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Influência dos elementos de liga nos aços

São de 2 tipos: estabilizadores da ferrita e estabilizadores da austenita, com subtipos.


Tipo A1: aumentam a faixa de temperatura para a austenita estável. Ex: níquel, manganês e
cobalto.
Tipoa A2: o campo austenítico é expandido ate a formação de um composto de ferro. Ex:
carbono e nitrogênio.
Tipo B1: campo austenitico totalmente circundado pela região ferrítica. Ex: silício, alumínio,
berílio e fósforo além de titânio, vanádio, molibidenio e cromo.
Tipo B2: campo austenítico interrompido pela formação de compostos de ferro. Ex: boro,
enxofre, zircônio e nióbio.
Influencia dos elementos de liga nos aços não endurecidos
Apresentam-se: dissolvidos na ferrita, formando carbonetos, em inclusões não metálicas, em
compostos intermetálicos, nio estado elementar.
Os elementos de liga podem atrasar tanto a nucleação como o crescimento da ferrita.
Atraso da nucleação da ferrita:

 Formação de um filme fino de precipitados que recobrem o grão austenitico.


 Segregação do elemento e liga ou cossegregação carbono+elemento de liga no
contorno de grão austenítico o que diminuiria a difusão do carbono nesse região
dificultando a formação dos núcleos de ferrita.

Atraso no crescimento da ferrita:

 Partição: elementos estabilizadores da ferrita e austenita podem sofrer ou não


partição. Quando não há partição o crescimento da ferrita é controlado pela difusão do
carbono, quando existe é controlado pela difusão do elemento de liga. Existem
também variações na velocidade de partição para cada soluto.
 Segragação: s segregação de um elemento de liga na interface austenita/ferrita pode
diminuir a atividade do carbono e assim reduzir a cinética da transformação.
 Efeito de arrasto de soluto: ao se movimentar a interface gama/alfa arrastaria consigo
elementos de liga e com isso caminharia mais lentamente.
 Precipitação de carbonetos: as vezes a precipitação de carbonetos na interface
austenita/ferrita atraza o crescimento da ferrita.
 Combinação de mecanismos: combinaçã de precipitação na interface com arrasto de
soluto.

Propriedades da ferrita
Sua dureza pode ser aumentada com a adição de elementos de liga ou pela precipitação de
partículas finas.
A elevação das taxas de resfriamento leva a uma maior dureza da ferrita.
Durante a transformação isotérmica a ferrita também pode ser endurecida pela precipitação de
carbonetos.

Efeito dos elementos de liga na formação da perlita


A adição de elementos de liga estabilizadores da ferrita tende a restringir o campo austenítico e
elevar a temperatura eutetóide tanto como pode aumentar ou diminuir o espaçamento
interlamelar( sua diminuição aumenta a dureza).
Efeito dos elementos de liga nos carbonetos
Distribuição: elementos que se dissolvem apenas na fase ferrítica(níquel, cobre, fósforo, silício)
e elementos que foram carbonetos estáveis e dissolvem-se na fase ferrítica(cromo, vanádio,
molibidenio, titânio).

Solubilidade
A medida que se eleva a temperatura da austenita o carboneto vai se dissolvendo fornecendo
mais carbono e metal a austenita. Isso ocorre ate uma temperatura limite em que todo o
carboneto é dissolvido.
A adição de outros elementos nas ligas modifica a solubilidade dos carbonetos, nitretos etc...
Formas de precipitação
Carbonetos dispersos: originados da precipitação na austenita ou ferrita supersaturada.
Carbonetos em fileiras: os carbonetos nucleiam na interface alfa/gama formando fileiras com
um espaçamento definido.
Carbonetos em fibras: em alguns casos a formação da perlita é substituída pela formação de
fibras de carbonetos.
Composição dos carbonetos: não é fixa, pode variar com a temperatura e teor de carbono no
metal.

Efeito da precipitação dos carbonetos finos nos aços

 Atraso na recuperação e recristalização da austenita: em aços de baixo carbono


provoca um “nariz reverso” na curva de recristalização.
 Impedimento do crescimento do grão austenítico:
 Aumento da tensão de escoamento da austenita na laminação: o maior endurecimento
observado nas temperaturas menores de laminação seria devido ao efeito do nióbio de
retardar a recristalização da austenita.
 Endurecimento da ferrita: a precipitação de carbonetos finos nos aços causa o refino
do grão austenítico e conseqüentemente do ferrítico aumentando a resistência
mecânica. Os precipitados tmabém endurecem a ferrita elevando mais a resistência
mecânica.

Efeito os carbonetos na laminação


Aços com baixo teor de carbono: os efeitos como redução do grão austenítico, elevação do
limite de resistência e escoamento e ligeira redução da ductilidade são mais pronunciados a
medida que é aumentada a temperatura de laminação.
 Aumento da dureza da ferrita livre por precipitação de NbC e acicularização.
Aços com médio teor de carbono: os efeitos são semelhantes aos dos aços de baixo carbono
mas em menor intensidade. Obs: a fração volumétrica da ferrita varia inversamente com o
diâmetro do grão austenítico, independentemente da adição de nióbio. A adição de nióbio
causa dois efeitos antagônicos: aumenta a fração volumétrica de ferrita, reduzindo a resistência
mecânica e aumenta a dureza da ferrita, aumentando a resistência mecânica.
 Aumento da dureza da ferrita livre por precipitação de NbC
 Aumento da dureza da perlita por precipitação de NbC na sua ferrita.
 Suspeita de que a degeneração da perlita também contribua para aumentar sua
dureza.
Aços com alto teor de carbono: para os aços sem nióbio com a elevação da TL observou-se um
aumento do tamanho de grão o que elevou o limite de resistência e de escoamento, redução
da ductilidade. O aumento do grão dificulta a nucleação da perlita, com isso a perlita forma-se
me temperaturas menores, o que leva a uma redução do espaçamento interlamelar e
conseqüente aumento da resistência mecânica. A precipitação de NbC não foi significativa para
o aumento da dureza da perlita. Os aços com nióbio possuem sempre maior dureza que os sem
devido ao nióbio em solução na austenita.
 Aumento da dureza da perlita(nióbio em solução atrasa a formação da perlita, fazendo
com que esta ocorra em temperaturas menores, reduzindo o espaçamento
interlamelar.
 Suspeita de que a degeneração da perlita também contribua para aumentar sua
dureza.

Efeito das inclusões não metálicas


Como a grande maioria das inclusões não metálicas nos aços é constituída de óxidos e sulfetos
o controle de oxigênio e do enxofre do aço é essencial no controle das inclusões. Propriedades
como ductilidade, tenacidade, resistência a fadiga e corrosão são influenciadas pelas inclusões.

Efeitos dos elementos de liga nos compostos intermetálicos


Não existe praticamente a formação de compostos intermetálicos, entretanto os compostos
intermetálicos soa muito importantes em aços maraging e PH(endurecidos por precipitação),
os quais contribuem diretamente no aumento da resistência como no caso das superligas.
Em aços inoxidáveis uma das fases mais importantes é a sigma, essa fase pode precipitar nos
contornos de grãos austeníticos de ligas de ferro de alto teor de cromo causando sua
fragilidade. Em aços com ferrita e austenita essa fase nucleia na interface alfa\gama. Elementos
como molibidenio e titânio aceleram a formação dessa fase.
As vezes o surgimento, precipitação da fase sigma occore devido as condições de trabalho do
material.

Efeito de partículas metálicas dispersas


O cobre apresenta baixa solubilidade na ferrita, ou seja, formam-se partículas de cobre puro a
medida que a temperatura decresce criando um endurecimento por precipitação.
Chumbo serve para aumentar a usinabilidade do aço.

Efeito dos elementos de liga na formação da austenita


Existem elementos que restringem o campo austenítico e outros que expandem.

Efeito dos elementos de liga na têmpera


Com exceção do cobalto e do alumínio os elementos de liga que entram na solução austenítica
abaixam a temperatura de inicio da transformação martensítica.
Outros elementos de liga podem aumentar a dureza da martensita apenas se: o teor de
carbono for baixo e se a tempera a ser realizada for para obter-se dureza máxima.
Outros elementos de liga como cromo e molibidenio são usados para aumentar a
temperabilidade. Pequenas adições de boro nos aços de baixo carbono aumentam
acentuadamente a temperabilidade, mas essa quantidade deve ser controlada para que não de
perca a ductilidade a quente.
A diferença básica entre um aço carbono e um aço baixa liga é a temperabilidade. Adições
maiores de elementos de liga aumentam a temperabilidade mas também aumentam o preço
do aço.

Efeitos dos elementos de liga no revenimento


Formação dos carbonetos de ferro: o silício estabiliza o carboneto e atraza sua transformação
para a cementita. Outros elementos como Cr, Mo, W, V e Si estabilizam a martensita até
temperaturas de 500, outros como manganês e níquel diminuem essa estabilidade. Mudança
na faixa de coalescimento das partículas de cementira a partir da adição de elem lig.

Endurecimento secundário
A maioria dos carbonetos de liga é mais estável que o carboneto de ferro. A precipitação dos
carbonetos metálicos durante o revenimento aumenta a dureza e a resistência mecânica sendo
esse fenômeno conhecido como endurecimento secundário. Isso ocorre em aços com
molibidênio, vanádio, tungstênio, titânio e cromo.
Elementos não formadores de carbonetos como silício, níquel e cobalto não produzem
endurecimento por precipitação porém aumentam a dureza por solução sólida.
Vanádio
Pequenas adições causam precipitação de finas partículas causando endurecimento
secundário. Devido a sua capacidade de manter os carbonetos sem coalescimento significativo
em temperatura ate 700 o vanádio é um importante constituinte para aços usados em altas
temperaturas.
Cromo
Existe em duas formas, ortorrômbica e cúbica complexa.
Só exibem endurecimento secundário quando o teor ultrapassa 9%, mas como possui fácil
difusão a ferrita esse efeito é notado a temperaturas relativamente baixas.
Molibdênio e tungstênio
É possível a formação de diversos tipos de carbonetos. O molibidenio é mais eficiente para
provocar o endurecimento secundário.
Propriedades mecânicas
Altos níveis de resistência mecânica são obtidos com revenimento a temperaturas baixas(200,
300).
Aços que apresentam endurecimento secundário apresentam alta resistência mecânica e boa
tenacidade quando revenidos entre 500 e 700, um exemplo é o aço inoxidável.
Aços maraging
São ligas de ferro com baixíssimo teor de carbono, alto teor de níquel, além de cobalto,
molibdênio, titânio e alumínio.
Apresentam alto limite de escoamento com boa tenacidade, fácil usinabilidade.
Efeitos dos elementos de liga na formação da bainita.
A temperatura de início da formação bainitica é reduzida pela adição dos elementos de liga. As
baias de ferrita+perlita e de bainita são mais separadas nos aços ligados.
A vantagem desses aços é que aliam uma boa resistência mecânica a ductilidade sem a
necessidade de tratamentos térmicos posteriores.
Aços bainiticos de alta resistência: foram feitos estudos sobre esses aços a fim de que eles
pudessem substituir os aços de alta resistência temperados e revenidos com médio teor de
liga. Esses aços são aplicados em vasos de pressão, tubos de alto desempenho, submarinos...
O problema principal desses aços é que são de difícil soldagem, podem sofrer trincamento sob
quaisquer condições. Em função disso dois novos aços foram propostos; aços endurecíveis por
precipitação de cobre ou pela formação bainitica.
Efeito dos principais elementos de liga nos aços:

Influencia exercida por


Elemento Solubilidade sólida
meio dos carbonetos
Influencia sobre a Influencia sobre a Tendência Ação Principais
No ferro No ferro ferrita austenita(endurecibilidade) formadora durante funções
gama alfa de o
carbonetos revenido

Aumenta a
1,1% Endurece
endurecibilidade
Al aumentada 36% consideravelmente
moderadamente se
pelo C por solução sólida
dissolvido na austenita

Endurece
ligeiramente; Aumenta a
12,8% (20% Sem
Cr aumenta a endurecibilidade
com 0,5% C) limite
resistência á moderadamente
corrosão

Endurece Diminui da
Co Sem limite 75% consideravelmente endurecibilidade no estado
por solução sólida dissolvido

Endurecimento
acentuado. Reduz
Mn Sem limite 3%
um tanto a
plasticidade

18,5%
Endurece com
2% (9% com não muito
Si perda de
0,35% C) alterada
plasticidade.
pelo C

Produz sistema
endurecível por
0,75% (1%
Ti 6% precipitação em
com 0,2% C)
ligas Ti-Fe com alto
W

6% (11%
Idem em ligas W-
W com 0,25% 33%
Fe com alto W
C)

Endurece
1% (4% com Sem
V moderadamente
0,2% C) limite
por solução sólida

Mo
Ni

Boro: em teores abaixo de 0,005% aumenta a temperabilidade e a resistência mecânica. Acima


de 0,005% pode provocar a perda de ductilidade a quente.
Cobre: em quantidades de até 1,5% o cobre dissolve-se na ferrita aumentando a resistência a
corrosão atmosférica e a temperabilidade. Acima desse limite começa a produzir
endurecimento por precipitação. De maneira geral teores elevados reduzem a ductilidade a
quente.
Zircônio: forma compostos com oxigênio e enxofre tornando-os inertes ao aço. Pode ser
empregado como desoxidante complementar quando o uso de alumínio é limitado. Como
elemento de liga apresenta os mesmos efeitos do vanádio aumentando a tenacidade e
refinando a estrutura granular.
Selênio: tem efeitos semelhantes aos do enxofre facilitando a usinagem em aços. As
porcentagens desse elemento nos aços de corte fácil ao selênio são de 0,15% a 0,2%
Chumbo: não forma liga com ferro ou demais elementos e por conseguinte não influi nas
propriedades do aço a não ser pelo aumento da usinabilidade.
Nióbio: é empregado em aços inoxidáveis para evitar sensitização. Tmabém é empregado em
aços ferramenta para trabalho em altas temperaturas. A aplicação do nióbio em aços d alta
resistência com baixa liga é de desemvolvimento e emprego bastante recente. É utilizado em
porcentagens de 0,001 ate 0,1% substituindo as vezes, o vanádio e outros elementos de liga. O
desenvolvimento de aços ao nióbio é de grande interesse atualmente sobretudo para o Brasil
que possui a maior reserva de pirocloro do mundo.
Impurezas dos aços
Fósforo: dissolve-se na ferrita endurecnedo-a ocasionando fragilidade a frio. Isso significa baixa
resistência ao choque e baixa tenacidade o que é acentuado pelo aumento da porcentagem de
carbono. Além disso, é um dos responsáveis pela fragilidade de revenido, por isso, o teor
máximo desse elemtno é rigorosamente controlado. Ele oferece algumas vantagens para os
aços mas suas desvantagens predominam e então ele é considerado uma impureza.
Enxofre: torna os aços frágeis durante o trabalho a quente. Em aços de corte rápido adiciona-se
enxofre para formar sob o efeito do trabalho a quente inclusões alongadas. Isso provoca
quebra dos cavacos na usinagem, prolongando a vida da ferramenta de corte.
Estanho: sua presença se deve as chapas soldadas ou estanhas na sucata originando superfícies
defeituosas e fragilidade no trabalho a quente. Nos aços temperados e revenidos o estanho
contribui para a fragilidade do revenido. O estanho tem os mesmos efeitos prejudiciais que o
fósforo.
Hidrogênio: causa fragilização do aço.
Oxigênio: pode conduzir a formação de diferentes óxidos na solidificação. Forma os aços
efervecentes ou semi-acalamados.

CAPITULO 6
Classificação e especificação de materiais
Aços de baixo carbono para conformação mecânica (embalagens de aço): aços de baixo ou
ultra baixo carbono, laminados a frio e recozidos de microestrutura ferrítica a temperatura
ambiente. Variáveis empregadas na seleção dos aços sob o aspecto da formabilidade são
alongamento total, coeficiente de encruamento, coeficiente de anisotropia da deformação
plástica. A seleção desses aços é difícil pois a formabilidade é uma propriedade de difícil
caracterização em especial porque a capacidade do aço se deformar sem sofrer rompimento
depende significativamente do estado de tensões aplicado.
Aços estruturais para caldeiras, vasos de pressão e tubulações( vergalhões para reforço de
concreto, barras, chapas, caldeiras): os principais requisitos para esse tipo de aço são a tensão
de escoamento elevada, elevada tenacidade, boa soldabilidade, boa formabilidade, custo
mínimo.
Vergalhões para concreto: são especificados segundo a norma NBR 7480 sendo sesignados por
CA xx em que os dois algarismos indicados por xx representam o limite de escoamento mínimo.
Podem ser de duas classes, laminados a quente ou encruados. Para concreto protendido a NBR
7482 designa os aços Cpxx em que os algarismos indicados por xx indicam o limite de ruptura,
esses também podem ser divididos em classes, 3, adiciona-se os temperados.
Chapas e perfil estruturais: devem possuir alta formabilidade.
Aços de alta resistência e baixa liga: são empregados como aços estruturais, aços para indústria
automobilística, aços para tubulaçõs, vasos de pressão. São aços que possuem adição de
manganês e baixo nível de carbono, grãos finos. Surgiram processos novos, termomecânicos,
para que se pudesse obter grãos cada vez mais finos pois grãos finos acarretam em aumentar
resistecia e tenacidade sem prejudicar a soldabilidade e ductiliade. Tais tratamentos permitem
um máximo aproveitamento dos elementos de liga e excelentes combinações de propriedades
mecânicas. Razões para tal evolução metalúrgica dos aços estruturais:
 Procura de mecanismos capazes de conduzir a um maior refino de grão.
 Melhoria da soldabilidade por meio da redução do carbono equivalente e controle da
evolução da zona termicamente afetada. A partir por exemplo do controle cuidadoso
do teor e mircoligas e do carbono e nitrogênio presentes capazes de precipitar na ZTA
e reduzir sua tenacidade.
 Melhoria da tenacidade e formabilidade bem como busca da isotropia da ductilidade.
Controle da quantidade e forma das inclusões não metálicas.

Aços para construção mecânica


Enquanto aços estruturais são geralmente fornecidos para atender especificações mecânicas
aços para construção mecânica são usualmente fornecidos para atender faixas de composição
química, e a principal característica que visa isso é a temperabilidade.
Sistema de classificação da ABNT: XXYY, família\teor de carbono. Além dos algarismos algumas
letras tbm são empregadas. H após os algarismos indica temperabilidade assegurada e B entre
dois grupos de dois algarismos indica presença de boro para aumentar a temperabilidade.

Aços de ultra-alta resistência


São aços com escoamento superior a 1400MPa, tenacidade, resistência a fadiga e soldabilidade
aceitável. A resistência mecânica dos aços martensíticos depende fundamentalmente do teor
de carbono, entretanto, nesses aços em função das propriedades desejadas o teor de carbono
deve ser mantido no mínimo possível, logo a ultra alta resistência é obtida por revenimento a
temp baixas ou endurecimento secundário.
A faixa de revenimento aceitável para esses aços é entre 250 e 300, entretanto esse método
gera uma queda da tenacidade, em função disso foram observados os efeitos benéficos do
silício e do cobalto na alteração da cinética do revenimento, assim como foi quantificado o
efeito de outros elementos nesse fenômeno.
Evidentemente teores de fósforo em enxofre devem ser mantido extremamente baixos e deve-
se controlar a quantidade e a forma das inclusões não metálicas.
Processos de refusão são recomendados para esses aços.

Aços para cementação


São de baixo teor de carbono, comuns ou ligados que possuem carbono na superfície visando
produzir após a têmpera uma superfície de alta dureza e principalmente resistência ao
desgaste(engrenagens, pinos de pistões, eixos...)

Aços para molas


São constituídos de aços Si-Mn, houve uma evolução muito grande nos processos de fabricação
desses aços de modo que hoje algumas indústrias conseguiram praticamente eliminar as falhas
associadas a molas em seus equipamentos.
Molas produzidas em quantidade pequenas são geralmente enroladas a frio e tratadas
posteriormente.
Molas produzidas em quantidades mais elevadas e com rigorosos quesitos de desempenho ,
em especial para aplicação automotiva, tem sido produzidas pelo enrolamento após tempera e
revenimento seguido de alívio de tensões.

CAPÍTULO 7
Aços para ferramentas
É importante dividir as numerosas composições de ações ferramenta em um número restrito
de grupos ou famílias visando facilitar sua seleção e comparação. Existe uma classificação da
AISI para aços ferramenta que une composição química, características de emprego e tipo de
tratamento térmico.
Geralmente critérios típicos como comparação da resistência mecânica do material com as
tensões aplicadas, comparação da tenacidade do material com a intensidade da tensão
aplicada etc não são levadas em consideração na escolha de aços ferramenta pois em geral as
solicitações são muito complexas e características como resistência ao desgaste, resistência ao
trincamento a quente, distorção de tempera etc são muito mais importantes.
Homogeneidade de composição química e microestrutura: a maioria dos aços ferramenta tem
elevados teores de elementos de liga além de que alguns apresentam alto teor de carbono
tbm.
Limpeza interna: influência das inclusões não metálicas indesejadas, que causam os problemas
comuns já citados e nesse caso tbm influenciam sobre o acabamento superficial.
Tratamento térmico: assim como nos aços para composição mecânica nesse caso o fabricante
do aço é responsável pela composição química, homogeneidade e limpeza interna mas o
tratamento térmico é responsabilidade do fabricante da ferramente propriamente dita.
Os aços ferramenta são possivelmente os aços com tratamento térmico mais crítico.

Aços ferramenta para trabalho a frio


Características mais importantes: manutenção do gume cortante para ferramentas de corte,
baixo desgaste para ferramentas de conformação. Em geral busca-se aços com elevada dureza
após tempera e revenimento, é preferível reduzir ou eliminar usinagem da ferramenta após a
tempera.
Melhor combinação de aço para tal aplicação: matriz composta de martensita de alto carbono
revenida e uma dispersão uniforme de carbonetos duros em pequenas dimensões.
 Série D: alto cromo e alto carbono, elevada resistência ao desgaste e baixíssima
distorção no tratamento térmico além de boa resistência a abrasão e excepicional
resistência ao impacto.
 Série O(temperável em óleo): teor de carbono elevado e elementos de liga em
quantidade suficiente para garantir têmpera em óleo. Pequena deformação na
têmpera, elevada dureza após a tempera, boa temperabilidade, baixa tendência a
trincas.
 Série A(ar): teores de elemento de liga intermediários entre as séries D e O. elevada
temperabilidade, resistecia ao desgaste intermediária.
 Série W(água): aços carbono, teor de 0,6 a 1,4%, com pequenas adições de elementos
de liga. Baixa temperabilidade e baixo custo.
 Aços 0,8C-8Cr: vem sendo desenvolvidos de modo a reduzir o tamanho e a quantidade
dos carbonetos primários em relação aos aços da série D, reduzindo assim a dureza da
tempera, aumentando a tenacidade, melhorando a resistência a fadiga e diminuindo o
microlascamento. Os teores de molibidênio e vanádio são mais elevados aumentando
a temperabilidade e melhorando o endurecimento secundário.
 Série S: aços resistentes ao choque. Inicialmente desenvolvidos para emprego em
molas. Alta resistência a fadiga e choque mecânico(tenacidade). Possui teor de
carbono baixo e a temperabilidade é obtida por meio de elementos de liga.

Aços para trabalho a frio produzidos por metalurgia do pó


É a opção encontrada para se obter aços com maior resistência ao desgaste por meio do
aumento da quantidade de carbonetos, de tamanho e distribuição uniforme, sem que haja
heterogeneidade proveniente da formação de carbonetos primários. Possuem reduzida
incidência de trincas nos cantos e bordas assim como melhor desempenho a fadiga.
Características importantes para processamento de aços de alta liga: a elevada
temperabilidade implica em cuidados especiais nas operações de resfriamento evitando-se o
resfriamento brusco; a usinabilidade é melhorada na condição recozida; revenimentos
múltiplos são recomendados para evitar a presença de austenita retida em vista da
temperatura M1 mto baixa.

Processamento dos aços para trabalho a frio


Forjamento: aços A e D são difíceis de forjar e exigem resfriamento controlado após o
forjamento. Aços da série O aceitam resfriamento ao ar e os da seria W apresentam os
mesmos cuidados referentes ao aço carbono equivalente.
Recozimento: devem ser empregados fornos de atmosfera controlada ou meios de
empacotamento neutros.
Usinagem e alívio de tensões: após a usinagem deve-se fazer o alivio de tensões seguido pela
usinagem final.
Tempera: aquecimento para austenitização lento e uniforme, sendo o pré-aquecimento muito
recomendado assim como a proteção superficial.
Revenimento: são essenciais os revenimentos múltiplos.
Resposta ao tratamento térmico: característica excepicionamente influenciada pelas condições
de austenitização, assim como a quantidade de austenita retida e o comportamento no
revenimento.
Usinagem por eletroerosão: ferramenta importante na usinagem de ferramentas complexas e
de alta dureza. Remoção por arco elétrico o que resulta em uma ZTA logo é necessário um
cuidado especial ao se fazer esse tipo de usinagem.

Aços para trabalho a quente(série H)


São aços de média liga ou com baixos teores de carbono.
Propriedades necessárias a aços para trabalho a quente:
 Resistência a deformação na temperatura de uso
 Resistência ao impacto
 Resistência a erosão
 Resistência a deformação no tratamento térmico
 Usinabilidade
 Resistência a trincas a quente
Os mais usuais são os aços ligados com cromo, H10...H13, sua aplicação mais importante é em
matrizes de forjamento.

Processamento para aços de trabalho a quente


Forjamento: possuem fácil forjamento, o resfriamento deve ser controlado em formo ou meio
isolante.
Normalização: só é empregada no aço H11 para melhorar sua ductilidade transversal.
Recozimento: utilização de meio protetor neutro contra carbonetação ou descarbonetação
superficial.
Tempera: quase sempre temperados em óleo ou fornos de tratamento mas podem ser
temperados ao ar.
Revenimento: revenimentos múltiplos são recomendados para garantir o Maximo de
tenacidade e estabilidade microestrutural.
Resposta ao tratamento térmico: dependente principalmente da quantidade de carbonetos
dissolvidos e tamanho de grão os quais dependem muito da temperatura e tempo de
austenitização.

Aços para fins especiais


L-tipos de baixa liga: aços de alto carbono e cromo como principal elemento de liga.
F-tipos carbono-tungstênio: são usados normalmente quando são necessárias alta resistência
ao desgaste e manutenção de gume cortante.
P-aços para moldes: baixa dureza no estado recozido, resistência ao desgaste ao impacto e
resistência mecânica no núcleo.
Processamento
Recozimento: essencial antes de nova têmpera devendo-se empregar atmosfera protetora ou
empacotamento.
Tempera: cuidados com tensões residuais antes da tempera. Fazer alívio de tensões. Deve-se
fazer pré aquecimento da amostra em uma atmosfera controlada, o resfriamento deve ser feito
em óleo seguindo-se imediatamente de revenimento.
Revenimento: recomenda-se no mínimo revenimento duplo.
Alívio de tensões: recomendada após a usinagem.
Polimento: apresentam excelente resposta ao polimento.
Resposta ao tratamento térmico

Aços rápidos
Basicamente empregados na fabricação de ferramentas de corte. Capacidade de manter dureza
elevada a altas temperaturas, resistência ao desgaste e abrasão, estabilidade dimensional e
boa tenacidade.
Contém carbono suficiente para combinar-se com elementos de liga, temperam
completamente, apresentam endurecimento secundário no revenimento e atingem
praticamente dureza máxima quando temperados em ar parado.
As ferramentas convencionais de aço rápido são produzidas por usinagem, seguida de
tratamento térmico ou usinadas por retífica com o material já temperado e revenido.
Série T- aços rápidos ao tungstênio
Série M-aços rápidos ao molibidênio
Aços rápidos obtidos por metalurgia do pó

Processamento dos aços rápidos


Pré-aquecimento: é sempre recomendado para aços rápidos. Evita choque térmicos e reduz as
tensões associadas a transformação.
Forjamento: devem ser recozidos antes do forjamento. A faixa de temperatura para
conformação é pequena requerendo cuidados com o processo. Resfriamento em material
isolante ou forno.
Recozimento: necessário uso de atmosfera controlada ou empacotamento.
Tempera: deve ser sempre precedida de recozimento. O resfriamento pode ser em óleo, ar ou
banho de sal.
Revenimento: múltiplos.
Resposta ao tratamento térmico: o ajuste dos parâmetros de tratamento é crítico e definirá as
propriedades finais.
Nitretação e tratamento superficiais: com esses tratamento podem adquirir excepcional dureza
superficial e melhor resistência a corrosão.
Escolha do aço ferramenta

Revestimentos

Aços inoxidáveis
São os aços que possuem teores de cromo acima de 12% muito resistentes a oxidação e
corrosão. São classificados com base na sua microestrutura e temperatura ambiente. Para fins
de discussão de suas propriedades eles são divididos em cinco categorias:
 Martensíticos: ligas de ferro cromo (11-18%) com teor de carbono geralmente maior
que 0,1%. Atualmente estão sendo desenvolvidos aços supermartensíticos que
possuem teor de carbono abaixo de 0,1%. São magnéticos. Endurecem com a
tempera.
 Ferríticos: ligas de Fe+Cr essencialmente ferríticas a todas as temperaturas que não
endurecem por tratamento térmico de tempera.
 Austeníticos: são ligas ferro+cromo+níquel predominantemente austeníticas. Não são
magnéticas. O teor de carbono é em geral inferior a 0,08%. Pode acontecer casos em
que por questão de custo o niquel é substituído por manganês ou nitrogênio.
 Ferrítico-austenítico: frações aproximadamente iguais de austenita e ferrita. Possuem
ferro, cromo, níquel e molibidenio.
 Endurecidos por precipitação: ligas de ferro, cromo, níquel e molibidenio com adições
que permitam o endurecimento da martensita de baixo carbono pela precipitação de
compostos intermetálicos.
Relações entre composição química e estrutura.
A microestrutura tem efeito dominante sobre o desempenho dos aços inoxidáveis.
O sistema ferro cromo
O campo austenítico desaparece para teores de cromo da ordem de 185.
A fase sigma, um composto intermetálico, ocorre com aproximadamente 50% Cr a temperatura
abaixo de 800. O campo bifásico entre sigma e ferrita estende-se para teores de cromo de ate
20%.

O sistema Fe-Cr-C
Para aços com cerca de 13% de cromo pode ser feita a completa austenitização a cerca de
1050. Acima disso forma-se uma estrutura bifásica de ferrita e martensita. Para teor de cromo
acima de 18% a microestrutura será ferritica.

Inoxidáveis martensíticos