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A missao da jovem Eleanor Catton Para.a vencedora do Man Booker Prize, os livros transformam. Por Luis Anténio Giron, para o Valor, neozelandesa Eleanor Cat- ton passaria facilmente por uma estudante université- ria de uma cidade média brasileira. Loira, delicada, grandes othos azuis e um sorriso permanente no rostovestindo saia eténis, manei- ras modestas ¢ vor. suave. “Acredito que a literatura pode transformar 0 ser humano', diz. “Os livros podem melhoraraspessoaseo mundo.” ‘Ao longo da entrevista concedida durante Festa Literdria Internacional deParaty Hip), Eleanor discorresobre amissio do escritorimbutda de ideais que podem soar ingénuos entre um meio literéro cada ver mais mercanti~ lizado, em que livros se transforma- Tamemprodutoseoantessagrado ato de escrever, um servigo de alta produ- fividade. Mas essa jovem de 28 anos despretensiosa edistante das aidades do mercado literario venceu no ano passado o prémiomaisimportanteda literatura dos paises de lingua ingles, ‘Man Booker Prize pelo romance “Os Luminares” (trad: Fabio Bonillo, Bi Dilioteca Azul, 888 pags, RS.69,90) “Ganhar 0 Booker foi uma surpre- sa, mas vejo 0 prémio como um cha- ado a responsabilidade’, afirma “agora vou ter de me esforgar mais para fazer jus aposta que fizeram ‘em meu trabalho. E tudo o que quero € que a ficgdo ocupe um lugar essen- cial na vida das pessoas. Que nio seja apenas um produto, mas uma fonte deprazere sabedoria.” Hla foiaescitora mais ovematerar- rebatado o prémio,¢ com um liv que comegou a planejar durante o mestra- dodeescritacriativana universidadede Victoria, na cidade neozelandesa de Wellington. “Os Luminares” porém,na- da tem de escolar ou de uma obraima- ture. Ao contratio, trata-se de um ro- mance maravilhoso, ao mesmo tempo atual antigo, simultaneamente uma sagahistrica, um romance de mistério € 0 relato de uma obsessio amorosa. Seu arcabougo & engenhosoPairam so- breopano de fundo histérico—acorri- da do ouro da costa oeste da Nova Ze- landia em 1866—ossignos do zodiaco. Eles estruturam o enredo, dividido em 12 capitulo, cada um dedicado a um signo esta posiéono mapa astral “Ossignossio uma forma antiga de psicologia’, comenta Eleanor. “Fun- cionacomo principio onganizadordo meu livro, mas também explica o des- tino e as caracteristicas psicol6gicas decada personagem” Foiassim que Eleanor, apesar de ser libriana e ndo acreditar em hor6sco- o, construiu o her6i Walter Moody. “Ele é pura invengao, uma mistura di- fusa de varios homens, mesmo por- ‘que no houve uma figura hist6rica ‘marcante na cortida do ouro neoze- Tandesa’, observa. Eleanor: Tudo o que quero é que fice ocupe um lugar essencial na vida das pessoas” Fapewusnenetnosses Walter € um fidalgo de 28 anos, vir- giniano, nascido em Edimburgo, que rompecomopaieoinmaoeviaja para Nova Zelindia em busca de uma vi- da nova. A exploracdo das jazidas de ouro €apenas um pretexto paraamu- danca. Walter vive o choque de civil. zaghes ao desembarcar em Hokitika, centro do comércio do ouro, Encon- tra chineses, maoris, europeus, todo tipo de gente obcecada pela riqueza —e € contaminado pela cobiga. Mas outras duas buscas vio dominé-lo, Quando acontece um assassinato misterioso, ele € chamado a investi- 410 eo faz de forma igualmente ob- sessiva. A terceira busca ocorre quan- do conhece Anna ¢ se apaixona por ela, uma das pou niveisnacidade.* ficando Anna con ser conquistado “Anna se torna 0) téncia”E, assim, certo pontoaoan NascidanoCan ia pés-graduaca em Christchurch, rebatizada. “Foi dadonada,hojeé pais Fum lugarb eu muito sangue nas, que logo se gue Ievou dois an Jomais ¢ arquivos livto. Ao longo do manteveadisciplit 19 horas todos os de desenvolver un para dar conta di comtantassubtrat ricos e personager ‘malabarismo. Mui verosdetalhes,eai ceberam inconsisti As obras que st delo para “Os 1 “Middlemarch, de me € Castigo’, dt Mulher de Branco “Sao autores do sé ‘que oromance 64 2, “Procurei imit: nade Eliot, da os meiam a narrativ diferente para co passada” Mas n3o arcaica. O vocabu ‘um efeito de cont ‘gioda arquitetura Heanor diz que técnica, o que Ihe vita criativa na u ckland, onde vive elapudessedarap seus alunos e a ca res diria:“Leiam fem vor alta para c sim com meu com te. Foi fundament ria soasse natural’ Sentara, 1860050