Anda di halaman 1dari 10

Efeito da temperatura ambiente na taxa metabólica de um mamífero

Os animais possuem estratégias comportamentais que lhes permitem evitar os extremos de temperatura do ambiente. Também
possuem mecanismos químicos e hormonais que permitem, dentro de certos limites, o controlo da temperatura corporal.
Uma das respostas dos organismos quando expostos a temperaturas reduzidas é aumentar a produção de calor a partir do
metabolismo, em que o gradiente de protões H+ é dissipado através das proteínas UCP.

Figura 1

Figura 2 - Mecanismos de produção de ATP-sintetase ou calor nas mitocôndrias

Na resposta a cada um dos itens de 1. a 4., selecione a única opção que permite obter uma afirmação correta.
1. Os resultados da figura 1 permitem classificar o organismo como ___, pois a sua temperatura corporal ___ num intervalo de
temperaturas relativamente amplo.
(A) exotérmico (…) mantém-se constante
(B) homeotérmico (…) mantém-se constante
(C) homeotérmico (…) varia significativamente
(D) exotérmico (…) varia significativamente
2. Com base nos dados, é possível afirmar que à temperatura de 10 °C o organismo está a consumir energia para produzir calor,
devido às perdas deste para o meio ambiente, e quando a temperatura ambiente ultrapassa os ____ é expectável ____ da
circulação sanguínea periférica.
(A) 20 °C (…) o aumento
(B) 20 °C (…) a extinção
(C) 37 °C (…) a diminuição
(D) 37 °C (…) o aumento
3. De acordo com os dados, a elevada taxa metabólica do organismo quando exposto a temperaturas reduzidas pode ser
responsável por…
(A) … aumentar a taxa metabólica basal.
(B) … diminuir a temperatura corporal, aumentando a produção de ATP.
(C) … aumentar a temperatura corporal, sem aumentar a produção de ATP.
(D) … diminuir a produção de calor, aumentando a regeneração do ATP a partir do ADP + Pi.

4. O transporte de gases respiratórios no Homem ocorre por ___ uma vez que _____ dependente de um fluido circulante.
(A) difusão indireta (…) está
(B) difusão indireta (…) não está
(C) difusão direta (…) não está
(D) difusão direta (…) está
5. Faça corresponder a cada uma das afirmações, de (a) a (e), uma fase da respiração indicada na chave.
Afirmações:
(a) Redução das moléculas de NAD+ e de FAD.
(b) O piruvato difunde-se para a mitocôndria e sofre oxidação.
(c) A molécula de glicose é oxidada, produzindo-se duas moléculas de piruvato e duas moléculas de NADPH.
(d) O oxigénio é o aceitador de eletrões.
(e) Ciclo que se inicia na acetil-coA.
Chave:
(I) Fermentação (V) Glicólise
(II) Ciclo de Krebs (VI) Fase fotoquímica
(III) Formação da acetil-CoA (VII) Cadeia respiratória
(IV) Ciclo de Calvin (VIII) Fase química
6. Numa situação de exercício intenso a taxa metabólica aumenta, havendo um elevado consumo de oxigénio. Relacione o
aumento dos batimentos cardíacos numa situação de exercício intenso com a eficácia da distribuição de oxigénio pelas células.

7. Ordene as letras de A a E de modo a reconstituir uma possível sequência cronológica dos acontecimentos relacionados com a
reação de um organismo ao aumento da temperatura.
A. Ativação das glândulas sudoríparas e vasodilatação dos vasos sanguíneos mais superficiais.
B. Deteção do aumento da temperatura pelos recetores sensoriais presentes na pele.
C. Aumento do fluxo sanguíneo com irradiação de calor nos vasos sanguíneos mais superficiais.
D. O organismo atinge a homeostasia térmica.
E. Produção de estímulos nervosos, que são conduzidos pelos nervos sensitivos até ao hipotálamo, que recebe informação
relativa ao aumento da temperatura corporal.

8. As temperaturas podem afetar o teor de água do organismo, implicando a ativação de mecanismos osmorreguladores.
Classifique como verdadeira (V) ou falsa (F) cada uma das seguintes afirmações relativas à osmorregulação.
(A) Em situação de desidratação ocorre estimulação do complexo hipotálamo-hipófise, ocorrendo síntese e libertação de
hormona antidiurética (ADH).
(B) No Homem a osmorregulação baseia-se num processo hormonal regulado por uma retroalimentação positiva.
(C) A hormona ADH é libertada na corrente sanguínea, atuando ao nível dos rins, onde provoca a diminuição da reabsorção
de água ao nível dos tubos uriníferos.
(D) Nos organismos osmorreguladores a pressão osmótica do meio interno é constante, não variando face à alteração da
pressão osmótica do meio externo.
(E) Os peixes de água doce excretam uma grande quantidade de urina muito diluída.
(F) Os organismos osmorreguladores mantêm a concentração de sais nas suas células igual à do meio externo.
(G) Para sobreviverem em ambientes de água salgada, os peixes perdem sais por transporte ativo através das brânquias e
outras superfícies corporais.
(H) Os organismos que não possuem mecanismos de osmorregulação denominam-se osmoconformantes.
Trocas gasosas nas plantas e hormonas vegetais
Uma das adaptações das plantas na colonização do meio terrestre foi o aparecimento de estomas, que são pequenos poros cuja
abertura pode ser regulada e que permitem as trocas gasosas, principalmente nas folhas. Em muitas plantas, os estomas abrem
nos períodos de luz para permitir a fotossíntese e fecham à noite ou em condições de secura.
A abertura estomática é controlada por uma série de fatores abióticos, tais como a luz, a concentração de CO2, a humidade e o
teor de água do solo, que influenciam o transporte transmembranar de iões.
Quando as plantas estão sujeitas a stresse hídrico, as raízes enviam um sinal químico pelo sistema vascular para as folhas,
originando a síntese de precursores do ácido abscísico (ABA) nas folhas. Estes compostos são novamente enviados para as raízes
que sintetizam o ABA e o reencaminham para as folhas juntamente com a água que absorveram. O ABA controla o fluxo de iões
e origina o fecho dos estomas.

Figura 3

Na resposta a cada um dos itens de 1. a 5., selecione a única opção que permite obter uma afirmação correta.
1. A abertura dos estomas permite a entrada de ___ para os tecidos foliares e permite controlar a perda de ___ para a
atmosfera.
(A) CO2 (…) iões potássio
(B) glicose (…) água
(C) CO2 (…) água
(D) glicose (…) iões potássio
2. Em situações de stresse hídrico nas células de guarda ocorre síntese e libertação de ABA pelas células das raízes e o seu
transporte através do ____ até às folhas, onde o ABA provoca a ____ de iões das células de guarda e o consequente
encerramento dos estomas.
(A) floema (…) saída
(B) floema (…) entrada
(C) xilema (…) saída
(D) xilema (…) entrada
3. A glicose e a sacarose produzidas nos tecidos fotossintéticos são transportadas por ___ para os tubos crivosos, promovendo a
entrada de água nessas estruturas e consequentemente ____ da turgescência das suas células.
(A) difusão facilitada (…) o aumento
(B) difusão facilitada (…) a diminuição
(C) transporte ativo (…) a diminuição
(D) transporte ativo (…) o aumento
4. A saída de vapor de água da planta por transpiração provoca ___ da pressão osmótica no mesófilo foliar, que desencadeia a
subida de uma coluna ___ de água ao longo do xilema.
(A) aumento (…) coesa
(B) aumento (…) não coesa
(C) diminuição (…) não coesa
(D) diminuição (…) coesa
5. Os níveis de CO2 têm vindo a aumentar nas últimas décadas em resultado da atividade humana. Neste contexto, se uma dada
planta mantiver o mesmo período de abertura dos seus estomas, é expectável que as taxas fotossintéticas …
(A) … diminuam, caso exista água disponível para as plantas.
(B) … aumentem, caso exista água disponível para as plantas.
(C) … aumentem, independentemente da quantidade de água disponível para as plantas.
(D) … diminuam, independentemente da quantidade de água disponível para as plantas.
6. Ordene as letras de A a E de modo a reconstituir uma possível sequência cronológica dos acontecimentos relacionados com a
abertura dos estomas.
A. A água move-se por osmose para as células de guarda.
B. A concentração de solutos nas células de guarda é superior ao das células de companhia.
C. Os iões K+ movem-se através da membrana até às células de guarda.
D. Aumento da turgescência nas células de guarda.
E. Os estomas encontram-se fechados.
7. Alguns fungos parasitas de folhas de plantas segregam uma substância química que desencadeia a acumulação de iões
potássio nas células de guarda dos estomas. Explique de que modo a secreção desta substância química facilita a infeção da
planta.

8. Faça corresponder a cada uma das afirmações da coluna A uma hormona vegetal da coluna B.

Coluna A Coluna B
a) Controla o fluxo de iões, provocando o encerramento dos estomas em situações de carência (1) Giberelina
hídrica. (2) Citocinina
(b) Promove o alongamento dos caules e o enraizamento e inibe a abscisão foliar. (3) Ácido abscísico
(c) Estimula a germinação das sementes, a floração e o desenvolvimento do fruto. (4) Auxina
(d) Promove o amadurecimento dos frutos e a abscisão foliar. (5) Etileno
(e) Afeta o crescimento da raiz, promove a divisão celular e inibe a senescência.

Efeito de bicarbonato de potássio sobre a severidade do oídio em plantas de soja


Na cultura da soja, dezenas de doenças são causadas por fungos, bactérias, nematoides e vírus. De entre as doenças, o oídio,
causado pelo fungo Erysiphe diffusa, requer, em algumas condições, a utilização de fungicidas para garantir a produção, caso
contrário as perdas podem atingir até 40%.
O oídio da soja, causado por Erysiphe diffusa, é considerado uma doença esporádica podendo ocasionar perdas quando atinge
proporções epidémicas.
No contexto da procura de tratamentos alternativos, foi realizado um estudo em ambiente de estufa, tendo-se utilizado uma
variedade de soja suscetível de ser infetada pelo oídio. Em vasos plásticos de 5 litros de volume, contendo uma mistura de solo
vermelho e substrato de casca de pinheiro (80%:20%, respetivamente), foram semeadas quatro sementes, mas deixando
desenvolver apenas duas plantas por vaso.
Foram realizados seis tratamentos diferentes com cinco repetições, totalizando 30 vasos. As plantas foram mantidas na estufa e
no 30.° dia foi realizada a primeira aplicação dos produtos.
Os tratamentos semanais consistiram na pulverização das plantas com concentrações de 0%, 0,25%, 0,50%, 0,75% e 1% (p/v) de
bicarbonato de potássio, princípio ativo do produto Kaligreen ®, e um fungicida (piraclostrobina + epoxiconazole) na dosagem
recomendada.
A inoculação do oídio foi feita através de dispersão, colocando na estufa plantas já infetadas, sobre as quais foi aplicada
ventilação forçada. As avaliações da severidade da doença foram realizadas semanalmente, antes das pulverizações, sempre no
período da manhã.
Paralelamente, verificou-se que as plantas que receberam 0,5%, 0,75% e 1% do produto apresentaram sinais de fitotoxicidade,
traduzidos pelo reduzido desenvolvimento e alteração morfológica da área foliar (Tabela 1).

Figura 4 – Efeito do bicarbonato de potássio (Kaligreen®) nas concentrações de 0,25% (A), 0,5% (B), 0,75% (C) e 1% (D) no
controle de Erysiphe diffusa de soja.
Fonte: Medice, R.; Bettiol, W.; Altéa, U.Q.M. Efeito de
bicarbonato de potássio sobre a severidade do oídio em plantas
de soja. Summa Phytopathologica,
Nas questões 1. a 5., selecione a única alternativa que permite obter v.39, n.1, p.35-39, 2013. (adaptado)
uma afirmação correta.
1. O bicarbonato de potássio mostrou-se capaz de controlar o oídio da soja
(A) apenas em concentrações superiores a 0,50%.
(B) apenas em concentrações inferiores 0,75%.
(C) em todas as concentrações em que o produto foi aplicado.
(D) de forma inversamente proporcional ao aumento da sua concentração.
2. O objetivo do estudo foi
(A) avaliar a eficiência do bicarbonato de potássio no controle do oídio da soja.
(B) avaliar a eficiência do fungicida no controle do oídio da soja.
(C) determinar a concentração que produzia toxicidade.
(D) determinar a concentração mínima de bicarbonato de potássio capaz de controlar o oídio da soja.
3. A translocação floémica que ocorre nas plantas da soja implica
(A) diminuição da pressão de turgescência nas células dos tubos crivosos que se encontram nas zonas de produção de
compostos orgânicos.
(B) consumo de ATP por parte das células dos tubos crivosos.
(C) um gradiente de concentração entre os locais de produção e os de armazenamento de compostos orgânicos.
(D) uma diminuição da pressão osmótica nas células dos tubos crivosos que se encontram nas zonas de produção de
compostos orgânicos.
4. Durante a fase química, ocorre
(A) fixação do CO2 e redução do NADPH.
(B) consumo de ATP e redução de NADPH.
(C) fixação de CO2 e libertação de O2.
(D) consumo de ATP e oxidação de NADPH.
5. Em situações de stresse hídrico (carência de água), nas células estomáticas das plantas de soja, ocorre
(A) diminuição do volume dos vacúolos.
(B) aumento da pressão de turgescência.
(C) entrada de iões K+.
(D) aumento do volume dos vacúolos.
6. Os fungos do género Fusicoccum produzem uma toxina – a fusicocina – que tem a capacidade de estimular as bombas de
protões, presentes nas membranas celulares, a bombear iões H+ para o interior das células. Em condições extremas, as plantas
morrem por desidratação.
Explique o processo que provoca a morte das plantas quando as células-de-guarda são infetadas por este fungo.

Descoberta e atuação das auxinas

Os mecanismos envolvidos nas respostas das plantas a estímulos ambientais têm sido objeto de numerosas investigações. No século
XIX, Charles Darwin e o seu filho Francis realizaram uma série de experiências com sementes de aveia, sobre o crescimento de plantas à
luz. Estas experiências permitiram aos investigadores concluir que, quando as plântulas são iluminadas lateralmente, se transmite uma
mensagem da parte superior da planta para a parte inferior, o que provoca a curvatura do coleóptilo (primeira porção da plântula a
emergir do solo).
Em 1926, Frits Went deu seguimento às experiências de Darwin, e concluiu que as plantas se curvam graças à ação de uma substância
produzida no ápice do coleóptilo (ver figura 5). Esta substância difunde-se para o bloco de ágar (figura 5 – c). Quando o bloco é
colocado de forma descentrada no coleóptilo (figura 5 – d), verifica-se uma curvatura para o lado oposto ao do bloco, tal como se a
planta se inclinasse em direção a uma fonte luminosa (figura 5 – e). Esta curvatura seria explicada por um alongamento das células do
coleóptilo do lado oposto ao da suposta fonte luminosa. Esse crescimento dever-se-ia à presença de uma substância química que Went
denominou auxina.
Mais tarde efetuaram duas experiências (I e II), cujos resultados (ângulo de inclinação dos coleóptilos) estão expressos na tabela.
Experiências I – Cortaram-se dois ápices de coleóptilo e colocou-se cada um deles sobre um bloco de ágar. Um bloco foi colocado às
escuras (I-A) e o outro sob luz lateral (I-B). Mais tarde, os blocos foram colocados de forma descentrada sobre coleóptilos.
EXPERIÊNCIA II - Cortaram-se dois ápices de coleóptilo e colocou-se cada um deles s obre um bloco de ágar (II-C e II-D). Um dos blocos
(II-C) foi dividido ao meio por uma placa impermeável, que atingia o topo do ápice, e iluminado lateralmente. As duas metades (II-C1 e
II-C2) foram depois colocadas de forma descentrada sobre coleóptilos. O outro bloco (II-D) foi dividido ao meio por uma placa
impermeável, que se prolongava até metade do ápice, e iluminado lateralmente. As duas metades (II-D1 e II-D2) foram depois
colocadas de forma descentrada sobre coleóptilos. A metade II-D1 foi aquela sobre a qual incidiu a luz lateral.

Figura 5

Na resposta a cada um dos itens de 1 a 6, selecione a única opção que permite obter uma afirmação correta
1. As experiências I e II pretenderam testar hipóteses explicativas para a distribuição
(A) desigual de auxina em plantas iluminadas.
(B) igual de auxina em plantas iluminadas.
(C) desigual de auxina em plantas não iluminadas.
(D) igual de auxina em plantas não iluminadas.
2. A experiência I permite concluir que a luz
(A) conduz à síntese de auxina no lado iluminado.
(B) não destrói a auxina.
(C) estimula a produção de auxina.
(D) inibe a produção de auxina.
3. A experiência II permite concluir que a luz direcional
(A) conduz à síntese de auxina no lado iluminado.
(B) conduz à síntese de auxina no lado não iluminado.
(C) provoca o movimento de auxina para o lado iluminado.
(D) provoca o movimento de auxina para o lado não iluminado.
4. Os estomas fecham quando cessa
(A) o transporte ativo de iões K para fora das células estomáticas.
(B) o transporte ativo de iões K para dentro das células estomáticas.
(C) o transporte passivo de iões K para fora das células estomáticas.
(D) o transporte passivo de iões K para dentro das células estomáticas.
5. A translocação floémica desde as folhas até às raízes ocorre graças à passagem de água
(A) do floema para o xilema, na parte inferior da planta.
(B) do floema para o xilema, na parte superior da planta.
(C) do xilema para o floema, na parte inferior da planta.
(D) do xilema para o floema, na parte superior da planta.
6. O processo dominante da translocação xilémica é desencadeado pela
(A) entrada de água, do exterior para as células das raízes .
(B) entrada de iões, do exterior para as células das folhas.
(C) saída de água, das células das folhas para o exterior.
(D) saída de iões, das células das raízes para o exterior.

7. Quando o bloco de ágar é colocado de forma centrada no coleóptilo, não ocorre curvatura, mas se for colocado de forma
descentrada, verifica-se uma curvatura para o lado oposto ao do bloco, tal como se a planta se inclinasse em direção a uma
fonte luminosa.
Refira qual a função da auxina responsável pela curvatura dos coleóptilos.

8. Justifique as diferentes inclinações do coleóptilo verificadas entre:


• II-C1 e I-A;

• II-C1 e II-D1.

Natureza eletroquímica do impulso nervoso


Por volta de 1900, um investigador da Universidade de Halle (Alemanha), chamado Julius Bernstein, apresentou uma hipótese
explicativa do mecanismo de transmissão do impulso nervoso. Bernstein sugeriu que o impulso nervoso seria um fenómeno
eletroquímico (e não apenas elétrico), envolvendo o movimento de iões através da membrana do neurónio. No entanto, este
investigador não conseguiu provar a sua hipótese. Alguns anos mais tarde, dois neurofisiologistas ingleses, em conjunto com
investigadores americanos, conseguiram desenvolver uma experiência que se propunha testar a hipótese de Bernstein. No
sentido de facilitar a realização dos trabalhos, estes investigadores realizaram as suas experiências com neurónios gigantes de
lula (100 vezes maiores que os humanos).
A lula gigante é o maior invertebrado conhecido, pertencendo ao filo dos Moluscos, que inclui alguns dos animais mais lentos e
alguns dos mais rápidos e ativos de todos os invertebrados. A maioria dos Moluscos, como o polvo, o choco, a lula, as amêijoas e
os búzios, são aquáticos, havendo, no entanto, alguns com habitat terrestre, como o caracol e a lesma.
Estes investigadores introduziram um microeléctrodo na face interna da membrana de um axónio de lula, e outro na face
externa da membrana, a uma certa distância do primeiro. Os elétrodos estavam ligados a um osciloscópio (aparelho que
permite registar a diferença de potencial elétrico entre os dois locais. As leituras efetuadas permitiram verificar que, quando não
está a ser transmitido um impulso nervoso, a diferença de potencial registada entre as duas faces da membrana do axónio era
cerca de -70 mV (o sinal negativo indica que o interior da célula tem carga global negativa, relativamente ao exterior) - potencial
de repouso. Quando era transmitido um impulso nervoso, verificava-se uma rápida alteração do potencial de,
aproximadamente, -70 mV para +35 mV - potencial de ação -, regressando, de seguida, a -70 mV.
Outros estudos sobre a composição química da membrana dos axónios permitiram determinar que no interior do axónio
existem mais iões K que no exterior, verificando-se o inverso relativamente aos iões Na.
Na resposta a cada um dos itens de 1 a 6, selecione a única opção que permite obter uma afirmação correta
1. A diferença de potencial registada entre as duas faces da membrana do axónio em repouso deve-se a fenómenos de
(A) difusão facilitada.
(B) difusão simples.
(C) osmose.
(D) transporte ativo.
2. A inversão de polaridade registada (-70 mV --> +35 mV), na sequência do estímulo, deveu- se à abertura dos canais de
(A) Na e consequente entrada destes iões no axónio por difusão.
(B) Na e consequente saída destes iões no axónio por difusão.
(C) K e consequente entrada destes iões no axónio por difusão.
(D) K e consequente saída destes iões no axónio por difusão.
3. Os resultados da experiência com neurónios de lula
(A) permitiram determinar as concentrações absolutas de Na e K , dentro e fora do axónio.
(B) permitiram determinar as concentrações relativas de Na e K , dentro e fora do axónio.
(C) relacionam-se com a hipótese de Bernstein, estando de acordo com ela.
(D) relacionam-se com a hipótese de Bernstein, não estando de acordo com ela.
4. Contrariamente aos demais Moluscos marinhos, que possuem um sistema circulatório aberto, os Cefalópodes (lula, polvo,
choco…) têm um sistema circulatório fechado, que lhes permite
(A) deslocarem-se com grande velocidade.
(B) manter os fluidos corporais isotónicos relativamente à água do mar.
(C) realizar a hematose branquial.
(D) regular a temperatura interna.
5. A propagação do impulso nervoso nos neurónios é, regra geral, mais lenta nos invertebrados do que nos vertebrados,
dado que estes últimos
(A) apenas têm sinapses elétricas, que permitem que o impulso nervoso se propague de forma continua.
(B) não possuem a bainha de mielina a isolar os axónios.
(C) possuem nódulos de Ranvier, nos quais a superfície do axónio fica exposta.
(D) têm neurónios de menores dimensões.
6. A unidade do sistema nervoso é a célula nervos a, o neurónio, na qual se encontram diversos organelos,
tais como
(A) citoplasma e cloroplastos.
(B) membrana plasmática, e mitocôndrias.
(C) núcleo e parede celular.
(D) nucleoide e flagelo.
7. Ordene os acontecimentos relativos à transmissão do impulso nervoso ao longo do neurónio.
(A) Um neurónio é atingido por determinado estímulo.
(B) Os canais de Na fecham-se e os canais de K abrem-se.
(C) Há uma rápida entrada de iões para a célula por difusão.
(D) É bombeado Na para o meio externo e K para o meio interno por transporte ativo.
(E) Os canais de Na abrem-se.
(F) Há uma rápida saída de iões da célula por difusão.
8. O curare é uma substância que atua ao nível das sinapses neuromusculares, impedindo a estimulação do músculo. Esta
substância, utilizada por alguns índios para envenenar as pontas das flechas de caça, provoca a morte da vítima quando
o bloqueio neuromuscular atinge os músculos respiratórios. Doses moderadas de curare podem ser utilizadas em práticas
cirúrgicas para relaxar os músculos, não afetando o funcionamento do músculo cardíaco.
Explique a forma de atuação do curare e a razão desta substância não afetar o coração.
1. A maioria dos animais dispõe de mecanismos de termorregulação que permitem manter a temperatura do seu corpo dentro
de certos limites, apesar das oscilações de temperatura do meio externo.

Selecione a única alternativa que contém os termos que preenchem, sequencialmente, os espaços seguintes, de modo a obteres
uma afirmação correta.
1.1. Os animais, como o rato, que _____ a capacidade de regular a sua temperatura para um nível constante, designam-se
_____, e os animais, como a iguana, cuja temperatura _____ com as alterações da temperatura do meio dizem-se _____.
(A) não têm … homeotérmicos … varia … poiquilotérmicos
(B) não têm … poiquilotérmicos … não varia … homeotérmicos
(C) têm … homeotérmicos … varia … poiquilotérmicos
(D) têm … poiquilotérmicos … não varia … homeotérmicos
1.2. Os animais, como o rato, que regulam a sua temperatura corporal, produzindo calor por processos metabólicos, ou que
usam mecanismos para perderem calor, designam-se _____, e os animais, como a iguana, cuja taxa metabólica depende das
fontes de calor _____, designam-se _____.
(A) ectotérmicos … externas … endotérmicos
(B) ectotérmicos … internas … endotérmicos
(C) endotérmicos … externas … ectotérmicos
(D) endotérmicos … internas … ectotérmicos
1.3. Quando a temperatura ambiente ultrapassa os _____ °C, o rato inicia processos ativos de perda de calor, produzindo suor
ou tornando-se ofegante – esta resposta exige energia, o que conduz a _____ da taxa metabólica.
(A) 27 … uma diminuição
(B) 27 … um aumento
(C) 32 … uma diminuição
(D) 32 … um aumento
1.4. Os _____, cujos sistemas circulatórios são os mais eficientes e lhes permitem um abastecimento de _____ que mantém um
metabolismo elevado, necessário à manutenção da temperatura corporal, são animais endotérmicos.
(A) mamíferos e aves … ATP
(B) mamíferos e aves … oxigénio
(C) répteis e anfíbios … ATP
(D) répteis e anfíbios … oxigénio

2. Os peixes ósseos são animais osmorreguladores. Espécies de água doce mantêm o meio interno hipertónico em relação ao
meio externo e espécies de água salgada mantêm os fluidos internos hipotónicos em relação à água do mar.

Selecione a única alternativa que contém os termos que preenchem, sequencialmente, os espaços seguintes, de modo a obteres
uma afirmação correta.
2.1. Os peixes de água _____, ao contrário dos peixes de água _____ têm tendência para perder água por osmose e captar sais
do meio por difusão; para compensar, bebem muita água e _____ por transporte ativo em células especializadas das
brânquias.
(A) doce … salgada … absorvem sais da água
(B) doce … salgada … eliminam o excesso de sais
(C) salgada … doce … absorvem sais da água
(D) salgada … doce … eliminam o excesso de sais
2.2. O sistema excretor dos peixes de água doce, ao contrário do sistema excretor dos peixes de água salgada, possui glomérulos
de Malpighi de _____ dimensões, que aumentam a taxa de filtração, _____ ansas de Henle, para diminuir a reabsorção de
água, o que conjuntamente com a _____ ativa de sais no tubo contornado distal leva à eliminação de muita urina diluída.
(A) grandes … não possui … reabsorção
(B) grandes … possui … secreção
(C) reduzidas … não possui … reabsorção
(D) reduzidas … possui … secreção
2.3. Muitos _____ possuem mecanismos semelhantes aos dos peixes de água doce, ocorrendo o transporte ativo de sais ao nível
da pele; répteis marinhos e algumas aves que retiram o alimento do mar _____ iões através de glândulas de sal, situadas na
cabeça.
(A) anfíbios … absorvem
(B) anfíbios … eliminam
(C) mamíferos … absorvem
(D) mamíferos … eliminam
2.4. Apenas aves e mamíferos possuem _____ que lhes permitem economizar água, produzindo urina mais concentrada do que
os seus fluidos corporais; estas estruturas atingem o seu tamanho _____ em animais como o rato-canguru e o camelo.
(A) ansas de Henle …. máximo
(B) ansas de Henle … mínimo
(C) glomérulos de Malpighi … máximo
(D) glomérulos de Malpighi … mínimo

3. A floração é, por vezes, uma resposta das plantas ao fotoperíodo (número de horas diárias de luz natural). Há plantas de dia
longo, plantas de dia curto, plantas de dia intermédio e outras ainda que são neutras ou indiferentes, respondendo a outros
estímulos para florir.

Selecione a única alternativa que contém os termos que preenchem, sequencialmente, os espaços seguintes, de modo a obteres
uma afirmação correta.
3.1. As plantas _____ são plantas de dia longo, porque florescem quando o número de horas diárias de luz é maior, as plantas
_____ são plantas de dia curto, porque florescem quando o número de horas diárias de luz é menor, e as plantas _____ são
indiferentes ao fotoperíodo.
(A) A … B … C
(B) A … C … B
(C) B … C … A
(D) C … B … A
3.2. Nas condições de noites longas e dias curtos, quando se interrompe o período de obscuridade com um curto período de luz,
as plantas de dia _____ florescem mesmo em dias _____ (este conhecimento é aproveitado pelos floricultores para obter
no Inverno plantas típicas da Primavera) e as plantas de dias _____ não florescem.
(A) curto … longos … curtos
(B) curto … longos … longos
(C) longo … curtos … curtos
(D) longo … curtos … longos
3.3. Em rigor, as plantas de dia curto deveriam chamar-se plantas de noite _____ e as plantas de dia longo plantas de noite
_____ porque o que condiciona o aparecimento de flores _____ o número de horas diárias de luz _____ o número de horas
diárias de obscuridade.
(A) curta … longa … é … e não
(B) longa … curta … é … e não
(C) curta … longa … não é … mas sim
(D) longa … curta … não é … mas sim
3.4. A duração _____ de obscuridade capaz de provocar a floração chama-se período crítico de obscuridade: as plantas de _____
florescem quando a duração da noite é igual ou maior do que o período crítico de obscuridade e as plantas de _____
florescem quando a duração da noite é igual ou menor do que o período crítico de obscuridade.
(A) mínima ou máxima … dia curto … dia longo
(B) mínima ou máxima … dia longo … dia curto
(C) máxima … dia curto … dia longo
(D) mínima … dia longo … dia curto
4. O peixe pulmonado africano é um exemplo de como a transição evolucionária de respirar na água para respirar o ar pode ter
acontecido. Estes peixes, de brânquias reduzidas, podem nadar ou rastejar e vivem, geralmente, em águas rasas,
periodicamente com baixos níveis de oxigénio e situações de seca. Quando eclodem, os jovens assemelham-se a girinos, com
brânquias externas, e só depois se desenvolvem os pulmões. Durante o crescimento vão perdendo filamentos branquiais e, em
adultos, são respiradores de ar obrigatórios, dado que apenas dois arcos branquiais mantêm as brânquias.

Selecione a única alternativa que contém os termos que preenchem, sequencialmente, os espaços seguintes, de modo a
obter uma afirmação correta.
4.1. Este peixe, tal como _____, possui um ventrículo e duas aurículas: a esquerda, que recebe sangue _____, e a direita, que
recebe o sangue _____.
(A) os anfíbios e os répteis … dos tecidos … do pulmão
(B) os anfíbios e os répteis … do pulmão … dos tecidos
(C) as aves e os mamíferos … dos tecidos … do pulmão
(D) as aves e os mamíferos … do pulmão … dos tecidos
4.2.O sangue desoxigenado flui do ventrículo para a artéria pulmonar e depois para _____, onde é oxigenado antes do seu
regresso _____ pela veia pulmonar e posterior distribuição aos tecidos.
(A) os pulmões … às brânquias
(B) os pulmões … ao coração
(C) as brânquias … aos pulmões
(D) as brânquias … ao coração
4.3.Após contração _____, a maior parte do sangue oxigenado vai para o circuito _____, que atravessa os arcos branquiais
anteriores, e a maior parte do sangue desoxigenado vai para o circuito _____, que atravessa os arcos branquiais posteriores
(A) auricular … sistémico … pulmonar
(B) auricular … pulmonar … sistémico
(C) ventricular … sistémico … pulmonar
(D) ventricular … pulmonar … sistémico
4.4. Explique por que motivo o sistema circulatório dos peixes não permite grande disponibilidade energética.