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José Roberto Julianelli

CÁLCULO VETORIAL E
GEOMETRIA ANALÍTICA

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'-,, YJ CIÊNCIA MODERNA
J. R. JULIANELLI

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AL[ULO
VET"1RIAL

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\i.YJ CIÊNCIA MODERNA
Cálculo Vetorial e Geometria Analítica
Copyright© Editora Ciência Moderna Ltda., 2008
e
Todos os direitos para a língua portuguesa reservados pela EDITORA I ÊNCIA
MODERNALTDA.
De acordo com a Lei 9.61 O de 19/2/1998, nenhuma parte deste livro Poderá ser
reproduzida, transmitida e gravada, por qualquer meio eletrônico, mecânico
por fotocópia e outros, sem a prévia autorização, por escrito, da Editora. '

Editor: Paulo André P. Marques


Produção Editorial: Camila Cabete Machado
Capa: Cristina Satchko Hodge
Diagramação: Abreu's System

Várias Marcas Registradas aparecem no decorrer deste livro. Mais do que


simplesmente listar esses nomes e informar quem possui seus direitos de
exploração, ou ainda imprimir os logotipos das mesmas, o editor declara estar
utilizando tais nomes apenas para fins editoriais, em benefício exclusivo do
dono da Marca Registrada, sem intenção de infringir as regras de sua Utilização.
Qualquer semelhança em nomes próprios e acontecimentos será mera
coincidência.

FICHA CATALOGRÁFICA

Julianelli, José Roberto


Cálculo Vetorial e Geometria Analítica
Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna Ltda., 2008.

1. Matemática; Cálculo; Geometria


1-Título

ISBN: 978-85-7393-669-8 CDo 510


515
516

Editora Ciência Moderna Ltda.


R. Alice Figueiredo, 46 - Riachuelo
Rio de Janeiro, RJ - Brasil CEP: 20.950-150
Tel: {21) 2201-6662/ Fax: (21) 2201-6896
E-MAIL: LCM@LCM.COM.BR
WWW.LCM.COM.BR 03/08
Dedicatória

Dedico este trabalho a algumas pessoas muito importantes em mi-


nha vida:
Meus pais, Rafael e Elvira, que mesmo em idade avançada, continu-
am me inspirando e incentivando com seu exemplo amor e carinho;
Minha esposa, companheira e amiga, Márcia Cristina, que sempre
está ao meu lado, não permitindo que eu desanime nas horas mais
difíceis;
Meus filhos Mariana e Thiago, que têm dividido parte do seu tempo
com muita paciência e compreensão.
Vocês são a razão de tudo isso!
Agradecimentos

Agradeço a DEUS pela saúde e capacitação que me tem dado, per-


mitindo que eu desenvolvesse esse trabalho;
Ao amigo Ilydio P. de Sá, pela paciente leitura dos originais e por
suas preciosas sugestões;

Aos colegas de trabalho e alunos que sempre me incentivaram a es-


crever esse material.
Apresentação

O livro que estamos lançando, CÁLCULO VETORJAL E GEOME-


TRJA ANALÍTICA destina-se basicamente aos estudantes dos cursos de
Licenciatura em Matemática, de Informática e de Engenharia, ou qual-
quer outro Curso Superior que tenha essa disciplina em seu currículo.
Também pode ser utilizado por estudantes do Ensino Médio que
estejam preparando-se para os diversos exames de Vestibular, especial-
mente aqueles voltados para as Escolas Militares.
Nossa intenção foi dar um tratamento vetorial a todo o conteúdo do
livro, por entendermos que essa metodologia toma o estudo da Geome-
tria Analítica mais interessante.
Procuramos utilizar uma linguagem simples e objetiva para facili-
tar a compreensão dos conteúdos, sem, contudo, perder o rigor exigido
pela Matemática.
A introdução de um novo conteúdo é feita, sempre que possível,
com a utilização de uma situação-problema, mostrando a necessidade
daquele conteúdo e, desta forma, ajudando o leitor a dar significado ao
que está aprendendo.
O livro possui uma grande quantidade de exercícios resolvidos,
com o objetivo de auxiliar o leitor em seu estudo. Em muitos desses
exercícios são apresentadas ou sugeridas diversas formas de resolução
para que, desta maneira, o estudante tenha sua visão ampliada diante
das múltiplas possibilidades de resolução de um mesmo problema.
No primeiro capítulo fazemos o estudo do Cálculo Vetorial no pla-
no, chegando ao Produto Interno e algumas de suas aplicações. Em se-
VIII Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

guida, nos capítulos 2 e 3, desenvolvemos, respectivamente, oestudo


de Retas e Circunferência. No capítulo 4 apresentamos o COnjmto R3
quando é feito o estudo de Vetores no R3, incluindo os produtos "etoria!
e Misto com suas aplicações à Geometria. Nos capítulos 5, 6 e 7 desen-
volvemos a Geometria Analítica Espacial, quando são estudados, en cada
capítulo, o Plano, a Reta e a Superfície Esférica. O capítulo 8 é dedicado
a uma introdução às Transformações Lineares, mostrando algurnasapl ica-
ções à Geometria Analítica. Finalmente, no capítulo 9 fazemos O estudo
dos Lugares Geométricos, quando são estudadas as diversas eqL,a;:ões da
Elipse, da Hipérbole e da Parábola.
Esperamos que a leitura seja agradável e que os conteúdos tenham
sido apresentados de forma clara, para que haja um bom aprovci1amento
do livro.
Estamos à disposição para receber suas críticas e sugestõc com o
intuito de aprimorarmos esse trabalho.
Boa leitura e sucesso!

J. R. Ju_,ANELLI
j rj mat@yahoo.com. br
Sumário

1 V ETORES NO R 2 .
1 . Estudo do Ponto na Reta - ~
1.1 Definições Preliminares .
1.2 Vetores no Plano.................................................................... 7
1. 2.1 Equipolência de Segmentos Orientados..................... 7
1.2.2 Propriedades............................................................... 7
1.2.3 Classe de Equivalência............................................... 8
1.2.4 Vetor........................................................................... 8
2. Operações - Definições Geométricas......................................... 9
2.1 Adição . .. . . . . . . . . . . . . . . . .. . . .. . . .. . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. .. . . . .. . . . . .. .. . . . .. .. .. 9
2.1.1 Regra do Triângulo..................................................... 9
2.1.2 Regra do Paralelogramo............................................. 9
2.2 Vetor Simétrico ou Oposto . . .. . . . . . . .. . . . . . . . . .. . . . . . . .. 1C
2.3 Subtração . . .. .. . . . .. .. . .. 1C
2.4 Adição de Vários Vetores...................................................... 11
2.5 Multiplicação de um Vetor por um Número Real 11
2.6 Coordenada ou Componente de Um Vetor na Reta 9L......... 1~
3. O Conjunto R2 ••••..•......•.••••....•.••...•.•..•..•••••••••.••.•..•••••• .••••.••..••.•.•.•. 1~
3.1 Componentes ou Coordenadas de um Vetor No R2 ...••.......... 1(
3.1.1 Projeção Ortogonal de um Ponto sobre um Eixo....... 1(
3. 1. 2 Projeção Ortogonal de um Segmento Orientado
sobre um Eixo 1'
X Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

3.1. 3 Coordenadas ou Componentes de um Vetor no Plano 17


3.2 Módulo de um Vetor - Distância entre dois Pontos A e B
do Plano................................................................................. 21
3.2.1 Propriedades............................................................... 22
3.3 Versar de um Vetor v. . .. . . .. . .. . 23
3.4 Vetores Unitários sobre os Eixos Coordenados..................... 23
4. Ponto Médio M de um Segmento de Extremidades
A(a, b) e B(c, d)............................................................................ 25
5. Divisão de um Segmento Numa Razão Dada............................... 26
6. Coordenadas do Baricentro de um Triângulo ABC....................... 28
7. Paralelismo entre Vetores.............................................................. 30
8. Condição de Alinhamento de 3 Pontos··························.:.;····.:.;······· 33
9. Produto Interno ou Produto Escalar entre Dois Vetores u e v 36
9.1 Definição............................................................................... 36
9.2 Propriedades.......................................................................... 36
1 O. Condição de Perpendicularidade entre Dois Vetores . . . . . .. .. ..... ... . 38
11. Ângulo entre Dois Vetores.......................................................... 39
12. Área de um Triângulo de Vértices A, B e C 43
13. Projeção de um Vetor sobre Outro Vetor ... .. . . . . 47

2 ESTUDO DA RETA NO R2 ..•••••••••••..•..••••..••••••••..•••...•••..•.••••.•..........••••••••• 57


1. Equação Geral da Reta que Passa por Dois Pontos Dados........... 57
2. Vetor Normal ou Perpendicular a uma Reta.................................. 62
3. Retas Paralelas .. .. .. . .. .. .. 64
4. Retas Perpendiculares................................................................... 66
5. Distância de um Ponto a uma Reta .. .. . . . 69
6. Inequações da Forma ax + by + e < O eax + by + e >O................ 70
7. Outras Formas de Escrever a Equação de uma Reta..................... 72
7 .1 Equação Segmentária de uma Reta r .. . . . . 72
7.2 Equações Paramétricas e Equações Simétricas..................... 73
7.3 Equação Reduzida de Uma Reta r......................................... 76
7.3.1 Paralelismo................................................................. 79
7.3.2 Ângulo entre Duas Retas............................................ 80
7.3.3 Retas Perpendiculares................................................. 83
7.3.4 Equações das Retas Bissetrizes de um Ângulo.......... 84
Sumário XI

3 CIRCUNFERÊNCIA NO R2 105
•••••.....••.•.••...•...••.•....•.•...•....•••.••..••••........•••...•..

1. Definição 105
2. Equação da Circunferência Dados o Centro e o Raio 105
3. Equação Geral da Circunferência de Centro O(a, b) e Raio r 106
4. Observações . .. . .. . 109
5. Equação da Circunferência Dados Três de Seus Pontos 111
6. Posição de uma Reta em Relação a uma Circunferência.............. 113
7. Posições entre Duas Circunferências 116

4 0 CONJUNTO R3 - VETORES NO R3 ••.•••••... .••... ..•••. •.. •••..••..•. •.. . . . . . .. ..•....•• 133
1. O Conjunto R3 ....•••.••.••....•.......•....••......•...............•.............•.........• 133
1.1 Representação Cartesiana dos Elementos do Conjunto R3 •.•. 133
1.2 Observações .. .. . . .. . . . . .. . 134
2. Vetores no R3 ..................••....................•..•.........•............................ 135
2.1 Coordenadas de um Vetor. 136
2.2 Módulo de um Vetor. 136
2.3 Vetor Unitário 136
2.4 Versor de um Vetor v 136
3. Ponto Médio de um Segmento AB 136
4. Baricentro de um Triângulo Cujos Vértices são A, BE C 136
5. Produto Escalar ou Produto Interno 137
6. Condição de Perpendicularidade entre Dois Vetores 137
7. Condição de Paralelismo entre Dois Vetores e Condição de
A 1 in hamento de 3 Pontos . .. .. . . . .. . . . .. . . . . . . .. . . .. . . .. . . .. .. .. .. .. . . .. . 13 7
8. Ângulo Entre Dois Vetores ü E v 137
9. Vetor Projeção de um Vetor v sobre um Vetor ii. .. .... 13 7
10. Vetores Unitários dos Eixos 138
11. Produto Vetorial 140
11.1 Observações .. .. . . . .. .. .. .. . . . 141
11.2 interpretação Geométrica do Módulo do Produto Vetorial 142
11. 2.1 Área do Paralelogramo............................................... 142
11.2.2 Área de um Triângulo 143
12. Produto Misto entre Três Vetores ü, v E w 146
12.1 Definição 146
13. Condição de Coplanaridade entre 3 Vetores ü, v e w 148
XII Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

14. Interpretação Geométrica do Módulo do Produto Misto 149


14.1 Volume de um Paralelepípedo 149
14.2 Volume de um Tetraedro , 150

5 ESTUDO DO PLANO NO R3 •..........•..•........•.... •.... ........•......•...•...... 157


1. Equação Cartesiana de um Plano 157
1.1 Observações . . . . . .. . . . . .. 159
2. Vetor Normal a um Plano 162
3. Planos Paralelos e Planos Perpendiculares 163
4. Ângulo entre Dois Planos 165
5. l nterseções de um Plano com os Eixos Coordenados................... 167
6. Distância de um Ponto P(x ,y ,z a um Plano 0 0 0)

ax + by + cz + d = O .. .. .. .. .. .. . .. .. .. .. .. .. .. .. 1 70
7. Equação Segmentária de um Plano............................................... 172

6 ESTUDO DA RETA NO R3 .•...... ......•.. ......• ................•.................. .. 175


1. Equações Simétricas e Paramétricas de uma Reta no R3 175
2. Retas Paralelas 178
3. Posições Relativas entre Duas Retas no R3.... 1 81
4. Ângulo entre Duas Retas no R3 e Ângulo entre Uma Reta
e um Plano 184
4.1 Ângulo entre Duas Retas....................................................... 1 84
4.2 Ângulo Formado entre uma Reta e um Plano 185
5. Distância de um Ponto P(Xo, y0, a uma Reta Dada r 20) 187
6. Determinação de uma Reta Perpendicular a Uma Reta Dada 189
7. Distância entre Duas Retas 190
7 .1 As Retas são Paralelas........................................................... 1 90
7 .2 As Retas são Reversas........................................................... 1 90
8. Reta Determinada pela Interseção de Dois Planos 191

7 SUPERFÍCIE ESFÉRJCA.... .. 197


1. Definição 197
2. Equação Reduzida da Superfície Esférica 198
3. Equação Geral da Superfície Esférica 198
4. Circunfeência no R3 ••....•................•..............................•..............• 200
Sumário XIII

8 TRANSFORMAÇÕES LrNEARES 209


1. Introdução 209
1.1 Aplicação ou Função 209
1.2 Aplicações Iguais 210
1.3 Observação 21O
2. Classificação das Aplicações 211
2.1 Aplicação Injetora 211
2.2 Aplicação Sobrejetora 212
2.3 AplicaçãoBijetora 213
2.4 Observação 213
3. Transformações Lineares 214
3.1 Definição 214
3.2 Observações 215
4. Propriedades das Transformações Lineares 220
5. Matriz Associada a uma Transformação Linear. 221
5.1 Observações 222
6. Transformação Linear Composta 225
7. Transformação Linear Inversa 228
8. Núcleo de uma Transformação Linear 230
8.1 Observação 231
9. Transformações Lineares no Plano 232
9.1 Expansão ou Contração Uniforme 232
9.2 Reflexão em Torno do Eixo das Abscissas 233
9.3 Reflexão em Tomo do Eixo das Ordenadas 233
9.4 Reflexão na Origem 233
9.5 Projeção sobre o Eixo das Abscissas 234
9.6 Projeção sobre o Eixo das Ordenadas 234
9.7 Cisalhamento Horizontal 235
9.8 Cisalhamento Vertical. 235
9.9 Reflexão em Relação à Reta y = x 236
9.10 Rotação de um Ângulo e no Sentido Anti-horário 236
10. Translação 237

9 LUGARES GE0\1ÉTRICOS - CôNICAS ...............................................•....... 245


1. Elipse 24(
XIV Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

1.1 Definição 246


1.2 Elementos da Elipse 247
1.3 Equações da Elipse 247
1.3.1 Elipse com Centro na Origem e Eixo Maior
Horizontal 247
1.3.2 Elipse com Centro na Origem e Eixo Maior Vertical... 249
1.3.3 Elipse de Centro C(X0, Y0) e Eixo Maior Horizontal 249
1.3.4 Elipse de Centro C(X0, Y0) e Eixo Maior Vertical. 250
2. Hipérbole 251
2.1 Definição 251
2.2 Elementos de uma Hipérbole 25 1
2.3 Equações da Hipérbole 252
2.3.1 Hipérbole com Centro na Origem e Focos
no Eixo X 252
2.3.2 Hipérbole com Centro na Origem e Focos
no Eixo Y 253
2.3.3 Hipérbole de Centro C (Xo, y0) e Eixo Real
Horizontal 254
2.3.4 Hipérbole de Centro C (Xo, y0) e Eixo Real Vertical 254
2.4 Observações 254
2.4.1 Hipérbole Eqüilátera 254
2.4.2 Assíntotas da Hipérbole 255
3. Parábola 256
3.1 Definição 256
3.2 Elementos da Parábola 257
3.3 Equações 257
3.3.1 Parábola Com Vértice na Origem, Concavidade
para a Direita e Eixo de Simetria Horizontal. 257
3.3.2 Parábola com Vértice na Origem, Concavidade
para a Esquerda e Eixo de Simetria Horizontal 258
3.3.3 Parábola com Vértice na Origem, Concavidade
para Cima e Eixo de Simetria Vertical... 259
3.3.4 Parábola com Vértice na Origem, Concavidade
para Baixo e Eixo de Simetria Vertical. 259
Sumário XV

3.3.5 Parábola de Vértice V (x., y0), Xo e Yo não


Simultaneamente Nulos, Concavidade para a Direita
e Eixo de Simetria Horizontal 260
3.3.6 Parábola de Vértice V (Xo, y0), x0 e Yo não
Simultaneamente Nulos, Concavidade para a
Esquerda e Eixo de Simetria Horizontal 260
3.3. 7 Parábola de Vértice V (Xo, y0), Xo e Yo não
Simultaneamente Nulos, Concavidade para Baixo
e Eixo de Simetria Vertical 260
3.3.8 Parábola de Vértice V (x., y0), Xo e Yo não
Simultaneamente Nulos, Concavidade para Cima
e Eixo de Simetria Vertical 261
Vetores no R2

1. ESTUDO DO PONTO NA RETA - 9\

1.1 Definições Preliminares

1. EIXO - Uma reta pode ser percorrida por um de seus pontos em dois
sentidos distintos. Orientar uma reta é escolher um destes dois sen-
tidos de percurso como sendo o positivo. Toda reta orientada é um
eixo.

(e)

2. SEGMENTO ORIENTADO - Um segmento de reta de extremos perten-


centes a um eixo é chamado segmento orientado, ficando, portanto,
determinado por um par ordenado de pontos, onde o primeiro é a
origem e o segundo a extremidade do segmento. Assim, um par or-
denado (A, B) define um segmento orientado e o par (B, A) define e
segmento orientado oposto. O sentido positivo do segmento orien-
tado é o mesmo do eixo que o contém.
A B (e

1 1
1 1

2 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

3. SEGMENTOS ORIENTADOS COINCIDENTES - Dados dois segmentos


orientados AB e CD, se diz que o primeiro coincide com o segundo
se, e somente se, A= C e B =De é escrito (A, B) = (C, D)

4. SEGMENTO NULO - É o segmento cuja extremidade coincide com a


origem: (A, A)

5. MÓDULO DE UM SEGMENTO - Dado um segmento orientado AB e es-


colhido um segmento unitário u, não nulo, existe um número real não
negativo m, razão dos dois segmentos AB eu; sabe-se quem, medida
do segmento AB com a unidade u, é o valor absoluto ou módulo de
AB.

A
t (e)

6. MEDIDA ALGÉBRICA- Dado um segmento AB, sua medida algébrica é


o produto de seu módulo por + 1 ou -1, conforme o sentido do seg-
mento, respectivamente, coincida ou não com o sentido positivo do
eixo que o contém.

7. DIREÇÃO DE UM SEGMENTO-A direção de um segmento é determinada


pela reta que o contém (reta suporte do segmento). Dois segmentos
têm a mesma direção quando pertencem a uma mesma reta suporte ou
a retas paralelas entre si.

Observações:

a) O segmento orientado nulo não tem direção especificada;


b) Somente podemos comparar os sentidos de dois segmentos orien-
tados quando eles tiverem a mesma direção.
Vetores no R2 3

8. ABSCISSA DE UM PONTO - Considerando um eixo (e) e um ponto O,


origem, e um segmento unitário u, não nulo, qualquer ponto P deste
eixo é determinado por sua distância à origem. Esta distância, medida
algébrica do segmento orientado OP, chama-se abscissa do ponto P
em relação a O e será representada por xP.

o .P o
l
Abscissa do ponto P: Xr = OP = + IOPI Abscissa do ponto P: Xr = - IOPI

9. MEDIDA ALGÉBRICA DE UM SEGMENTO AB DE ABSCISSAS x, e x8 - Con-


sideremos um segmento orientado AB contido no eixo (e), sendo x, e
x8 as abscissas respectivas dos extremos deste segmento.

Quaisquer que sejam as posições dos três pontos sobre o eixo, podemos
afirmar que:

o A B

OA + AB + BO =O==> AB = - BO- OA ==> AB = OB - OA.


Como 08 = x8 e OA = xA, conclui-se que:

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Dados os pontos M(-5) e N(+2), determine a medida algébric:
dos segmentos MN e NM, respectivamente.
Solução:
A medida algébrica de MN é dada por xN - xM = 2 - (- 5) = 7
Já a medida de NM será dada por X,11 - X,v = - 5 - 2= - 7
4 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

2) A medida algébrica do segmento PQ é -4. Se a abscissa de Q é


igual 3, determine a abscissa do ponto P.
Solução:
Como a medida de PQ é igual a Xg - x; e Xg = 3, podemos escrever:
J -Xp = - 4 => x; = 7

10. PONTO MÉDIO M DE UM SEGMENTO AB - É o ponto que divide o seg-


mento em dois com o mesmo módulo.

A M B

Sejam A(xA), B(x8) e M(xt-.<i). Como AM = MB, tem-se

XM - XA = Xa - XM :=::>

11. DIVISÃO DE UM SEGMENTO AB EM n PARTES IGUAIS


A 1 1 1 1 1 B

e D E N

Sejam C, D, E, ... , N pontos pertencentes ao segmento AB, que o di-


videm em n partes iguais.
Assim, veja que:

AC=CD=DE= ... =NB

Considerando então:

Xc - XA = Xo - Xc = XE - Xo = . . . == Xa - X:-,i == k

AC + CD + DE+ ... + NB == AB, terá:


Vetores no R2 5

n . k = x8 - x, => k = xB - xA e daí, pode-se obter as abscissas de C,


D, E, ... e N, fazendo: n

x0 = k + Xc , e assim sucessivamente.

EXERCÍCIO RESOLVIDO
Determine as abscissas dos pontos que dividem o segmento AB em 6 par-
tes iguais, sabendo que A(-4) e 8(8).
Solução: Devem ser determinados 5 pontos, C, D, E, F e G, tais que
AC = CD = DE = EF = FG = GB.
Primeiramente, determine o valor de k:
X -X 8-(-4)
k= B A= =2
n 6
Agora esse valor de k deverá ser adicionado à abscissa de A, para
obter C; em seguida, adicione o valor de k à abscissa de C, para ob-
ter D e assim sucessivamente.
Logo, os pontos procurados são: C(-2), D(O), E(2), F(4) e G(6)

12. DIVISÃO DE UM SEGMENTOAB EM UMA RAZÃO k


e
A B

Pode-se usar o mesmo raciocínio anterior, lembrando que, obter um


ponto C que divide um segmento AB numa razão k qualquer, consiste
em obter C, tal que

AC=k
CB
Isto é:

=>
6 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

EXERCÍCIO RESOLVIDO

Utilizando o exemplo dado anteriormente, se o ponto F for levado em


consideração, poderá dizer que ele divide o segmento AB na razão 4 : 2 ,
isto é, na razão 2, pois a medida de AF (4 unidades) é o dobro da medida
de FB (2 unidades).
A 1 1 1 1 1 B

e D E F G

-4+2. 8 -4+16 =.!2=4


Assim, como k= 2, verá que XF = l+2 3 3

Observe que o mesmo ponto F divide o segmento BA na razão 2:4, isto


é, ..!._. Repare que o sentido agora é de B para A ( a medida de BF é a metade
2
da medida de FA).

EXERCÍCIOS

1) O ponto M(-2) é o ponto médio do segmento PQ. Determine o extre-


mo P, sabendo que Q(+2).

2) Dados A(-4), 8(+4) e C(+ 18), determine a medida algébrica do seg-


mento orientado BD, sendo D o ponto médio de AC.

3) A medida algébrica de um segmento orientado PQ é igual a -13 uni-


dades. Determine a abscissa do ponto P, sendo x0 = 4.

4) Dados os pontos A(Sa- 1) e B(2a + 3), determine a para que a medida


algébrica do segmento orientado AB seja - 2.

5) Determine o ponto médio do segmento cujas abscissas dos extremos


satisfaçam a equação 12 + xi= 3.
6) As raízes da equação x2- 3x- 1 O= O são as extremidades do segmen-
to orientado AB, sendo xA > x8. Determine a abscissa do ponto C que
divide o segmento dado na razão r = %.
Vetores no R2 7

7) Determine as coordenadas dos extremos M e N do segmento MN,


dividido em três partes iguais pelos pontos P(-7) e Q(+4).

8) Dados, por suas abscissas, os pontos A, B, C, D e E sobre um eixo (e),


em qualquer ordem, verifique que AB +BC+ CD+ DE+ EA = O.

9) As raízes da equação x3 - 4x2 - x + 4 = O são as abscissas dos pontos


A, B e C do eixo (e) e são de modo que x , > x8 > Xc. Determine a
razão em que o ponto B divide o segmento orientado AC.
I O) Dados os pontos A(6) e B(-2), determine os pontos A', simétrico de A
em relação a B e B', simétrico de Bem relação a A.

1 .2 Vetores no Plano

1.2.1 Equipolência de Segmentos Orientados

Dois segmentos orientados são equipolentes quando têm a mesma medida


(módulo), a mesma direção e o mesmo sentido.

Observações:
a) Todos os segmentos nulos são equipolentes entre si;
b) Dois segmentos coincidentes são equipolentes entre si;
c) Todos os segmentos equipolentes de mesma origem são
coincidentes.

1.2.2 Propriedades

A equipolência de segmentos orientados é uma relação de equivalência


entre os segmentos orientados do espaço, isto é, goza das seguintes pro-
priedades:
8 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Pl. Reflexiva: todo segmento orientado AB é equipolente a si mes-


mo: AB - AB;
P2. Simétrica: Se AB - CD então CD - AB;
P3. Transitiva: Se AB - CD e CD - EF então AB - EF
r----------------------------------,
• Observação: Dado um segmento orientado AB e um ,
: ponto P, existe um, e somente um, segmento orientado :
: PQ equipo/ente ao segmento AB com origem no ponto P. :
~----------------------------------~
1.2.3 Classe de Equivalência

De acordo com a observação anterior, percebe-se que, dado um segmento


orientado AB, é possível construir infinitos segmentos equipolentes a AB,
tendo para origem de cada um deles cada ponto do espaço. Todos esses
infinitos segmentos orientados equipolentes ao segmento orientado AB e o
próprio segmento AB constituem um conjunto de segmentos equipolentes
entre si. A este conjunto damos o nome de classe de equivalência do seg-
mento orientado AB.
r------------------------,
I Observação: Todos os segmentos
orientados que formam uma classe de
I equivalência têm o mesmo módulo, a I

: mesma direção e o mesmo sentido,


I qualquer que seja a sua origem.
~------------------------~
1.2.4 Vetor

Uma classe de equivalência formada por segmentos orientados equipo-

-
lentes entre si é representada por um ente geométrico chamado VETOR.
Assim, quando se refere a vetor AB, está se referindo a todos os segmen-
tos orientados que constituem a classe de equivalência da qual o vetor é
representante. Qualquer elemento do conjunto de segmentos orientados
equipolentes entre si pode ser usado para indicar o vetor.
Vetores no R2 9

Observações:
-
4.1 Vetor nulo: é o vetor de módulo zero: \AB\=\v\ = O;
4.2 Vetor unitário: é o vetor de módulo igual a uma unidade: \v\ = l ;
4.3 Versar de um vetor v: é um vetor unitário com a mesma direção e
sentido do vetor v. Indica-se o versar por v'.

2. OPERAÇÕES - DEFINIÇÕES GEOMÉTRICAS


2.1 Adição

2.1.1 Regra do Triângulo

-- --
Dados os vetores AB e CD, vamos determinar o vetor soma AB+CD.

- - -
Primeiramente, os vetores ÃB e CD são desenhados de modo que a

-
extremidade de AB (ponto B) coincida com a origem de CD (ponto C). O

- ---
vetor soma será obtido unindo-se a origem de AB à extremidade de CD,
obtendo, assim. o vetor AD, ou seja, AB +CD= AD.
Veja a figura a seguir:
B
D

A/ A

c----- D

--
2.1.2 Regra do Paralelogramo
.
Nesse caso, os vetores AB e CD são desenhados de modo que suas origens
coincidam em um mesmo oonto, isto é, A coincide com C. Em seguida, tra-

- -
çam-se os vetores DE= ---+ e BE=
AB -
- -
- formando o paralelogramo ABED.
CD,
O vetor AE (diagonal do paralelogramo) é o vetor somaAB + CD.
10 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

A B

e/ C==AIC
/
••• /B

2.2 Vetor Simétrico ou Oposto


Dado o vetor ü, o vetor simétrico ou oposto a ele é o vetor -ü, que possui
a mesma direção e o mesmo módulo de ü, porém tem sentido oposto. Ob-
serve a figura:

2.3 Subtração
Lembrando que a diferença -v é igual à soma do vetor ü com o vetor opos-
ü

to de v, isto é, ü -v = ü + (-v), basta construir os vetores ü e -v, e aplicar uma


das regras apresentadas para a adição de dois vetores, vistas anteriormente.
Abaixo representamos o vetor ii - v, utilizando a regra do paralelogramo.

/ / -V
Vetores no R2 11

2.4 Adição de Vários Vetores

Dados os vetores ü, v, w e t a seguir, para calcular a sorna + v + w + r.


ü

será utilizada a regra do polígono. Neste caso, os quatro vetores são de-
senhados de modo que a extremidade de coincida com a origem de v; a
ü

extremidade de v coincida com a origem de w e assim sucessivamente, até


o último vetor a ser somado (no nosso exemplo, o vetor f). O vetor sorna é
obtido unindo-se a origem de (primeiro vetor) à extremidade de I (último
ü

vetor). Veja a figura:

1
: Observação: O exemplo anterior considerou a adição de quatro veto-
: res, mas a regra também é válida para mais vetores.
~-----------------------------------------·
2.5 Multiplicação de um Vetor por um Número Real

Quando um vetor v é multiplicado por um número real k tal que k '*O,~


obtido um novo vetor com a mesma direção, isto é, paralelo ao vetor v
.
Obviamente, se k =..' 1 o vetor k . v é igual ao próprio vetor e se k = - l
obtém-se o vetor oposto de v.
12 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Observe que, se k for positivo, além da direção ficar mantida, também


o sentido do vetor ficará mantido; caso contrário, terá um vetor de sentido
oposto.
Se k-:#:- 1, observará um vetor com módulo diferente do vetor original.
As figuras a seguir ilustram todas as possibilidades.

I
/': O<k<l

k.v,k<-1

I
v
I k :v , .i c uco

EXERCÍCIO

Dados os vetores ü, v e w, represente:


a) ü+v
b)
e)
d)
ü-v

-3v
;/ v
~
lw
e) ü+v+w
f) W+v-w

2.6 Coordenada ou Componente de Um Vetor na Reta 9l


Coordenada ou componente de um vetor é a medida algébrica do segmento
orientado que representa este vetor.
Vetores no R2 13

Ai ~

Logo, como já foi visto anteriormente, pode ser representado por:


AB = x8-xA

3. O CONJUNTO R2

Conjunto R2 é o conjunto formado por todos os pares ordenados (x, y),


onde x e y são números reais.
R2 = { (x, y) 1 x E R e y E R }

1) Plano Cartesiano - Representação gráfica dos elementos do conjunto R2


Os elementos do conjunto R2 podem ser representados num sistema
de coordenadas ortogonais, conforme a figura a seguir. Sendo P(x0, y0) um
ponto qualquer do R2, o número x0 é chamado de abscissa do ponto P e o
número Yo é denominado ordenada do ponto P.
y

Yo , f(xo,Yo)

o
Observação: Os eixos coordenados dividem o plano em quatro re-
giões, denominadas de quadrantes. Dado um ponto P(x, y) qualquer, con-
venciona-se que:
P E ao 1 º quadrante se x > O e y > O;
P E ao 2° quadrante se x < O e y > O;
P E ao 3º quadrante se x < O e y < O e
P E ao 4° quadrante se x > O e y < O.
Quando x = O, os pontos da forma P(O, y) · pertencem ao eixo da
ordenadas - Oy;
Quando y = O, os pontos da forma P(x, O) pertencem ao eixo da
abscissas - Ox.
I r 1
14 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

2) Igualdade entre Pares Ordenados


Dois pares ordenados (a, b) e (e, d) são iguais se, e somente se, a= e
e b = d , ou seja:
1 (a, b) = (c, d) ~ a= c e b = d

3) Operações com Pares Ordenados


Adição: (a, b) + (c , d)= (a+c, b+d)
Multiplicação de um par ordenado por um número real k: k. (a, b)
= (ka, kb)

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
l) O ponto P(2m - 4, 3) pertence ao eixo das ordenadas. Determine o
valor de m.
Solução: Conforme sabemos, para que um ponto pertença ao eixo das
ordenadas, ele deve ter abscissa nula, neste caso, 2m - 4 = O.
Resolvendo a equação proposta teremos m = 2.

2) Para que valores inteiros de k o ponto Q(2k - 3, k + 4) pertence ao


2° quadrante?
Solução: Um ponto P(x,y) pertence ao 2° quadrante quando x<O e y>O.
Assim devem ser atendidas, simultaneamente, duas condições no ponto
Q do exercício: 2k - 3 < O ~ k < 3/2 e k + 4 > O ~ k > - 4. Como
foram pedidos apenas os valores inteiros de k, a resposta é o conjunto
{ -3, -2, -1, O, 1 }.
3) Determine x e y, sabendo que (x, 3 -y) = (4, 7).
Solução:
Se os pares ordenados são iguais, terá x = 4 e 3 - y = 7 ~ y = - 4.
4) Dados os pares ordenados A(4, 7) e B(-3, 5), calcule:
a)A+B b)3.B c)3.B-A

Solução:
a) A + B = ( 4 + (-3) , 7 + 5) = (I, 12)
b) 3.B = 3.(-3, 5) = (-9, 15)
e) 3.B-A = (-9, 15)-(4, 7) = (-9-4, 15 - 7) = (-13, 8)
Vetores no R2 15

5) Represente no plano cartesiano todos os pontos (x, y) que satisfazem


às condições especificadas a seguir:
a) x < 1 e y >-2
b) X~ -2 e -1 < y ::::; 2
e) y = x - 1 e y = 2x
d) y= R -2

a) b) 2 e)
.-----+---

-2
il
·:
-----------~--~2
-1

y=x-1
S = { (-1, -2)}

d) Lembrando que ..J;..i" = J x J , a expressão dada é equivalente a


y = 1 x 1- 2. Assim, terá que analisar dois casos possíveis:

y=-x-2 y=x-2
Se x ~ O, y = x - 2
Se x < O, y = - x - 2.
Logo o gráfico pedido é:

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) Determine o valor de x e y para que os· pares ordenados sejam
iguais:
a) (2 + X, y- 3) = (- 4, 7)
b) (2x + y, 3x-y) = (2, 8)
2) Dados os pares ordenados A( 3, -1 ) , B( 7, 2) e C( 1, -4 ), calcular:
a) 2.A- B + 3.C
b) x e y reais, tais que x.A + y.C = B
16 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

3) Mostre que o par ordenado ( 4, - 7) pode ser escrito como uma com-
binação linear dos pares (- 1, 2) e (2, 3), isto é, determine os números
reais a e b, tais que (4, - 7) = a. (- 1, 2) + b. (2, 3). Em seguida, mostre
que qualquer elemento (x, y) do conjunto R2 pode ser escrito como
uma combinação linear dos pares (- 1, 2) e (2, 3).

4) Represente no plano cartesiano todos os pontos (x, y) que satisfazem


às condições a seguir especificadas:
a) x:2:ley<2 j) x2 + y = 4 e x + y = 2
b) \ X 1 ~ 2 e- 1 < y ~ 3 k) x2 + y ~ 4 e x + y = 2
c) x+y=2 e x-y=6 1) x2 + y ~ 4 e x + y ~ 2
d) X + y = 2 OU X - y = 6 m) x + y = 2 e x + y = 3
e) x2 -v' = O n) + y = 2 OU X + y = 3
f) x+y<2 e x-y>6 o) x+y>l e x+y<3
g) y < 2x e I x 1 < 2 p) lxl+\yl=2

h) h) x2 + y = 4 q) y= --+x
J;!
X
i) x2 + y < 4 r) y = x-x.l x I

3.1 Componentes ou Coordenadas de um Vetor No R2

3.1.1 Projeção Ortogonal de um Ponto sobre um Eixo

Dado um ponto A, a projeção ortogonal de A sobre o eixo x é o ponto de


interseção A', da reta perpendicular que passa por A com o eixo.

r
A' X

r-----------------------------------------,
: Observação: O ponto A' é chamado de pé da perpendicular ao eixo x, :
I
que passa por A.
Vetores no R2 17

3.1.2 Projeção Ortogonal de um Segmento Orientado sobre um Eixo

Para obter a projeção ortogonal de uma I inha sobre um eixo, deve-se fazer
a projeção ortogonal de todos os pontos da linha sobre ele. No caso de
segmentos de reta, basta fazer a projeção ortogonal das extremidades do
segmento sobre o eixo. Veja as figuras:

B
M

M' N'
~

!
A'
JB'
D
y
1.
D'
/\
\
\
C'
t:•
E':::F'

Observações:
1) Pode-se calcular a medida algébrica da projeção ortogonal de um
segmento AB sobre um eixo da mesma forma que se calcula a
medida de um segmento orientado de um eixo, isto é, sendo Xs e
xA, respectivamente as projeções ortogonais de B e A sobre um
eixo, a medida algébrica da projeção.do segmento AB será dada
por x8 - xA;
2) A medida da projeção ortogonal de um segmento sobre um eixo
será sempre menor ou igual ao segmento dado;
3) Nas figuras mostradas anteriormente, a projeção do segmento AB
tem o mesmo sentido do eixo; nesse caso a sua medida algébrica
é positiva. Já a projeção do segmento' CD tem sentido oposto ao
sentido do eixo; neste caso sua medida algébrica é negativa.

3.1.3 Coordenadas ou Componentes de um Vetor no Plano

Dadosjois pontos A(a, b) e B(c, d) , as coordenadas ou co~ponentes do


vetor AB são as medidas algébricas das projeções ortogonais do segmento
., orientado ÃB, respectivamente, sobre os eixos coordenados x e y. Como
sabe, o sinal da componente será positivo quando o sentido da projeção
concordar com o sentido positivo do eixo; e negativo quando o sentido da
projeção for oposto ao sentido positivo do eixo.
18 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

••

a e X

- .
Genericamente, as coordenadas do vetor AB são dadas por
AB = (e - a , d - b) = B - A , ou seja:
-
--+
AB=(c-a,d-b)=B-A

Observações:
l) Qualquer conjunto de segmentos orientados do plano, que tenham
suas projeções ortogonais sobre os eixos coordenados representa-

--
das pelos mesmos valores numéricos, representa um mesmo ve-
tor. Por exemplo, os segmentos AB e CD, sendo A(-2, 3), B( 1, 1 ),

--
C( 4, -1) e D(7, - 3), têm as mesmas projeções ortogonais sobre os
eixos x e y, isto é, AB = CD = (3, - 2). Assim, AB e CD represen-
tam um mesmo vetor, embora suas representações no plano sejam
--
dadas por dois segmentos distintos. Vale lembrar, mais uma vez,
que um vetor é caracterizado por sua direção, sentido e módulo,
- --+
que neste caso são os mesmos para AB e CD. Veja a figura:

B
4 7
1
-2 -1 ---------
1 e
----~:! :
1
1

-3 ----------------------- I)
Vetores no R2 19

2) Quando um vetor v for dado por suas componentes ou coordena-


das cartesianas (a, b), poderá ser representado por um segmento
orientado com origem no ponto O (O, O) e extremidade~ ponto
P(a, b), tendo em vista que as componentes do vetor OP serão
dadas por P - O= (a, b) - (O, O)= (a, b), que coincidem com as
componentes de v.

--
Utilizando o exemplo dado na observação anterior, o vetor
AB = CD pode ser representado por:
y

-1
p
-2

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1)
-
Dados os pares ordenados A(3, -1 ), B(- 7, 2) e C( 1 , -4 ), calcular:
a) as coordenadas do vetor AB

- - -
b) as coordenadas do vetor BÀ
c) 2.AC-3.BC+BA

-
Solução:
a) ~=B-A=(-7,2)-(3,-1)=(-10,3)
b) BA=A-B=(3,-1)-(-7,2)=(10,-3)
Observe que os vetores AB e BA são representados por pares ordenados
opostos. Se fizer a representação de ÃB e BÀ no plano cartesiano, utilizando
suas coordenadas, poderá observar que esses vetores serão representados
por segmentos orientados simétricos em relação à origem (O, 0). Verifique!
e) 2(C-A) - 3(C - B) + {A1- B) =-A+ 2B - C = (-5, 9)
20 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

2)
- --
Dados A(2, 7), B(-1, 4) e C(l, -3)', determine x e y reais, tais que
x. AB + y. AC = BC
Solução:
Escreva a equação dada assim: x. (B -A) + y. (C -A) = C - B
X. (- 3, - 3) + y. (-1, -10) = (2, -7)

-3x-y= 2
(-3x-y,-3x-10y)=(2,-7)=> { -3x-IOy = -7 =>y=l e x=-l
3)
-
Sendo B(8, 3), determine as coordenadas do ponto A, sabendo que o
vetor AB é igual a v = (- 5, 4)
Solução:
Como AB = B-A = v, terá:
(8, 3)-A = (-5, 4)
Operando normalmente com os pares ordenados obtidos, terá:
(8, 3) - (- 5, 4) =A~ A(] 3, - 1)
4) Escreva o vetor v = (11, 7) como combinação linear dos vetores
ü = (1, 3) e w = (4, - 1), isto é, determine os números reais x e y para
os quais tem-se: v = x. ü + ji. w
Solução:
Semelhantemente ao que foi feito no exercício 2, escreva:
x+4y = 11 '
(JJ, 7) = X. (I , 3) + Y. (4, - ]) ~ _ ~X= 3 ey = 2
. fi cara:. { 3x- y- 7
Assim,
v=3ü+2w

Observações:
J) Generalizando este exercício, é possível mostrar que qualquer ve-
tor v = (a, b) pode ser escrito como uma combinação linear de ü

e \V. Basta escrever:


(a, b) = x. (], 3) + y. (4, -1) ~ {x3x+ 4Y
-y=b
= ª e daí, tirar x e y em função

. a + 4b e y = --.
3a - b A sstm,
. qua lquer vetor do pano
l
de a e b, ou seja, x = --
13 13
poderá ser escrito, em função dos vetores ü e w que foram dados, através
a+4b 3a-b
da equação: (a,b) = --(l,3)+--(4,-1).
13 13
Vetores no R2 21

Verificando para o vetor v = (11, 7) dado, serão substituídos: a por 11


e b por 7 na equação vista anteriormente obtendo a relação:
v=3ü+21v
Experimente calcular para outros vetores!
2) Há casos em que não é possível escrever qualquer vetor v em
função de dois. vetores ü e w dados. Verifique, por exemplo, que
quando os vetores dados são ii = (2, - 1) e w = (- 4, 2), o sistema
obtido a partir da equação v = x. il + y. w só terá solução (será in-
determinado!) se a = - 2b. Isto quer dizer que somente os vetores
da forma (- Zb, b) poderão ser escritos como combinação linear
desses vetores e 1-v.
ü

3.2 Módulo de um Vetor - Distância entre dois Pontos A e B


do Plano

-
Dados os pontos A(x1, y 1) e B(x2, y2), o módulo do vetor AB é igual à dis-
tância entre os pontos A e B:

Demonstração: No triângulo retângulo ARB a seguir observe AB = d (hipo-


tenusa), AR e BR (catetos). Daí pode escrever:

d 2 = AR 2 + BR 2 => d 2 = (x2 - x1)2 + (y2 - y1)2


Logo: <lAB=~C.x2-X1)2+(y2-Y1)2

Considerando o vetor ÃB = (a, b) = (x, -x1, y2 -y1), conclui-se que o


módulo do vetor ÃB é dado por:
.1 ,11 · l\~I ' 1 T ''

IÃBI = .Ja2 + b2 1
22 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

VETOR UNITÁRIO
Quando um vetor tem módulo igual a 1, isto é, se I i11 = 1, ü é denominado
vetor unitário.

3.2.1 Propriedades
Considerando o vetor ü = (x, y), terá \ü\ = )x2 + y2
l)lül~O
2) 1 k.ü 1 = 1 k 1 . 1 a 1, onde k é um número real. Sabe-se que
kü = (kx, ky).
Daí: 1 k~ \ = ~~(kx_)_2 _+-(ky_)_2 = .J k2 xi + k2 y2 = .J k2 (xi + y2) = 1 k 1-\ ~ 1

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Dados os pontos A(4, -2) e 8(7, 2), calcule a distância entre A e B.
Solução: Pela fórmula vista anteriormente, sabe-se que
= ·h2 +42 = 5.
2
dAB = .j(7-4)2 +(2-(-2)

Ou então determina-se o vetor AB = B -A= (3,4) e em seguida o seu


módulo I AB 1 = .J32 + 42 = 5.
2) Considere o vetor ii = (2, -1 ). Calcule:
a) 1 Ü I
b) as coordenadas do vetor 3. ü e - 3. ii
e) Calcule os módulos dos vetores 3. ü e - 3. ii
Solução:
a) lüi=.J22+(-l)2=.Js
b)3.ü =(6,-3) ;-3.ü =(-6,3)
e) 13. 1 = 1-3. ü 1 = .../45 = 3.ÍS.
ü

Conclusão: quando multiplicar um vetor por um número real k, 0 ü

módulo desse vetor fica multiplicado pelo módulo de k. Se k > O,


o sentido do vetor permanece o mesmo. Se k < O, o sentido do vetor i.a
é oposto ao do vetor ü.

3) Determine o valor de m, sabendo que o vetor i1 = (2/3, m) é unitário.


Solução: Se ü é um vetor unitário, 1 a 1 = 1. Assim,
.J (2 / 3) 2
+ m 2 = 1 ~ rn 2 = 519 ~ m = ± .Js .
3
23
Vetores no R2

3.3 Versar de um Vetor v


É o vetor unitário v, que tem a mesma direção e o mesmo sentido do vetor v ·
Dado um vetor v = (x, y), o versor de v é um vetor k. v, k > O, tal
que I k. v 1 = 1. Assim, chegará a:

Logo: l k 1 = I v1 Concluindo que o versor do vetor v será dado por:


1.

3.4 Vetores Unitários sobre os Eixos Coordenados

1
Vamos chamar de i = (1, O) e = (O, 1) os vetores unitários sobre os eixos
Ox e Oy respectivamente, conforme mostra a figura a seguir:

j = (O, 1)

i"= (1, O)

Observe que qualquer vetor ii = (x, y) pode ser escrito em função dos ve-
tores i e j (combinação linear dos vetores i e j), isto é:

ü= (x, y) = (x, O)+ (O, y) = x.(1, O)+ y.(O, l ) = x. i + Y· J


Exemplo 1 ): Sendo ü = (2, -5), pode concluir que ü = 2. i - 5. J
Exemplo 2): Sendo ii = - 4 T + 3 J,
pode concluir que Ü = (- 4, 3).

1
Obs.: Mais adiante será visto que o conjunto B = { i, J} gera todo o
espaço W, e é chamado de base canônica do R2•
24 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1)
-
Dados os pares ordenados A(l, 5) e B(4, 9), determine:
a) as coordenadas do vetor A8
b) o módulo do vetor

-
AB
-
e) o valor real de k para que o módulo do vetor k. A8 seja igual a 20.
d) o versor do vetor AB

2) um veto! uni~ário que tenha sentido oposto ao do vetor


u=-3i+4j.

3) Dois vértices consecutivos de um quadrado são dados pelos pontos


A(3, 1) e 8(-2, 4). Calcule a área e a medida da diagonal deste qua-
drado.

4) Determine os pontos do eixo das abscissas que distam 6 unidades do


ponto (4, 3).

5) Determine uma relação entre a e b para que o ponto (a, b) pertença à


mediatriz do segmento cujas extremidades são A(-7, 3) e 8(3, 5).

r-----------------------------------------,
I Observação: Se um ponto P pertence à mediatriz de um segmento
1
I AB, então ele é eqüidistante dos extremos deste segmento, isto é,
1 - ~
I IPA 1 = IPlil.
1
L-----------------------------------------~

6) Calcule o perímetro do triângulo cujos vértices são A(-2, 1 ), 8(2, 4)


e C(8, -4).

7) Determine o ponto da bissetriz do 2° quadrante que dista 5 unidades


do pontoA(3, l).

~-----------------------------------------,
1 1
I
Observação: Os pontos da bissetriz dos quadrantes pares são da for- •
1 1
• ma P (x, - x). Nesse caso, terá x < O, pois o ponto pertence ao 2º •
1 1
• quadrante.
1 1
L-----------------------------------------~
' .
Vetores no R2 25

4. PONTO MÉDIO M DE UM SEGMENTO DE EXTREMIDADES


A(A, B) E B(C, D)
As coordenadas x., e Ym do ponto médio M de um segmento AB são dadas,
respectivamente, pelos pontos médios das abscissas e das ordenadas de A
e B, isto é:

a+c b +d . , a+c b+d


x = -- e y = -- . Assim tera: M ( -- -- )
m 2 m 2 2'2

Demonstração: Considere o segmento de extremidades A e B dese-


nhado a seguir.

A M B

Se M é o ponto médio de AB, pode afirmar que = AM MM


(mesma
direção, mesmo sentido e mesmo módulo). Assim, pode escrever que:
A+B
M-A=B-M=> M+M=A+B => 2M= A+B => M=--
2
Assim,

M= A+B ou ainda (a+c,b+d) =(a+c b+d)


2 2 2 ' 2

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Determine o ponto médio do segmento AB, dados A(4, -6) e 8(2, 1 O).
Solução:

M=
(4,-6)+(2,10) = (3,2)

2) Calcule a medida da mediana traçada do vértice A do triângulo ABC,


dados A(-1, 3), B(O, - 2) e C(4, O).
~6 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Solução:
A mediana traçada do vértice A é o segmento AM, onde M é o ponto
médio do lado BC. Assim, a medida da mediana AM é igual à distância
entre os pontos A e M, ou, simplesmente, o módulo do vetor AM.

M= B+C =(2,-l)=L4M=M-A=(3,-4)::::}\AM\=~32+(-4)2 =5

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
l) Calcule o perímetro do triângulo cujos vértices são os pontos médios
dos lados do triângulo ABC, dados A(l, - l ), 8(0, 3) e C(4, 2).

2) Determine as medidas das diagonais de um paralelogramo ABCD,


dados os vértices A(3, 1) e 8(5, - 3), sabendo que M(- 1, 2) é o ponto
de encontro de suas diagonais.

5. DIVISÃO DE UM SEGMENTO NUMA RAZÃO DADA

Dado um segmento AB e um ponto C deste segmento, é dito que C divide

AB numa razão k quando AC= k ou ainda que I AC\= k. l C8 I· As coor-


CB
denadas do ponto C podem ser obtidas através da fórmula: e= A+ kB
l+k

Demonstração:

A B

AC -- --
- = k-+ AC= k.CB ~ e -A= k.(B -C) ~ e -A= k. B - k. e~
CB
C+k.C=A+k.B~ ( ) =A+k.B~
C l+k C= IA+k.BI
l+ k
Vetores no R2 27

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Determine os pontos que dividem o segmento de extremidades
A(-1, 6) e B(4, - 4) em 5 partes iguais.
Solução:
Vamos apresentar três soluções distintas para esse problema:
l") Pode considerar o ponto C, de modo que AC
- = -1 AB => 5. AC
-
-;t.. S B+4A
= Âlf => 5 (C -A) = B - A => 5 C - 5A = B - A => C = --5-

(4,-4)+(-4,24) .
=> = (O, 4). Daí, observa-se que a abscissa do
5
ponto A aumentou uma unidade (r, = 1) e sua ordenada diminuiu
duas unidades (r; = - 2). Assim, como os pontos estão dividindo
o segmento em partes iguais, as diferenças entre as abscissas e as
ordenadas dos pontos C, D, E e F serão constantes e respectiva-
mente iguais a rX e ry
Logo, terá: D(J, 2), E(2, O) e F(3, - 2).
Z") As razões rx e ry poderiam ser calculadas logo de início, lernbran-
do o que foi estudado no item 12 da unidade 1, agora para as
duas coordenadas de cada extremidade do segmento. Assim,
_ XB -xA 4-(-}) y - y -4-6
rx - _ = =} er = B A = = -2.
5 >' 5 5
A partir dai, é só adicionar as razões encontradas às coorde-
nadas de A para obter o ponto C e, assim sucessivamente, para
encontrar os demais pontos.
3") Qualquer um dos quatro pontos pode ser determinado indepen-
dentemente dos demais, utilizando a razão de divisão. Por exem-
plo, o ponto E divide AB na razão 3: 2 (3 unidades de A até E e 2
unidades de E até B). Assim, utilizando a fórmula dada anterior·
mente, no item 5, terá:
3
A+-B 1
E= 2 =2A+3B=[(-2,12)+(12,-12)].-=(2,0)
i+I s s
2
28 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

2) · Determine as coordenadas do ponto C que dividem o segmento AB na


razão 2/3, dados A(-1, 6) e 8(4, - 4).

Solução:
São sugeridas duas formas para resolver o problema:
, AC 2 --+ ~
l") O ponto C do segmento AB e tal que - = - ===> 3. AC= 2. CJJ
CB 3
zz» 3 (C -A) = 2 (B - C) ===> 3C - 3A = 2B - 2C ===> 5C = 2B + JA
= (8, -8) + (- 3, 18) = (5, 10) ===> C(l, 2)
2".) Ou utilizando a fórmula para divisão de segmento numa razão
dada, substituindo k por 2/3. Comprove o resultado!

6. COORDENADAS DO BARICENTRO DE UM TRIÂNGULO ABC

Definição

Mediana de um triângulo é o segmento de reta que tem para extremidades


um vértice do triângulo e o ponto médio do lado oposto a este vértice. Todo
triângulo possui 3 medianas.
É chamado de baricentro ou centro de gravidade do triângulo ao
ponto de interseção dessas medianas.
No plano cartesiano, se os pontos A(x0• y0), B(x1, y1) e C(x2, y2) são
vértices de um triângulo ABC, as coordenadas do baricentro desse triângu-
lo são calculadas através da fórmula:

Demonstração
Considere o triângulo ABC a seguir, onde M, N e P são os pontos médios,
respectivamente, dos lados AC, BC e AB. O ponto G, baricentro do triân-
gulo, é o ponto de interseção das medianas AN, BM e CP.
Vetores no R2 29

t:J.. GMP = t:J.. GCB e a razão de semelhança é Y2.

Justificativas:
1) Como M e P são pontos médios de AC e A B, respectivamente,
sabe-se da geometria elementar que o segmento MP é paralelo ao lado BC
e sua medida é a metade de BC.
2) MP é paralelo a BC e BM é uma transversal, o que acarreta que o
ângulo PMG é igual ao ângulo CBM.
3) Os ângulos MGP e CGB são congruentes (opostos pelo vértice).
Assim a razão de semelhança entre os lados dos triângulos GMP e
GCB é igual a 1 /2, concluindo que CÔ = 2. GP.
Considerando agora os vetores definidos pelos pontos C, G e P, pode
ser escrito que:

3G = 2
A+B
- -
CG= 2.GP ==> G-C=2.(P-G)
+ C ==>
==> 3.G=2P+C
1
==>

3. G =(A+ B) + C ==> G = - (A+ B + C).


2 3

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1) Determine as coordenadas do baricentro do triângulo cujos vértices


são A(-1, 3), B(O, 4) e C(3, O).
Solução:
Utilizando a fórmula demonstrada anteriormente, terá

G= (-1, 3) + (0,4) + (3,0) =(3_ 2.).


3. 3' 3
30 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

2) Calcule as coordenadas do baricentro do triângulo cujos vértices são


os pontos médios dos lados do triângulo ABC dado no exercício ante-
rior.
Solução:
Calculando os pontos médios dos lados do triângulo ABC e aplican-
do a fórmula anterior, será encontrado o mesmo ponto G. Comprove
este resultado!

3) Os pontos M(2, l ), N(4, 2) e P(3, -2) são pontos médios dos lados de
um triângulo ABC. Determine os vértices deste triângulo.
Solução:
Vamos sugerir duas soluções:
J 'J Sejam A, B e C os vértices do triângulo e M, N e P os pontos mé-
dios de AB, AC e BC. Assim, pode ser escrito o sistema:
A + B = 2M
A + C = 2 N ==>
lA +
A
+ B = (4, 2)
C = (8, 4)
{
B + c = 2P B + e = (6,-4)
Somando as duas primeiras equações, terá: 2A + B + C = (12, 6).
Como B + C = (6, - 4), irá obter: 2A + (6, - 4) = (12, 6) ===> 2A =
(] 2, 6) - (6, -4) = (6, 1 O) ===> A (3, 5). Agora é fácil determinar os
vértices B e C, utilizando as duas primeiras equações do sistema.
Z") Como M, N e P são os pontos médios dos lados do triângulo,
M+N +P 1
sabe-se que G = = (3, ). Agora, lembrando que,
3 3
se P é o ponto médio de BC, deve escrever que AG = 2. GP,
o que
conduz a:
G -A = 2 (P - G) ===> G -A = 2 P - 2 G ===> A = 3 G - 2 P = (9,
J) - (6, - 4) = (3, 5). Agora, é fácil determinar os outros vértices
do triângulo.

7. PARALELISMO ENTRE VETORES


Quando foi estudada a interpretação geométrica da multiplicação de um
vetor por um número real, foi visto, em todos os casos, que os vetores man-
têm sempre a mesma direção, isto é, foram obtidos sempre vetores parale-
Vetores no Rz 31

los àqueles dados inicialmente. O que poderia mudar era o módulo e I ou


o sentido do vetor. Assim, pode ser utilizada esta observação para definir a
condição de paralelismo entre dois vetores e v da seguinte forma:
ü

I ü I/ v <=> 3 k E RI ü = k. v I
Isto é, e v são vetores paralelos quando existe um número real k, tal
ü

que a= k. v. Quando k = O, terá o vetor nulo que, por definição, é paralelo


a qualquer vetor.

Exemplo:
O vetor = (4, 6) é paralelo ao vetor
ü v = (2, 3) . pois existe um núme-
ro real k = 2, tal que = 2. v
ü

Generalizando, se ü = (a, b) e v = (e, d) são vetores (a. b. e. d j O), e


u li v então existe um número real k, tal que il = k. v. Assim terá:
a
(a, b) = k. (e, d)~ (a, b) = (kc, kd) ~a= kc e b = kd ~ k = - e
b a b e
k =-, o que leva a concluir que - = - ou ainda, desenvolvendo essa
d c d
igualdade, terá a.d - b.c = O,
a b
o que equivale a 1 1 = O.
e d
a b
Logo, se il = (a, b) e v = (e, d), ii e v serão paralelos se - = - ou ainda
a bl =O e d
e d

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Verifique se os vetores = (4, - 3) e v = (- 8, 6) são paralelos.
ü

Solução:
4 -3
1 = 24 - 24 = O. Logo os vetores são paralelos.
-8 6
2) Calcule o valor de x para que os vetores ii = (4, x + 3) e v = (-5, 2)
sejam paralelos.
32 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Solução:
4 x+3
Basta fazer \ =Ü ==> 8 - (-5X - ] 5) = 0 ==> X = - 2 3/5

3)
-5 2
.
Determine um vetor paralelo ao vetor = (3, - 1), que tenha módulo 5.
ü

Solução:
Seja v = (a, b) o vetor procurado. Assim,

(a, b) = k: (3, -1) e l v \ = .J a 2 + b2 =5

Então, pode representar desta forma:

(a, b)=(3k,-k)~a=3keb=-k~.J1ok2 =S~lkl= Jfü_


2

Neste caso há duas soluções possíveis, pois o problema pede que se


determine um vetor paralelo ao vetor ü, mas não impõe que ele tenha

o mesmo senti 'do de u.


- A ssim Jfõ encontrara , o vetor
. se utt·1.tzar k = --
2
de módulo 5, paralelo a ü, com o mesmo sentido de Entretanto, ü.

utt'litzan do k -.Jlo
= -2- tam b em
, encontrara · um vetor de mo, du 1o 5 , pa-

ralelo a ii, mas de sentido oposto ao de ü.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) Verifique se os vetores ii = (2, 4) e v = (3, 6) são paralelos.
2) Determine o valor de, x para que os vetores ü = (x, 3) e v = (2, -7)
sejam paralelos.
3) Determine um vetor unitário que seja paralelo ao vetor = (- 6, 8) ü

4)
- -
Dados os pontos A(x, 2), B(- 3, 4) e C(l, - 2), determine o valor de x
para que os vetores ü = AB e v = BC sejam paralelos.
Vetores no R2 33

8. CONDIÇÃO DE ALINHAMENTO DE 3 PONTOS


Será utilizada aqui a condição de paralelismo entre 2 vetores, vista ante-
riormente, para tirar urna condição onde 3 pontos dados estejam alinhados,
isto é, sejam colineares.

A B e

Considere três pontos A, B e C alinhados (pertencentes a urna mesma

--
reta). Nesse caso, pode-se afirmar que os pontos definem dois vetores, por
exemplo, AB e AC que são paralelos.
Assim, dados três pontos A, B e C, a condição para que eles sejam
colineares (estejam alinhados) é que eles definam dois vetores paralelos.
Observe que, se os pontos não estiverem numa mesma linha reta, ja-
mais poderia construir dois vetores que fossem paralelos. Nesse caso, os
pontos A, B e C serão vértices de um triângulo.

A B

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1) Verifique se os pontos A(-1,-1 ), B(3, 7) e C(O, 1) estão alinhados.


Solução:
- --+ --;-"t,.
Determine as coordenadas dos vetores AB e BC: A.11 = (4, 8) e
--+
BC= (-3, -6)
Agora, basta verificar se AB e BC são paralelos:
8\=-24-(-24)=0
\_ ~ -6
Os vetores são paralelos; logo os pontos estão alinhados.
34 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

·---------------
1
------------------, 1
• Observação: Existe uma forma prática de verificar se 3 pontos estão •
1 1
, alinhados. Veja:
1

~-----------------------------------------~
-1 -1
3x7
X l=[-1.1+3.1+0.c-1)1- [3.c-1)+0.1+c-1).11 =-4-(-4) =º
ºX1-1
-1

2) Verifique se os pontos A(2, 3), B(l, 7) e C(O, -5) estão alinhados.


Solução:
Utilize a forma mais prática:

2x3
1 7
X
O -5
1 = [14 -5 + O] - [3 +O+ (-10)] = 9 - (-7) = 16 :;t: O
2X3
Logo, os pontos A, B e C não estão alinhados, isto é, são vértices de
um triângulo.
Mais adiante, será demonstrado que o número 16, encontrado neste
algoritmo, está relacionado com a área do triângulo ABC.

3) Determine o valor de k para que os pontos A(k, 1 ), 8(2, -1) e C(4, 2)


estejam alinhados.
Solução:

-
O problema pode ser resolvido de duas maneiras:
I") Montando dois vetores: AB = (2-k, - 2) e BC= (2, 3) e impondo -
a condição de paralelismo, que vai garantir que os pontos este-
jam alinhados.

1
1
2-2 k -2
3 1 = o ==> 6 - 3k - ( -4 ) = o ==> k = 1 o / 3
Vetores no R2 35

2") Utilizando o método prático:


k 1
2 -1
4 2
1 = O ==> - k + 4 + 4 - 2 + 4 - 2k = O ==> k = 1 O/ 3
k 1

4) Qual é a relação que deve existir entre x e y para que o ponto P(x, y)
esteja alinhado com os pontos A(4, -2) e 8(2, 1)? Tente generalizar
este problema considerando A(a, b) e B(c, d).
Solução:
Utilizando o método anterior:
X y
4 -2
2 1
1 = O ==> - 2x + 4 + 2 y - 4 y + 4 - x = O ==> - 3x - 2 y + 8 =O
X y

8-3x 8-3x
y = . Assim, todos os pontos que forem da forma P (x, )
2 2
estarão alinhados com os pontos A e B dados. Verifique se os pontos A e
B satisfazem essa relação, isto é, substitua x por 4 e obtenha y = - 2 ; em
seguida, faça x = 2 para obter y = 1.
Observe que você poderá obter uma infinidade de outros pontos que
estão alinhados com A e B. Basta atribuir, livremente, valores para x e
substituir na relação encontrada, obtendo o correspondente valor de y.
Desta forma, você estará determinando pontos sobre uma mesma reta.

1'
36 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

9. PRODUTO INTERNO OU PRODUTO ESCALAR ENTRE DOIS


VETORES a E v

9.1 Definição

Dados os vetores ii = (a, b) e v = (e, d), é definido o produto escalar entre


ii e v que é representado por ii . V, ao número real obtido através da
expressão:

ii . V = a. e + b. d

Lembre-se: ii . v é um número real

Exemplos:

a) (2, 3). ( 5, -1) = 2. 5 + 3. (- 1 ) = 1 O - 3 = 7


b) (4,-2).(4,8)=4.4+(-2).8=16-16=0
e) (-3, 1). (5, 4) = (-3).5 + 1.4 =- 15 + 4 =-11

9.2 Propriedades

Dados os vetores ü = (a, b) , v = (e, d) e w = (x, y), serão verificadas as


seguintes propriedades:
1) Comutativa: ii . v = v . ü
íi . v =a.e+ b. d= e. a+ d. b = (e, d). (a, b) = v . ü

2) Distributiva: ü.(v + w)= ii . v + ii . ,v


ü.(v + w)=(a,b).(c+x,d+y)=a.(c+x)+b.(d+y)=a.c+a.x
+ b. d+ b. y =.e+ b. d+ a. x + b. y = (a, b). (e, d)+ (a, b). (x, y) =
ü.v+ü.w

3) ü. ü = 1 ü 12
Ü. Ü =a.a+ b. b = a2 + b2 = ( .Ja2 + b2 r = lül2
Vetores no R2 37

EXERCÍCIO RESOLVIDO
1) Dados os vetores ii = (2, -7), v = (4, 1} e w ·= (-l, 5), determine:
a) v ü.

b) e. o
c)ü.(v+w)
d)ü.v+ü.w
e) ü. ü

t) lü+vl
g) (ü + v). (ü + v)

Solução:
a) v = 2. 4 + (- 7). 1 = 8 - 7 = 1
ü.

b) v. ü = 1
e) ü. (v + w) = (2, - 7). (3, 6) = 6 + (- 42) = - 36
d) v + ü. w = (2, - 7). (4, 1) + (2, - 7). (-1, 5) = 1 + (- 37) = - 36
ü.

e) = (2, - 7). (2, - 7) = 4 + 49 = 53.


ü. ü

Observe que
I ü1 = ~.--22-+-(--7-)2 = Js3 e que

a. a = 1 a 11 ou ainda, que l a 1 = l~I = ~


f) U + v = (6, - 6) => 1 a + v 1 = .,/36 + 36 = 6.J2..
Observe que este item também poderia ser resolvido utilizando a pro-
priedade verificada no item anterior, ou seja, escrevendo que
1~+ ;1=.Jcu+;) .(u+v)
Assim, teria:
(ü + v) (a+ vJ = (6, - 6). (6, - 6) = 36 + 36 = 72 =>
l a + v 1 = .JTj_ = 6.J2..

g) Pela propriedade vista anteriormente, pode ser escrito da seguinte


forma: (ü + v) (ü + v) = 1 a + v 11 = 72

EXERCÍCIO PROPOSTO:
Mostre que:
a) ,~ +{ = ,~,2 + 2~.~ + ,~,2
38 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

b) - -1 1-u12 -2u.v+ 1-v1


1u-v 2 = 2

e) (~+~).(~-~)=1~12 -1~\2
10. CONDIÇÃO DE PERPENDICULARIDADE ENTRE DOIS VETORES
Dois vetores ü e v são perpendiculares se, e somente se, o produto escalar
entre eles é igual a zero.

( iLlv<==}ü.v=O J

DEMONSTRAÇÃO
Consideremos dois vetores ü e v perpendiculares, conforme mostra a figura
anterior. Como o triângulo é retângulo, pode ser escrito:

Sabendo que I ü - v 12 = (ü - v). (ii - v) = 1 ü l 2 - 2. ü. v+1v 12. Desta


forma,

Observação: Considere o vetor nulo perpendicular a qualquer vetor.


Vetores no R2
39

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) v
Dados os vetores ü = (2x - 1, 3) e = (3, -4 ), determine o valor de x
v
para que Ü e sejam perpendiculares.
Solução:
ii. v = (2x - 1). 3 + 3. (- 4) = 6x - 3 - 12 = O=> x = 5/2

2) Determine k para que os pontos A(k, 2), B( 1, -3) e C(O, 5) sejam vér-
tices de um triângulo retângulo em B.
Solução:
Se o triângulo é retângulo em B, os vetores BÂ e BC devem ser per-
pendiculares. Logo, o produto escalar entre eles tem que ser igual a
zero.
--+
BA = (k-1, 5)
--+
BC= (-1, 8)
--+ --+
BA. BC = - k + 1 + 40 = O=> k = 41

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) v
Mostre que dois vetores da forma ü = (a, b) e = k. (- b, a) serão
sempre perpendiculares, qualquer que seja o valor do número real k.
2) Determine um vetor de módulo 4, que seja perpendicular ao vetor
(- 6, 8).

11. ÂNGULO ENTRE DOIS VETORES

-
U-V
...•

...•
e V

Considere dois vetores ü e v,


que formam entre si um ângulo igual a
8, conforme mostra a figura anterior.
40 , Cálci.lo Vetorial e Geometria Analítica

Primeiramente será demonstrado que o produto escalar entre u e v


também pode ser calculado utilizando a seguinte expressão:

I ü. v = 1 ü 1-1 v 1- cos 8 1

Yale observar aqui, que a expressão anterior será útil quando não co-
nhecermos as componentes dos vetores e v, mas apenas os seus módulos
ü

e o ângulo formado por eles.


Para esta demonstração vamos utilizar o Teorema dos Co-senos, cuja
demonstração será apresentada a seguir.
Da Geometria Plana, sabe-se que, num triângulo cujos lados medem
a, b e e e 8 é um ângulo agudo, oposto ao lado a, vale a relação:

a2 = b2 + c2 - 2. b. c. cose

No caso de 8 ser obtuso, a expressão será:

a2 = b2 + c2 + 2. b. c. cos(l 80º - 8)

Demonstração para o caso do ângulo ser agudo:

B
~BAD ~ x~ + ~:··;·-~----~2. ? h~ ;;;;..J_c2 _-__x2_i
~BDC ~ a· =i_h-J + (b - xt =>
=> a2 = c2 - x2 + b2 - 2bx + x2 =>
=> a2 = b2 + c2 - 2bx (*)

~
A~C
X • •
No t..BAD temos: - = cos A => x = e . cos A.
e

Substituindo x na relação(*), vem:

a2 = b2 + c2 - 2. b. e. cos Â
Vetores no R2 41

r-----------------------------------------,
Observação: Se o triângulo for obtusângulo, pode-se utilizar a re-
lação:

___________ e a2 = b2 + c2 + 2bc cos (180º - a) _


Cálculo do ângulo formado por dois vetores a e v.
DEMONSTRAÇÃO:
B

u/ -...........a-v

A v
Usando o Teorema dos Co-senos, no triângulo anterior, temos:
Ia - v l 2 = 1 a l 2 + 1 v l 2 - 2. 1 a 1. 1 cose. el
Desenvolvendo o lº membro terá:
I i1 1 2 - 2 a. v + 1 v 1 2 = 1 ü l 2 + 1 v l 2 - 2. 1 a 1. 1 v cose. I
Simplificando a expressão obtida:
-2. I
a. v =- 2 a 1.1 v 1. cose~ a-.. -v_=_l_a-,--1 . .,-1 v__,.l.-c-os-e--,.
.-1 l

Conseqüentemente, dados dois vetores u e v, por suas componentes,


poderá determinar o ângulo formado por eles utilizando a expressão ante-
rior. Assim.rpoderá escrever:

COS 8= U. V
lül.lvl
r--------------------------------------
I
-,
Observa9ões:

1) ü. v =O~ a e v formam um ângulo reto


2) ü. v>O ~ ii e v formam um ângulo agudo
3) a. v < O ==> a e v formam um ângulo obtuso
----------------------------------------·
42 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1) Dois vetores a e v têm módulos respectivamente iguais a 5 e 2 e for-


mam entre si um ângulo de 60°. Calcule a. v:
Solução: ·
ü.v = \ ül. \ v 1- cosõ = 5. 2. cos 60º = 5
2) Determine o ângulo formado pelos vetores a= ( 1) e v = (3, O). .J3,
Solução:

cose = ( .fj , l) · (3, O) _ 3.fj + O .Jj


../3+1 . .J9+0 - 2 . 3 =2 ~logo e= 30",
pois cos 30º= J3
2

3) Dois vetores ü e v têm módulos respectivamente iguais a 5 e .J3 e


formam entre si um ângulo de 30°. Calcule:
a) o módulo de ü - v
b) (a+ 2v). (3ü -v)
Solução:
a) Sabemos que I ü - v 12 = (ü - v). (ü - v) = \ il 12 - 2. v + 1 v ü. 12

Calculando a. v = 5. .f3 . .fj = 15/2


2
Logo,
I u -v = 25 - 2. (] 5/2) + 3 = 25 -15 + 3 = 13 ~ 1 o - v 1 = JD
12
b) Utilizando a propriedade distributiva do produto escalar, pode
observar que:
(a+ 2v). (3ü - v) = 3. a. v + ô.v.ü - 2. v. v = 3 1a12 - 5. a. v
ü.ü -

- 2 lv\1 = 3. 25 - 5.(1512) -2. 3 = 75 - 7512- 6 = 6312

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Determine o ângulo interno B do triângulo cujos vértices são A(- 3, 1 ),


B(O, -2) e C(1,4).
2) Determine o valor de k para que o ângulo entre os vetores ü (- 1, O) e
v = (k, 1) seja igual a 60º.
Vetores no Rz 43

3) Calcule o valor de x para que o ângulo entre os vetores Ü = (2 - x, 5)


v
e = ( 4, - 2) seja obtuso.

12. ÁREA DE UM TRIÂNGULO DE VÉRTICES A, B E C


Sabemos através da Geometria Plana que a área de um triângulo cujos la-
dos medem x e y, e formam entre si um ângulo 8 pode ser calculada através
1
da fórmula S = x. y. sen8.
2 1
Assim, dado o triângulo a seguir, sua área é igual a: - 1 ii 1. 1 v I· sen8
2
e

A v ~ (e, d) B

Suponha agora, que o triângulo ABC tenha sido dado apenas pelas co-
ordenadas dos seus vértices. Para determinar sua área, terá que determinar
as medidas de dois de seus lados e também o seno do ângulo formado por
eles. Entretanto, esse procedimento é muito trabalhoso.
Será comprovado a seguir que a área do triângulo, dados os seus vérti-
ces A, B e C, pode ser calculada utilizando-se apenas das coordenadas dos
v
vetores Ü = Aê e = ÃB, conforme indicado na figura anterior.
Será demonstrado que a área do triângulo ABC é igual a:

2
-1 I , onde
S = 1 l!. l!. =1a
e
b
d

Demonstração:
Se o ângulo formado pelos lados AC e AB é 8, poderá escrever que a
' 1 --
areado triângulo ABC é igual a - . AC. AB. sen8.
2
44 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Utilizando vetores, observará que:


Área do Triângulo = S = _!_ . IÃê 1. 1 ÃB 1. senê. Sabendo que
2
AC. ÃB = lAê l IAB l cose =} cose = (AC.AB) I IÃê l lAB I

-- Da Trigonometria
AC.AB = a. e + b. d e
sabe-se que senê = ± .../1 - cos! e . Como

\ic\ = .Ja2 +b2 e \AB\ = .Jc2 +dí , pode tirar que

cose=
a.c+b.d e
==> sen =
l
-
a.c+b.d
( )
~-~ ~ ~-N+d2

a2 d2 + b2 c2 - 2abcd (ad -bc)2 I ad= bc ]


(a2 +b2).(c2 +d2)

I ad - bc I
Como determinamos que senê = .J ..J , a área do triân-
b'
guio será ABC igual a:
2
a + · e 2 + d2.

\ ad - bc 1 _ ~
S=-\u -1 · \vi 21 ~b2
· sen0=-.'-./a-+D-. .Jc2+d2. '-./a
~2+b-.'-./c-+a-
~d2-2
1
2 li : : li

Chamando !),, = \: !\, pode escrever que a área do triângulo é igual a

I S=~Jt,J I
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Determine a área do triângulo cujos vértices são A(O, 3), B(-1, 5) e
C(-5, O).
Solução:
Vetores no R2 45

Determinando os vetores ÃB = (- 1, 2) e Xê: = (- 5, - 3) e calculando


o determinante L1 = -1 21
= 13. Logo, a área do triângulo será
1
-5 -3 1

igual a 13/2 = 6,5 u.a. (unidades de área).


Observe que, se L1 = O, teríamos área igual a zero, que significa, como
já foi estudado anteriormente, que os pontos estão alinhados (não
formam um trtángulol). Assim, pode ser utilizada aqui aquela regra
prática que foi apresentada para verificar se os pontos estão alinha-
dos ou não.
Portanto, teremos:

O 3
-1
_5 5 1
=0.5+(-l).o+(-5).3 (-1).3 (-s).s o.o=-15+3+25=13
0
O 3

Assim, conclui-se que os pontos são vértices de um triângulo. Obser-


ve ainda que o resultado encontrado é exatamente o valor de L1. Daí,
pode-se calcular a área de um triângulo utilizando também o método
prático apresentado anteriormente.
2) Determine os valores de k para que os pontos A(l, -3), B(4, k) e C(2, 3)
sejam vértices de um triângulo de área 4.
Solução:
Se a área do triângulo é 4, sabe-se. que I L1 1 = 8. Daí, calcula-se o
valor de L1 por qualquer um dos métodos já apresentados.
-3
k
li= 1 4 J = k +12-6+12-2k-3 =- k+lS.
2 3
1 -3

Atenção, pois deve ter IL11 = 8. Assim, \ - k + 15 1 = 8 ~ - k + 15 = 8


ou k - 15 = 8 ~ k = - 7 ou k = 2 3
3) Calcule a altura relativa ao ladoAB do triângulo do exercício (1).
Solução:
46 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Lembrando que a área de um triângulo é dada por ~ e que no


2
exercício l foi calculada a área do triângulo igual a 13/2, pode-se
escrever que: 13 = b. h.
Sendo a altura procurada, aquela relativa ao lado AB, considerando
b = 1 AB 1, determina-se a altura do triângulo. Js
Como AB = B-A = (-1, 2), 1 AB 1 = -Js.
Daí, tiramos h = ~-
5
4) Calcule a área do quadrilátero ABCD, dados A(-1, l ), B(O, 3), C(4, 2)
e 0(1, - 4).
Solução:
Vamos sugerir duas soluções para o exercício:
1 ".) Nesse caso, pode-se dividir o quadrilátero em dois triângulos,
ABC e ADC, por exemplo, calcular a área de cada um deles e
somar os resultados obtidos.
Área do triângulo ABC:
-1 1
O 3
+ 4-0-12+2=- 9 => S=9/2
4 21=-3+0
-1 1

Área do triângulo ADC:


-1 1
-4
l=4+2+4-1+16+2=27=>S=27/2
4 2
-1 1

Logo, a área do triângulo será S = 18 u. a.


2°) Calculando pelo método prático apresentado anteriormente, uti-
lizando todos os vértices do quadrilátero, lembrando sempre de
escolher um sentido de percurso para esses vértices, tendo o cui-
dado de repetir, na última linha, o primeiro vértice que for esco-
lhido.
Por exemplo, partindo do vértice B e percorrendo o quadrilátero
no sentido anti-horário, isto é, BADC. Assim:
47
Vetores no R2

O 3
-1
1 -4\=0+4+2+12-(-3)-1-(-16)-0=36~ S=l8u.a.
4 2
O 3

13. PROJEÇÃO DE UM VETOR SOBRE OUTRO VETOR


Dados os vetores ü e v, será determinado o vetor projeção de v na direção
do vetor ü. Esse vetor será chamado de p. O sentido de fJ poderá ser O
mesmo que o de ü, caso o ângulo entre e v seja agudo; se o ângulo for ob-
ü

tuso, o sentido do vetor projeção será oposto ao de Em ambos os casos, ú.

é válido ressaltar que a direção do vetor p é a mesma do vetor ü, isto é, 0


vetor p é paralelo ao vetor ü ou a qualquer outro vetor que seja paralelo ª
ü. Assim, p = k. ü, onde k é um número real.

ü p é o vetor projeção de v sobre



ü

Sendo ü' o versar de (lembre-se que o módulo de ü' é igual a 1 ), con-


ü

clui-se que o vetor p = m. ü", sendo m a medida da projeção de v sobre ü.

Na figura anterior é possível ver que a medida da projeção do vetor v


sobre o vetor ü é igual a

m = 1 v \ cos 8
Aqui será chamada a atenção para um detalhe importante. Na expres-
são obtida anteriormente, está sendo chamado de m a medida da projeção
de v sobre ü, e não o módulo dessa projeção. Como e é o ângulo entre i1 e
v, se ele for obtuso, terá cos «; O, que fornecerá m <O.Este fato permitirá
ê

chegar à conclusão de que o vetor projeção p tem sentido oposto ao de ii.


Voltando à expressão, poderá ser escrita desta forma:

m= 1 v 1- 1. cos 8 = \ v \. \ tr \. cos 8 = e. ü'


48 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Como já possui a medida do vetor projeção p sabendo que ele é pa-


ralelo ao vetor ü, basta multiplicar essa medida pelo versor de ü, o qual é
paralelo a i1 e tem módulo igual a 1. Assim obterá as coordenadas do vetor
projeção.
Logo,
1 . = ., = (- _,) ., 1 onde: V. ü' é a medida da projeção
p m. U V. U . U , , d
e ü e o versor e ü.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

l) Determine a medida da projeção do vetor v = (2,- 5) sobre o vetor


a = (3, 4)
Solução:
Calculando o versor de ü, temos: Jül = 5 ~ ü' = (3/5, 4/5)
Como m = v. ütemos:
',

m = (2, -5). (3/5, 4/5) = 6/5 + (-20/5) = - 14/5

2) Determine o vetor projeção de v = (2, - 1) sobre ü = (- 4, 3)


Solução:
m = v. ,ii '~ (2, -1). (- 4/5, 3/5) = -8/5 + (- 3/5) = -11/5
_ =m.ü' = -11(-4 i)=(44 -33)
p 5 5 '5 25' 25

3) Calcule a altura relativa ao lado AB do triângulo cujos vértices são


A(2, -5), B(6, -2) e C(5, -1 ).
Solução:
Já foi visto no exercício 3 do item anterior uma forma de calcular a
altura do triângulo.
Agora, será calculada a altura do triângulo utilizando o conceito de
projeção de um vetor sobre outro:
e

A
Lh m H
•B
Vetores no R2 49

Considerando os vetores AC e ÃB, temos:


....•
m é a medida da projeção do vetor AC = (3, 4) sobre o vetor
ÃB = (4, 3), isto é, m = AC. (ÃB) 'ou seja, m = (3, 4). (4/5, 3/5) = 12/5
+ 12/5 =....•24/5
Como! AC 1 = 5, e sendo ACH um triângulo retângulo, escrevemos:
....• ~76 7
IAC\1 = m1 + h1 ~ 25 = (24/5)1+ h1 ~ h= 25-- = -.
25 5
4) Usando os dados do exercício anterior, calcule a área do triângulo
ABC.
Solução:
Como a altura h = 7/5, considere a base corno IÃBI = 5 e calcule a
área S = 7/2.
Verifique esse resultado calculando
2 -5
6 -2
6=1 l=-4-6-25+30+10+2=7.Assim, S=7/2.
5 -1
2 -5

EXERCÍCIOS DE REVISÃO E APROFUNDAMENTO

1) Os extremos de um diâmetro AB de um círculo são os pontos A(-3, 2)


e B(S,-4). Tomando-se o metro por unidade de comprimento, calcule
a área desse círculo. Resp. 25n m1
2) No plano cartesiano, os pontos (1, O) e (-1, O) são vértices de um qua-
drado cujo centro é a origem. Calcule a área do quadrado. Resp. 2
3) O ponto M(-7, 2) é médio do segmento AB em que A(p - 1, 6) e
B(-6, q + 2). Calcule p e q e as coordenadas do ponto C que divide o
segmento AB na razão 3. Resp. p = -7; q = - 4; C(-13/2, O)
4) Verifique se o triângulo de vértices A(l, 1 ), 8(2, 3) e C(5, -1) é retân-
gulo. Em caso afirmativo, calcule o seu perímetro. Resp. É retângulo;
2p = 5 + 3../5
5) Calcule as coordenadas do baricentro do triângulo cujos vértices são
A(5, 6), B(3, -2) e C(-2, 8). Resp. (2,4)
50 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

6) · Sendo P um ponto do eixo das abscissas, quais são as coordenadas


do ponto P, sabendo que sua distância ao ponto Q(9, 8) é igual a 1 O
unidades? Resp. (3, O) ou (15, O)
7) Determine a relação que deve satisfazer os números x e y para que
o ponto P(x, y) seja eqüidistante dos pontos (1, 1) e (3, 4).
Resp. 4x + 6y- 23 = O
8) Que relação deve satisfazer as coordenadas do ponto P(x, y) para que
sua distância à origem seja igual a 2 unidades? Resp. x2 + y1 = 4
9) Considere P(x, y) de modo que PQ = -h . PR, onde Q( 1, 3) e
R(3, 1). Determine a relação que x e y deve satisfazer.
Resp. x2 + y1 - 1 Ox + 2y + 1 O = O
1 O) Determine os pontos que dividem o segmento de extremidades
A(-1, 3) e 8(5, O) em três partes iguais. Resp. (], 2) e (3. !)
11) Determine o ponto C que divide o segmento A8 na razão 2/5, dados
A(-1, 3) e 8(6, 17). Resp. (], 7)
12) Para que valores de k os pontos A(k, 3), 8(8, 6) e C(-1, -3) estarão
ai inhados? Resp. k = 5
13) Determinar x para que os pontos A(x, -3), 8(2, 4) e C(5, 1) sejam
colineares. Resp. x = 9
14) Determine a área do triângulo cujos vértices são os pontos A(-2, 3),
B(O, 5) e C(l, 2). Resp. A = 4
15) Determine os valores de x para que o triângulo de vértices A(x, 2),
B(l, 4) e C(O, 3) tenha área igual a 6 unidades. Resp. 11 ou - 13
16) Num sistema cartesiano ortogonal no plano, as coordenadas dos vér-
tices de um triângulo isósceles ABC são A(O, 8), B(O, 18) e C(x, O),
sendo x diferente de zero. Calcule a área do triângulo. Resp. A = 30
17) Calcule a área do polígono ABCDE, dados: A(-1, 2), B(2, 5), C(5, 4),
0(6, 1) e E(3, -1). Resp. 49/2

18) Calcule os valores de a para que o vetor ü = (a, -2) tenha módulo igual
a 3. Resp. a= ±ÍS
Vetores no R2 51

19) No sistema a seguir, i e ji são vetores. Calcule o vetor x.


3x + 2ji = (1, 7) Resp. x = (1, 1)
{ 2x+3y=(-l,8)

20) Determine a altura relativa ao lado AB do triângulo de vértices


A(4, -1), B(2, 3) e C(-2, 1). Observar que o triângulo é retângulo.
Resp. H= Jw
21) Dados A(2, 2), B(-1, 4) e C(S, -6) e sendo Mo ponto médio de BC,
determine:
a) o versor do vetor AM--
b) o baricentro do triângulo AMC
e) a área do triângulo ABC
Resp. a)(O, -1); b) (3. -5/3); e) 9
22) O triângulo cujos vértices são A(3, 1 ), B(S, -2) e C(O, y) é retângulo
em A. Calcule o valor de y. Resp. -1
23) Determine o valor de x para que os vetores ü = (x, 3 - x) e v= (5, 4)
sejam paralelos. Resp. 5/3
24) Determine k para que os vetores ii = (1, k- 3) e v = (2, 6) sejam orto-
gonais. Resp. 8í3
25) Calcule os valores de x para os quais o vetor ü = (2, x2 - 1) é perpen-
dicular ao vetor v = (-6, 4). Resp. 2 e -2.
26) Calcule os valores de x para que os vetores il = (x, 1) e v= (x, -4)
formem um ângulo obtuso. Resp. -2 < x < 2.
27) Na figura, a medida do segmento OP é 18. Calcule as coordenadas
cartesianas do ponto P indicado.
y

P Resp. (9-J?,,9)

11
52 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

28) Os vetores ü e v têm módulos iguais a 3 e 4 respectivamente, e for-


mam um ângulo de 60º. Calcule o módulo de ü + v. Resp. JTI

29) Calcule o cosseno do ângulo formado pelos vetores ü = (3, 4) e


v = (8, O). Resp. 3/5
30) ABC é um triângulo equilátero de lado L. Calcule o produto escalar
-+ -+ L2
entre os vetores AB e BC. Resp. - -
2
31) Determinar o ângulo entre os vetores ü = (1, .fi) e v = ( -2, -2.fi).
Resp. 180º

32) Dado o triângulo de vértices A(O, 2), B( .fi, 5) e C(O, 6), calcular a
medida do ângulo interno A e a área do triângulo. Resp. Â = 30º e área
= 2J?,
33) Calcule a medida da projeção ortogonal do vetor = (- 2, 5) sobre o ü

vetor v = (- 3, 4). O que se pode concluir a respeito do ângulo entre a


e v? Resp. m = - 26/5 ; O ângulo é obtuso.

34) Determine o vetor projeção de ü = (1, -2) sobre v = (8, -6).


Resp. p = (8/5, - 6/5)

35) Os vetores e E são unitários e formam entre si um ângulo de 60°.


ã

Calcule o ângulo entre os vetores v e w, sendo v = ã- 25 e w = + 5. ã

Resp. 120º

36) Determine um vetor unitário na direção da bissetriz do ângulo forma-

do pelos vetores (3, 4) e (1, O). Resp. ( Js, .Js)


37) Dois vetores ü e v têm módulos respectivamente iguais a 3 e 5. Deter-
mine os valores de k E 9l, para que os vetores ü + k.v e ü- k.v formem
um ângulo reto. Resp. 3/5 e - 3/5

38) Os vetores ü e v são unitários tais que Ia+ 2.v \ = \ a - v \. Calcule o


ângulo entre e v. Resp. 120º
ü

39) Dadosl ã l=i l S, \b\=19 e \ã+bl=24, calcular \ã-b\. Resp. 22


Vetores no R2 53

40) Os vetores e 5 são perpendiculares, e seus módulos são, respectiva-


ã

mente iguais a 2 e 5. Calcule o valor da expressão (ã - 3.5). (2.ã + Ó).


Resp. -67

QUESTÕES DE CONCURSOS

1) (ASSOCIADO-RJ) Os vetores ii e v têm módulos iguais a 3 e 4, respec-


tivamente, e formam um ângulo de 60°. O módulo de ii + v vale:
A)l B).Ji3 C)5 D).ffi E)7

2) (UERJ) Dois vetores { ü , v } do ':l'l 2 tais que lül = l e \vi= 2


são orto
gonais. Para que os vetores ii + v e t. ii + 2v ( t e 9t) sejam tam
bém ortogonais, o valor de t é:
A) -8 B) -6 C) -4 D) O E) 4

3) (UFRuRJ) Dados três pontos A(O, O), 8(1, O) e C(O, 1) do plano carte
siano xy, obtenha a equação do lugar geométrico dos pontos (x, y'
tais que a área do triângulo de vértices P,A e B seja 3 vezes a área d
triângulo de vértices P,A e C.

4) (EN) Se lü\ = 3 e lvl = 4, o valor máximo de lü + v\ é:


(A) 1 (B) 3 (C) 4 (D) 5 (E) 7

5) (EN) O Co - seno do ângulo P do triângulo dos vértices P (1,2), Q(4,E


R (4,-2) vale:
(A) - 7/25 (C) 1/4 (E) 7/25
(B) - 3/25 (D) 3/25

6) (VEST-RIO) ABC é um triângulo equilátero de lado l , cuja altura rela


va ao lado BC é AH. Pode-se afirmar que:
(A) AB
-
AC =
- (D) AB+AC=BC
- - -
(B) ang(AÊ ,BC)= 60º (E) \AB +
- - -
=2 Acl
(C) AB+ AC=2AH
4 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

-+ --+
(UNIFICADO)
_,.
ABCD
--+
é um quadrado.
__..
O vetor
~
AB - BC----+
é igual a:
A)DB B)CA C)CB D)BD E)AC

(UNIFICADO) A área do triângulo cujos vértices são os pontos (1, 2),


(3, 5) e (4, -1) vale:
A) 4,5 B) 6 C) 7,5 D) 9 E) 15

) (PUC) Os pontos A(3, 1), 8(4,-2) e C(x, 7) são colineares. O valor de


x é igual a:
A) 1 B) 2 C)5 D)6 E)7

O) (ESTÁCIO) O ponto da reta y = x eqüidistante dos pontos (-1, 2) e (2, 3)


tem abscissa igual a:
A) 2/3 B) 3/5 C) 1 D) 1/2 E)2

1) (UNESP) Dado um sistema de coordenadas cartesianas no plano, con-


-+ --+
sidere os pontos A(2, 2), 8(4, -1) e C(m, O). Para que AC+ BC seja
mínimo, o valor de m deve ser:
A)7/3 B)8/3 C)10/3 D) 3,5 D) 11/3

1 2) (FUVEST) Sejam A(1, 2) e B(3, 2) dois pontos do plano cartesiano.


Nesse plano, o segmento AC é obtido do segmento AB por uma rota-
ção de 60º, no sentido anti-horário, em torno do ponto A. As coorde-
nadas do ponto C são:
A)(2, 2 + ..J3) B)( 1 + ..J3 , 5/2) C) (2, l + ..J3 )
0)(2, 2 - ..J3) E)( l + ..J3 , 2 + ..J3 )

1 3) (PUC-RJ) ABCD é um paralelogramo. M é o ponto médio do lado CD


--+ 3 ----+ --+ --+
e Pé tal que AP = - AB. Se T é o ponto de interseção de AM com DP,
4
_ DT ,
o valor da razao = e de:
DP
A) 1/2 B) 2/5 C) 3/4 D) 3/7 E) 4/7
Vetores no R2 55

14) (UNIFICADO) Se lü + v[ = 7 e \ü - vi = 5, o valor do produto escalar


U. V é:
A)8 8)7 C) 6 D)S E) 4

15) (UFRJ) t\ i\, t\ e t\ são


vetores não nulos. Cada elemento ai j da
matriz A, apresentada a seguir, é o produto escalar de Vi por fij.
3 O -2 3 -
O 1/2 1 1/2
A=I
-2 1 4 O
3 1/2 O 5 J

Determine o ângulo entre os vetores f\ e V3.

RESPOSTAS DAS QUESTÕES DE CONCURSOS

1) D 9) e
2)A 10) A
3) y = 3x 11) e
4) E l2)A
S)A 13) B
6) e 14) e
7)A 15) 45°
8) e
Estudo da Reta no R2
1. EQUAÇÃO GERAL DA RETA QUE PASSA POR DOIS PONTOS
DADOS
Considerando os pontos A(-3, 2) e B(4, -7), vamos determinar a equação
da reta que passa por A e B.

~--------.J 2

Xo 4 X
-3 1
1
1
1
1 1
1 1
'11 1
1
1
1 1
1 1
1 1
1 1
1 1
Yo .J-------'-' P 1
1
1
1
1
1
1
1
-7 L--------------',iLB

Sabendo que não é possível escrever todos os pontos dessa reta será levs
do em consideração um ponto genérico P(x0, y0) do plano cartesiano e será e!
Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

oelecida uma relação entre x, e y0que garanta que esse ponto pertence à reta
3, isto é, que nos permita concluir que os pontos A, B e P são colineares.
Assim, qualquer par ordenado que satisfaça essa relação será um ponto
.rtencente à reta AB.
No capítulo anterior foi estudada a condição de alinhamento de 3 pon-
s, a qual será utilizada aqui:

A(- 3, 2) P(xo, yo) B(4, - 7)

Xo +3 y0 -2
--
Se A, B e P são colineares, então AP li AB ==} (x, + 3, Y» - 2) li (7, - 9)

> = ==} 9x0 + 7y0 + 13 = O ==} 9x + 7y + 13 = O


7 -9
Observe que os pontos A e B dados satisfazem esta equação:
A(- 3, 2) : 9. (- 3) + 7. 2 + 13 = - 27 + 14 + 13 = O
B(4, -7): 9. 4 + 7. (-7) + 13 = 36-49 + 13 = O.
É possível determinar outros pontos dessa reta. Por exemplo, você
ode determinar o ponto em que a reta intercepta o eixo das ordenadas.
embre-se de que esse ponto deve ter abscissa nula. Portanto, é um ponto
a forma R(O, b).
Substituindo esse ponto na equação da reta, teremos:
R(O,b):9.0+7.b+13=0=}b=-1317. ==} R(0,-1317)
Para determinar o ponto em que a reta passa pelo eixo das abscissas,
asta substituir, na equação encontrada, y por zero, obtendo x = - 1319.
.ssim o ponto procurado será S(-1319, O).
Agora, qual seria o ponto dessa reta que possui a abscissa igual à
rdenada?
Basta considerar um ponto genérico T(a, a) e substituir na equação
ncontrada. Assim, obteremos:
T(a, a): 9.a + 7.a + 13 =O==} a =-13116 ==} T(-13/16,-13/16).
Generalizando, dados os pontos A(x1, y1) e B(x2, y2), a equação da
eta que passa por esses pontos será obtida utilizando-se a condição de
.linharnento de 3 pontos, considerando o ponto genérico P(x, y). Assim, se
> pertence à reta que passa por A e B, temos:
Estudo da Reta no R2 59

__.,. --+ --+ --+


AB li AP ==} AP = k. AB Logo,

Desenvolvendo a expressão, teremos:


(x - X1).(Y2 -y1) = (y - Y1).(x2 - Xi) ==} XY2 - XY1 - X1Y2 + X1Y1 = YX2 - yx
-Y1X2 + Y1X1 ==} x (Y2 - Y1) + Y (x, - X2)- X1Y2 + X1Y1 + Y1X2 -Y1X1 = O.

Fazendo:
Yz -y1 = a
X1 -x2= b

e - x1y2 + x1y1 + y1x2 -y1x1 = e, concluímos que a equaçã-


de uma reta pode ser escrita na forma.

I ax+by+c=O

r-----------------------------------------
I Observação: A equação geral de uma reta também pode ser obtida
: utilizando o método prático aprendido no capítulo anterior, quando
: queríamos verificar se três pontos eram co/ineares ou não.
~-----------------------------------------
Assim, considerando um ponto qualquer P(x, y), se ele pertence à re
que passa por A e B então ele está alinhado com A e B. Logo,
X y
-3 2
1 =O ==} 2x + 21 + 4y + 3y - 8 + 7x = O ==} 9x + 7y + 13 = O
4 -7
X y

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1) Determine a equação da reta que passa pelos pontos:


a) (2,-7) e (-1, 3) e) (3,- 2) e (3, 4)
b) (4, 2) e (-3, 2) d) (O, O) e (4,-3)
o Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Solução:
x-2 y+7
a) = -- ==>lOx-20 = - 3y-21==> lOx+ 3y + 1 =O
-1-2 3+7
X y
4 2
b) 1 =O ==> 2x + 8 - 3 y - 4 y + 6 - 2x = O==> y - 2 = O
-3 2
X y
X y
3 -2
e) 1 = Ü ==> - 2x + 12 + 3 y - 3 y + 6 - 4 X = 0 ==> X- 3=0
3 4
X y

d) x- O = Y - O ==> _ 3x = 4 y ==> 3x + 4 y = O
4-0 -3-0
r-----------------------------------------,
, Observação: A equação de uma reta nem sempre apresenta os 3
coeficientes (a, b e c). No segundo exemplo, os pontos dados têm
a mesma ordenada (y = 2); nesse caso, o coeficiente de x é igual
a zero, e a reta é paralela ao eixo x. No terceiro exemplo, os pontos
I dados têm a mesma abscissa (x = 3), o que torna o coeficiente de y

' igual a zero, e a reta será paralela ao eixo y. Já no último caso, o termo
• independente da equação é igual a zero (e = O); isto ocorre sempre
que um dos pontos dados for a origem do sistema de coordenadas
I cartesianas (O, O).
~-----------------------------------------
Assim, é possível tirar algumas conclusões quando os coeficientes da
equação geral de uma reta se anularem:
(I) a = O e b i=- O~ a equação será da forma: by + e = O - essa reta é
paralela ao eixo x, isto é, não intercepta o eixo x. Se e = O, a equação
by = O é equivalente a y = O, que representa o eixo das abscissas, ou
todos os pontos pertencentes ao eixo das abscissas;
(II) b = O e ai=- O ~ a equação será da forma: ax + e = O - essa reta é
paralela ao eixo y, isto é, não intercepta o eixo y. Se c = O, a equação
ax = O é equivalente a x = O, que representa o eixo das ordenadas, ou
todos os pontos pertencentes ao eixo das ordenadas,·
Estudo da Reta no R2 61

(III) e = O e a. b t O==> a equação será da forma ax + by = O - essa reta


passa pela origem do sistema de coordenadas cartesianas. Verifique
que o ponto (O, O) satisfaz essa equação!

2) Uma reta é dada pela equação x + 2y - 4 =O.Determine:


a) o valor de m para que o ponto P(m - 3, 4) pertença a essa reta;
b) um ponto dessa reta que diste .Jiõ unidades do ponto Q(l, -2).
Solução:
a) Substituindo o ponto dado na equação da reta, teremos:
(m - 3) + 2. 4 - 4 = O==> m - 3 + 8 - 4 = O ==> m = - 1
b) Escrevendo a equação dada na forma: x = 4 - 2y, podemos dizer
que um ponto genérico P(.,"<:, y) dessa reta deve ser do tipo P (4-2y, y).
Assim, o ponto procurado deve satisfazer a relação J PQ J = .Jiõ
Desenvolvendo essa equação, temos:
M
PQ = Q - P = (2y - 3, - 2 - y) ==> ..j,-(2-y---3)-2-+-(--2---y-)2 = ==> }
= 1 ouy = 3/5
Logo, existem dois pontos que satisfazem a condição pedida: P(2, 1;
ou P(J4/5, 3/5).

3) Dada a reta de equação 2x - 3y + 12 = O, pede-se:


a) determinar os pontos de interseção da reta com os eixos coordena·
dos;
b) a área do triângulo limitado pela reta e pelos eixos coordenados;
e) verifique graficamente que a reta dada intercepta a reta de equaçãc
2x -y = O. É possível determinar esse ponto de interseção? Deter
mine-o.
Solução:
a) Interseção com o eixo x: y =O==> 2x - 3. O+ 12 =O==> x = - 6 =
P(-6, O)
Interseção com o eixo y: x = O==> 2. O - 3y + 12 = O==> y = 4 ==> Q(O, 4
b) Fazendo uma representação gráfica, observe que.fica determinad.
um triângulo retângulo, cujos catetos medem 6 e 4 unidades.
62 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Logo. a área da triângulo será ig1111/ a:

b.c 6. 4
S= - = -- = l 2 unidades de área
2 2

e)
2x -y = O

2x - 3y + 12 = O
b

É possível determinar o ponto de interseção P(a, b), lembrando que


esse ponto satisfaz as duas equações simultaneamente, ou seja, é a
solução do sistema linear formado pelas equações das retas dadas.
2x- y = O
{ 2x-3y+l2=0==>x =3 ey = 6==>P(3, 6)

2. VETOR NORMAL OU PERPENDICULAR A UMA RETA

Chamamos de vetor normal de uma reta r qualquer vetor que seja perpen-
dicular a essa reta.
Considere o exemplo a seguir:
Dada a reta r: 4 x - 5 y + 20 = O, vamos determinar dois pontos dessa
reta.
Estudo da Reta no R2 63

Para x = O, temos y = 4 ==> A(O, 4)


Para y = O, temos x = - 5 ==> B(-5, O).
Pode escrever o vetor AB = (- 5, - 4). Como os pontos A e B perten-
cem à reta r, é evidente que o vetor AB seja paralelo à reta AB. Observe
agora que, se considerarmos o vetor formado pelos coeficientes de x e y na
equação da reta dada inicialmente, teremos v = (4, - 5).
Fazendo o produto escalar AB. v = (- 5,- 4). (4, - 5) = - 20 + 20 = O.
Concluindo, portanto, que estes vetores são perpendiculares, isto é,
que o vetor v = (4, - 5) é perpendicular à reta AB. Logicamente qualquer
vetor paralelo ao vetor v também será perpendicular à reta AB.
Genericamente, dada uma reta r: a x + b y + e = O, pode-se afirmar que
o vetor ri = (a, b) é perpendicular à reta r.

t ii= ( a, b) r: ax + by + e = O

De fato, consideremos dois pontos A(x0, y0) e B(x1, y1), que perten-
çam à reta r. Obviamente o vetor AB é paralelo à reta r. Assim, (x1- x0,
y,- y0) li (r).
Como A e B pertencem ar, suas coordenadas satisfazem a equação de
r, e podem ser escritas desta forma:

ax, + by O + e = O (1 )
ax , + by 1 + e = O (2)

(2)- (1): a(x, - x0) + b(y1 -y0) =O==> (a, b). (x, - x0, y, -y0) =O==>
ii . AB =O.Ou seja, o vetor ii = (a, b) é perpendicular a um vetor paralelo à
reta r. Logo, o vetor ri é perpendicular à reta r.

O vetor ri = (a, b) é chamado de vetor normal à reta r.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS:
1) Determine um vetor normal à reta x + 3y - l = O, que tenha módulo
igual a 20.
64 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Solução: O vetor normal a essa reta é ii = (I, 3) ou qualquer vetor


paralelo a ele. Sabemos que I ii 1 = Fo.
O vetor procurado é um
vetor v tal que v = k. ii e] v l = l k. ii 1 = 1 k 1. l ii 1 = 20. Assim, 1 k I
=2Flo.
Logov = (2 M, 6 Jlõ) ou v = (- 2 Jlõ, - 6 Jfo)
2) Determine o valor de m sabendo que o vetor v = (2, - 7) é perpendi-
cular à reta de equação m x + 3y - 2 = O.
Solução: Se v = (2, - 7) é perpendicular à reta dada, então esse vetor
é paralelo ao vetor normal da reta. Logo, pode ser escrita desta for-
ma: (2, - 7) li (m, 3). Assim,

2 -7
-
3 zz:» m=-617. .
m

3. RETAS PARALELAS
Baseando-se no que foi visto anteriormente, é fácil concluir que duas retas
são paralelas se, e somente se, seus vetores normais forem paralelos.

1)-a = -b = -e ~ r - para 1 e 1 as comei


e s sao . id entes
1
a' b' e'
• Observações
1
2 ) -a = -b - para 1 e l as d.rstintas
:t:- -c ~ r e s sao .
e' a' b'
~-----------------------------------------~
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Verifique se as retas r: 2x - 3y + 1 = O e s: 6x - 9y + 4 = O são paralelas.
Solução:
Estudo da Reta no R2 65

ri, = (2, - 3) e ii., = (6, - 9) ~ ~ = -=2 (V). Logo as retas são paralelas
6 -9

2) Obtenha a equação da reta que passa pelo ponto (- 1, 5) e é paralela à


reta de equação r: x - 2y + 5 = O
Solução:
Sejas a reta procurada, que é paralela à reta r: x- 2y + 5 = O. Como o
vetor normal der é ii = (I, - 2), sabemos que o vetor normal de s, que
chamaremos de ii 'deve ser paralelo a ii. Assim, ii' = k. (I, - 2), onde k
é um número real não nulo. Podemos considerar k = 1, e utilizar ii.'=
(I , -2). Portanto, a equação procurada será do tipo: x-2y + e = O.
Essa equação representa um conjunto - "[amilia':- de retas paralelas
entre si, pois para cada valor de e obtém-se uma reta paralela à reta r.
Assim, para determinarmos a reta que passa pelo ponto (-1, 5), bas-
ta substituir esse ponto na equação da 'família", obtendo o valor de
e, que irá determinar a retas pedida:

x - 2y + e = O~ - 1 - 2. 5 + e = O~ c = 11 ~ s: x - 2y + 11 = O

3) Determine o ponto de interseção da reta r com o eixo das ordenadas, sa-


bendo que r passa pelo ponto (2, 3) e é paralela à reta - Sx +y - 4 = O.
Solução:
Vetor normal de s: ii. = (- 5, 1)
Vetor normal de r: qualquer vetor paralelo a ii, isto é, ii' = k. (- 5, 1).
Fazendo k = 1, temos ii' = (- 5, 1).
Equação da família de r: - 5x + y + e = O.
Como r passa pelo ponto (2, 3), este ponto satisfaz a equação der.
Logo, - 5. 2 + 3 + e =O~ c = 7. Daí, teremos quer é dada por:
-5x + y + 7 = O.
O problema pede para determinar o ponto de interseção de r com o
eixo das ordenadas; basta fazer x = O na equação obtida, para de-
terminar o valor de y: - 5. O + y + 7 = O ~ y = - 7. Logo, o ponto
procurado é Q(O, - 7).
66 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

4) .
Reso I va gra fi camente o sistema _ {2x + y = 3
d e equaçoes
-
So l uçao: 4x + 2y = 4
As equações do sistema podem ser vistas como duas retas, cujos ve-
tores normais são n = (2, 1) e ii' = (4, 2). É fácil perceber que essas
- para l e l as d'istintas,
retas sao . . temos:-=
pois 2 -l 3
-::t:- -.
4 2 4
Fazendo a representação gráfica, teremos:

Assim, podemos concluir que o


sistema dado é impossível, pois
as retas não apresentam ponto de
interseção.
Vale observar ainda que se as re-
tas fossem coincidentes, o siste-
ma seria indeterminado.

4. RETAS PERPENDICULARES
Com base nas conclusões anteriores, é fácil observar que duas relas ressão
perpendiculares se, e somente se, seus vetores normais forem perpendicu-
lares. Assim, dadas as equações de duas retas, basta verificar se o produto
escalar entre seus vetores normais é nulo, para concluir que elas são per-
pendiculares.
S'

r l. S ç::> i'i,l. ris


ou seja,

n,. n, = o
Estudo da Reta no R2 67

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Verifique se as retas r: 2x + Sy - 3 = O e s: 1 Ox - 4y - 1 = O são per-
pendiculares.
Solução:
ii, = (2, 5) e ii, = (10, -4) => ii, iis = (2, 5). (10, -4) = 2. JO + 5. (- 4)
= 20 - 20 = O. Logo, se os vetores normais são perpendiculares, as
retas ressão perpendiculares entre si.
2) Obtenha a equação da retas que passa pelo ponto P( 1, 7), sabendo que
ela é perpendicular à reta r: 2x + Sy - 1 = O.
Solução:
O vetor normal da reta ré ii = (2, 5). Ses é perpendicular ar, então
seu vetor normal pode ser ii' = (5, - 2) - veja no Capítulo 1, quando
estudamos perpendicularidade entre vetores - ou qualquer vetor que
seja paralelo a ii '.
Assim, a família de retas perpendiculares à reta r será dada por:
5x - 2y + e = O. Para determinar e, basta substituir o ponto P(], 7)
nesta equação: 5. 1 - 2. 7 + e = O =? e = 9
Logo, a equação procurada és: 5x - 2y + 9 = O.
3) Calcule a distância do ponto P(3, -1) à reta de equação r:
3x-4y+7=0.
Solução:
Vamos sugerir três soluções para este problema:
1") Observe afigura:
s

P(3, - 1)

M
r: 3x - 4y + 7 = O
68 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

A distância d do ponto P à reta r é igual à distância do ponto P ao


ponto M, que é a interseção da reta s com a reta ,~ sendo s perpendi-
cular ar. Assim, o problema pode ser resolvido seguindo os seguintes
passos:
i) determinar a equação de s;
ii) determinar o ponto M, interseção entre r e s;
iii) determinar a distância de P a M
Assim, teremos:
i) vetor normal der: ii = (3, - 4) ~ vetor normal de s: ii' = (4, 3).
Equação de s: 4x + 3y + e = O. Como P(3, -1) pertence as, temos:
4. 3 + 3.(- 1) + c =O~ e = - 9 ~ s: 4x + 3y- 9 = O;

ii) Resolvendo o sistema {3x - 4Y + 7 =O. Chega-se a M(3/5, 11 /5).


4x+3y-9 =O
iii) A distância de P a M é o módulo do vetor PM: PM. = M - P =
(- 12/5, 16/5) ~ \PM] = 4
Logo, d= 4.
2; Pode também fazer o problema recair numa situação já vista no
capítulo anterior, isto é, utilizando dois pontos A e B da reta r, e
calculando a altura do triângulo APB assim obtido.
Sejam, por exemplo, A(3, 4) e B(- 1, 1) dois pontos pertencentes à
reta r.
A área do triângulo AP B é dada por:
3 4
li=I 3 -1 - 3 + 3 -4 -12 -1-3 =- 20 ~ S = lO
-1 1
3 4
A medida da base AB do triângulo é igual ao módulo do vetor AB: AÊ
= B-A = (- 4, - 3) ~ \AB\ = 5.

' de um triángu
.' lo e' S = --
b. h , temos que 10 5 h
Como a area = --. ~ h
= 4 ~ d= 4. 2 2
3") Lembrando o conceito de projeção de um vetor sobre outro vetor, es-
tudado no capítulo anterior, pode ser construída a seguinte figura:
Estudo da Reta no R2 69

,, p

~~_........, _. ~~~~-r
B
m

Na figura, rn é a medida da projeção do vetor AP sobre o vetor AB,


isto é, é o produto escalar AP. (AB) ', onde (AB) 'é o versar de AB. Daí,
calcula-se o módulo do vetor AP e, em seguida, utilizando o triângulo
retângulo AMP, calcula-se a distância d.

4) Calcule a altura relativa ao lado AB do triângulo cujos vértices são


A(-1,2), B(1, 4) e C(O,-3).
Solução:
Calcular a altura relativa ao lado AB é equivalente a calcular a
distância do vértice C à reta que passa por A e B. Assim, reduz-se
esse problema à situação anterior. Faça os cálculos e conclua que
h = 3-.fi. !

5. DISTÂNCIA DE UM PONTO A UMA RETA

Nos exercícios anteriores, foi calculada a distância de um ponto P a uma


retare foram constatadas 3 formas diferentes de resolver o problema. No
entanto, é possível calcular essa distância através de uma fórmula, o que
facilita muito os. cálculos. A seguir, será demonstrada esta fórmula.
Se um ponto P(x0, y0) não pertence a uma reta r: ax + by + e = O, é
possível calcular a distância de P à reta r através da seguinte fórmula:

d= 1ªXº +byº +e'


..Jaz +bz

É óbvio que se o ponto P pertencer à reta r~teremos d= O.


Demonstração: Considere a seguinte figura:
70 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

P(xo, yc)

ii = (a, bV Id
T
A(x, y)

Seja A(x, y) um ponto qualquer da reta r. A distância (d) do ponto P


à reta r é igual ao módulo do vetor projeção de AP sobre ri. Como já foi
estudado anteriormeente, pode ser representado da seguinte forma:

a(x0 - x) + b(y0 - y)
d =
- . n' 1 =
1 AP 1 (xo - X, yo - y) . 1 nõ I I
ln I

ax0 + by0 +e
Logo, d= 1
.Ja2 + b2

EXERCÍCIO PROPOSTO:
Resolva novamente os problemas resolvidos no item anterior, agora usan-
do a fórmula por último demonstrada e confirme os resultados obtidos.

6. INEQUAÇÕES DA FORMA AX + BY + C < O E


AX + BY + C > O
Inequações desse tipo referem-se evidentemente aos pontos que não perten-
cem à reta de equação ax + by +e= O, pois são pontos que não satisfazem a
igualdade anterior. Assim, considere que a reta de equação ax + by + e = O
divide o plano em duas regiões (vamos chamar de semiplanos) cujos pontos
satisfarão às inequações ax + by + e < O ou ax + by + e > O.
Estudo da Reta no R2 71

A representação cartesiana dessas inequações pode ser feita conforme


exemplificado a seguir:
Considere, por exemplo, a inequação 2x - y + 4 < O.
Inicialmente será representada a equação 2x-y + 4 = O, para determi-
nar a "origem" do semiplano especificado pela inequação dada. Esta reta
ficará tracejada, pois seus pontos não pertencem ao conjunto apresentado.
Assim, num primeiro momento, chegará a seguinte representação:

-2

Agora é necessário determinar em que região estão os pontos que sa-


tisfazem a inequação apresentada. É comum tomar um ponto qualquer do
plano e verificar se ele atende a inequação. Em caso afirmativo, considere
toda a região que contém este ponto. Se o ponto não satisfizer a inequação,
considere a região oposta.
Neste caso será utilizado o ponto (O, O) como referência.
Substituindo na inequação teremos:
2x-y + 4 <O:::::} 2. O- O+ 4 <O:::::} 4 < O (falso!!!), que não satisfaz
a desigualdade inicial.
Logo, poderá concluir que os pontos que satisfazem a inequação dada
pertencem à região que não contém o ponto (O, O) considerado. Desta for-
ma o gráfico ficará assim:

,
,,
I

I
I

,. /4
I
,
I

,'
I
, I

I
,'
/-2
.'
72 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Ili.,
EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Represente graficamente as inequações:


a) 2x-y - 2 > O
b)3x+y+6::;0
c)-x+y-42':0

2) Resolva graficamente os sistemas de inequações:


x+2y>1 {x-2y~4
a) b)
{ x+2y<3 2x+y>l

7. OUTRAS FORMAS DE ESCREVER A EQUAÇÃO DE UMA RETA


7.1 Equação Segmentária de uma Reta r
Se uma reta r interceptar os eixos coordenados nos pontos P(p, O) e Q(O, q),
poderá escrever sua equação na forma seguinte, que é chamada de equação
segmentária da reta:
V
J

Mostrando como se obtém essa equação:


Se a reta passa pelos pontos P(p, O) e Q(O, q), considere um ponto
genérico R(x, y), que deverá estar alinhado com P e Q. Assim,

- - x-p y =>xq-pq=-py=>
PR//PQ => (x-p,y)//(-p,q)=>--=-
xq + py = pq. -p q

~ por pq: -X +-y = 1


.. d.m d o a equaçao
D1v1
p q
Observe que os denominadores p e q correspondem, respectivamente,
à abscissa e à ordenada dos pontos em que a reta intercepta os eixos coor-
denados.
Estudo da Reta no R2 73

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
l) Passe para a forma segmentária a equação 2x - 3y - 5 = O.
Solução:
Escrevendo a equação dada na forma: 2x- 3y = 5 e dividindo a equa-
ção por 5, teremos:

2x _ 3y = 1 =} X y = 1.
+ -5/
5;
5 5 /2 /3

Assim, sabe-se que a reta vai cortar os eixos coordenados nos pontos
(5/2, O) e (O, -5/3).

2) Determine a equação geral da reta que passa pelos pontos (O, 3) e (2, O).
Solução:
A equação segmentaria será: ~ + y_ = 1 ==> 3x + 2y- 6 = O
2 3
3) Determine a área do triângulo limitado pelos eixos coordenados e
pela reta de equação 2x - 3y + 6 = O.
Solução:
Escrevendo a equação na forma segmentaria, teremos:

2x - 3y = - 6 : (- 6) ==> ~ + y = 1
-3 2
Se representar essa reta graficamente, será constatado que ela deter-
mina, com os eixos coordenados, um triângulo retângulo de catetos 3
e 2. Assim, a área desse triângulo é igual a 3.

7 .2 Equações Paramétricas e Equações Simétricas


Uma reta r fica determinada, não apenas quando são dados dois de seus
pontos, como foi visto até aqui, mas também quando se conhece apenas
um de seus pontos e a sua direção.
Assim, dados um ponto A(Xo, y0) e um vetor v = (a, b), chamado vetor
diretor da reta r, é possível determinar o que é oonhec'ido como equações
paramétricas da reta, conforme visto a seguir:
74 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica
u

••
v(a, b)
A(Xo, Yo) P(x, y)

Seja P(x, y) um ponto genérico da reta r.


-
_ Pode-se afirmar que o vetor AP é paralelo ao vetor diretor v, ou seja,
AP == t. v , onde t é um número real.
Assim
X== X +a.t
(x-x0, y-y0)==t.(a, b)~(x-xº, y-yo)==(t.a, t.b)=> { y=;,+b.t ,tER

Observe que: Equações para-


métricas da reta r
x=x0 + a.t
{ y = y o + b. t ' t E R
coordenadas do ponto dado~ L_. coordenadas do vetor diretor

Da equação anterior, pode ser escrito:


x - Xo = y- Yo = t (equações simétricas da reta)
a b
Observe aqui que os denominadores das frações são as coordenadas
do vetor diretor der.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

l) Escreva as equações paramétricas da reta que passa pelo ponto


P(- 5, 6) e é paralela ao vetor v = (2, - 3).
Solução:
Do exposto, é imediato escrever: r:
{x = -5 + 2t
y=6-3t, tE~
2) Escreva as equações paramétricas da reta que passa pelos pontos
A(l, 4) e B(-2, 8).
Solução:
Nesse caso não foi dado o vetor diretor; no entanto é fácil observar
que qualquer vetor, determinado por dois pontos da reta tem a dire-
Estudo da Reta no R2 75

ção (é paralelo) a essa reta. Desta forma, considere o vetor AÊ ou o


vetor BÃ como diretor da reta que passa por A e B. Assim, terá v = AB
= (- 3, 4). Agora, para escrever as equações paramétricas da reta, é

indiferente utilizar o ponto A ou o ponto B.


Logo,
X= l-3t
r· {
. y = 4+4t
(utilizando aqui o ponto A) ou então, se utilizarmos o ponto B, teremos:
x=-2-3t
r: {
y = 8+4t .

3) Escreva as equações paramétricas da reta 2x - 3y + 4 = O.


Solução:
O vetor normal dessa reta é ii = (2, - 3). Logo, o vetor diretor dessa
reta (ou vetor paralelo à reta) será qualquer vetor que seja perpendi-
cular ao vetor normal, isto é, v = k. (3, 2).
Assim, determinando um ponto da reta 2x - 3y + 4 = O, escreve-se
facilmente suas equações paramétricas.
Fazendo, por exemplo, x = 1, terá: 2. 4 - 3y + 4 = O~ y = 2 ~
P(l, 2) e dai:

r: {X= 1 + 3t
y = 2 + 2t
X= 2- 5t
4) Escreva a equação geral da reta r:
_ {
__
y - 1 + 3t , t E R
So l uçao:
Para escrever a equação geral de uma reta é necessário conhecer
o seu vetor normal, além de um dos seus pontos. Como as equações
paramétricas nos fornecem um dos pontos da reta e as coordenadas
do vetor paralelo a ela, o problema pode ser resolvido facilmente.
Se v = (- 5, 3) ~ ii = (3, 5)
Logo, r: 3x + 5y + e = O. Para determinar e, basta substituir o ponto
(2, -1) dado na equação:
Assim, 3. 2 + 5. (-1) + e =O~ c = - 1 =? r: 3x + 5y- 1 = O.
76 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

5) Dê as equações paramétricas da retas que passa pelo ponto P(6, 1) e


é paralela à reta r de equação 5x - y + 3 = O.
Solução:
Os vetores diretores de r e s deverão ser paralelos. Sabe-se que o
vetor normal der é n = (5, -1). Logo, um vetor paralelo à direção de
r será v = (L, 5), que é perpendicular a ii.
x=6+t
Então s é dada por:
{ y = 1+ 5t

7 .3 Equação Reduzida de uma Reta r:


Dada a equação geral de uma reta r, ax + by + e = O, é possível determinar
o valor de y em função de x, da seguinte maneira:
a e
by=-ax-c ~ y=--x --.
b b
Chamando - a/ b = m e - e / b == q ficará y = m x + q , que é denomi-
nada equação reduzida da reta r. É destacado nesta equação:

y == mx + q
v x l m = tg 0 ~ coeficiente angular
q ~ coeficiente linear

É fácil concluir que o coeficiente linear representa a ordenada do pon-


to em que a reta intercepta o eixo Oy. Basta, na equação y = m x + q fazer
x = O, para obter y = q. Assim, o ponto (O, q) pertence a esta reta, qualquer
que seja o valor de q.
O número real rn é chamado de coeficiente angular ou declividade da
-a
reta r. Esse valor de rn = - define a direção da reta r (observe que a e b
b
são as coordenadas do vetor normal da reta). É possível afirmar então que
uma reta fica definida quando se conhece um de seus pontos e também a
sua declividade.
Assim, dados um ponto A(x0,y0) e o coeficiente angular m de uma reta
r, a equação desta poderá ser determinada através da expressão:
Estudo da Reta no R2 77

1
• Observação: O número m também é chamado de taxa de variação.
1
L-----------------------------------------~
Na figura seguinte, observe a reta r que passa pelos pontos A(x.0, y0)
e B(x1, y1). Será mostrado que tg e= m = Yi -Yo e que a equação de uma
XI -Xo
reta pode ser determinada pela ex.pressão y - Y» = m(x - ~).

Y,t-Y I
Yo --V--ª
'
l_Ii..
i
;S
i
1 1
X

Os triângulos ARB e ASP são semelhantes. Então,


PS BR y-y y -y 0
tg8 = - =- ou ainda, tg8 = ---º = 1 •
AS AR x - x0 x1 - x0
Observe que a segunda razão escrita, independentemente dos pontos
considerados na reta, sempre irá representar um valor numérico constante,
visto que sempre construirá triângulos semelhantes entre si (x, x.). *
Este valor constante dependerá, obviamente, da inclinação da reta r;
desta forma, será chamado este valor constante de coeficiente angular da
reta r, e representado pela letra m. Assim,

11y Y1 -yo
m=-= =tg8
/1x XJ -Xo

Conseqüentemente, a expressão tg8 = y - Yo = Yi - Yo poderá ser


simplificada e escrita da seguinte maneira: x- Xo X1 - Xo

y-yo =m ==> y - y0 = m (x - x0)


X-Xó
78 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1) Escreva a equação reduzida da reta 3x - 2y + 4 = O.


Solução:
Escrevendo y em função de x, temos: 3x + 4 = 2y ==> y = 3x + 2
2
2) Uma reta tem coeficiente angular igual a 5 e passa pelo ponto A(3,-5).
Escreva a equação reduzida dessa reta.
Solução:
A equação reduzida é dada por: y - y0 = m (x - xo) ==> y - (- 5) = 5
(x - 3) ==> y + 5 = 5x - 15 ==> y = 5x - 20
3) Determine o coeficiente angular da reta que passo pelos pontos
A(7, -5) e 8(4, 2).
Solução:
!),, y 1 - y0 - 5- 2
>h ·
O coeficiente angular é dado por: m = _Y = = = --7
s, x1-x0 7-4 3

4) Determine o valor de k para que as retas kx + 2y - 3 = O e


2x - Sy + l = O tenham o mesmo coeficiente angular.
Solução:
Vamos sugerir duas soluções:
1 ") Escrevendo ambas as equações na forma reduzida, lemos:
_ -k 3 2 1 -k 2
Y - -x +- e y = -x +- ==> - = - ==> k = - 4/5
2 2 5 5 2 5
2") Quando é escrita a equação geral ax + by + e = O na forma re-
- a
duzida y = mx + q, o coeficiente m está substituindo a razão b:
assim, pode tirar o coeficiente angular de uma reta, a partir de sua
equação geral, sem precisar escrevê-la naforma reduzida. Logo, será
resolvido o problema da seguinte forma:
kx + 2y - 3 = O ==> m = - k/2
2x - 5y + 1 = O==> m' = - 21-5 = 2/5
Daí, é só igualar esses coeficientes, como foi feito anteriormente.
5) Represente graficamente as retas cujas equações são:
r: Y = 2x ; s: y = 2x - 3 ; t: y = 2x + 4. O que você observou?
Estudo da Reta no R2 79

Solução:
Fazendo a representação gráfica das equações, observe:

y= 2x-3

Repare que as retas são paralelas, pois têm o mesmo coeficiente an-
gular, isto é, a mesma declividade; além disso, cada reta intercepta o
eixo y no ponto cuja ordenada é igual ao seu coeficiente linear (valor
de q, na equação y = mx + q).

7.3.1 Paralelismo

A partir do exercício resolvido anteriormente, dadas duas retas,


r: y = mx + q e s: y = nx + q', é fácil concluir queres serão paralelas se,
e somente se, seus coeficientes angulares forem iguais.

Assim, r // s ç::} m=n


80 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1) Obtenha a equação da reta que passa pelo ponto A(l ,-5) e é paralela à
reta r: y = 4x-3.
Solução:
O coeficiente angular da reta procurada deve ser igual ao da reta
que foi dada, isto é, m = 4. Como a reta deve passar pelo ponto A, o
problema pode ser resolvido de duas maneiras:
1") y- (- 5) = 4 (x - 1) ~ y + 5 = 4x - 4 ~ y = 4x - 9 ou ainda
4x-y-9 = O.
2 ") Se y = mx + q e m = 4, pode ser escrito desta forma: y = 4x + q.
Para determinar o valor de q basta substituir o ponto A nesta equa-
ção: - 5 = 4. 1 + q ~ q = - 9.

2) Determine o valor de m para que as retas y = m x + 3 e 3x + 2y - 4 = O


sejam paralelas.
Solução:
Determinando o coeficiente angular da segunda rela temos:
m' = - a/b ~ m ' = - 312. Como as retas devem ser paralelas, basta
igualar os coeficientes angulares; então, m = -3/2

7.3.2 Ângulo entre Duas Retas

O ângulo entre duas retas pode ser determinado de, pelo menos, três ma-
neiras. Primeiro utilizando-se os vetores normais das retas e calculando o
co-seno do ângulo formado por eles, conforme já estudado anteriormente.
A segunda maneira é utilizar os vetores diretores das retas, escrevendo-as
na forma paramétrica, como também já foi estudado, calculando o ângulo
formado por eles. Veja as figuras:
Estudo da Reta no R2 81

l \nr . \'e
cos (ang(r,s ))=
n.,· \ ou cose = ~::Vs
1\Vr · 1\

Agora, utilizando os coeficientes angulares, determine a tangente do ân-


gulo 8 formado pelas retas r e s, conforme representado na figura seguinte:

m, = tgo,
m, = tb[3

Da Geometria Plana sabe-se que: (3 = a+ 8


Logo, pode-se escrever: 8 = (3- a e que tg8 = tg(f3 - a).
Da Trigonometria, sabe-se que:

tg((3 - a) = tg8 = 1 tg (3 - tg a
1 +tg (3. tg a
Daí, o ângulo entre as retas r e s, poderá ser calculado através da
fórmula:

tg ª= 1 ms - mr
1 + ms . mr
1-

A expressão foi colocada em módulo para garantir a determinação do


menor ângulo formado pelas retas r e s.
82 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1) Determine o ângulo formado pelas retas y = 2x- 3 e y = - 3x + 1.


Solução: 12-(-J)
Utilizando a fórmula, temos: tg8 = 1 =1 => () = 45º
1+2.(-3)
2) Determine o valor de m para que o ângulo entre as retas y =mx+ 1 e
y = 4x - 2 seja igual a 45°.
Solução: Se o ângulo é igual a 45º, terá tg() = 1. Assim,

--m-4\ = 1 => lm - 41 = 1 4m + 11 => m - 4 = 4m + 1 ou


\ 1+4m
- m + 4 = 4m + 1 => m = -5/3 ou m = 3/5.

3) Calcule o valor de m para que os ângulos formados pela reta


r: y = m x + 2 com as retas s: y = x + l e t: y = - 2x + 5 sejam iguais.
Solução:
Se os ângulos entre as retas forem iguais, as tangentes desses ângulos
também serão iguais.

Assim, 1m-
1+ m
l =l m
1+2m
2
+
1. Resolvendo essa equação,jicará da seguinte
forma:
m-1 r: 'r;;
-- = ± m+2 => m = 2 + "\/ 7 ou m = 2 - -v 7
m+l 2m+l
Estudo da Reta no R2 83

I
7.3.3 Retas Perpendiculares

Da fórmula demonstrada no item anterior, tg 0 = m' -m r l , pode-se


l+m,. m,
concluir facilmente a relação que deve existir entre os coeficientes angu-
lares de duas retas (r): y = rnx + q e (s): y = nx + q' para que elas sejam
perpendiculares.
Sabe-se que não existe tangente de 90º. Assim, se duas retas são perpen-
diculares, a fórmula encontrada anteriormente deverá expressar urna impos-
sibilidade. Isso ocorrerá quando o denominador da fração for igual a zero.
Assim, basta que a expressão 1 + m.. m, seja igual a zero, o que levará
1
amr=--.
ms
Utilizando as equações das retas dadas anteriormente, a ondição de
perpendicularidade pode ser representada da seguinte forma:

I r J_ s ""' m. n ~ - 1 ou m ~ --;; \

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Determine a equação geral da reta que passa pelo ponto (- 5, 3) e é
perpendicular à reta de equação y = 2x - 1.
Solução:
O coeficiente angular da reta procurada é tal que: 2. m = - 1 => m =

- 1/2. Assim, y- 3 = -=-!.(x + 5) ~ 2(y- 3) = - (x + 5) =>


2
2y - 6 = - X - 5 => X + 2y - ] = 0

2) Determine a equação da reta perpendicular à reta y = - 3x + 1, sabendo


que ela passa pelo ponto de interseção das retas y = 2x - 1 e y = x + 7.

Solução:
O ponto P de interseção entre as retas é obtido resolvendo o sistema:
y = 2x-l
{ y = x+7 => x =8e y = 15 => P(B, 15).

O coeficiente angular da reta procurada é dado por: -3. m = - 1 => m = 1/3


84 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

1
Logo, a reta procurada tem equação: y - 15 = - (x - 8) ou ainda,
X- 3y + 37 = O. 3
3) Determine as equações paramétricas da reta r que passa pelo ponto
(1, - 4) e tem a direção do vetor v = (4, -2). Qual é o ângulo que essa
reta faz com a retas: 2x - y + 1 =O?
Solução:
Como já foi estudado anteriormente, a equação da reta ré:
x=1+4t
{ y=-4-2t, tE9\
Para determinar o ângulo entre essas retas, pode fazer uso de vários
caminhos, dentre os que já foram estudados até aqui.
1 ".) Da equação de s. pode ser tirarado o seu vetor normal, que será
ii = (2, - 1). Observe que este vetor é paralelo ao vetor diretor der.
Logo, r e s são perpendiculares;
2".) Da equação der, pode tirar a conclusão de que o seu vetor normal
é ii ' = (2, 4) [Lembre-se de que o vetor normal de uma reta é perpen-
dicular ao seu vetor diretor!].
Agora, calculando o produto escalar entre ii e ii ', temos: (2, - 1). (2, 4)
= 2. 2 + (-1). 4 =Di Dai, se os vetores normais são perpendiculares,
as retas são perpendiculares entre si;
3º) Um terceiro caminho, seria utilizando os coeficientes angulares
das retas.
O coeficiente angular da retas é imediato: m = - a/b = - 2 / - 1 = 2;
Para determinar o coeficiente angular da reta r. poderá utilizar dois
ti
de seus pontos e depois calcular m = _Y . Um dos pontos é conheci-
s,
do(], - 4). Para determinar um outro ponto, basta atribuir atum valor
qualquer, diferente de zero. Por exemplo, t = 1, e obter B(5, - 6). Ago-
ra, temos m' = - 1/2. Observe quem. m' = -1, o que permite concluir
que r e s são perpendiculares.

7.3.4 Equações das Retas Bissetrizes de um Ângulo


Dado um ângulo AOB, a bissetriz deste ângulo é a semi-reta de origem no
· vértice O, que divide o ângulo em dois ângulos adjacentes congruentes.
Estudo da Reta no R2 85

Na Geometria Elementar, se um ponto pertence à bissetriz de um ân-


gulo, então esse ponto é eqüidistante dos lados desse ângulo.

---------
o
B

Baseado nestes fatos, serão determinadas as equações das bissetrizes


dos ângulos formados por duas retas r e s concorrentes em um ponto P.

Na figura acima estão representadas as retas r e se as bissetrizes b, e b2.


Foi escolhido apresentar este assunto agora, porque serão sugeridas
três formas distintas de determinar as equações das bissetrizes.
Considere as retas r: 4x + 3y + 2 = O e s: 3x + 4y + 5 =O.Serão deter-
minadas as equações das bissetrizes dos ângulos formados por elas.
l" solução) Pela definição de bissetriz, será utilizada a fórmula de
distância de ponto a reta, já estudada anteriormente.
6 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Assim, se P(x0, y0) pertence à reta bissetriz, sua distância à reta r é


gual à distância à reta s. Logo:

4Xo+3yo+2\
.j42+32 = \3x ~ +4y +5\ ==>l4x0+3y0+2\=\3x0+4y0+5\==>
\
4x0 + 3y0 + 2 = ± (3x0 + 4y0 + 5) ~ 4x0 + 3y0 + 2 = 3x0 + 4y0 + 5 ou
4x0 + 3y0 + 2 = - (3x0 + 4y0 + 5) .

Daí são tiradas as duas equações:

Observe que essas retas são perpendiculares (os vetores normais são
perpendiculares).
Obviamente, se as retas r e s não são perpendiculares, e las formam
um ângulo agudo e outro obtuso. Assim, as duas equações encontradas
para as bissetrizes, estão relacionadas ao ângulo agudo e ao ângulo obtuso
formado porre s.
Corno determinar qual das bissetrizes encontradas é a bissetriz do ân-
gulo agudo, por exemplo?
Nesse caso, basta proceder da seguinte forma:
Considere um ponto qualquer sobre r ou s (cuidado para que não
seja o ponto de interseção !). Calcule a distância desse ponto às duas
bissetrizes encontradas. A menor distância indicará a bissetriz do ângulo
agudo.
Por exemplo, seja o ponto R(4, - 6) pertencente à reta r.

Distância de R a b.: \
4 - (-6) -
e
31 _- _}__
..fi_

4 + (-6) + 11 __1_
Distância de R a b2: .fi. - ..fi.
1
Daí, é fácil concluir que b2 é a bissetriz do ângulo agudo formado por
r e s.
Estudo da Reta no R2 87

2ª solução) Será resolvido o mesmo problema utilizando a fórmula


que dá a tangente do ângulo formado por duas retas, a partir dos seus coefi-
cientes angulares. Nesse caso serão determinados os coeficientes angulares
das retas bissetrizes.
Seja m o coeficiente angular da reta bissetriz. Os coeficientes angu-
lares das retas r e s dadas são, respectivamente, - 4/3 e - 3/4. A bissetriz
forma com cada uma dessas retas ângulos de mesma medida. Logo,

m-(-4/3) m-(-3/ 4) 3m+4 4m+3


~ =± ~
1 + m( -4/3) l+m(-3/4) 3-4m 4-3m
~ (3m + 4)(4- 3m) = ± (3 - 4m)(4m + 3)

J O caso)16 - 9m2 = 9- 16m2 ~ m2 = - 1 (não existe valor real param)


2º caso) 16 - 9m2 = - 9 + 16m2 ~ m = ± 1. Os coeficientes angulares
das retas bissetrizes são 1 ou - 1.
Para determinar as equações das retas, é necessário um ponto de cada
uma delas. Evidentemente, será utilizado o ponto de interseção entre elas.
4x +3y+2 = O
Resolvendo o sistema { ~ x = 1 e y = - 2.
3x+4y+5=0
Daí as equações das bissetrizes são:
y-(-2)= 1.(x-l)~x-y-3=0
e y - (-2) = - 1.(x - 1) ~ x + y + 1 = O

3ª solução) Neste caso o problema será resolvido utilizando os veto-


res diretores das retas r e s. Os vetores diretores das retas bissetrizes serão
determinados e, posteriormente, escritas as suas equações.
Os vetores diretores deres são, respectivamente, (3, -4) e (4, - 3), e
ambos têm módulo igual a 5.
Como os vetores têm o mesmo módulo, o vetor soma (diagonal do
paralelogramo) tem a mesma direção da bissetriz do ângulo formado por
eles.
Caso os vetores não tivessem o mesmo módulo, você poderia traba-
lhar com vetores paralelos, que tivessem o mesmo módulo. Isto você já
sabe fazer!
88 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

f. - - - -- - -- ,~~.:::::.

''
'
.,
·~

''
,' s
'
''
''

Chamemos de b, e b2 os vetores diretores das retas bissetrizes. Assim,


b, = (3, -4) + (4, - 3) =
(7, - 7). Como b, é perpendicular a b., b2 = (7, 7).
No item anterior já foi determinado o ponto de interseção entre as
retas r e s. Logo, as equações das bissetrizes na forma paramétrica serão:

b .
1 .
{X= 1+ 7t e b .
2 .
{X= 1 + 7t
Y =-2-7t y=-2+7t'
Você pode conferir, passando para a forma geral, que o resultado será
o mesmo encontrado nos itens I e 2.

EXERCÍCIOS DE REVISÃO E APROFUNDAMENTO


1) Dar a equação geral da reta que passa pelos pontos (3, 7) e (5, -1).
Resp., 4x +y-19 = O
.
2) Deterrnine o valor de k, de tal modo que o ponto, P(2, 1) pertença à
reta de equação x + y + k = O. Resp. k = - 3
3) Determine as equações das retas suportes dos lados do triângulo de
vértices A(O, O), B( 1, 3) e C( 4, O). Resp. 3x - y = O; x + y - 4 = O;
y=O

4) Os pontos M(l, -1 ), N(2, 3) e Q(-4, -3) são vértices de um triângulo.


Determine a equação da reta que contém a mediana traçada do vértice
M. Resp. x + 2y + 1 =O
Estudo da Reta no R2 89

5) Determine as coordenadas do ponto P, pertencente à reta de equação


3x - y - 17 = O, cuja distância ao ponto Q(2, 3) é mínima.
Resp. (3115, 815)
X y X y
6) Se as retas - + y = 1 , x + - = 1 e -- + -- = 1 são concor-
m p m+l p+l
rentes num único ponto, calcule o valor de m2. p2. Resp. 1

7) Dadas as retas r: x - y + 1 = O e s: 2x + y - 2 = O, calcule a distân-


cia do ponto P, interseção de r e s, à origem do sistema cartesiano.
ffi
Resp. --
3
8) As retas do R2 de equações x = 2 , y = x e x + 2y = 12, determinam
um triângulo T. Determine o ponto de coordenadas inteiras que está
no interior de T. Resp. (3, 4)

9) Determine a equação da reta suporte de um segmento que tem


seu centro no ponto (5, O) e extremidades em cada uma das retas
x - 2y - 3 = O ex+ y + 1 = O. Resp. 4x- 5y-20 = O

1 O) Obter o ponto de interseção das retas r e s, sabendo que r passa pelos


pontos (O, -2) e (1, O) e que s passa pelos pontos (1, 2) e (O, 3). Resp.
(5/3, 4/3)

11) Seja x = a e y = b a solução real de (2x - 3y- 13)2 + (3x + y - 3)2 = O.


Calcule o valor de a - b. Resp. 5

12) Se A e B são os "feixes" de retas de equações y = a (x - 1) e


y = b (x + 2) - 1, respectivamente, determine a equação da reta
X 1
A n B. Resp. y = - - -
3 3
13) Um triângulo ABC tem área igual a 30. Se A(O, O), B(3, O) e C está na
reta 4x + y = O, calcule a abscissa de C. Resp. + 5 ou - 5

14) As retas 5x - 2y - 1 = O e 3x -y - 3 = O interceptam-se no ponto M:


M' é o simétrico de M em relação à origem. Determine a ordenada
do ponto de abscissa 6, que está à mesma distância de Me de M'.
Resp-5/2
JO Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

. 5) O ponto A de interseção das retas x -y-4 = O ex+ y + 2 = O e os pon-


to B e C de interseção das mesmas retas com o eixo dos x, são vértices
de um triângulo ABC. Calcule a área desse triângulo. Resp. 9

16) Determine a equação geral da reta de equações paramétricas


x = 2 + 3t e y = 4 + 5t, t real. Resp. 5x - 3y + 2 = O

17) Determine a equação da reta que passa pela interseção das retas
3x - 4y = O e 2x - 5y + 7 = O e que forma com os eixos coordenados
um triângulo de área 25. Resp. x + 2y-10 = O ou 9x + 8y-60 = O

18) Os pontos A(-3, 7) e 8(5, a) pertencem a uma reta cujo coeficiente


angular é igual a 3. Calcule o valor de a. Resp. 31

19) Obtenha a equação geral da reta que passa pelo ponto (-3, 4) e é pa-
ralela à reta 2x- 3y + 6 = O. Resp. 2x-3y - 18 = O

W) Determine a equação da reta paralela à reta 2x - 3y + 5 = O, que passa


pelo ponto de interseção das retas 2x - y - 7 = O e x + 2y - 1 = O.
Resp. 2x - Jy - 9 = O

~ 1) Determinar m para que as retas r: (1 - m)x - 1 Oy + 3 = O e


X= 1 - 4t
s: { sejam paralelas. Resp. m = - 4
y = -1 + (rn + 2)t , t E 9\

~2) Num triângulo ABC, retângulo em A, de vértices B(l, l ) e C(3, -2), o


cateto que contém o ponto B é paralelo à reta de equação 3x - 4y + 2
= O. Determine a reta que contém o cateto AC. Resp.4x + Jy- 6 = O
D) As equações de dois lados de um losango são dadas por 2x -y + 5 = O
e x + 3y - 1 = O; se os outros dois lados têm como vértice comum o
ponto (-1, -2), determine as equações desses lados. Resp. 2x-y = O
ex+ 3y + 7 = O

~4) Determine k para que as retas 2y - x - 3 = O e 3y + kx - 2 = O sejam


perpendiculares. Resp. 6

~5) Determine a equação da reta que passa pelo ponto ( 1, 9/4) e é perpen-
dicular à reta 3x + 4y - 12 = 0. Resp.16x-12y+ 11 =O
Estudo da Reta no R2 91

26) Sendo P(l, 2) e Q(-3, 4), determine a equação da mediatriz do seg-


mento PQ. Resp. 2x-y + 5 = O
27) Determine o circuncentro do triângulo de vértices A(2, 6), B(4, 8) e
C(8, 14). Resp. (-15, 25)
28) Determine as coordenadas do ponto simétrico do ponto (1, 2) em re-
lação à reta 4x + 3y - 5 = O. Resp. (-3/5, 4/5)
29) Determine a equação da reta que contém a altura relativa ao lado BC
do triângulo cujos vértices são A(l, 3), 8(4, 5) e C(7, 6).
Resp. x - 3y + 8 = O
30) Em um triângulo ABC, A tem coordenadas (6, 8), B tem coordenadas
(2, 4) e o ortocentro do triângulo tem coordenadas (-8, 2). Determine
as coordenadas do vértice C. Resp. (11, -17)
31) Na figura, os segmentos AO e OB são perpendiculares e de mesmc
comprimento. Se as coordenadas de A são (6, 3), determine as coar·
denadas do ponto B. Resp. (3, 9)

YI B

o
32) Determine o ponto de interseção das diagonais de um retângulo d<
altura 3, e cuja base é o segmento de extremidades P(3, 2) e Q(7, 5)
Resp. (41/10, 47/10)

33) Dados os vértices A(-1, 4), B(2, 3) e C(5, 7) de um triângulo ABC


determine:
a) as coordenadas do baricentro do triângulo;
b) a equação da reta que contém a mediana relativa ao lado BC;
e) a medida da projeção do lado AB sobre o lado BC;
d) as coordenadas do vetor AH, sendo AH a altura relativa ao lad.
BC;
Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

e) a área do triângulo;
f) a medida do ângulo B.
Resp. a) (2, 14/3); b) 2x - 9y + 38 = O;
c)-1; d) (12/5, -9/5);
Jfõ
e) 1512; j) arccos --
10
34) Determine o ângulo formado pelas retas 3x - 6y + 2 = O e
x + 3y - 15 = O. Resp. 45º
35) Determine a equação da bissetriz do ângulo agudo formado pelas re-
tas 3x + 4y + 1 =Oe5x-12y+3=0. Resp. 7x+56y-1 =O
36) Um ângulo tem vértice na origem do sistema de coordenadas carte-
sianas, um de seus lados está sobre o eixo das abscissas e sua bissetriz
está sobre a reta x - 2y = O. Determine a reta suporte do seu segundo
lado. Resp. 4x - 3y = O
:7) A distância entre as retas x - 2y + 3 = O e 2x - 4y + k = O é .Js uni-
5
dades. Determine o produto dos possíveis valores de k. Resp. 32
!8) Represente graficamente o conjunto
S = { (x, y) E 9\2 / 2x - y ~ O e I x 1 < 1 }.
}9) Na figura a seguir, a reta L é perpendicular ao segmento AC no ponto
B. Sabendo que A(I, 1), C(3, 2) e 2AB = BC, calcule a inclinação
de L, as coordenadas de B e a equação de L.
Resp. m = - 2; B(5/3, 413) e y- 4/3 = - 2(x - 5/3).

y
Estudo da Reta no R2 93

40) Num sistema de coordenadas cartesianas ortogonais sejam A(O, a),


B(a/2, O) e C(O, 2 a) pontos dados, onde a é um número real, a < O.
Sejam as retas: (r) passando por A e B e (s) passando por C e paralela
a (r). Calcule a área do trapézio T delimitado pelos eixos cartesianos
e pelas retas r e s. Resp. 3 a1/4

QUESTÕES DE CONCURSOS

1) {UFF) Duas retas perpendiculares interceptam-se no ponto (2, 3). Se o


triângulo formado por essas retas e o eixo x é isósceles, quais são as
equações das retas?

2) {ESTÁCIO) Para que valores de a as retas ax - 5y + 2 = O e 5x - ay + 3


= O são paralelas?
A)-6 B) +5 ou -5
C) +2 ou-2 0)3 E) 4

3) {UFRJ) As regiões do plano y > 1 - x, y < x + 1 e y > 3x - 3 definem


um triângulo. A área desse triângulo é:
A) 2 B) 2-/2 C) 1 D) ,Ji E) 3-/2

4) {UFRJ) Considere uma peça metálica cuja forma é representada pela


figura a seguir, com vértices nos pontos A(O, O), B(O, 3), C(3, 3), 0(3,
1 ), E(5, 1) e F(5, O).

B e

DIE
A' F
94 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

a) A reta AD divide a peça numa razão k Área(ADEF) /


Área(ABCD)
Determine o valor de k.
b) Uma reta r, passando pelo ponto A, divide a peça metálica em
duas partes de mesma área.
Determine a equação da reta r.

5) (EN) A área da região formada pelos pontos P(x,y) tais que x ~ y ~ O


e 2x + 3y ~ 6 vale:
A) 1,5 D) 2,5
B) 1,8 E) 3
C)2

6) (UFRJ) As retas de equações x + y = 4, x - y = 2 e 2x + y = k são con-


correntes duas a duas em 3 pontos distintos, como ilustra a figura:

Determine o parâmetro K.

7) (UFF) A figura seguinte representa o gráfico cartesiano das retas r., r2 e


r3, cujos coeficientes angulares são respectivamente m., m2 e m3.

y
Estudo da Reta no R2 95

A alternativa em que m1, m, e m, estão corretamente ordenados é:


A) m, > m, > m3 D) m, > m, > m,
B) rn, > m, > rn,
C) m, > rn, > m,

8) (PUC) O ponto de coordenadas (5, a) está sobre a reta que passa pelos
pontos (O, 3) e (1, 2). O valor de a é:
A) 2 B) 1 C) O D) - 1 E) - 2

9) (UFF) Duas retas têm equações 2x + ay = 1 e ox + 2y = 2, onde a é


real.
Podemos afirmar então que:
A) Existe um único valor de a para o qual as retas coincidem.
B) Não existe valor de a para o qual as retas sejam paralelas.
C) Existe um único valor de a para o qual as retas são paralelas.
D) Existem exatamente dois valores de a para os quais as retas são
paralelas.
E) Existem uma infinidade de valores de a para os quais as retas sã
paralelas.

10) (UFF) Considere o gráfico:


X

1 2

S representa o conjunto solução do sistema:


}6 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

X ~Ü y~1 X~] X~ Ü y~O


A) x ~ y B) x $y C) X$ y D) X$ y E) x s y
{ { { { {
x$2-y x$2-y x~2-y x$2-y x~2-y

11) (UFF) A figura a seguir representa um retângulo PQRS:


R
y

s
Q

O produto dos coeficientes angulares das retas suportes de todos os


seus lados é:
A) 1 B) 1/2 C)O
D)-1/2 E)-1

12) (VUNESP)Os pontos O, A e B, do plano cartesiano da figura, são vérti-


ces de um triângulo equilátero cuja medida dos lados é dada por .,/?, .
As equações das retas AB e OB são respectivamente,
A)y = .f2.x - 3 e y = -.f2.x Y

B)y = .fi.x - 2 e y = -.fi.x


C)y = .fi.x - 3 e y = -.fi.x
D)y = x + .f3 e y = -x
E)y = 3x + .f3 e y = -3x B
Estudo da Reta no R2 97

13) (GAMA FILHO) A reta que contém o ponto A(l, 2) e é perpendicular à


reta r, cuja equação é x + y - 7 = O, interceptar no ponto cujas coor-
denadas são:
A)(l, 6)
B) (2, 5)
C) (3, 4)
D) (4, 3)
E) (5, 2)

14) (PUC} As retas r, e r2 têm coeficientes angulares respectivamente iguais


a 2 e 3. Uma das bissetrizes de r, e r2 tem coeficiente angular igual a:
A) .f6 B) Ji + 1 C) 2,5 D) ..J3 + 1 E) '13 -1

15} (FUVEST) Sejam A(O, O), B(O, 5) e C(4, 3) pontos do plano cartersiano.
a) Determine o coeficiente angular da reta BC.
b) Determine a equação da mediatriz do segmento BC. O ponto A
pertence a essa mediatriz?
e) Considere a circunferência que passa por A, B e C. Determine a
equação da reta tangente a esta circunferência no ponto A.

16) (FUVEST) Considere, no plano cartesiano, os pontos P(O, -5) e Q(O, 5).
Seja X(x, y) um ponto qualquer com x > O.
a) Quais são os coeficientes angulares das retas PX e Q~?
b) Calcule, em função de x e y, a tangente do ângulo PXQ.
e) Descreva o lugar geométrico dos pontos X(x, y) tais que x > O<
PXQ = 7t radianos.
4
17} (ESTÁCIO} O ponto da reta y = x eqüidistante dos pontos (-1, 2) e (2, 3
tem abscissa igual a:
A) 2/3 B) 3/5 C) 1 D) 1/2 E) 2

18) (ESTÁCIO) As retas x + ay - 9 = O e -5x- 2y + 12 = O são perpendici


lares, se a vale:
A) - 5/2 B) - 2/5 C) 3/5 D)- 3/5 E) - 5/3
98 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

19} (ESTÁCIO) A área do triângulo OAB na figura a seguir mede, em cm 2:


A)4 y (cm)

B)6
C) 8
D) 10
E) 12

20) (UFRJ}Considere um ponto P pertencente ao quadrado OABC, de lado


24, conforme a figura seguinte:
A B
z

X p h t

y
o e
As distâncias x, y, z e t de P aos lados OA, OC, AB e BC, respectiva-
mente, formam, nesta ordem, uma progressão aritmética.
Encontre a equação da figura (lugar geométrico) determinada pelos
pontos P(x, y) que possuem esta propriedade.

21) (Sta.ÚRSULA) Se as retas ~ + 2:'.. =1 e Ax + By + C == O são perpendi-


culares, então: a b
A) Aa + Bb = O C) Ab- Ba = O E) AB + ab = O
B) Aa - Bb = O D) Ab + Ba = O

22} (ESTÁCIO) A reta que passa pelo ponto (-1, 2) e é perpendicular à reta
x + y - 1 = O tem equação:
A) x-2y + 1 = O D) x + y + 4 = O
8) x + y - 2 = O E) x + 3y - 1 = O
C)x-y+3=0
Estudo da Reta no R2 99

23) (PUC-RJ) Seja r, a reta que passa pelos pontos cujas coordenadas são
(1, 3/2) e (O, 1) e seja r2 a reta que passa pelos pontos (1, 5/2) e
(O, 1/2). As coordenadas do ponto de interseção de r, e r2 são:
A) (-1/5, 11/10) B) (1/5, 9/10) C) (1/3, 7/6)
D) (- 1/3, 7/6) E) nenhuma das respostas anteriores.

24) (UFF) Considere o triângulo eqüilátero MPQ, de lado L, inscrito na


circunferência centrada na origem do sistema de eixos coordenados.
conforme a figura seguinte:
y
M

A equação da reta que contém o lado MP é:

A)y+x=L.J3 8) y- ..fj x = L C) ..fj y + 3x = L


O) ..fj y - 3x = L E) 2 ..fj y + 6x = L

25) (UNIFICADO) A equação da reta mostrada na figura seguinte é:


A) 3x + 4y - 12 = O

B) 3x - 4y + 12 = O

C) 4x + 3y + 12 = O

D) 4x- 3y- 12 = O

E) 4x - 3y + 12 = O
100 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

GABARITO DAS QUESTÕES DE CONCURSOS

Ol)x-y+l= 14) e
02)A 15) B
03) B 16) a) b)
04) a) 7/15 ; b) y = 2x/3 17) e
05) B 18) y = X f X+ 3
06) k ;t; 7 19) B
07) E 20) A
os) e 21) e
09) D 22) D
10) e 23) e
11) D 24) B
12) A 2s) e
13) a)- Y2; b) y = 2x e y =-2

EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES
Questão 01 - PUC
Num sistema de eixos perpendiculares, seja D a região limitada pelas
retas y = x.J;., y = x.J;. +a, x = O e x = .J;., sendo a positivo.
Calcule a área de D.

Questão 02 - FUVEST
As retas ressão perpendiculares e interceptam-se no ponto (2, 4). A
retas passa pelo ponto (O, 5). Uma equação da reta r é:
A) 2 y + x = 1 O B) y = x + 2 C) 2y - x = 6
D) 2x + y = 8 E) y = 2x

Questão 03 - FUVEST
Na figura seguinte, A é um ponto do plano cartesiano, com coordena-
das (x, y). Sabendo que A está localizado abaixo da retare acima da
reta s, tem-se:
Estudo da Reta no R2 101

X X
A) y < - e y < -x + l 0)-x+ 1 <y< -
2 2
X X
B) y < - ou y > -X + 1 E) - < y <-x + 1
2 2
X
C) - <y ey> -X + l
2
Questão 04 - UFF
A figura representa a reta r que intercepta o eixo y no ponto P(O, m),
formando com esse eixo o ângulo a.
y

A equação de r é dada por:


1
A) y = ( cotg a) x + - D) y = (cotg a) 'x +m
m 1
B) y =-(cotg a) x + m E) y = (tg a) x +-
m
C) y = (tg a) x + m

Questão 05-UNESP
Num sistema de coordenadas cartesianas retangulares de origem O,
considere os pontos A= (3, O), B = (3, 5) e C = (O, 5). Seja r a reta
pelo ponto M = (1, 2) e que corta OC e AB em Q e P, respectivamente,
de modo que a área do trapézio OQPA seja metade da do retângulo
OCBA. Determine a equação der.
102 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Questão 06 - UNESP
Seja A a intersecção das retas r, de equação y = 2x e §., de equação y
= 4x - 2. Se B e C são as intersecções respectivas dessas retas com o
eixo das abscissas, a área do triângulo ABC é:
A) _!._ B) 1 C) 2 D) 3 E) 4
2

Questão 07 - U.F.Juiz de Fora


Dada a equação da reta r: y = x- 2, a área da região limitada pela reta
(r), pelo eixo das ordenadas e pela reta (s) que é perpendicular à reta
(r)noponto(3, l),é:
A) 10 u.a; B) 9 u.a; C) 18 u.a; D) 12 u.a; E) 16 u.a

Questão 08
Se A(2, O) e B(O, 4) são vértices de um triângulo eqüilátero, então a
equação da reta que contém a altura relativa ao lado AB é:
A) x-2y + 3 = O B) 2x + y-4 = O C) x + y + 4 = O
D)2x - y + 3 = O E) x - y - 4 = O

Questão 09 - UFF
Determine a área da região do plano limitada pelas retas y = 3x,
x + y = 4 e y = O.

Questão 10- ESTÁCIO


A relação entre m e n, para que as retas das equações 3x + my -2 = O
e 2nx - y + 3 = O sejam paralelas, é:
m . m
A)-= l B) -=-1 C) m =2
n n n
1 3
D) mn = - E) mn = --
3 2

Questão 11 - ESTÁCIO
Qual a equação da reta que é perpendicular à reta y = 3x - 1 e passa
pelo ponto A(l, l)?
A) x + 2y- l = O B) x + 3y-4 = O C)x+y-2=0
D) 2x - 2y + 1 = O E) x-y = O
Estudo da Reta no R2 103

Questão 12- ESTÁGIO


Se (x, y) =(a,~) é a interseção das retas 3x-y = 8 ex+ 2y = 5, então
a-~ vale:
A)l B)2 C)3 0)-1 E)-2

Questão 13- ESTÁGIO


Qual a distância da reta y = 2 - x à origem?
A) 1 B) 2 C) .fi_ D) .J3 E) 5

GABARITO DOS EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES

1) .s: 8)A
2) E 9) 6 u. a.
3) E 10) E
4) B 11) B
5) x-y + 1 = O 12) B
6) A 13) e
7) B
Circunferência no R2
1. DEFINIÇÃO

Circunferência é o conjunto dos pontos do plano que são eqüidistantes de


um ponto fixo do mesmo plano. Esse ponto fixo é denominado centro da
circunferência e a distância constante é chamada de raio.
Na figura a seguir, O(a, b) é o centro, P(x, y) é um ponto genérico da
circunferência e r é o raio.
Y A P(x. y)

2. EQUAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA DADOS O CENTRO E O RAIO

Sendo O(a, b) o centro de uma circunferência de raio r e P(x, y) um


ponto qualquer dessa circunferência, pode ser escrito que:

Go,P=r {::} IÕPl=r \


106 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

-
Como OP = P-0 = (x- a, y- b), então

~(x-a)2+(x-b)2 =r ~ (x-a)2+(y-b)2=r2.

A expressão obtida é chamada de equação reduzida da circunferência.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Determine a equação da circunferência de centro no ponto O( 4, -3) e
raior=5.
Solução: De acordo com a expressão anterior, a equação será:
(x - 4)2 + (y + 3)2 = 25

2) Determine o centro e o raio da circunferência cuja equação é


(x + 3)2 + y2 = 16.
Solução: Da equação dada temos: (x - (- 3))2 + (y - O) 2 = 42. Logo,
teremos: Centro 0(- 3, O) e raio = 4

3. EQUAÇÃO GERAL DA CIRCUNFERÊNCIA DE CENTRO O(A, B)


E RAIO R
Desenvolvendo a equação reduzida (x-a)2+(y-b)2 =r2 encon-
trada anteriormente, ficará desta forma:
x2- 2ax + a2 + y2- 2by + b2 = r2 ~ x2 + y2- 2ax - 2by + a2 + b2 - r2 = O.
Fazendo: - 2a = D, - 2b = E e a2 + b2 - r2 = F , a equação geral de uma
circunferência fica da seguinte forma:

x2 + y2+ Dx + Ey + F = O

Observações:
1) Dada uma circunferência através de sua equação geral, pode de-
terminar o centro e o raio lembrando que, na equação
x2 + y2 + Dx + Ey + F = O, os coeficientes D, E e F equivalem a:
D = - 2 a , E = - 2 b e F = a2 + b2 - r2
Circunferência no R2 107

As igualdades citad(a~ ~o~l~v)am a:


Centro: O (a, b) = - -
2 ' 2
Raio: r=~a2+b2-F
r-----------------------------------------,
I
1
ATENÇÃO: Para que uma equação do tipo x2 + y2 + Dx + Ey + F = O I
1
• represente uma circunferência, deve ter: 1
1

D2 + E2 -4F > O
a2 + b2 - F > O ou ainda:
1 4
~-----------------------------------------~
2) As inequações do tipo x2 + y2 + Dx + Ey + F < O ou
x2 + y2 + Dx + Ey + F > O representam os pontos que não per-
tencem à circunferência de equação x2 + y2 + Dx + Ey + F = O.
No primeiro caso, serão considerados os pontos interiores à cir-
cunferência (dro < r); no segundo caso, consideram-se os pontos
exteriores (dp0 > r). Veja as figuras:

o
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS:

1) Escreva a equação geral da circunferência de centro 0(2, - 3) e raio 5.


Solução:
A equação reduzida é (x - 2)1 + (y + 3)1 = 25. Desenvolvendo essa
equação temos:
x2 - 4x + 4 + y2 , 6y + 9 = 25 ==> x2 + y2- 4x + 6y- 12 = O

2) Determine o centro e o raio da circunferência cuja equação é


x2 + y2 + 6x - 8y - 11 = O.
108 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Solução:
Vamos resolver esta questão utilizando o método de completar qua-
drados. Observe a solução:
x1 + 6x + y2 - 8y = 11 ==> x1 + 6x + ..... ~ y2 - 8y + ..... = 11 + ..... + .....
x1 + 6x + 2. + y1 - By + 16 = 11 + 2. + 16 ==> (x + 3)1 + (y - 4)2 = 3 6
==> centro (- 3, 4) ; raio = 6
Este exercício poderia ser resolvido lembrando que:
Se D = 6 ==> a = - 6/2 = - 3; se E = - 8 ==> b = - (- 8)/2 = 4 e que
r = ~(-3)2 +42 -(-1) = 6. Assim, temos: centro:(-3, 4) e raio: 6

EXERCÍCIOS PROPOSTOS:

1) Determine o centro e o raio da circunferência de equação:


a) (x + 3)2 + (y - 1 )2 = 25
b) (x-5)2+y2= 16
e) x2 + y2 = 2
Resp.: a) 0(- 3, 1); r = 5 ; b) 0(5, O); r = 4; e) 0(0, O); r = .fi.
2) Escreva a equação reduzida da circunferência de centro 0(0,- 3) e
raio 5.
Resp.: x1 + (y + 3)1 = 25

3) Determine o centro e o raio da circunferência de equação:


a) x2 + y2 + 6x + 8y- 11 = O
b) x2 + y2 + 1 Ox - 3 =·O
· Resp.: a) 0(-3, -4); r = 6; b) 0(- 5, O); r = 2J?

4) Represente, no plano cartesiano, todos os pontos que satisfazem a:


a) x2 + y2 = 9 c) x2 + (y + 2)2 < 4
b) x2+y2-6~-4y+ 13=0 d) (x-1)2+(y-2)2~4
Respostas:

a)+-3 3
b) ~------,

3
e) --.~ • .-h-,,~-à.
Í
d)

:í.
-2 't
-3 \' I

·-
Circunferência no R2 109

4. OBSERVAÇÕES
1) A equação x2 + y2 = r2 representa uma circunferência de centro na
origem (O, O).

2) Uma equação do tipo x2 + y2 + Dx + Ey = O (F = O) representa uma


circunferência que passa pela origem.

3) Generalizando urna observação dada anteriormente, para que a


equação Ax2 + By2 + Dx + Ey + F = O represente uma circun-
ferência devemos ter A = B, para escrever a equação na forma:
Ax2 + Ay2 + Dx + Ey + F = O. Além disso, é necessário que
D2 + E2 - 4AF > O
De fato, partindo da equação Ax2 + Ay2 + Dx + Ey + F = O e dividindo
todos os termos por A, obtém-se:

D E F
x2 +y2 + -x+-y+- = O
A A A
Daí o centro será igual a 0(- J?l2A, - E/2A)

e o raio igual ;i r = D2 +~-_.!:._ = [D2 +E2 -4AF.


4A2 4A2 A ~ 4A2
.10 Cálculo vetorial e Geometria Analítica

Logo, para que a equação represente uma circunferência deve ficar da


eguinte forma:
D2 + E2 - 4AF > O

:XERCÍCIOS RESOLVIDOS
) Verifique se a equação a seguir representa uma circunferência:
x2 + y2 + 8x - 2y + 25 = O
Solução:
Na equação dada temos:
A = 1, D= 8, E= - 2 e F = 25 ~ 82 + (- 2)2- 4. 1. 25 = - 32 < O.
Logo a equação não representa uma circunferência.
Observe que ao tentar completar os quadrados, obteríamos:
x2 + 8x - ..... + y1- 2y + ..... = -25 + ..... + .....
x2 + 8x , 16 + y2 - 2y + 1 = - 2 5 + 16 + 1
(x + 4)1 + (y-1)2 = - 8, que é uma equação impossível.

~) Determine os valores de m para os quais a equação


x2 + y2 + 4x - 6y + m = O representa uma circunferência:
Solução:
D2 + E2-4AF >O~ 16 + 36-4m > O ~ -4m > -52 ~ m < 13
1) Determine os pontos em que a circunferência x2 + y2 - 2x + 2y-3 = O
intercepta os eixos coordenados.
Solução:
Intersecção com o eixo x: y = O~ x2 - 2x - 3 = O~ x = - 1 ou x = 3;
Intersecção com o eixo y: x = O ~ y1 + 2y - 3 = O~ y = - 3 ou y = 1.

~ERCÍCIOS PROPOSTOS:
l) Represente graficamente o conjunto de pontos que satisfazem os sis-
temas a seguir:

i) {x2 + y2 ~ 4 b) X
2 2
+ Y - 6x + 2y - 6 = Ü e) {x2 +y2 ~4
x.y c O
{
x+y-1=0 x+y-2 2:-: o
Circunferência no R2 111

Respostas:

b) e)

2) Calcule a área da região determinada no item e do exercício anterior.


Resposta: A = n - 2
3) Determine a posição do ponto P(l, - 3) em relação à circunferência de
equação
x2 + y2 - 2x + 6y - 4 = O. Resposta: Pé interior

4) Determine o comprimento da corda que a circunferência de equação


(x - 1 )2 + (y + 3)2 = 16 determina sobre o eixo das abscissas.
Resposta: 2..fi

5. EQUAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA DADOS TRÊS DE SEUS


PONTOS
Já foi visto que uma circunferência fica definida quando são conhecidos o
seu centro e o seu raio. Sabe-se ainda que uma circunferência também fica
definida quando se conhecem 3 de seus pontos.
Consideremos três pontos A(2, O), B(O, 4) e C(-2, 2) para determinar
a equação da circunferência que passa por eles.
Há três sugestões de solução para o problema:

1 ª sugestão:
Partindo da equação geral, x2 + y2 + Dx + Ey + F = O, os pontos dados nessa
equação podem ser substituídos e posteriormente o sistema é resolvido.
Assim teremos:
A(2, O)==> 4 + O + 2D +OE+ F = O
B(0,4) =>O+ 16+00+4E+F=O
C(-2, 2) =:> 4 + 4-20 + 2E + F = O
112 Cálculo Vetorial e Geometria Aralítica

2D+F = -4
4 E+ F = -16 ==> D = -2 / 3, E= -10 / 3 e F = -8 / 3.
{
-2D+2E+F= -8

Logo a equação da circunferência


será: 3x2+3y2-2x-10y-8=0.

ia sugestão:
Da geometria, sabe-se que por três pontos não colineares é sempre pos-
sível passar uma circunferência. Se considerar A, B e C vértices de um
triângulo, o centro da circunferência circunscrita a esse triângulo é o ponto
de encontro das mediatrizes dos lados deste. Esse ponto é chamado de
circuncentro.
Mediatriz de um segmento AB é a reta perpendicular ao segmento,
que passa pelo seu ponto médio. Para determinar o circuncentro, basta
calcular o ponto de interseção entre duas das três mediatrizes.

Determine as mediatrizes dos lados AB e AC.


Coeficiente angular da reta que contém o lado AB:

4-0
ô.Y = = -2 ==> coeficiente angular da mediatriz de AB: 1/2
ô. X 0-2
Coeficiente angular da reta que contém o lado AC:

2-0
ô.Y = = _..!._ ==> coeficiente angular da mediatriz de AC: 2
ô. X -2-2 2
Equação da mediatriz de AB: ponto médio de AB= (1, 2)
Circunferência no R2 113

1
y - 2 = - (x - l) ~ 2y - 4 = X - } ~ X - 2y + 3 = Ü
2
Equação da mediatriz de AC: Ponto médio de AC= (O, 1)
y - 1 = 2(x - O)~ 2x - y + 1 = O
O centro da circunferência é o ponto de interseção dessas retas. logo:

x-2y+3 =0
~ X= }/3 e y = 5/3.
{ 2x-y+ 1 = O

O raio é igual à distância do centro a qualquer dos três vértices. Assim,

r = dAo = ~(2-~)2 + (0-~)2 = s.fi


3 3 3
A equação da circunferência será, então:
1
(x--)2
5
+ (y--)2 =
s-Ii 2x 1
(--)2:::::} x2 --+-+
lOy
y2 --+-
25 50
= -
3 3 3 3 9 3 9 9
~ 3x2 + 3y2 - 2x- lüy-8 = O.

3ª solução:
Chamando o centro de O(a, b), pode-se usar a fórmula de distância entre
dois pontos para determinar a e b, isto é:

Após determinar o centro, procede-se da mesma forma anterior, ou


seja, calcula-se o raio e escreve-se a equação reduzida da circunferência.
Desenvolva essa solução!

6. POSIÇÃO DE UMA RETA EM RELAÇÃO A UMA


CIRCUNFERÊNCIA

Uma reta r: ax + by + e = O e uma circunferência C: x2 + y2 + Dx + Ey + F = O


podem apresentar três posições no plano:
U4 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

r secante a e r tangente a C
o
r exterior a e

É possível determinar a posição entre uma reta e uma circunferência


de duas formas diferentes:
l ª) Calcula-se a distância d do centro O da circunferência à reta e
compara-se o valor encontrado com o raio r da circunferência.
Se d < r , a reta é secante;
Se d = r , a reta é tangente;
Se d > r, a reta é exterior à circunferência.
ax+by+c = O
2ª) Resolve-se o sistema do 2° grau: { 2 2 D E F for-
x + y + x + y+ = 0,
mado pelas equações da reta e da circunferência.
Este sistema poderá apresentar duas soluções distintas (reta secante),
apenas uma solução (reta tangente) ou então ser impossível (não há ponto
de interseção).
Então, de acordo com o número de soluções encontradas, você pode
tirar sua conclusão.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
l) Determine a posição da reta y = 2x + l em relação à circunferência dada
pela equação x2 + y2 - 2x + 4y - 20 = O.
Solução: Calculando o centro e o raio da circunferência, teremos:
0(1, -2) e r = 5
Calcule a distância do centro à reta 2x - y + 1 = O.

2.1-(-2) +li= .Js < 5.


d=l~22+(-1)2
Circunferência no R2 115

Como a distância encontrada é menor que o raio, concluímos que a


reta intercepta a circunferência em dois pontos, isto é, a reta é secan-
te à circunferência.

2) Utilizando os dados do exercício anterior, determine os pontos em


que a reta intercepta a circunferência.
Solução: No exercício anterior já verificamos que a reta intercepta a
circunferência em dois pontos. Note que o método que utilizamos nos
permite apenas descobrir a posição entre a reta e a circunferência.
No entanto, se desejarmos determinar os pontos de interseção, é ne-
cessário resolvermos o sistema a seguir:
2x-y+l = O
2 2
{ X + y - 2X+ 4y- 20 = Ü ~ X =- 3 OU X = 1.

Logo os pontos de interseção são: A(-3, -5) e B(l, 3).


3) Determine os valores de k para que a reta de equação y = x + k tan-
gencie a circunferência de equação x2 + y2 - 4y - 2 = O.
Solução:
São sugeridas duas formas de resolução para este problema:
1; A distância do centro à reta deve ser igual ao raio.
Centro: 0(0, 2) ; raio: ./6 \ \
Distância do centro à reta x -y + k = O: d= 0-2 +k = .f6 ~ k2
~12+(-1)2
- 4k + 4 = 12 ~ k2 - 4k- 8 = O. Resolvendo a equação, determina-se
os valores de k. { y=x+ k
2") Resolvendo o sistema formado pelas equações
2 2
X +y -4y-2=Ü

da circunferência e da reta, temos: Na primeira equação: y = x + k.


Substituindo y na segunda equação temos:
x2+ x1 + 2 x k + k1 -4x- 4k- 2 =O~ 2x2 + (2 k- 4)x + k1 -4k- 2= O
Para que a equação da reta tangencie a circunferência, deve deter
minar k para que a equação do 2º grau obtida anteriormente tenhi
soluções iguais, isto é, Ll = O.
116 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Logo, (2k-4)2- 4. 2. (k' -4k- 2) =O=> 4k2 -16k + 16-8k2 + 32k


+ 16 = O=> - 4k2 + l 6k + 32 = O=> k2 - 4k- 8 = O (essa equação é
a mesma encontrada na solução anterior).

7. POSIÇÕES ENTRE DUAS CIRCUNFERÊNCIAS

Dadas duas circunferências de raios R e r, com r < R, e sendo d a distância


entre os seus centros O e O', há seis casos a serem considerados. As cir-
cunferências são:
1) exteriores, se d > R + r.
II) tangentes exteriormente, se d = R + r.
III) secantes, se R - r < d < R + r.
IV)tangentes interiormente, se d= R - r.
V) interiores, se d < R - r.
VI)concêntricas, se d= O.

Exteriores Tangentes exteriormente Secantes

Tangentes interiormente Interiores Concêntricas

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Determine a equação da circunferência em que um dos diâmetros tem


extremidades P(2, 8) e Q(4, O). Resp. (x- 3)1 + (y-4)2 = 17

2) A circunferência de centro (1 O, -6), tangente ao eixo do y, intercepta


o eixo do x em 2 pontos. Determine as abscissas desses pontos.
Resp. 2 e 18
Circunferência no R2 117

3) A circunferência de equação x2 + y2 -4x- 2y = O, tem centro no ponto


P. Seu gráfico corta o eixo dos x nos pontos Me N. Determine:
a) a área do triângulo PMN;
b) a equação da reta que passa pelo ponto M e é paralela à reta que
passa por P e N.
Resp. a) 2; b) y = - x / 2
4) São dadas as circunferências x2 + y2 - 6x - 8y + k = O e x2 + y2 - 4x
- 6y + m = O. Sabendo que cada uma dessas circunferências passa
pelo centro da outra, calcule os valores de k e m. Resp. 23 e 11
5) Determine a equação da circunferência que passa pelos pontos (O,
-3) e (4, O), sabendo que seu centro está sobre a reta x + 2y = O.
Resp. 5(x! + y2)-14x + 7y-24 =O ...
6) Calcule a área do disco x2 + y2 - 4x +. 6y + 8 ~ O. Resp. 5rc
7) Determine o maior valor inteiro de k para que a equação x2 + y2 + 4x
- 6y + k = O represente uma circunferência. Resp. 12
8) O eixo Oy determina na circunferência x2 + y2 - 6x - 8 = m uma corda
de comprimento 4. Calcule o valor de m. Resp. -4
9) Determine a equação da circunferência de centro C(2, 1) e tangente à
reta y = O. Resp. x1 + y2 - 4x - 2y + 4 = O
1 O) Determine os pontos em que a circunferência de centro C(3, 5) e tan-
gente ao eixo dos x, intercepta o eixo dos y. Resp. (O, 1) e (O, 9)
11) São dadas a circunferência x2 + y2-14x + lOy + 65 = O e a família de
retas x + y + k = O, onde k é um parâmetro. Se duas retas da família
tangenciam a circunferência, respectivamente em M e N, calcule a
distância MN. Resp. 6
12) Dada a circunferência x2 + y2 - 8x + 2y - 12 = O e a reta de equaçãc
5x - 2y + k = O, determine os valores de k para que a reta e a circun
ferência sejam:
a) tangentes
b) secantes Resp. a) 7 ou-51 ; b) - 51 < k < 7
13) Determine a posição da reta y = 2x -1 em relação à circunferênci
x2 + y2 + 5x- 7y- 1 = O. Resp. secante
l18 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

14) Consideremos a circunferência de equação 2x2 + 2y2 - 8x + 6y + 12 = O


e o ponto A(], -3). Pelo ponto A passa uma reta que é tangente à cir-
cunferência no ponto B. Calcule o comprimento do segmento AB.
Resp. Ji
15) Duas reta r e s, concorrentes no ponto P(l /2, -1/2) determinam na
circunferência x2 + y2 = 1 cordas AB e CD, respectivamente. Sabendo
quer é dada pela equação x - y - 1 = O, calcule o valor de PC. PD.
Resp. 1 / 2.
16) Calcule o ponto da circunferência x2 + y2 + 4x + 1 Oy + 28 = O que tem
ordenada máxima. Resp. (-2, -4)
17) Considere a circunferência e a reta definidas, respectivamente, por
x2 + y2 - 6y + 5 = O e y = x + 5. Se C é o centro da circunferência
e esta intercepta a reta nos pontos A e B, calcule a área do triângulo
ABC. Resp. 2
18) Determine a equação da circunferência que passa pela origem dos eixos
coordenados do plano cartesiano e é tangente à reta 3x + 4y - 18 = O no
ponto T(6, O).
Resp. x2 + y2 - 6x + 8y = O
19) Determine a equação da circunferência de centro no ponto P 1, -1 ), e
tangente reta Sx - 12y + 9 = O. Resp. x2 + y2-2x + 2y- 2 = O
á

20) Determine a equação da reta tangente à circunferência x2 + y2 = 4,


traçada pelo ponto ( 1, ..J3 ).
Resp. x + ..J3
y- 4 = O
21) Mostre que as tangentes de declividade m à circunferência x2 + y2 = r2
são y = mx ± r~l + m2
22) Considerando a figura, onde:
r: Sx + 2y + 13 = O, reta suporte do lado AB;
s: 3x - 2y - 5 = O, reta suporte do lado BC;
t: x + 2y - 7 = O, reta suporte do lado AC,
Circunferência no R2 119

determine:
a) os vértices do triângulo ABC;
b) o baricentro do triângulo ABC;
e) o centro do círculo;
d) a área da região exterior ao triângulo e interior à circunferência.
Resp. a)(-5,6);(-1,-4);(3,-2); c)(-19/8,5/4);
18857t
b)(-1, 4/3); d) ( ,. -32)

23) Considere as circunferências x2 + y2 - 4x - 6y + 3 = O


e x2 + y2 - 14x -l 6y + 93 =O.Sejam A e B os pontos em que essas
circunferências se interceptam. Determine:
a) a equação da reta que passa por A e B;
b) a equação da reta que passa pelos centros das duas circunferências;
e) o ângulo formado pelas retas obtidas nos itens a e b.
Resp. a) x + y- 9 = O; b) x - y + 1 = O; e) 90º

24) Dadas as circunferências C1: x2 + y2 + 6x - 1 = O


e C2: x2 + y2 - 2x - 1 = O, seja Q o ponto de interseção delas que têm
ordenada positiva. Seja 02 o centro da circunferência C2• Determine
as coordenadas do ponto P de interseção da reta Q02 com a circunfe-
rência C1
p


01
.20 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

'.5) Determine quantos pares de inteiros (m, n) são soluções do sistema


x2 + y2 $ 4 R 10
. esp.
{ y-x~-1

26) Determine o lugar geométrico dos pontos do plano onde: x2 + y2 ~ 1 e


x + y = 1. Resp. segmento de reta
27) Represente no plano todos os pontos que satisfazem o sistema de ine-
quações a seguir:
-l$x<l
v>1
{
x2 + y2 $ 4

28) Represente no plano a região definida pelo sistema de inequações a


seguir:

(x -1)2 + (y -1)2 < 9


{ x.y z O

29) Represente graficamente a equação x2 + y2 - 21 x 1- 2 1 y 1- 2 = O.


30) Do ponto B(x, O) traçamos a reta t, tangente à circunferência de equa-
ção x2 + y2 = 1. A medida de AB é 2.
a) Determine a distância de B a O.
b) Qual o volume do sólido obtido pela rotação completa do triângu-
lo OAB em torno do eixo Ox?

Resp. a)Js -1;


b) 4TtJ°s
15
Circunferência no R2 121

QUESTÕES DE CONCURSOS
1) (UERJ) Sejam x e y números naturais (x "2:: O; y ~O). A quantidade
de pares ordenados (x, y) tais que O< x2+ y2 < 25 é igual a:
A)19 8)20 C)21 0)23 E)25

2) (UFF) Na figura a seguir, a circunferência de centro (O, a) é tangente às


retas r e s e ao eixo x

r X

Determine a equação da circunferência.

3) (UFRuRJ) Encontre a área da região do plano cartesiano xy definida por:


I y 1 $ x e x2 + y2 $ 4.

4) (UFRJ) A região plana R, representada na figura a seguir, no sistema


cartesiano, é limitada por:

A e

ÁB: quadrante da circunferência de equação


_ x2 + y2 - 2x - 8 = O
BC: segmento da reta de equação
L22 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

3x + 5y- 18 = O .1. li!2~ 1


e

AC: segmento do eixo dos x


Calcule o volume do sólido gerado pela rotação da região R em
tomo do eixo dos x.

5) (UFRJ) Represente, no sistema de eixos cartesianos, o conjunto de


pontos cujas coordenadas x e y satisfazem:
X

X2 + y2 = 4 1 X 1 ' X E ~ *

6) (UFF)Duas circunferências de mesmo raio são secantes. A reta y = x


contém os pontos em que elas se cortam. Sabendo que uma das cir-
cunferências tem por equação x2 + y2 - 6x - 4y + 9 = O determine a
equação da outra.

7) (UFF) O comprimento de uma circunferência é 8n cm. Sabe-se que


duas retas que passam pelo seu centro têm equações 5x - 2y - 5 = O e
5x + 2y - 25 = O. Determine a equação da circunferência.

8) (UFRJ)As retas y = - x + 2 e y = - x + 6 são tangentes a uma circun-


ferência cujo centro está sobre a reta y = x. Determine a equação da
circunferência.

9) (PUC) A equação x2 + 2x + y2- 3y + 1 O= O representa no plano xüy:


A) Um conjunto vazio
B) Duas retas paralelas
C) Uma parábola
D) Uma circunferência
E) Duas retas concorrentes

10) (PUC) O raio da circunferência x2 + 6x + y2 - 8y = O mede:


A)5 D)8
B) 6 E) 9
C) 7
Circunferência no R1 123

11) (UERJ) O ponto de coordenadas (O, O) pertence às retas r e s, que são


tangentes à circunferência de equação: x 2+ y2 - 12x- l 6y + 75 = O.
a) Determine as coordenadas do centro e a medida do raio da circun-
ferência.
b) Calcule a medida do menor ângulo formado entre r e s.

12) (GAMA FILHO) A área da região formada pelos pontos (x, y) tais que
x2 + y2 ~ 9 é igual a:
A) 3 rt B) 5 rt C) 6 rt D) 8 rt E) 9 rt

13) (UFF) O conjunto dos pontos P(x, y) que satisfazem à equação


x2 + 2:xy + y2 = 4 representa:
A) urna circunferência B) urna reta e um ponto C) um ponto
D) uma parábola E) um par de retas

14) (UFRuRJ) Encontre a área D do plano, de maneira que as coordenadas


(x, y) dos pontos de D satisfaçam as relações:
x2 + y2 ~ 4
{ x+y~2

15) (FUVEST) Considere o triângulo ABC, onde A(O, 4), B(2, 3) e C é um


ponto qualquer da circunferência x2 + y2 = 5. A abscissa do ponto C
que torna a área do triângulo ABC a menor possível é
A)-1 B) - 3/4 C) 1 D) 3/4 E) 2

16) (FUVEST) Para cada número real m seja P111 = (x11,, Ym) o ponto de in-
terseção das retas mx + y = 1 ex - my = 1. Sabendo-se que todos os
pontos P; pertencem a uma mesma circunferência, qual é o centro
dessa circunferência?

A) ( ~, ~) B)(O, O) C) (- ~, ~)

D)(-~,-~) E)(l,1)
124 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

17) (UNI-RIO) A melhor representação de x2 + y2 - 6\ x 1 = 7, no plano XOY,


é:
A) B) C)

D) E)

18) (UNESP) Considere o quadrado de lados paralelos aos eixos coordena-


dos e circunscrito à circunferência de equação x2 + y2 - 6x - 4y + 12
= O. Determine as equações das retas que contêm as diagonais deste
quadrado.

19) (PUC-MG) A circunferência x2 + y2 + Sx + 4y + m = O corta o eixo das


abscissas nos pontos P e Q. Se PQ = 3, o valor de m é:
A) 1/4 B) 1/2 C) 2
D) 3 E) 4

20) (UNI-RIO) O menor valor inteiro de m para que a equação


x2 + y2 + 8x - 2y - m = O represente uma circunferência é:
A)-17 B)-16 C)O D)l6 E)l7

21) (UFRJ) Considere as retas paralelas de equações y = x + 3 e y = x - 1.


Determine a equação da circunferência tangente a essas retas e com
centro no eixo y.

22) (UNI-RIO) Dentre os gráficos a seguir, o que melhor representa a circun-


ferência de equação x2 + y2 = 4x é:
Circunferência no R2 125

A) B) C)

D) E)

23) (UFMG) Na figura seguinte, as três circunferências são tangentes duas a


duas, e o raio da circunferência À é r = 2. A equação da circunferência
Àé:

A) x2 + y2 _ ./2 x - 4y + 4 = O

B) x2 + y2 - 4x - 2./2 y + 6 = O
C) x2 + y2 - 2x - 6y + 8 = O

D) x2 + y2 - 2x - 4./2 y + 5 = O

E) x2 + y2 - 4x - 4./2 y + 1 O = O 2

24) (UERJ) Considere a circunferência cuja equação é


x2 + y2 - 2x + 4y - 5 = O.
a) Calcule o raio da circunferência e
e) determine a equação da tangente à circunferência no ponto (2, 1)

25) (FUVEST) Uma circunferência de raio 2, localizada no primeiro qua


drante, tangencia o eixo x e a reta de equação 4x - 3y = O.
Então a abscissa do centro dessa circunferência é:
A) 1 0)4
B)2 E) 5
C)3
L26 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

GABARITO DAS QUESTÕES DE CONCURSOS:


l) e 14) 2 + 3n
2) x2 + y2 - 3y = O 15) e
3) n u.a, 16) A
4) 33 n 17) x-y-1 = O

t
5)
·EB
6) x2 + y2 -
••••

2x - 8y + 13 = O
18) E

19) B
7)(x - 3)2 + (y - 5)2 = 16 20) E
8) (x - 2)2 + (y - 2)2 = 8 21) E
9)A 22) x2 + (y- 1 )2 = 2
10)A 23) D
11) a) (6, 8); r = 5 ; b) 60° 24) a) Fio; b) x + 3v - 7 = O
12) E 25) D
13) E

EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES
Questão 01 - ESTÁCIO
A distância dos centro das circunferências dadas pelas equações
x2 + y2 - 4 = O e x2 + y2 - 2x - y - 1 = O é:
A) ..fi B) 2 C) .Js D) _!_ E) 1
2 2 2

Questão 02
Se o ponto de coordenadas (m, m + 1) é interior à circunferência
x2 + y2 = 5, então m pertence ao conjunto:
A)]---=, 5[ B) ]---=, -2[ u] 1, +=[ C) ]-2, 1 [
D) ]O, +oo[ E) ]-1, 4[ u ]5, +oo[
Circunferência no R1 127

Questão 03 - CESGRANRIO
y

-3

A equação da circunferência de centro O, cuja representação cartesia-


na está indicada pela figura anterior é:
A) x2 + y2 - 3x - 4y = O D) x2 + y2 + 8x - 6y = O
B) x2 + y2 + 6x + 8y = O E) x.2 + y2 - 8x + 6y = O
C) x2 + y2 + 6x - 8y = O

Questão 04 - FUVEST
Uma circunferência de raio 2, localizada no primeiro quadrante,
tangencia o eixo x e a reta de equação 4x-3y =O.
Então a abscissa do centro dessa circunferência é:
A) l 0)4
B)2 E) 5
C)3

Questão 05 - RURAL
Determine a equação da reta r, tangente à circunferência de equação
x2 + y2 - l Ox + 8y + 23 = O, no ponto P(2, -1 ).

Questão 06 - PUC-CAMPINAS
Seja uma circunferência À, cujo centro pertence ao eixo das abscissa
e a reta de equação ../3 x + y - 4.,fj =O. Se (2, 2 .,fj) é um ponto de i
a sua equação é:
A) x2 + y2 - 8x + 4y - 12 = O D) x2 + y2 - 8x = O
B) x2 + y2 + 8x - 4y + 12 = O E) x2 + y2 - 8y = O
C) x2 + y2 - 8x + 4y - 16 = O
128 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Questão 07 - UFF
Determine os valores de me p para que a equação 2x2 + my2 + 4x +
8y + p = O seja a equação de uma circunferência.

Questão 08 - EST ÁCIO


A circunferência de equação x2 + y2 - 4x + 2y + 1 = O, limita um cír-
culo cuja área é:
A) 41t B) 51t C) 61t O) 31t E) 21t

Questão 09 - UFF
Na figura a seguir a circunferência C tem equação x2 + y2 - 4x - 8y = O
Y.

s
Determine:
a) a equação da retas, que passa pelo centro da circunferência;
b) a equação da reta r que é perpendicular à retas e passa pelo centro
da circunferência.

Questão 10- UNICAMP


Em um sistema de coordenadas ortogonais no plano são dados o ponto
(5,--6) e o círculo x2 + y2 = 25. A partir do ponto (5,--6), traçam-se duas
tangentes ao círculo. Faça uma figura representativa desta situação e
calcule o comprimento da corda que une os pontos de tangência.

Questão 11 - UFF
Sobre o ponto P(4, 4) e a circunferência t de equação
(x - 3)2 + (y - 2)2 = 4, pode-se afirmar que:
A) Pé o centro de i.
B) P pertence a l
Circunferência no R2 129

C) P é interior a t mas não é o centro de i.


D) Pé exterior ate não pertence à reta 3y - 2x = O.
E) é exterior ate pertence à reta 3y - 2x = O.

Questão 12- FUVEST


Sejam A= (O, O), B = (O, 5) e C = (4, 3) pontos do plano cartesiano.
a) Determine o coeficiente angular da reta BC.
b) Determine a equação da mediatriz do segmento BC. O ponto A
pertence a esta mediatriz?
e) Considere a circunferência que passa por A, B e C. Determine a
equação da reta tangente a esta circunferência no ponto A.

Questão 13 - UERJ (adaptada)


Represente no plano cartesiano, as regiões que correspondem aos
pontos que satisfazem o sistema de inequações a seguir:
Y.

X
s
Em seguida, calcule:
a) o ângulo formado entre as retas r: y = x + 1 e s: y = - x;
b) a área total das regiões hachuradas.

Questão 14- UFF


Na figura seguinte estão representadas a reta s e a circunferência C
com centro em (O, O) e raio 3.
130 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Pelo ponto P da reta s, traça-se a reta r, perpendicular as.


Determine a equação der, sabendo que P tem abscissa-1.

Questão 15 - UFF
A circunferência C representada na figura a seguir tem centro na reta
y = 2x e passa pela origem O dos eixos coordenados.

Sabendo que ON = 8, determine a distância entre os pontos Me N.

Questão 16 - FUVEST
Considere um ângulo reto de vértice V e a bissetriz desse ângulo.
Uma circunferência de raio I tem o seu centro C nessa bissetriz e
VC=x.
a) Para que valores de x a circunferência intercepta os lados do ân-
gulo em exatamente 4 pontos?
b) Para que valores de x a circunferência intercepta os lados do ân-
gulo em exatamente 2 pontos?
Circunferência no R2 131

Questão 17 - PUC
Sejam R e S as regiões do plano delimitadas pelos círculos de equações
x2 + y2 = 1 e (x - 1 )2 + y2 = 1, respectivamente. A área de R n Sé:

A) { ;- ';J B) 1t
2
C) _!_(1t --fi)
2 4

D)2(:-~J E) 1t - ,fi
8 3

Questão 18- FUVEST


Um quadrado está inscrito numa circunferência de centro (1, 2). Um
dos vértices do quadrado é o ponto (-3, -1). Determine os outros três
vértices do quadrado.

GABARITO DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES

1) e 10) ~
ffi
2) e 11) D
3) e 12) a)-Yi; b) y = 2x; sim;
c)y=-x/2
4) D 13) a) 90º; b) (1+2n)/4
5) x-y-3 =O 14)y=-x+I

6) D 15) 4-Js
7) m = 2 e p < 10
16)a) ~<x<J2;b)x= J2
8)A 17)A
9) a) 2x + y - 8 = O; 18) (5, 5); (4,-2) e (-2, 6)
b)x-2v+6=0

r
O Conjunto R3 - Vetores no R3

1. O CONJUNTO R3

O conjunto R3 é o conjunto formado por todos os ternos ordenados (x, y, z),


de números reais. É representado por:

R3 = { (x, y, z) / x, y, z E R }, onde:

x é a abscissa, y é a ordenada e z é a cota do ponto P(x, y, z).

1.1 Representação Cartesiana dos Elementos do Conjunto R3


Serão utilizados três eixos tri-ortogonais Ox, Oy e Oz denominados, respec-
tivamente, de eixo das abscissas, eixo das ordenadas e eixo das cotas.
Veja a representação de um ponto qualquer P (x., y0, z0) a seguir:

z
Zo
--·-7
~/~
1 '
1
(x l,y0,2.c,)

1 . º y
Xo \ -··- o IV
~ '1
134 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

L
1.2 Observações
1) Os eixos Ox, Oy e Oz dividem o espaço em 8 regiões, chamadas de
octantes. Convenciona-se que o ponto P(x, y, z) pertence ao:

--------------

1 ° octante quando x > O, y > O e z>O


2° octante quando x < O, y > O e z>O
3° octante quando x < O, y < O e z>O
4° octante quando x > O, y < O e z>O
5° octante quando x > O, y > O e z<O
6º octante quando x < O, y > O e z<O
7° octante quando x < O, y < O e z <O
8º octante quando x > O, y < O e z<O

2) Casos particulares
Quando:
x = O: P (O, y, z) pertence ao plano yoz
y = O: P (x, O, z) pertence ao plano xoz
z = O: P (x, y, O) pertence ao plano xoy
x = y = O: P (O, O, z) pertence ao eixo oz
x = z = O: P (O, y, O) pertence ao eixo oy
y = z = O: P (x, O, O) pertence ao eixo ox
O Conjunto R3 - Vetores no R3 135

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Marque no sistema de coordenadas ortogonais os seguintes pontos:
A(3, 4, 2); B(O, O, 2); C(O, 4, O); D(3, O, O); E(3, O, 2); F(O, 4, 2) e
G(3, 4, O)
Solução:
z

2 B
----------------------~,'• F
, , 1
, , 1
, , 1
, / 1
,, ,' 1
.: A,; :
E r------- ------
1
,' -------~
:
1
:
1
e
1 ,

: : /4 y
1 1 ,
1 1 '
1 1 ,'
1 1 ,
1 1 '
1
D : ---------------------
3
G
1 ,'

2) O ponto P(x2 - 4, x + 2, 3) pertence ao eixo das cotas. Determine o


valor de x.
Solução: Se o ponto P(x, y, z) pertence ao eixo das cotas, devemos ter
x=y=Oez.éO
Logo, x2 - 4 = O ex + 2 = O, simultaneamente. Assim, x = - 2.

2. VETORES NO R3
O conceito de vetor, assim como as operações e propriedades estudadas nc
R2, são válidas também para o espaço R3.
Para não repetir as definições e demonstrações já apresentadas no Ca
pítulo 1, serão apresentadas as fórmulas e propriedades, sem demonstra
ção, apenas fazendo as adaptações que forem necessárias.
Dados os pontos A(a, b, e), B(x, y, z) e C (m, n, p) temos:

r't 1 · •, "
136 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

1 '

2.1 Coordenadas de um Vetor


-
AB = (x - a, y- b, z- e)

2.2 Módulo de um Vetor

I ÃB 1 = dAB (distância entre dois pontos)

1 \AB\ = ~(x-a) 2 +(y-b)2 +(z-c)2

2.3 Vetor Unitário

lvl= 1
2.4 Versor de um Vetor v

[:TI
LJiJ
3. PONTO MÉDIO DE UM SEGMENTO AB

~ ou M=(a+x b+y c+z)


~ 2' 2' 2

4. BARICENTRO DE UM TRIÂNGULO CUJOS VÉRTICES


SÃOA, BEC

ou G = (a+x+m b+y+n
3 ' 3
O Conjunto R3 - Vetores no R3 137

5. PRODUTO ESCALAR OU PRODUTO INTERNO

Sejam os vetores ü = (x., y,, z.) e v = (x2, Y» z2). Então:


V= x.. X2 + y,. Y2 + z.. Z2
ü.

6. CONDIÇÃO DE PERPENDICULARIDADE ENTRE DOIS


VETORES

a l_ v <=> a. v = O

Observações: se a. v > o => ang (a, v) é agudo


se a. v < o => ang (a, v) é obtuso

7. CONDIÇÃO DE PARALELISMO ENTRE DOIS VETORES E


CONDIÇÃO DE ALINHAMENTO DE 3 PONTOS

il li v <=> 3 k E RI il = k. v

- -
Três pontos A(x0, y0, z0), B(x,, y,, z.) e C(x2, Y» 2i) estão alinhados se,
e somente se, os vetores AB e AC são paralelos, ou seja:

x, - Xo = Y1 - Yo = z, -
22 - 2o
20
, vamos considerar X2 * Xo; Y2 * Yo e * Zo
Zi
X2 - Xo Y2 - Yo ·

8. ÂNGULO ENTRE DOIS VETORES aEv

9. VETOR PROJEÇÃO DE UM VETOR v SOBRE UM VETOR a


p = (v. ü'). ü' onde ü' é o versor do vetor e v. ü' é o produto escalar entre
ü

·v e ii' e representa a medida algébrica da projeção de v sobre ü.


138 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica
• .l

10. VETORES UNITÁRIOS DOS EIXOS

Sendo t = (1, O, O), J = (O, l, O) e k == (O, O, 1) os vetores unitários dos eixos Ox,
Oy e Oz, qualquer vetor do R3 pode ser escrito em função der, J e k, isto é,
ü == (x, y, z) = xt + y J + zk

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1) Dados os pontos A(l ,-2, 1), B(O, 1, 2) e C(-1, 4, 2), pede-se:


a) módulo do vetor AB;
b) o produto escalar AC . BÂ;
e) o ponto médio do segmento AB;
d) o ponto que divide o segmento AB na razão 2/3;
e) o ângulo entre os vetores AC e M;
f) o vetor projeção de AC sobre BÂ;
g) verifique se os pontos A, B e C são vértices de um triângulo. Em
caso afirmativo, determine as coordenadas do seu baricentro.
Solução:
a) ÂÊ = B-A = (-1, 3, 1) ~ IAIJI == ~(-1)2 +32 + l2 = .Ju;
b) AC= (- 2, 6, 1); BA = o,
-3, -]) ~ AC. J3Ã = -2. 1 + 6. (- 3) +
1. (-1) =-21;
e) M = A+ B == (1,-1,3) ==
2 2
(2_ ~
2' 2 '2
i):
d) Seja Mo ponto procurado. Então AM: ME= 2: 3 ~ 3. AM = 2. MB
~ M == )A+ 2B = (3/5, - 4/5, 7/5);
5
Aê. BÃ -21
e) cos e= --+ -= ~ e
IACI . IBAI v41.vll
j) A medida da projeção é: 1
1 -3 -1) -2
m= AC. (BA)' = (-2, 6, 1). ( .Ju' -Ei' .Ju = .Ju
... (-21 63 21)
O vetor projeção é P = m. (BA)'== 11'11 'U
O Conjunto R3 - Vetores no R3 139

g} Os vetores AB e AC não são paralelos. Logo os pontos não es-


tão alinhados, ou seja, são vértices de um triângulo. O baricentro é
G = A+B+C = (O, 1, 5/3).
3
2) Determine a e b para que os pontos A(a, b, 3), B(-2, 4, 5) e
C(-1, 2, 7) estejam alinhados.
Solução:
Os vetores AB = (- 2 - a, 4 - b, 5 - 3) e BC= (1, - 2, 2) devem ser
paralelos, ou seja:

-2-a_4-b=I =l=?a=-3eb=6
1 - -2 2
3) Determine todos os pontos do R3 que estão alinhados com os pontos
B e C·do exercício 2.
Solução:
Seja Pta, b, c) um ponto qualquer do R3. Assim, BP e BC devem ser
paralelos, isto é:

a+ 2 _ b - 4 _ e - 5 _- k =?a. = k- 2.' b = _ 2k + 4; c = 2k + 5.
------
1 -2 2
Logo, os pontos são da forma: P(k - 2, - 2k +4, 2k + 5)
4) Dados A(-1,3, k), B(l, 4, 7) e C(-2,-4,1), determine k para que o ân-
gulo entre os vetores ÃB e BC seja: .
a) Reto;
b) Obtuso.
Solução:
a) O produto escalar deve ser igual a zero. ÃÊ. BC= (2, 1, 7 - k). (- 3,
-8, -6) =O=? - 6- 8 + (7-k).(-6) = O =? -14- 42+ 6k = O =?
k = 28/3
b) O produto escalar deve ser negativo. AB. BC< O=? k < 28/3

5) Calcule a altura relativa ao lado AB do triângulo ABC, dados:


A(l, O, 3), B(5, 3, 3) e C(2, 1, 1).
Solução: -
140 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

A altura relativa ao lado AB é o cateto CH do triângulo AHC, onde a


medida da hipotenusa é o módulo do vetor AC e o cateto AH é a medida
-- --
da projeção do vetor AC sobre o vetor AB. Desta forma, teremos:
AC=(], 1, -2) ~ IACI = .J6; AB = (4, 3, O) ~ IABI = 5; (AB)'=
(4/5, 3/5, O)~~= AC (AB) '= 8/5 -- -- J86
Dai, tiramos: IACl2 = m2 + h2 ~ 6 = 64/25 + h2 ~ h = --
5

11. PRODUTO VETORIAL


Dados dois vetores a= (x., y1, z.) e v = (x2, Y» z2), definimos produto
vetorial entre ü e v e representamos por ü x v, como sendo o vetor obtido
através do determinante:

i J k
U X V=l X1 Yi Z1 l,onde i=(l,0,0), ]=(0,1,0) e k=(0,0,1)
X2 Y2 22

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Dados os vetores ü = (2, 3,-1) e v = (-1, 4, 2), calcule:
a) Ü x v
b) vxÜ
Solução: T ] k
a)iixv= 2 3 -ll=l0z-3]+1lk
-1 4 2 1

b) v x = - (JOT-3] + llk) = -JOT + 3] - llk (Observe que o deter-


ü

minante será formado trocando a segunda e a terceira linha entre si).


O Conjunto R3 - Vetores no R3 141

r------------------------------------------,
: Observação: os vetores a x v e v x a têm o mesmo módulo e sentidos :
1 1
I opostos.
~------------------------------------------~
2) Utilizando os dados do exercício anterior, mostre que:
a) é perpendicular a ü x v
ü

b) v é perpendicular a x v
ü

Solução: •
a) a. (üxv) = (2, 3,--1). (10,-3, 11) =20-9-ll =O~ül_(üxv)
b) v. (ü x v) = (- 1, 4, 2). (10; - 3, 11) = - 10 - 12 + 22 = 0 ~
V l_(ü x v)

11.1 Observações

ü x v é umvetor com as seguintes características:


1. direção do vetor a x v: perpendicular ao plano de ü e v;
2. sentido do vetor a x v: regra da mão esquerda (se o dedo médio
da mão esquerda indicar o sentido do vetor ü e o dedo indicador
o sentido do vetor v, o dedo polegar estará indicando o sentido do
vetor a x v);
3. módulo do vetor a x v: 1 a x v 1 = \ a 1. \ v I. sen e, onde e é o ângu-
lo entre e v.
ü

EXERCÍCIO RESOLVIDO
Dados os vetores ü = (2, -1, 3) e v = (1, O, -2), calcule:
a) O módulo do produto Ü X v;
142 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

b) o seno do ângulo formado por ü e v;


e) um vetor unitário que seja perpendicular a ü e v.
Solução:
J k
a) Ü X V= 1 2 -1 3 = 2T + 7] + k ~ iü X vi = 3-,J6
1 O -2
b) lüx V= 1 ü 1. 1
-
V
r: tr: t:
1. seni) ~ 3.,6 =--Jl4."\/5. senü ~ senü =--
3M5
35
e) o vetor ü x v = (2, 7, 1) é perpendicular a ii e v. Logo, um vetor
unitário pode ser obtido multiplicando il x v pelo inverso do seu
módulo; neste caso estaremos calculando o versar de il x v.

11.2 Interpretação Geométrica do Módulo do Produto Vetorial

11.2.1 ÁREA DO PARALELOGRAMO

Da geometria plana sabe-se que a área de um paralelogramo é igual ao


produto da medida da base pela medida da altura.
Se a medida da base do paralelogramo é igual ao módulo do vetor ü,
a medida da altura h será igual a:

sen 0 = ~ => h = \vi. sen e. Logo a área do paralelogramo será:


V
Áreaparalelogramo = b. h = 1 a 1. h = 1 a 1. l v I sen8, que é a expressão do
módulo do produto vetorial entre ü e v, vista anteriormente.
Assim, a área de uni paralelogramo definido pelos vetores ii e v que
formam um ângulo igual a 0 é igual a:
A= 1 a x v 1 = 1 a 1-1 v 1- sen8
O Conjunto R3 - Vetores no R3 143

1
I Observação: Se ang(ü, v) = Oº ou ang(ü, v) = 180º, então ü x v = O
1
L-----------------------------------------~

11.2.2 Área de um Triângulo

A área do triângulo definido pelos vetores ü e v será, obviamente, a metade


da área do paralelogramo definido pelos mesmos vetores. Logo,

Áreatriângulo = .!_ . \ Ü X V \
2

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Determine um vetor de módulo 5, que seja perpendicular ao plano
que contém os pontos A(l, O, 2), B(-1, 1, 2) e C(l, 1, 3).
Solução:

- -
O vetor w é o resultado do produto vetorial entre os vetores AB e AC.
O veto.r pedido deve ser paralelo a w e ter módulo 5.
144 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

-
AB X AC
1

-2 1
J k
o = t + 2J - 2k = (1, 2, - 2) ~ 1 w 3
O 1 1
~ w' = (1/3, 2/3, - 2/3). Logo o vetor procurado pode ser
5.w'= (513, 1013, -1013) ou- 5.w'= (- 513, -1013, 10/3).

2) Calcule a altura relativa ao lado AB do triângulo ABC, onde


A(l, O, 2), B(-1, 1, 2) e C(l, 1, 3).
Solução:

-
Um problema semelhante a este foi resolvido anteriormente, utilizan-
do a medida da projeção do vetor AC sobre o vetor AB. Agora, vamos -
resolvê-lo a partir da área do triângulo ABC que, como foi visto, é

dada por S = 11- x AC


2
-, AB

Como a área também pode ser calculada através da expressão

S = _!_ \ AB l . h , podemos igualar as duas expressões, obtendo o va-


2 - -
lorde h: h I= AB_
x AC\
IABI
No exercício anterior, vimos que I AB x Aê 1 = 3 e como \AB\ = -Is .
a altura do triângulo será: h = 3../s
5
3) Calcule a área do paralelogramo definido pelos vetores ü = (-1,0, 5) e
v = (2, -1, 3).
Solução:
Neste caso,jáforam dadas as coordenadas do vetores não paralelos,
que definem os lados do paralelogramo; daí é imediato que a área
seja igual a S = 1 a x v \.
T J k
üxv=l-1 O s\=5z+l3]+k~lüxvl=Msu.a.
1
2 -1 3
4) Determine m para que os pontos A(m, 1, O), B(-2, O, 3) e C(l, 1, --4)
sejam vértices de um triângulo de área 2.
O Conjunto R3 - Vetores no R3 145

Solução:
Se a área do triângulo é 2, temos que

1
2
1-AB AC=
X-, 2 => AB ,- -1
ACX = 4

AB=(-2-m, -l,3);AC=(l-m,O, -4)


í } k
ÃÊxAC=l 2 m 1 31=4i+(-5-7m)]+(l-m)k=>J42+(-5-7m)2+(l-m)2 =4
1 111 o 4'

Deixamos para o leitor a conclusão do exercício.

5) Os pontos A(), 2, -4), 8(2, 1, 3) e C(O, 4, -2) são vértices consecuti-


vos de um paralelogramo ABCD. Determine:
a) o vértice D; D
b) o po~to de encontro das dia-
gonais;
e) a área do paralelogramo.
Solução:
A
/

B
C 7
a) A figura nos mostra que os vetores ÃD e BC são iguais (também
poderíamos fazer AB = DC).
Como AD= BC~ D-A = C-B ~D= A+ C-B ~ D(-1, 5, - 9)
b) As diagonais de um paralelogramo se encontram no seu ponto
médio. Então M= A+C = B+ D= (1/2, 3, -3)
2 2
e) A área do paralelogramo é igual a
S=JÃBXÃDI
i j . ,;
ÃB=(l,-l,7)eÃD=(-2,3, -5) => ÃBxÃÕ=\1 1 1j=-16i -9]+5k.
2 3 5
S= J(-16)2 +(-9)2 +52 = ..J36211.a.

~· n
.46 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

12. PRODUTO MISTO ENTRE TRÊS VETORES a, vEw


12.1 Definição

Dados os vetores ü = (x., y,, z.), v = (x., Y2, z2) e w = (x., y3, z3) é chamado
produto misto entre ü, v e w ao número real dado por:

a. (v x w) Notação: [a, v, w] = a. (v x vv)

O produto misto entre 3 vetores também pode se calculado através do


determinante:
X1 Y, Z1

[ü, V, w] = lx 2 Y2 Z2

X 3 Y3 Z3

r--------------- ------------,
: Observação: Como foi definido, o produto misto também pode ser :
: escrito: a. (v x w) = 1 a l· I vx w I· cos e, sendo e o ângulo formado :
: pelos vetores a e v x w. 1
L------------------------------------------~

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Dados os vetores = (2, 1, O), v = (-1, 3, 2) e l-V = (-1, 2, 1), calcule
ü

[ü,v,w] usando a definição (v x w). ü.

Solução:
Como o produto misto é igual a il. (v x i,v), vamos calcular primeira-
mente o produto vetorial
i j k
vxw:l-1 3 2l=z-]+k
-1 2 1
Agora, fazemos o produto escalar de ü por v x w:
(2, 1, O). (-1, -1, 1) = 2.(-1) + 1.(-1) + 0.1 = -3.
Logo, [ü, v, w] = -3
O Conjunto R3 - Vetores no R3 147

2 1 O
2) Mostre que o valor do determinante 1-1 3 2 J é igual ao resultado
-1 2 1
encontrado no exercício anterior. Observe que as linhas do determi-
nante são respectivamente as coordenadas dos vetores ü, v e w.
Solução: 12 1 O
Calculando o determinante anterior encontramos: -1 3 2 I=- 3
-1 2
Este exercício nos mostra uma forma mais rápida de calcular o pro-
duto misto entre três vetores. Como foi visto, basta colocar, na ordem
em que foram dados, os vetores como linhas de uma matriz e calcular
o seu determinante.

3) Se (v x w) = O, pode-se afirmar que ué perpendicular ao plano deve


ü.

w? Justifique.
Solução:
Não. Se (v x w) é igual a zero, isso significa que o vetor ü é perpen-
ü.

dicular ao vetor v x w. Como já foi estudado anteriormente, o vetor


v x w é perpendicular ao plano de v e w. Assim, o vetor ii é paralelo
ao plano deve l-v ou é coplanar com v e w. Veja afigura:
vxw

4) Qual é a condição para que três vetores ü, v e w sejam coplanares?


Solução:
Tendo em vista afigura anterior, é fácil concluir que se ü, v e w esti-
verem em um mesmo plano (forem coplanares), o vetor ii será perpen-
dicular ao vetor v x w. Assim, o produto escalar entre e v x w será ü
48 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

igual a zero, isto é, a. (v x w) = O. Observe que o primeiro membro


dessa igualdade corresponde à definição do produto misto entre os
vetores ü, v e w.
Logo, a condição para que três vetores sejam coplanares é que o pro-
duto misto entre eles seja igual a zero.

13. CONDIÇÃO DE COPLANARIDADE ENTRE 3 VETORES a, vEw

a, v, w coplanares e= [ü, e, w] = O

O produto misto foi definido assim: [ü, v, w] = a. (v x w).


Sabemos que v x w é um vetor perpendicular aos vetores v e w. Se O
vetor ü estiver no plano que contém v e w, então o vetor v x w também será
perpendicular a a, acarretando que o produto escalar ti. (v x w) será nulo.
Daí concluímos que o produto misto entre ü, v e w será igual a zero.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Verifiqueseosvetoresü=(2, 1,8),v=(-1,3,-7)ew=(l,4, l)são
coplanares.
Solução:
Basta verificar se o produto misto entre eles é igual a zero:
2 1 8
-1 3 -71=0.
1 4 1
Logo os vetores são coplanares.
O Conjunto R3 - Vetores no R3 149

2) Determine o valor de k para que os pontos A(l, O, 3), B(-1, 2, 1 ),


C( 4, O, -2) e D(k, 1, 1) sejam coplanares.
Solução:
Nesse caso, para que os 4 pontos pertençam a um mesmo plano, eles
devem definir 3 vetores que sejam coplanares. Veja afigura:
·D

.e

-
Assim, basta que o produto misto [ AB, AC, AD] seja igual a zero.
ÃÊ=(-2, 2,-2);AC=(3, o, -s);ÃD=(k-1,1,-2)
2 2 2
-
[ AB, - -]
AC, AD= 3 o s\=o~k=~
k 1 2 5

14. INTERPRETAÇÃO GEOMÉTRICA DO MÓDULO DO PRODUTO


MISTO

14.1 Volume de um Paralelepípedo

Considere três vetores ü, v e w, não coplanares.


Pode ser construído um paralelepípedo cujas arestas são paralelas a
esse vetores, conforme a figura a seguir.
Será demonstrado que o volume do paralelepípedo, assim construído,
é igual ao módulo do produto misto entre ü, v e w.

(v = \ ü, v, w \ = \ ü . (v x w) \ )
LSO Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Da Geometria, sabemos que o volume de um paralelepípedo é igual


ao produto da área da base (Sb) pela altura (h).
Na figura, a base é um paralelogramo definido pelos vetores v e w, e a
altura é igual ao módulo da projeção do vetor ii sobre o vetor v x w, sendo
9 o ângulo formado por esses dois vetores.
A área da base é igual ao módulo do produto vetorial entreve w, pois
a base é um paralelogramo. h
Por outro lado, 1 cos 8 1 = lul , de onde pode concluir que h = 1 u 1 1 cose 1.
Logo, o volume do paralelepípedo é
V= s, h = 1 v x w 1.1 a 1.1 cos s l = 1 lül.lv x wl. cose 1.
Note que a expressão que está em módulo é a representação do pro-
duto escalar entre os vetores ii e v x w, isto é, 1 (v x w) I. Como essa ex-
ü.

pressão representa o produto misto entre a, v e w, conclui-se que o volume


do paralelepípedo definido pelos vetores ü, v e i,v é expresso por:

V= 1 [a,v,w] 1

14.2 Volume de um Tetraedro

r
/ V=
1
. Ira. v. ivJI
/ /
6

Da Geometria, conclui-se que volume de uma pirâmide é igual a um


terço do produto da área de sua base pela medida de sua altura.
Uma pirâmide de base triangular é chamada de tetraedro. Observe
que o tetraedro desenhado anteriormente é definido pelos vetores ü, v e lV,
os mesmos que utilizamos para definir o paralelepípedo do item 3.1.
Assim, considere que ele possui a mesma altura do paralelepípedo e
que a área da sua base é a metade da área da base do paralelepípedo.
O Conjunto R3 - Vetores no R3 151

_llvxwl
V - -. .1 u l . cose ==} V -
_1
-6 . 1 [u, V, w] \
3 2

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Verifique se os pontos A( 1, 2, 3), B(-1, O, 1 ), C(O,- 2, 1) e 0(0, O, - 2)
pertencem a um mesmo plano (são coplanares).
Solução:
-+ -+ -+
Basta construir os vetores AB, AC e AD, por exemplo e calcular o
produto misto entre eles. Se der zero, os pontos são coplanares. Caso
contrário, esses pontos formam três vetores que não estão em um
mesmo plano, podendo ser considerados como arestas de um parale-
lepípedo ou de um tetraedro, como foi visto anteriormente.
-+ -+ -+
AB = (- 2} - 2, - 2j,1 · AC = (- 1 ' - 4} - 21J, · AD = \/(- 1 - 2 - 5) 1 } '

-2 -2 -2
[ AB, AC, AD] = 1- 1 -4 -2 I = -22.
-1 -2 -5
Logo, os pontos não pertencem a um mesmo plano.
r-----------------------------------------,
Comentário: Como o produto misto deu - 22, podemos afirmar que
os vetores AB, AC e AD são arestas de um paralelepípedo de volume I
I igual a 22; ou então, que os pontos A, B, C e D são vértices de um :
: tetraedro de volume 22/6 = 11 /3.

2) Determine o volume do paralelepípedo definido pelos vetores


ü = (1, O, - 2), v = (- 1, 1, O) e w = (2, 3, - 1).
Solução:
1 O -2
V=l[a,v,w]==>(ü,v,w]=\-1 1 Ol=9=:}V=9
2 3 1

3) Verifique se os vetores ü = (2, 3, - 1 ), v = (1, 1, - 3) e 1,,v = (O, O, 1) de-


terminam um tetraedro e, em caso afirmativo, calcule o seu volume.
152 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Solução:
Para que os vetores determinem um tetraedro eles não podem ser
coplanares, isto é, [ü, v, 'rV} tem que ser diferente de zero.

2 3 -1
[ a, v, w] = \ 1 1 - 3 1 = - 1.
O O 1

Logo o volume do tetraedro é V= I_l[ü,


6
v, w]I = !.
6
4) Determine os valores de m para que os pontos A(m, 1,0), B(l, 1,-1 ),
C(0,0,3) e D(-1,0,0) sejam vértices de um tetraedro de volume 6.
Solução: -+ -+ -+
Considerando os vetores ü = BA, v = BC e w = BD, devemos ter
1
v = -l[a, v, w]I = 6 ~ i[a, v, w]I = 36
6
"m-1 O 1
[ü,v,w]=\ -1 -1 41=3m-4.
-2 -1 1
Assim, l3m - 41 = 36 ~ m = 40/3 ou m = - 32/3
5) Determine a relação que deve ser atendida pelas coordenadas de um
ponto genérico P(a, b, e), para que ele pertença ao plano que passa
pelos pontos A(:- 1,2, 1 ), 8(2,3,0) e C(O, 0,5). É possível determinar ou-
tros pontos que pertencem ao plano ABC. Determine 3 desses pontos.
Solução:
Com base no que já foi visto, é fácil concluir que a condição para que
os quatro pontos pertençam a um mesmo plano é: [ AB, AC, AP] = O.
Logo, podemos escrever:
3 1 -1
-2 4 =O ~-6(c-1) + 4(a + 1)-1 (b-2)-2(a + 1)-1
a+ l b-2 c-1 (c-l)-12(b-2)=0~2(a+l)-13(b-2)
- 7(c- 1) = O~ 2a -13b - 7c + 35 = o··
O Conjunto R3 - Vetores no R3 153

r---------------------------------------,
I
1
Comentário: Podemos verificar que os pontos dados, A, B e C '1
I satisfazem essa relação. Basta substituir as coordenadas desses '
1 1
, pontos na relação obtida: •
~---------------------------------------~
A(-1, 2, 1) => 2.(-1)-13. 2- 7. 1 + 35 = O
B(2, 3, O) => 2. 2 - 13. 3 - 7. O + 35 = O
C(O, O, 5) => 2. O - 13. O - 7. 5 + 35 = O.
É evidente que a relação obtida pode ser satisfeita por uma infini-
dade de pontos do R3, o que não significa que qualquer ponto do R3
satisfaça esta relação. Somente os pontos que estiverem no mesmo
plano definido pelos pontos A, B e C dados inicialmente, satisfarão
a relação.
Assim, para determinarmos outros pontos que satisfaçam a relação
obtida, isto é, que pertençam ao plano ABC, podemos escolher ar-
bitrariamente valores para duas das variáveis, obtendo o valor da
terceira.
Por exemplo, se fizermos: b = O e e = 1, obteremos a = - 14. Portanto
o ponto P(- 14, O, 1) é um ponto do plano ABC.
Determine outros pontos deste plano!

EXERCÍCIOS DE APROFUNDAMENTO
1) Em um triângulo ABC são dados os pontos C(I, 5, 3), K(2, 2, 5) pon-
to médio de BC e G(-1, 3, 2), baricentro do triângulo. Determine os
vértices A e B. Resp. (-7, 5, -4) e (3, -1, 7)

2) Considere o tetraedro ABCD, onde A(1, 2, -4), B(2,-I, O), C(5, 2,-1)
e 0(2, -1, 7). Seja G o baricentro de BCD. Calcule o ponto médio de
AG. Resp. (2, 1, -1)

3) Sendo ABCD um paralelogramo onde A(3, -5, O), B(5, -3, 1) e


C(-1, 3, 2), determine:
a) o vértice D, oposto a B;
b) o ponto de encontro das diagonais. Resp. a) (-3, 1, l); b) (], -1, 1)
154 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

4) Um segmento de reta limitado pelos pontosA(-1, 8, 3) e 8(9,-7,-2)


é dividido pelos pontos C, D, E e F em cinco partes iguais. Calcular
as coordenadas desses pontos. Resp. e, 5, 2);(3, 2, l); (5, -1, O);
(7, -4, -1)
5) Determine o ponto do eixo dos y que é eqüidistante dos pontos
A(l, -3, 7) e B(5, 7, -5). Resp. (O, 2, O)
6) Demonstre que o triângulo de vértices A(3, -1, 6), B(-1, 7, -2) e
C(l, -3, 2) é retângulo.
7) Determine o vetor de sentido oposto ao de v = - 2T + 4] + 4k, que
tenha módulo igual a 9. Resp. 3i - 6j - 6k
8) Determine o valor de a, sabendo que os vetores 2f + 3] + 4k e f - J + ak
são ortogonais. Resp. ~
9) Os vetores ii = (2, -1, 3) e v = (3, k, -1) são perpendiculares. Calcule
o valor de k. Resp. 3
1 O) Determine o vetor projeção de ü = (1, 2, 7) sobre o vetor v = (1, l, 1).
Resp. (] 0/3, 10/3, 10/3)
11) Considere os vetores ü = (l, 2, -3) e w = (1, 2, -1 ).
a) Determine o vetor projeção de v sobre w;
b) decomponha o vetor vem dois vetores e 6 tais que li w e 61- w.
ã ã

Resp. a) (4/3, 8/3,-4/3); b) a= (4/3, 8/3, -4/3); b = (-1/3, -2/3, -5/3)


12) Verifique se entre os ângulos internos do triângulo ABC, onde
A(4,-l, 4), B(O, 7, -4) e C(3, 1,-2), há um que seja obtuso.
Resp. Sim. O ângulo C.
13) Dados os vetores ü = (1, O. O), v = (O, l, O) e w = (O, O, 1 ), do R3, de-
termine o ângulo formado por (ü + v) e (v - l:V). Resp. 60º
14) Os vetores e 6 são perpendiculares e o vetor e forma com e E
ã ã

ângulos iguais a 60º. Se à e e são unitários, l b l = 2 e p = 3 à - 6 + e,


calcule o módulo do vetor jJ. Resp. Jts
15) Considere os pontos A( 4, 4, O), B(4, O, O) e C(O, 4, 3). Calcule a área
do triângulo ABC. Resp. 10
O Conjunto R3 - Vetores no R3 155

16) Determine a área do paralelogramo definido pelos vetores ü = (2, 4, 5)


e v = (-1, 3, 3). Resp. A= ./no
17) Calcule a medida da altura relativa ao lado PR do triângulo de vérti-

ces P(l, 3, 2), Q(4,-1, 2) e R(2. 5, 3). Resp. h


5J3o
= --
6
18) Calcular a distância do ponto P(2, -1, 3) à reta que passa pelos pontos
{1io
(1, 1,4)e(2,4, 1).Resp. Vl9
19) Sabe-se que e v são vetores que satisfazem as seguintes condições:
ü

a) ü é paralelo ao vetor vv = r - J + k;
b) v é ortogonal a w;
e) ã=ü+v,ondeãéovetor2r+J-3k.
Considerando os dados especificados anteriormente, calcule o produ-
to vetorial x v. Resp. (- 4/3, - 10/3, -2)
ü

20) O módulo do produto vetorial dos vetores e 6, que formam um ân-


ã

gulo obtuso, é .f4i. e I 1 = 7 e 151 = 3. O vetor MP tem a direção da


ã

bissetriz do ângulo de e 6 e I MP 1 = 2.J42 . Se o vetor MQ =


ã 6, ã -

calcule a área do triângulo MPQ. Resp. A= l o.J41.


21) Calcule o valor de a para que os vetores 2T + 2] - k , 3r + 4J + 2k e
ar+ 2] + 3k sejam coplanares. Resp. 1
22) Calcule o volume do paralelepípedo de arestas AB, AC e AD, sendo
A(O, O, 4), 8(2, 1, 8) e os vetores BC= (10,10,1) e DA= (2, 5, 3).
Resp. 142

23) Calcule o volume do tetraedro definido pelos vetores v = (-1, 5, 3),


a = (2, 4, 1) e 111 = (1, 8, 4). Resp. 7/6
24) Calcule os valores de k para que os pontos A( 1, 1,0), B( 1,0, 1 ), C(O, 1, 1:
e D(k, 2, 1) determinem um tetraedro de volume 2/3. Resp. -5 ou 3

25) Calcule a altura (relativa à face ABC) do tetraedro VABC, sabend:


que V(l, 2, 3), A(3, -1, 2), B(O, 1, 4) e C(2, 1, 2). Resp. 1/3
Estudo do Plano no R3

1. EQUAÇÃO CARTESIANA DE UM PLANO


No último exercício resolvido, foi obtida uma relação entre as coordenada
de um ponto genérico P(a, b, e), para que este pertencesse ao plano qu:
passava por três pontos dados, A, B e C. Naquela situação, obteve-se um;
equação com três variáveis, a qual, como é de conhecimento de todos, pos
sui infinitas soluções no conjunto dos números reais; quando são encontra
das algumas soluções para ela está, na realidade, determinando alguns do
infinitos pontos que pertencem ao plano ABC.
Portanto, a idéia desenvolvida naquele exercício é exatamente a qu
será utilizada aqui, para determinar a equação cartesiana de um plano.

C(I~P(x,y,z)

A(l, 2, -1) B(O, 1, 3)

···r
I·' i
.58 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Sabe-se que três pontos distintos não colineares, determinam um pla-


10. Considere os pontos A(l, 2, -1 ), B(O, 1, 3) e C(l, 1, -2), conforme a
rgura anterior. Estes pontos determinam um plano que passa por eles.
A equação do referido plano será obtida considerando um ponto ge-
rérico do R3, o qual deverá pertencer ao plano definido pelos pontos A, B
~ C, isto é, o ponto P deverá ser coplanar com A, B e C.
Como já foi visto anteriormente, se os pontos A, B, C e P estão num
mesmo plano, pode-se afirmar que os vetores AB, AC e AP são coplanares.
Assim, pode escrever que o produto misto entre eles é nulo, ou seja,
-+
[AB, AC, AP] =O
-+
Com o AB = (-1, -1 , 4), AC = (O, -1, -1) e AP = (x - 1, y - 2, z + 1 ),
escreva:
-1 -1 4
o -1 -1 1=0
X -1 y-2 z+l

Desenvolvendo este determinante, terá: Sx - y + z - 2 = O, que é


chamada de equação cartesiana do plano que passa pelos pontos A,B e C
dados.
Uma outra forma de determinar a equação cartesiana de um plano é
a seguinte:
- -+
Considerando os pontos A, B e C dados, o produto vetorial AB x AC,
como se sabe, é um vetor perpendicular ao plano ABC.

mxAê

~-------- __ _..p
Estudo do Plano no R3 159

i j k
Logo, AB x AÍ:,= 1 1 1 4\=5i-]+k.
o l 1

Qualquer vetor AP do plano ABC também será perpendicular ao vetor


AB x AC. Assim, se P(x, y, z): AP = (x - 1, y - 2, z + 1) e daí:
AP. (AB x AC)= O =} (x- 1, y-2, z + 1). (5, - 1, 1) = Sx- 5 -y + 2
+ z + 1 = 5x -y + z- 2 = O que é a equação encontrada anteriormente.
r-----------------------------------------,
• Comentário: Observe ainda que as coordenadas do vetor AB x AC •
1 1
, = (5, - 1, 1), que é perpendicular ao plano ABC, são exatamente os •
: coeficientes das variáveis x, y e z da equação encontrada. Além disso, !
: qualquer vetor paralelo ao vetor citado, também será perpendicular ao !
• plano ABC. •
L-----------------------------------------~

1.1 Observações
Como já foi visto anteriormente:
1) Os pontos A, B e C serão verificados para ver se satisfazem essa
equação. Observe:
A ( 1, 2, -1) =} 5 .1 - 2 + (-1) - 2 = 5 - 2 - l - 2 = O
B (O, 1, 3) =} 5.0- 1 + 3 - 2 = O - 1 + 3 - 2 = O
C (1, 1, -2) =:::} 5.1 - 1 + (-2)- 2 = 5 - 1 -2- 2 = O.

2) É possível determinar outros pontos desse plano. Basta atribui


livremente valores numéricos a duas das variáveis e determinar e
valor da terceira.
Fazendo, por exemplo, x = 4 e y = 5, encontra-se z = -13. Assim
o ponto (4, 5,- 13) pertence ao plano ABC.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Determine a equação do plano que passa pelos pontos:
a) A(l,0,1), B(-2,1,0) e C (1,1,-3)
60 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

b) A(0,0,0), B(],5,-3) e C(2,-1,1)


c) A(l,4,2), B(-3,2,1) e C(0,-2,-1)
Solução:
Sendo P(x, y, z) um ponto genérico, basta fazer: [AP, AB, AC]= O

x-1 z-1
y
-3 1 -11 = o~ -4(x-1)-3(z-1)-12y+l(x-1) = O
a)
o 1 -4
~-3x-12y-3z+6=0~x+4y+ z-2=0
X y z
b) 11 5 -31 =o~ 5x-6y-z-10z-y-3x = o~ 2x-7y-l lz =o
2 -1 1
x-I y-4 z-2
e) 1 -4 -2 -1 1 =Ü~ Ü (X -1 )-11 (y - 4) + 22 ( Z - 2) =Ü~ y- 2 Z =Ü
-1 -6 -3

r-----------------------------------------,
Comentário: Nas equações encontradas, podemos perceber que há
' casos em os coeficientes das variáveis se anulam. No item b, a equa- '
, ção é da forma ax + by + cz = O (d= O), que sempre será satisfeita
I pelo ponto (O, O, O), ou seja, a equação representa um plano que ,
I passa pela origem.
~-----------------------------------------~
2) Considere o plano de equação 2x + y + 3z - 6 =O.Determine:
a) as interseções deste plano com os eixos coordenados;
b) as interseções com os planos xüy, xOz e yüz.
Solução:
As interseções com os eixos são obtidas anulando duas das coordena-
das, obtendo a terceira.
Intersecção com o eixo x: y = z = O~ 2x + O + 3. O - 6 = O~ x = 3
~A(3, O, O)
Intersecção com o eixo y: x = z = O~ 2. O + y + 3. O - 6 = O~ y =
6 ~ B(O, 6, O)
Intersecção com o eixo z: x = y = O~ 2. O + O + 3z - 6 = O~ z = 2
~ C(O. O, 2)
Estudo do Plano no R3 161

Veja afigura:
z

6 y

3) Considere os pontos A(l ,-1,2), B(4,0,-l) e C(l,0,0).


a) Calcule o produto vetorial ÃB x Aê;
b) determine a equação do plano ABC;
e) a equação encontrada no item b é da forma ax + by + cz +d= O.
Você pode observar que o produto AB
x Aê é paralelo ao vetor
cujas coordenadas são (a, b, e). O que você pode concluir daí?
Solução:
,_ - -
i j k
a)ABxAC=b 1 -31=r+6]+3k~ABxAC=(l,6,3)
O 1 -2
'
b) Seja P(x, y, z) x -1 y+1 z_2
[AP, AB, AC}= O~ 3 1 -3 \=O~ (x-1) + 6(y + 1)

1
O 1 -2
+ 3 (z - 2) = O ~x + 6y + 3z - 1 = O
e) Da equação do plano, tiramos (a, b, e) = (1,-6, 3) li AB x AC. Como
AB x AC é perpendicular ao plano ABC, conclui-se que o vetor (a, b, e)
também é perpendicular ao plano.
162 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

2. VETOR NORMAL A UM PLANO

ii .l ao plano ~ ii é o vetor normal ao plano

- -
Dados três pontos A, B e C de um plano, é possível escrever as coor-

- -
denadas dos vetores AB e AC, por exemplo.
O produto vetorial AB x AC é um vetor perpendicular a esses vetores,
ou ao plano que contém esses vetores, conforme já visto anteriormente.
Assim, o vetor ii = AB x AC é denominado vetor normal ao plano que
passa por A, B e C.
No item e do exercício 3 resolvido, verifica-se que dada a equação de
um plano no R3, ax + by + cz +d= O, os coeficientes das variáveis são as
componentes do vetor normal a esse plano, isto é,

ax + by + cz +d= O <=> vetor normal ii = (a, b, e)

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS:
1) Determine um vetor normal ao plano definido pelos pontos
A(l, O, O), B(O, O, 2) e C(O, -3, O)
Solução:
Vamos sugerir duas soluçÕ=f Pª!!' o problema:
I") Calculando o produto AB x AC obteremos um vetor perpendicular
ao plano:
Estudo do Plano no R3 163

1 J k
AB x AC = 1-1 O 2\ = 6T - 2] -. 3k ~ Qualquer vetor paralelo
-1 -3 O
'
ao vetor (6, - 2, 3) será perpendicular ao plano ABC.
2°) Determinando a equação do plano, obtemos:
x-1 y z
-1 O 2i=0=:>6(x-1)-2y+3z=Ü=:>6x-2y+3z-6=0.
-1 -3 O
Agora, tiramos o vetor normal ao plano: n= (6, - 2, 3).

2) Escreva a equação do plano ABC definido no exercício anterior e ve-


rifique que as coordenadas do vetor normal ao plano são proporcio-
nais aos coeficientes de x, y e z da equação do plano.
Solução:
No caso, obtivemos o mesmo vetor; no entanto, como já sabemos,
qualquer vetor paralelo ao vetor ii será perpendicular (normal) ao
plano.

3. PLANOS PARALELOS E PLANOS PERPENDICULARES


Analogamente ao que foi estudado no Capítulo 2, os vetores normais de
um plano podem ser utilizados para estudar suas posições relativas.
Por exemplo, dados dois planos a e f3, cujas equações cartesianas
são:
a: a1X + b1y + C1Z + d, = 0
13: a2x + b2y + c.z + d2 = O, as posições entre eles estão resumidas nos
quadros a seguir.
164 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

····l······· . · · · · · · .

Se dois planos são paralelos, seus vetores normais são paralelos. Assim,

= 1~ (paralelos coincidentes)

Se a//~~ ~=~=5._
ª2 b2 C2

< t:- ~
d2
(paralelos distintos)

Se a e ~ não são paralelos, dizemos que os planos são secantes. Par-


ticularmente, se a .í. ~ ç:::} ii01- ii11 ç:::} ii0_ ii11 = O
Estudo do Plano no R3 165

4. ÂNGULO ENTRE DOIS PLANOS


Também pode utilizar os vetores normais para calcular o ângulo entre dois
planos. Considere sempre o menor ângulo formado pelos vetores normais
desses planos. Assim,

,ia .ii~
cos 9 =
J lia J. I ii~ 1

EXERCÍCIOS R.ESOLVIDOS
1) Determine a equação do plano que passa pelo ponto A(l, 3,- 2) e é
paralelo ao plano de equação 3x + y- Sz + 1 = O.
Solução:
O plano procurado tem vetor normal paralelo ao normal do plano
dado, ou seja, k. (3, 1, -5). Não há qualquer problema se utilizarmos
k = 1.
Daí a equação de todos os planos paralelos ao plano dado (família
de planos paralelos) será da forma: 3x + y - 5z + d = O. Para deter-
minar o valor de d basta substituir, nesta equação, o ponto A que foi
dado. Logo teremos:
3. 1 + 3 - 5. (- 2) + d = O~ d = - 16.
Portanto a equação do plano será: 3x + y - 5z - 16 = O

2) Determine o ângulo entre os planos:


a) 2x + y - 4z + 1 = O e 3x + 2y + 2z + 3 = O
b)x+y-z+ l =Oex+2y+z-4=0
Solução:
a) Os vetores normais dos planos dados são: ii (2, 1, - 4) t
n '= (3, 2, 2)
166 Cálculo Vetoriai e Geometria Analítica

O ângulo entre esses planos é dado por:


cose= (2, 1, -4) . (3, 2, 2) = O = O.
.J4+1+16 . .J9+4+4 m . .Ju
L~go, os planos s_:,o perpendiculares.
2 2 ../2
b) n = (l, 1, - 1) e n = (I , 2, 1) ~cose= r;:; 1r = r;:: = - ~
../2 v3v6 3v2 3
e= arccos -
3
3) Determine p e q para que os planos 2x - y+qz - 3 = O e px+3y+z = O
sejam paralelos. Que relação deve existir entre p e q para que esse
planos sejam perpendiculares?
Solução: Primeiramente, para que os planos sejam paralelos, deve-
mos ter:

~ = .=..!. = 1 ~ p = - 6 e q = 1 /3.
p 3 1
Para que os planos sejam perpendiculares, devemos ter ii. ii' = O, isto
é: (2, - 1, q). (p, 3, 1) =O~ 2p- 3 + q =O~ q = 3 - 2p
4) Verifique se os planos x + 2y - z = 3 e 2x + y + z = 6 possuem pontos
comuns. Em caso afirmativo, determine esses pontos.
Solução:
Analisando os vetores normais, ri=(], 2, -1) e ii' = (2, 1, 1) percebe-
se que eles não são paralelos. Logo esses planos são secantes. Sabe-
mos que a interseção entre dois planos é uma reta, que está contida
nesses planos.
Assim, os pontos dessa reta interseção são aqueles que satisfazem,
simultaneamente, as equações dos planos que foram dados.
x+2y-z =3
Vamos resolver o sistema: .
{ 2x+ y+z =6
Sabemos que ele é indeterminado (2 equações e 3 incógnitas); logo
vamos determinar sua solução geral:
S = { (k, 3 - k, 3 - k)}. Para cada valor atribuído a k, encontramos
pontos da reta interseção. Teste alguns valores para k e verifique se
os pontos obtidos satisfazem as equações dos planos dados.
Estudo do Plano no R3 167

5. INTERSEÇÕES DE UM PLANO COM OS EIXOS


COORDENADOS
Considerando o plano de equação ax + by + cz +d= O, verifique as seguin-
tes interseções (quando existirem):
com Ox: fazendo y = z = O , teremos x = - d/ a ==> A(- d/a, O, O)
com Oy: fazendo x = z = O , teremos y = - d/ b ==> 8(0, - d/b, O)
com Oz: fazendo x = y =O, teremos z = - d/ e ==> C(O, O, - d/c)
Graficamente, pode ser representada da seguinte forma:
z

OBSERVAÇÕES
Serão analisados, a seguir, os casos em que os coeficientes da equação ge-
ral de um plano (ax + by + cz +d= O) se anulam. Acompanhe cada caso e
sua respectiva representação gráfica.
1) d= O: ax + by + cz = O
O ponto P(O, O, O) pertence ao plano (o plano passa pela origem).

2) e= O: ax + by +d= O
z_t------
- 1

O plano não intercepta o eixo Oz .


1
1
1
1

(é paralelo ao eixo Oz, ou perpendi-


_/?,J-----~ y
cular ao plano xOy).
X
168 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica
l J

z
3) b = O: ax + cz +d= O I
I

I
O plano não intercepta o eixo Oy. I
I I
(é paralelo ao eixo Oy, ou perpendi- .: .,l----
O /r---
I
•. ·y
cular ao plano xOz). ,/
• I
I

4) a= O: by + cz +d= O
O plano não intercepta o eixo Ox. (é
paralelo ao eixo Ox, ou é perpendi-
cular ao plano yüz).

5) a ~ b ~ O: cz +d= O --r-----------
O plano é paralelo ao plano xOy, ou / j / ,
perpendicular ao eixo Oz. o Y

6) a = e = O: by + d = O
O plano é paralelo ao plano xüz, ou
perpendicular ao eixo Oy.
o y

1
7) b = e = O: ax + d = O 1
1

O plano é paralelo ao plano yüz, ou Ü)-1 • y


' 1
' 1
perpendicular ao eixo Ox. '
' ''
'
-y------
xJt
Estudo do Plano no R3 169

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Faça a representação gráfica do plano cuja equação é 2x + y - 6 = O.
Solução:
A equação é da forma ax + by + Oz + d = O. Isso significa que o pla-
no não intercepta o eixo z, isto é, esse plano é paralelo ao eixo z. O
coeficiente dez é nulo.
As interseções com os eixos Ox e Oy são, respectivamente, (3, O, O) e
(O, 6, O). Assim a representação gráfica deste plano é dada por:
z .•.
:
1

...
1

1
1
1
1

:.
'
1
1
1

/)----------~ _y

.:
X

. {2x+ y-6 = O
Observação: o sistema z= representa, no R3, uma reta:

2) Determine a equação do plano perpendicular ao eixo Oz, sabendo que


ele passa pelo ponto P(2, 3, 5).
Solução:
O plano procurado tem equação: Ox + Oy + cz +d= O.
170 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Se ele passa pelo ponto P(2, 3, 5), temos: O. 2 + O. 3 + e. 5 + d= O~


5c + d = O ~ d = - 5c.
Se.fizermos e = 1, teremos d= - 5 e a equação será: z - 5 = O

6. DISTÂNCIA DE UM PONTO P(Xc,,Y0,Z0) A UM PLANO


AX + BY + CZ + D = O
Será apresentada agora apenas a fórmula, visto que sua demonstração é
semelhante à que foi feita quando calculado a distância de um ponto a uma
reta, no Capítulo 2.
P(xo, Yo,Zo)
dr =iªXo + byo +czo + d d
,a ~ª2 + b2 +c2

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Calcule a distância do ponto P( 4, - 1, 3) ao plano de equação
2x + y - 2z + 9 = O.
Solução:
Utilizando a jormula, temos: d=l2 ·4 + (-1)-2.3 + 91_
10
~22+12+(-2)2 -3
2) Calcule a altura relativa à face ABC de um tetraedro VABC, dados:
A(S, O, O), B(O, 3, O), C(O, O, 4) e V(O, O, O)
Solução:
Serão sugeridas duas soluções para este problema:
1; A altura relativa à face ABC é igual à distância do vértice V ao
plano que passa por A, B e C.
Estudo do Plano no R3 171

Logo, vamos determinar a equação do plano ABC:

X -5 y Z

-5 3 ol=o
-5 O 4

l 2(x - 5) + 20y + 15z = O~ I 2x + 20y + l 5z - 60 = O


d=\12.0 + 20.0 + 15.0-601=~
..j}44+400+225 ..J769

-- -- --
Z") Utilizando o produto misto entre os vetores A V, AB e AC, podemos
!----
calcular o volume do tetraedro (V= -[AV,AB,AC]), comparar ore-
6
sultado com a fórmula do volume de uma pirâmide (V= Ab<ise· h) e
então determinar a altura dela. 3
Assim, teremos:

AV=(-5,0,0),AB=(-5,3,0)eAC=(-5,0,4)~
-5
1 -5
-5
o3 oO
O 4
I =-60~V=IO

Área da base = Área do triângulo ABC:


i J k
11-ABxAC-,
2
- -
==:>ABxAC= 1 -: 3 O 1 =l2r+20J+l5k~Ai..,,=
- =
21 ,/t44+400+225=21v769
-::> O 4

60
]_'1769. h .113= 10=> h
2 = "1769
172 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

7. EQUAÇÃO SEGMENTÁRIA DE UM PLANO

Se um plano passa pelos pontos A(p, O, O), B(O, q, O) e C(O, O, r), sua equa-
ção pode ser escrita assim:

X y Z
-+-+-=1
p q r
r-----------------------------------------,
Observação: Quando um plano intercepta os três eixos coordena-
I
dos, os pontos de interseção e a origem são vértices de um tetraedro
, cujo volume é igual a:

• V = _!_.
§ [p.q.r] _ ~

EXERCÍCIOS PROPOSTOS:

1) Formar a equação do plano que passa pelo ponto M(2, 1,-1) e tem por
vetor normal o vetor ii = (1,-2,3). Resp.: x - 2y + 3z + 9 = O

2) Formar a equação do plano que passa pela origem das coordenadas e


tem por vetor normal o vetor ii = (5,0,-3). Resp.: 5x - 3z = O

3) Determinar o valor de p para o qual os planos 3x - y + pz - 3 = O e


x + 3y + 2z + 5 = O são perpendiculares. Resp.: p = O
4) Achar a equação do plano que passa pela origem das coordenadas e é
perpendicular aos planos 2x - y + 3z - 1 = O e x + 2y + z = O. Resp.:
7x-y-5z = O

5) Mostrar que os 3 planos de equações x-2y + z- 7 = O, 2x + y-z +2=0


ex - 3y + 2z - 11 = O têm um ponto comum e calcular suas coordena-
das. Resp. :Basta resolver o sistema formado pelas 3 equações e obter
o ponto (1, - 2, 2).

6) Formar a equação do plano que passa pelo ponto P(2,-3,3) e é parale-


lo ao plano xOy. Resp.: z - 3 = O
Estudo do Plano no R; 173

7) Formar a equação do plano que passa pelos pontos M(7,2,-3) e


N(S,6,-4) e é paralelo ao eixo Ox. Resp.: y + 4z + 10 = O

8) Calcular a distância do ponto P(-1, 1,-2) ao plano que passa pelos


pontos A(l,-1,1), B(-2,1,3) e C(4,-5,-2). Resp.: 4

9) Determinar o ângulo diedro formado pela interseção dos planos de


equações x-y-,/2 + z-1 = O ex+ y../2-z + 2 = O. Resp.: 60º

x+y-z+2=0
1 O) O sistema formado pelas equações de dois p\a-
{ x - 2y + 3z -1 = O
nos, é indeterminado.
Determine três pontos quaisquer que satisfaçam esse sistema, e veri-
fique que eles são colineares.
Pode-se concluir que o sistema ao lado representa uma reta no R3?
- do sistema
Resp.: A so l uçao • e' {('--5-t 3+3t )lIJ; atri'bua tres va lores
4-, t, -4- A

distintos a t, obtendo os pontos A, B e C. Em seguida, verifique que os


vetores AB e AC são paralelos.

EXERCÍCIOS DE APROFUNDAMENTO
1) Um plano é definido pelos pontos A(-1, 2, 3), B(), 1, 4) e C(l, 2, -1).
Determine a equação desse plano e os pontos em que ele intercepta os
eixos coordenados. Resp.2x + 3y + z - 7 = O e (7/2, O, O); (O, 7/3, O);
(O, O, 7)
2) Determine um vetor unitário, perpendicular ao plano 2x - 3z = 4.
2 3
Resp. ( ,,;; , O , - ,,;; )
vl3 vl3 .
3) Determine a equação do plano que passa pelos pontos A(2, 1, 3) e
B(O, 2, -4) e é paralelo ao eixo Oy. Resp. 7x - 2z - 8 = O

4) Determine o único ponto comu!'Il aos três planos: 2x + 3y - z = 24;


x - y + z = 1 e 3x - 2y + 2z = 9. Resp. (7, 2, -4)
174 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

5) Determine a equação do plano que passa pelo ponto (O, 1, -2) e é pa-
ralelo aos vetores u = (1, 2, 3) e v = (2, -1, l ). Resp. x + y - z - 3 = O

6) Considere a equação geral de um plano: ax + by + cz v d= O. Que


condição deve ser atendida pelos coeficientes para que o plano:
a) passe pela origem;
b) seja paralelo ao eixo Ox;
e) seja paralelo ao plano xüz. Resp. a) d= O; b) a= O; e) a= e= O

7) Calcule a distância do ponto P(3, -2, 1) ao plano definido pelos pon-


42
tos A(4, 1, O), B(-1, 2, 3) e C(l,-3, 5). Resp. r-:--:-
1074
8) Calcule a distância entre os planos x + 2y - 2z + 1 = O e
2x + 4y- 4z + 5 = O. Resp . ..!_
2
9) Calcule o ângulo formado pelos planos x + y + 1 = O e x - z - 1 = O.
Resp. 60º

1 O) Calcule o volume do tetraedro formado pela origem e pelas interseções


do plano x + y + z - 1 = O com os eixos coordenados. Resp. 1 /6
Estudo da Reta no R3

1. EQUAÇÕES SIMÉTRICAS E PARAMÉTRICAS DE UMA RETA


NO R3
Dados os pontos A(x0,y0,z0) e B(x1,y1,z1), serão determinadas as equações
da reta que passa por eles. Assim como foi feito no Capítulo 2, considere
um ponto genérico P(x, y, z) que deverá estar alinhado com A e B. Assim,
--+ --+
A, B e P determinam 2 vetores (AB e AP, por exemplo) que são paralelos.

--+ --+ ,-+ --+


Se AB // AP pode ser escrito AP = k. AB, onde k
é um número real.
Daí, (x- x., y-yo, z- zo) = k. (x. - Xo, Y, -Yo, z, - zo).

Assim, admitindo que x, - x0:;t: O, y1 -y0, :;é O e z. - z, :;é O, conclui-se


que:
X -. Xo = y - yo = z- Zo =k
X1-Xo Yi-Yo 21-20
-+
Como A e B pertencem à reta, observe que o vetor AB é parale-
lo
-+
(tem a mesma direção) à reta que passa por A e B. Assim, fazendo
AB = (x,- x.; y1- y0, z1- z0) = (a, b, e), e chamando este vetor de vetor di-
retor da reta, terá:
176 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

+a.k

I
X= X0
X - X0 = Y - Yo = Z - Zo =k dará I y = Y« -r b.k
a b e
z = z., + c.k , k ER

Equações simétricas
Equações paramétricas
da retaAB
da retaAB

As expressões anteriores são semelhantes àquelas já vistas quando


estudado retas no R2. Portanto, você deve estar bastante familiarizado com
elas, dispensando mais comentários.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS {x = _ 1 + t

1. Verifique em que pontos a reta r: y = 4- 2t intercepta os


z=2+t,tE9\
planos coordenados xüy, xüz e yüz.
Solução:
O ponto em que uma reta "fura" o plano xOy tem cota z = O. Assim,
da equação da reta tiramos: z = O~ t = - 2. Substituindo esse valor
de t nas duas primeiras equações do sistema, tiramos x = - 3 e y = 8.
Assim, a reta passa pelo ponto P(- 3, 8, O).
Para determinar as interseções com os planos xOz e yOz, basta deter-
minar os valores de t quando y = O e quando x = O, respectivamente.
Conclua o exercício, determinando essas interseções.

2. Determine as interseções da reta com os planos coordenados


X= 2- t
y = 1 +t
{
z=2
Solução:
Anulando x, encontramos t = 2. Logo, a reta passa pelo ponto (O, 3, 2),
isto é, intercepta o plano yOz;
Anulando y, obtemos t = - 1. Logo, a reta passa pelo ponto (3, O, 2),
isto é, intercepta o plano xOz.
Estudo da Reta no R3 177

X/ 3

Observe ainda que z = 2 não se anula para qualquer valor de t (z é


constante). Neste caso, a reta não intercepta o plano xOy, isto é, a reta
é paralela ao plano xOy{. x = - l + t

3. Verifique se a reta y = 2 + 3t intercepta algum dos eixos coor-


denados. z = 2- 2t
Solução:
Um ponto pertence a um dos eixos coordenados quando duas de suas
coordenadas forem nulas. Por exemplo, o ponto (x, O, O) pertence ac
eixo Ox.
Então, devemos verificar se existe algum valor de t que anula, simul-
taneamente, duas das coordenadas de um ponto da reta.
Vamos, então, fazer:
X= 0 ~ t =]; y = 0 ~ t = - 2/3; Z = 0 ~ t = l.
Observe que, quando t = 1, x = z = O e y = 5: Assim, a reta corta I

eixo y, no ponto Q(O, 5, O) {x = 2


4. Analise a posição da reta r: y = 3 em relação aos eixos e ac
planos coordenados. z = 4- t
Solução: ·
Primeiramente, observe que x e y são constantes, diferentes de zen
logo esta reta não "fura" os planos xOz e yOz; além disso, o valor
.78 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

se anula quando t = 4, isto é, a reta passa pelo ponto (2, 3, O), isto
é, "fura" o plano xOy neste ponto, mas não intercepta os eixos x e y.
Como (2, 3, 4) também é um ponto da reta, faça a seguinte represen-
tação:

4 7 ~-------- --- ,,1


,,'
,
, '
'
-. .:
,
, 1

:
1

/
---------
,
,,,
,

--------~
',
'
-. ,, ,
,'

(2, 3, 4),1
1
:
t

1 1
1 1
1 1
1 1
1 1
1 1

:
1
1
3: ,
1 ,
1 ,
1 ,,
1 ,,
1 ,,
1 ,
1 ,

2 • ------------------ . (2, 3, O)

Assim, conclui-se que essa reta é paralela ao eixo Oz, ou perpendicu-


lar ao plano xüy e paralela aos planos xüz e yüz.

2. RETAS PARALELAS
Com base no que já foi estudado, é fácil concluir que duas retas no R3 se-
rão paralelas se, e somente se, seus vetores diretores forem paralelos. Caso
contrário, elas poderão ser concorrentes ou reversas, como observado mais
adiante.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Dados os pontos A(-1,2,3) e 8(4,5,-2), determine as equações para-
métricas da reta que passa por A e B.
Solução:
--+
Vamos considerar o vetor AB = (5, 3, - 5) como vetor diretor da reta.
Para escrever as equações paramétricas podemos utilizar o ponto A
ou o ponto B, que são pontos da reta. Assim, teremos:
Estudo da Reta no R3 179

X=-1 + 5t {X=
4 + 5k
r : y = 2 + 3t ou r : y = 5 + 3k
{ z = 3 - 5t z = -2 - 5k

Como curiosidade, observe que, na primeira equação.foi utilizado o


ponto A; nessa equação, quando fazemos t = 1, obtemos o ponto B.
Na segunda equação.foi utilizado o ponto B; quando fazemos k = - 1,
obtemos o ponto A.

2) Determine as equações da reta que passa pelo ponto A(0,3,-2) e é pa-


ralela ao vetor v = (1,5,3).
Solução:
Se a reta é paralela ao vetor v, então ele (ou qualquer vetor que lhe
seja paralelo) pode ser considerado como vetor diretor da reta. Assim
teremos
x=O+t
r: y = 3 + 5t
{
z = -2 + 3t

3) Determine as equações paramétricas da reta que passa pelo ponto


z+l
P(- 3, 2, 1) e é paralela à reta r: x + 5 = y- 3 = -- .
Solução: 4
A reta r está escrita na forma simétrica. Se fizermos
X =-5+k
z+l
=
x+5 y- 3 =- = 4- k, podemos tirar que: y = 3 + k .
{
z =-1+4k
Logo, o vetor diretor de ré v = (I, 1, 4). Assim, a reta procurada
deve ter como vetor diretor um vetor que seja paralelo a v, isto é,
ü

il = t. v, te 9l. Logo, a equação pedida é:


x=-3+t
y= 2+t
{
z = 1 + 4t
4) . o ponto em que a reta r: 2 - x = --
D eterrmne y-3 z - 2 "'f ura"
= -- o plane
de equação 3x + 2y - z + 4 = O. 5 4
L80 Cálculo Vetorial e Geometria Aralítica

Solução:

A reta r vai "furar" o plano num ponto que, obviamente, pertence a ela
y-3 z-2
e ao plano, simultaneamente. Fazendo 2 - x = -- = -- = k, pode-
5 4
mos escrever que um ponto genérico da reta r será sempre da forma
P(2-k, 3 + 5k, 2 + 4k). Se esse ponto deve pertencer também ao plano,
então ele deve satisfazer a equação do plano. Logo, podemos escrever:
3 (2-k) + 2 (3 + 5k)- (2 + 4k) + 4 =O~ 6-3k + 6 + 10k-2-4k
+ 4 = O ~ k = 14/3
Substituindo o valor de k encontrado no ponto genérico P, obtemos o
ponto de interseção da reta com o plano. Conclua o exercício!

5) Determine as equações da reta que passa por (2, l, 5) e é perpendicu-


lar ao plano de equação 2x + 3y - 4z + 1 = O.
Solução:
Se a reta é perpendicular ao plano, então o vetor diretor v dessa reta
é paralelo ao vetor normal ii do plano. Veja a.figura:

;; = (a. b, e)
Estudo da Reta no R3 181

Da equação do plano, tiramos ii = (2, 3, - 4). Logo, o vetor diretor


pode ser v = (2, 3, - 4), que é paralelo a ii.
x=2+2t
Assim a reta r tem as seguintes equações: y = l + 3t
\ z = 5-4t
x=2+kt
6) Para que valor de k a reta r:

equação 2x + 5y - z + 1 = O?
Solução:
l y = 3 - 2t
z=S+t, tER
é paralela ao plano de

Uma reta r será paralela a um plano quando seu vetor diretor for
perpendicular ao vetor normal do plano. Veja afigura:

ii --r
Logo, basta que o produto escalar entre esses vetores seja igual a
zero, ou seja:
Se v = (k, - 2, 1) e ii = (2, 5, -1), temos:
v. ii = 2 k - 1 O - 1 = O ~ k = 1112

,. 3. POSIÇÕES RELATIVAS ENTRE DUAS RETAS NO R3


Sabe-se que no espaço R3 duas retas r e s podem ocupar as seguintes po-
sições:
1) ressão ~aplanares (estão contidas em um mesmo plano):
L82 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Concorrentes: r n s = {P} Paralelas: r n s= <1> Coincidentes: r =s


2) ressão reversas (não existe plano que contenha as duas retas)

Será mostrado, através dos exercícios resolvidos a seguir, como é


possível determinar a posição entre duas retas r e s do R3·

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
l) Determine a posição relativa entre as retas r e s dadas em cada item:
= 1-

l l
x 4t x = 5- 4p
a) y = 3+ 2t y = 1 + 2p
z=2-t ,tER z=2-p, pER
Solução:
Em primeiro lugar, vamos observar os vetores diretores dessas retas:
Jv1 = (- 4, 2, -1) e v2 = (- 4, 2, -1). Esses vetores são paralelos, o que
nos permite concluir que as retas têm a mesma direção, ou seja, elas
podem ser paralelas distintas ou então são coincidentes.
Estudo da Reta no R3 183

Se elas forem distintas, não terão pontos em comum, caso contrário,


todos os pontos serão comuns. Assim, igualando os valores genéricos
de x, y e z das equações, para verificarmos se elas possuem pontos
comuns, teremos:
1-4t = 5-4p
3 + 2t = 1 + 2p ~ Este sistema é impossível. Logo, as retas não
{
2-t=2-p
possuem pontos comuns. Conclusão: as retas são paralelas distintas.
X= 1- t x= 3+ 2p
b) y=2+2t y = -2- 2p
{ {
z=3+t, tER z = 1 + 5p , p e R
Solução:
Das equações dadas, tiramos: v1 = (-1, 2, 1) e v2 = (2, - 2, 5). Esses
vetores não são paralelos. Logo, as retas podem ser concorrentes ou
reversas. Se houver um único ponto comum, elas serão concorrentes.
Se não houver ponto comum, elas serão reversas.
Resolvendo o sistema:
1- t = 3 + 2p
2 + 2t = -2-2p
{
3+ t = 1 +5p
temos p = O e t = - 2, que é a única solução encontrada. Substituindo
t = - 2 na primeira equação, ou p = O na segunda, obtemos o ponto
P(3, - 2, 1) que é o ponto de interseção entre as retas dadas.
Conclusão: as retas são concorrentes no ponto P
Observe que se o sistema fosse impossível, concluiríamos que as retas
eram reversas.
x=2+t x=3+p
e) y = 1 + 4t y = 5+ 4p
{ {
z = 3- 2t , t E R z = 1- 2p , p E R
184 Calculo Vetorial e Geometria Analítica

Solução:
Os vetores diretores v1 = (], 4, - 2) e v2 = (], 4, - 2) são paralelos.
Resolvendo o sistema
2+t=3+p
1+4t =5+4p
{
3-2t = 1-2p
verificamos que ele é indeterminado, sendo t = p + 1. Assim, se .fizer-
mos p = 2, teremos t = 3, e substituirmos em suas respectivas equações
obteremos o ponto P(5, 13, - 3), comum às duas retas. Atribuindo a p
outros valores, obteremos outros pontos comuns às duas retas.
Conclusão: as retas são coincidentes.

4. ÂNGULO ENTRE DUAS RETAS NO R3 E ÂNGULO ENTRE UMA


RETA E UM PLANO
4.1 Ângulo entre Duas Retas

Poderá ser determinado o ângulo formado por duas retas no espaço, calcu-
lando o ângulo entre seus vetores diretores, sendo essas retas concorrentes
ou reversas.
r
r

EXERCÍCIO RESOLVIDO: {X = t {X = 4 _ 2p
1) Dete~ine o ângulo formado pelas retas r: y = 1- 3t e s: y = 1 + 3p .
Soluçao: z = 2t z = -p
'
Os vetores diretores deres são, respectivamente, (1, -3, 2) e (-2, 3, -1).
O ângulo formado por eles é calculado da seguinte forma:
Estudo da Reta no R3 185

cose= 1.(-2)+(-3).3+2.(-l) -13


.JM.JM = 14 ==> e =are cos (-13114)

. X 1-y
2) Determine o valor de k para que as retas r.-=~-=z+l e
X= 2 + k.t
3 2
s: y = -1- t formem um ângulo de 90º.
{
z = 2+4t
Solução:
Para que as retas formem um ângulo de 90º o produto escalar entre
seus vetores diretores deve ser zero (condição necessária, mas não
suficiente).
(3, -2, 1). (k, -1, 4) =O=> 3k + 2 + 4 = O => k = - 2
Para determinar se as retas são perpendiculares devemos verificar se
elas são coplanares. Se não forem coplanares, diremos que elas são
ortogonais.
Sendo P(O, 1, - 1) um ponto der e Q(2, - 1, 2) um ponto de s, vamos
--+ --+
calcular o produto misto [PQ, v,, v_J entre os vetores PQ, v, e v,para
verificar se eles são coplanares ou não.
2 -2 3
3 -2 1\=-7.
-2 -1 4
Logo as retas são reversas. Como o ângulo entre os vetores diretores
é reto, dizemos que essa retas são ortogonais.

4.2 Ângulo Formado entre uma Reta e um Plano

O ângulo formado entre uma retare um plano a é igual ao complemento do


ângulo formado pelo vetor diretor da reta r com o vetor normal do plano.
Observe a figura a seguir:
186 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

··············-,

O ângulo entre o vetor diretor der e o vetor normal do plano é igual a


~' logo ~ + 9 = 90º. Assim, 8 = 90° - ~-
Então, 8 = 90º - angfv ; n J

EXERCÍCIO RESOLVIDO {x = 2 _ t
Determine o ângulo que a reta r: y = 1 + 2t forma com o plano de equação
x- 2y + z + 2 = O. z = -3 + St
Solução:
Calculemos o ângulo entre o vetor diretor da reta v = (-1, 2, 5) e o
vetor normal do plano n = (L, -2, 1).
v. ii = (-]). 1 + 2. (-2) + 5. 1 = O. Se estes vetores são perpendicula-
res, podemos afirmar que a reta é paralela ao plano.

Observe que, se tomarmos um ponto qualquer da reta r, e esse ponto


satisfizer a equação do plano, isto é, pertencer ao plano, concluiremos,
obviamente, que a reta está contida no plano.
Estudo da Reta no R3 187

Por exemplo, P{2, 1, - 3) é um ponto da reta. Substituindo esse ponto


na equação do plano, temos:
2 - 2. 1 + (- 3) + 2 = 2 - 2 - 3 + 2 = - 1. Como o ponto não pertence
ao plano, a reta é paralela ao plano (não está contida no plano).

5. DISTÂNCIA DE UM PONTO PCXo, Y0, 20) A UMA RETA DADA r


Dado um ponto P e uma reta r, determinar a distância entre Per.
X= 3+3t
Considere, por exemplo, o ponto P(l, 2, 4) e a reta r: y =4
Calcule a distância de Par.
\
z = 5 + 4t
Há três soluções sugeridas para este problema:

1 ª solução:

/J(l,2,4)
Observe a figura a seguir, que ilustra o problema proposto:

A H

Sendo A um ponto qualquer da reta r, (3, 4, 5) por exemplo, pode cal-


-+
cular a medida da projeção ortogonal do vetor AP sobre o vetor --+
diretor de
r, que é (3, O, 4). Com esta medida, e com o módulo do vetor AP, pode ser
aplicado o Teorema de Pitágoras no triângulo AHP e determinado o valor
de d.
-
A medida da projeção é igual a m = AP. v' = (2, 2, 1 ). (3/5, O, 4/5) =
6/5 + O +4/5 = 2
Como I AP 1 = 3, temos que d= -ls
188 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

2ª solução:
Se considerar, além do ponto A um outro ponto da reta r, por exemplo
B(O, 4, 1 ), poderá construir um triângulo APB. A distância procurada é a
altura deste triângulo, relativa ao lado AB.

P(l, 2, 4)

A(3,4,5) H

Para determinar a altura do triângulo, calcule sua área, utilizando o


--+ --+
módulo do produto vetorial entre os vetores PA e BA.
J k
Assim, 1 2 2 1 = 8 •1-SJ-• 6k ~Area
' d otnanguo:
• I A s =--.s.Js
2
3 O 4 .
jABj.h 5./5 5.h r:
Por outro lado, sabe-se que S = => - = - ~ h =d= -JS,
2 2 2
3ª solução:
Nesta solução serão utilizados os conhecimentos deste capítulo, isto
é, trabalhará com as equações da reta r.
X= 3+3t

Considere as equações paramétricas da reta r: y =4


{
z = 5 + 4t

Para calcular a distância do ponto P(l, 2, 4) a essa reta deve-se proce-


der do seguinte modo: seja M(3 + 3 t, 4, 5 + 4 t) um ponto qualquer da reta
--+
AB. Determine agora as coordenadas do vetor PM:
--+
PM = M - P = (2 + 3 t, 2, l + 4 t). Se este vetor for perpendicular à
--+
reta AB, poderá calcular o valor de t, que dará o ponto M, conforme mostra
a figura a seguir:
Estudo da Reta no R3 189

A
r,.2.;
M(3+3t, 4, 5 + 4t)
--+ --+
PM .L AB => (2 + 3 t, 2, 1 + 4 t). (3, O, 4) =O=> 6 + 9 t +O+ 4 + 16
t =O=> t = - 2/5.
--+ --+
Logo, o vetor PM é (4/5, 2, - 3/5). Calculando o módulo de PM terá a

. ~ . procura d a: d=~ /16


d istãncia -+4+- 9 = '\/5.
t:
25 25

6. DETERMINAÇÃO DE UMA RETA PERPENDICULAR A UMA


RETA DADA

Dada uma reta r, deseja-se determinar as equações paramétricas de uma


reta s, perpendicular a r, passando por um ponto P dado. Já é de seu co-
nhecimento que não é suficiente que os vetores normais das retas sejam
perpendiculares. Além disso, as retas têm que ser concorrentes.
Assim, esse problema poderá ser resolvido facilmente se for utilizadc
o 3º método apresentado anteriormente, quando considerado o ponto M ds
reta dada, que será o ponto de interseção entre as retas perpendiculares.
--+
Basta você perceber que o vetor PM determinado a partir do valo
encontrado para t, é o vetor diretor da reta perpendicular. A partir daí, es
crever as equações da reta procurada é bastante simples.

EXERCÍCIO RESOLVIDO:

Utilizando os dados do exercicro resolvido anteriormente, determine


equação da reta que passa pelo ponto P e é perpendicular à reta r.
Solução:
No exercício resolvido, encontramos t = - 2/5, que nos dá o ponto )
(9/5, --+4, 17/5) que será o ponto de interseção entre as retas. Vimos tambét
que PM = (415, 2, - 3/5), será o vetor diretor da reta procurada.
.90 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Logo, a reta que passa por P e é perpendicular à reta dada será:


4
X= 1+-t
5
s: -< y = 2+ 2t.
3
z = 4--t
5
Observe que, se considerarmos t = 1, vamos obter exatamente o pon-
to M determinado anteriormente.

7. DISTÂNCIA ENTRE DUAS RETAS

7 .1 As Retas são Paralelas

Sendo r e s duas retas paralelas, você poderá calcular a distância entre


elas do seguinte modo: considere um ponto P pertencente a uma das retas
e calcule a distância deste ponto à outra reta, utilizando qualquer dos três
métodos apresentados no item 5.
p

~ 1d

7 .2 As Retas são Reversas

Esse problema apresenta um grau de complexidade maior do que os ante-


riormente estudados.
Primeiramente, deve lembrar que, de acordo com o que já foi estuda-
do em geometria, a distância entre duas retas reversas r e sé calculada do
seguinte modo:
1. determina-se uma reta que seja perpendicular ar e as ao mesmo
tempo (chamada perpendicular comum);
2. determinam-se os pontos P e Q, em que a perpendicular comum
intercepta as retas r e s, respectivamente;
3. calcula-se a distância entre P e Q.
Estudo da Reta no R3 191

EXERCÍCIO RESOLVIDO tx = 1 +t x=-p


Calcular a distância entre as retas r: y = 2t es: y=2+p
{
z = 1-t z= 1+2p
m

s
B

Solução:
Seja m a reta perpendicular comum, que passa pelos pontos
A(] + t, 2 t, 1 - t) de r e B(- p, 2 + p, 1 + 2 p) de s.
Assim, o vetor AB deverá ser perpendicular às retas r e s, isto é, aos
vetores diretores de r e s. Assim, teremos:
(-p- t-1, p- 2 t + 2, 2 p + t). (], 2, -1) =O==> p + 6 t = 3
(-p- t-1, p- 2 t + 2, 2 p + t). (-1, l, 2) =O==> 6p + t = - 3
Resolvendo o sistema formado por essas duas equações teremos
t = 21/35 e p = - 21135.
Agora você deverá substituir t na equação der e p na equação de s
para determinar os pontos A e B, ou então substitua direto os valores de
t e p na expressão encontrada para o vetor AB. Posteriormente, calcule o
--+
módulo do vetor AB e terá a distância entre as retas reversas r e s.
Conclua o exercício fazendo os cálculos sugeridos!

8. RETA DETERMINADA PELA INTERSEÇÃO DE DOIS PLANOS


Sabendo que, quando dois planos são secantes, eles determinam uma rete
é muito comum apresentar uma reta no R3 através de um sistema formad
pelas equações de dois planos não paralelos. {x + y _ 2z + 1 = o
Portanto, pode se referir a uma reta r, dada por
2x+y+z-2 =O
92 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica
I
Você já aprendeu que esse sistema é indeterminado (3 variáveis e
penas 2 equações). A solução geral deste sistema, em função de z, por
xemplo, é:
X =-3z + 3
y = Sz-4.
Fazendo z = t, onde t é um número real, as equações paramétricas da
'eta r serão:
X= 3-3t
y = -4+5t
{
z=t

I Atenção para uma Observação Importante! Você aprendeu, quan-


I do estudou Geometria Espacial, que a reta determinada pela inter-
seção de dois planos está contida nesses dois planos. Portanto, é
correto afirmar que ela é perpendicular aos vetores normais desses
• planos. Isto é, o vetor diretor da reta interseção é perpendicular aos
I vetores normais dos dois planos. Essa afirmação equivale a dizer que

I o vetor diretor da reta interseção é paralelo ao produto vetorial entre

: os vetores normais desses planos.


~-----------------------------------------
No exemplo anterior teria o seguinte:

1 J k
1 1 - 2 \ = 3 r - 5 J - k = (3, -5, -1).
2 1 1

Observe que este vetor é paralelo ao vetor diretor obtido, quando es-
critas as equações paramétricas da reta r, comprovando o que foi dito.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
x+y-z+l=O
1) Escreva as equações paramétricas da reta r:
{ 2x - y + 2z - 5 = O
2) Determine o vetor diretor da reta interseção dos planos x + y + z - 3 = O
e 2x + y - 4z + 1 = O.
Estudo da Reta no R3 193

3) Calcule o número n de valores de a. e ~ para os quais os pontos


A(2, o; O), B(5, 2a.,[3) e C(~ + 2, a - 2, 12) do R3 pertencem a uma
mesma reta. Resp. n = 2

4) Determine as equações simétricas da reta que passa pelos pontos


x+l y z-3
(-1,0,3)e(2,-1, 1). Resp. --=-=--
3 -1 -2
5) Dados os vértices A(3, 6,-7), B(-5, 2, 3) e C(4, -7, -2) de um triân-
gulo, forme as equações paramétricas da reta que contém a mediana
que passa pelo vértice C.
X= 5t + 4
Resp. y=3t+7
{
z=-2
6) Determine uma equação da reta que passa pelo ponto (3, 2, -1) e é pa-
x- 3 y z-1
ralelaàreta --=-=--.Resp. (x,y, z) = (3, 2, -1) + t.(4, 6, 3)
4 6 3 x-2 y z-1
7) Calcule a distância do ponto ( 1, O, 2) à reta -- = - = -- .
.J82 2 3 6
Resp. --
7
8) Os vértices de um triângulo são A(2, l, 3), B(4, -1, 2) e C(6, 2, 5).
Determine as coordenadas do pé da altura relativa ao vértice A.
Resp. (49/11, -7/22, 59/22)

9) Os vértices de um triângulo são A(2, -1, 4), B{-5, O, 2) e C(3, 2, -6).


Determine:
a) a equação do plano que contém o triângulo;
b) as equações paramétricas da reta que contém a mediana traçada
do vértice A;
e) as equações simétricas da reta que contém a altura relativa ao lado
AB. Resp. a) 2x + 3y + llz-12 = O; b) x = 2- 3t, y = -1 + 2t,
x-3 y-2 z+6
z = 4 - 6t; e) -- = -- = --
83 35 -254
194 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

1 O) Determine, se existir, o ponto de interseção entre as retas


X= -1+3t
y = 2-t e {x-y+z=l. Resp. As retas são reversas.
{ 2x-z=l
Z = l + 2t , t E 9\

11) Determine as equações da reta que passa pelos pontos A e B, sendo A


X =-1 + 2t
x-1 y-1 z-4
o ponto de interseção das retas y=2- t e -- = -- = --
{ -1 2 3
z=3+t
X =-2 + t
e B o ponto em que a reta y = 4 + 2t "fura" o plano yüz.
{
z = -2- t
Resp. x = 1 - t, y = 1 + Zt, z = 4 - 8t

12) Determine a distância entre as retas


~ = x_ = z + 1 e x-1 = y+1 = z- 2 Resp. 713
2 2 3 2 1 2

13) Escreva a equação cartesiana do plano determinado pelas retas con-


correntes
X=2+t {X = 2 + 2p
y=l-t e y=l Resp. x + 5y + 2z - 9 = O
{ z = 1 + 2t z = 1- p

14) Calcule o valor de m sabendo que a reta x = 3, y = 2 - 3t, z = -5 + mt


~
faz um angulo de 60° com o plano 5x + l 2z = l O. Resp. ---
39.fn
23
15) Escreva a equação cartesiana do plano determinado pelo ponto
P( 1, 2, -1) e pela reta r: (x, y, z) = (2 t + 1, 3 t + l, 4 t + 1 ).
Resp. 5x - 2y - z - 2 = O

16) A reta x = a t, y = 3t, z = 5t não encontra o plano 2x - 3y + 7z = 9.


Calcule o valor de a. Resp. - 13.
Estudo da Reta no R3 195

17) Determine A e B para que o plano Ax + By + 3z - 5 = O seja perpen-


dicular à reta cujas equações são:
x-3 5-y z+2
--=--=-- Resp.A =-3; B = 9/2
2 3 -2
18) Determine a equação do plano que passa pela origem e é perpendicu-
lar à reta

y=3- t Resp. x - y + 4z = O

••
z = 1 + 4t
19) Determine as interseções da reta y = 2x - 6, z = x + 2 com os planos
coordenados. Resp. (O, -6, 2), (3, O, 5) e (-2, -10, O)
20) Determine a equação do plano que contém o ponto P(-2, 5, 6) e a reta
x=Sy-3, z=-y+2. Resp.9x-2ly+24z-21 =O
21) Determine as equações da reta que passa pelo ponto (3, 1, O) e é perpen-
dicular ao plano 2x - y - 3z- 4 = O. Resp. x = 3 + 2t, y = 1 - t, z = - 3t
x+y+z=3
22) Mostre que o sistema
{ X+ 2y + Z = 1 representa uma reta no R3, que
é paralela ao plano xüz.
Superficie Esférica

1. DEFINIÇÃO

Superfície esférica é o conjunto de todos os pontos do espaço que são


eqüidistantes de um ponto fixo deste espaço. O ponto fixo é o centro da
superfície esférica, e a distância constante é o raio. Assim, todos os pontos
P pertencentes à superfície esférica de centro O(a,b,c) e raio r devem satis-
fazer à condição:

em que d0p denota a distância do ponto O ao ponto P.


z
O (a,b,c) - centro da superfície
esférica de raio r.
d., P = r - raio.
P(x, y, z) - ponto genérico da
superfície.

X
l.98 Cáiculo Vetorial e Geometria Analítica

2. EQUAÇÃO REDUZIDA DA SUPERFÍCIE ESFÉRICA


A equação ~(x -a)2 + (y- b)2 + (z-c)2 = r é semelhante àquela utili-
zada no estudo da circunferência no plano. Será desenvolvida esta equa-
ção, para obter a equação reduzida de uma superfície esférica. Você poderá
observar muita semelhança com o estudo que já fizemos anteriormente.
Elevando ambos os membros ao quadrado, terá:
Equação reduzida
de uma superfície
esférica.

3. EQUAÇÃO GERAL DA SUPERFÍCIE ESFÉRICA


Desenvolvendo a equação encontrada anteriormente observe:
x2 - 2ax + a2 + y2 - 2by + b2 + z2 - 2cz + c2 = r2.
Fazendo: - 2 a= D, - 2 b = E, -2 e = E e a2 + b2 + c2 - r2 = G, poderá
escrever a equação anterior da seguinte forma:
x2 + y2 + z2 + Dx + Ey + Fz + G = O, que é denominada de equação
geral de uma superfície esférica.
Nessa equação, observe:
centro: O(-D/2, -E/2, -F/2) = (a, b, e)
2
raio: r = ~ a + b2 + c2 - G
Repare que para a equação representar uma superfície esférica deve ter:
a2 + b2 + c2 - G > O
· Assim como foi feito no estudo da circunferência no R2, o centro e o
raio da superfície esférica também podem ser calculados através da técnica
de completar quadrados.

Observações:

1. Se G = O, a equação x2 + y2 + z2 + Dx + Ey + Fz = O representa
uma superfície esférica que passa pela origem (O, O, O).
2. A equação x2 + y2 + z2 = r2 representa uma superfície esférica de
centro na origem e raio r.
Superfície Esférica 199

3. As inequações do tipo x2 + y2 + z2 + Dx + Ey + Fz + G < O repre-


sentam os pontos do espaço que estão no interior da superfície
esférica. Da mesma forma, as inequações do tipo x2 + y2 + z2 + Dx
+ Ey + Fz + G > O representam os pontos do espaço exteriores à
superfície esférica.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Determine a equação reduzida da superfície esférica de centro
0(3,-1,4) e raio r = 2.
Solução:
Substituindo as coordenadas do centro e o valor do raio na equação re-
duzida obtida anteriormente, temos: (x - 3)2 , Ó'+ 1)2 + (z - 4)2 = 4.

2) Determine o centro e o raio da superfície esférica cuja equação redu-


zida é dada por (x + 5)2 + y2 + (z - 4)2 = 4.
Solução:
Da equação tiramos: 0(- 5, O, 4) e raio r = 2.

3) Os pontos A(-1,5,3) e B(S,3,-1) são as extremidades de um diâmetro


de uma superfície esférica. Determine sua equação geral.
Solução:
Sendo A e B extremidades de um diâmetro, o centro será o ponto mé-
dio do segmento AB, isto é O= A+ B = (2, 4, 1). O raio é a distân-
2
eia do centro ao ponto A ou ao ponto B. Também poderíamos calcular
a metade do módulo do vetor .4B.
Assim teremos:
-+ -+ r;-;;
doA = IOAI ===> OA = A - O= (-3, 1, 2) ===> r = 'Jl4
Daí, a equação reduzida será: (x - 2)1 + (y - 4)2 + (z - 1)2 = 14.
Para obter a equação geral, basta desenvolver a equação anterior,
que nos dará:
x2 + y 2 + z2 - 4x - 8y - 2z + 7 = O.
200 Cálculo Vetorial e Geometria Analitíca

4) Obtenha o centro e o raio da esfera de equação


x2 + y2 + z2 - 6x - 4z - 3 = O.
Solução:
Na equação temos: D = - 6, E = O, F = - 4 e G = - 3 ==> 0(3, O, 2)
e r= ~32+02+22-(-3) =4.
Poderíamos também resolver este problema utilizando o método de
completar quadrados:
x2 - 6x +..... + y2 + z2 - 4 z +....... = 3 +...... + .....
~-fu+9+y2+~-~+4=3+9+4
(x - 3)2 + (y- oy + (z - 2)2 = 16 ==> 0(3, O, 2) e r = 4.
X= t
5) Verifique se a reta y = -2t "fura" a superfície esférica
{
z=l+t, tER
x2 + y2 + z2 -2x- y - 1 =O.Em caso afirmativo, determine os pontos
de interseção.
Solução:
A reta "fura" a esfera se tiver algum ponto que pertence à superfície
esférica. Tomando um ponto genérico da reta, vamos substituí-lo na
equação da superfície esférica:
t2 + (- 2t)2 + (1 + t)2 - 2t - (- 2t) -1 =o==> t2 + 4t2 + 1 + 2t + t2 -1
= o 6t2 + 2t =o==> t = o ou t = -1/3
Isto significa que a reta intercepta a esfera em dois pontos. Substi-
tuindo os valores de t encontrados, nas equações da reta, obteremos
os pontos de interseção:
t = O: P(O, O, 1)
t = - 1/3 ==> P(-1/3, 2/3, 1/3)

4. CIRCUNFERÊNCIA NO R3

Quando seccionar uma superfície esférica de raio R por um plano, a secção


obtida é uma circunferência de raio r.
Se o plano passar pelo centro da superfície esférica resultará numa cir-
cunferência de raio máximo (geralmente denominamos de círculo máximo)
e nesse caso o raio da secção coincide com o raio da superfície esférica.
\

Superfície Esférica 201

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Determine o raio da circunferência definida pelo sistema a seguir:
x2 + y2 + z2 - 2x - 4 y- 6z - 2 = O
{ 2x + y - 2z + 12 = O

Solução:
O sistema é formado pela equação de uma superficie esférica e pela
equação de um plano. Uma circunferência só está definida se a dis-
tância do centro ao plano for menor que o raio.

A distância do centro 0(1, 2, 3) ao plano é dada por:

d= 12.1+2-2.3+121 = 2.
~22 +I2 +(-2)2
O raio da superficie esférica é dado por: R = ~I2 + 22 + 32 -(-2) = 4.
Da figura, podemos tirar que R2 = r2 +d 2
==> 16 = r2 + 4 ==> r = 2_.J?,

2) . , , {x2 + y2 + z2 - 2x - 4 y - 6z - 2 ~ O
Determine a area do circulo .
S. _ 2x + y-2z + 12 = O
o luçao:
O sistema representa a secção de uma esfera por um plano, o que
determina um círculo.
Desenvolvendo o mesmo raciocínio, determinamos o raio da secção
e calculamos a área do círculo: S = tt r2 = 12 n u. a.

3) No exercício anterior, determine as coordenadas do centro do círculo


definido pelo sistema.
202 Cálculo Vel:orial e Geometria Analítica

Solução:
O centro M do círculo é dado pela interseção de uma reta que passa
pelo centro da esfera com o plano que secciona a esfera. Além disso,
essa reta tem que ser perpendicular ao plano.
Assim, o vetor diretor da reta é paralelo ao vetor normal do plano,
ii = (2, 1, - 2), e a equação da reta será:
X= l +2t
y = 2+t
{
z = 3-2t
Para determinar o centro do círculo, basta substituir um ponto gené-
rico da reta na equação do plano para determinar o valor de t.
Logo, teremos:
2(1 + 2t) + (2 + t) - 2(3- 2t) + 12 =O~ 2 + 4t + 2 + t- 6 + 4t +
12 = O ~ 9 t = - 1 O ~ t = -10/9
Agora, substituindo t na equação da reta, teremos: M(- 11 /9, 8/9, 47/9).
4) Determine a equação da circunferência que está contida no plano xüy,
obtida pela secção de uma superfície esférica de centro 0(1, 2, 3) e
raio 5.
Solução:
Essa circunferência é dada pela interseção da superficie esférica com
o plano xOy, cuja equação é z = O.
Assim, a equação da circunferência será:
(x -1)2 + (y- 2)2 + (z -3)2 = 25.
{ z=O

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Determine as coordenadas do centro e a medida do raio da superfície


esférica x2 + y2 + z2 + 6x- 4y + 8z + 4 = O. Resp. 0(-3, 2, -4); r = 5

2) Determine a equação da superfície esférica, sabendo que os pontos


A(2, -1, 4) e B(4, 5, 2) são extremidades de um diâmetro. Resp. (x
- 3)1 + (y - 2)2 + (z - 3)1 = 11
Superfície Esférica 203

3) Calcule o valor de m para que a equação 2x2 + 2y2 + 2z2 -4x + z + m = O


represente uma superfície esférica de raio \. Resp. m = 118

4) venif que a pos1çao


, 1 . - d a reta --X- 5
= -y = --
Z + 25
em re \ açao
- a, super fi1-
3 2 -2
cie esférica x2 + y2 + z2 - 4x. - 6y + 2z - 67 = O. Resp. exterior.

5) Os pontos (x, y, z) da reta x = 1 + t, y = 2 - t, z = 4 t, no interior da


superfície x2 + y2 + z2 - 2x-4y = 4, constituem um segmento de reta.
Calcule o ponto médio deste segmento. Resp. (l , 2, O)
6) Determine a equação do plano tangente à superfície esférica x2 + y2 +
z2 = 9, passando pelo ponto (2, 2, l ). Resp. 2x + 2y + z - 9 = O

7) Determine a área da secção que se obtém quando se corta a esfera


definida por x2 + y2 + z2 - 8x - 6y - 4z + 4 ~ O pelo plano de equação
2x + y + 2z - 6 = O. Resp. A = 1611:
. , , {x2 + y2 +z2 -2x-4y-6z-2 ~O
8) Determine a area do circulo ·
Resp. 4411:/9 2x+y-2z+12=0

9)
. '
Determine a areado círculo
{x +y +z +2x+4y+6z-1
2 2 2 so
Resp. 1611: 2x + 3y + 6z + 5 = O
2x+3y-5z=0
1 O) As soluções do sistema x-l4y +9z = 0 são dois pontos distintos
{
x2 + y2 + z2 = 16
ou um segmento de reta? Justifique. Resp. dois pontos distintos

QUESTÕES DE CONCURSOS

1) (PUC-RJ)Se ã x b = v, o produto vetorial (2ã + b) x (ã + 3b) é igual a:


A) 4 v B) 5 v C) 6 v D) 7 v E 12 v
2) (UNI-RIO)São dados os pontos 0(0, O, O) e A(l, O, 2). O produto veto-
rial OA /\ OC, onde C é o centro da esfera (x-2)2 + (y- 1)2 + z2 = l O
é o vetor:
A) (-2, 4, 1) B) (--2,-4, 1) C) (2, O, O) D) 1, 1, 2) E) (1,-l, 2)
204 Cálculo Vetorial e Geometria Analíti::a

3) (UERJ) Considere os pontos A(O, O, O) B(l, 2, 3) e C(3, 2, 1) do 9P.


Utilizando esses pontos, determine:
a) as coordenadas de um vetor não nulo, do 9P, perpendicular ao
plano que contém os pontos A,B e C;
b) a equação cartesiana do plano que contém os pontos A,B e C.

4) (UFF) A figura seguinte representa um cubo de aresta 2.


z

A) X+ y + z = o
B) X -y = o

./ 1 )
y
•••
C) X+ z o =
D) X -y- z = o
E) y- z =O

A equação do plano que contém os pontos M, O e o ponto de encontro


das diagonais internas do cubo é:

5) (UERJ)Considere a reta do 9P, representada pelas equações paramétri-


cas a seguir:
X= t
y= 1-t
{
z=2./2,te':Jt
Essa reta intercepta a superfície esférica de equação x2 + y2 + z2 = 9,
nos pontos P e Q.
A distância entre estes pontos é igual a:
A) .fi. B) .fi. C) 3 D) 4 E) 5

6) (UFF) Um pára-quedista está no ponto A situado a 800m do solo e, de-


vido a condições técnicas, é obrigado a seguir uma trajetória que está
sempre na superfície lateral do cilindro C de revolução .cujo raio r da'
200
base é igual a -- m.
7t
Superfície Esférica 205

800,J
}'

Determine o comprimento do menor caminho percorrido pelo pára-


.
que d ista . . o ponto d e pouso B (O, --
para atingir 400 , O) .
7t

7) (UERJ) Considere que na resolução do sistema a seguir, onde cada


equação representa um plano do espaço cartesiano tridimensional, um
aluno aplicou a regra de Cramer.

l
x+2y+3z= 1
x+2y+ 3z = 2
x+2y+3z=4

Resolução do aluno

1 2 3 1 2 3
D=l l 2 3 =O D
X
= 2 2 3 1 =9
1 2 3 4 2 3

1 1 3 l
DY=l 1 2 3 =O D:= 1 22 2\2 = O
1 4 3 1 2 4

Dx
x=-=-
O Dy
y=-=-
O D.
z=-- =-
o
D o D O D o
Conclusão: Sistema POSSÍVEL e INDETERMINADO
206 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

A conclusão do aluno está errada. A regra de Cramer pode, na discus-


são de sistemas, levar a falsas conclusões. Esse sistema, por exemplo,
é impossível pois os 3 planos são:
A) paralelos distintos
B) paralelos, sendo apenas dois coincidentes
C) dois paralelos distintos e o terceiro oblíquo a eles
D) dois paralelos distintos e o terceiro perpendicular a eles
E) secantes dois a dois, determinando três retas paralelas distintas

8) (UERJ) São dadas as coordenadas de três pontos no R3: A( 1,0,0),


B(-1,2,0) e C(2,0,- l ).
Baseado nestas informações:
a) prove que esses três pontos não pertencem à mesma linha reta;
b) escreva a equação cartesiana do plano que contém estes pontos.

9) (UFRJ) Determine a área da seção que se obtém quando se corta a es-


fera definida por
x2 + y2 + z2 - 8x - 6y - 4z + 4 ~ O pelo plano de equação
2x + y + 2z- 6 = O.

10) (UFF) Considere o paralelepípedo retângulo da figura:


z

5
M N
Q

uv,,
OI 11:l
TV7 ~
X
Determine:
-+ -+
a) o produto interno QN . PT;
b) a equação do plano definido por O, P, e N.
Superfície Esférica 207

11) (PUC) O único ponto (x, y, z) do R3 pertencente aos três planos


2x + 3y - z = 24, x - y + z = l e 3x - 2y + 2z = 9 é:
A) (1,0,3) D) (7,2,4)
B) (7,7,1) E) (7,2,-4)
C) (7,4,2)

12) (UNIFICADO) Se o ângulo formado pelos vetores ii = (2x, 4, 3) e v=


(- x, x, O) é agudo, então:
A) x < - l B) x < O ou x > 2 C) - I < x < l
D) O < x < 2 E) 2 < x < 3

13) (PUC-RJ)Na esfera de raio 1 em R3 tomamos um vetor v = xi + y] + z k


com z > O e tal que o produto misto entre i,] e v seja o maior pos-
sível. Nestas condições,
A) z =X= y D) v = (O, 1, O)
B) O produto misto é 3 E) v = (O, O, 1)
C) v = (l, O, O)
14) (PUC-RJ) Sejam ü e v vetores do R3, e seja t = Ü x v- ii .
Calcule v( ü + t) e li t 112, o quadrado do comprimento de l.

15) (UNI-RIO) O vetor unitário, normal ao plano de equação


X -y + .,fi_ Z + l = Ü é:

A) i - ] + ..J2k B) T-] C) .,fi,T - ] + k


D)-i
1-
--
1- Ji ;
j +-k
1- -Ii
E) - j +-k
;
2 2 2 2 2 tx=t
16) (UFF) Entre todos os planos que contêm a reta r: y = 2t a equação
daquele que passa pelo ponto (1, 1, 5) é: z = 4t
A) x + 2y + 4z = O B) x + y + 5z = O
C) x- 6y + z = O D) 6x-y- z = O
E) x - 2y + 4z = O
208 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

GABARITO DAS QUESTÕES DE CONCURSOS


1) B 9) l61t
2)A 10) a)O;b)4y-5z=O
3) a) (-1, 2,-1); b)-x+2y-z=O 11) E
4) E 12) D
5)A 13) E

6)200J0 14) O; 1 t 12 = [u x v!2+ [u]'


7)A 15) D
8) b) X + y + Z - 1 =Ü 16) D
Transformações Lineares

1. INTRODUÇÃO

Serão revistas algumas noções importantes para o desenvolvimento deste


capítulo, tais como aplicação (ou função), funções iguais, domínio e ima-
gem de uma função, para então definir transformações lineares.

1 .1 Aplicação ou Função

Dados dois conjuntos não vazios U e V, é chamada aplicação de U em V a


toda "lei" que associa cada elemento de U a um único elemento de V. Indican-
do por F essa lei e por u um elemento qualquer de U, o elemento associado a u
será indicado por F(u) (lê-se F deu) que é chamado imagem deu pela F.
A representação pode ser feita através de um diagrama, da seguinte
forma:
u V

u F(u)
'.10 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

O conjunto Ué o domínio e o conjunto V é o contra-domínio da apli-


.ação F. Quando se quer indicar que F é uma aplicação de U em V costu-
na-se usar a seguinte notação:
F:U~V
u ~ F(u)

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1) Dada a aplicação F: R2 ~ R2 tal que F(x, y) = (2x, x + y), determine


F(3, 1 ).
Solução:
Basta substituir x por 3 e y por 1 na lei que de.fine F(x, y). Logo, tere-
mos que F(3, 1) = (2. 3, 3 + 1) = (6, 4) ---) F(3, 1) = (6, 4).

2) Dada a aplicação F: R2 ~ R
(x, y) ~ F(x, y) = x -y , determine F(3, 5).
Solução:
F(3, 5) = 3 - 5 = - 2 ---) F(3, 5) = - 2

3) Dada a aplicação F: R2 ~ R2 tal que F(x, y) = (2x, x + y), determine


o par ordenado (x, y) tal que F(x, y) = (1 O, 8).
Solução: bastafazer
F(x, y) = (2x, x+y) = (10, 8) ~ 2x = 10 ex+ y = 8 ~ x = 5 e y = 3.

1.2 Aplicações Iguais

Duas aplicações F: U ~ V e G: U ~ V são iguais se, e somente se,


F(u)= G(u), V u EU

1.3 Observação

Dado W e U denomina-se imagem de W por F o subconjunto de V tal


que

F(W) ={ F(u) I u E W }
Transformações Lineares 211

Se U = W, então F(u) recebe o nome de imagem de F e escreve-se


lm(F) = F(u).
Observe a figura:

u V

F(W) é o conjunto imagem de W.


Portanto, Im(F) = { F(u) / u E U }

2. CLASSIFICAÇÃO DAS APLICAÇÕES

2.1 Aplicação Injetora

Uma aplicação F: U ~ V é injetora se, e somente se,


'r:I u, , u2 E U, se F(u1) = F(u2), então u, = u2 ou
'íl u, , u2 E U, se u. :t:- u2 , então F(u1) *
F(u2)
t12 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

:.XERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Seja a aplicação F: R2 ~ R2 tal que F(x, y) = (- x, y), V (x, y) E R2.
Mostre que F é injetora."
Solução:
Sejam u, = (x; yJ e u2 = {xi, yi). Se F(uJ = F(ui) ~ (-x1,yJ = (-x2,
yi) ~ -x1 = -x2 e y1 = y2 ou ainda x, = x2 e y1 = y2 o que nos leva a
U: = Uz.
Logo Fé injetora.

2) Mostre que F: R2 ~ R3 dada por F(x, y) = (O, x -y, O) não é injetora.


Solução:
Vamos mostrar um exemplo que não atende a definição de função
injetora. Por exemplo, consideremos (2, O) :;é (3, 1).
F(2, O) = (O, 2, O) e F(3, 1) = (O, 2, O). Assim, (2, O) :;é (3, 1), mas F(2,
O) = F(3, 1). Logo a aplicação não é injetora.

2.2 Aplicação Sobrejetora

Uma aplicação F: U ~ V é sobrejetora se, e somente se, Im(F) = V, ou seja,


vE V,:luE U/F(u)=v

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Seja F: R2 ~ R2 tal que F(x, y) = (- x, y). Mostre que Fé sobrejetora.
Solução:
Fé sobrejetora pois qualquer elemento {e, d) do contra-domínio de
F será imagem de algum elemento do domínio. Basta considerar este
elemento (- e, d), para termos F(- e, d) = (e, d).

2) Verifique se a aplicação F: R2 ~ R3 dada por F(x, y) = (O, x + y, O)


é sobrejetora.
Solução:
F não é sobrejetora, pois nem todo elemento do seu contra-domínio
(R3) é imagem de elementos do domínio (R2). Por exemplo, (1, O, O)
Transformações Lineares 213

não é imagem de nenhum elemento do R2, por essa aplicação. Veja a


figura:

. , (1, O, O)

(O,x+y,O)

2.3 Aplicação Bijetora

Uma aplicação F: U ~ V é bijetora se, e somente se, Fé injetora e sobre-


jetora ao mesmo tempo.
Exemplo: A função F: R2 ~ R2 tal que F(x, y) = (-x, y) é bijetora, pois
já verificamos nos exemplos anteriores que ela é injetora e sobrejetora.

2.4 Observação

Se F: U ~ V é bijetora, então cada elemento de V é do tipo F(u), com u E


U bem definido. Se fizer a associação F(u) ~ u terá também uma aplica-
ção, só que de V em U. Essa nova aplicação assim definida é chamada de
aplicação inversa de F e é indicada por F-1•

u V

u. 1 l ~ F(u)
~-.
····...

···············...... . ···

F-1

F-1 [F(u)] = u, \/ u E U \/
214 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

EXERCÍCIO RESOLVIDO
Dada a aplicação F: R2 ~ R2 dada por F(x, y) = (2x, x + y), determine F- 1
(4, 7).
Solução:
O problema consiste em determinar o elemento do domínio de F cuja
imagem é (4, 7). Este elemento costuma ser chamado de imagem inversa
de (4, 7). Observe o diagrama a seguir:

(x, y) . ) ~· (4, 7)

••••
············· · .

F(x, y) = (2x, x + y) = (4, 7) ==> 2x = 4 ex+ y = 7. Daí podemos tirar


que x = 2 e y = 5.
Assim, F(2, 5) = (4, 7) ==> F 1 (4, 7) = (2, 5).
Mais adiante aprenderemos a determinar a "lei" da aplicação inver-
sa, quando esta existir.

3. TRANSFORMAÇÕES LINEARES
3.1 Definição

Considere U e V dois subconjuntos do conjunto dos números reais. Uma


aplicação F: U ~ V é chamada de transformação linear de U em V se, e
somente se:
i) F(u1 + u2) = F(u1) + F(u2) , V u., u2 E U e
ii)F(k.u)=k.F(u),VkE ReVuE U

OBSERVAÇÃO
Quando U = V, chama-se F: U ~ U de operador linear.
Transformações Lineares 215

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Verificar se as transformações F: R2 --t R2 a seguir são lineares:
a) F(x, y) = (2x + y, y).
Solução: sejam u = (a, b) e v = (e, d) elementos do domínio de F
Logo u + v =(a+ e, b + d) e k. u = (k.a.k.b).
Vamos verificar se as condições i) e ii) são atendidas
i) F(u + v) = (2.(a-. e) + b +d, b + d) = (2 a+ 2c + b + d, b + d)
= (2 a+ b + 2c + d, b +d)= (2 a+ b, b) + (2c + d, d) = Fia, b)
+ F(c, d)= F(u) + F(v).
ii) F(k. u) = (2k a + k b, k b) = k. (2 a + b, b) = k. Fia, b) = k. F(u).
Logo Fé uma transformação linear.
b) F(x, y) = (x + 3, O)
Solução: sejam u = (a, b) e v = (e, d). Assim, F(u) = (a+3, O) e F(v) = (e
+ 3, O).
Como u + v =(a+ e, b + d), temos que F(u + v) = (a + e+ 3, O) =
(a+ 3, O)+ (e, O)~ F(u) + F(v).
Logo F não é linear.

3) Mostre que a transformação F: R3 --t R2 dada por F(x, y,z) = (x -y, z)


é linear.
Solução: sejam u = (a, b, e) e v = (p, q, r). Assim, teremos: F(u) = (a
- b, e) e F(v) = (p-q, r).
Como u + v =(a+ p, b + q, e+ r) e k. u = (ka, kb, kc), temos:
i} F(u + v). =(a+ p- b- q, e+ r) = (a- b + p-q, e+ r) = (a =b,
e) + (p- q, r) =
F(u) + F(v).
ii) F(k. u) = (ka - kb, kc) = k. (a- b, e) = k. F(u).
Logo Fé linear.

3.2 Observações
a) TRANSFORMAÇÃO LINEAR NULA:
Transformação linear nula é a transformação O: U --t V dada por O(u
= O (vetor nulo de V), V u E U. De fato esta transformação é linear:
.16 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

i) O(u + v) =O= O+ O= O(u) + O(v)


ii) O(k. u) =O= k. O= k. O(u)

b) OPERADOR IDÊNTICO DEU


Seja I: U ~ U tal que l(u) = u, '<;/ u E U. Essa transformação é chamada
Ie operador idêntico e também é linear.
i) l(u + v) = u + v = I(u) + l(v)
ii) I(k. u) = k. u = k. I(u).

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1) Considerando a transformação linear no plano, dada por T: R2~ R2


tal que T(x,y) = (2x - y, 3x + 2y), calcule:
a) T (2,-l) =
b) T (O, O)=
e) (x, y) tal que T(x, y)= (-1, 9)
Solução:
a) T (2,-1) = (4 + 1, 6 - 3) = (5, 3)
b) T (O, O) = (O, O)
e) 2x -y = -1
3x + 2y = 9. Resolvendo o sistema temos: x = 1 e y = 3.
Logo, T(J, 3) = (-1, 9).

2) Dada a transformação T: R2 ~ R2 tal que T(x, y) = (x + 5, y + 3),


mostre que ela não é linear e depois calcule a imagem da reta y = 2x
pela T.
Solução:
Sejam u = (a, b) e v = (e, d). Logo, u + v =(a+ e, b +d), T(u) = (a
+ 5, b + 3) e T(v) =(e+ 5, d+ 3).
i} T(u + v) =(a+ e+ 5, b +d+ 3) =(a+ 5, b + 3) + (e, dj « T(u)
+ T(v).
Como i) não foi atendida, T não é linear.
Vamos agora determinar a imagem da reta y = 2x.
Chamemos T(x, y) = {x', y'). Assim teremos (x + 5, y + 3) = (x ', y').
Logo, podemos escrever que x = x ' - 5 e y = y ' - 3.
Transformações Lineares 217

Substituindo os novos valores de x e y na equação y = 2x, teremos:


y'-3 = 2. (x'-5) ==> y'= 2x'- 7.
Logo, a reta y = 2x é transformada na reta y = 2x- 7.
Veja afigura:
y=2x

y= 2x-7

-7

3) Utilizando a transformação dada no exercício anterior, determine a


imagem do círculo xi+ y2 ~ 1.
Solução:
Sabemos que x = x'- 5 e y = y'- 3. Assim, substituindo na equação
do círculo teremos: (x'» 5)2 + (y'- 3)2 ~ 1.
Observe graficamenle o que ocorre com o círculo x2 + y2 ~ 1.

5
LS Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Esta transformação é chamada de translação. Embora não seja


uma transformação linear, ela é muito utilizada nos estudos de Ál-
gebra Linear.

Dada a transformação linear T(x, y) = (x - 2y, 3x) e os pontos


A(l, O), B(O, 3) e C(2, 2), determine a área do triângulo cujos vértices
são T(A), T(B) e T(C).
Solução:
Calculando T(A) = (I , 3), T(B) = (- 6, O) e T(C) = (- 2, 6), temos:
1 3
. -6 O
Areado triângulo: Ll = \ \ = - 30 ~ S = l I 2. 1 Ll 1 = 15.
-2 6
3

5) Uma transformação R: R2 ~ R2 é dada por


R(x, y) = (x.cos30º - y.sen30º, x.sen30º + ycos30º)
Calcule R(l, O) e R(2, 4).
Solução:
Substituindo sen30º e cos30º pelos seus respectivos valores, teremos:

R(x, y) = (
.fix-y x-.fiy
, ). Logo, R(I, O) = (-,-)
.fi 1
e
2 2 2 2
R(2, 4) = ( .fi - 2, 1- 2..J?,)
A transformação linear anteriormente vista também é muito utilizada e
recebe o nome de rotação. Adiante estudaremos esta transformação.

6) Sabendo que F: R2 ~ R2 é um operador linear, e que F(l, O)= (3, 2)


e F(O, 1) = (-1, 4), determine F(x, y), onde (x, y) é um vetor genérico
do R2•
Solução:
Como Fé linear, podemos escrever que F(x, y) = F[ (x, O) + (O, y) J =
F(x, O)+ F(O, y) = x. F(l, O)+ y. F(O, 1) = x. (3, 2) + y. (-1, 4) = (3x
-y, 2x + 4y).
Transformações Lineares 219

r-----------------------------------------,
: Observação: Este exercício foi facilitado por terem sido fornecidas as :
imagens dos elementos (O, 1) e (1, O). Se assim não fosse, teríamos
• que escrever o elemento genérico (x, y) em função dos elementos
, dados, para em seguida resolvermos o problema de modo análogo ,
I ao que fizemos.
~-----------------------------------------~
7) Escreva o par ordenado (x, y) em função dos pares (1, 2) e (-1, 1 ).
Solução:
Neste exercício também poderíamos pedir para escrever o par (x, y)
como uma combinação linear dos pares(], 2) e (- 1, 1), isto é:
(x, y) = ail , 2) + b(-1, 1) ~ a - b = x e 2 a+ b = y.
Resolvendo o sistema nas variáveis a e b, temos:
a= (x + y) / 3 e b = (- 2x + y) / 3. Isto significa que qualquer par
ordenado (x, y) pode ser obtido da seguinte forma:

x+y -2x+y
(x, y) = -3-.(l, 2) + _ .(-1, 1).

5-8 -10-8
De fato, o par (5, -8) = -3-(1, 2)+-3-(-1, 1) = -1. (/, 2) - 6.

(-1, 1) = (-1 + 6, - 2 - 6) = (5, - 8).


Faça você outros exemplos.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Dadas as aplicações F: R2 ~ R3 tal que F(x, y) = (x - y, 2x, x - y),


G: R3 ~ R3 dada por G(x, y, z) = (x-y, 2x + y, O), determine:
a) F(3,-l)
b) G(4,-l,O)
e) F(2, O)+ G(-1, 1, 3)
d) G(F(-2, l))
Resp.: a) (4, 6, 4); b) (5, 9, O); c) (O, 3, 2); d)(], - 10, O)

2) Verifique se as transformações F e G do exercício anterior são lineare


Resp.: Ambas são lineares
:20 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

.) Verifique se F: R2 ~ R2 tal que F(x, y) = (x, 2) é linear. Resp.: Não é


linear

l) Verifique se a transformação F: R2 ~ R2 definida por F(x, y) = (x2 +


y2, x) é urna transformação linear. Resp.: Não é linear

5) Sabendo que F: R2~ R2 é um operador linear e que F(l, 2) = (3, -1) e


F(O, 1) = (1, 2), achar F(x, y), onde (x, y) é um elemento genérico do
R2. Resp.: F(x, y) = (x + y, -5x + 2y)

S) Mostre que toda transformação T: R2 ~ R2 tal que T(x, y) = (ax + by,


ex+ dy) é linear.

7) Resolva o exercício 5 utilizando o que foi mostrado no exercício an-


terior.

8) Considere o subconjunto S = { v.. v2, v3} do R3, onde v1 = (1, 1, 1),


v2 = (1, 1, O) e v3 = (1, O, O) e seja T: R3 ~ R2 urna transformação linear
tal que Ttv.) = (1, O), T(v2) = (2,-1) e T(v3) = (4, 3). CalcularT(2,-3, 5).
Resp.: (9, 23)

4. PROPRIEDADES DAS TRANSFORMAÇÕES LINEARES


Sendo U e V espaços vetoriais sobre R e F: U ~ V urna transformação
linear, verificam-se as seguintes propriedades:

1) F(O) = O, ou seja F transforma o vetor nulo de U no vetor nulo de V.


Demonstração:
Corno O é o elemento neutro da adição em V, pode ser escrito da
seguinte forma:
F(O) +O= F(O) (i)
Como F é linear e O é o vetor nulo de U será:
F(O) = F(O +O)= F(O) + F(O) (ii)
Igualando (i) e (i i) terá:
F(O) +O= F(O) + F(O). Somando - F(O) a ambos os membros des-
sa igualdade ficará da seguinte forma:
- F(O) + F(O) +O= - F(O) + F(O) + F(O) ~O= F(O).
Transformações Lineares 221

2) F(- u) = - F(u), \:/ u E U.


Demonstração:
Sabe-se que F(u) + (- F(u)) =O= F(O).
Pode ser escrito assim: F(O) = F(u + (- u)) = F(u) + F(- u).
Logo, F(u) + (- F(u)) = F(u) + F(- u).
Somando- F(u) a ambos os membros dessa igualdade:
- F(u) + F(u) + (-F(u)) = - F(u) + F(u) + F(- u) ~ - F(u) = F(- u).

3) F(u - v) = F(u) - F(v) , V u, v E U.


Demonstração:
Seja F(u - v) = F(u + (- v)) = F(u) + F(-v) = F(u)- F(v).

5. MATRIZ ASSOCIADA A UMA TRANSFORMAÇÃO LINEAR


Já foi visto em um dos exercícios que toda transformação T: R2 ~ R2 tal
que T(x, y) = (ax + by, ex+ dy) é linear.
Assim pode escrever que T transforma qualquer par ordenado (x, y)
em um outro par (x', y'), ou seja:

ax+by = -: ..
{ cx+dy =y
Este sistema linear pode ser escrito na forma de uma equação matri-
cial, veja:

Assim, a matriz (: : } matriz incompleta do sistema, é chamada

de matriz associada à transformação linear T.


Por exemplo, dada a transformação F: R2 ~ R2 tal que F(x, y) =

(3x-2y, x + Sy), a matriz associada a essa transformação é M F = (3 -2)


1 5
.
22 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

É possível determinar a imagem de qualquer elemento (x, y) do R2


ela transformação T utilizando a matriz anterior. Basta multiplicar a ma-
iz associada à transformação pelo par (x, y) escrito como vetor coluna.
ogo, no exemplo dado, terá:

F(4,3) = ( ~ -~) . ( ~ ) = ( i!) ou seja, F(4, 3) = (6, 19).

T (x, y) = (ax + by, ex+ dy) ~ 1{;)=(: !)t)


5.1 Observações

1) Poderíamos também verificar que são lineares as transformações:


a) T: R3 ~ R3 tal que T(x, y, z) = (ax + by + cz, mx + ny + pz, rx +sy
+ tz), cuja matriz associada será:

b
n
s
n (3 X 3)

b) T: R2 ~ R3 tal que T(x, y) = (ax + by, ex+ dy, mx + ny), cuja ma-
triz associada será:

(~ n (3 x2)

e) T: R3 ~ R2 tal que T(x, y, z) = (ax + by + cz, mx + ny + pz), cuja


matriz associada será:

b
; ) (2 X 3)
n
Transformações Lineares 223

2) De um modo geral, conclui-se que toda transformação linearT: Rº ~ R 01

poderá ser associada a uma matriz do tipo m x n, e reciprocamente,


toda matriz do tipo m x n poderá ser associada a uma transformação
linearT:R"~Rm.
Por exemplo, a matriz
(-l 2 3J do tipo 2 x 3 pode ser associada a
4 O O
uma transformação T: R3 ~ R2 tal que T(x, y, z) = (- x + 2y + 3z, 4x).

3) Quando resolvemos um sistema linear estamos, na verdade, calcu-


lando as coordenadas de um vetor do qual se conhece o transformado
(ou a imagem). Isto é, estamos encontrando o elemento do domínio de
uma transformação, cuja imagem é conhecida.
Por exemplo, dado o sistema linear:

{
3X =
+z 2
x-y+5z=l
- 2x + y = 6
suaequaçãomatricialé l JlJlJ
31-1Q 15
-2 1 O
. X
y
z
= 21
6

Observe que (x, y, z) é um elemento do domínio cuja imagem pele


transformação associada à matriz é (2, 1, 6).

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Determine a matriz associada a cada transformação linear a seguir:


a) T: R3 ~ R2, dada por T(x, y, z) = (3x - y, 2x + y - 5z)
b) T: R3 ~ R3, dada por T(x, y, z) = (x- z, 3x + y, 2z)

Resp.:a) 3 -1 O) ;b)
( 2 1 -5
l
e) T: R2 ~ R2, dada por T(x, y) = (3x-y, - x)

3
O
O1
O
-1 J ( -1)
0 ;c)
2
-1
3
O

2) Determine a lei da transformação linear que está associada à matriz

-1 r -1 21
2 b) l ~ ~J
24 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

r -1 -1

e) l~ o
4

Resp.: T(x,y,z) = (2x-y, 3x + 2y + z); b) T(x,y) = (-x + 2y, 2x + 3y, x);


e) T(x,y,z) = (- x - y, 2x, 3x + 4y + 2z); d) T(x, y) = (-x + 4y, 2y).

-1
,) Dada a matriz M = ~ ) associada a uma matriz T: R' ~ R',
. ( 3
d etermme:
a) T(3, -1)
b) T(O,3)
e) O elemento do domínio cuja imagem é (22, 12)
d) O elemento do domínio cuja imagem é (O, O).
Resp.: a) (- 7, 8); b) (12, 3); e) (2, 6); d) (O, O)

4) Dada a transformação T: R2 ~ R2, tal que T(x, y) = (x - 2y, 2x - 4y),


determine (x, y) tal que T(x, y) = (O, O). Essa transformação é inje-
tora? Resp.:Todo ponto da forma (x, x/2) tem imagem (0,0). Logo a
função não é injetora.

5) Seja T: R2~ R3 uma transformação linear tal que T(l, 2) = (1, -2, 3)
e T(2, 3) = (1, O, -1). Determine T(x, y). Resp.: T(x, y) = (-x + y, 6x
-4y, -llx + 7y)

6) Dados os pontos A(-1, O, 2), B(2, 3, 1) e C(l,-1, 4) e a transformação


F: R3 ~ R3 dada por F(x, y, z) = (x, z, - x + y), determine a área do
triângulo cujos vértices são F(A), F(B) e F(C).
Resp.: Área = AA
2
7) Dada a transformação F: R2 ~ R2 tal que F(x, y) = (2x, -y), determine
a imagem pela F:
a) da reta y = 2x + 1;
b) da circunferência x2 + y2 = 4.
x2 y2
Resp.: a) y = -x-1; b) -+-= 1
16 4
8) Dada a transformação linear T(x, y) = (3x, 2x - y), pede-se:
Transformações Lineares 225

a) matriz associada a T;
b) calcule T(- 2,- 3);
e) calcule (x,y) tal que T(x,y) = (6, 1), ou seja, T-1(6, 1);
d) se S = { (x,y) E R2 / y = 2x - 3 }, calcule T(S);
e) se A(l,-1), 8(2, 1) e C(O, 5) são vértices de um triângulo ABC,
calcule a área do triângulo cujos vértices são T(A), T(B) e T(C).

Resp.: a) ( 32 -lO); b)(-6,- 1); e) y = 3; d) A= 12

6. TRANSFORMAÇÃO LINEAR COMPOSTA.


Dadas as transformações lineares T: R3 ~ R2 e F: R2 ~ R3, pelas matrizes

a seguir: [1 2 1J r-1 21
MT = 0 3 _1 e MF = ~ ~ ,determine T(F(x, y)) =To F (x, y).

O que se deseja determinar aqui é a transformação composta de T


com F. A idéia é a mesma que foi vista no estudo de funções compostas.
Veja o esquema a seguir:
R2

-· · · · · · · · !...? . F (u )______ ········ ················


.. ·· T(Ftu))

F(u)

Dado um elemento u do R2, calcula-se primeiramente F(u). A esse


valor encontrado aplica-se a função T, obtendo-se então, T(F(u)). A lei que
define essa função composta dá o valor T(F(u)) sem que calcule F(u).
22Ei Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Conforme já foi estudado anteriormente, pode determinar F(x,y) atra-

l
vés do produto

f -1
l ; ~ [;]
2 r x~l
=l ~togo, F(x,y) = (x', y', z')

Para determinar T(F(x, y)) = T(x', y', z'), basta efetuar o produto

l 2 1
[0 3 _ 1
JIl x'l
;: [x"J = y" · O que foi calculado pode ser escrito confor-

me apresentado a seguir:

[~ ~ _\] · Wi ;y;J1 = [;::] Como o produto de matrizes é as-

sociativo, pode escrever a igualdade acima da seguinte forma:

l[~ ~ \]. U 11 · [;]


2~
= [;:} que levará ao mesmo resultado.

Será demonstrado, através de um exemplo numérico, utilizando as


matrizes T e M dadas anteriormente.
Calcule, por exemplo T(F(2, 1 )).

r -1
F(2, l) = l~
T(F(2.l)=T(0.6.5)=[~ ~ _\J l;l=Ga
Se calcular primeiramente o produto entre as matrizes Te F, terá:

[~ ~ \] . f-1l; ~21 = [~ : a Multiplicando essa matriz pelo par


11]
(2, 1) escrito como vetor coluna, chegará a: [3 [2] = [17]
1 11 . 1 13 .
Transformações Lineares 227

Assim, a imagem de um elemento qualquer (x, y) pela transformação


To F será dada por To F (x, y) = (3x + 11 y, x + 11 y), uma vez que a matriz
produto T. Fé a matriz associada à transformação que está sendo levada
em consideração.
Vale observar que neste caso também existe a transformação compos-
ta F o T (x, y), já que é possível calcular o produto F. T.
Assim, F o T (x, y) será dada por:

-11 421 . [~ ~ -~J = r-11 144 _3-31 ou ainda por:


[2 1 2 7 1
F(T(x, y)) = (- x + 4y- 3z, x + 14y- 3z, 2x + 7y + z).

Generalizando, dadas as transformações lineares T: R" ~ R'" e


F: RP ~ R existe a transformação composta To F (x, y): RP ~ Rm, cuja
11,

matriz associada será obtida através do produto:


MT.MF

/
mxn nxp => m X p: To F: RP ~ Rm

Observe ainda que o fato de existir a transformação To F não garante


a existência da transformação F o T.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) Dadas as transformações lineares T(x, y) e S(x, y) de R2 em R2 tais
que T(x, y) = (x + y, 2x - y) e S(x, y) = (3x -y, x), determine:
a) T(S(2, l));
b) To S (x, y).
Resp.: a) (7, 8); b) (4x-y, 5x-2y)

2) Dadas as transformações T: R2 ~ R2 dada por T(x, y) = (x + y, 2x-y) e


To F: R2 ~ R2 dada por To F (x, y) = (2x + Sy, 7x - 2y), determine:
a) F(x, y);
b) O elemento do domínio de F cuja imagem é (-2, - 21).
Resp.: a) (3x + y; -x + 4y); b) (L, - 5)
228 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

7. TRANSFORMAÇÃO LINEAR INVERSA


Dada a tranformação linear T: R2 ~ R2, sua inversa, caso exista, será a
transformação T- 1 (x, y) tal que T- 1 (T(x, y)) = (x, y).

(x, y) ,,,... _ \ ~ ...•.-T(x, y)


····· ...•.
. .. ··

T-1

Assim, se T(x, y) = (ax + by, ex+ dy), é uma transformação linear,


então
T- 1 (T(x, y)) = (x, y) que pode ser escrito:

O que significa que T-'. [ : : ] é o elemento neutro da rnultipli-

cação de matrizes, que é a matriz identidade. Logo pode afirmar que:

T-' [ : : ] - [ ~ ~ ]

Para que isso ocorra, T-' e [ : : ] têm que ser matrizes inversas
uma da outra. Daí, se determinar a inversa da matriz de T, estará determi-
nando a matriz associada à transformação inversa de T.
Yale lembrar que nem sempre será possível determinar a inversa de
uma transformação linear, visto que só são inversíveis as matrizes quadra-
das cujo determinante é diferente de zero.

EXERCÍCIO RESOLVIDO
Determine, caso exista, a transformação inversa de T: R2 ~ R2, dada por
T(x, y) = (2x, - x + y).
Transformações Lineares 229

Solução:
2
MT = [ O ] . Como det M = 2, existe a inversa da matriz lvf, isto
-1 1
é, existe a transformação inversa de T. ··
2
Seja [ a b ] a matriz inversa de [ O ].
e d -1 1

Logo [: : J . [~1 ~] = [~ ~l que nos levará aos sistemas:

2a-b = l 2c-d = O
{ b=O e { d=l

Daí teremos: a= 112, b = O, c = 112 e d= 1. Então T-1 = [1/2 01J


112 1
X X
Assim, podemos escrever que T 1 (x, y) = (- ,-+ y).
2 2
Vamos verificar através de um exemplo numérico que o resultado en-
contrado está correto.
Pela transformação Ttx, y) = (Zx, -x + y), temos que T(2, 1) = (4, -1).
4
Calculando agora T 1 (4, - 1) teremos (4, + (-1)) = (2, lj.
2 2
1
Isto é, T (T(x, y) = (x, y).
r-----------------------------------------,
Observação: Para as transformações de R3 em R3 poderá ser usado ~
I
o mesmo raciocínio. Para determinar a lei da transformação inversa :
I basta determinar a matriz inversa da matriz associada à transformação I
I dada. Lembre-se que também aqui, é necessário que o determinante
I da matriz não seja nulo.
~-----------------------------------------~
230 Cálculc, Vetorial e Geometria Anal tíca

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Dadas as transformações T: R2 ~ R2 dada por T(x, y) = (x + y, 2x -y) e


S: R2 ~ R2 dada por S(x, y) = (3x - y, x), determine, se for possível:
a) s- 1 (x, y);
b) T-1 (x, y);
e) (To S)-1 (x, y);
d) s-1 0T-1(x,y).
Resp.: a) (y, -x +3y); b) (x+y 2x-y \; e) e d) (2x-y 5x-4y \
3'3) 3' 3)
2) Dada a transformação linear tal que T(2, 3) = (3, 5) e T(I, 4) = (- 1, 5),
determine T-1 (O, 2).
Resp.: (l/2; 3/2)

3) Dadas as matrizes M = (~
a) M(x, y) e N(x, y)
3
-1) e N= (º1
4)
-2
determine:

b) M.N
e) (M.N)(x, y)
d) M(N(2,-3))
e) (M.N)(2,-3)
f) M-1
g) M(2,5)
h) (x, y) tal que M(x, y) = (-1, 15)
i) M-1(-1,15)

Resp.: a) A1(-'C, y) = (2x - y, 3y); N(x, y) = (4y, x - 2y); b) (-13 -610 );


e) (-x + JOy, 3x- 6y); d) e e) (- 32, 24); j) (112 116); g) (-1, J 5);
h)ei)(2,5) O 113

8. NÚCLEO DE UMA TRANSFORMAÇÃO LINEAR


Seja F: U ~ V uma transformação I inear. Denomina-se núcleo de F e in-
dica-se por Ker (F) o seguinte subconjunto de U: (Ker - Kemel = cerne,
núcleo)
Ker(F) = { u E U / F(u) =O},
Transformações Lineares 231

ou seja, é o conjunto de todos os elementos do domínio de F cuja imagem


é igual ao vetor nulo do contra-domínio V.

Ker(F)

8.1 Observação

Encontrar o núcleo de uma transformação linear equivale a resolver um


sistema linear homogêneo. Logo, o núcleo de uma transformação linear
nunca será vazio, pois pelo menos o vetor nulo do domínio desta transfor-
mação pertencerá a ele.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Determinar o núcleo da transformação F: R2--, R3 dada por F(x, y) =
(O, X+ y, O)
Solução:
Se (x, y) E Ker(F), então F(x, y) = (O, O, O).
Logo, (O, x + y, O)= (O, O, O). Então x + y = O
Neste caso, o núcleo da transformação F é o conjunto de todos os
pares ordenados que pertencem à reta x + y = O, isto é, Ker(F) = { (x,
y) E R2 /X+ y = Ü j

2) Determine o núcleo da transformação T: R3--, R2 tal que T(x, y, z) =


(x - z, y + 2x).
Solução:
x-z=Ü=>z=x
T(x,y, z)=(O, O)=>(x z,y+2x)=(O, O) { y+2x=O=>y=-2x·
232 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Fazendo x = t, temos as equações paramétricas de uma reta no R3 que


passa pela origem (O, O, O):
X= t
y = -2t que é o núcleo da transformação T
{
z=t
Logo Ker(T) = { (t, - 2t, t) / t E R }.

9. TRANSFORMAÇÕES LINEARES NO PLANO

Será estudado a seguir algumas transformações no plano (R2 ~ R2) que


têm várias aplicações práticas. Apresentando sempre a matriz associada a
cada uma dessas transformações.

9.1 Expansão ou Contração Uniforme

T(x, y) = k. (x, y) = (k x, k y) MT = [ ~ ~ J
Exemplo:
Sejam L = { (x, y) E R2 I O s x s l e O s y s 2 } e T uma transfor-
mação linear tal que T(x, y) = (2x, 2y). Represente no plano cartesiano os
conjuntos L e T(L).

4 ü.

T(L)

L
•..•...
1 . 2

Veja, anteriormente o exemplo de uma expansão uniforme no plano.

Se definisse T(x, y) = ~ (x, y), F seria uma contração.


Transformações Lineares 233

9.2 Reflexão em Torno do Eixo das Abscissas


1
T(x, y) = (x, - y) MT = [ O]
Exemplo:
O -1
Utilizando o mesmo conjunto L do item anterior, represente T(L).

2 1
~•...
L
~•... T(L)
1 -2

9.3 Reflexão em Torno do Eixo das Ordenadas

T(x,y)=(-x,y)
Exemplo:
MT=
[ -10 O]1

2 .------! 2
L T(L)
•......
1 -1

9.4 Reflexão na Origem

T(x,y)=(-x,-y)
Exemplo:
MT=
[ -1O -O]l

1 •
234 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

•••

2 -1 •...•....
L T(L)
•...
1 -2

9.5 Projeção sobre o Eixo das Abscissas

T(x, y) = (x, O) MT = [ ~ ~]
Exemplo:


2
1
L
_.....
•.... T(L)
1

9.6 Projeção sobre o Eixo das Ordenadas

T(x, y) = (O, y) MT = [ ~ ~ J
Exemplo:

2 2

T(L)
1
Transformações Lineares 235

9.7 Cisalhamento Horizontal

T(x, y) = (x + k y, y), onde k é um número real. MT =


Exemplo:
1~ ~
L
1
Seja T(x, y) = (x + 2y, y) um cisalhamento horizontal de razão 2. Es-
creva a matriz associada a essa transformação e represente graficamente o
conjunto T(L).

M=[~ ~l
2
Calculando:
T(O, O) = (O, O)
T(l, O)= (1, O)
T(O, 2) = (4, 2) 1 5
T(l, 2) = (5, 2), pode representar T(L).

9.8 Cisalhamento Vertical

T(x, y) = (x, k x + y), onde k é um número real. MT =


Exemplo:
1~ ~
L
1
Sendo T(x, y) = (x, 2x + y), represente graficamente T(L).

Calculando:
T(O, O) = (O, O)
T(l,0)=(1,2)
T(O, 2) = (O, 2)

T( 1, 2) = (1, 4), podemos representar T(L):


236 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

9.9 Reflexão em fielação à Reta y =x


T(x, y) = (y, x) MT = [ ~ ~ J
Exemplo:
Dada a transformação linear T(x, y) = (y, x), determine a imagem da
reta y = 2x + 4 pela transformação T.
Se T(x, y) = (y, x) = (x', y'), temos que y = x' ex= y'. Assim, subs-
tituindo na equação da reta y = 2x + 4, terá:
x'
x' = 2 y' + 4 => y' = - - 2.
2

9.1 O Rotação de um Ângulo e no Sentido Anti-horário

y' ! ~ P' (x', y')

o x' X

Considere um ponto P de coordenadas (x, y), tal que o segmento OP determi-


ne com o eixo das abscissas um ângulo igual a a. Fazendo uma rotação de P
no sentido anti-horário, de um ângulo igual a e, terá o ponto P' de coordena-
das (x', y'). Observe que a medida de OP' é igual à de OP. Escreva que

R, (x, y) = (x', y')

Sabendo que: x = OP. cos u e y = OP. sen a

x'= OP. cos (a+ 8) e y'= OP. sen (a.+ 0)


Transformações Lineares 237

Então terá:

X = ~
OP . cos a. cos e- OP . sen a. sen e
'------v-----'
= X. cos e - y . sen e
X y

y'= OP. sen a. cos 8 + OP. sen e. cos a= y. cos 8 + x. sen 8.


Logo, pode ser escrito da seguinte forma:

R0 (x, y) = (x. cose - y. sen 8 , x. sen 8 + y. cos 8).

Assim, a matriz associada a essa transformação - rotação de um ân-


gulo 8 no sentido anti-horário em torno da origem - é:

cose -sen e]
R0= (
sen e cose

OBSERVAÇÕES
1) O determinante da matriz de rotação é sempre igual a 1.
De fato, cos 8. cos 8- sen e. (- sen 8) = cos2 8 + sen2 8 = 1.

2) Qualquer matriz quadrada da forma [: ~], tal que a = d e b = - e


e cujo determinante é igual a l pode ser associada a uma rotação no
plano.

1 O. TRANSLAÇÃO
Uma transformação no plano, que não é linear, mas que tem muita utili-
dade é a translação.
É definida translação no plano como uma transformação T: R2 ~ R2
tal que T(x, y) = (x + a, y + b), onde a e b são números reais e não nulos
simultaneamente.

llT
238 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1) Determine as novas coordenadas do ponto P(l, O) após fazermos uma


rotação de 60º em tomo da origem no sentido anti-horário.
Solução:
A matriz associada a essa transformação é

R -[cos60º
60 -
sen60º
-sen60º]
cos60º -
[1.J3/2 / 2 ---ti/ 2]·
1/2
Multiplicando essa matriz pelo vetor Ll, O) escrito como vetor coluna,
obteremos: P '(1/2, ..J3 /2).

2) Determine a imagem da reta y = 3x - 1 pela translação


T(x, y) = (x + 1, y -2).
Solução:
Podemos escrever que (x + 1. y - 2) = (x ', y '.). Logo, teremos:
x = x '- 1 e y = y '+ 2. Substituindo esses valores na equação da reta,
temos: y'+ 2 = 3 (x'- 1) - 1 ~ y'= 3 x'- 6.

3) Uma translação é tal que T(2, 3) = (-1, 4). Determine T(6, 2).
Solução:
Primeiramente, vamos determinar T(x, y).
Sabemos que toda translação é da forma T(x, y) = (x + a, y + b). As-
sim, temos:
T(2, 3) = (2 + a, 3 + b) = (-1, 4). Logo, a= - 3 e b = 1.
Então, a translação é definida por Ttx, y) = (x - 3, y + 1).
Assim, T(6, 2) = (3, 3).

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) Dada a transformação F: R2 ~ R2 tal que F(x, y) = (x-2y, -2x + 4y),
a) mostre que F é linear;
b) determine F(F(2, - 5));
e) determine, se existir, o par ordenado (x, y), tal que F(x, y) = (3, 5);
d) determine o conjunto de pontos (x, y) tais que F(x, y) = (O, O).
Resp. b) (60, -120); e) impossível; d) x = 2y
Transformações Lineares 239

2) Dadas as : ransforrnações lineares T: R2 ~ R2 tal que T(x, y) = (2x -y,


x -y) e U: R2 ~ R2 tal que U(x, y) = (-y, 2y- x), pede-se:
a) a matriz associada à transformação T;
b) a matriz associada à transformação U;
e) T(U(2, -3));
d) T(U(x, y));
e) u-1cx,y).

Resp. a) (~ ::} b) C 2 -~} e) (14, 11); d) (,"C - 4y, x - 3y);


e) (-2x-y, -x)

3) Uma transformação linear no plano é tal que T(2, 1) = (3, 3) e


T(-1, 5) = (-7, 4). Determine T(l, 4) e, se for possível, T-1(x, y).
x+y -x+2Yj
Resp. ttt, 4) = (-2, 5); T '(x, y) = -3-, )
( 3
4) Uma transformação linear T: R2 ~ R2 é tal que T(2, l) = (5, 4) e
T(3, 4) = (5, 11). Determine T(x, y) e T(T(3, O)).
Resp. (3x-y, x + 2y); (24, 15)

5) Sejam A - (~ ~} C - { (x, y) E R' j x' + y' - 9 } e seja Ta trans-

formação linear associada à matriz A. Determine:


a) T(2, 5); b) (x, y) tal que T(x, y) = (4, 3); e) T(C).
Resp. a) (2, 10); b) (4, 3/2); e) x2/9 + y/36 = 1

6) Sejam as transformações T, uma translação tal que T(3, 2) = (-1, 4) e S


uma expansão de razão 3. Determine a área do polígono ToS(Q),onde
Q = {(x, y)E R2 I O~ x:::; 1 e O:::; y s 1 }. Faça uma representação grá-
fica para este problema. Resp. A = 9

7) · Em um sistema de eixos cartesianos fixos, o ponto (3, 2) foi girado de


30º no sentido anti-horário em torno da origem, obtendo-se, assim, o
ponto A'. Quais as coordenadas de A' nesse mesmo sistema?

Resp. 3-./3
---1 t: +-3 )
v3
( 2 ' 2
240 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

.,, d d • ~ . 1 .A ,. 1 itÜ [
1
~ 1

8) Determine a, b e e reais, b < O, para que a matriz


_ -./15 -./15 la
4 J
bc represente
uma rotaçao. Resp. a=--· b = ---· c = -.
4 ' 4 ' 4
9) Seja Fuma transformação linear tal que F(l, O)= (2, -1) e F(O, 2) =
(1, 3) e Ruma rotaçãode 90º no sentido anti-horário. Determine:
a) (x, y) tal que F(x, y) = (5, 2);
b) F-1(x,y);
e) F(R(3, -1).
Resp. a)(l 3/7, 18/7); b) (3x -y / 7, 2x + 4y / 7); e) (7/2, 7/2)

1 O) Seja fuma transformação dada por f(x, y) = (x- 2y, - 2x + 4y). Mostre
que o conjunto de pontos que f transforma no ponto (O, O) é uma reta.

11) L: R2 ~ R2 é uma transformação linear tal que L(x, y) = (y, x). Con-
sidere o triângulo T limitado pelas retas y = x, x = 2 e y = O. Calcule
a área do transformado de T por L. Resp 2

12) T é uma transformação linear no plano, dada porT(x, y) = (x= y, x + 3y).


Sejam A(l, 1), B(3, 2) e C(2, 5) vértices de um triângulo ABC. Calcule
as coordenadas dos vértices do transformado desse triângulo por T.
Resp. (O, 4),(1, 9) e (-3,17)

13) Sendo dada a transformação linear no plano por f(x, y) = (2x - 3y,
4x + y), e sendo LI a reta x = O e L 2 a reta y = O, calcule o maior dos
ângulos formados por f(L 1) e f(L 2). Resp. are tg-7

14) Uma circunferência tem equação (x - 5)2 + (y - 4)2 = 1. Qual será


sua equação em um novo sistema de eixos (paralelos e com o mesmo
sentido dos anteriores) cuja origem seja o ponto (3, -1) do sistema
inicial? Resp. (x - 2)2 + (y- 5)2 = 1

15) Quais são as novas coordenadas do ponto P(6, 2), se a origem dos
eixos é transladada para o ponto (2, 3) e.se os eixos depois giram de

um ângulo de 30' no sentido positivo? Resp. ( 2.fj - : , - 2 - ~ J


Transformações Lineares 241

QUESTÕES DE CONCURSOS
1) (UFF) Considerando a transformação linear T: R3~ R3, com T( 1,0,0)
= (1,0,0); T(O, l ,O) = (O, 1,0) e T(O,O,1) = (0,0,0), pode-se afirmar que
T(300,500,700) é igual a:
A) (300,700,0) B) (300,500,0) C) (0,300,700)
D) (700,0,500) E) (500,700,0)

2) (UERJ) Uma transformação linear T: R2~ R2 é dada pela matriz asso-

ciada [ ~ ~ J . UtiI izando esses dados, responda aos itens A e B.


A) Calcule T(3, -1 );
B) Considere todos os pontos do plano R2 que pertencem à circunferên-
cia de círculo À: x2 + y2 = 4. Sabe-se que T(À) é uma elipse. Determine
a equação dessa elipse.

3) (UERJ) Cada par ordenado (x, y) do plano pode se escrito como uma

matriz (;} Para fazer uma rotação de 90° do ponto de coordenadas

(x, y) em torno da origem, no sentido anti-horário, basta multiplicar a

matriz ( ~ • ~) por (:)

4 ------· .. B

-2 t _y 7 •.. x
A

Aplicando esse método para fazer a rotação do ponto médio do seg-


mento AB da figura anterior, suas novas coordenadas serão:
A) (5,-1) B) (-1, 5) C) (-5, -1) D) (-1, -5)
242 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

4) (UFRJ) Considere o triângulo T da figura a seguir:


y

-1 1 X

Seja outro triângulo T' definido do seguinte modo: a cada ponto (x,y)
de Testá associado um ponto (x' ,y') de T'pela equação:

Determine a área do triângulo T'.

5) (UFF) No gráfico a seguir está representada uma circunferência de raio


R centrada na origem, na qual foram destacados os pontos M, N e P.
y+M

N X.

Considere a transformação T: IR2 ~ JR2, tal que T(x, y) = (-y, x)


Se T(M) = M,, T(N) = N 1 e T(P) = P 1 o gráfico que melhor representa
M,, N,, e P1 é:
Transformações Lineares 243

Y+ P, y
a) b) e)

N1 P, .M,
• X

X
~
N,
M1

d) e)

x.
M

V
P1

6) (VEST-RIO) Considere as transformações do plano definidas por:


Tl (x.y) = (y,x)
T2 (x.y) = (-y,x)
T3 (x,y) = (2x,2y)
T1, T2 e T3 são respectivamente

(A) homotetia, simetria, rotação


(B) rotação, simetria, rotação
(C) rotação, rotação, simetria
(D) simetria, rotação, homotetia
(E) simetria, simetria, homotetia

GABARITO DAS QUESTÕES DE CONCURSOS

1) B 4) 8 1

x2 y2
2) a) (6,- 3); b) -+- =1 5) E
16 36
3) B 6) D
Lugares Geométricos - Cônicas

INTRODUÇÃO
Denomina-se lugar geométrico o conjunto de pontos que satisfazem uma
determinada propriedade estabelecida, ou propriedade característica desse
lugar geométrico. Existem diversos exemplos de lugares geométricos que
você, com certeza, já estudou.
Veja alguns exemplos:
a) Mediatriz de um segmento: é o conjunto de todos os pontos de um
plano, que são eqüidistantes dos extremos desse segmento. Nesse
caso, ser eqüidistante dos extremos do segmento é a propriedade
que caracteriza todos os pontos desse lugar geométrico (L. G.).
b) Bissetriz de um ângulo: é o lugar geométrico dos pontos que são
eqüidistantes dos lados desse ângulo.
e) Circunferência: é o lugar geométrico dos pontos de um plano, que
são eqüidistantes de um ponto fixo desse plano.
d) Superfície esférica: é o L. G. dos pontos do espaço que são eqüi-
distantes de um ponto fixo desse espaço.

EQUAÇÃO DE UM LUGAR GEOMÉTRICO


No estudo da Geometria Analítica, nos interessa determinar a equação
dos lugares geométricos, a partir da descrição de sua propriedade carac-
246 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica
li jl ,11 '1 ,,·.,,,

terística; é uma forma de analisar o comportamento dos elementos desse


conjunto.
Para escrever a equação de um lugar geométrico deve-se considerar um
ponto genérico do conjunto considerado e a partir da propriedade característi-
ca do L. G. estabelecer a relação entre as variáveis envolvidas no problema.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1) Determine o L. G. dos pontos do plano R2 que são eqüidistantes das


extremidades do segmento A8, dados A(- 1, 4) e 8(5, 6).
Solução:
Seja P(x, y) um ponto genérico do R2; a propriedade característica do
ponto é: P eqüidista de A e B, isto é, a distância de P até A é igual à
de P até B. Assim, a equação do L. G. é dada por:
dPA =dPB=> IPÀI = FBI===>~(x + 1)2 + (y- 4)2 = ~--cx---5)_2_+_(_y 6_)_2
===> y = 11-Jx
Essa equação representa uma reta, a qual, como sabemos, é a media-
triz do segmento AB.

2) Determine a equação do L. G. dos pontos P do plano R2 tais que adis-


tância de P ao ponto A(- 1, 4) seja o dobro de sua distância ao ponto
8(5, 6).
Solução:
Agora, a equação que define esse L. G. é dada por: dPA = 2. dp8 ===>

IPAI =_2.1n1 ===> ~Cx+l)2+(y-4)2 =2.~(x-5)2+(y-6)2 ===>


3x2+3y2- 38x-40y + 227 = O
A partir de agora, serão estudadas as cônicas, como lugares geométri-
cos do plano.

1. ELIPSE
1.1 Definição

Denominamos elipse o conjunto dos pontos P de um plano para os


quais a soma das distâncias de P a dois pontos, F1 e Fi, do plano, é igual a
Lugares Geométricos - Cônicas 247

uma constante 2a, maior que a distância F .F 2. Será indicada a distância de


P a F por dPF·

1.2 Elementos da Elipse

F 1 e F2 -"7 focos
O -"7 centro

A 1A2 = 2a (eixo maior)

B1B2 = 2b (eixo menor)


F1F2 = 2c (distância focal).

r-----------------------------------------,
Observações:

a) Do triângulo O F2 B2 pode tirar a relação: a2 = b2 + c2 1


b) É chamado excentricidade da elipse o número e, razão entre a :
distância focal e o eixo maior. Assim:
e = ~ . Como e < a, então O < e < 1 .
a
e) A propriedade característica dos pontos P da elipse é:
dPF + dPF = 2a
l 2

1.3 Equações da Elipse

1.3.1 Elipse com Centro na Origem e Eixo Maior Horizontal

Sendo e a semidistância focal, os focos da elipse são F 1 (-e, O) e F2 (e, O)


248 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

-a a x2 y2
-+- =l
X ª2 b2

-b

DEMONSTRAÇÃO:

Pela propriedade característica dos pontos de uma elipse, pode-se escrever:

~(x + c)2 + (y-0)2 +~(x-c)2 + (y-0)2 = 2a


~(x+c)2+(y-0)2 =2a- ~(x-c)2+(y-0)2

(x + c)2 + y2 = 4 a2 -4a~(x-c)2 +(y-0)2 + (x- c)2 + y2


x2 + 2xc + c2 + y2 = 4 a2 -4a~(x -c)2 + y2 + x2 - 2xc + c2 + y2

4a~(x-c)2+y2 =4a2-4xc
a~(x-c)2+y2 =a2-xc
a2 [ x2 - 2xc + c2 + y2 ] = a4 - 2 a2xc + x2c2

(a2- e') x2 + a2y2 = a'(a' _ c2)

Do triângulo OF2B2 tiramos que a2 - c2 = b2, e daí escrevemos:


b2 x2 + a2y2 = a2 b2
x2 2
Dividindo-se toda a equação por a2 b2 teremos: 2 + y2 = 1
a b
Lugares Geométricos - Cônicas 249

1.3.2 Elipse com Centro na Origem e Eixo Maior Vertical

De forma análoga, demonstra-se que a equação da elipse é:

V
a

y2 X2
-+-=) -b b
a2 b2 o X

F,
-a

OBSERVAÇÃO:
O maior denominador indica onde está o eixo maior da elipse.

1.3.3 Elipse de Centro C(X.0, Y 0) e Eixo Maior Horizontal

Sendo x0 e y0 não simultaneamente nulos, temos:

(x- x0)2 + (y- Yo)2 = V


1 p
a? b2
-----------1
Neste caso, F 1 (x, - e, Yo) 2b
e F2 (x, + e, Yo).
~_L ' '
__ J
'4-~~~--+-~2a :
o Xo X
250 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

1.3.4 Elipse de Centro C(X0, Y 0) e Eixo Maior Vertical

(x-x0)2 + (Y-Yo>2 =l
b2 a2

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1) Determine a equação da elipse com centro na origem e focos no eixo


das abscissas, sabendo que seus eixos medem 8 e 6.
Solução:
eixo maior: 2a = 8 ~a= 4; eixo menor: 2b = 6 ~ b = 3
Se os focos pertencem ao eixo das abscissas, então o eixo maior é
xi y2
ª2 b2 . L ogo, a equaçao-
horizontal e a equação é da forma -+-=1
x2 y2
procurada é - + - = 1.
16 9
2) Um dos focos de uma elipse centrada na origem é o ponto F(O, 3). De-
termine equação dessa elipse sabendo que sua excentricidade é igual
a 3/5.
Solução:
Se um dos focos é (O, 3), sabe-se que e = 3, que o eixo maior é vertical
y2 x2
e a equação da elipse será do tipo -2+-2 = 1. A excentricidade é
a b
dada pela razão e = e / a, donde se coclui que a = 5.
Da relação fundamental (a2 = b2 + e') calcula-se b = 4. Assim, a
y2 x2
equação será: - + - = 1.
25 16
3) Determine o centro, os focos, a excentricidade e as medidas dos eixos
da elipse de equação x2 + 2y2 - 6x + 4y + 9 = O.
Solução:
Fatorando a equação dada, obtém-se:
x2 - 6x + . . . . . + 2 (y2 + 2y + .... .) = - 9 + . . . . . + .....
x2 - 6x + 9 + 2(y1 + 2y + 1) = -9 + 9 + 2
(x- 3)2 + 2 (y + 1)2 = 2 (dividindo-se a equação por 2, teremos:
Lugares Geométricos - Cônicas 251

(x -3)2 + (y+ 1)2 =1


2 1
Logo, temos:
Centro: 0(3, -1)
a2 = 2 ~ a = .J2 ~ eixo maior, horizontal: 2a = 2 ./2
b2 = 1 ~ b = 1 ~ eixo menor, vertical: 2b = 2
Como a2 = b2 + e', determina-se c = 1 e os focos serão F, (2, -1) e F2
(4, -])
A excentricidade é e / a ~ e = .fi.
2

2. HIPÉRBOLE

2.1 Definição

Denominamos hipérbole ao conjunto dos pontos de um plano para os quais


a diferença das distâncias a dois pontos dados, F, e Fi, do plano, é em valor
absoluto igual a uma constante 2a, menor que a distância F1F2 •

........__ hipérbole?

I dpF 1 - drF 2 1 = 2a
para todo ponto P da hipérbole

2.2 Elementos de Uma Hipérbole

F I e F 2 ~ focos
O~ centro
AI A 2 = 2a ~ eixo real (transverso)
B 18 2 = 2b ~ eixo imaginário (conjugado)
Fif2 = 2c ~ (distância focal) 1 11
252 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

MNRS ~ Retângulo fundamental de lados 2a e 2b. As retas que contêm as


diagonais são chamadas de assíntotas da hipérbole .

<, assíntotas ,,,,r

Observações:
a) Do triângulo retângulo OB2M, destacado na figura, podemos tirar:
c2 = ª2 + b2.
b) Aexcentricidadedahipérboleéonúmeroedefinidopor e=~ .Como
e> a, podemos concluir que e> 1. ª
e) Propriedade característica da hipérbole: 1 drr 1 - drr 2 1 = 2a.

2.3 Equações da Hipérbole

2.3.1 Hipérbole com Centro na Origem e Focos no Eixo X

Temos:
F1 (-e, O) e F2 (e, O)

2 2
X _2'.__=1
~ b2
2 X
Lugares Geométricos - Cônicas 253

DEMONSTRAÇÃO:
Pela propriedade característica dos pontos de uma hipérbole, pode-se es-
crever:
-+-(y 0_)_2-)ex -c)2 + (y-0)2 1 = 2a
1 ~r-(x_+_c_)_2

~(x + c)2 + (y-0)2 = ± 2 a+ ~(x-c)2 + (y-0)2


(x + c)2 + y1 = 4 a2 ± 4a~(x-c)2 +(y-0)2 + (x - c)2 + y2
x2+2xc+c2+y2=4a2± 4a~(x-c)2+y2 +x2-2xc+c2+y2
± 4a (x -c)2 + y2 = 4 a2 - 4xc
± a (x-c)2+y2 =a2-xc
a2 [ x2 - 2xc + c2 + y2 ] = a4 - 2 a2xc + x2c2
a2x2 - 2 a2xc + a2c2 + a2y2 = a4 - 2 a2xc + x2c2
a2x2 + a2c2 + a2y2 = a' + x2c2
a2c2 _ a4 = x2c2 _ 32x2 _ a2y2
a2(c2 - a2) = x2(c2 - a2) - a2y2
Do triângulo OB2M tiramos que c2 - a2 = b2, e daí escrevemos:
b2 x2 _ a2y2 = a2 b2
Dividindo-se toda a equação por a2 b2 teremos:
x2 y2
---=l
a2 b2

2.3.2 Hipérbole com Centro na Origem e Focos no Eixo Y

De forma análoga, demonstra-se que a equação da hipérbole, nessas con-


dições, é:
y
2.54 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

OBSERVAÇÃO:

O termo negativo indica onde está o eixo imaginário

2.3.3 Hipérbole de Centro C (~, y0) e Eixo Real Horizontal

Sendo x0 e Yo não simultaneamente nulos, temos:

2 ')
(x - x0) _ (y - Yo)-: = l
ª2 b2

2.3.4 Hipérbole de Centro C (x0, y0) e Eixo Real Vertical

F2r
2
(x-xo) = 1 :
1

b2

Xo X

2.4 OBSERVAÇÕES

2.4.1 Hipérbole Eqüilátera

Uma hipérbole é chamadaaeqüilátera quando os semi-eixos real e imagi-


nário são iguais, ou seja, qiµando:
Lugares Geométricos - Cônicas 255

a=b
Equação: x2 - y2 = a2
( centro na origem e focos X
sobre o eixo das abscissas)

2.4.2 Assíntotas da Hipérbole

Assíntotas são as retas que contêm as diagonais do retângulo de lados 2a


e2b.
Quando o eixo real é horizontal, o coeficiente angular dessas retas é
· 1 o coe f ciente
b quan d o e' vertical,
m = ±-, · e' m = J:-. ª
a b
' -b b
y=-x y=-X
a a

As equações das assíntotas são


determinadas através da equação:
y - y0 = m (x - x0), onde (Xo, y0) é o
centro da hipérbole. X

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Determine a distância focal, a excentricidade e os focos da hipérbole
- x2 y2
de equaçao --- =1
4 9
Solução:
Essa hipérbole tem centro na origem e o termo negativo indica em
que eixo imaginário está sobre o eixo das ordenadas.
Assim, a2 = 4--> a = 2 --> eixo real: 4;
b2 = 9--> b = 3 --> eixo imaginário: 6;
Como c1 = a2 + b2 -f e = 03 --> distância focal: 2-Ju
256 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

.. d d
E'xcentnct a e:e=-
Ju
2
Focos: (-03,0) e (03,0).

2) Uma hipérbole tem centro no ponto 0(-1,4), eixo real igual a 8, e um


dos focos no ponto F(-1, 10). Determine a equação da hipérbole e as
equações das assíntotas.
Solução:
Como o centro é 0(-1, 4) e um dos focos (-1, 1 O), conclui-se que o
eixo real é paralelo ao eixo y e que e = 6. Assim, a equação será da
(y-4)2 (x+1)2 1
fiarma =
a2 b2
Se o eixo real é 2a = 8, temos a= 4 e assim 62 = 42 + b', que nos dá
b = 2Js (y-4)2 (x+l)2
Logo a equação da hipérbole será: - =1
16 20
As assíntotas serão: y- 4 =± m (x + 1) ~ y- 4 = ± 2Js (x + 1)
5

3. PARÁBOLA
3.1 Definição

Denominamos parábola ao conjunto dos pontos de um plano que são eqüi-


distantes de uma reta dada d e de um ponto dado F, F E d, do plano.
(eixo)
P (parábola)

------------ ---------- F l(toc.o}------- ---


---------- --------
,,---------ri-------------
- pJL__;;
iV (vértice)
~

__ _j_j_ _j_ __ --:~=--;::::=~=~~;-L--'--- d (diretriz)


dP,d = dPF para todo P da parábola
Lugares Geométricos - Cônicas 257

3.2 Elementos da Parábola

F ~ foco
d+» diretriz
d, d= p (parâmetro da parábola)

OBSERVAÇÕES
a) O ponto V da parábola, tal que dvF = E.
é o vértice, e a reta V F é
2
chamada de eixo da parábola (eixo de simetria).
b) A propriedade característica da parábola é da.d= d8F onde B é um
ponto da parábola.

3.3 EQUAÇÕES

3.3.1 Parábola com Vértice na Origem, Concavidade para a Direita e


Eixo de Simetria Horizontal

di y

M(-%, y) b--+~~y
= 2px OU X = - 1
1
1
y2 y2
V 2p
o(-%, o)

1
Fazendo - = a, temos: x = ay2, a> O
2p

DEMONSTRAÇÃO
Sendo B(x, y) um ponto qualquer da parábola e x = - E.. ( ou 2x +Oy + p = O)
2
a equação da diretriz, utilizando a propriedade característica da parábola,
podemos escrever:
258 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

2x+ Oy+ P\ = f(x- P)2 + (y-0)2


\ .J22 +02 ~ 2

\2x; P\ = ~(x- ~)2 + y2

4x2 +4xp + p2 p?
----'------'--- = x2 - xp + - + y2
4 4
4x2 + 4xp + p2 = 4x2 - 4xp + p2 + 4y2
1 2
8xp = 4y2 ~ X = -y
1 2p
Fazendo - = a, a equação da parábola será dada por x = a y2
2p

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1) Determine as coordenadas do foco e a equação da diretriz da parábola


1 2
de equação x = -y
Solução: 8
a= 118 ~ 1 / 2p = 1 / 8 ~ p = 4 ~ p / 2 = 2
A parábola tem vértice na origem e como a > O, sua concavidade está
voltada para direita. Logo, o foco será o ponto (2, O) e a equação da
diretriz será x = - 2 ou x + 2 = O.

2) Determine a equação da parábola com vértice na origem, sabendo que


o foco é F(3, O).
Solução:
p/2 = 3 ~ p = 6 ~ a = 1 / 12
Assim, a equação da parábola será x = _!__ yi ou y2 = 12x
12

3.3.2 Parábola com Vértice na Origem, Concavidade para a Esquerda e


Eixo de Simetria Horizontal

De forma análoga à anterior, é possível demonstrar que a equação da pará-


bola nas condições acima será:
Lugares Geométricos - Cônicas 259

YT d
y2 = -2px ou x = --1-y2
2p
-1
Fazendo: - = a, ficará: x ay2, a < O
2p X

Atenção: P = lfa-1

Lembre-se de que nesse caso o valor de a é sempre negativo.

3.3.3 Parábola com Vértice na Origem, Concavidade para Cima e Eixo


de Simetria VerticaL

x2 = 2py ou
y = ax2, a> O
X

3.3.4 Parábola com Vértice na Origem, Concavidade para Baixo e Eixo


de Simetria Vertical

x2 = -2py ou y = ax2, a< O.

r-----------------------------------------
: Observação: As equações dos itens 3.3.3 e 3.3.4 podem ser obtidos
I das equações dos itens 3.3.1 e 3.3.2, respectivamente, trocando-se x
1
, por y e vice-versa.
'"------------- ·r-·----1 ~---------' -- 1 _
260 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

3.3.5 Parábola de Vértice V (x0, y0), x0 e Yo não Simultaneamente


Nulos, Concavidade para a Direita e Eixo de Simetria Horizontal

(y - Yo)2 = 2p · (x - Xo)
yl ld
Equação geral:
x = ay2 + by + e, a > O
Yo
Vértice: V (-~ -b)
-,
4a
-
2a o

3.3.6 Parábola de Vértice V (x0, y0), x0 e Yo não Simultaneamente


Nulos, Concavidade para a Esquerda e Eixo de Simetria Horizontal

(y - y0)2 = -2p · (x - x0) v


Equação geral: d
x = ay2 + by + e, a < O

Vértice: V ( -~ -b)
-,
4a
-
2a

3.3.7 Parábola de Vértice V (x0, y0), x0 e Yo não Simultaneamente


Nulos, Concavidade para Baixo e Eixo de Simetria Vertical

(X -x0)2 = -2 p · (y - Yo) y
Equação geral:
y = ax2 + bx + e, a < O
-b -~)
V= ( 2a' 4a
Lugares Geométricos - Cônicas 261

3.3.8 Parábola de Vértice V (x0, y0), x0 e Yo não Simultaneamente


Nulos, Concavidade para Cima e Eixo de Simetria Vertical

(x - x0)2 = 2p · (y - Yo)
Equação geral:
y = ax2 + bx + e, a > O

y_ -(-b -/1)
- --
2a' 4a
X

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Determine as coordenadas do vértice, do foco e a equação da diretriz
1
da parábola cuja equação é x = - -y2 + 2y + 1
4
Vamos sugerir duas soluções para o problema:
1 '; Pela equação da parábola pode-se concluir que ela tem vérti-
ce fora da origem, e que sua concavidade está voltada para a
esquerda(a < O).
Seu vértice é dado por V -,
(-/1 -b)
- . Logo teremos V(5, 4). Como
4a 2a

p = 121ª1 = 1 } . J = 2; temos que p/2 = 1. Assim, ofoco será F(4, 41

IL.\ 4 )1
e a equação da diretriz será x - 6 = O.
2'; Escrevendo a equação da parábola como y2 - 8y - 4 = - 4x ,
completando um trinômio quadrado perfeito no primeiro membn
da igualdade teremos:
y2 - 8y - 4 + 20 = - 4x + 20
y2 - 8y + 16 = - 4(x - 5)
(y - 4)2 = - 4 (x - 5)
x-5 = - _!(y-4)2. Assim, o vértice é o ponto (4, 5) e a= - li~
4
o que indica que a concavidade está voltada para a esquerda. Da
determina-se o valor de p e os demais elementos da parábola.
ri'
!62 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

:XERCÍCIOS PROPOSTOS
11 (F.CARLOS CHAGAS)- Para que a parábola de equações y = ax 2 + bx - J
contenha os pontos (-2, 1) e (3, 1), os valores de a e b são, respecti-
vamente:
l ]__ 1
a) 3 e - 3 b) - e - 3 e) 3 e
3 1 3
l
d) - e -3
3
e) 1 e 3
)2 (PUC) - O número de pontos de intersecção da parábola:
y = - 4x 2 + 3x + l com a reta y = Sx - 2 é:
a)O b)l c)2 d)3 e)4

D3 (E.NAVAL) -As tangentes à curva de equação y = x 2 que passam pelo


ponto P (- 2, O) formam ângulo a. Determine tg a.
a) 1 b) 2 e) 4 d) 6 e) 8

04 (E.NAVAL) - Uma parábola tem vértices na origem, eixo no eixo das


abscissas e tangencia a circunferência de centro (6, O) e raio 2 .[s.
O parâmetro dessa parábola é:
a)l b)2 c)4 d)IO e)20

05 (ITA) - A equação da parábola, cujo eixo é perpendicular ao eixo x e


que passa pelo centro da circunferência x 2 + y 2 - 2ax + 2y = O, com
a> 1, e pelos pontos (- 1, O),(!, O) é:
a) (a 2 - 1) y = a 2 (x 2 - 1)
b) ( a 2 - 1 ) y = a 2 ( 1 - x 2)
e) (a2- l)y=x2- l
d) (a 2 - 1) y = a (x 2 - 1)
e) (a2- l) y=-x2+ 1

06 (CESGRANRIO) - O valor do parâmetro m para o qual a reta


y - 1 = m (x - 1) é tangente à parábola y = x 2 é:
1 l
a)-2 b)-- c)O d)- e)2
2 2
Lugares Geométricos - Cônicas 263

2
4x 9x 3
07 (CESGRANRIO) - Sabendo que o sistema { Y = + + tem uma
y=-3x+m
única solução (x, y), determine o valor do parâmetro m.

08 (ITA) - Uma tangente à curva y = x 2 é paralela à reta 8x - 2y + 5 = O.


Então o ponto de tangência é:
a)(l, 1) b)(-4, 2) c)(4, 2) d)(2, 4) e)(-2, 4)

09 {CESCEA)- A parábola y = - x 2 + 8x - 15 intercepta o eixo dos x nos


pontos A e B; o vértice da parábola é C. A área do triângulo ABC é:
a) 1 b) 2 e) [i d) f3 e) ]_
2

10 As retas definidas por x = 4 e y + s = 3 se interceptam no ponto A. A


distância deste ponto ao vértice da parábola de equação: y = x 2 - 2x - 3
é:
a)3fi b)-{2 e) 3 d) 5 e) 6

11 {FUVEST)- É dada a parábola de equação y = (x + 1) (x + a - 1 ), a


R. E
Sejam r e s as retas tangentes à parábola nos pontos onde ela encontra
o eixo dos x. Determine E de modo que r seja perpendicular as.

12 (FAAP) - Que curvas são representadas pela equação


3,
y = x+ t (x + l )(x -3 ), t E R, nos casos seguintes:
2
a) t = O
bj t s O

13 {CICE) - A circunferência x 2+y 2 - 4y+ 3 = O e a parábola 3x 2 -·y + 1 = O


têm, em comum:
a) quatro pontos b) três pontos e) dois pontos
d) um ponto e) nenhum ponto

14 Determinar as coordenadas do vértice e do foco e a equação da dire


triz da parábola x = - y 2 + 3y + 6.
l64 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

15 Determinar as coordenadas do vértice e do foco, as equações da dire-


triz e do eixo e o comprimento da menor corda focal da parábola cuja
equação é 4y2 - 48x - 20y = 71.

16 Determinar as coordenadas do foco e do vértice e a equação da dire-


triz da parábola de equação: x = - 2y 2 - 6y + 2.

17 Determinar as coordenadas do vértice e do foco, as equações da di-


retriz e do eixo e o comprimento do tatus rectum da parábola cuja
equação 4y 2 - 8x - 2y = 7.

18 Uma circunferência cujo centro é o ponto (4, - 1) passa pelo foco da


parábola x 2 + 16y = O. Mostrar que esta circunferência é tangente à
diretriz da parábola.

19 O eixo de uma parábola está sobre a reta 3x - 2y + 6 = O. Determine


a equação da parábola, sabendo que a diretriz passa pelo ponto (3, 1)
e que a abscissa do vértice é 1.

20 Determinar as equações das retas tangentes traçadas desde o ponto


(2, - 4) à parábola x 2 - 6x - 4y + 17 = O
2 2
21 (AFA)- Um ponto P da elipse ~ + J_ = 1 dista 2 de um dos focos.
9 4
Qual é a distância de P ao outro toco da elipse?
a) 2 b) 3
e) 4 d) 5

22 (MACK)- Se A=(] O, O) e B = (- 5, y) são pontos de uma elipse cujos


focos são F 1 = (- 8, O) e F 2 = (8, O), o perímetro do triângulo BF I F 2 é:
a) 24 b) 36 e) 40
d) 60 e) Não sei.

23 (CESGRANRIO) - Para delimitar um gramado, um jardineiro traçou


uma elipse inscrita num terreno retangular de 20m por 16m. Para
Lugares Geométricos - Cônicas 265

isto, usou um fio esticado, preso por suas extremidades Me N, como


na figura. A distância entre os pontos M e N é:

~:~:
e) 12,5 m
:i;~: ~
24 (UNICAMP)- A órbita de um satélite é uma elipse que tem a Terra em
um de seus focos. Esse satélite atinge velocidade máxima e mínima
nos pontos de menor e maior proximidade da Terra respectivamente,
quando então essas velocidades são inversamente proporcionais às
distâncias do satélite à Terra (com mesma constante de proporcionali-
dade). Calcule a excentricidade da órbita do satélite, sabendo também
que a velocidade máxima é o dobro da velocidade mínima. (A excen-
tricidade, como se sabe, é o quociente da distância entre os focos pelo
comprimento do eixo maior).

25 (CESGRANRIO)- Na elipse T +~
2 2
= 1, seja PQ uma corda de com-
primento igual ao seu semi-eixo maior, paralela a Ox . .Determine a
distância do centro da elipse à corda PQ.
2 2
26 (NUNO LISBOA) - Na elipse de equação ~ + L = 1, é verdadeiro
afirmar-se que: 9 4
a) P (3, 2) pertence à elipse.
b) A excentricidade é i .
9
e) A distância focal é 2 .fs.
d) Os focos pertencem ao eixo dos y.
e) O valor do eixo maior é 9.

27 (EsFAO) - A equação da elipse cujos focos estão situados nos pontos


(O, 3) e (O, - 3), e cujo eixo menor mede 8 unidades é:
l.66 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

xi y2 x2 y2
a) - + - = l d) - + - = l
16 9 9 25
xi y2 xi yi
b) - + - = l e) - + - = 1
25 16 16 25
xi y2
c) - + - = 1
25 9

28 (CONC,.PROF.RJ) - Se n é o número das cordas comuns às curvas


xi y2
- + - = 1 e x 2 + y 2 = 4 então n vale:
15 2 '
a) 2 b) 3 e) 4 d) 5 e) 6

29 (PUC) - Escreva as coordenadas cartesianas do ponto P em função de


e, para O~ e < 2 n, sabendo que P pertence à curva x 2 + 4y 2 = 4.
y

30 (E.NAVAL)- Determine a excentricidade da elipse de equação:


4x 2 + 9y 2 = 2
a) fs b) F d) F e) fs
3 4 9 18

31 (AMAN) - A soma dos comprimentos dos eixos da elipse de equação:


169x 2 + l352y 2 = 2197 vale:

117 1 )
a) 8 e) .jT3 ( 1+ 2.[i.
d) 3 J26
4
Lugares Geométricos - Cônicas 267

32 Identifique a curva de equação 4x 2 + y 2 = 16 e calcule:


a) O comprimento dos eixos;
b) As coordenadas dos focos;
c) A excentricidade.

33 (FGV)-A equação da elipse que passa pelos pontos (2, O), (- 2, O) e (O, 1)
é: 2
a) x2 + 4y2 = 4 b)x2+L=1
4
c)2x2-4y2=1 d) X 2 -4y2 = 4

34 Os focos de uma elipse são (- 4, - 2) e (- 4, - 6) e o comprimento de


cada latus rectum é 6. Determinar a equação da elipse e sua excentri-
cidade.

35 Qual é a equação da elipse de focos F 1 (3, O) e F 2 3, O), sabendo


J)
(-

1
que P 4 ( 4 , é um dos seus pontos.

36 (E.NAVAL)-A reta y = mx + 3 tangencia a elipse x 2 + 4y 2 = 1 se e só se:


a)m=±--
ln c)m=±--
fi1 e)m=±--
J35
2 2 2

b)m=±--
f29
d)m=±--
.[n
2 , . 2

37 (EsFAO)-A reta x - 2y- k = O é tangente à curva 3x2+4y 2 - 8y - 8 = O.


O valor de k é:
a)2ou-6 b)2ou-2 c)3ou4
d) - 3 ou 8 e) - 3 ou 5

38 Determinar a distância focal, as coordenadas dos focos e a medida do


tatus rectum da elipse:
4x2 + 9y2 = 9

39 Determinar as equações das tangentes de declividade 2 à elipse


4x 2 + 5y2 = 8.
i68 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

2 2 x2 y2
Sea>b>O,ascurvas~Tr_=l e -+-=! cortam-se em:
2 2 b2 ª2
a) Nenhum ponto. ª b
b) Um só ponto.
e) Exatamente 2 pontos.
d) Exatamente 3 pontos.
e) Exatamente 4 pontos.

41 (FGV)- Dados: a circunferência C = x 2 + y 2 = 4, a elipse E= 9x 2 +y


2 = 9 e o ponto P = ( 1, 1 ), a afirmação correta é:
a) Pé o ponto interior de C e exterior de E.
b) Pé o ponto exterior de C e interior de E.
e) P é o ponto interior de C e interior de E.
d) P é o ponto exterior de C e exterior de E.
e) P está sobre E e é exterior a C.

42 A equação de uma elipse é x 2 + 4y2 + 2x - 12y + 6 = O. Determinar


as coordenadas do centro, dos focos, os comprimentos do eixo maior,
eixo menor e cada latus rectum, e a excentricidade.

43 Dada a elipse de equação 4x2 + 9y2 - 16x + 54y + 61 = O, complete:


a) O centro da elipse é o ponto .
b) O eixo maior da elipse mede unidades
e) A distância da focal é igual a unidades
d) A excentricidade da elipse é igual a .
e) As coordenadas dos focos são .

44 (ITA) - M é um ponto de uma elipse e os raios vetores MF e MF são


tais que e MFF' = a e MF' F = p (~>a). O ângulo que a tangente à
elipse em M forma com a reta FF' mede:
a)a+P b)~-a
2
~-a
c)-- d) 2p-a
2 2
e) a+P
3
Lugares Geométricos - Cônicas 269

45 distância entre os focos da cônica 3x 2 - y 2 - 9 = O é:


a)fi b)2.{3 4.{3 d)6Í3 e)8.{3

46 Duas cônicas são chamadas homofocais quando têm os mesmos fo-


cos. Mostre que a elipse x 2 + 3y 2 = 6 e a hipérbola x 2 - 3y 2 = 3 são
homofocais.

47 Determinar os pontos de intersecção da reta 2x - 9y + 12 = O com as


assíntotas da hipérbole 4x 2 - 9y 2 = 11.

48 Determinar a excentricidade da hipérbole de equação 2x 2 - y2 - 4 = O.

49 Determinar as equações das assíntotas e as coordenadas dos focos da


' 2 2
hipérbole de equação !.__J_ = 1
4 2

50 Determine as coordenadas dos focos e as equações das assíntotas da


hipérbole 2y2 - x2 = 8.

51 (CONC.PROF.RJ)-Se a reta ax + y = a tangencia um ramo da hipérbole


- o parametro a tem como va I or:
y = -1 , entao A

a) 3 x b) 4 e) 6 d) 7 e) 8

52 (E.NAVAL)- O valor de a para o qual as curvas de equações: y = a - x2


e xy = 16 são tangentes é:
a)12 b)-4 c)4 d)2 e)l

53 (ITA)- Considere as afirmações:


1) Uma elipse tem como focos os pontos F 1: (- 2, O); F 2: (2, O) e
2 2
o eixo maior 12. Sua equação é .:_+L = 1.
36 32
li) Os focos de uma hipérbole são F 1: (-.Js, o); F 2: (.Js, O: e a
sua excentricidade é .JTo . Sua equação é 3x 2 - 2y 2 = 6.
2
270 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

III) parábola 2y = x 2 - 1 Ox - 100 tem como vértice o ponto

P: ( s , 1~5 )
Então:
a) Todas as afirmações são falsas.
b) Apenas as afirmações (II) e (III) são falsas.
e) Apenas as afirmações (I) e (II) são verdadeiras.
d) Apenas a afirmação (III) é verdadeira.
e) n.d.a.

54 Os vértices de uma hipérbole são (-2, 2) e (- 2, - 4) e o comprimento


de cada latus rectum é 2. Determine a equação da hipérbole, as coor-
denadas de seus focos, as equações das assíntotas e a sua excentrici-
dade.

55 (FGV) - Considere os gráficos A, B e C dados ao lado e as equações:


y
a)x2+y2=16
b) 9x 2 + 16y 2 - 144 = O
e) x 2 + y 1 - 8x + 7 = O X

d) X 2 + 4 y 2 = 12
As únicas associações corretas estão na alternativa:
a) (A, b); (B, a); (C, d) d) (B, e); (C, a); (A, b)
b) (A, a); (B, b); (C, d) e) (C, e); (B, a); (A, b)
c) (C, e); (B, d); (A, b)

56 Dada a equação da hipérbole abaixo, determinar as coordenadas do


centro, dos vértices e dos focos, os comprimentos dos eixos real, ima-
ginário e de cada tatus rectum, e excentricidade e as equações das
assíntotas: 4x 2 - 9y 2 + 32x + 36y + 64 = O

57 (MACK)-Sendo A a área da região do plano Oxy limitada pela parábola


y = x 2 e pela reta y = 1, pode-se afirmar que:
J 1 1
a) A < - b) A = - e) - < A < 1 d) A = 1 e) 1 < A < 2
2 2 2
Lugares Geométricos - Cônicas 271

58 (CESGRANRIO)-A região hachurada da figura é descrita anal iticamen-


te por:
a) { (x, y) E R 2 1 y ~ x 2 e y::;; 1 x 1 }
y=x
b) { (x, y) E R 2 II y Is x2 eIy Is x}
e) {(x,y)ER2ly~xey+x~O}
d) { (x, y) E R 21 y s x 2 e y sx } X

e) { (x, y) E R 2 I y ~ x 2 }

59 Assinale a equação co representação errada:


a) y+~l-x2 =0 b)x2-1=0 c)x=y2
x2 y2
d) -+-=1 e)x2-2xy+y2=0
4 1
a) y d) y

-2 2
X X

-1

b) y e) y

-1
o X X

e) y

X
~~72 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

60 (CESCEM)- Seja C o conjunto dos pontos do plano que satisfazem as


desigualdades 2x 2 + 2y 2 - l ::; O; y - 2x 2 ~ O; y s ~ . Pode-se afirmar
2
que:
a) C é limitado por um arco de parábola e por um segmento.
b) e é vazio.
e) C é limitado por um arco de parábola e por um arco de circunfe-
rência.
d) e é ilimitado
e) C é limitado por um segmento e por um arco de circunferência.

61 (PUC)- Esboce a região do plano definida pelas inequações abaixo:


x2+y2~9
x2+4y2~4
{ [x I~ 1

62 Resolva graficamente o sistema:


2x2 + y2 - 16 < O
{ y-x2 > O

63 (PUC)- Esboce graficamente a região do plano:


S = { (x, y) E R 21 x 2 - 4x + 3::::; y::::; x - 1 }
y

5
4
3
2
-5 -4 -3 -2 -1 1 l 2 3 4 5
X
-1
-2
-3
-4
-5
Lugares Geométricos - Cônicas 273

64 Represente todos os pontos do plano que satisfazem o sistema de ine-


quações abaixo:
y

lxl ;: : 2
x2 + y2 -4;::: O
{ 4x2 + 9y2 ~ 36 X

65 Represente graficamente o lugar geométrico dos pontos do plano que


satisfazem cada sistema abaixo:
X= 5 Sen O
a) n
{ y =3 cos e, o$ e$
2
66 (E.NAVAL)-Seja S = { (x, y) E R 2 J x2 + y2 <A2 }, onde A> O. Seja Tum
subconjunto de S que a distância entre cada dois pontos de T é maior
ou igual a A. O número máximo de pontos que T pode possuir é:
aj2 ~3 tj4 ~5 ~7

67 (E.NAVAL) - A região do plano formada pelos pontos (x, y) tais que


x e O e x s; y ~ 1 efetua uma revolução completa em tomo da reta de
equação x = O. O volume do sólido assim gerado é:
7t n 7t n 7t
aj- ~- tj- ~- ~-
2 3 4 5 6
68 Faça a associação correta:
(1) elipse ( ) x2-y2=0
x2 y2
(2) hipérbole ( ) ---=!
9 4
(3) parábola ( ) ~+2'...=J
3 5
(4) retas ( ) x2+y2=0
( 5) par de retas ( ) x2+y2-3x=O
(6) circunferência 1 '
(7) ponto
'
1
274 Cálculo Vetorial e Geornetria Analítíca

69 (FUVEST)- Num plano são dados os pontos A = (- 1, O) e B = ( 1, O).


Qual é o lugar geométrico dos pontos P = (x, y) deste plano, tais que
AB2-BP2=4?

70 (FGV)- Num sistema cartesiano ortogonal a equação do lugar geomé-


trico dos pontos que eqüidistam do eixo OY e do ponto (4; O) é:
a)y2=8(x-l) b)y2=4(x-2) c)y2=4x-2
d) y2 = 8 (x - 2) e) y2 = 2x - 1

71 (AMAN) - O lugar geométrico de x 2 - Sx - 6 = O no R 2 corresponde a:


a) Uma reta d) Três retas
b) Duas retas concorrentes e) Duas retas paralelas
e) Uma parábola

72 (CONC.PROF.RJ) - São dados no plano xOy os pontos A (2, O) e


B (- 2~. O lugar geométrico dos pontos M (x, y) tais que
MA· MB = O é:
a) O eixo Ox
b) O par de retas x = ± 2 d) A parábola y = - x 2 + 4
e) A parábola y = x 2 - 4 e) A circunferência x 2 + y 2 = 4

73 (CESGRANRIO) - O conjunto dos pontos P (x, y) do plano, cujas dis-


tâncias PA e PB aos pontos A (O, O) e B (4, O), respectivamente,
PA 1
satisfazem - = - é:
PB 2
a) Uma reta paralela a Ox. d) Uma parábola.
b) Uma reta paralela a Oy. e) Um ramo de hipérbole.
e) Um círculo.

74 (PUC) - No plano R 2, a equação x 2 = O representa:


a) Uma parábola com foco no eixo y.
b) Uma circunferência.
e) Duas retas paralelas distintas.
d) Uma reta única.
e) A origem das coordenadas.
Lugares Geométricos - Cônicas 275

2 2
75 (PUC)- No plano R 2, a equação ~-L = O representa:
4 4
a) Uma elipse d) Uma hipérbole
b) Um círculo de raio 2 e) Duas retas concorrentes.
e) Uma parábola

76 (CONC.PROF.RJ) - No plano xüy, a equação y 2 - x 2 = O representa:


a) Um par de retas perpendiculares.
b) Um par de retas paralelas.
e) Um ramo de hipérbole. ~
d) Uma parábola com vértice na origem.
e) Uma circunferência contendo a origem.

2 2
77 (AFA)-A equação reduzida 2-+_Y_ = 1, onde k :t:- - 4 é um número
9 4+k
real, representa uma:
a) Parábola, se O< k < 4
b) Hipérbole, se k < - 4
e) Circunferência, se k = 4
d) lipse, se k > O.

78 (PUC) -A equação x 2 + 2x + y 2 - 3y + l O= O representa no plano xüy:


a) Um conjunto vazio. d) Uma circunferência.
b) Duas retas paralelas. e) Duas retas concorrentes.
e) Uma parábola.

79 (CONC.PROF.RJ)- No plano xOy, a equação cos (2x - 3y) = O representa:


a) Uma família de infinitas retas concorrentes.
b) Uma família de infinitas retas paralelas.
e) Um par de retas concorrentes.
d) Um par de retas coincidentes.
e) Um par de retas paralelas.

80 Fatore a equação abaixo e desenho o gráfico do lugar geométrico:


1,.,1•• , •• , 6x 2 - 5xy + y 2 + 9x - 3y = O
276 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

81 (CONC.PROF.RJ) - Se f (x) = x para todo x E R, o gráfico do


g (x) = f [ f (x) ] - [ f (x) ]2 + 2 f (x 2) é uma:
a) Hipérbole de assíntotas sobre os eixos.
b) Bissetriz de uma dos quadrantes.
e) Parábola de vértice na origem.
d) Parábola de eixo vertical.
e) Reta paralela a Ox.

82 (MACK). A curvade equações paramétricas


, . {X = 2 - COS [ O st s 1t, é:
. y = - 1 + 3 cos t
a) Uma circunferência.
b) Um arco de circunferência.
e) Uma parábola.
d) Uma reta.
e) Um segmento de reta.

83 Determinar a equação do lugar geométrico de um ponto que se move


de maneira que sua distância à reta 4x - 3y + 12 = O é sempre igual a
metade de sua distância ao eixo y.

84 Determine a equação do lugar geométrico dos pontos eqüidistantes


das retas 2x - 3y + 3 = O e 2x + 3y - 6 = O. (apresente as duas soluções
e identifique o lugar geométrico).

85 (CONC.PROF.RJ)- Considere um triângulo ABC com base AB fixa em


comprimento e posição. Quando o vértice C descreve uma reta (r)
situada no plano do triângulo, o lugar geométrico do ponto G, bari-
centro de ABC, é uma:
a) Reta e) Parábola e) Circunferência
b) Elipse d) Hipérbole

86 A base de um triângulo é fixa sendo seus extremos (O, O) e (6, O).


Determinar e identificar a equação do lugar geométrico do vértice
oposto se o produto das tangentes dos ângulos da base é sempre
igual a 4.
Lugares Geométricos - Cônicas 277

87 (ITA)-0 lugar geométrico da intersecção de duas retas, uma passando


pelo ponto (O, - 1) com coeficientes angular a, a outra passando pelo
ponto (O, 1) com coeficiente angular a2 tal que:
2 2 ,
ª1 +a2 = 2 'e:

a) (x- a 1)2 + (y - a2)2 = 1 d) Y = a IX 2

x2 v2
b)x2-y2=1 e) -+-·-=1
2 2
ªI ª2

88 (AMAN)- Num sistema de coordenadas cartesianas ortogonais, consi-


dere a família de circunferências que passam por (- 1, 2) e que são
tangenciadas pela reta y = 3. A equação do lugar geométrico dos cen-
tros dessas circunferências é dada por::
a) x 2 + 2x + 2y - 4 = O d) y 2 + 2x + 2y - 4 = O
b) y - 2x - 2y + 4 = O
2 e) x 2 + y 2 - 2x + 2y - 4 = O
e) x 2 - 2x - 2y + 4 = O

89 (IME)- Dada a equação: x2 + y2 -2mx - 4 (m + 1) y + 3m + 14 = O


a) Determine os valores de m, para que esta equação corresponda a
um círculo.
b) Determine o lugar geométrico dos centros destes círculos.

90 (ITA)-Determine o lugar geométrico dos focos das elipses que passam


pelo ponto (2, O) e que admitem como diretrizes as retas x = ± 4.

GABARITO DOS EXERCÍCIOS PROPOSTOS


1) B 46)
2) e 4 7) (3 ,2 );(- 3/2, 1)
3) E 48) e=
4)A 49) y=
5) E 50)
6) E 51) B
7)-6 52)A
278 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

8) D 53) e
9)A 54) (y+ 1 )2 / 9 - (x+2)2 / ·3 = 1
F(-2,2+2.fi);
F(-2,-4-2.fi);
y+ 1 = ±.fi(x + 2);
e= 2-fj / 3

lO)A 55) E
11) l ou 3 56) (-4,2);V(-4,4);V(-4,0);F(-4,2+;
12) a) reta; b) parábola F(-4,2-;2a=4;2b=6;1=9;e=;
13) B y-2= ±2/3(x+4)
14) V(33/4, 3/2); F(8/3, 3/2); d: x = 17/2 57) E
15) V(2/3, 5/2); F( l L/3, 5/2); d: x+ 58) A
7/3 = O; f= 6; e: y = 5/2
16) V-(13/2,- 3/2); F(51/8, - 3/2); d: x 59) e
- 53/8 = O
17)V(-29/64, l/4);F(3/64, 1/4); d:x = 60) A
-61/64;e:y=l/4;1=1
18) 61)
19) 9x2+4y2-l2xy-16x-102y+ 439= O 62)
20) y+4 = -3(x-2) e y+4 = 2(x-2) 63)
21) e 64)
22) B 65)
23) B 66) e
24) e= l/3 67) B
25,) 68) 1-2-4-7-6
26) e 69) X - 1 = 0
27) E 70) B
28) E 71) E
29) P(2cos0, sen0) 72) E
30) A 73) e
31) B 74) D
32) a) 8 e 4; b) ((O,); e) 75) E
Lugares Geométricos - Cônicas 279

33) A 76) A
34) x2/12 + y2/16 = l ; 1=1/2 77) B
35) x2/25 + y2/16 = 1 78) A
36) E 79) B
37) A 80) (y-3x).(y-2x-3)=0
38) 81) D
39) y=2x 82) E
40) E 83) x-2y+8=0 ou l3x-6y+2=0
4\)A 84) 2y-3=0 ou 4x-3=0
42) O(-l ,3/2);F( 1 ;2a=4; 2b=2;e=;l.r.=1 85)A
43) a)(2,-3);b)6;c); d) 86) 4x2+y2-24x=O;elipse centro(3,0)
44) e 87) B
45) e 88) A
46) 89) a)m < -2 ou m > 1; b )reta:y=2x+ 2
90) c2+y2-5c+4=0

62)

63)

65)

a)

ITI
280 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

QUESTÕES DE CONCURSOS

Questão 01- U.F.Juiz de Fora


A equação da reta tangente à parábola y = x2 - 7x + 1 O, no ponto de
abscissa x = 6 é:
(A) y -X+ 2 = O (B) y - 5x + 14 = O (C) y + X - 1Ü = Ü
(D) 5y + X - 26 = Ü (E) y - 5x + 26 = O

Questão 02 - CESGRANRI O
y

Considere o gráfico acima, que representa a função definida por


y = 2x2 - 5x + c. As coordenadas do vértice V da parábola são:

(A) ( ! ,-% ) (C) (- ! ,-2)


(D) ( 1,-%) (E) (2,-1)

Questão 03 - CESGRANRCO

A área do triângulo PF1F2, onde P(2, -8) e F1 e F2 são os focos da


- -x2 + -y2
e l .1pse d e equaçao = 1, e, .1gua l a:
25 9
(A)8 (B) 16 (C)20 (D)32 (E) 64
Lugares Geométricos - Cônicas 281

Questão 04 - UFF
A equação da parábola que passa pelo ponto (-2, O) e cujo vértice
situa-se no ponto (1, 3) é:

2 x2 2x 8
(A)y=-x +2x+8 (D)y=-----
3 3 3
(B) y = -3x2 + 6x + 24 (E) y = x2 + 2x + 8
x2 2x 8
(C)y=--+-+-
3 3 3

Questão 05 - UFF
As equações y - 2x = O, y + x2 = O e y2 - x2 + 1 = O representam no
plano, respectivamente:
(A) uma reta, uma hipérbole e uma parábola.
(B) uma parábola, uma hipérbole e uma reta.
(C) uma reta, uma parábola e uma elipse.
(D) uma elipse, uma parábola e uma hipérbole.
(E) uma reta, uma parábola e uma hipérbole.

Questão 06 - UERJ
Observe o sistema:

O menor valor inteiro de r para que o sistema acima apresente quatro


soluções reais é:
(A) 1 (B) 2 (C) 3 (D) 3

Questão 07 - UFF
Identifique, justificando, o lugar geométrico dos pontos do plano de-
finido pela equação:
x2 - y2 - 4x + 8y = 12

.J
282 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Questão 08- U .F.Juiz de Fora


Associe cada equação ao tipo de curva que ela representa:
X y
(I)-+-=1 ( l) reta.
9 16
x2 y
(II)-+-= 1 (2) circunferência.
9 16
x2 y2
(IIl) -+-= L (3) elipse.
9 16
x2 y2 (4) hipérbole.
(IV) ---=l
9 16 (5) parábola.

A associação correta é:
(A) 1-1 Tl-2 111-3 IV-4;
(B) 1-1 11-5 III-2 IV-4;
(C) I-2 11-5 IIl-1 IV-3;
(D) 1-1 n-s lI-4 IV-3;
(E) 1-1 11-5 III-3 IV-4.

Questão 09 - UFF
Considere a parábola y = x2, a origem O do sistema de eixos coorde-
nados e um ponto Q(m, m2) pertencente à parábola.
Determine:
a) as coordenadas do ponto R, interseção da mediatriz do segmento
Q com o eixo y
b) o ponto do qual se aproxima R quando o ponto Q, percorrendo a
parábola, se aproxima da origem.

GABARITO DAS QUESTÕES DE CONCURSOS

1) E 4) e 7) Um par de retas: y =x + 2 e y =- x +6
2)A 5) E 8) E
m2+1
3) D 6) B 9) a) (O,--); b) (O, Y2)
2
Lugares Geométricos - Cônicas 283

QUESTÕES COMPLEMENTARES
1. (UENF)- No sistema de coordenadas cartesianas abaixo, está represen-
tado o triângulo ABC.
y

5
e

3
AI
B
·····1············1···················~
1
.
' .. .
'

X
1 3 7

Em relação a esse triângulo.


A) demonstre que ele é retângulo;
B) calcule a sua área.

2. (UENF) - Uma praça, em forma de círculo de raio 12 m, tem sua área


aumentada e ganha forma triangular. Três postes de luz, localizados
nos pontos A, B e C, são os únicos pontos comuns ao contorno antigo
e ao contorno novo, conforme mostra o gráfico a seguir. Nele, O é o
centro do círculo e P tem, como coordenadas, (O, 20).
p

- 'li
r
284 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Calcule, em m2, a área da praça com sua nova forma.

3. (UENF)- CINCO LOCAIS


Durante a viagem de Origenópolis para Destinó-
polis, os sobrinhos do professor Supless pergunta-
ram-lhe quantos quilômetros já haviam percorrido.
O professor disse que já haviam andado a metade
do que faltava para chegar a Passalândia. Oito qui-
lômetros adiante, os sobrinhos perguntaram quanto
faltava para chegar a Destinópolis e ele respondeu
que faltava metade do que já haviam andado desde
que passaram por Passalândia. tSuperinteressante,
junho 99)
Considere, num sistema de coordenadas cartesia-
nas ortogonais, que as três cidades citadas no texto
estejam alinhadas, sendo Origenópolis associada
ao ponto O (O, O) e Passalândia ao ponto P(3, 4),
conforme sugere o gráfico a seguir.

Yo ~--·········-··-···-··----~

3 X

Sendo D (x0y0) o ponto associado à cidade chamada Destinópolis,


determine:
A) a equação da reta que contém os pontos O, P e D;
B) as coordenadas do ponto D.
Lugares Geométricos - Cônicas 285

4. (UENF)- Observe o gráfico abaixo, no qual a reta y = kx divide o re-


tângulo ABCD em dois trapézios retângulos T1 e T2.

2 10

A) Calcule a área do trapézio T1, considerando k = ~


4
B) Determine o valor de k para que Tle T2 tenham a mesma área.

5. (UERJ)- Leia o texto a seguir.

SABEDORIA EGÍPCIA
Há mais de 5 mil anos os egípcios observaram que a sombra no chão pro-
vocada pela incidência dos raios solares sobre um gnomo (um tipo deva-
reta) variava de tamanho e de direção. Com medidas feitas sempre ao
meio-dia, notaram que a sombra com o passar dos dias, aumentava de ta-
manho. Depois de chegar a um comprimento máximo, ela recuava até per-
to da vareta. As sombras mais longas coincidiram com dias frios; as mais
curtas, com dias quentes. (Adaptado de Revista Galileu, janeiro/ 2001)

Comprimento
da sombra

B
Início do verão Outono ou Início do inverno
(sombra mais "primavera (sombra mais
1 curta) longa)
li
286 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

Um estudante fez uma experiência semelhante à descrita no texto,


utilizando uma vareta OA de 2 metros de comprimento. No início do
inverno, mediu o comprimento da sombra OB, encontrando 8 metros.
Utilizou, para representar sua experiência, um sistema de coordenadas
cartesianas, no qual o eixo das ordenadas (y) e o eixo das abscissas (x)
continham, respectivamente, os segmentos de reta que representam a
vareta e a sombra que ela determinava no chão.
Esse estudante pôde, assim, escrever a seguinte equação da reta que
contém o segmento AB.
A) y = 8 - 4x C) x = 8 - 4y
B) x = 6 - 3y D) y = 6 - 3x

6. (UENF) Duas pessoas A e B decidem se encontrar em um determinado


local, no período de tempo entre Oh e l h.
Para cada par ordenado (x0,y0), pertencem à região hachurada do grá-
fico abaixo, x0e Yo representam, respectivamente, o instante de chega-
da de A e B ao local de encontro.

x(h)

Determine as coordenadas dos pontos da região hachurada, os quais


indicam:
A) a chegada de ambas as pessoas ao local de encontro exatamente
aos 40 minutos;
B) que a pessoa B tenha chegado ao local de encontro aos 20 minutos
e esperado por A durante 1 O minutos.
Lugares Geométricos - Cônicas 287

7. (UERJ)

A FEIRA DE CARUARU

A feira de Caruaru
Faz gosto da gente ver
De tudo que há no mundo
Nela tem pra vender

http://luiz-gonzaga.letras.com.br

A cidade a que se refere Luiz Gonzaga em sua canção está indicada no


mapa a seguir como a origem de um sistema de eixos ortogonais xOy.

PERNAMBUCO PARAISA
y

(Ad.i.prado de Alma11d'fl« Abril, 1.000.)

Considere que a região de influência da feira de Caruaru seja repre-


sentada, nesse sistema de eixos, pela inequação x2 + y2 ~ 2,25, com x e y
medidos em centímetros.
Em relação à região de influência da feira,
A) determine sua área, em km2, supondo que a escala domapa seja de
1: 10.000.000; ( 11 11)
B) demonstre que uma cidade situada nas coordenadas -,- de
. d . 'd d _ , ·-
sistema e eixos consi eran o nao esta nessa regiao. 10 10
!88 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

1. (UERJ) - Um holofote situado na posição (-5, O) ilumina uma região


elíptica de contorno x2 + 4 y2 = 5 projetando sua sombra numa parede
representada pela reta x = 3, conforme ilustra a figura abaixo.

3 X
-5

(Adaptado e Almanaque Abril, 2000)


Considerando o metro a unidade dos eixos, o comprimento da sombra
projetada é de:
A)2 B)3 C)4 D)5
9) (UERJ)
O MELHOR DE CALVIN/ Bill Watterson
OS MORTOS-VIVOS NAO PRE-
CISAM RESOLVEll,PROBLEMAS
7' DE_MA~ATICA_;/

, /Vv-

' :sb,,-- -~?::,, ·~.... ='7<éi5R:'> ~,,


1#
1
1
- ••

•••..
f

'f.,.,
~\:. ~
.~
·~_......
.
.••

Considere os pontos A, B e C nas condições mencionadas na tirinha.


A) Se A, B e C pertencem a uma mesma reta, calcule a distância entre
A e C quando:
• A está situado entre B e C:
• A está situado fora do segmento BC.
B) Se A, B e C estiverem no plano cartesiano, sendo A um ponto
móvel, B um ponto do semi-eixo positivo das abscissas (x) e C a
origem (O, O), determine a equação da linha descrita pelo ponto A
e identifique a curva correspondente.
Lugares Geométricos - Cônicas 289

10. (UNESA) Observe o paralelepípedo retângulo ABCDEFGH, represen-


tado abaixo em um sistema de coordenadas ortogonais com vértice D
(6, 1 O, 5).
z

X G

O menor caminho sobre a superfície do paralelepípedo para ir do vér-


tice A ao vértice G é AP + PG.
Se P tem coordenadas (a, b, e), então a+ b + e é igual a:
A) 15 B) 13 C) 12 D) 14 E) 11

11. (UERJ) A tabela a seguir apresenta os preços unitários de três tipos de


frutas e os números de unidades vendidas de cada uma delas em um
dia de feira.

A arrecadação obtida com a venda desses produtos pode ser calculada


pelo produto escalar de p = (1 ,2,3) por ü = (x.y.z). .
Determine:
A) o valor arrecadado, em reais, com a venda de dez mamães, quinze
abacaxis e vinte melões;
B) o cosseno do ângulo formado pelos vetores p e ü , sabendo que x,
y e z são respectivamente proporcionais a 3, 2 e 1.
290 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

12. (UERJ)

Os planos secantes a e í3 acima podem representar em R3 as equações

2x-y-4z = -1
{ x+y+z=4

A interseção desses planos é uma reta r que passa por um ponto


P (x.y,z). Determine:
A) as coordenadas de P, considerando z = O;
B) um vetor unitário paralelo à reta r.

13. (UFRJ) Considere um tabuleiro quadrado, semelhante aos usados nos


jogos de xadrez e de damas (na Figural, vemos um tabuleiro de xa-
drez). Nosso tabuleiro, porém, tem 1000 x 1000 = 106 casas, no lugar
das 8 x 8 = 64 casas do tabuleiro de xadrez convencional.
Cada casa é designada por um par ordenado (m, n) de números naturais,
ambos variando de 1 a 1000 (na Figura 2, está assinalada a casa (7, 6)).
Uma peça pode se mover no tabuleiro, a cada jogada, para qualquer das
casas adjacentes à que esteja ocupando (ver Figura 3). A distância entre
duas casas é definida como o menor número de jogadas para que urna
peça passe de uma casa até a outra.
Considere, neste tabuleiro, as casas A = (l, 1 ), B = (998, 999),
C = ( 1, 1000). Qual das duas distâncias (segundo definição acima) é
menor: a distância entre A e B ou entre A e C? Em outras palavras:
partindo de A, a qual, dentre as casas B e C, se pode chegar em menos
jogadas? Por quê?
Lugares Geométricos - Cônicas 291

1 2 3 4 5 6 7 8 9
Figura 1 Figura 2 Figura 3

14. (UFF) Um arquiteto deseja desenhar a fachada de uma casa e, para isto,
utiliza um programa de computador. Na construção do desenho, tal
programa considera o plano cartesiano e traça curvas a partir de suas
equações. Na fachada, a janela tem a forma de um retângulo MNPQ
encimado pela semicircunferência PRQ, conforme mostra a figura:
y(<m)

o x(cm)

Para desenhar a janela o arquiteto precisa da equação da semicir-


cunferência PRQ. Sabe-se que o segmento MN é paralelo ao eixo
Ox e tem comprimento igual a 2 cm, que MQ tem comprimento
igual a 1 cm e que o ponto M tem coordenadas ( 4, ~} Uma pos-
sível equação da semicircunferência é dada por:

A) y = ~-)1-{x-5)2 D)y= ~+~1-(x-5)3


2 2

B) y = ~+~l+(x-5)2 E) y = ~+~1+(x-5)3
2 2

C) y = ~+~1-(x-5)2 .•1
2
292 Cálculo Vetortal e Geometria Analítica

15. (UNESP) Suponha que um projétil de ataque partiu da origem do sistema


de coordenadas cartesianas descrevendo uma parábola, conforme figura.

o 5 6 15 alvo x

A) Sabendo-se que o vértice da parábola do projétil de ataque é dado


pelas coordenadas (15, 45) e baseado nos dados da figura, calcule
a equação da parábola do projétil de ataque.
B) Um projétil de defesa é lançado a partir das coordenadas (6, O) e
sua trajetória também descreve uma parábola segundo a equação
y = - 0,25x2 + 9x - 45.
Considerando-se que o projétil de defesa atingirá o projétil de ata-
que, calcule as coordenadas onde isto ocorrerá e diga se o alvo
estará salvo do ataque.

16. (FUVEST) Suponha que um fio suspenso entre duas colunas de mesma
altura h, situadas à distância d (ver figura), assuma a forma de uma
parábola.

Suponha também que


1. a altura mínima do fio ao solo seja igual a 2;
II. a altura do fio sobre um ponto no solo que dista ~ de uma das
. . l h
co 1 unas seJa 1gua a - .
4
2
Se h = 3 ~, então d vale
8
A) 14 B) 16 C) 18 D) 20 E) 22
Lugares Geométricos - Cônicas 293

17. (UERJ) A figura do R3 abaixo representa uma pirâmide de base quadra-


da ABCD em que as coordenadas são A(O, O, O), 8(4, 2, 4) e C(O, 6,
6), e o vértice V é eqüidistante dos demais.
V

A B

A partir da análise dos dados fornecidos, determine:


a) as coordenadas do vértice D e a medida de cada aresta de base;
b) as coordenadas cartesianas do ponto V, considerando que o volu-
me da pirâmide é igual a 72.

18. (UERJ) As contas correntes de um banco são codificadas através de


um número seqüencial seguido de um dígito controlador. Esse dígito
controlador é calculado conforme o quadro abaixo:
Processo de Codificação de Contas Correntes
Número seqüencial: abc ~ vetor ii = (a, b, e)
Ano de abertura: xyzw ~ vetor v = (y, z, w)
Produto escalar: ii · v = a. b + b. z + e. w
Dígito controlador: d ~ é o resto da divisão do produto ii · v pela
constante 11; para resto O ou 1 O, d = O.

A conta 643-5, aberta na década de 80, foi cadastrada no ano de:


(A) 1985 (B) 1986 (C) 1987 (0)1988

19. (UFRJ)
Marlos Charada, o matemático espião, concebeu um código para
transformar uma palavra P de três letras em um vetor Y de R3 come
descrito a seguir:
294 Cálculo Vetorial e Geometria Analítica

A partir da correspondência:

1 2 3 4 5 6 7 8 9101112 13141516171819 20 2122 23

a palavra Pé transformada em um vetor X de R3. Em seguida,


usando a matriz código

ºl
l
A= 23 23 1
1 O 1
, o vetor Y é obtido pela equação Y =A.X.

Por exemplo, a palavra MAR corresponde ao vetor X= (12, 1, 7) e é


codificada como Y = A X= (26, 56, 29). Usando o processo acima,
decodifique Y = (64, 107, 29).

20. (UFRJ) Três cidades A, B e Cestão representadas no mapa a seguir. Es-


colhendo uma cidade como origem, é possível localizar as outras duas
usando um sistema de coordenadas (d, O) em que d é a distância, em
quilômetros, entre a cidade considerada e a origem e O é o ângulo, em
graus, que a semi-reta que une a origem à cidade considerada faz com
o. vetor norte N; O é o medido a partir do vetor N no sentido horário.

Usando A como origem, as coordenadas de B nesse sistema são (50, 120)


e as coordenadas de C são ( 120, 21 O).
a) Determine a distância entre as cidades B e C.
b) Determine as coordenadas da cidade B, se escolhermos C como
origem.
Lugares Geométricos - Cônicas 295

GABARITO DAS QUESTÕES COMPLEMENTARES

1)
a) AB = ..J4Õ; AC = J8 e 11) a) 100 reais; b) 5/7
BC = m- logo o triângulo é
retângulo; b) área: 8 u. a.

2) 768 m2 12) a) (O, 5,-1); b) (-l../6' J6'2 J6-1)


3) a) y = 4x/3; b) (48/5, 36/5) 13) De A para B: 998 movimentos;
de A para C, 999 movimentos
4) a) 40/3; b) k = 8/3 14) c
5) c 15) a)-02x2+6x; b)(30, O)eoalvo
não estará a salvo do ataque;
b) ( 1 /2, 1 /3)
6) a) (2/3, 2/3) 16) B
7) a) 22500km2; 17) a) - 4, 4, 2) e 1 = 6;
b) não b) (-2,-1, 7) ou (2, 7,-1)
8) c 18) B
9) a) 10/3; 10; b) circunferência 19) X(l 8, 14, 1 l); que corresponde
de centro (20/3, O) e raio 10/3 à palavra "SOL"
10 ) c 20 ) a) 130 km;
5
b) 130; 30º + are tg 12
Bibliografia

1. ANTON, Howard. Álgebra Linear. Editora Campus. 3ª ed.


2. BLASI, Francisco. Exercícios de Geometria Analítica. Papirus - Li-
vraria Editora
3. BOLDRINI, José Luiz, COSTA, Sueli l. Rodrigues, FIGUEIREDO,
Vera Lúcia & WETZLER, Henry G. Álgebra Linear. Harbra - Harper
e Row do Brasil. 3ª ed.
4. BOULOS, Paulo & CAMARGO, Ivan. Geometria Analítica, um tra-
tamento vetorial. Me Graw Hill. 1987.
5. CALLIOLI, Carlos, DOMINGUES, Hygino H. & COSTA, Roberto
C. F. Álgebra Linear e Aplicações. Atual Editora. 4ª ed.
6. D. KLÉTÉNIC. Problemas de Geometria Analítica. Livraria Cultura
Brasileira. 1970.
7. FAINGUELERNT, Estela K. & BORDINHÃO, Noelir de C. Álgebra
Linear e Geometria Analitica. Editora Moderna. 1980.
8. IEZZI, Gelson. Fundamentos de Matemática Elementar, volume 7.
Atual Editora. 4ª edição.
9. LEHMANN, Charles H. Geometria Analítica. Editora Globo, 4ª ed.
1982.
1 O. LIPSCHUTZ, Seymour. Álgebra Linear. Coleção Shaum. Editora Me
Graw - Hill do Brasil Ltda. 2ª ed. 1974.
11. MACHADO, Antonio dos S., Matemática Temas e Metas, volume 5.
Atual Editora. 1986.
12. NETO, Aref. A., LAPA, ~ilton, SAMPAIO, José Luiz P. & CA-
. lrr , r. '
VALLANTTE, S.1tl'ney L.' oções de Matemática, vhlume 6. Editora
Moderna. 1980.
!98 1L,,. Cálculo Vetorial e Geometria Analítica
1

l 3. OLIVA, Waldyr Muniz. Vetores e Geometria. Edgar Blücher. 1973.


14. RIGHETO, Armando. Vetores e Geometria Analítica. Instituto Brasi-
leiro do Livro Científico. Ed. 1985.
15. SMITH, Percey F., GALE, Arthur Sullivan & NEELLEY, John Ha-
ven. Geometria Analítica. Ao Livro Técnico. 1957.
16. STEINBRUCH, Alfredo. Álgebra Linear e Geometria Analítica. Me
Graw Hill do Brasil. 1972.
Matrizes e Sistemas
Algébricos em
Engenharia

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