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GRUPO DE ESTUDOS ALÉTHEIA

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Prévia do texto introdutório:

O nome de Carlos Nougué tem se destacado nos círculos intelectuais


católicos e conservadores como respeitado tradutor, profícuo escritor e eloquente
conferencista, de modo que este já vem sendo visto como um dos símbolos de uma
restauração cultural brasileira que se apregoa por militantes e intelectuais desta causa há
alguns anos...

É um dos máximos representantes de um novo centro cultural que vem assumindo seu
lugar no cenário cultural brasileiro, o Centro Dom Bosco, que de forma inevitável, nos
evoca a lembrança dos áureos tempos de glória de outro centro cultural que um dia
sacudiu o cenário cultural da capital fluminense, e que também tinha a sua frente um
respeitado intelectual, o Centro Dom Vital, que na figura de Gustavo Corçao tinha seu
grande bastião.

ALGUMAS PERGUNTAS PRELIMINARES SOBRE QUEM É O PROF. CARLOS


NOUGUÉ

Carlos Nougué nasceu no Rio de Janeiro (capital) no dia 17 de março de 1952, 66 anos,

Quais suas obras principais e projetos futuros: Suma Gramatical da Língua Portuguesa
(É Realizações) e sobretudo Das Artes do Belo (por sair em julho próximo pelas
Edições Santo Tomás). Próximas obras: Suma Retórica, Da Necessidade da Física
Geral Aristotélico-tomista, Suma Dialética, Da Figura do Silogismo, O Tratado dos
Universais, entre outras.
ENTREVISTA

1. O Brasil permaneceu por décadas numa inexplicável crise intelectual, de modo a


ter como máxima referencia acadêmica no exterior um autor cuja capacidade
intelectual é bem duvidosa (Paulo Freire). Alguns veem a origem desta crise nos
anos 60, com a estarrecedora tomada dos meios de produção cultural pelo
marxismo. Na sua opinião, a grande crise intelectual brasileira que legou aos
estudantes brasileiros as piores colocações nos exames internacionais se deve a
hegemonia marxista nas universidades?

Carlos Nougué: Sem dúvida alguma, tal crise se deve à revolução. Mas a revolução é
tripla: é antes de tudo liberal; depois comunista; por fim marcusiana (ou seja, o ápice
da Escola de Frankfurt, que no Brasil se consolidou com Foucault). Todas desviam a
educação de seu fim, a Verdade, embora a forma marcusiana seja a que mais
radicalmente o faça: a liberal afasta-se de Cristo e da Igreja; a comunista, de Deus; a
marcusiana, da própria natureza humana. Mas a decadência do ensino começou com a
decadência da Escolástica no século XIV e XV e aprofundou-se grandemente com o
tcheco Comenius (século XVI-XVII) e com o fim da Ratio Studiorum dos jesuítas. –
Como se vê, considero internacional e multissecular a crise no ensino, ainda que sem
dúvida no Brasil tenha chegado a níveis estupefacientes.

2. Nota-se em suas conferencias e obras uma grande preocupação com a questão


estética. Por certo, uma preocupação justificável pelo inexplicável culto a feiura
que se verifica em nossa sociedade. Na sua opinião, qual a consequência deste
desprezo a beleza na realidade social brasileira? E como educar esteticamente um
povo que absorveu por décadas uma subcultura das mais degradantes?

Carlos Nougué: O desprezo da beleza, se, uma vez mais, alcança níveis horrendos no
Brasil, é no entanto também internacional e de origem também antiga. No século XV-
XVI, pretendeu-se com o neopaganismo disjungir o bem e o belo. O barroco voltou a
uni-los. Mas o neoclassicismo tornou a disjungi-los, disjunção que aumentou tanto no
romantismo que então se tocou as raias do feio, o qual dominaria a mal chamada
“arte” moderna (tanto na música como na pintura, etc.). É que o bem e o belo são
como duas faces do mesmo.

3. Não há como julgar o pensamento de um autor sem conhecer suas fontes de


inspiração. E a este respeito gostaríamos de saber quais autores influenciaram seu
pensamento e quais deles o sr. apresentaria como essenciais para a formação
intelectual de seus leitores e admiradores?

Carlos Nougué: Sem dúvida alguma, Aristóteles e Tomás de Aquino.

4. Alardeia-se entre alguns grupos a necessidade de uma restauração cultural no


Brasil. E muitos já o reconhecem como um dos símbolos desta restauração
cultural. O sr. vê a sua obra inserida dentro deste movimento e como o sr. encara
este movimento de caráter conservador que apregoa esta restauração cultural?

Carlos Nougué: Sim, considero-me inserido nele, mas como católico. Estou
estreitamente vinculado ao Centro Dom Bosco (RJ) e aos demais centros e institutos
católicos que vêm surgindo no Brasil, justamente porque estou certo de que qualquer
restauração civilizacional que se dê entre nós e no mundo ou será cristã e sólida, ou
será efêmera e frágil.

5. O sr, como profundo conhecedor do catolicismo, assistiu, como a maioria dos


brasileiros, um rápido desaparecimento do catolicismo na sociedade brasileira, e
em seu lugar, viu-se prosperar uma infinidade de seitas, especialmente as
pentecostais. A que se deve tal enfraquecimento da fé em um país cujo catolicismo
já chegou a 90 % da população?

Carlos Nougué: Uma vez mais, a origem disto é muito antiga. Começa, no fim do
século XIII, com a condenação da obra de Tomás de Aquino pelo bispo Étienne
Tempier. Aprofunda-se com a hegemonia do nominalismo, com a consequente
decadência da Escolástica, com o racionalismo decorrente e com o divórcio entre
filosofia e ciência. E, com efeito, como a fé é virtude teologal vertida no vaso da razão,
se este vaso está fendido por más doutrinas, a fé tende a escorrer por suas fendas. Foi o
que se deu progressivamente (ainda que com momentos de recuperação) de Lutero aos
dias de hoje, incluindo a crise evidente no seio da própria Igreja.

6. Qual o maior inimigo do catolicismo em nossos tempos: o protestantismo, o


marxismo ou a apostasia do clero?

Carlos Nougué: Sem dúvida alguma, a apostasia dentro da Igreja de parte do clero e
de parte dos leigos.