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RITO ADONHIRAMITA

SUPREMO CONSELHO ADONHIRAMITA DO BRASIL


V.´.M.´. -o- AAm.. IIr.´. (NNom.´. HHist.´.) DDignís.´. 1° e 2° VVig.´. anunciai em
vossas CCoL.´., assim como anuncio no Or.´., que vamos dar inicio à Palestra sobre o
Rito Adonhiramita.

1°Vig.´. -o- AAm.´. llr.´. e amigos que constituís a força da Col.´. do S.´., eu vos
anuncio da parte do Am.´. Ir.´. (Nom.: Hist.:) nosso Ven.´. Mestr.´. que vamos dar início
à Palestra sobre o Rito Adonhiramita.

2° Vig.´. -o- AAm.´. llr.´. e amigos que constituís a beleza da Col.´. do N.´., eu vos
anuncio da parte do Am.´. Ir.´. (Nom.´., Hist.´.) nosso Ven.´. Mestr.´. que vamos dar
início à Palestra sobre o Rito Adonhiramita.
-o- Está anunciado na Col.´. do N.´.

1°Vig.´. -o- Ven.´. Mestr.´. está anunciado em ambas as CCol.´.

V.´.M.´. -o- Rito Maçônico é um conjunto de regras, ditames e orientações


litúrgicas que mistificam os trabalhos maçônicos e lhes dão forma e elegância e cada
Rito tem suas peculiaridades que o diferenciam e o identificam, sem se contrapor aos
princípios maçônicos universais. Vários são os Ritos existentes na Maçonaria Universal,
que se diferenciam pela maneira como organizam e empregam as normas litúrgicas nos
trabalhos maçônicos. No Brasil, sete Ritos são os reconhecidos e praticados pelo G.´.
O.´. B.´. o Adonhiramita, o Escocês Antigo e Aceito, o Francês ou Moderno, Emulação
ou York, o Schröeder , o Brasileiro e o Escocês Retificado.Os Ritos atuais são frutos da
evolução e do aperfeiçoamento de alguns Ritos praticados pela Maçonaria Operativa,
desde a idade Média, como os Ritos de Kilwinning, de York, de Clermont e o de
Heredon também conhecido como Monte Místico. Pesquisar sobre o Rito Adonhiramita
é defrontar-se com uma montanha de opiniões, teorias e idéias cristalizadas que, em
geral, correspondem-se muito pouco com a realidade histórica dos fatos. Escrever
sobre ele requer a disposição necessária para enfrentar a oposição dos que, de uma
forma ou de outra, sentem-se mais confortáveis com a mistificação e com a lenda, em
prejuízo dos fatos e da história documentada. As fontes oficiais, ou seja, os rituais e os
documentos expedidos pelas instituições do Rito, não são rigorosas com os métodos de
pesquisa histórica, o que leva a um emaranhado de informações não verificáveis e
oriundas de fontes sem isenção ou sem valor para a pesquisa dos fatos originais. O
Rito Adonhiramita é filho da Maçonaria Francesa. Para compreender suas origens é
necessário compreender como se desenvolve a Maçonaria Francesa no século XVIII.
Na França a Franco-Maçonaria obediencial, ou seja, regulamentada por um sistema
institucionalizado, foi implantada por volta de 1725, através de imigrantes ingleses
exilados por razões políticas ou religiosas. Em 1728 estava organizada a primeira
instituição maçônica na França, a “Grande Loja da França”. Em 1735, a Grande Loja
da França solicita da Grande Loja de Londres a autorização necessária para tornar-se
uma Grande Loja provincial, o que foi negado. Em 1743, a autorização foi dada e uma
instituição foi constituída com o nome de “Grande Loja Inglesa da França”. Essa mesma
instituição, em 1773, mudaria seu nome para “Grande Oriente da França”. Os rituais
transplantados de Londres a Paris são, obviamente, os já modificados 13 anos antes,
ou seja, com as Colunas invertidas, a mudança das palavras, o pé direito iniciando a
marcha e a Palavra de Passe no Grau de Aprendiz. As Lojas francesas praticavam
tanto os 3 Graus Fundamentais (Aprendiz, Companheiro e Mestre), quanto os Graus de
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Aperfeiçoamento. Com o passar do tempo, quase em cada província francesa haverá
um sistema diferente. A criação de sistemas ritualísticos como a “Reau-Croix”,
conhecida como “Ordem dos Sacerdotes Eleitos do Universo” (Elus Cohen) na década
de 1740, a Estrita Observância Templária (de origem alemã) e o sistema conhecido
como “Rito de Perfeição de Heredom” (1758), originado com o discurso de Ramsay em
1738, que misturavam pretensões políticas, valores cavalheirescos e temas alquímicos,
herméticos e esotéricos, produziram o caldo cultural necessário para uma verdadeira
explosão de Graus Maçônicos. Em 1780, como reação à publicação do “Catechism de
Franc Maçons”, mais uma obra medíocre das tantas que abundavam (e ainda
abundam), que desagradou profundamente a um grande estudioso maçonólogo da
época, Louis Guillemain de Saint Victor, este preparou um estudo contendo pesquisas
relativas aos mistérios da Antigüidade, e lançou dois anos depois a “Recueil Precieux
de La Maçonnerie Adonhiramite” (Compilação Preciosa da Maçonaria Adonhiramita). A
parte publicada em 1782 abrangia 4 graus, ou seja, Aprendiz, Companheiro, Mestre e
Mestre Perfeito. Em 1785 ele lança uma segunda parte onde outros graus eram
tratados. Eram eles:
- Primeiro Eleito ou Eleito dos Nove;
- Segundo Eleito ou Eleito de Perignam;
- Terceiro Eleito ou Eleito dos Quinze;
- Aprendiz Escocês ou Pequeno Arquiteto;
- Companheiro Escocês ou Grande Arquiteto;
- Mestre Escocês;
- Cavaleiro da Espada ou Cavaleiro do Oriente ou da Águia;
- Cavaleiro Rosa-Cruz.
Ao final dessa edição, constava também a tradução do alemão de um grau denominado
“Noaquita ou Cavaleiro Prussiano”, o qual era atribuído a um autor maçônico
denominado Bérage. Este “13º” foi interpretado por alguns autores como o último grau
da Maçonaria Adonhiramita. No entanto, se bem analisado o contexto, fica claro que
não existe qualquer ligação entre os graus anteriores e esse 13º grau. Além do mais o
próprio autor, Louis Guillemain de Saint Victor, afirmou que o grau de Cavaleiro Rosa-
Cruz é o ápice e o término de seu sistema. A obra de Louis Guillemain de Saint Victor
teve repercussão extremamente positiva a ponto de em 1785 (ou seja, apenas 3 anos
após o lançamento da primeira parte e no mesmo ano do lançamento da segunda), já
estar sendo publicada, em francês mesmo na Filadélfia, EUA. Esta obra se tornou uma
referência canônica do Rito Adonhiramita, e com ela o próprio rito alcançou ampla
divulgação e expansão na Europa, chegando a se tornar o principal rito do Grande
Oriente Lusitano e sendo exportado para suas colônias na África, Ásia e Novo Mundo,
inclusive o Brasil. Na França, tornou-se, junto com a estrutura proposta pelo Grande
Capítulo Geral, o padrão de “Ortodoxia Maçônica”.Aliás, é sob o titulo de “Ortodoxia
Maçônica” (“Orthodoxie Maçonnique suive de La Maçonnerie Oculte”, editada em
1837), que Jean Baptiste Marie Ragon (1781-1862) irá cometer dois erros grosseiros
que se propagarão com grande sucesso.O primeiro erro de Ragon é a atribuição da
“Compilação Preciosa da Maçonaria Adonhiramita” ao Barão de Tschoudy (Théodore
Henry de Tschoudy). Esse erro será repetido “ad nauseam” em Portugal e no Brasil.
Tschoudy não teve absolutamente nada a ver com o Rito Adonhiramita. Sua obra, “A
Estrela Flamejante” lançava as bases de uma Ordem denominada de ‘Ordem da Estrela
Flamejante’, de características alquímicas. Em 1766, Tschoudy instituiu, mais no papel
do que efetivamente, sua Ordem, baseado na lenda de que tradições alquímicas teriam
sido passadas pelos ascetas da antiga Tebaída às Ordens de Cavalaria cristã e dessas
para a Franco-Maçonaria.Tschoudy faleceu em 1769, ou seja, 13 anos antes do

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lançamento da primeira parte da “Compilação Preciosa da Maçonaria Adonhiramita”.
Ragon confundiu as coisas e atribuiu ao Barão a autoria da “Compilação Preciosa da
Maçonaria Adonhiramita”.O segundo erro de Ragon foi a afirmação de que o Rito
Adonhiramita constava de 13 Graus, pois, para Ragon, o Grau de Noaquita, seria o 13º
Grau.

V.´. M.´. -o- Am.´. Ir.´. (Nom.´. Hist.´.) Dig.´. Orad.´., descreva o Rito Adonhiramita
no Brasil.

Orad.´. A obra fundacional do Rito Adonhiramita, ou seja, a “Compilação Preciosa


da Maçonaria Adonhiramita” veio para o Brasil através de uma edição de 1810. Essa
edição foi traduzida e publicada pela “Typographia Austral”, no Rio de Janeiro, no ano
de 1836 como “Coleção Preciosa da Maçonaria Adonhiramita”.A primeira Loja
REGISTRADA no Grande Oriente do Brasil como praticante do Rito Adonhiramita foi a
“Sabedoria e Beneficiência”, um ano depois do lançamento da tradução à qual aludimos
acima (1837).Há a hipótese de que a Loja “Reunião” (1801) e a Loja “Distintiva” (1812),
ambas localizadas na atual Niterói, trabalhariam no Rito Adonhiramita, mas não é
possível afirmar isso com certeza.O Grande Oriente do Brasil, à época, era uma
Obediência Mista, ou seja, trabalhava os Graus Simbólicos e os Graus Superiores, sem
divisão.A Carta concedida para a fundação do Grande Oriente Brasílico previa a
autorização para se trabalhar em todos os Graus utilizados na França e em Portugal,
com a exceção dos pertencentes ao Rito Escocês Antigo e Aceito que, desde 1801,
exigia a concessão de uma patente separada, patente essa que deveria ser emitida
pelo Supremo Conselho de Charleston ou por Supremo Conselho por ele reconhecido.
Justamente por isso, posteriormente (1854), o Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil
se tornaria também o Soberano Comendador do REAA, pois este era o único Rito
trabalhado no Brasil (introduzido em 1829) que exigia uma autorização separada. Já em
1832 foi fundado o Supremo Conselho do REAA no Brasil que trabalharia como uma
Potência Maçônica Independente. Em 1839, o GOB criaria um “Grande Colégio dos
Ritos”, que era um tipo de departamento para o governo dos Ritos Adonhiramita,
Moderno e Escocês (de maneira irregular), já que o REAA deveria funcionar, e de fato
já funcionava separado. Em 1854, com a incorporação regular do Rito Escocês Antigo e
Aceito ao GOB, o “Grande Colégio dos Ritos” sofreu uma transformação. Tendo em
vista que, oficialmente, o REAA se incorporaria ao GOB e exigia um governo separado,
não poderia ser simplesmente juntado ao “Grande Colégio de Ritos” ou fundido como
era antes. Sendo assim, em 1855 foi criado o “Sublime Grande Capítulo dos Ritos
Azuis” (i.e. Moderno e Adonhiramita), que comporia colateralmente ao Supremo
Conselho do REAA, as Oficinas Chefes dos Ritos. Para governar as Lojas e Câmaras
do REAA, o Grão-Mestre teria que se tornar, também, o Soberano Comendador do
Supremo Conselho. O “Sublime Grande Capítulo dos Ritos Azuis” teve existência curta.
Em 1863, menos de dez anos após sua criação, ocorreu a dissidência liderada por
Joaquim Saldanha Marinho, onde foi criado o “Grande Oriente do Vale dos Beneditinos.
No Grande Oriente “dos Beneditinos” o Rito Adonhiramita foi muito bem sucedido. O
número de Lojas trabalhando no rito suplantou aquelas do GOB. Foi o Grande Oriente
“dos Beneditinos” que criaria o primeiro corpo capitular do Rito Adonhiramita no Brasil,
em 3 de Outubro de 1872 seria criado o “Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas”.
No GOB foram fundadas as Lojas “Aliança” (1869) e a “Redenção” (1872), que
perfaziam 3 Lojas (com a “Firmeza e União”) do GOB contra 5 em funcionamento no
Grande Oriente dos Beneditinos.Com essas 3 Lojas, o GOB criou pelo decreto nº 21 de
2 de abril de 1873 o “Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas”, homônimo ao seu
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concorrente no outro Grande Oriente. Cabe salientar que o erro de Ragon, o de que o
Rito Adonhiramita tinha 13 Graus, sendo o último o de “Cavaleiro Noaquita”, vingou no
Brasil. Até 1951, esse corpo seria, na prática, o departamento do GOB para o governo
do Rito Adonhiramita. Nesse ano, em 23 de maio, pelo decreto n. 1641, o Grão Mestre
do GOB, Joaquim Rodrigues Neves promulgava a nova Constituição, onde estava claro
que, a partir de então, o GOB só regeria os 3 Graus Simbólicos. Em 1953, o “Grande
Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas” passaria a se chamar “Muito Poderoso e Sublime
Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas para o Brasil”. Em 15 de Abril de 1968, era
assinado entre o então Grão-Mestre do GOB, Álvaro Palmeira e o Presidente do “Muito
Poderoso e Sublime Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas para o Brasil”, Josué
Mendes, um Tratado de Aliança e Amizade. Em 1973, ocorre à grande “reviravolta” no
Rito Adonhiramita. Neste ano, treze Grandes Orientes Estaduais se desligam do Poder
Central do GOB. Isso, para o GOB, significa a perda da maior parte de suas Lojas
praticantes do Rito Adonhiramita e uma cisão interna dentro do “Muito Poderoso e
Sublime Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas para o Brasil”, que só poderia
admitir Irmãos ligados ao GOB. Em 1973, sob o comando do Irmão Aylton Menezes, o
“Muito Poderoso e Sublime Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas para o Brasil”
muda seu nome para “Excelso Conselho da Maçonaria Adonhiramita” (ECMA). Para a
plena acomodação dos Graus Adonhiramitas no esquema de 33 Graus do REAA, era
necessária a divisão em Câmaras Ritualísticas. Essa divisão, obviamente, não existe na
“Compilação Preciosa da Maçonaria Adonhiramita”, que foi escrita bem antes do
aparecimento dessas divisões no seio do REAA. O sistema de divisão em Lojas de
Perfeição, Capítulos, Areópagos ou Oficinas de Kadosh, Consistório e Supremo
Conselho foi adaptado ao Rito Adonhiramita com a manutenção dos 10 Graus
“filosóficos” originais diluídos dentre os Graus Escoceses. Em 2013 foi fundado o
SUPREMO CONSELHO ADONHIRAMITA DO BRASIL, por irmãos Regulares do
Grande Oriente do Brasil, através de decisão de Lojas (Corpos Filosóficos) de Santa
Catarina, Rio Grande do Sul e Pará, que não aceitavam a forma como o antigo
Conselho (ECMA) do qual eram filiados estava conduzindo os assuntos administrativos
e ritualísticos no Rito, e com isso, reuniram-se e decidiram fundar à época o ECMAB,
logo em seguida juntaram-se a estas lojas, oficinas do RJ, SP, BA, AC, MA, RR, PR,
AC, No momento da Instalação do Supremo Conselho, teve-se como Potência
Instaladora o ECMAP (Excelso Conselho da Maçonaria Adonhiramita pata Portugal),
Potência Filosófica Maçônica Regular e reconhecida pela Grande Loja Legal de
Portugal e Supremo Conselho do REAA de Portugal que é ligado através de
reconhecimento ao Supremo de Jacarepaguá, os Rituais utilizados no SCAB, foram
trazidos pelo ECMAP e compilados através da Preciosa.

V.´. M.´.-o- Algumas das principais peculiaridades do Rito Adonhiramita que o


identificam e o diferenciam dos demais Ritos são: A sua tradição aos antigos mistérios;
A sua profunda espiritualidade;O tratamento de "Am.´. Ir.´.” ; O uso do nome histórico;
Adonhiram como personagem central; O Cerimonial do Fogo; O uso de velas e não de
lâmpadas; O pé direito à frente na marcha do Grau; As doze badaladas; O
revigoramento e o adormecimento da Chama Sagrada; O uso das luvas brancas; O uso
da gravata branca; A posição dos AAm.´. lIr.´. VVig.´.; A posição das CCol.´. J e B; A
abertura do L.´. da L.´. no evangelho de João; A formação do Pálio; A Cerimônia de
Incensação; A proteção mística do Am.´. Ir.´. Cobr.´. Int.´.;O uso do sinal do G.´. na
circunavegação; A circunavegação em forma do símbolo do infinito; O uso do chapéu
em todas as sessões pelos MMestr.´.; O uso da espada pelos MMestr.´., a palavra de

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Aclamação , além de muitas outras particularidades que fazem o Rito Adonhiramita
singular, místico e esotérico.

V.´.M.´. -o- Am.´. Ir.´. (Nom.´. Hist.´.) Dig.. 1° Vig.´. nos descreva os fundamentos
e tradições do Rito Adonhiramita?

1º Vig.´. -o- Este Rito é um Rito característico e essencialmente esotérico e


místico. Constitui um drama psicológico organizado para produzir experiências
transcendentais nos participantes e, ao se tornar esotérico no exercício do magistério
de sua Liturgia, de um modo geral, induz a mente objetiva a certo grau de relaxamento,
o que permite a imersão do subconsciente, resultando em um estado de harmonia e
bem estar, tornando-o um Rito de profunda espiritualidade. Têm por base teológica os
mistérios egípcios, a volta dos judeus do cativeiro e as verdades bíblicas reveladas no
Antigo e Novo Testamento, particularmente, no que concerne à construção do Templo
de Salomão e às origens do Cristianismo, com atenção especial voltada para os
aspectos proféticos e apocalípticos de ambos os documentos sagrados. Podemos
constatar esta profunda espiritualidade ainda no Átrio, quando da entrada ao Temp.´.,
no momento em que o Am.´. Ir.´. M.´. de CCer.´. diz: "... Silêncio meus AAm.: llr.:! Eu
vos peço um momento de reflexão a fim de ingressarmos no Templ.:.". Neste
momento observa-se uma viagem interior, o V.I.T.R.I.O.L. cuja tradução é: "Visita o
interior da Terra e, retificando-se, encontrarás a Pedra Oculta". É uma viagem solitária e
profunda, um resgate dos mais puros valores inerentes ao ser, à busca do universo
interior, a busca do "conhece-te a ti mesmo". Uma viagem para a qual, as condições
sociais profanas, a cor, a raça, os credos religiosos e políticos, assim como os metais
que distinguem o rico do pobre, tornam-se fardos desnecessários e incômodos. Forma-
se então, a Egrégora, uma reflexão agora coletiva elevada ao Supremo Criador dos
Mundos, desejando a paz entre os homens, que todos possam se transformar em
homens de boa vontade, que os desesperados encontrem a esperança e os tiranos
possam encontrar o caminho da justiça.

V.´.M.´. -o- Am.´. Ir.´. (Nom.´. Hist.´.) Dig.´. 2º Vig.´. porque o tratamento de
"Am.´.Ir.´." e o uso do Nom.´. Hist.´. no Rito Adonhiramita?

2º Vig.´. -o- "Am.´. Ir.´. "era o tratamento usado entre os adeptos das comunidades
religiosas mais antigas, para significar o apreço, o respeito e a confiança mútua entre
esses adeptos. Era o tratamento escolhido pelos primitivos cristãos, até para se
identificarem entre si; tratamento este que ainda hoje é empregado pelos pregadores
cristãos, ao se dirigirem ao público dentro das Igrejas e Templos. Tratamento este que
deverá ser conquistado pelos méritos maçônicos de cada Ir.´..Sejam quais forem as
relações que um maçom tiver com o outro é proibido usar de outra denominação que
não seja a de Am.´. Ir.´., isto basta para o elogio na Maçonaria, porque este nome
sagrado, encerra em si, todos os sentimentos bons de que o coração humano é capaz
de vivenciar. O Nom.´. Hist.´. é de todo útil, no momento da iniciação e durante toda a
vida maçônica, receber a guarda, a proteção e o exemplo de espíritos luminosos que,
ricos de virtudes nesta vida, sobretudo como maçons, se comportam, de certo modo,
como Anjos-da-guarda, mensageiros fiéis do G.´.A.´. D.´. U.´. Por isso, no Rito
Adonhiramita, a cada Ir.´., quando de sua iniciação, é atribuído o nome de um
personagem virtuoso em prol da Humanidade, da Pátria, da Sociedade, etc., Maçom ou
não, e que já tenha partido para o Oriente Eterno, para ser seu Patrono, absorvendo-lhe
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o nome a que denominamos "Nome Histórico". Com esse Nome Histórico, o Ir.´. é
batizado em momento próprio da Iniciação com os seguintes dizeres: "E para que de
profano nem o vosso nome vos reste, eu vos batizo com o Nome Histórico de....”
A prática tem grande valia para o sigilo e a preservação da identidade civil, ao mesmo
tempo em que constitui um símbolo de profunda significação. Se a Maç∴ tem por
objetivo transformar o homem profano no homem iniciado, o gesto de lhe dar um novo
nome por ocasião da iniciação está a indicar que ele, dali em diante, deve se
transformar num novo ser.

V.´.M.´. -o- Am.´. Ir.´. (Nom.´. Hist.´. ) Dig.´. Orad.´. , por que nosso Rito tem a
denominação Adonhiramita?

Orad.´. De acordo com a Bíblia, HIRAM era o arquiteto que se encarregara dos
projetos da construção do Templo de Salomão, filho da viúva de NEFTALI. A seu lado
havia outro HIRAM, o rei de Tiro, que fornecera a Salomão grande parte dos materiais
utilizados na obra. Já ADONHIRAM, filho de Abda, era o funcionário encarregado dos
tributos na corte de SALOMÃO, por este estar incumbido do recrutamento dos
operários quando da construção do Templo. Como tal, vem designado no 1º Livro dos
Reis, Cap. IV com o título de “preposto às corvéias”. ADONHIRAM era a pessoa que
recrutava os operários, selecionava-os, dividia-os segundo suas capacidades ou
necessidades da obra e, por certo, também lhes pagava o salário, até porque era o
tesoureiro de SALOMÃO. Sendo assim para nós é o personagem central da Construção
do Templo de Salomão, Adonhiram conforme nos asseguram os versículos 6 do
capítulo IV e 13 e 14 do capítulo V do 1°Reis no Antigo Testamento. Acreditamos que a
verdadeira palavra é Adonhiram.

V.´.M.´. -o- Am.´.Ir.´.(Nom.´.Hist.´.) Dig.´.Mest.´. de CCer.´. qual o sentido do


Cerimonial do Fogo?

Mest.´. de CCer.´. (De pé) Dos quatro elementos tradicionais: terra, água, ar e
fogo, o fogo é tido como princípio ativo ou dinâmico, transformador, germe da geração,
é o mais puro, animador e fonte energética. Simboliza a força impulsionadora do
universo, além de movimento e energia. Seu movimento é para o alto, ascendente, e
seu poder é de criação por transformação. O Cerimonial do Fogo alude a uma
invocação ao Senhor de Todas as Luzes, ao G.´.A.´.D.´.U.´. cujos atributos infinitos
estão novamente sintetizados nas três palavras pronunciadas, por cada uma das Luzes
da Loj.´. Ven.´. Mestr.´. - Sabedoria; 1° Vig.´. - Força; e o 2° Vig.´. - Beleza. (Senta)

V.´.M.´. -o- Am.´.Ir.´.(Nom.´.Hist.´.)Dig.´.2º Vig.´.qual a razão de utilizarmos velas


e não lâmpadas?

2º Vig.´. -o- As velas que usamos, sempre de cera pura de abelhas, como manda a
tradição, emitem uma chama pura e sem fuligem, emitem fogo, o que não acontece
com as lâmpadas elétricas. O fogo sempre acompanhou a humanidade desde os mais
primitivos ancestrais, e nesta sua marcha através da história foi assumindo sempre
mais o aspecto de ligação entre o homem e os espíritos, entre o homem e o
G.´.A.´.D.´.U.´.. O fogo, desde que o homem começou a percebê-lo conscientemente

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como um dos elementos da natureza, foi sempre olhado como um elemento mágico e
de origem divina, motivo pelo qual, seu simbolismo foi mantido em nossas cerimônias.

V.´.M.´. -o- Am.´. lr.´. (Nom.´. Hist.´.) Dig.´. 1º Vig.´. porque usamos o pé direito à
frente na marcha do Grau?

1º Vig.´. -o- Simbolicamente o lado direito é ativo, positivo, criativo, masculino e


representa o poder de realização, enquanto o lado esquerdo é passivo, negativo,
receptivo, feminino e representa a capacidade de modelação. Romper a marcha com o
pé direito, representa que o nosso poder criativo, masculino, positivo, se sobrepõem
aos nossos aspectos negativos que devem ser submetidos à nossa vontade e
superados com a prática das virtudes. Em simbologia, o lado direito sempre esteve
ligado ao poder da Luz, e o lado esquerdo ao poder das Trevas. Todavia, nada tem a
ver com superstições, mas sim, posturas que guardam um sentido simbólico.

V.´.M.´. -o- Am.´. Ir.´. (Nom.´. Hist.´.) Dig. Cobr.´. porque doze badaladas?

Cobr.´. (De pé) Antigamente, na Maçonaria, o sino era de uso comum nas
Cerimônias das Lojas Simbólicas, a fim de anunciar A Hora de seus trabalhos.O Rito
Adonhiramita, procurou coexistir com o seu uso, não perdendo a Tradição dos Antigos,
assim como a Tradição Religiosa e os Costumes Iniciáticos dos Mistérios. Em muitas
civilizações antigas, o sino era utilizado no sentido de conclamar todos os seres
humanos, e, também, os sobrenaturais, além de evocar as Divindades, se tornando daí,
o símbolo do chamamento ao G.´. A.´. D.´. U.´.! Assim, juntamente com a Cerimônia de
Incensação o Cerimonial do Fogo e as Doze Badaladas harmonizam as vibrações
místicas e esotéricas da egrégora formada em sintonia com a Luz Maior emanada pelo
Supremo Criador dos Mundos.(Senta)

V.´.M.´. -o- Am.´. Ir.´. (Nom.´. Hist.´.) Dig.´. Mest.´. de CCer.´. qual o simbolismo do
revigoramento e o adormecimento da Chama Sagrada?

Mest.´. de CCer.´. (De pé) O revigoramento e o adormecimento da Chama


Sagrada simbolizam a ligação do antigo com o novo, a continuidade e a ligação com o
G.´.A.´. D.´.U.´., em consciência compartilhada e identidade comum. Desde os antigos
tempos a cultura da Chama Sagrada era tida como primordial e essencial para a busca
e manutenção da harmonia e da paz, tanto para os lares, quanto, até mesmo, para as
cidades da antiguidade. (Senta)

V.´.M.´. -o- Am.´. Ir.´. (Nom.´. Hist.´.) Dig.´. 1ºVig.´. qual o motivo do uso das luvas
brancas?

1º Vig.´. -o- As luvas brancas representam a candura que reina na alma do


homem de bem e a pureza de seus atos, de coração e intenções. Motivo pelo qual o
Am.´.Ir.´.M.´. de CCer.´. antes da entrada ao Temp.´., exclama: "... Meus AAm.´. llr.´.,
se desde a meia-noite, quando se encerraram nossos últimos trabalhos, se
conservastes vossas mãos limpas, calçai as vossas luvas...". O calçar das luvas é
para que as mãos de todos os obreiros fiquem iguais. Tornam as mãos calejadas do
operário, tão macias quanto às mãos do intelectual, do médico, do engenheiro etc,
assim como se igualam pelo uso uniforme das outras peças do vestuário. As luvas
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simbolizam a pureza que deve estar presente em todos os atos de um maçom. Pela
mão direita se dá pela esquerda se recebe. Dá-se com pureza e recebe-se com pureza.

V.´.M.´. -o- Am.´. lr.´.(Nom.´. Hist.´.) Dig.´. Sec.´. porque usamos a gravata
branca?

Sec.´. A gravata branca, por sua cor, está associada à paz e guarda a sua origem
na aristocracia francesa. Na prática, a gravata é uma peça da indumentária e de criação
recente, inspirada nos cordéis utilizados para o fechamento das camisas antes da
invenção dos botões, que terminava em um laço à altura do pescoço. Logo, a gravata é
um complemento da camisa, e assim, parte integrante da mesma. Sendo a camisa
branca, consideramos que a gravata também deve ser branca para se manter em
harmonia interior.

V.´.M.´. -o- Am.´. Ir.´. (Nom.´. Hist.´.) Dig.´. Cob.´., onde se colocam os VVig.´. e
porque desta posição?

Cob.´. (De pé) No Oc.´., para melhor observarem a passagem do Sol pelo
meridiano. O Sol vem do Oriente, e, portanto, para observá-lo, os VVig.´. devem,
ambos, estarem postados numa mesma linha, de frente para o Oriente, o que só pode
ocorrer se eles estiverem sobre o mesmo meridiano. Por isso, os dois VVig.´. do Rito
Adonhiramita se posicionam ao Ocidente, numa mesma linha, perpendicular à linha do
Equador Or.´. – Oc.´. no mesmo meridiano. (Senta)

V.´.M.´. -o- Am.´. Ir.´. (Nom.´. Hist.´.) Dig.´. 1° Vig.´., porque no Rito Adonhiramita,
as CCol.´. J e B ficam em posições invertidas em comparação com outros Ritos?

1° Vig.´. -o- Os estudiosos do Rito afirmam que a posição das CCol.´. J e B, e


dos próprios VVig.´., se deu quando das primeiras "revelações dos segredos da
maçonaria", ou seja, em 1730, quando foi publicado na Inglaterra, o livro Maçonaria
Dissecada, de autoria de Samuel Pritchard.Esta obra em questão foi o fruto da traição
perpetrada pelo autor que a 13 de outubro do referido ano, prestou depoimento
juramentado perante um magistrado, no qual relatava detalhes de sua iniciação na
Maçonaria, inclusive ao Grau de Mestre. O livro continha todos os sinais, toques e
palavras utilizados à época, bem como citava HIRAM, as marchas e todo o acervo
sigiloso. Esta traição obrigou a Ordem a processar algumas mudanças necessárias a
confundir os curiosos profanos "bem informados", que se utilizando de tais informações
demandavam a invadir as Lojas como se fossem verdadeiramente iniciados.
Renomados autores vêem nestas mudanças a origens das diferenças existentes entre
o Rito Adonhiramita em relação aos demais Ritos no que se referem à posição das
colunas, os respectivos vigilantes e todos os detalhes oriundos de suas posições. O
Rito Adonhiramita permaneceu fiel às antigas tradições, adotando os antigos costumes.
Motivo pelo qual, em comparação com alguns ritos, se constata que as CCol.´. e
algumas funções estão invertidas. Todavia, mesmo havendo, comparativamente, a
inversão das CCol.´., os AAm.´. Ilr.´. AApr.´. continuam na Col.´., da Beleza, ou seja, na
Col.´. do 2° Vig.´..

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V.'.M.´. -o- Am.´. Ir.´. (Nom.´. Hist.´.) Dig.´. Orad.´. porque no Rito Adonhiramita a
abertura do L.´. da L.´. é realizada no Evangelho de João?

Orad.´. O Evangelho de João é o mais profundo dos quatro Evangelhos, cuja


terminologia significa "Boa Nova", e é o mais místico, o que mais causou polemica
devido a sua linguagem e filosofia. Todas as correntes ortodoxas do cristianismo
primitivo, destacando os antigos Gnósticos, se apoiavam nos escritos de João. A
espiritualidade é tema fundamental para o Rito Adonhiramita, assim como a Tradição, e
por esta, registra-se que primitivamente todas as Lojas de origem francesa abriam o L.´.
da L.´. no Evangelho de João."Houve um homem enviado por Deus que se chamava
João." Este João, é o Batista, ou seja, aquele que batizava, que iniciava aos antigos
mistérios. Lembrando ainda, que no momento da abertura do L.´. da L.´. a leitura do
texto sagrado e a colocação do esq.´. e o comp.´. na posição do grau, o Am.´. Ir.´.
Orad.´. está protegido pelo Pálio.

V.´.M.´. -o- No Rito Adonhiramita, o Pálio, é formado, tal qual uma pirâmide, pelo
Am.´. Ir.´. M.´. de CCer.´. juntamente com um M.´. da Col.´. do S.´. e outro M.´.da Col.´.
do N.´.. Estes AAm.´. llr.´. o formarão postando suas espadas como extensão de seus
braços direitos estendidos em ângulo de 52°, tocando-se e cruzando-se no alto sobre o
Alt.´. dos JJur.´. e o Am.´. Ir.´. Orad.´. estando na abertura, a espada do Am.´. Ir.´. M.´.
de CCer.´. por baixo das demais, dando sustentação, e no encerramento, por cima das
demais, sobrepondo-as. As espadas, como condutoras de energias em forma de
pirâmide, voltadas para cima, estão absorvendo as energias do alto, protegendo a
abertura do L.´. da L.´. pelo Oc.´. pelo S.´. e pelo N.´. deixando livre apenas o lado do
Or.´. do qual se emanará a Luz e a onipresença do G .´. A.´. D.´. U.´..

V.´.M.´. -o- Am.´. Ir.´. (Nom.´. Hist.´.) Dig.´. Mest.´. de CCer.´. qual o significado da
Cerimônia da Incensação?

Mest.´. de CCer.´. (De pé) A Incensação tem origem nos mais remotos costumes
religiosos da civilização humana. Esta cerimônia representa uma espécie de profilaxia
ambiental, a Incensação deixa o ambiente físico do Templo impregnado do agradável
odor da essência utilizada, tais como Benjoim, Mirra e Incenso entre outras.Por outro
lado, a Tradição nos informa que esta Cerimônia afasta do meio místico e esotérico do
Templo as sombras ou entidades maléficas, que por acaso, se disponham a perturbar
as Luzes da Loja, e, consequentemente, os seus trabalhos. A incensação tem como
valor simbólico a associação do homem à divindade, do finito ao infinito e do mortal ao
imortal. Ao espargir a fumaça se está purificando o ambiente tanto no sentido físico por
tratar-se de substância com propriedades anti-sépticas, como espiritual, pois o incenso
tem a incumbência de elevar a prece para o céu. A incensação gera uma atmosfera de
aroma agradável e magnetiza com fluidos benéficos os obreiros e o ambiente,
contribuindo para a formação da egrégora e propiciando à reflexão. No ato da
Incensação são invocadas as três palavras que sintetizam atributos do G.´. A.´.D.´.U.´.
SABEDORIA, FORÇA e BELEZA. Por esses motivos, é que, ao nos incensarmos, nos
limpamos, ou melhor, purificamos a nós e ao ambiente, favorecendo a permanência da
egrégora. Também, se torna necessário lembrar que durante a cerimônia da
incensação, depois que o Am.´. Ir.´.M.´. de CCer.´. efetua a incensação do Templ.´. e

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de todos os llr.´. ele troca de lugar e função com o Am.´. Ir.´. Cobr.´. e este, com a porta
aberta, mas, sem sair do Templ.´. incensa o átrio. (Senta)

V.´.M.´. -o- Esta tarefa de incensar o átrio somente pode ser executada pelo
Am.´. Ir.´. Cobr.´. porque ele é o único que está protegido e capacitado mística e
esotericamente para se expor às energias que circulam fora do Templ.´..Tanto é que o
nosso próprio ritual aconselha que este cargo seja ocupado pelo ex-Ven.´. Mestr.´. mais
recente, pois ele, dentre todos, é quem possui os atributos místicos e esotéricos para
suportar tais energias e impedir que as mesmas adentrem o interior do Templ.´..Por
este motivo também, é que o Am.´. Ir.´. Cobr.´. ocupa o seu lugar sobre a linha
simbólica do equador, de frente para o Ven.´. Mestr.´. invertendo a polaridade das
energias, ou seja, atraindo para si, todas as energias negativas ou que excedam o
suportável pela Egrégora da Loja, como se fosse um para-raios.A própria troca de
funções do Am.´. Ir.´. Cobr.´. com o Am.´. Ir.´. Mest.´. de CCer.´. através do giro, é um
ato personalíssimo do Rito Adonhiramita, pois ambos se interligam formando um X (xis)
com as mãos, ou seja, mão direita com mão direita e mão esquerda com mão
esquerda, doando e recebendo, ao mesmo tempo em que, girando, as energias e
atributos são permutados qualificando um e outro para sequência cerimonial.
Destrocando logo em seguida, na mesma forma.

V.´.M.´. -o- Am.´. Ir.´. (Nom.´.Hist.´.) Dig.´. 2º Vig.´. no Rito Adonhiramita como é
realizada a circunavegação?

2º Vig.´. -o- Realizamos a circunavegação com o Sin.´. do Gr.´. uma vez que não
seria possível ao Obr.´. caminhar com o Sin.´. de Ord.´. pois neste, o Obr.´. necessita,
além de estar com o Sin.´. do Gr.´. estar também com os pp.´. em esq.´. formando a
tríp.´. esq.´. com o p.´. dir.´. voltado para a frente. Assim procedemos em respeito aos
antigos costumes e desde que o Obr.´. não esteja conduzindo material litúrgico, quando
então fica dispensado do Sin.´. do Gr.´.. A circunavegação, é realizada em forma do
símbolo matemático do infinito visto que este símbolo representa, esotericamente, a
estrada do tempo e da continuidade da vida, pois todo começo contém em si o fim, e
todo fim contém em si o começo. É o caminho do constante renascimento. E o Rito
Adonhiramita, por sua profunda espiritualidade, filosofia mística e esotérica, concede ao
seu adepto a possibilidade de caminhar nesta senda na busca do conhecimento, da
evolução e aprimoramento espiritual.

V.´.M.´. -o- Am.´. Ir.´. (Nom.´. Hist.´.) Dig:. Sec.´. porque no Rito Adonhiramita, os
MMestr.´. usam chapéu em todos os Graus do Simbolismo?

Sec.´. O uso do Chapéu na Maçonaria é bem antigo; estes, conforme nos narra a
história, surgiram para substituir as antigas carapuças usadas na Idade Média. Os
Chapéus foram primeiro usados pelos sumérios e os egípcios na Antiguidade e
posteriormente pelos gregos que usavam um chapéu de palha de fundo pontudo que
era denominado de "THOLIA", e só se tem conhecimento do seu uso na Europa após o
século XVII. Na Maçonaria, o Chapéu passou a ser usado a partir do século XVIII como
símbolo hierárquico e esotérico. A maçonaria ocidental é também chamada de
maçonaria salomônica, devido ao fato da influência judaica ser indiscutível em sua base
filosófica.Trazendo da influência cabalística, o uso do chapéu como forma de cobertura
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da primeira Sephirah da Árvore da Vida, como faz o povo semítico nas cerimônias de
culto ao Deus Único. O chapéu assume assim dois significados. O primeiro, de origem
cavalheiresca, advém da tradição que remonta ao início do século XVIII da qual
somente os pertencentes da aristocracia tinham o direito de usar chapéus, sendo a
princípio tolerado como uma regalia. O segundo, de caráter esotérico, simboliza que
apesar da eterna busca da verdade, a inteligência humana reconhece seus limites ante
o grande mistério da criação, motivo pelo qual devemos nos descobrir quando seja feita
menção ao G.´. A.´. D.´.U.´..

V.´.M.´. -o- Am.´. Ir.´. (Nom.´. Hist.´.) Dig.´. 2°Vig.´. porque no Rito Adonhiramita os
MMestr.´. usam espada em todos os Graus do Simbolismo?

2°Vig.´. -o- O uso da espada, é símbolo de autoridade de uma casta distinta e


considerada nobre em todas as sociedades antigas, os guerreiros. Quando o Rito de
Heredon, fonte de origem do Rito Adonhiramita, Escocês Antigo e Aceito e o Moderno,
foi introduzido na França, era praticado quase que exclusivamente por membros da
aristocracia, pessoas que possuíam o direito do uso da espada, símbolo naquela
época, de condição social elevada. Dos Ritos que tiveram origem no Rito de Heredon,
somente o Adonhiramita permaneceu fiel à tradição dos MMestr.´. usarem a espada e o
chapéu em todos os graus do simbolismo. Devemos esclarecer também que, muito
embora o uso das espadas tenha se originado na aristocracia francesa, não é por este
motivo que o Rito Adonhiramita a mantém em suas cerimônias. Tão pouco tem ligação
a ser guerreiro ou militar! Seu uso no Rito Adonhiramita se dá exclusivamente ao
misticismo e esoterismo relacionados aos efeitos geomagnéticos, uma vez que todo o
desempenho do Rito Adonhiramita, interfere diretamente em correntes energéticas.
Devido a isto, é que o Am.´. Ir.´. (Nom.´. Hist.´.) Dig.´. Cobr.´. neste exato momento,
assim como durante todo o tempo em que permanece sentado, estará com a sua
espada voltada com a lâmina para baixo em contato com o solo, descarregando as
energias que absorve na função de para-raios, conforme já mencionado anteriormente.

V.´.M.´. -o- A palavra de Aclamação Vivat (pronuncia-se Vivá) é a antiga


saudação utilizada ainda no inicio do Século XVIII. No Rito Francês ou Moderno, após a
Revolução Liberal de 1789, ela foi substituída pela aclamação Liberdade, Igualdade e
Fraternidade, Vivat tem o mesmo significado da saudação escocesa que se pronuncia
Huzzé, Huzzé, Huzzé, cuja tradução do hebraico é Vivá, Vivá, Vivá, que em latim
corresponde ao Vivat, Vivat, Vivat. Vivat deriva do verbo Latino 'Vivere' significando
"VIDA" e expressa o profundo querer por tudo o que existe. Os três Vivat,
correspondem a estes três pedidos: "Que Ele viva. Que todas as pessoas vivam, que
toda a criação viva". Podemos lembrar-nos de outras peculiaridades do Rito
Adonhiramita, como o estalar dos dedos na aclamação, a subida um a um dos degraus
na circunavegação, a ausência das CCol.´. Zodiacais, a entrada em Procissão, a forma
de executar a bateria do grau, além da cena da traição e da câmara ardente na Sessão
Magna de Iniciação. AAm.´. llr.´. e amigos em todos os seus graus e qualidades, estas
são algumas das principais peculiaridades da ritualística e da liturgia do Rito
Adonhiramita que o identificam e o diferenciam dos demais Ritos. Mas deixamos bem
claro, que estas peculiaridades não o tornam nem melhor e nem pior que os demais
ritos, apenas diferente, mas, com o mesmo objetivo de todos os Maçons e da
Maçonaria Universal, a busca do aperfeiçoamento de todos os seres humanos.

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V.´.M.´. -o- AAm.´. IIr.´. (NNom.´. HHist.´.) DDignís.´. 1° e 2°VVig.´. anunciai em
vossas CCol.´. assim como anuncio no Or.´. que iremos encerrar a Palestra sobre o
Rito Adonhiramita.

1° Vig.´. -o- AAm.´. IIr.´. e amigos que constituís a força da Col.´. do S.´. eu vos
anuncio da parte do Am.´. Ir.´. (Nom.´.Hist.´.) nosso Vem.´. Mestr.´. que iremos
encerrar a Palestra sobre o Rito Adonhiramita.

2° Vig.´. -o- AAm.´. IIr.´. e amigos que constituís a beleza da Col.´. do N.´. eu vos
anuncio da parte do Am.´. Ir.´. (Nom.´. Hist.´.) nosso Ven.´. Mestr.´. que iremos encerrar
a Palestra sobre o Rito Adonhiramita.
-o- Está anunciado na Col.´. do N.´..

1°Vig.´. -o- Ven.. Mestr.. está anunciado em ambas as CCol.´.

V.´.M.´. -o- Meus AAm.´. IIr.´. , Está encerrada a palestra.

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