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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ (UFC)

Leitura como método de transformação no processo de ensino-aprendizagem

Luzia de Almeida Lopes

RESUMO

Embora o ensino deva ser interpretado como uma proposta enriquecedora na área de
língua portuguesa é preciso promover condições para que o leitor desenvolver as habilidades
em que estão apoiadas. Tais condições consistem, essencialmente, na análise de aspectos, no
conhecimento de textos, históricos, leituras e releituras de contos. Pois a leitura enfatiza a
descoberta de um mundo novo cheio de fantasia.
A partir de todo processo desenvolvido, consideramos que a leitura é de suma
importância para a criação, para inovar seus conhecimentos, tanto em sala de aula como
também em casa, pois trabalhar contos de fada foi uma idéia bastante acolhedora para toda a
turma. A relevância dessa pesquisa é a importância de envolver os alunos no processo da
leitura, possibilitando o despertar crítico sobre seu papel na escola e na comunidade.
Considerando que a leitura se dá no processo de inovação e num processo positivo,
na qual posso adquirir uma evolução de novos pensamentos. Encontramos os modelos que
são: O que é ler, a leitura na escola, a importância de ler vencido o fracasso e a importância da
prática pedagógica na escola, que dessa forma clareou bastante na hora do desenvolvimento
do projeto.

Palavras-chaves: Leitura, aprendizagem e intervenção.

INTRODUÇÃO

A leitura propicia ao indivíduo a aquisição de conhecimentos, formação de hábitos,


atitudes e habilidades necessárias a seu crescimento social e cultural, de forma a habilitá-lo a
ser um elemento atuante na sociedade em que vive.
O conceito de leitura atual dá ênfase especial à compreensão, ao entendimento do
texto, pois sabemos que não basta ler oralmente com voz agradável, dicção perfeita,
entonação de voz apropriada, se não se entende o que se está lendo. Isto ocorre muito
freqüentemente em nossas escolas, infelizmente.
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A importância que a leitura exerce em nossa sociedade é inquestionável, assim como,


infelizmente, o grande número de crianças que apresentam dificuldades em tal habilidade.
Estimular a leitura em sala de aula é fundamental, pois sabemos que o principal meio
de desenvolvimento da linguagem é a prática constante da leitura que permite acumular um
vocabulário que aumenta permanentemente. Quando as crianças são capazes de ler contos e
outras narrações, isso não apenas aumenta seu vocabulário, mas também enriquece sua
sintaxe. Nota-se isso quando “falam como o livro” ou inventam seus próprios contos. O fato
de que a leitura enriquece a linguagem deve ser levado a sério, pois os termos que são
interiorizados não são somente o coração da linguagem, mas constituem a fonte do que flui a
compreensão do mundo.
Ler para aprender inclui atividades que visam dar ao aluno oportunidades para usar
as habilidades e técnicas recentemente aprendidas. Valem-se desta leitura encontrar soluções
para problemas, respostas para perguntas, informações para determinado estudo.
Vendo a necessidade de estimular o hábito de leitura e criação escrita, foi que me
propus a realizar o projeto contos de fadas desenvolvido na Escola Francisco Ricardo da
Silva, com alunos do 4º Ano do ensino fundamental, possibilitando maior interação entre os
mesmos, proporcionando momentos de descontração e aprendizagem, com o intuito de
intervir no que diz respeito à formação de alunos leitores e que possua um notável
instrumento para penetrar no amplo mundo do conhecimento.

1. O QUE É LER?

A leitura é um processo de interação entre o leitor e o texto, pois evolve a presença


de um leitor ativo que processa e examina o texto. Também implica que sempre deve existir
um objetivo para guiar a leitura, em outras palavras, sempre lemos algo para alcançar alguma
finalidade. O leque de objetivos e finalidades que faz com que o leitor se situe perante um
texto é amplo e variável: pensar, preencher um momento de lazer e desfrutar; procurar uma
informação completa; seguir uma pauta ou instruções para realizar uma determinada
atividade; confirmar ou refutar um conhecimento prévio; aplicar informação obtida com a
leitura de um texto na realização de um trabalho etc.
Vale ressaltar que a leitura é o processo mediante o qual se compreende a linguagem
escrita. Nesta compreensão intervêm tanto o texto, sua forma e conteúdo, como leitor, suas
expectativas e conhecimentos prévios. Para ler necessitamos, simultaneamente, manejar com
destreza as habilidades de decodificação e aportar ao texto nossos objetivos, idéias e
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experiências prévias. Precisamos nos envolver em um processo de previsão e inferência


contínua, que se apóia na informação proporcionada pelo texto e na nossa própria bagagem, e
em um processo que permita encontrar evidência ou rejeitar as previsões e inferências antes
mencionadas.
A leitura e a escrita estão conectadas entre si. A criação de poemas, contos e outros
textos melhoram a compreensão leitora, a leitura leva a um melhor desempenho na escrita e a
estimulação de ambas se traduz numa mútua melhoria.
A interpretação que nós, leitores, realizamos dos textos que lemos depende em
grande parte do objetivo da nossa leitura. Isto é, ainda que o conteúdo de um texto permaneça
invariável, é possível que leitores com finalidades diferentes extraiam informações distintas
do mesmo. Assim, os objetivos da leitura são elementos que devem ser levados em conta
quando se trata de ensinar as crianças a ler e a compreender.
Ainda com relação às implicações sobre o que é ler, vale ressaltar o fato de que o
leitor constrói o significado do texto. Isto não quer dizer que o texto em si mesmo não tenha
sentido e nem significado, para os leitores essa condição costuma ser respeitada. Estou
tentando explicar que significado que um texto tem para o leitor não é uma tradução ou
réplica do significado que o autor quis lhe dar, mas uma construção que envolve o texto, os
conhecimentos prévios do leitor que o aborda e os seus objetivos.
Para tornar-se leitor não basta ser decifrador, soletrando primeiramente
sílabas, depois palavras, frases, posteriormente, estabelecer relações de
significação, procedimento proposto pela alfabetização tradicional. Para
aprender a ler (...) é preciso desenvolver uma atividade léxica, praticando
atos de ler (...) ou seja, é impossível tornar-se um leitor sem essa contínua
interação com o lugar onde as razões para ler são intensamente vividas, mas
é possível ser alfabetizado sem isso (...). Sem a convicção da essencialidade
dos textos para aprendizado da leitura não é possível que se estabeleça uma
dinâmica capaz de “transportar” o aprendiz para dentro da escrita, tornando-
o significativo e envolvente. (KLEIMAN. Ângela B. & SIGNORINI. Inês.
Alfabetização e formação do professor. Porto Alegra: Artes médicas Sul.
2000)

2. A LEITURA NA ESCOLA

Um dos múltiplos desafios a ser enfrentados pela escola é o de fazer com que os
alunos aprendam a ler corretamente. Isto é lógico, pois a aquisição da leitura é imprescindível
para agir com autonomia nas sociedades letradas, e ela provoca uma desvantagem profunda
nas pessoas que não conseguiram realizar essa aprendizagem.
Sabemos que a leitura é determinante do êxito ou do fracasso escolar, pois a mesma
constitui, por sua vez, matéria de instrução e meio de aprendizagem e, em conseqüência, a sua
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eficiência está estreitamente relacionada ao êxito escolar. O leitor eficiente possui um notável
instrumento para penetrar no amplo mundo do conhecimento que subjaze atrás da capa dos
livros. O leitor deficiente lê de modo tão lento, que sua compreensão do significado fica
limitada. Em conseqüência, ele depende em grande parte do que escuta, tendendo, por isso, a
fracassar em seus estudos. Este fracasso cresce à medida que o aluno passa de ano e que
aumenta a sua necessidade de ler para aprender.
Para estimular a leitura os educadores têm o desafio de melhorar a qualidade das
capacidades lingüísticas e comunicativas dos seus alunos, tão necessária para um
desenvolvimento humano harmônico, num mundo complexo e cambiante. Esta tarefa é
particularmente desafiadora para os educadores que não possuem métodos adequados para
enfrentar as crianças com dificuldades no processo de aprendizagem da leitura.
Poderíamos pensar que atualmente, quando o sistema educacional é acessível para
todos os cidadãos, não caberia falar de situações de analfabetismo, que infelizmente ainda
permeia a sociedade brasileira.
Deste modo, é possível assistir com uma certa regularidade à reedição do eterno
debate sobre os métodos através dos quais se ensina as crianças a ler, a discussão em torno da
idade e que deve ser iniciada a instrução formal em leitura ou sobre os aspectos indicadores
de uma leitura eficaz.
Considero que o problema do ensino da leitura na escola não se situa no nível do
método, mas na própria conceitualização do que é a leitura, da forma em que é avaliada pelos
professores, dos meios que arbitram para favorecê-la e, naturalmente, das propostas
metodológicas que se adotam para ensiná-la.
Para formar leitores devemos ter paixão pela leitura. Neste sentido concordo com o
autor francês Bellenger, quando o mesmo comenta:
“Em que se baseia a leitura? No desejo. Esta resposta é uma opção. É tanto o
resultado de uma observação como de uma intuição vivida. Ler é identificar-
se com o apaixonado ou com o místico. É ser um pouco clandestino, é abolir
o mundo exterior, deportar-se para uma ficção, abrir o parêntese do
imaginário. Ler é muitas vezes trancar-se. É manter uma ligação através do
tato, do olhar, até mesmo do ouvido (as palavras ressoam). As pessoas lêem
com seus corpos. Ler é também sair transformado de uma experiência de
vida, é esperar alguma coisa. É um sinal de vida, um apelo, uma ocasião de
amar sem a certeza de que se vai amar. Pouco a pouco o desejo desaparece
sob o prazer”. (Lionel Bellenger, Os métodos de leitura, p.17)

Sabemos que, a atividade árida e tortuosa de decifração de palavras que é chamada


de leitura em sala de aula, não tem nada a ver com a atividade prazerosa descrita por
Bellenger. E, de fato, não é leitura por mais que esteja legitimada pela tradição escolar.
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Ninguém gosta de fazer aquilo que é difícil demais, nem aquilo do qual não consegue
extrair o sentido. Essa é uma boa caracterização da tarefa de ler em sala de aula, para uma
grande maioria dos alunos ela é difícil demais, justamente porque ela não faz sentido.
Devemos lembrar que, para a maioria, a leitura não é aquela atividade no aconchego
do lar, no canto preferido, que nos permite nos isolarmos, sonhar, esquecer, entrar em outros
mundos, e que tem as suas primeiras associações nas estórias que a nossa mãe nos lia antes de
dormir. Pelo contrário, para a maioria, as primeiras lembranças dessa atividade são a cópia
maçante de palavras e sílabas decoradas, essas atividades substituem o aconchego e o amor
para essas crianças, encravando assim o caminho até o prazer.
Após esse desapontador contato com a palavra escrita, a desilusão continua, o
fracasso se instala como uma constante na relação com o livro. Muitas das práticas do
professor nesse período após a alfabetização sedimentam as margens negativas sobre o livro e
a leitura desse aluno, que logo passa a ser mais um não leitor em formação.
As práticas desmotivadoras, perversas até, pelas conseqüências nefastas que trazem,
provêm, basicamente, concepções erradas sobre a natureza do texto e da leitura, e, portanto,
da linguagem. Elas são práticas sustentadas por um entendimento limitado e incoerente no
que seja ensinado português entendimento este tradicionalmente legitimado tanto dentro como
fora da escola. É dessa legitimidade que se deriva um dos aspectos mais nefastos das práticas
limitadoras de aprendizagem. Estas práticas são perpetuadas não só dentro da escola, o que
seria de se esperar, mas também funcionam como um mecanismo mais poderoso para a
exclusão fora da escola. Os diversos concursos para cargos públicos e para vagas em colégios
e universidades sejam estes de nível estadual, federal ou municipal, exigem do candidato
conhecimento fragmentado e mecânico sobre a gramática da língua decorrente de uma
abordagem de ensino que é ativamente contrária a uma abordagem global, significativa,
baseada no uso da língua.
Assim acredito que uma das primeiras barreiras que o professor tem que negociar
para poder ensinar a ler é a resistência do próprio aluno, já ouvimos aluno do ensino médio
dizer “Eu não quero trabalhar textos, eu quero aprender português”, expressando o mesmo
pré-conceito de um adulto analfabeto em curso supletivo de alfabetização que disse: “Eu não
quero trabalhar textos, eu quero aprender a ler”. Essas convicções estão baseadas numa
concepção de saber lingüísticos desvinculadas do uso da linguagem: no primeiro caso, fica
claro que o aluno está reivindicando a regra gramatical tradicional, que não faz sentido, que
deve ser memorizada só para a prova, mas que será a que determinará sua inclusão ou
exclusão no banco, na repartição pública, na faculdade: no segundo caso, o aluno reivindica a
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decifração e cópia de letras e sílabas, como um fim em si, sem perceber que essas atividades
são apenas prelúdio para a atividade de leitura, porque nunca ninguém desvendou para ele
verdadeiro significado da atividade.
É justamente essa a resistência a que é usada pelo burocrata (que pode ser o diretor
da escola, outros professores), para efetivamente impedir uma prática alternativa. E
encontramos na maioria dos casos e muito rapidamente o professor novo (recém-chegado ou
recém-formado e com uma proposta renovadora), que desiste em parte pelo fato de ele se
encontra dentro da estrutura de poder na escola, no degrau mais baixo, e também, pelo fato de
sua proposta estar baseada apenas numa convicção de necessidade de mudança, mas sem a
formação necessária para essa mudança. Por isso, acreditamos na formação teórica do
professor na área de leitura.

3. APRENDER A LER VENCENDO O FRACASSO ESCOLAR

As razões que determinam o fracasso escolar na vida estudantil de um aluno está


relacionado a diversos fatores sociais, familiares e dificuldades de aprendizagem. Cabe a
escola, família e sociedade buscar subsídios que permita com que o aluno se desenvolva e que
seja um cidadão atuante em seu meio.
A escola necessita de apoio psicopedagógico a fim de atuar recebendo orientações de
um especialista que, concomitantemente, domina os aspectos técnicos, e psicológicos
relacionados às dificuldades da aprendizagem, bem como manter um vínculo de confiança
com a criança e com a sua família.
Geralmente uma criança que recebe rótulos negativos passa a não possuir muita
confiança em si mesma e a sentir-se incapaz de enfrentar situações novas. Mesmo antes de
começar uma tarefa, desanima, crendo que será mal sucedida.
Em contrapartida, uma criança que recebe rótulos positivos acompanhados de
grandes expectativas e associados ao perfeccionismo, sente-se sempre com a sensação
iminente de que pode vir a errar e frustrar a se própria e aos que ama. Afinal, um ganso é uma
bela ave, mas um ganso que sente necessidade ou que lhe é imposta a exigência de ser um
pato, frustra-se.
Outro texto que abarca esta mesma problemática é A águia que (quase), virou
galinha, de Ruben Alves.
A estória é assim: uma águia foi criada em um galinheiro. Sentia-se estranha em
relação às demais aves (todas galinhas!). E isto a fazia sofrer. Lutava em vão para tornar-se
igual a elas. Reprimia, inclusive, suas qualidades a fim de não destoar!
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Um dia vista por um alpinista, foi por ele questionada: “que é que você, águia, está
fazendo no meio das galinhas?” Ao que ela respondeu: “Não me goza. Águia é a vovozinha.
Sou uma galinha de corpo e alma, embora não pareça”.
A fim de resgatar a identidade da ave, o alpinista a conduziu até o alto das montanhas
e a lançou no mais profundo abismo. Diante da queda, algo novo aconteceu: a águia
adormecida, esquecida e alto-negada voou. Não mais estava presa aos limites de um
galinheiro.
Utilizando-me de textos como estes, tento apontar aos alunos, seus pais e professores
que, no momento está acontecendo uma dificuldade de aprendizagem. Mas, que a criança não
é uma “dificuldade de aprendizagem ambulante.” Estamos diante de uma circunstância e não
de uma realidade imutável. É preciso apontar que, apesar de tal dificuldade, a criança possui
outros atributos que a definem como pessoa: ser extrovertida, gostar de conviver em meio aos
seus pares, aprender as experiências do redor, ser esperto no uso do computador, sair-se bem
em um determinado esporte, expressar oralmente os conhecimentos que possui etc.
É uma águia ou um ganso repleto de recursos. Não é uma galinha ou um patinho
feio.
Não podemos usar amarras. Devemos avaliar quais recursos estão aprisionados e
precisam ser libertados. Percebendo-os de forma objetiva e em operatividade, a criança ganha
combustível para superar-se.
Ressalto ser extremamente importante “provar” para a criança que ela é capaz.
Discursos não a convencerão. Temos (profissionais + pais) que apontar concretamente e sem
distorções qual é a realidade que cerca a criança neste momento.
Badão, o dragão (Hidelbrando Pontes Neto/Editora Ática)
Badão é um dragão desajeitado, rejeitado, inferiorizado e apelidado pejorativamente
por várias crianças, justamente por está apresentando qualidade abaixo da média: ao invés de
soltar fogo pelas ventas (como devem fazer os dragões!), atualmente (na velhice), ele apenas é
capaz de soltar uma fumacinha. Isto o entristece grandemente.
Crianças com dificuldade de aprendizagem costumam identificar-se prontamente
com Badão. Ao ouvirem tal estória, acabam conseguindo verbalizar a dor que sentem por não
aprender nos moldes da mídia.
Badão acaba indo para a lua. Embora o desfecho do livro seja poético, muitas
crianças costumam verbalizar sobre o medo que tem de perder o amor de seus pais, por não
conseguirem aprender tal como os mesmos gostariam. É neste momento que tal angústia
passa a ser trabalhada de forma mais direta. Algumas crianças afirmam achar legal a saída de
Badão: o refugiar-se. Outras julgam injusto tão isolamento.
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Assim temos a criança capaz de aprender com eficiência e, portanto, bem sucedida;
do outro, temos a criança que não consegue obter tanto sucesso numa determinada tarefa, mas
essa mesma possui potencialidades diversificadas muitas vezes ocultas ao professor.

4. A IMPORTÂNCIA DA PRÁTICA PEDAGÓGICA NA ESCOLA

Para alfabetizar, o professor (a) precisa de uma didática, de um caminho


metodológico, para ensinar a ler e escrever, ou seja, um processo didático que leva o aluno à
aprendizagem de leitura e escrita.
Consideramos uma didática de alfabetização e letramento como um combinado
metodológico. Ou seja, vários caminhos recheados de atividades didáticas com todas as
unidades lingüísticas, intencionalmente e potencialmente eficazes para que o aluno aprenda a
ler e escrever.
Reconhecer a professora como capaz de teorizar sobre a sua prática é para nós um
princípio teórico-epistemológico que alicerça nossa postura política e que nos faz considerar a
escola como um espaço de teoria em movimento permanente de construção, desconstrução e
reconstrução.
A professora no exercício da prática docente é portadora de uma teoria adquirida em
seu curso de formação inicial, teoria atualizada a cada dia, em sua relação com as crianças na
sala de aula e com as suas colegas professoras nas reuniões pedagógicas, nas experiências que
vivem dentro e fora da escola, nas leituras que faz nos cursos de que participa, nas reflexões
que produz. A cada sucesso ou fracasso ela se faz perguntas, para quais as busca ou constrói
respostas explicativas sobre o sucesso ou fracasso. Ao se tornar pesquisadora vai se tornando
capaz de encontrar/construir novas explicações para os problemas que enfrenta em seu
cotidiano.Aprende a ver com outros olhos, a escutar o que antes não ouvia,a observar com
atenção o que antes não percebia, a relacionar o que não lhe parecia ter qualquer relação, a
testar suas intuições através de experimentos, a registrar o que observa e experimenta,a ler
teoricamente a sua própria prática, a acreditar em sua capacidade profissional na medida em
que elabora estratégias metacognitivas e metalingüísticas. Torna-se uma professora que
pesquisa e uma pesquisadora que ensina. Pesquisa em ação e que visa à ação __ pesquisa-ação
no melhor sentido. Algumas simplesmente tomam consciência de que sempre “pesquisaram”,
sem saber que faziam. O sentimento de orgulho de si mesmas e de sua capacidade até então
desconhecida tem sido emocionante para nós. Tornam-se aliadas e encorajam as colegas a
avançar. Outras sentem muitas dificuldades em se aventurar por caminhos que lhe parecem
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impossíveis. Estas são o nosso grande desafio; com elas temos tentando caminhar
delicadamente, em seu ritmo e respeitando os seus limites. Outras ainda se mostram
descrentes e desinteressadas, reagindo a nossas propostas com um “já faço demais”. Estas são
a evidência de que nem são rosa em nosso caminho e nos obrigam a trabalhar a nossa própria
onipotência/impotência.
O processo de tornar-se pesquisadora de sua própria prática faz com que a professora
atualize seu conhecimento que adquiriu em seu curso inicial e que foi enriquecendo em sua
prática e em cursos, leitura e estudos. A investigação da professora é decorrência de sua
preocupação e melhor ensinar e sensibilidade pra compreender seus alunos e alunas, e em
melhor identificar os fundamentos teóricos-epistemológicos e ideológicos de sua prática. Nós
simplesmente atuamos no sentido de atender ao seu desejo, nem sempre consciente e nem
sempre explicitado com clareza, de melhorar sua prática.
Não se trata de sobrecarregar a já sobrecarregada professora com mais uma tarefa,
como temem alguns que, assim pensando protestam. Trata-se apenas de fornece-lhe
instrumental teórico indispensável para que ela possa mudar as lentes com que foi ensinada a
olhar os seus alunos e alunas e, melhor compreendendo, possa contribuir efetivamente para
que todos possam aprender tudo.
Com as perguntas que as professoras se fazem e nos fazem não são as mesmas – pois
variam de acordo com suas histórias pessoais e profissionais, com diferentes conhecimentos
que trazem da realidade, com o contexto em que são formuladas –, as metodologias não
poderiam ser sempre as mesmas. As metodologias que empregamos variam, portanto, de
acordo com o momento e o contexto que se nos apresentam, considerando sempre o caráter
cooperativo flexível da prática alfabetizadora.
No processo de transformação da professora alfabetizadora em professora
pesquisadora estabelece-se um movimento prática – teoria – prática como critério de verdade.
É no cotidiano da sala de aula que a teoria é validada, iluminando a prática e fazendo-a
avançar, confirmando-se ou sendo negado pelas evidências empíricas, o que desafia a
construção de novas explicações. Daí que as discussões teóricas são todo o tempo reportado à
prática alfabetizadora trazida pelas professoras, um processo que visa à recuperação da
unidade dialética teoria e prática. A teoria vai sendo atualizada e ganhando sentido e a prática
vai adquirindo maior consistência. A primeira leitura da escola, na medida em que a teoria é
incorporada, vai se formando mais fina e aguçada, possibilitando à professora ler a realidade
escolar em sua complexidade, antes despercebida. O olhar ocasional torna-se um olhar
intencional e mais apurado, porque enriquecido pela teoria. Os ouvidos desatentos afinam-se
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e passam a ouvir distinguindo a sutileza das falas, conversas, risos, silêncios, gritos; o que
antes parecia apenas ruído torna-se “entonação cheia de sentido” aos ouvidos da professora
pesquisadora.
Sabemos que o gosto pela leitura começa cedo, em cãs, antes mesmo do processo de
alfabetização. As histórias de leitura de apaixonados leitores, como temos observado em
depoimentos de escritores, mostra-nos como são importantes as histórias ouvidas na infância e
o contato com o livro como se fosse um brinquedo para ser trocado, modificado, riscado ou
mesmo destruído. Todo o prazer vem do imaginário solto, a criança vendo e criando histórias
para os livros de imagens, quando ainda não sabem ler. Vem no ato de transformar, questionar
e envolver-se encantatoriamente porque ouviu nas histórias contadas pelos mais velhos, antes,
e com o que leu quando já sabia. Infelizmente a sociedade não cumpre o seu papel de
estimuladora da leitura, não cria bibliotecas para as crianças. A família prefere os brinquedos
apenas, achando caro ou não se importando menos com o livro. Assim, quando chega na
escola é que a criança vai ter muitas vezes, o seu primeiro encontro com o livro. E a escola
falha também, pois quase não tem livros para oferecer, não há bibliotecários que façam a
animação que a leitura exige, não há professores preparados para introduzir a criança no
mundo da leitura.
Pensamos que é primordial rever o currículo e os programas dos cursos de
magistérios, no sentido de valorizar a leitura e, conseqüentemente a produção de texto. O
aluno deveria ler e escrever em todas as disciplinas, não apenas nas aulas de língua e
literatura. Nestas, a leitura e a produção de textos tem que seguir estratégias mais criativas.
Para que o futuro educador saiba criar bons leitores de literatura é preciso de que ele mesmo
sinta o prazer, a fascinação e o envolvimento do texto literário. O contato com o texto teórico
e necessário, mais como apoio para levar ao melhor entendimento do livro de literatura
infantil. A escola precisa tomar consciência da importância do ato de ler e de escrever, tanto
no plano individual como social.
O professor precisa ver o texto literário como algo que pode e deve ser lido em voz
alta com expressividade, provocando emoção, discussão e motivação, para que o leitor possa
transformá-lo, discuti-lo e recriá-lo. Precisa ser um texto literário como algo que pode ser lido
em silêncio, leitor criando e recriando cenas e personagens, segundo suas vivências e
emoções.
O homem nasce cantando, portanto nasce expressando poeticamente o mundo e seus
sentimentos. O homem nasce cantando, portanto nasce envolvido em histórias, lugares,
personagens, ações reais ou fantásticas. Tudo isso a literatura reflete quando somos leitores
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iniciais. Ela vira feitiço, puro encantamento, o melhor dos vícios. E os vários modos de ler
bem podem e devem ser aprendidos na escola. Após o desenvolvimento do projeto contos de
fada na Escola de Ensino Infantil e Ensino Fundamental Francisco Ricardo da Silva, podemos
detectar e analisar alguns dados no que se refere ao aluno bom e mau leitor. Seguem-se abaixo
algumas informações referentes ao assunto.
BOM LEITOR / MAU LEITOR
BOM LEITOR MAU LEITOR
O bom leitor lê rapidamente e entende bem o O mau leitor lê vagarosamente e entende mal
que lê, tem habilidades e hábitos como: o que lê. Têm hábitos como:
1. Lê como objetivo determinado. 1. Lê sem finalidade.
Ex.: aprende certo assunto – repassar Raramente sabe por que lê.
detalhes e questões.
2. Ler unidade de pensamento. 2. Lê palavra por palavra. Pega o sentido
Abarca, num relance, o sentido de um grupo da palavra isoladamente. Esforça-se para
de palavras. Relata rapidamente as idéias ajuntar os termos para poder entender a frase.
encontradas numa frase ou num parágrafo. Freqüentemente tem de reler as palavras.
3. Tem vários padrões de velocidade. 3. Só tem um ritmo de leitura.
Ajusta a velocidade da leitura com o assunto Seja qual for o assunto, ler sempre
que ler. Se ler uma novela, é rápido. Se um vagarosamente.
livro científico para guardar detalhes, ler
mais devagar para entender bem.
4. Avalia o que lê. 4. Acredita em tudo que lê.
Pergunta-se se freqüentemente: que sentido Para ler tudo que é impresso é verdadeiro.
tem isso para mim? Está o autor qualificado Raramente confronta o que lê com suas
para escrever sobre o assunto? Está se próprias experiências.
apresentando penas um ponto de vista do
problema? Qual é a idéia principal deste
trecho? Quais seus fundamentos?
5. Possui bom vocabulário. 5. Possui vocabulário limitado.
Sabe o que muitas palavras significam. É Sabe o sentido de poucas palavras. Nunca
capaz de perceber novas pelo contexto. Sabe relê uma frase para pegar o sentido de uma
usar dicionários e o faz freqüentemente para palavra difícil ou nova. Raramente consulta
esclarecer o sentido de certos termos, no um dicionário. Quando faz atrapalha-se em
momento oportuno. achar a palavra. Tem dificuldade em entender
a definição das palavras e em escolher o
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sentido exato.
6. Tem habilidades para conhecer o valor 6. Não possui nenhum critério técnico para
do livro. conhecer o valor do livro.
Sabe que a primeira coisa a fazer quando se Nunca ou raramente lê a página de rosto do
toma um livro é indagar de que trata. Através livro, o índice, o prefácio, a bibliografia,
do título, subtítulos, encontrados na página etc... Antes de iniciar a leitura, começa a ler a
de rosto e não apenas na capa. Em seguida partir do primeiro capítulo. É comum até
ler os títulos do autor, a edição do livro, o ignorar o autor, mesmo depois de terminada a
índice, “orelha do livro”, o prefácio, a leitura. Jamais seria capaz de decidir entre
bibliografia citada. Só depois é que se vê em leitura e simples consulta. Não consegue
condições de decidir pela conveniência ou selecionar o que vai lê. Deixa-se sugestionar
não da leitura. Sabe selecionar o que lê. Sabe pelo aspecto material do livro.
quando consultar e quando ler.
7. Sabe quando deve ler um livro até o fim, 7. Não sabe decidir se é conveniente ou não
quando interromper a leitura interromper uma leitura.
definitivamente ou periodicamente. Ou lê todo o livro ou interrompe sem critério
Sabe quando e como retomar a leitura, sem objetivo, apenas por questões subjetivas.
perda de tempo e sem perder continuidade.
8. Discuti freqüentemente o que lê com 8. Raramente discuti com os colegas o que
colegas. lê.
Sabe distinguir entre as expressões subjetivas Quando faz, deixa-se levar por impressões
e valor objetivo durante as discussões. subjetivas e emocionais para defender um
ponto de vista. Seus argumentos, geralmente,
derivam da autoridade do autor, da moda, dos
lugares comuns, das tiradas eloqüentes, do
preconceito.
9. Adquire livros com freqüência e cuida 9. Não possui biblioteca particular.
de ter sua biblioteca particular. Às vezes é capaz de adquirir “metros” de
Quando é estudante procura os livros de livros para decorar a casa. É freqüentemente
textos indispensáveis e se esforça em possuir levado a adquirir livros secundários ao invés
os chamados clássicos e fundamentais. Tem dos fundamentais.
interesse em fazer assinaturas de periódicos Quando estudante só lê e adquire compêndios
científicos formado. Continua alimentando a de aula. Formado, não sabe o que representa
sua biblioteca e restringe a aquisição nos o hábito de “boas aquisições” de livros.
chamados “compêndios.” Tem o hábito de ir
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direto as fontes: de ir além dos livros de


textos.
10. Lê assuntos vários. 10. Está condicionado a ler sempre a
Lê livros, revistas, jornais. Em áreas mesma espécie de assunto.
diversas: ficção, ciências, histórias, etc.
Habitualmente nas áreas de seu interesse ou
especificação.
11. Lê muito e gosta de ler. 11. Lê pouco e não gosta de ler.
Acha que ler traz informações que causa Acha que ler é ao mesmo tempo um trabalho
prazer. e um sofrimento.
Lê sempre que pode.
12. O BOM LEITOR é aquele que não é só 12. MAU LEITOR não se revela apenas no
bom na hora da leitura. ato da leitura, seja silenciosa ou oral.
É bom leitor porque desenvolve uma atitude É constantemente mau leitor, porque se trata
de vida: é constantemente bom leitor. Não só de uma atitude de resistência ao ato de ler.
ler, mas sabe ler.

5. PROJETO CONTOS DE FADAS

Os projetos são uma ótima oportunidade para que os alunos possam produzir textos
que tenham uma intenção clara os projetos devem ter um objetivo bem definido e as crianças
têm de entender que as pesquisas, as entrevistas, as leituras, os textos que lerem se destinam a
um objetivo combinado em conjunto entre a classe e o professor.
O projeto contos de fadas desenvolvido na E.E.I.E.F. Francisco Ricardo da Silva, no
município de Mucambo, com duração de 3 meses foi de suma importância para avaliarmos o
nível de leitura, escrita e interpretação de textos, além de ter proporcionado momentos de
descontração e integração entre a turma. Tendo como objetivos o desenvolvimento das
habilidades de compreensão, desenvolver a leitura oral e adquirir e fixar conhecimentos.
Trabalhar contos de fadas em sala de aula é uma experiência inesquecível e
fundamental na formação de um leitor. Quanto mais oportunidades tenham os alunos de ouvir,
ver e sentir leituras alheias, maior será a sensibilidade para compreender o que lêem e ouvem.
A felicidade que sentem quando ouvem as histórias se transformam em fôlego para muito
mais leituras.
Nas histórias infantis encontra-se um mundo maravilhoso. É o faz-de-conta que, ao
mesmo tempo em que encanta com a fantasia e se reproduz na imaginação fértil das crianças e
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serve de referencial para a realidade que elas vivem. Pudemos perceber no decorrer do projeto
que as histórias fascinavam e atraiam as crianças de tal forma que elas se imaginavam no
papel dos personagens principais e, por isso, muitas vezes levavam para a vida real as atitudes
dos personagens, fazendo uma leitura do seu próprio mundo.
Muito se lamenta hoje a falta de hábito de leitura nos jovens. Esquece-se, no entanto
que hábitos são criados a partir de estímulos em idade adequada. A criança que ouve histórias
encantadas por seus pais e professores, que é incentivada a ler as figuras e imaginar o que está
ocorrendo, que é incentivada a criar histórias e contá-las oralmente, enfim, a criança que
descobre a magia dos livros será um eterno leitor.

6. METODOLOGIA

Partindo do pressuposto de que a leitura, especialmente a literária, ativa a


imaginação. As narrações, na medida em que mostram os conflitos dos homens, a si mesmos,
a se colocar no lugar de outros, a valorizar as diferenças, solucionar problemas e aprender
explorar opções.
O projeto contos de fadas, desenvolvido na E.E.I.E.F. Francisco Ricardo da Silva,
com a participação de 16 alunos do 4º Ano do Ensino Fundamental, onde toda a turma
participou das atividades demonstrando interesse, pois tivemos a preocupação de trabalhar um
gênero literário que os alunos se identificassem e que estes pudessem aproveitar a beleza, a
magia e o encanto dos contos de uma forma prazerosa e que contribuísse para o
desenvolvimento da escrita e da oralidade dos mesmos. Sugerindo formas de exploração e de
interpretação dos textos através de atividades descontraídas. A maior parte dos textos
selecionados possui uma mensagem de amor, fraternidade, coragem, que são bem aceitos
pelos alunos. Justamente por isto, tivemos a preocupação de fazer debates em sala, dando
oportunidades para os alunos desenvolverem sua criatividade criando histórias, recontando
contos estudados e proporcionando momentos de socialização na roda da leitura literária.
Outro ponto de grande relevância do projeto, que deve ser dado atenção especial foi a
adaptação dos contos clássicos para a atualidade, onde os alunos puderam abusar da
imaginação , senso inclusive personagens dos seus contos, deixando que os mesmos brinquem
com o texto, transformando a leitura numa atividade divertida e prazerosa.

7. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS


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Abordarei aqui, espero que com eficiência os resultados da realização do Projeto


Contos de Fadas, com questionários contendo perguntas abertas sobre a importância de se
trabalhar projetos em sala de aula, bem como, a análise feita pelos próprios alunos.
Participaram do questionário a professora da turma e os alunos.
Num primeiro momento questionou-se sobre o que a levou trabalhar um projeto de
contos com seus alunos. Sendo que a professora da escola ressaltou que “a necessidade de
ampliar o repertório lingüístico dos alunos, tanto oral quanto escrito”.
Assim podemos perceber os objetivos claros da professora, valorizando o que mais
se comenta e se trabalha em relação a educação brasileira, que é dá prioridade a leitura e a
escrita dos nossos educandos.
Numa outra situação a professora foi questionada sobre a importância de se trabalhar
projetos em sala de aula, a mesma abordou que “através dos projetos podemos realizar
atividades diferenciadas, que envolvem os alunos de forma total, tornando as aulas mais
dinâmicas e com melhores resultados”.
Com essa abordagem, percebemos que o desenvolvimento do projeto, com
metodologias diferenciadas, faz com que tanto o aluno, quanto o professor fiquem satisfeitos
com os objetivos alcançados. No que diz respeito a turma analisada, percebi que o resultado
foi 100% de aproveitamento.
O ponto de maior relevância dos questionários foi o desenvolvido pelos alunos, onde
percebi a grandiosidade de se trabalhar com projetos e dando prioridade ao gênero literário
que os educandos se identificassem mais. Analisando individualmente cada resposta
apresentada pelos mesmos, detectei grande melhoria nas suas respostas, tanto no que diz
respeito ao nível de leitura, quanto à escrita. Vale ressaltar que todos os alunos analisados
tiveram um bom desenvolvimento e todos tiveram oportunidades e momentos prazerosos em
sala de aula.
Assim, acreditamos que com objetivos claros e definitivos podemos transformar a
aprendizagem de nossos alunos e inseri-los na sociedade como pessoas conscientes e
determinadas a lutarem por seus direitos nessa sociedade com tantas desigualdades que
enfrentamos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
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Neste trabalho pudemos refletir que são inúmeras e profundas as conseqüências da


concepção da educação em termos não apenas de gestão, mas em temos de atitudes e métodos
que formam o novo professor, o novo aluno, e a nova pedagogia da educação cidadã.
Enquanto profissionais da educação, sabemos que nossa profissão não se limita ao
conhecimento único de uma formação estática, uma vez que a escola é um dos principais
locais onde se prega a formação plena do aluno enquanto cidadão de uma sociedade
diversificada e em constante transformação.
Sabemos, portanto que, a importância da leitura e literatura infantil na formação das
crianças e jovens é de grande valia para a formação destes tanto no meio cultural quanto
social que os mesmos estejam envolvidos.
A infância é o melhor momento para o indivíduo iniciar sua emancipação mediante
a função liberatória da palavra. É entre os oito e treze anos de idade que as crianças revelam
maior interesse pela leitura. Se conseguirmos fazer com que a criança tenha sistematicamente
uma experiência positiva com a linguagem estaremos contribuindo para a formação de um
leitor consciente e que apresente bons resultados na sua vida escolar.
A formação do profissional da educação está ultimamente ligada aos conhecimentos
que adquirimos numa trajetória de vivências, estudos e pesquisas. Mas ressalto também a
importância da convivência, do estudo em conjunto e da troca de experiências entre colegas e
amigos que objetivam os mesmos princípios sociais, educacionais e de transformações no
local de trabalho ou mesmo fora dele. Dessa forma podemos contribuir para a formação dos
cidadãos que possam refletir e agir sobre suas realidades na busca de uma qualidade de vida,
de uma sociedade mais igualitária e democrática.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GARCIA, Regina Leite. Formação da Professora Alfabetizadora: reflexões sobre a prática.


Cortez editora, 4ª edição, 2000.

JARDINI. Renata Savastano R. “Método da Boquinhas”: Alfabetização e reabilitação dos


distúrbios da leitura e escrita. São Paulo, Casa do Psicólogo, 2003.

BELLENGER, L. Os métodos de leitura. R J.: Zahar Editores. P. 17. 1978.

KLEIMAN. Ângela B. & SIGNORINI. Inês. Alfabetização e formação do professor. Porto


Alegra: Artes médicas Sul. 2000

FONTES ESCRITAS

Instituto práxis de educação, cultura e ação social.


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Apêndices