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CENTRO UNIVERSITARIO - UNA

ARQUITETURA

SISTEMA DE CONTENÇÕES ALTERNATIVAS


DANIEL TERRA MAIA
AMANDA RODRIGUES BARRETO

BELO HORIZONTE
2015
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ...............................................................................................................3
2. SOLO GRAMPEADO.......................................................................................................4
2.1 Definição básica da técnica...........................................................................................4
2.2 Aplicações usuais de solo grampeado...........................................................................5
2.3 Metodologia executiva , equipamentos e materiais construtivos................................6
2.3.1 Escavação ..............................................................................................................6
2.3.2 Grampeamento......................................................................................................7
2.3.3 Execução de parede...............................................................................................9
2.4 Drenagem e manutenção ..........................................................................................10
2.4.1 Drenagem profunda..............................................................................................10
2.4.2 Drenagem superficial............................................................................................10
2.4.3 Dreno de paramento ............................................................................................10
2.5 Vantagens e desvantagens do solo grampeado..........................................................11
2.6 Comparação entre solo grampeado e cortina atirantada...........................................12
2.7 Durabilidade de estruturas grampeadas.....................................................................13
3. SOLO PNEUS ...............................................................................................................13
3.1 Definição técnica.........................................................................................................13
3.2 Aplicações usuais do solo de pneus.............................................................................14
3.3 Metodologia executiva, equipamentos e materiais construtivos...............................14
3.4 Vantagens e desvantagem do solo de pneu...............................................................18
4. SOLO CIMENTADO......................................................................................................19
4.1 Definição da técnica....................................................................................................19
4.2 Aplicações usuais do solo cimentado..........................................................................19
4.3 Metodologia executiva ,equipamentos e materiais construtivo.................................19
4.4 Drenagem e manutenção............................................................................................20
4.5 Vantagens e desvantagens..........................................................................................21
5. OUTROS TIPOS DE CONTENÇÕES ALTERNATIVAS .....................................................21
5.1 Muros de alvenaria e de pedra....................................................................................21
5.2 Muros de concreto ciclópico ou concreto gravidade...................................................21
5.3 Muros em fogueira( “cribwall”)...................................................................................22
5.4 Muro de bloco de concreto articulado........................................................................22
6. CONCLUSÃO.................................................................................................................23
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS....................................................................................24

1. INTRODUÇÃO

Os taludes ou encostas naturais são definidos como superfícies inclinadas de maciços terrosos, rochosos ou
mistos (solo e rocha), originados de processos geológicos e geomorfológicos diversos. Podem apresentar
modificações antrópicas, tais como cortes, desmatamentos, introdução de cargas, etc. Talude de corte é
entendido como um talude originado de escavações antrópicas diversas. Talude artificial refere-se ao declive
de aterros construídos a partir de materiais de diferentes granulometrias e origens, incluindo rejeitos
industriais, urbanos ou de mineração.

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Os muros de arrimo podem ser de vários tipos: gravidade (construídos de alvenaria, concreto, gabiões ou
pneus), de flexão (com ou sem contraforte) e com ou sem tirantes. A função do muro de arrimo é substituir a
terra que foi removida para a feitura de um platô.

A Construção de um muro de arrimo, pode representar um elevado ônus no orçamento total da estrutura de
uma obra.

As técnicas alternativas de construção de arrimo, vêm de encontro ao que se almeja em termos de custo, esse
tipo de muro apresenta como vantagens o seu baixo custo e o fato de não requerer mão-de-obra ou
equipamentos especializados.

Os escorregamentos são movimentos rápidos, de duração relativamente curta, de massas de terreno


geralmente bem definidas quanto ao seu volume, cujo centro de gravidade se desloca para baixo e para fora
do talude. A velocidade de avanço de escorregamento cresce mais ou menos rapidamente, de quase 0 a pelo
menos 0,30 m por hora, decrescendo, a seguir, até um valor de minuto. Velocidades maiores da ordem de
alguns metros por segundo também podem ser atingidas.
A análise e controle de estabilização de taludes e encostas têm seu amplo desenvolvimento com as grandes
obras civis modernas, em paralelo à consolidação da Engenharia e Geologia.
Como formas de estabilização de taludes e encostas podemos destacar a utilização de muros de arrimo e
muros de contenções. Os muros mais utilizados para estabilizar os taludes são os muros de gravidade, muros
de alvenaria de pedra, muros de concreto ciclópico, muros em fogueira (“crib wall”), muros de sacos solo
cimento, muros de pneus, muros de flexão, contenção em solo grampeado, entre outros.
Este trabalho irá abordar de forma mais aprofundada os tipos de contenções com solo grampeado, muros em
solo pneu e solo cimento ensacado. Serão abordados outros tipos de contenções e muros de forma
superficial.

2. SOLO GRAMPEADO
2.1 Definição da técnica

O solo grampeado é uma técnica bastante eficaz no que diz respeito ao reforço do solo “in situ” em
taludes naturais ou taludes resultantes de processo de escavação. O grampeamento do solo é obtido através
da inclusão de elementos lineares passivos, semi-rígidos, resistentes à flexão composta, denominados
grampos. Os grampos podem ser barras ou tubos de aço ou ainda, barras sintéticas de seção cilíndrica ou
retangular.
Geralmente, o comportamento de um sistema de reforço de solo depende da mobilização dos
esforços nas inclusões.

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Figura 1. Aplicações de sistemas de reforços de solo (Byrne et al., 1998).

2.2 Aplicações usuais de solo grampeado.


Dentre as diversas aplicações da técnica de solo grampeado, deve-se citar:
 Estabilização de taludes naturais → inclusão de reforços em taludes, possivelmente instáveis, com
inclinações da ordem de 45º a 70º;
 Contenção de escavações temporárias ou permanentes associadas às fundações de edifícios,
escavações para vias subterrâneas (estacionamentos ou metrô), cortes para implantação de sistemas
viários e escavações para portais de túneis;
 Recuperação de estruturas de contenção tais como, cortinas de terra armada (substituição de tiras ou
conexões danificadas por sobrecarga), muros de concreto armado (antes ou logo após as rupturas
causadas pela deterioração do muro ou de movimentos a montante) e cortinas atirantadas (após o
colapso de ancoragens protendidas, por carregamento excessivo ou por corrosão dos tirantes).
Quando a técnica é utilizada como estrutura de contenção ou em estabilização de escavações, os
grampos são geralmente posicionados horizontalmente e os esforços são principalmente de tração.

2.3 Metodologia Executiva, equipamentos e materiais construtivos.


A construção de uma estrutura de solo grampeado em taludes resultantes de escavações mecânicas ou
manuais é realizada em fases sucessivas de cima para baixo, conforme ilustra a Figura 2.
Em taludes naturais ou previamente cortados, o grampeamento pode ser efetuado de forma descendente ou
ascendente, conforme a conveniência.
Em taludes resultantes de corte, o processo construtivo é constituído por três etapas principais sucessivas: a
escavação, a instalação dos grampos e a estabilização do paramento. Em virtude das condições do terreno, a
ordem da instalação dos grampos e da estabilização do paramento pode ser invertida.

Figura 2. Construção de Estrutura em solo grampeado em


escavações com equipamentos mecânicos (Zirlis et al., 1999).

2.3.1 Escavação
A primeira etapa é a escavação do solo que pode ser executada de modo mecânico ou manual em etapas
sucessivas de cima para baixo, seguindo a geometria do projeto da contenção. A altura máxima a escavar
em cada etapa depende do tipo de terreno e da inclinação da face de escavação, que deverá ser estável
durante a fase crítica que ocorre entre a escavação, grampeamento e aplicação de um revestimento

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delgado de concreto projetado. Para cortes verticais, é indicada profundidades de cada estágio de
escavação em função do tipo de solo (Tabela 1).

Tabela 1. Altura das etapas de escavação (Schlosser, 1982)


O solo a ser escavado deve apresentar uma resistência aparente não drenada ao cisalhamento mínima de 10
kPa, do contrario não se poderá executar escavações com geometrias verticais. Uma resistência como esta,
entretanto, é possível obter na maioria dos solos argilosos e arenosos, mesmo em areia puras úmidas, devido
ao efeito de capilaridade. Somente em areias secas e sem nenhuma cimentação entre grãos, ou em solos
argilosos muito moles, este processo dificilmente terá sucesso.
Onde possível é recomendado uma inclinação de 5°a 10° da face do talude, em relação vertical, para obter-
se um ganho na estabilidade geral do conjunto na fase construtiva.
Outra medida para minorar os esforços na superfície de escavação é utilização de bermas entre as linhas
verticais de grampeamento. Em virtude das condições do terreno, a ordem da instalação dos grampos e da
estabilização do parâmetro pode ser invertida.
2.3.2 Grampeamento
A segunda etapa é o grampeamento que é feito na massa de solo logo após, a execução das etapas de
escavação. A instalação de grampos no solo a ser reforçado pode ser feita na direção horizontal ou com uma
leve inclinação (em geral de 5° a 20° com a horizontal). Esta etapa pode ser realizada de duas maneiras:
percussão ou por perfuração com injeção de nata de cimento.
O procedimento por percussão consiste em cravar barras ou perfis metálicos esbeltos (tratados com material
anti-corrosivo a fim de se evitar futuras rupturas do incremento por oxidação) com o auxílio de martelete
pneumático. Este processo de execução é o mais rápido, entretanto com menor resistência ao cisalhamento
no contato solo-grampo, e atinge valores típicos da ordem de 30 a 40 kPa.
Não é aconselhável a utilização desse procedimento quando ocorrer à presença de pedregulhos no maciço
escavado ou a ser estabilizado, nem no caso das argilas porosas, como as de São Paulo e de Brasília, onde a
resistência mobilizada é reduzida. Há também limitações no comprimento máximo, da ordem de 6 m,
condicionado à eficiência de cravação do grampo.
O outro procedimento é a perfuração com injeção de nata de cimento que é o mais comum no Brasil pelas
características de solos residuais. Este se baseia na execução de ancoragem de barra e pode ser executado
com trados manuais helicoidais ou equipamentos mecânicos de pequeno porte que utilizam como fluido de
perfuração e limpeza do furo, água ou ar.

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Basicamente este processo consiste na perfuração do terreno com diâmetro entre 50 a 100 mm,
posteriormente é feita a introdução de uma ou duas barras de reforço com diâmetro entre 12,5 e 41 mm
dispostas com elementos centralizadores, tipicamente a cada 2 ou 3 m, para evitar o contato do elemento de
reforço com o solo. O elemento de reforço deve estar centrado e com recobrimento de nata totalmente
assegurado. No Brasil, os grampos são geralmente feitos de aço, do tipo CA-50, DYWIDAG, Incotep ou
Rocsolo, conforme tabela 4, que devem receber tratamento anticorrosivo (resinas epóxicas ou pintura
eletrolítica) antes da instalação a fim de se evitar a corrosão dos grampos. Os grampos também podem ser de
fibra de vidro resinadas ou similares, materiais imunes à corrosão.

Tabela 2. Tipos de Grampos Utilizados no Brasil (adaptado de Ortigão


e Sayão, 2000)

Logo em seguida, é feita a injeção de nata de cimento com pressões baixas, inferiores a 100 kPa. Nesta etapa
é prática comum, instalar próximo à barra dois ou mais tubos de injeção perdidos (de polietileno ou similar)
com diâmetros de 8 a 15 mm, providos de válvulas manchetes a cada 0,5 m até 1,5 m da boca do furo para a
re-injeção, afim de garantir o recobrimento dos grampos, que é feita lentamente de forma ascendente (do
fundo do furo a boca do furo). O material constituinte da injeção (na perfuração preexistente) é nata de
cimento (relação água-cimento em torno de 0,5 em peso). A calda de injeção deverá atender ao projeto, não
contendo cimentos agressivos aos grampos. Desta forma, o grampo irá atingir um atrito lateral unitário em
solos compactos ou rijos superior a 100 kPa.
A interseção do grampo com a face da escavação, normalmente, é feita com a dobra da barra de aço para
diâmetro até 20 mm e para barras com diâmetro maior que 20 mm é realizada com aplicação de placa e

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porca para travamento e tracionamento. A figura 3 apresenta uma vista geral da perfuração e grampeamento
com detalhe da interseção do grampo com a face do talude.

Figura 3. Detalhe da interseção do grampo com


a face do revestimento, Fonte Dyminski, 2007

2.3.3 Execução da Parede.


A solução comumente recomendada e adotada para o revestimento da face de escavação é o concreto
projetado armado com malha de aço eletrossoldada com taxas entre 10 e 60 kg/m². A rapidez e facilidade na
execução de faces com reentrâncias favorecem o uso de concreto projetado nas obras de solo grampeado.
O concreto pode ser projetado por dois modos, via seca ou úmida, a diferença entre estes dois modos está no
preparo e condução dos componentes do concreto. Como o próprio nome já diz, o concreto projetado por via
seca é preparado a seco e tem a adição de água a mistura realizada instantes antes da aplicação, enquanto o
concreto projetado por via úmida é preparado com água e conduzido até o local de aplicação. Em ambos os
modos é necessário a utilização de um compressor de ar ligado em conjunto com uma bomba de projeção,
onde é feita a introdução do traço de concreto pré-misturado e em seguida a propulsão do mesmo, que é
associado a um mangote onde ao final do processo é realizada a adição de água.
Em obras de menor porte como é a maioria das obras de contenção, emprega-se em geral o concreto
projetado por via seca. Normalmente o por via úmida só é utilizado em casos de grandes volumes,
superiores a 5 m³ aplicados ininterruptamente, pois a cada paralisação é necessário efetuar uma limpeza
geral no mangote, o que não seria prático em pequenas obras.
A armadura de tela metálica vem sendo substituída pelo uso de adição de fibras de aço ou sintéticas no traço
do concreto projetado, uma alternativa mais recente que apresenta melhores resultados. o uso de fibras
elimina o tempo gasto com a montagem das telas sobre a face de escavação e a possibilidade de ocorrer o
efeito sombra (que é o mau adensamento do concreto atrás dos fios da tela metálica eletrossoldada), além de
reduzir o volume de concreto. Apesar de um custo mais elevado que tela eletrossoldada, a economia do
produto final pode chegar a valores de 20 % a 40 % por metro quadrado aplicado.
2.4 Drenagem e Manutenção
Em obras de geotécnia, a água, sempre é motivo de grande preocupação, devido aos grandes problemas
acarretados por sua presença no solo (aumento da poro pressão, diminuição da coesão, etc.). Por esse
motivo, para o sucesso de uma obra de contenção em solo grampeado, é extremamente necessária a
existência de um apropriado sistema de drenagem para:
a) prevenir a geração de poro pressões excessivas no maciço.
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b) proteger a face da deterioração induzida pelo contato da água.
c) prevenir a saturação da massa de solo grampeado, já que essa saturação pode afetar
significantemente o deslocamento da estrutura e causar instabilidade durante e após a escavação.
Normalmente os elementos que compõem o sistema de drenagem aplicados nas contenções em solo
grampeado são os serviços de drenagem de superfície e de drenagem profunda, os quais podem ser vistos na
figura 8.
Ressalta-se a necessidade de uma correta manutenção do sistema de drenagem. Trincas, sujeiras e obstrução
em tubos de drenagem devem ser evitadas.

2.4.1 Drenagem profunda


São elementos que captam as águas distantes da face do talude e as conduzem ao paramento, em seguida às
canaletas. Neste tipo de drenagem usa-se o Dreno subhorizontal profundo (DHP), resultando da instalação
de tubos plásticos drenantes de 32 mm a 50 mm, em perfurações no solo de 75 mm a 100 mm.
Os tubos são perfurados e recobertos por manta geotêxtil ou tela de nylon. Estes drenos são lineares
embutidos no maciço, cujos comprimentos se situam entre 6 m e 18 m.
2.4.2 Drenagem superficial
As canaletas de crista e pé, bem como as de descidas d’água cumprem este papel, são moldadas no local e
revestidas por concreto projetado.
Os serviços de manutenção são imprescindíveis para vida útil da obra, sendo necessário, checar, por
exemplo, se as canaletas do sistema de drenagem apresentam trincas, se a água esta fluindo normalmente, se
há sujeira acumulada causando a obstrução e se os barbacãs estão em bom estado de conservação e
desobstruídos.
2.4.3 Dreno de paramento
São peças que destinam a promover um adequado fluxo às águas que chegam ao paramento vindo do talude.
Para os drenos de paramento, ou aqueles atrás e adjacentes ao revestimento de concreto, tem-se o dreno
linear contínuo e o barbacã.
O dreno tipo barbacã é o resultado da escavação de uma cavidade com cerca de 20 x 20 x 20 cm preenchida
com material arenoso tendo como saída tubo de PVC drenante, partindo do seu interior para fora do
revestimento com inclinação descendente. Trata-se de uma drenagem pontual.
O dreno linear contínuo é resultado da instalação, numa escavação, de calha plástica drenante revestida por
manta geotêxtil ou por dreno fibroquímico. Ele estende-se ao longo da direção vertical da crista até o pé do
talude, aflora na canaletas de pé e é considerado um dreno linear.

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Figura 5 – Detalhamento dos elementos drenantes tipo: barbacã e dreno de paramento, Fonte: ABMS, 1999.

Não existe até o presente momento normalização brasileira que regulamente a execução de estruturas em
solo grampeado. Dias (1992) apresenta uma sugestão de procedimentos básicos para a execução de
estabilização de taludes com solo grampeado, estruturado nos moldes da Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT), com a finalidade de subsidiar a elaboração de uma futura norma sobre o assunto.
2.5 Vantagens e desvantagens do solo grampeado
As principais vantagens da técnica em solo grampeado são as seguintes:
a) Baixo custo - No solo grampeado o único elemento estrutural utilizado para a estabilização são os
grampos. A proteção do talude em concreto projetado ou outro revestimento, como, por exemplo,
revestimentos pré-fabricados, proteção superficial com vegetação, entre outros, têm custos relativamente
mais baixos e podem permitir uma considerável economia em relação às soluções convencionais.
b) Equipamentos leves - O solo grampeado pode ser executado utilizando-se equipamentos leves e de
fácil manuseio. Em geral são utilizadas sondas rotativas de pequeno porte para a execução dos furos e a
injeção da calda de cimento se processa, em geral, por gravidade. O revestimento pode ser aplicado
manualmente ou utilizando-se um equipamento de projeção de concreto, reduzindo assim o numero de
operários.
c) Adaptação às condições locais - O processo executivo do solo grampeado permite uma grande
flexibilidade de adaptação do projeto às condições geométricas do talude, inclinação da face e
distribuição e dimensionamento dos grampos nos diversos estágios da construção.
d) Deformabilidade - O solo grampeado, por ser uma estrutura deformável na sua essência de
funcionamento, suporta com segurança a ocorrência de recalques absolutos ou diferenciais.
e) Produção - As técnicas utilizadas na execução do solo grampeado permitem uma produção muito
grande. O tempo de execução é, em geral, muito menor se comparado às soluções convencionais. O solo
grampeado pode ser utilizado em diversos tipos de solos e de situações geométricas, porém, algumas
limitações devem ser respeitadas.
As principais desvantagens da técnica em solo grampeado são as seguintes:

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a) Presença de nível d’água – O atrito solo-grampo é o principal fator para aumento da resistência do
maciço escavado e a presença d’água impossibilita a inserção de nata de cimento nas perfurações para
revestir os grampos, para garantir o atrito solo-grampo esperado. O uso da técnica de grampeamento na
presença de água deve estar associado a um eficiente sistema de rebaixamento permanente do lençol.
b) Em condições de drenagem inadequada, particularmente em solos argilosos, pode-se ter elevados
graus de saturação, aumento de poro-pressão e significativas reduções no atrito solo X grampo. Esse fato
associado a um aumento na tensão horizontal (empuxo hidrostático) pode levar a massa de solo
grampeado a situações críticas.
c) Grampos são elementos passivos, daí decorrem, naturalmente, movimentações quando da sua
mobilização. Situações onde os deslocamentos do solo grampeado possam causar danos a estruturas
adjacentes devem ser consideradas. No entanto, esses deslocamentos são em geral pequenos e, na maioria
dos casos, não inviabilizam a adoção dessa solução.
d) Vida útil em ambientes agressivos ou sujeitos à fluência. Considerando tanto estruturas temporárias
quanto permanentes, particular atenção deve ser dada ao tempo que os grampos serão utilizados em solos
corrosivos (ambientes agressivos) e para movimentos a longo prazo na estrutura, particularmente
associado ao fenômeno de “creep” nos solos. Em argilas moles, com limite de liquidez (LL) maior que 20
% e resistência não-drenada (Su) menor que 50 kPa, não se indica este tipo de solução por causa de
possíveis movimentações associadas de fluência.
2.6 Comparação entre Solo Grampeado e Cortina Atirantada.
Podem-se citar algumas comparações entre as duas técnicas, tais como:
 As ancoragens são tencionadas após a instalação no terreno e idealmente evitam os movimentos na
estrutura. Em contraste, estruturas em solo grampeado não são pré-tensionadas e requerem uma
pequena deformação no solo para trabalharem. Sendo assim, os mecanismos de transferência de
carga também apresentam diferenças marcantes, conforme mostra a Figura 6. Basicamente, os
grampos são intervenções com um trabalho inicial passivo, enquanto os tirantes começam a trabalhar
ativamente. Ao contrário do preconizado na teoria clássica de empuxos de terra, os termos “ativo” e
“passivo” referem-se à forma de mobilização dos esforços nos grampos.
 Os grampos estão em contato com o terreno em todo o seu comprimento (tipicamente de 3 a 10m)
enquanto que as ancoragens transferem a carga ao longo do comprimento de ancoragem;
 A densidade de grampos é tipicamente mais elevada que a de tirantes (1 grampo a cada 0,5 a 5m2);
 As cargas elevadas aplicadas nos tirantes durante a execução exigem a instalação de placas de
ancoragens para evitar o puncionamento. Nos grampos são colocados, eventualmente, pequenos
suportes apenas (placas metálicas);
 Os tirantes são geralmente mais longos (15 a 45m) que os grampos e deste modo, necessitam de
equipamentos mais pesados;
 A cortina atirantada apresenta um maior grau de confiabilidade em função da fixação de critérios
para execução e controle através de ensaios aos quais os tirantes devem ser submetidos (NBR
5629/06). No caso de solo grampeado, raríssimas vezes os grampos são testados e, quando o são, o
número de ensaios é insignificante em relação à área estabilizada;
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Figura 6. Mecanismo de transferência de (Ortigão e Sayão, 2000).

2.7 Durabilidade de estruturas grampeadas.


A corrosão é um dos mais importantes fenômenos associados à durabilidade de obras em solo grampeado.
Em estruturas permanentes, a proteção contra o efeito de corrosão nos grampos deve ser considerada.
Algumas medidas podem e devem ser tomadas para a proteção das barras de aço (grampos) da corrosão:
 Aumento da seção dos grampos;
 Proteção com pintura ou revestimentos especiais;
 Proteção com separadores/obstáculos de plásticos;
A técnica mais comum para combater o processo de corrosão nos grampos é o aumento da seção transversal
dos mesmos. Esta técnica é eficiente apenas para os tipos de aços usados em grampos submetidos à corrosão
uniforme e não num processo de corrosão concentrado.

3. SOLO PNEUS

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3.1 Definição da técnica

São construídos a partir do lançamento de camadas horizontais de pneus, amarrados entre si com corda ou
arame e preenchidos com solo compactado. Funcionam como muros de gravidade e apresentam com
vantagens o reuso de pneus descartados e a flexibilidade. A utilização de pneus usados em obras geotécnicas
apresenta-se como uma solução que combina a elevada resistência mecânica do material com o baixo custo,
comparativamente aos materiais convencionais.

3.2 Aplicações Usuais do solo pneus


 Muros de arrimo/contenção: camadas horizontais de pneus espaçadas verticalmente e interligada
com alças de metal, formando camadas de pneus que são preenchidas com solo.
 Construção de barragens: os pneus inteiros podem ser utilizados na construção de barragens para
contenção.
 Contenção de erosão do solo – Pneus inteiros associados a plantas de raízes grandes, podem ser
utilizados para ajudar na contenção da erosão do solo.
 Enchimento de Aterros: pneus picados ou inteiros podem substituir parte do agregado com baixo
custo e mantêm o solo com boa drenagem.

3.3 Metodologia Executiva, equipamentos e materiais construtivos.


Os muros de pneus são construídos a partir do lançamento de camadas horizontais de pneus, amarrados entre
si com corda ou arame e preenchidos com solo compactado. Funcionam como muros de gravidade e
apresentam com vantagens o reuso de pneus descartados e a flexibilidade. A utilização de pneus usados em
obras geotécnicas apresenta-se como uma solução que combina a elevada resistência mecânica do material
com o baixo custo, comparativamente aos materiais convencionais.
Sendo um muro de peso, os muros de solo-pneus estão limitados a alturas inferiores a 5m e à disponibilidade
de espaço para a construção de uma base com largura da ordem de 40 a 60% da altura do muro. No entanto,
deve-se ressaltar que o muro de solo-pneus é uma estrutura flexível e, portanto, as deformações horizontais e
verticais podem ser superiores às usuais em muros de peso de alvenaria ou concreto. Assim sendo, não se

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recomenda a construção de muros de solo-pneus para contenção de terrenos que sirvam de suporte a obras
civis pouco deformáveis, tais como estruturas de fundações ou ferrovias.
Como elemento de amarração entre pneus, recomenda-se a utilização de cordas de polipropileno com 6mm
de diâmetro. Cordas de náilon ou sisal são facilmente degradáveis e não devem ser utilizadas. O peso
específico do material solo-pneus utilizado em muro experimental foi determinado a partir de ensaios de
densidade no campo (Medeiros et al.; 1997), e varia na faixa de 15,5 kN/m3 (solo com pneus inteiros) a 16,5
kN/m3 (solo com pneus cortados).
O posicionamento das sucessivas camadas horizontais de pneus deve ser descasado, de forma a minimizar os
espaços vazios entre pneus.

Figura 7. Detalhe Construtivo para Muros de Solo Pneu FEUERJ.

Para execução do muro deverão ser utilizados os seguintes materiais:


I) pneus usados com diâmetro semelhantes, podendo ser radiais ou não, e de preferência sem cortes na banda
de rodagem. Não se aconselha o uso de pneus que já tenham sido aterrados ou dispostos em lixeiras por
longo período de tempo.
II) arame ou corda de polipropileno de 6mm de diâmetro como elemento de amarração entre pneus.
III) tubos PVC de 2pol de diâmetro, como elemento de drenagem interna, perfurados e envoltos com tela
malha.

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Figura 8. Dimensionamento segue as mesmas metodologias adotadas para muros gravidade FEUERJ.

Figura 9. Dimensionamento FEUERJ.

Para execução do muro deverão ser utilizados os seguintes critérios:


i) Posicionamento dos Pneus: A primeira camada será lançada, dispondo-se os pneus, na horizontal, em um
numero de linhas necessária a cobrir a base prevista em projeto. As sucessivas linhas devem ser dispostas de
forma a garantir o maior preenchimento de espaço entre pneus.

Figura 10. Posicionamento dos Pneus FEUERJ.

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Figura 11. Amarração dos Pneus FEUERJ.

III) Seqüência de Construção dos Pneus: A primeira camada será lançada, dispondo-se os pneus, na
horizontal, em um numero.

Figura 12. Escavação e


Preparo do Terreno
FEUERJ.

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Figura 13. Implantação da 1ª linha de Piquetes FEUERJ.

Figura 14. Colocação da 1ª Camada de Pneus FEUERJ.

A face externa do muro de pneus deve ser revestida, para evitar não só o carreamento ou erosão do solo de
enchimento dos pneus, como também o vandalismo ou a possibilidade de incêndios. O revestimento da face
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do muro deverá ser suficientemente resistente e flexível, ter boa aparência e ser de fácil construção. As
principais opções de revestimento do muro são alvenaria em blocos de concreto, concreto projetado sobre
tela metálica, placas pré-moldadas ou vegetação.

3.4 Vantagens e Desvantagens do solo pneu.

Essa técnica apresenta uma vantagem ecológica, por oferecer destino final aos pneus descartados, os quais
causam sérios problemas sanitários pela acumulação de água, com proliferação de mosquitos e outros
insetos. Outra vantagem desta técnica é que sua estrutura é flexível e, portanto, as deformações horizontais e
verticais podem ser superiores às usuais em muros de peso de alvenaria ou concreto.
A principal desvantagem desta técnica é a limitação a alturas inferiores a 5m e à disponibilidade de espaço
para a construção de uma base com largura da ordem de 40 a 60% da altura do muro. Outra desvantegem
desta técnica é que não se recomenda a construção de muros de solo-pneus para contenção de terrenos que
sirvam de suporte a obras civis pouco deformáveis, tais como estruturas de fundações ou ferrovias.

4. SOLO CIMENTO

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4.1 Definição da Técnica
A contenção com solo-cimento é uma técnica alternativa que consiste na utilização de uma mistura entre
solo, cimento e em determinados casos inclui-se também água. Erroneamente o solo-cimento também é
conhecido como Rip-Rap, que é uma montagem de rochas “aninhada” para proteger uma estrutura ou área
da ação da água. Resumidamente Rip-Rap é um tipo de enrocamento usado principalmente em barragens.
4.2 Aplicações Usuais de Solo Cimento.

A sua utilização é recomendável para alturas máximas de 4 a 5m, e pode ser aplicado largamente em áreas
arenosas sujeitas a erosões acentuadas, na recomposição do relevo afetado por voçorocas, na estabilização
de taludes e em outras formas erosivas menos severas.
4.3 Metodologia Executiva, equipamentos e materiais construtivos.
Em princípio, qualquer solo pode ser estabilizado com cimento. No entanto os solos que contem de 50% a
90% de areia produzem um solo-cimento mais econômico e durável. Os solos finos (argila) apresentam
alguns inconvenientes, tais como dificuldade na pulverização e maior consumo de cimento. Nesses casos,
recomenda-se a mistura do solo argiloso com solo arenoso em proporções capazes de produzir uma
composição que atenda aos requisitos de economia, durabilidade e resistência mecânica. Os solos escuros,
com matéria orgânica, mostram grande retardo nas reações de hidratação do cimento, o que reduz
gradualmente a estabilidade do solo-cimento resultante, devendo ser evitado na mistura.
Os materiais usados são simplesmente solo, cimento e água. As ferramentas necessárias são todas básicas:
enxada, pá, picareta, cordão de nylon, balde, carro de mão, peneira, etc.
Deve-se preparar a fundação, onde será assentado o muro de solo cimento ensacado, construindo uma base
de concreto ciclópio, e em situações de terrenos de fundação muito fraco e saturado, recomenda-se um
estaqueamento, com estacas de eucalipto sob a base de concreto ciclópio.
Os muros são constituídos por camadas formadas por sacos de poliéster ou similares, preenchidos por uma
mistura cimento-solo da ordem de 1:10 a 1:15 (em volume). O solo utilizado é inicialmente submetido a um
peneiramento em uma malha de 9 mm, para a retirada dos pedregulhos. Em seguida, o cimento é espalhado
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e misturado, adicionando-se água em quantidade 1% acima da correspondente à umidade ótima de
compactação proctor normal. Após a homogeneização, a mistura é colocada em sacos, com preenchimento
até cerca de dois terços do volume útil do saco. Procede-se então o fechamento mediante costura manual. O
ensacamento do material facilita o transporte para o local da obra e torna dispensável a utilização de fôrmas
para a execução do muro. No local de construção, os sacos de solo-cimento são arrumados em camadas
posicionadas horizontalmente e, a seguir, cada camada do material é compactada de modo a reduzir o
volume de vazios. O posicionamento dos sacos de uma camada é propositalmente desencontrado em relação
à camada imediatamente inferior, de modo a garantir um maior intertravamento e, em conseqüência, uma
maior densidade do muro. A compactação é em geral realizada manualmente com soquetes. As faces
externas do muro podem receber uma proteção superficial de argamassa de concreto magro, para prevenir
contra a ação erosiva de ventos e águas superficiais.
4.4 Drenagem e Manutenção

O uso ou não do dreno dependerá do solo da encosta, quando este for muito argiloso, é recomendável inserir
barbacãs ou a substituição de alguns sacos da contenção por sacos geotêxtil. Também deve ser Executar uma
valeta de drenagem na crista do muro, junto ao talude contido, evitando-se que as águas pluviais corram
sobre a superfície do muro. Deve ser Impermeabilizar a parte superior do muro com uma camada de 8 cm de
concreto simples, traço 1:6:8 (cimento:areia:brita nº1).
Com o tempo, os sacos desintegram-se totalmente, preservando na mistura a forma original moldada por
eles. Estas faces externas do muro podem receber uma proteço superficial de argamassa de concreto magro,
para prevenir contra a ação erosiva de ventos e água superficiais, ou podem ser deixadas ao natural para o
desenvolvimento de lodos e outros vegetais menores, que servirão de base para a formação de uma cobertura
vegetal mais bem desenvolvida.
Constante manutenção para evitar infiltrações e consequentes desabamentos. O acúmulo de lixo ou areia no
leito da drenagem também se constitui num grave problema.
4.5 Vantagens e Desvantagens
As contenções executadas com solo-cimento têm como grande vantagem a facilidade de acesso ao seu
principal componente da mistura, o solo. A abundância deste material na natureza e geralmente a
disponibilidade no local da obra, além do processo construtivo solo-cimento ser muito simples, podendo
rapidamente ser assimilado por mão-de-obra não qualificada faz com que o produto final tenha um custo
muito baixo. Como desvantagens temos o fato de ser, esteticamente, uma contenção muito feia, de não
possuir a capacidade de vencer grandes alturas.

5. OUTROS TIPOS DE CONTENÇÕES ALTERNATIVAS


Existem outros tipos de muros de contenções alternativas que podem ser utilizados. A seguir serão
apresentados alguns deles.
5.1 Muros de alvenaria de pedra
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Os muros de alvenaria de pedra são os mais antigos e numerosos. Atualmente, devido ao custo elevado, o
emprego da alvenaria é menos freqüente, principalmente em muros com maior altura. No caso de muro de
pedras arrumadas manualmente, a resistência do muro resulta unicamente do embricamento dos blocos de
pedras. Este muro apresenta como vantagens a simplicidade de construção e a dispensa de dispositivos de
drenagem, pois o material do muro é drenante. Outra vantagem é o custo reduzido, especialmente quando os
blocos de pedras são disponíveis no local. No entanto, a estabilidade interna do muro requer que os blocos
tenham dimensões aproximadamente regulares, o que causa um valor menor do atrito entre as pedras. Muros
de pedra sem argamassa devem ser recomendados unicamente para a contenção de taludes com alturas de
até 2 m. A base do muro deve ter largura mínima de 0,5 a 1,0 m e deve ser apoiada em uma cota inferior à da
superfície do terreno, de modo a reduzir o risco de ruptura por deslizamento no contato muro-fundação.
Quanto a taludes de maior altura (cerca de uns 3 m), deve-se empregar argamassa de cimento e areia para
preencher os vazios dos blocos de pedras. Neste caso, podem ser utilizados blocos de dimensões variadas. A
argamassa provoca uma maior rigidez no muro, porém elimina a sua capacidade drenante. É necessário
então implementar os dispositivos usuais de drenagem de muros impermeáveis, tais como dreno de areia ou
geossintético no tardoz e tubos barbacãs para alívio de poro-pressões na estrutura de contenção.
5.2 Muros de concreto ciclópico ou concreto gravidade
Estes muros são em geral economicamente viáveis apenas quando a altura não é superior a cerca de 4 m. O
muro de concreto ciclópico é uma estrutura construída mediante o preenchimento de uma fôrma com
concreto e blocos de rocha de dimensões variadas. Devido à impermeabilidade deste muro, é imprescindível
a execução de um sistema adequado de drenagem. A sessão transversal é usualmente trapezoidal, com
largura da base da ordem de 50% da altura do muro. A especificação do muro com faces inclinadas ou em
degraus pode causar uma economia significativa de material. Para muros com face frontal plana e vertical,
deve-se recomendar uma inclinação para trás (em direção ao retro aterro) de pelo menos 1:30 (cerca de 2
graus com a vertical), de modo a evitar a sensação ótica de uma inclinação do muro na direção do
tombamento para a frente. Os furos de drenagem devem ser posicionados de modo a minimizar o impacto
visual devido às manchas que o fluxo de água causa na face frontal do muro. Alternativamente, pode-se
realizar a drenagem na face posterior (tardoz) do muro através de uma manta de material geossintético (tipo
geotêxtil). Neste caso, a água é recolhida através de tubos de drenagem adequadamente posicionados.
5.3 Muros em fogueira (“cribwall”)
“CribWalls” são estruturas formadas por elementos pré-moldados de concreto armado, madeira ou aço, que
são montados no local, em forma de “fogueiras” justapostas e interligadas longitudinalmente, cujo espaço
interno é preenchido com material granular graúdo. São estruturas capazes de se acomodarem a recalques
das fundações e funcionam como muros de gravidade.
5.4 Muro de bloco de concreto articulado
O sistema de contenção de encostas com blocos de concreto articulados utiliza o princípio básico de encaixe
lateral sem o uso de argamassa para a montagem do muro, formando um revestimento ecológico, ideal para
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uso em muros com altura e ângulo variado, podendo se acoplar escadaria, integrada ao muro de arrimo. Esse
processo construtivo permite executar contenção em encostas com inclinações baixas de 35º até a vertical.
Em encostas com ângulo superior a 70º, possibilita o plantio de vegetação, transformando o muro de arrimo
em um jardim inclinado. É recomendado para taludes que apresentam problemas de infiltração de água.
Os vazios frontais da camada internados blocos serão preenchidos com terra de boa qualidade e adubada
para posterior plantio de vegetação. Deve ser molhada abundantemente, fazendo com que a terra colocada
dentro do bloco se compacte. A escolha do tipo de vegetação deve levar em conta fatores climáticos e a
disponibilidade de água para regar, observando sempre plantas resistentes que sejam bem adaptadas ao local.
Em pouco tempo o muro de contenção se transforma em um jardim.
O acabamento superior do muro, junto à última camada de blocos, geralmente não necessita de nenhum
tratamento especial, podendo-se preencher os dois vazios da última camada com terra vegetal e plantar
vegetação. Caso não exista o interesse em utilizar vegetação no muro, os vazios frontais podem ser
preenchidos com brita ou concreto magro. Geralmente é possível fazer o acabamento lateral embutido no
terreno através de curvas. Este acabamento proporciona à obra uma estética agradável e é extremamente
eficiente no controle de águas superficiais, evitando o surgimento de erosões no entorno do muro.
A manutenção dos muros limita-se aos cuidados com a vegetação. A área acima e em torno dele deve possuir
drenagem na parte posterior, confeccionado em tubos plásticos, que levarão a água para a parte externa, a
fim de evitar o surgimento de focos de erosão que possam evoluir e causar o descalçamento de blocos. Da
mesma maneira devem ser evitadas infiltrações superficiais acima do muro, principalmente aqueles tipos
que suportam estradas. Eventuais trincas decorrentes de deformações ou desgaste devem sempre ser
corrigidas e impermeabilizadas.

6. CONCLUSÃO
Pode-se concluir que a utilização dos sistemas de contenções aqui apresentados, deverá ser precedido de
amplos estudos geotécnicos e estruturais para um melhor entendimento do problema apresentado. Para cada
um dos sistemas de contenções aqui apresentados existe um campo onde o mesmo pode ser empregado.
O melhor sistema será aquele que demandar melhores resultados técnicos, ambientais e econômicos para os
envolvidos no empreendimento.

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7. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

1. http://www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/10979/10979_3.PDF
2. Manual de Ocupação Morros – Região Metropolitana do Recife.
3. Araújo, Tiago Soto - TÉCNICA DE CONTENÇÃO DE ESCAVAÇÃO - SOLO GRAMPEADO: PROCESSO
EXECUTIVO.
4. FEUERJ - Estruturas de Contenção Muros de Arrimo.
5. Filho, Efren de Moura Ferreira - CONSTRUÇÃO COM SOLO CIMENTO.

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