Anda di halaman 1dari 43

EDUCAÇÃO DE JOVENS E

ADULTOS
PROF. JOSÉ BARBOSA
INTRODUÇÃO
ESTATÍSTICA- ANALFABETOS
Segundo dados da
Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios
(Pnad) de 2004, o
analfabetismo atinge
10,6% da população
brasileira com mais de
10 anos de idade.
ESTATÍSTICA- SUBESCOLARIZADOS
De acordo com o IBGE
(2000), há no Brasil
30,6 milhões de
pessoas com 15 anos
ou mais que possuem
menos de quatro anos
de estudo e estão fora
da escola (funcionais).
DOIS BRASIS
O oficial e o real.
O alfabetizado e o
analfabeto.
O letrado e o iletrado.
O escolarizado, o
subescolarizado e o
desescolarizado.
TRÊS MARES REVOLTOS
Existem os brasileiros que
conseguiram atravessar o três
mares do conhecimento (ensino
fundamental, médio e superior).
Existem aqueles que nunca
entraram na água e ainda estão
no deserto do conhecimento.
E aqueles que se afogaram em
algum momento em uma dessas
travessias.
UM BOTE SALVA-VIDAS
A EJA é a oportunidade educacional
de universalizar a educação básica.
Seu objetivo é alfabetizar e fazer
retomar os estudos aquele que não
puderam fazê-lo na idade
apropriada. Essa oportunidade deve
ser vista, não como um favor do
governo, mas como reparo de uma
injustiça histórica, presente em
nosso meio desde a colonização do
Brasil: a chamada exclusão social.
CONCEITO E
NATUREZA DA EJA
MADUREZA-SUPLETIVO-EJA
EJA é uma modalidade
de ensino
correspondente a uma
versão atualizada do
antigo supletivo (LDB
1971), que por sua vez
foi uma tentativa de
superação do antigo
exame de madureza
(LDB 1961).
CONCEITO DE EJA
EJA é uma modalidade da
educação básica que se
destina a suprir a
escolarização de pessoas
em idade pós-escolar.
Dirige-se a jovens e adultos
que não concluíram os
estudos regulares ou a ele
não tiveram acesso durante
a infância e adolescência.
DESTINATÁRIOS DA EJA
“Jovens e adultos” são o
contingente plural e
heterogêneo de jovens e
adultos,
predominantemente
marcado pelo trabalho, é
o destinatário primeiro e
maior desta modalidade
de ensino.
OUTROS DESTINATÁRIOS
Outros destinatários, fruto da
desigualdade e exclusão na
realidade brasileira, são:
A) sujeitos-alunos de regiões
metropolitanas
B) internos penitenciários,
C) afro-descendentes,
D) de populações indígenas
E) homens do campo,
F) mulheres;
DIREITO PÚBLICO SUBJETIVO
O acesso à educação não é
um presente, nem um favor.
É, antes, um direito
fundamental de todos,
homens e mulheres, de todas
as idades, no mundo inteiro.
E isto inclui a Educação de
Jovens e Adultos.
LEGISLAÇÃO DA EJA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1988
O dever do Estado com a
educação será efetivado
mediante a garantia de:
I – ensino fundamental
obrigatório e gratuito,
assegurada inclusive sua
oferta gratuita para todos
os que a ele não tiverem
acesso na idade própria
(Art. 208).
LDBEN 1996
Art. 37. A educação de jovens e adultos será
destinada àqueles que não tiveram acesso ou
continuidade de estudos no ensino
fundamental e médio na idade própria.
§ 1º. Os sistemas de ensino assegurarão
gratuitamente aos jovens e aos adultos, que
não puderam efetuar os estudos na idade
regular, oportunidades educacionais
apropriadas, consideradas as características
do alunado, seus interesses, condições de
vida e de trabalho, mediante cursos e exames.
§ 2º. O Poder Público viabilizará e estimulará o
acesso e a permanência do trabalhador na
escola, mediante ações integradas e
complementares entre si.
LDBEN 1996
Art. 38. Os sistemas de ensino manterão
cursos e exames supletivos, que
compreenderão a base nacional comum do
currículo, habilitando ao prosseguimento de
estudos em caráter regular.
§ 1º. Os exames a que se refere este artigo
realizar-se-ão:
I - no nível de conclusão do ensino
fundamental, para os maiores de quinze anos;
II - no nível de conclusão do ensino médio,
para os maiores de dezoito anos.
§ 2º. Os conhecimentos e habilidades
adquiridos pelos educandos por meios
informais serão aferidos e reconhecidos
mediante exames.
REGULAMENTAÇÃO
O Parecer nº. 11/2000 e a
Resolução nº. 01/2000,
ambos da Câmara de
Educação Básica (CEB) do
Conselho Nacional de
Educação (CNE),
regulamentam a Educação
de Jovens e de Adultos.
PROPOSTA
PEDAGÓGICA
ESPECIFICIDADE
Os cursos da EJA devem
perseguir um modelo
pedagógico próprio, com
regulamentação específica e
diferenciada para essa
modalidade do ensino
regular.
CARACTERÍSTICAS
A proposta
pedagógica deve ser
diferente da
proposta do ensino
regular em sua
estrutura, regime
escolar, metodologia
e duração.
FINALIDADES DA EJA 1
1) Possibilitar ao indivíduo
jovem e adulto retomar seu
potencial, desenvolver suas
habilidades, confirmar
competências adquiridas na
educação extra-escolar e na
própria vida e possibilitar um
nível profissional mais
qualificado.
FINALIDADES DA EJA 2
2) Oferecer a oportunidade de
alcançar um padrão mínimo
de qualidade de
aprendizagem.
3) Propiciar uma preparação
básica para o trabalho e a
cidadania do educando, para
continuar aprendendo, de
modo a ser capaz de se
adaptar com flexibilidade a
novas condições de
ocupação ou
aperfeiçoamento posteriores.
PLANO CURRICULAR
COMPONENTES E ORGANIZAÇÃO
O plano curricular deve ser
constituído pelos
componentes curriculares da
base nacional comum
previstos na LDB – Lei
9394/96 – e organizado de
acordo com as diretrizes
curriculares para o Ensino
Fundamental, Médio e
Educação de Jovens e Adultos
do Conselho Nacional de
Educação – CNE.
COMPONENTES CURRICULARES
Na organização
curricular devem ser
observados os
componentes das
seguintes áreas de
conhecimento:
PARA O ENSINO FUNDAMENTAL
a) Língua Portuguesa;
b) Língua Estrangeira Moderna;
c) Matemática;
d) Ciências;
e) Geografia;
f) História;
g) Educação Artística.
PARA O ENSINO MÉDIO
a) Linguagem Códigos e suas Tecnologias
- Língua Portuguesa;
- Língua Estrangeira Moderna;
- Arte
b) Ciências da Natureza e suas Tecnologias
- Matemática;
- Física;
- Biologia;
- Química;
c) Ciências Humanas e suas Tecnologias
- Geografia;
- História.
ARTICULAÇÃO COM A VIDA
Os conteúdos das áreas de
conhecimento deverão estar
articulados com as experiências
de vida do aluno,
problematizando temas
relacionados à saúde,
sexualidade, vida familiar e
social, meio ambiente, trabalho,
tecnologia, cultura e linguagens,
podendo ser ministrados de
forma interdisciplinar e
transdisciplinar.
PILARES DA EDUCAÇÃO
Cada tema será tratado a
partir de um conjunto de
objetivos didáticos que se
referem aos quatro pilares da
educação para o século XXI
(Relatório Delors,
UNESCO/MEC:1998):
1. Aprender a conhecer
2. Aprender a fazer
3. Aprender a ser
4. Aprender a conviver
PROCEDIMENTOS
METODOLÓGICOS
TÉCNICAS ANDRAGÓGICAS
1) Resgatar primeiro a auto-estima
do estudante;
2) Motivá-lo;
3) Não infantilizá-lo;
4) Aproveitar o conhecimento prévio;
5) Valorizar a experiência;
6) Respeitar a autonomia;
7) Considerar diferenças de estilo,
tempo, lugar e ritmo de
aprendizagem (Lindeman).
DIDATISMO
• Use o bom-humor
• Use música
• Use aceleradores de
aprendizagem (recursos)
• Use cores
• Decore a sala
• Use cartazes
• Apele para as múltiplas
inteligências
• Use as novas tecnologias
LEITURA E ESCRITA NA EJA
Ao trabalhar leitura e
escrita, pode-se utilizar:
A leitura em voz alta
A reescrita
A cópia
O ditado
A manipulação de
diversos tipos de textos
MATEMÁTICA NA EJA
Ao se trabalhar matemática,
procurar contextualizar as
fórmulas, operações e
equações dentro da realidade
do aluno, levando-o a
resolver diferentes situações-
problema do dia-a-dia, como
o custo de vida, inflação,
juros, reajustes de preços e
salários etc.
ESTUDOS DA SOCIEDADE E DA
NATUREZA
Ao se trabalhar a
sociedade e a natureza,
procurar inserir as
temáticas no mundo real,
das enchentes, da seca,
da violência urbana, do
futebol, das comidas
típicas, da novela, do
telejornal,das ervas
medicinais etc.
AVALIAÇÃO
O PROPÓSITO DA AVALIAÇÃO
O propósito da avaliação é
determinar se os objetivos
propostos foram alcançados. O
melhor é que a avaliação ocorra
ao final de cada unidade. O ideal é
que não seja estática,
classificatória e excludente. Trata-
se de avaliar não somente o
desempenho dos alunos, mas
também avaliar o professor e seu
plano e até a proposta
pedagógica.
CRITÉRIOS AVALIATIVOS
A verificação do rendimento
escolar deverá observar o critério
de avaliação contínua do
desempenho do aluno, com
prevalência dos aspectos
qualitativos sobre os quantitativos
e o predomínio da avaliação
diagnóstica, que deve servir para
alimentar, sustentar e orientar a
permanente intervenção
pedagógica, subsidiando a prática
do professor.
INSTRUMENTOS AVALIATÓRIOS
Fichas de registro de
desempenho;
Investigação diagnóstica;
Provas objetivas e discursivas;
Pastas coletivas;
Dossiês individuais;
Mapas conceituais;
Portfólios etc.
É um desafio alfabetizar e
pós-alfabetizar jovens e
adultos vindos de contextos
tão diversos e sujeitos tão
heterogêneos, mas constitui
uma das mais urgentes
exigências do Brasil
contemporâneo
“Ensinar não é transferir
conhecimento, mas criar as
possibilidades para a sua
própria produção ou a sua
construção."
— Paulo Freire
QUESTÕES PARA DEBATE
• Qual a diferença entre o Ensino
Supletivo e a Educação de Jovens
e Adultos hoje proposta?
• Quem é esse profissional da
Educação de Jovens e Adultos?
Que tipo de formação ele deve ter
para que os alunos tenham
sucesso em sua aprendizagem?
• Os alunos adultos continuam a
aprender na fase adulta? Como se
dá esse processo?
• O que é preciso considerar para
se criar uma boa situação de
aprendizagem?