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CONTINUE FIRME

Ef 6:13
Revistam-se de todas as armas de Deus para que possam
resistir quando forem atacados, e para que depois de terem feito
tudo continuem firmes

Alguém certa vez disse que, “o importante não é apenas começar bem, e
sim começar e terminar bem”, mas isso nem sempre acontece quando
estamos falando de “batalhas espirituais”, pois, tanto na bíblia quanto no
nosso quotidiano conhecemos histórias reais de pessoas que começaram
bem e infelizmente acabaram muito mal.
A bíblia é um livro tão interessante, que não registra apenas as vitorias e o
sucesso dos homens de Deus, mas os escritores fizeram questão de
também mostrar quão falhos e fracos eram esses homens e mulheres de
Deus. Mas o registro desses fracassos e derrotas não foram registrados
aleatoriamente ou mesmo para nos esmorecer e tirar as nossas forças
para lutar, pelo contrário esses fatos foram escritos para nos servir de
exemplos de advertências afim de que nós não venhamos fracassar da
mesma maneira, caindo nos mesmos erros [1 Co 10:6; 11].
Jesus nunca iludiu a nenhum de seus seguidores, ele sempre os desafiou e
lhes mostrou os espinhos e as pedras que haveriam de encontrar pelo
caminho, as dificuldades e as perseguições que implicariam na decisão de
segui-lo rumo à cidade santa.
Havia alguns que pensavam que ser “discípulo de jesus” implicaria em
uma vida fácil e ausência de problemas, contudo, foram advertidos de
que se colocassem a mão no arado jamais poderiam retroceder [Lc 9:62]
pois aquele que retrocede não serve como súdito do seu Reino e muito
menos agradar a Deus [Hb 10:38].
Outros de maneira eufórica ao ver os milagres de jesus, demostravam
uma empolgação em querer segui-lo, mas Ele não os enganou, antes lhes
fez refletir sobre a decisão que estavam prestes a tomar, mostrando-lhes
que não haveria promessas de facilidades e mordomias pelo caminho,
mas que deveriam estar cientes de que tal decisão implicaria em uma vida
renúncia, coragem, sofrimentos e perseguições, tendo como exemplo a
sua própria vida de sofrimentos, perseguição e morte [ Lc 9:58-62].
Algumas vezes Ele os fazia refletir sobre o preço que lhes custaria em
querer segui-lo e tornar-se seus discípulos, então, ele faz uma analogia
mostrando que assim como alguém que planeja fazer um prédio, deve
antes de tudo fazer os cálculos para descobrir se tem realmente
condições de concluir a obra, afim de que não seja envergonhado por ter
lançados as bases e não ter tido condições suficientes para concluir, e da
mesma forma que um rei que vai à guerra para enfrentar seus inimigos
deve necessariamente calcular seu batalhão para descobrir se tem uma
tropa suficiente para lutar e vencer, caso contrário será melhor se render
do que colocar tudo a perder [Lc 14:28-32]. O que Jesus transmite através
dessa analogia é que a decisão de querer servi-lo e ser seu discípulo, não
deve ser tomada aleatoriamente sem antes entender as implicações
dessa decisão, eis a razão de muitos fracassos espirituais, pessoas que
decidem servir á Cristo apenas pela emoção ou por influências e as vezes
até com um certo grau de sinceridade, todavia, quando vem as lutas e as
dificuldades logo desistem por não terem “raízes em si mesmos”, ao se
deparar com as lutas e perseguições logo desanimam e desistem da
jornada [Mt 13:20-21; Mc 4:16-17;Lc 8:13].
Até mesmo aos doze que escolheu, ele os alertou dizendo que eles seriam
perseguidos por causa da justiça assim como os profetas do antigo
Testamento foram perseguidos [Mt 5:10-12], pois, ele os enviaria “como
ovelhas no meio de lobos”[Mt 10:6; Lc 10:3] e que da mesma forma que
ele foi perseguido também perseguiriam os seus discípulos, e da mesma
forma que ele foi odiado também eles seriam [Jo 15:20] então ninguém
está desavisado em relação ás dificuldades e lutas e aflições que
inevitavelmente irá surgir na caminhada, pois todos que querem seguir
fielmente a cristo padecerão perseguições. [Jo 16:33; 2 Tm 3:12;2 Pd
2:21]
Pois bem, no texto base desse assunto o apóstolo Paulo após mostrar que
a vida do crente é um desafio constante e que a nossa luta é espiritual e
não carnal, isto é, lutamos contra espíritos invisíveis e contra a nossa
própria natureza, ele nos orienta a nos apropriar do “arsenal” de guerra
espiritual que está à nossa disposição, onde as armas dessa milícia são
poderosas em Deus para destruir fortalezas e lutar contra as forças
espirituais da maldade que jaz nas “regiões celestiais”[2 Co 10:4; Ef 6:12].
O apóstolo Paulo usa uma analogia militar de combate de guerra que
havia em sua época, onde os soldados que iam lutar se revestiam de
armaduras e armas de defesa e ataque para enfrentar seus inimigos
naquele dia “mau”.
Para o apóstolo Paulo existem “dias maus” na vida dos cristãos onde eles
são atacados e as vezes feridos por não estarem devidamente protegidos
com essas armaduras espirituais.
Ele sabe que a luta do crente é em certo sentido semelhante à luta dos
soldados Romanos, que muitas das vezes, mesmo tendo vencido seus
inimigos não conseguiam se manter de pé, e permanecer vivo no campo
de batalha, dessa forma também acontece as vezes conosco, derrotamos
um exército inteiro, mas depois corremos com medo de uma mulher
como fez Elias, derrubamos um gigante como fez Davi com apenas uma
pedra, mas em seguida somos derrotados pelos nossos próprios desejos
carnais.
As vezes o cristão vence uma batalha e em seguida baixa a guarda
acreditando que não há mais perigo, e que tudo favorável, porém, é aí
que o crente precisa se manter em guarda, pois o diabo nunca se dar por
vencido, ele apenas se retira momentaneamente e fica aguardando novas
oportunidades para que ele possa novamente tentar nos destruir[Lc
4:13].
O alerta de “se de manter firme” após termos vencido é muito
importante, para que nós não venhamos no vangloriar e ignorar os ardis
do diabo, o diabo é de acordo com Paulo astuto e cheio de estratégias, e
umas das que ele sempre usa é a de fazer nós acreditarmos que não há
mais perigo e que ele agora é um ser inofensivo e que, portanto, não
precisamos mais estar vigilantes.
Mas o apóstolo nos recomenda através desse texto a nunca e em
hipótese alguma baixarmos a guarda ou mesmo nos despreocuparmos
depois de qualquer luta vencida, e a única forma de nos mantermos
sempre firmes é mantermos uma vida de oração e suplica aliada á
perseverança.
O que Paulo nos ensina nesse texto é que estamos sempre em guerra
contra esses inimigos invisíveis que nos atacam de todos os lados e de
todas as formas, usando estratégias e armadilhas para nos abalar e nos
tirar da nossa posição em cristo que é também junto com ele nas regiões
celestiais [Ef 1:20].
Que possamos sempre estar revestidos com toda essa armadura
espiritual, que possamos andar sempre com a verdade e a justiça
protegendo o nosso coração, e que estejamos sempre preparados para
falar de cristo e do seu evangelho, tendo sempre conosco a fé o
conhecimento da palavra munido á convicção da salvação, como um
capacete para proteger a nossa mente das dúvidas e das heresias.
Que Deus possa sempre nos sustentar e nos manter inabaláveis diante
dessa guerra espiritual nos dando sempre a vitória e fortalecendo as
nossas forças para não morrermos depois de termos vencido tudo.