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EXPERIMENTO VI – CONSERVAÇÃO DO MOMENTO LINEAR

Introdução

A elaboração de teorias capazes de descrever fenômenos físicos é um processo


longo e complicado, normalmente envolvendo várias etapas de proposição e de testes
experimentais de diferentes hipóteses sobre o fenômeno analisado. Nesse processo é
comum procurar quantidades que se mantêm constantes, uma vez que através delas
pode-se obter relações entre as várias quantidades que determinam o fenômeno. Em
sistemas isolados, ou seja, naqueles sobre os quais não ocorre ação de forças externas,
observa-se que duas quantidades se conservam: a energia total do sistema, e o momento
linear. Em um processo de colisão entre dois corpos (se o sistema formado por estes é
um sistema isolado) a lei da conservação do momento linear traduz-se na seguinte
expressão:

P1 + P2 = P1’ + P2’ (1)

Onde P1 e P2 são os momentos lineares dos corpos antes da colisão, e P1’ e P2’ são os
momentos lineares após a colisão. Esta é uma equação de natureza vetorial e, portanto,
equivalente a três equações escalares correspondentes à conservação do momento linear
em três direções perpendiculares x, y e z. Se o sistema não é isolado, dependendo da
direção das forças externas que agem sobre o sistema, o momento linear pode ser
conservado em uma ou duas direções, mas não em todas, ou melhor, o momento se
conserva nas direções perpendiculares à força resultante.
Neste experimento você terá a oportunidade de analisar a conservação do
momento linear numa colisão bidimensional não frontal, utilizando regras de operação
com grandezas vetoriais como: soma de vetores utilizando a regra do paralelogramo e
decomposição vetorial.

Objetivo

Verificar se há conservação do momento linear em uma colisão bidimensional


não frontal entre duas esferas.

Material Utilizado

Esferas de aço e de plástico;


Trilho curvo com parafuso ajustável e fio de prumo na base;
Uma folha de papel pardo;
Duas folhas de papel carbono;
Régua milímetrada, esquadro, transferidor e compasso.

Um trilho curvo será utilizado para imprimir uma velocidade inicial à esfera de
aço soltando-a de uma altura h. Na base do trilho deve ser posicionada sobre um
parafuso regulável a esfera de plástico. O parafuso deve ser usado para alinhar a altura
do centro da esfera alvo com o da esfera incidente. Ele também permite que se coloque
a esfera alvo numa posição oblíqua para evitar o choque frontal. A figura abaixo ilustra
a montagem experimental.
Procedimentos

A lei de conservação do momento aplicada a esta colisão estabelece que no


plano horizontal
m1 v1 = m1 v1’ + m2 v2’ (4)

Neste plano o movimento das esferas é uniforme, e os vetores velocidade podem ser
determinados pelos alcances das esferas (r) e os tempos de queda (t) da base do trilho
até o chão, v = r / t. Como o tempo de queda só depende da altura e do valor de g, ele é
o mesmo para as duas esferas, e a equação de conservação do momento pode ser rescrita
como:
m1 r1 = m1 r1’ + m2 r2’ (5)

Para verificar esta igualdade experimentalmente devemos medir as massas das


esferas e os alcances no plano horizontal.

Para determinar os alcances r1, r1’ e r2’ deve ser fixada no chão uma folha de papel
pardo de modo que as esferas caiam sobre ela. As folhas de papel carbono são
distribuídas sobre o papel pardo, de modo a registrar as marcas das posições de impacto
das esferas no papel.

Os dados experimentais são coletados seguindo as seguintes instruções:


1. Pese as esferas para determinar as massas de cada uma.

2. Com o fio de prumo alinhado com a base do trilho marque no papel pardo a posição
projetada no plano horizontal.

3. Sem a presença da esfera alvo, solte a esfera de aço de uma altura definida no trilho.
Coloque o papel carbono na posição apropriada para registrar a posição atingida pela
esfera. Repita cuidadosamente, várias vezes o processo, soltando a esfera sempre da
mesma posição no trilho. As marcas irão se espalhar em torno de uma posição média
que ligada por uma reta com a posição da esfera de aço no instante da colisão
determinará o vetor médio r1. Esta reta deverá estar alinhada com a calha e, portanto,
também define a direção de um eixo y, no plano horizontal. A direção de um o eixo x,
no mesmo plano, será perpendicular a direção definida para o eixo y.
4. Coloque a esfera de plástico no parafuso ajustado para a posição oblíqua. Marque no
papel pardo a posição, projetada no plano horizontal, da esfera de plástico no instante da
colisão.

5. Provoque a colisão soltando a esfera de aço da mesma altura definida na etapa


anterior. Repita várias vezes o processo. As posições médias atingidas pelas esferas de
aço e de plástico ligadas por retas as posições das esferas, de aço e de plástico, no
instante da colisão determinam os vetores médios r1’ e r2’. A projeção no papel pardo
da posição da esfera de aço no instante da colisão pode ser determinada desenhando no
papel pardo um circulo com o raio da esfera de plástico centrado na posição da esfera de
plástico. Em seguida, desenha-se um circulo com o raio da esfera de aço, encostado no
circulo da esfera de plástico, com o centro sobre o eixo y, como mostra a figura.

Reta alinhada com a calha, definida pela


posição de queda da esfera de aço sem
colisão

6. Os alcances da esfera de aço r1 e r1’ devem ser medidos em relação a posição da


esfera de aço no instante da colisão. O alcance da esfera de plástico r2’ deve ser medido
em relação a posição da esfera de plástico no instante da colisão.

7. No papel jornal meça as coordenadas x e y de cada ponto de impacto registrado no


papel jornal. Os dados podem ser registrados numa tabela como a mostrada abaixo.

Tabela 1
R1x R1y R1x’ R1y’ R2x R2y’
Análise de dados

1.Calcule os valores médios e os desvios padrões de cada uma das componentes dos
vetores alcance. Você pode Completar a tabela 1 acrescentando duas linhas como
mostrado abaixo.

Tabela 1
R1x R1y R1x’ R1y’ R2x R2y’

Rmédio =
ΔR =

2.Calcule os valores médios e os erros experimentais das componentes dos momentos


antes e depois da colisão.

Tabela 2
M1r1x = Δ M1r1x =
M1r1y = Δ M1r1y =
M1r1x’ = Δ M1r1x’=
M1r1y’ = Δ M1r1y’ =
M2r2x’ = Δ M2r2x’=
M2r2y’ = Δ M2r2y’ =

3.Verifique algebricamente cada uma das equações escalares correspondentes à equação


(5) da lei de conservação do momento linear nas direções perpendiculares x e y.

4. Construa em escala, num papel milimetrado, o diagrama que mostra os vetores mr


com as respectivas barras (ou regiões) de erros, e faça a soma vetorial (regra do
paralelograma) para verificar a lei de conservação do momento linear na forma da
equação (5) .