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EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA

COMARCA DE TOLEDO/PR

AUTOS: 0013646-07.2018.8.16.0170

YURI MACEDO YONEYA ME e YURI MACEDO


YONEYA, já devidamente qualificados nos autos do processo em epígrafe, vem
respeitosamente perante este juízo opor os presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
COM EFEITOS MODIFICATIVOS POR OMISSÃO, nos termos do Enunciado 475
do FPPC e art. 1.022, inciso II do Código de Processo Civil, pelos fatos e fundamentos a
seguir aduzidos.

I – DO CABIMENTO, TEMPESTIVIDADE E ADMISSIBILIDADE

Cabível o Recurso, tratando-se de decisão judicial que apresenta omissão quanto


preliminar de ilegitimidade passiva de sua pessoa física levantada pelo segundo réu, não sendo
considerada ou combatida, sendo certo que as decisões interlocutórias no juizado especial
são passíveis de recurso de embargos, nos termos do Enunciado 475 do FPPC, que enuncia:
“ Cabem embargos de declaração contra decisão interlocutória no âmbito dos
juizados”.

Tempestivo o presente recurso, considerando o prazo recursal de 5 (cinco) dias, e


a publicação da decisão, publicada no dia 04/02/2019, e a interposição do recurso na
presente data.

Rua Anselmo Albino, número 57, bairro São Geraldo, Martinho Campos/MG – CEP 35606-000
Ausente a necessidade legal de custas e depósito recursal na
espécie.

II – DOS FUNDAMENTOS

Embora alegado e manifestado em audiência de conciliação,


não ficou registrado na respectiva ata que o segundo réu aduziu preliminar de ilegitimidade
de sua pessoa física, eis que toda a negociação, como provado, se deu com sua pessoa jurídica,
por isso a sua representação mediante preposto.

Como ali levantado, a pessoa física de Yuri Macedo Yoneya,


tal como qualificado na petição inicial, é parte ilegítima para compor o polo passivo da
presente demanda. Isso porque toda a negociação objeto do feito foi realizada pela
pessoa jurídica Yuri Macedo Yoneya ME, ainda que por seu representante e sócio titular,
Yuri Macedo Yoneya.

Como se pode verificar dos comprovantes juntados à


contestação, tanto o valor pago de R$ 12.800,00 (doze mil e oitocentos reais), pelo autor,
como o repasse ao reputado fornecedor de veículos, Francisco das Chagas dos Santos, foram
realizados na conta corrente da empresa Yuri Macedo Yoneya ME, a mesma conta citada
na petição inicial.

Logo, ainda que representada por seu sócio titular, a


responsabilidade sobre a negociação deve recair sobre a empresa Yuri Macedo Yoneya
ME, obviamente aplicando-se as regras de responsabilidade patrimonial das sociedades
empresárias.

Ainda que o sócio responde com patrimônio próprio no caso


de responsabilização civil, conforme determina a legislação, o certo é que pelo aspecto formal
deve constar no polo passiva a empresa hora contestante.

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Assim, diante da sistemática vigente nos Juizados Especiais,
deve ser intimado o autor para manifestar-se acerca da alteração do polo passivo, e, não
concordando o autor, seja extinto o feito por falta das condições da ação.

Logo, viável o comparecimento de preposto pela segunda ré,


eis que é a parte legítima para figurar na demanda, não cabendo ao autor determinar a
participação da pessoa física se as circunstâncias e provas direcionam sem sentido contrário.

III – DO PEDIDO

Ante o exposto, pugna sejam conhecidos os presentes


embargos, sendo dado provimento para saneamento da omissão e análise da preliminar de
ilegitimidade passiva da pessoa física, conferindo-se efeito modificativo para afastamento dos
efeitos da revelia.

Nestes termos, pede deferimento.

Martinho Campos, 05 de Janeiro de 2019.

Lucas Macedo Fagundes


OAB/MG 123.377

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