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Paisagismo II

A avaliação ocorre de forma processual e contínua. Os critérios de avaliação se referem a:


participação e qualidade do material criado em aula.
Serão elaboradas as seguintes avaliações:

AVALIAÇÃO 1 (PESO 2): participação e qualidade do material elaborado em aulas. Os alunos


deverão entregar todo material criado em aula nos exercícios de composição.

AVALIAÇÃO 2 (PESO 3): Cada estudante irá desenvolver um trabalho de construção de uma
paleta vegetal. O processo se dará a partir do conteúdo apresentado nas disciplinas e
observação constante.

AVALIAÇÃO 3 (PESO 5): projeto de paisagismo.


31/07 Apresentação da disciplina
07/08 Aula teórica – Formação do jardim no Brasil
14/08 Plantas como um meio de Projeto. Exercício 1.
21/08 Características espaciais das plantas. Exercício 2.
28/08 Criando espaços com as plantas. Exercício 3.
04/09 A propriedade visual das plantas. Exercício 4.
11/09 Princípios de Composição Visual. Exercício 5.
18/09 Composição com espécies vegetais.
25/09 Sem aula
29/09 Visita de campo, comunidades vegetais da Ilha
02/10 Sem aula
09/10 Levantamento de sitio de intervenção
16/10 Aula: elementos do paisagismo (água, coberturas, mobiliário). Exercício
criativo
23/10 Exercício de projeto
30/10 Exercício de projeto
06/11 Aula: projeto executivo de paisagismo – elementos – pisos e iluminação
13/11 Exercício de projeto
20/11 Exercício de projeto
27/11 Exercício de projeto
JARDINS BRASILEIROS – ORIGENS E RELEVÂNCIAS
O JARDIM
Uma figura que perpassa a história humana, um espaço de deleite
de monarcas e nobres que, a partir do século XVIII, é introduzido no
espaço da cidade europeia, tornando-se, a partir do século XIX, uma
forma estrutural de qualificação do espaço urbano
Ajardinamento é uma forma de tratamento paisagístico do espaço livre urbano,
podendo ser originado de um projeto paisagístico ou de uma ação vernacular que
objetiva romper com a rigidez da estrutura edificada típica de cidade.
Jardim significa movimento, transformação, maturação e
efemeridade, pois é composto por seres vivos, que nascem,
crescem e morrem.
O jardim é um elemento urbano extremamente frágil, pois, na
medida em que é estruturado basicamente por seres vivos –
árvores, arbustos forrações – exige manutenção constante assim
como é suscetível às ações de diferentes proprietários e
mantenedores, que, fazem alterações radicais em sua estrutura
morfológica.
A cada tempo, a cada geração corresponde uma forma de
jardim, que seguirá os padrões estéticos da época tanto na sua
conformação como nos seus elementos.
No Brasil muitos edifícios, jardins e paisagens se
perderam ao longo do tempo, em especial aqueles
projetados no século XIX e na primeira metade do
século XX.
Um jardim não é só vegetação e depende estruturalmente do
parcelamento de uma área em canteiros e caminhos, estares e
pátios, que recebem, além do plantio, a inserção da água nas suas
mais diversas formas como fontes, tanques, lagos e canais;
pequenos elementos construídos, como quiosques,
caramanchões, colunatas, pórticos, estufas, coretos e gazebos;
esculturas dos mais diversos portes, bancos, vasos, luminárias,
pavimentos simples, rústicos e sofisticados,
.....sendo fundamental o tipo de sítio em que está inserido, ou,
ainda, a que tipo de modelagem o terreno foi submetido e as
formas de uso e apropriação pelo usuário – proprietário ou
população – e por animais diversos, aves e pequenos mamíferos
em especial.
O inventário dos jardins é difícil, pois grande parte deles está
encerrada entre muros e cercas, sendo de acesso praticamente
impossível e sua configuração é pouco conhecida, inclusive por
estudiosos.

Definir o que documentar e o que preservar e/ou conservar


esbarra com produções eruditas de alta qualidade densas e
diversificadas, especialmente nos últimos sessenta anos.
Paralelamente, há produção de grande porte, técnica e
vernacular, dentro dos órgãos públicos, na forma de praças e
parques, muito importante em termos de expressão da realidade
e da cultura brasileira.

Pela sua efemeridade e dificuldade de manutenção a


documentação é fundamental para a construção da memória
passada e presente nacional.
Inventariar jardins é um procedimento que tem caráter
praticamente emergencial em um país em que a tradição de
preservação desse tipo de espaço ainda é pequena.

Poucos serão conservados ou preservados, sendo fundamental a


criação de um centro de documentação nacional dos jardins
para a conservação da cultura paisagística brasileira.
 
O JARDIM BRASILEIRO
Campo de Santana RJ

A constituição do jardim no Brasil está intimamente ligada às dinâmicas


ecológicas e climáticas, à variabilidade vegetal encontrada no território e às
influências formais do estrangeiro, que direcionaram sua constituição –a
europeia, e, depois, a americana.
Essas vieram e vêm das elites, que introduziram o jardim no país, e foram remodeladas
e solidificadas pela ação vernacular de inúmeros profissionais jardineiros – a maioria
de origem europeia –, e, depois, por profissionais locais, tanto jardineiros como
paisagistas.
Praticamente não houve grande influência de outros países latino-americanos no
paisagismo, na sua conformação e no jardim brasileiro.
JARDINS HISTÓRICOS BRASILEIROS

A história do jardim está, no Brasil, associada à história do Paisagismo nacional e de seus


autores mais emblemáticos, que fizeram e fazem trabalhos de alta qualidade, como
praças, parques ou, simplesmente, jardins – em geral estando a serviço do Estado,
atendendo as suas demandas e as da população, ou a serviço das camadas de alto poder
aquisitivo.
Como resultado, uma produção de excelente
qualidade – tanto funcional, como estética,
que se inicia com o trabalho quase isolado de
mestre Valentin, no final de século XVII, e
consolida-se e tem continuidade com a obra
de Glaziou para a Corte do II Império – se
estende de modo continuado e cada vez mais
intenso até os nossos dias.
Projetos de autores como Puttmans, Paul
Villon, Teixeira Mendes, dos Dieberger,
Roberto Burle Marx, Roberto Coelho Cardozo,
Valdemar Cordeiro, Rosa Kliass, Fernando
Chacel, Luciano Fiaschi, Isabel Duprat,
Miranda Magnoli e dezenas de outros,
marcam o espaço urbano nacional com obras
emblemáticas, tanto de cunho público, como
privado.
Nem todos os jardins significativos brasileiros foram feitos por paisagistas. Há criações
realizadas por engenheiros agrônomos, arquitetos (dentre outros), como os da praça
Itália (Porto Alegre), um dos marcos do paisagismo contemporâneo brasileiro, de
autoria de Carlos Fayet e equipe.

Muitos jardins importantes têm sido criados por equipes técnicas anônimas, como os
jardins de centenas de praças, de norte a sul, criados devido a demandas tanto do
poder público como da sociedade, e que acabam, pela qualidade estético-funcional,
sendo reconhecidos pela comunidade como de qualidade.
Nem todo jardim é e será histórico, e esta historicidade dificilmente será definida no
momento da sua formação. O jardim a ser considerado histórico tem sua origem em
qualquer momento da história – seja este longínquo ou quase presente – e é classificado
de acordo com as seguintes características básicas:
- originalidade/excepcionalidade, que o torna ícone de um momento histórico, como os
jardins do palácio Itamaraty (Brasília) ou o Campo de Santana (Rio de Janeiro),
- representatividade da produção paisagística, seja ela erudita ou vernacular,
de um determinado momento da história....

....neste caso, simples ajardinamentos, que tenham sobrevivido a uma época


qualquer, praças públicas com programas e formas de tratamento paisagístico
típicos deste ou daquele tempo ou parques admirados pela população podem
estar nesta categoria, assim como jardins de prédios de apartamentos,
residências e calçadões.
O jardim no Brasil
O jardim é um fato urbano típico do processo de reurbanização e urbanização pelas
quais passou o Brasil no século XIX.

Até então, a cidade brasileira era pequena, e mesmo os grandes centros não passavam
de pequenas cidades, entrepostos comerciais onde havia a intermediação entre a colônia
e o reino português.

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Bairro do Bixiga 1862 Rua Florêncio de Abreu 1900

Com a constituição do “país Brasil”, suas cidades principais, litorâneas em geral, passam
por drásticas transformações, que as direcionam a configurações urbanísticas e
paisagísticas de caráter europeu, alinhando o país e suas cidades às grandes capitais do
velho continente

Estas alterações não surgem em local em especial, mas de modo simultâneo, pelos mais
diversos pontos Rio de Janeiro | Recife | Salvador;
São Paulo | na nova capital de Minas Gerais, Belo Horizonte | Campinas | Fortaleza | etc.

Desenho 1: Cidade colonial, compacta, jardim de fundo 04


O jardim é um dos símbolos de modernidade urbana no Brasil do século XIX juntamente
com...

os boulevards;
os palacetes;
a arborização de rua;
as avenidas monumentais;
as praças ajardinadas e os parques urbanos;
os passeios à beira-mar;

que, associados à moderna arquitetura eclética e aos novos costumes sociais, constituem a
imagem urbana da época.
 
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O cultivo de plantas ornamentais era comum, mas o jardim formal e frontal, ou aquele
que cerca o edifício, seja residência ou palácio, não existia, sendo introduzido no país
associado ao palacete, à nova forma de casa senhorial, que surgia como morada das
elites.

Desenho 2: Palacete, jardim na frente, variações; 06


O paisagismo brasileiro se divide em três períodos

• Ecletismo – de 1783, com a inauguração do Passeio Público do Rio de Janeiro,


até 1938, com o projeto dos jardins do Ministério da Educação e Saúde
(MES), no Rio de Janeiro, por Roberto Burle Marx;

• Moderno – de 1938 até os anos 1990, com os projetos do Jardim Botânico de


Curitiba (1991) e o projeto da praça Itália em Porto Alegre (1992);

• Contemporâneo – 1992 em diante.


Ecletismo (1783- 1938)
Significa, para o Paisagismo, e, portanto para o jardim, mistura, diversidade formal,
reprodução de diversos padrões jardinísticos europeus de projeto e agenciamento
espacial, derivados de duas tradições muito fortes:

clássica: cuja origem se perde nos tempos;

Romântica: formatada na Inglaterra a partir do século XVII.

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O jardim clássico apresenta três características básicas(MACEDO, 1990):

- caminhos ortogonais, ou predominantemente ortogonais entre si;


- caminhos periféricos definidos;
- elemento focal situado no meio do logradouro, no cruzamento dos caminhos principais,
ou, ainda, elementos dispostos ao longo dos principais eixos, mas sempre no cruzamento
de duas axis.

Os jardins dos primeiros tempos são simples, com traçados ortogonais, canteiros
circundados por bordaduras, centralizados por plantas ornamentais – muitas de origem
europeia – e, por vezes, balizados por esculturas, fontes e vasos. Esse traçado já é
observado no Passeio Público de mestre Valentim (1783) e predomina durante todo o
século seguinte até os anos 1940.

Desenho 3: Exemplo simples clássico 09


O jardim do século XIX, em todas as suas escalas de abrangência, é uma construção da
elite, que se europeizava e buscava criar e recriar um espaço urbano que pudesse se
alinhar àquele das cidades europeias, com fortes influências formais da França em
especial, Paris.
 
Esse foi o século do ajardinamento da cidade
brasileira:

- terreiros, largos e adros foram cuidadosamente


ajardinados e uma série de novos espaços foram
criados – especialmente praças públicas – sendo
introduzidas no país as figuras do parque urbano
e do jardim residencial.
Essas formas de parcelamento são adaptadas as mais diferentes situações, como
em terraços ajardinados de fazendas de café, nos diversos passeios públicos e
jardins botânicos, em jardins particulares e a todo o tipo de praças, qualquer que
fosse o seu formato – redonda, elíptica, quadrada.
 
Esse modo de organizar o jardim já vinha de uma tradição milenar da Europa, sendo encontrado nos jardins
do Renascimento, nas parterres francesas, nas praças inglesas dos séculos XVIII e XIX, nos claustros
medievais, e, mais atrás, nos jardins das casas patrícias e palácios romanos, como ainda se pode observar
em Pompeia e Herculano.
JARDINS ALCAZAR DE SEVILHA E
CORDOBA

POMPÉIA
A essa forma de arranjo, que denominamos clássica, se contrapõe e se justapõe outra forma de
organização do espaço, a do jardim romântico, inspirado nos jardins palacianos ingleses e trazido para a
cidade europeia de então como modo de composição dos jardins urbanos nas grandes reformas de Paris,
levadas a efeito pelo barão Hausmann.

No Brasil, tais princípios foram introduzidos por Auguste François Marie Glaziou, que, em 1858, veio ao
Brasil, convidado por D. Pedro II para chefiar a Diretoria de Parques e Jardins da Casa Imperial (Rio de
Janeiro). Glaziou praticamente projeta, com sua equipe, os jardins mais emblemáticos do país no segundo
Império.

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Garden of Chatsworth House, by Capability Brown

Rotunda at
Stowe Garden (1730-38)
Os jardins chineses evitavam filas formais de árvores e canteiros de flores
e, em vez disso, introduziam árvores, plantas e outras elementos
compositivos de forma irregular com o objetivo de criar belas
composições,sendo assim um contraponto às composições formais dos
jardins do Palácio de Versalhes.
O Jardim do perfeito Brilho ou Jardim Imperial, China (Antigo Palácio de Verão)
O Jardim do perfeito Brilho ou Jardim Imperial, China (Antigo Palácio de Verão)
O jardim romântico, por muitos conhecido como jardim paisagista, possui
três características principais:

• traçado orgânico de caminhos, que sempre levarão o usuário a chegar


aos pontos principais do espaço, ou às saídas do jardim;

• plantio que remete à paisagem campestre, com sucessão de bosques e


alamedas que estruturam o espaço e que são intermediados por
relvados dos mais diversos portes;

• são entrecortados por planos d’água na forma de lagos, reservatórios


sinuosos, que conferem ao espaço um ar tranquilo, mítico, arcadiano;

• são, frequentemente, adornados por conjuntos de pedra ou de


cimento, que buscam criar cenários bucólicos e quase rurais, que
possibilitam a imersão do usuário no interior do espaço, isolando-o da
realidade urbana do entorno.

Desenho 4: traçado orgânico | Desenho 5: criar cenários bucólicos 11


A mistura e a adaptação foram a tônica do período, não se conseguindo, de fato, ter
jardins 100% à europeia, como se pretendia. Algumas vezes era híbrido, reunindo
características clássicas e românticas.

A vegetação europeia, como totalidade, nunca se adequou ao clima do país,


inviabilizando a constituição de jardins totalmente europeus. O que se teve foi uma
grande miscelânea no plantio, convivência de espécies nativas e tropicais com espécies
oriundas do velho continente.

Mangueiras e bananeiras, goiabeiras, abacateiros, enfim, árvores frutíferas diversas


estavam lado a lado a plátanos, mesmo nas ruas mais elegantes de São Paulo e
Petrópolis, em uma grande mistura de espécies nativas, tropicais exóticas, e europeias.

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Nunca houve, de fato, modos de projetar exclusivamente clássicos ou românticos,
pois os diversos projetistas/paisagistas da época ora tomavam uma postura como
direcionadora do partido projetual de seu jardim, ora adotavam posturas híbridas,
misturando os dois modos de projetar.
Paralelamente, buscava-se combinar o estilo dos jardins com o da
arquitetura, com jardins à inglesa, franceses, gregos e até coloniais,
acompanhando o estilo das casas neocoloniais dos bairros ricos do
início do século XX.
Jardins ecléticos, ou neles inspirados, continuaram e continuam a ser feitos até o século XXI,
pois seus princípios de organização espacial e o traçado em axis estão enraizados na cultura
popular, sendo bem aceitos em todas as camadas sociais.

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Moderno (1938-1990)

Cuja denominação também provém da arquitetura, indicando, no caso, a ruptura formal e


funcional no projeto paisagístico, que acompanhou as mudanças que passou a arquitetura
brasileira dos anos 1930-1940.

Características:

- abandono da cenarização (ideia de criar ambientes desvinculados do meio urbano);

- busca das paisagens brasileiras, da valorização das plantas nativas e tropicais, do


abandono das regras compositivas dos manuais europeus;

- na adoção da tropicalidade nacional, em um flagrante espelhamento dos movimentos


nacionalistas da primeira metade do século XX.

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Essa ruptura se deu a partir:

• da obra emblemática de Roberto Burle Marx;

• da influência do paisagismo americano, esta influência é especialmente formal na


composição de espaços e na paginação de pisos, com a introdução da ideia de estares e
pequenas subpraças (ex. Lawrence Halprin);

• da mudança programática dos espaços livres públicos e privados, nos quais foi
introduzida a variável recreação, com a inclusão, nos espaços públicos, de equipamentos
de lazer – como playgrounds e quadras poliesportivas - e piscinas nas residências
particulares;

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O jardim moderno é gerado com a
arquitetura moderna e é visto como
continuidade do interior do edifício,
cujos pisos devem interagir entre si,
sempre procurando a continuidade de
materiais e visual.

No espaço público, o uso dos pisos de


formas diversas – ora geométricos, ora
sinuosos, ora mistos, modelados por
materiais coloridos e plásticos, como o
mosaico português e a ardósia – passa a
ser comum, permeando por jardins
majoritariamente constituídos de
vegetação tropical.
 
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Nestes, são dispostos equipamentos de recreação, quadras e playgrounds no espaço
público, e piscinas nas residências particulares.

As águas são também desenhadas de modo livre, tanto quanto os desenhos de pisos,
caixas de plantas e canteiros, com formas ora muito orgânicas, ora geometrizada –
como nos desenhos de Halprin, Eckbo e Burle Marx.
Esta mudança está diretamente vinculada ao processo de crescimento urbano do
país, cujas cidades aumentam em extensão e número de habitantes, com o
consequente aumento das demandas por espaços formais de lazer ao ar livre;

Desenho 6: cidade densa; mudança; mais recreação. 16


Jardim da residência Gilberto Strunck
Quadra 308 sul,
Brasília,
Brule Marx

Jardim da residência Gilberto Strunck


A influência europeia diminui extremamente, pelo menos em termos paisagísticos, pois
como foi um tempo de contendas, destruição e reconstrução – que afetaram
sensivelmente a Inglaterra e a França, países dos quais o Brasil sofria as mais densas e
consistentes influências, que praticamente cessam, fato consolidado pela farta
documentação das obras americanas que começa a chegar ao país especialmente após a
década de 1950.

Halprin projetou esta praça como um espaço de eventos para concertos e mostras de
esculturas e apresentações de danças;

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Estas novas formas de criar jardins, inspiradas nas obras de Halprin, Eckbo e Churchill e no
paisagismo Norte Americano, são introduzidas, sendo a cidade de São Paulo um dos
epicentros desse conhecimento.

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Novos mercados de trabalho surgem no período, tanto no setor público, no qual são criadas divisões
especiais para cuidar dos jardins urbanos, como no setor privado, com novas demandas de jardins em
condomínios de prédios de apartamentos – cuja existência é favorecida pela exigência dos novos códigos
de obras e leis de uso de solo de áreas livres intralotes – que se tornam espaços naturais para a recepção
de jardins e áreas esportivas, enfim, locais que devem ser tratados paisagisticamente.
A essas demandas somam-se outras, de tratamento paisagístico de centros esportivos, praças e jardins
corporativos, avenidas, calçadões de praia, jardins de edifícios públicos, orlas lacustres e fluviais,
complexos fabris, shopping centers, condomínios e loteamentos fechados, com aumento constante dos
projetos de paisagismo estruturados dentro dessa linha de projeto.
Esse período, de jardins, praças e parques tropicais, dura até o final dos anos 1980, quando
os primeiros sinais de ruptura se tornam visíveis em inúmeras obras de Paisagismo, de
jardins públicos e privados.
Contemporâneo (1990- atualmente)
Significa pluralidade e diversidade, o abandono completo de padrões estéticos
definidos, de regras acadêmicas, tanto do passado recente como dos padrões
românticos e clássicos do passado distante.

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Contemporâneo (1990- atualmente)
Significa pluralidade e diversidade, o abandono completo de padrões estéticos
definidos, de regras acadêmicas, tanto do passado recente como dos padrões
românticos e clássicos do passado distante.

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Caracteriza-se também por:

• abandono parcial da utilização das plantas exclusivamente tropicais nas soluções projetuais,
sendo comum a utilização de plantas de todas as origens, inclusive da América do Norte e Europa.

• volta da utilização de espécies sazonais, especialmente em jardins particulares ou rotatórias e


canteiros centrais, utilização esta apoiada e incentivada por uma indústria de produção de mudas

• em certos casos, com forte apelo ecológico de alguns projetos, com a valorização dos jardins
rústicos, quase imitações da natureza, a introdução de passarelas sobre charcos e árvores e a
valorização dos restos de mata nativa.

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Ecológica: Parque da Gleba E, Fernando Chacel (anos de 1990)
Primeira intervenção com intenções de incorporar princípios conservacionistas e
preservacionistas de recuperação de ecossistemas na região da barra da Tijuca, RJ. –
princípio da ecogênese;
Ecogênese: definida como uma ação humana que utiliza, para recuperação de áreas
degradadas, associações e indivíduos que compunham os ecossistemas originais.

Projeto pauta-se na recomposição possível dos ecossistemas do mangue, restinga e a


criação do parque. Início da implantação: recuperação,
preparo do solo e primeiros plantios.

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Ecológica: Parque Fazenda da Restinga | Fernando Chacel (anos de 1990): Recomposição
ambiental no conjunto de parques lineares na Barra da Tijuca.

26
Ecológica: Parque Cidade de Toronto | Prefeitura de São Paulo em parceria e cooperação
técnica da prefeitura da cidade de Toronto (anos de 1990)
O parque foi objeto de um projeto de recuperação de áreas degradadas, através do plantio
de 120 espécies de árvores nativas que tinham como função proporcionar a proteção de
encostas contra erosão, reduzir o assoreamento do lago, melhorar a qualidade da água,
proteger as nascentes e preservar e enriquecer o ecossistema local.

27
Ecológica: Parque central da cidade, Prefeitura de Santo André (SP) | Henrique Zanetta e Raul
Pereira (1992)
O parque foi objeto de um projeto de recuperação de uma área degradada e a
descanalização de um antigo córrego para a implantação de um parque central da cidade.

28
Pedagógica: Praça do Relógio na Cidade Universitária da USP | Paulo Pellegrino e Sílvio
Macedo (1997)
Proposta de reprodução dos ecossistemas brasileiros em pequena escala, ilustrando a
diversidade formal e ecológica das paisagens brasileiras.

Mata atlântica Cerrado


4.000 mudas de 60 espécies, entre paus-brasil, jequitibás, angicos-brancos, 300 mudas de 9 espécies, entre angicos, paus-mulatos, ipês-cascudos,
perobas-rosas, jatobás, palmitos, cedros-rosas, paus-ferros e canelas. sucupiras-brancas e farinhas-secas.

Mata descídua Campo Rupestre


700 mudas de 20 espécies, entre paineiras, cássias, paus d´alho, araribás, amendoíns- 1.000 mudas de 15 espécies, entre vellozia, dychia, encholirium,
do-campo e perobas-rosas. lavoisiera e pleurostina.
Mata araucária
1.310 mudas de 60 espécies, entre podocarpos,
bracatingas, cabreúvas, paus-marfim, aroeiras e maçarandubas.
Restinga
1.700 mudas de 15 espécies, entre eugênias, clusia, rheedia e ipoméias.

29
Reconversão: O Parque da Juventude | Rosa Grena Kliass e José Luiz Brenna (2002)
Em 2002, o presídio foi finalmente fechado. Os presos remanescentes foram transferidos
para outros locais e o Governo de Estado decidiu construir um parque no local dos prédios a
serem implodidos. O projeto foi dividido em três fases de execução: “Parque Esportivo”, com
instalações esportivas, inauguração em 2003; “Parque Central”, o miolo do parque, onde
estão as antigas passarelas dos vigias do presídio, 2004; “Parque Institucional”, com
Biblioteca, ETECs e entrada a partir do metrô, 2007.

30
31
Note-se também projetos com o objetivo de resgata a dimensão do lúdico.

Podendo ser citado os trabalhos de Maria Cecília Gorski:

32
Lúdico: Sesc Itaquera - A Orquestra Mágica |Rita Vaz e Cristina de Castro Mello (1994)
A Orquestra Mágica, como foi batizada, chama a atenção pela dimensão de seus
componentes. Compõe-se de 16 tipos básicos de brinquedos que mimetizam ou reinventam
instrumentos musicais utilizados em sinfônicas.

33
Lúdioco: Sesc Itaquera - Bichos da mata | Marcia Beneveto (1994) - Seis esculturas gigantes de
animais (cervo do pantanal, capivaras, coelho, hipopótamo e surucucu). Concientizar
crianças sobre a proteção das espécies.

34
Novos serviços:
Wi-fi livre São Paulo:
• 120 praças com Wi-Fi e quer ampliar serviço com parcerias;
• “Prefeitura vai conectar novas ciclovias a pontos de internet”;

• “Prefeitura de São Paulo retira grades de praças para abri-las ao público”.

35
36
Prefeitura regulamenta a criação de ‘parklets’ para ampliar oferta de espaços públicos na
cidade

37
Grupo A Batata precisa de você planta árvores no Largo da Batata sem autorização da
prefeitura

38
Projeto de jardim temporário torna-se permanente no Largo da Batata (2014)
Design week

Praias do Capibaribe | Intervenção temporário | valorizar o espaço livre próximo ao rio (2014)

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Referências:
DOURADO, G. Visões da Paisagem. S. Paulo: ABAP, 1997.
JELLICOE, G. El Paisaje del Hombre. Barcelona: GG, 1995.
LEENHARDT, J. Nos Jardins de Burle Marx. S. Paulo: Perspectiva, 1996.
MACEDO, Sílvio Soares. Roberto Burle Marx and the founding of modern Brazilian landscape
architecture. In: Vaccarino, R. et alii. Roberto Burle Marx: landscapes reflected. New York:
Princeton Architectural Press, with Harvard University, Graduate School of Design, 1998.
MACEDO, S. S. Quadro do Paisagismo no Brasil. São Paulo: FAUUSP / QUAPÁ, 1999.
MACEDO, S. S. O paisagismo moderno brasileiro – além de Burle Marx. Paisagens em Debate:
revista eletrônica da área de Paisagem e Ambiente: n. 1, Out., 2003. Disponível em: <
http://www.usp.br/fau/depprojeto/gdpa/paisagens/artigos/2003SilvioM-Burle.pdf>. Acesso em:
25 de maio 2010.
MARIANO, Cássia. Preservação e paisagismo em São Paulo: O A Teixeira Mendes.
MOTTA, F. Roberto Burle Marx e a nova visão da paisagem. S. Paulo, Nobel, 1983.
Process: Architecture. Lawrence Halprin.
Process: Architecture. Garrett Eckbo.
NEWTON, N. Design on the Land. Harvard: MIT Press, 1986.
TOLEDO, Benedito. S. Paulo:três cidades em um século.
HOLDEN, R. Diseño del espacio público. Barcelona: GG, 1996.
Fundação Maria Luisa e Oscar Americano. Guia do parque.
YU, Kongjian. The Art of Survive.

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