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Prova-modelo 6

Duração:
120 MINUTOS (90 minutos + tolerância de 30 minutos)

Nome: N.o:

Data:  /  / Avaliação:

Cotação
GRUPO I

Para responderes aos itens deste grupo, ouve um texto que demonstra a importância das viagens de Eça de Queirós
ao Próximo Oriente em algumas das suas obras.
Áudio

4 pontos 1 Numera as frases, de 1 a 4, de acordo com a ordem pela qual a informação é apresentada no texto.
(A) Alguns dos textos de Eça de Queirós foram escritos a partir dos ambientes que este conheceu
nas suas viagens.
(B) Eça de Queirós viveu no estrangeiro e em diversas localidades de Portugal.
(C) Em várias das suas obras, o escritor descreve locais importantes do Próximo Oriente.
(D) O escritor fez uma viagem de dois meses na qual passou pelo Egito e pela Palestina.

2 Para cada item (2.1. a 2.3.), assinala com X a opção que completa cada afirmação, de acordo com o texto.
3 pontos Carlos Reis defende a ideia que, para compreender a obra de Eça de Queirós, devemos prestar atenção
2.1. 

(A) não só aos locais onde este viveu mas também aos que visitou.
(B) a outros aspetos para além dos locais onde este viveu e dos que visitou.
(C) à forte influência dos locais onde este viveu.

3 pontos Em algumas das suas obras, Eça de Queirós descreve


2.2. 

(A) várias mesquitas e faraós vivos.

(B) túmulos de faraós e várias mesquitas.

(C) túmulos de faraós e uma mesquita.

3 pontos Para escrever os seus textos relacionados com o Próximo Oriente, Eça de Queirós ter-se-á baseado em três
2.3. 
aspetos:
(A) no que viu, nas sugestões de Luís de Resende e nos seus passeios.

(B) no que visitou, nas leituras e na sua fantasia.

(C) nas suas leituras, no que visitou e nas sugestões do seu companheiro de viagem.
2

Cotação

GRUPO II
TEXTO A
Lê o texto e as notas.

Obra Eça de Queiroz em casa − desenhos e textos inéditos


Com organização de Irene Fialho, livro publicado revela “uma faceta quase desconhecida de Eça de Queiroz,
a de desenhador”, diz a investigadora.

Obra com desenhos e textos inéditos intitulada Eça de Queiroz em casa – desenhos e textos inéditos, com orga-
nização e transcrição de Irene Fialho, é publicada pela Editorial Presença, soube a agência Lusa.
5 “Os textos e desenhos que aqui se publicam são, na sua maioria, inéditos, provenientes de álbuns que esti-
veram mais de cem anos escondidos do público. Mesmo nos poucos casos em que os textos e as imagens já se
encontravam publicados, nunca foram coligidos1 numa edição que restituísse a sua forma original”, afirma na
introdução Irene Fialho, do Centro de Língua Portuguesa da Universidade de Coimbra.
Segundo a investigadora, “estes álbuns não só nos revelam uma faceta quase desconhecida de Eça de Queiroz,
10 a de desenhador, como nos permitem uma visão única do círculo familiar e de amigos em que o grande escritor
viveu”.
“Desde autocaricaturas a poemas escritos ao desafio, passando por retratos de perfil, partituras e até o dese-
nho de um diabo nu, somos levados aos serões íntimos que Eça de Queiroz partilhava com os seus”, argumenta
Irene Fialho, mestre em Literaturas Comparadas, pela Universidade de Coimbra.
15 Numa das “autocaricaturas” publicadas, Eça personifica-se como uma cegonha, e noutra carrega uma cruz
antropomórfica2 para Bristol, em Inglaterra, e na qual colocou a seguinte legenda: “Jesus Maria levando a cruz
para o consulado”.
José Maria Eça de Queiroz foi nomeado cônsul de Portugal em Bristol em julho de 1878, e segundo Irene Fialho
a comparação que faz de si a uma cegonha deve-se “à [sua] magreza”. “Simbolicamente,” – escreve a investigadora
20 – “é a sua efígie3 enquanto criador de textos literários, mas também de muitos dos desenhos e poemas registados
neste caderno”, a publicar pela Editorial Presença.
Realça a investigadora que a faceta pictórica4, tal como a de poeta, do autor d'A relíquia são desconhecidas para
a maioria dos seus leitores.
Na parte artística há, aliás, relatos de contemporâneos seus que testemunham os “extraordinaríssimos dese-
25 nhos” de Eça, como se lhe referiu o escritor brasileiro Eduardo Prado, citado por Irene Fialho.
A obra revela ainda caricaturas do seu amigo, o escritor Ramalho Ortigão, entre elas, uma que ilustra um pe-
queno poema heroico-cómico, “A ramalhada”, também reproduzido parcialmente, e uma outra em que Ramalho
Ortigão (1836-1915) surge sentado numa sala com várias escovas e maletas, ou outras que o mostra como um
galo, “que faz contraponto à cegonha Eça de Queiroz”.
Lusa, 20/11/2016, https://www.publico.pt/2016/11/20/culturaipsilon/noticia/obra-eca-de-queiroz-em-casa-desenhos-e-textos-ineditos-
-publicada-quartafeira-1751850 (texto com supressões, consultado em agosto de 2018).

Notas:
1
coligido: reunido em coleção; 2 antropomórfica: com forma humana; 3 efígie: representação sob a forma de símbolo de uma pessoa;
4
pictórica: relativo a pintura.

5 pontos A
 s afirmações apresentadas de (A) a (E) referem-se a factos mencionados no texto.
1

Numera as afirmações, de 1 a 5, de acordo com a ordem de apresentação desses factos no texto.


(A) Alguns amigos de Eça de Queirós referiram-se à sua faceta de desenhador.
(B) A obra Eça de Queiroz em casa − desenhos e textos inéditos inclui caricaturas de Ramalho Ortigão.
(C) O livro dá a conhecer um Eça de Queirós desenhador.
(D) A agência Lusa noticiou a publicação da obra.
(E) Eça de Queirós desenhou várias caricaturas de si próprio.
Prova-modelo 6
3

Cotação

2 Para cada item (2.1. a 2.2.), assinala com X a opção que completa cada afirmação, de acordo com o texto.
3 pontos A obra Eça de Queiroz em casa – desenhos e textos inéditos é composta por textos e desenhos
2.1. 

(A) que Eça e a família tinham escondidos.


(B) que Eça tinha publicado em diferentes publicações.
(C) em parte desconhecidos dos leitores.
(D) completamente desconhecidos dos leitores.

3 pontos Com a caricatura que inclui uma “cruz antropomórfica” (ll. 15-16), Eça de Queirós pretendeu representar
2.2. 

(A) a sua magreza.

(B) o sacrifício que significava a ida para Bristol.

(C) a sua fé em Deus.

(D) uma anedota que contava nos serões em família.

3 pontos 3 Completa a afirmação, selecionando uma das palavras abaixo apresentadas.


 s textos incluídos nos quarto e nono parágrafos poderiam constituir uma apresentação da obra Eça de Queiroz em
O
casa − desenhos e textos inéditos dado o seu caráter …
(A) narrativo (B) descritivo (C) explicativo (D) noticioso

TEXTO B
Lê o texto e as notas.

O suave milagre
Ora entre Enganim e Cesareia, num casebre desgarrado, sumido na prega de um cerro1, vivia a esse tempo
uma viúva, mais desgraçada mulher que todas as mulheres de Israel. O seu filhinho único, todo aleijado, passara
do magro peito a que ela o criara para os farrapos da enxerga2 apodrecida, onde jazera3, sete anos passados, mir-
rando4 e gemendo. Também a ela a doença a engelhara dentro dos trapos nunca mudados, mais escura e torcida
5 que uma cepa arrancada. E, sobre ambos, espessamente a miséria cresceu como o bolor sobre cacos perdidos num
ermo5. Até na lâmpada de barro vermelho secara há muito o azeite. Dentro da arca pintada não restava grão ou
côdea. No estio6, sem pasto, a cabra morrera. Depois, no quinteiro, secara a figueira. Tão longe do povoado, nunca
esmola de pão ou mel entrava o portal. E só ervas apanhadas nas fendas das rochas, cozidas sem sal, nutriam
aquelas criaturas de Deus na Terra Escolhida, onde até às aves maléficas sobrava o sustento!
10 Um dia um mendigo entrou no casebre, repartiu o seu farnel com a mãe amargurada, e um momento sentado na
pedra da lareira, coçando as feridas das pernas, contou dessa grande esperança dos tristes, esse rabi que aparecera
na Galileia, e de um pão no mesmo cesto fazia sete, e amava todas as criancinhas, e enxugava todos os prantos7,
e prometia aos pobres um grande e luminoso reino, de abundância maior que a corte de Salomão. A mulher es-
cutava, com olhos famintos. E esse doce rabi, esperança dos tristes, onde se encontrava? O mendigo suspirou.
15 Ah, esse doce rabi! quantos o desejavam, que se desperançavam! A sua fama andava por sobre toda a Judeia, como
o sol que até por qualquer velho muro se estende e se goza; mas para enxergar a claridade do seu rosto, só aqueles
ditosos8 que o seu desejo escolhia. Obed, tão rico, mandara os seus servos por toda a Galileia para que procuras-
sem Jesus, o chamassem com promessas a Enganim; Sétimo, tão soberano, destacara os seus soldados até à costa
do mar, para que buscassem Jesus, o conduzissem, por seu mando, a Cesareia. Errando, esmolando por tantas es-
20 tradas, ele topara os servos de Obed, depois os legionários de Sétimo. E todos voltavam, como derrotados, com as
sandálias rotas, sem ter descoberto em que mata ou cidade, em que toca ou palácio, se escondia Jesus.
A tarde caía. O mendigo apanhou o seu bordão9, desceu pelo duro trilho10, entre a urze e a rocha. A mãe re-
tomou o seu canto, mais vergada, mais abandonada. E então o filhinho, num murmúrio mais débil que o roçar
4

Cotação

de uma asa, pediu à mãe que lhe trouxesse esse rabi que amava as criancinhas, ainda as mais pobres, sarava os
25 males, ainda mais antigos. A mãe apertou a cabeça esguedelhada11:
– Oh filho! e como queres que te deixe, e me meta aos caminhos, à procura do rabi da Galileia? Obed é rico e
tem servos, e debalde12 buscaram Jesus, por areais e colinas, desde Chorazim até ao país de Moab. Sétimo é forte
e tem soldados, e debalde correram por Jesus, desde o Hébron até ao mar! Como queres que te deixe? Jesus anda
por muito longe e a nossa dor mora connosco, dentro destas paredes, e dentro delas nos prende. E mesmo que o
30 encontrasse, como convenceria eu o rabi tão desejado, por quem ricos e fortes suspiram, a que descesse através
das cidades até este ermo, para sarar um entrevadinho tão pobre, sobre enxerga tão rota?
A criança, com duas longas lágrimas na face magrinha, murmurou:
– Oh mãe! Jesus ama todos os pequeninos. E eu ainda tão pequeno, e com um mal tão pesado, e que tanto
queria sarar!
35 E a mãe, em soluços:
– Oh meu filho, como te posso deixar? Longas são as estradas da Galileia, e curta a piedade dos homens. Tão
rota, tão trôpega, tão triste, até os cães me ladrariam da porta dos casais. Ninguém atenderia o meu recado, e me
apontaria a morada do doce rabi. Oh filho! talvez Jesus morresse... Nem mesmo os ricos e os fortes o encontram.
O Céu o trouxe, o Céu o levou. E com ele para sempre morreu a esperança dos tristes.
40 De entre os negros trapos, erguendo as suas pobres mãozinhas que tremiam, a criança murmurou:
– Mãe, eu queria ver Jesus...
E logo, abrindo devagar a porta e sorrindo, Jesus disse à criança:
– Aqui estou.
Eça de Queirós, Contos,
Lisboa, Livros do Brasil, pp. 253-255.

Notas:
1
cerro: colina pouco elevada; 2 enxerga: cama humilde; 3 jazer: estar deitado; 4 mirrar: emagrecer excessivamente, diminuir de volume;
5
ermo: local isolado, despovoado; 6 estio: verão; 7 pranto: choro; 8 ditoso: feliz, afortunado; 9 bordão: pau que serve de apoio a quem caminha;
10
trilho: caminho; 11 esguedelhado: com cabelo em desalinho; 12 debalde: em vão.

5 pontos 4 R
 efere quatro factos retirados do primeiro parágrafo que comprovem que a viúva era “mais desgraçada mulher
que todas as mulheres de Israel” (l. 2).

3 pontos 5 Associa cada personagem da coluna A a uma frase da coluna B, de acordo com o texto. Escreve em cada qua-

drado da coluna A a letra correspondente da coluna B.

COLUNA A COLUNA B

Viúva (A) Encontrou os criados de Obed.

Mendigo (B) Ordenou aos soldados que lhe trouxessem Jesus.

Jesus (C) Quis saber a localização do rabi.

Obed (D) Enviou os servos em busca do rabi.

Sétimo (E) Alimentou os pobres.

5 pontos 6 Justifica o desejo do filho da viúva de ver Jesus.

5 pontos 7 A
 mãe não quer aceder ao pedido do filho.
Refere dois argumentos usados por ela para justificar a sua recusa.
Prova-modelo 6
5

Cotação

8 Para cada item (8.1. e 8.2.), assinala com X a opção que completa corretamente cada afirmação.
3 pontos O recurso expressivo presente em “espessamente a miséria cresceu como o bolor sobre cacos perdidos num
8.1. 
ermo” (ll. 5-6) designa-se
(A) metáfora.

(B) comparação.

(C) eufemismo.

(D) enumeração.

3 pontos A incredulidade da viúva em relação à vinda de Jesus à sua cabana encontra-se expressa na afirmação
8.2. 

(A) “Longas são as estradas da Galileia” (l. 36).

(B) “até os cães me ladrariam da porta dos casais” (l. 37).

(C) “Ninguém atenderia o meu recado, e me apontaria a morada do doce rabi” (ll. 37-38).

(D) “com ele para sempre morreu a esperança dos tristes” (l. 39).

9 L ê os textos de dois jovens que exprimem a sua opinião sobre a mensagem do conto “O suave milagre”, de Eça
de Queirós.

Rita Manuel

Este conto transmite a ideia Eu penso que o conto mostra que


de que a riqueza e a felicidade as crianças merecem um cuidado
deviam ser iguais para todos. especial por parte de todos.

6 pontos 9.1. Escreve um breve texto em que:


− indiques a posição com a qual mais te identificas;
− apresentes duas razões que justifiquem a tua opção.

GRUPO III

1 Para cada item (1.1. e 1.2.), assinala com X a opção que completa corretamente cada afirmação.
3 pontos O fenómeno fonológico presente na evolução da palavra humile- > humilde designa-se
1.1. 

(A) síncope.

(B) epêntese.

(C) metátese.
(D) assimilação.

3 pontos A função sintática desempenhada pelo constituinte sublinhado na frase A viúva foi visitada pelo mendigo.
1.2. 
designa-se
(A) complemento indireto.

(B) complemento oblíquo.

(C) complemento agente da passiva.

(D) modificador.
6

Cotação

3 pontos 2 R
 eescreve a frase substituindo os constituintes sublinhados pela forma correta do pronome pessoal.
A viúva daria comida ao mendigo se tivesse comida.

3 pontos 3 Associa as orações sublinhadas nas frases da coluna A à sua classificação na coluna B. Escreve em cada qua-

drado da coluna A a letra correspondente da coluna B.

COLUNA A COLUNA B

O menino que queria conhecer Jesus (A) oração subordinada substantiva completiva
estava doente.
(B) oração subordinada substantiva relativa
O menino estava tão doente
(C) oração subordinada adjetiva relativa restritiva
que não saía da cama.
(D) oração subordinada adjetiva relativa explicativa
A mãe sabia que o menino tinha
aquele desejo. (E) oração subordinada adverbial consecutiva

3 pontos 4 Completa as frases com as formas dos verbos nos tempos e modos indicados entre parênteses.
a) Ontem, tu (querer, pretérito perfeito do indicativo) ler este conto.
b) É importante que eles (fazer, presente do conjuntivo) o possível para ajudar.
c) Ele gostava que nós (ver, pretérito imperfeito do conjuntivo) o filme.

3 pontos 5 I dentifica as classes e as subclasses a que pertencem as palavras sublinhadas na frase.


O mendigo benevolente tinha ajudado a viúva com a pouca comida que trazia consigo.

GRUPO IV
25 pontos A capacidade de acreditar em algo pode levar a que um sonho se concretize.
Apresenta um texto narrativo que mostre que para realizar um objetivo é importante acreditar.
Escreve um texto bem estruturado, com um mínimo de 160 e um máximo de 260 palavras.
O teu texto deve incluir:
− um momento de descrição;
– um diálogo.
A_Prova
Soluções
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7 SOLUÇÕES

Prova-Modelo GRUPO III


GRUPO I 1.1. (B); 1.2. (C)
1. (B) – 1; (D) – 2; (C) – 3; (A) – 4 2. A viúva dar-lha-ia se a tivesse.
2.1. (A); 2.2. (B); 2.3. (C) 3. (C), (E), (A)
4. a) quiseste; b) façam; c) víssemos
GRUPO II
“benevolente”: adjetivo qualificativo; “com”: preposição simples;
5. 
1. (D) – 1; (C) – 2; (E) – 3; (A) – 4; (B) – 5 “que”: pronome relativo
2.1. (C); 2.2. (B);
GRUPO IV
3. (B)
Por exemplo:
O seu único filho é muito doente; ela também é doente; eles são
4. 
muito pobres; eles não têm quaisquer alimentos para comer para O Rui participava em corridas desde muito pequeno. Era sempre o
além de ervas bravias. mais rápido da turma. O seu quarto está repleto de medalhas. A certa
altura, recebeu o desafio de participar numa corrida a nível nacional.
5. (C), (A), (E), (D), (B)
Foi, mas não conseguiu melhor do que o quinto lugar. Regressou a casa
Como Jesus tinha a fama de amar as crianças e de curar os doen-
6.  triste e desmotivado. Sempre se tinha considerado o melhor, pelo que
tes, o menino pensou que ele poderia curá-lo e libertá-lo do sofri- aquela derrota tinha sido um duro golpe na sua autoestima. Já não
mento em que vivia há tanto tempo. acreditava em si nem nas suas capacidades. Sentia-se de tal forma hu-
Por exemplo: ela diz que não adianta procurar Jesus porque nunca
7.  milhado que nem queria conversar ou sair com os amigos. Assim passou
o encontrará, pois não tem recursos (mesmo os ricos não o con- as férias, fechado no seu quarto a convencer-se de que era um falhado.
seguiram) refere também que, mesmo que O encontrasse, Jesus No início de setembro, recebeu uma visita especial: o seu treinador.
nunca viria a casa de pessoas tão pobres quando outras tão ricas − Bom dia, Rui. Não tens aparecido nos treinos.
o querem em suas casas. − Precisava de descansar! – desculpou-se o jovem.
− Imagino que sim – retorquiu o treinador –, mas vim hoje até
8.1. (B); 8.2. (D)
aqui porque recebi um convite para levar um corredor à corrida de São
9.1. Por exemplo: Silvestre que vai ter lugar em Madrid. Pensei logo em ti. Sabes que
 Concordo com a posição da Rita, segundo a qual a mensagem acredito no teu potencial e estou certo de que tens fortes hipóteses de
do conto se centra na necessidade de igualdade de riqueza e felici- ter um bom desempenho.
dade para todos. Julgo que estas são ideias fundamentais do conto: Era tudo o que o Rui queria, mas o seu orgulho ferido deixava-o
por um lado, percebemos que a viúva ou o mendigo pensavam que hesitante. E se perdesse de novo? Mas, ao mesmo tempo, a crença no
não tinham direito a ver Jesus porque eram pobres e não tinham seu potencial começava a regressar agora que ouvia da boca do seu
meios para chegar junto dele – o conto faz-nos pensar que tal não treinador um voto de confiança. Acabou por aceitar e nesse momento
é justo; por outro lado, a infelicidade em que vivia a família leva-nos voltou a acreditar com todas as suas forças.
à conclusão de que todos são merecedores de felicidade, sobretudo Naquele ano, Rui foi o novo vencedor da corrida de São Silvestre
os mais indefesos, ou porque doentes ou porque muito jovens. de Madrid.
 A vinda de Jesus à cabana da viúva acaba por fazer essa justiça
na obra, pois ele não se deixou encontrar pelos ricos e poderosos
que o procuravam.