última viagem, além de serem
13 comentados os últimos acontecimentos do grupo de amigos.
[...]

Internet: <www.camara.leg.br> (com adaptações).

13. (Cespe/2014/TJ-SE/Nível Superior) No último período do primeiro


parágrafo do texto, construído de acordo com o princípio do paralelismo
sintático, o sujeito das orações classifica-se como indeterminado.

Comentário – Você já conhece os casos que caracterizam sujeito


indeterminado. Então, sabe que o examinador está errado. Vejamos como são
classificados os sujeitos das respectivas formas verbais:
“são compradas passagens aéreas, entradas de cinema e
pizzas”: sujeito composto (observe que o verbo está flexionado na voz passiva
analítica e o sujeito está posposto a ele);
“acompanham-se as notícias do dia, as ações do governo,
os gols e os capítulos das novelas”: sujeito composto (observe que agora a voz
passiva é sintética);

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“e são postadas as fotos da última viagem”: sujeito


simples;
“além de serem comentados os últimos acontecimentos do
grupo de amigos”: sujeito simples.
Resposta – Item errado.

1.5 Inexistente ou oração sem sujeito  ocorre quando o fato expresso


na oração não pode ser atribuído a nenhum ser, surgindo um dos chamados
verbos impessoais, os quais ficam sempre na terceira pessoa do singular
(com raríssimas exceções). Observe os seguintes casos:
a) verbos que exprimem fenômenos da natureza: chover, nevar,
gear, amanhecer, entardecer etc.

Está amanhecendo.
Trovejou violentamente.

ATENÇÃO! Choveram flores sobre os noivos.  o verbo foi empregado com


sentido figurado (conotativo), por isso possui sujeito (simples).

b) utilizando-se o verbo haver no sentido de existir, acontecer,


ou indicando tempo decorrido.

Aqui há alunos estudiosos.


Houve muitas brigas depois do jogo.
Há meses não o via.

ATENÇÃO! O verbo ter, de acordo com a norma culta, só pode ser empregado
na oração quando indicar posse e possuir sujeito. Caso contrário, será
substituído pelo verbo haver no sentido de existir.
O aluno não teve aula. – correto
Não tem aula. – errado / Não há aula. – correto

1 Dependerá da adesão dos demais ministros o êxito de


um apelo feito pelo presidente do Supremo Tribunal Federal

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(STF), para que seja extinta a prática de esconder os nomes de


4 investigados em inquéritos criminais na mais alta corte do país.
[...]

Zero Hora, 8/4/2013.

14. (Cespe/MPU/Técnico Administrativo/2013) Na linha 1, a expressão “o


êxito” exerce função sintática de complemento direto da forma verbal
“Dependerá”.

Comentário – O que foi que eu disse? Pois é, o Cespe gosta de trabalhar


questões com sujeito posposto ao verbo, porque sabe que os candidatos o
confundem com o objeto. Não caia nessa armadilha.
O substantivo “êxito” integra o sujeito do verbo “Dependerá”,
sendo o seu núcleo. Basta reorganizar os termos, que surgiram originalmente
na ordem verbo-objeto-sujeito: O êxito de um apelo feito pelo
presidente do Supremo Tribunal Federal dependerá da adesão dos
demais ministros... Agora, a ordem é a seguinte: sujeito-verbo-objeto
(indireto).
Resposta – Item errado.

c) utilizando-se o verbo fazer exprimindo fenômeno da


natureza ou tempo decorrido.

Faz muito calor aqui.


Faz anos que não o vejo.

ATENÇÃO! Fazem dois dias de vida os bebês.  nesse exemplo, o fato


expresso na oração foi atribuído ao termo “os bebês”; sendo ele, pois, o
sujeito.

d) utilizando-se o verbo ir exprimindo tempo decorrido.

Vai para uns quinze anos escrevi uma crônica do Curvelo.

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e) utilizando-se o verbo ser indicando distância ou tempo


decorrido.

Da minha casa à tua são dez quilômetros.


É uma hora e trinta minutos. // São duas horas.
Hoje são oito de maio. // Hoje é dia oito de maio.

Observe que a verbo SER concorda com a expressão que indica a


distância ou o tempo decorrido.

[...]
em ombros de gigantes do passado. A Internet
representa um poderoso agente de transformação do nosso
modus vivendi et operandi.
31 É um marco histórico, um dos maiores fenômenos de
comunicação e uma das mais democráticas formas de acesso ao
saber e à pesquisa. Mas, como toda inovação, a Internet tem
34 potencial cuja dimensão não deve ser superdimensionada. Seu
conteúdo é fragmentado, desordenado e, além disso, cerca de
metade de seus bites é descartável.

Jacir J. Venturi. Internet: <www.geometriaanalitica.com.br> (com adaptações).

15. (Cespe/Antaq/Nível Superor/2014) O último parágrafo do texto inicia-se


com oração sem sujeito.

Comentário – Já deu para notar que o caso aqui é bem diferente de todos os
que constituem oração sem sujeito. Trata-se, na verdade, de sujeito oculto! É
preciso perceber que o enunciador está se referindo à “Internet” (l. 28). Termo
que é recuperado na linha 33.
Resposta – Item errado.

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[...]
interessados em trabalhar no Brasil. Esse incentivo torna-se
10 imperativo no início do século XXI, devido à extrema
velocidade com que ciência e tecnologia se desenvolvem. Há
décadas, países como China e Índia têm enviado estudantes
[...]

Isaac Roitman. Brasil sem fronteiras. In: Revista DARCY.


Brasília: UnB, n.º 11, jun.-jul./2012, p. 7 (com adaptações).

16. (Cespe/2014/TC-DF/A forma verbal “Há” (l.11) poderia ser corretamente


substituída por Fazem.

Comentário – O verbo haver foi usado para exprimir tempo decorrido.


Portanto ele se flexiona na terceira pessoa do singular o sujeito é inexistente.
Igualmente ocorreria com o verbo fazer. Por isso este não pode ser flexionado
no plural, como sugeriu o examinador.
Resposta – Item errado.

2. Predicado  é tudo aquilo que se declara a respeito do sujeito;


em termos práticos, equivale a tudo que é diferente do sujeito e do vocativo,
quando este ocorre.

À noite, a temperatura diminuiu.


sujeito
predicado

Atenção! Em todo predicado necessariamente existe um verbo, que é o que


de fato caracteriza uma oração, já que pode haver oração sem sujeito, como
você já perceberá.

 TIPOS DE PREDICADO
2.1 Verbal  possui como núcleo um verbo nocional (ou uma locução
verbal), isto é, um verbo que exprime ação, acontecimento, fenômeno natural,
desejo, atividade mental (são mais conhecidos como verbos transitivos e
verbos intransitivos)

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Ele está correndo.


Eu amo minha esposa.
Precisa-se de professores.
Dei um presente a ela.

2.2 Nominal  possui como núcleo um nome (adjetivo, substantivo ou


outra palavra com valor substantivo), que desempenha a função de predicativo
do sujeito (termo que caracteriza o sujeito, tendo como intermediário um
verbo); seu verbo é não-nocional (mais conhecido como verbo de ligação).

Ele está cansado.


Você parece um monstro.
A vida é um constante retomar. (note que aqui o verbo “retomar”
foi substantivado pela presença do artigo indefinido “um”).
ATENÇÃO! Verbos podem variar de regime de acordo com o sentido que
possuem na oração. Esse é o caso, por exemplo, do verbo ESTAR. Em “Ele está
correndo”, o verbo “está” é auxiliar e integra uma locução verbal indicativa de
um processo, uma ação. Diferente é o seu emprego em “Ele está cansado”,
frase em que o mesmo verbo agora é tomado como não nocional, ou de
ligação. Na primeira frase, tem-se predicado verbal; na segunda, nominal.
Variação semelhante pode ser observada também nos seguintes
exemplos: “A correnteza virou a canoa” e “A lagarta virou borboleta”. No
primeiro caso, o verbo “virou” indica uma ação; é, pois, nocional e núcleo do
predicado verbal. Já no segundo, seu valor semântico indica uma mudança
de estado; sendo, portanto, não nocional e integrante de predicado nominal
cujo núcleo é o termo “borboleta”.

[...]
Vinicius, por exemplo, era leve, tão leve que chegava a ser
4 leviano na gravidade de suas paixões. Tom Jobim era leve. Vinicius
e Jobim eram leves e engraçados. Ser leve e engraçado era uma
característica daquela geração. [...]

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Affonso Romano de Sant’Anna. Tempo de


delicadeza. p. 73-75 (com adaptações).

17. (Cespe/2012/PC-AL/Escrivão de Polícia) O termo “leves e engraçados”


(L.5) desempenha, na oração em que se insere, a mesma função sintática
que “mais fácil e mais leve” na oração “tudo ficava mais fácil e mais leve”
(L.16-17).

Comentário – O termo “leves e engraçados” funciona como predicativo do


sujeito composto “Vinícius e Jobim” (l. 4 e 5). Observe o verbo de ligação
“eram” (l. 5). A mesma função sintática é desempenhada pelo termo “mais
fácil e mais leve”, pois expressa um atributo do sujeito “tudo” por meio do
verbo de ligação “ficava”.
Resposta – Item certo.

2.3 Verbo-Nominal  apresenta dois núcleos: um verbo (que será


sempre nocional) e um nome (que funcionará como predicativo do sujeito ou
do objeto).

Os excursionistas voltaram exaustos da caminhada.

O ato foi acusado de ilegal.

Consideramos inaceitável a proposta apresentada.

Termos Integrantes da Oração

1. Complemento Verbal  termo que completa o sentido dos


verbos transitivos.

1.1 Objeto Direto (OD)  completa o sentido de um verbo transitivo


direto e, normalmente, aparece sem preposição (a preposição não é
obrigatória).

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Quero glória e fama.


Os jornais nada publicaram.

ATENÇÃO! Em alguns casos, o OD vem representado por uma oração (a qual


chamamos de oração subordinada substantiva objetiva direta).

Não quero que fiques triste.

Os pronomes oblíquos também representam complementos


verbais, porém os pronomes o, a, os, as só funcionam como OD.

Comprei-o hoje.
Puseram-na de joelhos.
Irei levar-te de carro.

Às vezes, pode o objeto direto vir regido por preposição (objeto


direto preposicionado). São casos especiais de ocorrência. Seja como for,
esteja certo de que é a regência do verbo (e não a preposição) que
determinará se o complemento é ou não objeto direto. Tome nota dos casos
mais frequentes:

a) Com verbos que exprimem sentimentos:


Amamos a Deus.
Não amo a ninguém.

b) Para evitar ambiguidade:


Ama-se aos pais.
Notadamente aos mais desfavorecidos atingem essas medidas.

c) Por motivo de ênfase:


A médico, confessor e letrado nunca enganes.
Cumpri com a minha palavra.

d) Diante de pronome oblíquo tônico:


“Rubião esqueceu a sala, a mulher e a si”.
O novo horário incomoda a mim.

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Também pode o OD vir representado, repetidamente, por um


pronome oblíquo átono ou tônico. É o que chamamos de objeto direto
pleonástico (ODP)

Árvore, filho e livro, queria-os perfeitos.


OD ODP

Encontrou-nos a nós.
OD ODP

[...]
fazendo leis, administrando e julgando. É, pois, aquela em que
7 o povo exerce de modo imediato as funções públicas. Na
democracia indireta ou representativa, o povo não exerce seu
poder de modo imediato, mas por meio de seus representantes,
10 eleitos periodicamente, a quem são delegadas as funções de
governo. [...]

Internet: <www.planalto.gov.br> (com adaptações).

18. (Cespe/TRE-MS/Técnico Judiciário/2013) Na linha 10, a expressão “a


quem” exerce a função de complemento indireto da locução verbal “são
delegadas” e o trecho “as funções de governo” (L.10-11), a função de
complemento direto dessa locução.

Comentário – Cuidado! A primeira parte da assertiva está correta. O pronome


“quem” substitui “seus representantes eleitos periodicamente”. Mas é
importante notar que estamos diante de uma estrutura verbal flexionada na
voz passiva analítica ou verbal. Na voz passiva, o que era objeto direto é
transformado em sujeito paciente. Vejamos o trecho na ordem direta
(sujeito-verbo-completmento): as funções de governo [sujeito paciente]
são delegadas [voz passiva analítica] a quem (= aos seus representantes
eleitos periodicamente) [objeto indireto].
Resposta – Item errado.

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19. (Cespe/Serpro/Analista/2013) No trecho “O setor de tecnologias da


informação e comunicação (TICs) impulsiona um conjunto de inovações
(...) institucionais” (L.1-3), o termo “conjunto” exerce a função de núcleo
do complemento direto da forma verbal “impulsiona”.

Comentário – O examinador tem razão, e não precisamos do texto para


admitir isso. O verbo “impulsiona” é transitivo direto (TD). Faça-se a seguinte
pergunta: “Impulsiona o quê?”. Perceba que o complemento requerido pelo
verbo não necessita de uma preposição para regê-lo: “impulsiona um conjunto
de inovações (...) institucionais”. Ele se liga diretamente ao verbo, ou seja,
sem a intermediação de qualquer preposição. Já o núcleo desse complemento
direto (ou simplesmente objeto direto) é o substantivo “conjunto”. Lembre-se
de que a função de objeto direto é desempenhada por um substantivo, ou uma
expressão substantivada cujo núcleo é um termo com valor de substantivo.
Resposta – Item certo.

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20. (Cespe/TJ-AL/Analista Judiciário/Área Judiciária/2012) Assinale a opção


correta a respeito da estrutura linguística e dos sentidos do texto
apresentado.

A) A expressão “alguma coisa da sua frescura e novidade” (L.7-8)


complementa o sentido da forma verbal “trasladam” (L.7).

B) A expressão “Esses escritos” (L.11) exerce a função de sujeito da oração


cujo núcleo é “são tidos” (L.13)

Comentário – Alternativa A: certa. Em outras palavras, o examinador está


dizendo que o termo “alguma coisa da sua frescura e novidade” funciona como
objeto do verbo “trasladam”. Isso é verdade. O verbo é transitivo direto
(trasladam o quê?).
Alternativa B: errada. A expressão “Esses escritos” funciona
como sujeito do verbo “têm”. Observe atentamente a seguinte oração: “Esses
escritos, pois, têm certo valor permanente do ponto de vista literário”. Notou
a concordância de número e pessoa entre eles? Estão na terceira pessoa do
plural.
Resposta – A

[...]

suas ruas. Não apenas a lentidão irritante do tráfego urbano,


10 a par da escassez de vagas, provoca desperdício de petróleo,
um recurso natural não renovável, e aumento na quantidade de
horas de trabalho perdidas no trânsito, como a poluição
13 decorrente desses fatos causa um número cada vez maior de
casos de doenças respiratórias, sem falar nos problemas
[...]
Carlos Gabaglia Penna. Transporte e meio ambiente.
Internet: <http://www.oeco.org.br> (com adaptações).

21. (Cespe/2013/ANTT/Analista Administrativo) Os termos “desperdício de


petróleo” (L.10), “aumento na quantidade de horas de trabalho perdidas
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no trânsito” (L.11-12) e “a poluição decorrente desses fatos” (L.12-13)


exercem a mesma função na oração de que fazem parte, visto que
complementam a forma verbal “provoca” (L.10).

Comentário – Cuidado! Os dois primeiros termos destacados realmente


funcionam como objeto direto do verbo “provoca”. Mas o último é sujeito da
forma verbal “causa”.
Resposta – Item errado.

1 Em vinte e poucos anos, a Internet deixou de ser um


ambiente virtual restrito e transformou-se em fenômeno
mundial. Atualmente, há tantos computadores e dispositivos
4 conectados à Internet que os mais de quatro bilhões de
endereços disponíveis estão praticamente esgotados. Por essa
[...]
Internet: <www.camara.leg.br> (com adaptações).

22. (Cespe/2014/TJ-SE/Nível Superior) Seriam mantidos o sentido e a


correção gramatical do texto, se a forma verbal “há” (l.3) fosse
substituída por existe.

Comentário – Com a substituição, o termo “tantos computadores e


dispositivos conectados à Internet” deixaria de exercer a função de objeto
direto e passaria a desempenhar a função de sujeito. Isso obrigaria a forma
verbal existe a se flexionar no plural (“existem tantos computadores...”), em
respeito às normas de concordância. Você tem que entender isto: o termo que
funciona como objeto direto do verbo haver funcionará como sujeito do verbo
existir.
Resposta – Item errado.

1.2 Objeto Indireto (OI)  completa o sentido de um verbo transitivo


indireto e, normalmente, aparece preposicionado.

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Preciso de ajuda.
Duvidava da riqueza da terra.

ATENÇÃO! Em alguns casos, o OI vem representado por uma oração (a qual


chamamos de oração subordinada substantiva objetiva indireta).

Preciso de que me ajude.

Já vimos que os pronomes oblíquos podem representar


complementos verbais, porém os pronomes lhe e lhes só funcionam como OI:

Dei-lhe o livro.
As noites não lhes trouxeram repouso.
Não me pertencem os seus óculos.

Semelhantemente ao que acontece com o objeto direto, o objeto


indireto pode também ser representado, repetidamente, por um pronome
oblíquo átono ou tônico ou por pronome de tratamento (objeto indireto
pleonástico):
A mim, ensinou-me tudo.
Aos meus escritores, não lhes dava importância.
Quem lhe disse a você que estavam no palheiro?

23. (Cespe/Correios/Agente de Correios/2011 – adaptada) A respeito de


aspectos linguísticos do texto, assinale a opção correta.

(A) No primeiro verso, a expressão “estas mal traçadas linhas” é um dos


complementos da forma verbal “Escrevo”.

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(B) As expressões “meu amor” (v.1) e “por favor” (v.3) exercem a função de
aposto.
(C) No pedido de desculpa pelos erros (v.3), o autor da carta comete o
seguinte erro: emprego da forma verbal “desculpes”, em vez de desculpe.
(D) No verso 5, os vocábulos “Talvez” e “até” expressam circunstâncias de
tempo.

Comentário – Lembre-se de que complemento verbal é outra forma de se


referir a objeto direto e objeto indireto. O verbo “Escrevo” é bitransitivo
(escrevo algo a alguém). Os termos “te” e “estas mal traçadas linhas”
constituem, respectivamente, seu objeto indireto e objeto direto. Portanto a
letra A está correta. A respeito do complemento indireto, a preposição é
desnecessária porque o pronome oblíquo é átono.
Por eliminação, podemos descartar a letra B, já que o termo
“meu amor” é vocativo (termo que serve para interpelar, invocar o
interlocutor). Também é possível eliminar a letra C, pois não há erro. A forma
verbal “desculpes” (presente do subjuntivo) está adequada porque o
interlocutor está representado pela segunda pessoa do singular (leia as linha 1,
4 e 7 novamente). Finalmente, a letra D também deve ser desconsiderada:
“Talvez” indica dúvida.
Resposta – A

2. Complemento Nominal (CN)  termo que integra ou limita o


sentido de um advérbio, adjetivo ou substantivo abstrato; aparece sempre
preposicionado e indica o alvo ou o paciente da declaração.

Agiu favoravelmente a ambos. (o termo em destaque


complementa o sentido do advérbio “favoravelmente”).

O fumo é prejudicial à saúde. (o termo em destaque complementa


o significado do adjetivo “prejudicial”).

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Tenho confiança em ti. (agora, é o substantivo abstrato


“confiança” que tem seu valor semântico complementado pelo termo em
negrito).

A função de CN é representada por um substantivo ou por qualquer


palavra substantivada, conforme se depreende dos exemplos anteriores. Isso
quer dizer que essa função sintática também pode ser exercida por uma
oração (subordinada substantiva completiva nominal):

Estou com vontade de suprimir este capítulo.

[...]

No entanto, junto com esse crescimento do mundo


virtual, aumentaram também o cometimento de crimes e outros
16 desconfortos que levaram à criação de leis que criminalizam
determinadas práticas no uso da Internet, tais como invasão a
sítios e roubo de senhas.

19 Devido ao aumento dos problemas motivados pela


digitalização das relações pessoais, comerciais e
governamentais, surgiu a necessidade de se regulamentar o uso
22 da Internet.
Internet: <www.camara.leg.br> (com adaptações).

24. (Cespe/2014/TJ-SE/Nível Superior) O termo “de senhas” (l.18) e a oração


“de se regulamentar o uso da Internet” (l.21 e 22) complementam o
sentido de nomes substantivos.

Comentário – O primeiro termo complementa o sentido do substantivo


abstrato “roubo”. Observe que ele se subordina ao nome por meio da
preposição “de” e assume um aspecto passivo ou de alvo da ação de roubar
(senhas são roubadas). A oração (observe a presença do verbo
“regulamentar”) destacada completa o significado de “necessidade” (outro
substantivo abstrato) por meio da preposição “de”.

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Resposta – Item certo.

A fim de que você se sinta seguro na hora de identificar o CN e não


o confundir com o adjunto adnominal (ADJ. ADN.), eis algumas dicas
importantes:

I. Todo termo preposicionado que depende de advérbio ou


adjetivo é CN.
Ela mora perto do curso. (CN)

II. Substantivo concreto não admite CN.


Comprei o livro de Machado de Assis. (ADJ. ADN.)

III. Todo termo que depende de substantivo abstrato será CN se


a preposição não for de.
A alegria na paz é infinita. (CN)

IV. Caso a preposição seja de, o termo preposicionado será CN


quando sofrer a ação (termo paciente) ou for o alvo dela; e será ADJ. ADN.
quando praticar a ação (termo agente) ou for a origem dela – e ainda
quando transmitir a ideia de posse.

A descoberta da vacina foi benéfica. (CN – note que a expressão


“da vacina” indica o que foi descoberto).

A descoberta do cientista foi benéfica. (ADJ. ADN. – agora, o


termo “do cientista” expressa o agente da ação de descobrir).

[...]
liberdade política, aos Estados democráticos. Um e outro
13 reconhecimento são a mais alta expressão do espírito laico que
caracterizou o nascimento da Europa moderna, entendendo-se
esse espírito laico como o modo de pensar que confia o destino
16 do regnum hominis (reino do homem) mais à razão crítica que

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aos impulsos da fé, ainda que sem desconhecer o valor de uma


[...]
Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais.
São Paulo: Editora UNESP, 2002, p. 149 (com adaptações).

25. (Cespe/TJ-ES/Analista Judiciário/Taquigrafia/2011) As expressões “do


espírito laico” (L.13) e “da fé” (L.17) complementam, respectivamente, os
vocábulos “expressão” e “impulsos”.

Comentário – Repare que as expressões limitam o significado dos vocábulos


“expressão” e “impulsos”, caracterizando-os. Observe ainda que “espírito laico”
e “fé” servem como agentes desencadeadores das respectivas ações: o espírito
laico expressa...; a fé impulsiona...Também está presente nos dois casos a
ideia de posse/pertença: a expressão é dele, ou seja, do espírito laico; os
impulsos são dela, ou seja, da fé. Portanto as expressões destacadas são
adjuntos adnominais, e não complementos nominais.
Resposta – Item errado.

3. Agente da Passiva  termo que, na voz passiva, pratica a ação


expressa pelo verbo, a qual é sofrida pelo sujeito.

As ruas foram lavadas pelas chuvas.


Mariana era apreciada por todos quantos iam a nossa casa.

A voz passiva, como regra geral, é uma flexão pertinente aos


verbos transitivos diretos.
O termo que funciona como “agente da passiva” vem sempre
introduzido por preposição (por, per, de).
A voz passiva sempre apresenta sujeito, o qual é o paciente da
ação expressa pelo verbo;
A voz passiva analítica (ou verbal) pode apresentar agente da
passiva, mas a voz passiva sintética (ou pronominal) – como regra geral – não
apresentará agente da passiva.

O aluno leu o livro. (voz ativa com sujeito simples: “O aluno”).

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O livro foi lido pelo aluno. (voz passiva analítica; o termo


destacado é o agente).
Vendem flores. (voz ativa com sujeito indeterminado).
Flores são vendidas. (voz passiva analítica sem agente da passiva).
Vendem-se flores. (voz passiva sintética sem agente da passiva).

Contudo, às vezes somos contrariados pela dinâmica da Língua,


que nem sempre se ajusta à rigidez gramatical. Gramáticos como Cegalla
(2008:356), por exemplo, são bem contundentes quando tratam desse
assunto. Ele diz que “Na passiva pronominal [ou sintética] não se declara o
agente”. Veja três exemplos que o eminente professor apresenta em sua obra:

Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos pedestres. (errado)


Nas ruas eram assobiadas as canções dele pelos pedestres. (certo)
Assobiavam-se as canções dele nas ruas. (certo)

[...]

26. (Cespe/PC-CE/Inspetor de Polícia/2012) Na linha 3, a expressão “pelas


redes transnacionais de poder” indica o agente da ação verbal de
ultrapassar.

Comentário – A questão nada mais abordou do que conceitos sobre voz


passiva e, consequentemente, sobre agente da passiva. Observe a locução
verbal “foi ultrapassada”, com verbo auxiliar ser e verbo principal ultrapassar
no particípio. Note que o sujeito “sua soberania” sofre a ação de ser
ultrapassada. Isso caracteriza voz passiva verbal ou analítica. Agora perceba
que o termo preposicionado “pelas redes transacionais de poder” o responsável
pela ação de ultrapassar.
Resposta – Item certo.

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Bem, já estamos na metade desta aula. É compreensível que você


esteja meio cansado. Tenho consciência de que é muita informação ao mesmo
tempo. Mas, sinceramente, julgo importantes esses conceitos sobre os termos
da oração. Se você não conseguir compreender a relação estabelecida entre
eles, terá dificuldades de responder corretamente às questões de prova. Logo,
avance mais um pouquinho. Vamos lá!

Termos Acessórios da Oração

1. Adjunto Adnominal  é termo de valor adjetivo que serve para


especificar ou delimitar o significado do substantivo, podendo ser expresso
por:
a) adjetivo: Compareceram pessoas interessadas.
b) locução adjetiva: Era um homem de consciência.
c) artigo: O mar era um lago sereno e azul.
d) pronome adjetivo: Minha camisa é igual à sua.
e) numeral adjetivo: Casara-se havia duas semanas.
f) oração adjetiva: Os cabelos, que eram fartos e lisos,
caíram-lhe pelo rosto.

ATENÇÃO! o mesmo substantivo pode vir acompanhado por mais de um


adjunto adnominal: As nossas primeiras experiências científicas
fracassaram.

Cuidado para você não confundir adjunto adnominal com


predicativo do objeto, e vice-versa. Abaixo, separei algumas dicas para facilitá-
lo(a) a distinguir um e outro.
Assim como o complemento nominal, o adjunto adnominal
também é parte efetiva do mesmo termo que tem o substantivo como
núcleo. Basta substituir esse termo por um pronome substantivo e perceber
que o adjunto adnominal também desaparece:

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O novo método facilitou os alunos despreparados.

AA AA Núc. do Suj. AA Núc. do OD AA

Ele facilitou-os.

Suj. OD

A mesma substituição não pode ser feita para o predicativo do


objeto:

Sua atitude deixou seus amigos perplexos.

AA Núc. do Suj. AA Núc. do OD POD

Ela deixou-os perplexos.

Suj. OD POD

2. Adjunto Adverbial  é termo de valor adverbial que denota as


circunstâncias em que se desenvolve o processo verbal, ou intensifica o
sentido deste, de um adjetivo ou de um advérbio, podendo ser expresso por:

a) advérbio: Aqui não fica ninguém reprovado.


b) locução ou expressão adverbial: Lá embaixo, nós
começamos a dançar sob o sol do meio-dia.
c) oração subordinada adverbial: Quando acordou, não havia
mais ninguém por perto.

Os adjuntos adverbiais recebem diversas classificações, todas de


acordo com a circunstância que indicam. A seguir, apresento apenas uma
pequena relação:

a) causa: Por que lhes daria tanta dor?


b) companhia: Vivia com Daniela.
c) condição: Sem estudar, não passará.
d) concessão: Apesar de tudo, estudamos muito.

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e) dúvida: Acaso fizeste mesmo isso?


f) fim: Há homens para tudo.
g) instrumento: Bati-lhe com o chicote.
h) intensidade: Gosto muito de ti.
i) lugar: Veja aonde vai.
j) matéria: Esta é feita de barro.
k) meio: Voltamos de bote.
l) modo: Vagarosamente ela recolheu o fio.
m) negação: Não desanimem.
n) preço: O curso custa cem reais.
o) tempo: Estudaremos até as duas horas.

ATENÇÃO! Às vezes não é possível precisar a circunstância expressa pelo


adjunto adverbial. Neste exemplo, é difícil distinguir se o adjunto adverbial é
de modo ou de intensidade: Entreguei-me calorosamente àquela causa.

27. (Cespe/Correios/Analista de Correios/Letras/2011) Se os versos do


fragmento fossem reescritos na ordem sujeito-verbo-complemento verbal-
adjunto adverbial, a versão correta seria: No palácio da
Cachoeira/Joaquim Silvério começa/ a redigir sua carta/ com
pena bem aparada.

Comentário – Temos a impressão de que, 2011, a banca “brincou” com a


ordem dos termos da oração. Vejamos o que temos aqui:
- sujeito: Joaquim Silvério;
- verbo: começa a redigir (locução, que veio intercalada);
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- complemento verbal: sua carta (objeto direto);


- adjunto adverbial: No palácio da Cachoeira (lugar); e
com pena bem aparada (instrumento).
Reorganizando tudo conforme sugere o examinador: Joaquim
Silvério começa a redigir sua carta no palácio da Cachoeira, com pena bem
aparada.
Resposta – Item errado.
1 Em 2012, o CNJ promoveu, em parcerias com órgãos
do Executivo e do Judiciário, campanhas importantes para
promover o bem-estar do cidadão, como a da aplicação da Lei
[...]
Internet: <www.cnj.jus.br/q2rc> (com adaptações).

28. (Cespe/CNJ/Técnico Judiciário/2013) O trecho “em parcerias com órgãos


do Executivo e do Judiciário” (L.1-2) está entre vírgulas porque exerce
função de adjunto adverbial intercalado na oração principal, estando
deslocado em relação à ordem direta.

Comentário – Tudo o que a banca disse é verdade. O trecho é um adjunto


adverbial de companhia e está intercalado. Por isso as duas vírgulas foram
bem empregadas, como se verá com mais detalhes na aula sobre pontuação.
Resposta – Item certo.

Romance LXXXI ou Dos Ilustres Assassinos


1 Ó grandes oportunistas, que profundas sepulturas
sobre o papel debruçados, nascidas de vossas penas,
que calculais mundo e vida de vossas assinaturas!
em contos, doblas, cruzados,
5 que traçais vastas rubricas 25 Considerai no mistério
e sinais entrelaçados, dos humanos desatinos,
com altas penas esguias e no polo sempre incerto
embebidas em pecados! dos homens e dos destinos!
Por sentenças, por decretos,
Ó personagens solenes 30 pareceríeis divinos:
10 que arrastais os apelidos e hoje sois, no tempo eterno,
como pavões auriverdes como ilustres assassinos.

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seus rutilantes vestidos,


— todo esse poder que tendes Ó soberbos titulares,
confunde os vossos sentidos: tão desdenhosos e altivos!
15 a glória, que amais, é desses 35 Por fictícia autoridade,
que por vós são perseguidos. vãs razões, falsos motivos,
Levantai-vos dessas mesas, inutilmente matastes:
saí de vossas molduras, — vossos mortos são mais vivos;
vede que masmorras negras, e, sobre vós, de longe, abrem
que fortalezas seguras, 40 grandes olhos pensativos.
20 que duro peso de algemas, Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. Rio
de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p. 267-8.

29. (Cespe/PF/Papiloscopista/2012) Os trechos “Por sentenças, por decretos”


(v.29) e “Por fictícia autoridade, vãs razões, falsos motivos” (v.35-36)
exercem função adverbial nas orações a que pertencem e ambos denotam
o meio empregado na ação representada pelo verbo a que se referem.

Comentário – O trecho “Por sentenças, por decretos” exprime o meio


empregado para se parecer divino. Funciona, pois, como adjunto adverbial de
meio. Entretanto as locuções “Por fictícia autoridade, vãs razões, falsos
motivos” indicam os motivos inúteis que levam alguém a matar. Funcionam,
portanto, como adjuntos adverbiais de causa.
Resposta – Item errado.

[...]

Se, em uma área de pântano, por exemplo, vai funcionar


uma empresa, e este local é drenado e seco, ecossistemas
vitais serão destruídos, havendo emissão, no meio ambiente,
de gases do efeito estufa. [...]
Ministério do Meio Ambiente. Manual de gestão da
biodiversidade pelas empresas: guia prático de implementação.
Internet: <http://arquivos.portaldaindustria.com.br> (com adaptações).

30. (Cespe/INPI/Todos os Cargos/2013) O sujeito da forma oracional “vai


funcionar” (l.11) é a expressão “uma área de pântano” (l.11), e o termo
que completa seu sentido é “uma empresa” (l.12).

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Comentário – Você precisa notar que os termos não estão na ordem natural:
S V O (sujeito, verbo e objeto) ou S V C (sujeito, verbo e complemento).
Sempre que isso ocorre, é comum o aluno ter dificuldades ao proceder à
análise sintática.
O sujeito da locução verbal “vai funcionar” é o termo posposto
“uma empresa” (o que vai funcionar? – a resposta é o sujeito do verbo).
Perceba também que o verbo principal, “funcionar”, é intransitivo. Sendo
assim, a expressão “em uma área de pântano” funciona sintaticamente como
adjunto adverbial e denota ideia de lugar (onde a empresa vai funcionar?).
Resposta – Item errado.

3. Aposto  é termo de caráter nominal que se refere a um


substantivo, ou a qualquer palavra substantivada, para explicá-lo,
especificá-lo, esclarecê-lo, desenvolvê-lo ou resumi-lo, classificando-se em:

a) explicativo: O professor, um homem muito estudioso,


escreveu vários livros.

b) especificativo: A cidade de Paracambi é linda.

c) enumerativo: Ele reivindicava três coisas: melhor salário,


assistência médica e redução da carga horária.

d) distributivo: Havia várias pessoas: umas tristes, outras


alegres.

e) resumitivo ou recapitulativo: Amor, alegria, saudade, tudo


era paixão.

[...]
No total, foram 16.227.736 páginas acessadas, o que
10 representa um aumento de 244,59% em relação ao número obtido
em janeiro de 2012, que foi de 4.709.335 páginas acessadas.
Outro indicador importante, o número de visitantes únicos, obteve

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13 um significativo crescimento no período: 80,13%. Foram


[...]
Internet: <www.cnj.jus.br/noticias/cnj/> (com adaptações).

31. (Cespe/CNJ/Técnico Judiciário/2013) O trecho “o número de visitantes


únicos” (L.12) está entre vírgulas porque se classifica como aposto
explicativo.

Comentário – Sim, é isso mesmo. O trecho apontado se refere ao “indicador”,


explicando-lhe o significado. Não confunda este tipo de aposto com o restritivo,
que não é separado por meio da pontuação.
Resposta – Item certo.

1 Um dos principais desafios para o Brasil é conhecer


a Amazônia. Sua vocação eminentemente hídrica impõe, ao
longo dos séculos, a necessidade do deslocamento de seus
4 habitantes através dos rios. Muito antes da chegada dos
[...]
Domingos Savio Almeida Nogueira. In: Internet:
<www.portosenavios.com.br/artigos> (com adaptações).

32. (Cespe/Antaq/Nível Médio/2014) No segundo período do texto, as vírgulas


isolam segmento — “ao longo dos séculos” — com função de aposto
explicativo.

Comentário – Está claro que o termo apontado não é um aposto explicativo,


apesar de ter sido isolado pelas vírgulas. Trata-se de um adjunto adverbial
de tempo. Por estar intercalado, realmente deve ser isolado pelas vírgulas.
Resposta – Item errado.

[...]
7 insolação. Um estudo da Faculdade de Saúde Pública de
Harvard (EUA), o maior a respeito do tema feito até o

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momento, mostrou que as temperaturas altas aumentam


[...]
Internet: <www.correioweb.com.br> (com adaptações).

33. (Cespe/2015/FUB/Nível Médio) O emprego da vírgula após “momento"


(l.9) explica-se por isolar o adjunto adverbial, que está anteposto ao
verbo, ou seja, deslocado de sua posição padrão.

Comentário – Agora a banca inverteu as classificações. Ela chamou de


adjunto adverbial o que, na verdade, é aposto. Por ter natureza explicativa,
este vem entre vírgulas.
Resposta – Item errado.

O aposto também pode vir representado por uma oração (oração


subordinada substantiva apositiva).

Só quero uma coisa: que vocês estudem.

O aposto equivale ao termo a que se refere (sujeito, predicativo,


complemento verbal, complemento nominal, agente da passiva, etc.).

Ela, Dora, foi muitíssimo discreta.


Suj.

As escrituras eram duas: a da hipoteca e a da venda das


propriedades.
Pred. do Suj.

O aposto especificativo não vem marcado por sinais de pontuação


(dois-pontos, vírgulas, travessões). Esse tipo de aposto é, normalmente, um
substantivo próprio que individualiza um substantivo comum, prendendo-se a
ele diretamente ou por meio de preposição.

A cidade de Lisboa é linda.


O cantor Caetano Veloso foi premiado novamente.
O mês de maio é o mês das noivas.

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[...]
1 “O preconceito linguístico é um equívoco, e tão
nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista
no assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos
4 mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura
brasileira: o linguístico”.
A redação acima poderia ter sido extraída do editorial
7 de uma revista, mas é parte do texto O oxente e o ok, primeiro
lugar na categoria opinião da 4.ª Olimpíada de Língua
Portuguesa Escrevendo o Futuro, realizada pelo Ministério da
10 Educação em parceria com a Fundação Itaú Social e o Centro
de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação
Comunitária (CENPEC).
[...]
Língua Portuguesa, 1/2015. Internet: <www.revistalingua.uol.com.br> (com adaptações)

34. (Cespe/2015/FUB/Nível Médio) Os trechos ‘especialista no assunto’ (l. 2 e


3), ‘o linguístico’ (l.5) e “primeiro lugar na categoria opinião da 4.ª
Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro” (l. 7 a 9) exercem
a mesma função sintática, a de aposto.

Comentário – Sim, todos funcionam como aposto, retomando “Marcos


Bagno”, “o preconceito mais presente na cultura brasileira” e o “texto O
oxente e o ok”, respectivamente.
Resposta – Item certo

Por fim, quero apresentar-lhe o vocativo. Ele é um termo isolado,


não faz parte dos termos essenciais, dos termos integrantes nem dos termos
acessórios. A função do vocativo é chamar ou interpelar a pessoa a
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quem nos dirigimos. Vem marcado por pontuação, admite a anteposição de


interjeição e não deve ser confundido com o sujeito da oração.

Meu amigo, que horas são? (sujeito inexistente)

A ordem, meus amigos, é a base do governo. (sujeito: “A


ordem”)

Ó minha amada, que olhos os teus! (frase nominal).

Romance LXXXI ou Dos Ilustres Assassinos

1 Ó grandes oportunistas, que profundas sepulturas


sobre o papel debruçados, nascidas de vossas penas,
que calculais mundo e vida de vossas assinaturas!
em contos, doblas, cruzados,
5 que traçais vastas rubricas 25 Considerai no mistério
e sinais entrelaçados, dos humanos desatinos,
com altas penas esguias e no polo sempre incerto
embebidas em pecados! dos homens e dos destinos!
Por sentenças, por decretos,
Ó personagens solenes 30 pareceríeis divinos:
10 que arrastais os apelidos e hoje sois, no tempo eterno,
como pavões auriverdes como ilustres assassinos.
seus rutilantes vestidos,
— todo esse poder que tendes Ó soberbos titulares,
confunde os vossos sentidos: tão desdenhosos e altivos!
15 a glória, que amais, é desses 35 Por fictícia autoridade,
que por vós são perseguidos. vãs razões, falsos motivos,
inutilmente matastes:
Levantai-vos dessas mesas, — vossos mortos são mais vivos;
saí de vossas molduras, e, sobre vós, de longe, abrem
vede que masmorras negras, 40 grandes olhos pensativos.
20 que fortalezas seguras, Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. Rio
que duro peso de algemas, de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p. 267-8.

35. (Cespe/PF/Papiloscopista/2012) No poema, que apresenta uma denúncia


de atos de abuso de poder, foram utilizados os seguintes recursos que
permitem que a poeta se dirija diretamente a um interlocutor: emprego
de vocativo nos versos 1, 9 e 33 e de verbos na segunda pessoa do plural,
todos no imperativo afirmativo.

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Comentário – Realmente, as expressões “Ó grandes oportunistas” (verso 1),


“Ó personagens solenes” (verso 9) e “Ó soberbos titulares” (verso 33) são
vocativos usados para interpelar o interlocutor do poeta, ou seja, aquele(a)
com quem se fala, a quem se dirige a palavra. Contudo nem todos os verbos
foram conjugados no imperativo afirmativo. Veja, por exemplo, as seguintes
formas verbais: “calculais” (verso 3), no presente do indicativo; “traçais”
(verso 5), no presente do indicativo; e “arrastais” (verso 10), no presente do
indicativo.
Resposta – Item errado.

36. (Cespe/2014/TJ-SE/Técnico Judiciário) No trecho ‘todos nós, para eles,


somos macaquitos’ (l.16 e 17) as vírgulas isolam termo vocativo, que
ressalta, no texto, o objeto da ‘nossa vingança’ (l.15).

Comentário – O texto é dispensável. É perfeitamente possível resolver a


questão sem ele. Possivelmente, você já percebeu que o termo isolado pelas
vírgulas não configura nenhuma espécie de chamamento ou interpelação. Isso,
portanto, é suficiente para dizer que o examinador está errado. Na verdade, o
termo “para ele” é adjunto adverbial de opinião.
Resposta – Item errado.

Fique com Deus e até a próxima aula!

Albert Iglésia

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Lista das Questões Comentadas

[...]
e não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no
jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e
principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho
e Jiguê na força do homem.

1. (Cespe/IRBr/Diplomata/2012) Na linha 12 do fragmento I, a oração “que


tinha”, sintática e semanticamente dispensável para o texto, caracteriza-
se por ter um pronome relativo como sujeito sintático.

2. (Cespe/IRBr/Diplomata/2012) Admite-se como forma alternativa de


reescrita da expressão coloquial “o diabo do homem só faltou me chamar
de” (L.4-5) a estrutura só faltou o diabo do homem me chamar de, na
qual o verbo faltar é empregado co impessoal e, portanto, integra uma
oração sem sujeito.

[...]
O consumismo é um processo eticamente condenável,
pois faz que as pessoas comprem mais coisas do que realmente
7 necessitam. Com sistemas complexos de propaganda, que
envolvem sutilezas psicológicas e recursos espetaculares,
industriais e produtores em geral convencem a população a
10 adquirir sempre os novos modelos de carros, geladeiras,
relógios, calculadoras e outras utilidades, levando-a a lançar
fora o que já possui. [...]
Samuel M. Branco. O meio ambiente em debate. São
Paulo: Moderna, 1988, p. 42-3 (com adaptações).

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3. (Cespe/Ibama/Técnico Administrativo/2012) O referente do sujeito da


forma verbal “levando” (L.11) é a expressão “industriais e produtores em
geral” (L.9), que exerce a função de sujeito da forma verbal “convencem”
(L.9).

[...]
7 corresponde à realização de ao menos uma operação de
natureza monetária junto a um intermediário financeiro, em
regra, um banco comercial que recebe um depósito, paga um
10 cheque, desconta um título ou antecipa a realização de um
crédito futuro. [...]
Atuação do Banco Central na sua função de zelar pela
estabilidade do Sistema Financeiro Nacional.
Internet: <www.bcb.gov.br> (com adaptações).

4. (Cespe/Bacen/Técnico/2013) Os sujeitos das formas verbais “recebe”


(l.9), “paga” (l.9), “desconta” (l.10) e “antecipa” (l.10) têm um mesmo
referente: “um banco comercial” (l.9).

[...]
no assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos
4 mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura
brasileira: o linguístico”.
[...]
Língua Portuguesa, 1/2015. Internet: <www.revistalingua.uol.com.br> (com adaptações).

5. (Cespe/2015/FUB/Nível Médio) O termo “o brasileiro” (l.3) exerce a


função de sujeito da oração em que se insere.

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[...]
degradação intensiva das torrentes. De sorte que, saindo das
10 insolações demoradas para as inundações subitâneas, a terra,
mal protegida por uma vegetação decídua, que as primeiras
requeimam e as segundas erradicam, se deixa, a pouco e pouco,
13 invadir pelo regime francamente desértico.
[...]
Euclides da Cunha. Os Sertões (Campanha de Canudos).
São Paulo: Martin Claret, 2007, p. 95-6 (com adaptações).

6. (Cespe/Câmara dos Deputados/Analista Legislativo/2012) Os sujeitos das


formas verbais “requeimam” e “erradicam”, ambas na linha 12, são “as
primeiras” (l.11) e “as segundas” (l.12), nessa ordem, elementos esses
que se referem, respectivamente, às expressões “insolações demoradas” e
“inundações subitâneas”, ambas na linha 10.

[...]
19 requisitos de notável saber jurídico e idoneidade moral. Dentre
seus membros, elegia o Tribunal Superior, em escrutínio
secreto, por meio de cédulas com o nome do juiz e a
22 designação do cargo, um vice-presidente e um procurador para
exercer as funções do Ministério Público, tendo este último a
denominação de procurador-geral da justiça eleitoral. Em
[...]
As formas de composição do TSE: de 1932 aos dias atuais.
Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, Secretaria de Gestão da Informação,
2008, p. 11. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações).

7. (Cespe/2015/TRE-GO/Técnico Judiciário) Na linha 20, o sujeito da forma


verbal “elegia" é o termo “o Tribunal Superior".

1 Denomina-se política ambiental o conjunto de


decisões e ações estratégicas que visam promover a

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conservação e o uso sustentável dos recursos naturais. A


[...]
Adriana Ramos. Política ambiental. In: Almanaque Brasil
socioambiental. São Paulo: ISA, 2008 (com adaptações).

8. (Cespe/Ibama/Analista Ambiental/2013) A expressão “política ambiental”


(L.1) exerce a função de sujeito da oração em que se insere.

[...]
13 a criminalidade e a violência. Esses fatores ameaçam a
soberania nacional e afetam a estrutura social e econômica
interna, devendo o governo adotar uma postura firme de
16 combate ao tráfico de drogas, articulando-se internamente e
com a sociedade, de forma a aperfeiçoar e otimizar seus
mecanismos de prevenção e repressão e garantir o
19 envolvimento e a aprovação dos cidadãos.
Internet: <www.direitoshumanos.usp.br>.

9. (Cespe/DPF/Agente/2014) O referente do sujeito da oração


“articulando-se internamente e com a sociedade” (L. 16 e 17), que está
elíptico no texto, é “o governo” (L.15).

[...]

Em 1985, foi criado o Ministério do Desenvolvimento


Urbano e Meio Ambiente e, em 1989, o Instituto Brasileiro
25 do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(IBAMA), originado da fusão da SEMA com a
[...]
Adriana Ramos. Política ambiental. In: Almanaque Brasil
socioambiental. São Paulo: ISA, 2008 (com adaptações).

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10. (Cespe/Ibama/Analista Ambiental/2013) A locução verbal “foi criado”


(L.23), empregada no singular para concordar com o núcleo do sujeito
mais próximo a ela — “o Ministério do Desenvolvimento Urbano e Meio
Ambiente” (L.23-24) —, poderia ser corretamente substituída por foram
criados, caso em que passaria a concordar com ambos os núcleos do
sujeito composto da oração.

11. (Cespe/Banco da Amazônia/Técnico Científico/2012) O sujeito da forma


verbal “destacou” (L.5), cujo referente é “o vice-presidente executivo da
FEBRABAN” (L.4), é indeterminado.

[...]
governo. A democracia representativa pressupõe um conjunto
de instituições que disciplinam a participação popular no
13 processo político, que formam os direitos políticos que
qualificam a cidadania, como, por exemplo, as eleições, o
sistema eleitoral, os partidos políticos; enfim, mecanismos
16 disciplinadores para a escolha dos representantes do povo. Na
[...]

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Internet: <www.planalto.gov.br> (com adaptações).

12. (Cespe/TRE-MS/Técnico Judiciário/2013) O sujeito da oração cujo núcleo


do predicado é a forma verbal “formam” (L.13) é

a) a expressão “os direitos políticos” (L.13).


b) o pronome “que” imediatamente antecedente.
c) oculto.
d) indeterminado.
e) a expressão “um conjunto de instituições” (L.11-12).

[...]
empresas de conteúdo. Pela Internet são compradas passagens
10 aéreas, entradas de cinema e pizzas; acompanham-se as notícias
do dia, as ações do governo, os gols e os capítulos das novelas;
e são postadas as fotos da última viagem, além de serem
13 comentados os últimos acontecimentos do grupo de amigos.
[...]
Internet: <www.camara.leg.br> (com adaptações).

13. (Cespe/2014/TJ-SE/Nível Superior) No último período do primeiro


parágrafo do texto, construído de acordo com o princípio do paralelismo
sintático, o sujeito das orações classifica-se como indeterminado.

1 Dependerá da adesão dos demais ministros o êxito de


um apelo feito pelo presidente do Supremo Tribunal Federal
(STF), para que seja extinta a prática de esconder os nomes de
4 investigados em inquéritos criminais na mais alta corte do país.
[...]
Zero Hora, 8/4/2013.

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14. (Cespe/MPU/Técnico Administrativo/2013) Na linha 1, a expressão “o


êxito” exerce função sintática de complemento direto da forma verbal
“Dependerá”.

[...]
em ombros de gigantes do passado. A Internet
representa um poderoso agente de transformação do nosso
modus vivendi et operandi.
31 É um marco histórico, um dos maiores fenômenos de
comunicação e uma das mais democráticas formas de acesso ao
saber e à pesquisa. Mas, como toda inovação, a Internet tem
34 potencial cuja dimensão não deve ser superdimensionada. Seu
conteúdo é fragmentado, desordenado e, além disso, cerca de
metade de seus bites é descartável.

Jacir J. Venturi. Internet: <www.geometriaanalitica.com.br> (com adaptações).

15. (Cespe/Antaq/Nível Superor/2014) O último parágrafo do texto inicia-se


com oração sem sujeito.

[...]
interessados em trabalhar no Brasil. Esse incentivo torna-se
10 imperativo no início do século XXI, devido à extrema
velocidade com que ciência e tecnologia se desenvolvem. Há
décadas, países como China e Índia têm enviado estudantes
[...]
Isaac Roitman. Brasil sem fronteiras. In: Revista DARCY.
Brasília: UnB, n.º 11, jun.-jul./2012, p. 7 (com adaptações).

16. (Cespe/2014/TC-DF/A forma verbal “Há” (l.11) poderia ser corretamente


substituída por Fazem.

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[...]
Vinicius, por exemplo, era leve, tão leve que chegava a ser
4 leviano na gravidade de suas paixões. Tom Jobim era leve. Vinicius
e Jobim eram leves e engraçados. Ser leve e engraçado era uma
característica daquela geração. [...]
Affonso Romano de Sant’Anna. Tempo de
delicadeza. p. 73-75 (com adaptações).

17. (Cespe/2012/PC-AL/Escrivão de Polícia) O termo “leves e engraçados”


(L.5) desempenha, na oração em que se insere, a mesma função sintática
que “mais fácil e mais leve” na oração “tudo ficava mais fácil e mais leve”
(L.16-17).

[...]
fazendo leis, administrando e julgando. É, pois, aquela em que
7 o povo exerce de modo imediato as funções públicas. Na
democracia indireta ou representativa, o povo não exerce seu
poder de modo imediato, mas por meio de seus representantes,
10 eleitos periodicamente, a quem são delegadas as funções de
governo. [...]
Internet: <www.planalto.gov.br> (com adaptações).

18. (Cespe/TRE-MS/Técnico Judiciário/2013) Na linha 10, a expressão “a


quem” exerce a função de complemento indireto da locução verbal “são
delegadas” e o trecho “as funções de governo” (L.10-11), a função de
complemento direto dessa locução.

19. (Cespe/Serpro/Analista/2013) No trecho “O setor de tecnologias da


informação e comunicação (TICs) impulsiona um conjunto de inovações
(...) institucionais” (L.1-3), o termo “conjunto” exerce a função de núcleo
do complemento direto da forma verbal “impulsiona”.

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20. (Cespe/TJ-AL/Analista Judiciário/Área Judiciária/2012) Assinale a opção


correta a respeito da estrutura linguística e dos sentidos do texto
apresentado.

A) A expressão “alguma coisa da sua frescura e novidade” (L.7-8)


complementa o sentido da forma verbal “trasladam” (L.7).

B) A expressão “Esses escritos” (L.11) exerce a função de sujeito da oração


cujo núcleo é “são tidos” (L.13)

[...]

suas ruas. Não apenas a lentidão irritante do tráfego urbano,


10 a par da escassez de vagas, provoca desperdício de petróleo,
um recurso natural não renovável, e aumento na quantidade de
horas de trabalho perdidas no trânsito, como a poluição
13 decorrente desses fatos causa um número cada vez maior de

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casos de doenças respiratórias, sem falar nos problemas


[...]
Carlos Gabaglia Penna. Transporte e meio ambiente.
Internet: <http://www.oeco.org.br> (com adaptações).

21. (Cespe/2013/ANTT/Analista Administrativo) Os termos “desperdício de


petróleo” (L.10), “aumento na quantidade de horas de trabalho perdidas
no trânsito” (L.11-12) e “a poluição decorrente desses fatos” (L.12-13)
exercem a mesma função na oração de que fazem parte, visto que
complementam a forma verbal “provoca” (L.10).

1 Em vinte e poucos anos, a Internet deixou de ser um


ambiente virtual restrito e transformou-se em fenômeno
mundial. Atualmente, há tantos computadores e dispositivos
4 conectados à Internet que os mais de quatro bilhões de
endereços disponíveis estão praticamente esgotados. Por essa
[...]
Internet: <www.camara.leg.br> (com adaptações).

22. (Cespe/2014/TJ-SE/Nível Superior) Seriam mantidos o sentido e a


correção gramatical do texto, se a forma verbal “há” (l.3) fosse
substituída por existe.

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23. (Cespe/Correios/Agente de Correios/2011 – adaptada) A respeito de


aspectos linguísticos do texto, assinale a opção correta.

(A) No primeiro verso, a expressão “estas mal traçadas linhas” é um dos


complementos da forma verbal “Escrevo”.
(B) As expressões “meu amor” (v.1) e “por favor” (v.3) exercem a função de
aposto.
(C) No pedido de desculpa pelos erros (v.3), o autor da carta comete o
seguinte erro: emprego da forma verbal “desculpes”, em vez de desculpe.
(D) No verso 5, os vocábulos “Talvez” e “até” expressam circunstâncias de
tempo.

[...]

No entanto, junto com esse crescimento do mundo


virtual, aumentaram também o cometimento de crimes e outros
16 desconfortos que levaram à criação de leis que criminalizam
determinadas práticas no uso da Internet, tais como invasão a
sítios e roubo de senhas.

19 Devido ao aumento dos problemas motivados pela


digitalização das relações pessoais, comerciais e
governamentais, surgiu a necessidade de se regulamentar o uso
22 da Internet.
Internet: <www.camara.leg.br> (com adaptações).

24. (Cespe/2014/TJ-SE/Nível Superior) O termo “de senhas” (l.18) e a oração


“de se regulamentar o uso da Internet” (l.21 e 22) complementam o
sentido de nomes substantivos.

[...]
liberdade política, aos Estados democráticos. Um e outro
13 reconhecimento são a mais alta expressão do espírito laico que

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caracterizou o nascimento da Europa moderna, entendendo-se


esse espírito laico como o modo de pensar que confia o destino
16 do regnum hominis (reino do homem) mais à razão crítica que
aos impulsos da fé, ainda que sem desconhecer o valor de uma
[...]
Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais.
São Paulo: Editora UNESP, 2002, p. 149 (com adaptações).

25. (Cespe/TJ-ES/Analista Judiciário/Taquigrafia/2011) As expressões “do


espírito laico” (L.13) e “da fé” (L.17) complementam, respectivamente, os
vocábulos “expressão” e “impulsos”.

[...]

26. (Cespe/PC-CE/Inspetor de Polícia/2012) Na linha 3, a expressão “pelas


redes transnacionais de poder” indica o agente da ação verbal de
ultrapassar.

27. (Cespe/Correios/Analista de Correios/Letras/2011) Se os versos do


fragmento fossem reescritos na ordem sujeito-verbo-complemento verbal-
adjunto adverbial, a versão correta seria: No palácio da

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Cachoeira/Joaquim Silvério começa/ a redigir sua carta/ com


pena bem aparada.

1 Em 2012, o CNJ promoveu, em parcerias com órgãos


do Executivo e do Judiciário, campanhas importantes para
promover o bem-estar do cidadão, como a da aplicação da Lei
[...]
Internet: <www.cnj.jus.br/q2rc> (com adaptações).

28. (Cespe/CNJ/Técnico Judiciário/2013) O trecho “em parcerias com órgãos


do Executivo e do Judiciário” (L.1-2) está entre vírgulas porque exerce
função de adjunto adverbial intercalado na oração principal, estando
deslocado em relação à ordem direta.

Romance LXXXI ou Dos Ilustres Assassinos


1 Ó grandes oportunistas, que profundas sepulturas
sobre o papel debruçados, nascidas de vossas penas,
que calculais mundo e vida de vossas assinaturas!
em contos, doblas, cruzados,
5 que traçais vastas rubricas 25 Considerai no mistério
e sinais entrelaçados, dos humanos desatinos,
com altas penas esguias e no polo sempre incerto
embebidas em pecados! dos homens e dos destinos!
Por sentenças, por decretos,
Ó personagens solenes 30 pareceríeis divinos:
10 que arrastais os apelidos e hoje sois, no tempo eterno,
como pavões auriverdes como ilustres assassinos.
seus rutilantes vestidos,
— todo esse poder que tendes Ó soberbos titulares,
confunde os vossos sentidos: tão desdenhosos e altivos!
15 a glória, que amais, é desses 35 Por fictícia autoridade,
que por vós são perseguidos. vãs razões, falsos motivos,
Levantai-vos dessas mesas, inutilmente matastes:
saí de vossas molduras, — vossos mortos são mais vivos;
vede que masmorras negras, e, sobre vós, de longe, abrem
que fortalezas seguras, 40 grandes olhos pensativos.
20 que duro peso de algemas, Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. Rio
de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p. 267-8.

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29. (Cespe/PF/Papiloscopista/2012) Os trechos “Por sentenças, por decretos”


(v.29) e “Por fictícia autoridade, vãs razões, falsos motivos” (v.35-36)
exercem função adverbial nas orações a que pertencem e ambos denotam
o meio empregado na ação representada pelo verbo a que se referem.

[...]

Se, em uma área de pântano, por exemplo, vai funcionar


uma empresa, e este local é drenado e seco, ecossistemas
vitais serão destruídos, havendo emissão, no meio ambiente,
de gases do efeito estufa. [...]
Ministério do Meio Ambiente. Manual de gestão da
biodiversidade pelas empresas: guia prático de implementação.
Internet: <http://arquivos.portaldaindustria.com.br> (com adaptações).

30. (Cespe/INPI/Todos os Cargos/2013) O sujeito da forma oracional “vai


funcionar” (l.11) é a expressão “uma área de pântano” (l.11), e o termo
que completa seu sentido é “uma empresa” (l.12).

[...]
No total, foram 16.227.736 páginas acessadas, o que
10 representa um aumento de 244,59% em relação ao número obtido
em janeiro de 2012, que foi de 4.709.335 páginas acessadas.
Outro indicador importante, o número de visitantes únicos, obteve
13 um significativo crescimento no período: 80,13%. Foram
[...]

Internet: <www.cnj.jus.br/noticias/cnj/> (com adaptações).

31. (Cespe/CNJ/Técnico Judiciário/2013) O trecho “o número de visitantes


únicos” (L.12) está entre vírgulas porque se classifica como aposto
explicativo.

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1 Um dos principais desafios para o Brasil é conhecer


a Amazônia. Sua vocação eminentemente hídrica impõe, ao
longo dos séculos, a necessidade do deslocamento de seus
4 habitantes através dos rios. Muito antes da chegada dos
[...]
Domingos Savio Almeida Nogueira. In: Internet:
<www.portosenavios.com.br/artigos> (com adaptações).

32. (Cespe/Antaq/Nível Médio/2014) No segundo período do texto, as vírgulas


isolam segmento — “ao longo dos séculos” — com função de aposto
explicativo.

[...]
7 insolação. Um estudo da Faculdade de Saúde Pública de
Harvard (EUA), o maior a respeito do tema feito até o
momento, mostrou que as temperaturas altas aumentam
[...]
Internet: <www.correioweb.com.br> (com adaptações).

33. (Cespe/2015/FUB/Nível Médio) O emprego da vírgula após “momento"


(l.9) explica-se por isolar o adjunto adverbial, que está anteposto ao
verbo, ou seja, deslocado de sua posição padrão.

[...]
1 “O preconceito linguístico é um equívoco, e tão
nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno, especialista
no assunto, dizer que o brasileiro não sabe português é um dos
4 mitos que compõem o preconceito mais presente na cultura
brasileira: o linguístico”.
A redação acima poderia ter sido extraída do editorial
7 de uma revista, mas é parte do texto O oxente e o ok, primeiro
lugar na categoria opinião da 4.ª Olimpíada de Língua

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Portuguesa Escrevendo o Futuro, realizada pelo Ministério da


10 Educação em parceria com a Fundação Itaú Social e o Centro
de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação
Comunitária (CENPEC).
[...]
Língua Portuguesa, 1/2015. Internet: <www.revistalingua.uol.com.br> (com adaptações)

34. (Cespe/2015/FUB/Nível Médio) Os trechos ‘especialista no assunto’ (l. 2 e


3), ‘o linguístico’ (l.5) e “primeiro lugar na categoria opinião da 4.ª
Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro” (l. 7 a 9) exercem
a mesma função sintática, a de aposto.

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1 Ó grandes oportunistas, que profundas sepulturas


sobre o papel debruçados, nascidas de vossas penas,
que calculais mundo e vida de vossas assinaturas!
em contos, doblas, cruzados,
5 que traçais vastas rubricas 25 Considerai no mistério
e sinais entrelaçados, dos humanos desatinos,
com altas penas esguias e no polo sempre incerto
embebidas em pecados! dos homens e dos destinos!
Por sentenças, por decretos,
Ó personagens solenes 30 pareceríeis divinos:
10 que arrastais os apelidos e hoje sois, no tempo eterno,
como pavões auriverdes como ilustres assassinos.
seus rutilantes vestidos,
— todo esse poder que tendes Ó soberbos titulares,
confunde os vossos sentidos: tão desdenhosos e altivos!
15 a glória, que amais, é desses 35 Por fictícia autoridade,
que por vós são perseguidos. vãs razões, falsos motivos,
inutilmente matastes:
Levantai-vos dessas mesas, — vossos mortos são mais vivos;
saí de vossas molduras, e, sobre vós, de longe, abrem
vede que masmorras negras, 40 grandes olhos pensativos.
20 que fortalezas seguras, Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. Rio
que duro peso de algemas, de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p. 267-8.

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35. (Cespe/PF/Papiloscopista/2012) No poema, que apresenta uma denúncia


de atos de abuso de poder, foram utilizados os seguintes recursos que
permitem que a poeta se dirija diretamente a um interlocutor: emprego
de vocativo nos versos 1, 9 e 33 e de verbos na segunda pessoa do plural,
todos no imperativo afirmativo.

36. (Cespe/2014/TJ-SE/Técnico Judiciário) No trecho ‘todos nós, para eles,


somos macaquitos’ (l.16 e 17) as vírgulas isolam termo vocativo, que
ressalta, no texto, o objeto da ‘nossa vingança’ (l.15).

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Gabarito das Questões Comentadas

1. Item errado 31. Item certo


2. Item errado 32. Item errado
3. Item certo 33. Item errado
4. Item certo 34. Item certo
5. Item certo 35. Item errado
6. Item certo 36. Item errado
7. Item certo
8. Item errado
9. Item certo
10. Item errado
11. Item errado
12. B
13. Item errado
14. Item errado
15. Item errado
16. Item errado
17. Item certo
18. Item errado
19. Item certo
20. A
21. Item errado
22. Item errado
23. A
24. Item certo
25. Item errado
26. Item certo
27. Item errado
28. Item certo
29. Item errado
30. Item errado

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