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DETROIT DIESEL |

Antiga subsidiária da General Motors responsável pelo fornecimento de motores diesel para o
grupo, a Detroit Diesel originou-se da GM Diesel Division, criada em 1938. Após se constituir,
em 1988, numa joint-venture com a Penske, seu controle acionário foi finalmente adquirido pela
alemã Daimler-Benz no ano 2000.

Em 1973, frente ao irreversível crescimento da utilização de motores diesel no Brasil, a GM


decidiu construir nos terrenos da fábrica Chevrolet, em São José dos Campos (SP), uma linha
de produção específica para a Detroit, com capacidade para 55 mil unidades/ano, 2/3 das
quais para exportação. Seus planos, aprovados pelo CDI no último dia daquele ano, previam a
construção de unidades de dois tempos da série 53, com três, quatro e seis cilindros, para uso
veicular, industrial e marítimo. A fábrica (que se constituiu em uma divisão da GM do Brasil) foi
inaugurada no final de 1976, com o lançamento do 4-53, a versão quatro cilindros em linha de
145 cv da série 53. O novo motor passou imediatamente a ser oferecido, como opcional de
fábrica, para os caminhões Chevrolet e Ford e para os tratores CBT. Os dois outros motores
entraram em fabricação em 1977: 6V-53N (V6, 5,2 l e 213 cv) e 3-53 (três cilindros em linha e
98 cv).

A trajetória da Detroit no país foi muito conturbada, começando pelas metas pretensiosas
pretendidas pela empresa, muito superiores à produção total conjunta da Perkins e MWM,
então as maiores fabricantes independentes de motores no país. A fábrica encontrou
dificuldades técnicas no arranque da produção (dos 15 mil motores programados para o
primeiro ano, apenas nove mil foram produzidos). Além disto, as primeiras unidades
apresentaram excessivo desgaste das partes móveis, provocando queda de desempenho e
elevado consumo de óleo lubrificante, o que obrigou à GM proceder a uma das suas primeiras
operações de recall, em abril de 1977.

A empresa, que contava como certo o suprimento exclusivo de motores diesel para Ford e
Chevrolet, enfrentou a relutância da ambas em utilizá-los em seus caminhões. Para culminar,
esperava ser escolhida como fornecedora oficial dos caminhões pesados que as mesmas
planejavam fabricar, modelos que, entretanto, jamais seriam lançados. Assim, em meio a
tantas previsões desastradas, em 1979 a GM decidiu encerrar a produção da Detroit. Apesar
da ação judicial interposta por empresários de transporte contra Ford e GM (que venderam,
respectivamente, nove mil e 28 mil veículos equipados com motores da marca), em julho do
ano seguinte a fábrica já se encontrava desativada. A área seria utilizada para ampliar as
instalações de produção da Chevrolet.

A Detroit Diesel retornou ao Brasil mais de uma década depois, outra vez de forma meteórica.
Sondando o mercado nacional desde 1991, inicialmente com vistas à introdução de motores a
gás natural e etanol, produtos que já fabricava nos EUA, a empresa acabou por decidir sua
vinda em 1997, em função do também retorno da Chrysler ao país. Tendo como contrapartida
fortes incentivos do governo do Paraná, a Detroit acabou por se instalar em Curitiba (o
Protocolo firmado entre as partes, no capítulo relativo aos compromissos e obrigações
contratuais, trazia sete itens de responsabilidade do Estado e um da empresa). A produção foi
iniciada em novembro, com baixíssimo índice de nacionalização de 20%. Eram motores de
quatro cilindros em linha, 2,5 litros e 115 cv com gerenciamento eletrônico (projeto da VM
Motori, empresa italiana comprada em 1995 pela Detroit), destinados à picape nacional Dodge
Dakota e à exportação para a Chrysler e Jeep na Argentina e EUA.

Com capacidade instalada de 56 mil motores/ano (80% destinados ao mercado externo) e


previsão de 15 mil no primeiro ano, a fábrica mal atingira 7.500 unidades no ano 2000. No ano
seguinte, a DaimlerChrysler, nova controladora da Chrysler e da Detroit, decidiu fechar as
fábricas Chrysler e Jeep no Brasil e Argentina; ao mesmo tempo, os utilitários Jeep fabricados
nos EUA passaram a ser equipados como motores VM europeus. Assim, privada de seus
únicos clientes, a Detroit brasileira fechou suas portas pela segunda vez. Em 2003 as
instalações de Curitiba foram vendidas para a Perkins; antes disto, no final de 2002 o Ministério
Público do Paraná iniciou ação civil pública para cobrar o “empréstimo ilegal” concedido pelo
governo estadual à Detroit para a abertura da fábrica.

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