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UNIDADE 9: Recomendações de Jesus

UNIDADE 9: Recomendações de Jesus

OBJETIVOS

Como muitas pessoas de seu tempo, Jesus passou por momentos de


necessidade. Mas qual era a sua posição diante das necessidades das
outras pessoas? Que mensagem e que recomendações Jesus fez em
relação às necessidades diárias? Essas serão as questões tratadas nes-
ta unidade.

Vimos na Unidade 7 que os elementos que constituem as necessidades


básicas do ser humano eram bens limitados na época de Jesus. A situação da
maioria das pessoas era incerta. Para essas pessoas, Jesus tinha uma mensagem.
Mas não somente para elas. Também as pessoas com bens em quantidade sufi-
ciente ou em fartura receberam recomendações.

As recomendações de Jesus têm dois objetivos claros: 1) trazer esperança e


ânimo para as pessoas em situação difícil; 2) apontar para um novo tipo de
atitude, capaz de transformar radicalmente a realidade.

Bem-aventurados vós...

Em Lc 6.20s, Jesus fala para pessoas em situação de pobreza e fome. Pessoas


pobres e famintas são chamadas de bem-aventuradas. Elas recebem uma pro-
messa: ganharão o reino de Deus e serão saciadas. As palavras de Jesus tratam
de uma situação concreta e a promessa pressupõe uma reversão igualmente con-
creta da situação. A pobreza e a fome atual serão substituídas pela satisfação no
reino de Deus.

A promessa não quer ser consolo barato, nem fazer com que as pessoas se
acomodem com a situação. Ela traz esperança porque assegura que Deus está ao
lado dos necessitados. Se a sociedade rejeita pessoas pobres e famintas, Deus as
acolhe. Essa certeza dá forças para viver. Mas a promessa é também um apelo.
Assim como Deus, também as pessoas são chamadas a acolher. Se o exemplo de
amor e solidariedade divina for seguido, a fome poderá ser aliviada.

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BLOCO 3: Jesus diante das necessidades básicas

Não andeis ansiosos pela vossa vida...

O texto de Mt 6.25-34 é uma instrução dirigida a pessoas que experimen-


tam a preocupação com as necessidades básicas: alimentação e vestuário. São
pessoas que vivenciam a carência desses elementos. Para elas, Jesus diz: “não
andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem
pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir” (Mt 6.25).

Essa recomendação quer libertar as pessoas da inquietação. Para Jesus, a


garantia da existência não depende da própria preocupação, mas de Deus. As-
sim como Deus provê comida aos pássaros e atribui beleza às flores, da mesma
forma ele cuida de suas filhas e seus filhos.

No lugar da inquietação com as necessidades básicas, Jesus coloca em pri-


meiro lugar o reino de Deus: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua
justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33). Buscar o reino de
Deus não é uma atitude meramente espiritual ou interior. Buscar significa viver
de acordo com os princípios do reino. E este viver inclui ações bem concretas.

Buscar o reino também não significa que as pessoas estão dispensadas de


obrigações, como trabalho e busca pelo sustento. Jesus lembra apenas que a
vida é mais do que o alimento e o corpo é mais do que as vestes (Mt 6.25). A
inquietação com as necessidades básicas não deve nos afastar daquilo que é o
mais importante: o reino de Deus e a sua justiça.

O pão nosso de cada dia...

Na oração que conhecemos como “Pai-Nosso”, Jesus ensina a pedir o ali-


mento a Deus: “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 6.11). Pedir o pão a
Deus é reconhecê-lo como responsável pelo bem-estar do seu povo. A tradição
mais conhecida de Deus como aquele que provê o pão está em Êx 16, que conta
a história do maná no deserto. Orar “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje” não
significa pedir a Deus que envie o maná novamente. Essa oração é uma confis-
são de confiança em Deus, que não abandona seu povo.

O pedido pelo “pão nosso” pressupõe um estilo de vida simples: não se pe-
dem coisas supérfluas e nem em grande quantidade, mas simplesmente o pão
diário necessário. O “pão nosso” é um pedido coletivo. Ele faz reconhecer que
todas as pessoas fazem parte da comunhão de filhas e filhos de Deus. O “pão
nosso” compromete a pessoa que ora com outras pessoas. Não se pode pedir pelo
“pão nosso” sem pensar nas irmãs e irmãos que passam por necessidade.
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UNIDADE 9: Recomendações de Jesus

Saiba mais
Na Bíblia, pão significa o alimento necessário para a vida:
“No suor do rosto comerás o teu pão” (Gn 3.19).
“[...] e havia fome em todas as terras, mas em toda a terra do
Egito havia pão” (Gn 41.54).
“[...] ao comerdes do pão da terra, apresentareis oferta ao
Senhor” (Nm 15.19).
“O que lavra a sua terra será farto de pão” (Pv 12.11).

O que entesoura para si mesmo...

A parábola contada em Lc 12.16-21 fala de um homem cujas terras deram


uma grande colheita. Diante dessa colheita, talvez até inesperada, o homem está
confrontado com uma questão: o que fazer?

Ele decide arrancar seus depósitos e construir outros maiores. Guardará


tudo e não precisará trabalhar por um bom tempo. Parece uma sábia decisão,
mas o homem é chamado de tolo. Ele está ajuntando para aproveitar a vida, mas
não desfrutará de seus bens e possivelmente nem tem herdeiros. Ainda nessa
noite perderá a vida. Quem ficará com seus pertences?

A abundância levou o homem à auto-suficiência. Ele esqueceu que Deus é


a fonte de todo bem. Além disso, está dominado pela avareza. Quer cada vez
mais e mais, embora não necessite. Temos aqui um exemplo negativo de parti-
lha. A terra deu boa colheita. Sobre as pessoas que trabalham com o rico não se
ouve uma palavra. O homem aparece sozinho, fala para si mesmo, planeja para
si mesmo. A colheita não será partilhada, mas acumulada em novos depósitos.

O acúmulo, motivado pela avareza, é o grande problema que a parábola


apresenta. Ela mostra alguém que não busca o reino de Deus e a sua justiça. O
exemplo negativo quer chamar para uma nova atitude. Se Deus presenteia com
uma boa colheita, as pessoas são responsáveis pela partilha. Quando os frutos
são partilhados, existem bens em quantidade suficiente para todos.

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BLOCO 3: Jesus diante das necessidades básicas

Quando deres um jantar ou uma ceia...

Em Lc 14.12-14, Jesus faz um apelo à solidariedade, motivando a hospita-


lidade para com as pessoas que não podem oferecer algo em troca. Essa regra da
hospitalidade contrasta com a prática comum. É comum convidar amigos, pa-
rentes ou vizinhos para uma ceia. E é normal que eles retribuam o convite.

Jesus certamente não quer o fim desse tipo de relação. Mas ele aponta para
um problema: trata-se de uma troca de favores. Jesus sugere ir além do círculo
de dar e receber. No lugar de retribuição e honra, aponta para a generosidade. A
generosidade será demonstrada quando pobres, aleijados, coxos e cegos forem
convidados. Esse era o grupo que não podia retribuir um convite. A generosida-
de não espera retribuição. Mesmo assim, o acolhimento generoso será recom-
pensado por Deus na ressurreição dos justos.

Porque tive fome, e me destes de comer...

A parábola em Mt 25.31-46 fala do grande julgamento. Diante de Jesus, as


pessoas são separadas em dois grupos. Um grupo será convidado a entrar no
reino de Deus. O outro grupo não terá acesso a ele. Pior, será condenado ao
castigo eterno.

A razão para a separação está na atitude das pessoas. Um grupo praticava o


amor e a solidariedade. O outro vivia apenas para si mesmo. O texto traz uma
série de situações como exemplo: “tive fome, e me destes de comer; tive sede, e
me destes de beber...”. Esses exemplos estão ligados às “obras de amor”, que
eram bem conhecidas no judaísmo do tempo de Jesus.

A prática das obras de amor era esperada de todas as pessoas. Essas obras
não apenas envolviam doação de dinheiro ou bens, mas uma ação da pessoa.
Por isso eram consideradas mais importantes do que as esmolas.

O que chama a atenção na parábola é a identificação de Jesus com os ne-


cessitados. Os necessitados são chamados de “pequeninos irmãos”. Fazer algo a
eles é o mesmo que fazer ao próprio Jesus. Os necessitados não são melhores
que os outros, mas necessitam de ajuda e são freqüentemente vítimas de injusti-
ças e sofrimentos. Por isso recebem a solidariedade e a identificação com Jesus.

Através da parábola, Jesus revela ao mundo a dignidade das pessoas que


normalmente ficam à margem da sociedade. Ela também traz um estímulo a
acolher e a ajudar os “pequeninos”. Mas a surpresa dos justos e injustos deixa
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UNIDADE 9: Recomendações de Jesus

claro que essas obras não são realizadas pensando na recompensa. As pessoas
simplesmente fizeram ou deixaram de fazer, sem se preocupar a quem (leia tam-
bém Mt 6.3-4). A ação não foi motivada por medo do juízo ou pelo desejo de
recompensa. Trata-se de vivência concreta da fé e do amor.

Conclusão

A partir dos textos apresentados, percebemos que, para Jesus, a questão


das necessidades básicas passa pela confiança em Deus, pela busca do seu rei-
no, pela partilha e pela solidariedade.

Na unidade anterior vimos que Jesus


e seus seguidores tinham um caixa comum.
Esse caixa era um sinal de novas relações, baseadas
na igualdade e na dependência mútua.
Como você acha que podemos viver novas
relações econômicas baseadas na proposta de Jesus?
Considere os textos apresentados e pense
em questões bem concretas do seu dia-a-dia.
Quem seriam os “pequeninos irmãos” de Jesus hoje?

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