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Egito Antigo

(3.150 – 31 ac)
1) Formação e contexto

O Egito Antigo foi uma civilização da antiguidade oriental, localizada


no norte da África do Norte de África, concentrada ao longo ao
curso inferior do rio Nilo, próxima do Mar Vermelho e com saída
para o Mar Mediterrâneo.
O Egito é um desenvolvimento do modelo de organização
coletiva e urbana da Mesopotâmia. Podemos dizer que
é nele que a civilização do oriente antigo atinge o seu
ápice.

Uma civilização que se adaptou muito bem ás condições


do vale do Nilo.

Foi caracterizado pela produção agrícola e de pequenas


manufaturas e pela intensa atividade arquitetônica e
artística.
Como o Egito tinha muitos centros urbanos desenvolvidos, a
manufatura teve um grande avanço influenciando diretamente
do progresso técnico e estilístico.
No Egito, como ocorreu na Mesopotâmia, a produção primária
deixou de ser a ocupação principal, para ser o predomínio do
comércio e da manufatura devido às novas necessidades de
trocas de produtos, a divisão do trabalho.
A cidade exerce um novo efeito
sobre a vida cultural.

A cultura urbana transforma o


modo de produzir e significar a
arte.
Cultura mortuária do Egito

“ O povo egípcio nunca deixou de afrontar a morte. Deu o espetáculo


sem precedente, e sem amanhã, de uma raça empenhada durante
80 séculos em deter o movimento universal. Buscou a persistência
da vida em suas mudanças de aspecto. Imaginou para ela
existências alternadas. E o desejo que temos de sobreviver a nós
mesmos levou-o a atribuir à alma a a eternidade individual.”

Èlie Faure – Arte Antiga


Livro dos mortos
Faraó: considerado ser divino, ao morrer voltava para o
lado dos deuses.
Pirâmide: caminho de acesso da ascensão aos céus:
verticalização e apontamento para o céu.
retratam a grande organização de uma civilização capaz
de criar gigantescos monumentos tumulares, ou seja,
gigantescas construções para criar significados para a
morte.
Múmias: preservação do corpo da decomposição, caso o
contrário sua alma não poderia sobreviver.
Tumba funerária: de pedra e com fórmulas mágicas
inscritas.
Conservação da alma por meio da imagem: esculturas da
cabeça do rei em granito

Nome egípcio para escultor: “aquele que mantém vivo”.


Imagens funcionavam como substitutos dos serviçais.
A Construção

A arquitetura desenvolveu-se através das linhas


retilíneas evitando as curvas na construção.
Obelisco

Importante elemento da arquitetura egípcia

Colunas de pedra com 4 lados que diminuem


progressivamente até o topo.

Idade: aproximadamente 4.000 anos ac.


Material: granito
O objetivo desses monumentos era honrar o
deus-sol Rá.

Desenvolvimento do Menihr com formato


decorrente das pirâmides.
Pirâmides: túmulos funerários que representaram um
grande desenvolvimento na arquitetura universal.
Egito - Arquitetura

Pirâmide de Snefru - Meidun.

Pirâmide de Djoser - Sakara.

Pirâmide de Snefru - Dahshur.


Pirâmides de Gizé
Queóps, Quéfren e Miquerinos.
séc. 27- 26 a.C.
Esfinge e Pirâmides de Quéfren e Queóps
Egito

Templo de Karnac. Obelisco de Tutmés I - Karnac.


Templo de Abu Simbel - Assuã.
A representação
Frontalidade: princípio que governava a representação
humana no Egito.

Os artistas pintavam de memória, então não havia estudo


de corpos e objetos. Tudo era representado do seu
ângulo mais característico e organizado segundo
padrões de visibilidade clara.
jardim de nebamun (1400 ac) mural de um túmulo em tebas
Corpo humano: pintura de perfil mas vista de frente.

- Seja qual for a posição que o corpo for


representado,toda a superfície do tórax está voltado
para o espectador.

- A parte superior do corpo é dividido por uma linha virtual


com duas metades iguais.

-Oferecia uma visão mais ampla possível do corpo,


tentando ser claro e simples a fim de não acarretar em
mal entendido, confusão, ou encobrimento dos
elementos da pintura.
- Diferença das imagens de tamanho de acordo com a
hierarquia.
Mural khnumhotep (1900 ac)
Túmulo de
Tutmósis III.
Museu do Cairo.
Esculturas
Os materiais utilizados na escultura deste período foram diorite,
granito, xisto, basalto, calcário e alabastro.

Busca pela eternização da imagem após a morte.

Foi uma estatuária principalmente religiosa. A representação de um


faraó ou um nobre era o substituto físico da morte, sua cópia em
caso de decomposição do corpo mumificado.
Estatuetas de barro: partes do ritual funerário.
Estatuária monumental: templos e palácios – funcionavam com
complemento da arquitetura.
Indumentária
• O vestuário em todo a história do antigo Egito, estabelece princípios
constantes: tangas e vestidos, linho como matéria prima básica. As
mudanças ocorreram como variações dentro desses modelos.

• Outra característica é a presença do drapejamento.


• Tecidos feitos de fibra vegetal (linho) cujo frescor e leveza eram
adequados ao clima. O linho era leve, fresco e fácil de lavar. Era a
base da indumentária no antigo Egito, desde a tanga cruzada do
escravo ao jaik do faraó.

• Obs: a cor branca era sagrada para os egípcios. Os trajes com


tingimento apareceram apenas entre 1.550 ac e 1.070 ac.
Significado simbólico do linho: tinha um caráter sagrado. O branco
era a cor de Osíris e a sua planta ( flores azuis) era dedicada a
deusa Ísis.

Obs: A lã era considerada impura, não aceita nos templos.


• Modelos: saia e túnica (chanti e kalasiri)

• Materiais: tecidos brancos, leves e transparentes, de


algodão ou linho
Significado da indumentária: caracteriza as classes
sociais (quanto maior era a utilização de vestimamentas,
mais alta era a classe social.
Classes altas: mais luxuosa.

Menos favorecidos: tanga ou muita das vezes andavam


nus.

Pastores e barqueiros: geralmente usavam só uma faixa


na cintura com tiras penduradas na frente.

Bailarinas: usavam vestidos transparentes.

Serviçais: andavam geralmente nuas ou com apenas


uma tira de couro entre as pernas.
• Antigo Império (3.000 ac) – a vestimenta mais comum
foi a tanga. Era feita de tecido, enrolada várias vezes ao
corpo e presa por um cinto. Usava-se também uma
manta nos ombros.
Chanti (schenti):
espécie de "saia" amarrada na cintura,
presa com um cinto, geralmente
usada sobre uma tanga ou com um
triangulo protegendo as genitais.
• Novo Império (1.000 ac ) – surge o Kalasiri: vestimenta
masculina e feminina, uma espécie de vestido justo ( no
caso das mulheres), amarrado por uma faixa e com
alças. Havia vários modelos, em um deles o busto ficava
descoberto.
Gorjal: gola ao redor do pescoço.
Apesar do Kalasiri ser unissex, tornou-se mais comum
para mulheres e o Chanti para os homens.
Acessórios
• Os acessórios eram muito importante no antigo Egito.

• colares, anéis, tornozeleiras e braceletes

• Trabalho de ourivesaria muito bem desenvolvido (


progresso técnico)

• Nutriam a crença do valor mágico dos acessórios.


Calçados
Sandálias

• Não eram usados em todos os momentos mas


apenasem ocasiões importantes.

• Tais calçados eram feitos de papiro trançado, de couro


ou até mesmo com solado e correias de ouro.

• Os calçados egípcios eram assim formados: da ponta da


sola partia uma correia que passava entre o primeiro e o
segundo dedo do pé e se reunia no peito do pé a outras
correias que formavam uma espécie de nó, e apertavam
no calcanhar.
Penteados
• Antigo reinado: cabelos basicamente curtos,
com adornos sobre ele.

• Novo reinado: cortes e penteados mais


sofisticados. Cabelos mais longos

• Obs: era muito corrente entre as classes altas


raspar a cabeça e usar peruca.
Maquiagem
• Os cosméticos eram utilizados por todas as classes
sociais e ambos os sexos.

• Não tinham apenas a função de embelezamento, mas


de cuidado com a pele (devido o clima quente e seco)
Maquiagem no olho

• 4.000 ac

• Eram usados concentrados de cor para cílios, pálpebras


e sobrancelhas. As cores favoritas eram preto e verde.
Os pós utilizados eram colocados em uma paleta para
serem misturados com água até formar uma pasta.

• “Kohl”, o cosmético negro para os olhos no Egito antigo:


galena com fuligem, estocado em potes ricamente
decorados.
• A maquiagem verde para os olhos era obtida da
malaquita, um minério de cobre encontrado na forma de
hidroxi-carbonato de cobre no deserto do Sinai, que
quando esmagado fornece um pigmento verde vibrante
muito usado em pinturas na antiguidade
Rouge

• Egípcios antigos usavam um tipo de rouge para colorir


seus lábios e bochechas. Este cosmético era obtido do
pigmento “ocre vermelho”, composto de óxido de ferro
hidratado.

• Este pigmento já era utilizado nas pinturas pré-


históricas.

• O minério era retirado do solo, lavado para a separação


da areia e então seco ao sol, ou por vezes queimado
para realçar a cor natural.
Esmalte e tintura para o cabelo

• Henna é um corante obtido a partir de folhas e brotos do


arbusto “henna”, nativo das regiões tropicais e
subtropicais da África.

• Após deixar as folhas e brotos na terra, secando ao sol,


eram moídas em uma paleta e misturadas com água até
formar uma pasta.

• A henna também era usada como uma planta medicinal


e para limpeza e resfriamento da pele.