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11-01-2018

ROTEIRO DE APOIO
ÀS ESTUPENDAS AULAS TEÓRICO-PRÁTICAS DA GLORIOSA e SUPREMA
CADEIRA
CONTABILIDADE FINANCEIRA I
AULAS
1 a 29 Total de
slides: 323

Miguel Gonçalves
18-I-2018

Ano Lectivo 2017/2018

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11-01-2018

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Plano da sessão 1 | 26-IX-2017

Aula de apresentação

. Password moodle: contabilidade


. Sugestão de trabalho individual 1 (STI 1): questões?
. Capa dos trabalhos
. Folha de presenças

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Plano da sessão 2 | 28-IX-2017
1. Alguns eventos/datas importantes em Contabilidade (1494-2016)
2. Definição de Contabilidade Financeira
3. A Contabilidade como sistema de informação Datas:

4. Utilizadores da informação contabilística 1494, 1758, 1759, 1770, 1803,


1833, 1884, 1888, 1933, 1963,
5. Principal divisão da Contabilidade 1976, 1977, 1989, 1995, 1999,
6. Elementos de Teoria do Património 2009, 2010, 2015, 2016

Sugestão de Trabalho Individual


da Aula 2 (STI 2 )

1 Leitura do livro Manual de Contabilidade Financeira (Sónia Monteiro) (até à página 59,
inclusive).

2 Leitura do livro Contabilidade para Todos – Iniciação à Contabilidade (até à página 51,
inclusive).
tempo estimado: 8 horas

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2. Definição de Contabilidade Financeira 4


Também designada por Contabilidade Geral ou por Contabilidade Externa, é o campo da contabilidade que se debruça sobre o relato
financeiro (prestação de contas, sobretudo) para o exterior da entidade (mas também para o interior), incluindo a preparação e
apresentação de demonstrações financeiras (por exemplo, o Balanço e a Demonstração dos Resultados por Naturezas) que permitam
aos utilizadores dessa informação contabilística/financeira uma tomada de decisão útil e em tempo útil (tempestiva).

A Contabilidade é uma actividade que proporciona informação, geralmente quantitativa e muitas Manual de referência
vezes expressa em unidades monetárias, para a tomada de decisões, planeamento, controlo dos
recursos e das operações, avaliação do desempenho e relato financeiro a investidores, credores, Contabilidade Financeira (CBC +
autoridades reguladoras e ao público” GCA), pp. 47-48

CONTABILIDADE: AICPA - American Institute of Certified Public Accountants (1953)


“a arte de registar, classificar e sintetizar de maneira significativa e em termos monetários, transacções e
eventos que são, pelo menos em parte, de carácter financeiro, interpretando os seus resultados”.
(AICPA foi fundado em 1887, com outro nome)

CONTABILIDADE : AAA - American Accounting Association (1966)


“Processo de identificar, medir e comunicar informação económica que permita aos utentes da
informação efectuar julgamentos e tomar decisões informadas” [A Contabilidade como disciplina do
campo das ciências da informação]
(AAA foi fundada em 1916, com outro nome )

CONTABILIDADE : AICPA - American Institute of Certified Public Accountants (1970)


É uma actividade-serviço. A sua função é fornecer informação quantitativa, fundamentalmente de
natureza financeira acerca das entidades económicas, que se pretende que seja útil na tomada de
decisões económicas e nas escolhas acerca das alternativas de actuação.

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3. A Contabilidade como sistema de informação
- Uma prestação de um serviço ?
[AICPA]
- Um instrumento ao serviço da gestão?
Sim
[OCC]

-Um serviço de informações ?


[Domingos Cravo]
Objectivo (simplificado) da Mas, fundamentalmente, um
Contabilidade Financeira SISTEMA de INFORMAÇÃO

Paradigma utilitarista (depois do legalista e do


económico). A importância da contabilidade é
função da utilidade que a mesma tenha para
os destinatários da informação. Captação,
processamento, e
Comunicação útil e tempestiva aos utilizadores da registo dos factos
informação financeira / stakeholders [GRUPOS DE económicos
INTERESSE SOCIAL]

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A Contabilidade é uma atividade (prestação) de serviço, cuja função é
promover informação quantitativa, principalmente de natureza financeira,
acerca das entidades económicas, com o propósito de ser útil para a
tomada de decisões económicas por parte dos utilizadores dessa
informação.

VISÃO PREPARADORA
DA INFORMAÇÃO

Founded in 1887, the AICPA represents the CPA profession nationally


regarding rule-making and standard-setting, and serves as an advocate
before legislative bodies, public interest groups and other professional AICPA
organizations. The AICPA develops standards for audits of private
companies and other services by CPAs; provides educational guidance (organismo regulador da
materials to its members; develops and grades the Uniform CPA
Examination; and monitors and enforces compliance with the profession’s profissão nos EUA)
technical and ethical standards.

To become a CPA in the United States, the candidate must sit for and pass the Uniform Certified Public Accountant Examination (Uniform CPA Exam), which is set by the American
Institute of Certified Public Accountants (AICPA) and administered by the National Association of State Boards of Accountancy (NASBA). The CPA designation was first established
in law in New York State on April 17, 1896

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3. A Contabilidade como sistema de informação (concl.)

Actualmente a Contabilidade é considerada

- Um sistema de informação útil à tomada de decisão dos utilizadores


dessa informação; captando os factos económicos, processando-os,
registando-os, e comunicando-os a esses utilizadores (stakeholders); e

- Uma actividade (de serviço) que estabelece a comunicação


financeira entre a entidade e os diversos utilizadores interessados na
informação contabilística (stakeholders) [grupos de interesse social].

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Ver EC; § 9 8
4. Utilizadores (utentes)da informação contabilística (stakeholders
stakeholders)

Produtores de informação - Gestão da organização


Internos
à organização
Não produtores de informação - Trabalhadores

Aqueles que tomam - Investid. bolsistas (actuais ou potenciais)


decisões no seio da - Fornecedores e outros credores
entidade - Clientes e outros devedores
Com interesse específico
- Financiadores e outros mutuantes
- Analistas financeiros
- Advogados

Externos - Governo e seus departamentos


à organização -Autoridades fiscais
-Serviços de estatística
- Imprensa financeira
Com interesse genérico - Sindicatos
Aqueles que não
- Agências de notação financeira
participam na tomada
de decisões internas,
- Associações patronais
ou seja, aqueles que - Agentes reguladores de mercado
estão fora do negócio - Entidade reguladora da profissão
- Público em geral

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5. Principal divisão da Contabilidade
Quanto à satisfação dos objectivos perseguidos pelos utilizadores da
informação contabilística ou quanto ao objecto de estudo

• Contabilidade Financeira (Externa, ou Geral)


– Apresenta como principais utilizadores os externos
– Este tipo de contabilidade regista as operações da empresa com o
exterior: Fornecedores
Fornecedores, Clientes
Clientes, Financiadores (Credores),
(Credores) e o Estado
Estado.
– Faz parte do sistema de informação da entidade, mas trata-se de um
sub-sistema de informação: o sub-sistema de informação da
Contabilidade Financeira

• Contabilidade de Gestão (Interna, ou Analítica)


– Apresenta como principais utilizadores os internos
– Este tipo de contabilidade visa o apuramento dos gastos, rendimentos, e
resultados, ao nível de: produtos
produtos, departamentos
departamentos, mercados
mercados, etc.
(segmentos)
– Faz parte do sistema de informação da entidade, mas trata-se de um sub-
sistema de informação: o sub-sistema de informação da Contabilidade
Analítica

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5. Principal divisão da Contabilidade
Contabilidade Financeira versus Contabilidade de Gestão (CG)
– O âmbito e o objecto da CG são constituídos fundamentalmente pela determinação do trinómio
Custos-Rendimentos-Resultados e, dentro dele, em especial a preocupação é com a determinação dos
custos.
– Os objectivos da CG são introduzidos em função das insuficiências proporcionadas pelas informações
de carácter geral dadas pela CF; as duas contabilidades complementam-se.
– As necessidades de informação detalhada do trinómio Custos-Rendimentos-Resultados não são
exclusivas das empresas industriais (por exemplo, quando querem determinar custos de produção
unitários dos seus produtos). Estas necessidades de informação fazem-se igualmente sentir na gestão
de organizações tão diversas como, por exemplo, as câmaras municipais, as escolas, os hospitais, as
empresas prestadoras de serviços, etc.
– Os conceitos, os métodos, os modelos, os procedimentos e, bem assim, os processos de escrituração,
são diferentes nestes dois tipos de Contabilidade.
– A CG empresarial não está sujeita em Portugal a qualquer tipo de normalização específica
específica.
– Por exemplo, em termos práticos, na empresa Vista Alegre S.A., são as seguintes algumas das questões
que a CF pode responder: qual o valor das dívidas dos clientes à empresa?; qual o valor das dívidas da
empresa aos fornecedores?; qual o valor das dívidas da empresa ao Estado?; qual o valor dos depósitos
à ordem e dos depósitos a prazo que a empresa tem em bancos?
– Por exemplo, em termos práticos, na empresa Vista Alegre S.A., são as seguintes algumas das
questões que a CG pode responder: qual o custo unitário de produção do serviço de porcelana k?; qual
o custo total da loja no Centro Comercial W?

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6. Elementos de Teoria do Património

- Conceito introdutório que constitui uma ferramenta base no estudo


da disciplina

- Fernando Vieira Gonçalves da Silva (1904-1990) definia Património


de uma Entidade como segue:
“Conjunto de elementos com carácter pecuniário sujeitos a uma gestão e afectos
a um determinado fim” relacionado com a razão social da firma.

Seja qual for a sua natureza, todos os elementos do património


(elementos patrimoniais) apresentam características pecuniárias, isto é,
são susceptíveis de representação monetária (exprimem-se em euros).

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6. Elementos de Teoria do Património

- Todas as entidades para exercerem a sua actividade necessitam de


um conjunto de elementos patrimoniais designados por BENS (e.g.:
edifícios, equipamentos produtivos, mercadorias, matérias-primas,
equipamentos informáticos, numerário (caixa), depósitos à ordem,
depósitos a prazo).
- Contudo, não são estes os únicos elementos patrimoniais das
entidades. No desenvolvimento do seu objecto social, elas
estabelecem relações com terceiros; estas relações originam
DIREITOS (sobre terceiros) e OBRIGAÇÕES (para com terceiros)

Ex.º. Dívida de um cliente a receber Ex.º: Dívida a pagar pela entidade a um


pela entidade a 90 dias fornecedor de mercadorias, a 30 dias

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6. Elementos de Teoria do Património
COROLÁRIO 1:
O PATRIMÓNIO é constituído por:
BENS, DIREITOS, e OBRIGAÇÕES P = B + D +O

BENS = Aquilo que uma entidade possui ou detém


DIREITOS = Aquilo que uma entidade tem a receber de terceiros
OBRIGAÇÕES = Aquilo que uma entidade tem a pagar a terceiros

COROLÁRIO 2:
O PATRIMÓNIO é um conjunto de elementos heterogéneos expressos na mesma unidade de
valor.

COROLÁRIO 3:
Cada componente de um património designa-se por elemento patrimonial.

COROLÁRIO 4:
O PATRIMÓNIO engloba 2 classes de elementos patrimoniais distintas: a classe dos elementos
patrimoniais positivos (BENS
BENS e DIREITOS
DIREITOS), e a classe dos elementos patrimoniais negativos
(OBRIGAÇÕES
OBRIGAÇÕES).

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6. Elementos de Teoria do Património
O conceito de classe patrimonial é distinto do conceito de massa patrimonial
patrimonial. Existem 3 massas
patrimoniais. O conjunto de BENS + DIREITOS constitui uma massa patrimonial que se designa
por ACTIVO
ACTIVO. As obrigações constituem outra massa patrimonial: o PASSIVOPASSIVO.. A diferença
algébrica entre o ACTIVO e o PASSIVO designa-se por CAPITAL PRÓPRIO * (CP = A – P).
- Assim, uma definição bastante simplificada e introdutória (definição não oficial) de ACTIVO de
uma entidade será:
. Conjunto de bens que uma entidade possui ou detém e de valores que tem a receber de
terceiros no sentido de desenvolver a sua actividade.
- Uma definição bastante simplificada e introdutória (definição não oficial) de PASSIVO de uma
entidade será:
. Conjunto de obrigações para com terceiros desenvolvidas no decurso da sua actividade.

Alguns termos de uso frequente: Numa dada situação patrimonial,


. Activo + Passivo = Património Complexivo apenas 3 casos podem ocorrer :
. Activo = Património Bruto
. Activo – Passivo = Património Líquido; ou Valor . A>P SL activa ou CP positivo
do Património; ou Riqueza da Entidade; ou Situação Líquida . A<P SL passiva ou CP negativo
(SL); ou, ainda, Capital Próprio * (CP). (falência técnica; grave)
. A=P SL nula ou CP nulo

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6. Elementos de Teoria do Património
APLICAÇÃO PRÁTICA: Considere a seguinte situação patrimonial da firma X, Lda. (em €)

- Edifício Comercial = 70.000,00


- Equipamento de transporte (viatura comercial) = 20.000,00
- Mercadorias em armazém = 8.000,00
- Dívida de clientes = 1.000,00
- Numerário em caixa = 1.000,00
- Empréstimo bancário contraído na CGD = 80.000,00
- Dívidas a fornecedores = 10.000,00

Pedidos:
a) Classifique cada elemento patrimonial em: elemento patrimonial positivo, ou elemento
patrimonial negativo.
b) Classifique cada elemento patrimonial em: Bens, Direitos, e Obrigações.
c) Classifique cada elemento patrimonial em: Activo ou Passivo.
d) Qual é o valor do Activo?
e) Qual é o valor do Passivo?
f) Qual é o Valor do Património?

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6. Elementos de Teoria do Património

Definição (introdutória) de Valor do Património:

Valor que o proprietário (ou proprietários) teria(m) direito a receber se,


cessando a sua actividade, conseguisse(m) transformar de forma justa o
seu activo em dinheiro para logo de seguida com esse dinheiro
liquidar(em) todo o seu passivo.

* Interesse residual nos activos de uma entidade Definição oficial


de Capital
depois de deduzidos os seus passivos (EC SNC; Próprio
parágrafo 49 c).

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Plano da sessão 3 | 03-X-2017

1. Continuação do plano da sessão anterior.

- Material enviado para o E-MAIL INSTITUCIONAL DOS ESTUDANTES

- Artigo sobre História da Contabilidade? Comentário.

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Sugestão de Trabalho Individual da Aula 3


(STI 3 )

1 Leitura e análise do livro Elementos de Contabilidade Geral


(pp. 25-66)

2 Leitura e análise do livro Contabilidade Financeira (Baptista


da Costa e Gabriel Correia Alves) – Capítulo 1

tempo estimado: 8 horas

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PARA ENTREGA (e para o DIC)

Módulo 1 (Conceitos Fundamentais) do MANUAL DE


CONTABILIDADE FINANCEIRA (autora: Sónia Monteiro). Até à
p. 59, inclusive.

RESUMO:

3 páginas A4, folhas brancas,


agrafadas. Atenção à capa.
Trabalho manuscrito e individual.
.

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Plano da sessão 4 | 10-X-2017

1. Continuação do plano da sessão anterior.


2. Ciclo de vida das empresas e a sua relação com a
Contabilidade.
3. Decomposição do Activo e do Passivo em sub-massas
patrimoniais.
4. Balanço patrimonial (óptica contabilística).
5. Equação fundamental da Contabilidade.
6. Balanço não patrimonial (óptica não contabilística).
7. Caso prático 1
- ISCAC 16344:
- Telemóvel autorizado (em modo vibração – atender fora da sala de aula)

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Sugestão de Trabalho Individual (STI) da aula 4


A Comentário (15 linhas) à frase de F. V. Gonçalves da Silva (1904-1990):
“As empresas são instituições mais ou menos duradouras que funcionam sem
interrupções; funcionam continuamente. Ora, os empresários não podem estar à espera
que elas sejam liquidadas para se inteirarem dos resultados das mesmas. Precisam, pelo
contrário, de obter com certa frequência, indicações sobre a sua marcha”.

Gonçalves da Silva (1959, p. 132), Doutrinas Contabilísticas – Resumo e Crítica das Principais.

Não é para entregar

B Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC). Texto-resumo. Uma página.


Trabalho manuscrito e individual. Para entregar.

C Exercício 1. Trabalho manuscrito e individual. Para entregar. ,

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2. Ciclo de vida das empresas

Ainda que as empresas sejam constituídas sem um


horizonte temporal definido, elas apresentam um ciclo
de vida limitado, aliás semelhante às demais
organizações. O ciclo de vida das empresas pode ser
dividido em 3 fases:

- Fase da constituição (corresponde à entrada em funcionamento da


organização)
- Fase da execução *(corresponde ao funcionamento da organização)
- Fase da Liquidação (corresponde à extinção/encerramento da
organização)

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2. Ciclo de vida das empresas
• Fase de execução*.

É a fase de mais longa duração. É necessário dividir esta


fase em intervalos de tempo para assim serem obtidas Informação financeira;
informação contabilística; ou
informações regulares sobre o andamento do negócio negócio. Demonstrações Financeiras
Estes intervalos de tempo querem-se regulares; designam-
se por exercício económico, exercício contabilístico, ou
período contabilístico. Normalmente coincide com o ano
civil, mas existem excepções (por exemplo: as unidades de
ensino). Por este motivo se periodiza a vida da empresa em Objectivo:
períodos. O conhecimento periódico da situação Obtenção de uma
patrimonial (PF) e dos resultados (D) constitui a base imagem verdadeira
indispensável para a apreciação crítica da actuação dos e apropriada da
responsáveis da empresa e esse conhecimento serve posição financeira
também de base de apoio para a tomada de decisão dos e do desempenho
diversos destinatários da IF. da entidade

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3. Decomposição (introdutória; simplificada; não oficial) do activo e do passivo
em sub-massas patrimonais
Investimentos – Bens detidos com carácter de permanência ou
continuidade e que não se destinam nem a venda nem a transformação no
decurso normal das operações da entidade (por exemplo: Activos Fixos
Tangíveis – AFT)

Inventários (existências) – Activos detidos para venda no decurso normal


• Activo da actividade da entidade; e activos que estão no processo de produção
para serem vendidos.

Contas a Receber - Valores a receber de terceiros (clientes, pessoal da


empresa, Estado e Outros Entes Públicos, etc.)

Meios Financeiros Líquidos (Disponibilidades) – Incluem quer numerário


(dinheiro em caixa), quer valores depositados em bancos (à ordem e a
prazo), quer cheques em caixa. Incluem também os títulos negociáveis
detidos essencialmente com a finalidade de serem negociados.

• Passivo Contas a Pagar – Valores a pagar a terceiros (bancos, fornecedores,


pessoal, Estado e Outros Entes Públicos, etc.)

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4. Balanço patrimonial (óptica contabilística)
Definição de Balanço

Demonstração financeira que apresenta a posição


financeira de uma entidade numa determinada data do seu
exercício económico e que divulga, devidamente agrupados e
classificados, os activos, passivos e o capital próprio dessa
entidade.

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4. Balanço patrimonial (óptica contabilística)
• “O Balanço é a expressão da relação existente entre o Ativo, o Passivo e o
Capital Próprio” [frase de Jean Dumarchey (1874-1946), em Teoria
Positiva da Contabilidade (trad.), 1914]

• O espaço de tempo que separa a elaboração de dois Balanços, de cariz


obrigatório, designa-se por exercício económico (geralmente coincidente
com o ano civil).

• Mostra a composição e o valor do património numa determinada data.

• “O Balanço é a conta maior; a síntese” (F. V. Gonçalves da Silva).

• “O Balanço é a conta suprema” (Jaime Lopes Amorim).

• Corresponde a uma fotografia (análise estática) da situação patrimonial da


entidade.

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• O BALANÇO está sempre sujeito à


Identidade Fundamental da Contabilidade
(ou Equação Geral do Balanço) (ou ainda
Equação Fundamental da Contabilidade).

Activo = Capital Próprio + Passivo


Esta igualdade é invariante (não varia; é
invariável). Vem sempre respeitada

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5. Equação Fundamental da Contabilidade

• Exemplo: Considere a seguinte situação patrimonial da firma


K, Lda.:

• Activo: 25 000 euros


• Passivo: 5 000 euros

• Capital Próprio = ?

Capital Próprio = Ativo – Passivo

• Capital Próprio = 25.000 – 5.000 = 20.000

Activo = Capital Próprio + Passivo

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29
6. Balanço não patrimonial (óptica financeira)

Activo Capital Próprio


- Financiamento
próprio dos recursos
- Recursos económicos

Passivo
- Financiamento
alheio dos recursos

Activo = Fontes próprias de financiamento + Fontes alheias de financiamento

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6. Balanço não patrimonial (óptica financeira)
Balanço Bisserialista Alguns rácios:
de Textura Financeira . [CP / Passivo] * 100 = Solvabilidade Geral [Indicador sobre a Estrutura Financeira]
(ou Económica) . [CP / Activo] * 100 = Autonomia Financeira [Indicador sobre a Estrutura Financeira]
. [Activo Corrente / Passivo Corrente] * 100 = Liquidez Geral [Indicador de Liquidez]
. [Passivo / Activo ] * 100 = Endividamento

Activo Capital Próprio


- Origem dos fundos
(origem própria)
Financiamentos
- Aplicação de fundos Capital Próp.
Passivo
Investimentos
- Origem dos fundos
(origem alheia)
Capital Total Capital Alheio
•Aplicação de fundos = Origem de Fundos
• Investimentos = Financiamentos
• Capital Total = Capital Próprio + Capital Alheio (Passivo)

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Plano das sessões 5 e 6 |
12-X-2017 e 17-X-2017

1. Os elementos das Demonstrações Financeiras (cf. Estrutura Conceptual)


2. Distinção entre Activo Corrente e Activo não Corrente (cf. NCRF 1)
3. Distinção entre Passivo Corrente e Passivo não Corrente (cf. NCRF 1)
4. Balanço – modelo oficial
5. Demonstração dos Resultados por Naturezas (modelo não oficial)
6. Activos monetários e activos não monetários
7. Passivos monetários e passivos não monetários
8. Aplicação prática 1 e aplicação prática 2
9. Gastos (Gastos Correntes e Perdas)
10. Rendimentos (Réditos e Ganhos)
11. As parcelas do Capital Próprio (CP)
12. Exercício 3.

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Sugestão de Trabalho Individual (STI) da aula 5
A
Estudo e análise, em trabalho de grupo até 3 elementos, do Capítulo 1 (Actividade
Empresarial) do Contabilidade Financeira Explicada – Manual Prático, pp. 45-79.

Tempo estimado: 2,5 horas. Não é para entregar.


B
Estudo e análise, em trabalho de grupo até 3 elementos, do Capítulo 2 (Património) do
Contabilidade Financeira Explicada – Manual Prático, pp. 81-123.

Tempo estimado: 2,5 horas. Não é para entregar

C
Indique, telegraficamente: (1) as revistas da OCC; (2) alguns dos protocolos da OCC; (3)
organismos internacionais em que a OCC está filiada; (4) prémios estatuídos pela OCC; e
(5) alguns congressos científicos promovidos pela OCC. Relatório à Reagan: uma página.

Tempo estimado: 0,5 horas. PARA ENTREGAR.

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Sugestão de Trabalho Individual (STI) da aula 6

Resumo dos 51 primeiros slides das aulas T/P.

Folhas brancas e agrafadas. Trabalho individual e


manuscrito. Para entregar no prazo de um semana.

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Leituras – aula 6
1 Gonçalves, M. (2016), “Relação dos primeiros
contabilistas formados em Portugal por via institucional
(1759-1763: Aula do Comércio de Lisboa)”. De
Computis, Revista Española de Historia de la
Contabilidad – Spanish Journal of Accounting History
13(25), pp. 91-111. online

2 Gonçalves, M. (2017), “Contribuição para a história da


profissão contabilística em Portugal: o primeiro guarda-
livros com diploma escolar (1771)”. De Computis,
Revista Española de Historia de la Contabilidad –
Spanish Journal of Accounting History 14(26), pp. 27-
58. online

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Activo
1 As entidades para desenvolver a sua atividade (produzir, vender, prestar
serviços) necessitam de recursos físicos, humanos e financeiros. Por
exemplo: adquirir uma máquina para a produção significa adquirir um
recurso que irá contribuir para o bom desempenho da sua atividade e deste
modo a máquina irá contribuir para a obtenção de benefícios económicos
futuros (BEF) da entidade, ou seja, irá contribuir para a obtenção de
rendimentos para a entidade.

2 Nem todos os recursos utilizados pela empresa podem ser considerados


activos. Activos são apenas os recursos que a empresa pode controlar.

3 Por exemplo, um equipamento produtivo é um recurso controlado pela


entidade. Ela decide como e quem vai trabalhar com a máquina e quando
deverá proceder à sua substituição.

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Activo
4 Um activo resulta de acontecimentos passados. Isto significa que a
expectativa de transacções a realizar no futuro não se traduz no
reconhecimento de um activo.

Activo é um: Definição oficial; ver EC § 49 a)

Recurso controlado pela entidade como resultado de acontecimentos


passados, e do qual se espera que fluam para a entidade benefícios
económicos futuros*.

* Os benefícios económicos futuros incorporados num activo são o potencial de


contribuir, direta ou indiretamente, para o fluxo de caixa e equivalentes de caixa
para a entidade.

EC § 52

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Passivo
A definição de passivo divide-se nas seguintes componentes:

1 Obrigação presente (distingue-se a obrigação presente de compromisso futuro: por exemplo, uma decisão do órgão de
gestão de uma entidade para adquirir ativos no futuro não dá, por si própria, origem a uma obrigação presente);
2 Proveniente de acontecimentos passados;
3 Resulte num exfluxo de recursos (para que a quantia da liquidação possa ser mensurada com fiabilidade).

Passivo é uma: Definição oficial; ver EC § 49 b)

Obrigação presente da entidade proveniente de acontecimentos


passados, da liquidação da qual se espera que resulte uma saída
(exfluxo) de recursos incorporando benefícios económicos.

Capital Próprio
Interesse residual nos activos de uma entidade depois de deduzidos os seus passivos (EC
§ 49 c).
Definição oficial; ver EC § 49 c)

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Demonstração dos Resultados por Naturezas
Definição: Demonstração financeira de natureza económica cujo objectivo é a
determinação do resultado (desempenho) da entidade relativo a um
determinado período de tempo (exercício económico).
Este resultado denomina-se resultado líquido do período; ele é determinado pela
diferença entre Rendimentos e Gastos (EC § 69)

RENDIMENTOS GASTOS
São aumentos nos benefícios económicos
durante o exercício económico na forma de São diminuições nos benefícios económicos
aumentos de ativos ou de diminuições de durante o exercício económico na forma de
passivos que resultem em aumentos no diminuições de activos ou incorrência de
capital próprio, que não sejam os passivos que resultem em diminuições do
relacionados com as contribuições dos capital próprio, que não sejam relacionadas
participantes no capital próprio. com as distribuições aos participantes no
capital próprio.
Obs.: o reconhecimento de um rendimento ocorre em Obs.: o reconhecimento de um gasto ocorre em
simultâneo com o reconhecimento de aumentos de simultâneo com o reconhecimento de diminuições de
ativos ou com o reconhecimento de diminuições de ativos ou com o reconhecimento de aumentos de
passivos. passivos.

38
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Demonstração dos Aos activos estão associados benefícios futuros e aos gastos não, 39
Resultados por Naturezas porque se extinguem no próprio exercício (são consumidos); os
gastos não proporcionam, por isso, benefícios nos períodos
seguintes. O controlo também é importante: ao reconhecimento de
um activo está inerente o seu controlo e aos gastos não.
GASTOS RENDIMENTOS
(alguns exemplos) (alguns exemplos)

. Fornecimentos e Serviços Externos . Vendas


. Gastos com o Pessoal . Prestações de Serviços
. Gastos de Financiamento (juros sup.) . Rendimentos Suplementares
. Juros obtidos

RLP tem de estar sempre


RLP = ? presente na DRn

Resultado Líquido do PERÍODO:

.Rendimentos > Gastos => Resultado > 0 = Lucro


.Rendimentos < Gastos => Resultado < 0 = Prejuízo
.Rendimentos = Gastos => Resultado = 0 = Resultado Nulo

39
11-01-2018

40
Activo versus Gasto
• Qualquer despesa que seja suportada, das duas, uma: ou se
extingue nesse exercício, por não ser (ou deixar de ser)
proporcionadora de rendimentos futuros e, nessa medida, é um
custo (gasto); ou não se extingue no exercício em causa, por dela se
esperar rendimentos em exercício futuro e, nesse caso, é
considerada um activo, um elemento do património (a incluir no
balanço).

• O problema está em que, em muitos casos, não é fácil determinar,


no fim do exercício, se uma determinada despesa está extinta
completamente ou se vai proporcionar, no futuro, rendimento para
a empresa. A classificação como custo ou como activo constitui,
nestes casos de maior ambiguidade, matéria de julgamento, de
opinião em que sobreleva a subjectividade. Porém, a opção por
qualquer uma das 2 soluções possíveis tem efeitos sobre o resultado
e sobre o activo. Podemos ter, consoante a opção, mais activo e
maior resultado ou, em alternativa, menor resultado e menos
activo. 40

40
11-01-2018

41
Activo Corrente e Activo não Corrente

NCRF 1

Activo Monetário e Activo Não Monetário

O valor de realização do Activo é coincidente com o valor reconhecido no Balanço?

Passivo Corrente e Passivo não Corrente

NCRF 1

Passivo Monetário e Passivo Não Monetário


O valor de liquidação do Passivo é coincidente com o valor reconhecido no Balanço?

41
11-01-2018

42
Activos Correntes (cont.)
Cumprimento do requisito dado pela NCRF 1 (§ 14 a):

Espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou


consumido, no decurso normal do ciclo operacional da entidade.
O ciclo operacional de uma entidade é o tempo que decorre entre a
aquisição de activos para processamento e a sua realização em caixa ou
NCRF 1,
seus equivalentes. N.B.: Quando o ciclo operacional normal da entidade
§ 16 não for claramente identificável, pressupõe-se que a sua duração seja de
doze meses.

Os activos correntes incluem activos (tais como inventários e dívidas a


receber comerciais) que são vendidos, consumidos ou realizados como
NCRF 1, parte do ciclo operacional normal mesmo quando não se espere que
§ 16 sejam realizados num período até doze meses após a data do balanço.

42
11-01-2018

43
Aplicação prática 1
Exercício
A empresa Alfa, Lda. dedica-se à venda de material de escritório. No final do mês de Setembro de
2013 apresentava os seguintes elementos patrimoniais activos:
.Depósitos à ordem = 6 000 €
.Mobiliário diverso afecto ao edifício comercial = 20 000 €
.Clientes = 4 000 € (50% deste valor será recebido dentro de 2 meses e o restante dentro de 18 meses)
. Dinheiro em caixa = 300 €
.Equipamento informático =2 500 €
.Inventários (stocks de existências) = 3 800 €
.Edifício comercial = 50 000 €
Pedido: A identificação e a mensuração do activo corrente e do activo não corrente.

Activo não corrente


.Edifício comercial = 50 000 €
.Equipamento informático = 2 500 €
.Mobiliário diverso afecto ao edifício comercial = 20 000 €
Resolução
Activo corrente
.Depósitos à ordem = 6 000 €
Ordenação não As dívidas a receber comerciais são sempre de
oficial .Clientes
Clientes = 4 000 €
natureza corrente
.Dinheiro em caixa = 300 €
.Inventários = 3 800 €

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44
Aplicação prática 2
Exercício Matéria: NCRF 1, § 18
A empresa Beta, Lda. dedica-se à venda de material de escritório. No final do mês de Setembro de
2013 apresentava os seguintes elementos patrimoniais passivos:

.Fornecedores de mercadorias = 10 000 € (dívidas comerciais a pagar em 18 meses)


. Fornecedores de mercadorias = 6 000 € (dívidas comerciais a pagar em 3 meses)
.Dívidas a sócios = 5 000 € (empréstimos de sócios a pagar em 24 meses; designam-se por suprimentos)
.Estado = 500 € (IVA a pagar)
.Empréstimo bancário contraído na CGD = 30 000 € (de acordo com o contrato estabelecido, 50% será
pago no final de 6 meses e o restante no final de 18 meses)
Pedido: A identificação e a mensuração do passivo corrente e do passivo não corrente.

Passivo não corrente


.Empréstimo bancário contraído na CGD = 15 000 €
.Outras Contas a Pagar (Suprimentos) = 5 000 €

Resolução
Passivo corrente
. Empréstimo bancário contraído na CGD = 15 000 €
Ordenação não
oficial . Estado e Outros Entes Públicos = 500 €
.Fornecedores = 16 000 € As dívidas a pagar comerciais são sempre de
natureza corrente

44
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45
Gastos

Diminuições nos benefícios económicos (variações negativas no Capital Próprio ou na


riqueza da entidade) na forma de diminuições de ativos ou aumentos de passivos (ou
GASTOS mesmo de uma combinação dos dois) durante um exercício económico, como

CORRENTES consequência da actividade corrente (ordinária) da entidade (exemplos: Gastos com o


G
Pessoal, Fornecimentos e Serviços Externos [diminuições nos benefícios económicos que
A não sejam relacionadas com as distribuições aos participantes no capital próprio].
S
T Diminuições nos benefícios económicos (variações negativas no Capital Próprio ou na
O riqueza da entidade) na forma de diminuições de ativos ou aumentos de passivos (ou
S mesmo de uma combinação dos dois) durante um exercício económico, como

PERDAS consequência da actividade periférica* (acontecimentos pontuais) da entidade


(exemplos: Alienação de activos não correntes com prejuízo, Incêndios) [diminuições nos
benefícios económicos que não sejam relacionadas com as distribuições aos participantes
no capital próprio].

45
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46
Rendimentos
Aumentos nos benefícios económicos (variações positivas no Capital Próprio ou na riqueza
R
da entidade) na forma de aumentos de ativos ou diminuições de passivos (ou mesmo de
E uma combinação dos dois) durante um exercício económico, como consequência da
N RÉDITOS
actividade corrente (ordinária) da entidade (exemplos: Vendas, Prestações de serviços,
D Juros Obtidos, Dividendos Obtidos, Rendas Obtidas) [aumentos nos benefícios económicos

I que não sejam relacionados com as contribuições dos participantes no capital próprio].

M
E Aumentos nos benefícios económicos (variações positivas no Capital Próprio ou na riqueza
N da entidade) na forma de aumentos de ativos ou diminuições de passivos (ou mesmo de
T uma combinação dos dois) durante um exercício económico, como consequência da
GANHOS
O actividade periférica* (acontecimentos pontuais) da entidade (exemplo: Alienação

S de activos não correntes com lucro) [aumentos nos benefícios económicos que não sejam
relacionados com as contribuições dos participantes no capital próprio].

46
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47
RLP (Resultado Líquido do Período)

RÉDITOS GASTOS CORRENTES


RESULTADO

LÍQUIDO

DO GANHOS PERDAS

PERIODO
RENDIMENTOS GASTOS

47

47
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48
Bibliografia de apoio: Contabilidade das Sociedades, 12.ª edição, ano 2006, Plátano Editora. De FV
Reservas Gonçalves da Silva, João Esteves Pereira e Lúcia Lima Rodrigues

1 As reservas visam homenagear o princípio contabilístico da prudência.


Reservar significa ‘guardar’, ‘não distribuir’, ser ‘prudente.’
2 Uma percentagem não inferior a 5% dos lucros da sociedade é destinada
à constituição da RESERVA LEGAL, até que esta represente 20% do Capital
Social.
3 As sociedades de responsabilidade limitada (por quotas e SA) são
obrigadas por lei a retirar dos lucros de cada exercício, se os houver, uma
determinada % para a constituição de uma Reserva, denominada por
Reserva Legal (rubrica 551 Reservas Legais).
4 Além disso, pode acontecer que o pacto social (os estatutos da firma)
obrigue à constituição de outras reservas, chamadas de RESERVAS
ESTATUTÁRIAS (rubrica 552 Outras Reservas).
Ver artigo da Revista de Contabilidade e Finanças 127, pp.
48
21-24. “Reservas”, de Eduardo Sá e Silva. Ano: 2016.

48
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49

5 Assim, as sociedades de responsabilidade limitada não devem, nem


podem, atribuir a totalidade dos lucros aos sócios/accionistas, pois são
obrigadas por lei a reservar parte desses lucros .
6 As reservas são lucros não distribuídos, retidos na empresa, para fazer
face a prejuízos futuros.
7 Trata-se de um aumento do CP que, por via de um resultado retido que
não é distribuído aos sócios/accionistas, transforma-se num reforço
permanente dos fundos próprios investidos na entidade. A constituição de
reservas tem como objectivo proporcionar à empresa e aos seus credores
uma medida adicional contra o efeito de eventuais prejuízos. Representam
um acto de previdência, reforçando a independência da entidade e
reduzindo a necessidade de recurso a financiamento alheio. São vistas
como autofinanciamento da entidade.
49

49
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50

8 A reserva legal apresenta a seguinte constituição: nas sociedades por


quotas, deve corresponder a 5% dos lucros do exercício, até atingir 20%
do capital social (art.º 295.º do CSC), com um mínimo de 2500 € (art.º
218.º do CSC); nas SA, deve corresponder a 5% dos lucros do exercício até
atingir 20% do capital social (art.º 295.º do CSC); e nos EIRL deve
corresponder a 20% dos lucros do exercício até atingir 50% do capital (DL
248/96, de 25-VIII).
9 A constituição da reserva legal não significa que esse montante tenha
de estar cativo numa conta da empresa. Trata-se apenas de lucros que
não podem ser distribuídos.
10 Se bem que o CP seja definido como um valor residual, ele pode ser
sub-classificado no Balanço: por exemplo, são mostradas separadamente
as reservas que no fundo representam apropriações de resultados
retidos. 50

50
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51
Prestações Suplementares e Resultados Transitados
11 Podem também ser mostradas de forma separada as Prestações
Suplementares (nas sociedades por quotas, apenas). Elas representam
entregas adicionais dos sócios à entidade. Não vencem juros. São um
elemento integrante do CP e estão obrigatoriamente previstas no contrato
de sociedade.
12 Os Resultados Transitados representam uma rubrica que inclui todos
os resultados (lucros e prejuízos) que vão sendo acumulados ao longo dos
exercícios contabilísticos. Se o valor é positivo, representa um lucro
acumulado de exercícios anteriores. Este valor pode vir a ser distribuído;
não o foi, mas pode vir a sê-lo. Se o valor é negativo, isso representa um
prejuízo acumulado de exercícios anteriores. 13 Assim, se Capital
Realizado = 100 000; Prestações Suplementares = 30 000; Reservas Legais
= 40 000; Resultados Transitados = 20 000; e RLP = 10 000; o CP é igual a
51
200 0000.

51
11-01-2018

52

Plano da sessão 7 | 19-X-2017

1. Continuação do plano da sessão anterior.

2. Factos patrimoniais permutativos.

3. Factos patrimoniais modificativos.

4. Exercício 2.

52
11-01-2018

53
Sugestão de Trabalho Individual (STI) da aula 7
A Estudo e análise, em trabalho de grupo até 3 elementos, dos exercícios do
manual Manual de Contabilidade Financeira de Sónia Monteiro (2013).
Exercícios correspondentes à matéria leccionada.

Tempo estimado: 4 horas. Não é para entregar.

B Exercícios 1, 2 e 3 da sebenta de casos práticos.

Tempo estimado: 1 hora. PARA ENTREGAR

C Leitura individual do livro Contabilidade para Todos – Iniciação à


Contabilidade (pp. 52-100).

Tempo estimado: 4 horas. Não é para entregar.

53
11-01-2018

54

Leituras – aula 7

1 Gonçalves, M. (2010), “Bosquejo de uma sucinta


História da Contabilidade em Portugal até à fundação
da primeira escola de Comércio e Contabilidade
(1759)”. Revista Universo Contábil, 6(4), pp. 89-103.
online

2 Gonçalves, M. e Lira, M. (2011), “Difusión de la


Partida Doble y repercusión europea de la obra
maestra de Luca Pacioli”. Contabilidade e
Informação 34, pp. 3-16.
online

54
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55

FACTOS PATRIMONIAIS PERMUTATIVOS: provocam uma alteração qualitativa


na composição do património mas não alteram o valor do património
líquido.

o Exemplo: depósito de um cheque que se encontrava em caixa.

FACTOS PATRIMONIAIS MODIFICATIVOS: provocam não só uma alteração


qualitativa na composição do património, como também no seu valor, isto é,
implicam alterações no valor do património líquido (para mais ou para
menos)

o Exemplo: Venda de mercadorias com lucro/prejuízo.


Os factos modificativos podem ser:
negativos (se implicam a diminuição do valor do património líquido);
ou
positivos (se originam um aumento do valor do património líquido).

55
11-01-2018

56
Critérios para a ordenação dos elementos patrimoniais

• O ACTIVO é apresentado por ordem de liquidez


crescente (do activo menos líquido para o mais líquido);

• O PASSIVO é apresentado por ordem de exigibilidade


crescente (do passivo menos exigível para o mais
exigível); e

• O CAPITAL PRÓPRIO é apresentado tendo por base a sua


formação histórica (critério cronológico directo) (ou seja,
do mais antigo – Capital Subscrito – para o mais recente
– Resultado Líquido gerado no Período).

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11-01-2018

57

Plano da sessão 8 | 24-X-2017

1. Continuação do plano da sessão anterior.

2. Exercício 4.

3. Exercício 5.

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11-01-2018

58

STI 8 e 9 – MARATONA DE ESTUDO


1. Exercícios 2, 3, 4 e 5 (trabalho individual, manuscrito,
agrafado e realizado em folhas brancas. Para entregar
daqui a uma semana) Tempo estimado: 2 horas

2. Manual de Contabilidade Financeira (2013), de Sónia


Monteiro. Trabalho de grupo.
Estudar:
• pp. 34-36;
• pp. 42-44;
• pp. 49-51; e
Tempo estimado: 10 horas
• pp. 53-65.

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59
Exercício 4 – alínea e)

59
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60
Exercício 4 – alínea f)

Outras contas a pagar

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61
Exercício 5 – pedido 3: BALANÇO

61
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62

Plano da sessão 9 | 26-X-2017

1. Continuação do plano da sessão anterior.

62
11-01-2018

63

Plano da sessão 10 | 31-X-2017

1. A unidade de agregação em Sugestões de


Contabilidade: a Conta.
2. Leis do Débito e do Crédito.
Leitura (aula 10)
3. O método de registo contabilístico: o
Método das Partidas Dobradas. 1 Portugal, M. (2013),
“Técnico Oficial de Contas:
4. Treino e exposição à matéria (as meio século de existência”.
partidas dobradas). Revista da Ordem dos
Técnicos Oficiais de Contas
5. Exercício 8. 158, pp. 42-44.
6. Diário – Razão – Balancete –
2 Rodrigues, A. (2014), “Vale
Demonstrações Financeiras (Balanço e a pena ser TOC”. Revista da
Demonstração dos Resultados por Ordem dos Técnicos Oficiais
de Contas 166, pp.36-37.
Naturezas).
7. Exercícios práticos.

63
11-01-2018

64

STI 10

Manual de Contabilidade Financeira (2013),


de Sónia Monteiro. Trabalho de
grupo/individual. Não é para entregar.

Movimentação de contas e outras


matérias:
• pp. 66-123.
Tempo estimado: 6 horas

64
11-01-2018

65
Estudo das Contas
Noção de Conta e Partes Constitutivas da Conta
CONTA (Definição)
É a unidade de agregação em Contabilidade. Trata-se de um conjunto de
“elementos expressos na mesma unidade de valor, susceptível de sofrer
variações no tempo”. Expressa-se sempre em valores.
Fonte: Jaime Lopes Amorim, Digressão Através do
CONTA (Características) Vetusto Mundo da Contabilidade, 1969, p. 319

Título (compreensão)
Palavra (ou palavras) por que se designa a conta. Evidencia a propriedade comum a todos os elementos
patrimoniais que a integram. É uma expressão que deve revelar imediatamente a natureza dos elementos que
a compõem, e que tem como finalidade identificar a conta e distingui-la de todas as outras. É o elemento fixo.

Valor (extensão)
Expresso em unidades monetárias. É o elemento variável da conta, dado que os elementos patrimoniais
estão sujeitos a variações constantes em resultado das operações que se vão verificando. A extensão de
uma conta corresponde ao seu saldo, isto é, à diferença entre o débito e o crédito da conta.

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66
Estudo das Contas
Noção de Conta e Partes Constitutivas da Conta
CONTA (Requisitos)
Homogeneidade
Apenas deve conter os elementos que obedeçam à característica
comum que a define.

Integralidade
Deve conter todos os elementos que possuem a característica comum
por ela definida.
Conta = conjunto dos registos operados numa determinada categoria
ou classe de valores. O seu conteúdo respeita ao próprio movimento
nela operado (os lançamentos).

Fonte: Normalização Contabilística, 1984. Rogério Fernandes Ferreira, p. 131.

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67

Estudo das Contas


CONTA (Classificação)
Contas Colectivas (complexas, gerais ou sintéticas):
encontram-se subdivididas em outras contas).

Contas Divisionárias (simples, elementares, ou analíticas):


contas que são subdivisões de outras.

N.B.: a soma dos valores das contas divisionárias é igual ao valor da conta colectiva respectiva.

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11-01-2018

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Estudo das Contas - Classificação

CONTA COLECTIVA (exemplos) CONTAS DIVISIONÁRIAS

- Banco A
Depósitos à Ordem - Banco B
- Banco C

- TDK, Lda.
Clientes - XYZ, Lda.
- XPTO, Lda.

- JS, Lda.
Fornecedores - Rodoviva, S.A.
- ABC, S.A.

68
11-01-2018

69

Estudo das Contas


CONTA (Classificação)
Contas de 1.º grau (correspondem às contas de dois dígitos);

Contas de 2.º grau (resultam do desdobramento das contas do 1.º grau


e correspondem às contas de três dígitos);

Contas de 3.º grau (resultam do desdobramento das contas do 2.º grau


e correspondem às contas de quatro dígitos);

….
N.B.: 62 (Fornecimentos e Serviços Externos; Conta de 1.º grau); 624 (Fornecimentos e Serviços
Externos - Energia e Fluidos; Conta de 2.º grau; 6241 Fornecimentos e Serviços Externos -
Energia e Fluidos – Electricidade; Conta de 3.º grau)

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70

Estudo das Contas


CONTA (Classificação)
Contas de Balanço (correspondem às contas das classes 1 a 5 – SNC);

Contas da Demonstração dos Resultados por


Naturezas (correspondem às contas das classes 6 e 7 – SNC);
Contas de Resultados (correspondem às contas da classe 8 – SNC);

N.B.: As contas da DRn também se dizem contas de gestão ou contas de exploração.

70
11-01-2018

71

Representação Gráfica da Conta


A Conta é passível de ser representada graficamente para uma
melhor compreensão do seu conteúdo e das variações ocorridas
ao longo do tempo.
. Em termos gráficos, a conta é representada em forma de T;

. Sobre a linha horizontal, ao centro, inscreve-se o título da conta;


. Qualquer valor lançado do lado esquerdo corresponde a um débito; qualquer valor
lançado no lado direito corresponde a um crédito.

Débito (D) Título Crédito (C)

DEBITAR uma conta consiste em inscrever um valor no lado do débito; CREDITAR uma
conta consiste em inscrever um valor no lado do crédito.

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72

Representação Gráfica da Conta


Saldo de uma conta
É a diferença entre o total dos débitos e o total dos créditos.

Se:

. Total dos débitos > Total dos Créditos : saldo devedor (Sd)
. Total dos débitos < Total dos Créditos : saldo credor (Sc)
. Total dos débitos = Total dos Créditos : saldo nulo (Sn)

Se se pretender saldar uma conta, o saldo deve adicionar-se ao lado cuja soma é de menor valor,
para assim os lados ficarem equilibrados em termos de valor.

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Método de Registo Contabilístico 73

Método das Partidas Dobradas (Digrafia; Método Digráfico)


 São sempre movimentadas, pelo menos, duas contas.

 Se efectuarmos um débito em uma ou mais contas, devemos


efectuar um crédito de valor equivalente em uma ou mais contas.

 Não há débito sem o correspondente crédito (e vice-versa).

 A soma do valor dos débitos é sempre igual à soma do valor dos


créditos.

O valor total a débito em uma ou várias contas iguala sempre o valor total
a crédito em uma ou várias contas.

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11-01-2018

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Leis do Débito e do Crédito


Contas do Activo:
 Debitadas pelo valor inicial e pelos
aumentos (variações positivas);
Leis do Débito e do Crédito
 Creditadas pelas diminuições (variações negativas).
foram sistematizadas por:
Contas do Passivo e do Capital Próprio:
 Creditadas pelo valor inicial e pelos Jean Dumarchey
aumentos (variações positivas); (1874 - 1946)
 Debitadas pelas diminuições (variações negativas). 1914 Théorie Positive de la Comptabilité

Teoria Positiva da Contabilidade, em 1943


Contas de Gastos: (tradução de Guilherme Rosa)

Debitadas (regra geral).

Contas de Rendimentos:
Creditadas (regra geral).

74
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Tipos de lançamentos nas partidas dobradas (ou lançamentos digráficos)

A contabilização de qualquer facto patrimonial obedece sempre a


uma das quatro fórmulas digráficas seguintes:
Fonte: Jaime Lopes Amorim, Digressão através do
Vetusto Mundo da Contabilidade, 1969, p. 164

 Uma só conta a débito e uma só conta a crédito; Lançamento simples

 Uma só conta a débito e várias contas a crédito; Lançamento complexo

 Várias contas a débito e uma só conta a crédito; Lançamento complexo

 Várias contas a débito e várias contas a crédito. Lançamento composto

75
11-01-2018

76
Características do Método das Partidas Dobradas

76
11-01-2018

77
____________________________________

Fonte: Gonçalves, M. (2017). Pequena História de uma Escola de Contabilidade: a Aula do Comércio. Contribuição
para a História da Profissão de Contabilista e da Difusão das Partidas Dobradas em Portugal. Lisboa: Associação
Portuguesa de Técnicos de Contabilidade. (APOTEC). Páginas 120-121.

77
11-01-2018

78

Contabilizar: o que significa?

Contabilizar um determinado facto


contabilístico é determinar quais as
contas cuja extensão variou em função
desse facto para depois nelas aplicar as
leis do débito e do crédito (regras de
movimentação das contas) de acordo
com o MÉTODO DAS PARTIDAS
DOBRADAS.
78
11-01-2018

79

Sequência na contabilização dos factos patrimoniais


Livro de comércio caído

SISTEMA Memorial ou em desuso. Escrito ao


correr da pena, sem
Borrador grandes preocupações
CLÁSSICO de perfeição.

DIÁRIO
FACTOS Suportes para
PATRIMONIAIS registo
contabilístico
RAZÃO
Resumo do Razão.
Alfabeto do Documento que
DOCUMENTOS Razão * resume todo o
CONTABILÍSTICOS movimento
efectuado no Razão.
BALANCETE de O balancete constitui
*Livro auxiliar. Também chamado de “Índice do Razão”. O
Alfabeto do Razão era um livro que facilitava a procura do fólio VERIFICAÇÃO uma conferência da
passagem (dos
(hoje, 2 duas páginas)reservado a qualquer conta. Também valores) do Diário
aparecia com o nome ´Abecedário do Livro Mestre´, por 79
para o Razão.
exemplo, na Companhia da Fábrica das Sedas (1745-1747).

79
11-01-2018

80

A Relevação Patrimonial
Faz o registo cronológico dos factos
DIÁRIO patrimoniais.

Faz o registo sistemático nas contas com base


RAZÃO
na ordem em que estas aparecem no Diário.

BALANCETE É um resumo agregado do Razão.

O livro diário recebe os lançamentos por ordem de datas, sem nenhuma sistematização ou classificação. O livro
razão é separado em contas (no passado, cada fólio do razão era reservado a uma conta). No passado, com a
escrituração manual, havia 2 momentos de escrituração. Primeiramente fazia-se a escrituração no livro diário;
em seguida, transcrevia-se cada lançamento para o livro razão. Hoje o livro diário e o livro razão são
processados electronicamente, não existindo mais a necessidade de transcrição manual.

80
11-01-2018

81

O Processo Contabilístico* e as DF
A palavra razão vem do latim RATIONUM que, por sua vez, vem
de RATIO. O CODEX RATIONUM era o livro das contas, para os
romanos. E para os romanos, também, RATIO era o nome de cada
conta aberta no RATIONUM. RATIO significava para os romanos,
assim, conta (ou cálculo).
BALANÇO*

Diário* Razão* Balancete* DF


O balancete verifica se a transposição do diário
para o razão foi efectuada de forma exacta.
DRn*
Note bem:

LIVROS AUXILIARES: algumas contas apresentavam movimentações muito numerosas. Assim, havia livros
contabilísticos específicos para essas contas, como, por exemplo, o livro de caixa e o livro de armazém.

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Diário
.Serve para registar cronologicamente, em assento separado, cada um
dos factos patrimoniais.

.Um assento de Diário é composto por:

1 A data do lançamento (assento);


2 A designação da(s) conta(s) a debitar com os respectivos
códigos SNC;
3 A designação da(s) conta(s) a creditar com os respectivos
códigos SNC;
4 Os valores movimentados a débito e a crédito;
5 A preposição ‘a` a anteceder a(s) conta(s) credora(s);
6 O histórico da operação.

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Diário
Regras para a sua elaboração:

1 Os títulos das respectivas contas entram no corpo do lançamento,


juntamente com o código.
2 Os lançamentos são separados uns dos outros por um traço
descontínuo, em cujo centro se inscreve a data (dia e mês) do
lançamento.
3 Se o lançamento anterior for feito no mesmo mês, indica-se
apenas o dia.
4 Se o lançamento é feito no mesmo dia do anterior, colocam-se
aspas (“).

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Diário RISCADO típico

1 Junho

12 Depósitos à Ordem 500


a 11 Caixa 500
Talão de depósito n.º 321

434 AFT – Equip. Transporte 1000


a 2711Fornecedores de Investimento 1000
Factura n.º 123

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Razão

- Serve para lançar de uma forma sistemática o movimento de todas as


operações do Diário (os assentos) em relação a cada uma das respectivas
contas. Assim, conhece-se o estado e a situação de qualquer uma delas, sem
necessidade de recorrer ao exame de todos os lançamentos do Diário.

- O Razão apresenta-se como um livro de folhas designadas por fólios. Cada


fólio é reservado a uma conta, em que na página esquerda se escreve Débito e
na página direita se escreve Crédito.
Em resumo, os factos patrimoniais são registados:

Por ordem de datas no Diário:


Registo Cronológico;

Por ordem de contas no Razão:


Registo Sistemático.

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O Diário e o Razão
Hoje está a insistir-se em dizer-se lançamentos, quer no Diário, quer no Razão.
Não está bem. Lança-se no razão os assentos do diário. Historicamente sempre
assim foi.

Muitos pensam que o Razão (R) é uma duplicação desnecessária do Diário (D)
pois que, dizem, tudo é feito duas vezes. Mas o livro razão é o classificador, por
contas, do movimento produzido pela acção gestiva. No diário pode conhecer-se
a ordem dos factos e actos gestivos pela sua simples análise. No razão mostram-
se aqueles mesmos factos classificados pela sua diferente natureza. Os 2 livros, D
e R, completam-se um ao outro, visto que nem o diário só por si pode mostrar a
situação da empresa, nem o Razão também só por si pode indicar qual a
sequência de operações de que resulta aquela situação.

O Diário mostra pois os efeitos de cada operação, mas não nos mostra os saldos
de cada conta. Já no Razão se resumem as alterações ou efeitos mostrando-nos o
saldo de cada conta, mas não nos mostra as outras contas afectadas (de forma
rápida) nem a informação, embora sumária, contida em cada assento no diário.

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Dizia o CC de 1888 no seu artigo 35.º [Escrituração do Razão] que:
Revogado em 2006
- o Razão servirá para escriturar o movimento de todas as
operações do diário, ordenadas por débito e por crédito,
em relação a cada uma das respectivas contas para se
conhecer o estado e a situação de qualquer uma delas,
sem necessidade de recorrer ao exame e separação de
todos os elementos cronologicamente escriturados no
diário.

E no artigo 34.º [Escrituração do Diário], também revogado em


2006:

- o Diário servirá para os comerciantes registarem dia a


dia, em assento separado, cada um dos seus actos que
modifiquem ou possam vir a modificar a sua fortuna.

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Balancete

Corresponde a uma transcrição ordenada para uma folha de 4


colunas dos totais dos movimentos das contas a débito e a crédito
e dos respectivos saldos devedores ou credores do Razão. No
balancete:

- o total dos movimentos a débito é igual ao total


dos movimentos a crédito;

- a soma do saldo das contas devedoras é igual à


soma dos saldos das contas credoras.

Os balancetes constituem auxiliares de gestão e são realizados,


habitualmente, no final de cada mês de exploração. Designam-se por
balancetes mensais de verificação.

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Balancete

Contas Movimentos Acumulad. Saldo


Débito Crédito Devedor Credor

Caixa 10 000 8 500 1 500

Totais

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Balancete
Através de um balancete verifica-se a situação da empresa visto efectuar
uma recapitulação das contas: apresenta-se o total do débito e o total
do crédito de cada conta e o respectivo saldo.

O Balancete é um resumo do Razão, em que:

. ∑ Movimentos Acumulados a Débito = ∑ Movimentos Acumulados a Crédito


. ∑ Saldos Devedores = ∑ Saldos Credores
. ∑ Movimentos Acumulados a Débitos = ∑ Movimentos Acumulados a Crédito = ∑ Diário

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Classes e contas do SNC


1.SNC Designação das classes:

Classe 1: Meios Financeiros Líquidos


Classe 2: Contas a Receber e a Pagar
Classe 3: Inventários e Activos Biológicos
Classe 4: Investimentos
Classe 5: Capital, Reservas e Resultados Transitados
Classe 6: Gastos
Classe 7: Rendimentos
Classe 8: Resultados

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Classe 1 – Meios Financeiros Líquidos
Contas de 1.º grau
11 Caixa
12 Depósitos à Ordem
13 Outros Depósitos Bancários
14 Outros Instrumentos Financeiros

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Classe 2 – Contas a Receber e a Pagar
Contas de 1.º grau
21 Clientes
22 Fornecedores
23 Pessoal
24 Estado e Outros Entes Públicos
25 Financiamentos Obtidos
26 Accionistas / Sócios
27 Outras Contas a Receber e a Pagar
28 Diferimentos
29 Provisões

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Classe 3 – Inventários e Activos Biológicos
Contas de 1.º grau
31 Compras
32 Mercadorias
33 Matérias-primas, Subsidiárias e de Consumo
34 Produtos Acabados e Intermédios
35 Subprodutos, Desperdícios, Resíduos e Refugos
36 Produtos e Trabalhos em Curso
37 Activos Biológicos
38 Reclassificação e Regularização de Inventários e AB
39 Adiantamentos por Conta de Compras

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Classe 4 – Investimentos
Contas de 1.º grau

41 Investimentos Financeiros
42 Propriedades de Investimento
43 Activos Fixos Tangíveis
44 Activos Intangíveis
45 Investimentos em Curso
46 Activos não Correntes Detidos para Venda

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Classe 5 – Capital, Reservas e Resultados Transitados
Contas de 1.º grau
51 Capital Subscrito
52 Acções (quotas) Próprias
53 Outros Instrumentos de Capital Próprio
54 Prémios de Emissão
55 Reservas
56 Resultados Transitados
57 Ajustamentos em Activos Financeiros
58 Excedentes de Revalorização de Activos Fixos Tangíveis e Intangíveis
59 Outras Variações no Capital Próprio

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Classe 6 – Gastos
Contas de 1.º grau

61 Custo das Mercadorias Vendidas e das Matérias Consumidas


62 Fornecimentos e Serviços Externos
63 Gastos com o Pessoal
64 Gastos de Depreciação e de Amortização
65 Perdas por Imparidade
66 Perdas por Reduções de Justo Valor
67 Provisões do Período
68 Outros Gastos e Perdas
69 Gastos e Perdas de Financiamento

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Classe 7 – Rendimentos
71 Vendas Contas de 1.º grau

72 Prestações de Serviços
73 Variações nos Inventários da Produção
74 Trabalhos para a Própria Entidade
75 Subsídios à Exploração
76 Reversões
77 Ganhos por Aumentos de Justo Valor
78 Outros Rendimentos e Ganhos
79 Juros, Dividendos e outros Rendimentos Similares

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Classe 8 – Resultados
Contas de 1.º grau

81 Resultado Líquido do Exercício


89 Dividendos Antecipados

99
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100
Recordatória…. o Balanço
1. O Balanço é a demonstração financeira que apresenta a posição
financeira de uma entidade numa determinada data do seu exercício
económico e que divulga, devidamente agrupados e classificados, os
activos, passivos e o capital próprio dessa entidade.

2. Está sempre sujeito à Identidade Fundamental da Contabilidade (ou


Equação Geral do Balanço ou ainda Equação Fundamental da
Contabilidade), isto é, Activo = Capital Próprio + Passivo.

3. O Balanço é a expressão da relação existente entre o Activo, o Passivo e o


Capital Próprio.

4. É a demonstração financeira que mostra em determinada data a


composição e o valor do património de uma entidade.

5. O Balanço apresenta os activos subdivididos em 2 grandes grupos: activos


não correntes e activos correntes. Os passivos também são apresentados
em 2 grandes grupos: passivos não correntes e passivos correntes. As
contas diferenciais, ou seja, as contas de capital próprio, também se
apresentam classificadas em sub-grupos, por exemplo, capital subscrito,
reservas legais, reservas estatutárias (se previstas), e resultado líquido do
período.

100
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101
Recordatória…. o Balanço
6. O Balanço apresenta as contas do activo ordenadas segundo um
critério: o critério da liquidez crescente. As contas do passivo são
apresentadas no Balanço segundo o critério da exigibilidade
crescente e as contas de capital próprio segundo um critério de
formação histórica ou diacrónica (critério cronológico directo), ou
seja, segundo a sua constituição cronológica na entidade (do mais
antigo elemento constituído na entidade para o mais recente).

7. O espaço de tempo que separa a elaboração de dois Balanços, de


cariz obrigatório, designa-se por exercício económico (geralmente
coincidente com o ano civil).

8. Corresponde a uma fotografia (análise estática) da situação


patrimonial (posição financeira) da entidade.

9. O Balanço, numa óptica de gestão, pode ser visto como o


documento que apresenta a posição financeira de uma entidade
num dado momento, sendo uma síntese das suas origens de fundos
(próprias e de terceiros) (capital próprio e passivo) e uma síntese das
suas aplicações de fundos postos à disposição da entidade (activo).

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102
Recordatória…. o Balanço
10. O Balanço deve ser apresentado pelo menos anualmente. É
apresentado segundo uma disposição vertical.

11. Fazem parte do Balanço os saldos das contas das classes 1 até à
5, que representam contas de Activo, Passivo e Capital Próprio.
No final do período, o balanço evidencia na rubrica do Capital
Próprio uma conta de resultados – trata-se do Resultado
Líquido do Período, representando o resultado gerado no
período, na sequência das operações contabilísticas realizadas
pela entidade ao longo do período em apreço. O resultado
líquido apurado no final do período irá constar no balanço
inicial do período seguinte numa rubrica de Capital Próprio,
designada Resultados Transitados. Caso o resultado líquido
obtido no período anterior seja tenha sido negativo, o valor a
figurar no balanço inicial, em resultados transitados, deve
apresentar um sinal negativo (-) ou então estar expresso dentro
de um parêntesis. Tal indica que o seu valor é negativo.

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103

Plano da sessão 11 | 02-XI-2017

1. Continuação do plano da sessão anterior.

2. Exercícios práticos.

Exercício 8: STI 11
- Verificação das entradas em espécie [entradas em bens
diferentes de dinheiro] (artigo 28.º do CSC)
Continuação da
. Relatório elaborado por um ROC sem interesses Sugestão de Trabalho
na sociedade (n.º 1 do art.º 28.º). Anterior

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104

Plano da sessão 12 | 07-XI-2017

1. Continuação do plano da sessão anterior.

2. Realização do caso prático da página 81 do Manual de


Referência Obrigatório da Cadeira (Manual de
Contabilidade Financeira, Sónia Monteiro, 2013).

3. Casos práticos.

STI 12

Continuação da Sugestão de
Trabalho Anterior

104
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105

Plano da sessão 13 | 09-XI-2017

1. Continuação do plano da sessão anterior.

2. Exercícios práticos.

STI 13

Continuação da
Sugestão de Trabalho
Anterior

105
11-01-2018

106

Plano das sessões 14 e 15 | 14-XI-2017 e 16-XI-2017

1. Treino e exposição à matéria.

2. Trabalho de grupo: exercício 11.

3. Exercício 12.

STI 14 e 15

Resolução dos casos práticos 8 a 14.


Trabalho individual ou em grupo. Não é para entregar.

106
11-01-2018

Exercício 12 : pedido 6
107

107

107
11-01-2018

Exercício 12 : pedido 7
108

108

108
11-01-2018

109

“A contabilidade ainda continua a ser o melhor meio para


a avaliação e expressão do estado económico e financeiro
das empresas.”

Domingues de Azevedo (1950-2016)

Bastonário da
Ordem dos Contabilistas Certificados (2010-2016)

Frase grafada num mural do


Auditório António Domingues de Azevedo em Lisboa (Nov./2017)

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110

Recordatória
• ei*Pi + 1 = 0 [Identidade de Euler] [Leonhard Euler, 1707-1783 – matemático suíço; o maior matemático do século XVIII] . A mais bela equação
matemática, em que e é o número de Napier, i é a unidade imaginária, e Pi é a razão entre o perímetro e o diâmetro da circunferência, como é sabido].

• Poema de Álvaro de Campos (heterónimo de Fernando Pessoa, 1888-1935]

O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo.

O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo.


Poema O que há é pouca gente para dar por isso.
óóóó — óóóóóóóóó — óóóóóóóóóóóóóóó
(O vento lá fora).

• Poeta alemão Joham Wolfgang Goethe (1749-1832) - considerava na sua obra de ficção educacional Wilhelm
Meister (1795-1796) “o sistema contabilístico das partidas dobradas como uma das mais importantes descobertas
da inteligência humana”.

• A Contabilidade é uma das mais belas invenções da mente humana e todo o bom empresário deveria introduzi-la na
sua administração”. (GOETHE, citado por Martim Noel Monteiro, “A Contabilidade e o seu Mundo”, Ed. Portugália
Editora, 1965)

• “... para se simpatizar com a contabilidade, é necessário conhecê-la primeiramente”. (JAIME LOPES AMORIM, in
Lições de Contabilidade Geral, Ed. Empresa Industrial Gráfica do Porto, Lda., Porto, 1929, p.12)

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111

Plano da sessão 16| 20-XI-2017

1. NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA EMPRESARIAL em Portugal.

STI 16

1. Manual de Referência Obrigatório, pp. 163-200.

2. Contabilidade Financeira Explicada – Manual Prático (2015): Capítulo 4.

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112

Leituras – aulas 16, 17 e 18

Costa, C. B. e Alves, G. C. (2014). “A


contabilidade e o seu enquadramento
nacional e internacional”. In Costa, C. B. e
Alves, G. C. (2014), Contabilidade
Financeira (9.ª ed.) (pp. 39-142). Lisboa: Rei
dos Livros.

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113

Leituras – aulas 16, 17 e 18


• Ferreira, R. F. (1984), “A normalização contabilística em
Portugal”. Revista de Contabilidade e Comércio
187/192, pp. 543-559.
Biblioteca ISCAC

• Ferreira, L. F. e Regojo, P. (1996), “A regulamentação


contabilística em Portugal (parte I)”. Jornal de
Contabilidade 230, pp. 119-128. Online

• Ferreira, L. F. e Regojo, P. (1996), “A regulamentação


contabilística em Portugal (parte II)”. Jornal de
Contabilidade 231, pp. 155-162. Online

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114
ANTES de 1974
 Teses de doutoramento sobre normalização contabilística:

Caetano Léglise da CRUZ VIDAL (1920-1997)

 1956, Universidade Técnica de Lisboa.

 Título: “Ensaio sobre um Planeamento Contabilístico Racional”.

 Doutoramento em Finanças (ISCEF).

 Destaque na tese para a normalização contabilística nos países anglo-saxónicos


(Grã-Bretanha e EUA). Destaque também para a regulamentação soviética (URSS),
alemã (o planeamento contabilístico de 1937) e francesa (os planos contabilísticos
de 1942 e 1947).

 CRUZ VIDAL era, em 1956, professor no ISCEF.

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115

 Autores e publicistas nacionais:

 Martim Noel Monteiro (1916-1980). Professor do ensino técnico. Distinguiu-


se particularmente pelo empenho na defesa da contabilidade e dos
contabilistas: pertenceu à Sociedade Portuguesa de Contabilidade (SPC), em
1968 foi fundador e presidente do Conselho Directivo do Jornal do Técnico de
Contas e da Empresa (JTCE) e, em 1977, fez parte do grupo fundador da
APOTEC (sócio n.º 1).

 António Tomé de Brito (1912-1988). Dirigente da SPC.

 Rogério Fernandes Ferreira (1929-2010). O 1.º trabalho de RFF sobre a


necessidade da normalização contabilística empresarial foi em 1968 com a
publicação do livro Com Vista a uma Eventual Normalização Contabilística
(algumas notas), editado pela SPC.

 António José Alves da Silva. Dirigente da SPC. Hoje é membro honorário da


OCC.

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116
 Associações de contabilistas:

 Sociedade Portuguesa de Contabilidade. O primeiro colóquio sobre o


Plano Contabilístico Português promovido pela SPC realizou-se em 1958.
Organizou outras conferências sobre o tema. Publicou livros sobre a
necessidade e vantagens da regulamentação contabilística, com especial
saliência para o de RFF em 1968. A SPC desempenhou um importante papel
na discussão da normalização contabilística em Portugal antes de 1974.

 Periódicos nacionais:

 Boletim da SPC
 Jornal do Técnico de Contas e da Empresa
 Revista de Contabilidade e Comércio.

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117
Trabalhos colectivos antecessores do POC/77 (anteriores à Revolução dos Cravos)
 1964; Plano Geral de Contabilidade: Projecto-Contribuição para o Plano
Contabilistico Português. Sindicato Nacional dos Empregados de Escritório do Distrito
de Lisboa. Estudo publicado em livro em 1965.

 1970; Plano de Contabilidade Nacional para a Empresa. Secção Profissional dos


Técnicos de Contas do Sindicato Nacional dos Profissionais de Escritório do Distrito de
Lisboa (SPEDL).

 1973, Junho; Anteprojecto do Plano Geral de Contabilidade (APGC). Adaptação do


Plano Geral de Contabilidade Francês, 1957. Trabalho elaborado pelo Centro de
Estudos Fiscais da DGCI (departamento do Ministério das Finanças), mais
concretamente pelos seus técnicos Rogério Fernandes Ferreira, Henrique Quintino
Ferreira e Mário Martinho Pereira. Seria este o plano contabilístico se não houvesse a
Revolução de Abril. Tratava-se de um projecto do governo, ao contrário dos 2 planos
precedentes.

 1974; Plano Português de Contabilidade. Da Sociedade Portuguesa de


Contabilidade. Antes do 25 de Abril, ainda.

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118
Plano Oficial de Contabilidade para as Empresas / 1977
[1.º Plano de Contabilidade para as empresas em Portugal]

O PLANO OFICIAL DE CONTABILIDADE/1977 foi elaborado por uma comissão


constituída em Novembro de 1974 pelo Secretário de Estado do Orçamento do
Ministério das Finanças (António Seixas Costa Leal) [Silva Lopes era o Ministro das Finanças e Vasco
Gonçalves o Primeiro-Ministro] do III Governo Provisório [30 Set. 1974 – 26 Março 1975] e que veio a ter

existência oficial por despacho de 27 de Fevereiro de 1975, publicado no Diário do


Governo, 2.ª série, n.º 65, de 18 de Março seguinte, dela fazendo parte
representantes das seguintes 16 entidades:

- Associação Comercial de Lisboa, Associação Comercial do Porto, Associação Profissional dos Contabilistas
(José Rita Braz Machado), Câmara dos Revisores Oficiais de Contas (Octávio Gastambide Fernandes),
Confederação da Indústria Portuguesa, DGCI (Henrique Quintino Ferreira), Faculdade de Economia da
Universidade do Porto (José Rodrigues de Jesus), Inspecção-Geral de Finanças (António Coelho Garcia),
Instituto Comercial de Lisboa, Instituto Comercial do Porto, Instituto Nacional de Estatística, Instituto
Superior de Economia da UTL (Caiano Pereira), Secretaria de Estado de Abastecimento e Preços, Sindicato
dos Economistas, Sindicato dos Profissionais de Escritório do Distrito de Lisboa (Alves da Silva) e Sociedade
Portuguesa de Contabilidade (David Duarte Lopes).

66 Fonte: Plano Oficial de Contabilidade – Comentado e Anotado (2.ª edição revista e


24
aumentada). Martim Noel Monteiro. Porto: Livraria Avis. Ano: 1978.

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119
Despacho do Secretário de Estado do Orçamento, Costa Leal, 27-II-1975
• “De há muito se faz sentir a necessidade de um plano de contas normalizado que
permita analisar e comparar, de um modo consistente, as situações patrimoniais e as
demonstrações de resultados anuais das empresas. Para além de uma uniformidade de
conceitos e de designações das diferentes contas que integram os documentos básicos
contabilísticos, impõe-se também a adopção de sãos critérios de contabilidade que
dêem aos elementos apresentados pelas empresas o grau de confiança e a transparência
de conceitos indispensáveis para uma generalidade e confiante apreciação, não só dos
seus sócios e trabalhadores mas também do público em geral, interessado pelo
desenrolar da vida económica e financeira do país.
• Paralelamente, sob o ponto de vista tributário, a adopção de uma normalização
contabilística também oferece inúmeras vantagens tornando mais eficiente e, nalguns
casos, menos controversa a missão do fisco.
• Por esse motivo se justifica que no Programa de Política Económica e Social, há pouco
divulgado pelo Governo Provisório, se refira especificamente, entre o conjunto de
medidas a adoptar para uma mais eficiente combate à evasão fiscal, a “adopção de
planos de contas normalizados para as empresas” (alínea i) do ponto 2 do capítulo VI –
Política Fiscal).”

Fonte: Estudos sobre a Normalização Contabilística em Portugal (2011). Cunha Guimarães, p. 30

119
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120
Comissão para o Estudo da Normalização Contabilística
(Novembro de 1974 a Fevereiro de 1977)

 Requisição governamental de 16 personalidades

 Comissão com início efectivo de funcionamento em


Novembro de 1974, mas oficializada em Fevereiro de 1975.

 Esta comissão apresentou o seu plano ao Governo em


1976.

 Foi esta comissão que elaborou o POC (Plano Oficial de


Contabilidade para as Empresas) de 1977.

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121
Comissão de Normalização Contabilística (CNC)

•A comissão anterior foi considerada embrionária da CNC, a qual (CNC) veio a


ser criada pelo art.º 4.º do DL 47/1977, que aprovou o POC/77 (7 Fev.). O 1.º
POC baseou-se no Plano Contabilístico Geral Francês.

• A CNC foi criada em 1977 mas as suas atribuições e sistema de organização e


funcionamento só foram definidos por portaria, em 1980 (Portaria n.º 819/80,
de 3 de Outubro). Portanto, ela só foi regulamentada em 1980. Mas os
primeiros membros só tomaram posse em 1983.

• O 1.º presidente do Conselho Geral, designado em Março de 1981, apenas


tomou posse em Maio de 1983 e foi Rogério Fernandes Ferreira. Saiu em
Janeiro de 1985.

• A CNC é um órgão independente que funciona administrativa e


financeiramente no âmbito do Ministério das Finanças.

121
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122
Comissão de Normalização Contabilística (CNC)

•ODecreto-Lei n.º 134/2012, de 29 de Junho, estabelece a actual orgânica da


CNC:

- Presidente (Professora Ana Maria Rodrigues)

- Conselho Geral (Presidente + 35 membros)

Comité de Normalização Contabilística Empresarial (9


membros do Conselho Geral)
- Comissão Executiva
Comité de Normalização Contabilística Pública (9
membros do Conselho Geral)

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123
Normalização contabilística de outros sectores (1933-1974)

• SINDICATOS NACIONAIS CORPORATIVISTAS, 1933

Estado Corporativo instituído pela Constituição de 1933 (Estado Novo). Escrituração dos
sindicatos nacionais uniformizada por Instruções de 1933. Partidas Simples. (Fonte: Dicionário
Prático de Comércio de Contabilidade, vol. I, p. 358. De Raul Dória e António Álvaro Dória. Ano: 1975).

• COMPANHIAS DE SEGUROS, 1943

A normalização deste sector (1907) esgotou-se com a I República. Até 1943 cada
companhia de seguros tinha o seu sistema contabilístico próprio. A partir de 1943, a
nomenclatura contabilística da Inspecção de Seguros passa a ser comum por intermédio da
imposição de um plano de contas igual para todas. Passa a haver, por exemplo, balanços
padronizados para as empresas seguradoras (Fonte: Dicionário Prático de Comércio de Contabilidade, vol. II, p. 362 e p.
492. De Raul Dória e António Álvaro Dória. Ano: 1975).

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124
Normalização contabilística de outros sectores (1933-1974)

• INSTITUIÇÕES BANCÁRIAS, 1954


- Depois de 1894, o Decreto n.º 10 634 de 20 de Março de 1925 – cria o Balancete Mensal da Contabilidade
Bancária, sem contudo tal nomenclatura assumir carácter obrigatório (Fonte: Dicionário Prático de Comércio de Contabilidade,
vol. II, p. 361. De Raul Dória e António Álvaro Dória. Ano: 1975).

- Ano: 1954 - Modelos oficiais para balanços, balancetes e contas de ganhos e perdas (Fonte: Dicionário Prático de
Comércio de Contabilidade, vol. II, p. 362. De Raul Dória e António Álvaro Dória. Ano: 1975).

- Em 1978, após a nacionalização dos bancos, passa a existir um Plano de Contas para o Sistema Bancário (PCSB):
Decreto-lei 455/78, de 30 de Dezembro.

• COOPERATIVAS AGRÍCOLAS, 1965


Plano de Contabilidade das Cooperativas Agrícolas, aprovado por despacho ministerial de 31 de Dezembro de
1965 no âmbito da Secretaria de Estado da Agricultura do Ministério da Economia (Fonte: Plano Oficial de Contabilidade,
comentado e anotado (2.ª edição), p. 179. De Martim Noel Monteiro. Ano: 1978).

• Sector da rede eléctrica primária


• Sector da produção e exportação de produtos resinosos

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125
POC 77 – Princípios Contabilísticos (PC) adoptados (cap. XII)
Da continuidade da empresa; o qual significa que a empresa opera continuadamente, com
duração ilimitada;

Da consistência dos exercícios; segundo o qual a empresa não altera os seus princípios de
valorimetria ao longo dos exercícios;

Da efectivação das operações; pelo qual as operações realizadas num exercício afectam os
respectivos resultados, independentemente do seu recebimento ou pagamento;

Do custo histórico; o qual determina que os registos se efectuem com base numa realidade
objectiva (como, por exemplo, o preço de factura), em contraste com valores aleatórios ou
subjectivos;

Do conservantismo; o qual implica que a Contabilidade deve registar todas as perdas de valor e
não atender aos ganhos potenciais;

Da recuperação do custo das existências; pelo qual a empresa não deve inventariar as existências
finais a um valor que não possa ser recuperado através da venda ou do consumo.

+ Normas Interpretativas = eram 12 (Entre 1987 e 1988) 6 PC

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126
POC 77 – I Governo Constitucional (PM: Mário Soares; Min Finanças: Medina Carreira)
- Ao nível do Balanço, o activo era apresentado por ordem decrescente de
liquidez, o passivo por ordem decrescente de exigibilidade e a situação
líquida por ordem de formação histórica dos capitais próprios.

- O POC/77 tratava apenas das contas individuais; não previa normas para a
consolidação de contas.

- O POC /77 esteve em vigor até 31 de Dezembro de 1989; foram 7 os


diplomas legais que o foram alterando, assim como foram publicadas, na sua
vigência, 12 Normas Interpretativas, como se disse.

- Depois, o POC/89; muitos autores classificam-no, de um ponto de vista da


técnica contabilística, substancialmente mais avançado do que o POC 77 (por
exemplo, Costa e Alves, 2013, p. 92).

Fonte: Contabilidade Financeira (2013) (8.ª ed.). De Carlos Baptista da Costa e Gabriel
126 Correia Alves.

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- Alteração motivada pela


127 adesão de Portugal à CEE em
POC 89 [DL 410/89] – Princípios Contabilísticos (PC) (cap. 4) 01.01.1986 (para acolher a IV
Directiva, de 1978)

Da continuidade; considera-se que a empresa opera continuadamente, com


duração ilimitada. Desta forma, entende-se que a empresa não tem intenção nem
necessidade de entrar em liquidação ou de reduzir significativamente o volume das
suas operações.
Da consistência; considera-se que a empresa não altera as suas políticas
contabilísticas de um exercício para o outro. Se o fizer e a alteração tiver efeitos
materialmente relevantes, esta deve ser referida de acordo com o anexo
Da especialização (ou do acréscimo); os proveitos e os custos são reconhecidos
quando obtidos ou incorridos, independentemente do seu recebimento ou
pagamento, devendo incluir-se nas demonstrações financeiras dos períodos a que
respeitam.
Do custo histórico; (do custo original). Os registos contabilísticos devem basear-se
em custos de aquisição ou de produção, expressos quer em unidades monetárias
nominais, quer em unidades monetárias constantes (i.e., u.m. que atendessem aos
efeitos da inflação).

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128
POC 89 – Princípios Contabilísticos (PC) (cap. 4)

Da prudência; significa que é possível integrar nas contas um grau de precaução ao


fazer as estimativas exigidas em condições de incerteza sem, contudo, permitir a
criação de reservas ocultas ou provisões excessivas ou a deliberada quantificação
de activos e proveitos por defeito ou de passivos e custos por excesso.

Da substância sobre a forma; as operações devem ser contabilizadas atendendo à


sua substância e à realidade financeira e não apenas à sua forma legal.

Da materialidade; As demonstrações financeiras devem evidenciar todos os


elementos que sejam relevantes e que possam afectar avaliações ou decisões pelos
utentes interessados.

- Durante a vigência do POC/89 foram publicadas 29 Directrizes Contabilísticas


(1991-2002) e 5 Interpretações Técnicas (2001-2007);
- Foram publicados diversos diplomas complementares, de entre os quais se destaca
o DL 238/1991 sobre consolidação de contas, para acolher a VII Directiva, de 1983.
7 PC

128
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129
Classes de Contas (POC 77 / POC 89 / SNC)

Classe POC / 1977 POC / 1989 SNC / 2010 / 2015


1 Meios Monetários Disponibilidades Meios Financeiros Líquidos

2 Terceiros e Antecipações Terceiros Contas a Receber e a Pagar

3 Existências Existências Inventários e Activos Biológicos

4 Imobilizações Imobilizações Investimentos

5 Capital, Reservas e Resultados Capital, Reservas e Capital, Reservas e Resultados


Transitados Resultados Transitados Transitados

6 Custos por Natureza Custos e Perdas Gastos


7 Proveitos por Natureza Proveitos e Ganhos Rendimentos
8 Resultados Resultados Resultados
9 Contabilidade de Custos

0 Classe 0 = Classe Livre

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130
Organismos normalizadores nacionais da Contabilidade para além da
CNC
Para além da Comissão de Normalização Contabilística (órgão nacional
coordenador de contabilidade) existem outros órgãos de normalização em
Portugal – o BP, a CMVM e a ASF:

• Banco de Portugal (BP) – aplicável a instituições de crédito


(Plano de Contas para o Sistema Bancário).

• Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) – emite


regulamentos contabilísticos válidos unicamente para algumas
empresas com valores cotados. Exemplo: Plano Contabilístico dos
Fundos de Investimento Imobiliário (FII) e

• Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) –


aplicável a empresas seguradoras (Plano de Contas para as
Empresas de Seguros).

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131
A importância de Rogério Fernandes Ferreira para
a normalização contabilística nacional
Rogério Fernandes Ferreira obtém o
doutoramento em 1983 em Organização e
Gestão de Empresas no Instituto Superior
de Economia (actual ISEG) da UTL (hoje UL),
com tese sobre o tema da Normalização
Contabilística. A argumentação centra-se na
discussão crítica do POC/1977. Foi
publicada em livro, em 1984. Foi o 1.º
presidente da CNC, de 1983 a 1985.
Escreveu em 1968 um livro editado pela SPC
e foi o autor de diversos artigos, em
especial na RCC, sobre as vantagens da
normalização contabilística empresarial. Foi
também o autor do Anteprojecto do Plano RFF: 1929-2010
Geral de Contabilidade(1973), em co-
autoria (foi uma iniciativa governamental -
DGCI).

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132
Organismos normalizadores internacionais de alcance mundial e regional
De alcance mundial

. IASB
. IFAC
. ONU – Organização das Nações Unidas
. OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico

De alcance regional

. União Europeia
. Mercosur – Mercado Comum do Sul
. FEE - Federation des Experts Comptables Européens
. CAPA – Confederation of Asian and Pacific Accountants
Organismos normalizadores internacionais de âmbito nacional

- FASB: Financial Accounting Standards Board (EUA)


- AASB: Australian Accounting Standards Board (Austrália)
- ICAEW: Institute of Chartered Accountants in England and Wales (Inglaterra e País de Gales)
- ICAS: Institute of Chartered Accountants of Scotland (Escócia)
- CPC: Comité de Pronunciamentos Contábeis (Brasil)
- ICAC: Instituto de Contabilidad y Auditoría de Cuentas (Espanha)

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Harmonização contabilística ao nível internacional
• Vários organismos, de profissionais e de não profissionais,
debruçam-se sobre a harmonização contabilística e o relato
financeiro ao nível internacional, por exemplo, a UE (União
Europeia) e o IASB (International Accounting Standards Board).

• Nuns casos, a harmonização tem a suportá-la a própria lei (caso das


Directivas Comunitárias da UE); em outros casos, a harmonização é
do tipo persuasivo (caso das normas do IASB)

• A União Europeia tem vindo a publicar diversas directivas


comunitárias relacionadas com a actividade empresarial. Como se
sabe, para entrarem em vigor em cada Estado-Membro, as
directivas têm previamente de ser aprovadas pelos respectivos
parlamentos nacionais.

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134
• Assim, a Directiva 78/660/CEE, geralmente conhecida por IV
Directiva (aprovada em 1978) foi transposta para a ordem
jurídica portuguesa pelo Decreto-Lei n.º 410/1989, de 21 de
Novembro. Este é o DL que aprovou o POC/89. Esta directiva
tinha como objectivo básico atingir algum grau de harmonização
na preparação, apresentação e publicidade das contas anuais
individuais das sociedades de responsabilidade limitada.

• A outra directiva relacionada com matérias contabilísticas é a


Directiva 83/349/CEE, geralmente conhecida por VII Directiva e
que foi transposta para a ordem jurídica nacional pelo DL n.º
238/1991, de 2 de Julho. A directiva tratava da problemática das
contas anuais consolidadas. Assim, o POC/89 foi aditado com 2
novos capítulos relativos a normas sobre consolidação de
contas.

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135

• Destaque ainda para a aprovação, em 19 de Julho de 2002, do Regulamento


1606/2002 da Comunidade Europeia, o qual exigia que a partir de 2005,
inclusive, todas as sociedades cotadas elaborassem as suas contas
consolidadas de acordo com as normas internacionais de contabilidade do
IASB. (A CMVM, através do seu regulamento n.º 11/2005, tornou também
obrigatório o uso das normas do IASB nas contas individuais das empresas
cotadas no mercado bolsista português.)

• Posteriormente, foi aprovado e publicado em 21 de Setembro de 2003 o


Regulamento 1725/2003 da Comunidade Europeia, segundo o qual passaram a
ser adoptadas na União Europeia as Normas Internacionais de Contabilidade.

• Foi com base nas exigências obrigatórias destes 2 regulamentos comunitários


que a CNC aprovou em 2003 o *Projecto para um Novo Modelo de
Normalização Contabilística* (actualizado em 2007 com um projecto
designado por SNC), o qual serviu de base de trabalho para a elaboração do
SNC que entrou em vigor em 1.1.2010 (revisto em 2015).

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136
IASB
• O outro organismo que tem desempenhado um papel
muito importante na harmonização contabilística ao nível
mundial é o IASB, o qual, em 29 de Junho de 1973,
aquando da sua fundação, se denominava International
Accounting Standards Committee (IASC).

• Os objectivos do IASC eram formular e publicar no


interesse público normas de contabilidade a serem
observadas na apresentação das DF e promover a sua
aceitação e observância em termos mundiais.

• Os fundadores do IASC foram 16 associações profissionais


de contabilistas e de auditores dos seguintes países (10):
Alemanha, Austrália, Canadá, EUA, França, Holanda, Japão,
México, Reino Unido e Irlanda.

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137
IASB
• Em 2000, por exemplo, o IASC apresentava cerca de 160
membros espalhados por cerca de 110 países.
• Em Maio de 2000, o IASC torna-se uma entidade
independente dos cerca de 160 membros que o
constituem e passa a ser governado por 19 trustees
(administradores/curadores), os quais formaram a IASCF
(International Accounting Standards Committee
Foundation) em Fevereiro de 2001 (hoje é a IFRS
Foundation)
• De acordo com esta nova constituição, a actividade da
IASCF é conduzida por um Conselho – o IASB, o qual é
supervisionado pela IASC Foundation (Fundação IASC).
• Os trustees da Fundação IASC nomeiam os membros do
IASB. O IASB é composto por 16 membros, dos quais 13
estão em exclusividade.

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138

• A circunstância de a IOSCO (International Organisation of


Securities Comissions) (Organização Internacional dos
Organismos Reguladores dos Mercados de Valores
Mobiliários, como, por exemplo, a CMVM ou a SEC, nos EUA)
ter, em 1995-2000 (acordo IASC-IOSCO; com a decisão da
IOSCO datada de Maio de 2000), passado a sugerir a
adopção das NIC do IASC/IASB para as empresas cotadas em
importantes bolsas de valores mundiais, foi um sinal evidente
da cada vez maior aceitação internacional dos trabalhos
desenvolvidos pelos IASB e que culminou, em 2003, na UE,
no Reg. 1725/2003, segundo o qual as NIC passariam a ser
adoptadas pelos seus E-M.

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139

Fonte: Caria e Rodrigues


139 (2014, p. 244). Ver FUC.

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140
Últimas observações
Até 2001, ou seja, até à reestruturação do IASC, as normas de contabilidade emitidas
pelo IASC tinham a designação de Normas Internacionais de Contabilidade (IAS –
International Accounting Standards). As interpretações das IAS eram feitas pelo
Standing Interpretations Committee (SIC). Essas interpretações eram denominadas SIC.

Depois de 2001, as normas de contabilidade emitidas pelo IASB têm a designação de


Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS – International Financial Reporting
Standards) As suas interpretações são feitas pelo International Financial Interpretations
Committee (IFRIC). Estas interpretações são denominadas IFRIC. As SIC e as IFRIC são
também normas internacionais de contabilidade.

De notar que as IAS emtidas (a última foi a *IAS 41 Agriculture* em Dezembro de 2000)
não se passam a denominar IFRS, permanecendo em vigor até que venham a ser
revogadas. As novas normas é que são denominadas IFRS. Por exemplo, as IAS 1 e IAS 2
coexistem presentemente com as IFRS 1 e IFRS 2, tratando assuntos completamente
distintos.

Mais de 100 países adoptam as IAS/IFRS. Ver www.ifrs.org

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1 ENQUADRAMENTO CONTABILÍSTICO DAS ENTIDADES EMPRESARIAIS – esquema simplificado
Entidades com títulos à negociação
Contas Consolidadas
Contas Individuais
Aplicam IASB
As entidades consideradas de interesse Opção
público, independentemente da dimensão, Os restantes grupos
aplicam o SNC - NCRF. empresariais, desde que
sujeitos a CLC

Entidades sem títulos à negociação (grandes e


médias)
Contas Consolidadas Aplicam SNC- NCRF
Contas Individuais
Opção
Pequenas entidades (não ultrapassem 2 dos limites)
a) Total de balanço: € 4 000 000
b) Total de volume de negócios líquido: € 8 000 000 Aplicam
c) N.º trabalhadores: 50.
SNC – NCRF – PE

Microentidades (não ultrapassem 2 dos limites)


a) Total de balanço: € 350 000
b) Total de volume de negócios líquido: € 700 000
Aplicam SNC – NC – ME Opção
c) N.º trabalhadores: 10.

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142

Pergunta: O que é o SNC?

Resposta: O Sistema de Normalização Contabilística (SNC) é um


conjunto de normas de contabilidade e de relato financeiro
interligadas e interdependentes. Está em sintonia com as normas
do International Accounting Standards Board (IASB) adoptadas na
União Europeia e é coerente com as Directivas Comunitárias sobre
matérias contabilísticas. Foi aprovado em 2009, entrou em vigor
em 1 de Janeiro de 2010 e foi revisto em 2015.

É constituído por 6 elementos fundamentais.

Fonte: SNC – Casos Práticos (2009). De António Borges, Emanuel Gamelas, JP Rodrigues, Manuela Martins, Nuno Magro, PA Ferreira. Áreas
editora. Página 22.

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143
Normalização Contabilística em Portugal
SNC Entidades em geral Conceito
NORMALIZAÇÃO:
de

- DL 158/2009, de 13/7: Aprovação do SNC Normalizar consiste em criar


uma metodologia comum a
- Anexo ao DL 158/2009, de 13/7: Bases para a apresentação de
ser seguida pelas unidades
Demonstrações Financeiras (BADF) económicas, e que visa
- Aviso 15652/2009, de 7/9: Estrutura Conceptual fundamentalmente a (1)
comparabilidade da
- Aviso 15653/2009, de 7/9: Normas Interpretativas
informação e a sua (2)
- Aviso 15655/2009, de 7/9: Normas contabilísticas e de relato compreensibilidade pelos
financeiro (NCRF) diversos utilizadores.
- Portaria 986/2009, de 7/9: Modelos de Demonstrações
Instrumentos do SNC
Financeiras
- EC
- Portaria 1011/2009, de 9/9: Código de Contas - BADF
- NI
-NCRF
Tudo revisto em 2015. - MDF
- CC

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144

A que entidades se aplica o SNC? (âmbito)


Âmbito

Sociedades abrangidas pelo CSC;


Empresas individuais reguladas pelo Código Comercial;
Estabelecimentos individuais de responsabilidade limitada;
Empresas públicas (que estejam fora do âmbito do SNC –AP);
Entidades do Sector Não Lucrativo (ESNL) – SNC próprio

O SNC não se aplica a entidades cotadas (entidades cujos valores mobiliários estejam
admitidos à negociação num mercado regulamentado). Também não se aplica a entidades
do sector financeiro (bancos e empresas seguradoras).

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NCRF

1 Estrutura e Conteúdo das Demonstrações Financeiras

2 Demonstração de Fluxos de Caixa

3 Adopção pela primeira vez das NCRF

4 Políticas Contabilísticas, Alterações nas Estimativas Contabilísticas e Erros

5 Divulgações de Partes Relacionadas

6 Activos Intangíveis

7 Activos Fixos Tangíveis

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NCRF

8 Activos não Correntes detidos para Venda e


Unidades Operacionais Descontinuadas
9 Locações

10 Custos de Empréstimos Obtidos

11 Propriedades de Investimento

12 Imparidade de Activos

13 Interesses em Empreendimentos Conjuntos e


Investimentos em Associadas
14 Concentrações de Actividades Empresarias

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NCRF
15 Investimentos em Subsidiárias e Consolidação
16 Exploração e Avaliação de Recursos Minerais
17 Agricultura
18 Inventários
19 Contratos de Construção
20 Rédito
21 Provisões, Passivos Contingentes e Activos Contingentes
22 Contabilização dos Subsídios e Apoios do Governo
23 Efeitos de Alterações em Taxas de Câmbio
24 Acontecimentos Após a Data do Balanço
25 Impostos Sobre o Rendimento
26 Matérias Ambientais
27 Instrumentos Financeiros
28 Benefícios dos Empregados

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Fonte: “A problemática contabilística dos Activos Fixos Tangíveis e os efeitos de uma cultura marcada pelos contributos e influencias fiscais – o caso do sector dos transportes
rodoviários de passageiros”. Autor: Filipe José Cardoso dos Santos. Ano: 2017. Dissertação de Mestrado. ISCAL. Lisboa, Portugal, Março de 2017. Página 24.

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Estrutura Conceptual

http://www.cnc.min-financas.pt/pdf/SNC/Aviso_15652_2009_EC.pdf
. É um conjunto de princípios, conceitos e definições que apoiam e fundamentam do
ponto de vista teórico a elaboração das demonstrações financeiras.

. A EC não é uma NCRF e por isso não define normas para qualquer mensuração
particular ou tema de divulgação. Nos casos em que haja um conflito entre a EC e uma
qualquer NCRF, os requisitos da NCRF prevalecem em relação à EC.

. O propósito da EC é o de ajudar os preparadores das DF na aplicação das NCRF e


ajudar os utentes na interpretação da informação contida nas DF preparadas.
Fonte: SNC – Casos Práticos (2009). De
. O documento EC do SNC não apresenta nenhuma António Borges, Emanuel Gamelas, JP
definição clara de EC, tal como o documento análogo Rodrigues, Manuela Martins, Nuno
Magro, PA Ferreira. Áreas editora.
do próprio IASB também não o faz. Assim, adoptamos Página 32.
a proposta do FASB, a qual define EC como “um sistema coerente de objectivos e
fundamentos inter-relacionados que conduzem à emissão de normas consistentes e que
prescrevem a natureza, função e limites da contabilidade financeira e das
demonstrações financeiras”.

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A Estrutura Conceptual
Reconhecimento e Mensuração

• Reconhecimento é o processo de incorporar nas demonstrações


financeiras um activo, um passivo, um capital próprio, um
rendimento ou um gasto.

• Mensuração é o processo de determinar as quantias monetárias


pelas quais os elementos das demonstrações financeiras devam
ser reconhecidos e inscritos no Balanço e na Demonstração dos
Resultados por Naturezas.

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RECONHECIMENTO DE ACTIVOS - §§ 87; 88 [EC]

RECONHECIMENTO DE PASSIVOS - § 89 [EC]

RECONHECIMENTO DE RENDIMENTOS - § 90 [EC]

RECONHECIMENTO DE GASTOS - § 92 [EC]

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ELEMENTOS DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

ACTIVO

BALANÇO PASSIVO

CAPITAL PRÓPRIO

DEMONSTRAÇÃO RENDIMENTOS
DOS
RESULTADOS por
NATUREZAS GASTOS

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A Estrutura Conceptual
Características Qualitativas da Informação Financeira

• São os atributos que tornam útil aos utilizadores a informação


contida nas DF.

• A aplicação das características qualitativas resulta em DF que


apresentam uma imagem verdadeira e apropriada da posição
financeira, do desempenho, e das alterações na posição financeira
de uma entidade.

• Quanto ao conteúdo da informação apresentada


– Relevância e Fiabilidade.
• Quanto à forma das Demonstrações Financeiras
– Compreensibilidade e Comparabilidade .

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Sub-característica da Substância sobre a forma (na Fiabilidade)

Exemplo:
A empresa Gama, Lda. (empresa de aluguer de automóveis) adquiriu 3
viaturas em regime de locação financeira (leasing). De acordo com o
contrato, a empresa Gama Lda. paga mensalmente uma renda
(amortização de capital + juros), suportando os encargos de
manutenção, conservação e seguros associados ao usufruto económico
das viaturas. No final do contrato a propriedade legal das viaturas
poderá (ou não) ser transferida para a empresa, mediante o pagamento
do valor 10 000 €.

Apesar das viaturas não serem propriedade da empresa, ela reconhece-as no seu activo, porque utiliza-as
com o objetivo de obter benefícios económicos futuros e suporta todos os riscos inerentes à sua
utilização.

A substância económica da operação sobrepõe-se à forma legal (propriedade jurídica dos


bens).

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Sub-característica da Neutralidade (na Fiabilidade)
Significado:
A informação financeira não pode privilegiar um determinado grupo de utentes em detrimento de outros, isto
é, deve estar livre de preconceitos ou de asumpções pré-estabelecidas.

Objectivo:
Contribuir para a fiabilidade da informação financeira.

Exemplo:
Uma empresa levantou um processo disciplinar a um funcionário e despediu-o sem qualquer
indemnização. O funcionário recorreu ao Tribunal do Trabalho, exigindo uma indemnização no
valor de 100 000 €. Em 31.12.N, data de relato financeiro ou de prestação de contas, a empresa
considera que ganhará a acção, ainda que o seu advogado seja de forma fundada de opinião
contrária. Assim, a informação financeira divulgada não reflecte o risco potencial relativo à
indemnização, cujo impacto nas contas passaria por uma provisão (um passivo).

A empresa faz prevalecer a sua opinião face à do advogado (especialista na matéria). Assim as
demonstrações financeiras divulgadas não são neutras, já que reflectem uma opinião (da
gerência) não fundamentada, revelando um preconceito díficil de sustentar.

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Sub-característica da Prudência (na Fiabilidade)
Significado:
inclusão de um grau de precaução na elaboração das DF em cenários de incerteza que
se traduzem na apresentação de valores estimados (estimativas).
Objectivo:
Não sobreavaliar activos nem rendimentos; não subavaliar passivos nem gastos.
Exemplo:
A empresa Alves Santos Lda. vendeu mercadorias ao cliente Ramiro Lda. no valor de 15 000 €. A dívida deveria ter sido liquidada em Maio do ano
2011. Em Dezembro desse ano, o cliente ainda não pagou e face às dificuldades financeiras que atravessa, a empresa Alves Santos Lda. está
convicta de que não conseguirá receber o valor em dívida.

Face a esta situação a empresa deverá antecipar o gasto (perda) que espera vir a
incorrer. Este procedimento reflecte uma atitude prudente que contribui para uma
correcção ao valor do activo.

Existem normativamente duas definições estruturantes para o tratamento de imparidade:


•quantia escriturada;
•quantia recuperável.

sendo que a imparidade, que traduz uma perda de valor, ocorre sempre que a quantia recuperável seja inferior à quantia
escriturada, num dado momento. Imparidade, portanto, traduz uma perda de valor sofrida por um activo por razões
externas ou internas à entidade económica traduzindo uma menor capacidade que o activo tem para criar benefícios. É um
conceito contabilístico fortemente impregnado pela característica qualitativa da prudência enquanto aspecto determinante
para a obtenção da fiabilidadedas quantias mostradas para os activos nas demonstrações financeiras.

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Características qualitativas
Síntese:

O objetivo global é que a informação contabilística apresente todas as características


referidas. Mas pode ser necessário fazer prevalecer uma característica em
detrimento de outra (questão de juízo profissional). Ou seja, divulgar informação
completa em tempo útil poderá não ser possível e cabe ao profissional de
contabilidade optar entre divulgar informação incompleta ou aguardar por ter toda a
informação, mas correr o risco de a divulgar quando ela já não é oportuna. As quatro
características qualitativas têm para a CNC igual importância; não existe em
Portugal uma hierarquia de importância no que respeita às características
qualitativas das demonstrações financeiras.

Nota: a existência de preconceitos refere-se à incorporação de assumpções pré-


estabelecidas sem qualquer análise crítica. Por exemplo, assumir que o valor
contabilístico dos armazéns da empresa é o correcto, apesar de uma acentuada
queda do preço por metro quadrado na zona onde estão localizados.

159
11-01-2018

160
P.: Em que medida a tempestividade pode ser um constrangimento à
obtenção de informação relevante e fiável?

R.: A tempestividade é um dos 3 constrangimentos da informação financeira. Os


outros 2 são o balanceamento entre o benefício e o custo e o balanceamento entre as
características qualitativas. A tempestividade deve ser entendida como a apresentação
da informação financeira aos utentes em tempo oportuno ou próprio.

Se a informação não for apresentada em tempo oportuno, poderá perder a


sua relevância, ou seja, perder o interesse que possui para alguns
utilizadores. Um exemplo ilustrativo é a informação disponibilizada pelas
empresas cotadas em bolsa, que é efectuada com a maior celeridade e
brevidade possível. Por outro lado, uma grande rapidez na elaboração das
demonstrações financeiras pode conduzir à existência de erros em maior
número e/ou materialidade relevante e afectar, assim, a fiabilidade da
informação.
Fonte: SNC – Casos Práticos (2009). De António Borges, Emanuel Gamelas, JP Rodrigues, Manuela Martins, Nuno Magro, PA Ferreira. Áreas
editora. Página 38.

160
11-01-2018

161
A ABC, Lda. explora um SPA e pretende ampliar o seu negócio. Nesse
sentido procura novas instalações. Tendo encontrado as instalações que
pretendia e na medida em que não tinha recursos suficientes, resolveu
Caso 1 solicitar um empréstimo ao banco. O banco solicita à empresa as suas DF.
O Contabilista Certificado preparou as DF 100% certas e com todas as
operações devidamente reconhecidas, mas para este trabalho levou dois
meses e entretanto as instalações que a empresa pretendia já não se
encontravam disponíveis.
Comente a situação à luz de um constrangimento da informação
financeira constante da EC do SNC.
Resposta: a informação estava certa, mas não foi tempestiva, logo perdeu a relevância.
A EC define a tempestividade do seguinte modo:
“Se houver demora indevida no relato da informação ela pode perder a sua relevância. O órgão de
gestão pode necessitar de balancear os méritos relativos do relato tempestivo com o fornecimento de
informação fiável. Para proporcionar informação numa base tempestiva pode muitas vezes ser
necessário relatar antes de serem conhecidos todos os aspetos de uma transação ou outro
acontecimento, diminuindo por conseguinte a fiabilidade. Ao contrário, se o relato for demorado até que
todos os aspetos sejam conhecidos, a informação pode ser altamente fiável mas de pouca utilidade para
os utentes que tenham tido entretanto de tomar decisões. Para conseguir a ponderação entre relevância
e fiabilidade, a consideração dominante é a de como melhor satisfazer as necessidades dos utentes nas
tomadas de decisões económicas.” (§ 43).
A tempestividade pode condicionar a fiabilidade das DF (logo a sua imagem verdadeira e apropriada).
Neste balanceamento entre fiabilidade e tempestividade o profissional deve proceder da melhor forma,,
isto é, deve formar o seu melhor juízo profissional possível.

161
11-01-2018

162

Plano da sessão 17| 21-XI-2017

1. CONTINUAÇÃO DO PLANO DA SESSÃO ANTERIOR.

STI 17 = STI 16

162
11-01-2018

163

Plano da sessão 18| 23-XI-2017

1. CONTINUAÇÃO DO PLANO DA SESSÃO ANTERIOR.

STI 18 = STI 17

163
11-01-2018

164

Plano da sessão 19| 28-XI-2017

1. MOVIMENTAÇÃO DA CONTA 11, 12 e 13.

2. EXERCÍCIOS PRÁTICOS.

STI 19 = Estudo dos diapositivos anteriores

Margem sobre o Preço de Custo:


Pv = Pc + %*Pc

Margem sobre o Preço de Venda:


Pv = Pc / [(1-%)]

164
11-01-2018

165

11 Caixa
O seu saldo deve incluir:

• Meios de pagamento, tais como notas de banco e moedas


metálicas de curso legal, nacionais ou estrangeiras;
• Outros meios de pagamento, tais como cheques e vales postais,
nacionais ou estrangeiros.

O seu saldo não deve incluir os seguintes valores não


representativos de meios de pagamento:

• Valores relativos a vales de caixa;


• Valores relativos a cheques pré-datados;
• Valores relativos a cheques devolvidos pelos bancos.

165
11-01-2018

166
11 Caixa

11 – Caixa
• Saldo inicial
• Notas e moedas
• Vales de correio • Pagamentos
• Cheques de terceiros por depositar

• Depósitos em bancos
• Recebimentos
• Diferenças de câmbio favoráveis • Diferenças de câmbio desfavoráveis
• Reforços de Caixa

O saldo da conta Caixa é sempre devedor


(ou nulo).

166
11-01-2018

167
11 Caixa

Por vezes é necessário efectuar


lançamentos de regularização por haver
em caixa valores não representativos de
meios de pagamento.

167
11-01-2018

168
12 Depósitos à Ordem
Meios de pagamento existentes em contas à ordem nas instituições financeiras,
podendo ser movimentados através de: cheque; transferência bancária; cartões de
débito multibanco; cartões de crédito.
12 – Depósitos à Ordem

saldo inicial .cheques emitidos


.depósitos .levantamentos
.transferências de terceiros .
.transferências para terceiros
. juros de depósitos .
. transferências para outras contas
.cobranças bancárias

168
11-01-2018

169
12 Depósitos à Ordem Descobertos
bancários
A conta 12 tem normalmente saldo devedor.

mas se tiver saldo credor Descobertos bancários:


quando o banco autoriza a movimentação por um valor superior às
disponibilidades aí existentes. Nestes casos, deve ser usada a conta
2512 – Financiamento Obtidos – Inst. de Crédito e Soc. Financeiras –
Descobertos Bancários. [passivo corrente – financiamentos obtidos
(conta 25)]

Os juros decorrentes do descoberto devem ser debitados na 6911-


Juros Suportados – Juros de Financiamento.
N.B.: Não compensação de saldos entre activos e passivos (BADF). Divulgação plena.
Plenitude (EC). Full disclosure.

169
11-01-2018

170

Descobertos bancários

“Regra geral, o saldo da conta depósitos à ordem é devedor na


contabilidade do depositante (empresa). Contudo, pode ocorrer que a
empresa tenha permissão para sacar a descoberto, o que significa que a
CF I, Exame empresa fez um acordo com o banco no qual o banco a autoriza a utilizar
de Recurso, quantias, para além das depositadas à ordem, até um valor limite
18.II.2015 previamente estabelecido e durante um determinado prazo”.

Retirado de Monteiro, S. (2013: p. 214), Manual de Contabilidade


Financeira. Porto: Vida Económica.

Questão: Refira-se ao tratamento contabilístico da situação descrita e


justifique-o do ponto de vista da teoria da contabilidade. (0,75 v.)

170
11-01-2018

171

13 Outros Depósitos Bancários


Meios financeiros com características específicas que por vezes impõem
alguma limitação ao seu uso, mas que são facilmente convertíveis em
quantias monetárias. Destacamos os Depósitos a Prazo (CONTA 131):

 Sem perda total de juros, só podem ser movimentados após a data


pré-estabelecida.
 Os levantamentos antecipados resultam na perda dos juros
acordados (regra geral).

A movimentação da conta 13 é semelhante ao definido para a conta 12,


salvo as diferenças de conteúdo entre ambas.

171
11-01-2018

172
Caixa e DO
Mensuração
NCRF 27 – INSTRUMENTOS
FINANCEIROS - §5; § 11

Ao justo valor com as alterações de justo valor a serem


reconhecidas na DRn.

Caixa e DO Justo Valor


NCRF 23 – Os efeitos de alterações em taxas de câmbio: É com base nesta norma que,
à data de relato, os registos iniciais efectuados são ajustados sempre que se verificam
alterações em taxas de câmbio. (§§ 20, 21, 23 e 27).

172
11-01-2018

173

NCRF 23 – OS EFEITOS DE ALTERAÇÕES EM TAXAS DE CÂMBIO

Itens monetários em moeda estrangeira:

Reconhecidos inicialmente na moeda funcional (€) da entidade, pela


aplicação da taxa de câmbio do dia da transacção.

Subsequentemente, os itens em moeda estrangeira são expressos no


Balanço ao câmbio em vigor à data do mesmo.

As diferenças de câmbio resultantes da liquidação de itens


monetários ou do relato de itens monetários a taxas diferentes das
que foram inicialmente registadas, devem ser reconhecidas nos
resultados do período em que ocorram (DRn).

173
11-01-2018

174

NCRF 23 – OS EFEITOS DE ALTERAÇÕES EM TAXAS DE CÂMBIO

Diferenças de câmbio desfavoráveis:


6863 – Diferenças de Câmbio Desfavoráveis (actividade de investimento)
6887 – Diferenças de Câmbio Desfavoráveis (actividade operacional)
6921 – Diferenças de Câmbio Desfavoráveis (actividade de financiamento)

Diferenças de câmbio favoráveis:


7861 – Diferenças de Câmbio Favoráveis (actividade de investimento)
7887 – Diferenças de Câmbio Favoráveis (actividade operacional)
793 – Diferenças de Câmbio Favoráveis (actividade de financiamento)

174
11-01-2018

Caso prático 17 175

Nº CONTA DESCRIÇÃO DÉBITO CRÉDITO

Dia 2 de Outubro 2012


221x Fornecedores c/c - Alves, Lda 3.250,00
a 12x DO - Banco Caixa Forte 3.250,00
Pelo pagto da fatura 9571 através do n/ cheque
Dia 4 de Outubro 2012
12X DO - Banco Caixa Forte 1.300,00
a 711 Vendas - Mercadorias 1.300,00
Pela venda de mercadorias
---------------------------''------------------------------
611 CMV 1.040,00
a 32 Mercadorias 1.040,00
Pelo CMV das mercadorias saidas do armazém
Dia 8 de Outubro 2012
6242 FSE - Combustiveis 80,00
6262 FSE - Comunicações 62,00
6251 FSE - Deslocações e estadas 27,00
6243 FSE - Água 18,00
6265 FSE - Contencioso e Notariado 10,00
6266 FSE - Despesas de Representação 135,00
a 11 Caixa 332,00
Pelo pagamento de despesas

175
11-01-2018

176

Dia 9 de Outubro 2012

11 Caixa 300,00

a 12X DO - Banco Caixa Forte 300,00

Pelo reforço de caixa através do n/ cheque nº 863972

Dia 10 de Outubro 2012

6228 FSE - Outros 45,00

a 12X DO - Banco Caixa Forte 45,00

Pelo requisição de um livro de cheques

Dia 11 de Outubro 2012

11 Caixa 650,00

a 211x Clientes c/c - Livros Avulso 650,00

Pelo recebimento da fatura nº 1920

Dia 12 de Outubro 2012

12x DO - Banco Caixa Forte 650,00

a 11 Caixa 650,00

Pelo depósito do cheque em caixa

176
11-01-2018

177

Dia 18 de Outubro 2012

12x DO - Banco Caixa Forte 31.435,00

a 13x DP - Banco Caixa Forte 30.000,00

7911 Juros obtidos de depósitos 1.435,00

Pela transferência do DP e respetivos juros

Dia 26 de Outubro 2012

221x Fornecedores cc 527,00

a 12x DO - CGD 527,00

Pelo pagamento da eletricidade

Dia 30 de Outubro 2012

6261 FSE - Rendas e alugueres 1.500,00

6228 FSE - Outros 7,00

a 12x DO - CGD 1.507,00

Pelo pagamento da renda e comissão

177
11-01-2018

178

Plano da sessão 20| 05-XII-2017

1. Continuação do plano da sessão anterior.

2. Investimentos Financeiros Correntes.

3. Exercícios práticos.

STI 20 = Manual de Referência Obrigatório

[Páginas 207 a 218; e 224 a 233] Meios Financ. Líquidos

178
11-01-2018

NCRF 27 Instrumentos Financeiros


Inv. 179
Versão 2015: estudar os parágrafos seguintes:
Financeiros -1, 3 a), 5 (Custos de Transacção, Desreconhecimento, Instrumento de CP, Instrumento Financeiro,
Temporários = conta 14 Justo Valor), 7, 11, 12 c), 15, 16 a), 16 d), 23, 27 b), 28 e 29)

A classificação contabilística dos investimentos financeiros (participações financeiras) depende da


intenção ou objectivo com que foram adquiridos. Podem ser considerados correntes (ou temporários)
ou não correntes (ou permanentes).

Uma participação financeira corrente ou temporária (designada por instrumento financeiro detido
para negociação) é um investimento financeiro de grande liquidez (facilmente se converte em dinheiro) e
que se destina a ser detido por um período inferior a 1 ano. Em geral, estas participações traduzem-se na
compra de uma percentagem não significativa do capital da outra empresa (participações < 20%) e a sua
aquisição tem objectivos especulativos, ou seja, obter ganhos resultantes da posterior venda (venda das
ações na melhor oportunidade).

Neste sentido, estas participações financeiras são reconhecidas na classe 1 – ‘Meios Financeiros
Líquidos’, na conta 1421 – Outros Instrumentos Financeiros – Instrumentos Financeiros Detidos
para Negociação – Activos Financeiros, desde que: (1) o seu valor de mercado (justo valor) possa
ser determinado de forma fiável (por exemplo, títulos cotados em mercados de capitais
regulamentados); e (2) sejam adquiridas com a finalidade de venda num prazo próximo. A condição
(1) é essencial para garantir a elevada liquidez destes investimentos e assim a sua rápida conversão em
dinheiro.

179
11-01-2018

180

Investimentos Financeiros Permanentes = conta 41

Uma participação financeira não corrente ou permanente é um investimento estratégico, de médio e


longo prazo e que se traduz, geralmente, na compra de uma percentagem significativa do capital da
participada (participações ≥ 20%), com o objectivo de controlar ou influenciar significativamente a sua
gestão. Pode também tratar-se de um investimento em que a finalidade é apenas a obtenção de
dividendos (participações < 20%). Trata-se de participações de capital que não são rapidamente realizáveis
em dinheiro e se destinam a ser detidos, em princípio, por um período superior a 1 ano.

Estas participações financeiras são reconhecidas na classe 4 – Investimentos, na conta 41 –


Investimentos Financeiros. Esta conta divide-se de acordo com o tipo de participação:
411 – Investimentos em Subsidiárias (participação > a 50%);
412 – Investimentos em Associadas (≤ a 50% e ≥ a 20%);
413 – Investimentos em Entidades Conjuntamente Controladas (≤ a 50% e ≥ a 20%);
414 – Investimentos noutras Empresas (participações < 20%).

Quando uma empresa detém uma percentagem de participação > a 50%, a entidade participada é
denominada subsidiária e, em princípio, a participante controla a sua gestão. Se a participação detida for ≤
a 50% mas ≥ a 20%, a entidade participada é designada empresa associada ou empreendimento conjunto.
Para que seja um empreendimento conjunto é necessário que exista um contrato de controlo conjunto
entre os vários investidores, ou seja, um contrato que garanta que as decisões sejam tomadas sempre por
unanimidade e nunca por maioria dos votos.

180
11-01-2018

181
Definições e contas
Dividendos recebidos = conta 7921 Custos de Transacção = conta 6888

Perdas por redução do Justo Valor = conta 66 Ganhos por Aumentos do Justo Valor = conta 77

Custo Médio Ponderado = CMP [Critério para


valorizar as saídas por alienação]

Custo dos diferentes lotes ponderado pelas Não sujeito a testes de imparidade
respectivas quantidades. Assim, virá:

CMP = C1 + C2 + …. Cn
Q1 + Q2 + …. Qn

Alienações com lucro = conta 7862

Alienações com prejuízo = conta 6862 sujeito a testes de imparidade

Justo Valor (Base de Mensuração = Estrutura Conceptual § 98 e)). É a quantia pela qual um
activo pode ser trocado, entre partes conhecedoras e dispostas a isso, numa transacção em
que não exista relacionamento entre elas (NCRF 27, § 5).
Directriz Contabilística n.º 1 (1992) – aprovada pelo Conselho Geral da CNC em 16 Jan. 1992. Definição de JV existe desde 1992 em Portugal. DC n.º
13 (1993), também: “Conceito de Justo Valor”.

181
11-01-2018

182

Plano da sessão 21| 07-XII-2017


1. Continuação do plano da sessão anterior.

2. Exercícios práticos 18, 19 e 20.

Sugestão de Trabalho Individual (aula 21)

Resolução dos exercícios 16 a 20.

182
11-01-2018

183

Plano das sessões 22, 23 e 24 |


12-XII-2017; 14-XII-2017 e 19-XII-2017

1 IVA – Tratamento Contabilístico.


2 Compras e Vendas – Tratamento Contabilístico.
3 Adiantamentos –Tratamento Contabilístico.
4 Descontos –Tratamento Contabilístico.
5 Exercícios 21, 22, 23, 24 e 25.

Manual obrigatório de apoio ao estudo (aulas 22, 23 e 24)

MANUAL DE CONTABILIDADE FINANCEIRA, de Sónia Nogueira (2013). Porto: Vida Económica.

183
11-01-2018

184

SUGESTÃO DE TRABALHO INDIVIDUAL


– aulas 22 a 24 e Férias de Natal –

1 . Exercícios 21 a 25.

2. ESTUDO DO MANUAL DE REFERÊNCIA OBRIGATÓRIO.


Treino e exposição à matéria. Módulo 4 deste manual, com excepção da parte relativa
ao tratamento contabilístico das letras e da imparidade.

3. Estudo dos diapositivos.

184
11-01-2018

185
Introdução contabilística ao IVA
A . A s p e c t o s g e ra i s d o I VA
O IVA é calculado pelo MÉTODO INDIRECTO SUBTRACTIVO; indirecto,
porque não exige a determinação do valor acrescentado, e
subtractivo, porque ao imposto recebido nas vendas é subtraído o
imposto suportado nas aquisições.
Exemplo 1: Resolução:

Em determinado período, a empresa Alfa, De acordo com o método indirecto


com sede em Lisboa, efectuou compras no subtractivo, a empresa Alfa paga aos
montante de 12 500 €, relativamente às fornecedores IVA referente às suas
quais suportou IVA à taxa de 23%. No compras no montante de 2 875 € (12
mesmo período realizou vendas no valor de 500*23%) e recebe dos seus clientes o
15 000 €, liquidando IVA à mesma taxa. IVA correspondente às vendas efetuadas
no valor de 3 450 € (15 000*23%).

Corolário: A empresa Alfa tem que entregar ao Estado a diferença entre o imposto que
recebe dos seus clientes (IVA liquidado) e o imposto que lhe foi facturado pelos seus
fornecedores (IVA dedutível), ou seja 575 €.

185
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A. Aspectos gerais do IVA


O método de cálculo do IVA permite as seguintes situações:
1. IVA debitado aos clientes (IVA LIQUIDADO) = IVA debitado pelos fornecedores
(IVA DEDUTÍVEL)
2. IVA debitado aos clientes (IVA LIQUIDADO) ˂ IVA debitado pelos fornecedores
(IVA DEDUTÍVEL)
3. IVA debitado aos clientes (IVA LIQUIDADO) ˃ IVA debitado pelos fornecedores
(IVA DEDUTÍVEL)

 A situação 1 é neutra em termos de entrega de imposto ao Estado, porque o IVA


recebido dos clientes é igual ao IVA pago aos fornecedores.

 Na situação 2 existe imposto a recuperar do Estado, o qual pode ser repercutido no


período seguinte ou objeto de reembolso. O imposto pago aos fornecedores é superior ao
recebido dos clientes, por isso o Estado devolve a diferença.

 Na terceira situação existe imposto a entregar ao Estado, porque o IVA recebido dos
clientes é superior ao IVA pago aos fornecedores.
186

186
11-01-2018

A. Aspectos gerais do IVA

Regra da origem

Nas operações efectuadas entre entidades


residentes no território nacional, a liquidação do
imposto é efetuada por quem vende os bens ou
presta os serviços. Vigora assim a regra da
origem, porque o imposto é liquidado na origem
dos bens ou serviços.
187

187
11-01-2018

B. Valor tributável

O valor tributável consiste no valor dos bens e


serviços sobre os quais incide a taxa do IVA.

O valor tributável inclui as despesas


adicionais de compra (transporte, comissões,
seguros…).

O valor tributável não contempla os


descontos e abatimentos concedidos.
188

188
11-01-2018

C. Taxas (2017)

Continente: Reduzida: 6%
Intermédia: 13%
Normal: 23%

Madeira: Reduzida: 5%
Intermédia: 12%
Normal: 22%

Açores: Reduzida: 4%
Intermédia: 9%
Normal: 18%

189

189
11-01-2018

D. Aspectos contabilísticos do IVA

Sistema de Normalização Contabilística (SNC)


Conta Nome da conta
243 Imposto sobre o valor acrescentado (IVA)
2431 IVA Suportado
2432 IVA Dedutível
2433 IVA Liquidado
2434 IVA Regularizações
2435 IVA Apuramento
2436 IVA a Pagar
2437 IVA a Recuperar
2438 IVA Reembolsos Pedidos
2439 Liquidações oficiosas
190

190
11-01-2018

D. Aspectos contabilísticos do IVA


Conta 2432 – IVA Dedutível

Esta conta é debitada pelas quantias de imposto que sejam dedutíveis


relativas a todas as aquisições de inventários, activos fixos tangíveis e
intangíveis ou de outros bens e serviços.

Esta conta pode ser subdividida de acordo com o tipo de aquisição


efetuada. Assim:

2432 – IVA dedutível


24321 – Inventários
24322 – Investimentos
24323 – Outros bens e serviços

191

191
11-01-2018

D. Aspectos contabilísticos do IVA


Conta 2432 – IVA dedutível
Exemplo:

A empresa Alfa adquiriu mercadorias no mercado nacional pelo


valor de 1 000 €. Esta aquisição está sujeita a IVA à taxa de
23%.
311 24321 221
1 000 230 1 230

192

192
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D. Aspectos contabilísticos do IVA


IVA não dedutível
O IVA não dedutível constitui uma componente do custo de aquisição do bem ou
serviço.

Exemplo:
A empresa Alfa adquiriu uma viatura ligeira de passageiros pelo valor de 10
000 €, a qual está sujeita a IVA à taxa de 23%.

434 271
12 300 12 300

193

193
11-01-2018

D. Aspectos contabilísticos do IVA

Conta 2433 – IVA Liquidado

Nas operações efetuadas entre residentes no território nacional cabe ao


vendedor proceder à liquidação do IVA, o qual incide sobre o valor recebido
ou a receber pelo vendedor.

Estão isentas de imposto:

- As exportações para países terceiros;


- As transmissões de bens para um adquirente num Estado membro

194

194
11-01-2018

D. Aspectos contabilísticos do IVA


Conta 24331 – IVA liquidado – operações gerais
Exemplo:

A empresa Alfa vendeu mercadorias no mercado nacional pelo


valor de 1 000 €. A venda está sujeita a IVA à taxa de 23%.
211 24331 711
1 230 230 1 000

195

195
11-01-2018

D . A s p e c t o s c o n t a b i l í s t i c o s d o I VA

Conta 2434 – IVA Regularizações

Esta conta regista as regularizações de imposto que a empresa tiver que


efetuar, relativas a erros ou omissões no apuramento do imposto,
devoluções, descontos ou abatimentos (extra-factura), etc.

Esta conta pode ser assim subdividida:


2434 – IVA Regularizações
24341 – Mensais (ou Trimestrais) a favor da Empresa
24342 – Mensais (ou Trimestrais) a favor do Estado

196

196
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2. Implicações do IVA na contabilização das operações

2.1 Introdução

Diplomas-base

Código do Imposto Sobre o Valor Acrescentado (CIVA)

- Aprovado pelo DL 394-B/84, de 26 de Dezembro

- Entrou em vigor em 1 de Janeiro de 1986

-Substituição do Imposto de Transacções (DL 374-D/79, de 10 de Setembro) pelo


IVA

Regime do IVA nas Transacções Intra


Intra--Comunitárias (RITI) –
aprovado pelo DL 290/92, de 28/12
197

197
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2.2 Ponto de partida

Cada operador económico:

i. É devedor ao Estado pelo valor do imposto facturado aos clientes nas vendas
efectuadas em determinado período - liquidação do imposto

ii. E é credor do Estado pelo total do imposto suportado nas compras efectuadas
nesse mesmo período - direito à dedução

- um direito financeiro e não físico


- significa que o seu exercício por parte do sujeito passivo é feito
com referência a um período e não a um bem

198

198
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2.3 Método de cálculo utilizado para o apuramento do imposto

Método indirecto subtractivo

 Ou método de crédito de imposto


 Ou método das facturas

IVA = (taxa1 × valor da venda) – (taxa2 × valor da compra)

199

199
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2.4 Incidência real do imposto (o que está sujeito a IVA)

Determinada operação está sujeita a IVA se se verificarem cumulativamente os


seguintes requisitos:
 consistir numa:
 transmissão de bens; ou
 prestação de serviços; ou
 operação intracomunitária tal como é definida e regulada no RITI; ou
 importação
 efectuada a título oneroso
 por um sujeito passivo agindo como tal e
 efectuada no território nacional

200

200
11-01-2018

2.5 Ideia-chave da contabilização do IVA

Ao contrário dos consumidores finais que suportam todo o imposto, o IVA, regra
geral, não é um gasto nem um rendimento para as empresas.

Elas apresentam-se como meras recolectoras do imposto a entregar ao Estado.

Daí o IVA ser contabilizado na classe 2, mais concretamente na sub conta 243
EOEP – IVA, e não na classe 6 ou 7

201

201
11-01-2018

2.6 Operações intracomunitárias

Relativamente às operações intracomunitárias de bens, e uma vez que os bens


deixam de estar sujeitos a formalidades alfandegárias desde 1/1/1993 com a
realização do Mercado Único Europeu, já não se designam por importações ou
exportações mas sim por aquisições intracomunitárias ou transmissões
intracomunitárias de bens - RITI

- Importações provenientes da UE – aquisições intracomunitárias de bens


- Exportações para a UE – transmissões intracomunitárias de bens

202

202
11-01-2018

2.7 Lançamentos típicos


1. Aquisição (a crédito) de inventários (mercadorias
(mercadorias)) no mercado
nacional

311 – Compras - Mercadorias 1.000


2432 1 – IVA Dedutível 230
a 2211– Fornecedores c/c 1230

2. Aquisição (a crédito) de AFT no mercado nacional

43 X – AFT 10.000
2432 2– IVA Dedutível 2.300
a 2711 – Fornecedores de Investimentos 12300

203

203
11-01-2018

3. Aquisição (a crédito) de outros bens e serviços no mercado nacional


62 X – Fornecimentos e Serviços Externos 1.000

2432 3 – IVA Dedutível - OBS 230

a 2211 – Fornecedores c/c 1230

4. Aquisição (a crédito) intra


intra--comunitária de bens

311 – Compras – Mercadorias 1.000


2432 1 – IVA Dedutível 230

a 2433 – IVA Liquidado 230

2211 – Fornecedores c/c 1000

204

204
11-01-2018

5. Importação de bens

311 – Compras – Mercadorias 1.000


1.ª fase – pela factura do
a 2211 – Fornecedores c/c 1.000 fornecedor

2.ª fase – pela nota


2432 – IVA Dedutível 230 de débito dos
serviços
a 2211– Fornecedores c/c - Serv. Alfandegários 230 alfandegários

205

205
11-01-2018

6. Venda a crédito ao mercado nacional

211 x Clientes c/c 1230

a 711 Vendas - Mercadorias 1000


2433 IVA Liquidado 230

7. Transmissões intracomunitárias de bens


211 x Clientes c/c 1000

a 711 Vendas - Mercadorias 1.000 Isentas


8. Exportações de bens de IVA
211 x Clientes c/c 1000
a 711 Vendas - Mercadorias 1.000

206

206
11-01-2018

2.8 RESUMO: IVA das operações activas (Vendas e Prestações de Serviços)

Ao mercado nacional Vigora a regra da origem

Para as operações efectuadas entre sujeitos


passivos residentes no território nacional, a
liquidação de imposto é efectuada por quem vende
ou presta os serviços

Ao mercado comunitário – transmissões Vigora a regra do destino


intracomunitárias

Nas operações efectuadas entre sujeitos passivos localizados


em diferentes países, as mesmas são tributadas no país onde
A países terceiros - Exportações os bens são consumidos.

207

207
11-01-2018

2.9 RESUMO: IVA das operações passivas (compras e outras aquisições)

Ao mercado nacional IVA DEDUTÍVEL

Ao mercado comunitário aquisições DEDUÇÃO e LIQUIDAÇÃO


intracomunitárias SIMULTÂNEAS

Formalidades alfandegárias abandonadas em 01/01/1993


com a realização do mercado único europeu. Este aspecto
possibilita a desoneração dos bens, o que estimula a
concorrência de mercado intracomunitária.

A países terceiros – Importações IVA DEDUTÍVEL

Numa 2.ª fase, pois o imposto é suportado primeiramente pelos serviços alfandegários,
aquando do desalfandegamento, e mais tarde é imputado ao comprador ou adquirente.

208

208
11-01-2018

2.10 IVA Regularizações

Quando o imposto está sujeito a rectificações

 Redução da base tributável das operações (devolução de mercadorias, abatimentos fora


das facturas, etc.)

 Facturas inexactas
 Erros materiais ou de cálculo, etc.

Conta 24341 – IVA REGULARIZAÇÕES a favor da empresa


Conta 24342 – IVA REGULARIZAÇÕES a favor do Estado

209

209
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2.10.1 Regularizações a favor da empresa


Devolução de vendas (devolução de clientes)
717 – Devoluções de vendas 1.000
2434 1 – IVA Regularizações – A favor empresa 230
Nota de crédito ao
a 211 – Clientes c/c 1230
cliente
Descontos e abatimentos em vendas (fora da factura
factura))
Nota de crédito ao
718 – Descontos e abatimentos em vendas 1000
cliente
2434 1 – IVA Regularizações – A favor empresa 230
a 211 – Clientes c/c 1230

210

210
11-01-2018

2.10.2 Regularizações a favor do Estado

Devolução de compras (a fornecedores)


221 – Fornecedores c/c 1230
a 2434 2 – IVA Regularizações – A favor Estado 230
Nota de crédito
317 – Devoluções
ç de compras 1000
do fornecedor
Descontos e abatimentos em compras (fora da factura
factura))
221 – Fornecedores c/c 1230
a 2434 2– IVA Regularizações – A favor Estado 230
Nota de crédito do
318 – Descontos e abatimentos em compras 1000
fornecedor

211

211
11-01-2018

2.11 ALGUNS CASOS EM QUE O IVA NÃO É DEDUTÍVEL (cf. art.º 21.º
CIVA)

A. Art.º 21, n.º 1, a), CIVA


Não confere direito à dedução o IVA suportado nas despesas relativas à
aquisição, utilização, transformação e reparação de viaturas de turismo
turismo, barcos de
recreio, motos …

Viatura de turismo:
Qualquer veículo automóvel, que pelo seu tipo de construção e equipamento não seja
destinado unicamente ao transporte de mercadorias ou a uma utilização com carácter agrícola,
comercial ou industrial.

212

212
11-01-2018

B. Art.º 21, n.º 1, b), CIVA

Não confere direito à dedução o IVA suportado nas despesas respeitantes a


combustíveis normalmente utilizáveis em viaturas automóveis, excepto ...

Gasóleo – IVA dedutível na proporção de 50%


Gases de Petróleo Liquefeitos (GPL) – IVA dedutível na proporção de 50%

N.B.: Gasóleo e GPL – IVA totalmente dedutível se: N.B.: GASÓLEO DAS MÁQUINAS

• Veículos pesados de passageiros (que não sejam veículos matriculados)


• Veículos licenciados para transportes públicos
(não “rent-a-car”)
• Tractores com emprego agrícola
• Veículos de transporte de mercadorias com peso > a IVA Dedutível (Totalidade)
3.500 Kgs

213

213
11-01-2018

RESUMO: TRANSMISSÕES INTRACOMUNITÁRIAS DE BENS


“Em virtude da harmonização comunitária em matéria de IVA, nas transações de
bens entre Estados-membros aplica-se o princípio da tributação no destino,
quando tais operações se realizam entre sujeitos passivos deste imposto. Um dos
requisitos fundamentais para que se possa aplicar as regras das transações
intracomunitárias é que exista transporte ou expedição dos bens para outro
Estado-membro. Além de se tratar de uma operação entre sujeitos passivos de
imposto, os bens têm de sair, fisicamente, de um Estado-membro com destino a
outro Estado-membro. Se estas duas condições forem cumpridas, na origem
aplica-se uma isenção e no destino ocorre a tributação em IVA à taxa aí vigente.
Assegura-se, assim, que não há dupla tributação neste imposto, sendo o IVA
receita fiscal do Estado-membro onde ocorre o consumo. ” Jornal de Negócios, 4 Set. 2017, p. 29.
Autora: Ana Cristina Silva.
BIBLIOGRAFIA

IVA Dedutível e Liquidado (1) ; IVA Regularizações (2)

COSTA, Carlos Alberto Baptista da ; ALVES, Gabriel Correia (2013) – Contabilidade Financeira
Financeira. 8.ª ed. Capítulo
16.

214

214
11-01-2018

Documentação contabilística
Na sua atividade a empresa tem de se relacionar com terceiros, estabelecendo
transmissões onerosas de bens e de serviços, nomeadamente com:

– quem lhe possa fornecer os bens e serviços que ela necessita


(Fornecedores);

– quem necessita dos bens e serviços disponibilizados pela empresa


(Clientes).

Conforme não poderia deixar de ser, e por motivos legais, esta transmissão
tem de ser documentada. Esses documentos serão a base da contabilização
destas operações.

215

215
11-01-2018

Documentação contabilística

 Guia de Remessa:
• Documento emitido pelo vendedor que acompanha a mercadoria e
serve igualmente para o comprador proceder à conferência dos artigos
recebidos.

 Fatura:
• Comprovante oficial da compra;
• Indica ao comprador o montante em dívida (que compreende o valor
das mercadorias/serviços, acrescido das despesas de compra e do valor
do IVA, deduzido dos descontos concedidos);
• Refere-se a compras a crédito.

216

216
11-01-2018

Documentação contabilística

 Nota de débito:
• Documento que rectifica positivamente o valor da fatura, ou seja,
aumenta o valor em dívida.

 Nota de crédito:
• Documento que rectifica negativamente o valor da fatura, ou seja,
diminui o valor em dívida.

217

217
11-01-2018

Documentação contabilística

 Recibo:
• Encerra a relação comercial e é emitido quando é liquidado o valor em
dívida.

 Fatura-recibo :
• Documentos emitidos quando o pagamento da transação ocorre de
imediato, ou seja, a pronto-pagamento – quando se realiza em
simultâneo com o fornecimento do bem e/ou serviço.

218

218
11-01-2018

Compras e outras operações com fornecedores

As compras e outras operações com fornecedores a abordar enquadram-se,


essencialmente, no âmbito das contas:

 31 – Compras

 62 – Fornecimento e Serviços Externos

Não serão abordadas as aquisições inseridas na classe:

 4 – Investimentos

219

219
11-01-2018

Compras e outras operações com fornecedores


Podem ser adquiridos a terceiros:
– Bens
• Se forem considerados como consumíveis são contabilizados numa
subconta da conta 62 – Fornecimentos e Serviços Externos;
• Se forem armazenáveis, para posterior venda ou consumidos no
processo de transformação de outros produtos, isto é, ligados à
atividade operacional da empresa, são contabilizados numa subconta
da conta 31 – Compras.
– Serviços
• Em termos gerais, são contabilizados numa subconta da conta 62 –
Fornecimentos e Serviços Externos.

220

220
11-01-2018

Compras e outras operações com fornecedores

Estas compras podem ser realizadas:

• A pronto pagamento: movimentando as contas 11 – Caixa ou 12 –


Depósitos à Ordem

• A crédito: movimentando a conta 22 – Fornecedores

221

221
11-01-2018

Compras e outras operações com fornecedores

22 - FORNECEDORES

 Regista as operações relacionadas com compras de bens e serviços, com


exceção dos destinados aos investimentos da entidade (271 –
Fornecedores de Investimentos).

222

222
11-01-2018

Compras e outras operações com fornecedores


22 - Fornecedores

• Saldo inicial
• Devolução de compras
• Compras de bens e serviços
• Pagamento a fornecedores
• Juros de mora por incumprimento do
• Adiantamentos a fornecedores prazo de pagamento
com preço não fixado
• Dif. câmbio favoráveis
• Dif. câmbio desfavoráveis

223

223
11-01-2018

Compras e outras operações com fornecedores


Mensuração inicial das dívidas a pagar a fornecedores:
justo valor, ou seja, custo de aquisição

Custo de aquisição: Preço de compra, incluindo despesas adicionais de


compra, tais como:
 Seguros
 Comissões
 Transporte
 Impostos
 Despesas alfandegárias

224

224
11-01-2018

Compras e outras operações com fornecedores

228 – Adiantamentos a Fornecedores


• O seu saldo (devedor) aparece no Balanço do lado do Ativo.
• Regista as entregas feitas pela empresa com relação a fornecimentos a
efetuar por terceiros, cujo preço não esteja previamente fixado.

Quando o preço está definido deve ser utilizada a conta 39 –


Adiantamento por Conta de Compras.

225

225
11-01-2018

Compras e outras operações com fornecedores


Compras a crédito de mercadoria/MP

311x/312x 24321x 2211x


X Y X+Y

Compras a crédito de FSE


62X 24323x 2211x

X Y X+Y

226

226
11-01-2018

Compras e outras operações com fornecedores


Adiantamento sem preço pré-fixado
228x 24321x 11x/12X
Pelo
X Y X+Y adiantamento

Adiantamento com preço pré-fixado


39x 24321x 11x/12X
Pelo
X Y X+Y adiantamento

Depois….
Ver aulas teórico/práticas

227

227
11-01-2018

Compras e outras operações com fornecedores


Devolução de compras
 Quando se faz referência a devolução de compras está implícita a
devolução de bens, já que os serviços não são susceptíveis de devolução.

 Registadas na subconta 317 – Compras – Devolução de Compras, desde que


relativas a bens aprovisionáveis, inicialmente contabilizados na própria
conta de Compras.

 Esta conta deverá ser desdobrada pelos diversos tipos de compras


(mercadorias, matérias-primas, etc.)

228

228
11-01-2018

Compras e outras operações com fornecedores

Devolução de compras

317x 24342 2211x


X Y X+Y

229

229
11-01-2018

Compras e outras operações com fornecedores


Descontos obtidos

 Natureza comercial
Reduções do preço que resultam, em termos gerais, de todas as outras
situações que não as de natureza financeira (descontos de quantidade,
rappel, etc.).

 Natureza financeira
Relacionados com o pagamento da dívida (descontos de pronto pagamento
ou por antecipação de pagamento).

230

230
11-01-2018

Compras e outras operações com fornecedores


Descontos obtidos
 Natureza comercial

• Incluídos na fatura: registar a compra pelo seu valor líquido


Valor líquido = valor bruto – valor do desconto

• Fora da fatura (através de uma nota de crédito):


Crédito: conta 318 – Compras – Descontos e Abatimentos em Compras

231

231
11-01-2018

Compras e outras operações com fornecedores


Desconto comercial incluído na fatura
311x/312x 24321x 2211x
Valor líquido Y Valor líquido +Y

Desconto comercial fora da fatura


311x/312x 24321x 2211x
X Pela fatura
Y X+Y

318x 24342 2211x


Pela nota
Desconto W Desconto + de crédito
W

232

232
11-01-2018

Compras e outras operações com fornecedores


Tratamento contabilístico dos descontos obtidos
 Natureza financeira

• Incluídos na fatura ou fora da fatura:


Quer esteja incluído na factura ou fora dela, dada a sua natureza,
deve ser sempre evidenciado na conta 782 – Proveitos e Ganhos
Financeiros – Descontos de Pronto Pagamento Obtidos

233

233
11-01-2018

Compras e outras operações com fornecedores


Desconto financeiro no momento da compra
311x/312x 24321x 782 2211x
X Y Desconto X+Y- D

Desconto financeiro em momento posterior à compra

2211x 24342x 782


Desconto + IVA do Desconto
IVA desconto desconto

234

234
11-01-2018

DESCONTOS e ABATIMENTOS em COMPRAS

Tipo de descontos Forma de obtenção Tratamento contabilístico

Obtidos na factura do fornecedor Redução directa na conta respectiva, ou


seja, na 31 Compras
Comerciais
Obtidos extra-factura (nota de crédito Utilização da sub conta 318 – descontos
do fornecedor) e abatimentos em compras (a crédito)

Obtidos na factura do fornecedor


(Factura-Recibo)
Financeiros Utilização da sub conta 782 – (a
crédito) – descontos de pronto
Obtidos extra-factura (recibo do pagamento obtidos
fornecedor)

235

235
11-01-2018

Separação importante para efeitos de Análise de Balanços. Os adiantamentos monetários pagos


por nós são empréstimos (financiamentos) efectuados a terceiros. Os outros são considerados
adiantamentos de exploração. . O mesmo se passa com a separação entre fornecedores de
exploração (2211) e fornecedores de bens de equipamento (conta 2711): também a separação
existe por motivos de análise de balanços.

ADIANTAMENTOS A FORNECEDORES

São activos da empresa, pois constituem direitos sobre terceiros

Podem assumir 2 naturezas:

(1) Preço previamente fixado – adiantamento não monetário; utiliza-se a conta 39


Adiantamentos por Conta de Compras (a débito);

(2) Preço não previamente fixado – adiantamento monetário; utiliza-se a conta 228
Adiantamentos a Fornecedores (a débito).

236

236
11-01-2018

BIBLIOGRAFIA

 ADIANTAMENTOS a FORNECEDORES – pp. 361


361--363
 DESCONTOS e ABATIMENTOS em COMPRAS – pp. 357
357--361

COSTA, Carlos Alberto Baptista da ; ALVES, Gabriel Correia (2013) – Contabilidade


Financeira. 8ª ed.

237

237
11-01-2018

Compras e outras operações com fornecedores


Operações em moeda estrangeira

 Reconhecidas inicialmente na moeda funcional da entidade, pela


aplicação da taxa de câmbio (exchange rate) do dia da transacção.

 Subsequentemente, expressas no Balanço ao câmbio em


vigor à data do mesmo
mesmo..

6887 – Diferenças de câmbio desfavoráveis


7887 – Diferenças de câmbio favoráveis
NCRF 23 – OS EFEITOS DE ALTERAÇÕES EM TAXAS DE CÂMBIO

238

238
11-01-2018

TAXAS DE CÂMBIO (EXCHANGE RATE)

Exemplo:
 a empresa compra uma máquina a um Taxa de Câmbio de
fornecedor inglês por 1.000 libras.
 Como precisa de libras vai ao banco trocar Venda – 0,85
euros por libras.
 O banco vende as libras à taxa de câmbio de
venda 0,85.
 Gastaríamos:
1 € → 0,85 £
X ← 1.000 £
X= 1.176 €
Nossa Compra
Venda do Banco
239

239
11-01-2018

Vendas e outras operações com clientes

As vendas e prestações de serviços podem ser realizadas:

• A pronto pagamento: movimentando as contas 11 – Caixa ou 12 –


Depósitos à Ordem

• A crédito: movimentando a conta 21 – Clientes

240

240
11-01-2018

Vendas e outras operações com clientes

21 - CLIENTES

 Regista os movimentos com os compradores de mercadorias, de produtos e


de serviços, ainda que sejam entidades como sócios, pessoal, Estado, etc.

241

241
11-01-2018

Vendas e outras operações com clientes


21 - Clientes
• Saldo inicial • Devolução de vendas
• Vendas e serviços prestados • Recebimento de clientes
• Juros de mora por • Adiantamentos de clientes
incumprimento do prazo de
recebimento acordado • Diferenças de câmbio
desfavoráveis
•Diferenças de câmbio favoráveis

242

242
11-01-2018

Vendas e outras operações com clientes


218 – Adiantamentos de Clientes
• O seu saldo (credor) aparece no Balanço do lado do Passivo.
• Regista as entregas feitas pelos clientes com relação a vendas e
prestações de serviços, cujo preço não esteja previamente fixado.

Quando o preço está definido deve ser utilizada a conta 276 –


Adiantamento por Conta de Vendas.

243

243
11-01-2018

Vendas e outras operações com clientes


Venda a crédito de mercadoria/Prod. Acabados

711/712 24331x 211x


X Y X+Y

Prestação de serviços a crédito

72x 24331x 211x

X Y X+Y

244

244
11-01-2018

Vendas e outras operações com clientes


Adiantamento sem preço pré-fixado
218x 24331x 11x/12X
Pelo
X Y X+Y adiantamento

Adiantamento com preço pré-fixado


276x 24331x 11x/12X
Pelo
X Y X+Y adiantamento

Depois….
Confrontar aulas teórico/práticas

245

245
11-01-2018

Vendas e outras operações com clientes


Devolução de Vendas
 Quando se faz referência a devolução de vendas está implícita a devolução
de bens, já que os serviços não são suscetíveis de devolução.

 As devoluções de venda constituem uma componente negativa dos


rendimentos, por isso é debitada a conta 717 – Vendas – Devoluções de
Vendas.

 Esta conta deverá ser desdobrada pelos diversos tipos de vendas


(mercadorias, produtos acabados, etc.)

246

246
11-01-2018

Vendas e outras operações com clientes

Devolução de vendas

717x 24341 211x

X Y X+Y

247

247
11-01-2018

Vendas e outras operações com clientes


Descontos concedidos

 Natureza comercial
Reduções do preço que resultam, em termos gerais, de todas as outras
situações que não as de natureza financeira (descontos de quantidade,
etc.).

 Natureza financeira
Relacionados com o pagamento da dívida (descontos de pronto pagamento
ou por antecipação de pagamento).

248

248
11-01-2018

Vendas e outras operações com clientes


Descontos concedidos
 Natureza comercial

• Incluídos na fatura: registar a compra pelo seu valor líquido


Valor líquido = valor bruto – valor do desconto

• Fora da fatura (através de uma nota de crédito):


Débito: conta 718 – Descontos e Abatimentos em Vendas
ou conta 728 - Descontos e Abatimentos em PS

249

249
11-01-2018

Vendas e outras operações com clientes


Desconto comercial incluído na fatura
711/712/72x 24331x 211x
Valor líquido Y Valor líquido +Y

Desconto comercial fora da fatura


711/712/72x 24331x 211x
X Y Pela fatura
X+Y

718/728 24341 211x


Pela nota
Desconto W Desconto de crédito
+W

250

250
11-01-2018

Vendas e outras operações com clientes


Tratamento contabilístico dos descontos concedidos
 Natureza financeira

• Incluídos na fatura ou fora da fatura:


Débito: conta 682 – Gastos e Perdas Financeiras – Descontos de
Pronto Pagamento Concedidos

251

251
11-01-2018

Vendas e outras operações com clientes


Desconto financeiro concedido (p.p. e a.p.)

711/712/72x 24331x
X Y

682 11x/12x
Desconto (D) X+Y- D

252

252
11-01-2018

DESCONTOS e ABATIMENTOS em VENDAS


Tipo de descontos Forma de concessão Tratamento contabilístico

Concedidos na n/ própria factura Redução directa na conta respectiva de


Rendimentos, ou seja, na 71 Vendas ou
72 Prestações de Serviços
Comerciais
Concedidos extra-factura (n/ nota de Utilização da sub conta 718 – descontos
crédito ao cliente) e abatimentos em vendas (a débito) ou
728 Descontos e abatimentos em
Prestações de Serviços (a débito)

Concedidos na n/ própria factura


(Factura-Recibo)
Financeiros Utilização da sub conta 682 - Descontos
Concedidos extra-factura (recibo ao de pronto pagamento concedidos (a
cliente) débito)

253

253
11-01-2018

Separação importante para efeitos de Análise de Balanços. Os adiantamentos monetários


recebidos por nós são empréstimos (financiamentos) concedidos por terceiros. Os outros
são considerados de exploração. O mesmo se passa com a separação entre fornecedores de
exploração (2211) e fornecedores de bens de equipamento (conta 2711): também a
separação existe por motivos de análise de balanços.

ADIANTAMENTOS DE CLIENTES

São passivos da empresa, pois traduzem-se em responsabilidades perante terceiros

Podem assumir 2 naturezas:

(1) Preço previamente fixado – adiantamento não monetário; utiliza-se a conta 276
Adiantamentos por Conta de Vendas (a crédito);

(2) Preço não previamente fixado – adiantamento monetário; utiliza-se a conta 218
Adiantamentos de Clientes (a crédito).

254

254
11-01-2018

BIBLIOGRAFIA

 ADIANTAMENTOS de CLIENTES – pp. 644


644--646
 DESCONTOS e ABATIMENTOS em VENDAS – pp. 626
626--628

COSTA, Carlos Alberto Baptista da ; ALVES, Gabriel Correia (2013) – Contabilidade


Financeira. 8ª ed.

255

255
11-01-2018

Vendas e outras operações com clientes


Operações em moeda estrangeira

 Reconhecidos inicialmente na moeda funcional da entidade, pela aplicação


da taxa de câmbio (exchange rate) do dia da transacção.

 Subsequentemente, expressas no Balanço ao câmbio em vigor


à data do mesmo
mesmo..

6887 – Diferenças de câmbio desfavoráveis


7887 – Diferenças de câmbio favoráveis

NCRF 23 – OS EFEITOS DE ALTERAÇÕES EM TAXAS DE CÂMBIO


256

256
11-01-2018

TAXAS DE CÂMBIO (EXCHANGE RATE)

Exemplo:
 a empresa vende um lote de mercadorias para Taxa de Câmbio de
Inglaterra por 1.000 libras.
Compra – 1,17
 Receberia as 1.000 libras e iria ao banco fazer
a troca por euros.
 O banco compraria as libras à taxa de câmbio
de compra de 1,17 (por exemplo)
 Ficaríamos com:
1 £ → 1,17 €
1.000 £ ← x
X= 1.170 €
Nossa Venda
Compra do Banco 257

257
11-01-2018

# OPERAÇÃO
QUADRO-RESUMO: IVA
A FAVOR DA EMPRESA A FAVOR DO ESTADO
1 VENDA  liquidado

2 COMPRA  dedutível (regra geral)

3 DEVOLUÇÃO DA VENDA  regularização a favor da empresa

4 DEVOLUÇÃO DA COMPRA  regularização a favor do estado

5 DESCONTO CONCEDIDO FORA DA  regularização a favor da empresa


FACTURA AO CLIENTE
6 DESCONTO OBTIDO FORA DA FACTURA regularização a favor do estado
DO FORNECEDOR

7 ADIANTAMENTO EFECTUADO AO  dedutível


FORNECEDOR
8 ADIANTAMENTO RECEBIDO DO  liquidado
CLIENTE
9 REGULARIZAÇÃO DO ADIANTAMENTO regularização a favor da empresa
DO CLIENTE
10 REGULARIZAÇÃO DO ADIANTAMENTO regularização a favor do estado
AO FORNECEDOR
258

258
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Cálculo do valor tributável

VALOR TRIBUTÁVEL - IVA

OPERAÇÕES INTERNAS ou IMPORTAÇÕES DE BENS

VALOR DA CONTRAPRESTAÇÃO VALOR ADUANEIRO

+ +
 Impostos, direitos, taxas e outras  Impostos, direitos aduaneiros, taxas e outros
imposições, com excepção do próprio IVA encargos devidos, antes ou em virtude da
 Despesas acessórias debitadas ao cliente própria importação, com exclusão do IVA
(comissões, embalagem, transporte, seguros e  Despesas acessórias (comissões, embalagens,
publicidade efectuada por conta do cliente, por transporte, seguros) até ao 1º destino
exemplo)  Outras operações relacionadas (cargas,
descargas, etc.)
-
•- Descontos, abatimentos e bónus concedidos

-
 Descontospor pagamentos antecipados
 Outros descontos que figurarem
separadamente na factura
259

259
11-01-2018

Cálculo do IVA quando vem incluído no documento (factura, venda a dinheiro)

Imposto = Valor do documento * Taxa de IVA


1 + taxa IVA

260

260
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EXEMPLOS DO CÁLCULO DO VALOR TRIBUTÁVEL

Admita IVA a 23%

261

261
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262
Exemplo Valor tributável nas operações internas (artº 16, CIVA e artº 17, RITI)

Operações Preço das compras IVA (23 %)

Mercadoria 500.000
109.250
Desconto de pronto pagamento (5%) -25.000

Despesas acessórias (ex.º: transporte) 50.000 11.500

Valor tributável (VT) 525.000 (VT) 120.750


jhjhj

Exemplo Valor tributável na importação de bens (artº 17, CIVA)

Operações Preço das compras IVA (23 %)

Mercadoria 500.000
109.250
Desconto de pronto pagamento (5%) -25.000

Direitos Aduaneiros 20.000 4.600

Despesas acessórias (ex.º: transporte) 50.000 11.500

Valor tributável (VT) 545.000 (VT) 125.350

262
11-01-2018

BIBLIOGRAFIA

• IVA Dedutível e Liquidado (1)


• IVA Regularizações (2)

•IVA Apuramento (3)


COSTA, Carlos Alberto Baptista da ; ALVES, Gabriel Correia (2013) – Contabilidade
Financeira. 8.ª ed.. Lisboa : Rei dos Livros.

(1) pp. 935-943; 965-976

(2) pp. 976-981

(3) pp. 993-1000.

263

263
11-01-2018

Questões

1. À data da informação financeira, a conta 24342 (a existir) apresenta um saldo


de que natureza?

2. Enumere três situações em que o imposto não se afigura dedutível para o sujeito
passivo adquirente.

3. Normalmente, quanto é a ponderação num exame para admissão à OCC das


Matérias Estatutárias e Deontológicas (MED)?

3. Quanto custa um café na PLAZA MAYOR em SALAMANCA?

4. No filme Closer (de 2004) com quem fica a personagem interpretada


por Natalie Portman: Jude Law ou Clive Owen? Elabore um texto subordinado à
fundamentação que terá estado na origem da difícil escolha da personagem.

264

264
11-01-2018

Plano da sessão 25 | 04-I-2018

1. IVA Apuramento.

2. Resolução de casos práticos.

BBLIOGRAFIA:: IVA Apuramento


BBLIOGRAFIA

COSTA, Carlos Alberto Baptista da ; ALVES, Gabriel Correia (2013) – Contabilidade Financeira. 8.ª ed..
Lisboa : Rei dos Livros.

pp. 993-1000.
265

265
11-01-2018

• ESTUDAR Manual de Contabilidade Financeira –


Sónia Monteiro. Módulo 5 Inventários, pp. 379-
433.

• Exercícios 21 a 25 e 28. Para entregar na próxima


aula. Trabalho individual e manuscrito. Capa
habitual.

266

266
11-01-2018

267

IVA APURAMENTO: Ideias-Chave


• O apuramento do IVA é feito no final do período do
imposto (no final do mês ou no final do trimestre,
dependendo da situação tributária do sujeito passivo).
• O apuramento do IVA é feito por intermédio da conta 2435
– IVA Apuramento, a qual recolhe a débito o imposto
favorável à empresa e a crédito o imposto favorável ao
Estado
• O saldo apurado na conta 2435 – IVA Apuramento, se for
devedor, traduz-se em IVA a Recuperar e, de contrário, se
for credor, corresponde a IVA a Pagar. Se o saldo da 2435
for devedor, isso equivale a um direito sobre o Estado; se
for credor, isso equivale a uma obrigação perante o Estado.
• Esquematicamente, em Razão, far-se-ão os seguintes
movimentos contabilísticos (cf. aula T/P n.º 25):

267
11-01-2018

268
OS REEMBOLSOS DO IVA
• Existem situações em que os sujeitos passivos ficam credores de IVA
perante o Estado. Empresas há que, produzindo essencialmente para o
mercado externo, se encontram frequentemente neste cenário, dado que
não liquidam IVA nas vendas e vão deduzindo imposto ao longo do
período de tributação nas suas compras e aquisições. As empresas
maioritariamente exportadoras têm assim frequentemente IVA a
recuperar do Estado.

• Aquando da remessa electrónica da declaração periódica de IVA, se


houver imposto favorável ao sujeito passivo e se este se decidir pelo
pedido de reembolso do montante em questão, então a conta 2437 – IVA
a Recuperar é creditada pelo valor do montante em apreço, ficando assim
saldada. A contrapartida será a movimentação a débito da conta 2438 –
IVA Reembolsos Pedidos.

• Os reembolsos do IVA encontram-se regulado no art.º 22.º do Código do


IVA (CIVA) e no Despacho Normativo 18-A/2010, de 1 de Julho, preceitos
estes que estabelecem os requisitos formais e objectivos a observar no
pedido de reembolso efectuado através da declaração periódica.

268
11-01-2018

269
OS REEMBOLSOS DO IVA

• O Decreto-Lei n.º 229/1995, de 11 de Setembro,


estipula que, uma vez apresentado um pedido de
reembolso, o sujeito passivo fica impedido de proceder
à dedução subsequente do montante em apreço no
período seguinte de apuramento de imposto, até à
comunicação da decisão que recair sobre o pedido
efectuado.

• A opção pelo pedido de reembolso ou pelo reporte do


crédito de imposto sobre o Estado para momento
posterior é uma decisão do tipo financeiro, devendo a
empresa escolher a opção que se revele mais vantajosa
no âmbito da gestão corrente das suas operações.

269
11-01-2018

270
OS REEMBOLSOS DO IVA
Do ponto de vista contabilístico teremos os seguintes movimentos:

-----------------------------------------------------------------------------------------------
A) Contabilização do pedido de reembolso efectuado através da
declaração periódica de IVA

2438 IVA Reembolsos Pedidos X


a 2437 IVA a Recuperar X
-----------------------------------------------------------------------------------------------
B) Contabilização do recebimento do reembolso, após a decisão
favorável à empresa emitida pelos Serviços do IVA (SIVA)

12 Depósitos à Ordem X
a 2438 IVA Reembolsos Pedidos X

270
11-01-2018

271

IVA Liquidações Oficiosas (2439)

• As liquidações oficiosas resultam da não


apresentação da declaração periódica de IVA no
respectivo prazo legal ou da rectificação da
declaração periódica apresentada pelo sujeito
passivo.

271
11-01-2018

272

Plano da sessão 26 | 09-I-2018

Agenda: O conceito de período contabilístico: a importância dos


Acréscimos e Diferimentos

1 Base de caixa versus Base de acréscimo


2 Princípio contabilístico fundamental
3 O tema na Estrutura Conceptual do SNC: §§ 22 e 23
4 O tema vertido nas contas do SNC
5 O tema no Balanço
6 Aplicações práticas
7 Caso 15 (STI: para casa. Para entregar).

272
11-01-2018

273

BIBLIOGRAFIA DE APOIO AO TEMA DOS


ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

a) Capítulo 4 Contabilidade Financeira, de Carlos


Baptista da Costa e Gabriel Correia Alves (2014, 9.ª
ed.): “O conceito de período contabilístico: a
importância dos Acréscimos e Diferimentos”.

b) Elementos de Contabilidade Geral (25.ª ou 26.ª ed.):


estudo das contas 2721, 2722, 281 e 282.

273
11-01-2018

274

Base de caixa = Base de acréscimo

Na óptica de caixa (ou base de caixa), o rendimento


é registado quando o dinheiro é recebido e o gasto
é reconhecido quando o dinheiro é pago; a
determinação do resultado nesta óptica baseia-se
na diferença entre o total dos recebimentos e o
total dos pagamentos. A óptica de caixa ignora
outros princípios contabilísticos mais avançados,
como seja o regime do acréscimo, por exemplo.

274
11-01-2018

275
Base de caixa
• A entidade apresenta/divulga os factos contabilísticos apenas quando se
verifica um pagamento ou um recebimento, isto é, apenas quando ocorre o
fluxo financeiro.
• Procede ao reconhecimento dos rendimentos e dos gastos no momento em
que são recebidos ou pagos.
• Apenas reconhece o que foi pago e recebido. É pobre, esta informação
financeira, porque não atende à vertente real ou vertente económica
(rendimentos e gastos) das operações, ou seja, não atende ao momento em
que os efeitos dos acontecimentos verdadeiramente ocorrem. A base de caixa
atende apenas ao momento em que os fluxos financeiros – fluxos de caixa e
equivalentes – são recebidos ou pagos, como se disse.
• Todavia, a Contabilidade Financeira não permite que o Balanço (B) e a
Demonstração dos Resultados por Naturezas (DRn) sejam elaborados sob o
ponto de vista da base de caixa, mas sim sob o ponto de vista de uma base
diametralmente oposta: a base de acréscimo. Esta base permite registar o
fluxo financeiro ou o fluxo real, dos dois o que ocorrer em primeiro lugar.

275
11-01-2018

Base de acréscimo
• Os Rendimentos e os Gastos são reconhecidos
quando obtidos ou incorridos,
independentemente do seu recebimento ou
pagamento, devendo incluir-se esses
Rendimentos e esses Gastos nas DF dos períodos
a que respeitam. Só assim é que é possível a
obtenção de uma imagem verdadeira e
apropriada (IVA) da posição financeira e dos
resultados das operações da entidade.
BASE DE ACRÉSCIMO
- cf. EC (Pressuposto do Acréscimo) e
BADF.
276

276
11-01-2018

Directiva Comunitária n.º 78/660/CE, de 25 Julho 1978

– IV Directiva –
• O aspecto financeiro não é preponderante, mas
sim o aspeto económico.
• Transpondo para a área contabilística esta ideia, a
IV Diretiva era muito clara quanto a este aspecto,
quando referia: “Devem tomar-se em
consideração os encargos e os proveitos
respeitantes ao exercício a que se referem as
contas, sem atenção à data de pagamento ou de
recebimento destes encargos ou proveitos”.
277

277
11-01-2018

278
Acréscimos e Diferimentos (AD)
Ideia-chave
As contas de acréscimos e diferimentos movimentam-se sempre que exista um
desfasamento temporal entre os fluxos financeiros (vertente financeira) e os fluxos
económicos (vertente económica ou real).

Vertente financeira versus vertente económica

- A vertente financeira é dada por 2 tipos de fluxos financeiros (FF): recebimentos e


pagamentos.
- A vertente económica é dada por 2 tipos de fluxos económicos (FE): rendimentos e
gastos.
Antigo Princípio Contabilístico Geralmente Aceite (PCGA)
Princípio geral da ‘Especialização dos Exercícios’ [no Brasil: Princípio da
dos AD Competência], hoje Base ou Pressuposto do Acréscimo
(Periodização Económica). POCP – DL 232/97, de 3/Set.

Importância dos AD Adequada determinação dos RESULTADOS (Classe 6 versus Classe 7) e


da Pos. Financ. de cada período económico da entidade (cf. EC; § 46.)

278
11-01-2018

279

Princípio Contabilístico no Estatuto e no


Código Deontológico da profissão
• Art.º 2.º do CDCC: “Deveres gerais”.
´No exercício da profissão, os contabilistas certificados devem
respeitar as normas legais e os princípios contabilísticos em
vigor´.
• A expressão *princípios contabilísticos* também vem referida
no art.º 10.º, n.º 1 a) do EOCC.
• E no art.º 7.º do CDCC, também: “Princípios e normas
contabilísticas”
1 - Os contabilistas certificados, no respeito pela lei, devem
aplicar os princípios e as normas contabilísticas de modo a obter
a verdade da situação financeira e patrimonial das entidades a
quem prestam serviços.

279
11-01-2018

280

Acréscimos
• Notas de enquadramento (SNC)

2721 – DEVEDORES (por ACRÉSCIMOS de RENDIMENTOS): esta conta


regista a contrapartida do rendimento que deva ser reconhecido no
próprio exercício, ainda que não tenha documentação vinculativa, cujo
recebimento só venha a ocorrer em período posterior.

Em N debita-se; em N+1 tem saldo nulo, ou seja, credita-se. É uma


conta transitória à data de relato. Ex.º: juro de DP a receber em N+1.

2722 – CREDORES (por ACRÉSCIMOS de GASTOS): esta conta regista a


contrapartida do gasto que deva ser reconhecido no próprio exercício,
ainda que não tenha documentação vinculativa, cujo pagamento só
venha a ocorrer em período posterior.

Em N credita-se; em N+1 tem saldo nulo, ou seja, debita-se. É uma


conta transitória à data de relato. Ex.º: Consumo de electricidade do
mês de Dezembro.

280
11-01-2018

281

Diferimentos
• Notas de enquadramento (SNC)

281 – DIFERIMENTOS: GASTOS a RECONHECER: esta conta


compreende o gasto que deva ser reconhecido no período
seguinte.

Em N debita-se; em N+1 tem saldo nulo, ou seja, credita-se. É


uma conta transitória à data de relato. Ex.º: seguro pago
antecipadamente.

282 – DIFERIMENTOS: RENDIMENTOS a RECONHECER: esta conta


compreende o rendimento que deva ser reconhecido no
período seguinte.

Em N credita-se; em N+1 tem saldo nulo, ou seja, debita-se.


Ex.º: renda de imóvel recebida antecipadamente.

281
11-01-2018

282

Acréscimos e Diferimentos (AD) Desfasamentos


temporais entre FF e FE

Acréscimos

Rendimento N Recebimento N+1 2721 Devedores por Acréscimos de Rendimentos


Gasto N Pagamento N+1 2722 Credores por Acréscimos de Gastos

Diferimentos

Pagamento N Gasto N+1 281 Gastos a Reconhecer

Recebimento N Rendimento N+1 282 Rendimentos a Reconhecer

Continuidade: a empresa é de encarar normalmente como estando a operar continuadamente


no e para o futuro (EC § 23)

Especialização dos exercícios: os gastos e os rendimentos de cada exercício são de registar no


período a que respeitam (EC § 22).

282
11-01-2018

283

Mnemónica

N N+1
Acréscimos

Rendimento N Recebimento N+1 2721 Dev. por Acréscimos de Rendimentos D C


Gasto N Pagamento N+1 2722 Cred. por Acréscimos de Gastos C D

Diferimentos

Pagamento N Gasto N+1 281 Gastos a Reconhecer D C

Recebimento N Rendimento N+1 282 Rendimentos a Reconhecer C D

283
11-01-2018

284

PRINCÍPIO DA ESPECIALIZAÇÃO ECONÓMICA DOS EXERCÍCIOS


Este princípio contabilístico determina que no apuramento dos
resultados de cada exercício devem ser considerados todos os gastos e todos
os proveitos desse exercício e só esses.
A Contabilidade Financeira funciona em regime de competência
económica, isto é, os resultados da actividade da entidade são apurados
pelas diferença entre os rendimentos e os gastos verificados durante o
exercício económico. Assim,

Resultados = Rendimentos – Gastos

Por outro lado, fala-se em regime de competência financeira ou de


caixa quando os resultados da actividade da entidade são determinados
através da diferença entre os recebimentos e os pagamentos. Assim,

Resultados = Recebimentos – Pagamentos Nabais (1987)

284
11-01-2018

285

• É precisamente o regime de competência


económica o considerado pela Contabilidade
Financeira e pela lei. A sua aplicação exige que se
determinem os rendimentos e os gastos do exercício
o que significa dizer que é necessário considerar os
2 fluxos para saber se o pagamento ou recebimento
verificados são gastos ou rendimentos do exercício
em causa.

Nabais (1987)

285
11-01-2018

286
Resumindo:
• RECEITA = refere-se ao direito de receber.

• RECEBIMENTO = importância recebida de terceiros, a qual pode ser


antecipada, postecipada ou simultânea, quer com a receita, quer
com o rendimento.

• RENDIMENTO= componente positiva do resultado do exercício.

• DESPESA = constitui a obrigação de pagar a terceiros.

• PAGAMENTO = importância paga a terceiros, a qual pode ser


antecipada, postecipada ou simultânea, quer com a despesa, quer
com o gasto.

• GASTO = componente negativa do resultado do exercício.


Nabais, C. (1987), Contabilidade Analítica de Exploração. Lisboa: Editorial Presença (pp. 22-23)

286
11-01-2018

As 4 mais belas contas da


Contabilidade Financeira em Portugal (SNC):

2721, 2722, 281 e 282

ei*Pi + 1 = 0 [Identidade de Euler]

[Leonhard Euler, 1707-1783 – matemático suíço; o


maior matemático do século XVIII] . A mais bela
equação matemática, em que e é o número de
Napier, i é a unidade imaginária, e Pi é a razão
entre o perímetro e o diâmetro da circunferência,
como é sabido].
287

287
11-01-2018

288
Note bem (N.B.):

1 Pressuposto da Continuidade (cf. EC e BADF);


2 Posição dos AD no Balanço
(Outros Créditos a Receber; Outras Dívidas a Pagar |
Diferimentos)
3 Notas de enquadramento do SNC das contas 272 e 28;
4 BADF; 2.3.
Articulação entre a continuidade e o acréscimo:

Nos registos de contabilidade (salvo liquidação, fusão) pressupõe-se que a entidade


continuará a operar por tempo indeterminado (em Espanha este princípio é conhecido
por gestão continuada; em França por continuidade de exploração), daí decorrerem
consequências na fixação dos critérios a adoptar, nomeadamente no tocante à
especialização dos exercícios contabilísticos (os gastos e os rendimentos de cada
exercício são de registar no período a que respeitam).

288
11-01-2018

289
Comente….

“As empresas são instituições mais ou menos duradouras que funcionam sem interrupções;
funcionam continuamente. Ora, os empresários não podem estar à espera que elas sejam
liquidadas para se inteirarem dos resultados das mesmas. Precisam, pelo contrário, de obter com
certa frequência, indicações sobre a sua marcha”.
Gonçalves da Silva (1959, p. 132), Doutrinas Contabilísticas – Resumo e Crítica das Principais.

A atividade das empresas é fraccionada em períodos contabilísticos, para permitir determinar no


final de cada um deles o seu resultado líquido e a sua posição financeira. Esta segmentação
artificial na vida das empresas suporta a existência de dois pressupostos, sendo um deles o regime
do acréscimo ou periodização económica e o outro o pressuposto da continuidade. Explique o
objectivo deste pressuposto e enuncie um exemplo de um acréscimo de um gasto e de um
rendimento a reconhecer.
Exame de Recurso CF II – 13.VII.2015

“As empresas constituem-se para desenvolver, por tempo indeterminado, a actividade em que
consiste o seu objecto social. Perante esta duração ilimitada das empresas, a medição e a
comparação do desempenho obtido só é possível repartindo artificialmente a vida das mesmas em
segmentos temporais, determinando no final de cada um deles o seu resultado e a sua posição
financeira”. Costa e Alves (2005, p. 299), Contabilidade Financeira (5.ª ed.).

289
11-01-2018

290
Questão

• De acordo com a Estrutura Conceptual do Sistema de


Normalização Contabilística, um dos pressupostos
subjacentes à apresentação do Balanço e da
Demonstração dos Resultados por Naturezas é o regime
do acréscimo. Defina-o e ilustre a sua resposta com
exemplos teórico-práticos que o fundamentem. [1,5 valores]
Exame - Época Normal
CF I – 26.I.2017
Comente….

• Comente: “O PCGA da Especialização dos Exercícios privilegia a


vertente económica dos exercícios face à vertente financeira”.

290
11-01-2018

291

Plano das sessões 27, 28 e 29


11-I-2018; 16-I-2018 e 18-I-2018
Agenda:

1 Inventários
Inventários.
2 Sistema de Inventário Permanente (SIP). Características.
3 Métodos de custeio das saídas.
4 Casos práticos.
5 A conta 38.
6 Sistema de Inventário Intermitente (SII). Características.
7 Caso prático.
8 Apuramento do CMV em SII.
9 Apuramento do CMC em SII.
10 Tratamento contabilístico de mercadorias à consignação.
11 Variação da Produção em SII.
12 Casos práticos.

291
11-01-2018

292

Muito
importante

Manual obrigatório para os INVENTÁRIOS


MANUAL DE CONTABILIDADE FINANCEIRA,
de Sónia Nogueira (2013). Porto: Vida Económica.

Módulo 5 Inventários, pp. 379-433.

292

292
11-01-2018

293
Classe 3 – Inventários

 Classe 3 – Inventários

–Tal como definido no §11 da NCRF 18, os inventários são


activos:
a) detidos para venda no decurso ordinário da atividade
empresarial;
b) detidos no processo de produção para tal venda; ou
c) detidos na forma de materiais ou consumíveis a serem
aplicados no processo de produção ou na prestação de
serviços.

293
11-01-2018

294
Classe 3 – Inventários
Existem 5 grandes tipos de inventários:
Inputs

32 – Mercadorias

São os inventários adquiridos com o objetivo de venda sem que sejam


objecto de qualquer trabalho posterior de natureza industrial.

33 – Matérias Primas, Subsidiárias e de Consumo

São os inventários adquiridos com o objetivo de serem incorporados ou


consumidos durante o processo de fabrico.

294
11-01-2018

295
Classe 3 – Inventários Outputs

Inventários resultantes da produção

34 - Produtos Acabados e Intermédios


inclui os principais bens provenientes da actividade produtiva da empresa;

35 - Sub-produtos, Desperdícios, Resíduos e Refugos


Apresentam um valor económico relativamente baixo.

36 - Produtos e Trabalhos em Curso


são os que se encontram em fabricação ou produção, não estando em
condições de serem vendidos.

295
11-01-2018

296
Classe 3 – Inventários
Conta 31 – Compras
311 – Mercadorias
312 - Matérias-primas, subsidiárias e de consumo
 Estas contas destinam-se a formar o custo da compra de mercadorias
e matérias-primas, subsidiárias e de consumo para posterior
transferência para as contas “32- Mercadorias” e “33- Matérias-
primas, subsidiárias e de consumo”.

Reconhecimento
Esta conta não é reconhecida no Balanço, pois imediatamente antes
do momento do término do exercício ela deve ser saldada para que
o custo das compras esteja reflectido na respetiva conta de
mercadorias (32) ou conta de matérias-primas, subsidiárias e de
consumo (33).

296
11-01-2018

297
Classe 3 – Inventários
Conta 31 – Compras
311 – Mercadorias
312 - Matérias-primas, subsidiárias e de consumo

Mensuração Inicial
O custo da compra de inventários inclui (§11 da NCRF 18):
• O preço da compra (deduzido de descontos comerciais, e
abatimentos)
• Direitos de importação e outros impostos (não dedutíveis)
• Custos de transporte
• Outros custos até ao ponto em que sejam incorridos para a
colocação dos inventários no seu local e condição actuais.

297
11-01-2018

298
Classe 3 – Inventários

Conta 32 – Mercadorias

 Esta conta regista o custo dos bens detidos pela entidade para venda
no decurso ordinário da actividade empresarial.

Reconhecimento
Esta conta é apresentada no Balanço, no activo corrente, na
rubrica ‘Inventários’.

Mensuração Inicial
A mensuração é feita ao custo apurado na conta
311 - Compras - Mercadorias.

298
11-01-2018

299
Mensuração de inventários

 A entrada de inventários em armazém (nas


contas 32 - Mercadoras e 33 – Matérias-primas,
subsidiárias e de consumo) é sempre registada
ao preço de custo, o qual deve incluir as
despesas de compra e excluir os descontos
comerciais obtidos.

 O custo da saída depende do critério de


mensuração (de saída dos inventários) utilizado
pela empresa: FIFO ou CMP.

299
11-01-2018

300
Mensuração de inventários

 Para o apuramento da quantia a considerar das saídas dos


inventários para venda ou consumo, é necessário considerar um
MÉTODO DE CUSTEIO para as saídas, sempre que os itens em
armazém tenham entrado em momentos diferentes (vários lotes) e
cada entrada tenha um custo de compra diferente.

 A ‘NCRF 18 – Inventários’, estabelece que o custo de saída dos


inventários deve ser mensurado através de um dos seguintes
métodos de custeio das saídas:

. Custo Médio Ponderado (CMP)


. FIFO

300
11-01-2018

301
Mensuração de inventários
Custo médio ponderado
É o critério mais utilizado nas empresas.

CMP =
Q1 x P1 + Q2 x P2 + … + Qn x Pn
Q1 + Q2 + … + Qn
Q - quantidade
P - preço

301
11-01-2018

302
Mensuração de inventários

FIFO – First in First Out


. As unidades quando saem do armazém são mensuradas com base no preço das
unidades do lote cronologicamente mais antigo.

. As existências consumidas e vendidas são valorizadas aos preços mais antigos e


as que permanecem no armazém são valorizadas ao preço mais recente (§27
NCRF 18).

. Em períodos de maior inflação, as empresas tendem a obter margens de lucro


mais elevadas quando utilizam o FIFO. Em cenário deflacionista, as empresas
tendem a obter margens de lucro mais elevadas quando utilizam o CMP.

N.B.: Impactos dos métodos de custeio nas DF

302
11-01-2018

303
Mensuração de inventários
.
Ficha de Armazém

Entradas Saídas Inventários


Data Descrição Qt V. un Valor Qt V. un Valor Qt V. un Valor

303
11-01-2018

304
Mensuração de inventário

CMV  ( 2000  15 )  (500  20 )  40000

304
11-01-2018

305

1) P .U . 
2000  15  2000  20   17 ,5 2) CMV  2500  19  47 .500
2000  2000

305
11-01-2018

306
Sistema de inventário permanente - SIP

 O custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas é apurado no


acto da venda ou consumo, permitindo assim a todo o momento
identificar os bens (existentes em armazém) quanto à sua natureza,
quantidade, custos unitários e valores globais.

 Este sistema caracteriza-se pelos registos contabilísticos reflectirem


permanentemente as quantidades físicas e as quantidades escrituradas
existentes em armazém.

 É o sistema previsto, em termos gerais, pelo SNC.

306
11-01-2018

307
Sistema de inventário permanente - SIP
Movimentos:
Conta 31 – Compras No momento da compra é debitada pelo valor das
compras e despesas de compra, e creditada (além dos abatimentos e
devoluções) pela entrada das mercadorias em armazém. Deve estar
sempre saldada.

Conta 32 – Mercadorias É debitada pela entrada em armazém e


creditada pelas saídas sempre a preço de custo. O saldo corresponde ao
valor dos stocks existentes em armazém.

Conta 611 – Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas -


Mercadorias debitada pelo custo de aquisição das mercadorias vendidas
e das matérias consumidas por contrapartida da respectiva conta de
inventário. Dá-nos a todo o momento o CMVMC.

307
11-01-2018

308
Sistema de inventário intermitente - SII
 As entidades que não apliquem o SIP devem então calcular o custo das
mercadorias vendidas e matérias consumidas de forma indirecta.
 No SII, o valor dos stocks em armazém e dos resultados apurados só é
determinável através da inventariação física dos bens e posterior valorização
efetuadas periodicamente (geralmente no final do ano).
 Enquanto que pelo SIP se acompanha todo o movimento de produtos em
armazém, pelo SII tal não acontece, tendo que se recorrer a uma contagem
física para o conhecimento do valor dos inventários.
 É o sistema excepcional previsto pelo SNC.

 O Custo das Mercadorias Vendidas e das Matérias Consumidas


(CMVMC) é apurado através da seguinte expressão:

CMVMC = Inventário Inicial + Compras Líq. – Inventário Final +/- Regularizações de Inv.

308
11-01-2018

Inventário permanente e 309

inventário intermitente
 Em ambos os sistemas as contas a utilizar são as mesmas, embora em
momentos distintos. Por exemplo:

– SIP: no momento da compra, o valor da compra das mercadorias é


registado na conta 31 – Compras, sendo este valor logo transferido para
a conta 32 – Mercadorias. Esta última será creditada, aquando da venda,
para o apuramento do custo da mercadoria vendida, por contrapartida
da conta 611 – CMVMC - Mercadorias.

– SII: no momento da compra, o valor da compra das mercadorias é


registado na conta 31 – Compras. Contudo, a transferência deste para a
conta 32 – Mercadorias apenas será efetuada no final do exercício, após
o apuramento do CMVMC. Nesse momento, esta última será creditada,
por contrapartida da conta 611 – CMVMC - Mercadorias.

309
11-01-2018

Inventário permanente e 310

inventário intermitente

Inventário Permanente Inventário Periódico/Intermitente

• O saldo da conta 32 - • O saldo da conta 32 -


Mercadorias representa Mercadorias representa o valor
permanentemente o valor das da existência inicial, porque o
mercadorias em armazém. custo da existência vendida só é
apurado no final do exercício.
• O custo das mercadorias • O custo das mercadorias
vendidas, obtido nas fichas de vendidas é obtido apenas no
armazém, é sempre conhecido. final do exercício, recorrendo a
A margem bruta das vendas uma fórmula específica.
também é sempre conhecida.

310
11-01-2018

311
Classe 3 – Inventários
+
Conta 38 – Reclassificação e regularização de inventários e
ativos biológicos

 Esta conta destina-se a servir de contrapartida ao registo de


quebras, sobras, saídas e entradas por ofertas, bem como a
quaisquer outras variações nos inventários que não estejam
relacionadas nem com compras nem com vendas. No final do
exercício, esta conta não é reconhecida no Balanço, porque ela
está saldada.

311
11-01-2018

312
Classe 3 – Inventários
+
Conta 38 – Reclassificação e regularização de inventários e
ativos biológicos
- Esta conta 38 tem especial cabimento quando se quer dar relevo, como convém,
na contabilidade geral, a variações de stocks por factos que não sejam compras ou
vendas ou consumos, como se disse. Se esta conta não existisse – em particular no
sistema de inventário periódico – teriam de ser movimentadas as contas de
mercadorias ou de produtos acabados que, nesta óptica, devem apenas conter os
inventários iniciais. Por este motivo, ou seja, porque se quer dar relevo a variações
nas contas de inventários não derivadas de compras, vendas ou consumos, utiliza-
se a conta 38, porque em sistema de inventário periódico as contas devem apenas
conter os inventários iniciais. Em sistema de inventário permanente a conta 38
não é tão importante, podendo eventualmente ser dispensada, situação que não é
aconselhável no âmbito da cadeira de CF I .

Fonte: Martim Noel Monteiro (1978). Plano Oficial de Contabilidade – comentado e anotado (2.ª edição). Porto: Livraria Avis, p. 136.

312
11-01-2018

Operações com inventários – regularizações+


313

Descrição Débito Crédito


6884 – Ofertas e amostras de 382 – Regularização de
1 Ofertas de Inventários
(ver questão do IVA) a inventários inventários
382 – Regularização de inventários * 32 – Mercadorias *
24332…- IVA Liquidado –
24332…-
2 IVA Liquidado – Oferta de 6812X – Impostos Indiretos - IVA Autoconsumos e operações
Inventários
gratuitas
6842 – Perdas em Inventários - 382– Reclassificação e
382–
Quebras Regularização de inventários
3 Quebra de Inventários
382 – Regularização de inventários* 32 – Mercadorias *

a IVA– Segundo o CIVA, consideram-se transmissão de bens, logo tributadas em IVA… … a


transmissão gratuita, quando, relativamente a esses bens ou aos elementos que os
constituem, tenha havido dedução total ou parcial do imposto. Excluem-se do regime
estabelecido por esta alínea as amostras e as ofertas de pequeno valor, em conformidade
com os usos comerciais.

313
11-01-2018

Operações com inventários – regularizações+


314

Descrição Débito Crédito


382 – Regularização de inventários 7842 – Ganhos em inventários /
sobras
4 Sobra de Inventários
32 – Mercadorias * 382 – Regularização de
inventários *
6841 – Perdas em Inventários - 382 – Regularização de
5 Sinistros Sinistros inventários
- Sem indemnização 382 – Regularização de 32 – Mercadorias *
inventários*
6841 – Perdas em Inventários - 382 - Regularização de
Sinistros inventários *
6 Sinistros 11/12 – Caixa/DO 6841 – Perdas em Inventários -
- Com indemnização Sinistros
382 - Regularização de inventários* 32 – Mercadorias *

314
11-01-2018

315

Operações com inventários – regularizações +


Descrição Débito Crédito
43X – AFT 382 - Regularização de
7 Afectação ao activo fixo inventários
tangível 382 – Regularização de inventários * 32 – Mercadorias *

382 – Regularização de inventários 7888x – Outros Rendimentos e


Ganhos - Sobras
8 Ofertas de Fornecedores
32 – Mercadorias * 382 –Regularização de
inventários *
6888x - Outros Gastos e Perdas – 382 - Regularização de
9 Consumo (uso) interno Consumo Interno inventários
382 – Regularização de inventários * 32 – Mercadorias *

* Este registo só é feito de imediato no SISTEMA DE INVENTÁRIO


PERMANENTE . No caso do sistema de inventário periódico , o registo será
efetuado aquando do encerramento de contas.

315
11-01-2018

316
Classe 3 – Inventários mercadorias à consignação

Conta 326 – Mercadorias em poder de terceiros


Conta 346 – Produtos em poder de terceiros

 Registam a quantia de mercadorias/produtos de propriedade da


empresa que se encontrem em poder de terceiros.

 Enquadram-se nesta conta as mercadorias/produtos enviados à


consignação.

316
11-01-2018

317
Classe 3 – Inventários

As mercadorias à consignação são mercadorias que estão em poder de terceiros.

Estas mercadorias em consignação enquadram-se no conceito de ACTIVO


na entidade que envia as mercadorias.

Apesar de terem sido cedidas a terceiros, são um recurso ainda


controlado pela entidade que os cedeu e das quais se espera que fluam
benefícios económicos futuros para a entidade

317
11-01-2018

318
Classe 3 – Inventários
No momento do envio das mercadorias a entidade não está a efectuar uma
venda pois normalmente pode ser efectuado o retorno das mercadorias
independentemente da vontade do vendedor.

Assim, o reconhecimento do RÉDITO e o respetivo GASTO associado às


mercadorias vendidas apenas deverá acontecer quando se realizar a
venda.

CONCEITO de VENDA FIRME

318
11-01-2018

319
Operações com inventários em poder de terceiros

Descrição de Operação Débito Crédito


1 – Pelo envio ao consignatário 326 – Mercadorias em 32 – Mercadorias
poder de terceiros

2 – No momento da venda (que 211 – Clientes c/c 711 – Vendas / Mercadorias


coincidirá com o momento em que 2433… - IVA liquidado
o consignatário vende ao seu
cliente)
3 – Pelo CMV 611 - CMVMC 326 – Mercadorias em poder
de terceiros
4 – Pela devolução de mercadorias 32 – Mercadorias 326 – Mercadorias em poder
consignadas não vendidas de terceiros
(operação eventual).

319
11-01-2018

320
Mercadorias em poder de terceiros
Compreende as mercadorias de propriedade da empresa que se encontrem à guarda de terceiros
ou tenham saído em regime de consignação. O regime de consignação consiste na entrega temporária de
inventários a um intermediário (o consignatário) que as irá vender por conta e ordem do consignante,
advindo para o intermediário uma remuneração (a comissão). Os registos contabilísticos são os seguintes,
em sistema de inventário permanente:

1 Aquando da remessa ao intermediário (consignatário)


326 Mercadorias em poder de terceiros X
a
32 Mercadorias X
H.: Saída de armazém

2 Aquando da venda por parte do consignatário, comprovada por factura


2111 Clientes X
a
711 Vendas – Mercadorias X
24331 IVA Liquidado – o/g X
H.: Factura

3 Pelo Custo das Mercadorias Vendidas


611 CMV X
a
326 Mercadorias em poder de terceiros 320 X
H.: Pelo preço de custo

320
11-01-2018

321

FICHA DE ARMAZÉM - exercício 29 - FIFO

MERCADORIA: cereais tipo A


UNIDADE:
___________ sacos Método de custeio das saídas: FIFO

SAÍDAS INVENTÁRIOS
ENTRADAS
Data Operações

Quant. Valor unit. Valor Quant. Valor unit. Valor Quant. Valor unit. Valor

01-Jul Inventário inicial 2.500 16,00 40.000,00

02-Jul Guia de saída n.º 1 800 16,00 12.800,00 1.700 16,00 27.200,00

04-Jul Guia de entrada n.º 1 50 16,00 800,00 1.750 16,00 28.000,00

09-Jul Guia de entrada n.º 2 2.000 18,00 36.000,00 1.750 16,00 28.000,00

2.000 18,00 36.000,00

3.750 64.000,00

14-Jul Guia de saída n.º 2 1.750 16,00 28.000,00

400 18,00 7.200,00

2.150 35.200,00 1.600 18,00 28.800,00

21-Jul Guia de saída n.º 3 1.000 18,00 18.000,00 600 18,00 10.800,00

321
11-01-2018

322
FICHA DE ARMAZÉM - exercício 29 - CMP

MERCADORIA: cereais tipo A


UNIDADE:
___________ sacos Método de custeio das saídas:
CMP

SAÍDAS INVENTÁRIOS
ENTRADAS
Data Operações

Quant. Valor unit. Valor Quant. Valor unit. Valor Quant. Valor unit. Valor

01-Jul Inventário inicial 2.500 16,00 40.000,00

02-Jul Guia de saída n.º 1 800 16,00 12.800,00 1.700 16,00 27.200,00

04-Jul Guia de entrada n.º 1 50 16,00 800,00 1.750 16,00 28.000,00

09-Jul Guia de entrada n.º 2 2000 18,00 36.000,00 3.750 17,07 64.012,50 1)

14-Jul Guia de saída n.º 2 2.150 17,07 36.700,50 1.600 17,07 27.312,00

21-Jul Guia de saída n.º 3 1.000 17,07 17.070,00 600 17,07 10.242,00

1) (1750*16+2000*18)/(1750+2000)= 17,07

322
11-01-2018

323

FIM DO
SEMESTRE

323