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Como alerta Olavo de Carvalho:

“Então digo logo: aquilo que nossos sentidos colhem da variedade infindável do mundo é primeiro
elaborado sob a forma da abstração imaginativa, sobre a qual e só sobre a qual – e não diretamente
sobre os dados dos sentidos – pode em seguida operar-se a abstração conceitual, de cujos produtos se
comporá em seguida o raciocínio lógico. Este é um dos raros pontos de psicologia e teoria do
conhecimento em que não há quase desacordo, de Aristóteles à Jean Piaget, de Tomás de Aquino à
Benedetto Croce, de Duns Scot a Etienne Souriau e à mais recente ciência cognitiva.” (1998:157)

Sobre o pragmatismo de Peirce, concordamos com Carvalho:

Mais curiosa ainda é a negação peirceana de toda evidência intuitiva.


Segundo Peirce, não temos nenhuma faculdade intuitiva e todo o nosso
conhecimento é constituído de pensamentos feitos com signos, com base no
conhecimento dos fatos externos. Porém estes fatos externos são conhecidos
intuitivamente ou são também apenas signos? E como algo que não foi
percebido intuitivamente poderia ser signo do que quer que fosse? Como
conciliar a negação da evidência intuitiva com o conceito de “signo”? Um
signo, diz Peirce, “é algo que, para alguém, equivale a alguma coisa sob
algum aspecto”. Como poderia haver então qualquer signo sem a evidência
intuitiva desse algo, bem como da identidade ou diferença entre o “algo” e o
“alguma coisa”? Caso o bendito “algo” seja também somente signo e não
uma presença efetiva captada intuitivamente, aí teremos signos de signos de
signos e assim por diante infindavelmente, o que simplesmente liquidará com
qualquer possibilidade do uso prático de signos, até mesmo como mentiras
convencionais.

Pior ainda, não vejo como conciliar a negação da evidência com a confiança
que Peirce tem no poder da lógica. A lógica nada é sem o princípio de
identidade, o qual ou é uma evidência intuitiva ou é uma simples convenção
aceita pela comunidade científica. (1997: 66-67)

Como sugere Olavo de Carvalho, é por isso que uma pedra ‘entende muito mais de
mineralogia’ do que qualquer estudioso de minerologia:

“(...) a verdadeira estrutura mineralógica de uma pedra está na pedra (...) a


verdadeira fisiologia do animal está no animal: são verdades latentes, que
jazem na obscuridade do mundo objetivo aguardando o instante em que se
atualizarão na inteligência humana.” (1994)