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1.

Leia o texto abaixo:

A diferença entre a vaidade e o orgulho consiste em


que este é uma convicção bem firme de nossa superiorida-
de em todas as coisas; a vaidade, pelo contrário, é o desejo
que temos de despertar nos outros esta persuasão, com a
5 esperança secreta de chegar por fim a convencer a nós
mesmos.
O orgulho tem, pois, origem numa convicção interior e,
portanto, direta; a vaidade é a tendência de adquirir a
autoestima do exterior e, portanto, indiretamente. A vaidade
10 é faladora, o orgulho silencioso. Mas o homem vaidoso
deveria saber que a alta opinião dos outros, alvo de seus
esforços, se obtém mais facilmente por um silêncio
contínuo do que pela palavra, mesmo quando há para dizer
15 as coisas mais lindas. Não é orgulhoso quem quer;
pode-se, no máximo, simular o orgulho, mas, como todo
papel de convenção, não logrará ser sustentado até o fim.
Porque é apenas a convicção profunda, firme, inabalável
que se tem de possuir méritos superiores e valor excepcional
20 que dá o verdadeiro orgulho. Esta convicção pode até ser
errônea, ou fundada apenas em vantagens exteriores e de
convenção, mas, se é real e sincera, em nada prejudica o
orgulho. Pois o orgulho tem raízes na nossa convicção e
não depende, assim como sucede com qualquer outro
25 conhecimento, do nosso bel-prazer. O seu pior inimigo,
quero dizer o seu maior obstáculo, é a vaidade, que apenas
leva o indivíduo a solicitar os aplausos alheios para, em
seguida, formar uma opinião elevada de si mesmo; ao
passo que o orgulho supõe uma opinião já firmemente
30 arraigada em nós. Há quem censure e critique o orgulho;
esses sem dúvida nada possuem de que se orgulhar.

(A. Schopenhauer. Dores do Mundo.


São Paulo: Edições e Publicações Brasil, 1959 - tradução revista).

Arthur Schopenhauer (1788-1860): filósofo alemão, Schopenhauer apresenta sua teoria filosófica
baseada na teoria de Kant donde a essência do mundo seria resultado da vontade de viver de cada um.
Para ele, o mundo estaria repleto de representações criadas pelos sujeitos e as essências das coisas seria
somente encontrada através do que ele chamou de “insight intuitivo” (iluminação). Sua teoria foi
marcada também pelos temas do sofrimento e do tédio.
a) O Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa (2ª Edição Revista e
Ampliada) lista, entre os possíveis significados de orgulho, os seguintes: (i)
sentimento de dignidade pessoal; (ii) amor próprio demasiado.

Nota-se que o autor privilegia algum desses dois sentidos na descrição que
faz do orgulho.

 Qual é o sentido privilegiado pelo autor? Justifique sua resposta.

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b) Retire do texto um período que explicite cada uma das seguintes ideias:

 Há menos chance de se obter um boa imagem pública com


autopromoção do que com discrição.

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 Aquele que finge orgulho é mais cedo ou mais tarde desmascarado.

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c) A que se refere, no primeiro parágrafo, a expressão "esta persuasão" (l.
4)?

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02. Leia o poema de Manoel de Barros:

No descomeço era o verbo.


Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá
onde a criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não
funciona para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um
verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia, que é voz de poeta, que é a voz
de fazer nascimentos —
O verbo tem que pegar delírio.

Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá (MT) em 19 de dezembro de 1916. Além de poeta,
é também advogado e fazendeiro. Fez curso sobre cinema e sobre pintura no Museu de Arte Moderna.
Escreveu seu primeiro poema aos 19 anos, mas sua revelação poética ocorreu aos 13 anos de idade
quando ainda estudava no Colégio São José dos Irmãos Maristas, no Rio de Janeiro, cidade onde residiu
até terminar seu curso de Direito, em 1949. Seu primeiro livro foi publicado no Rio de Janeiro e se chamou
"Poemas concebidos sem pecado".

Estabeleça uma relação entre o poema e a seguinte frase, também de autoria


de Manoel de Barros: "Não gosto de palavra acostumada".

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03. Classifique o sujeito pertencente às orações abaixo, tendo como suporte


o seguinte código:

A – Sujeito determinado simples

B – Sujeito determinado composto

C – Sujeito oculto

D – Sujeito indeterminado

E – Sujeito inexistente ou oração sem sujeito

( ) Meus amigos e eu organizamos um evento jamais esquecido.

( ) Preciso de seu carinho para me sentir segura.

( ) Faz dois anos que não vou a Brasília.

( ) A vida nos reserva grandes surpresas.

( ) Comentaram sobre os novos empreendimentos imobiliários.